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Filosofia 10º ano – lógica

Silogismo Condicional: 

– ​Silogismo condicional​, é aquele silogismo cuja premissa maior é uma proposição 


condicional, isto é, uma proposição que se divide em duas partes: o Antecedente e o 
Consequente. 
 
– ​Modus ponens​, consiste em afirmar o Antecedente na premissa menor (a segunda) 
e em afirmar, de seguida, o Consequente na conclusão. 
 
– ​Modus tollens​, trata-se de negar o Consequente na premissa menor e de negar 
depois o Antecedente na conclusão. 
 
– ​Falácia da Afirmação do Consequente​, afirma-se o Consequente na premissa 
menor e o Antecedente na conclusão. 
 
– ​Falácia da Negação do Antecedente​, nega-se o Antecedente na premissa menor e 
o Consequente na conclusão 

Então :

Modus ponens​ e ​modus tollens​ são formas de se resolver implicações


lógicas

Regras
● Modus Ponens ​(modo em que se afirma algo) – Sempre que na segunda premissa se
dá a afirmação do antecedente, a conclusão tem de afirmar o consequente.

A então C
A
C

● Falácia da afirmação do consequente – ​Sempre que na segunda premissa se dá a


afirmação do consequente nada se pode concluir necessariamente.

A então C
C
Nada se pode concluir necessariamente.

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Filosofia 10º ano prof. Sofia Morais
● Modus Tollens ​(modo em que se nega algo) – Sempre que na segunda premissa se
dá a negação do consequente a conclusão terá de negar o antecedente.

A então C
~C
~A

● Falácia da negação do antecedente – ​sempre que na segunda premissa se dá a


negação do antecedente, nada se pode concluir.

A então C
~A
Nada se pode concluir.

Silogismos Disjuntivos
A 1ª premissa apresenta sempre uma alternativa. Tem sempre “Ou” no inicio da
frase e “ou” entre as alternativas.

Regras
● Modus tollendo-ponens – sempre que na segunda premissa se nega um dos polos
da alternativa exposta na premissa inicial. A conclusão afirmará necessariamente o
outro.

Exemplo:
Ou é professor ou é treinador de futebol.
Não é treinador de futebol.
Logo, é professor.

● Modus ponendo-tollens – quando na segunda premissa se afirma um dos polos da


alternativa só é válido concluir negando o outro polo se a disjunção disposta na
premissa inicial for completa, isto é, se os termos em alternativa forem
incompatíveis, completamente opostos.

Exemplo:
Ou está céu limpo ou está céu nublado.
Está céu nublado.
Logo, não está céu limpo.

Quando na premissa inicial não se apresenta uma disjunção completa nada se pode
concluir necessariamente da afirmação de um polo da alternativa.

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Exemplo:
Ou é professor ou é treinador de futebol.
É professor.
Logo, não é treinador de futebol.

Falácias
O homem conhece todas as regras lógicas que existem, contudo, está sujeito ao
erro e engana-se, ou seja, raciocina mal, construindo argumentos errados, aos quais se dá o
nome de ​falácias​ ou ​sofismas​.
É importante distinguir entre ​paralogismo​ e ​falácia​.
O ​paralogismo é um erro construído sem intenção de enganar, apesar de ser
inválido.
O ​sofisma ou ​falácia é um argumento defeituoso elaborado com intenção de
enganar.
Existem dois grandes tipos de falácias: as ​falácias-informais​ e as ​falácias-formais​.

Falácias-formais: ​são argumentos inválidos, isto é, argumentos cujas premissas são


erradamente consideradas como prova de uma determinada conclusão.
Estas falácias violam a formalidade dos argumentos, ou seja, são falácias formais
porque violam alguma regra lógica.

Falácias não-formais: ​resultam do uso defeituoso do conteúdo do argumento, não são


detectáveis pela simples análise da forma ou estrutura do argumento. A conclusão não é
justificada pelas premissas.

● Falácias da não-relevância – ​as premissas deste argumento são psicologicamente


relevantes para a conclusão, mas, embora pareça, a conclusão não encontra nelas
qualquer suporte lógico.

● Falácias de dados insuficientes – ​estes argumentos falaciosos acontecem não


propriamente porque as premissas são logicamente irrelevantes para a conclusão,
mas porque a relação entre aquelas e a conclusão não é suficientemente forte para
a sustentar.

● Falácias da ambiguidade – ​acontecem em virtude do argumento conter na sua


formulação termos ou frases cujo significado muda ao longo do raciocínio.

Falácias da não-relevância

● Apelo ao povo e à emoção (argumentum ad populum) – ​esta falácia verifica-se


quando, por falta de razões convincentes, ou pertinentes, se manipulam e exploram
sentimentos da audiência para fazer adotar o ponto de vista de quem fala. O

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“argumento” dirige-se ao conjunto de pessoas (povo) e tira partido de
preconceitos, desejos, e emoções para tornar persuasiva uma ideia ou uma
conclusão para a qual não se encontram nem dados, nem provas racionais.

● Ataque pessoal (argumentum ad hominem) –​ esta falácia comete-se quando alguém


tenta refutar o argumento de outra pessoa atacando não o argumento mas a
pessoa através de uma censura ou de uma desvalorização ou desacreditação da
pessoa que defende o argumento.

● Apelo à autoridade não-qualificada (argumentum ad verecundiam) – ​quando, para


provarmos a verdade de certa ideia ou conclusão, nos apoiamos numa tradição em
desuso/obsoleta, na reputação de uma pessoa que não é uma autoridade nem um
especialista do assunto em causa.

● Apelo à ignorância (argumentum ad ignoratiam) - ​esta falácia ocorre quando se


argumenta que uma proposição é verdadeira porque não foi provado que é falsa ou
falsa porque ninguém provou que é verdadeira.

Falácias de dados insuficientes


● Generalização apressada ou inadequada – ​verifica-se quando uma conclusão acerca
de um conjunto de pessoas, de situações, ou de objetos, se baseia na observação de
um número pouco representativo ou mal selecionado dos membros do conjunto em
questão.

● Falsa causa – ​cometemos esta falácia quando julgamos que o facto de um


acontecimento preceder outro é prova suficiente de uma relação de causalidade
entre os dois acontecimentos.

● Petição de princípio – ​consiste em provar um conclusão tendo como premissa a


própria conclusão (raciocínio circular).

● Bola de neve – ​consiste em dizer que uma vez desencadeada certa ação, esta não
terminará enquanto não chegar às últimas consequências.
Falácias da ambiguidade

● Falsa dicotomia (oposto/incompatível) ou falso dilema – ​consiste em repartir uma


classe de objetos em dois polos que se supõem serem os únicos possíveis e
incompatíveis, ignorando o facto de poder existir uma alternativa a ambos.

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