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04/01/2017

Hymenolepis nana - Classificação

Himenolepíase
FILO Platyhelminthes
CLASSE Cestoda
ORDEM Cyclophillidea
FAMÍLIA Hymenolepididae
GÊNERO Hymenolepis
ESPÉCIES Hymenolepis nana

Himenolepíase Hymenolepis nana – Morfologia

•ADULTO:
•Agente etiológico: Hymenolepis nana;
-2 a 4 cm, 100 a 200 proglotes, genitália feminina e
•Tênia anã; masculina.
-Possui escólex com 4 ventosas e rostro com ganchos.
•Distribuição geográfica: áreas tropicais e subtropicais;

•Crianças são mais atingidas;

•Uma das causas mais comuns de infecção por cestódeos;

Hymenolepis nana – Morfologia Hymenolepis nana - Ciclo biológico

•OVOS:

-Transparentes, membrana externa e interna, envolvendo


a oncosfera.

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Hymenolepis nana - Ciclo biológico monoxênico Hymenolepis nana - Ciclo biológico heteroxênico

•Ciclo mais frequente; •Ovos → inseto → a oncosfera se liberta e transforma-se


em larva cisticercoide (intestino);
•Ingestão ovos → Intestino (eclosão dos ovos ingeridos) →
Mucosa (larva cisticercóide); •Humanos (ingestão acidental de insetos adultos) →
Atravessam o estômago e desenvaginam-se no intestino
•Após 10-12 dias → luz intestinal → íleo (verme adulto); delgado (íleo) → 20 dias (eliminação de ovos).

•Ciclo completa-se em 1 mês;

•Helminto de vida curta → é eliminado nas fezes entre 30


e 40 dias após a infecção;

Hymenolepis nana - Sinais e sintomas Hymenolepis nana - Diagnóstico

•Distúrbios gastrintestinais: ↑ parasitos, em geral, nas •Diagnóstico clínico: difícil


crianças menores de 10 anos;

•Diagnóstico laboratorial: pesquisa de ovos nas fezes


•Anorexia, emagrecimento, inquietação e prurido, são as (EPF).
manifestações mais freqüentes;

•Formas graves:
-Ulcerações da mucosa
-Diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos

Hymenolepis nana - Profilaxia Hymenolepis nana - Tratamento

•Higiene pessoal (doença de “mãos sujas”); •Praziquantel ou niclosamida → dose única de 2 g.

•Serviços sanitários adequados; •Os cisticercoides não são afetados por esses fármacos →
repetir o tratamento com 2 semanas de intervalo.
•Proteger os alimentos e a água da contaminação das
fezes;

•Tratamento para eliminar as fontes de infecção.

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Hymenolepis diminuta - Classificação Hymenolepis diminuta

•É parasita de ratos (tênia do rato);

•Ciclo biológico é heteroxênico;

FILO Platelmintos •Possui escólex sem rostro e mede cerca de 30 – 60 cm;


CLASSE Cestoda
ORDEM Cyclophillidea •O homem é hospedeiro acidental, por ingerir a larva de
FAMÍLIA Hymenolepididae insetos (pulga, coleópteros) ou os insetos;
GÊNERO Hymenolepis
ESPÉCIES Hymenolepis diminuta

Hymenolepis diminuta

•Diagnóstico: ovos característicos nas fezes (maiores que os


de Hymenolepis nana e não possuem filamentos polares);

•Geralmente o parasitismo é assintomático;


Hidatidose

Echinococcus granulosus - Classificação Echinococcus granulosus – Introdução

•Agente etiológico: Hidatidose;

•1780 - 1ª Descrição ;

•Abate de ovinos X Descarte de vísceras;


FILO Platyhelminthes •Maior prevalência é no Sul da América do Sul (Brasil-RS,
CLASSE Cestoda Argentina, Uruguai, Chile e Peru).
ORDEM Cyclophillidea
FAMÍLIA Taeniidae
GÊNERO Echinococcus
ESPÉCIES Echinococcus granulosus
E. multilocularis / E. vogeli / E. oligarthus.

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Echinococcus granulosus – Transmissão

•Cão (HD): Ingestão de vísceras contaminadas com


hidátides.

•Ovinos, porcos, bovinos (HI): Ingestão de ovos eliminados


pelos cães.

•Homem / Crianças (acidental): Ingestão de ovos nos pelos


de cães contaminados.

Echinococcus granulosus – Morfologia Echinococcus granulosus – Morfologia

OVO: LARVA (cisto hidático):

•Esférico (30 a 40 μm); •Cresce em média 1 cm / ano

•Casca com dupla membrana radiada;

•Apresenta embrião hexacanto;

•Encontrado nas fezes de cães.

Echinococcus granulosus – Morfologia Echinococcus granulosus – Morfologia

LARVA (cisto hidático):


ADULTO

• Corpo achatado;

•Escólex + colo + estróbilo;

•Escólex com 4 ventosas + 1 rostelo c/ acúleos;

•Estróbilo com 3 a 4 anéis.

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Echinococcus granulosus – Habitat e nutrição Echinococcus granulosus – Patogenia

•Na fase adulta habitam o tubo digestivo dos hospedeiros; •Doença em geral silenciosa;

•Não possuem tubo digestivo próprio (difusão, transporte •Manifestações dependem do nº e localização dos cistos;
ativo ou pinocitose);
•As principais alterações devem-se:
•Escólex inserido entre as vilosidades (↑O2, indispensável
para a maturação de Echinococcus). -Ação mecânica

-Reação alérgica

- Rompimento do cisto

Echinococcus granulosus – Patogenia Echinococcus granulosus – Patogenia

Hidatidose cística Hidatidose cística

- Fígado: ↑ P no sistema porta, estase sanguínea, ascite, ↑


- Ação alérgica: IgE ocasionada pelo rompimento do
etc. cisto e liberação de antígenos (natural ou acidental).

-Pulmão: compressão e dificuldades respiratórias. -Antígenos → choque anafilático → morte.

- Medula óssea: hidátides invadem trabéculas ósseas. - Liberação de escólex → novos cistos ou embolia.

- Cérebro: complicações dependem das áreas lesadas.

Echinococcus granulosus - Diagnóstico Echinococcus granulosus – Diagnóstico

•Diagnóstico por imagem: Tomografia computadorizada


•Diagnóstico clínico: difícil

•Diagnóstico laboratorial:

- Diagnóstico por imagem

- Reações imunológicas

- Exame microscópico

- Hemograma

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Echinococcus granulosus – Diagnóstico Echinococcus granulosus - Diagnóstico

•Diagnóstico por imagem: Ressonância magnética


•Diagnóstico por imagem: Raio-X

Echinococcus granulosus – Diagnóstico Echinococcus granulosus - Diagnóstico

•Diagnóstico por imagem: Ultrassonografia •Diagnóstico laboratorial:

- Reações imunológicas

Principais técnicas:

- Imunoeletroforese,

- Reação de floculação do látex,

- Hemaglutinação indireta

- ELISA.

Echinococcus granulosus - Diagnóstico Echinococcus granulosus – Tratamento medicamentoso

•Diagnóstico laboratorial: •Cães (equinococose): Praziquantel.

- Exame microscópico: pesquisa de estruturas císticas em


escarro e urina. •Homens:

-Medicamentoso: albendazol 10 mg/Kg/dia (10 - 30 dias).


- Hemograma: eosinofilia.
-Eficiência(?).

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Echinococcus granulosus – Tratamento cirúrgico Echinococcus granulosus – Profilaxia

•Excluída a cura espontânea ou medicamentosa, o


tratamento é cirúrgico; -Interdição do abate clandestino;

•O paciente deve ser previamente dessensibilizado; -Impedir que os cães se alimentem de vísceras do gado;

•Durante a cirurgia → substituição de uma parte do -Controle sanitário do gado abatido;


volume do cisto por álcool 75% ou NaCl 20%;
-Estudo epidemiológico que identifique áreas endêmicas;
•Para evitar recidivas → albendazol durante 4 semanas.
- Adoção de técnicas de criação que dispensem cães.

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