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REMODELAÇÃO DE MORADIA

Rua Alegre
Porto

Helmut Olaf Kempin

PROJETO DE ESTABILIDADE, ESCAVAÇÃO E CONTENÇÃO PERIFÉRICA

CONDIÇÕES TÉCNICAS

Agosto 2016

Referência: P.2015.49.E Edição: 00 Revisão: 00 Elaborado: ES

consultores de engenharia, lda.


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Remodelação de Moradia
Projeto de Fundações e Estruturas
Condições Técnicas

ÍNDICE GERAL

1 CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS DA OBRA DE FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS ..................... 4

2 DISPOSIÇÕES ESPECIAIS.............................................................................................................. 5
2.1 Considerações Gerais ..................................................................................................................... 5
2.2 Implantação e Piquetagem .............................................................................................................. 5
2.3 Armazenamento e Depósito ............................................................................................................ 5
2.4 Dispositivos de proteção, segurança e sinalização ........................................................................ 6
2.5 Aprovação e Ensaios Diversos ....................................................................................................... 6
2.6 Provas de Carga .............................................................................................................................. 7

3 CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS, NATUREZA, QUALIDADE, PROCEDÊNCIA,


DIMENSÕES, CONDIÇÕES DE RECEÇÃO E DE ARMAZENAMENTO....................................... 7
3.1 Prescrições comuns a todos os Materiais ....................................................................................... 7
3.2 Ligante Hidráulico ............................................................................................................................ 7
3.3 Inertes .............................................................................................................................................. 8
3.4 Água ................................................................................................................................................ 8
3.5 Aço para Betão Armado .................................................................................................................. 9
3.6 Aço laminado em perfis ................................................................................................................... 9
3.7 Tintas para Pintura de Elementos Metálicos ................................................................................. 10
3.8 Pedra, em geral ............................................................................................................................. 11
3.9 Materiais Diversos ......................................................................................................................... 11

4 EXECUÇÃO DOS TRABALHOS .................................................................................................... 11


4.1 Argamassas ................................................................................................................................... 11
4.2 Betões de Ligantes Hidráulicos ..................................................................................................... 12
4.3 Composição dos Betões................................................................................................................ 12
4.4 Preparação dos Betões ................................................................................................................. 13
4.5 Betonagem e Desmoldagem ......................................................................................................... 14
4.6 Controlo das características dos Betões ....................................................................................... 16
4.7 Rejeição de Betões ....................................................................................................................... 18
4.8 Ensaios de Carga .......................................................................................................................... 18
4.9 Moldes ........................................................................................................................................... 19
4.10 Cimbres, Cavaletes e Andaimes ................................................................................................... 20
4.11 Descimbramentos.......................................................................................................................... 21
4.12 Armaduras de Aço para Betão Armado ........................................................................................ 22
4.13 Abertura dos Caboucos ................................................................................................................. 22
4.14 Condições Especiais de Execução das Terraplanagens .............................................................. 23
4.15 Aterros ........................................................................................................................................... 24
4.16 Escavações ................................................................................................................................... 25
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4.17 Regularidade de terraplanagens ................................................................................................... 26


4.18 Estruturas Metálicas ...................................................................................................................... 26
4.19 Pintura em Estruturas Metálicas ................................................................................................... 28
4.20 Colocação de Parafusos de Alta Resistência ............................................................................... 32
4.21 Empréstimos e depósitos .............................................................................................................. 34
4.22 Enchimento junto a estruturas ....................................................................................................... 35
4.23 Condições Especiais de Execução das Fundações Indiretas....................................................... 35
4.24 Condições Especiais de Execução das Sapatas dos Pilares e dos Muros .................................. 38
4.25 Condições Especiais de Execução dos Muros de Suporte........................................................... 39
4.26 Condições Especiais de Execução das Lajes ............................................................................... 40
4.27 Condições Especiais de Execução dos Pilares ............................................................................ 40
4.28 Condições Especiais de Execução das Vigas .............................................................................. 41
4.29 Acabamento das Superfícies Vistas de Betão .............................................................................. 41
4.30 Estanquidade das superfícies de betão ........................................................................................ 42
4.31 Serviços afetados .......................................................................................................................... 42
4.32 Trabalhos complementares ........................................................................................................... 43
4.33 Trabalhos não especificados ......................................................................................................... 43
4.34 Critérios de Medição...................................................................................................................... 44
4.35 Juntas de Dilatação ....................................................................................................................... 47

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1 CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS DA OBRA DE FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS

1.1 - Os trabalhos que constituem a presente empreitada deverão ser executados com toda a solidez e
perfeição de acordo com as melhores regras da arte de construir e em conformidade com o presente
projeto.

1.2 - Os materiais a empregar na obra serão de boa qualidade, deverão satisfazer as condições exigidas
pelos fins a que se destinam e não deverão ser aplicados sem prévia aprovação da fiscalização.
Deverão ainda satisfazer as condições técnicas do presente caderno de encargos.

1.3 - Os materiais para os quais existam já especificações oficiais, deverão satisfazer taxativamente o
que nelas é fixado.

1.4 - O empreiteiro, quando autorizado por escrito pela fiscalização, poderá empregar materiais
diferentes dos inicialmente previstos, se: a solidez, a estabilidade, duração e conservação da obra não
forem prejudicadas e não houver aumento de preço da empreitada. Todos os materiais não
especificados e que tenham emprego na obra deverão satisfazer às condições técnicas deste caderno
de encargos. Em particular, deverão satisfazer os regulamentos que lhe dizem respeito, normas
portuguesas, documentos de homologação e de classificação, bem como as normas de boa construção.
Em qualquer dos casos, serão submetidos à aprovação da fiscalização, que poderá determinar a
realização de ensaios especiais para comprovação das suas características.

1.5 - Todos os trabalhos de betão armado serão executados em absoluta observância das prescrições
regulamentares portuguesas e das regras e preceitos que, embora não incluídos nos regulamentos
portugueses aplicáveis, sejam contudo correntes na técnica de tais trabalhos, ainda mesmo que não
estejam expressamente especificados em qualquer dos elementos do projeto. Todas as peças serão
vibradas mecanicamente.

1.6 - Os elementos de betão cuja superfície ficará aparente, deverão ser cuidadosamente tratados bem
como a composição do betão, cujos elementos neutros e tipo de cofragem serão fixados pela
fiscalização. A madeira das suas cofragens será macheada e aparelhada em pelo menos uma das faces.

1.7 - Os trabalhos não especificados neste caderno de encargos, que forem necessários para o
cumprimento da presente empreitada, serão executados com perfeição e solidez, tendo em vista os
regulamentos, normas e demais legislação em vigor, as indicações do projeto e as instruções da
fiscalização.

1.8 - As obras em que não tenham sido respeitadas as condições técnicas deste caderno de encargos e
respetivo projeto ou as indicações da fiscalização ou dos autores do projeto, poderão ser demolidas e
reconstruídas por conta do empreiteiro que não terá direito a qualquer indemnização.

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2 DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

2.1 Considerações Gerais

2.1.1 - O presente caderno de encargos constitui as condições técnicas de execução da empreitada


relativa à remodelação de uma moradia na Rua Alegre, no Porto.

2.1.2 - Compete ao empreiteiro, através de metodologias e procedimentos adequados, realizar as ações


de base necessárias à garantia de qualidade.

2.1.3 - A garantia de qualidade abrange não só os aspetos de segurança e durabilidade a que se refere o
REBAP, mas também de dimensões, o aspeto das superfícies e a estanqueidade nos casos em que esta
última é importante.

2.2 Implantação e Piquetagem

2.2.1 - O empreiteiro fornecerá à fiscalização o pessoal auxiliar necessário à colocação das marcas
fornecidas pelo Dono da Obra, ou das retificações que houver de realizar no decorrer dos trabalhos.

2.2.2 - A construção das marcas e referências, a sua conservação ou substituição, são


responsabilidade do empreiteiro.

2.2.3 - O empreiteiro será sempre o responsável pelos prejuízos que possam resultar no caso de uma
eventual deslocação dos sinais de referência.

2.3 Armazenamento e Depósito

2.3.1 - O armazém destinado ao cimento deverá ter capacidade suficiente para comportar em depósito,
além da remessa cuja receção estiver pendente de ensaios, o cimento indispensável para o mínimo de
30 dias de trabalho.

2.3.2 - Os sacos de cimento serão arrumados sobre estrado de madeira, por forma a ficar um espaço
livre entre eles e o pavimento do armazém e serão dispostos de modo a permitirem o fácil acesso para
inspeção e identificação de cada uma das remessas.

2.3.3 - A fiscalização tem o direito de manter permanentemente no armazém de cimento um agente de


sua confiança.

2.3.4 - O armazém de cimento pode ser substituído por silos devidamente impermeáveis, de modo a
que seja evitada a deterioração do material.

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2.4 Dispositivos de proteção, segurança e sinalização

2.4.1 - O empreiteiro é obrigado a fornecer de sua conta, capacete de proteção a todo o pessoal
empregado na obra e óculos aos britadores e aos serralheiros e soldadores não se permitindo o trabalho
sem o seu uso.

2.4.2 - É ainda obrigação do empreiteiro o fornecimento dos demais dispositivos de proteção e


segurança que a natureza dos trabalhos a realizar impuser, podendo a fiscalização exigir o que sobre o
assunto julgar conveniente.

2.4.3 - O empreiteiro deverá executar os trabalhos de proteção necessários à observação das normas
prescritas nos regulamentos de segurança em vigor.

2.4.4 - O empreiteiro deverá proteger eficazmente as construções e a vegetação existente que o Dono
da Obra pretenda manter e que para o efeito lhe sejam especificadas por escrito.

2.4.5 - Se o empreiteiro não der integral cumprimento às ordens da fiscalização, dadas em


conformidade com o estipulado neste artigo e nos prazos que ela estabelecer, incorrerá nas
responsabilidades e penalidades consignadas na lei sem prejuízo de o Dono da Obra ainda reservar o
direito de, em qualquer caso, mandar fazer por conta do empreiteiro, quaisquer trabalhos de sinalização
e balizagem.

2.5 Aprovação e Ensaios Diversos

2.5.1 - A receção de materiais e elementos de construção será feita com base na verificação de que
satisfazem as características especificadas no projeto, no caderno de encargos ou no contrato.

2.5.2 - A divisão em lotes será efetuada para cada material ou elemento por origens, tipos e,
eventualmente, datas de entrada na obra.

2.5.3 - Todos os ensaios citados neste caderno de encargos ou estipulados em normas, regulamentos
ou legislação específica em vigor, são considerados obrigatórios e constituem encargo do empreiteiro,
salvo nas exceções especificamente estipuladas.

2.5.4 - Quando o Dono da Obra tiver dúvidas sobre a qualidade dos trabalhos, pode tornar obrigatória a
realização de ensaios além dos previstos.

2.5.5 - Se os resultados dos ensaios referidos no número anterior forem satisfatórios e as deficiências
encontradas não forem da responsabilidade do empreiteiro, as despesas com os ensaios e com a
reparação daquelas deficiências serão da responsabilidade do Dono da Obra.
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2.6 Provas de Carga

O Dono da Obra reserva o direito de, em obras uma vez concluídas, realizar ensaios de receção ou
provas de resistência com sobrecargas que mais se aproximem das sobrecargas que serviram de base
aos cálculos de estabilidade.

3 CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS, NATUREZA, QUALIDADE,


PROCEDÊNCIA, DIMENSÕES, CONDIÇÕES DE RECEÇÃO E DE
ARMAZENAMENTO

3.1 Prescrições comuns a todos os Materiais

3.1.1 - Todos os materiais que se empregarem nas obras terão a qualidade, dimensões, forma e
demais características designadas no respetivo projeto, com as tolerâncias regulamentares ou admitidas
neste Caderno de Encargos.

Devem ser acompanhadas de certificados de origem e obedecer ainda a:


 Sendo nacionais, às normas portuguesas, documentos de homologação de laboratórios oficiais,
regulamentos em vigor e especificações deste Caderno de Encargos;
 Sendo estrangeiros, às normas e regulamentos em vigor no país de origem, caso não haja normas
nacionais aplicáveis.

3.1.2 - Nenhum material pode ser aplicado em obra sem prévia autorização da Fiscalização.

3.1.3 - O Empreiteiro, quando autorizado pela Fiscalização, poderá aplicar materiais diferentes dos
previstos, se a solidez, estabilidade, aspeto, duração e conservação da obra não forem prejudicados e
se não houver alteração, para mais, no preço.

3.1.4 - O facto de a Fiscalização permitir o emprego de qualquer material não isenta o Empreiteiro da
responsabilidade sobre o seu comportamento.

3.2 Ligante Hidráulico

3.2.1 - O ligante hidráulico, componente das argamassas e dos betões, deve ser o cimento "portland"
do Tipo IV, satisfazendo a conformidade com a norma NP2064 de 1991 e respetiva emenda 1 de 1993 e
as prescrições da norma NP2065 de 1991 referente às condições de fornecimento e receção.
3.2.2 - O cimento deve ser de preferência nacional, de fabrico recente e acondicionado por forma a ser
bem protegido contra a humidade.

3.2.3 - O cimento deve ser fornecido a granel ou, excecionalmente, em sacos.

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O cimento fornecido a granel deve ser armazenado em silos devidamente impermeáveis e equipados
com termómetros. Quando fornecido em sacos não será permitido o seu armazenamento a céu aberto,
devendo ser guardado com todos os cuidados indicados nas normas e regulamentos em vigor.

Será rejeitado todo o cimento que se apresente endurecido, com grânulos ou que se encontre mal
acondicionado ou armazenado.

Quando em sacos, será rejeitado todo aquele que seja contido em sacos abertos ou com indícios de
violação.

3.2.4 - O cimento, para uma mesma qualidade de betão e para um mesmo elemento da obra, deve ser
obrigatoriamente da mesma proveniência, devendo esta ser comprovada por certificados de origem.

3.3 Inertes

3.3.1 - Os inertes dos betões de ligantes hidráulicos, devem satisfazer às prescrições das normas e
regulamentos em vigor.

3.3.2 - São obrigatórios todos os estudos e ensaios referidos no citado Regulamento.

3.3.3 - O Empreiteiro apresentará à aprovação da Fiscalização o plano de obtenção de inertes, lavagem


e seleção de agregados, proveniência, transporte e armazenagem, a fim de se verificar a garantia da sua
produção e fornecimento com as características convenientes e constantes, nas quantidades e
dimensões exigidas.

3.3.4 - Os elementos individuais do inerte grosso, devem ser de preferência isométricos, não devendo a
porção de partículas chatas ou alongadas exceder, os 20% do peso total; uma partícula é considerada
chata quando d/b < 0,5 e alongada quando L/b > 1,5, sendo, b a largura, d a espessura e L o
comprimento da partícula.

3.3.5 - A dimensão máxima do inerte grosso não deverá exceder 1/5 da menor dimensão da peça a
betonar e, nas zonas com armaduras não deverá exceder 3/4 da distância entre varões.

3.3.6 - O inerte grosso deve ser sempre lavado e com muito especial cuidado no caso de ser godo;
quanto à areia ela será convenientemente lavada e cirandada, se tal se mostrar necessário na opinião da
Fiscalização.^

3.4 Água

A água a utilizar na obra, tanto na confeção dos betões e argamassas como para a cura do betão,
deverá ser, na generalidade, doce, limpa e isenta de matéria orgânica.
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Quando se utilize na amassadura água não potável, deverá o empreiteiro proceder à análise da água
para determinação de impurezas existentes e quantidades de iões cl-.

3.5 Aço para Betão Armado

3.5.1 - O aço das armaduras ordinárias para o betão será, geralmente, em varão redondo da classe
A400-NR. O aço das armaduras malhasol será da classe A500-ELSD. Os aços devem satisfazer as
prescrições em vigor que lhe forem aplicáveis.

3.5.2 - O aço deve ser de textura homogénea, de grão fino, não quebradiço e isento de zincagem,
pintura, alcatroagem, argila, óleo ou ferrugem solta, obedecendo escrupulosamente às prescrições do
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado (R.E.B.A.P.).

3.5.3 - Os ensaios a realizar serão de tração sobre provetes proporcionais longos, e de dobragem,
efetuados de acordo com as Normas Portuguesas em vigor, respetivamente a NP-105 e a NP-173,
conforme estipula o parágrafo 1º do artigo 22º do Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-
Esforçado e ainda os necessários para satisfazer o disposto no artigo 79º do citado Regulamento.

3.5.4 - No caso de se pretenderem efetuar emendas dos varões por soldadura, realizar-se-ão ensaios
com a finalidade a que se refere o artigo 21º do diploma citado na alínea anterior.

3.5.5 - O preço indicado no orçamento para armaduras de betão armado inclui as sobreposições e
soldaduras (ou qualquer outro sistema de união), os ganchos e ainda o arame de atar.

3.6 Aço laminado em perfis

3.6.1 - A qualidade dos aços fornecidos em perfis e chapas em geral será do tipo S275JR, segundo
EN10025, conforme definido nas peças desenhadas.

3.6.2 - Os aços laminados deverão ser isentos de fendas, estrias ou inclusões.

3.6.3 - As suas dimensões e tolerâncias serão as fixadas na regulamentação em vigor.

3.6.4 - Serão recusadas as peças que fenderem ou apresentarem estrutura estratificada ao serem
trabalhadas.

3.6.5 - As suas superfícies devem ser regulares; os defeitos superficiais podem ser reparados à mó de
esmeril, desde que sejam respeitadas as tolerâncias permitidas.

3.6.6 - As características mecânicas, o número e a natureza dos ensaios a realizar serão os das
especificações técnicas do Dono da Obra.
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3.6.7 - Nas estruturas soldadas, o aço deverá ser do tipo de alta soldabilidade, com composição
química adequada.

3.6.8 - Os parafusos, porcas e anilhas a empregar nas ligações principais são do tipo 8.8 segundo DIN
267, conforme definido nas peças desenhadas e com as dimensões conforme as normas seguintes:
 Parafusos, DIN 6914
 Porcas, DIN 6915
 Anilhas, DIN 6916
Os parafusos a utilizar deverão ser galvanizados a quente.

3.6.9 - Os chumbadouros a aplicar na ligação à estrutura de betão serão da qualidade S275 (varão
roscado nas pontas).

3.6.10 - O material de adição para soldadura terá revestimento básico e deverá apresentar
características compatíveis com o metal de base e resistência à tração superior à deste.

As características mecânicas do metal de adição, depois de depositado, devem satisfazer ao parágrafo


único do artº 11º do Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios.

3.6.11 - Deve ser observado rigorosamente o Regulamento de Estrutura de Aço para Edifícios - Dec. nº
211/86 de 31 de Julho.

3.7 Tintas para Pintura de Elementos Metálicos

3.7.1 - As tintas, para pintura de elementos metálicos, devem ser à base de resinas "epóxi", possuindo
elevadas resistências químicas e mecânicas.

3.7.2 - O primário, a tinta de acabamento, o diluente e produtos complementares, todos da mesma


origem, devem formar um conjunto adequado, de acordo com as especificações de compatibilidade do
respetivo fabricante.

3.7.3 - O Empreiteiro, proporá à aprovação da Fiscalização a marca das tintas que deseja empregar,
acompanhando a proposta não só com os certificados de qualidade e dos ensaios, mas também com os
adequados esquemas de pintura que o fabricante aconselhar, a fim de habilitar a Fiscalização a resolver,
oportuna e fundamentalmente, quanto às aprovações respetivas.

Os esquemas de pintura a apresentar deverão garantir uma proteção anticorrosiva com uma duração
mínima de dez anos sem manutenção.

3.7.4 - Se a Fiscalização entender, serão executados ensaios complementares, por conta do

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Empreiteiro e em laboratório oficial, para comprovação das qualidades da tinta, em especial de


envelhecimento.

3.8 Pedra, em geral

A pedra a empregar, tanto para brita como para outros fins, deve satisfazer, além das condições
particulares para cada caso, as seguintes condições gerais:
 não ser atacável pela água ou pelos agentes atmosféricos;
 não apresentar fendas ou lesins;
 ser isenta de terra ou de quaisquer outras matérias estranhas;
 não apresentar cavidades, ter grão homogéneo e não ser geladiça.

3.9 Materiais Diversos

Todos os restantes materiais que tiverem que ser empregues na obra e não se encontrem referidos no
presente Caderno de Encargos, deverão apresentar as características definidas pela legislação que lhes
for aplicável ou, na falta desta, as que melhor satisfaçam os fins em vista, devendo os mesmos ser
sempre aprovados previamente pela Fiscalização.

4 EXECUÇÃO DOS TRABALHOS

4.1 Argamassas

4.1.1 - As argamassas a empregar serão dos seguintes tipos:


 Tipo I - Argamassa de cimento e areia com o traço de 300 Kg de cimento e 1000 l de água, a
empregar no assentamento de passeios.
 Tipo II - Argamassa de cimento e areia com o traço de 600 Kg de cimento e 1000l de água a
empregar no assentamento de elementos metálicos ou pré-fabricados e eventual reboco de
superfícies de betão onde, por defeito de execução, se torne necessária a sua utilização e a
fiscalização o permita.

4.1.2 - O fabrico das argamassas será feito, preferencialmente, por meios mecânicos, admitindo-se
porém, que sejam fabricadas manualmente em estrados de madeira. Neste caso, os materiais devem
misturar-se primeiramente a seco e só depois se amassarão com a água necessária até que a mistura
fique homogénea.

4.1.3 - As argamassas, serão fabricadas no momento do seu emprego e na proporção do seu consumo,

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sendo rejeitadas todas as que comecem a fazer presa no amassadouro ou sejam remolhadas.

4.2 Betões de Ligantes Hidráulicos

4.2.1 - Os betões a empregar serão dos seguintes tipos, classes e qualidades:


 I - Betão da classe C12/15 de acordo com a NP EN 206 e que corresponde à classe B15 de betões
especificada no REBAP, com a dosagem mínima de 200 Kg de cimento por m³, a empregar na
regularização da base das fundações.
 II - Betão C25/30.XC2 de acordo com a NP EN 206 e que corresponde à classe B25 de betões
especificada no REBAP, com a dosagem mínima de 260 Kg de cimento por m³ de betão, a empregar
em elementos betonados “in-situ”.

4.2.2 - Em tudo quanto disser respeito à composição, fabricação e colocação em obra dos betões e as
restantes operações complementares, seguir-se-ão as regras estabelecidas pela NP EN 206 e pelo
Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado, aprovado pelo Decreto nº 349 - C/83 de
30 de Julho.

4.3 Composição dos Betões

4.3.1 - O estudo da composição de cada betão, deverá ser apresentado pelo Empreiteiro à aprovação
da Fiscalização, com pelo menos 30 dias de antecedência em relação à data de betonagem do primeiro
elemento da obra em que esse betão seja aplicado.

4.3.2 - O Empreiteiro obriga-se a mandar efetuar, no mesmo laboratório que encarregar do estudo das
características e composição dos betões, os ensaios necessários ao citado estudo, em especial, além da
resistência à compressão, a determinação do módulo de elasticidade instantâneo e a prazo, a retração e
a fluência para vários valores das tensões e da consistência.

4.3.3 - O Empreiteiro entregará à Fiscalização amostras dos mesmos inertes utilizados nos estudos dos
betões para se poder comprovar a manutenção das suas características.

4.3.4 - O Empreiteiro obriga-se a encarregar o laboratório que fizer os estudos preliminares dos betões,
de controlar o seu fabrico, tendo particularmente em vista as correções acidentais a fazer, em
consequência das variações da humidade, da granulometria e de outras causas.

4.3.5 - O cimento utilizado será também ensaiado sistematicamente no mesmo laboratório, segundo um
plano a estabelecer, rejeitando-se, todo aquele que não possua as características regulamentares ou
que não permita a obtenção das exigidas aos betões da obra.

Nos cimentos a utilizar, ter-se-á em especial atenção o disposto no Art. 2.2.3 destas Condições
Técnicas.
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Em casos excecionais e de manifesta impossibilidade, serão efetuados estudos no laboratório oficial


encarregado do controle dos betões, por forma a garantir que os cimentos de diferentes proveniências, a
utilizar num mesmo elemento, tenham aproximadamente a mesma alcalinidade, ficando assim garantido
que não são de temer fenómenos de corrosão nas armaduras.

4.3.6 - Na composição de betões, poderá o Empreiteiro utilizar, de sua conta e observado que seja o
disposto nas normas e regulamentos em vigor, aditivos cuja necessidade se justifique, mormente
plastificantes e aceleradores de presa.
O Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização o aditivo que eventualmente possa ter
necessidade de utilizar, ficando desde já proibida a utilização de aditivos com base em cloretos ou em
quaisquer produtos corrosivos.

4.3.7 - No betão de todos os elementos que estejam em contacto permanente, ou que possam estar em
contacto prolongado com a água, será adicionada diatomite na percentagem de 5% do peso do cimento
(2,5 Kg de diatomite por 50 Kg de cimento), ou outro impermeabilizante que a Fiscalização aprove.

4.3.8 - Todos os encargos com o estudo e controle das características dos betões, aqui
especificamente mencionados ou não, são da exclusiva responsabilidade do Empreiteiro e consideram-
se incluídos nos preços unitários respetivos.

4.4 Preparação dos Betões

4.4.1 - O betão será feito por meios mecânicos, em betoneiras, obedecendo os materiais que entram na
sua composição às condições atrás indicadas, de acordo com as disposições legais em vigor.

4.4.2 - Os materiais inertes, e o cimento, serão doseados em peso, para todos os betões.

4.4.3 - As betoneiras, deverão ter contadores de água devidamente aferidos, para que a quantidade de
água nelas introduzida, em cada amassadura, seja exatamente aquela que o laboratório oficial tiver
indicado no seu estudo. Não será permitida a fabricação de misturas secas, com vista a ulterior adição
de água.

4.4.4 - O tempo de trabalho das betoneiras em cada amassadura não deverá, em princípio, ser superior
ao triplo do necessário para que a mistura feita a seco apareça de aspeto uniforme, se outro se não
mostrar mais conveniente, em consequência das características especiais das betoneiras.
4.4.5 - A consistência normal das massas, a verificar por meio do cone de Abrams, ou do estrado
móvel, deve ser tanto quanto possível a da terra húmida, e a quantidade de água necessária será
determinada nos ensaios prévios de modo a que se consiga trabalhabilidade compatível com a
resistência desejada e com os processos de vibração adotados para a colocação do betão.

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4.4.6 - A quantidade de água, deverá ser frequentemente corrigida, de acordo com as variações de
humidade dos inertes, para que a relação água-cimento seja a recomendada nos estudos de qualidade
dos betões.

4.4.7 - As distâncias entre os locais de instalação das betoneiras e os da colocação dos betões em
obra, serão as menores possíveis, devendo os meios de transporte e os percursos a utilizar desde a
betoneira aos locais de aplicação dos betões, bem assim como os tempos previstos para o transporte
dos mesmos, ser submetidos à apreciação da Fiscalização.

O transporte do betão, para as diferentes zonas de aplicação, deverá ser feito por processos que não
conduzam à segregação dos inertes.

4.5 Betonagem e Desmoldagem

4.5.1 - A betonagem deverá obedecer às normas estabelecidas no Regulamento de Estruturas de


Betão Armado e na NP EN 206 e atender, ainda, ao indicado neste Caderno de Encargos e no Projeto.

4.5.2 - O betão será empregue logo após o seu fabrico, apenas com as demoras inerentes à exploração
das instalações. Não se tolerará que o período decorrido entre o fabrico do betão e o fim da sua vibração
exceda meia hora no tempo quente e uma hora no tempo frio, devendo estas tolerâncias ser reduzidas
se as circunstâncias o aconselharem.

4.5.3 - A compactação será feita exclusivamente por meios mecânicos (vibração de superfície, vibração
dos moldes e previbração).

4.5.4 - A vibração será feita de maneira uniforme, até que a água de amassadura reflua à superfície e
por forma a que o betão fique homogéneo.
As características dos vibradores serão previamente submetidas à apreciação da Fiscalização, devendo
os vibradores para previbração ser de frequência elevada (9000 a 20000 ciclos por minuto).

4.5.5 - Após a betonagem e a vibração, o betão será protegido contra as perdas de água por
evaporação e contra as temperaturas extremas.
Para evitar as perdas de humidade, as superfícies expostas deverão ser protegidas pelos meios que o
Empreiteiro entender propor e a Fiscalização aprovar. Entre esses meios figuram a utilização de telas
impermeáveis e a de compostos líquidos para a formação de membranas, também impermeáveis.
4.5.6 - Se a temperatura, no local da obra, for inferior a zero graus centígrados ou se houver previsão
de tal vir a acontecer nos próximos cinco dias seguintes, a betonagem não será permitida. Para
temperaturas compreendidas entre zero e mais de cinco graus, as betonagens só serão realizadas se a
Fiscalização o permitir e desde que sejam escrupulosamente observadas as medidas indicadas nas
normas e regulamentos em vigor. Se a temperatura, no local da obra, for superior a mais trinta e cinco

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graus a betonagem não será permitida a não ser com autorização expressa da Fiscalização e com
rigoroso cumprimento das normas e regulamentos em vigor.

4.5.7 - Para cumprimento do estipulado no Artº anterior, o Empreiteiro obriga-se a ter no estaleiro um
termómetro devidamente aferido, devendo proceder ao registo das temperaturas nos dias de efetivação
das operações a que se refere o citado Artigo, bem assim como as dos cinco dias seguintes.

4.5.8 - Cada elemento de construção, deverá ser betonado de maneira contínua, ou seja, sem
intervalos maiores do que os das horas de descanso, inteiramente dependentes do seguimento das
diversas fases construtivas, procurando-se sempre a redução dos esforços de contração entre camadas
de betão com idades diferentes.

4.5.9 - As juntas de betonagem, só terão lugar nos pontos onde a Fiscalização o permitir, de acordo
com o plano de betonagem aprovado. Antes de começar uma betonagem as superfícies de betão das
juntas serão tratadas convenientemente, de acordo com as indicações da Fiscalização, admitindo-se, em
princípio, o seguinte tratamento: deixar-se-ão na superfície de interrupção pequenas caixas de
endentamento e pedras salientes; se se notar presa de betão nas juntas, serão as superfícies lavadas a
jacto de ar e água, e retirada a "nata" que se mostre desagregada, a fim de se obter uma boa superfície
de aderência, sendo absolutamente vedado o emprego de escovas metálicas no tratamento das
superfícies de betonagem.

4.5.10 - Nas juntas onde se sobreponham elementos em elevação, a executar posteriormente, deverão
ser, passadas 2 a 5 horas, limpas as áreas a ocupar por esses elementos superiores, tratando-se essas
zonas de forma análoga à atrás indicada.

4.5.11 - Se uma interrupção de betonagem conduzir a uma junta mal orientada, o betão será demolido na
extensão necessária, por forma a conseguir-se uma junta convenientemente orientada; mas antes de se
recomeçar a betonagem, e se o betão anterior já tiver começado a fazer presa, a superfície da junta
deverá ser cuidadosamente tratada e limpa por forma a que não fiquem nela inertes com possibilidade
de se destacar. A superfície assim tratada deverá ser molhada a fim de que o betão seja
convenientemente humedecido, não se recomeçando a betonagem enquanto a água escorrer ou estiver
em poças.

4.5.12 - Todas as arestas das superfícies de betão serão obrigatoriamente chanfradas a 45º, tendo 1 cm
de cateto a secção triangular resultante do chanfro, quer este corresponda a um enchimento, quer a um
corte da peça chanfrada.

4.5.13 - Os moldes laterais poderão ser retirados passadas 36 horas da última colocação de betão nas
peças em causa.

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4.5.14 - A desmoldagem dos fundos dos elementos estruturais, só poderá ser realizada quando o betão
apresente uma resistência de, pelo menos 2/3 do valor característico, e nunca antes de 3 dias após a
última colocação de betão.

4.5.15 - Desde que sejam utilizadas técnicas especiais devidamente comprovadas e aceites pela
fiscalização poderão, eventualmente, realizar-se desmoldagens em prazos mais curtos.

4.5.16 - Nas juntas de betonagem será obrigatório o emprego de "cola" ou "argamassa" apropriada, à
base de resinas epóxi, podendo, contudo, a fiscalização dispensar esse trabalho se tal não se mostrar
absolutamente necessário.

4.5.17 - Para efeitos de medição, os betões serão considerados pelo volume geométrico das peças
executadas.

4.6 Controlo das características dos Betões

4.6.1 - Durante a betonagem serão realizados ensaios de controlo das características mecânicas dos
betões, os quais serão levados a efeito sobre o mínimo de três cubos por cada elemento betonado de
uma só vez; em caso de betonagem contínua deverão fabricar-se cubos para ensaio de controlo, pelo
menos três vezes por semana.

4.6.2 - Os cubos serão feitos do betão de uma amassadura destinada a ser aplicada em obra e
designada pela Fiscalização.

4.6.3 - Os cubos só poderão ser fabricados na presença da Fiscalização.

4.6.4 - Os cubos serão executados de acordo com as instruções da Fiscalização, em moldes metálicos,
e deverão apresentar as suas faces bem desempenadas.

4.6.5 - Deverá ter organizado um registo compilador de todos os ensaios de cubos, a fim de, em
qualquer momento, se verificar o cumprimento das características estabelecidas.

4.6.6 - Todos os cubos serão numerados na sequência normal dos números inteiros, começando em 1,
seja qual for o tipo de betão ensaiado.

4.6.7 - No cubo será gravado não só o número de ordem como também o tipo, classe e qualidade do
betão a que ele diz respeito, a obra e a data de fabrico.

4.6.8 - Do registo compilador deverão constar os seguintes elementos:


 Número de cubo;

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 Data de Fabrico;
 Data de ensaio;
 Idade;
 Tipo, classe e qualidade;
 Dosagem;
 Quantidade de água de amassadura;
 Local de emprego do betão donde foi retirada a massa para fabrico do cubo;
 Resistência obtida no ensaio;
 Média da resistência dos três cubos que formam o conjunto do ensaio;
 Resistência equivalente aos 28 dias de endurecimento, segundo a curva de resistência que for
estipulada pelo laboratório oficial que procedeu ao estudo, tendo em conta a composição aprovada
para o betão ou, na falta dessa curva, segundo as seguintes relações:
R03/R28 = 0,45
R07/R28 = 0,70
R08/R28 = 0,73
R90/R28 = 1,15
 Peso do cubo;
 Observações.

4.6.9 - A conservação dos cubos durante o endurecimento, obedecerá ao que for determinado pela
Fiscalização, de acordo com as condições climatéricas existentes.

4.6.10 - Sempre que forem fabricados cubos, por cada série de três será preenchido pela Fiscalização
residente um "verbete de ensaio", do qual constará o número dos cubos, a data do fabrico, a marca do
cimento, a dosagem, a granulometria, a água de amassadura, o modo de fabrico e outras indicações que
se considerarem convenientes. O Empreiteiro receberá o duplicado deste "verbete de ensaio".

4.6.11 - Os cubos serão transportados para o laboratório de ensaio, devidamente acondicionados e por
forma a que se não deteriorem.

4.6.12 - Com base no "verbete de ensaio", e depois de a Fiscalização ter fixado a data em que os cubos
devem ser ensaiados, será entregue ao Empreiteiro um ofício do serviço fiscalizador, que acompanhará
os cubos na sua entrega ao laboratório que há-de proceder aos respetivos ensaios. Para o efeito, o
Empreiteiro obriga-se a tomar as precauções necessárias por forma a que seja observada a data
prevista para o ensaio e a que os resultados dos mesmos sejam comunicados imediata e diretamente ao
serviço fiscalizador.

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4.7 Rejeição de Betões

No caso de a Fiscalização determinar a rejeição imediata dos betões que não satisfaçam o estipulado na
regulamentação em vigor, poderá, a seu juízo, ser estabelecido nas seguintes condições:

1 - Proceder-se-á, por conta do Empreiteiro, à realização de ensaios não destrutivos ou a


ensaios normais de provetes em zonas que não afetem de maneira sensível a capacidade de
resistência das peças; se os resultados obtidos forem indiscutivelmente satisfatórios, a parte da
obra a que dizem respeito será aceite.
2 - Se os resultados destes ensaios mostrarem, como os ensaios de controle, características do
betão inferiores às requeridas, considerar-se-ão dois casos:
2.1 - Se as características atingidas (em particular as de resistência aos esforços) se
situarem acima dos 80% das exigidas proceder-se-á a ensaios de carga e de
comportamento da obra, por conta do Empreiteiro, os quais, se derem resultados
satisfatórios, determinarão a aceitação da parte em dúvida.
2.2 - Se as características determinadas forem inferiores a 80% das exigidas, o Empreiteiro
será obrigado a demolir e a reconstruir as peças deficientes, à sua conta.

4.8 Ensaios de Carga

4.8.1 - Quando se verificar uma situação que corresponda à definida em 4.7, ou a execução não tiver
sido realizada dentro das tolerâncias fixadas ou normalmente admitidas, a Fiscalização poderá exigir ao
Empreiteiro a realização de ensaios de carga.

As condições preconizadas para o ensaio de carga e descarga e as medições a efetuar, serão objeto de
um programa pormenorizado o qual será estabelecido de acordo com a Fiscalização.

As despesas com a realização do ensaio de carga são da conta do Empreiteiro, não tendo o mesmo
direito a receber qualquer indemnização.

4.8.2 - As sobrecargas a aplicar não deverão exceder as sobrecargas características adotadas no


projeto.

4.8.3 - Nos ensaios com cargas móveis, a velocidade de carga deverá ser, tanto quanto possível, a
velocidade prevista para a exploração.

4.8.4 - O ensaio será considerado satisfatório, no elemento ensaiado, quando se verificarem as duas
condições seguintes:
 as flechas medidas não devem exceder os valores calculados com base nos resultados obtidos para
os módulos de elasticidade dos betões.
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 as flechas residuais devem ser suficientemente pequenas, tendo em conta a duração de aplicação
da carga, por forma a que o comportamento se possa considerar elástico. Esta condição deverá ser
satisfeita, quer a seguir ao primeiro carregamento, quer nos seguintes, se os houver.

4.9 Moldes

4.9.1 - Os moldes, terão de satisfazer ao especificado nas normas e regulamentos em vigor e neste
Caderno de Encargos.

4.9.2 - Os moldes, serão metálicos ou de madeira. Neste último caso as tábuas serão de pinho,
utilizando-se exclusivamente na sua confeção tábuas de largura constante, aplainadas, tiradas de linha e
sambladas a meia madeira, para não permitir a fuga da calda de cimento através das juntas e para
conferir às superfícies de betão um acabamento perfeitamente regular. As tábuas deverão ter espessura
uniforme, com o mínimo de 2,6 cm, para evitar a utilização de cunhas ou calços, e os seus quadros não
deverão ficar mais afastados do que 50 cm.

4.9.3 - O Empreiteiro, obriga-se a estudar a disposição a dar às tábuas dos moldes das superfícies
vistas, e a propô-la à Fiscalização, a qual se reserva o direito de introduzir as modificações que em seu
entender dêem à obra um aspeto estético que mais se coadune com o aspeto estrutural.

4.9.4 - O estudo referido será executado de acordo com as especificações a indicar oportunamente,
tendo-se desde já em atenção que, as disposições das tábuas, das juntas, das emendas, dos pregos,
etc., deverão ser devidamente fixadas, para que as superfícies vistas da moldagem apresentem um
aspeto agradável.

4.9.5 - A Fiscalização, poderá exigir ao Empreiteiro a apresentação dos moldes a utilizar, incluindo a
verificação da sua estabilidade.

4.9.6 - Na moldagem e na desmoldagem, seguir-se-á em tudo o preceituado nas normas e


regulamentos em vigor e no presente Caderno de Encargos.

4.9.7 - Os moldes, para as diferentes partes das obras, deverão ser montados com solidez e perfeição,
por forma a que fiquem rígidos durante a betonagem, e possam ser facilmente desmontados sem
pancadas nem vibrações.

4.9.8 - Os moldes dos paramentos vistos, não devem comportar qualquer dispositivo de fixação não
previsto nos desenhos, os quais devem indicar esses pontos regularmente espaçados. Não serão
permitidas fixações dos moldes através de varões que fiquem incorporados na massa de betão, devendo
utilizar-se para tal efeito, dispositivos especiais que permitam retirar os tirantes. Esses furos de
passagem serão posteriormente tapados com argamassa.

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4.9.9 - Os limites de tolerância na implantação dos moldes são os seguintes:


 cinco centímetros, em valor absoluto, medidos em relação a piquetagem geral.
 dois centímetros, em valor relativo, medidos entre dois pontos quaisquer das cofragens das
diferentes partes de um mesmo apoio.

Os moldes deverão estar nivelados em todos os pontos com uma tolerância de mais ou menos um
centímetro, e as larguras, ou espessuras entre paredes contínuas dos moldes, não deverão apresentar
diferenças superiores a cinco centímetros.

4.9.10 - As superfícies interiores dos moldes, deverão ser pintadas ou protegidas antes da colocação das
armaduras, com produto apropriado previamente aceite pela Fiscalização, para evitar a aderência do
betão, prejudicial ao seu bom aspeto.

4.9.11 - Antes de se iniciar a betonagem, todos os moldes deverão ser limpos de detritos e molhados
com água durante várias horas.

4.9.12 - Se as características da betonagem não ficarem perfeitas, poder-se-á admitir excecionalmente a


sua correção, se não houver perigo para a sua resistência (sendo o defeito facilmente suprimido por
reboco ou por outro processo que a Fiscalização determinar) mas, em qualquer dos casos, sempre à
custa do Empreiteiro e nas condições em que vier a ser exigida.

4.9.13 - A realização dos moldes, será sempre precedida de parecer da Fiscalização, que poderá exigir
do Empreiteiro as reparações que forem tidas por convenientes.

4.9.14 - No fim do emprego, os moldes, serão pertença do Empreiteiro.

4.9.15 - Para efeitos de medição, o trabalho será avaliado por medição real das peças moldadas.

4.10 Cimbres, Cavaletes e Andaimes

4.10.1 - O Empreiteiro submeterá à prévia aprovação da Fiscalização, o projeto das estruturas de


sustentação dos moldes de betonagem para a execução da obra segundo o processo indicado nos
desenhos de construção. É obrigação do Empreiteiro o fornecimento e montagem de todas as estruturas
auxiliares necessárias ao bom andamento e adequada execução das obras, bem como de todas as
plataformas e passadiços para o pessoal, satisfazendo em tudo as normas em vigor, nomeadamente no
que respeita a segurança.

4.10.2 - Dá-se inteira liberdade de escolha dos diversos tipos de cavalete, dentro das condições atrás
estipuladas, e do material ou materiais a adotar, obrigando-se o Empreiteiro a apresentar à Fiscalização
o projeto dos cavaletes que consistirá na verificação da estabilidade, no cálculo das deformações e nos

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desenhos de construção, de conjunto e de pormenor, em escalas convenientes e devidamente cotados.

4.10.3 - Se o cavalete for metálico, será calculado de acordo com o Regulamento de Estruturas de Aço
para Edifícios e as especificações deste Caderno de Encargos.

4.10.4 - As estruturas de madeira, serão calculadas tendo em atenção que as tensões nas peças não
devem exceder as seguintes tensões unitárias:
 Flexão 12 MPa
 Compressão paralela às fibras 9 MPa
 Compressão normal às fibras, quando sobre toda a largura 2,4 MPa
 Compressão parcial normal às fibras 3,6 MPa
 Corte 1,2 MPa

4.10.5 - Admite-se, para madeiras duras, tensões até 50% superiores, quando devidamente justificadas
por ensaios. Nos cálculos deverão ser tidas em conta todas as combinações de ações possíveis mais
desfavoráveis e, no cálculo das diferentes peças, ter-se-ão em atenção as deformações máximas que
podem condicionar o seu dimensionamento, mesmo que o nível das tensões correspondentes seja
admissível.

4.10.6 - No projeto do cavalete ter-se-á em particular atenção o descimbramento, a facilidade de


deslocamento e desmontagem e o processo construtivo indicado no projeto.

4.10.7 - Todos os materiais empregues no cavalete, andaimes e outras estruturas de moldagem, serão
pertença do Empreiteiro, uma vez finda a sua utilização.

4.10.8 - Os cavaletes de montagem e/ou os cimbres, serão considerados pelo seu valor global, onde se
incluem todas as despesas inerentes à sua montagem e exploração, tais como fundações, tratamentos,
montagens, ripagens, desmontagens, etc., e o pagamento será feito em prestações de acordo com o
seguinte esquema:
 1/3 do valor global após a aprovação do projeto dos cavaletes;
 1/3 do valor global após a sua montagem;
 1/3 do valor global após a sua utilização.

4.11 Descimbramentos

As operações de descimbramento de todas as peças betonadas, serão realizadas com observância do


estipulado nas normas e regulamentos em vigor e serão sempre precedidas de autorização expressa da
Fiscalização.

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4.12 Armaduras de Aço para Betão Armado

4.12.1 - As armaduras, de aço da classe A400-NR a empregar nos diferentes elementos de betão, terão
as secções previstas no projeto, e serão colocadas rigorosamente conforme os desenhos indicam,
devendo ser atadas de forma eficaz para que se não desloquem durante as diversas fases de execução
da obra. Utilizar-se-ão pequenos calços pré-fabricados, de argamassa ou de micro-betão, para manter
as armaduras afastadas dos moldes, calços esses dotados de arames de fixação.

4.12.2 - As armaduras, serão dobradas a frio com máquinas apropriadas, devendo seguir-se em tudo o
preceituado no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado.

4.12.3 - Permite-se o emprego de soldadura elétrica por contacto, de topo, ou com elétrodos, sem
redução, para efeitos de cálculo, da secção útil, mas só depois de cumprido o prescrito em 3.5.4 deste
Caderno de Encargos, e de se comprovar a eficiência das máquinas e a competência dos operários
soldadores. Em todo o caso a soldadura deverá garantir uma capacidade resistente superior a 90% da
capacidade dos varões que ele unir, não sendo autorizada a soldadura em zonas de dobragem, nem
como ligação entre armaduras cruzadas.

4.12.4 - Todos os encargos para controlo das características dos aços, especificamente mencionados ou
não neste Caderno de Encargos, são da exclusiva conta do Empreiteiro, e consideram-se incluídos nos
preços unitários respetivos.

4.12.5 - Para efeitos de determinação do trabalho realizado, na medição das armaduras não se incluirá a
dobragem e montagem, as sobreposições, soldaduras, ou qualquer outro sistema de união, as ataduras
e os ganchos, os quais serão considerados já incluídos no preço unitário contratual, e o peso será
calculado pela aplicação das tabelas de preços de varões de aço para betão armado adotados na
medição do projeto.

4.13 Abertura dos Caboucos

4.13.1 - As escavações para a abertura dos caboucos para fundações serão feitas pelos processos que
o Empreiteiro entender utilizar desde que aceites pela Fiscalização, estando o uso de explosivos limitado
a uma pequena carga superficial para o arranque da escavação.

4.13.2 - Os caboucos, serão escavados até à profundidade indicada nos desenhos de construção, ou até
onde a Fiscalização o indicar, após o exame de escavação. A escavação será sempre completada por
um cuidadoso saneamento das paredes e soleiras dos caboucos.

4.13.3 - As escavações, serão conduzidas devidamente entivadas e, caso necessário, ao abrigo de


ensecadeiras igualmente entivadas. Neste último caso, o tipo de ensecadeira a utilizar deverá
previamente ser aprovado pela fiscalização. As entivações, deverão garantir a completa segurança do
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pessoal contra os desmoronamentos, e deverão ainda assegurar a correta execução das operações de
betonagem, procedendo-se para isso aos escoramentos e drenagens que forem necessários.

4.13.4 - As operações de bombagem, caso sejam necessárias, serão conduzidas com cuidado, para que
não seja modificado o arranjo intergranular das formações do substrato e, se efetuadas durante as
betonagens, deverão ser conduzidas com cuidado ainda mais rigoroso, para não haver arrastamento da
leitada do betão.

4.13.5 - As escavações, serão executadas com observância rigorosa da implantação, da forma, e das
demais características geométricas indicadas nos desenhos de construção.

4.13.6 - Os produtos das escavações, serão removidos para local apropriado, que a Fiscalização poderá
fixar, e serão regularizados no depósito.

4.13.7 - No preço unitário das escavações, são considerados incluídos todos os trabalhos inerentes à
sua completa execução, tais como entivações, escoramentos, esgotos e drenagens, ou quaisquer
outros, mesmo que subsidiários, ficando bem esclarecido que o Empreiteiro se inteirou no local, antes da
elaboração da sua proposta, de todas as particularidades do trabalho, e ainda que nenhum direito de
indemnização lhe assiste, no caso de as condições de execução se revelarem diversas das que previra,
a não ser que haja modificação do tipo de fundação indicada no projeto.

4.13.8 - Para efeito determinação do trabalho realizado em escavações, estas serão consideradas, por
medição geométrica do volume escavado, sobre perfis teóricos de escavação.

4.14 Condições Especiais de Execução das Terraplanagens

4.14.1 - As superfícies de terrenos a escavar ou a aterrar devem ser previamente limpas de pedra
grossa, detritos e vegetação lenhosa (arbustos e árvores), conservando todavia a vegetação
subarbustiva e herbácea, a remover com a decapagem.
A desmatação deve ser feita exclusivamente nas áreas sujeitas a terraplanagem.

4.14.2 - As áreas de terrenos a escavar ou aterrar devem ser previamente decapadas da terra arável,
geralmente numa camada não ultrapassando os 20 cm de espessura, e da terra vegetal com elevado
teor de matéria orgânica, que serão aplicadas imediatamente, ou armazenadas em locais aprovados
pela fiscalização para aplicação ulterior.

4.14.3 - O empreiteiro deve proceder à modelação do terreno, que compreende a eliminação das
arestas, saliências e reentrâncias que resultam da intersecção de diversos planos definidos pelas novas
cotas de trabalho. Realiza-se no sentido de estabelecer a sua concordância mediante superfícies
regradas e harmónicas, em perfeita ligação com o terreno natural. A modelação terá em conta o sistema

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de drenagem superficial dos terrenos marginais.

4.14.4 - Toda a vegetação arbustiva e arbórea da zona, existente nas áreas não atingidas por movimento
de terras será protegida, de modo a não ser afetada com a localização de estaleiros, depósitos de
materiais, instalações de pessoal e outras, ou com o movimento de máquinas e viaturas. Compete ao
empreiteiro tomar as disposições adequadas para o efeito, designadamente instalando vedações e
resguardos onde for conveniente ou necessário. As operações de desmatação devem incidir
exclusivamente nas superfícies sujeitas a escavação ou aterro.

4.15 Aterros

4.15.1 - Não é permitido o início da construção dos aterros sem que previamente a fiscalização tenha
inspecionado e aprovado a área respetiva.

Se for necessário a execução de aterros com menos de 0,30 m de espessura sobre terreno natural ou
terraplanagem já existentes, a respetiva plataforma deve ser escarificada, regularizada e recompactada
até à baridade relativa especificada.
Na construção de aterros sobre terrenos que não suportem o peso do equipamento, a camada inferior
deve ser construída com materiais granulares, com uma espessura apenas suficiente para suportar o
equipamento. A construção do aterro, a partir desta cota, far-se-á por camadas devidamente
compactadas conforme o especificado. Na preparação da base em que assentam os aterros deverá ter-
se em atenção que, sempre que existam declives superiores a 1,5, deverá escarificar-se a superfície ou
dispô-la em degraus de forma a assegurar a ligação ao material de aterro. A compactação relativa de
solos nos aterros, referida ao ensaio AASHO modificado, deve ser, pelo menos, de 90% nas camadas
inferiores e de 95% nas camadas superiores numa espessura de 60 cm. No caso de terrenos
incoerentes os valores anteriores devem ser aumentados para 95% e 100%, respetivamente.

Na colocação dos solos de aterro deve ter-se em atenção que na parte inferior devem ficar os de pior
qualidade, melhorando sucessivamente até que na parte superior se empreguem aqueles que tenham
melhores características. Deverão ainda ser feitos todos os trabalhos de terraplanagem nas zonas de
transição de escavação para aterro de forma a ser garantida uniformidade na capacidade de suporte.

4.15.2 - Se se empregar pedra na execução de aterros, os vazios devem ser preenchidos com material
mais fino, compactando-se de forma a obter uma camada densa. Assim, as camadas não poderão ter
espessura superior a 0,60 m, sendo obrigatório o espalhamento mecânico do material em camada, por
meio de bulldozer que, em sucessivas passagens com lâmina cada vez mais baixa, depositará primeiro
os blocos de maiores dimensões preenchendo os seus intervalos ou vazios com blocos de menores
dimensões a cada passagem, efetuando na última a regularização com os elementos mais pequenos,
detritos e terras. A compactação neste caso deve ser feita com cilindro de pneus, ou na falta deste, com
cilindro de rasto liso de peso não inferior a 12 ton. Os 60 cm do topo deverão sempre ser formados por

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solos compactados por camadas, não se permitindo pedras com mais de 10 cm de dimensão máxima a
menos de 30 cm da parte superior do aterro.

No caso de alguns blocos de rocha possuírem dimensões superiores a 0,60 m, serão convenientemente
distribuídos nos aterros de forma a permitirem a fácil e eficiente aplicação das máquinas compactadoras
nos seus intervalos e de tal modo que os seus pontos mais altos fiquem a uma profundidade do leito do
pavimento de, pelo menos, 1 metro.

4.15.3 - Os aterros têm sempre de ser construídos por forma a darem perfeito escoamento às águas, não
devendo o declive transversal exceder, no entanto, um valor superior a 6%.

4.16 Escavações

A escavação não deve ser levada abaixo das cotas indicadas nos desenhos, salvo em circunstâncias
especiais surgidas durante a construção, tais como a presença de rocha. O material removido abaixo da
cota do projeto deve ser substituído por solos ou materiais com características de sub-base ou base.

A compactação relativa da camada subjacente ao leito do pavimento, referida ao ensaio AASHO


modificado, deve ser de, pelo menos, 95%, até uma profundidade de 30 cm. No caso de não serem
atingidos estes valores, deverá o solo ser escarificado, ou mesmo substituído, procedendo-se depois à
sua compactação de acordo com a parte aplicável do artigo referente a aterros.

A escavação deve sempre desenvolver-se de forma a que seja assegurado um perfeito escoamento
superficial das águas.

Se no decorrer das escavações for encontrada água nascente ou de infiltração, tal facto deve ser
imediatamente considerado, no caso do projeto não prever a respetiva drenagem. A escavação deve ser
entretanto mantida livre de água por intermédio de bombagem ou outro meio.

A qualidade dos materiais das escavações da obra a aplicar em aterro, (e dos empréstimos), deve ser
verificada de maneira contínua durante o trabalho. Se a qualidade diferir do especificado, essa
circunstância deve ser considerada, nomeadamente no dimensionamento do pavimento.

É obrigatório em todos os transportes de terras (transportes de resíduos industriais) o acompanhamento


da “Guia de Acompanhamento de Resíduos - Modelo A” preenchida da seguinte forma:

1. Preencher o campo 1 (relativo ao produtor) nos 3 exemplares da guia Modelo A, identificando


claramente a instalação, a quantidade e tipo de resíduo a transportar pelo operador, bem como a
pessoa a contactar (o GLR – Gestor Local de Resíduos do local de recolha);
O código LER (Lista Europeia de Resíduos) para cada resíduo deve ter em atenção a Instrução

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“Codificação e destino final dos resíduos” e a Ficha de Identificação dos resíduos.

2. Verificar o preenchimento pelo transportador, do campo 2 (relativo ao transportador) nos 3


exemplares da Guia modelo A.

3. Reter o exemplar relativo ao produtor, devidamente preenchido, antes de se iniciar a operação


de transporte de resíduos.

No caso particular de transportes efetuados entre instalações da empresa, os campos de


Produtor e Destinatário deverão fazer referência às instalações de origem e destino do
transporte, respetivamente.

A Guia Modelo A deve ser preenchida para qualquer tipo de transporte de resíduos, mesmo que
o destino final seja o Ecocentro Camarário local.

4. Observações
4.a.Os responsáveis pelo preenchimento da Guia Modelo A serão:
Transporte entre instalações da empresa: os colaboradores presentes no local de origem do
resíduo e que acompanham o carregamento;
Transporte dos locais de recolha para o destino final: o GLR, ou um colaborador que ele designe
em sua substituição por impedimento deste.
Em qualquer uma das situações o GLR deverá ser indicado como responsável pelo transporte
(pessoa a contactar no Campo 1).

4.b.Após a receção da Guia Modelo A no local de destino, o GLR deverá carimbar a mesma
com a indicação “TRANPORTE INTERNO”, e arquivar o original na pasta relativa aos
transportes internos.

4.17 Regularidade de terraplanagens

As camadas de terraplanagem devem desenvolver-se de forma regular.


A superfície da camada superior das terraplanagens deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas,
ondulações ou material solto.

4.18 Estruturas Metálicas

4.18.1 - Fabricação
a) Todas as peças serão fabricadas com as dimensões previstas nos desenhos e com as furações e
acessórios soldados para a sua conveniente ligação.
b) A fabricação da estrutura será executada empregando escantilhões apropriados para assegurar a
exatidão das ligações e a intermutabilidade das partes similares.
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Serão montadas na oficina diversas partes da estrutura antes da expedição para o local, levando-se a
montagem até ao ponto suficiente para que possa apreciar-se a exatidão dos escantilhões e a perfeição
da mão-de-obra.
c) Todas as peças deverão ser convenientemente marcadas em oficina de modo a que não levantem
dúvidas na montagem quanto à posição que ocupam.
d) As operações de fabrico serão conduzidas de modo a que as peças não sejam deformadas nem
submetidas a tensões residuais significativas.
e) Todos os cortes serão convenientemente rebarbados.
f) A traçagem e furação das diferentes peças devem ser feitas de forma a obter-se perfeita coincidência
dos furos destinados ao mesmo parafuso.
A furação deve ser feita à broca quando possível efetuar simultaneamente os furos das diferentes peças
a ligar. Neste caso haverá o cuidado de evitar folgas e desaprumo dos furos.
Quando não for possível fazer furação simultânea, far-se-á uma furação prévia, a saca-bocados ou
broca, com um diâmetro inferior em 3 milímetros ao diâmetro final, sendo, depois das peças ligadas com
parafusos de montagem, os furos mandrilados até ao diâmetro desejado.
O diâmetro dos furos será em regra superior 1 milímetro ao diâmetro dos parafusos nas ligações com
parafusos de qualidade 4.6 e 2 milímetros nas ligações de alta resistência.
g) A preparação das ligações principais (todas aquelas onde se especifica parafusos de qualidade 8.8)
deverá ser executadas em oficina de acordo com a Especificação Técnica "Colocação de Parafusos de
Alta Resistência".
h) Nas ligações em que se empregar a soldadura, usar-se-á o processo de arco-elétrico.
i) Poderão ser realizados ensaios de receção dos elétrodos, em Laboratório Oficial, correndo as
despesas por conta do adjudicatário.
j) Durante a fabricação poderão ser executados regularmente ensaios de resistência das soldaduras,
cujas despesas por conta do adjudicatário.
Em todos os provetes submetidos a ensaios será marcado o nome do soldador. Do resultado dos
ensaios poderá resultar não só a rejeição das peças donde foram cortados os provetes, mas também a
reprovação do soldador que as executou.
l) Em todas as peças que a Fiscalização exigir, será feito o controlo completo das soldaduras por
processos não destrutivos, com o exame por raios X, raios ou ultra-sons.
m) Em todas as peças deverá ser garantida uma proteção anticorrosiva com uma duração mínima de
dez anos sem manutenção.
n) Deverá ser garantida uma proteção da estrutura metálica contra o fogo através de pintura
intumescente e / ou por enclausuramento da estrutura metálica, de acordo com o estipulado no projeto
de Segurança Contra Incêndios. O esquema de proteção terá que ser compatibilizado com a pintura
indicada.

4.18.2 - Montagem
a) A pormenorização da implantação das estruturas será feita com o maior rigor pelo adjudicatário que
se obriga a empregar marcas apropriadas ao rigor exigido, a conservá-las convenientemente e a
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substituir as que por qualquer motivo desapareçam.


b) Antes de iniciar a montagem, o adjudicatário verificará a implantação e os níveis de todos os maciços
de fundações.
c) O adjudicatário deverá empregar na montagem os meios mecânicos adequados à fácil elevação e
colocação nas suas posições dos elementos da estrutura, sem que os mesmos sejam submetidos a
solicitações exageradas.
d) A tolerância na implantação dos eixos dos pilares principais será de 2 milímetros. A verificação dum
afastamento das suas posições finais superior à tolerância indicada obrigará a todo o tempo, à
conveniente retificação.
e) O desaprumo máximo permitido na verticalidade dos pilares será de 2/1000.
f) A sequência de montagem dos diversos elementos da estrutura deverá ser estudada de modo a
garantir a estabilidade das partes já montadas. Se necessário o adjudicatário deverá prever meios de
contraventamento temporários em número suficiente para assegurar a estabilidade das estruturas até ao
seu acabamento.
g) Os erros de montagem não poderão ser corrigidos por calor. Antes de corrigir os erros de montagem,
será necessária a respetiva autorização da Fiscalização.
h) As ligações principais (todas aquelas onde se especifica parafusos de qualidade 8.8) são do tipo
ligações de alta resistência devendo ser respeitadas na fase de montagem as orientações fornecidas na
Especificação Técnica "Colocação de Parafusos de Alta Resistência".

4.19 Pintura em Estruturas Metálicas

4.19.1 - A presente especificação estabelece as condições técnicas gerais a que devem satisfazer os
materiais e a execução dos trabalhos de pintura sobre as superfícies metálicas, quer em oficina, quer na
obra e, ainda, as repinturas parciais ou totais, incluindo, em qualquer caso, o trabalho de preparação das
superfícies a pintar.

4.19.2 – Definições
 Trabalhos de pintura
Por trabalhos de pintura, entende-se a série de operações que incluem a preparação das
superfícies, o seu pré-tratamento e a aplicação das tintas.
Também se inclui sob esta designação o fornecimento de todos os materiais, equipamento
(abrangendo o próprio equipamento de proteção e segurança do pessoal) e a mão-de-obra
necessários à realização desses trabalhos.
 Pintura em oficina
As pinturas realizadas no local da montagem e fora do local desta.
 Pinturas na obra
As pinturas realizadas no local da montagem, antes ou depois desta.
 Repinturas
As pinturas realizadas em objetos já anteriormente pintados e após terem entrado em

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serviço.
 Esquema de pintura
Estrutura com proteção anti fogo de acordo com o especificado nos desenhos de projeto.
Proteção anticorrosiva por metalização a quente com 40 microns no mínimo e pintura, a qual
deverá ter um mínimo de dez anos sem manutenção, devendo ser privilegiada uma proteção
que, para além de uma decapagem ao grau AS 2 1/2 , seja constituída pela metalização e
por um primário a dois componentes (pó de zinco e resinas epóxi) com 30 microns, uma
demão intermédia tendo por base epóxi e pigmentos ferromicáceos com 100 microns e uma
demão de tinta de acabamento à base de poliuretano com 60 microns, totalizando cerca de
230 microns.

4.19.3 - Armazenagem de Tintas

Todas as tintas e diluentes deverão ser armazenados em locais bem ventilados e protegidos de faíscas,
chamas, ação direta dos raios solares e do calor excessivo.
Sempre que seja possível, as tintas e os diluentes deverão ser armazenadas, quando necessário, em
compartimentos aquecidos.
a) Todas as embalagens deverão ser conservadas por abrir até à sua utilização.
As embalagens que já tenham sido abertas deverão ser usadas em primeiro lugar.
b) No caso de uma embalagem com tinta ficar quase vazia, deve mudar-se o seu conteúdo para outro
recipiente mais pequeno, pois um volume de ar relativamente grande dentro da embalagem ocasionará a
perda de qualidade da tinta e, portanto, interdição do seu emprego.
c) Na armazenagem das tintas, o empilhamento das latas deverá ser efetuado de modo a tornar sempre
possível utilizar em primeiro lugar as tintas mais antigas e não as das remessas recentemente chegadas.
d) As diferentes qualidades de materiais serão arrumadas em lotes separados e perfeitamente
identificáveis.
e) Todas as embalagens de tinta deverão estar convenientemente rotuladas de modo a poderem ler-se
claramente, durante todo o tempo de utilização, os elementos originários do Fabricante, como sejam a
identificação da tinta e outras identificações eventuais, relativas, por exemplo, aos números de série,
data de fabrico, instruções especiais de aplicação, etc..
f) O empreiteiro terá que ter sempre em depósito as quantidades de materiais necessárias para garantir
o andamento normal dos trabalhos.

4.19.4 - Diluições e Misturas


a) Sempre que se forme uma película sobre a tinta, dever-se-á removê-la com cuidado, de modo a sair
inteira, devendo para isso ser previamente cortada junto à parede da embalagem.
Depois de cortada a película, deve-se mexer a tinta para desfazer completamente o "depósito" de
pigmentos que possa existir.
Se a película formada for suficientemente espessa para afetar a composição da tinta, então a
embalagem não poderá ser utilizada.
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b) Durante a aplicação, a tinta terá de se apresentar sempre no interior da embalagem com um aspeto
uniforme, devendo por isso ser agitada vigorosamente antes e ao longo da aplicação.
c) Sempre que se proceder à diluição das tintas, terão que ser respeitadas as proporções indicadas pelo
fabricante para cada tipo de tinta.
O tipo de diluente a adicionar terá que ser o especificado pelo Fabricante das tintas, pois depende da
formulação desta.
d) Nunca se poderão adicionar quaisquer produtos às tintas sem o conhecimento e aprovação da
Fiscalização.

4.19.5 - Preparação das Superfícies


a) A preparação da superfície será especificada com um grau de preparação conforme as normas
americanas do "Steel Structures Painting Council" ou dos "Standards Visuais Suecos SIS 055900 -1967".
b) Óleos, gorduras, terras, pó ou quaisquer outros materiais estranhos, que por qualquer motivo se
tenham depositado na superfície a pintar, terão que ser completamente removidos antes da aplicação da
tinta.
c) As pinturas terão que ser programadas de modo a evitar que poeiras ou quaisquer outros corpos
estranhos possam vir a depositar-se sobre superfícies com tinta ainda húmida.
d) Na limpeza a jacto abrasivo, qualquer que seja o grau definido (conforme especificação indicada em
a), ter-se-á que ter em conta o seguinte:
Todo o trabalho de decapagem de uma determinada superfície terá que ser realizado até ao pôr-do-sol,
incluindo a aplicação da primeira demão de primário.
Contudo, sujeito a aprovação da Fiscalização, o Empreiteiro pode realizar uma primeira decapagem
grosseira durante a noite e, na manhã seguinte, completar a operação com a decapagem final.
Deve deixar-se sempre uma faixa decapada e por pintar entre a zona já decapada e pintada e a zona
não decapada. Esta exigência destina-se a evitar a incidência do abrasivo sobre tinta recentemente
aplicada. Pois quando o trabalho de decapagem recomeçar, esta faixa só precisará de uma passagem
de jacto abrasivo muito mais rápida.

4.19.6 - Aplicação da Tinta


a) Modos de aplicação
Os processos de aplicação das tintas terão que estar sempre de acordo com os indicados pelo
Fabricante, pois, da utilização de um processo errado de aplicação, poderão resultar graves danos no
sistema de pinturas afetadas.
O empreiteiro terá que utilizar sempre os processos de pintura que indicou na sua proposta.
Sejam quais forem os materiais a aplicar ou o seu modo de emprego, nunca se deverão aplicar camadas
excessivamente espessas, pois estas originam escorrimentos nas superfícies inclinadas e formam
rugosidades nas superfícies horizontais, causando em qualquer dos casos, um aspeto deficiente que
será motivo de rejeição das pinturas que se apresentem com esses defeitos.
b) Temperatura e humidade ambientes
A temperatura ambiente, a temperatura do metal e a humidade relativa devem ser cuidadosamente
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controladas antes de se iniciarem as operações de pintura.


A temperatura do suporte nunca deverá exceder os valores para os quais comecem a aparecer
fenómenos de empolamento ou outros menos aparentes que têm como resultado a diminuição da
espessura da película de tinta. Este valor não deverá exceder 30 ºC.
Salvo acordo específico com o Fabricante de tintas, a temperatura ambiente mínima será de 5ºC e a
temperatura do suporte será de 3ºC.
A humidade relativa não deverá exceder os 85%.
Haverá um especial cuidado com as tintas quimicamente curadas (por exemplo tintas epóxidas) que são
mais sensíveis às baixas temperaturas e a teores de humidade relativa superior a 80%.
Estes valores são orientativos e só funcionarão no caso de não haver acordo com o Fabricante de tintas,
que deverá portanto indicar sempre os valores limites respeitantes a cada tipo de tintas.
c) Tempos de secagem entre demãos
O tempo de secagem mínimo e máximo duma determinada demão de tinta, com vista à aplicação da
demão seguinte, serão os indicados pelo Fabricante.
Sempre que seja ultrapassado o tempo de secagem máximo estabelecido, a Fiscalização terá que ser
consultada antes da aplicação da nova demão seguinte, para que esta fique com perfeita aderência à
anterior.
d) Cores contrastantes entre demãos sucessivas
Sempre que sejam aplicadas sucessivas demãos da mesma tinta, ou de tintas diferentes, não poderão
ser da mesma cor duas camadas sucessivas.
Se se proceder à adição de um produto adequado, este terá que ser indicado e fornecido pelo
Fabricante.
e) Continuidade do filme de tinta
Cada demão de tinta deve ser aplicada de modo a obter-se um filme contínuo e de espessura uniforme,
sem porosidades nem desigualdades de aspeto.
Deverá haver especial cuidado em evitar que as tintas engrossem nas depressões, curvas ou
reentrâncias, ou que tenham tendência a fugir das arestas, deixando películas excessivamente finas.
f) Espessura de película de tinta
As espessuras por demão e as espessuras finais a obter pelo conjunto de todas as camadas de tinta
aplicadas, serão definidas na especificação particular respeitante a cada sistema a utilizar.
Sempre que não se consiga obter a espessura mínima especificada, com o número de demãos
indicadas, serão dadas uma ou mais demãos de tinta, de modo a atingir-se o valor indicado na
especificação.
g) Zonas danificadas
Sempre que uma pintura, antes de completamente seca, venha a ficar exposta à ação da chuva, neve ou
humidade, deverá ser definida imediatamente qual a zona que ficou afetada pela ocorrência.
Após secagem completa das superfícies atingidas, as pinturas danificadas terão que ser totalmente
refeitas, procedendo-se por isso remoção da tinta já aplicada nessas zonas e repetindo-se todo o
esquema de pintura até à fase em que se tenha verificado a ocorrência assinalada.
Igualmente todas as pinturas que tenham sido danificadas por operações de transporte ou montagem
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terão que ser refeitas, utilizando-se o processo atrás descrito.


4.20 Colocação de Parafusos de Alta Resistência

4.20.1 - Preparação das Superfícies de Atrito


a) A preparação das superfícies de atrito é efetuada na fábrica ou no estaleiro, por decapagem a jacto de
areia (quartzo cristalino, seco, tamanho de grão 0,7/1.2mm, projetado a 7 bar) ou a grenalha de ferro
(hematite tratada de arestas vivas com dureza HV1 entre 6850 e 7850 N/mm² e pelo menos 75% dos
grãos, de tamanho compreendido entre 0,3 e 0,5mm.
b) A verificação do estado de preparação será feita pela Fiscalização que deverá verificar também que
os furos foram desbastados com a fresa.
c) A pedido da Fiscalização poderão ser exigidas ao Adjudicatário seis amostras destinadas a verificar o
coeficiente de deslizamento e que são preparadas simultaneamente com elementos correspondentes da
obra.
O fiscal assiste ao aperto dos parafusos, o qual será efetuado por duas vezes (a 70% e depois a 100%
do momento do aperto) e verifica os momentos aplicados. As amostras serão ensaiadas à tração pelo
menos 3 dias depois do aperto.
d) No estaleiro, as superfícies em contacto são limpas de poeiras e da flor da ferrugem, com uma escova
metálica macia. O emprego de escovas rotativas é proibido. A ação da escova não deve diminuir a
rugosidade.
Não é necessário fazer desaparecer a cor da ferrugem. Por outro lado, as superfícies devem estar
isentas de óleo, de tinta ou de outras substâncias suscetíveis de reduzir o coeficiente de deslizamento.

4.20.2 - Armazenamento dos Parafusos


a) Os parafusos são armazenados ao abrigo das intempéries.
b) Os parafusos necessários às ligações a fazer de momento são colocados em caixas que possam ser
fechadas no caso de chover.

4.20.3 - Ligação de Peças


a) As superfícies a ligar são secas à chama
b) Os parafusos devem ser limpos antes de colocados, para eliminar o excesso de lubrificante. As peças
são mantidas em posição por parafusos de montagem e parafusos de alta resistência ligeiramente
apertados, de tal maneira que se obtenha a coincidência dos furos.

4.20.4 - Colocação dos Parafusos em Obra


Depois da verificação do ajustamento das peças a ligar, será colocada a totalidade dos parafusos de alta
resistência da ligação e apertados a 70% do momento do aperto definitivo (ver quadro I).
O empreiteiro assegura-se que todos os parafusos estão apertados a 70% marcando-os a giz, por
exemplo.
O aperto dos parafusos será efetuado com chave de choque ou com chave dinamométrica.
O encosto das superfícies em contacto será verificado visualmente, na periferia e nos furos de ligação.

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Em caso de necessidades, um aperto suplementar será aplicado aos parafusos nas zonas onde o
encosto pareça duvidoso.

4.20.5 - Estanqueidade das Juntas


A ligação será protegida contra a humidade pela aplicação de uma camada de mínio de chumbo
consistente em toda a periferia das juntas, das porcas, das anilhas e da cabeça dos parafusos, ou de
mástique de mínio nas ranhuras onde a água se possa acumular.

4.20.6 - Proteção das Juntas durante a Montagem


A fim de evitar a entrada de água nas juntas, as operações referidas nos pontos 4.3.3, 4.3.4 e 4.3.5
devem ser efetuadas no mesmo dia, se possível.
No caso de intempérie (chuva, por exemplo), se todas as operações não poderem ser terminadas no
mesmo dia, o local de trabalho deverá ser convenientemente protegido.

4.20.7 - Aperto definitivo dos Parafusos


a) O aperto definitivo (a 100%) duma união não será realizado, com a presença do fiscal, enquanto todos
os parafusos da união não estiverem colocados e apertados a 70%.
Os apertos a 70% e a 100% são realizados obrigatoriamente com o mesmo tipo de chave, seja a chave
de choque, seja a chave dinamométrica.
b) Os parafusos serão apertados sempre pela mesma ordem. O aperto começará pelos parafusos
centrais e será executado no sentido dos ponteiros do relógio.
O empreiteiro assegura-se, por marca a giz, de que todos os parafusos estão apertados a 100%.
c) Na medida do possível, as uniões do mesmo tipo serão apertadas pela mesma equipa, com a mesma
chave, para o mesmo diâmetro de parafuso.
Os parafusos de diâmetro diferente serão apertados com o auxílio de uma outra chave.
d) Quando o aperto é realizado com uma chave dinamométrica, é efetuado progressivamente, sem
pancadas e sem retrocesso.

4.20.8 - Regularização das Chaves de Choque


a) A regularização das chaves de choque é efetuada pelo empreiteiro, com a presença do fiscal,
apertando alguns parafusos diretamente nas uniões das peças.
b) O empreiteiro assegura-se do bom funcionamento da chave de choque, efetuando em cada recomeço
de serviço (em principio duas vezes por dia) a verificação da regularização por ocasião dos primeiros
apertos.
A regularização é corrigida, se necessário por tentativas, e considera-se em condições se se obtém bom
resultado sobre uma série de 30 parafusos.
c) O processo de verificação do aperto é o seguinte:
 Marcação da posição inicial da porca e da cabeça do parafuso (referência em relação a uma aresta
da porca).
 Desaperto da porca de 1/12 de volta, mantendo imóvel a cabeça do parafuso.
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 Aplicação do momento de aperto (quadro I) com chave dinamométrica, corretamente aferida,


mantendo a cabeça do parafuso imóvel e fazendo aperto progressivamente, sem pancadas e sem
retrocesso.
 Verificação da não rotação da cabeça do parafuso.
 Comparação da posição da paragem da porca com a posição inicial.

O aperto considera-se correto quando a aresta da porca se imobiliza numa zona compreendida entre
8mm antes e 1mm depois da referência inicial feita na anilha.
No entanto se a porca se imobiliza antes da sua posição inicial, deverá ser levada a esta posição por um
aperto suplementar.

4.20.9 - Controlo do Aperto


a) O controlo do aperto dos parafusos é efetuado pelo empreiteiro, aplicando o processo indicado em
4.20.8.c), pelo menos 3 dias após a sua realização.
O controlo é efetuado com chave de choque ou chave dinamométrica.
b) Quando a deficiência de aperto de um parafuso é detetada, verificam-se os parafusos vizinhos. No
caso de deficiência, sistemática, reapertam-se todos os parafusos da união, mantendo fixas as cabeças.
Se o reaberto é realizado com chave de choque, verifica-se previamente a sua aferição.
Se o aperto é feito com chave dinamométrica, deverá ser precedido de um pequeno desaperto da porca.
c) Quando se procede ao controlo, no caso da porca se imobilizar antes da posição inicial de referência,
conduzi-la a esta posição por um aperto suplementar.

Diâmetro Parafusos 8.8 Parafusos 10.9


Aperto 70% Aperto 100% Aperto 70% Aperto 100%
(mm)
(Kgf.m) (Kgf.m) (Kgf.m) (Kgf.m)

12 6.2 8.9 8.7 12.5


16 15.5 22 21.8 31
20 30 43 43 61
24 52 75 74 105
27 75 108 106 152
30 104 149 147 210
33 115 164 162 231

Tabela 1 - Valores mínimos dos momentos de aperto segundo o REAE

4.21 Empréstimos e depósitos

As terras de empréstimo serão extraídas dos locais aprovados pela fiscalização e de molde a que não
formem cavidades onde as águas se represem.

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As terras levadas a depósito dispor-se-ão de modo que não prejudiquem os terrenos adjacentes e que
não possam cair sobre a estrada embaraçando o escoamento das águas.

As zonas de empréstimo ou depósito ficarão, sempre que possível, situadas em locais não visíveis da
estrada.

Concluídos os empréstimos e o depósito de terras, todas as áreas afetadas deverão ser modeladas e
integradas no relevo da zona, para o que se farão as necessárias regularizações, sendo os encargos daí
resultantes suportados pelo empreiteiro. Se as não fizer no prazo fixado, serão estas executadas pela
fiscalização, por conta do empreiteiro. As indemnizações por empréstimo ou depósito além das previstas
no orçamento, serão responsabilidade do empreiteiro.

4.22 Enchimento junto a estruturas

Os trabalhos só serão iniciados após aprovação prévia da fiscalização. Serão estudados em especial os
problemas de drenagem que possam surgir e só depois destes estarem convenientemente resolvidos, se
executará o enchimento.

Quando se não trate de fragmentos de rochas, ou se façam ensaios de campo descritos no respetivo
artigo, a espessura da camada de aterro não deverá exceder 20 cm, medidos antes do início da
compactação.

Cada camada deve ser compactada de tal forma que a compactação relativa, referida ao ensaio AASHO
modificado, seja nos últimos 50 cm de terraplanagem, de pelo menos 95%. As camadas inferiores terão
uma compactação mínima de 90%. No caso de solos incoerentes, os valores referidos sobem para 100%
e 95%, respetivamente. Ao termo da compactação, o teor em humidade do material de aterro deve ser
tal que possa produzir a compactação relativa especificada. Se o material de aterro tiver excesso de
humidade, não deve ser compactado até que esteja suficientemente seco de forma a produzir a
compactação requerida.

Próximo de pilares, muros isolados, etc., o enchimento far-se-á tanto quanto possível, para os dois lados
opostos, de modo a não dar origem a impulsos unilaterais significativos.

4.23 Condições Especiais de Execução das Fundações Indiretas

4.23.1 - O objetivo desta parte da empreitada refere-se à execução das estacas de betão armado
indicadas nos desenhos, para as fundações da obra, bem assim como os seus maciços de
encabeçamento.

4.23.2 - As condições geológicas-geotécnicas locais encontram-se traduzidas nos documentos patentes


a concurso.
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4.23.3 - As estacas serão de betão armado, moldadas no terreno. A técnica a usar terá em vista uma
alteração mínima das características dos solos envolventes das estacas. As propostas deverão
descrever pormenorizadamente as técnicas, prazos e sequências de execução e ainda os equipamentos
a adotar. À fiscalização reserva-se o direito de as rejeitar ou mandar alterar.

4.23.4 - O betão a utilizar nas estacas será da classe C25/30.XC2, conforme definido na NP EN 206, no
REBAP e nas presentes Condições Técnicas, mas a dosagem de cimento não será inferior a 260 Kg por
metro cúbico (Betão TIPO II). Os aços a utilizar nas armaduras serão da classe A500-NR. A armadura
longitudinal será definida nos desenhos, em termos de profundidade e os respetivos acréscimos para
amarração aos maciços de encabeçamento. Dever-se-á dispor de uma cintagem helicoidal, com os
diâmetros e espaçamentos definidos nos desenhos de construção.

4.23.5 - As profundidades a atingir pelas estacas, indicadas nos desenhos, serão corrigidas em obra, sob
proposta do Adjudicatário e desde que aceites pela Fiscalização. Essas profundidades serão propostas,
em função das características do material extraído do fundo da perfuração.

4.23.6 - As estacas serão executadas de acordo com o processo proposto pelo Adjudicatário e de acordo
com os equipamentos que pretende utilizar, desde que para isso tenha obtido a concordância da
Fiscalização.

4.23.7 - Após o saneamento e preparação da cabeça das estacas, se o betão não apresentar as
condições requeridas, deverá o Adjudicatário propor uma solução, mas sempre sujeita a aceitação por
parte da Fiscalização, sendo todos os trabalhos decorrentes por conta do Adjudicatário. Em qualquer
caso será destruído o betão das estacas no comprimento de, pelo menos, 0,5 m a contar da cabeça ou
até ao nível em que se verificar que o betão não se encontra afetado. Se este comprimento ultrapassar a
face inferior das sapatas será de novo betonada a estaca, refazendo-se até 0,05 m acima daquele nível.
O betão das estacas penetrará na sapata numa extensão de 0,05 metros.

4.23.8 - A implantação das estacas será feita pelo Adjudicatário, sob sua inteira responsabilidade, a partir
de pontos e alinhamentos, fornecidos pela Fiscalização, devidamente referenciados. As tolerâncias
máximas admissíveis deverão respeitar os seguintes valores:

 Localização,0,10 x D
 Verticalidade,3 graus

As consequências que possam resultar de desvios superiores aos indicados, são da responsabilidade do
Adjudicatário competindo-lhe ainda propor a respetiva solução, a ser apreciada pela Fiscalização. Todos
os encargos de eventuais alterações, quer a nível de projeto quer de obra, serão suportados pelo
Adjudicatário.

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4.23.9 - 25% do número total de estacas serão objeto de ensaios de integridade (sónicos), a realizar por
entidade aceite pela Fiscalização. Se os resultados dos ensaios traduzirem qualquer anomalia, as
estacas respetivas serão substituídas por conta do Adjudicatário, segundo solução proposta por ele, mas
necessitando de aprovação da Fiscalização. Em tal caso poderão ser exigidos mais ensaios de controlo.
Em qualquer dos casos só serão pagos os ensaios cujos resultados sejam aprovados pela Fiscalização.
Em casos duvidosos, ou sempre que seja exigido pela Fiscalização, poderão ser executados furos à
rotação (0,66 mm) ao longo de todo o comprimento da estaca. O custo destas operações deve incluir o
enchimento posterior dos furos com calda de cimento, segundo processos a serem aprovados pela
Fiscalização. Note-se que tais encargos serão suportados pelo Adjudicatário no caso de se verificarem
deficiências de execução e ainda que, por factos desta natureza não poderá ser admitido o não
cumprimento do prazo da empreitada.

4.23.10 -Poderão ser executados ensaios de carga em estacas a designar pela Fiscalização, ensaios
que só poderão ser realizados no mínimo 15 (quinze) dias após a betonagem da estaca. Os ensaios
constarão de:
a) As estacas de ensaio serão carregadas até se atingir a sua carga de serviço que será indicada pela
Fiscalização, conservando-se esta carga durante 24 horas. Serão medidos os assentamentos sofridos.
Continuar-se-á a carregar até se atingir 1,5 vezes a carga de serviço, a qual será mantida num mínimo
24 horas, medindo-se então os assentamentos desde o início dos ensaios.
b) Estas cargas atuarão segundo a direção da estaca de ensaio, sem qualquer excentricidade, para o
que serão devidamente guiadas.
c) Os assentamentos reversíveis e irreversíveis permitidos serão dados pela Fiscalização em função do
comprimento da estaca.
d) No caso das estacas não satisfazerem aos ensaios serão rejeitadas e substituídas nas condições
constantes de 4.23.9.

4.23.11 -As escavações necessárias à execução dos maciços de fundação deverão obedecer a
metodologia proposta pelo Adjudicatário mas a ser aprovada pela Fiscalização. O processo a adotar e
sua sequência, deverá, obviamente, atender às características dos solos interessados por forma a
garantir os pressupostos do projeto e a segurança, quer do pessoal, quer das vias adjacentes. Os
produtos da escavação serão removidos para local a indicar pela Fiscalização.
4.23.11.1 - Não será permitida qualquer betonagem, quer de betão de regularização, quer de betão
estrutural, sem autorização expressa da Fiscalização.
4.23.11.2 - Em todos os caboucos será executada uma camada de betão de regularização, ou de
selagem se necessário, conforme se indica nos desenhos de construção.
4.23.11.3 - Da superfície superior do betão de regularização será retirada toda a goma depositada até
aparecer a parte sã do betão, e só depois se colocará a armadura da sapata.
4.23.11.4 - A betonagem dos maciços será contínua, a seco, admitindo-se interrupções apenas nos
casos em que a Fiscalização autorize.
4.23.11.5 - Todo o betão será vibrado com vibradores para massa, tendo-se o cuidado de os não
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encostar às armaduras para que a vibração se não transmita ao betão que já iniciou o processo de
presa.
4.23.11.6 - Após a adjudicação da empreitada, e no prazo geral estabelecido, deverá o Adjudicatário
apresentar à Fiscalização um plano do andamento previsto para os trabalhos, de modo a poder cumprir
o prazo de execução indicado. O plano de trabalhos englobará não só a execução das estacas como
ainda as operações detalhadas de escavação e betonagem dos maciços de encabeçamento.
4.23.11.7 - O Adjudicatário é obrigado a elaborar um relatório sobre as estacas moldadas no terreno,
apresentando à Fiscalização no prazo máximo de 30 dias após a última cravação, incluindo-se o seu
custo no preço unitário contratual. Constitui ainda obrigação do Adjudicatário fornecer à mesma
Fiscalização notas sobre o trabalho diário de cada estaca, as quais serão apresentadas dentro das 24
horas seguintes. O relatório deve conter as seguintes indicações:
 Identificação;
 Plano de estacaria, a sua numeração e suas características;
 Diâmetro nominal das estacas;
 Cota do terreno no início da cravação de cada estaca;
 Comprimento de cada estaca acabada;
 A extensão do coroamento demolido de cada estaca;
 Volume total do betão utilizado;
 Quaisquer outras informações de interesse, exigidas ou não pela Fiscalização;
 Um esquema com as profundidades totais de todas as estacas.

4.23.11.8 - Para efeitos de medição orçamental as estacas foram consideradas com os comprimentos
indicados nos desenhos de construção. Se porém a Fiscalização entender que este comprimento deve
ser aumentado ou diminuído, será tido em consideração, para determinação do trabalho realizado, o
comprimento real de cada estaca, tomando-se para preço por cada metro o preço contratual, qualquer
que seja a profundidade efetivamente atingida. Considera-se o comprimento real de cada estaca o
comprimento da estaca contado a partir da face inferior dos maciços de encabeçamento até ao nível
mais baixo atingido pelo tubo de cravação ou pela perfuradora. O preço unitário contratual de cada metro
efetivo de estaca compreende, assim, além do betão e das armaduras, todos os trabalhos
complementares, incluindo manobras, betonagens, cravações, fornecimentos de equipamento, etc.,
necessários para integral execução do sistema de fundação indireta e respetivo controlo nas condições
destas Condições Técnicas. Excetuam-se desta regra os ensaios dinâmicos em que a unidade é o
próprio ensaio em cada estaca designada, o qual inclui todas as operações e equipamentos necessários
à sua realização, e ainda os relatórios.

4.24 Condições Especiais de Execução das Sapatas dos Pilares e dos Muros

4.24.1 - As sapatas dos pilares e dos muros, serão executadas, em princípio por processos tradicionais,
observando-se o que estiver indicado neste Caderno de Encargos.

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4.24.2 - Não será permitida qualquer betonagem, quer de betão de regularização quer de betão
estrutural, sem que previamente a Fiscalização tenha inspecionado os caboucos e sem a sua
autorização expressa.

4.24.3 - Em todos os caboucos, será executada uma camada de betão de regularização, ou de selagem
se necessário, conforme se indica nos desenhos de construção. A escavação a efetuar, deverá, pois,
contar com altura correspondente a esse betão.

4.24.4 - Da superfície superior do betão de regularização, ou de selagem, será retirada toda a goma
depositada até aparecer a parte de sã do betão, e só depois se colocará a armadura da sapata.

4.24.5 - As sapatas serão betonadas contra as paredes laterais dos caboucos, deixando embebidas
nelas as armaduras dos elementos estruturais de elevação a que digam respeito.

4.24.6 - A betonagem das sapatas dos pilares será contínua, admitindo-se apenas interrupções para o
descanso noturno.

4.24.7 - Todo o betão será vibrado com vibradores para a massa, tendo-se o cuidado de os não encostar
às armaduras, para que a vibração não se transmita ao betão que já iniciou um processo de presa.

4.25 Condições Especiais de Execução dos Muros de Suporte

4.25.1 - A betonagem de cada elemento constitutivo dos muros de suporte só será iniciada quando
completamente montada a sua armadura e colocados os seus moldes; as armaduras serão montadas
com a disposição e rigor indicados nos desenhos de construção, serão convenientemente atadas nos
seus lugares e só depois se colocarão os moldes a toda a altura da betonagem, devidamente escorados
para que se não desloquem durante a execução dos trabalhos.

4.25.2 - Os varões de aço que constituem a armadura longitudinal dos elementos sobrepostos, serão
suficientemente prolongados para a ligação dessas armaduras com as do troço seguinte, em
conformidade com o especificado no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado. Em
casos a aprovar pela Fiscalização, poder-se-ão empregar pontas de ferro para facilidade de execução.
Tais pontas terão o diâmetro e a disposição das armaduras previstas no projeto, e o seu comprimento
será, pelo menos, o necessário para se estabelecer a sobreposição regulamentar.

4.25.3 - A betonagem em elevação será contínua admitindo-se apenas interrupções para o descanso
noturno e a alimentação do pessoal.

4.25.4 - Os moldes das paredes dos encontros, poderão ter janelas a diversas alturas e posições,
sempre do lado interior ou nas zonas que irão ficar cobertas pelas terras dos acessos, janelas essas com

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dimensões que permitam lançar o betão e introduzir os vibradores.

4.26 Condições Especiais de Execução das Lajes

4.26.1 - A cofragem a utilizar será em estrado plano, apoiado em vigas, sobre prumos, de tal forma que
permita a recuperação dos painéis horizontais aos 3 ou 4 dias após as betonagens, ficando a laje
apoiada ou diretamente aos prumos ou a vigas apoiadas nos prumos. Todo o escoramento deverá ser
devidamente contraventado.

4.26.2 - As armaduras serão preparadas de acordo com as indicações do projeto, devendo ser
observadas todas as prescrições regulamentares sobre os comprimentos de amarração de acordo com
as características do aço a utilizar. As armaduras inferiores são colocadas sobre tacos de betão ou de
pedra e as superiores sobre os blocos e apoiadas em pequenas barras de aço de tal forma que não se
possam deslocar durante as betonagens e para que o betão as possa envolver completamente de
acordo com as indicações regulamentares.

4.26.3 - Deverá ser aplicado o betão da classe indicada no projeto devendo observar-se todas as
prescrições regulamentares respeitantes ao fabrico. Durante a colocação do betão em obra deverá ser
utilizado vibrador de agulha.

4.26.4 - Em situação que o justifique poderá recorrer-se a interrupções de betonagem das lajes e desde
que permitido pela Fiscalização da Obra. As juntas de betonagem só deverão ocorrer nas zonas de
menores esforços (momentos fletores), que normalmente se localizam a 1/5 dos vãos e que
frequentemente coincidem com os limites dos capitéis. As zonas maciças sobre os pilares (capitéis)
deverão ser sempre betonadas ficando a laje provisoriamente, com consolas de aproximadamente 1/5
do vão interrompido. Encontra-se definida neste projeto, a localização aconselhada para esta junta de
betonagem. Poderão aceitar-se outras localizações de acordo com a fiscalização e os autores do projeto.

4.27 Condições Especiais de Execução dos Pilares

4.27.1 - A betonagem dos pilares será efetuada com os cuidados habituais para esta situação, no que se
refere à montagem e à fixação das armaduras e à colocação dos moldes.

4.27.2 -Cada troço de pilares será betonado de forma contínua, apenas se admitindo as interrupções
necessárias ao descanso noturno e a alimentação do pessoal. No caso de se utilizarem moldes
trepantes deverá ser apresentado um plano de betonagem que tenha em consideração as diferentes
idades do betão bem como a sua capacidade resistente. Deverá ainda ser justificada a estabilidade dos
pilares na fase de construção, tendo em consideração o sistema utilizado.

4.27.3 -A betonagem de cada troço, deverá ser precedida pela montagem completa das armaduras
transversais em, pelo menos 0,50 m acima da junta de betonagem ou de limite superior da cofragem.
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4.27.4 -O Empreiteiro, obriga-se a apresentar à aprovação da Fiscalização, o plano de betonagem e de


controlo da verticalidade e da direção dos pilares, indicando concretamente todo o seu processamento,
paralisações, tempos de execução, plano de verificações e equipamento a utilizar, etc.

4.28 Condições Especiais de Execução das Vigas

4.28.1 - A betonagem das vigas será efetuada com os cuidados habituais para esta situação, no que se
refere à montagem e à fixação das armaduras e à colocação dos moldes.

4.28.2 - As armaduras serão preparadas de acordo com as indicações do projeto, devendo ser
observadas todas as prescrições regulamentares sobre os cumprimentos de amarração de acordo com
as características do aço a utilizar. As armaduras inferiores são colocadas sobre tacos de betão ou de
pedra e as superiores de tal forma que não se possam deslocar durante as betonagens e para que o
betão as possa envolver completamente de acordo com as indicações regulamentares.

4.28.3 - Deverá ser aplicado o betão da classe indicada no projeto devendo observar-se todas as
prescrições regulamentares respeitantes ao fabrico. Durante a colocação do betão em obra deverá ser
utilizado vibrador de agulha.

4.29 Acabamento das Superfícies Vistas de Betão

4.29.1 - As peças de betão indicadas pela Arquitetura como sendo de betão aparente ou betão à vista,
serão para manter as superfícies exteriores com o aspeto do betão armado.

4.29.2 - Os moldes para as diferentes partes da obra deverão ser montados com solidez e perfeição, por
forma a que fiquem rígidos durante a betonagem e garantam a ausência de deformações que possam
afetar o seu aspeto ou comportamento e possibilitem a sua fácil desmontagem sem pancadas nem
vibrações. Para tanto, os materiais, as dimensões, a disposição, as juntas e estereotomia das cofragens
deverão ser aprovadas pelos projetistas de Arquitetura. Durante os primeiros tempos após a betonagem,
o betão deverá ser mantido húmido, mesmo depois de descofrado. As cofragens têm que ser executadas
de acordo com os critérios pretendidos pela Arquitetura.

4.29.3 - Os moldes devem ser totalmente estanques, não permitindo a libertação de leitada pelas
arestas, sendo para isso utilizado em cordão compressível nas juntas entre painéis.

4.29.4 - As superfícies interiores dos moldes deverão ser previamente preparadas com aplicação de
descofrante antes da colocação das armaduras, desde que se garanta o não aparecimento de manchas
oleosas ou de saponização.

4.29.5 - Antes de se iniciar a betonagem, todos os moldes deverão ser limpos de detritos. O seu
armazenamento deve ser realizado com o máximo cuidado, de modo a evitar qualquer danificação na
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superfície de cofragem, especialmente quando destinados a superfícies de betão à vista.

4.29.6 - No caso de paredes exteriores em que têm que ser empregues hidrófugos na confeção da
amassadura, deverá haver cuidados suplementares no seu emprego uma vez que estes dificultam a
obtenção de um perfeito betão aparente. Haverá que se acautelar a composição do betão a utilizar
nestes casos, adotando uma relação água-cimento inferior a 0,45 e teor mínimo de cloretos.

4.29.7 - No caso de paredes exteriores em betão aparente, e por indicações dos projetistas de
Arquitetura, poderão permitir-se acabamentos das superfícies exteriores que poderão passar por
escovado à utilização de verniz incolor à base de sílicas, desde que autorizados pela fiscalização.

4.29.8 - Para aprovação da Arquitetura e da Fiscalização, antes da execução dos elementos em betão
aparente, deverão ser preparadas amostras executadas de acordo com este sistema construtivo e de
cofragem a adotar.

4.29.9 - As irregularidades bruscas não devem exceder 1mm, e as suaves, para uma cércea de três
metros, 3mm. O desalinhamento entre painéis ou juntas de betonagem não devem exceder 1mm.

4.29.10 - A superfície deve apresentar cor e textura uniforme, e ser isenta de manchas devidas a
materiais estranhos ao betão. As variações de cor não poderão exceder as existentes nos painéis de
teste que forem aprovados pela fiscalização.

4.30 Estanquidade das superfícies de betão

4.30.1 - O betão utilizado para os elementos estruturais em contacto com o solo, deverá ser hidrófugo.

4.30.2 - Nas superfícies em contacto com o solo, deverá ser aplicada uma pintura impermeabilizante tipo
FLINTCOAT, independentemente das soluções de drenagem periférica previstas.

4.30.3 - O custo deste trabalho considera-se incluído no preço unitário contratual dos betões em
fundações e em contacto com solos.

4.31 Serviços afetados

4.31.1 - O empreiteiro deve confirmar junto das entidades responsáveis, da atualização de todas as
redes ou serviços existentes que possam ser afetados pela execução dos trabalhos constantes da
empreitada. Incluem-se nas redes ou serviços afetados, os constantes das peças desenhadas e/ou os
não detetados na fase dos estudos.

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4.31.2 - O empreiteiro deverá contemplar no plano de trabalhos da empreitada as disponibilidades das


entidades responsáveis pelos serviços afetados relativamente à sua intervenção no local, a qual é da
sua responsabilidade.

4.31.3 - A reparação de eventuais danos a serviços existentes é também da exclusiva responsabilidade


do empreiteiro.

4.32 Trabalhos complementares

4.32.1 - Estão incluídos os seguintes trabalhos:


 reposição de construções existentes, em condições equivalentes às atuais, quando haja de proceder
à sua demolição para realizar os trabalhos incluídos na empreitada.
 adaptação ou reposição das instalações de serviços afetados (águas, esgotos, telecomunicações,
eletricidade e gás) pelos trabalhos da empreitada nas condições exigidas pelas respetivas entidades
fornecedoras.

4.32.2 - Depois de terminada a obra o empreiteiro é obrigado a remover do local, no prazo de 60 dias, os
restos dos materiais, entulhos, equipamentos e tudo o mais que tenha servido para a execução dos
trabalhos.

4.32.3 - Dentro daquele prazo o empreiteiro procederá, ainda, ao desmonte do estaleiro e das obras
auxiliares de construção e à limpeza e regularização das zonas afetadas, repondo-as nas condições em
que as encontrou, e procedendo à replantação das espécies vegetais climáticas ou tradicionais da
região, trabalhos esses que serão integralmente realizados de acordo com o respetivo projeto.

4.32.4 - Fica a cargo do empreiteiro o fornecimento de todas as máquinas, ferramentas e utensílios,


incluindo as respetivas reparações, que forem necessárias para a boa execução da empreitada.

4.32.5 - Todas as obras e operações necessárias e complementares à execução dos trabalhos que são
objeto da empreitada, bem como os trabalhos preliminares daqueles, consideram-se incluídos na
empreitada, ficando bem expresso que a fiscalização não considera como omissão a falta de referências
a qualquer operação que seja indispensável para executar a obra tal como se prevê no projeto e com os
cuidados convenientes.

4.33 Trabalhos não especificados

4.33.1 - Todos os trabalhos não especificados nestas condições técnicas, que forem necessários para o
cumprimento da empreitada, serão executados com perfeição e solidez, tendo em vista os regulamentos,
normas e demais legislação em vigor, o projeto e as instruções da fiscalização. Inclui-se neste âmbito,
como exemplo, a execução da camada de enrocamento.

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4.34 Critérios de Medição

4.34.1- Critérios Gerais


De um modo geral as medições foram realizadas de acordo com os critérios de Medição publicados pelo
Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC.

Os preços apresentados a concurso devem incluir os custos relativos a todos os ensaios regulamentares
aplicáveis e os mencionados nas especificações.

Os preços apresentados devem também ter em conta todos os custos necessários para cumprimento
das especificações gerais e particulares, disposição das memórias descritivas, condições de contrato,
regulamento de estaleiro e tudo o mais requerido, definido ou implicado na documentação de consulta.
Os custo unitários devem incluir a verificação da precisão, localização e qualidade dos trabalhos feitos
por outros e que devam ser continuados ou completados, ou com os quais haja qualquer interferência.
Nos preços unitários a indicar para os diversos trabalhos considera-se incluído todo o necessário para o
cumprimento das tolerâncias dimensionais indicadas para sua execução, bem como todos os trabalhos
necessários para lidar com as tolerâncias de trabalhos executados por outros e que devam ser
completados ou continuados.

O empreiteiro terá a adaptar a execução dos seus trabalhos ao plano geral de execução de outros
sempre que haja interferência de trabalhos, e segundo as instruções da Fiscalização.

O empreiteiro deverá descriminar em local apropriado do mapa de trabalhos e quantidades, detalhes e


preços relevantes de quaisquer outros artigos, riscos, responsabilidades, obrigações ou outra qualquer
exigência inerente ao contrato, que julgue necessários para o seu reembolso e os quais não foram
considerados ou incluídos em qualquer parte do Mapa de Quantidades.

4.34.2- Critérios Específicos


4.34.2.1- Movimento de Terras
As medições das escavações para fundações são realizadas medindo apenas o volume correspondente
à área necessária para implantação de fundações.
Os preços a apresentar pelos concorrentes para os trabalhos de movimentos de terras, nos respetivos
itens dos mapas de preços, devem ter desde já em conta as necessidades de escavação através de
camadas de “tout venant”, demolição de raízes de árvores, pavimentos, entulhos, blocos de betão e
outros materiais enterrados, bem como o transporte dos respetivos produtos sobrantes a vazadouro da
conta do empreiteiro.
Os volumes de terras e outros resultantes da escavação são ou serão medidos e pagos sem coeficientes
de empolamento.
Os custos de eventuais bombagens de água ou rebaixamento de nível freático, serão considerados
incluídos nos preços atribuídos ao movimento de terras.

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4.34.2.2- Betão
É medido em m3, pela forma geométrica das peças patentes no projeto de execução, não havendo lugar
à dedução de volumes de betão em reentrâncias até 0.15m de comprimento, chanfros até 0.10m de
comprimento e volumes inferiores a 0.10m3 relativos a abertura, furacões, passagens, etc.
O preço apresentado inclui todas as operações necessárias, tais como fornecimento, transporte,
preparação, carga, colocação, compactação / vibração e cura.
Deverá também atender-se às exigências requeridas para a execução de betões a aplicar em elementos
enterrados, e em pavimentos térreos.

4.34.2.3- Cofragem
É medido em m2, pela forma geométrica das superfícies de moldagem, não havendo lugar a deduções
se área inferior a 0.50m 2.
Distinguem-se as cofragens correntes das especiais, e conforme a natureza dos materiais e condições
particulares de execução.
Em toda a supraestrutura (da zona enterrada dos lintéis para cima), deve ser utilizada cofragem para
betão com superfícies vistas – (destinadas a pintura de pequena espessura) – desempenadas e lisas, de
preferência metálica ou com nível de qualidade semelhante.
No custo das cofragens dos pilares devem incluir-se a possibilidade de atravessamento com varões de
diâmetro médio a grande, para ligação aos lintéis e vigas intermédias.
O preço apresentado inclui todas as operações necessárias, tais como fornecimento, fabrico, transporte,
montagem e desmontagem, carga e descarga, reparações e limpeza, e eventuais escoramentos, e todas
as operações para reaproveitamento futuro, bem como vedações, cortes ou remates de cofragem. Inclui
também entivações ou pinturas antidescofrantes, bem como se consideram incluídos os chanfros
necessários, que não excedam 50mm de largura nos ângulos externos ou de 15mm de largura nos
ângulos internos. Devem também ser tido em conta que a cofragem em elementos cujo acabamento final
é o betão, deve respeitar a estereotomia prevista pelo projeto de Arquitetura.
4.34.2.4- Armaduras
São medidas em Kg, por conversão dos metros indicados nas peças do projeto, conforme peso nominal
dos varões. Os comprimentos medidos incluem os levantamentos, amarrações, ou sobreposições, desde
que assinalados no projeto; caso contrário, considera-se incluído no preço unitário aqueles pormenores
de execução.
Estão incluídas todas as operações necessárias tais como fornecimento e transporte, dobragens,
armações, ligações, emendas, espaçadores em ferro ou betão, carga, descarga, transporte e colocação
em obra.
Consideram-se também incluídos nos custos unitários de armaduras de vigas e lintéis os trabalhos
necessários à repescagem dos varões de ligação aos pilares.
4.34.2.5- Lajes
No fornecimento e montagem de pavimentos elevados, o Empreiteiro deverá considerar como incluído
nos custos unitários todos os trabalhos necessários à sua montagem e elevação (chapa metálica
colaborante, fixações aos perfis metálicos, etc.), assim como todo o trabalho relativo à partição dos
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pavimentos sem painéis.


4.34.2.6- Estruturas Metálicas
As quantidades medidas para estes trabalhos baseiam-se no peso nominal dos perfis e nas distâncias
entre os nós das estruturas. Assim, os custos unitários por Kg a apresentar pelos empreiteiros, caso não
seja especificado em contrário no mapa de quantidades, devem incluir todos os “goussets”, chapas de
apoio, chapas de base dos pilares, aparelhos de apoio - em aço- de todas as peças estruturais,
chumbadouros, barras de apoio, cutelos de reforço de vigas e pilares, reforços em cumieiras,
soldaduras, conectores, parafusos, porcas e anilhas, furações na estrutura de betão, selagens, calços,
gabaris e todas as demais peças e trabalhos auxiliares.
Os custos unitários devem também incluir quaisquer contraventamentos, escoramentos e suspensões
temporários, que sejam necessários, ou indicados pela Fiscalização, para a montagem das estruturas
metálicas.
O empreiteiro deve ter em conta nos custo unitários a necessidade da execução de desenhos de fabrico
detalhando claramente todos os nós e peças estruturais com a indicação por exemplo de número de
parafusos ou comprimento de cordões de soldadura a realizar. Estes desenhos serão executados de
acordo com pormenores tipo do projeto de execução e serão submetidos a aprovação da Fiscalização,
atempadamente antes do início do fabrico, com um período mínimo de 3 semanas.
No caso de se optar pela colocação dos chumbadouros ou outras peças metálicas de fixação no interior
dos maciços de fundação a executar por outros antes da betonagem, consideram-se incluídos neste
grupo de trabalhos o fornecimento de chumbadouros e a verificação do seu posicionamento antes da
execução do trabalho de betonagem.
Todas as estruturas metálicas serão pintadas de acordo com o esquema definido no presente caderno
de encargos, devendo tal ser tido em conta nos custos apresentados a concurso. As superfícies
envolvidas em betão, com exceção das bases dos pilares, serão apenas decapadas.
Os custos unitários devem ainda ter em conta a necessidade de realização de ensaios a expensas do
empreiteiro.
Prevê-se a realização dos seguintes ensaios:
 Inspeção visual de todos os nós
 Magnestocopia 25% das ligações
 Raios y (ou Raios X) 5% das ligações
Estes ensaios devem ser realizados por inspetores e operadores qualificados, pertencentes a instituição
oficial de carácter independente, que será indicada por a Fiscalização ou cuja escolha terá a sua
aprovação.
As taxas indicadas para os ensaios são valores médios que serão aumentados com todos os ensaios
que a Fiscalização ou cuja escolha terá a sua aprovação.
As taxas indicadas para os ensaios são valores médios que serão aumentados com todos os ensaios
que a Fiscalização considere necessários, sempre que através da inspeção visual (ou de
magnestocopia) se verifique poder haver possibilidade de situações deficientes.
No caso de rejeição de soldaduras – segundo critérios da A.W.S. – o empreiteiro submeterá a aprovação
da Fiscalização o respetivo projeto de reforço e será responsável pelos prejuízos decorrentes da sua
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Remodelação de Moradia
Projeto de Fundações e Estruturas
Condições Técnicas

execução em obra.
No caso de se proceder a soldaduras no local da obra para emenda de peças principais estas devem ser
realizadas com cobre juntas a aprovar pela Fiscalização.

4.35 Juntas de Dilatação

4.35.1 - As juntas a utilizar deverão ser estanques, resistentes aos agentes abrasivos e corrosivos e de
fácil manutenção. Deverão ser dimensionadas para os deslocamentos constantes nos desenhos de
construção.
As juntas deverão ser fabricadas por firma especializada com experiência comprovada do tipo de junta
proposta e para movimentos pelo menos iguais aos especificados.
O empreiteiro submeterá à aprovação da Fiscalização as características das juntas acompanhadas dos
desenhos necessários, incluindo os pormenores de montagem.
Durante todas as fases de assentamento é exigida a presença de um representante qualificado do
fornecedor das juntas, que dará as instruções necessárias para que o assentamento se faça de forma
correta.
O assentamento das juntas será em princípio feito com argamassas do tipo II, a fim de garantir um
correto nivelamento.

4.35.2 - Placas de esferovite em juntas de dilatação e expansão


As placas de espuma rígida de poliuretano (esferovite), destinadas ao preenchimento de juntas de
dilatação ou expansão, devem ter espessura igual a largura da junta, com uma tolerância para mais de
10%, e terem as seguintes características:
- número de células fechadas superior a 90%
- resistência a compressão, a 10% de deformação, igual ou superior a 2,5 MPa
- incombustível, segundo a norma ASTM 1629 - 59T
- imputrescível e resistente a ação de fungos
- não apresentarem cavernas à superfície.

O Empreiteiro deverá apresentar à Fiscalização, para aprovação, uma certidão do fabricante onde
conste a indicação do material e as características atrás indicadas, comprovadas por ensaios em
organismos de reconhecida competência.

4.35.3 - Cordões de mástique em junta de dilatação ou expansão

O elemento de refechamento das juntas de dilatação ou expansão é mástique que deverá possuir as
seguintes características:
- Deformabilidade apropriada para acompanhar os movimentos das juntas sem prejuízo das suas
qualidades elasto-plásticas.
- Ser de aplicação ao frio

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- Não fissurar e aderir perfeitamente as paredes da junta mesmo em contacto direto e prolongado com a
água, constituindo um enchimento estanque.
- Manter a elasticidade que permita a vedação completa da junta, face a grandes amplitudes térmicas
variando entre -10º.C e +60º.C e a agentes atmosféricos, não fendendo ou exsudando.
- Estável face a agressividade química
- Resistência ao envelhecimento
- Praticamente incombustível

O mástique deverá ser de fábrica de reconhecida idoneidade e ter as características necessárias de


forma a satisfazer o fim para que são utilizados.

Poderão ser exigidos ensaios em provetes para verificação de qualidades, obrigando-se o adjudicatário a
retirar o material da obra todas as vezes que for rejeitado.

Os ensaios incidirão, entre outros aspetos, sobre o módulo de elasticidade, resistência a temperaturas,
tempo de secagem, ligação a materiais, estanquicidade, densidade, ensaios de tração e compressão,
rendimento ou "pot-life".

Os mástiques chegarão à obra em embalagens seladas de origem, rotulados com a marca, referencia, e
modo de aplicação e serão armazenados de acordo com as instruções do fabricante ou na sua omissão
protegidos dos agentes atmosféricos, descargas elétricas, calor e frio excessivos.

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