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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA- FEJAL 


CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC 
PSICOLOGIA  
 
 
 
 
 
  

VANDERLEI SOARES DE ARAUJO JUNIOR


  
  
 
 
RESENHA CRÍTICA “TULLY
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACEIÓ-AL 
2021
 
VANDERLEI SOARES DE ARAUJO JUNIOR
  
 
 
 
  

  
  
RESENHA CRÍTICA “TULLY”

  
  
Trabalho apresentado à disciplina de Psicopatologia
Descritiva II, do sexto período vespertino, ministrada
pela professora Me Patrícia Tóia. 
  
  
  
  
   
 

 
  
 MACEIÓ- AL 
2021 
Resenha Crítica “Tully”.

O filme retrata a vida de Marlo, mãe de dois filhos, grávida de um terceiro filho. Ela
está muito estressada com o filho que tem problemas de comportamento, no qual possui
uma sensibilidade latente que o torna impaciente a quebras de rotina. O marido dela,
Drew, se irrita à noite e joga videogame. Quando o bebê chega, Marlo fica à beira de um
colapso nervoso por falta de sono. Ela se sente cansada, inútil, feia. Mas então seu irmão
rico Craig lhe oferece um presente: contratar uma “babá noturna” por um mês que vai tirar
a pressão, cuidar do bebê a noite toda, acordar Marlo apenas quando ela precisar mamar,
com intuito de trazer a irmã de volta ao que era antes.
Inicialmente, Marlo é resistente - “É como um filme para toda a vida, onde a babá
tenta matar a família e a mãe sobrevive e ela tem que andar com uma bengala no final”.
Mas ela cede, e a babá, chamada Tully, é uma jovem absurdamente bonita, magra e
despreocupada que lida com a intimidade forçada e tem um talento brilhante para
trabalhar com o bebê que vai além do mero profissionalismo. Ela se torna a melhor amiga
de Marlo, que está encantada com o estilo de vida poliamoroso de Tully. A própria Tully
parece intuir e curar tudo que está errado na vida familiar de Marlo. As apostas ficam mais
altas quando ela abertamente oferece uma solução de dramatização psicossocial para os
problemas sexuais de Marlo e Drew.

Prestes a finalizar a narrativa do filme, Tully resolve se demitir, alegando que não
são mais necessários seus serviços. Marlo não compreende essa decisão e tem um surto
ao entrar no carro e, de repente, sofre um acidente quando o carro cai dentro de um lago.
Enquanto está apagada, Marlo sonha com Tully sendo uma sereia resgatando-a. Drew, ao
chegar no hospital, é abordado pela enfermeira que lhe pergunta qual era o nome de
solteiro de Marlo e, ao falar que fora Tully, as peças começam a se encaixar por toda a
narrativa do filme. A não ser aquele dia que Tully se fantasia de garçonete para Drew,
ninguém mais viu Tully em outro ambiente a não ser Marlo. Concluindo que, Marlo
começou alucinar com ela mesmo mais jovem, cheia de energia, disposta, viva e com um
sorriso de chamar atenção de qualquer um.
Drew relata a enfermeira que Marlo já sofreu de depressão profunda quando o filho
nasceu. Desta vez, ela novamente se encontra em uma depressão pós parto. A DPP pode
ser uma forma específica de depressão, ao considerar o especificador “com início no
periparto”, para se referir aos sintomas depressivos que ocorrem durante a gravidez ou
quatro semanas após o parto (APA, 2014).
De acordo com o DSM V, as alucinações são experiências semelhantes à
percepção que ocorrem sem um estímulo externo. São vívidas e claras, com toda a força
e o impacto das percepções normais, não estando sob controle voluntário. Visto isso, a
DDP é um transtorno mental que evolui de forma contínua.

As alucinações podem ocorrer em qualquer um dos nossos indicadores de sentido,


tais como o olfato, paladar, táteis, auditivas e visuais. As mais comuns, são as de cunho
auditivo, na qual o sujeito pode ouvir vozes que lhe soem familiar ou totalmente estranha,
que são interpretadas como vozes que diferem dos seus próprios pensamentos. As
alucinações auditivas geralmente são bem variadas, porém o conteúdo eliciado por essas
vozes sejam, muitas vezes, pejorativas ou ameaçadoras. (APA, 2014).

REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION - APA. Manual diagnóstico e estatístico de
transtornos mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014.
Dalgalarrondo, P Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre,
2000. Editora Artes Médicas do Sul 2. Kaplan, H.I; Sadock, B.J. Compêndio de
Psiquiatria- Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica.

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