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06/07/2017 Perda de direito a férias: Dispositivo inconstitucional | Altos Estudos

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Perda de direito a férias: Dispositivo inconstitucional


PUBLICADO EM 3 DE OUTUBRO DE 2007 (HTTP://WWW.ALTOSESTUDOS.COM.BR/?P=45445)
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O Órgão Especial do TJRS decidiu-se por pronunciar a inconstitucionalidade do


dispositivo da Lei Orgânica do Município de Rosário do Sul que previa a perda do
direito às férias não gozadas, caso o servidor não a requeresse nos 12 meses seguintes
ao período aquisitivo. A decisão ocorreu por unanimidade em sessão realizada nesta
tarde (27/3), em Porto Alegre.

A questão foi levada ao Órgão Especial por proposta da 3ª Câmara Cível do TJRS, que
suscitou incidente de inconstitucionalidade em demanda existente entre servidor do
Município de Rosário do Sul e o próprio Município.

Para o Desembargador Araken de Assis, a regra, constante do art. 102 da Lei Orgânica
local, “é manifestamente contrária” às disposições do art. 29, IX, da Constituição
Estadual do RS, e ao art. 30, § 3º, combinado com o art. 7º, XVII, da Constituição
Federal, que dispõem sobre o tema.

Ambas as Constituições prevêem entre os direitos do trabalhador, no caso da Federal,


ou do servidor estadual, na Estadual, o gozo de férias anuais.

Esclarece o relator que “a concessão das férias anuais é ato subordinado às


conveniências da Administração”. E prossegue: “Ora, se a Administração, por esta ou
aquela razão, mais ou menos plausível, não concedeu as férias no período de gozo, até
pode prever que o servidor deva requerê-las – manifestação do direito de petição -,
provocando ato que deveria ser de ofício; porém, jamais poderia inverter o dever
jurídico, sancionando o prejudicado com a perda do seu direito. Neste aspecto, a norma
local não é razoável”.

Lembra o Desembargador Araken que “o servidor público é um trabalhador e, portanto,


titular de vários direitos sociais, que a lei infraconstitucional não pode restringir”.
Prossegue, em seu voto, o magistrado: “À semelhança, portanto, de todos os demais
trabalhadores, neste particular, a lei não lhes pode cortar, baseada em hipotética
inércia, um direito social assegurado na Constituição”.

Proc. 70013747597

Fonte: TJRS

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