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CENTRO DE PSICOLOGIA APLICADA

UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP


Campus Jundiaí

RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO DA DISCIPLINA


PSICOLOGIA DO COTIDIANO
Nº 01/2021

1. IDENTIFICAÇÃO
1.1 RELATOR:
1.2 ESTAGIÁRI:
1.3 INTERESSADO: Centro de Psicologia Aplicada (CPA), representado pela
Professora orientadora deste estágio curricular obrigatório: Profa. Erica
referente a disciplina de Psicologia do Cotidiano
1.4 ASSUNTO/FINALIDADE: Registro documental de processos de
observação, registro e descrição da vida cotidiana de maneira remota nas
rede social Facebbok.
- Data: 26/03/2021
- Dia da semana e horário: Sexta-feira – 17:00 ás 19:00

2. DESCRIÇÃO DA DEMANDA

A demanda aqui motivada pelo desenvolvimento de processos de observação,


registros e descrição da vida cotidiana, buscando a compreensão dos fenômenos
observados e, desta forma, criando condições de desenvolvimento de análise crítica
para construtos de futuros psicólogos  

3. PROCEDIMENTO –

A observação foi realizada pela rede social denominada ( Youtube) em vídeos


de entrevista tendo como o tema a manifestação das famílias com autistas nas
redes sociais.  
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE

A presente análise foi realizada remotamente através da rede social “Youtube” em


especifico na interação no vídeo “AUTISMO - CONVERSA COM PROF. GADIA” onde
usúarios da rede social podem compartilhar suas opniões acerca do assunto tratado no
vídeo por meio de comentários.
O professor Gadia explica aos pais que devem acompanhar os filhos e se atentar
as recomendações do médico sempre estar atento ao desenvolvimento da criança
como atraso na linguagem antes dos 3 anos de idade, o doutor salienta que busca
orientar seus residentes a estarem atentos para fazer uma identificação médica de
fatores de risco e até mesmo uma intervenção antes dos 18 meses para que logo
possa ser identificado o TEA, sempre orienta aos médicos a ouvir as mães e familiares
da criança em atendimento.
Nos comentários muitas mães manifestam sua insatisafação com atendimento
médico com profissionais que não sabem lidar com crianças com TEA, como a usuária
da rede social que relata não encontrar dentista que consiga lidar com seu filho com
TEA. Mais dois usuários relatam que tiveram problemas com especialistas em
tratamento com o filho com TEA por não serem ouvidas, até foram atrás de outros
profissionais que a ouviram e tiveram evolução no tratamento com os filhos. As mães
monstram-se preocupadas com a falta de preparo de profissionais médicos para lidar
e diágnosticar crianças com TEA de maneira mais rápida.
O diagnóstico e tratamento precoce de disfunções pediátricas são essenciais para
a evolução clínica da criança, pois a viabiliza em alcançar resultados positivos em
nível físico, funcional, mental e social.
E estudos mostram que ainda existe um número considerável de médicos que
ainda não consegue estabelecer uma relação de diálogo plena com o paciente e seus
familiares sobre a doença / síndrome. Ainda existem transferências de informações
conflitantes e um alto índice de omissão de informações, especialmente entre os não
profissionais. Devido às diferenças culturais, sociais e emocionais, a dificuldade de
comunicação de informações por parte do médico pode ser justificada, o que torna o
profissional e demais profissionais da área da saúde centrados no paciente e menos
paternalisticamente ativos
Para a melhoria da relação médico-familiar é imprescindível um atendimento
contínuo e periódico, capaz de acompanhar a trajetória do diagnosticado e indicar
orientações de acordo com as condições que a criança apresenta em cada momento
do seu desenvolvimento (CAMPOY, 2015).

CONCLUSÃO

De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Reabilitação de TEA (2014), quanto


mais cedo o tratamento é iniciado, mais significativa é a resposta ao tratamento, que
estimula a criança nos campos cognitivo, emocional e emocional, e busca
constantemente métodos e métodos de tratamento até a idade adulta.
Alguns problemas relacionados ao complicado caminho entre os métodos de
diagnóstico e acompanhamento de pacientes autistas são apontados. É importante
notar que, uma vez que os pediatras profissionais preferidos dos pais muitas vezes
encaminham outros profissionais devido à falta de conhecimento, os
encaminhamentos para essas crianças são inválidos. Esses profissionais na frente de
crianças com suspeita de TEA precisam de esforços multidisciplinares para primeiro
eliminar todas as possíveis hipóteses patológicas que podem afetar a criança e causar
sintomas, para que, após a eliminação, o diagnóstico de suspeita de autismo possa
ser investigado.
Diante as observações realizadas podemos destacar a dificuldade dos pais e
profissionais de saúde a se comunicarem entre si para um diagnóstico mais rápido do
TEA para crianças. Essa dificuldade na comunicação acaba gerando um diagnóstico
tardio do TEA na criança, trazendo estresse familiar e dificuldade no desenvolvimento
infantil.
REFERÊNCIAS

Bölte S, Schlitt S, Gapp V, Hainz D, Schirman S, Poustka F, et al. A close eye on the
eagle-eyed visual acuity hypothesis of autism. J Autism Dev Disord. 2012;42(5):726-
33. 

JENDREIECK, C.O., et al. Dificuldades Encontradas pelos Profissionais da Saúde


ao Realizar Diagnóstico Precoce de Autismo. Revista Psicologia Argumento,v.32,
n.77, p.153-158, 2014. https://www.revistas.ufg.br/sv/article/view/38149/19306>.
Acesso em 02 de março 2021.

PINTO, R.N.M., et al. Autismo infantil: impacto do diagnóstico e repercussões


nas relações familiares. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 37, n. 3, e. 61572, 2016

Jundiaí, 26 de Março de 2021.

EstagiáriO (A) Relatora