Você está na página 1de 3

RESUMO

O Evangelho de Marcos, o qual apresenta de pronto a divindade de


Jesus, tendo como objetivo a revelação da vida do Filho do Homem e as obras
e milagres realizados por Ele. Dessa forma, observa-se que o capítulo dois de
Marcos, nos versículos de 1 (um) à 12 (doze), traz a sua visão de uma cura
realizada por Jesus, obtida através dos relatos de Pedro qual seja, a cura do
paralítico em Cafarnaum.

O texto bíblico se inicia com a indicação de que Jesus estaria de novo na


cidade de Cafarnaum. Da leitura de Mateus 4:13, depreende-se que Jesus
estaria residindo na cidade de Cafarnaum naquele momento histórico e, por
isso, Marcos apresenta a expressão “em casa”.

Sabendo que Jesus estava em Cafarnaum novamente, o texto bíblico


indica que o povo da cidade se apresentava à porta da casa, para ouvir da
palavra de Deus. Nesse contexto, apenas o evangelho de Marcos aduz que um
paralítico foi ao encontro de Jesus, sendo carregado por quatro homens. De
igual maneira, o Comentário Bíblico Adventista dos Evangelhos de Mateus a
João, infere o que segue:

“Levado por quatro homens. Um detalhe mencionado


apenas por Marcos. Este e outros detalhes não apenas
refletem a veracidade da narrativa, mas também indicam
que se trata do relato de uma testemunha ocular, neste
caso, provavelmente Pedro. “(pg. 630)

Dando prosseguimento a leitura, verifica-se no versículo quatro que havia


tantas pessoas naquele local que a única forma do paralítico conseguir chegar
até Jesus seria através do eirado, que nada mais é do que o telhado que cobria
as casas daquela época, feito à base de sapé e argila, colocados em cima de
pedaços de madeira, que se estendiam de um lado a outro da casa. Portanto,
os mesmos quatro homens destelharam a casa para fazer com que o paralítico
pudesse encontrar-se com Jesus.
Nessa esteira, o texto bíblico revela que Jesus, ao perceber a fé dos
homens e do próprio paralítico, afirma que seus pecados estariam perdoados.
Inclusive, sobre essa passagem, no comentário bíblico da Bíblia de Estudos
Andrews, aponta a existência da relação entre o pecado e algumas doenças,
no sentido de que estas seriam uma consequência daquele.

Dando seguimento, os escribas, que nada mais eram do que mestres da


lei e fariseus, de acordo com Lucas 5:17, ao perceberem o que Jesus havia
feito, questionaram em seus pensamentos o porquê de Jesus ter dito aquelas
palavras específicas, dando a entender que tal ato seria blasfêmia, já que
apenas Deus teria o poder de perdoar pecados e, ao fazê-lo, estaria tomando
para si a divindade que é atribuída apenas a Deus.

Porém, levando em consideração a própria natureza divina de Jesus, Ele


se dá conta dos argumentos feitos pelos escribas, e questiona a estes o motivo
de sua descrença, dando azo à realização de mais um milagre, que seria a
cura do paralítico.

Ou seja, Jesus apresenta não só aos escribas, mas a toda a multidão


presente, a sua verdadeira natureza, como Filho do Homem, que possuía
poder tanto para perdoar os pecados, como para curar o pecador. Sobre essa
cura, o Comentário Bíblico Adventista dos Evangelhos de Mateus a João,
assevera:

“A causa da doença precisava ser removida antes que o


sofredor pudesse ser libertado da doença da qual sofria.
Curar o corpo sem curar o espírito poderia resultar em
uma repetição da conduta que havia provocado a
enfermidade do jovem. Assim, Cristo, que deu ao homem
um novo corpo, primeiro lhe proporcionou um novo
coração.” (pg.630)

Dessa forma, Jesus demonstra quem Ele realmente é, passagem que faz
referência inclusive ao texto inicial do livro de Marcos (MC 1:1). Posteriormente
o paralítico se levanta, toma o seu leito e retira-se, deixando os presentes
boquiabertos. Sobre a cura, Ellen White no Desejado de Todas as Nações
Informa que “o efeito produzido sobre o povo pela cura do paralítico, foi como
se o Céu se houvesse aberto, revelando as glórias do mundo melhor.” (pg.
184)

Você também pode gostar