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Fu11darnen.t os de
Transfei~ência de Calor e de Massa

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CD-ROM
Incropera, Frank P., Dewitt, David P., and Bergman, Theodore L. Fundamentos de transferência de calor e de massa (6a. ed.). Brasil: Grupo Gen - LTC, 2008. ProQuest ebrary. Web. 27 August 2015.
Direitos Autorais © 2008. Grupo Gen - LTC. Todos os direitos reservados.
S111nário

Símbolos xvii 3.3 S istemas Radiais 73


3. 3. 1 O Cilindro 73
3.3.2 A Esfera 76
CA PÍTULO 1 3.4 Res u1110 dos Resultados da Condu ção
/11fr0<l11cão
, 1 Unidimensional 78
3.5 Condução com Geração de Energia Ténnica 79
1.1 O quê e Co n10? 2 3.5. 1 A Parede Plana 79
1.2 Origens Físicas e Equações de Taxa 2 3.5.2 Siste111as Radiais 82
1.2. l Cond ução 2 3.5.3 Aplicações do Conceito de Resistên cias 84
1.2.2 Convecção 4 3.6 Transferência de Calor e111 Superfícies Estendi das 84
1.2.3 Radiação 6 3.6. 1 U111a Análise, Geral da Condução 85
1.2.4 Relação con1 a Tenn odinâ111ica 8 3.6.2 Aletas com Area de Seção Transversa l
1.3 A Exigênci a da Conservação de Energia 8 Unifonne 86
1.3. 1 Conservação de Energia en1 um Volun1e de 3.6.3 Dese111penho, de Aletas 90
Controle 8 3.6.4 Aletas com Area de Seção Transversa l
1.3.2 O Balanço de Energia en1 uma Superfície 15 Não-unifonne 92
1. 3.3 Aplicação das Leis de Conservação: 3.6.5 Eficiência G lobal da Superfície 93
Metodologia 17 3.7 A Equação do Biocalor 98
1.4 Análise de Proble111as de Transferên cia de Calor: 3.8 Resu1110 101
Metodo logia 17 Referências 102
1.5 Relevância da Transferência de Calor 19 Prob le111as 102
1.6 Unidades e Di111ensões 2 l
1.7 Resu1110 22
CA PÍTULO 4
Referências 24
Proble111as 24 Co11cl11ção Bicli111e11sio11c1l e111 Regirue
Estc1cio11círio 128
CA PÍ'rULO 2 4.1 Abordagens Alternati vas 129
/11tr0<l11cão
, il Co11cl11cão
, 37 4.2 O Método da Separação de Variáveis 130
4.3 O Fator de Fonna da Condução e a Taxa de Condução de
2.1 A Equação da Taxa da Condução 38 Calor Adi n1ensional 132
2.2 As Propriedades Térn1icas da Matéria 39 4.4 Equações de Diferenças Finitas 135
2.2. 1 Conduti vidade Térn1ica 39 4. 4. 1 A Rede Nodal 135
2.2.2 Outras Propriedades Relevantes 43 4.4.2 Forn1a e111 Diferenças Finitas da Equação do
2.3 A Equação da Difusão de Calor (Difusão Térmica) 44 Calor 135
2.4 Condições de Contorno e Inicial 48 4. 4.3 O l\1étodo do Balanço de Energia 136
2.5 Resu1110 50 4.5 Reso lvendo as Equações de Diferenças Finitas 140
Referências 51 4.5. l O Método da Inversão da l\1atriz 140
Prob le111as 51 4.5.2 Iteração de Gauss-Sei dei 141
4.5.3 Algumas Precauções 144
4.6 Resu1110 147
CA PÍTULO 3 Referências J 47
Co11cl11ç<i.o U11i<li111e11sio11<1l e111 Regiflte Prob le111as 147
Er;t<1cio11ârio 62 "J2,4S.1 O Método Gráfico CD-1
4S. l. J Metodologia para a Construção de um Gráfico de
3.1 A Parede Plana 63 Fluxos CD- 1
3.1. 1 Distribuição de Temperaturas 63 4S. l .2 Detenninação da Taxa de Transferência de
3.1.2 Resistência Térmica 64 Calor CD-2
3. 1. 3 A Parede Con1posta 65 4S. l.3 O Fator de Fonna da Condução CD -3
3.1 .4 Resistência de Contato 66 Referências CD-5
3.2 U111a Análise Alternativa da Condu ção 7 1 Prob le111as CD-5

Incropera, Frank P., Dewitt, David P., and Bergman, Theodore L. Fundamentos de transferência de calor e de massa (6a. ed.). Brasil: Grupo Gen - LTC, 2008. ProQuest ebrary. Web. 27 August 2015.
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xiv Su111â1·io

C.\P ÍTULO 5 6.5. 1 Parâmetros de Similaridade da


Camada-limite 232
Co11<l11rão
, 1 } <111.<;ieule 162 6.5.2 Forma Funcional das Soluções 233
6.6 Significado Físico dos Parân1etros 1\ dimensionais 235
5.1
O Método da Capacitância Global 163 6.7 Analogias das Camadas-limite 237
Validade do Método da Capacitância Global 164
5.2 6.7.1 A Analogia entre as Transferências de Calor e de
5.3
Análise Geral Via Capacitância Global 167 Massa 237
Efeitos Espaciais 170
5.4 6.7.2 Resfriamento Evaporativo 240
A Parede Plana com Convecção 171
5.5 6.7.3 A Analogia de Reynolds 241
5.5.1 Solução Exata 171 6.8 Os Coeficientes Convectivos 241
5.5.2 Solução Aproxi 1nada 172 6.9 Resumo 242
5.5.3 Transferência Total de Energia 173 Referências 242
5.5.4 Considerações Adicionais 173 Problemas 243
5.6 Sistemas Radiais com Convecção 173 Q,6S.1 Dedução dos Equações da Transferência
5.6. 1 Soluções Exatas 174 Convectiva CD- 19
5.6.2 Soluções Aproxi macias 174 6S. I. 1 Conservoç5o de Massa CD- 19
5.6. 3 Transferência Total de Energia 174 6S. l. 2 Segunda Lei do Movimento de Newton CD-20
5.6.4 Considerações Ad icionais 174 6S. J. 3 Conservação de Energia CD-23
5.7 O Sóli do Se1ni-infinito 177 6S. l .4 Conservação de Espécies CD-26
5.8 Objetos co m Temperaturas ou Fluxos Térini cos Referências CD-30
Constantes na Superfície 18 1 Proble1nas CD-3 1
5.8. 1 Condições de Contorno de Te111peratura
Constante 18 1
5.8.2 Condições de Contorno de Fluxo Térmico C.\P ÍTULO 7
Constante 182 E.sc0<1111e11lu E.t·/eruo 253
5.8.3 Soluções Aproximadas 182
5.9 Aquecimento Periódico 186 7.1 O Método Empírico 255
5.10 Métodos de Diferenças Finitas 188 7 .2 A Placa Plana em Escoamento Paralelo 256
5. 10.1 D1scret1zação da Equação do Calor: O Método 7.2. I Escoamento Lan1inar sobre uma Placa
Explícito 188 Isotérmica: Uma Solução por Similaridade 256
5. 10.2 D1scret1zação da Equação do Calor: O Método 7.2.2 Escoamento Turbulento sobre uma Placa
1mplícito 192 Isotérmica 258
5.11 Resumo 196 7.2.3 Condições de Camada-limite Mista 259
Referências 197 7.2.4 Comprimento Inicial Não-aquecido 259
Problemas 197 7.2.5 Placas Planas com Condições de Fluxo Ténnico
°2,5S.1 Representação Gr:ífica da Condução Unidimensional Constante 260
Transiente na Parede Plana, no Cilindro Longo e na 7.2.6 Limitações no Uso de Coeficientes
Esfera CD-7 Convectivos 260
5S.2 Solução Analítica dos Efeitos Multidi mensionais CD- 12 7.3 Metodologia para um C:ílcul o de Convecção 261
Referências CD- 17 7.4 O Cilindro em Escoa mento Cruzado 265
Problemas CD- 17 7.4.1 Considerações sobre o Escoa mento 265
7.4. 2 Transferência de Calor e de Massa por
Convecção 266
C.\P ÍT UL O 6 7.5 A Esfera 270
J11tr()(/11~·tio it Cu111J<'cç1io 220 7.6 Escoan1ento Ex tern o Cruzado em Matrizes
Tubu lares 272
6.1 As Ca madas- limite da Convecção 221 7.7 Jatos Colidentes 278
6. 1.1 A Ca mada-limite de Velocidade 221 7.7. I Considerações Fluidodinâmicas e
6. 1. 2 A Camada-limite Térinica 222 Geométricas 278
6. 1.3 A Camada-limite de Concentração 222 7.7.2 Transferência de Calor e de Massa por
6. 1.4 Significado das Camadas-limite 223 Convecção 279
6.2 Coeficientes Convectivos Local e Médi o 223 7 .8 Leitos Recheados 282
6.2. I Transferência de Calor 223 7.9 Resumo 282
6.2.2 Transferência de Massa 224 Referências 284
6.2.3 O Problema da Convecção 225 Problemas 285
6.3 Escoamentos La1ninar e Turbulento 227
6.3.1 Camadas-limite de Velocidade Laminar e
Turbulenta 227 C.\ PÍT UL O 8
6.3.2 Camadas-limite Térn1ica e de Concentração de E.sc0<1111e11/o /11/eruo 307
Espécies Lan1inares e Turbulentas 228
6.4 As Equações de Can1ada-lin1ite 230 8.1 Considerações Fluidodin â111 icas 308
6.4. 1 Equações de Camada-li n1ite para o Escoa1nento 8. 1. 1 Condições de Escoamento 308
Laminar 230 8. 1.2 A Vel ocidade Média 309
6.5 Similaridade na Camada·li mi te: As Equações de 8. 1. 3 Perfil de Velocidades na Região de Escoa n1ento
Camada-limite Norma li zadas 232 Plenan1ente Desenvolvido 309

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S 1unário XV

8. 1.4 Gradiente de Pressão e Fator de Atrito no 10.2 Modos de Ebulição 395


Escoa1nento Plena rnente Desenvolv ido 310 10.3 Ebulição e rn Piscina 395
8.2 Considerações Térrn icas 311 10.3. l A Curva de Ebulição 395
8.2. 1 A Te1nperatura l\i!édia 312 10.3.2 Modos de Ebulição e rn Piscina 396
8.2.2 Lei do Resfrian1ento de Ne\vton 3 12 10.4 Correlações da Ebulição e m Piscina 398
8.2.3 Condições Plena rnente Desenvol vidas 31 2 10.4.1 Ebulição Nu cleada em Piscina 398
8.3 O Balanço de Energia 314 10.4.2 Fluxo Tér mi co Crítico na Ebu lição Nucl eada
8.3. 1 Considerações Gerais 31 4 em Piscina 399
8.3.2 Flu xo Tér mi co na Superfície Constante 3 15 10.4.3 Flu xo Tér mi co Mínimo 399
8. 3.3 Te n1peratura Superficial Constante 3 16 10.4.4 Ebulição e rn Filn1e em Piscina 399
8.4 Escoa1nento La rninar e1n Tubos Circulares: Análise 10.4.5 Efeitos Para métri cos na Ebul ição em
Ténni ca e Correlações da Convecção 31 8 Piscina 400
8.4. 1 A Região Plenan1ente Desenvo lvida 318 10.5 Ebulição co rn Convecção Forçada 403
8.4.2 A Região de Entrada 322 10.5. 1 Ebulição co rn Convecção Forçada en1
8.5 Correlações da Convecção: Escoa n1ento Tu rbu lento en1 Escoa1nento Externo 403
Tubos Circulares 323 10.5.2 Escoamento Bifásico 403
8.6 Correlações da Convecção: Tubos Não-circulares e a 10.5.3 Escoamento Bifásico e1n t-.1 icrocanais 405
Região Anul ar entre Tubos Concêntricos 325 10.6 Conden sação: Mecanis mos Físicos 405
8.7 Inten sificação da Transferência de Calor 327 10.7 Conden sação e1n Fi l1ne Laminar sobre uma Placa
8.8 Escoa1nento Interno e1n l\i!icroescala 329 Verti cal 406
8. 8. 1 Condições de Escoa1nento en1 Escoa1nentos 10.8 Conden sação em Fi hne Turbulento 408
1ntern os em Mi croescala 329
10.9 Conden sação en1 Fi hne sobre S isten1as Radiais 4 11
8.8.2 Considerações Tér m.icas e m Escoa rnentos 10.10 Conden sação em Fi hne no Interi or de Tu bos
Intern os em Mi croescala 329
Horizontais 4 13
8.9 Transferência de Massa por Convecção 331
10.11 Condensação em Gotas 413
8.10 Resurno 332
10.12 Resun10 413
Referên cias 334
Referências 4 14
Proble rnas 335
Problemas 41 5

CA PÍ'r ULO 9
CA PÍT ULO 11
Couveccc
, io J\Trttural 354
Troc<tdores <le Calor 424
9.1 Considerações Físicas 355
11.l Tipos de Trocadores de Calor 425
9.2 As Equações da Convecção Natural 357
11.2 O Coefici ente Global de Transferência de Calor 427
9.3 Considerações de S i1ni larid ade 358
11.3 Análise de Trocadores de Calor: Uso da l\i!édia Log das
9.4 Convecção Natura l La1nin ar sobre tun a Superf ície
Verti cal 358 Diferen ças de Temperaturas 428
9.5 Os Efeitos da Turbulência 360 11.3.1 O Trocador de Calor co m Escoamento
9.6 Correlações Ernp íricas: Convecção Natura l e1n Paralelo 429
Escoa1nentos Externos 361 11 . 3.2 O Trocador de Calor co m Escoarnento
9.6. 1 A Placa Vertical 361 Contracorrente 430
9.6.2 Placas Inclinadas e Horizontais 363 11. 3.3 Cond ições Operacionais Especiais 430
9.6.3 O Cilindro Horizontal Longo 365 11.4 Análise de Trocadores de Calor: O Método da
9.6.4 Esferas 367 Efetividade-NUT 434
9.7 Convecção Natural no Interior de Canais Forn1ados entre 11.4.1 Defi ni ções 434
Placas Paralelas 368 11.4.2 Relações Efeti vidade -NUT 435
9.7. 1 Can ais Verticais 368 11.5 Cálculos de Projeto e de Desempenho de Trocadores de
9.7.2 Can ais Inclinados 370 Calor: Uso do Método Efeti vidad e-NUT 439
9.8 Correlações En1píricas: Espaços Confinados 370 11.6 Trocadores de Calor Co1n pactos 442
9.8. 1 Cavidades Retangul ares 370 11.7 Resurno 445
9.8.2 Cilindros Concêntricos 372 Referências 446
9.8.3 Esferas Concêntricas 372 Proble rnas 446
9.9 Convecções Natura l e Forçada Combinadas 373 "'2,11s.1 Método da Média Log das Diferenças de Te1nperatura
9.10 Trans ferência de l\i[assa por Convecção 374 para Trocadores de Calor con1 t-.1ú ltip los Pass es e con1
9.11 Res urno 374 Escoa1nento Cruzado CD-34
Referências 375 Referências CD -38
Proble1nas 376 Problemas CD-38

CAPÍ'r ULO 10 CA PÍT ULO 12


E bulição e Co11<le11sação 393 R<t<liação: Processos e Pro11rie<l<t<les 459
10.1 Parân1etros Adi rnensionais na Ebul ição e na 12.l Conceitos Fundamentais 460
Condensação 394 12.2 Intensidade de Radiação 462

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XVI S1unário

12.2.1 Definições Mate1náti cas 462 14.2.1 Fluxos Absoluto e Difusivo de tuna Espécie 563
12.2.2 Intensidade de Radiação e Sua Relação con1 a 14.2.2 Evaporação en1 u1na Coluna 564
En1issão 463 14.3 A Aproxi1nação de Mei o Estacionário 566
12.2.3 Relação co1n a Irradiação 465 14.4 Conservação de Espécies en1 un1 Meio Estacionário 567
12.2.4 Rel ação co1n a Radi osidade 466 14.4. 1 Conservação de Espécies en1 um Volume de
12.3 Radiação de Corpo Negro 466 Controle 567
12.3.1 A Distribuição de Planck 467 14.4. 2 A Equação da Difusão Mássica 567
12.3.2 Lei do Deslocan1ento de Wien 467 14.4. 3 Meio Estacionário con1 Concentrações nas
12.3.3 A Lei de Stefan-B oltz1nann 468 Superfícies Especificadas 568
12.3.4 En1issão e1n un1a Banda 468 14.5 Condições de Contorno e Concentrações Descontínuas
12.4 En1issão de Superfícies Reais 471 en1 Interfaces 571
12.5 Absorção, Reflexão e Trans1nissão e1n Superfícies 14.5. 1 Evaporação e Subli1nação 571
Reais 476 14.5.2 Solubilidade de Gases e1n Líquidos e
12.5. 1 Absortividade 476 Sólidos 571
12.5.2 Refletividade 477 14.5.3 Reações Catalíti cas na S uperfície 574
12.5. 3 Tran s1ni ssividade 478 14.6 Difusão Mássica con1 Reações Quín1icas
12.5.4 Considerações Especiais 478 Hon1ogêneas 575
12.6 Lei de Kirchhoff 481 14.7 Difusão Transiente 576
12.7 A S uperfície Cinza 482 14.8 Resun10 579
12.8 Radiação A1nbiental 485 Referências 580
12.9 Resun10 488 Problen1as 580
Referências 490
Problen1as 490
APÉNDICE A
CAP ÍTULO 13 Propried<t<les 1e r111o_físicc1s <lll il1<tléri<t 587
Troc<t cle Rctclillçâo e11tre S 11pe1fícies 513
APÉNDICE B
13. l O Fator de Forn1a 514 RelllcÕes
, e F1111cões
, JJl/c1te111âtic<1.r; 617
13.1. 1 A Integral do Fator de Forma 514
13.1.2 Relações do Fator de Fonna 515
13.2 Troca de Radiação entre Superfícies Cinza, Difusas e APl~ND I C E C
Opacas e1n un1a Cavidade 52 1 Co11clicões
, 1er111icc1s Associll<llls it Gerctcão,
13.2.1 Troca Líquida de Radiação e1n tuna U11~forr11e cle E11ergi<1 e111 S iste111<1s U11icli111e11sio11lli.r;
Superfície 521
13.2.2 Troca de Radiação entre Superfícies 522
e111 Regi111e E.r;tllcio11ârio 624
13.2. 3 Troca de Radiação entre Corpos Negros 525
13.2.4 A Cavidade co n1 Duas S uperfícies 525 APÉNDICE D
13.2.5 Barreiras de Radiação 526
13.2.6 A S uperfície Rerradiante 528
As Eq11c1ções cle 1}·a11.r;ferê11ci<1 <l<t Co11vecção 629
13.3 Transferência de Calor con1 Múltiplos t11 odos 530
D.l Conservação de Massa 630
13.4 Troca Radiante con1 t11eio Participante 531
D.2 Segunda Lei de Newton do Movimento 630
13.4. 1 Absorção Volu1nétrica 532
D.3 Conservação de Energia 631
13.4. 2 En1issão e Absorção e1n Gases 532
D.4 Conservação de Espécies 631
13.5 Resun10 535
Referências 535
Problen1as 536 APÍ~ ND I C E E
E<JllllÇÕes cle Cat11ll<lll-li111ite pllra o Esc0<t111e11to
CAP ÍTULO 14 7i1rb11le11to 632
Trll11sferé11ci<t cle Mar;sll JJ<>r D~fu.r;ão 559
APÍ~ ND I C E F
14.l Origens Físicas e Equações de Taxa 560
14. 1. 1 Origens Físicas 560 U111c1 Solução /11tegrc1l <l<t Cc1111<t<l<1-li111ite Lc1111i11c1r
14.1.2 Composição de Misturas 561 JJ<tr<t o Escol1111e11l<> Paralelo sobre 11111a Plllca
14.1.3 Lei de Fick da Difusão 561 Plc111<1 635
14. 1.4 Difusividade Mássica 561
14.2 Transferên cia de Massa e1n Meios
,
/11clice 639
Não-estacionários 563

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Símbolos

A área • 111 2 (coeficiente convecti vo), W/(1112 • K); constante de


A,, área da superfície primária (se111 aleta), 1112 Planck
A,r área da seção transversal, 111 2 hr. & calor latente de vaporização, J/kg
área transversa l livre 111íni 111a e111 trocadores co n1pactos h'Í calor latente de fusão, J/kg
A"'
Ap. área frontal /1,11 coeficiente de transferência de massa por convecção, 111/s
AP área corrigida do perfil da aleta, 1112 h,;,J coeficiente de transferência de calor por rad iação,
A,. área relativa do bocal W/(111 2 • K)
a aceleração, 111/s2 I corrente elétrica, A; intensidade de radiação, W/(n1 2 · sr)
Bi nú111ero de Bi ot den sidade de corrente elétrica, A/n12 ; entalpia por unidade
Bo 11ú111ero de Bond de n1assa, J/kg
e concentração mo lar, k11101/m 3; taxa de capacidade J radi osidade, W/Jn2
calorífica, W/K la nú 111ero de J akob
CD coeficiente de arrasto J~ fluxo n1olar difusivo da espécie i e111 relação à velocidade
coeficiente de atrito
' n1 olar n1édia da mistura, k111ol/(s · 111 2)
Cr
e, capacitância tén11ica, J/K fl uxo 111ássico difu sivo da espécie i e111 relação à
Co nú111ero de confin ai11ento velocidade 111ássica 111édia da 111istura, kg/(s · 111 2 )
e calor específico, J/(kg · K); velocidade da luz, 111/s
. fator j de Colburn para a transferência de calor
Jc
calor específico a pressão constante, J/(kg · K) fator j de Colburn para a transferência de massa
j '"
calor específico a vo lu 111e constante, J/(kg · K) k condutividade tén11i ca, W/(n1 · K); constante de
diân1etro, 111 Boltzn1ann
difusividade 111ássica binária, 111 2/s constante de taxa de reação hon1ogênea, de orde111 zero,
di ân1etro da bolha, m k11101/(s · 1113 )
diâ111etro hidráulico, 111 constante de taxa de reaç ão homogênea, de prin1eira
energia tén11ica 111ais 111ecânica, J; potencial elétrico, V; orden1, s-•
poder en1issivo, W/J112 constante de taxa de reaç ão ho111ogênea, de pri111eira
energia tota l, J orde111, 111/s
nú1nero de Eckert L con1pri n1ento característico, 111
taxa de geração de energia, W Le nú111ero de Le\vis
taxa de transferência de energia para dentro do vo lun1e de M n1assa, kg; nú111ero de faixas de transferência de calor e111
controle, W u111 gráfico de fluxo; inverso do nún1ero de Fourier en1
taxa de transferên cia de energia para fora do volu111e de soluções de diferenças finitas
controle, W taxa de transferência de 111assa da espécie i , kg/s
taxa de aun1ento da energia an11azenada no interior de u111 taxa de aun1ento de 111assa da espécie i devido a reações
volu111e de controle, W quí1nicas, kg/s
e energia interna tér111ica por unidade de 111assa, J/kg; M •., taxa na qual 111assa entra en1 u111 volu111e de controle, kg/s
rugosidade superficial, m M,., taxa na qual massa deixa um volu111e de controle, kg/s
F força, N; fator de correção de trocadores de calor; fração taxa de aun1ento da 111assa acu111ulada no interior de un1
M"'
da radiação de un1 corpo negro e111 u111 intervalo de volu111e de controle, kg/s
co111pri 111entos de ond a; fator de fon11a 1nassa 111olar da espécie i, kg/k111ol
Fo nú111ero de Fourier n1assa, kg
Fr 11ú111ero de Froude vazão n1ássi ca, kg/s
f fator de atrito; variável si 111i lar ffl; fraç ão n1ássica da espécie i, p;fp
G irradiação, W /m2 ; velocidade 111ássica, kg/(s · 1112 ) N nú111ero de incren1entos de te111peratura e111 LJJ11a plotage111
Gr nú 111ero de Grashof de fluxo; nú111ero tota l de tubos e111 u111a 111atriz tubular;
Gz nú111ero de Graetz nú111eros de superfícies en1 un1 espaço confi nado
g aceleração da gravidade, 111/s2 N1_,1V7 nún1ero de tubos nas direções longitudinal e transversal
gc constante gravitaciona l, 1 kg · 111/(N · s2) ou 32, J7 ft · Nu nú 111ero de Nusselt
lb,,/(lbr · s2 ) NUT nú111ero de unidades de transferência
H altura do bocal, 111; constante de Henry, bar N; taxa de transferência 111olar da espécie i e111 relação a
h coeficiente de transferên cia de calor por convecção coordenadas fixas, kn101/s

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•••
XVlU Sí11ibolos

fluxo 1nolar da espécie i em relação a coordenadas fixas, ~r comprin1ento de entrada de concentração, m


kmol/(s · m2) .~.. comprimento de entrada fluidodinâ1nica, 111
.
N; taxa 1nolar de aumento da espécie i por unidade de """'' comprimento de entrada térini ca, 1n
..\; fração molar da espécie i, C/C
volume devido a reações químicas , kn101/(s · m3 )
N:·, taxa de reação da espécie i na superfície, k1n ol/(s · 111 2 )
•• Letras gregas
l l; fluxo 1nássico da espécie i e m relação a coordenadas a difusi vidade térn1ica, 1n2/s; área superficial do trocador de
. fixas, kg/(s · 111 2 ) calor por unidad e de vo lum e, m2/m 3; absorti vid ade
l i; taxa mássica d e aumento da espécie i por unidad e de f3 coeficiente de expansão vo lumétrica térmica, K - 1
vo lume devido a reações químicas, kg/(s · m3 ) f vazão mássica por unidade de largura na condensação en1
p perímetro, m; designação de uma propriedade geral de um
filme, kg/(s · m)
fluido ô espessura da camada-limite fluidodinâmica (de
passos longitudinal e transversal adi mensionais de un1a velocidade), m
matriz tubular ô, espessura da camada-limite de concentração, m
Pe nún1ero de Peclet (RePr) ô,, espessura de penetração térini ca, 111
Pr número de Prandtl ô, espessura da camada-limite térmica, m
p pressão, N/m 2 e en1issi vidade; porosidade de un1 Jeito recheado;
Q transferência de energia, J efetividade de u1n trocador de calor
q tax a de transferência de calor, W
e,, efetividade da a leta
q taxa de geração de energia por uni d ade de volu1ne, W /rn 1 vari ável si mi lar
q' taxa de transferência de calor por unidade de eficiência da al eta
comprimento, \V/m eficiência globa l da superfície aletada
q" fluxo térmico, W /m2 ângulo de zênite, rad; diferença de temperaturas, K
q" taxa de transferência de calor por condução adimensional coeficiente de absorção, m- •
R raio de um cilindro, n1 comprimento de onda, µ m
!iJl constante universal dos gases livre percurso 1nédio, 11111
Ra número de Rayleigh viscosidade, kg/( s · n1 )
Re número de Reynolds )1 viscosidade cinemáti ca, m2/s; freqiiência da radiação, s - •
R, resistência elétrica, n p massa específica, kg/111 3; refleti vidade
R1 fator de deposição , m2 • K/W <F constante de Stefan-8 o ltzmann; conduti vidade elétri ca,
R", resistência à transferência de 111assa, s/n1 3 l/(Ü · n1 ); tensão vi scosa norma l, N/ m2 ; tensão
R,,,,u resíduo do nó rn, n superficial, N/n1; razão entre a área transversal li vre
R, resistência térmi ca, K/W mínima e a área frontal de um trocador compacto
R,,. resistência térmica de contato, K/W função dissipação viscosa, s- 2
R,,, resistência térmica da aleta, K/W ângulo de azimute, rad
R,,. resistência térmica de u1n conjunto de aletas, K/W funcão

corrente, m 2/s

r, raio de un1 cilindro ou esfera, 111 7" tensão cisalhante, N/in 2; Lransmissividade
r, e/>, Z: coordenadas cilíndricas w ângulo sólido, sr; taxa de perfusão, s - •
r, 8, 4> coordenadas esféricas
s solubilidade, kmol/( m3 • at1n); fa1or de for ma para a Subscritos
condução bi dim ensiona l, 111 ; passo dos bocais, n1; A, B espécies e1n u n1a 111 istu ra bi núri a
espaçan1ento entre placas, n1 abs absorvido
constante so lar n1a 1nédia arit1nética
passos diagonal, longitu din a l e transversal de tlln a n1atriz b base de un1a superfície estendida
tubular, m li corpo negro
Se núm ero de Schmidt e concentração
Sh número de Sher\vood Ir secão

transversal
St número de Stanton cr espessura crítica de isolamento
T temperatura, K cond condução
I tempo, s conv convecção
u coeficiente global de transferência de calor, W /( m2 • K); cc contracorrente
energia interna, J D diân1etro; arrasto
con1ponentes da velocidade 1n:lssica média do fluido , n1/s dif difusão
''' v, w
'"»li ' v* ' 'v* componentes da velocidade 1nolar rnédia, m/s e excesso; e1nissão; e létron; externo
V vo lurne, 111 3; velocidade do fluido, 111/s evap -
evaporaçao
V vo lurne específico, n1 3/ kg f propri e dade s do flui do; condi ções de 1íqui do saturado;
w. largura de un1 bocal retangu lar, m fluidodinâ111ica; flui do frio; fônon
w tax a na qual o trabalho é realizado, W a condicões

de aleta
We número de Weber cf conveccão•
forcada

X titulação do vapor cd condições plenamente desenvolvidas
X, Y, Z componentes da força de corpo por unidade de volun1e, g condições de vapor saturado
N/m 3 e condições de transferência de calor
x,y, z coordenadas retan gulares, 111 li helicoidal
..\ j. posição crítica da transição para a turbulência, 111 q fluido quente

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Súnbolos XIX

1
. des ignação gera l de espécies; superfície interna de t11na sat condi ções de saturação
região anu lar; condição i ni ciai; radiação incidente sens energia sensível
ent condi ção na entrada do tubo ceu condi ções do céu
L baseado no co1npri 1nento característico re
. . "' .
regi n1e estac1 onan o
l condi ções de líquido saturado v1z. vizinhança
Jat energia latente t
, .
tenn1 co
1nl condição de média Jogar ít1nica tr trans1ni ti do
M condi ção de transferência de 1non1ento V condi ções de vapor saturado
11'1 valor 1nédi o na seção transversal do tubo X condi ções locais en1 t11na superfície
1nax velocidade 1náxi 1na do flui do À espectral
lp1n livre percurso médio 00 condi ções de corrente livre
o condi ção no centro ou no plano central
sai condi ção na saída do tubo Sobrescritos
I
R superfície rerradi ante grandeza flutuante
r, ref radiaç ão refletida * média n1ol ar; grandeza adi niensi onal
rad radi ação
s condições solares B aiTa sobreposta
s condi ções na superfície; propriedades de só lido condi ção niédia na superfície; 1nédi a no te1npo

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Introdução

-
·~--

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2 Capítulo Un1

partir do estudo da tern1odinâ1nica, você aprendeu que energia pode ser transferida através de in-
terações de u1n siste1na co1n a sua vizinhança. Essas interações são chamadas de trabalho e calor. En-
tretanto, a tennodinân1ica lida con1 os estados extren1os (inicial e final) do processo ao longo do qual
uma interação ocorre e não fornece infonnação sobre a natureza da interação ou sobre a taxa na qual
ela ocorre. O objetivo do presente texto é estender a análise termodinâ1nica através do estudo dos 1nodos
de transferência de calor e através do desenvolvimento de relações para calcular taxas de transferência
de calor.
Neste capítulo, estabelece1nos os fundamentos para uma grande parte do 1naterial tratado neste tex-
to. Fazemos isso através da colocação de várias perguntas. O que é transferência de calor? Conio o
calor é transferido? Por que isso é in1portante? Um objetivo é desenvolver uma avaliação dos concei-
tos fundan1entais e princípios que funda1n entam os processos de transferência de calor. U1n segundo
objetivo é ilustrar u1na forma na qual u1n conhecimento de transferência de calor pode ser usado e1n
conjunto com a prilneira lei da tennodinâ1nica (conservação da energia) para resolver problernas rele-
vantes para a tecnologia e para a sociedade.

1.1
O Quê e Conio?

Uma definição silnples, mas geral, fornece uma resposta satis- te u1n gradiente de temperatura em u1n 1neio estacionário, que pode
fatória para a pergunta: O que é transferência de calor? ser um sólido ou um fluido, usan1os o termo condução para nos
referirmos à transferência de calor que ocorrerá através do 1neio.
E1n contraste, o termo convecção se refere à transferência de ca-
Transferência de calor (ou calor) é energia térmica em trân-
lor que oco1Terá entre t11na superfície e um fluido e1n 1novi1nento
sito devido a uma diferença de temperaturas no espaço.
quando eles estiveren1 a diferentes te1nperaturas. O terceiro modo
de transferência de calor é chan1ado de radiação térmica. Todas
Se1npre que existir un1a diferença de te1nperaturas em u1n meio as superfícies com temperatura não nula ernite1n energia na forma
ou entre meios, haverá, necessariamente, transferência de calor. de ondas eletro1nagnéticas. Desta forma, na ausência de u1n 1neio
Co1no 1nostrado na Figura 1.1, referimo-nos aos diferentes ti- interposto participante, há transferência de calor líquida, por radi-
pos de processos de transferência de calor por modos. Quando exis- ação, entre duas superfícies a diferentes ternperaturas.

I
·- ?

Orige1is Físicas e Equações de Taxa

Co1no engenheiros, é importante que entenda1nos os mecanis- 1.2.I Cond11ção


n1os físicos que funda1nenta1n os modos de transferência de ca-
lor e que sejamos capazes de usar as equações das taxas que Com a menção da palavra condução, deve1nos imediatamente
determinam a quantidade de energia sendo transferida por uni- visualizar conceitos das atividades atô1nicas e moleculares, pois
dade de tempo. são processos nesses níveis que mantên1 este modo de transfe-

Condução através de um sôlido Convecção de uma superficie Troca liquida de calor por radiação
ou fluido estacionário para um fluido e m m ovimento entre d uas supe rfíc ies

TJ > r2 7;>T~
Superfície, T1
Fluido em
movimento, T~

.. q"

FIC ll R.\ 1.1 Modos de transferência el e calor: condução, convecção e radiação .

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/11trodtu;ão 3

~---~-r

-- -- q,
l "
F1 CURA 1. 2 Assocíação da transferenc ia de ca- \ t
lor po r co ndução à d ifusão de energía devído à
ativ idade molecular.
X
-
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - T2

rência de calor. A condução pode ser vista como a transferência quarto aquecido para o ar externo. Esta perda ocorre principal-
de energia das partículas 1nais energéticas para as 1nenos ener- mente devido à transferência de calor por condução através da
géticas de uma substância devido às interações entre partículas. parede
, que separa o ar do interior do quarto do ar externo.
O mecanis1no físico da condução é n1ais facilmente explica- E possível quantificar processos de transferência de calor em
do através da consideração de um gás e do uso de idéias fa1nilia- termos de equações de taxa apropriadas. Essas equações pode1n
res vindas de seu conhecilnento da tennodinârnica. Considere u1n ser usadas para calcular a quantidade de energia sendo transferi-
gás no qual exista um gradiente de ten1peratura e adnuta que não da por unidade de te1npo. Para a condução térmica, a equação da
haja rnovimento global, ou macroscópico. O gás pode ocupar o taxa é conhecida como lei de Fourier. Para a parede plana un.idi-
espaço entre duas superfícies que são mantidas a diferentes tem- mensional, mostrada na Figura 1.3 co1n uma distribuição de tem-
peraturas, como 1nostrado na FiguJa 1.2. Associamos a tempe- peraturas T(x), a equação da taxa é representada na fonna
ratura em qualquer ponto à energia das 1noléculas do gás na pro-
,, _ kar (1.1)
xi1nidade do ponto. Essa energia está relacionada ao movimento qt- - dx
de translação aleatório, assim con10 aos moviluentos internos de
rotação e de vibração das 1noléculas.
O fluxo térmico q; (W/m2) é a taxa de transferência de calor na
direção x por unidade de área perpendicular à direção da
Ten1peraturas 1nais altas, estão associadas às energias n1olecu-
tranferência e ele é proporcional ao gradiente de ternperatura,
lares rnais altas e quando moléculas vizinhas se chocam, como o
dT!dx, nesta direção. O parâ1netro k é un1a propriedade de trans-
fazern constantemente, tuna transferência de energia das n1olécu-
porte conhecida como condutividade ténnica (W/(m·K)) e é uma
las mais energéticas para as menos energéticas deve ocorrer. Na
característica do material da parede. O sinal de menos é uma
presença de un1 gradiente de te1uperatura, transferência de ener-
conseqüência do fato do calor ser transferido na direção da tem-
gia por condução deve, então, ocorrer na direção da dinUnuição
peratura decrescente. Nas condições de estado estacionário
da temperatura. Isso continuaria sendo verdade na ausência de
1nostradas na Figura 1.3, com a distribuição de ternperaturas li-
colisões, co1uo está evidente na Figural .2. O plano hipotético ern
near, o gradiente ele te1uperatura pode ser representado con10
x0 está sendo constantemente atravessado por moléculas vindas de
cima ou de baixo, devido ao movimento aleatório destas molécu- dT T1- T1
las. Contudo, tnoléculas vindas de cin1a estão associadas a ten1pe- dx L
raturas superiores àquelas das rnoléculas vindas de baixo e, neste e o fluxo térn1ico é, então,
caso, deve existir uma transferência líquida de energia na direção
positiva de x . Colisões entre 1noléculas rnelhoram essa transferência " T2- T1
q.x = - k L
de energia. Pode1nos falar da transferência líquida de energia pelo
movilnento 1nolecular aleatório como utna difusão de energia. ou
A situação é 1nuito semelhante nos líquidos, e1nbora as 1nolé-
culas estejam 1nais próximas e as interações 1noleculares seja1n " T, - T2 tl.T
rr
'1..r
=k L = k - L (1.2)
mais fortes e n1ais freqüentes . Analogamente, en1 um sólido, a
condução pode ser atribuída à atividade atôn1ica na fonna de vi-
brações dos retículos. A visão moderna associa a transferência de
T
energia a ondas na estrutura de retículos induzidas pelo movimen-
to atômico. E1n um não condutor elétrico, a transferência de ener-
gia ocorre exclusivatnente através dessas ondas; e1n u1n condutor,
a transferência ta1nbé1n oco1Te em função do movimento de trans-
lação dos elétrons livres. Tratan1os as propriedades importantes as-
sociadas ao fenômeno da condução no Capítulo 2 e no Apêndice A.
São inú1neros os exemplos de transferência de calor por con-
dução. A extren1idade exposta de uma colher de 1netal subita- ' - - - - - - " ' - -- X
~L-1
1nente imersa e1n u1na xícara de café quente será, após un1 certo
tempo, aquecida devido à condução de energia através da colher. F1 Ct;RA 1. 3 Tra nsferenc ia ele calor u n iclim e nsi onal por co ndução (difu -
E1n um dia de inverno, há perda significativa de energia de u1n são de e nergia).

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4 Capítulo Un1

Note que esta equação fornece uinfluxo ténnico, isto é, a taxa de eia de calor por condução, q, (W), através de uma parede plana
transferência de calor por unidade de área. A taxa de transferên- com área A , é, então, o produto do fluxo e da área, q., = q'.~ · A.

ExEJ\'IPLO 1 .1

A parede de u1n forno industrial é construída en1 tijolo refra- Considerações:


tário com 0, 15 m de espessura, cuja condutividade térmica é
1. Condições de regime estacionário.
de 1,7 W/(1n·K). tvledidas efetuadas ao longo da operação em 2. Condução urudimensional através da parede.
regime estacionário revelam te1nperaturas de 1400 e 1150 K 3. Condutividade ténnjca constante.
nas paredes interna e externa, respectivamente. Qual é a taxa
de calor perdida através de un1a parede que 1nede 0,5 m por A11áüse: Co1no a transferência de calor através da parede é por
1,2 m? condução, o fluxo térmjco pode ser detennjnado com a lei de
Fourier. Usando a Equação 1.2, temos
SoLuç.'.\o
q;'. = k !::.LT = 1,7 W/(m · K) X g~~ K = 2833 W/n11
Dados: Condições de regime estacionário com espessura, área, ' )m
condutividade térn1jca e te1nperaturas das superfícies da parede O fluxo térmico representa a taxa de transferência de calor atra-
especificadas. vés de tuna seção de área unitária e é unifonne (invariante) ao
longo da superfície da parede. A perda de calor através da pare-
de de área A = H X W é, então,
Acliar: Perda de calor pela parede.
q, = (HW) q'; = (0,5 tn X 1,2 m) 2833 W /m2 = 1700 W <I
Esqiienia:
Co111e11tários: Observe o sentido do fluxo térmico e a diferen-
ça entre o fluxo ténruco e a taxa de transferência de calor.

#~
l V = 1.2 m
1
li=0,5 m

1
-1----+-- tfx'

Área da parede, A
L. x 1
L = 0 .15m

1.2.2 Convecção Esta1nos especialmente interessados na transferência de calor


por convecção, que ocorre co1n o contato entre urn fluido ern
O 1nodo de transferência de calor por convecção abrange dois movimento e uma superfície, estando os dois a diferentes tempe-
niecanismos. Alén1 de transferência de energia devido ao m.ovi- raturas. Considere o escoamento de um fluido sobre a superfície
niento molecular aleatório (difusão), a energia também é trans- aquecida da Figura 1.4. Un1a conseqüência da interação entre o
ferida através do nwvirnento global, ou rnacroscópico, do flui- fluido e a superfície é o desenvolviinento de un1a região no fluido
do. Esse n1ovi1nento do fluido está associado ao fato de que, em através da qual a sua velocidade varia entre zero, no contato com
urn instante qualquer, um grande nú1nero de 1noléculas está se a superfície (y = O), e um valor finito u~, associado ao escoamen-
rnovendo coletiva1nente ou como agregado. T al 1novimento, na to do fluido. Essa região do fluido é conhecida por camada limite
presença de um gradiente de temperatura, contribui para a trans- hidrodinârnica ou de velocidade. A1é1n disso, se as temperaturas
ferência de calor. Como as 1noléculas nos agregados mantêm seus da superfície e do fluido forem diferentes, existirá uma região no
movin1entos aleatórios, a transferência total de calor é, então, fluido através da qual a ten1peratura variará de T,, em y = O, até
devida à superposição do transporte de energia pelo 1novÍ1nento T~, associada à região do escoamento afastada da superfície. Essa
aleatório das rnoléculas con1 o transporte devido ao 1novÍ1nento região, conhecida por camada limite térmica, pode ser menor,
global do fluido. É comum usar o terrno convecção para fazer re- rnaior ou ter o mesrno ta1nanho daquela através da qual a velocida-
ferência a esse transporte cun1ulativo e o termo advecção para fazer de varia. Em qualquer caso, se T, > T~, transferência de calor por
referência ao transpo1te devido ao 1novimento global do fluido. convecção se dará desta superfície para o flujdo em escoarnento.

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/11trodtu;ão 5

y
nos à convecção forçada quando o escoamento é causado por
Fluido y T
!/,...,.
- meios externos, tais como um ventilador, uma bomba, ou ven-
tos at1nosféricos. Co1no um exe1nplo, considere o uso de u1n
--1 - --W Distribuição de
1--=.o-::..:-=+1 ---- --------- ventilador para propiciar o resfrian1ento com ar, por convecção
Distribuição de forçada, dos co1nponentes eletrônicos quentes em un1a série de
1-----<~ veloc idade temperatura
u(y) 1{y} placas de circuito i1npresso (Figural .5a). Em contraste, no caso
T, da convecção livre (ou natural) o escoa1nento do fluido é indu-
zido por forças de empuxo, que são originadas a partir de dife-
'------· 11(.Y) Superfície L - - - - + T(y) renças de densidades (massas específicas) causadas por variações
aquecida de te1nperatura no fluido. U 1n exemplo é a transferência de calor
FI CüRA 1.-1, Desenvolvi mento da camada limite na transfe rê ncia de ca- por convecção natural, que ocorre a partir dos componentes
lor por co nvecç ão. quentes de u1na série de placas de circuito i1npresso dispostas
verticalrnente e expostas ao ar (Figura l .5b). O ar que entra e1n
contato direto co1n os co1nponentes experimenta um au1n ento
de te1nperatura e, portanto, uma redução da densidade. Co1no
O rnodo de transferência de calor por convecção é n1antido pelo ele fica rnais leve do que o ar adjacente, as forças de empuxo
movilnento rnolecular aleatótio e pelo 1novimento global do flui - induze1n u1n 1novin1ento vertical no qual o ar quente perto das
do no inte1ior da camada li1n.ite. A contribuição devido ao movi- placas ascende e é substituído pelo infl uxo de ar a1nbiente, 1nais
mento 1nolecular aleatório (difusão) é dominante próximo à su- frio.
perfície, onde a velocidade do flu ido é baixa. Na verdade, na in- Enquanto considera1nos convecção forçada pura na Figura
terface entre a superfície e o fluido (y = O), a velocidade do fluido l .5a e convecção natural pura na Figura l .5b, condições corres-
é nula e o calor é transferido somente através desse mecanismo. A pondentes à rnistura (combinação) de convecção forçada e na-
contribuição do 1novimento global do fluido origina-se no fato de tural pode1n existir. Por exemplo, se as velocidades associadas
que a espessura da camada limite cresce à medida que o escoa- ao escoamento da Figura l .5a forem pequenas e/ou as forças de
mento progride na direção do eixo x. Nesse sentido, o calor que é empuxo forem grandes, u1n escoamento secundário, comparável
conduzido para o interior desta can1ada é arrastado na direção do ao escoamento forçado irnposto, pode ser induzido. Neste caso,
escoamento, sendo posteriormente transferido para o fluido que o escoa1nento induzido pelo empuxo seria perpendicular ao es-
se encontra no exterior da ca1nada linúte. O estudo e a observação coamento forçado e poderia ter um efeito significativo na trans-
dos fenô1nenos relacionados con1 a camada limite são essenciais ferência de calor por convecção a partir dos componentes. Na
para a co1npreensão da transferência de calor por convecção. É por Figura l .Sb, ocorreria convecção 1nista se um ventilador fosse
esse 1notivo que a disciplina de mecânica dos fluidos assu1nirá usado para forçar o ar para ci.ma, entre as placas de circuito im-
um papel i1nportante e1n nossa análise posterior da convecção. presso, dessa forma auxiliando o escoamento causado pelo
A transferência de calor por convecção pode ser classificada e1npuxo; ou então em direção oposta (para baixo), nesse caso
de acordo com a natureza do escoan1ento do fluido. Referilno- opondo-se ao escoan1ento causado pelo ernpuxo.

Escoamento devido i
Escoamento q"
às forças de empuxo

Componentes quentes
i i
Ar
forçado
.. !
O D O O rJ
sobre placas de
circuitos impressos
....
ooooo
n nn o o
(a) (b)
Ar
i i i
q"

1
Água \
Bolhas - 1 - -.
,
q"
,f/
fria

-· O •
de vapor A ~- Agua

1
. . Cl

Placa quente
1
+ +
(e)

FtCURA 1.5 Processos de transferência de calor po r convecção: (a ) Convecç ão forçada. (b) Convecção natural. (e) Ebulição. (d') Co nde nsação.

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6 Capít u lo Un1

Descreve111os o n1odo de transferência de calor por convec- TABELA 1.1 Valores típicos do coefic ie nte d e
ção como a transferência de energia ocorrendo no interior de um transfe r ê n c ia de calor p o r convecção
fluido devido aos efeitos con1binados da condução e do escoa-
mento global ou macroscópico do fluido. Tipicamente, a ener- h
gia que está sendo transferida é a energia sens{veL, ou térmica Processo (\V/(n12 K))
interna, do fluido. Contudo, há processos de convecção nos quais Convecção natural
existe tan1bém a troca de calor Latente. E ssa troca de calor laten- Gases 2-25
te é gerahuente associada a uma mudança de fase entre os esta- Líquidos 50-1000
dos liquido e vapor do fluido. Dois casos particulares de interes- Convecção forçada
se neste livro são a ebulição e a condensação. Por exemplo, trans- Gases 25-250
ferência de calor por convecção resulta da rnoviiuentação do flui - Líquidos 100-20.000
do induzida por bolhas de vapor geradas no fundo de uma pane- Convecção con1 n1udança de fase
Ebulição e condensação 2500-100.000
la contendo água en1 ebulição (Figura 1.5c), ou pela condensa-
ção de vapor d' água na superfície externa de u111a tubulação por
onde escoa água fria. (Figura l .5d).
Independenternente da natureza específica do processo de 1.2.3 Radiação
transferência de calor por convecção, a equação apropriada para
a taxa de transferência possui a forma Radiação ténnica é a energia e1nitida pela n1atéria que se encontra
a uma temperatura não-nula. Ainda que voltemos nossa atenção
q" = h(Ts - T"') (l .3a) para a radiação a partir de superfícies sólidas, a emissão também
ocorre a partir de gases e líquidos. Independentemente da forma
onde q', o fluxo de calor por convecção (W/m2) , é proporcional da 1natéria, a ernissão pode ser atribuída a rnudanças nas configu-
à diferença entre as ternperaturas da superfície e do fluido, T, e rações eletrônicas dos átomos ou moléculas que constitueru a rua-
T~ , respectivaruente. Essa expressão é conhecida con10 a Lei do téria. A energia do campo de radiação é transportada por ondas ele-
resfriamento de Ne1vton, e o parâmetro h (W /(m 2•K)) é chruuado tromagnéticas (ou, alten1ativamente, fótons). Enquanto a transferên-
de coeficiente de transferência de calor por convecção. Ele de- cia de energia por condução ou convecção requer a presença de
pende das condições na carnada lirn.ite, as quais, por sua vez, são urn 111eio ruaterial, a radiação não necessita dele. Na realidade, a
influenciadas pela georuetria da superfície, pela natureza does- transferência por radiação ocorre rnais eficienternente no vácuo.
coaruento do fluido e por uma série de propriedades tennodinâ- Considere os processos de transferência de calor por radia-
micas e de transporte do fluido. ção na superfície da Figura l .6a. A radiação que é e1nitida pela
Qualquer estudo da convecção no fundo se reduz a um estu- superfície tem sua origen1 na energia ténuica da matéria delin1i-
do de procedirnentos pelos quais o h pode ser detenninado. tada pela superfície e a taxa na qual a energia é liberada por uni-
En1bora a consideração desses procedimentos seja adiada até o dade de área (W/n1 2) é conhecida corno poder ernissivo, E, da
Capítulo 6 , a transferência de calor por convecção surgirá fre- superfície. Há urn liinite superior para o poder emissivo, que é
qüentemente como u1na condição de contorno na solução de pro- determinado pela lei de Stefan-BoLtzniann
blernas envolvendo a condução (Capítulos 2 a 5). Na solução de
tais problemas, o valor do h é considerado conhecido, podendo- E,, = <rI', (1.4)
se utilizar valores típicos dados na T abela 1.1. onde T, é a teniperatura absoluta (K) da superfície e <ré a cons-
Quando a Equação l .3a é usada, o fluxo de calor por convec- tante de Stefan -Boltzmann (<r = 5,67 X 10-s W/(1112·K4) ) . Tal
ção é considerado positivo se o calor é transferido a partir da superfície é chamada u111 radiador ideal ou corpo negro.
superfície (Ts > T~) e negativo se o calor é transferido para a O fluxo térmico ernitido por uma superfície real é rnenor do
superfície (T~ > Ts). Contudo, se T~ > T,, não existe nada que que aquele emitido por um corpo negro à 111esma temperatura e
nos in1peça de representar a lei do resfriamento de Newton por é dado por

e/' = h(T,,, - T,) ( l .3b) E = s<rI', (1.5)


em cujo caso a transferência de calor é positiva se ocorrer para a onde e é uma propriedade radiante da superfície conhecida por
superfície. entissividade. Com valores na faixa de O < e < 1, essa proprie-

Gás Gás
T.,. h T.,, h

Vizinhança
a 1·,,.iz

Superfície com emissividade Superfíc ie com emissividade T, > Tv;,,. Ts> Tw


FICL"RA 1. 6 T roc a por rad iação: (a) en1 uma super- e, absortividade '" e e = t~, área A e
fície e (b) e nt re uma superfície e uma grande vizi - temperatura Ts temperatura Ts
nhança. {a) (b)

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/ 11trodtu;ão 7

dade fornece un1a n1edida da eficiência na qual u1na superfície l.6b). Esta vizinhança poderia ser, por exemplo, as paredes de u1na
e1nite energia em relação ao corpo negro. Ela depende fortemente sala ou de um forno, cuja te1nperatura T viz seja diferente daquela da
do 111aterial da superfície e de seu acaban1ento. Valores de *
superfície contida no seu interior (Tviz T,). Va1uos mostrar no
emissividades representativos são apresentados no Apêndice A. Capítulo 12 que, para tal condição, a irradiação pode ser aproxima-
A radiação ta1nbém pode incidir sobre u1na s uperfície a par- da pela emissão de um corpo negro a Tv;,, em cujo caso G = <J" 7'\;,.
tir de sua vizinhança. A radiação pode ser oriunda de u1ua fonte Se a superfície for considerada un1a para a qual a = s (u1na super-
especial, tal como o sol, ou de outras superfícies às quais a super- fície cinza), a taxa líquida de transferência de calor por radiação
fície de interesse esteja exposta. Independente1nente da(s) fonte(s), saindo da superfície, expressa por unidade de área da supetfície, é
designamos a taxa na qual todas essas radiações incidem sobre
uma área unitária da superfície por irradiação, G (Figura l .6a).
U1na porção, ou toda a irradiação, pode ser absorvida pela
superfície, au1nentando dessa forma a energia ténnica do mate-
rial. A taxa na quaJ a energia radiante é absorvida, por unidade Essa expressão fornece a diferença entre a energia térn1ica que é
de área da superfície, pode ser calculada com o conheci1uento liberada devido à emissão de radiação e aquela que é ganha de-
de uma propriedade radiante da superfície conhecida por vido à absorção de radiação.
absortividade a. Ou seja, Existe1n muitas aplicações nas quais é conveniente expressar
a troca líquida de caJor por radiação através de uma expressão
(1.6) na forma
onde O < a < 1. Se a < l e a superfície é opaca, porções da
irradiação são refletidas. Se a superfície é semitransparente, (1.8)
porções da irradiação pode1n també1n ser transn"litidas. Contu- onde, e1n função da Equação 1.7, o coe_ficiente de trans.ferência
do, enquanto a radiação absorvida e a emitida au111enta e reduz, de calor por radiação h, é
respectivamente, a energia ténnica da matéria, a radiação refle-
tida e a transmitida não tê1n efeito nessa energia. Note que o valor (1.9)
de a depende da natureza da irradiação, assim co1no da superfí- Aqui 1nodelamos o n1odo de transferência de calor por radiação
cie propriamente dita. Por exemplo, a absortividade de u1na su- de urna maneira análoga à convecção. Nesse sentido, lineariza-
perfície para a radiação solar pode diferir de sua absortividade mos a equação da taxa de transferência de calor por rad iação,
para a radiação emitida pelas paredes de um forno . fazendo a taxa de troca térmica proporcional a u1na diferença de
Em muitos problemas de engenharia (u1na importante exce- temperaturas ao invés da proporcionalidade con1 a diferença entre
ção sendo proble1nas envolvendo radiação solar ou rad iação as duas te1nperaturas elevadas à quarta potência. Note, contudo,
oriunda de outras fontes a ten1peraturas muito altas), os líquidos que h, depende forten1ente da temperatura, enquanto a dependên-
podem ser considerados opacos e os gases podem ser considera- cia do coeficiente de transferência de calor por convecção h e1n
dos transparentes em relação à transferência de calor por radia- relação à temperatura é, em geral, fraca.
ção. Sólidos podem ser opacos (como é o caso dos 1netais) ou As superfícies da Figura 1.6 podem ta1nbém, sirnultanea1nen-
sem.itransparentes (como é o caso de finas folhas de alguns po- te, transferir calor por convecção para um gás adjacente. Para as
límeros e alguns materiais semicondutores). condições da Figura l.6b, a taxa total de transferência de calor
U1n caso particular que ocorre con1 freqüência é a troca dera- saindo da superfície é, então,
diação entre uma pequena superfície a T, e uma superfície isotér-
mica, muito 1naior, que envolve cotnpletamente a 1nenor (Figura q= q couv + q ra<1 = hA(Ts - T.,) + cAu(T; - rvJ (1.10)

E XEIUPLO 1 .2

U1na tubulação de vapor d' água se1n isolamento térmico atraves- 2. Perda de calor no tubo por unidade de cornprimento, q'.
sa u1na sala na qual o ar e as paredes se encontram a 25°C. O diâ-
1netro externo do tubo é de 70 m1n, a te1nperatura de sua superfí- Esq1ie1na:
cie é de 200°C e esta superfície te1n ernissividade igual a 0,8. Quais
são o poder eruissivo da superfície e a sua irradiação? Sendo oco-
eficiente associado à transferência de calor por convecção natu-
ral da superfície para o ar de 15 W/(rn2·K), qual é a taxa de calor
.
perdida pela superfície por unidade de comprilnento do tubo?

SOLUÇ.: \O
Ar

T = 25ºC
~
-
h = 15 W/{m 2 ·K)
r
\

'
/

~
E

Dados: Tubo sern isolarnento térn1ico, com diâmetro, emissi- T, = 200"C


vidade e ternperatura superficiaJ conhecidas, e1n uma sala corn ê=0,8
temperaturas fixas do ar e das paredes.
~ - ~G

Acliar: D= 70m~
1. Poder ernissivo da superfície e irradiação.

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8 Ca pítulo Un1

Co11siderações: Co11ie11tários:
1. Condições de regi1ne estacionário. 1. Note que ten1peraturas poden1 ser expressas em unidades de
2. Troca por radiação entre o tubo e a sala semelhante àquela ºC ou K quando avaliando a diferença de temperaturas para
entre uma superfície pequena e um envoltório 1nujto maior. urna taxa de transferência de calor por convecção (ou con-
3. En1issividade e absortividade da superfície iguais. dução). Entretanto, te1nperaturas deve1n ser expressas em
kelvins (K) quando se avalia uma taxa de transferência por
A11álise:
radiação.
1. O poder en1issivo da superfície pode ser determjnado con1 a 2. A taxa líquida de transferência de calor por radiação saindo
Equação 1.5, enquanto a irradiação corresponde a G = O' da tubulação pode ser representada por
T4viz· Logo,
E = ecrr: = 0,8(5,67 X l 0- 8 W/(1n2 ·K4)) (473 K)4 = 2270 V-l/In2 q~d = riD (E - aG)
G = crT~iz = 5,67x10- W/(In 8 2 4
·K ) (298K) = 447 W/in 4 2 q~d = 1T X 0,07 m (2270 - 0,8 X 447) W/m2 = 421 W/m
2. A perda de calor na tubulação se dá por convecção para o ar 3. Na situação desse exen1plo, as taxas de transferência de ca-
e por troca de radiação co1n as paredes. Logo, q = q000v + qrnd lor por rad iação e por convecção são co1nparáveis, pois Ts
e da Equação 1.10, co1n A = 7TDL, é grande quando comparado a Tv;,, e o coeficiente associ-
q = h(1TDL)(T, - T..) + e(1TDL)if(T;- r:iz) ado à convecção natural é pequeno. Para valores 1nais 1no-
A perda de calor por urudade de co1npri1nento do tubo é, então, derados de T, e os valores maiores de h associados à con-
vecção forçada, o efeito da radiação pode ser freqüente-
q' = 1 = 15\:V/(m2 ·K)(7TX0,07m)(200 - 25)ºC mente desprezado. O coeficiente de transferência de calor
por radiação pode ser calculado através da Equação 1.9, e
+ 0,8(ri X 0,07 In) 5,67 X 10- 8 W/(in2 · K4)(4734 - 29s4) K4 para as condições desse problema seu valor é de h,. = 11
q' = 577W/111 -1-421W/111 = 998W/111 <I W/(n12 ·K).

1.2.4 Relação co111 a Ter1nodi11âmica detenninar a quantidade de energia necessária, na fonna de ca-
lor, para que un1 sisterna passe de un1 estado de equilíbrio para
Neste ponto é apropriado observar as diferenças funda1nentais outro, ela não leva ern consideração que a transferência de ca-
entre a transferência de calor e a tern1odinârnica. En1bora a ter- lor é por essência u1n processo de não-equilíbrio. Para que a
modinârnica esteja voltada para as interações envolvendo calor transferência de calor ocorra, deve existir um gradiente de tern-
e para o in1portante papel que elas desempenham na prirneira e peratura, logo, u1n não-equilíbrio terrnodinânúco. Por essa razão,
segunda leis , ela não considera ne1n os .1 necanisrnos que viabili- a disciplina transferência de calor procura fazer o que a tern10-
zam a transferência de calor nem os métodos que existem para dinâ1nica é inerentemente incapaz, ou seja, quantificar a taxa de
calcular a taxa de troca de calor. A terrnodinân1ica está interes- transferência de calor que ocorre e1n tennos do grau de não-equi-
sada nos estados de equilíbrio da n1atéria e u1n estado de equilí- l!brio ténnico. Isso é feito através das equações das taxas de trans-
brio elin1ina necessariarnente a existência de um gradiente de ferência de calor para os três n1odos de transferência, represen-
ten1peratura. Ernbora a terrnodinâ1nica possa ser usada para tadas, por exernplo, pelas Equações 1.2, 1.3 e 1.7.

1.3
A E x igê1ic ia da Co1iservaç ão d e E1iergia

Os escopos da termodinânúca e da transferência de calor são etn conseqüentemente, a única forma na qual a quantidade de ener-
grande parte co1nplementares. Por exemplo, cotno ele trata da gia e1n urn siste111a pode mudar é se energia cruzar sua fronteira.
taxa na qual o calor é transferido, o assunto transferência de ca- A primeira lei ta1nbém indica as fonnas nas quais a energia pode
lor pode ser visto como urna extensão da terrnodinârnica. Por sua cruzar a fronteira de un1 sistema. Para u1n sisterna fechado (u1na
vez, em n1uitos problernas de transferência de calor, a prilneira região de 1nassa fixa), há sornente duas: transferência de calor
lei da tennodinânUca (a lei da conservação de energia) fornece através da fronteira e trabalho realizado pelo ou no siste1na. Isto
uma ferra1nenta útil, freqüentemente essencial. En1 antecipação a leva ao seguinte enunciado da prin1eira lei para um sistema fe-
tais problernas, fonnas gerais da prin1eira lei são obtidas a seguir. chado, que será familiar se você já cursou termodinânUca:

(1.1 la)
1.3.l Conser''ação de Energia em um Volu1ne .
onde LlE~~u é a variação da energia total acumulada no siste1na,
de Controle
Q é o valor líquido do calor transferido para o sisten1a e W é o
No fundo, a prin1eira lei da termodinânúca é sitnplesmente um valor líquido do trabalho efetuado pelo sistema. Isso está ilus-
enunciado de que a energia total de un1 sisten1a é conservada e, trado esque1naticarnente na Figura l.7a.

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/11trodtu;ão 9

, .,-- .... ---- ....


w
Q , ,,- -----------, ' tidade de energia térmica que é gerada no interior do volu-
m.e de controle.
' \1 I • • ',
E••. E•cu '1
~E!gt..
,
1
1
11 •
\ - 1 . . E..., Essa expressão se aplica em um intervalo de ten1po !it, e todos
___ -
_.---.--:;,,." ' 1
' :---~ ,,.,---
....
(a)
' - - - - - - - ......

(b)
,
---- ,-' I os termos representando energia são medidos etn joules. Cotno
a pri111eira lei deve ser satisfeita a cada e em todo instante de
ternpo t, podemos ta1nbérn formular a lei tornando por base ta-
F ICüRA 1. 7 Co nservação ele e ne rgia: (a) en1 un1 sisten1a fechado d ura n-
xas. Isto é, ern qualquer instante, deve existir um equilíbrio en-
te um inte rva lo de tempo e (b) em un1 volume ele co ntrole em um instante.
tre todas as taxas de energia, medidas em j oules por segundo (W).
E1n palavras, isto é dito da seguinte forma :
A primeira lei pode tan1bém ser aplicada em um volume de
controle (ou sistem.a aberto), uma região do espaço delimitada Equação das Energias Térmica e Mecânica em
por urna superfície de controle através da qual 1nassa pode pas-
um Instante (t)
sar. A tnassa, entrando ou saindo do volume de controle, carre-
A taxa de aumento da quantidade de energia ténnica e 1ne-
ga energia com ela; este processo, cbarnado de advecção de ener-
cânica acumulada (arniazenada) e1n urn volunie de controle
gia, adiciona u1na terceira fonna na qual a energia pode cruzar a deve ser igual à taxa na qual as energias térmica e mecânica
fronteira de um volume de controle. Para resumir, a pri1n eira lei
entra1n no volume de controle, menos a taxa na qual as ener-
da tennodinânüca pode ser enunciada de forma rnuito si1nples,
gias térmica e 1necânica deixam o volume de controle, 1nais
como a seguir, tanto para urn volume de controle corno para um
a taxa na qual a energia ténnica é gerada no interior do vo-
sisterna fechado.
lurne de controle.
Primeira Lei da Termodinâmica durante um Intervalo
de Tempo (.it) Se a entrada e a geração de energia térrnica e mecânica exce-
dem a saída, haverá um aun1ento na quantidade de energia tér-
O au1nento na quantidade de energia acumulada (anna - mica e 1necânica arrnazenada (acurnulada) no volurne de con-
zenada) em. um. volume de controle deve ser igual à quanti- trole; se o inverso for verdadeiro, existirá uma dirninuição na
dade de energia que entra no volume de controle rnenos a energia térnüca e mecânica arrnazenada. Se a entrada e a gera-
quantidade de energia que deixa o volum.e de controle. ção igualarern a saída, deve prevalecer uma condição de regi-
me estacionário tal que não haverá variação na quantidade de
energia térrnica e 1necânica armazenada no interior do volurne
Ao aplicar esse princípio, reconhece-se que a energia pode
de controle.
entrar e sair do volume de controle devido à transferência de calor
Agora iremos definir os símbolos para cada um dos termos
através da fronteira , ao trabalho realizado sobre ou pelo volurne
de energia de tal forma que os enunciados inseridos ern retân -
de controle e à advecção de energia.
gulos possa1n ser reescritos como equações. Fazen1os E repre-
A prirneira lei da termodinânüca se refere à energia total, que
sentar a so1na das energias tér111ica e niecânica (diferenternen-
é constituída pelas energias cinética e potencial (em conjunto
te do símbolo Eº' para energia total). Usamos o subscrito acu
conhecidas corno energia rnecânica), e pela energia interna. A
para indicar energia acumu lada no volume de controle; a vari-
energia interna pode ser, ainda, subdividida em energia ténnica
ação das energias térrnica e mecânica acumuladas ao longo do
(que será defin.i da corn maiores cuidados 1nais tarde) e outras
intervalo de tempo !it é então 11Eacu· Os subscritos ente sai se
fonnas de energia interna con10 energias quí111ica e nuclear. Para
referem à energia entrando e saind o do volurne de controle.
o estudo da transferência de calor, desejarnos focar nossa aten-
Finalmente, a geração de energia térmica recebe o símbolo E8 •
ção nas formas de energia mecânica e térmica. Devern os reco-
Ass i1n, o pri111eiro enunciado no retângulo pode ser escrito
nhecer que a soma das energias térrnica e mecârüca não é con-
co1no:
servada, pois pode existir conversão entre outras forrnas de ener-
gia e energia térmica. Por exemplo, se ocorrer uma reação quí-
nüca que diminua a quantidade de energia química no sistema,
(l .llb)
ela resultará en1 um aumento na energia ténnica do sisterna.
Assim, podemos pensar na conversão de energia como resultan- A seguir, usando un1 ponto acilna do termo para indicar urna
taxa, o segundo enunciado no retângulo se torna:
do en1 geração de energia térmica (que pode ser positiva ou
negativa). Desta forrna, urn enunciado da prirneira lei que é bern
adequado para a análise da transferência de calor é:
(11 l c)
Equação das Energias Térmica e Mecânica para um
Intervalo de Tempo (At) Esta expressão está esquernaticamente ilustrada na Figura l.7b.
As Equações 1.11 b, c fornecern ferrarnentas irnportantes, e ern
O auniento na quantidade de energia térm.ica e mecânica acu- alguns casos essenciais, para a solução de problemas da transfe-
mulada (arniazenada) em um volum.e de controle deve ser rência de calor. Toda aplicação da primeira lei deve iniciar corn
igual à quantidade de energia ténnica e 1necânica que entra a identificação de um volurne de controle apropriado e de sua
no volu1ne de controle, nienos a quantidade de energia tér- superfície de controle, nos quais unia análise é posteriormente
mica e mecânica que deixa o volume de controle, mais a quan- efetuada. A prÍlneira etapa é indicar a superfície de controle, atra-

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1O Capítulo U n1

vés do desenho de uma linha tracejada. A segunda etapa é deci- resistivo, quando se passa u1na corrente elétrica através de um
dir se a análise será efetuada e1n u1n intervalo de tempo D.t (Equa- condutor. Isto é, se unia corrente elétrica l passa através de urna
ção 1.11 b) ou e1n tennos de taxas (Equação 1.1 lc). Essa escolha resistência R no interior do volume de controle, energia elétrica
depende do objetivo da solução e da forma na qual as informa- é dissipada a unia taxa igual a PR, que corresponde à taxa na qual
ções são fornecidas no proble1na. A próxi1na etapa é identificar a energia térmica é gerada (liberada) no interior do volume. Em
os tennos de energia que são relevantes no proble1na que você todas as aplicações de interesse neste texto, se efeitos quín1icos,
está resolvendo. Para desenvolver sua confiança nesta última elétricos ou nucleares estiverem presentes, eles serão tratados
etapa, o restante desta seção é dedicado a esclarecer os seguin- corno fontes (ou sumidouros, que corresponde1n a fontes negati-
tes tennos de energia: vas) de energia térmica e, desta fonna, incluídos nos termos de
geração das Equações l .11 b, c.
• Energia térn1ica e 1necânica armazenada (acun1ulada), Eacu·
Os termos relativos à entrada e à saída de energia são fenô-
• Geração de energia ténnica, E8 •
menos de superfície. Ou seja, eles estão associados exclusiva-
• Transporte de energia térmica e n1ecânica através das super-
mente aos processos que ocorrem na superfície de controle e são
fícies de controle, isto é, os tennos de entrada e saída, E ent e
geralmente proporcionais à área superficial. Con10 discutido
E sai ·
anteriormente, os termos de entrada e saída de energia incluem
No enunciado da prirneira lei (Equação 1.1 la), a energia to- transferência de calor (que pode ser por condução, convecção e/
tal, E°', é constituída pelas energia cinética (EC = 111 rnV2, onde ou radiação) e interações de trabalho que oco1Teni nas fronteiras
me V são a 1nassa e a velocidade, respectivarnente), energia do sistema (por exernplo, devido ao deslocatnento da fronteira,
potencial (EP = 1ngz, onde g é a aceleração da gravidade e zé a através de um eixo e1n rotação e/ou através de efeitos eletro1nag-
coordenada vertical) e energia interna (U). A energia mecânica néticos). E1n situações nas quais massa atravessa a fronteira do
é definida como a soma das energias cinética e potencial. Corn volume de controle (por exemplo, situações envolvendo escoa-
nn1ita freqüência ocorrerão casos em proble1nas de transferên- mento de urn fluido), os termos de entrada e saída ta1nbérn in-
cia de calor, nos quais as variações nas energias cinética e po- cluen1 a energia (térmica e rnecânica) carregada (advecção) pela
tencial são pequenas e podem ser desprezadas. A energia inter- massa que entra e sai do volume de controle. Por exemplo, se a
na é constituída por u1n cornponente sensível, que é ligado aos vazão rnássica que entra através da fronteira for riz, então a taxa
1novin1entos de translação, rotação e/ou vibração dos áto1nos/ na qual as energias térmica e 1necânica entra1n com o escoa1nen-
moléculas que compõem a 1natéria; u1n componente latente, re- to é in(u, + 1/2V2 + gz). onde u, é a energia térmica por unidade
lacionado às forças intermoleculares influenciando rnudanças de de massa.
fase entre os estados sólido, líquido e vapor; urn componente Quando a primeira lei é aplicada em um volun1e de controle
químico, que representa a energia arrnazenada nas ligações quí- com fluido atravessando a sua fronteira, é co1num dividir o ter-
micas entre áto1nos; e um componente nuclear, que está ligado mo do trabalho e1n duas contribuições. A primeira contribuição,
às forças de ligação no interior dos núcleos. cha1nada de trabalho de escoam.ento, é associada ao trabalho
No estudo da transferência de calor, foca1nos nossa atenção realizado por forças de pressão movimentando fluido através da
nos componentes sensível e latente da energia interna (Usen e U1. ,, fronteira. Para u1na unidade de massa, a quantidade de trabalho
respectivamente), que ern conjunto são chamados de energia é equivalente ao produto da pressão pelo volume específico do
térmica, U,. A energia sensível é a porção que associarnos prin- fluido (pv). O símbolo W é tradicionalmente usado para ores-
cipahnente às variações de ternperatura (ernbora ela possa ta111- tante do termo do trabalho (não inclui o trabalho de escoamen-
bé1n depender da pressão). A energia latente é o componente que to). Se a operação ocorre en1 condições de regime estacionário
associamos às 1nudanças de fase. Por exernplo, se o 1naterial no (dEaculdt = O) e não há geração de energia térrnica, a Equação
volume de controle 1nuda de sólido para líquido (fusão) ou de 1.11 c se reduz à forma a seguir da equação da energia para pro-
liquido para vapor (vaporização, evaporação, ebulição), a ener- cessos contínuos e1n regi1ne estacionário (veja a Figura 1.8), que
gia latente aumenta. Ao contrário, se a mudança de fase se dá do será fa1niliar caso você tenha feito u1n curso de termodinâmica:
vapor para o líquido (condensação) ou do líquido para o sólido
(solidificação, congelamento), a energia latente diminui. Obvi- li1(u 1 + pv + ~. \12 + gz),0, - 1ii(u1+ pv + ~V2 + gz)s:ú + q - lV = O
amente, se não houver rnudança de fase não há variação na ener- ( 1. lld)
gia latente e este termo pode ser desprezado.
Corn base na discussão aci1na, as energias térmica e m.ecâni-
ca acumuladas são dadas por E,cu = EC + EP + U,, onde U, =
Usen + U1ai· Em tnuitos proble1nas, o único termo da energia re- q /
,,, ------- --- -, .....

levante será a energia sensível, isto é, Eacu = E,..,,,. 1

O term.o da geração de energia está associado à conversão - <u,. pu, V)..,


I
de alguma outra forma de energia (química, elétrica, eletro1nag- I
I

nética ou nuclear) em energia térmica. Esse é um fenô1neno 1

volumétrico. Ou seja, ele ocorre no inte1ior do volume de con- , /'-........ .


trole e é geralrnente proporcional à 1nagnitude desse volume. Por
exe1nplo, u1na reação quí1nica exotérmica pode estar acontecen-
\
--- ---
'-~----:-.:::--:------::-------/
1I
............. __ .,, ,,
"'

do, convertendo energia química em energia térrn.ica. O efeito


Altura de referência
líquido é un1 aumento na energia ténnica da rnatéria no interior
do volume de controle. Outra fonte de energia térnlica é a con- FICUR.\ 1. 8 Conservação de energia em um s isten1a aberto, con1 escoa-
versão de energia elétrica que ocorre devido ao aquecimento mento em regi1ne estac ionário.

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l ntroduç.ão 11

Os tennos entre parênteses são expressos por unidade de 1nassa para um gás ideal ou de saída de energia ténnica para u1n líqui-
de fluido nos locais de entrada e saída. Quando multiplicados pela do incompressível.
vazão 1nássica rh, eles fornecem a taxa na qual a forma corres- Os dois prhneiros casos nos quais a Equação 1.1 lese man-
pondente de energia (térmica, trabalho de escoamento, cinética tétn podem ser facilmente verificados pelo exrune da Equação
e potencial) entra ou sai no volume de controle. A so1na da ener- 1.1 ld. Eles são:
gia ténnica e do trabalho de escoamento, a1nbos por unidade de
1. U 111 gás ideal con1 variações das energias cinética e potencial
massa, pode ser substituída pela entalpia por unidade de 1nassa,
desprezíveis e trabalho desprezível (outro além do trabalho
i = u, + pv.
de escoa1nento).
Na 1naioria das aplicações em siste1nas abertos de interesse
2. U1n líquido incompressível com variações das energias ciné-
no presente texto, variações na energia latente entre as condi-
tica e potencial desprezíveis e trabalho desprezível, incluin-
ções de entrada e saída da Equação 1.11 d pode1n ser despreza-
do o trabalho de escoan1ento. Como observado na discussão
das, de tal forma que a energia ténnica se reduz so1nente ao
anterior, o trabalho de escoamento é desprezível para un1 lí-
co1nponente sensível. Se o fluido é considerado u1n gás ideal
quido incompressível desde que a variação de pressão não seja
com calores específicos constantes, a diferença de entalpias (por
muito grande.
unidade de massa) entre os escoa1nentos de entrada e de saída
pode então ser representada por ( ient - i,,;) = cP(Tem - T"';), onde O segundo par de casos não pode ser derivado diretamente da
c,, é o calor específico a pressão constante, e Tent e Tsai são as Equação 1.1 ld, pois requer 1nais conheciJnentos de como a ener-
temperaturas na entrada e na saída, respectivamente. Se o flui- gia mecânica é convertida em energia ténnica. Estes casos são:
do é um lfquido incornpressível, seus calores específicos a pres-
3. U1n gás ideal com dissipação viscosa desprezível e variação
são constante e a volume constante são iguais, c" = c. = c, e na
de pressão desprezível.
Equação 1.11 d a variação da energia sensível (por unidade de
4. U1n líquido incon1pressível com dissipação viscosa despre-
massa) se reduz a (u,_ent - u,,50;) = c(Tem - T,,.;). A não ser que a
zível.
queda de pressão seja extreman1ente grande, a diferença nos
tern1os de trabalho de escoa1nento, (pv). 11, - (pv)sai• é desprezí- A dissipação viscosa é a conversão de energia 1necânica e1n
vel para um líquido. energia térmica associada às forças viscosas agindo e1n um flui -
Tendo já considerado condições de regi1ne estacionário, ine- do. Ela é i1nportante somente em situações envolvendo escoa-
xistência de variações na energia latente e ausência de geração mento em alta velocidade e/ou fluido altamente viscoso. Co1no
de energia térmica, há pelo 1nenos quatro casos nos quais consi- muitas aplicações de engenharia satisfazem un1a ou 1nais das
derações adicionais poden1 ser feitas para reduzir a Equação 1.11 d quatro condições anteriores, a Equação 1.1 le é normaln1ente
à equação simplificada da energia térniica para sistemas con1 usada na análise da transferência de calor em fluidos en1 movi-
escoaniento e1n regim.e estacionário: mento. Ela será usada no Capítulo 8 no estudo da transferência
de calor por convecção em escoan1entos internos.
(l.lle) m.
A vazão mássica de un1 f luido pode ser representada por
rh = p VA ,,., onde pé a densidade do fluido e A.,, é a área da seção
O lado direito da Equação 1.11 e representa a taxa líquida de sa- transversal do canal através do qual o fluido escoa. A vazão vo-
ída de entalpia (energia térm.ica n1ais trabalho de escoa1nento) lurnétrica é sin1ples1nente \;/ = VA,, = 1nlp.

E XEIUPLO 1 .3

U1na barra longa feita de 1naterial condutor, com diâ1netro D e Esq1ie1na:


resistência elétrica por unidade de co1nprilnento R;, encontra-se
inicialmente em equilíbrio ténnico com o ar an1biente e sua vi-
zinhança. Esse equilíbrio é perturbado quando uma corrente elé- •
E..,;
trica l é passada através do bastão. Desenvolva u1na equação que
possa ser usada para calcular a variação na temperatura da barra
em função do tempo durante a passagem da corrente.
___________ e / T

T
1-- ---- • • Diâmetro.
E,., Eacu D
S OLUÇ.: \O •
l
Dados: Ten1peratura de u1na barra con1 diâ1netro e resistência - - - - L - - -..
elétrica conhecidos, que varia ao longo do tempo devido à pas-
sage1n de urna corrente elétrica.
Considerações:
Achar: A equação que representa a variação da temperatura da 1. A qualquer tempo ta te1nperatura da barra é unifonne.
barra em função do te1npo. 2 . Propriedades constantes (p, c, s = a ) .

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12 Capítulo U n1

3. T roca de calor por radiação entre a superfície externa da Co11ie11tários:


barra e a sua vizinhança do tipo que ocorre entre u1na pe-
1. A equação anterior poderia ser resolvida para fornecer o
quena superfície e um grande envoltório.
cornportamento dinân1ico da temperatura da barra através
de sua integração numérica. Urna condição de regime esta-
Análise: A primeira lei da termodinârnica pode ser usada com
cionário seria no final atingida, na qual dT!dt = O. A ternpe-
freqüência para detenninar un1a temperatura desconhecida. Nesse
ratura da barra é, então, detenninada por uma equação algé-
caso, os tennos relevantes incluen1 a transferência de calor por
brica na forn1a
convecção e radiação a partir da superfície, a geração de energia
devido ao aquecimento elétrico resistivo no condutor e uma va- 'ITDh(T - Too) + 7TDsa(T4 - r:iz) = l 2R;
riação no acúmulo da energia térmica. Urna vez que desejamos
determinar a taxa de variação da temperatura, a prirneira lei deve 2 . Para condições ambientes fixas (h, T"', T,iz), ben1 corno uma
ser aplicada para um instante de ten1po. Logo, usando a Equa- barra com geometria (D) e propriedades (e , R:Jfixas, a tern-
ção 1.1 lc ern urn volume de controle de con1primento L que peratura do regirne estacionário depende da taxa de geração
envolve a barra, ten1-se que de energia ténnica e, portffi1to, do valor da corrente elétri-
. . . ca. Considere um fio de cobre sem isolarnento (D = l rnm,
E8 - E.,; = Eacu s = 0,8; R:
= 0,4 !l/m) ern un1 runbiente con1 superfície
onde a geração de energia é devida ao aquecirnento elétrico re- relativarnente grande (Tviz = 300 K), no qual circula ar para
sistivo, resfriarnento (h = 100 W/(m2·K), T"' = 300 K) . Substituin-
do esses valores na equação anterior, a temperatura da bar-
Eg = I 2R'L
e ra foi calculada para correntes de operação na faixa de O <
O aquecirnento se dá de forn1a uniforme no interior do volume 1 < 1O A e os seguintes resultados forarn obtidos:
de controle e poderia tarnbém ser representado ern tern1os de
urna taxa de geração de calor volurnétrica q (W/rn 3). A taxa de
.
geração para todo o volume de controle é então E = qV, onde
q = 12 R')( 7TD2/4). A saída de energia se dá por convecção era- 125
diação líquida a partir da superfície, Equações l.3a e 1.7, res-
100
pecti varnente,
-
( .)
~ 75
Es'Jl = h(1TDL)(1' - T..,) + sa(1TDL)(T4 - 1;1z)
60
e a variação no acúmulo de energia é devida à variação de ten1- 50
peratura,
25 L ---_.,,,..--
,, d dU1
E acu =d·
- =d- (pVcT)
t t 0~
0 ~~~~2~~~~-4~~-5-
,2~-6~~~~-s~~~~-
10
. / (ampêres)
O termo Eacuestá associado à taxa de variação na energia interna
térn1ica da barra, onde p e c são a tnassa específica e o calor es-
pecífico, respectivrunente, do rnaterial da barra, e V é o seu vo- 3. Se, por questões de segurança, for estabelecida urna ternpe-
lume, V = (7TD2!4)L. Substituindo as equações das taxas no ba- ratura n1áxirna de operação de T = 60ºC, a corrente não deve
lanço de energia, segue-se que exceder 5,2 A. Nessa ternperatura, a transferência de calor
por radiação (0,6 W/m) é muito rnenor do que a transferên-

/
2
R;L - h('ITDL)(T - Tw) - sa(1TDL)(T4 - r:J = pc ( 17
f )L ~~
2 cia de calor por convecção (10,4 W/m). Logo, se houvesse
o desejo de operar a urna corrente elétrica ruais elevada, ainda
rnantendo a ten1peratura da barra dentro do linlite de segu-
Donde rMça, o coeficiente de transferência de calor por convecção
2 deveria ser aumentado através do aurnento da velocidade de
dT _ ! R; - 17Dh(T - Too) - 1TDsa(T4 - T!iz)
-- <I circulação do ar. Pru·a h = 250 W/(n12 ·K), a corrente máxi-
dt pC(7TD2/4) rna tolerável poderia ser aumentada para 8, 1 A.

ExEJ\iPLO 1 .4

Uma célula-combustível de hidrogênio-ar com Mernbrana de rosos que são o catodo e o anodo, formando urn conjunto me1n-
Troca de Prótons (MTP) é ilustrada a seguir. Ela é constituída brana eletrodo (CME) muito fmo, com três ca111adas. No anodo,
por urna membrana eletrolítica posicionada entre materiais po- prótons e elétrons são gerados (2H2 ~ 4H+ + 4e-), enquanto no

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l ntroduç.ão 13

catodo os prótons e elétrons se recornbinan1 para formar água (02 combustível ten1 un1a ernissividade de s = 0,88. Determine o
+ 4e- + 4H+ --> 2H20). A reação global é, então, 2 H2 + 0 2 --> valor da velocidade do ar de resfriarnento necessária para rnan-
2H20. A dupla tarefa da 1nembrana eletrolítica é transferir íons ter condições de operação ern regime estacionário. Considere as
de hidrogênio e servir corno uma barreira para a transferência de extremidades da célula-combustível terrnican1ente isoladas .
elétrons, forçando os elétrons a passarem pela carga elétrica que
é externa à célula-combustível. SOLUÇ.: \O

Dados: Temperaturas do arnbiente e da vizinhança, voltagern


e corrente elétrica na saída da célula-co1nbustível, calor gerado
A
l
V
pela reação eletroquí1nica global e a te1nperatura de operação da
célula-combustível desejada.
e- e-

Achar: A velocidade, V, do ar de resfria1nento necessária para


1nanter a operação e1n regi1ne estacionário a T, = 56,4°C.

~ H2 e-
.
e- 0 2 ~
Esqrienia:
l
E•
• tt+
. ~o

H-z e- e- Oz
q- l l q
H+ t
HzO
R,

.-
.
,,- Q,

l H=50 mm
H•· t q
HzO ......... .
TVlZ
. =25ºC
Anodo poroso Catodo poroso
- Membrana eletrohtica
..

lll 7~ = 56,4ºC
€ ~ O,SS
Ar
h, r_
Ar
-
T. = 25ºC
h

A 1nembrana deve operar em condições úmidas para condu-


zir íons. Entretanto, a presença de água líquida no n1aterial do
catodo pode impedir que o oxigênio atinja os sítios de reação no Considerações:
catodo, resultando no fracasso da célula-co1nbustível. Conse-
qüente1nente, é crítico o controle da ternperatura da célula-com- 1. Condições de regin1e estacionário.
bustível, T", de tal fonna que no lado do catodo haja vapor d'água 2. Variações de temperatura desprezíveis no in terior da célu-
saturado. la-combustível.
Para um dado conjunto de vazões de entrada de H2 e ar, e o 3. Célula-combustível posicionada e1n urna grande vizinhança.
uso de um CME de 50 m1n X 50 m1n, a célula-cornbustível gera 4. Extre1nidades da célula-co1nbustível isoladas tennica1nente.
P = /.E" = 9 W de potência elétrica, associada a urna voltagern 5. Entrada e saída de energia no volu1ne de controle ern fun-
na célula de E, = 0 ,6 volt e a uma corrente e létrica 1 = 15 A . ção do escoa1nento de gases ou líquidos desprezíveis.
Condições de vapor saturado estão presentes na célula-combus-
tível, correspondendo a T" = T,m = 56,4ºC. A reação eletroquí- A11âlise: Para detenninar a velocidade do ar de resfriamento re-
mica glob~I é exotérmica e a taxa de geração térmica correspon- querida, deve1nos ern primeiro lug~r efetuar u.m bal~nço de ener-
dente de E8 = 11,25 W deve ser removida da célula-cornbustí- gia na célula-cornbustível. Co1n E. 111 = O e E,3; = E8 ,
vel por convecção e radiação. As ten1peraturas ambiente e da
qconv-1- qrad = E8 = 11,25 W
vizinhança são T,. = T viz = 25°C e a relação entre a velocidade
do ar de resfliamento e o coeficiente de transferência de calor onde
porconvecção,h,é
q,ad = sAu(r: - T~2)
h = 10,9 W · sº·8/(m 2·8 · K) x vo.s = 0,88 X (2 X 0,05 m X 0,05 m) X 5,67 X 1o-s W/(m2 . K4) X
na qual V tem unidades de rn/s. A superfície exterior da célula- X (329,44 - 298")K4 = 0,97 \V

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14 Capítulo U n1

Conseqüentemente, pode1nos detenninar posição no interior da célula-combustível. A previsão de con-


dições locais no interior da célula-combustível requer uma
q conv = 11,25 W - 0/)7 W = 10,28 W
análise mais detalhada.
= hA(Tc - T"')
2. A velocidade do ar de resfriamento requerida é n1uito alta.
= 10,9 W · s0•8/(m2•8 • K) X V0•8 A(Tc - T..,) Velocidades menores poderian1 ser utilizadas se djspositi-
que pode ser rearranjada para fornecer vos para a melhora da transferência de calor fosse1n adicio-
25 nados no exterior da célula-co1nbustível.
10'28 w
v- [10,9 W·sº·8/(m2·8•K) X (2X0,05 ]'· 3. A taxa de transferência de calor por convecção é significa-
m X 0,05 m) X (56,4- 25)ºC
tivamente maior do que a taxa por radiação.
V = 9,4m/s 4. A energia quúnica (20,25 W) do hidrogênio e do oxigênio é
convertida ern energias elétrica (9 W) e térmica ( 11 ,25 W).
e o 11ie1itários: Esta célula-co1nbustível opera a tuna eficiência de conver-
1. A te1nperatura e a un1idade do CME irá variar ern função da são de (9 W)/(20,25 W) X 100 = 44 por cento.

&XE~IPLO 1 .5
Grandes células-cornbustível com MTP, co1no as utilizadas em 2 . Propriedades constantes.
aplicações auto1notivas, freqüente1nente requerern resfrian1ento 3. Condução unidirnensional e ern regirne estacionário através
interno usando água líquida pura para manter suas ten1peraturas de cada parede.
em um nível desejado (veja Exernplo 1.4). Ern climas frios, a água 4. A área de condução de uma parede pode ser aproximada por
de resfriamento deve ser drenada da célula-co1nbustível para um W 2 (L << W).
recipiente adjacente quando o auton1óvel é desligado de tal for-
ma que não ocorra o seu congelarnento no interior da célula. Con- Aliálise: Corno devemos detenninar o ternpo de fusão fp a pri-
sidere urna rnassa M de gelo que se congelou enquanto o auto- n1eira lei deve ser aplicada no intervalo de ternpo !it = tf' Desta
móvel não estava sendo operado. O gelo encontra-se ern sua ten1- fonna, aplicando a Equação 1.1 lb em u1n volume de controle em
peratura de fusão C'0 = OºC) e está dentro de um recipiente cúbi- torno da rnistura gelo-água, tem-se que
co de lados com W de co1nprimento. A parede do recipiente tem
L de espessura e condutividade térmica k. Se a superfície exter- Eeot = D.Eal;U = 6. U11J1.
na do recipiente for aquecida a urna ternperatura T 1 > T1 para onde o aumento da energia acumulada no interior do volume de
fundir o gelo, obtenha uma expressão para o te1npo necessário controle é devido exclusivamente à variação da energia latente
para fundir toda a rnassa de gelo e, em seguida, enviar água de associada à mudança do estado sólido para o estado líquido. Calor
resfria1nento para a célula-cornbustível poder ser acionada. é transferido para o gelo por condução através das paredes do
recipiente, e corno se considera que a diferença de tetnperaturas
SoLuç.:\o através da parede mantérn-se a (T1 - T1) ao longo de todo o pro-
cesso de fusão, a taxa de transferência de calor por condução na
Dados: Massa e temperatura do gelo. Dunensões, condutivi- parede é uma constante
dade térrnica e ternperatura da superfície externa da parede do
,, T1 - Ij·
recipiente. q cood = k(6W-) L

Acliar: Expressão para o ternpo necessário para fundir o gelo. e a quantidade de energia que entrou é

Esqzie111a:

A quantidade de energia necessária para realizar a 1nudança de


Seç ão A.A 1 k fase por unidade de massa de sólido é chan1ada de calor laten-

A A
--------
1
1

1
1 f-
te de fusão h1, . Conseqi.ienten1ente, o aurnento da energia acu-
1 1 mulada é
1 ô.E.,,, 1

G \
1
1
L___ !___ J
1
1 ilEacu = Afhfs
Substituindo na expressão da prirneira lei, tem-se

14---w--
Mistura
gelo-água (T,>
iL
<J

Considerações: ConieritlÍrios:
1. Superfície interna da parede rnantida a ~ao longo do pro- 1. Várias complicações apareceriam se o gelo no início esti-
cesso. vesse sub-resfriado. O terrno de acúmulo deveria inc)ujr a

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l ntroduç.ão 15

variação da energia sensível (térrnica interna) necessária para t _ 0,67 kg X 334.000 J/kg X 0,005 m
levar o gelo da condição de sub-resfriado para a temperatu- 1 - 6(0, 100 m)i X 0 ,05 W/(m · K)(30 - O)ºC
ra de fusão. Ao longo deste processo apareceriam gradien-
tes de ten1peratura no gelo. = 1243 s = 20,7 min
2. Considere urn recipiente con1 lados rnedindo W = 100 mrn, A densidade e o calor latente de fusão do gelo são p, = 920
espessura de parede L = 5 rnrn e condutividade térmica k = kg/rn 3 e h1, = 334 kJ/kg, respectiva1nente.
0,05 W/(rn·K). A massa de gelo no recipiente é 3. Note que as unidades K e ºC se cancelam 1uutua1nente na
expressão anterior para~' T al situação ocorre freqüentemente
M = Ps(~V - 2L)3 = 920 kg/m 3 X (0,100 - 0,0 1) 3 m 3 = 0,67 kg em análises da transferência de calor e é devida ao fato de
Sendo a te1nperatura da superfície externa T1 = 30°C, o tern- a1nbas as unidades aparecerem no contexto de u1na diferen-
po necessário para fundir o gelo é ça de temperaturas.

l.3.2 O Balanço de Energia em tuna 1 1


1 1
Supet·ffcie 1 1
1 1
Vizinhança
1 1
Tviz --<
Corn freqüência vamos ter oportunidade de aplicar a exigência 1 1
1 ,___.. q;;.,
de conservação de energia em urna superfície de um meio. Nes- 1 1
1 1
se caso especial, as superfícies de controle estão localizadas en1 q "oond-+I 1
1 1
arnbos os lados da fronteira física e não envolve1n niassa ou vo- 1 1 Fluido
1 ,----._ li
lu1ne (veja a Figura 1.9). Como conseqüência, os termos relati- 1 1 l]ccnv
1 1
vos à geração e ao acúrnulo na expressão da conservação, Equa- 1 1
1 .
ção 1.1 lc, não são 111ais relevantes, sendo so1nente necessário l t_, 1-
1 : T2
lidar co1n os fenôrnenos de superfície. Nesse caso, a exigência 1
1
de conservação se torna 1 1 T
1 1 -

(1.12) tL_ Superfíc ies de controle


F1 Gt: RA 1. 9 O baJanço de e nergia para a conservação de energia na su -
Ernbora possa estar ocorrendo geração de energia térmica no perfic ie de um meio.
1neio, esse processo não afeta o balanço de energia na superfí-
cie de controle. Alé1n disso, essa exigência de conservação vale
tanto para condições de regime estacionário como de regime líquida de calor por radiação da superfície para a sua vizinhança
transiente. (q1; 00 ) . O balanço de energia assu1ne, então, a forma
Na Figura 1.9 são rnostrados três tennos de transferência de
calor para a superfície de controle. Com base em urna área uni- (1. 13)
tária, eles são a condução do 1neio para a superfície de controle e pode1nos expressar cada urn dos terruos usando a equação de
(q';0 0d), a convecção da superfície para urn fluido (q'~0v) e a troca taxa apropriada, Equações 1.2, !. 3a e 1.7.

E XEJUPLO 1 .6
Hurnanos são capazes de controlar suas taxas de produção de o ambiente? A transferência de calor por convecção para o
calor e de perda de calor para manter aproxirnadamente constante ar é caracterizada por um coeficiente de convecção natural
a sua temperatura corporal de Te = 37°C sob uma arnpla faixa h = 2 W/(m 2·K).
de condições an1bientais. Este processo é cha1nado de termorre- 2. Estando a pessoa in1ersa em água a T.,. = 297 K, qual é a
gulação. Com a perspectiva de calcular a transferência de calor ten1peratura superficial da pele e a taxa de perda de calor?
entre um corpo humano e sua vizinhança, foca1nos en1 uma ca- A transferência de calor para a água é caracterizada por urn
mada de pele e gordura, com sua superfície externa exposta ao coeficiente de convecção h = 200 W/(m2 ·K) .
ambiente e sua superfície interna a uma teruperatura un1 pouco
abaixo da ten1peratura corporal, T1 = 35°C = 308 K. Considere S OLUÇ.:iO
uma pessoa coin uma camada de pele/gordura com espessura
L = 3 mm e com condutividade ténnica efetiva k = 0,3 W /(m· K). Dados: Ternperatura da superfície interna da camada pele/gor-
A pessoa tem unia área superficial de 1,8 rn2 e está vestindo rou - dura, que tem espessura, condutividade térmica, e1nissividade e
pa de banho. A emissividade da pele é e = 0 ,95. área superficial conhecidas. Condições runbientais.

1. Estando a pessoa no ar em repouso a T,,, = 297 K, qual é a Achar: Temperatura superficial da pele e taxa de perda de ca-
ternperatura superficial da pele e a taxa de perda de calor para lor da pessoa no ar e na água.

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16 Capítulo U n1

Esque11w: substituindo os valores numéricos na equação anterior, achamos

0,3 W/(m . K) X 308 K + (2 + 5 9) W/(1n2 •K) X 297 K


T, = 308 K Pele/gordura li1-Ts
T, = 3 X 10- 3 m '
111--,g = 0,95
T.,;, = '297 K- -+
0,3 W/(m. K) + (2 + 5 9) W/(m2·K)
li
li ~ q;~
3Xl0- 3 m '
li
q~nd-- 11 = 307,2 K
li
Corn este novo valor de T,, pode1nos recalcular h,. e T,, que não
11 - - q"ronv
li
11 rnudrun. Assim , a ternperatura da pele é de 307,2 K = 34°C. <J
k = 0, 3 W/(m•K) - 1--

..
l- L = 3mm-.J
li
11
iii T = 297 K
~

h = 2 W/(m2·K) (A r)
h = 200 W/(m2·Kl (Agua)
A taxa de calor perdido pode ser encontrada pela determinação
da condução através da carn ada pele/gordura:
Ar ou água

q, = kA T; -L T, = O,3 W/(in ·K) X 1,8 rn2 X (308 - 307 ,2) K =


3 x io- 3 m
Co11siderações:
= 146W <J
1. Condições de regime estacionário. 2. Corno a água líquida é opaca pru·a a radiação ténnica, a perda
2. Transferência de calor por condução unidimensional atra- de calor na superfície da pele ocorre somente por convec-
vés da crunada pele/gordura. ção. Usando a expressão anterior co1n h, = O, encontramos
3. Condutividade ténnica uniforme.
4. T roca por radiação entre a superfície da pele e a vizinhança 0,3 W/(m. K) X 308 K -1- 200 W/(m2. K) X297 K
equacionada co1no a troca entre urna superfície pequena e I; = 3x10-31n = 300,7K
urn amplo envoltório na te1nperatura do ar. 0,3 W/(ni. K) + 200 W/(1n2 • K)
5. Água líquida opaca para a radiação. 3 x i o- 3 m <J
6. Roupa de banho não afeta a perda de calor do corpo. e
7. Radiação solar desprezível.
8. Na pru·te 2, corpo completamente imerso na água.
_ 1'; - Ts _ 2 (308 - 300,7) K _
qs - kA L - 0,3Vv'/(In·K)Xl,81n X 3 -
3X i o- m
A11áüse: = 1320 w <J
1. A temperatura da superfície da pele pode ser obtida fazen- Co11ie11tários:
do-se u1n balanço de energia na superfície da pele. A partir
da Equação 1.12,
1. Ao usar balanços de energia envolvendo trocas por radia-
ção, as ternperaturas que aparecem nos tennos de radiação
E.en( - E·sai -- O devem ser expressas e1n kelvin, sendo então recomendado
Con1 base em urna unidade de área, ten1-se que que se use kelvins em todos os tern1os para evitar confusão.
2. Na parte 1, as perdas de calor devido à convecção e à radi-
y
qcond -
y
qconv -
li
q rad =
o ação são de 37 W e 109 W , respectivamente. Assirn, não teria
ou, rearranjando e substituindo as Equações 1.2, l.3a e 1.7, sido razoável desprezar a radiação. Deve-se tornar cuidado
e incluir a radiação quando o coeficiente de transferência de
T; - T, _ , 4 4 calor é pequeno (como é freqüente na convecção natural para
k L - h(1 s - T.,) + sa(Ts - Tviz)
urn gás), niesmo se o enunciado do problema não fornecer
A única incógnita é T,. ruas não poden1os determiná-la explici- qualquer indicação de sua importância.
tamente em função da dependência corn a quarta potência no 3. U1na taxa típica para a geração de calor metabólica é de 100
tenn o da radiação. Conseqüenternente, devemos resolver a equa- W. Se a pessoa permanecesse na água por 1nuito ten1po, a sua
ção iterativarnente, o que pode ser feito nianuahnente ou ainda ten1peratura corporal começaria a cair. A perda de calor niaior
corn algurn software específico para solução de equações. Para na água é devida ao 111aior coeficiente de transferência de
acelerar a solução nianual, escrevernos o fluxo térmico por radi- calor, que, por sua vez, é devido ao fato de a conduti vidade
ação em função do coeficiente de transferência de calor por ra- térmica da água ser muito rnaior quando comparada à do ar.
diação usando as Equações 1.8 e 1.9: 4. A temperatura da pele de 34°C na parte 1 é confortável,
1nas a te mperatura da pele de 28°C na parte 2 é desconfor-
T;- Ts tavelmente fria .
k L = h(T, - T,,,) + h,(Ts - T,1z)
5. Co111 a irnplernentação do balanço de energia e1n, u1n a111bi-
Explicitando T,, com T..;, = T,,,, temos ente de progrrunação e a inserção dos parâmetros de entrada
apropriados, um rnodelo do siste1na pode ser desenvolvido
kT·
T + (h + h,)T,,, para calcular T, e q, ou qualquer outro parâmetro do siste-
1na. Co1n esse rnodelo, estudos de sensibilidade paramétrica
T, = k
podern ser efetuados para explorar, por exen1plo, o efeito da
L + (h + h,)
rnudança do h no valor de T,. Sempre que possível, é uma boa
Calculamos h, usando a Equação 1.9, com un1 valor estirnado prática validar o seu rnodelo em relação a uma solução co-
de T, = 305 K e T,,, = 297 K, obtendo h, = 5,9 W/(rn2 ·K). Então, nhecida que, neste caso, é rnost:rada na análise anterior.

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l 11.troduç.ií.o 17

l.3.3 Aplicação das Leis de Conservação: 1ne de controle através de uma seta apropriadamente iden-
Metodologia tificada.
4. A equação de conservação deve, então, ser escrita e as ex-
Alé1n de estar fa1ni liarizado com as equações das taxas de trans- pressões apropriadas para as taxas devem ser substituídas
ferência de calor descritas na Seção 1.2, o analista de transferên- nos tennos relevantes da equação.
cia de calor deve ser capaz de trabalhar com as exigências de
conservação de energia representadas pelas Equações 1.11 e 1.12. É i1nportante notar que a exigência de conservação de ener-
A aplicação de tais balanços é si1nplificada se algumas regras gia pode ser aplicada tanto em um volu1ne de controle finito
básicas forem seguidas. quanto em um volutne de controle diferencial (infinitesi1nal). No
primeiro caso, a expressão resultante governa o co1nportamento
1. O volu1ne de controle apropriado deve ser definido, co1n a global do sistema. No segundo caso, é obtida uma equação dife-
superfície de controle representada por uma linha ou linhas rencial que pode ser resolvida para as condições em cada ponto
tracejadas. no sisten1a. Volumes de controle diferenciais são apresentados
2. A base de tempo apropriada deve ser identificada. no Capítulo 2 e ambos os tipos de volumes de controle são usa-
3. Os processos relevantes envolvendo energia devem ser dos extensiva1nente ao longo deste livro.
identificados e cada processo deve ser 1nostrado no volu-

1.4
A1iálise de Problenias d e Tra1isferê1ic ia de Calor: Metodologia

O principal objetivo deste texto é prepará-lo para resolver pro- 4. Considerações: Liste todas as considerações sunpl.ificadoras
blemas de engenharia que envolvam processos de transferência pertinentes.
de calor. Para esse fin1, um grande número de proble1nas é forne- 5. Propriedades: Co1npile valores das propriedades físicas ne-
cido ao final de cada capítulo. Ao trabalhar nesses problemas, você cessárias para a execução dos cálculos subseqüentes, identi-
desenvolverá u1na avaliação rnais aprofundada dos fundamentos ficando a fonte na qual elas foram obtidas.
do assunto e ganhará confiança na sua capacidade de aplicar tais 6. Análise: Cornece sua análise apl.icando as leis de conserva-
fundamentos na resolução de problemas de engenharia. ção apropriadas e introduza as equações das taxas na 1nedida
Ao resolver problemas, sugerimos o uso de um procedi1nento em que elas sejam necessárias. Desenvolva a análise da for-
siste1nático, caracterizado por um fonnato predeterminado. Esse ma rnais co1npleta possível antes de substituir os valores nu-
procedi1nento é empregado de fonna consistente nos exen1plos méricos. Execute os cálculos necessários para obter os resul-
apresentados e solicitamos que nossos alunos o utibze1n na sua tados desejados.
resolução dos problen1as. Ele é constituído pelas seguintes etapas:
7. Cornentários: Discuta os seus resultados. Tal discussão pode
1. Dados: Após uma leitura cuidadosa do problerna, escreva su- incluir u1n resumo das principais conclusões, urna crítica das
cinta e objetivamente o que se conhece a respeito do proble- considerações originais e uma estimativa de tendências obti-
ma. Não repita o enunciado do problema. das através de cálculos adicionais do tipo qual seria o com-
2. Achar: Escreva sucinta e objetivamente o que deve ser deter- portaniento se e análise de sensibilidade param.étrica.
minado.
3. Esquema: Desenhe u1n esque1na do siste1na físico. Se é pre- A ilnportância de realizar as etapas 1 a 4 não deve ser subes-
visto que as leis da conservação serão aplicadas, represente timada. E las fornecern un1 guia útil para pensar a respeito de u1n
no esquema a superfície ou superfícies de controle necessári- problema antes de resolvê-lo. Na etapa 7, esperamos que você
as através de linhas tracejadas. Identifique no esquema os pro- tenha a iniciativa de chegar a conclusões adicionais através da
cessos de transferência de calor relevantes por rneio de setas execução de cálculos que poden1 ser eventual n1ente efetuados ern
apropriadamente identificadas. computador.

E XEl\1 PLO 1 .7

O revestimento de uma placa é curado através de sua exposição 2. As características finais do revestin1ento, incluindo tipos de uso
a uma lâmpada de infravermelho que fornece utna irradiação de e durabibdade, são reconhecida1nente dependentes da te1npe-
2000 W/tn2 . Ele absorve 80% da irradiação e possui uma en1is- ratura na qual é efetuada a cura. Um sisterna de escoamento de
sividade de 0,50. A placa també1n encontra-se exposta a uma ar é capaz de controlar a velocidade do ar e, portanto, o coefi-
corrente de ar e a uma grande vizinhança, cujas te1nperaturas são ciente convectivo sobre a superfície curada. Entretanto, o en-
de 20º C e 30º C, respectiva1nente. genheiro de processos precisa saber con10 a ten1peran1ra depen-
de deste coeficiente convectivo. Forneça a inforrnação deseja-
1. Se o coeficiente de transferência de calor por convecção entre da calculando e representando grafica1nente a temperatura su-
a placa e o ar ambiente for de 15 W /(m2 · K), qual é a ternpe- perficial e1n função do valor de h para 2 < h < 200 W/(1n2.K).
ratura de cura da placa? Que valor de h irá fornecer uma temperatura de cura de 50ºC?

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18 Capítulo U n1

SOLUÇ.:iO (aG)Jâmp - q';_,,nv - q;atl = O

Dados: Revestunento corn propriedades radiantes conhecidas Substituindo as Equações 1.3a e 1.7, obtemos
é curado pela irradiação de urna lâmpada de infravermelho. A
transferência de calor a partir do revestimento é por convecção (aG)lârup - h(T - T,,,) - su(T4 - T;;,) = O
para o ar arnbiente e por radiação co1n a vizinhança. Substituindo os valores nu1néricos

Acltar: 0,8 x 2000W/m2 - 15 W/(m2 • K)(T - 293) K


1. A temperatura de cura para h = 15 W/(m 2·K). - 0,5 X 5,67 X 10 - 8 W/(m2 . K4) (T 4 - 3034) K4 =o
2. A influência do escoarnento do ar na temperatura de cura
para 2 < h < 200 W/(m2•K). O valor do h para o qual a tem- e resolvendo por tentativa e erro, obtemos
peratura de cura é de 50°C.
T = 377K = 104ºC <J
Esqiienia: 2. Resolvendo o balanço energético anterior para valores se-
lecionados de h dentro da faixa desejada e representando gra-
ficarnente os resultados, o bten1os
""=- T..., = 30'C
G1àmp = 2000 W/m2
T_ = 20"C f
2 :> h :> 200
Ar
W/(m2 -K)
----------
[ ________ ]
, ... , ,, .. , , ,... t,
. ·', ... ,'·º·, •-., ,,>,,- , :·. . 200
r Revestimento. • ·· ·· .. .. ·· - · " ··

_ ... ..1·:- _.e. . . . . _s.~ .~.º·ª·


,-· .,,, ,.,..... ·'' · ~ · ·· ... · .~,-" · · · · · ~
E= 0.5 G
160

e... 120
""'
80
Co11siclerações: ~g ________:-:::::-~-i--::------J
1. Condições de regime estacionário.
2. A perda de calor pela superfície inferior da placa é despre- o ~~~~~~~~~-'-~~~~~~~~-'

o 20 40 51 60 80 100
zível. h (W/(m 2 ·KJ)
3. A placa é um objeto pequeno e1n tuna vizinhança grande e
o revestimento possui uma absortividade de ll'viz = s = 0,5
em relação à irradiação oriunda da vizinhança. Se uma temperatura de cura de 50º C é desejada, a corrente
de ar deve ser tal que o coeficiente de transferência de calor
Aiiálise: por convecção resultante seja

1. U1na vez que o processo apresenta condições de regirne es- h(T = 50ºC) = 51 ,0 W/(m2 ·K) <I
tacionário e não existe transferência de calor pela superfí-
cie u1ferior da placa, a placa deve ser isoténnica (Ts = 1). Co11ie11tários:
Assim, a temperatura desejada pode ser detenninada posi-
cionando-se uma superfície de controle e1n torno da super- 1. A temperatura do revestimento (placa) pode ser reduzida
fície exposta e aplicando-se a Equação 1.12, ou colocando- pela diminuição de T e T viz• bem como pelo au n1ento da ve-
00

se a superfície de controle ao redor de toda a placa e usan- locidade do ar e, conseqüentemente, do coeficiente de trans-
do-se a Equação 1.11 c. Adotando o segundo procedimen- ferência de calor por convecção.
to. e reconhecendo que não há geração de energia interna 2. As contribuições relativas das transferências de calor por
(E8 = O), a Equação 1.1 lc se reduz a convecção e por radiação variam bastante em função do
. . valor do h . Para h = 2 W/(m 2·K), T = 204°C e a radiação
E... - Es:a; = O é don1inante (q';ad = 1232 W/m 2, q'~º"" = 368 W/m2) . Ao
. contrário, para h = 200 W/(rn 2·K), T = 28º C e a convec-
onde Eacu = O para condições de regin1e estacionário. Com
a entrada de energia devido à absorção da irradiação da lârn- ção prevalece (q'~onv = 1606 W/m2, q';"O<J = - 6 Wltn 2). De
pada pelo revestirnento e a saída de energia devido à con- fato, nesta condição a ternperatura da placa é ligeiramente
vecção e a troca líquida por radiação para a vizinhança, se- inferior àquela da vizinhança e a troca líquida radiante é para
gue-se que a placa.

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l n troduç.ão 19

1.5
R e levâ11.c ia da Tra1isf e rên cia d e Calor

Dedicamos 1nuito tempo para adquirir un1 entendi1nento dos efei- causar a falha dos delicados n1ateriais polirnéricos presentes no
tos da transferência de calor e para desenvolver as habilidades seu interior. A célula-co1nbustível de hidrogênio é o tipo que
necessárias para prever taxas de transferência de calor e tempe- poderia, co1n o ten1po, ser usado e111 aplicações autornotivas. Ela
raturas presentes en1 certas situações. Qual é o valor deste co- é um reator eletroquímico que cessa a operação se os seus co1n-
nhecilnento e em quais problemas ele pode ser aplicado? Alguns ponentes internos forem contaminados com impurezas. Água, nas
poucos exen1plos servirão para ilustrar o rico carnpo de aplica- fases vapor e líquida, está presente em toda célula-combustível
ções nas quais a transferência de calor desempenha u1n papel de hidrogênio, mas substâncias nonnahnente utilizadas en1 1no-
crítico. tores de co1nbustão interna, co1110 anticongelantes, não pode1n
A transferência de calor é u1n aspecto dominante em pratica- ser usadas em células-co111bustivel . Quais são os rnecanis1n os de
mente todos os dispositivos de conservação e produção de ener- transferência de calor que deve111 ser controlados para evitar o
gia. Por exe1nplo, a eficiência de um motor de turbina a gás congelamento da água pura no interior do motor co1n célula-co1n-
au1nenta com a sua temperatura de operação. Hoje, a temperatu- bustível, quando o veículo do futuro estiver estacionado durante
ra dos gases de combustão no interior desses n1otores e1n muito uma noite em uma região fria? Con10 o seu conheci1nento de
excede o ponto de fusão das ligas especiais usadas na constru- convecção forçada interna, evaporação ou condensação poderia
ção das pás e rotor da turbina. U111a operação segura é tipica1nente ser usado para controlar as te1nperaturas operacionais e aumen-
obtida con1 três iniciativas. Prilneiro, gases relativamente frios tar a durabilidade de uma célula-co1nbustível?
são injetados através de pequenos orifícios nas extre1nidades das Devido à revolução da tecnologia da informação nas últilnas
pás da turbina (Figura 1. 10). Esses gases envolvem a pá na me- duas décadas, um forte au1nento da produtividade industrial trou -
dida em que são arrastados pelo escoamento principal e auxili- xe unia 1nelhora da qualidade de vida ao redor do n1undo. JY1ui-
a1n no isolamento da pá em relação aos gases de combustão quen- tas descobertas importantes da tecnologia da informação vê1n
tes. Segundo, finas ca1nadas com urna condutividade térn1ica sendo viabilizadas por avanços na engenharia térmica que ga-
muito baixa, revestimento barreira térmica cerâmico, são apl i- rantira111 o controle preciso de temperaturas e1n sistemas abran-
cadas nas pás e rotor para garantire1n u1na ca1nada extra de iso- gendo tamanhos de nanoescala e1n circuitos integrados, de
lamento. Esses revesti1nentos são produzidos co1n a aspersão de rnicroescala e111 m.ídias de arm.azenam.ento, incluindo d iscos
pós de cerâ1nica.fundidos sobre os cornponentes do rnotor usan - compactos, até grandes centrais de dados repletas de equipa1nen-
do fontes com te1nperaturas extrernarnente altas, corno canhões tos que dissipa111 calor. Na 1nedida en1 que os dispositivos ele-
de plas1na, que pode1n operar aci1na de 10.000 kelvins. Tercei- trônicos se tornam mais rápidos e incorporam maiores funciona-
ro, as pás e o rotor são projetados com urn ernaranhado de pas- lidades, eles gera1n n1ais energia ténnica. Silnultanea1nente, os
sagens internas para resfriamento, todas cuidadosan1ente confi- dispositivos se tornara111 menores. Inevitavelmente, fluxos térmi-
guradas pelo engenheiro térmico para permitir que o 1notor de cos (W/m2) e taxas volurnétricas de geração de energia (W/rn3)
turbina a gás opere sob tais condições extre1nas. continua1n crescendo; poré1n as te1nperaturas de operação dos
D ispositivos de conversão de energia emergentes, co1110 as dispositivos deve111 ser mantidas em valores razoavelmente bai-
células-combustível, gera1n potência a partir de co1nbustíveis xos para garantir sua operação confiável.
ambientalmente benignos con10 o hidrogênio. As 1naiores bar- Para computadores pessoais, aletas de resfria1uento (também
reiras que impedem tnna ampla adoção das células-co1nbustível conhecidas con10 dissipadores de calor) são fabricadas em ma-
são os seus tamanho, peso e durabilidade limitada. Co1110 ocorre teriais de al ta condutividade térmica (norrnaln1ente alumínio) e
con1os1notores de turbina a gás, a eficiência de urna célula-com- presas nos 1nicroprocessadores para reduzir suas temperaturas de
bustível aun1enta co1n a ten1peratura, porém altas temperaturas operação, co1110 mostrado na Figura 1. 11. Pequenos ventilado-
de operação e grandes gradientes de temperatura internos podern res são usados para induzir convecção forçada sobre as aletas. A

(a) (b)

Fl Gt:RA 1 .1 O Pá de tu rb ina a gás. (a) Vista externa ntost ra ndo orifícios para a injeção de gases de resfrian1e nto. (b) \ljsta de ra ios X mostrando as
passage ns internas pru:a resfriamento. (Cortesia ele FarField Tec h nology, Ltcl. , Christchurch, Nova Zelând ia.)

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20 Capítulo Un1

altas te1nperaturas resultantes do contato com objetos quentes


podem causar queimaduras ténnicas, trata1nentos hipertérmicos
são usados para destruir propositadamente, por exemplo , lesões
cancerosas. E1n unia fonna sbnilar, temperaturas 1nuito baixas
pode1n induzir a perda de extremidades do corpo, 1nas o conge-
lamento localizado intencional pode destruir seletivamente teci-
dos doentes ern criocirurgias. Conseqüentemente, muitas tera-
pias e djspositivos médicos operarn através do aquecirnento ou
resfria1nento destrutivo de tecidos doentes, deixando si1nultane-
a1nente os tecidos sadios adjacentes inalterados.
A capacidade de projetar rnuitos dispositivos rnédicos e de-
senvolver o protocolo apropriado para o seu uso depende da ca-
pacidade do engenheiro de prever e controlar a distribujção de
temperaturas ao longo do trata1nento térmico e a distribuição de
espécies químicas ern quimioterapias. O tratamento de tecidos
de 1na1níferos se torna con1plicado e1n função da n1orfologia
Vista ampliada deste tecido, como 1nostrado na Figura l .12. O escoatnento do
sangue no interior das estruturas venosa e capilar de uma área
FI GURA 1 . 11 Um conj unto d issipador ele calor aletado e ve ntilador (es-
tratada termicamente afeta a transferência de calor através de
querda) e um mi c roprocessador (direita).
processos de advecção. Grandes veias e artérias, que nonnal-
mente estão presentes em pares ao longo do corpo, carregam
sangue a diferentes temperaturas e arrastan1 energia ténnica a
son1a da energia consun1ida 111undjalmente, somente para (1) diferentes taxas. Conseqüenternente, as veias e as artérias en-
acionar os pequenos ventiladores que promovem o escoamen- contram-se e 1n uma configuração de trocador de calor em
to de ar sobre as aletas e (2) fabricar os dissipadores de calor contracorrente con1 o sangue arterial quente trocando calor com
para computadores pessoais, estima-se que seja acima de 109 o sangue venoso mais frio, através do tecido sólido interposto.
kW·h por ano [ l]. Con10 poderia o seu conhecirnento de con- Redes de capilares menores podem tarnbém afetar temperatu-
dução, convecção e radiação ser usado para, por exernplo, eli- ras locais ao permitirem a perfusão de sangue pela área trata-
minar o ventilador e tninimizar o ta1nanho dos dissipadores de da.
calor? Nos capítulos seguintes, vários exemplos e problemas irão
Avanços na tecnologia de mjcroprocessadores estão, no mo- lidar com a análise destes e de outros sistemas térnúcos.
mento, limitados por nossa capacidade de resfriar estes mjnús-
culos dispositivos. Definidores de políticas anunciaram sua pre-
ocupação e1n relação à nossa capacidade de continuamente re-
duzir os custos da cornputação e, como uma sociedade, continuar
o crescimento de produtividade que tnarcaram os últin1os 25 anos,
citando especifica1nente como exe1nplo a necessidade de melho-
rar a transferência de calor no resfriamento de eletrônicos [2].
Queratina
Co1no poderia o nosso conhecimento de transferência de calor
Camada
ajudar a garantir uma produtividade industrial continuada no epidérmica
futuro?
Epiderme
A transferência de calor não é irnportante son1ente en1 siste-
mas de engenharia, tnas tatnbém na natureza. A ternperatura re-
gula e dispara respostas biológicas em todos os siste1nas vivos
e, no lin1ite, 1narca a frontei.ra entre a doença e a saúde. Dois
exemplos comuns incluem a hipotermia, que resulta do resfria-
Receptor sensorial -l-- - .- l---=--JJ4
mento excessivo de un1 corpo humano, e o choque ténnico, que Derme
Glândula
é disparado em a1nbientes quentes e úmidos. A.1nbos são mor- sudorífera +--l:..,,.-f- - -fl-
tais e estão associados a temperaturas corporais que execedem
os linütes fisiológicos. Atnbos estão diretatnente ligados aos
processos de convecção, radiação e evaporação que ocorrem na
superfície do corpo, ao transporte de calor no interior do corpo e
à energia 1netabólica gerada volu1netricamente no interior do Camada
corpo. subcutânea
Avanços recentes na engenharia biornédica, como cirurgias
a laser, fora1n viabilizados pela aplicação com sucesso de prin-
cípios fundan1entais da transferência de calor [3,4]. Enquanto FI GURA 1 . 12 Morfologia da pele humana.

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l 11trodução 21

1.6
U1iida d es e D i11ie11 sões

As grandezas físicas da transferência de calor são especificadas TAB E L.\ 1.2 U nidades SI básicas e suple m entares
em termos de di111e11sões. as quais são medidas em termos de
Grandeza e Símbolo Unidade e Símbolo
unidades. Quatro dimensões básicas são necessárias para o de-
senvolvimento da transferência de calor: comprimento (L), massa Co111primen10 (L) metro (n1)
(M), ternpo (t) e temperatura (D. Todas as outras grandezas físi- Massa (M) quilograma (kg)
cas de interesse podem ser relacionadas a essas quatro dirnen- Concentração (C) mole (11101)
sões básicas. Tempo (t) segundo (s)
Corrente elétrica (/) ampere (A)
Nos Estados Unidos há o costun1e de niedir as dimensões em
Ten1peratura tennodinãinica (7) Kelvin (K)
termos de um siste1na inglês de unidades, no qual as unidades •
Angulo plano" ( f!J) radiano (rad)
básicas são •
Angulo sólido" (ro) estereorradiano (sr)
"Unidade suplementar.

Dimensão Unidade
Co1npri1nento (L) pé (ft) (ASME) exig iu o uso de unidades SI e111 todas as suas publica-
Massa (1W) Libra-1nassa ( lbm) ções desde I ."de julho de 1974. Por esse 1notivo e pelo fato de ser
Te1npo (t) segundo (s)
operacional111ente 111ais convenie nte do que o sisterna inglês, o
Te1nperatura (7) grau Fahrenheit (ºF)
siste1na SI é usado nos cálculos deste livro. Contudo, u1na vez que
ainda por algum tempo os engenheiros tambérn terão que trabalhar
As unidades necessárias para especificar outras grandezas físi- corn resultados expressos no sistema inglês, você deve ser c.:1paz de
cas podem, então, ser deduzidas a partir desse grupo. Por exern- converter valores de un1 sisterna para o outro. Para sua conveniên-
plo, a din1ensão de força está relacionada à de rnassa através da cia, fatores de conversão são fornecidos na guarda deste livro.
segunda lei do rnovi111ento de Newton. As unidades básicas do S I necessárias para este livro estão
resumidas na Tabela 1.2. Corn referência a essas unidades, note
l que 1 mol é a quantidade de substância que possui tantos áto-
F = -Ma (1. 14)
8c rnos ou moléculas quanto o número de átomos em 12 g de car-
onde a aceleração a possui unidades de pés por segundo ao qua- bono-12 (' 2C): isto é a molécula-grama (mo!). Embora o 1nol
drado e g, é un1a constante de proporcionalidade. Se essa cons- tenha sido recon1endado como a quantidade unitária de matéria
tante é arbitrariamente igualada à unidade e feita adimensio- no sistema SI, é mais consistente trabalhar com o quilograma-
rial, as dimensões de força são (F) = (M)·(L)l(t)2 e a unidade rnol (kmol, kg-1nol). Um kn1ol é sin1plesmente a quantidade de
de força é substância que contérn tantos átornos ou nioléculas quanto o
núrnero de áton1os em 12 kg de 12C. Em urn problerna, desde que
l libra = l lb111 • ft/s2 haja coerência, não aparecem dificuldades no uso do mo! ou do
Alternativame nte, pode-se trabalhar corn um sistema no qual krnol. A massa niolar de u111a subs tância é a massa associada a
massa e força seja111 di111ensões básicas. Entretanto, nesse caso, u1n niol ou a un1 qui logra1na-1nol. Para o oxigênio, por exernplo,
a 1nassa rnolar .M é de 16 g/n1ol ou 16 kg/krnol.
a constante de p roporcionalidade deve possuir as dimensões
E111bora a unidade de ternperatura no sisterna SI seja o kelvin,
(M)·(L)l(F)·(t)2 . Alé111 disso, se a Libra-força Obr) for definida
o uso da escala de te1nperatura Celsius continua muito difundi-
co1no urna unidade de força que irá acelerar uma libra-massa a
do. O zero na escala Celsius (OºC) é equivalente a 273,15 K na
urna taxa de 32, 17 ft/s 2, a constante de proporcionalidade deve
escala tennodinâmica, 1 ou seja,
ter a fonna
2
T(K) = T(ºC) + 273,15
g< = 32, 17 Ih.,, · ft/(lbr · s )

As unidades de trabalho poden1 ser inferidas a partir de sua


definição co1110 o produto de urna força por un1a distância, neste TABEL.\ 1.3 U nidades SI d e rivadas para grandezas
caso as unidades são ft·lbr. As unidades de trabalho e de energia sel ecionad as
são, naturalmente. equivalentes. embora seja con1um usar a uni-
dade ténnica britânica (Btu) como a unidade de energia térmica. No1ue e Expressão em
Grandeza Sín1bolo Fórmula Unidades SI básicas
Urna unidade térn1ica britânica elevará a ternperatura de 1 lbmde
água a 68° F em 1º F. Ela é equivalente a 778,16 ft·lbr, valor este Força ne\vton (N) 1n·kg/s2 tl1·kg/s 2
denominado equivalente 11u1câ11ico do calor. Pressão e tensão pascal (Pa) N/m 2 kg/(m·s1)
Nos últimos anos, tem havido uma grande tendência n1undial Energia joule (J) N·n1 n12·kg/s2
para o uso de un1 conjunto padrão de unidades. Em 1960, o siste- Potência \Vatl (W ) J/s m2·kg/s3
rna SI de unidades, (Systen1e lnternational d'Unités) foi definido
pela Décirna Prin1ei ra Conferência Geral de Pesos e Medidas e
recornendado co1no padrão internacional. E1n resposta a essa ten- 'O símbolo de grau é mantido nn representação da temperatura Celsius (ºC) para
dência, a Sociedade Arnericana de Engenheiros Mecânicos evitar confusão com o uso do C para a un idade de carga elétrica (cou lomb).

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22 Capítulo U1n

TABEL.\ 1.4 Prefixos multiplicadores unidades de te1npo (n1inuto, hora e dia) são tão cornuns que o
seu uso com o sistema SI é geralrnente aceito.
Prefixo Abreviação ~lultiplicador
As unidades do siste1na SI compreendem uma forn1a coerente
pico p 10- 12 do sisterna rnétrico. Ou seja, todas as unidades restantes podem
nano n 10- 9 ser derivadas das unidades básicas usando-se fónnulas que não
.
1n1cro µ, 10- 6 envolvem quaisquer fatores numéricos. Unidades derivadas para
111i1i nl 10- 5 algumas grandezas selecionadas estão listadas na Tabela 1.3. Note
centi e 10- 3 que força é 1nedida ern newtons, onde uma força de 1 N irá acele-
hecto h 1o~ rar uma massa de 1 kg a uma aceleração de 1 m/s2 . Logo, l N = 1
quilo k 103 kg·m/s2 . A unidade de pressão (N/m 2) é freqüentemente referida
n1ega M 106 co1no o pascal. No sistema SI existe unia unidade de energia (tér-
giga G 109 mica, rnecânica, ou elétrica), conhecida por joule (J), e 1 J = 1
tera T 1012 N·m. A unidade para taxa de energia, ou potência, é então o J/s.
Um joule por segundo é equivalente a um watt (1 J/s = 1 W). Como
é freqüente a necessidade de trabalhar com números extrernamente
Contudo, as diferenças de ten1peratura são equivalentes nas duas grandes ou pequenos, urn conjunto de prefixos padrões foi intro-
escalas e pode1n ser identificadas por º C ou K. Alén1 disso, ern- duzido a título de sirnplificação (Tabela 1.4). Por exen1plo, l
bora a unidade de tempo do sisten1a SI seja o segundo, outras megawatt (MW) = 106 W, e 1 tnicrômetro (µ..m) = 10- 6 m.

1.7
Resu11io

Ainda que a 1naior parte do 1uaterial deste capítulo deve ser dis- das taxas, as leis de conservação podem ser usadas para resolver
cutida em rnaiores detalhes, você deve agora possuir uma visão nurnerosos problemas de transferência de calor.
geral razoável da transferência de calor. Você deve estar a par Finaln1ente, você deve ter iniciado a aquisição de u1n enten-
dos vários modos de transferência e de suas origens físicas . Alérn dimento da tenninologia e dos conceitos físicos que sustentarn o
disso, dada uma situação física, você deve ser capaz de perceber assunto transferência de calor. T este o seu entendimento dos ter-
os fenômenos de transporte relevantes. A irnportância de desen- rnos e conceitos importantes introduzidos neste capítulo ao res-
volver essa percepção não deve ser subestin1ada. Você dedicará ponder às questões a seguir.
uma grande parte do seu ternpo à aquisição das ferran1entas ne-
• Quais são os 1necanis1nos físicos associados à transferência
cessárias para calcular os fenômenos de transferência de calor.
de calor por condução, convecção e radiação?
No entanto, antes que você possa começar a usar essas fen·arnen- • Qual é o potencial motriz para a transferência de calor? Quais
tas na solução de proble1nas práticos, você deve possuir a intui- são os análogos deste potencial e da própria transferência de
ção necessária para determinar o que fisicamente está acontecen- calor no transporte de cargas elétricas?
do. En1 resun10, você deve ser capaz de, ao olhar para un1 pro- • Qual é a diferença entre u1nfluxo térn1ico e u1na taxa de trans-
blen1a, identificar os fenômenos de transporte pertinentes. O ferência de calor? Quais são suas unidades?
exemplo e os problemas ao final deste capítulo devem ajudá-lo • O que é urn gradiente de te1nperatura? Quais são suas unida-
no corneço do desenvolvimento dessa intuição. des? Qual é a relação entre fluxo térn1ico e gradiente de tempe-
Você tarnbé1n deve valorizar o significado das equações das ratura?
taxas e se sentir confortável ao usá-Ias para calcular taxas de trans- • O que é a condutividade térmica? Quais são suas unidades?
porte. Essas equações, resun1idas na Tabela 1.5, deve1n ser guar- Qual o papel dese1npenhado por ela na transferência de ca-
dadas na mem.ória. Você tambérn deve reconhecer a ilnportân- lor?
cia das leis de conservação e a necessidade de identificar cuidado- • O que é a lei de Fourier? Você pode escrever a equação de
samente os volurnes de controle. Juntamente corn as equações cabeça?

TABELA 1.5 Resumo de processos de trru1sferência de calor


Número da Propriedade de transporte
Modo Mecanismo(s) Equação da taxa equaç.ao - ou coeficiente

Condução Difusão de e nergia devido ao niovin1ento qx" (nv.//m-)


. = - k -áI'
?
(1.1 ) k(\V/(111 · K))
d.x
1n olecular aleatório
Convecção Difusão de energia devido ao niovin1ento q"(W/in2 ) = h(T, - T00) (1.3a) h (W/(1n2 • K ))
niolecular a leatório acrescido da
transferência de energia en1 fu nção do
niovin1ento niacroscópico (advecção)
Radiação Transferência de energia por ondas q''(W!tn2 ) = e<T(Ts4 - T!,) (1.7) e
eletroin agnéticas ou q(W) = h,A(Ts - Tv;-,.) (1.8) h, (yl' /( m 2 • K))

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l n troduç.ão 23

• Se a transferência de calor por condução através de un1 meio • O que é a emissividade e qual papel ela desempenha na ca-
ocorrer e1n condições de regime estacionário, haverá varia- racterização da transferência de calor por radiação em u1na
ção de temperatura no rueio em relação à posição eru um de- superfície?
terminado instante? Haverá variação da temperatura corn o • O que é irradiação e quais são suas unidades?
tempo em uma posição detenninada? • Quais duas ocorrências caracterizam a resposta de uma super-
• Qual é a diferença entre convecção natural e convecção for- fície opaca à radiação incidente? Qual das duas afeta a ener-
çada? gia térrnica do meio delimitado pela superfície e con10? Qual
• Quais condições são necessárias para o desenvolvimento de propriedade caracteriza essa ocorrência?
urna camada lilnite hidrodinânüca? E para uma camada li1nite • Quais condições estão associadas ao uso do coeficiente de
tér1nica? O que varia ao longo da espessura de urna ca1nada li- transferência de calor por radiação?
1nite hidrodinâmica? E de t11na camada liinite térmica? • Você pode escrever a equação usada para expressar a troca
• Se a transferência de calor por convecção no escoainento de urn radiante líquida entre uma pequena superfície isotérmica e u1n
líquido ou de um vapor não é caracterizada por uma mudança de grande envoltório isoténnico?
fase líquido/vapor, qual é a natureza da energia a ser transferi- • Considere a superfície de un1 sólido que se encontra a un1a
da? Qual seria se tal rnudança de fase estivesse presente? te1nperatura elevada e está exposta a u111a vizinhança n1ais fria.
• O que é a lei do resfria1nento de Newton? Você pode escre- Por qual( is) modo(s) o calor é transferido da superfície se (1)
ver a equação de cabeça? ela estiver en1 contato perfeito com outro sólido, (2) ela esti-
• Qual é o papel dese1npenhado pelo coeficiente de transferên- ver exposta ao escoarnento de urn líquido, (3) ela estiver ex-
cia de calor por convecção na lei do resfriamento de Newton? posta ao escoaruento de um gás, e (4) ela estiver no interior
Quais são suas unidades? de urna câmara onde há vácuo?
• Qual efeito tem a transferência de calor por convecção de ou • Qual é a diferença entre a aplicação da conservação de ener-
para urna superfície no sólido deli1nitado por esta superfície? gia ern um intervalo de te1npo ou ern um instante de te1npo?
• O que é previsto pela lei de Stefan- Boltz1nann e qual unidade • O que é acúmulo de energia térmica? Como ele se diferencia
de te1nperatura deve ser usada com esta lei? Você pode es- da geração de energia térrnica? Qual papel esses terrnos de-
crever a equação de cabeça? sempenha1n e1n un1 balanço de energia en1 uma superfície?

E XEIUPLO 1 .8

Urn recipiente fechado cheio com café quente encontra-se e1n As trajetórias para a transferência de energia do café para o ar e
urna sala cujo ar e paredes estão a uma temperatura fixa. Identi- a vizinhança são as seguintes:
fique todos os processos de transferência de calor que contribu-
q 1: convecção natural do café para o frasco
em para o resfriamento do café. Comente sobre características
q2 : condução através do frasco
que contribui1ia1n para u1n rneU1or projeto do recipiente.
q 3: convecção natural do frasco para o ar
q4: convecção natural do ar para o invólucro
SOLUÇ.: \O q 5: troca líquida radiante entre a superfície externa do fras-
co e a superfície interna do invólucro
Dados: Café quente separado da vizinhança, tnais fria, por u1u fras- q 6: condução através do invólucro
co de plástico, urn espaço contendo ar e un1 invólucro plástico. q1: convecção natural do invólucro para o ar da sala
q 8: troca líquida radiante entre a superfície externa do invó-
Acliar: Os processos de transferência de calor relevantes. lucro e a vizinhança

Esqtlenia.: Co111e11tários: Melhorias no projeto estão associadas (1) ao

Café
q uente

I
\
-
Café
Espaço Arda
Frasco com ar sala

Invólucro plástico
Invólucro Vizinhança _j

~~=f~~~ Espaço com ar


'---- Frasco plástico

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24 Capítulo Un1

uso de superfícies alu1ninizadas (baixa en1issividade) no frasco espaço entre o frasco e o invólucro ou de u1n 1naterial de enchi-
e no invólucro para reduzir a radiação e (2) ao uso de vácuo no n1ento para dificultar a convecção natural.

Referê1icias

1. Bar-Cohen. A., and I. Madhusudan. IEEE Trans. Co111po- 3. Diller. K.R. and T.P. Ryan. J. Hea1 Transfer, 120. 810,1998.
nerus and Packag ing Tech.. 25. 584. 2002. 4. Datta, A..K., Biological and Bioenvironniental Heat and
2. Miller, R ., Business Week, November 11, 2004. 1\1.ass Transfer, Marcel Dekker, Ne\v York. 2002.

Problenias

Condu ção com os a111bientes estiveren1 nas te111peraturas de 1Oº C e - 1SºC,


qual é a taxa de perda de calor e111 u1uajanela de 1 nl X 2 ni? A
1.1 lnfonna-se que a condutiv idade ténnica de tuna folha de iso- condu tividade tén11ica do ar é k,, = 0,024 W/(1n·K).
lante extrudado rígido é igual a k = 0,029 W/(n1-K). A diferen- 1.7 U ma câ1n ara de congelador é urn espaço cúbico de lado igual a
ça de te111peraturas 111edida entre as superfícies de un1a folha con1 2 nl. Considere que a sua base seja perfeita111ente iso lada. Qual
20 n1n1 de espessura deste 111aterial é T, - T2 = lOº C. é a espessura niíni111a de u111 isolamento à base de espt1111a de
(a) Qual é o fluxo ténnico através de t1111a folha do isolante con1 estireno (k = 0,030 W/(n1 ·K)) que deve ser usada no topo e nas
2 nl X 2 nl ? paredes laterais para garantir un1a carga térmica nlenor do que
(b) Qual é a taxa de transferência de calor através da folha de SOO W, quando as superfícies interna e externa estiverm11 a - 1O
isolante? e 35ºC?
~ Urn a parede de concreto, que te111 un1a área superficial de 20 n1 2 1.8 Urn recipiente barato para alirnentos e bebidas é fabricado con1
e espessura de 0,30 nl. separa o ar refrigerado de un1 quarto do poliestireno (k = 0,023 W/(n1·K)), com espessura de 25 nin1 e
ar a111bie nte. A te111peratura da superfície interna da parede é dimensões interiores de 0,8 nl X 0,6 nl X 0,6 nl. Sob condições
nlantida a 25º C e a condutividade ténnica do concreto é de 1 nas quais a ten1peratura da s uperfície interna, de aproxin1ada-
W/(111·K). 1nente 2ºC, é 111antida por unia nli stura gelo-água e a te111pera-
(a) Detern1ine a perda de calor através da parede considerando tt1ra da superfície externa de 20º C é 111antida pelo a111biente, qual
que a temperatura de s ua superfície externa varie de - 15º C é o fluxo tén11ico através das paredes do recipiente? Conside-
a 38º C, que corresponden1 aos extre111os do inverno e do rando desprezível o ganho de calor pela base do recipiente (0,8
verão, respectivamente. Apresente os seus resu ltados grafi- nl X 0,6 m), qual é a cm·ga ténnica total para as condições espe-
can1ente. cificadas?
(b) No seu gráfico, represente tan1bé111 a perda de calor con10 1.9 Qual é a espessura requerida para tu11a parede de alvenaria con1
u111a função da ten1peratura da superfície externa para ma- condutividade ténnica igual a 0,75 W/(111-K), se a taxa de calor
teriais da parede co111 condutividades ténnicas de 0,75 a l ,25 deve ser 80% da taxa através de u111a parede estrutttral con1pos-
W/(m-K). Explique a fmnília de curvas que você obteve. ta con1 un1a condutividade térnúca de 0,25 W/(n1-K) e u1na es-
1.3 A base de concreto de u111 porão ten1 11 nl de con1prin1ento, 8 pessura de 100 111111? A diferença de ten1peraturas i111posta nas
nl de largura e 0,20 111 de espessura. .Durante o inverno, as tem- d uas paredes é a 111es111a.
peraturas são nonnahnente de l 7ºC e 1OºC en1 suas superfícies 1.10 A base, con1 S mn1 de espessura, de un1a panela con1 diâtn e tro
s uperior e inferior, respectivan1e nte. Se o concreto tiver un1a de 200 n1n1 pode ser feita con1 alumínio (k = 240 W/(111-K)) ou
conduti vidade térmica de 1,4 W/(111·K), qual é a taxa de perda cobre (k = 390 W/(111·K)). Quando usada para ferver água, a
de calor através da base? Se o porão é aquecido por tu11 forno s upe rfície da base exposta à água encontra-se a 11 OºC. Se calor
a gás operando a un1a eficiência de 11r = 0,90 e o gás natural é tra nsferido do fogão para a panela a uma taxa de 600 W, qual
estiver cotado a C8 = 0,01 $/MJ, qual é o custo diário da per- é a ten1peratura da superfície voltada pm·a o fogão para cada un1
da ténnica? dos dois 111ateriais?
1.4 O fluxo térnlico através de u111a lân1ina de nladeira, con1 espes- 1.11 U111 circuito integrado (chip) quadrado de s ilício (k = 150 W/
s ura de 50 111m, cuj as ten1peraturas das supe1fícies são de 4 0 e (111·K)) possui lados co1n w = S n1n1 e espessura t = 1 111n1. O
20ºC, foi detenninado con10 de a 40 W/Jn 2 • Qual é a cond utivi- circui to é montado en1 un1 s ubs tra to de tal fonna que s uas su-
dade ténnica da 111adeira? perfícies laterais e inferior estão isoladas ten11ica111ente, enquanto
1.5 As te111peraturas interna e externa de un1a janela de vidro con1 S a superfície s uperior encontra-se exposta a un1 refrigerante.
111m de espessura são de 1Se 5º C. Qual é a perda de calor a tra-
vés de u111a janela com di111ensões de 1 nl por 3 nl? A conduti-
vidade ténnica do vidro é de 1,4 W/(n1-K). Refrige-
rante
..
1.6 U111a janela de vidro, con1 1 nl de largura e 2 nl de alttu·a, ten1
~- w --1
espessura de 5 111111 e u1na condutividade tén11ica de k, = 1,4 W/
(111·K). Se en1 un1 dia de inverno as te111perattu·as das s uperfíci- Chip 1
j eircuitos
es interna e extern a do vidro são de l5º C e - 20ºC, respectiva-
1nente, qual é a taxa de perda de calor através do vidro? Para ,
,-, ______ _y
/
ÍL_

reduzir a perda de calor através da janela, é costu111e usar jane-


las de vidro dup lo nas quais as placas de vidro são separadas
por t1111a camada de ar. Se o afasta111ento entre as placas for de
1O 111111 e as te111peraturas das superfícies do vidro e1n contato Se 4 W estão sendo dissipados nos ci rcuitos 1no ntados na su -
perfície inferior do chip, qual é a diferença entre as te111pera-

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l ntroduç.ão 25

turas das superfícies inferior e superior no estado estacioná- 1.15 U111 aquecedor elétrico encontra-se no interior de un1 longo ci-
rio? lindro de diâmetro igual a 30 n1111. Quando água, a 11111a te111pe-
1.12 U111 sensor para medir fluxo ténnico en1 u111a superfície ou atra- ratura de 25º C e velocidade de 1 m/s, escoa perpendicular111en-
vés de u111 111aterial la1n inado e111prega cinco ten11opares cro111el- te ao cilindro, a potência por unidade de compri111ento necessá-
alun1el (tipo K) de cai11ada fina posicionados nas superfícies ria para nlanter a superfície do cilindro a 11111a te111peratura uni-
superior e inferior de un1a placa co111 condutividade tén11ica de forn1e de 90ºC é de 28 kW/n1 . Quando ar, tainbé111a25º C, nlas
1,4 W/(111·K) e espessw·a de 0,25 111m. a u111a velocidade de 10 nl/s está escoando, a potência por uni-
(a) Detennine o fluxo tén11ico q" através do sensor quando a dade de co111pri111ento necessária para 111anter a mesn1a te111pe-
tensão de saída nos ten11inais de cobre é de 350 µ,V. O co- ratura superficial é de 400 W/in. Calcule e co111pare os coefici-
eficiente Seebeck dos 111ateriais do tern1opar tipo K é de apro- entes de transferência de calor por convecção para os escoan1en-
xi111adai11ente 40 µ,V /º C . tos da água e do ar.
(b) Qual precaução você deve ter ao usar um sensor desta natu- 1.16 U111 aquecedor elétrico de cartucho possui a fon11a de u111 cilin-
reza para 111edir a taxa tén11ica através da estrutura lan1ina- dro, con1 con1prin1ento L = 200 nln1 e diân1etro externo D =
da n1ostrada? 20 111111. En1 condições nonnais de operação, o aquecedor dis-
sipa 2 kW quando submerso e111 11111a corrente de água a 20ºC
onde o coeficiente de transferência de calor por convecção é
I Alumel (B) ! Cromei (A)
de h = 5000 W/(111 2·K). Desprezando a transferência de calor

T rç::l=
l =:::r'ii~q" nas extren1idades do aquecedor, detennine a sua temperatura
1
iê·~~~\=
superficial T,. Se o escoamento da água for inadvertidainente
eli111inado e o aquecedor pennanecer e111 operação, sua superfí-
cie passa a estai· exposta ao ar, que tan1bén1 se encontra a 20ºC,
Terminais 111as no qual h = 50 W/(1112 ·K). Qual é a temperatu ra superficial
térmica, k
Barreira -'f-111~)~~~~~~~~~~~~ de cobre correspondente? Quais são as conseqüências de tal evento?
1.17 Un1 procedin1ento con1u111 para nledir a velocidade de corren-
tes de ar envolve a inserção de un1 fio aquecido eletrican1ente
-----~
------ ~ '
\ ,. --------~~
'(''""""'"
- - - - - 1"" (chainado de anernôrnetro de.fio quente) no escoan1ento do ar,
con1 o eixo do fio orientado perpendiculan11ente à direção do
escoamento. Considera-se que a energia elétrica dissipada no fio
seja transferida para o ar por convecção forçada. Conseqüente-
n1ente, para u111a potência elétrica especificada, a ten1peratura
do fio depende do coeficiente de convecção, o qual, por sua vez,
depende da velocidade d o ar. Considere un1 fio co111 con1prin1en-
Sensor montado Sensor preso
to L = 20 nln1 e diâmeu·o D = 0,5 nln1, para o qual foi determi -
sobre a superfície entre lâminas
"""'-~ nada un1a calibração na fonna V = 6,25 X 10- 5 h2 • A velocida-
de V e o coeficiente de convecção h tê111 unidades de n1/s e W/
Con vecção (1112·K), respectivan1ente. E111 u111a aplicação envolvendo ar a
u111a te111peratura T~ = 25ºC, a temperatura s uperficia l do
1.13 Você vivenciou un1 re.sfria111ento por convecção se a lgun1a vez anen1ôn1etro é nlantida a T, = 75ºC, con1 un1a diferença de vol-
estendeu sua 1não para fora da janela de un1 veículo e111 111ovi- tagen1 de 5 V e u111a corrente e létrica de O, 1 A. Qual é a veloci-
111ento ou a ii11ergiu en1 u111a corrente de água. Co111 a superfície dade do ar?
de sua mão a un1a ten1peratura de 30ºC, deten11ine o fluxo de 1.18 Un1 chip quadrado, co111 lado ~v = 5 n1n1 , opera em condições
calor por convecção para (a) 1u11a velocidade do veículo de 35 isotérmicas. O chip é posicionado en1 u111 substrato de modo que
la11/h no ar a - 5ºC, con1 un1 coeficiente convecti vo de 40 W / suas superfícies laterais e inferior estão isoladas tennicainente,
(n1 2 •K), e para (b) u1na corrente de água com velocidade de 0,2 enquanto sua superfície superior encontra-se exposta ao escoa-
111/s, te1nperatura de JOº C e coeficiente convectivo de 900 W/ n1ento de u1n refrigerante a T~ = l 5ºC. A paitir de considera-
(111 2·K). Qual a condição que o faria sentir rnaisfrio? Co111pare ções de confiabilidade, a te111peratura do chip não pode exceder
esses resultados con1 u111a perda de calor de aproxi111ada1nente a T = 85º C.
30 W /i112 em condições an1biente nonnais.
~ Ar a 40ºC escoa sobre u111 longo cil indro, con1 25 n1m de diâ-
111etro, que possui u111 aquecedor elétrico no seu interior. Durante Refrige-
un1a bateria de testes, foram efetuadas 111edidas da potência por rante
unidade de co111pri1nento, P', necessária para 111anter a te111pera- 1-r-- ,.,- -;
tura da s uperfície do cilindro e111 300º C para diferentes veloci- 1
Chip
dades V da corrente de ar, 1nedidas en1 wna deten11inada posi- /

ção afastada da superfície. Os resultados obtidos são os seguintes: ,' -------{,I


L - - - - - - J'

Velocidade do ar, V (n1's) 1 2 4 8 12


Potência, P' (W/i11) 450 658 983 1507 1963
Sendo a substância refrigerante o ar, con1 u1n coeficiente de
(a) Detennine o coeficiente de transferência de calor por con- transferência de calor por convecção correspondente de h = 200
vecção para cada velocidade e apresente grafican1ente os W/(n1 2·K), qual é a potência 111áxi1na pennitida para o chip? Sen-
seus resultados. do o refrigerante un1 líquido dielétrico para o qual h = 3000 \V/
(b) Supondo que o coeficiente convectivo dependa da veloci- (n1 2·K), qual é a potência 111áxi111a permitida?
dade de escoai11ento do ar de acordo con1 un1a relação do 1.19 O invólucro de un1 transistor de potência, con1 co111 pri111ento
tipo h = e v•, detern1ine os parân1etros e e n a partir dos L = l O n1m e diân1etro D = J2 111111, é resfriado por u1na corren-
resultados da parte (a). te de ai· con1 tuna ten1peratura T~ = 25ºC.

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26 Capítulo Un1

--D -~I Transistor <T,, P•~t ) Sendo a eficiência de transrnissão "f/ = 0,93; corno escoan1ento

1 L
do ar caracterizado por T~ = 30ºC eh = 200 W/(rn2 ·K), qual é
a te1nperatura superficial da caixa de transrnissão?

,""----------"-, l
1 1
Radiação
1.24 Sob condições para as quais a mesrna ten1peratura e1n un1 quarto
Sob condições nas quais o ar 1nantén1 u1n coeficiente de con- é rnantida por un1 siste1na de aquecirnento ou resfriainento, não é
vecção 1nédio de h = 100 W /(1n 2 • K) na superfície do invólucro, incon1un1 un1a pessoa sentir frio no inverno e estar confortável
qual é a dissipação de potência rnáxirna adrnissível se a ten1pe- no verão. Forneça urna explicação razoável para esta situação
ratura superficial não deve exceder 85ºC? (corn o apoio de cálculos), considerando un1 quarto cuja tempe-
1.20 O uso de jatos de ar colidentes é proposto corno urn n1eio efeti- ratura arnbiente seja rnantida a 20º C ao longo do a110, enquanto
vo para resfriar circuitos integrados (chips) lógicos de alta po- suas paredes encontrarn-se norn1alrnente a 27º C e J4ºC no verão
tência eru un1 cornputador. Contudo, antes que essa técnica possa e no inverno, respectiva1nente. A superfície exposta de un1a pes-
ser irnplen1entada, o coeficiente de transferência de calor por soa no quarto pode ser considerada a u1na temperattira de 32ºC
convecção associado ao jato que incide sobre a superfície do chip ao longo do ano corn urna e1nissividade de 0,9. O coeficiente as-
tern que ser conhecido. Projete un1 experirnento que possa ser sociado à transferência de calor por convecção natural entre a
utilizado para detenninar os coeficientes de convecção ligados pessoa e o ardo quarto é de aproxi rnadan1ente 2 W/(rn 2·K).
à colisão de un1 jato de ar sobre un1 chip que 1nede aproxin1ada- 1.25 Urna sonda interplanetária esférica, de diâinetro 0,5 m, contérn
rnente 1O rnn1 por 10 rnn1 de lado. eletrônicos que dissipan1 150 W. Se a superfície da sonda possui
1.21 O controlador de ten1peratura de un1 secador de roupas é cons- uma en1issividade de 0,8 e não recebe radiação de outras fontes
tituído por un1a chave birnetálica 1nontada sobre un1 aquecedor con10, por exen1plo, do sol, qual é a sua ternperatura superficial?
elétrico que se encontra preso a unia junta isolante que, por sua l 1.26 1 Urn conjunto de instn11nentos ten1 u1na superfície externa esfé-
vez, se encontra montada sobre a parede do secador.
rica de diârnetro D = 100 n1rn e e rnissividade e = 0,25. O con-
junto é colocado no interior de urna grande cârnara de sirnula-
ção espacial cujas paredes são 1nantidas a 77 K. Se a operação
dos compone ntes eletrô nicos se restringe à faixa de te1nperatu-
ra de 40 < T < 85ºC, qual é a faixa aceitável de dissipação de
potência dos instnunentos? Apresente os seus resultados grafi-
camente, rnostrando tarnbé1n o efeito de variações na e1nissivi-
dade ao considerar os valores 0,2 e 0,3.
A chave é especificada para abrir a 70ºC, que é a ternperatura 1.27 Considere as condições do Problen1a l .22. Contudo, agora a
n1áxi1na do ar de secage1n . A firn de operar o secador a un1a tem-
placa está no vácuo con1 urna te1nperatura na vizin hança de
peratura do ar mais baixa, urna potência suficiente é fornecida 25º C. Qual é a en1issividade da placa? Qual é a taxa na qual
ao aquecedor de tal 1nodo que a chave atinge 70ºC (T,.,r) quando
radiação é en1itida pela superfície?
a temperatura do ar T~ é inferior a Tref· Sendo o coeficiente de
1.28 U1na tubulação industrial aérea de vapor d'água não isolada tenni-
transferência de calor por convecção entre o ar e a superfície
exposta da chave, com 30 rnn1 2 , igual a 25 W/(rn2 ·K), qual é a carnente, com 25 111 de cornpri1nento e l 00 rnn1 de diâinetro, atra-
potência do aquecedor P.q necessária quando a ternperatura de- vessa urna construção cujas paredes e o ar ambiente estão a 25ºC.
sejada para o ar no secador é de T~ = 50ºC? Vapor pressurizado 1nanté1n un1a te1nperatura superficial na tubu-
1.22 O coeficiente de transferência de calor por convecção natural so- lação de 150º C e o coeficiente associado à convecção natural é
bre lllna chapa fina ve1tical aquecida, suspensa no ar ern repouso, de h = 10 W/(1n2 ·K). A emissividade da superfície é e = 0,8.
pode ser detenninado através de observações na variação da tern- (a) Qual é a taxa de perda de calor na linha de vapor?
peratura da chapa con1 o ten1po, na medida ern que ela esfria. Con- (b) Sendo o vapor gerado en1 tu11a caldeira de fogo direto, ope-
siderando a placa isoténnica e que a troca de calor por radiação con1 rando con1 urna eficiência de "f/ = 0,90; e o gás natural co-
a vizinhança seja desprezível, detennine o coeficiente de convec- tado a Cs = $0,0 1 por MJ, qual é o custo anual da perda de
ção no instante de ten1po no qual a ternperanira da chapa é de 225ºC calor na linha?
e a sua taxa de variação corn o tempo (dT/dt) é de -0,022 K/s. A l 1.29 1 Se T,.,P""" T,;, na Equação 1.9, o coeficiente de transferência de
te1nperatura do ar ambiente é de 25ºC, a chapa rnede 0,3 X 0,3 rn, calor por radiação pode ser aproxin1ado pela equação
possui rnassa de 3,75 kg e wn calor específico de 2770 J/(kg·K).
1.23 Un1a caixa de transrnissão, rnedindo W = 0,30 rn de lado, recebe hr.a = 4euT 3
urna entrada de potência de P.11, = 150 hp vinda de tun n1otor. o nde T = (Tsup + Tvu.)12. Desejarnos avaliar a val idade dessa
aproximação através da co1nparação de valores de h, e h,,0 para
as condições a seguir. En1 cada caso, represente os seus resulta-
dos grafica1nente e co1nente sobre a val idade da aproximação.
(a) Considere tuna superfície de altunínio polido (e = 0,05) ou
pintada de preto (e = 0,9), cuja te1nperatura pode exceder a
da vizinhança (Tv;z = 25º C) de 1O a 1OOº C. Co1npare tan1-
bém os seus resultados con1 os valores dos coeficientes de
Caixa de transmissão, ?J, T,
Ar u·a11sferência associados à convecção natural no ar (T~ = Tv;,),
T~,h onde h(\V/(n12 ·K)) = 0,98 ó.T 113•
(b) Considere condições iniciais associadas à colocação de un1a
peça a T'"P = 25ºC no interior de tuna grande fornalha cuja
ten1peratura das paredes pode variar na faixa de 100 < T.;,
< 1OOOº C. De acordo com o acaba1nento ou revestin1ento
da superfície da peça, sua en1issividade pode assumir os
valores 0,05; 0,2 e 0,9. Para cada en1issividade, faça un1

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l ntroduç.ão 27

gráfico do erro relativo, (h, - h,,.)lh,,


, e1n função da tempe- (b) A que taxa deve ser alunentado o nitrogênio líquido no in-
ratura da fornalha. terior da caniisa do revestimento, se o seu calor de vapori-
1.30 Considere as condições do Problen1a 1. 18. Con1 transferência zação é de 125 kJ/kg?
de calor por convecção para o ar, achou-se que a potência 111á- (c) Para reduzir o consu1no de nitrogênio líquido, propõe-seco-
xin1a pennitida para o chip era de 0,35 W. Se a transferência lar u1na folha de papel-alu1nínio fina (e = 0,09) sobre a base.
líquida de calor por radiação da superfície do chip para uma gran- Tal procedimento alcançará o efeito desejado?
de vizinhança a l 5ºC tainbén1 for levada e1n conta, qual é o au- 1.33 Considere a caixa de transniissão do Problenia 1.23, nias agora
n1ento percentual na potência niáxin1a que pode ser dissipada perniita a troca por radiação com a sua vizinhança, que pode ser
pelo chip con1 base nesta consideração? A en1issividade da su- aproxiniada por u1n grande envoltório a Tv;z = 30ºC. Sendo a
perfície do chip é de 0,9. eniissividade da superfície da caixa igual a e = 0,80, qual é a
1.31 Chips, con1 L = 15 1n1n de lado, são montados en1 un1 substrato sua temperatura?
que se encontra instalado e1n u1na câ1n ara cujas paredes e o ar
interior são 1nantidos à ten1peratura de Tv;z = T~ = 25ºC. Os Balm1ço de Energia e Efeitos Co1nhinados
chips tên1 unia e1nissividade e = 0,60 e te1nperanira 1náxin1a per-
n1itida de T, = 85ºC. 1.34 Uni resistor elétrico está conectado a uma bateria, conforn1e
1nostrado no esque1na. Após u1n curto período e1n condições
transientes, o resistor atinge tuua ten1peratura de equilíbrio de
__..-Vizinhança Tviz 95ºC, aproxiniadan1ente uniforn1e. A bateria e os fios conduto-
res, por sua vez, pernianecem à teniperatura a1nbiente de 25ºC.
Despreze a resistência elétrica nos fios condutores.

Substrato
I = 6A

Ar Resistor
T~, h Chip (T, , e) Bateria
Ar
V = 24V Tw = 25°C

Fio condutor
(a) Se calor é descaitado pelo chip por radiação e convecção
natural, qual é a potência operacional 1náxi1na de cada chip? (a) Considere o resistor como uni siste1na ao redor do qual en-
O coeficiente convectivo depende da diferença enà·e as te1n -
contra-se tuna superfície de controle e a Equação .J 1.1 c é
peraturas do chip e do ar e pode ser aproxi1nada por h = C aplicada.
(T, - T~) 114, onde C = 4,2 W/(ni2 ·K514 ). . . Detennine . os valores correspondentes de E, 0 ,(W),
E,,(W), E,.;(W) e E0 cu(W). Se u1na superfície de controle for
(b) Se un1 ventilador for usado para nianter o ai· no interior da •
colocada
. . .ao redor . de todo o sisten1a, quais são os valores de
câinara e1n movi1nento e a transferência de calor for por con-
E en1, Eg, Esai e Ea<:.u?
vecção forçada co1n h = 250 W/(111 2.K), qual é a potência (b) Se energia elétrica for dissipada uniformeniente no interior
operacional 1náxi1na? do resistor, que é uni cilindro coni diânietro D = 60 nini e
1.32 Un1 sisten1a de vácuo, conio aqueles utilizados para a deposi- co1npriniento L = 250 nini, qual é a taxa de geração de ca-
ção de finas películas eleà·ican1ente condutoras sobre niicrocir- lor voluniétrica, q (W/Jn 3)?
cuitos, é co1nposto por unia base plana niantida a 300 K por uni (c) Desprezando a radiação a partir do resistor, qual é o coefi-
aquecedor elétrico e possui uni revestiniento interior 1nantido a ciente convectivo?
77 K por uni circuito de refrigeração que uti liza nitrogên io lí- 1.35 Unia placa de alumínio, coni 4 mni de espessura, encontra-se na
quido. A base plana circular possui 0,3 1n de diânietro, uina e1nis- posição horizontal e a sua superfície inferior está isolada termi-
sividade de 0,25, e encontra-se isolada tennicaniente no seu lado caniente. Uni fino revestiinento especial é ap licado sobre sua
inferior. superfície superior de tal fonna que ela absorva 80% de qualquer
radjação solar nela incidente, enquanto ten1 u1ua e1nissividade de
0,25. A densidade p e o calor específico c do altnnínio são conhe-
cidos, sendo iguais a 2700 kg/1n 3 e 900 J/(kg·K), respectivrunente.
~
·- Vácuo
(a) Considere condições nas quais a placa está à te1nperatura de
25 't: e a sua superfície superior é subitan1ente exposta ao ar
runbiente a T~ = 20ºC e à radiação solar que fornece uni fluxo
I• - - Revestimento com incidente de 900 W/ni2 • O coeficiente de transferência de calor
nitrogênio líquido por convecção entre a superfície e o ar é de h = 20 W/(ni2 ·K).
Qual é a taxa inicial da variação da teniperatura da placa?
(b) Qual será a te1nperatura de equilíbrio da placa quando as
condições de reginie estacionário fore1n atingidas?
1 r

~

' ~

1
ICc) IAs propriedades radiantes da superfície dependeni da natu-
1 1 li11 1111 1li 1111 li1 reza específica do revestiniento aplicado. Calcule e repre-
L- Base
'
Aquecedor eletrico
. sente graficamente a teniperatura no regi1ne estacionário
conio unia função da e1nissividade para 0,05 < e< l, co1n
todas as outras condições niantidas co1no especificado. Re-
(a) Quanto de potência elétrica deve ser fornecido ao aquece- pita os seus cálculos para valores de a~ = 0,5 e 1,0; e colo-
dor da base? que os resultados no gráfico juntaniente coni os para as =

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28 Capítulo Un1

0,8. Se a intenção é de 1naxinlizar a ten1peratura da placa, e dentro do qual o ar é aquecido ao escoar sobre unia resistê n-
qual é a con1binação 1nais desejável da en1issividade e da cia elétrica na fonna de uni fio helicoidal.
absortividade para a rad iação solar da placa? (a) Se o aquecedor for projetado para operar con1 uni consun10
1.36 U n1 aquecedor de sangue é usado durante transfusão de sang ue de potência elétrica Pek• = 500 W e pai·a aquecer o ar de urna
para un1 paciente. Este dispositivo deve aquecer o sangue, reti- ten1peratura an1biente T, 01 = 20º C até urna ten1peratura na
rado do banco de sangue a l OºC, até 37ºC a u1na vazão de 200 saída de T,.; = 45º C , en1 qual vazão volun1étrica Vele deve
rnl/rnin. O sangue passa por u1n tubo con1 con1prirne nto de 2 nl operar? A perda de calor de seu revestimento externo para
e tuna seção transversal retangular corn 6,4 111111 X 1,6 mm. A o ar an1biente e para a vizinhança pode ser desprezada. Se o
que taxa o calor deve ser ad icionado ao sangue para cun1prir o duto ti ver urn diâmetro D = 70 ni1n, qual é a velocidade do
aumento de ten1peratura desejado? Se o sangue ven1 de u111 gran- ar na saída V,0 ;? A densidade do ar e o calor específico do a r
de reservatório onde sua velocidade é pratica1nente nula e es- poden1 ser aproxin1ados por p = l , IO kg/n13 e cP = 1007 J/
coa vertican1ente para baixo através do tubo de 2 rn, esti rne os (kg·K), respectivan1ente.
valores das variações das energias cinética e potencial. Ad1ni ta (b) Considere u111 comprimento do duto do aquecedor de L =
q ue as propriedades do sangue sejan1 siinilares às da água. 150 1nm e urna ern issividade de sua superfície de e = 0,8.
1.37 O consumo de e ne rgia associado a un1 aq uecedor de água do- Se o coeficiente associado à transferência de calor por con-
rnéstico possui dois con1ponentes: (i) a e nergia que deve ser for- vecção natural do revestirnento externo para o ar an1bie nte
necida à água para elevar a s ua te1nperatura até o valor no inte- for de h = 4 W/(n12·K), e a te1nperatw·a do ar e da vizi nhan-
rior do aquecedor, à niedida que ela é introduzida para s ubsti- ça for de T~ = 20º C , confirn1e que a perda de calor pelo re-
ttúr aquela que está sendo constunida, e (ii) a energia necessária vestirne nto externo é, de fato, desprezível. A ten1peratura su-
para compensar as perdas de calor que ocorre1n no tanque de ar- pe rficial niéd ia do revestin1ento externo pode ser conside-
rnazenainento do aquecedor ao nlantê-lo à ten1peratura desejada. rad a igual a T, = 40ºC.
Neste proble1na. vainos avaliar o prirneiro desses dois con1ponen- 1.40 Em uni estágio de wn processo de tên1pera, a temperatura de unia
tes para urna fan1ília de quatro pessoas, cujo consun10 diário niédio chapa de aço inoxidável AIS! 304 é levada de 300 K para 1250 K
de água quente é de aprox in1ada111ente 100 galões. Se a água de ao passar através de u1n forno aquecido eletrican1ente a tu11a ve-
reposição está disponível a 15ºC, qual é o consun10 anual de e ner- locidade de Vc = 1O rnm/s. A espessura e largura da chapa são t,
gia associado ao aquecin1ento desta água até a temperatura de = 8 nini e W, = 2 ni, respecti van1ente, enquanto a altura, largura
ar111azena111ento de 55ºC? Para un1 custo unitário de energia elé- e cornprirnento do forno são H1 = 2 rn; W1 = 2,4 ni e L1 = 25 ni,
trica de $0,08/(kW·h), qual é o custo anual associado corno for- respectivainente. O teto e as quatro paredes laterais do forno es-
necirnento de água quente utilizando-se (a) aquecin1ento elétrico tão expostos ao ar a1nbiente e a un1a g rande vizinhança, an1bos a
resistivo, e (b) tuna bo1nba de calor con1 COP igual a 3. 300 K. Sua temperatw·a superfjcial, coeficiente de transfe rência
1.38 Três aquecedores de resistê ncia elétrica, co111 cornpri111ento L = de calor por convecção e e111issividade correspondentes são T,,,P
250 rnn1 e diârnetro D = 25 rnn1 , estão subn1ersos etn 1Ogalões = 350 K, h = 1O W/(m2 ·K) e e,,,P = 0,8. A superfície inferior do
de água e n1 un1 tanque, que estão inicialn1ente a 295 K. Pode-se forno tainbén1 se encontra a 350 K e pousa sobre unia placa de
considerar a densidade e o calor específico da água con10 p = concreto corn 0,5 nl de espessura, cuja base encontra-se a Tb = 300
990 kg/n1 3 e e = 4180 J/(kg·K). K. Esti1ne a potência elétrica P,1c1 que deve ser fornecida ao fo1110.
(a) Se os aquecedores foren1 ativados, cada uni dissipando
q 1 = 500 W, estin1e o ten1po necessário para a água ser le-
vada a un1a te111peratura de 335 K.
(b) Sendo o coeficente de transferê ncia de calor na convecção
nattu·al dado por uma expressão da forn1a h = 370(T, - T) 113,
1 1~;, r·--T-~_1>_-
_ _ Lt-----7,.411 T,UP• "sup

o nde T, e T são as temperattu·as da s uperfície do aquecedor p•••t +:::::;w.w..-;w,'Mi#JW/ ehapa de aço


lc
e da água, respectivan1ente, quai s são as te n1peratu ras de 1
cada aquecedor logo após a sua ativação e antes de sua
desativação? As unidades do h e de (T, - T) são W/(rn2 ·K)
e K, respectivan1ente.
(c) Se os aquecedores fore1n inadvertidan1ente ativados co111 o Base de
ta nque vazio, o coeficente de transferência de calor da con- concreto
vecção natural associado à transferência de calor para o ar
an1biente a T~ = 300 K pode ser aproxirn ado por h = 0,70 1.41 A tên1pera, urn estágio in1portante no processan1ento de rnate-
(T, - T~) 113 • Sendo a temperatura das paredes do tanque tan1- riai s sen1icondutores, pode ser realizada pelo aquecirne nto rá-
bén1 igual a 300 K e a e rnissividade da superfície dos aque- pido de pastilhas de si lício até u1na alta ternperatura por un1
cedores e= 0,85, qual é a ternpe ratura da s upe rfície de cada peque no período de ternpo. O esque1na niostra uni rnétodo que
aquecedor nas cond ições de regirne estacionário? e nvolve o uso de tuna placa quente operando a urna te1npe ratu-
1.39 Urn secador de cabelos pode ser idealizado co1110 urn duto cir- ra elevada Tq. A pastilha de silício, inicialmente a tnna ten1pe-
cular através do qual uni pequeno ventilador sopra ar an1biente ratura Tp.i• é subita111ente posicionada a unia distância da placa
aquecida, pennanecendo u111 afastarnento L e ntre elas. O obje-

1 Vizinhança. T, 1,
tivo da análise é con1pai·ar os fluxos ténnicos por condução atra-
vés do gás no espaço placa-pastilha e por radiação entre a placa
quente e a pastil ha fria. Há ta111bé1n interesse na taxa inicial de
variação da te1nperatura da pastilha co1n o tempo, (d~/dt);.
Aproxirn ando as superfícies da placa aquecida e da pastilha por
1 corpos negros e considerando os seus diârnetros D be m niaio-
'
.V- Ventilador
Saída T,__ _ ~
~ Resistor
, ,- r- :... ,
- - .... ,...
elétrico

-

Entrada. 'V, T.,,
res do que o afastan1e nto entre placas L, o fluxo ténn ico radian-
te pode ser representado por q"md = a(T,i - T; ). A pastilha de
'" D
T s.ai• Vsai 1 silício te111 espessura d = 0,78 111111, u1na densidade de 2700 kg/
.!.
~

" ~ ~

rn 3 e u111 calor específico de 875 J/(kg·K). A conduti vidade tér-


p ele\
Secador, r:.. e n1ica do gás no espaço é de 0,0436 W/(111·K).

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l ntroduç.ão 29

1- - - - - - - - - D - - - - - - - --i ente a T~ = 700 K, os coeficientes de transferência de calor por


convecção nas supefícies superior e inferior da pastilha são 8 e
4 W/(n12·K), respectiva1nente. A pastilha de silício te1n u1na
densidade de 2700 kg/n1 3 e u1n calor específico de 875 J/(kg·K).

• • • • • • • ~- Câmara de SIC

•• Gás, T~, Zona de


aquecimento
(a) Para Tq = 600ºC e Tp.; = 20ºC, calcule o fluxo térnlico rad i- • •
ante e o fluxo ténnico por condução através do espaço placa- •• Pastilha, TP, e
•• Zona quente,

• ---1 T,
pastilha con1 L = 0,2 n1n1. Tan1bé1n detennine o valor de /t$lll)
(dT,Jdt); resultante de cada u1n dos 1nodos de aqueci1nento. • --- 1 = 1500 K

Zona fria,
l(b)I Para afasta1nentos de 0,2; 0,5 e 1,0 n1n1, detennine os flu-
íl
Ir in! Suporte do Tr= 330K
xos tén11icos e as variações da te1nperatura con1 o te1npo pino de
co1no funções da te1nperatura da placa quente para 300 < Elevador montagem
Tq < l 300ºC. Mostre os seus resultados e1n forma gráfica. Canal de água
Co1nente sobre a i1nportância relati va dos dois n1odos de
transferência de calor e sobre o efeito do trunanho do espa-
ço placa-pastilha no processo de aquecin1ento. Sob quais
condições pode a pastilha de silício ser aquecida até 900ºC
en1 menos de l O segundos?
1.42 No processamento ténnico de 1nateriais se1nicondutores, a tê1n-
pera é efetuada pelo aquecin1ento de pastilhas de silício de acor-
do co1n un1a programação te1nperatura-te1npo e, a segui r, pela (a) Para tuna condição inicial que corresponde a u1na te1npera-
1nanutenção en1 t11na te1nperatura fixa e elevada por un1 perío- tura da pastilha de Tp.; = 300 K e a posição da pastilha con10
do de ten1po preestabelecido. No dispositi vo para o processo n1ostrado no esquen1a, determine a tax a de variação te1npo-
1nostrado adiante, a pastilha encontra-se en1 tuna cân1ara onde ral da te1nperatura da pastilha correspondente, (dT/dt);·
há vácuo, cujas paredes são 1nantidas a 27ºC, no interior da qual (b) Detennine a te1nperatura do estado estacionário atingido pela
lâinpadas de aqueci1nento 1nailtên1 un1 fluxo térn1ico radiante pastilha se ela se 1nantiver nesta posição. O quanto a trans-
q';,Jna superfície superior da pastilha. A pastilha possui espes- ferência de calor por convecção é significativa nesta situa-
sura de 0,78 m1n, sua condutividade ténnica é de 30 W/(n1·K) e ção? Esboce con10 você espera que a te1nperatura da pasti-
sua e1nissividade é igual à sua absortividade en1 relação ao fluxo lha varie con10 uma função da posição ve1tical do elevador.
térnlico radiante (s = a; = 0,65). Para q';..J = 3,0 X 105 W/Jn 2 , a 1.44 Rejeitos radiativos são estocados em recipientes cilíndricos lon-
te1nperatura e1n sua supe1fície inferior é n1edida por u111 tennô- gos e co1n pru·edes fi nas. Os rejeitos geran1energia ténnica de for-
1netro de radiação, sendo igual a I;,_; = 997ºC. 1na não-unifonne, de acordo con1 a relação q = q0 [ 1 - (r/r0 ) 2 ],
onde q é a taxa local de geração de energia por unidade de vo-
lu1ne, q0 é u1na constante e r 0 é o raio do reci piente. Condições
0 Lâmpadas de aquec imento
0 TVIZ = 27°C
de regi1ne estacionário são n1antidas pela sub1nersão do recipi-
ente e1n u1n líquido que está a T~ e fornece un1 coeficiente de
transferência de calor por convecção u11ifonne e igual ah.
! !
q;:.i = 3 x 10 5 W/m 2
l l ! ! !
l
- - - - - - - - - - - - - - - . . - - - - - Pastilha, k,e,a1

L = 0;8 mm \O Tp. =997°C


1

Para evitar o e1npeno da pastilha e a indução de planos de des-


liza1nento na estruttu·a do cristal, a diferença de ten1peraturas ao
longo da espessura da pastilha deve ser inferior a 2ºC. Esta con-
dição está sendo atingida?
1.43 U1n forno para o processamento de 1nateriais se1nicondutores é
fonnado por un1a cfunara de carbeto de silício que tem u1na zona Obten ha un1a ex pressão para a taxa total na qual a energia é
quente na seção superior e uma zona fria na seção inferior. Co1n gerada por unidade de con1pri1nento do recipiente. Use esse re-
o elevador na posição 1nais baixa, un1 braço robô insere a pasti- sultado para obter tuna expressão para a te1nperatura T'"" da pa-
lha de silício nos pinos de 1nontagen1. E1n u1na operação de pro- rede do recipiente.
dução, a pastilha é rapida1nente deslocada para a zona quente Considere a barra de condução do Exe1nplo 1.3 sob condições
para cun1prir o histórico te1nperatura-te1npo especificado para de regi1ne estacionário. Co1no sugerido no Co1nentário 3, a tetn-
o processo. Nesta posição, as superfícies superior e inferior da peratura da barra pode ser controlada pela variação da veloci-
pastilha trocrun radiação con1 as zonas quente e fria, respecti- dade do escoamento de ar sobre a barra, o que, por sua vez, al-
va1nente, da câinara. As ten1peraturas das zonas são Tq = 1SOO tera o coeficiente de transferênc ia de calor por convecção. Para
K e "Fj· = 330 K, e as e1nissividade e espessura da pastilha são analisar a influência do coeficiente convectivo, gere u111 gráfi-
e= 0,65 e d = 0,78 111111, respecti va1nente. Co1n o gás no a1nbi- co de T versus I para valores de h = 50, 100 e 250 W/(1n1 ·K).

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30 Capítulo Un1

Variações na enlissividade da superfície teriani urna influência estacionário e1n função do valor de h para a faixa 100 <
significativa na te1nperatura da barra? h < 10.000 W/(1112·K). Existe algurn valor de h abaixo do
1.46 Urna longa barra de conexão (haste cilíndrica usada para fazer qual a operação seria inaceitável?
conexões elétricas) de diâinetro D é instalada no interior de uni 1.49 Oxigênio líquido, que possui un1 ponto de ebulição de 90 K e
grande conduíte, que teni unia teniperatura superficial de 30ºC uni calor latente de vaporização de 214 kJ/kg, é annazenado eni
e no qual o ar ambiente teni te1nperatura T~ = 30ºC. A uni recipiente esférico cuja superfície externa possui urn difune-
resistividade elétrica, p,{µ.!l ·rn), do 1naterial da barra é unia fun- tro de 500 nini e está a uma teniperatura de - 1OºC. O recipien-
ção da ternperatura, na fonna p, = p, 0 [ 1 + a(T - T,,)], na qual te é guardado eni uni laboratório cujo ar e paredes se encontrani
p,,0 = 0,0171 ,uSl·ni, T0 = 25º C e d = 0,00396 K-r. Há con- a 25ºC.
vecção nanrral entre a barra e o ar anibiente, e o coeficiente de (a) Se a ernissividade da superfície é de 0,20 e o coeficiente de
u·ansferência de calor depende do diânieu·o da ba1Ta, assirn corno transferência de calor associado à convecção natural na su-
da diferença de teniperaturas entre a da superfície e a do ambi- perfície externa do recipiente é de 10 W/(ni2 •K), qual é a taxa,
ente. A relação que governa esta dependência tem a forma h = eni kg/s, na qual o vapor de oxigênio deve ser retirado do
CD- 025 (T - T~)º· 25 , na qual C = 1,21 W.rn - 1•75 K-'-25 • A em.issi- sistema?
vidade da superfície da barra é e = 0,85. 1(b)I A urnidade presente no ar anibiente resultará na forniação
(a) Reconhecendo que a resistência elétrica por unidade de con1- de gelo sobre o recipiente, causando urn auniento na emis-
R;
pri1nento da barra é = p/ A,,, onde A,, é a área da sua seção sividade da sua superfície. Supondo que a teniperatura su-
transversal, calcule a capacidade de transporte de corrente perficial e o coeficiente convectivo pennaneçani iguais a
de urna barra coni 20 nim de diânietro se a sua te1nperatura - IOºC e 10 W/(ni 2·K), respectiva1nente, calcule a taxa de
não puder exceder a 65ºC. Conipare a iniportância relativa evaporação do oxigênio, e1n kg/s, eni função da eniissivi-
das transferências de calor por convecção natuJal e por ra- dade da superfície para valores na faixa de 0,2 < e < 0,94.
diação. 1.50 Uni cornpaitiniento de um congelador fica coberto corn unia ca-
1(b)I Para avaliar o conipro1nisso entre a capacidade de transpor- mada de 2 1nn1 de espessura de gelo quando o seu funcionamento
te de corrente, ternperatura operacional e diârnetro da bar- não está 100%. Estando o con1partirnento exposto ao ar anibi-
ra, para diânietros de 1O, 20 e 40 nirn, faça um gráfico da ente a 20ºC e uni coeficiente h = 2 W/(1n 2·K) caJacterizando a
teniperatura da barra T corno urna função da corrente no in- transferência de calor por convecção natural na superfície ex-
tervalo 100 < l < 5000 A. Tanibérn coloque no gráfico a posta da ca1nada, estime o tenipo requerido para a con1pleta fusão
razão entre a transferência de calor por convecção e a trans- do gelo. Considere que o gelo tenha densidade de 700 kg/Jn 3 e
ferência de calor total. uni calor latente de fusão de 334 kJ/kg.
1.47 Urna esfera pequena de ferro puro padrão, com calor específico 1.51 Urna chapa vertical de oietal de Woods está presa a uni substra-
de 447 J/(kg·K) e niassa de 0,515 kg, é subitarnente imersa eni to por unia superfície eé fundida ao ser irradiada tnliforoieniente
unia niistw·a gelo-água. Finos fios de terniopar mantê1n a esfe- por unia fonte de laser sobre a superficie oposta. O 1netal en-
ra suspensa. Observa-se que a sua teniperatura varia de 15 para contra-se inicialtnente na sua ternperatura de fusão T1 = 72ºC e
14ºC eni 6,35 s. O experirnento é repetido com urna esfera o condensado é retirado por gravidade assin1 que se fonna. A
rnetálica de niesrno diânietro, co1n co1nposição desconhecida e absortividade do nietal e1n relação à radiação laser é de a1 =
massa de 1,263 kg. Com a 1nes1na variação de temperatura ob- 0,4 e o seu calor latente de fusão é h,l = 33 kJ/kg.
servada ocorrendo ern 4,59 s, qual é o calor específico do rnate- (a) Desprezando a transferência de calor a partir da superfície
rial desconhecido? irradiada por convecção ou radiação co1n a vizinhança, de-
1.48 Urn reator esférico de aço inoxidável (AIS! 302) é usado para tennine a taxa de fusão instantânea eni kg/(s·rn2) para unia
annazenar tun 1ueio reacional que fornece utn fluxo de calor uni- irradiação do laser de 5 kW/n1 2 • Quanto material é retirado
fonne i/; para a sua superfície interna. O reator é subitaniente se a irradiação for rnantida por u.ni período de 2 s?
subnierso em utn banho líquido a urna teniperatura T~ < T;,,;• (b) Pennitindo a convecção para o ar anibiente, coni T~ = 20ºC
sendo T;11; a te1nperatura inicial da parede do reator. eh = 15 W/(1n 2·K), e a troca ténnica radiante coni unia
grande vizinhança (e = 0,4 e T,.;, = 20ºC), detenníne a taxa
Reator---~ ~--- Meio reacional de fusão instantânea durante a irradiação.
r0 = 0,6m 1.52 Após a niodelagetn de unia rnistura de papel e celulose por vá-
cuo a quente, o produto, unia e1nbalage1n para ovos, é transpor-
T~= 300 K
1í,,;= 500 K
p = 8055 kg/m3
e= 510 J/(kg ·K>
tt h = 500 Wl(m 2· K)
tado sobre u1na esteira por 18 s eoi diJeção à entrada de un1 for-
no a gás, onde é secada até a uni idade final desejada. Observa-
p Banho se que 1nuito pouca água evapora ao longo deste trecho. Assini,
para au1nentar a produtividade da linha de produção, é proposta
• r, =0,5m a instalação de u1n banco de aquecedores por radiação infraver-
rnelha sobre a esteira transportadora, que fornece uni fluxo tér-
rnico radiante uniforme de 5000 W/ni2 • A e1nbalagem possu.i
(a) Considerando que o gradiente de te1nperatw·a na parede do
unia área exposta de 0,0625 ni2 e unia niassa de 0,220 kg, coni
reator seja desprezível e un1 fluxo de calor constante e igual
75% de água, ao final da etapa de niodelageni.
a q';, desenvolva urna equação para a variação da tenipera-
tura da parede eni função do tenipo durante o processo tran- Banco de aquecedores radiantes
siente. Qual é a taxa inicial de variação da te1nperatura na de infravermelho
parede se q'; = 105 W/ni2 ?
'
,...==:::i,1
,.)•
. fproo. _
a gás

-
(b) Qual a teniperatura da parede e1n condições de reginie esta-
cionário?
1( c) 1O coeficiente de transferência de calor por convecção de-
= (•)
,,-- - -

pende da velocidade do escoainento do fluido externo ao re- Esteira


ator e do fato de a teniperatura da parede ser ou não elevada
o suficiente para induzir a ebulição do Líquido. Calcule e re- O engenheiro chefe da fábrica irá aprovar a conipra dos aque-
presente graficarnente a teniperanua da parede eni reginie cedores se eles pudereni reduzir a unlidade eni 10% da niassa

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l ntroduç.ão 31

total. Você reco111endaria a con1pra dos aquecedores? Conside- (b) O con1ponente que é 111ais suscetível à falha tén11ica dissipa
re o calor de vaporização da água igual a h1g = 2400 kJ/kg. 1 W/c1112 de área superficial. Para niini111izar o potencial para
1.53 Equipm11entos eletrônicos de potência são instalados sobre un1 ocon·ência desta falha, onde este con1ponente deveria ser ins-
dissipador de calor que possui un1a área superficial exposta de talado sobre u.n1a PCI? Qual é a sua ten1peratura superficial
0,045 111 2 e u111a e1nissividade de 0,80. Quando os equ ipan1en- nesta posição?
tos eletrônicos dissipmn u1na potência total de 20 W e a te111pe- 1.55 O teto de un1 carro em un1 estacionai11ento absorve u111 fluxo
ratura do ar e da vizinhança são de 27ºC, a te1nperatura niédia solar radiante de 800 W/Jn 2 • A superfície inferior do teto encon-
do dissipador de calor é de 42ºC. Qual será a ten1peratura nié- tra-se isolada tennican1ente. O coeficiente de transferência de
dia do dissipador de calor se os equipan1entos eletrônicos dissi- calor por convecção e ntre o teto do carro e o ar ambiente é de
paren1 u111a potência total de 30 W e as condições do an1biente 12 W/(n12·K).
se n1antiveren1 as 1nesn1as? (a) Desprezando a troca ténnica por radiação con1 a vizinhan-
ça, calcule a te111peratura do teto en1 cond ições de regime
estacionário se a ten1peratura do ar m11biente for de 20º C.
(b) Para a nies111a te1nperatura do ar ai11biente, calcule atempe-

a
Dispositivo de potência -~
ratura do te to para u111a emissividade de sua superfície igual
Tvlz = 27°C ,...-r--.__ a 0,8.
1(c)1 O coeficiente de transferência de calor por convecção de-
pende das condições do escoan1ento do ar sobre o teto do
carro, aun1entando co111 o aumento da velocidade do ai..
Calcule e represente grafica1ne nte a te111peratura do teto en1
função do valor de h para 2 < h < 200 W/(n12·K).
1.56 Considere as cond ições do Proble111a 1.22, poré1n a te111peratu-
' - - Dissipador de
calor. T, A,. e ra da vizinhança é de 25ºC e a troca ténnica por radiação com a
Ar vizinhança não é desprezível. Sendo o coeficiente convectivo
igual a 6,4 W/(111 2 -K) ea e1nissividade da placas = 0,42, deter-
-
T = 27°C
111ine a taxa de variação con1 o ten1po da te1nperatura da placa,
dT!dt, quando a ten1peratura da placa é de 225ºC. Calcule os
1.54 U111 co111putador é constituído por un1 conjunto de cinco placas calores perdidos por convecção e por radiação.
de circui tos integrados(PCI), cada un1a dissipando P1, = 20 W 1.57 A 1naioria da energia que consun1in1os co1no alin1entos é con-
de potência. O resfrian1ento dos componentes eletrônicos de unia vertida e111 energia ténnica no processo de dese111penhan11os
placa é viabi Lizado pelo escoan1ento forçado de ar, igualn1ente todas as nossas funções corporais e é, ao final, perdida con10
distribuído nas passagens forn1adas por placas adjacentes, e o calor pelo corpo. Considere u1na pessoa que consun1a 2100 kcal
coeficiente convectivo associado à transferência de calor dos por dia (note que o que usuali11ente é c hamado con10 caloria do
co1nponen tes para o ar é de aproxi111ada111ente h = 200 W/ ali1nento na realidade são quilocalorias), das quais 2000 kcal são
(1112 ·K). O ar entra na torre do con1pu tador a t1111a te111peratura convertidas e1n energia térn1ica. (As 100 kcal restantes são usa-
de T,01 = 20º C e o escoan1ento é in1pulsionado por un1 venti la- das para realizar trabalho no an1biente.) A pessoa te1n u1na área
dor cujo consun10 de potência é de P,. = 25 W. superficial de 1,8 1112 e está vestid a con1 roupa de banho.
(a) A pessoa está en1 un1 quarto a 20ºC, con1 un1 coeficiente de
transferência de calor por convecção de 3 \V/(n1 2·K). Nesta
ten1peratura do ar, a pessoa não está transpirando 111uito.
Esti111e a te111peratura 1nédia da pele da pessoa.
(b) Se a te111peratura do a n1biente fosse de 33º C, qual taxa de
. ".
... transp iração seri a necessária para 111aJlter unia ten1peratura
..
-'
."".."... r: t ·;·.~
".' .'•.
1.58
da pele confortável de 33ºC.
Células-con1bustível isoladas, co1no a do Exen1plo 1.4, pode111
.._. : ",~
..
._. ser escalonadas a través de sua o rganização e111 un1a pilha de cé-
PCI, P, -'°"' . :H-
'" .. lulas-cornbustível. U1na pilha é constituída por 111últiplas 111e1n-
.... - "
... branas eletrolíticas que são colocadas entre duas placas bipola-
-·"
_,
......-.
.".
" .
~ ,' t t t t t res eletrican1ente cond utoras. Ar e hidrogênio são al in1entados
e111 cada 111en1brana através de canais de escoarnenfo no interior
.-
:: ·~
•, ·-.. de cada placa bipolar, con10 niostrado no esque1na. Co111 esta
..-".. •.
n1ontagen1 da pilha, as células-con1bustível indi viduais estão co-
"'
nectadas eletrican1ente e111 série, produzindo un1a voltagen1 na
;..
"
·~
-' pilha de E p;Jha = N X E,., onde Ecé a voltage1n produzida através
.".....-'
"
de cada 1ne1nbrana e N é o nú111ero de nie1nbranas na célula. A
corrente elétrica é a niesn1a en1 cada nie111brana. A voltagen1 da
célula, E,, assin1 cotno a eficiência da célula, au1nenta con1 a
Ventilador, P.,. te111peratura (o ar e o hidrogênio alitnentados na pilha são
• un1idificados para pennitir a operação em ten1perantras superi-
Enlrada de ar "i, Tem
ores a do Exetnplo 1.4), porén1 as 1nen1branas irão falhar en1
te111peraturas excedendo T"" 85ºC. Considere nie1nbranas co111
(a) Se o au1nento de ten1peratu.ra no escom11ento do ar, (T,.,, - L X w, onde L = w = 1.00 nini, e espessura t., = 0,43 111111, as
T, 01), não deve exceder a l 5º C, qual é a vazão volumétrica quais cada u1na produz Ec = 0,6 volts a I = 60 A e Ec.g= 45 W
Vmínin1a pen11itida do ar? A densidade e o calor especí- de energia tén11ica quando operando a T = 80º C. As supetfíci-
fico do ar pode1n ser aproxi1n ados por p = 1,161 kg/n1 3 e es exte rnas da pilha estão expostas ao ar a T~ = 25º C e à vizi -
cP = 1007 J/(kg·K), respectivainente. nhança a T v;z = 30ºC, con1 s = 0,88 eh = 150 W/(n1 2·K).

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32 C apítulo Un1

i--- - - - - 1--pi!ha - - - - -- 1 graficaniente as variáveis dependentes anteriores para vari-


ações paraniétricas ao redor dos seguintes valores referen-
ciais: k = 10 \V/(ni· K), h = 20 W/(ni2·K) e e = 0,5. As fai -
xas sugeridas para as variáveis independentes são: 0, 1 < k
< 400 W/(m· K); 2 < h < 200 W/(1n2 ·K) e 0,05 < e < !.
Discuta as iniplicações físicas dos seus resultados. Sob quais
condições a teniperatura da superfície externa será inferior
a 45ºC, que pode ser considerado un1 li1n ite superior razo-
ável para se evitar quei111ad uras por contato?
1.61 Uni experiniento pm·a deterni inar o coeficiente convectivo as-
sociado ao escoamento de ar sobre a superfície de uma peça de
aço inoxidável espessa envolve a insersão de te1111opares na peça
a distâncias de 1Oe20 nini da superfície ao longo de u111a li nha
hipotética non11al à superfície. O aço teni condutividade térmi-
Placa
Canal de
\ Canal de ca de 15 W/(ni·K). Se os termopares 111edire111 te111perattu·as de
50 e 40ºC no aço quando a teniperattira do ar é de 1OOºC, qual
bipolar
escoamento escoamento é o coeficiente convectivo?
Membrana de hidrogênio de ar
1.62 U1n eleniento aquecedor elétrico fi no fornece uni fluxo tén11ico
un ifon11e e/~ para a supe1fície externa de uni duto através do qual
(a) Encontre a potência elétrica produzida por unia pilha coni escoa ar. A parede do duto teni tun a espessura de 1O n11n e unia
co1npri1nento de Lpilha = 200 nini, para espessuras das pla- condutividade térnlica de 20 W/(m·K).
cas bipolares na faixa de 1 nini < fpb < 1O1n1n. Detenn ine
a energia térn1ica total gerada pela p.iLha. Duto

-- (
Ar

___.~ -
(b) Calcule a ten1peratura superficial e explique se a pilha ne-
cessi ta ser internanien te aquecida ou resfriada para operar
na teniperatura interna óti111a de 80º C para várias espessu-
'---./.(--_,,.\__
ras da placa bipolar.
(c) Identifique co1no a te1nperatura intern a de operação da pi-
lha pode ser dinúnuída ou elevada para unia dada espessura
Ar
-- - -- Parede do duto
da placa bipolar e discuta niudanças no projeto que pronio-
veriam tnna distri buição de teniperaturas no interior da pi-
I
lha ni ais unifonn e. Co1no variações nas ten1peraturas do ar
externo e da vizinhança afetariani a sua resposta? Qual nieni-
brana na pil ha é mais passível de falh a eni função de unia
.'.:'.·"·,''. :'.,. ,, ' .:'.r', .
111.1 11,1 11UIU 111,1!1 ,1,1 :·quecedor
~~:::::nto

térmico
alta te1nperatura de operação?
1.59 Considere o Problenia 1. 1. (a) E111 unia deten11inada posição, a te111peratura do ar é de 30ºC
(a) Estando a superfície fria exposta do isolante a T2 = 20ºC, e o coeficiente de transferência de calor por convecção en-
qual é o valor do coeficiente de transferência de calor por tre o ar e a supe1fície in terna do duto é de 100 W/(ni2·K).
convecção no lado frio do isolante, se a teniperatura da vi - Qual é o fluxo ténnico e/~ necessário para 1nanter a supe1fí-
zi nhança for de T"'" = 320 K, a ten1peratura anibiente T~ = cie interna do duto a T; = 85ºC?
5ºC e a e1n issividade e = 0,95? Expresse o seu resultado (b) Para as condições da parte (a), qual é a teniperatura (T0 ) da
nas unidades W/(1n 2 ·K) e W/(m2 .ºC). superfície do duto próxinia ao aquecedor?
1(b)1 Usando o coeficiente de transferência de calor convectivo
calculado no .item (a), calcule a teni peratura superficial, T2 ,
l(c) ICon1 T; = 85ºC, calcule e represente graficamente e T0 q:
co1no funções do coeficiente de transferência de calor por
na niedida eni que a enússividade da superfície é variada na convecção h no lado do ar, na faixa 1O< h < 200 W/(ni2 ·K).
faixa 0,05 < e < 0,95. A teniperatura da parede quente do Discuta de forn1a resu111ida os seus resultados.
isolante pennanece fixa a T1 = 30ºC. Apresente os seus 1.63 U1n duto retangu lar de ar forçado para aqueciniento é suspenso
resultados graficaniente. a partir do teto de uni porão cujas paredes e ar estão na teni pe-
1.60 A parede de um fonio utilizado para tratar peças plásticas pos- ratura de T~ = T""- = 5ºC. O duto teni uni conipriniento de 15
sui tnna espessura L = 0,05 m e a sua superfície externa está 1n e a sua seção reta é de 350 111111 X 200 m1n .
exposta ao ar e a unia grande viz inhança. O ar e a vizi nhança (a) Para un1 duto não isolado cuja teniperatura superficial nié-
encontrani-se a 300 K. dia é de 50ºC, estinie a taxa de perda de calor do duto. A
(a) Sendo a te111peratura da superfície externa igual a 400 K, e eni issividade e o coeficiente convectivo na superfície são
o seu coeficiente de transferência de calor por convecção e de aproxin1adm11ente 0,5 e 4 W/(m2 ·K), respectivaniente.
a sua e111issividade iguais ah = 20 W/(ni 2·K) e e = 0,8; (b) Se o ar aquecido entra no duto a 58ºC e a u1na velocidade
respectivaniente, qual é a teniperatura da superfície inter- de 4 111/s, co1n a perda de calor correspondente à deten11ina-
na, se a parede possuir tnna cond utividade ténnica k = 0,7 da no ite1n (a), qual é a sua teniperatura na saída? A densi-
W/(m·K)? dade e o calor específico do ar pode111 ser considerados iguais
1(b)1 Considere condições para as quais a te1nperatura da super- a p = 1,10 kg/ni 3 e cP = 1008 J/(kg· K), respectivamente.
fície interna é niantida e111 600 K, enquanto o ar e a grande 1.64 Seja o tubo de vapor d' água do Exemplo 1.2. O gestor de utili-
vizi nhança aos quais a superfície externa está ex posta são dades quer tu11a reconiendação sua sobre niétodos para reduzi r
niantidos a 300 K. Explore os efei tos de variações nos va- a perda térnlica para a sala e propõe duas opções. A pri1neira
lores de k, h e s(i) na teniperatura da superfície externa, (ii) opção restringiria a 1novi1nentação do ar ao redor da superfície
no fluxo térniico através da parede e (iii) nos fluxos ténni- externa do tubo e, assini, reduziria o coeficiente convectivo por
cos associados à convecção e à radiação a partir da superfí- uni fator dois. A segu nda opção cobriria a superfície externa do
cie externa do forno. Especificmnente, calcule e represente tubo coni unia tinta de baixa enússividade (e = 0,4).

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l ntroduç.ão 33

(a) Quais das opções propostas você recomendaria? Considere u111 radiônietro coni um receptor coni diâmetro de 1S
l(b) !Para preparar tuna apresentação de sua reconiendação para nini, que possui u111 superfície enegrecida coni unia eniissivi-
o gestor, gere u1n gráfico da perda ténn ica q' co1no unia dade de 0,95 e tuna absortividade de 0,98 para o feixe ótico.
função do coeficiente convectivo para 2 < h < 20 W/(1112 ·K) Quando operando no niodo ótico, perdas ténnicas por condu-
e e1nissividades de 0,2, 0,4 e 0,8. Co1nente sobre a eficácia ção na parte de trás do receptor são desprezíveis. No 1uodo elé-
relativa da redução das perdas térmicas associadas à con- trico, as perdas representani 5% da potência elétrica. Qual é a
vecção e à radiação. potência ótica de uni feixe quando a potência elétrica indicada
1.65 Durante sua fabricação, placas de vidro a 600ºC são resfria- é de 20,64 111 W? Qual é a te1nperatura do receptor correspon-
das coni a passage111 de ar sobre sua superfície de tal fornia que dente?
o coeficiente de transferência de calor por convecção é de h = 1.68 O diânietro e a e1nissividade da superfície de tuna placa eletrica-
S W/(ni2 ·K). Para prevenir o aparecimento de rac haduras, ésa- 1nente aquecida são D = 300 nini e e = 0,80, respectivainente.
bido que o gradiente de te111peratura não pode exceder aos (a) Estinie a potência necessária para 1nanter tuna teniperatura
1Sº C/J11111 eni qualquer ponto no vidro durante o processo de de superfície igual a 200º C eni unia sala na qual o ar e as
resfriamento. Sendo a condutividade ténnica do vidro igual a paredes estão a 2SºC. O coeficiente que caracteriza a trans-
1,4 W/(1n·K) e a emissividade de sua superfície 0,8, qual é a ferência de calor por convecção natural depende da tenipe-
111enor te1nperatura do ar que pode ser usada no in íc io do res- ratura da superfície e, na unidade W/(ni 2·K), pode ser apro-
fria1nento? Considere que a te1nperatura do ar é igual à da vi- xiniado por tuna expressão na fornia h = 0,80(T, - T~)'FJ .
zinhança. l(b) !Avalie o efeito da teniperatura da supe1fície na potência re-
1.66 O processo de cura do Exeniplo 1.7 envolve a exposição da placa querida, ass i1n como na contribuição relativa da convecção
a urna irradiação proveniente de unia lânipada infravennelha e e da radiação para a transferência de calor na superfície.
o resfrianiento auxiliar por convecção e radiação co111 a vizirúian- 1.69 Barras de trans1nissão para uso eni unia estação de transniissão
de potência tê111 t1111a seção transversal retangu lar de altura H =
ça. Alternativaniente, no lugar da lânipada, o aqueciniento pode
600 111111 e largura W = 200 m1n. A resistividade elétrica,
ser efetuado pela introdução da placa e111 uni forno cujas paredes(a
vizinhança) são niantidas a u111a elevada te1nperatura. p,(µ,íl·111 ), do niaterial das barras é unia função da ten1peratura,
p, = Pe.u[I + a(T - T0 ) ] , onde p,,,, = 0,0828 µ,íl·ni, T0 = 2SºC
(a) Considere condições nas quais as paredes do forno estejani
e a = 0,0040 K- 1. A enussividade da supe1fície pintada da barra
a 200ºC, o escoaniento do ar sobre a placa seja caracteriza-
é 0,8 e a teniperatura da vizinhaça é de 30ºC. O coeficiente con-
do por T~ = 20ºC eh = IS W/(m2·K) e o revestinien to te-
vectivo entre a barra e o ar ainbiente, a 30ºC, é de 10 W/(1n2·K).
nha uma en1issividade de e = 0,5. Qual é a te1nperatura da
(a) Considerando que a barra esteja a u111a teniperatura unifor-
placa?
nie T, calcule a te1nperatura no reginie estacionário quando
l(b) !Para teniperaturas do ar anibiente de 20, 40 e 60ºC, deter-
unia corrente de 60.000 A passa através da barra.
niine a te1nperatura da placa conio u1na fu nção da tenipera- 1(b)1 Calcule e represente graficaniente a teniperatura da barra no
tura das paredes do forno na faixa de 150 a 2SOºC. Faça um reginie estacionário conio u1na função do coeficiente con-
gráfico de seus resultados e identifique condições nas quais vectivo para 10 < h < 100W/(ni2 ·K). Qual é o valorniíni-
teniperaturas de cura aceitáveis en tre 100 e 11 OºC possani nio do coeficiente convectivo requerido para 1nanter tuna
ser mantidas. te1nperatura de operação segura abaixo de 120ºC? O aunien-
1.67 O radiônietro de substituição elétrica, 111ostrado esqueniatica- to da e1nissividade irá influenciar significativaniente este
niente, detenni na o poder ótico (radiante) de u1n feixe através resultado?
da 111edida da potência elétrica necessária para aquecer o recep- 1.70 Uni fluxo solar de 700 W/Jn2 incide sobre u1n coletor solar pla-
tor até a 1nesnia teniperatura de quando ele é irradiado. Coni uni no usado para aquecer água. A área do coletor é de 3 ni2 e 90%
feixe, conio uni laser de potência ótica Pº"' incidente no recep- da radiação solar atravessain a cobertura de vidro e é absorvida
tor, a sua te1nperatura, T,, aunienta ficando superior à tenipera- pela placa absorvedora. Os 10% restantes são refletidos para fora
tura das paredes da cfünara, que são niantidas a u111a teniperatu- do coletor. A água escoa através de tubos presos no lado inferi-
ra unifonue Tv;1 = 77 K. Com o feixe ótico bloqueado, o aque- or da placa absorvedora e é aquecida da te1nperatura de entrada
cedor na parte de trás do receptor é energizado e a potência e-té- T, 111 até unia temperatura de saída T,.;· A cobertura de vidro, ope-
trica, P, 1", requerida para atingir o nies1no valor de T, é 111edida. ra11do a t1111a temperatura de 30ºC, teni unia eniissividade de 0,94
O objetivo de sua análise é deterniinar a relação entre as potên- e troca calor por radiação co1n o céu a - 1OºC. O coeficiente
cias elétrica e ótica, considerando processos de transferência de convectivo entre a cobertura de vidro e o ar ambiente, a 2SºC, é
calor no receptor. de 10 W/(1n2 ·K).

Nitrogênio líquido
~-1- Cobertura de vidro
'
--J--Espaço com ar
Parede da câmara, Tv"
t:.''O
i~si~siAqt=
.. ·-::",,.,
''; nu -:..: .. :·;.
,,,._ ''
,
Placa absorvedora
Tubos deâgt1a
,. ... : . ,., .. ..
- ~ ~ · · · .'·; - :~ ••• . ·-:: · '; ~ •• ~, t;'
';- ~ :·.·~' .. ...
... .,.
, '':' ,., :·.•.•
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.... ,,",••, ...... :,.~
.. -,·, . . ,,' ,••,.... -.--:.
,-,-, .. +, f-- - lsolamento te'rm1
., ,e~·-~-
....·:-·, ·co
, ,·,,· :: ·,:: .. '/'~:.· ,' , ,','-': , -. :: ,

p ote
~
~ Feixe de laser (a) Faça um balanço global de energia no coletor para obter unia
-- ~ ------------- expressão para a taxa na qual calor útil é coletado por uni-
~
~ dade de área do coletor, q;;. Deten11ine o valor de q:;.
Isolamento Receptor, T,
(b) Calcule o auniento de te1nperatura da água, T,.; - T00 , , se a
vazão for de 0,01 kg/s. Ad111ita que o calor específico da água
seja 4179 J/(kg·K).

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34 Capítulo Un1

(c) A eficiência do coletor 17 é definida con10 a razão entre o tivo. E111 cada caso, qual é o mecanis1110 fís ico responsável
calor útil coletado e a taxa na qual a energia solar incide no pelo aqueci111ento do alimento? Qual forno apresenta a 111aior
coletor. Qual é o valor de 17? eficiência na utilização da energia? Por quê? O aqueci111en-
1.71 Considere u111 transistor para n1ontagen1 sobre a superfície de to co111 111icroondas vet11 sendo cogita do para a secage111 de
un1 cicuito integrado cuja te111perattu·a é 111antida a 35ºC. Ar a roupas. Con10 a operação de un1 secador por 111icroondas se
20ºC escoa sobre a superfície superior, de din1ensões 4 n1111 por diferenciaria da operação de un1 secador convencional? Qual
8 n1n1, co111 t1111 coeficiente convectivo de 50 W/(111 2 •K). Três ter- deve tera maior eficiência na utilização da energia e por quê?
minais, cada un1 com seção transversal de 1 111n1por0,25 111n1 e (c) Para evitar o congela111ento da água líquida no interior da
con1prin1ento de 4 111n1, conduze111 calor da cobertura do tran- célula-co111bustível de un1 carro, a água é drenada para un1
sistor para a placa do circuito. O espaço entre a cobertura e a tanque de an11azena111ento no prórpio carro quando ele não
placa é de 0,2 111111. se encontra em uso. (A água é transferida do tanque para a
célula-combustível quando o carro é ligado.) Considere un1
carro co111 célula-con1bustível, que se encontra estacionado
ao ar livre e111 un1a noi te n1u.ito fria, co111 T~ = -20º C. O
Ar
tanque de a1111azena111ento está inicial111ente vazio e a T;.r =
-20 ºC, quando água líquida, a pressão at111osférica e ten1-
peratura T; a = 50º C, é introduzida no tanque. A parede do
'
tanque te111 un1a espessura t, e é coberta por u111 isolan1ento
- - - Placa do circ uito tén11ico co111 espessura f;so· Identifique os processos de trans-
ferência de calor que irão causar o congelan1ento da água.
l Haverá 111odificação na probabilidade de congelai11ento con1
EspaLço
~-----0!,
a 111udança da espessura do isolainento? A probabi !idade de
r -----------"
congelan1ento dependerá da espessura da parede do tanque
e do n1aterial do tanque? Seria o congelai11ento da água 111ais
provável se a tubulação usada para transferir água do tan-
(a) Considerando a cobertura isotén11ica e desprezando a radi-
que e para o ta11que fosse feita de plástico (baixa condutivi-
ação, estin1e a ten1peratura da cobertura quando 150 n1 W são
dade ténnica) ou de aço inoxidável (condutividadde ténni-
dissipados pelo transistor e (i) ai· estagnado ou (ii) un1a pas-
ca n1oderada)? Há un1 forn1ato de tanque óti1110 que n1ini-
ta condutiva preenche o espaço entre a cobertura e a placa
mizaria a probabilidade de a água congelar? O congelainento
do circuito. As condutividades tén11icas dos ten11inais, do
seria 111ais ou n1enos provável se u111a fi na folha de papel
ar e da pasta condutiva são 25; 0,0263eO,12 W/(111·K), res-
alun1ín.io (a lta condutividade tén11ica e baixa en1issividade)
pectiva111ente.
fosse ap licada sobre a superfície externa do isola111ento?
l(b) !Usando a pasta condutiva para preencher o espaço cobertu-
ra-placa, desejan1os deten11inar a tolerância para o aun1ento
da dissipação de calor, sujeitos à restrição de que a ten1pe- Para a célula-combustível
1
ratura da cobertura do transistor não pode exceder os 40ºC. e;:
Tubo de 1
Opções inclue111 o au111ento da velocidade do ar para obter transferência - 1
u111 111aior coeficiente convectivo h e/ou a 111udança do n1a-
terial dos tern1inais para un1 co111 n1aior condutividade tér-
\1
1
1
1
1
-
n1ica. Considerando independente111ente ten11inais fabrica-
dos con1111ateriais com condutividade ténnica de 200 e 400
-
Agua
1
1
T VIZ.

1
W/( n12 ·K), calcule e represente graficamente a dissipação de r, 1
...L.

iii
l isl)
calor 111áxi.1na pennitida para vai·iações do h na faixa de 50 1

< h < 250 W/(1112·K).


h. T~

Identific a ç ã o ele Proc essos


1.72 Ao analisar o de.sen1penho de un1 siste1n a tén11ico, o e ngen hei- (d) Considere un1a fonte de luz encandescente que é constin1í-
ro ten1 que ser capaz de identificar os processos de transferên- da por un1 fila111ento de tungstên io no interior de un1 bulbo
cia de calor relevantes. So1nente então o co1nporta1nento do sis- de vidro onde há un1 gás. Ad111itindo operação ern regin1e
ten1a pode ser devida1nente quantificado. Nos siste111as a seguir, estacionário co111 o filan1ento a u111a ten1peratura de aproxi-
identifique os processos pertinentes, indicando-os con1 setas madan1ente 2900 K, liste todos os processos de transferên-
apropriada1nente identificadas e111 u111 esque111a do siste111a. cia de calor pertinentes para (i) o filainento e (ii) o bulbo de
Responda, ainda, a perguntas adicionais que são feitas no enun- vidro.
ciado do proble111a. (e) Há interesse considerável no desenvolvin1ento de materiais
(a) Identifique os processos de transferência de calor que de- de construção que tenhain boa qualidade de isolan1ento tér-
tern1inan1 a te1nperatura de u1na pavin1entação en1 asfalto mico. O desenvolvi111ento de tais n1ateriais teria con10 efei-
en1 u111 dia de verão. Escreva u1n balanço de energia para a to a n1elhora da conservação de energia ao reduzir as neces-
superfície do pavimento. sidades de aqueci1nento de an1bien tes. Fo i sugerido que
(b) É sabido que a radiação etn rnicroondas é transmitida atra- n1elhores qualidades estruturais e de isolan1ento poderian1
vés de plásticos, vidros e cerân1icas, n1as é absorvida por 1na- ser obtidas pelo uso do dispositivo estruturado mostrado. O
teriais que possuem 111oléculas polares, con10 a água. Molé- dispositivo é constituído por t1111a coh11éia con1 células de
culas de água ex postas á radiação em 111icroondas se ai inhan1 seção transversal quadrada entre duas chapas só lidas. Há a r
e reverten1 o alinharnento co1n a radiação e111 microondas a no interior das células e as chapas, assin1 con10 a 111atriz da
freqüências de até 109 s - 1, causando a geração de calor. coln1éia, são fabricadas con1 plásticos de baixa condutivi-
Con1pare o cozirn ento en1 un1 forno de n1icroondas con1 o dade ténnica. Para a transferência de calor norn1al às c ha-
cozin1ento en1 u111 forno convencional radiante ou convec- pas, identifique todos os processos de transferência de ca-

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l n troduç.ão 35

lor pertinentes para a perforniance do dispositivo. Sugira dro, duas coisas i.rão acontecer à porção não refletida da radi-
fonnas para nielhorar esta pe1forr11ance. ação. O cornponente coni grandes compri1nentos de onda será
absorvido na superfície do nieio, enquanto o co1nponente coni
pequenos coniprinientos de onda será trans1nitido através da
superfície.
(a) O núniero de placas de vidro ern unia janela pode influen-
ciar forteniente a perda de calor de uni quarto aquecido para
a ar a1nbiente exterior. Co1npare as unidades coni dup la pla-
Chapas ca e placa s irnples mostradas através da identificação dos
superfic iais
processos de transferência de calor relevantes e1n cada
caso.

' .-· · , . , , , - ,, , . , , , .. ,, , ,,
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Células "·
_,
, ~'
co1n ar -,-.-
Placa ~ "'·
"... ;
dupla
(f) A j unta de uni tennopar é usada para niedir a te1nperatura -·" ·'
. ~ (

de uma corrente de gás quente escoando eni urn canal atra- Ar Ardo ;.~
", ' .
ambiente quano .,
vés de sua inserção na corrente principal do gás. A superfí- "_,·
' ~'
cie do canal é resfriada de tal fonna que a sua teniperatura é Placa
, '"..-
·-,,.
bern nienor daquela do gás. Identifique os processos de trans- simples
"•' ;
.,
ferência de calor associados à superfície da junta do tenno- -'
,''• .
' ~r

par. Ajunta do termopar estará (e, assirn, rnedir) a tuna tem-


peratura rnenor, igual ou niaior do que a temperatura do gás?
Urna barreira de radiação é tun pequeno tubo, aberto nos dois
lados, que envolve a junta do terniopar rnas perniite a pas-
(b) Eni u1n coletor solar plano típ ico, energia é coletada por
sageni do gás pelo seu interior. Como o uso de tal barreira
urn fluido de trabalho que é circulado através de tubos que
nielhora a exatidão da niedida de ternperatura?
estão eni contato íntirno corn a face posterior da placa ab -
sorvedora. A face posterior é isolada terniicarnente da vi-
zinhança e a placa absorvedora recebe radiação solar na
Lcanal resfriado sua fase anterior, que é tipicaniente coberta por urna ou rnais
Barreira placas transparentes. Identifique os processos de transferên-
Junta do I cia de calor relevantes, ern prinieiro lugar, para a placa ab-
/termopar r
~ ,, sorvedora seni a presença de placa trans parente e depois
para a placa absorvedora com urna placa transparente de
cobertura.
,..... (c) O projeto de coletor de energia solar niostrado adiante foi
usado para aplicações ligadas à agricultura. Ar é insuflado
através de urn longo duto de seção transversal na fonna de
(g) Urna tela de vidro para lareira corn lâniina dupla é coloca- uni triângulo equ ilátero. E1n urn lado do triângulo há unia
da entre o local de queinia da madeira e o interior de unia cobertura semitransparente de dupla carnada, enquanto os
sala. A tela é constituída por duas placas de vidro verticais outros dois lados são construídos corn folhas de aluniínio
separadas por tun espaço através do qual o ar da sala pode pintadas de preto pelo lado de dentro e cobertas por urna
escoar (o espaço é aberto nas parte de cirna e de baixo). carnada de espurna de estireno isolante na parte externa.
Identifique os processos de transferência de calor associa- Durante períodos ensolarados, o ar que entra no sistenia é
dos à tela. aquecido para uso em estufas, em unidade de secagern de
grãos ou eni sisterna de annazenaniento.
Canal de ar

ili Placa de v idro


..
"
"
"•
Cobertura ":": vEspuma de estireno

i de dupla
camada
Placas
..
Ar absorvedoras

Identifique todos os processos de transferência de calor as-


1.73 Ao analisar os problenias a seguir envolvendo a transferên- sociados às placas da cobertura de dupla carnada, à(s)
cia de calor no arnbiente natural (ao ar livre), lernbre que a placa(s) absorvedora(s) e ao ar.
radiação solar é fonnada por cornponentes corn grandes e pe- (d) Coletores solares cor11 tubos a vácuo são capazes de apre-
quenos cornprinientos de onda. Se esta radiação incide sobre sentar rnelhor peifonnance eni relação aos coletores planos.
um meio sernitransparente, conio por exeniplo água ou vi - O seu projeto consiste ern uni tubo interno inserido e1n un1

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36 Capítulo Un1

tubo externo que é transparente à radiação solar. Há vácuo solar. O projeto gerahnente prevê tuna linha desses tubos
na região anular entre os dois tubos. A superfície externa posicionada e1n frente a uni painel refletor. Identifique to-
opaca do tubo inte1110 absorve radiação solar e un1 fluido de dos os processos de transferência de calor relevantes para a
trabalho é passado através deste tubo para coletar a energia peifonnance deste di sposi tivo.

Radiação
solar 11111
TuboscomfY
vácuos "0 ©©©o
Painel
refletor
Fluido de
trabalho

- Tubo externo
transparente

Tubo
Vácuo interno

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Introdução à
Condução

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38 Capítulo Dois

embre-se de que a condução se refere ao transporte de energia em um rneio devido a un1 gradiente
de temperatura e o 1necanisrno físico é a atividade atôrnica ou molecular aleatória. No Capítulo 1, apren-
demos que a transferência de calor por condução é governada pela lei de Fourier e que o uso desta lei
para determinar o fluxo térrnico depende do conhecimento da forn1a na qual a temperatura varia no
meio (a distribuição de ternperaturas). Inicialmente, restringin1os nossa atenção a condições sirnplifi-
cadas (condução unidirnensional e em regilne estacionário en1 uma parede plana) nas quais a distribui-
ção de temperaturas é facilrnente deduzida, sendo linear. Contudo, a lei de Fourier pode ser aplicada à
condução transiente e multidimensional em geometrias con1plexas, nas quais a natureza da distribui-
ção de ten1peraturas não é evidente.
Os objetivos deste capítulo são dois. Primeiramente, desejrunos desenvolver um entendirnento 1nais
profundo da lei de Fourier. Quais são suas origens? Que fonna ela tem ern diferentes geo1netrias? Co1no
sua constante de proporcionalidade (a condutividade térmica) depende da natureza física do rneio? Nosso
segundo objetivo é desenvolver, a partir de princípios básicos, a equação geral, charnada de equação
do calor, que governa a distribuição de temperaturas em u1n rneio. É a solução dessa equação que for-
nece o conhecitnento da distribuição de te1nperaturas, que pode ser, então, usada com a lei de Fourier
para detenninar o fluxo térmico.

2.1
A Equação d a Taxa da Co11.d ução

Ernbora a equação da taxa da condução, lei de Fourier, tenha sido Ao rnudarmos o material (por exemplo, de um metal para um plás-
apresentada na Seção 1.2, este é o mon1ento apropriado para anali- tico), observaríamos que a proporcionalidade antetior pern1anece
sarmos a sua origen1. A lei de Fourier é fenomenológica, isto é , ela válida. Contudo, tarnbérn constataríamos que, para valores idênti-
foi desenvolvida a partir de fenôrnenos observados ao invés de ter cos de A, ô.x, e t:..T, o valor de q, seria menor para o plástico do que
sido derivada a partir de princípios funda1nentais. Por esse motivo, para o 1netal. Isso sugere que a proporcionalidade pode ser con-
vemos a equação da taxa como un1a generalização baseada ern uma vertida e1n uma igualdade pela introdução de um coeficiente que
vasta evidência experin1ental. Por exen1plo, considere o experimento é urna rnedida do cornporta1nento do material. Assi1n, escreve1nos
de condução de calor, ern regirne estacionário, rnostrado na Figura
2 .1. Um bastão cilíndrico de n1aterial conhecido tem a sua superfí- q, -- kA t:..T
Ô.X
cie lateral isolada ter111icarnente, enquanto as duas faces restantes
são mantidas a diferentes te1nperaturas, com T 1 > T2• A diferença onde k, a condutividade térmica (W/(1n·K)) , é tuna i1nportante
de temperaturas causa transferência de calor por condução no sen- propriedade do material. Levando a expressão anterior ao lin1i-
tido positivo do eixo x. Sornos capazes de rnedir a taxa de transfe- te quando .Ó...1: ~ O, obternos para a taxa de transferência de calor
rência de calor q, e buscarnos determinar como q, depende das
seguintes variáveis: ô.T, a diferença de ternperaturas; Ô.X, o corn-
_ - kA dT
primento do bastão; e A, a área da seção transversal do bastão.
Podemos imaginar que, in.icialmente, os valores de ô.Te Ô.X
ª·•- dx (2.1)

sejarn mantidos constantes, enquanto o valor de A varia. Ao fa-


ou para o fluxo de calor (fluxo ténnico)
zermos isso, verificarnos que q, é diretamente proporcional a A.
Analogamente, 1nantendo t:..T e A constantes, observamos que q,.
varia inversarnente co111 Ô.X. Finaln1ente, rnantendo A e Ô.X cons-
q,." = q,.
A
= - kdT
· dx (2.2)
tantes, temos que qx é diretamente proporcional à t:..T. O efeito
conjunto é, então,
Le111bre-se de que o sinal de 1nenos é necessário porque o calor
é sen1pre transferido no sentido da dirninuição das te1nperaturas.
A lei de Fourier, como escrita na Equação 2.2, irnplica que o
fluxo térn1ico é uma grandeza direcional. Em particular, a dire-
ção de q; é norm.al à área da seção transversal A. Ou, de uma
forn1a rnais geral, a direção do escoamento de calor será sernpre
norrnal a uma superfície de temperatura constante, charnada de
superfície isotérmica. A Figura 2.2 ilustra o sentido do fluxo

~1-~~~-~r~~~~:
cf:
térn1ico em uma parede plana na qual o gradiente de tenipe-
ratura dT!dx é negativo. A partir da Equação 2 .2, conclui-se que
l-•x
q'.; é positivo. Note que as superfícies isotérmicas são planos
FIGUR.\ 2.1 Experi1nento de condução ténnica e111 regi1ne estacionário. normais à direção do eixo x.

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I ntrodução à Condução 39

T{,t) qy·_______ qlt..


1
1
1
1
""-----•'
q;
li
lsoterma )
' L
X

F1 CURA 2. 3 O vetor fluxo tén11ico nonnal a u111a isoten11a e111 u1n siste-
111a de coordenadas bidi111ensional.
Flcc 11A 2. 2 A relação e ntre o s iste1na de coordenadas, o sentido do
escoa111ento de calor e o gradiente de ten1peratura en1 un1a di1nensão.
onde, a partir da equação 2.3, tem-se que

Reconhecendo que o fluxo ténnico é uma grandeza vetorial,


podemos escrever um enunciado n1ais geral para a equação da
taxa da condução (lei de Fourier) da seguinte forma: 11 _ - kaT (2.6)
qy - âv
,

q" = - k\!I'=-k (i ar +1· ar + k


ax ay J;:,
ar) (2.3) Cada uma dessas expressões relaciona o fluxo térmico através
de uma superfície ao gradiente de temperatura e1n un1a direção
perpendicular à superfície. T ambém está i1nplícito na Equação
onde 'iJ é o operador "grad" tridimensional e T(x, y, z) é o catnpo 2.3 que o 1neio através do qual a condução ocorre é isotrópico.
escalar de temperaturas. Está ilnplícito na Equação 2 .3 que o vetor E1n tal n1eio, o valor da condutividade térmica é independente
fluxo ténnico encontra-se e1n uma direção perpendicular às su- da direção da coordenada.
perfícies isotérmicas. Conseqüentemente, un1a fonna alternati- A lei de Fourier é a pedra fundam.ental da transferência de
va da lei de Fourier é calor por condução e suas características principais são resu -
midas a seguir. Ela não é uma expressão que possa ser deri-
(2.4) vada a partir de princípios fundamentais; ao contrário, ela é
un1a generalização baseada em evidências experin1entais. Ela
onde e/,'. é o fluxo ténnico e1n uma direção n, que é norn1aJ a uma
é uma expressão que define u1na importante propriedade dos
isoterrna, co1no 1nostrado para o caso bidi1nensional na Figura
1nateriais, a condutividade térmica. Alé1n d isso, a lei de Fourier
2 .3 . A transferência de calor é mantida pelo gradiente de tempe-
é u1na expressão vetori al , indicando que o fluxo térm ico é nor-
ratura ao longo de n. Observe tan1bé1n que o vetor fluxo térmico
mal a un1a isoterma e no sentido da diminuição das tempera-
pode ser decotnposto e1n componentes, de tal fonna que, e1n
turas. Finaln1ente, note que a lei de Fourier se aplica a toda
coordenadas cartesianas, a expressão geral para</' é
matéria, independenternente do seu estado físico (sólido, lí-
q,, -_ iq_
. ", + ]qy
· ·" + k qzli (2.5) quido ou gás).

2.2
A s Proprie d ades T é n1iic as da Maté ria

Para usar a lei de Fourier, a condutividade ténnica do n1aterial Definições similares são associadas às condutividades térmicas
deve ser conhecida. Essa propriedade, que é classificada con10 nas direções y e z (k.v, k), poré1n para um 1naterial isotrópico a
u1na propriedade de transporte, fornece un1a indicação da taxa condutividade ténnica é independente da direção de transferên-
na quaJ a energia é transferida pelo processo de difusão. Ela de- cia, kx = k.v = k, = k.
pende da estrutura física da 1natéria, atôrnica e molecular, que Da equação anterior tem-se que, para un1 dado gradiente de
está relacionada ao estado da rnatéria. Nesta seção, analisaremos temperatura, o fluxo ténnico por condução aumenta com o au-
várias formas da 1natéria, identificando aspectos irnportantes dos 1nento da condutividade ténnica. Em geral, a condutividade tér-
seus co1nporta1nentos e apresentando valores típicos desta pro- mica de u1n sóEdo é rnaior do que a de um líquido, que, por sua
priedade. vez, é maior do que a de um gás. Conforme ilustrado na Figura
2.4, a condutividade ténnica de un1 sólido pode ser rnais do que
quatro ordens de grandeza superior à de um gás. Essa tendência
2.2.l Co11dutiviclade Tér1nica se deve, e111 grande parte, à diferença no espaça1nento intermo-
A partir da lei de Fourier, Equação 2.6, a condutividade térmica lecular nos dois estados.
associada à condução na direção x é definida como
O Estltdo Sólido Na visão moderna dos rnateriais, u1n sólido
ª··
li
pode ser co1nposto por e létrons livres e átomos ligados em u1n
kx = - (aT/ax) arranjo periódico chamado de [aftice. Conseqüentemente, o trans-

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40 Capítulo Dois

Zinco Prata 500


META IS PUROS 400 Prata
Níquel Alumínio Cobre
300
LIGAS ............ Ouro
Plásticos Gelo óxidos ~Alumínio
200
SÓLIDOS NÃO· METÁLICOS liga 20 24
de alumfnio
Espumas Fibras
Tungstênio
SISTEMAS ISOLANTES
100
Óleos Agua Mercúrio
~

Dióxido de LÍQUIDOS
~
latina
carbono Hidrogênio "'E
50
GASES ""'
;;i::
~

"'
,!,1
E~

1l Aço inoxidável,
0.01 0.1 1 10 100 1000 (j)
20
Condutividade térmica [W/(m·K)) .,
'O AISI 304

F1cu11A 2.+ Faixas da condutividade ténnica de vários estados da n1a-


téria a te111peraturas e pressões nonnais.
-""
.:12;;:
'O
o
10
0

si-~---
porte de energia ténnica pode ser devido a dois efeitos: migra- Zircônioo...........,_ _ __
estabilizado
ção de e létrons li vres e ondas vibracionais no lattice. Quando
com ltrio
visto como um fenô1neno de partículas, os quanta da vibração 2
do lattice são cha1nados de fônons. E1n 1netais puros, a contri-
buição dos elétrons para a transferência de calor por condução
predomina, enquanto em não-condutores e setnicondutores a 300 500 1000 2000 4000
contribuição dos fônons é do1ninante. Temperal ura ( K)
A teoria cinética fornece a expressão a seguir para a conduti-
FIGURA 2.5 A dependência con1 a te111peratura da condutividade tér-
vidade térmica [ 1 ] : rnica de sólidos selecionados.

(2.7)
Na realidade, para sólidos cristaJinos não-1netálicos, tais co1no
o diamante e o óxido de berílio, k1 podem ser bastante grandes,
Para 1nateriais condutores como os metais, C = C, é o calores- excedendo valores de k associados a bons condutores, corno o
pecífico do elétron por unidade de volume, e é a velocidade média alurnínio.
do elétron e Àipm = A, é o livre percurso médio do elétron, que é A dependência de k com a temperatura é mostrada na Figura
definido con10 a distância 1nédia percorrida por um elétron an- 2.5 para sólidos 1netálicos e não-metálicos representativos. Va-
tes de colidir con1 uma imperfeição no rnaterial ou com urn fônon. lores de n1ateriais selecionados, de in1portância técnica, também
E1n sólidos não-condutores, C = C1 é o calor específico do fônon, são fornecidos na Tabela A.1 (sólidos metálicos) e nas T abelas
e é a velocidade n1édia do som e Àipm = A1 é o livre percurso médio A.2 e A .3 (sólidos não-n1etálicos). Análises n1ais detalhadas da
do fônon , que novrunente é detern1inado por colisões co1n i1n- condutividade térmica estão disponíveis na literatura [2].
perfeições ou outros fônons. E1n todos os casos, a condutivi-
dade térmica aumenta na medida em que o livre percurso mé- O Estado Sólido: Efeitos Escalas Micro e 1Va110 Nae111
dio dos transportadores de energia (elétrons ou fônons) é au- discussão anterior, a condutividade ténnica global é descrita e
mentado. os respectivos valores, listados nas Tabelas A. I a A.3, são apro-
Quando elétrons e fônons transporta1n energia ténnica levando priados para o uso quando as di1uensões físicas do 1naterial de
à transferência de calor por condução em um sólido, a conduti- interesse são relativarnente grandes. Este é o caso em muitos pro-
vidade ténnica k pode ser representada por blemas tradicionais de engenh aria. Entretanto, e1n aJgun1as áre-
as da tecnologia, co1no a tnicroeletrônica, as dimensões caracte-
(2.8)
rísticas dos materiais podem ser da orden1 de 111.icrômetros ou
En1 u1na primeira aproxin1ação, k, é inversa1nente proporcional nanô1netros. Nesses casos, deve-se to1nar cuidado para levar e1n
à resistividade elétrica, p, . Para 1netais puros, que possue1n u1n conta as possíveis 1nodificações em k que podem ocorrer na
valor baixo de p, , k, é 1nuito 1uaior do que~' Ao contrário, para medida em que as dimensões físicas ficam pequenas.
ligas, que possuem un1 valor de p, substancialmente mais eleva- Seções transversais de filnies do 1nes1no material que possu-
do, a contribuição de k1 para k passa a não ser n1ais desprezível. en1 espessuras L 1 e Li são mostradas na Figura 2 .6. Elétrons ou
Para sólidos não-1netálicos, k é detenninada principalmente por fônons que estão associados à condução de energia ténnica são
k1, que aumenta na 1nedida em que a freqüência das interações também 1nostrados qualitativamente. Note que as fronteiras fí-
entre os áto1nos e o lattice diminue1n. A regularidade do ruTanjo sicas do fi!tne agem no espalhan-zento dos transportadores de
do lattice tern u1n efeito i1nportante em k1, con1 1nateriais crista- energia e no redirecionamento de sua propagação. Para grandes
linos (bem-ordenados), como o quartzo, possuindo uma condu- L/A1pm (Figura 2 .6a), o efeito das fronteiras na redução do co1n-
tividade ténn ica 1naior do que materiais amorfos, como o vidro. priJnento médio da trajetória do transportador de energia é 1ne-

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Introdução à Condução 41

(a) (b)

F1 Gt: RA 2. 6 Trajetórias de elétrons e fônons con1 efeitos de fronteiras en1 (a) uni filn1e relativa1nente espesso e (b) un1 filn1e relativa111e nte fino.

nor e a transferência de calor por condução ocorre con10 descri- no rnaterial final e, na perspectiva da transferência de calor, há
to de forma global nos materiais. Contudo, na medida e1n que o um aumento significativo do espalharnento e da reflexão dos
ftlrne se torna mais fino, as fronteiras físicas do rnaterial podern transportadores de energia nas fronteiras dos grãos.
dinlinuir a distância rnédia líquida percorrida pelos transporta- Valores rned idos da condutividade ténnica de um material
dores de energia, co1110 mostrado na Figura 2.6b. Alé1n disso, nanoestruturado de zircônio estabilizado com ítrio são 1nostra-
elétrons e fônons que se movimenta111 na dilninuta direção y (re- dos na Figura 2.7. Esta cerârnica pruticular é largamente usada
presentando a condução na direção y) são afetados pelas frontei- co1n objetivos de isolamento ténnico em dispositivos de corn-
ras de uma forma mais significativa do que os transportadores bustão a alta te1nperatura, como rnotores de turbina a gás. A con-
de energia que se inovem na direção x. Desta forma, para fibnes dução é don1inada pela transferência de fônons e o livre percur-
caracterizados por pequenos U Àipm• ten1os que k,, < k" < k, onde so 1nédio dos transportadores de energia na forma de fônons é , a
k é a condutividade ténnica global do material do fil1ne. partir da Tabela 2 .1, Àipm = 25 nrn a 300 K. Na medida em que o
Para UÀipm > 1, valores para kx e ky pode111 ser estin1ados co1n tan1anho dos grãos é reduzido para dimensões características
20% de precisão a partir das seguintes expressões[!]: 1nenores do que 25 nn1 (e mais fronteiras de grãos são introduzi-
das no rnaterial por unidade de volutne), ocorre uma significati-
k ,lk = l - 2A 1pm/(37iL) (2.9a)
va redução da condutividade térrnica. A extrapolação dos resul -
k ylk = l - A1rm /(3L) (2.9b) tados da Figura 2.7 para temperaturas rnaiores não é recomen-
dada, pois o livre percurso médio diminui com o au1nento da
As Equações 2.9a,b revelatn que os valores de kx e ky se afasta1n
no máxirno aproximadan1ente 5 % da condutividade térmica glo- ternperatura (Àipm = 4 nm para T = 1525 K) e grãos do rnaterial
podem coalescer, se unir e aun1entar a temperaturas elevadas.
bal se UA 1pm > 7 (para ky) e UA 1pm > 4,5 (para k_,). Valores do
livre percurso 1nédio, assin1 como da espessura de filme crítica, Conseqüentemente, UÀipm se torna maior ern altas temperaturas
e a redução de k devido aos efeitos ern nanoescala é rnenos pro-
L crit• abaixo da qual os efeitos de rnicroescala tê1n que ser consi-
derados, são incluídos na Tabela 2.1 para alguns 1nateriais a T = nunciada.
300 K. Para filmes com Àipm < L < L crit• kx e k, são detenninados
a partir dos valores globais corno indicado nas Equações 2.9a, b. O Estaclo Fluido O estado fluido inclui tanto líquidos quanto
Não há regras gerais para prever valores das condutividades tér- gases. Como o espaçarnento intermolecular é 1nuito maior e o
1nicas para UÀipm < 1. Note que, em sólidos, os valores de Àipm movimento das moléculas é mais aleatório para o estado fluido
dirninuen1 na medida en1 que a ten1peratura aumenta. ern relação ao estado sólido, o transporte de energia térrnica é
En1 ad ição ao espalha1nento a partir das fronteiras físicas , 1nenos efetivo. Conseqüenternente, a condutividade ténnica de
como no caso da Figura 2.6b, os transportadores de energia po- gases e de líquidos é geralrnente rnenor do que a de sólidos.
dem ser redirecionados por dopantes quírnicos impregnados no O efeito da temperatura, da pressão e das espécies químicas
1naterial ou pelas fronteiras dos grãos, que separa1n clusters in- presentes na condutividade térrnica de un1 gás pode ser explica-
dividuais do material ern outro 1nodo de rnatéria hotnogênea. do pela teoria cinética dos gases [5]. Desta teoria sabe-se que
Materiais nanoestruturados são qui111ican1ente idênticos aos seus a condutividade térmica é diretan1ente proporcional à densi -
correspondentes na forma convencional, porém são processados dade do gás, à velocidade 1nolecular média e e ao livre per-
terrnicrunente para fornecer tan1anhos de grãos muito pequenos curso 1nédio Àipm• que é a distância média percorrida por un1

TABELA 2.1 L ivr e p e r curso médio e esp essura de fil111e crític a


para vários mate i·iais a T = 300 K{3,4]
Material À ipm (nm) Lcru,, (nm) Lcrus (nm)
Arsenito de gál io 23 160 100
Dian1ante(Ila) 315 2200 1400
Dióxido de silício 0,6 4 3
Ouro 31 220 140
'
Oxido de alun1ínio 5,08 36 22
Silício 43 290 180
Zircôn.io estabilizado com ítrio 25 170 110

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42 Capítulo Dois

Hidrogênio
L = 98nm Jf.t = 2.018

2 L = 55nm Hélio 4,003


L = 32 nm

l= 23 nm

l = 10 nm
..
.!.!
§
~
<1>
'O
~
0,5 ·"-"
'O Água
A1pr1 (T = 300 K) = 25 nm 5 0. 1
(_)
(vapor d'água, latm)
18.02

100 200 300 400 500


Dióxido de
Temperatura (K)
carbono
44,0 1
FICUR.\ 2. 7 Condutividades térn1icas niedidas do zircônio estabiliza- Freon 12
do con1 ítrio con10 unia função da ten1peratura e do tainanho 1nédio dos 120,9
grãos (3).
200 40 0 600 800 1000
Temperatura ( K)

FIGURA 2.8 A dependência con1 a ten1peratura da condutividade tér-


transportador de energia (u1na molécula) antes de experi 1nentar uma rnica de gases selecionados a pressões normais. Massas moleculares (JfA..)
colisão. dos gases tan1bé1n são n1ostradas.

(2.10) Metais líquidos são freqüente1nente utilizados em aplicações


com elevados fluxos ténnicos, tais como as que existe1n em usi-
nas nucleares de potência. A condutividade ténnica desses líqui-
Uma vez que e aumenta com o aun1ento da te1nperatura e com a
dos é dada na Tabela A.7. Observe que os valores são muito
dim.inuição da massa molecular, a condutividade ténnica de um
rnaiores do que aqueles dos líquidos não-metálicos [7].
gás au1nenta com a elevação da ternperatura e com a dinúnuição
da rnassa molecular. Essas tendências são 1nostradas na Figura
2.8. Contudo, como p e Àipm são direta e inversamente proporci-
onais à pressão do gás, respectivamente, a condutividade térn1i-
ca é independente da pressão, à exceção de casos extrernos corno,
por exemplo, quando as condições se aproximam daquelas do Água
vácuo perfeito. Conseqüentemente, a hipótese de que k é inde-
pendente da pressão do gás para grandes volumes de gás é apro-
0,6
priada para as faixas de pressão de interesse neste texto. Dessa ~
~

forma, embora os valores de k apresentados na Tabela A.4 se ::.::


refi.ran1 à pressão atn1osférica ou à pressão de saturação corres-
pondente à temperatura dada, eles podem ser usados em uma
-.,
E
~

?!;:
~

-~
faixa ampla de pressões.
As condições rnoleculares associadas ao estado líquido são
E
~- 0.4

rnais difíceis de sere1n descritas e os 1necanis1nos físicos en-


.,
<V
'O
:g
volvidos na explicação da condutividade ténnica não são be1n
entendidos[6] . A condutividade térm.ica de líquidos não-1netá-
-"'
.C!:
'O
o
e:
Glicerina

(.)
licos geraln1ente dim.inui com o aumento da temperatura. Como
0,2
n1ostrado na Figura 2 .9, água, glicerina e óleo de motor são no-
t.1veis exceções. A condutividade térn1ica de líquidos normalJnen- Óleo de
te não varia com a pressão, exceto nas proxinúdades do ponto motor
crítico. Também é geralmente verdade que a condutividade tér- Freon 12

mica di1ninui con1 o aumento da 1uassa rnolecu lar. Valores da


condutividade térnúca são freqüente1nente tabelados em fun- ~ºº 300 400
Temperatura ( K)
500
ção da temperatura para o estado saturado do líquido. As T a-
belas A.5 e A.6 apresenta1n esses dados para vários líquidos de F1cu11A 2. 9 A de pendência con1 a te111peratura da condutividade tér-
uso comu1n. n1ica de líquidos não-111etálicos selecionados sob condições saturadas.

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I n trodução à Condução 43

O Estado Flu,i do: Efeitos eu1 Escalas iWicro e Nano Tabela A.3. Infonnações básicas adicionais e dados estão
Co1no no estado sólido, a condutividade térmica global pode ser disponíveis na literatura [8, 9].
modificada na 1nedida em que as dimensões características do Corno ern filrues finos, efeitos de ruicro e nanoescala pode1n
siste1na se tornam pequenas, e1n particular para valores peque- influenciar a condutividade térmica efetiva de 1nateriais isolan-
nos de U Àipm' Assi1n co1no na situação 1nostrada na Figura 2.6b, tes. O valor de k para um aerogel de sílica nanoestruturada, que
o livre percurso rnédio das 1noléculas se torna restrito quando o é composto por aproximada1nente 5% em volume de 1naterial
fluido é, por exemplo, contido e1u um reservatório de pequena sólido e 95% em volume de ar retido no interior de poros de L =
dirnensão física , 20nm,é1nostrado na Figura 2.10. Note que a T = 300 K, o Evre
percurso médio do ar na pressão atrnosférica é aproxiruadamen-
Sistenws de Isola11ie11to Isolantes ténnicos são constituí- te 80 nm. Na medida em que a pressão é reduzida, o À ipm cresce-
dos por 1nateriais de baixa condutividade ténnica co1nbinados ria para tlln gás não-confinado, mas o rnovimento rnolecular do
para obter uma condutividade térmica do sisterna ainda menor. ar retido está restrito pelas paredes dos pequenos poros e k é redu-
zido a valores extre1nan1ente baixos em relação às condutividades
Nos isolantes tradicionais do tipo fibras, pós, ouflocos, o mate-
ténnicas de materiais convencionais 1nostrados na Figura 2.4.
rial sólido encontra-se finamente disperso em um espaço con-
tendo ar. Tais siste1nas são caracterizados por u1ua condutivida-
de térmica efetiva, que depende da condutividade ténnica e das 2.2.2 Outras Propriedades Relevai1tes
propriedades rad iantes da superfície do 1naterial sólido, be1n E1n nossa análise de problen1as da transferência de calor, será
como da natureza e da fração volumétrica de ar ou espaços vazi- necessário o uso de várias propriedades da 1natéria. Essas pro-
os. Urn irnportante parâ1netro do sistema é a sua densidade apa- priedades são geraln1ente conhecidas por propriedades
rente (rnassa do sólido/volume total), que depende fortemente da tennofísicas e incluem duas categorias distintas: as proprieda-
fonna na qual o 1naterial está en1pacotado. des de transporte e as propriedades term,odinâmicas. As propri-
Se pequenos espaços são formados pela ligação ou fundição edades de transporte incluern os coeficientes das taxas de difu-
de porções do rnaterial sólido, urna 1natriz rígida é criada. Quan- são, como k, a condutividade térmica (para a transferência de
do não há ligação entre esses espaços, o sistema é conhecido calor), e v, a viscosidade cinemática (para a transferência de
como um isolante celular. Exemplos de tais isolantes rígidos são mo1nento), As propriedades tennodinâ1nicas, por outro lado,
sisternas de espum,as, particularn1ente aqueles feitos com n1ate- dizem respeito ao estado de equilíbrio de u1n sistema. A densi-
riais plásticos ou vítreos. Isolantes refletivas são co1npostos por dade (p) e o calor específico (cP) são duas dessas propriedades
múltiplas e paralelas camadas de folhas finas ou lâ1ninas de alta muito usadas na análise tennodinâmica. O produto pcP(J/(1n 3, K)),
refletividade, que são espaçadas entre si de modo a refletir a comun1ente chamado de capacidade calorífica volumétrica, mede
energia radiante de volta à sua origem. O espaça1uento entre as a capacidade de um 1naterial de annazenar energia térmica. Un1a
folhas é projetado de n1odo a restringir o movimento do ar e, e1n vez que substâncias que possuen1 densidade elevada são tipica-
isolantes de alta peiforniance, há vácuo nesse espaço. Em todos mente caracterizadas por calores específicos co1n valores peque-
os tipos de isolantes, vácuo nos espaços vazios irnplica na redu- nos, muitos sólidos e líquidos, que são considerados 1ueios bons
ção, da condutividade ténnica efetiva do sistema. para o arn1azena1nento de energia, possuen1 capacidades
E in1porta11te reconhecer que a transferência de calor através caloríficas cornparáveis (pcP> 1 MJ/(m 3·K)). Entretanto, devi-
de qualquer un1 desses sistemas de isolarnento pode incluir vári- do às suas muito baixas densidades, os gases são n1uito pouco
os 1nodos: condução através dos 1nateriais sólidos; condução ou adequados para o armazenamento de energia térm.ica (pcP = 1
convecção através do ar nos espaços vazios e troca radiante en- kJ/(m3·K)). Os valores da densidade e do calor específico para
tre superfícies da matriz sóEda. A condutividade térmica efetiva uma grande variedade de sólidos, líquidos e gases são forneci-
leva em consideração todos esses processos e valores para alguns dos nas tabelas do Apêndice A.
sisten1as de isolan1ento selecionados que estão resurnidos na Em análises da transferência de calor, a razão entre a condu-
tividade ténnica e a capacidade calorífica volurnétrica é u1na
importante propriedade chamada difusividade tér1nica a , que
possui como unidades de 1112/s:
-t 0.012 a =k-
pcP
~
-;; 0,01 Ela 1nede a capacidade do 1naterial de conduzir energia térmica
-
,;,:
<V
Q; 0,008
ro
em relação à sua capacidade de armazená-la. Materiais com ele-
vados a responderão rapidamente a 1nudanças nas condições tér-
,g
E
-
~

~
Q)
'U
0,006

0.004
1nicas a eles itnpostas, enquanto 1nateriais co1n reduzidos ares-
ponderão rnais lentarnente, levando rnais te1npo para atingir uma
nova condição de equilíbrio.
,;,:
=; A precisão dos cálculos de engenharia depende da exatidão
;;;! 0,002
o com que são conhecidos os valores das propriedades tern1ofísicas
u
O '--~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-' [11-13] , Poderia1n ser citados numerosos exen1plos de defeitos
io-3 i o-2 io-1 lOº ern equiprunentos e no projeto de processos, ou então de não-
Pressão (atrn)
atendimento de especificações de peifonnance, que poderirun ser
F1 CU RA 2.1 OCondutividade térn1ica 1nedida de aerogel de sílica dopado atribuídos a infonnações erradas associadas à seleção de valo-
con1 carbono con10 urna função da pressão a T""' 300 K (10]. res de propriedades-chaves utilizados na análise inicial do siste-

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44 Capítulo Dois

rna. A seleção de dados confiáveis para as propriedades é uma propriedades terrnofísicas poden1 ser obtidos a partir da Referên-
parte importante ern qualquer análise criteriosa e1n engenharia. cia 14. Essa referência, disponível na maioria das bibliotecas
O uso ocasional de dados que não forarn bern caracterizados ou institucionais, foi preparada pelo Centro de Pesquisas de Propri-
avaliados, corno podern ser achados e1n algurnas literaturas e ern edades Termofísicas (Thermophysical Properties Research
manuais, deve ser evitado. Valores recomendados para muitas Center - TPRC), na Universidade de Purdue.

LXEJWPLO 2.1
A difusividade térmica a é a propriedade de transporte que con- T abela A.2, carbeto de silício ( 1000 K):
trola urn processo de transferência de calor por condução em
regime transiente. U sando os valores apropriados de k, p e cP, p = 3160kg/m3 a300K
cp= 1195Jl(kg·K) alOOOK a. = 87\V/(ln·K)
disponíveis no Apêndice A, calcule a para os seguintes materi-
k = 87W/(m·K) a lOOOK 3160kg/m3 X1195 J/(kg· K)
ais nas ten1peraturas indicadas: alumínio puro, 300 e 700 K;
carbeto de silício, 1.000 K; parafina, 300 K.
<J
SOLUÇÃO Tabela A.3, parafina (300 K):

p = 900 kg/111 3
D a d os: Definição da difusividade térmica a. _ k _ 0,24 W/(m·K)
CP = 2890 J/(kg ·K) a -------~-~-~--

pcP 900kg/m3 X 2890J/(kg ·K)


k = 0,24W/(1n·K)
A clinr: Valores nurnéricos de a para materiais especificados em
te1nperaturas definidas.

P roprie d n d es: Tabela A.1 , alumínio puro (300 K): C o111e 11tários:

3
1. Observe a dependência das propriedades tennofísicas do alu-
p = 2702 kg/m núnio e do carbeto de silício em relação à te111peratura. Por
CP = 903 .T /(kg·K) a. = -'!:_ = 237W/(m·K)
exen1plo, para o carbeto de silício, a( 1000 K) = O, l X a(300
P Cp 2702kg/m3 X 903J/(kg · K)
k = 237W/(m·K) K); logo, as propriedades desse material apresentam uma
grande dependência da temperatura.
= 97,l x io-6 m2/s <l 2. A interpretação física de a é que ela fornece uma tnedida
Tabela A. l , alumínio puro (700 K): do transporte de calor (k) e111 relação ao armazenamento de
energia (pcP). E1n geral, os sólidos 1netálicos possuem ele-
p = 2702 kg/m3 a300K vados a, enquanto os não-n1etálicos (por exen1plo, a parafi-
Cp = 1090J/(kg·K) a 700 K (por interpolação linear) na) possuem valores de a nlais baixos.
3. A interpolação linear dos valores das propriedades é e1n geral
k = 225W/(m·K) a 700 K (por interpolação linear)
aceitável nos cálculos de engenharia.
D onde 4. O uso de densidades obtidas a urna temperatura baixa (300
K) em cálculos que envolvem tetnperaturas mais elevadas
a = _!_ = 225W/(m·K) = 76X 10- 61n2/s <l ignora os efeitos da expansão térmica, nlas tambérn é acei-
3
pcP 2702kg/m X1090J/(kg·K) tável para cálculos de engenharia.

2.3
A Equação da Difusão de Calor (Difusão Ténn.ica)

Um dos objetivos principais da análise da condução de calor é ser determinado através da lei de Fourier. Outras importantes
determinar o carnpo de temperaturas ern um meio resu ltante das grandezas de interesse podem tambérn ser detern1inadas. Para urn
condições irnpostas e1n suas fronteiras. Ou seja, deseja1nos co- sólido, o conhecimento da distribuição de temperaturas pode ser
nhecer a distribuição de temperaturas, que representa co1no a usado para verificar a sua integridade estrutural através da de-
te1nperatura varia co1n a posição no meio. Urna vez conhecida tenninação de tensões, expansões e deflexões ténnicas. A dis-
essa distribuição, o fluxo de calor por condução (fluxo térmico tribuição de te1nperaturas tambétn pode ser usada para otimizar
condutivo) e1n qualquer ponto do rneio ou na sua superfície pode a espessura de urn material isolante ou para determinar a com-

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Introdução à Condução 45

1\x. y, z) -~

q, + dy
,---- ---..Í.--~
11 I I I
-.
I / /
I I / / li
I I / /
1 / / I
I
r--T--------~
:
1: dz
Ég : : 1
q,.-----;,. E' 1 1 1
1 acu 1 1
1 1 1
1 ------L--...J i
1 I I
I 1 I
: ,'
1/

1
1
1/
1'1
.. - - - - - ----" dy

~d· V
q,

FiGLlRA 2.11 Volun1e de controle diferencial, dx dy dz, para análise da condução e1n coordenadas cartesianas.

patibilidade entre revestin1entos especiais ou adesivos usados igual ao valor desse co1nponente em x sornado à quantidade pela
com o 1uaterial. qual ele va1ia corn x 1nultiplicada por dx.
Agora consideramos a fonna pela qual a distribuição de tem- No interior do n1eio pode haver, tambén1, um tenno de fonte
peraturas pode ser detenuinada. O procedimento segue a meto- de energia associado à taxa de geração de energia ténuica. Esse
dologia, descrita na Seção 1.3 .3, de aplicação da ex.i gência de termo é representado corno
conservação da energia. Neste caso, define-se u1n volume de
controle diferencial, identificrun-se os processos de transferên- E8 = qdxdy dz (2.12)
cia de energia relevantes e substituem-se as equações das taxas onde q é a taxa na qual a energia é gerada por unidade de volu-
de transferência de calor apropriadas. O resultado é un1a equa- 1ne do 1neio (W/m 3) . Alé1n disso, tarnbérn pode1n ocorrer vari-
ção diferencial cuja solução, pru·a condições de contorno especi- ações na quantidade de energia interna térrnica armazenada pela
ficadas, fornece a distribu ição de te1nperaturas no 1neio. matéria no interior do volu1ne de controle. Na ausência de rnu-
Considere um 1neio homogêneo no interior do qual não há dança de fase, os efeitos da energia latente não são pertinentes,
movimento macroscópico (advecção) e a distribuição de tempe- e o tern10 referente ao acúrnulo de energia pode ser escrito
raturas T(x ,y,z) está representada em coordenadas cartesianas. corno
Seguindo a 1netodologia de aplicar a exigência de conservação
da energia (Seção 1.3.3), inicial1nente definirnos urn volume de Éacu = PCp ~~ dx dy dz (2.13)
controle infinitesi1naln1ente pequeno (diferencial), dx·dy·dz, con-
forme mostrado na Figura 2 .11 . Optando por formular a prirnei- onde pcPiJT!iJt é a taxa de variação com o ternpo da energia sen-
sível (térmica) do meio, por unidade de volurne.
ra lei para um dado instante do ten1po, a segunda etapa consiste . .
e1n identificar os processos energéticos que são relevantes para Mais uma vez, é irnportante notar que os termos Ec e E acu re-
presentam processos físicos diferentes. O tenno referente à ge-
esse volun1e de controle. Se há gradientes de temperatura, irá .
ocorrer transferência de calor por condução através de cada uma ração de energia E8 é a manifestação de algu1n processo de con-
das superfícies de controle. As taxas de transferência de calor por versão de energia, envolvendo, de urn lado, energia térn1ica e ,
condução perpendiculares a cada uma das superfícies de contro- de outro, algurna outra forma de energia, co1no energia quí1nica,
le na posição de coordenadas x, y e z são indicadas pelos termos elétrica ou nuclear. O termo é positivo (urna fonte) se a energia
q,, q.v e q~, respectivamente. As taxas de transferência de calor ténuica está sendo gerada no 1naterial à custa de algurna outra
por condução nas superfícies opostas pode1n, então, ser expres- fonna de energia; ele é negativo (un1 sumidouro) se energia tér-
mica está sendo consumida. Por outro lado, o termo relativo ao
sas como uma expansão ern série de Taylor na qual, desprezan- .
do-se os tennos de ordens superiores, tern-se acún1ulo de energia Eacu se refere à taxa de vru·iação da energia
ténnica acumulada pela 1natéria.
qx+d< = q,. + ªª·X' dx.
-a (2.1 la)
A última etapa da rnetodologia descrita na Seção 1.3.3 con-
siste em representar a conservação de energia utilizando as equa-
ções de taxas anteriorrnente desenvolvidas . Ern urna base de taxa,
aqy
qy+ dy = q)' + ay dy (2. 1 l b) a forma geral da exigência de conservação da energia é
. . . .
aqz E em + Eg - ES3i = Eacu (1.llc)
qz+dz = qz + az dz (2.1 lc)
Logo, reconhecendo que as . taxas de condução de calor . consti tu-
Em palavras, a Equação 2.11 a afirrna si1nples1nente que o co1n- em a entrada de energia, Ee,,., e a saída de energia, E, 0 ;, e substi-
ponente x da taxa de transferência de calor na posição x + dx é tuindo as Equações 2.12 e 2.13, obtemos

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46 Capítulo Dois

qx + qy + qz + q dx dy dz - q,+d.t - q y+dy - qz+dz onde a = kl(pcP) é a difusividade térmica. Sirnplificações adici-


onais da forrna geral da equação do calor são freqüenternente
= pcPa1'
at dxdydz (2. 14) possíveis. Por exemplo, em condições de regime estacionário não
pode haver variação na quantidade da energia arrnazenada; assirn,
Substituindo as Equações 2 .1 l, segue-se que a Equação 2.17 se reduz a

aq, aqy aq,


q dx dy d-(, =
ar dx dy d7
-~ az
- - - dy - --- dz +
- ~ clr.
dx ay az pc -
P at ~
(2.15)
a
Jx
(k ªar)
·x + aªy (k ªar)
y
4-(k ªar)z + q = o (2.20)

As taxas de transferência de calor por condução poden1 ser de- Alé1u disso, se a transferência de calor for unidim.ensional (por
terminadas pela lei de Fourier, exen1plo, na direção x) e não existir geração de energia, a Equa-
ar ção 2.20 se reduz a
q, = - kdydz ax. (2.16a)

q . = - kdxdz ar
-
dx
d( d1')
k-
dx
=O (2.21)
(2.16b)
> ay
A irnportante conseqüência desse resultado é que, em condições
qz= - kdxdy ()z
ar (2.16c) de transferência de calor unidimensional, em regime estacioná-
rio, sern geração de energia, o fluxo de calor é urna constante na
onde cada componente do fluxo térmico da Equação 2.6 foi direção da transferência (dq/dx = O).
multiplicado pela área da superfície de controle (diferencial) A equação do calor tambén1 pode ser escrita em coordenadas
apropriada para obter a taxa de transferência de calor. Substitu- cilíndricas e esféricas. Os volurnes de controle diferenciais para
indo as Equações 2.16 na Equação 2.15 e dividindo todos os ter- esses dois sistern as de coordenadas são mostrados nas Figuras
mos pelas dimensões do volun1e de controle (dx·dy·dz), obtemos 2.1 2 e 2.1 3.

L(kªT)
ax ax + L(kªT)
ay ay + ~(k~r)+q
az dZ = pcP ar
at (2.17)

A Equação 2.17 é a forn1a geral, ern coordenadas cartesianas,


da equação da difusão de calor. Essa equação, freqüenten1ente
charnada de equação do calor, fornece a ferra1nenta básica para
a análise da condução de calor. A partir de sua solução, pode-
mos obter a distribujção de ternperaturas T(x,y,z) como urna fun- ,.
ção do tempo. A aparente cornplexidade dessa expressão não
deve obscurecer o fato de que ela descreve urna condição física
i1nportante, qual seja, a conservação da energia. Você deve pos- ~-1--y

suir uma clara compreensão do significado físico de cada urna


das parcelas que aparecem nessa equação. Por exernplo, a par-
cela iJ(kiJT!iJx)liJx está relacionada ao fluxo líquido de calor por
condução para o interior do volume de controle na direção da
coordenada x. Desta forn1a, multiplicando por dx, FrcuR.\ 2. 12 Voltu11e de controle diferencial, dr·rd</J·dz, para análise
da condução en1 coordenadas cilíndricas (r, </J,z).
a(k, ar)
dX dX d X =
,,
qx - qx+d.r
,, (2.18)

Expressões similares se aplican1 aos fluxos nas direções y e z.


Portanto, en1 palavras, a Equação 2.17 postula que e1n qualquer
ponto do meio, a taxa líquida de transferência de energia por
condução para o interior de uni volume unitário soniada à taxa
volumétrica de geração de energia térm.ica deve ser igual à taxa
de variação da energia térmica acu1nulada no interior deste
volum.e.
Con1 freqüência, é possível trabalhar com versões simplifi-
cadas da Equação 2.17. Por exemplo, se a condutividade térm.i- ( T< r, ip, 9)
ca for constante, a equação do calor será r '

X
2
a2
r
- + - + - r + -=--
a r a2
iJ. 1 ar (2.19)
Jx2 ay2 az2 k a Jt F1cun.\ 2.13 Volu1ne de controle diferencial, dr·rsen( {!Jd</J·rd8, para
análise da condução e1n coordenadas esféricas (r, </J,8).

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I n trodução à Condução 47

Coordenadas Cilú1dricas Quando o operador grad (V) da na qual


Equação 2 .3 é representado em coordenadas cilíndricas, a for-
1na geral do vetor fluxo térmico e, portanto, da lei de Fourier é
li
q,= - k ilr
ar li
l},p =
k <JT
(2.26)
rsene acp

q - - k"T
,. -- -
li - k(. ()Tar +J.r1<JTa<j> +
l
k <JT)
()z (2.22)
são os componentes do fluxo térmico nas direções radial, polar
e azirnutal, respectivarnente. Aplicando un1 balanço de energia
oa qual no volurne de controle diferencial da Figura 2.13, a seguinte for-
ma geral da equação do calor é obtida:
11 _
q, - -
k aT
()r (2.23)

são os con1ponentes do fluxo ténnico nas direções radial, circun-


ferencial e axial, respectivarnente. Aplicando un1 balanço de
energia no volume de controle diferencial da Figura 2.12, a se-
guinte fonna geral da equação do calor é obtida:
+ 1
r 2 sen (:)
a
ae
(kseu 8aT) + q = pc aT
()(:) p df
(2.27)

Un1a vez que é irnportante que você seja capaz de aplicar os


princípios de conservação e1n volun1es de controle diferenciais ,
(2.24) você deve tentar deduzir a Equação 2.24 ou 2.27 (veja os Pro-
blernas 2.35 e 2.36). Note que o gradiente de temperatura na lei
de Fourier deve ter unidades de K/m. Por esse 1notivo, ao deter-
Coordenadas Esféricas Em coordenadas esféricas, a forma 1ninar o gradiente para u1na coordenada angular, ele deve estar
geral do vetor fluxo ténnico e da lei de Fourier é expresso em termos de urna variação diferencial de cornprilnen-
to do arco. Por exemplo, o cornponente do fluxo ténnico na dire-

q" =-kVT =-k(iªT + 1·lªT+ k


ar r ae
1
rsen e<J<f>
ar) (2.25)
ção circunferencial no sisterna de coordenadas cilíndricas é
q<t> = - (klr)(iJT!iJ<f>) e não q., = - k(iJT!iJ<f>).

E XEl\iPLO 2 .2
A distribuição de ternperaturas ao longo de urna parede comes- Esqrie111.a:
pessura de 1 m, ern um certo instante de tempo, é dada por
A = 10 m-
?
q=1000 W/m 3
T(x) = a + bx + cx 2
1--:-:-- k = 40 Wl(m K)3
na qual Testá em graus Celsius e x ern rnetros, enquanto a =
i l 1; p = 1600 kg/m
e,, =4 kJ/(kg K)
900º C, b = - 300ºC/m, e c = - 50ºC/m2• Uma geração de calor
uniforme, q = 1000 W/rn3, está presente na parede, cuja área é =
T(x)
a + bx + cx2 - - +11 -o
de 1O rn 2• O seu 1naterial possui as seguintes propriedades: p =
1600 kg/n1 3, k = 40 W/(m K) e cP = 4 kJ/(kg K).

1. Detennine a taxa de transferência de calor que entra na pa- E""'
rede (x = O) e que deixa a parede (x = l 1n).
2. Detennine a taxa de variação da energia acun1ulada na pa- q••, - - - · - - - -qsai
rede.
3. Determine a taxa de variação da temperatura e1n relação ao
- - - L = l m - --
tempo nas posições x = O; 0,25 e 0,5 rn.
t x

SoLuç.: \o
Considerações:
Dados: Distribuição de ternperaturas T(x) e1n um dado instan- 1. Condução unidimensional na direção x .
te de ternpo t e1n u1na parede unidimensional con1 geração de 2. Meio isotrópico corn propriedades constantes.
calor uniforme. 3. Geração de calor interna unifonne, éj(W/rn 3).

Achar: Análise:
1. As taxas de transferência de calor entrando, qe11 ,(x = O), e 1. Lembre-se de que, unia vez conhecida a distribuição de tern-
saindo, q,,;(x = 1 111), da parede. . peraturas no meio, a detern1inação da taxa de transferência
2. A taxa de variação da energia acu1nulada na parede, E"'"' de calor por condução ern qualquer ponto desse meio, ou nas
3. A taxa de variação da ternperatura e1n relação ao tempo ern suas superfícies, é uma tarefa sirnples com o uso da lei de
x = O; 0,25 e 0,5 m. Fourier. Assirn, as taxas de transferência de calor desejadas

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48 Capítulo Dois

.
poden1 ser determinadas através da utilização da distribui- ar- k --
- a r + -~
2
q
ção de temperaturas dada con1 a Equação 2.1. Desta forma, ar p cP ax2 p cP
qem = Q.,.(0) = -
·r
kA ~X x=O = - kA(b + 2CX),. = o A partir da distribuição de temperaturas dada, tem-se que

qem =-bkA = 300ºC/mX40W/(mK) X IOmi= 120kW <J aaxr ax (ªr)


2
2
= .]__
ax
Analogamente,
ar . = ~
J ,\
(b + 2cx) = 2c = 2( - 50ºC/m2 ) = - 1OOºC/m2
q.'" = q,.(L) = - kA ax x=L = - kA(b -1- 2cx)x=L
Note que essa derivada é independente da posição no rneio.
qs,; = - (b + 2cL)kA = - ( - 300ºC/111 Assin1, a taxa de variação da ten1peratura e1n relação ao te1n-
po é tan1bém independente da posição e é dada por
+ 2(- 50ºC/m2)X l m] X40W/(m K)x 10m2
êJT = 40 W /(1n K) x (- l OOºC/m2 )
= 160kW <J at 1600 kg/m3 x 4 kJ/(kg K)
.
2. A taxa de variação da energia acun1ulada na parede E,cupode
ser determinada aplicando-se urn balanço de energia global + 1000 vV/m3
na parede. Usando a Equação 1.1 lc para u1n volun1e de con- 1600kg/m3 X 4kJ/(kgK)
trole no entorno da parede,
. . . . a:,=- 6,25 X 10- 4oC/s + 1,56 X 10- 4°C/s
E ent +Eg - E sai =Eacu
. = - 4,69 >< 10- 4°C/s <J
no qual E8 = qAL. Tem-se, então,
. . . . Co111e11ttírios:
E.e. = E eut + Eg - E sai = + qAL - q.,; ª"" 1. A partir do resultado anterior, fica evidente que a tempera-
E acu = 120kW + IOOOW/m3 X 10m2 X 1 m - 160kW tura em todos os pontos no interior da parede está din1inu-
. indo com o te rnpo.
E acu = - 30 kW <J 2. A lei de Fourier pode se1npre ser usada para calcular a taxa
3. A taxa de variação da ternperatura en1 relação ao tempo, e1n de transferência de calor por condução a partir do conheci-
qualquer ponto do meio, pode ser detern1inada pela equa- mento da distribuição de te1nperaturas, mesn10 em condições
ção do calor, Equação 2.19, reescrita na forma transientes co1n geração interna de calor.

Efeitos e111 Microescala Para a maioria das situações práti- À rpm


cas, as equações da difusão térmica geradas neste texto podem -- ~ l (2.28)
cllt
ser usadas com confiança. Contudo, essas equações estão base- As equações da difusão ténnica deste texto são igualn1ente in-
adas no uso da lei de Fourier na descrição dos efeitos condutivos, válidas para problen1as nos quais o espalhatnento nas fronteiras
que não leva e1n conta a velocidade finita na qual a infonnação deve ser considerado explicitamente. Por exemplo, a distribui-
térn1ica é propagada no n1eio pelos vários transportadores de ener- ção de temperaturas no interior do fi lme delgado da Figura 2.6b
gia. As conseqüências da velocidade de propagação finita pode1n não pode ser determinada pelo uso das equações da difusão do
ser desprezadas se os eventos de transferência de calor de inte- calor anteriores. Discussões adicionais de aplicações de transfe-
resse ocorrere1n em u1na escala de terupo suficienten1ente lon- rência de calor e métodos de análise, em n1icro e nanoescalas,
ga, !lt, como estão disponíveis na literatura [ 1, 15].


•> 4
Co11diç õ es d e Co11tonio e l1iic ial

Para determinar a distribuição de temperaturas e1n um n1eio, é equação é de pri1neira orde1n en1 relação ao tempo, apenas uma
necessário resolver a forma apropriada da equação do calor. No condição, chamada de condição inicial, deve ser especificada.
entanto, tal solução depende das condições físicas existentes nas Os três tipos de condições de contorno freqüentemente encon-
fronteiras do meio, e, se a situação variar con1 o tempo, a soluç.1o tradas na transferência de calor estão resurnidos na Tabela 2.2.
ta1nbén1 depende das condições existentes no 1neio en1 algum ins- As condições estão especificados na superfície x = O, para urn
tante inicial. Com relação às condições nas fronteiras, ou condi- sistema unidimensional. A transferência de calor se dá no senti-
ções de contorno, há várias possibilidades con1uns que são expres- do positivo da direção x com a distribuição de temperaturas, que
sas de maneira simples e1n fonna mate1nática. Con10 a equação pode ser função do tempo, designada por T(x,t). A prirneira con-
do calor é de segunda ordem en1 relação às coordenadas espaci- dição corresponde a uma situação na qual a superfície é mantida
ais, duas condições de contorno devem ser fornecidas para cada a uma temperatura fixa T,. Ela é cornurnente chamada de uma
coordenada espacial necessária para descrever o sisten1a. Como a condição de Dirichlet ou de uma condição de contorno de pri-

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Introdução à Condução 49

TABELA 2.2 Condições d e contorno para a eq11ação da dif11são de


calor na s11p e rficie (x = O)
l. Temperatura da superfície constante
T(O. t) = Ts (2.29)
7\.t, r)

2. Fluxo térmico na superfície constante


(a) Fluxo térnlico diferente de zero
''

- k oT
i)x 1.t=O = q," (2.30) n~-, 1>

(b) Superfície isolada termicament.e ou adiabática

~~ lx:O = Q (2.31) 'T{x, t)

1- x

3. Condição de convecção na superfície


T(O . 1) ,

- k iJx arl x: o = h(T., - T(O. t)] (2.32)


T,,.., /z
''

ti t Th. t)

meira espécie. Ela é aprox.i.n1ada de perto, por exemplo, quando Ela é conhecida por condição de Neumann ou con10 uma condi-
a superfície está em contato com u1n sólido em fusão ou co1n um ção de contorno de segunda espécie, e pode ser obtida através
líquido em ebuJjção. Em ambos os casos há transferência de ca- da fixação de urn aquecedor elétrico na fonna de urna fina pelí-
lor na supe1fície, enquanto a superfície permanece na te1npera- cula à superfície. Um caso particular dessa condição correspon-
tura do processo de 1nudança de fase. A segunda condição cor- de a uma superfície pe1feitaniente isolada, ou adiabática, super-
responde à existência de utn fluxo térmico fixo ou constante q, fície na qual aT!aX L:0 = O. A condição de contorno de terceira
na superfície. Esse fluxo ténnico está relacionado ao gradiente espécie corresponde à existência, na superfície, de um aqueci-
de te1nperatura na superfície pela lei de Fourier, Equação 2.6, que mento (ou resfriamento) por convecção e é obtida a partir de
pode ser escrita na forrna um balanço de energia na superfície, confonne discutido na
Seção 1.3.2.

E XEIUPLO 2. 3
U1na longa barra de cobre con1 seção transversal retangular, cuja Acliar: A equação diferencial e as condições irucial e de con-
largura w é 1nuito maior do que a sua espessura L, é mantida ern torno necessárias para detennjnar a te1nperatura no interior da
contato com um sumidouro de calor em sua superfície inferior, barra em função da posição e do te1npo.
e a te1nperatura ao longo da barra é aprox.i madamente igual à do
su1nidouro, Tr De repente, uma corrente elétrica é passada atra- Esquenta:
vés da barra e tuna corrente de ar, com temperatura T"'' é passa-
da sobre a sua superfície superior, enquanto a superfície inferior Barra de cobre (k,cx)

-
continua mantida a Tr Obtenha a equação diferencial e as condi- T{x, y. z. l) " nr. 1) .......

ções illicial e de contorno que podern ser usadas para determinar T~,
Ar
h
Y">...----
x

- J
a temperatura e1n função da posição e do tempo na barra.
Ar
T.., h
SOLUÇ.: \O Sumidouro
I T{L, 1)
de calor
T;
Dados: Uma barra de cobre in.icialtnente etn equilíbrio térnti- q- -
TL x
co com u1n sumidouro de calor é subitamente aquecida pela pas- _ _,_L_ lJ
sagen1 de uma corrente elétrica. 7; =f(O, tl

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50 Capítulo Dois

Considerações: tanto a superfície com a qual ela está e1n contato, pode ser
1nantida a u1na temperatura pratica1nente unifonne.
1. Uma vez que a ban·a é longa e w P l, os efeitos de pontas e 2. A temperatura da superfície superior, T(l, t), variará con1 o
laterais são desprezíveis e a transferência de calor no interi- ternpo. Essa temperatura é uma incógnita e pode ser obtida
or da barra é principal1nente unidirnensional na direção x. após a detenninação de T(x, t).
2. Taxa volumétrica de geração de calor uniforme, q.
3. Pode1nos usar nossa intuição física para esboçar distribui-
3. Propriedades constantes. ções de te1nperaturas na barra em tempos selecionados do
início ao final do processo transiente. Se considerarn1os que
.ÁJ1álise: A distribuição de ten1peraturas é governada pela equa- T"' > T, e que a corrente elétrica é suficiente1nente alta para
ção do calor (2.17), que, para condições unidimensionais e de aquecer a barra até temperaturas superiores a T.,, as distri-
propriedades constantes do presente proble1na, se reduz a buições a seguir corresponderiam à condição inicial (t < O),
à condição final (regirne estacionário)(!~ oo) e a dois tem-
iJ T + q = .!_ iJT
2
(1) pos intermediários.
ax 2 k a at
onde a te1nperatura é tuna função da posição e do tempo, T(x, t).
Co1no essa equação diferencial é de segunda orde1n em relação - - - ---1- T(x...). Condição de regime
à coordenada espacial x e de prilneira orde1n em relação ao te1n- estacionário
po t, devem ser fornecidas duas condições de contorno na dire-
ção x e uma condição, charnada de condição inicial, para o tem-
po. A condição de contorno para a s uperfície inferior correspon- T(.t, 0), Condição inicial
y;
de ao caso 1 da Tabela 2.2. Em particular, como a temperatura '
nessa superfície é 1nantida em um valor, T,, constante ao longo
o L
do te1npo, te1n-se que Distância. x

T(O, t) = T; (2) <J


Note que as distribuições satisfazem às condições de con-
A condição de transferência de calor por convecção na superfí- torno e inicial. Qual é a característica particular da distribui-
cie, caso 3 da Tabela 2.2, é apropriada para a superfície superior. ção identificada por (b )?
Logo, 4. Nossa intuição pode, tan1bé1n, ser usada para inferir a for-
ma na qual o fluxo térmico varia con1 o te1npo nas superfí-
- k ~~x = L = h[T(L, t) - TC<)] (3) <J cies (x = O, l) da barra. Em coordenadas q: -
t, as varia-
ções no transiente são co1no mostradas a seguir,
A condição inicial é inferida a partir do reconhecilnento de que,
antes da mudança nas condições, a barra encontrava-se a u1na
temperatura uniforme T;. Assim, +

T(x, 0) = T1 (4) <J


Se T,, T"', q eh forern conhecidos, as Equações 1 a 4 podem ser
resolvidas para se obter a distribuição da temperaturas T(x, t) ern
-
~

função do tempo, após a imposição da corrente elétrica. q,~(0, 1)

Co11ie11tários:
1. O sun1idouro de calor em x = O poderia ser mantido pela O Tempo, t -
exposição desta superfície a um banho de gelo ou pelo con-
tato co1u uma placa fria. Uma placa fria possui canais refri- Certifique-se de que as variações anteriores são consisten-
gerantes que são usinados em u1n sólido de elevada condu- tes co1n as distribuições de temperaturas do Con1entário 3.
tividade térmica (em geral, cobre). Pela circulação de um Para t ~ e.o, co1no q'.'.(O) e q'.;(L) estão relacionados coru a taxa
líquido (em geral, água) através dos canais, a placa, e por- volu1nétrica de geração de energia?

2.5
Resunto

Os principais objetivos deste capítulo foram rnelhorar o seu en- • Na forn1ulação geral da lei de Fourier(aplicável em qualquer
tendimento da equação da taxa condutiva (lei de Fourier) e fa- geometria), quais são as grandezas vetoriais e escalares? Por
1niliarizar você co1n a equação do calor. Você pode testar o seu que há un1 sinal de rnenos no lado direito desta equação?
entendirnento de conceitos relacionados com esses assuntos ao • O que é uma supe1fície isoténnica? O que pode ser dito sobre
responder as questões a seguir. o fluxo térmico en1 qualquer local desta superfície?

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Introdução à Condução 51

• Qual forn1a a lei de Fourier assu1ne em cada direção orto- • Por que a condutividade ténnica de u1n gás au1nenta com o
gonal dos sisternas de coordenadas cartesiano, cilíndrico e aumento da temperatura? Por que ela é aproximadamente in-
esférico? Em cada caso, quais são as unjdades do gradiente dependente da pressão?
de temperatura? Você pode escrever cada equação de rne- • Qual é o significado físico da difusividade térmica? Co1no ela
mória? é definida e quais são suas unidades?
• U1ua propriedade da 1natéria in1portante é definjda pela lei de • Qual é o significado físico de cada tenno que aparece na equa-
Fourier. Qual é ela? Qual é o seu significado físico? Quais ção do calor?
são suas unidades? • Cite alguns exen1plos de geração de energia térrnica. Se a taxa
• O que é u1n material isotrópico? na qual a energia térmica é gerada por unidade de volume, q,
• Por que geralmente a condutividade térn1jca de u1n sólido é variar com a posição en1 un1 meio de vohune V, co1no pode
maior do que a de um líquido? Por que a condutividade tér- ser det~rminada a taxa de geração de energia para o meio in-
1nica de un1 líquido é maior do que a de un1 gás? teiro, E,, a partir do conhecimento de q(x, y , z)?
• Por que geralmente a condutividade ténnica de um sólido con- • Para um 1neio co1n reação químjca, qual tipo de reação forne-
dutor elétrico é 1naior do que a de um não-condutor? Por que ce uma fonte de energia térmjca (q > O)? Qual tipo de reação
materiais con10 o óxido de ben1io, o diamante e o carbeto de fornece tlln sumidouro de energia térmica (q < O)?
silício
,
(veja a Tabela A.2) são exceções a esta regra? • Para resolver a equação do calor, determinando a distribui-
• E a condutividade térmica e,fetiva de u1n siste1na de isolamento ção de te1nperaturas em u1n meio, condições de contorno nas
uma manifestação verdadeira da eficácia com a qual calor é superfícies do n1eio deve1n ser especificadas. Que condições
transferido através do sistema somente por condução? físicas são normalinente adequadas para este objetivo?

R eferêricías

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2 . Klemens, P. G., "Theory of the TI1ennal Conductivity of 11 . Sengers, J. V., and M. Klein, Eds., The Technical finpor-
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Academic Press, London, 1969. National Bureau of Standards Technical Note No. 590,
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Academic Press, London, 1969. u1nes on tbermophysical properties: t.hennal conductiv-
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Gordon & Breach, Ne\v York. 1972. 1970 through 1977.
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New York. 1969. A . Majumdar, I-l. J. Maris. R. Merlin, and S . R. Phillpot,
App. Phys. Rev., 93. 793. 2003.
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Conditioning Engineers, Handbook of Funda1nenrals,
Chapters 23- 25 and 3 1, ASI-IRAE, Ne\v York, 2001.

Problentas

Lei el e F o t1rie r Supondo propriedades constantes e nenhu111a geração interna de


calor, esboce a distribuição de ten1pe raturas e111 u111 siste111a de
2.1 Considere condução de calor unidin1ensional, e111 regin1e esta- coordenadas T - x. Explique sucinta111ente a fonna da curva ob-
cionário, através da geo111etria axi-s i111étrica n1osa·ada na figura. tida.
. 2.2 U111 tubo de água quente, co111 raio externo ri. está a uma te111-
• . , ...., ,"'I.: ' '
, ,,;. · ; .-- ~ · ·r 2 peratura T 1• U111a espessa camada de isolan1ento ténnico, apl i-
; . ,,.•,.' -. '
cada para reduzir a perda de calor, possui u111 raio externo r 2 e a
sua superfície externa está a u111a te111peratura T2• E111 un1 siste-
111a de coordenadas T - r, esboce a distribuição de te111peraturas
no isolante para u111a transferência de calor unidi111ensional, e111
estado estacionário, con1 propriedades constantes. Justifique, re-
su111idan1ente, a fonna da curva encontrada.

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52 Capítulo Dois

2.3 Urn a casca esférica com raio interno rr e raio ex te rno r2 possui inicial da barreira é de T1 = 300 K. Ex plique a razão da preocu-
ternperaturas superficiais T, e T2 , respectivarnente, sendo T 1 > pação do chefe. Sugestão: T odo niaterial sofre expansão (ou
T2• Esboce a distribuição de te1nperaturas eni coordenadas T - r contração) ténn ica e as tensões locais que se desenvolveni no
considerando condução unidirne nsional, e1n reginie estacioná- seu interior são, e1n u1na pri1neira aproxirnação, proporcionais
rio, coni propriedades constantes. Justifique sucintaniente a for- ao gradiente de teniperatura local.
nia da curva proposta. 2.8 Co nsidere cond.ições de reginie estacionário na condução uni-
2.4 Considere condução de calor unidiniensional, eni reginie esta- dimensional e ni tuna parede plana co1n u1na conduti vidade tér-
cionário, através da geometria siniétrica rnostrada na figura. mica de k = 50 \V/(m·K) e unia espessura L = 0,25 ni, seni
geração interna de calor.
,, ,,
· · ~ - ::~·
( ..
....' •,. '. '

q,---

Supondo que não há geração inten1a de calor, desenvolva unia


expressão para a conduti vidade térniica k(x) para as segui ntes Deteniune o fluxo ténnico e a grandeza desconhecida e1n cada
condições: A(x) = ( 1 - x), T(x) = 300(1 - 2x - .~).e q = 6000 caso e esboce a distribuição de te1nperaturas, indicando a dire-
W, onde A está em nietros quadrados, T e rn kelv ins ex em nie- ção do fluxo ténnico.
tros.
2.5 Urn tronco de cone sólido serve de supo1te para uni sistenia que Caso T1(ºC) T2 (ºC) dT/dx (K/1n)
nianténi a sua superfície superior a tuna te1nperatura T1o enquanto
a sua base encontra-se a urna teniperatura T2 < T 1• l 50 - 20
2 - 30 - 10
3 70 160
r-.
, 1--~
.- 4 40 - 80
"·~ -,-.,

, _ --r- . '·.
-· ',
.'' /
;:
' ,
..... .., .
5 30 200

' 2.9 Considere unia parede plana coni 100 nini de espessura e con-
dutividade té rn1ica de 100 W/(ni·K). Sabe-se que há condições
de reginie estacionário quando T 1 = 400 K e T2 = 600 K. Nes-
sas condições, detennine o fluxo ténnico q'.; e o gradiente de
A condutividade ténnica do sólido depende da teniperatura de tenipe ratura dT!dx para os sistenias de coordenadas niostrados.
acordo coni a relação k = k0 - aT, onde a é unia constante po-
si tiva. A superfície lateral do cone é isolada tennicanie nte. As
T(x) T( x ) T{x )
seguintes grandezas au1nentani, di1ninuern ou pernianece1n as
1nesnias ao longo da direção positiva do eixo x: a taxa de trans-
ferê ncia de calor q·"' o fluxo té rniico q,. a conduti vidade ténnica T2
k, e o gradiente de tenipe ratura dT/dx?
2.6 Para deterniinar o efeito da dependência da condutividade té r- TJ Tl
mica e1n relação à te1nperatura sobre a distribuição de te1npe ra-
ttU'as eni uni sólido, cons idere tun niaterial para o qual essa de- '----'---X X +---'----' x- - - ' - - - - '
(a) (b) (e)
pe ndência possa ser representada por

2.10 Urn cilindro co1n raio r0, co1npriniento L e condutividade tér-


k= k
• + aT mica k está inierso em u1n fluido de coeficiente de transferência
na qual k0 é uma constante positiva e a é wn coeficiente que pode
de calor por convecção h e tetnperatura desconhecida T~. Em
ser positivo o u negativo. Esboce a distribuição de te1npe ratu-
uni certo instante do te1npo, a distribuição de te niperaturas no
ras, eni reginie estacionário, associada à transferê ncia de calor
cili ndro é T(r) = a + bi2, na qual a e b são constantes. Obtenha
através de tuna parede plana para os três casos: a > O, a = Oe
expressões para a taxa de transferência de calor e ni r0 e para a
a < O. te1npe ratura do fluido.
2.7 É solicitado a u1n jovem engenheiro o projeto de tuna barrei ra
2.11 No corpo bidi1nensional niostrado na figura, sabe-se que o gradi -
para proteção térnuca de um dispositivo eletrônico sensível, que
e nte de teniperatu.ra na superfície A é de íJT!íJy = 30 K/ni. Quais
pode vir a ser exposto à irrad iação de uni laser de alta potência.
são os valores dos gradientes íJT!íJy e íJTlíJx na superfície B?
Te ndo aprendido na época de estudante que uni material coni
baixa condutividade térniica fornece boas características de iso-
lanie nto, o engenheiro especifica para a barreira de proteção o Isolamento térmico ..,,,. ,' -' . .
' , .,.. . ....
,.,, -. '
-..,,
uso de uni aerogel nanoesuuturado, caracte ri zado por unia con-
dutividade ténnica de k0 = 0,005 W/(rn·K) . O chefe do enge- .. 1 m1 B, T8 = 100°C
nheiro questiona a razão da escolha do aerogel e1nfunção de ele "," ,.
, .;·," k = 1O W/(m·K)
.,,'
,'-
te r u1na baixa conduti vidade térmica. Considere a súbita irradi-
ação coni o laser de (a) al um ínio puro, (b) vidro e (c) aerogel. -
,.
'..

O laser fornece unia irradiação de G = 10 X 106 W/ni 2• As


absortividades dos niateriais são a = 0,2; 0,9 e 0,8 para o alu-
1nínio, o vidro e o aerogel, respectivaniente, e a teniperatura

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Introdução à Condução 53

2.12 Trechos do oleoduto que atravessa o Alasca encontran1-se aci- (b) Represe nte grafica111en te as condutividades ténnicas na
111a do solo e são s ustentados por suportes verticais de aço (k = direção do con1prin1ento e na direção da espessura do fi l-
25 W/(m·K)) que possuen1 comprin1ento de 1 ni e área de seção n1e de ouro em função de sua espessura, L, para 30 < L
transversal de 0,005 111 2• E111 condições nonnais de operação, < 140 nJll.
sabe-se que a variação da te111perattu·a ao longo do con1pri nien- 2.16 U111 anúncio de TV veiculado por u111 fabricante conhecido de
to do suporte é governada por unia expressão co111 a fonna isolan1entos ténnicos afirn1a que não é a espessura do niaterial
isolante que conta, 111as si111 o seu valor de R. O anúncio niostra
T = 100 - 150x + 10x2 que, para obter u111 valor de R igual a 19, você precisa: de unia
na qual Te x possue111 unidades de ºC e 111etros, respectivarnen- cmnada con1 18 ft de rocha; 15 in de 111adeira; ou apenas 6 in do
te. Variações de te111peratura na seção transversal do suporte são niaterial isolante anunciado. Esse anúncio é tecnican1ente razo-
pequenas. Detern1ine a ten1peratura e a taxa de condução de calor ável? Se você for igual à n1aioria dos espectadores de televisão,
na junção suporte-oleoduto (x = O) e na interface suporte-so- você não sabe que o valor de R é defi nido con10 Uk, onde L(in)
lo (x = 1 m). Explique a diferença entre as taxas de transferên- é a espessura do isolante e k (Btu in/(hr ft2 º F)) é a condutivida-
cia de calor. de térmica do 111aterial.
2.13 Condução de calor unidi111ensional, en1 regi111e estacionário, 2.17 U111 aparel ho para 111edir condutividade térmica en1prega un1
ocorre e n1 u111a barra de condutividade ténnica constante k e cuja aquecedor eléu·ico que é posicionado entre duas a111ostras idên-
área da seção transversal varia conforn1e a relação A.,(x) = A(f"'X, ticas, con1 30 nin1 de diân1etro e 60 nin1 de con1primento, que
na qual A 0 e a são constantes. A superfície lateral da barra en- são pressionadas entre placas que são niantidas a u111a ten1pera-
contra-se isolada tenn icrunente. tura unifonne de To = 77ºC, através da circulação de tun flui-
do. Unia graxa condutora é colocada entre todas as supe1fícies
para garantir u111 bo111 contato ténnico. Tennopares diferenci-
. [,~:.(~) = A,/" ais, espaçados de 15 n1n1, são instalados no interior das an1os-
~-: ~ •• ~·,,... .-~ .. ~ . ·1- .
tras. As superfícies laterais das an1ostras são isoladas de niodo
a garantir tran sferênc ia de calor unidi111ensional através das
A0 1
an1ostras.
q,(x)
1 · --
... ...'. ....·. .
·,...... -.~~
. ·:.:,,,
-...- . ,, , .
· -:,~-"·"
-
. - . ..Placa, T0
. ,-
.·,··,_.·e,--
1 - "-i----1
-;:-, ' '~ ·: _;~
- • + t •••

L .';,'. J: ·~ .

(a) Escreva unia expressão para a taxa de condução de calor, Amostra--;,,,..,-1,


_, -
q.(x). Use essa expressão para deterni.i nar a distribuição de
. ';,',

Terminais de:~'.;~;-1'
· -..,~·~:;,Isolamento
te111peraturas T(x) e esboce, qualitativrunente, a distribuição aquecedor !-:·:~ ~-~:'-;·~ térmico
para T(O) > T(L). •- {'.
' I""'
t ' ' ·' •

(b) Agora, considere condições nas quais há geração de ener- Amostra ·~·::· fl~~~ ilT2
gia ténnica no interior da barra, a tuna taxa volun1étrica de -
'"."1 .'
\,.
;:-• , ,
., .
·." ,·
•,;(:
.
= q q
exp (- ax), na qual é tuna constante. Obtenha unia qo .-~·· ,:1---1'1.' ·~ .

expressão para qx(x), quando a face esquerda da barra (x =


O) se encontra isolada ten11ican1ente. ~--Placa. T0

Pro1>1·iedades Ter1nofísicas (a) Con1 duas mnostras de aço inoxidável 316 no aparelho, a
corrente elétrica no aquecedor é de 0,353 A a 100 V, e os
2.14 Considere u111a janela con1 300 111111 X 300 111111 e111 un1 avião. tennopru·es diferenciais indicmn 6.T1 = 6.T2 = 25,0º C. Qual
Para u111a diferença de te111peraturas de 80ºC e ntre as superfíci- é a condutividade ténnica do aço inoxidável das a111ostras?
es interna e externa da janela, calcule a pe rda ténnica através Qual é a ten1peratura 111édia das an1ostras? Con1pare o seu
de j anelas con1 L = 1O n1111 de espessura de policarbonato, de resu ltado con1 o valor da condutividade térnlica para este
vidro cal-soda e de aerogel, res pectiva111ente. As condutivida- 111aterial fornecido na Tabela A. I.
des ténnicas do aerogel e do policarbonato são ka;; = 0,0 14 W/ (b) Por engano, u111a an1ostra de ferro Arn1co foi colocada na
(n1· K) e kp,· = 0,21 W/(m·K), respectiva111ente. Avalie a condu- posição inferior do aparelho. Na posição superior pennane-
tividade térn1ica do vidro cal-soda a 300 K. Se o avião possuir ce a mnostra de aço inoxidável 316 utilizada no ite111 (a). Para
130 janelas e o custo para aquecer o ar da cabi ne é de$ 1/(k\V.h), essa si tuação, a corrente no aquecedor é de 0,601 A a 1OOV,
con1pare os custos associados às perdas térn1icas através das ja- e os tennopares diferenciais indicam 6.T1 = 6.T2 = 15,0º C.
nelas em un1 vôo intercontinental de 8 horas. Quais são a condutividade ténnica e a te111peratura niédia
2.15 Ouro é nonnahnen te usado no en1pacota111e nto de se111icondu- da an1ostra de ferro Annco?
tores para forn1ar interconexões que trans portan1 sinais elétri- (c) Qual é a van tagen1 en1 se construi r o apru·elho co111 duas
cos entre diferen tes dispositivos no conjunto. Alé111 de sere111 a1nosu·as idênticas in1prensando o aquecedor ao invés de
boas cond utoras de eletricidade, as conexões de ouro são ta111- construí-lo con1 uma única co111binação aquecedor-runostra?
bé111 efetivas na proteção de dispositivos geradores de calor, aos Quando a perda de calor pelas superfícies laterais das a111os-
quais elas estão conectadas ao conduziren1 energia ténnica dos tras se tornaria significativa? En1 quais condições você es-
dispositivos para a vizinhança, que são regiões 111ais frias. Con- peraria 6.T1 =fo 6.T2?
sidere un1 filn1e fino de ouJo que tem u111a seção transversal de 2.18 Un1 engenheiro deseja 111edir a condutividade ténnica de un1
60 nm X 250 nn1. 111aterial na forn1a de aerogel. Espera-se que o aerogel tenha uma
(a) Para uma diferença de te111peraturas in1posta de 20º C, de- condutividade ténnica extren1an1ente pequena.
tennine a energia transportada por condução ao longo de (a) Explique por que o aparel ho do Problen1a 2.17 não pode ser
tuna interconexão de filn1e fino con1 1 ,urn de con1prinien- usado para obter tuna 111edida precisa da condutividade tér-
to. A vali e as propriedades a 300 K. n1ica do aerogel.

Incropera, Frank P., Dewitt, David P., and Bergman, Theodore L. Fundamentos de transferência de calor e de massa (6a. ed.). Brasil: Grupo Gen - LTC, 2008. ProQuest ebrary. Web. 27 August 2015.
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54 Capítulo Dois

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(b) O engenheiro projeta um novo aparelho no qual u1n aque- ·...
........-.:'., ··-·· . .,, ,-,'...:•, •..'}'",.
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cedor elétrico, dediân1etro D = 150 mn1, é incluso entre duas .···. .....:-.•
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