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Vida urbana e rural.

Para que possamos compreender e refletir sobre vida rural e


urbana e todos os aspectos inerentes a estes espaços, é
necessário conhecer como as mudanças ocorreram e o
processo de construção e diferenciação e transformação que
se deu ao longo da história. Pois a diferenciação e o conceito
do rural e o urbano como se configura hoje é o resultado de
processos construídos anteriormente que, com o passar do
tempo, foram modificados e reconstruídos.

Vale lembrar que estudar o meio rural e urbano significa


reestruturar a forma de refletir da sociedade. Pensar tais
espaços é conhecer a história de cada lugar, compreendendo e
vivendo suas relações e evolução ao longo dos tempos. O
modo de vida nesses espaços compreende a forma que as
famílias se expressam no dia a dia, buscando sua reprodução
contínua, diante de tantas dificuldades inerentes,
principalmente, ao meio rural no Brasil.

Podemos começar nos perguntando: o que é, afinal, “o rural”?


O que é, afinal, “o urbano”? Onde está o limite entre o urbano e o
rural?

As transformações, que ocorreram com o homem, o fizeram


recriar seus espaços de vida de acordo com suas
necessidades. Os espaços se configuram como territórios de
expressão do viver e do (re)produzir. Tais expressões foram
referenciadas em espaços produzidos de maneira distinta,
embora fosse parte de um mesmo contexto. O rural e o urbano
são expressões dessa reprodução humana no espaço, e
mesmo possuindo suas especificidades, eles não podem ser
destituídos e segmentados, uma vez que são decorrentes de
um mesmo processo de formação, mas que hoje são utilizados
de formas distintas, tanto entre eles, como no seu interior.
(http://2.bp.blogspot.com/-9-
JNLT2xReA/T7f8klLfKOI/AAAAAAAAAQ0/Vwb-
Nwhdys/s1600/geofagiamodovidaurbano2.jpg)

Há pouco mais de um século a maioria da população vivia em


núcleos reduzidos, vinculados a uma economia agrária. Hoje o
espaço urbano tornou-se um contínuo, não havendo já uma
distinção nítida entre o espaço ainda rural e o espaço já
urbanizado. O crescimento urbano com a expansão dos
subúrbios e a difusão da indústria (onde os modos de vida
rurais e urbanos se justapõem), os dois espaços uniformizam-
se cada vez mais, graças também, à acepção dos meios de
comunicação social. Mas vamos buscar estes diferenciais que
temos.

Porém, para abordarmos as diferenciações existentes entre o


rural e o urbano, necessitamos relembrar a Revolução
Industrial, que afetou toda a sociedade e consequentemente a
forma de vida dela.

Apresenta-se aqui novo questionamento: o que tem a ver


Revolução industrial com a vida rural e a vida urbana?
Para que se compreenda com maior clareza essa
reorganização material da sociedade e consequentemente do
mundo do trabalho, a Revolução Industrial alterou a fisionomia
do mundo com novas máquinas e técnicas que alteraram a
produtividade, assim como o processo de agricultura. Deu-se
também uma revolução nos transportes, como o navio a vapor,
a construção de rodovias e ferrovias. Novas fontes de energia
como o petróleo e a eletricidade substituíram o carvão.
Acentuou-se o processo de deslocamento da população do
campo para as cidades, que passaram a concentrar grande
massa trabalhadora. Expande-se o mercado e a necessidade
de absorção dos excedentes da indústria. É um novo tempo em
que a reorganização material da sociedade se expressa em
todas as dimensões humanas e reflete pelo próximo século.
( Aranha 2006, p. 200).

O que sabemos é que houve grandes transformações do tipo


da vida e da sociedade rurais e também da vida urbana com a
revolução industrial.

Todos nós sabemos que há pessoas que moram na cidade,


outras no campo.

• A população que vive no campo ou na zona rural recebe o


nome de população rural. (do latim rural, is).

• Já aquela que vive em meio aos grandes centros urbanos é


denominada população urbana (do latim urbe que significa
cidade).

Para definir o termo “rural”, devemos recorrer à sua origem


vinda do latim “rural, is”. Segundo o dicionário Web, é um
adjetivo que corresponde ao que pertence ou relativo ao campo
(um terreno extenso que se encontra fora das regiões mais
povoadas e são terras de cultivo). É exatamente o oposto do
que conhecemos como zona urbana, de cidades. Graziano da
Silva (1999) nos dá o conceito de meio rural como um conjunto
de regiões ou zonas (território) cuja população desenvolve
diversas atividades ou se desempenha em distintos setores,
como a agricultura, o artesanato, as indústrias pequenas, o
comércio, os serviços, o gado, a pesca, a mineração, a
extração de recursos naturais e o turismo, entre outros.

http://www.tuatupr.com/wp-
content/uploads/2010/02/29291jpg.png

Segundo este mesmo autor (1999), em tais regiões ou zonas


há assentamento que se relacionam entre si e com o exterior, e
nas quais interage uma série de instituições, públicas e
privadas.

O rural transcende o agropecuário, e mantém elos fortes de


intercâmbio com o urbano. Na provisão não só de alimentos,
mas também de grandes bens e serviços, entre os quais vale a
pena destacar a oferta e cuidado de recursos naturais, os
espaços para o descanso, e as contribuições à manutenção e
desenvolvimento da cultura. (FONTE: Disponível em:
<http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_7430/artigo_sobr
e_novos_conceitos_de_urbano_e_rural >. Acesso em: 27 ago.
2013.)

Para Balsadi (2001), o meio rural é então uma entidade


socioeconômica em um espaço geográfico com quatro
componentes básicos:
 Um território que funciona como fonte de recursos naturais e
matérias-primas, receptor de resíduos e suporte de atividades
econômicas.
 Uma população que, com base em certo modelo cultural,
pratica atividades muito diversas de produção, consumo e relação
social, formando um ripado socioeconômico complexo.
 Um conjunto de assentamentos que se relacionam entre si e
com o exterior mediante o intercâmbio de pessoas, mercadorias e
informação, através de canais de relação.
 Um conjunto de instituições públicas e privadas que
articulam o funcionamento do sistema, operando dentro de um marco
jurídico determinado.

Caro aluno, neste link você pode aprofundar na leitura do texto


sobre ‘o modo de vida urbano’.

http://geofagia.blogspot.com.br/2012/05/o-modo-de-vida-
urbano.html

 
(http://pt.dreamstime.com/imagem-de-stock-royalty-free-
pictograma-h%C3%A9cticos-ocupados-do-tr%C3%A1fego-da-
vida-urbana-urbana-image29251026)

Urbano tem origem no Latim “urbanus” que significa


“pertencente à cidade”. Segundo o Dicionário Web, urbano é
tudo aquilo que está relacionado com a vida na cidade e com
os indivíduos que nela habitam, por oposição a rural, que é
relativo ao campo e ao interior.

Repare que o rural e o urbano mexem com a vida, com o modo


de vida das pessoas, da qualidade de vida. Vemos então que o
urbano se formou a partir do rural, e criou tal separação,
dicotomia e função. O antagonismo de um mesmo espaço só
pode ser percebido no entendimento do que é, e qual a relação
deste com o homem e com outros espaços.

E você pode se perguntar: como nasce uma cidade? Vamos


responder a isso, tendo como referência o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística. Podemos dizer que uma cidade nasce
a partir do momento em que um determinado número de
pessoas se instala numa certa região através de um processo
denominado de urbanização. 

Diversos fatores são determinantes na formação das cidades,


tais como a industrialização, o crescimento demográfico etc.
Mas é preciso saber: No Brasil, segundo os critérios oficiais do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera-
se como cidade toda a sede de município, independentemente
do número de habitantes e das funções desempenhadas pela
maioria da população. (BRASIL, Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Censo demográfico de 2000. In:
Internet: <http:// www.ibge.gov.br>.).

Neste ítem vimos:

compreender e analisar o contexto diferenciado da relação


dualista entre o rural e o urbano;

 conhecer os dois tipos de sociedade estreitamente


interdependente: rural e urbana;
 conhecer o conceito de urbanização;
 conceituar uma cidade;
 comparar o processo de urbanização entre as nações
desenvolvidas e as subdesenvolvidas.

REFERÊNCIAS

ARANHA, M.L.A. História da educação e da pedagogia. 3. ed.


rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2006.

GRAZIANO DA SILVA, J.F. O novo rural brasileiro. Campinas:


Unicamp - Instituto de Economia, 1999. (Coleção Pesquisa, 1).

______. O novo rural brasileiro. Campinas, São Paulo:


UNICAMP, 2002.

______. A nova dinâmica da agricultura brasileira. 2. ed.


Campinas: UNICAMP, 1998.
BALSADI, O. V. Mudanças no meio rural e desafios para o
desenvolvimento sustentável. Revista São Paulo em Perspectiva,
v. 15, n.1, p.155-165, 2001.

FERNANDES, A.; CASAGRANDE, E. Eficiência e equidade:


incursões recentes em torno de um velho debate a partir das
regiões do Estado de São Paulo. In: GONÇALVES, M.;
BRANDÃO, C.; GALVÃO, A. (Orgs.). Regiões e cidades, cidades
nas regiões: o desafio urbano-regional. São Paulo: UNESP;
ANPUR, 2003.

FERREIRA, A.D.D. Processos e sentidos sociais do rural na


contemporaneidade. Estudos Sociedade e Agricultura, n.18,
2002.

Hoje, para entender a vida rural e a vida urbana, principalmente


no ocidente, mas também já com presença muito marcante no
oriente, o capitalismo se torna referência de sistema
determinante na vida das pessoas, estejam elas no meio rural
ou urbano.

Assim, ao estudarmos o capitalismo, que é o que queremos


rapidamente aqui apresentar  muitas vezes nos deparamos
com algumas categorias básicas, como: tempo, relações de
produção, memória, cotidiano, modo de produção capitalista,
sociedade e indivíduo, fato social, balança comercial, forças
produtivas, relações sociais de produção, classes sociais,
infraestrutura, luta de classes, mais-valia, propriedade privada
dos meios de produção, salário, renda da terra, juros,
mercadoria...

Todavia, é necessária uma leitura a respeito desses temas.


Nesse sentido, optamos por fazer recortes de algumas das
categorias citadas, apresentando-as a seguir e vamos começar
com o tempo:

 
a) Tempo

O tempo é uma medida de movimento e as formas de


mensurá-lo se modificam de acordo com os referenciais
adotados.

b) Relações de produção

Relações de produção é um conceito elaborado por Karl Marx,


no século XIX, e que recebeu muitas definições e utilizações
posteriores. Resumidamente, as relações de produção são as
formas como os seres humanos desenvolvem suas relações de
trabalho e distribuição no processo de produção e reprodução
da vida material. Segundo a teoria marxista, nas sociedades de
classes, as relações de propriedade são expressões jurídicas
das relações de produção. Assim, nas sociedades de classes,
as relações de produção são relações entre classes sociais,
proprietários e não proprietários. As relações de produção,
conjuntamente com as forças produtivas, são os componentes
básicos do modo de produção, a base material da sociedade.

Dois tipos de relações sociais de produção que se


complementam: relações no processo de trabalho (divisão de
tarefas) e relações face às condições e meios de produção
(propriedade ou não dos meios de produção). (TOMAZI, 1995,
p. 22-23).

c) Cotidiano

É comum o cotidiano ser entendido como o dia a dia, como


algo que envolve monotonia e repetição. Entretanto, “cotidiano
é mais do que o dia a dia e, além disso, ele pode ser o lugar da
mudança”. (SILVA, 2005, p. 75).

Já Heller (1992) identifica e delimita as partes que constituem a


vida cotidiana como a organização do trabalho e da vida
privada, os lazeres e o descanso, a atividade social
sistematizada, o intercâmbio e a purificação.

 
d) Sociedade e indivíduo

Quando falamos de sociedade e indivíduo, deparamo-nos com


as definições dos três principais pensadores clássicos da
sociologia, a saber: Marx, Durkheim e Weber, que
conceituaram de maneiras diferentes a sociedade e o
indivíduo. Cada um definiu a constituição da sociedade a partir
do papel político, social ou econômico do indivíduo.

http://prestesaressurgir.blogspot.com.br/2011_07_01_archive.ht
ml

Para o sociólogo francês Émile Durkheim a sociedade é que


controla as ações individuais, o indivíduo aprende a seguir
normas que lhe são exteriores (não foram criadas por ele),
apesar de ser autônomo em suas escolhas; porém essas
escolhas estão dentro dos limites que a sociedade impõe, pois,
caso o indivíduo ultrapasse as fronteiras impostas, será punido
socialmente. “Fato social é a coerção do indivíduo, constrangido
a seguir normas sociais que lhe são impostas

desde seu nascimento e que não tem poder para modificar.”


(TOMAZI, 1995, p.18-19). O pensador alemão Karl
Marx também contribuiu para a discussão da relação entre
indivíduo e sociedade. “A sociedade, sendo heterogênea, é
constituída por classes sociais que se mantêm por meio de
ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção,
ou seja, as elites. Numa sociedade capitalista, o acúmulo de
bens materiais é valorizado, enquanto que o bem-estar coletivo
é secundário”. (TOMAZI, 1995, p. 23).

Enquanto para Durkheim a ênfase da análise recai na


sociedade, para o sociólogo alemão Max Weber a sociedade
não seria algo exterior e superior aos indivíduos como em
Durkheim.

e) Balança comercial

É a relação entre exportações (vendas para o exterior) e


importação (compra do exterior) de um país. Quando as
compras (em dólares) no mercado internacional são maiores do
que as vendas, há déficit comercial, e o país se torna devedor.
Na situação inversa, ou seja, quando as vendas(em dólares)
são maiores do que as compras, há superávit, e o país torna-se
credor. (COELHO; TERRA, 2003, p. 47).

f) Modo de produção capitalista

Organização das forças produtivas e das relações sociais com


o intuito de gerar mais-valia que garanta a produção material e
a reprodução social do Estado capitalista.

g) Forças produtivas

Terra, trabalho, capital, tecnologia: elementos essenciais à


produção capitalista.

h) Relações sociais de produção

Organização e interação das pessoas e das classes na


sociedade, tendo em vista a produção material e a reprodução
social, a manutenção e ampliação das relações sociais,
políticas e econômicas.

 
Não esqueça que vivemos em um modo de produção
capitalista e estes conceitos que vimos e outros que ainda virão
fazem parte dessa realidade.

i) Capitalismo financeiro

É um sistema econômico, subtipo do capitalismo, que surgiu no


começo do século XX e apresenta como característica principal
a subordinação dos meios de produção para a acumulação de
dinheiro e obtenção de lucros através do mercado financeiro
(ações, produtos financeiros, títulos, derivativos e mercado de
câmbio). O capitalismo financeiro está presente na economia
mundial até os dias de hoje.

j) Classes sociais

Grupos de pessoas que se diferenciam, entre si, pelo lugar que


ocupam no sistema de produção social historicamente
determinado, pelas relações em que se encontram no que diz
respeito aos meios de produção, pelo papel que desempenham
na organização social do trabalho. As classes são grupos
humanos, um dos quais pode apropriar-se do trabalho do outro,
por ocupar posto diferente, num regime determinado da
economia social.
http://blogdofavre.ig.com.br/tag/renda/

k) Infraestrutura

Base econômica da produção dos bens materiais de


determinada sociedade que condiciona o surgimento da
superestrutura.

Veja, acadêmico, que neste contexto, falar de condições de


acesso a infraestruturas, equipamentos, serviços e
competências implica uma atenção particular a todas as
iniciativas que favoreçam o estabelecimento de redes
individuais e institucionais, a mobilidade de pessoas, bens e
conhecimentos e o desenvolvimento de soluções que pensem
no todo. Desigualdades sempre vão existir. A questão é
diminui-las o mais possível.

l) Luta de classes

Relações conflitantes de interesses entre as classes sociais;


processo dialético que atua como motor da história, criando o
movimento permanente em razão das contradições, da
exploração das classes dominantes; para Marx, toda história
transcorrida até então tinha sido uma história de lutas de
classes.

m) Mais-valia

Processo histórico de exploração do trabalho que propicia a


acumulação do capital; denomina-se também trabalho não
pago e apropriado pelo capitalista e trabalho morto.

n) Propriedade privada dos meios de produção

Resultado concreto do processo histórico que possibilitou a


concentração da riqueza nas mãos de poucos (terra, trabalho,
capital, matérias-primas, ouro, prata, pedras preciosas), através
da expropriação, pirataria, guerras etc. viabilizando a
organização de um modo de produção que se mantém e se
amplia pela exploração daqueles que só têm sua força de
trabalho para vender ou negociar.

Veja, caro acadêmico que as questões colocadas pela vida


urbana contemporaneamente articulam-se com as questões
apresentadas até agora e também com os problemas
relacionados ao progresso. Neste sentido, o Estado apresenta-
se como aquela instituição que tem um papel fundamental na
dinâmica e na resolução destes dilemas modernos. E até o
momento, não citamos nenhuma vez o papel e a importância
do Estado nesses itens aqui elencados.

Por isso, para você, qual seria o papel do Estado no que tange
a estes dilemas? Vamos continuar?

o) Concorrência
As empresas buscam maiores lucros, porém oferecendo
produtos de qualidade a preços acessíveis. Quando em alguns
setores há somente uma empresa que oferece aquele produto
ou serviço temos os monopólios ou oligopólios.

Acadêmico, neste link você vai encontrar uma apresentação


em forma de slide sobre a base econômica da sociedade, como
entender melhor a estruturação da sociedade.

http://slideplayer.com.br/slide/42112/

p) Trabalho assalariado

O trabalhador recebe um salário pelo seu trabalho. Esse


pagamento também segue as leis da oferta e da procura.

http://assuntosdoalmoco.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.
html

q) Lucro

O lucro é o principal objetivo da produção capitalista.


Adquirindo matérias-primas mais baratas e pagando salários
baixos, o custo da produção torna-se barato e o lucro aumenta
ainda mais.
r) Renda da terra

Percentual pago pelo arrendatário ao proprietário do imóvel


para que possa utilizar a terra na produção de mercadorias; a
renda da terra é um custo social pago pela sociedade para que
ela possa desfrutar dos bens e alimentos necessários e
produzidos no campo.

s) Mercadoria

Produto para o mercado; bem de uso e bem de troca que se


constitui no produto do modo de produção capitalista, capaz de
assegurar ganhos, lucros e mais-valia no mercado. (FONTE:
Disponível em: <http://www.google.com.br/search?q=Fonte:
+Artigo+de+Helder+Molina:+Assessoria+Sindical++Forma
%C3%A7%C3%A3o+Pol%C3%ADtica+-&ie=utf-8&oe=utf-
8&rls=org.mozilla:pt BR:official&client=firefox
-a&gws_rd=cr&ei=Mh1HUu-IMY7O9ATiIGIBg)>.Acesso em: 17
ago. 2014.)

http://fazendomedia.com/mobilidade-urbana-na-cidade-do-rio-
de-janeiro-uma-odisseia-diaria-na-vida-do-carioca/

 
Veja que quase completamos o nosso alfabeto para tentar
entender melhor como se dá a evolução da sociedade, seja no
meio rural, seja no meio urbano.

  

Neste item vimos:

A importância de alguns conceitos para melhor entender a vida


rural e urbana;

A evolução do sistema capitalista e suas características.

REFERÊNCIAS

SILVA, Karina Vanderlei. Dicionário de conceitos históricos.


São Paulo: Contexto, 2005.

SILVA, Paloma Karuza Maroni da. O urbanismo como modo de


vida. Laboratório Brasília, 2009.

SILVA, Rosilaine. Sociologia urbana. Disponível em:


<csfeuc.files.wordpress.com/2012/09/ aula-4.pptx>. Acesso em:
29 jul. 2013.

O processo contemporâneo de urbanização tem produzido uma


série de espaços A partir de meados do século XIX, período
conhecido como segunda revolução industrial ou tecnológica,
novas invenções se sucederam. Grandes modificações
ocorreram nas condições de vida das pessoas e na velocidade
e qualidade do transporte. Todas estas inovações
influenciaram a aceleração do contato entre culturas e a
reorganização do espaço capitalista, características que
evidenciam as transformações sociais.
http://www.brasildefato.com.br/node/12787

Podemos perceber que novas fases vão se sucedendo,


evoluindo e vão dando novas formas para a crescente
globalização do capital.

Não podemos esquecer que tudo isso vai ocorrendo com


grande avanço tecnológico, pela predominância do setor
terciário da economia e pela articulação das empresas
multinacionais realizadas em rede global em produtos e
serviços, inclusive virtuais. De forma resumida, podemos
elencar algumas características desse modo de produção
capitalista, presente em nossas vidas, de uma forma ou de
outra:

• Nas indústrias, o processo de produção se acelerou com a


automação, baseada no emprego de computadores e de
braços mecânicos.

• As novas tecnologias em computação e em telecomunicação


e as facilidades nos transportes permitiram uma expansão
ainda maior das empresas transnacionais, que instalaram
unidades produtoras em diversos lugares e continentes do
mundo em busca de redução de custos e isenção fiscal, além
de mão de obra e matéria-prima barata.
• O capital também adquire maior mobilidade. Uma rede
financeira expandiu-se pelo mundo. O setor financeiro ampliou
seu controle sobre o setor produtivo e passou a usufruir de
grande autonomia em relação aos bancos centrais e às
instituições públicas.

• Um volume cada vez maior do capital produtivo, que se


compõe de investimentos de longo prazo aplicados na
instalação de unidades produtivas, na compra de
equipamentos, em investimentos imobiliários, na fabricação de
produtos, na mineração, entre outras coisas, passou a ser
destinado à especulação.

• Fundos de pensão e de seguros passaram a operar nos


mercados sem a intermediação das instituições financeiras
oficiais. Atualmente os investidores realizam transações em
nível global com o auxílio da informática.

Podemos concluir dizendo que o processo de globalização,


utilizando os avanços tecnológicos, produziu a maior
aceleração de todos os tempos. Informações, hábitos, técnicas
que levaram anos ou décadas para ir de um continente a outro
passaram a poder chegar instantaneamente. Sem falar na
interligação acelerada dos mercados.
 

efleticnaescola.blogspot.com.br/2012/06/normal-0-21-false-
false-false-pt-br-x.html

O capitalismo hoje é muito importante para o mundo, pois se


não fosse ele não teríamos todos esses avanços que temos. E
se não fosse por ele muitos países hoje não seriam tão
desenvolvidos e alguns nem teriam capacidade de se
desenvolver. Um de seus pontos negativos foi a desvalorização
da mão de obra humana e a valorização da máquina, o que
desencadeou absurdamente uma enorme onda de
desemprego.

Onde podemos ver com mais clareza todas essas dimensões?


Na rede urbana vista como um sistema de cidades formado
pela conexão dos sistemas de transporte e das comunicações
entre cidades, por onde ocorre o fluxo de pessoas,
mercadorias, informações e capitais. E tudo isso,
industrialização, a oferta de empregos, o crescimento das
cidades e as mudanças que repercutiram no meio rural
(mecanização, concentração fundiária, desemprego, produção
voltada para as necessidades urbanas) explicam o crescente
esvaziamento populacional do campo no Brasil.

http://j-myuniverse.blogspot.com.br/2011/05/big-bang-
humano.html

Nos parece óbvio que essa realidade urbana de alta


concentração demográfica vai trazer algumas dificuldades
Vejamos, a seguir, algumas informações e medidas que
poderiam amenizar tensões e resolver problemas urbanos.
Coelho e Terra (2003, p. 380) nos sugerem algumas destas
medidas:

• Programa de geração de emprego, de renda e de capacitação


profissional contribui para reduzir a violência.

• Investimento maciço em saneamento básico reflete-se no


declínio rápido da mortalidade infantil.

• Aumento da escolaridade possibilita a obtenção de melhores


empregos e a diminuição da desigualdade.
• A construção de casas populares (doações de lotes) estaria
na linha de solução de problemas habitacionais.

• Programas de regularização fundiária de favelas e


loteamentos irregulares, e de urbanização de assentamento.

• Políticas públicas eficientes para fixar a população no meio


rural e aliviar as tensões na cidade.

Com base nas informações acima, podemos perceber que são


questões eminentemente política e econômica. Assim, reduzir
ou eliminar esses problemas implica contrariar os interesses e
afetar o bem estar social. Mas com certeza traria grandes
benefícios à sociedade.

Neste item vimos:

A urbanização resulta fundamentalmente da transferência de


pessoas do meio rural (campo) para o meio urbano (cidade).

A ideia de urbanização está intimamente associada à


concentração de muitas pessoas em um espaço restrito (a
cidade) e na substituição das atividades primárias
(agropecuária) por atividades secundárias (indústrias) e
terciárias (serviços).

Além do aumento populacional e da imigração, muitas cidades


brasileiras vêm passando por um crescimento físico.

• O perímetro urbano expande-se e várias áreas são


incorporadas às periferias.

• Sem controle ou planejamento, as cidades esparramam-se e


bairros surgem de modo desordenado, transformando regiões
pouco povoadas, ou mesmo áreas rurais, em densos
aglomerados urbanos.

REFERÊNCIAS
VILLAÇA, Flávio. Espaço intraurbano no Brasil. São Paulo:
Studio Nobel: FAPESP:

Lincoln Institute, 2001.

WANDERLEY, M.N.B. A emergência de uma nova ruralidade


nas sociedades modernas avançadas: o rural como espaço
singular e ator coletivo. Estudos, Sociedade e Agricultura, n.
15, 2000, p. 53-86.

WARREN, Ilse S. Redes de movimentos sociais. São Paulo:


Edição Loyola, 1993.

WIRTH, Louis. O urbanismo como modo de vida. In: Velho,


Otávio (Org.). O fenômeno urbano, Rio de Janeiro: Zahar,
1979.

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