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Recobro

De acordo com pesquisa bibliográfica efetuada, no caso concreto do recobro do Bloco Central e
de Urgência do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ Espinho E.P.E, o grupo de enfermeiros
identifica os seguintes problemas:

Estruturais – Relacionados com o espaço físico e circuito de doentes

Toda a bibliografia, não contempla espaço estrutural comum de receção de doentes, nem
nenhum procedimento pré-operatório a ser realizado no recobro.

- Receção dos doentes - também realizado pelo Enf. do recobro no momento, ficando o recobro
por períodos sem vigilância

- Realização de cirurgia ambulatória (que engloba receção e preparação dos doentes, não
fazendo parte do contexto do recobro) nomeadamente colocação de cateteres de quimioterapia
e Beras Diário da República, 2ª . série – nº 227 – 21 de Novembro de 2008

- Doentes no pré-operatório (em destaque doentes enviados de ORL e serviço de urgência)

- Número de boxes disponíveis no recobro que devem estar preparadas e influencia o rácio de
enfermeiros necessários

- Procedimentos no pré-operatório e procedimentos realizados a doentes sem contexto


operatório nomeadamente colocação de cateteres centrais e epidurais

Recursos Humanos

De acordo com a definição do recobro (que se prende ao tempo de permanência do doente-


recobro imediato, intermédio e tardio, tipo de doentes recebido: tendo em conta ASA, duração
e complicações da cirurgia, assim como procedimentos anestésicos), bibliografia consultada
pela AESOP*de 2010 define o seguinte rácio de enfermeiros, sendo que o nosso recobro abrange
muitas destas situações

*Associação de Enfermeiros das Salas Operatórias Portugueses


FASE 2
FASE 1
Os enfermeiros centram a sua intervenção
Os enfermeiros centram a sua intervenção
na preparação do utente/Família/pessoa
na prestação de cuidados imediatamente
significativa para a continuidade dos
após a cirurgia
cuidados após a alta da UCPA
1 enf. para cada 2 utente (1:2), 1 doente a
dormir, estável sem via aérea artificial e Permanência de no mínimo 2 enf. estando 1
idade superior a 8 anos e outro estável, de permanência na unidade
consciente e sem complicações
1 enf. para 1 utente (1:1) na fase de
admissão e até transferência da informação
1 enf. para 3 utentes (1:3), para utentes com
necessária à continuidade dos cuidados, via
mais de 8 ano, ou para utentes com menos
aéres assegurada, avaliação inicial completa,
de 8 anos acompanhados de familiares
via aéres instável, utente inconsciente até
aos 8 anos de idade
1 enf. para 2 utentes (1:2) para utentes com
2 enf para 1 utente (2:1), utente crítico,
idade inferior a 8, sem acompanhamento de
instável e com complicações (suporte
familiar; admissão de utente
ventilatório, suporte de aminas
1 enf. para 1 utente (1:1) quando o utente
simpaticomiméticas)
está instável à espera de transferência
AESOP, 2010

FASE I FASE II FASE III


Recobro Imediato Recobro Intermédio Recobro Tardio
Doente cumpre ordens
Regresso do estado
simples Doente recupera as funções
fisiológico do doente ao
Doente sustem a cabeça cognitivas
estado pré-operatório
durante 5 segundos
Doente consegue respirar
fundo Doente recupera as funções Total recuperação das
Doente consegue tossir psicomotoras funções físicas e psíquicas
eficazmente
AESOP, 2006; Henriques, 2011

Não contemplando sequer a ausência de nenhum enfermeiro para receção de doentes,


colaboração em procedimentos e muito menos transportes intra e extra-hospitalar- unidade II,
são assim identificados neste item problemas que se prendem com:

- Rácio de enfermeiros

- Transportes

- Grupo interdisciplinar

. Presença de anestesista

. Prescrição médica/ criação de protocolos (medicamentosos, alta…)


. Responsabilidade da alta dos doentes

“…a decisão da alta do doente da UCPA (?) é da responsabilidade do anestesista, mas deve ser
tomada, após a observação do doente e comunicação da avaliação do doente pelo enfermeiro
(AESOP, 2006)…”

Recursos Materiais

Criação de protocolos e check list de verificação de unidades e equipamentos (nomeadamente


revisão diária do desfibrilhador)

Funcionais

Documentação registos uniformes e no mesmo aplicativo, para continuidade dos cuidados do


doente

Estes são apenas alguns dos contributos do grupo de trabalho dos enfermeiros do Recobro,
visando a presente situação.

Se a mudança não for ao encontro das guidlines, sugerimos o envolvimento da equipa


(nomeadamente sob consulta por questionário), para encontrar as melhores situações, sendo
estas posteriormente testadas e assumidas como um padrão de qualidade para uma mais valia
e melhor funcionamento do serviço.

Ana Sofia Sousa

Ana Sofia Tomé

Carla Gonçalves

Martha Nunes

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