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UNIVERDIDADE DA AMAZÔNIA – UNAMA

CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

JOSE ANGELO DOS SANTOS FIGUEIREDO

O crime de feminicídio é consequência da inferiorização da mulher


em decorrência do machismo?

BELÉM – Pa.
2021
JOSE ANGELO DOS SANTOS FIGUEIREDO

O crime de feminicídio é consequência da inferiorização da mulher em


decorrência do machismo?

Projeto de TCC apresentado na disciplina


metodologia da pesquisa como requisito para
1º avaliação da turma 8NNB

Orientador: Prof.ª Clarisse

BELÉM
2021

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Sumário
Tema/Título .................................................................................................................. .4

Problema de pesquisa .................................................................................................. .5

Hipóteses ..................................................................................................................... .5

Justificativa ................................................................................................................... 10

Objetivos ...................................................................................................................... 11

Metodologia .................................................................................................................. 11

Referencial teórico........................................................................................................ 12

Referencias ................................................................................................................. 15

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TEMA / TÍTULO

O crime de feminicídio é consequência da inferiorização da


mulher em decorrência do machismo?

A presente pesquisa visa investigar as características e tipificações do


crime de Feminicídio e suas causas e consequências. O feminicídio é o
assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher.

Suas motivações mais usuais são ódio, desprezo, a imposição da figura


masculina como um ser único ou o sentimento de perda do controle e do poder
sobre a mulher. Podemos encontrar em sociedades que são marcadas pela
associação de papeis discriminatórios feminino, como é o caso do brasileiro.

É um lapso mundial, que cresce com poucas variantes em diferentes


sociedades, culturas e se caracteriza como crime de gênero ( tipo de violência física
ou psicóloga exercida contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas sobre a base
de seu sexo ou gênero que impacta de maneira negativa em sua identidade e bem-
estar social, físico ou psicológico) carregando sentimentos de posse, ódio.

O feminicídio apesar de ser um termo novo, o que faz com que a maioria
não saiba o que significa, é um crime que há muito tempo ocorre no Brasil, mas
só entrou em vigor dia 09 de Marco de 2015. Tipificada na lei 13.104/15, que se
tornou uma qualificadora que aumenta a pena para autores de crime de
homicídio praticado contra mulheres. O resultado da criação dessa lei é ajudar a
diminuir a incidência de assassinatos. Aplicando essa lei aumenta a pena
mínima para assassinatos contra mulheres, de seis para doze anos e a máxima,
de vinte para trinta. A exigência mínima para que o crime seja registrado, é que
a vítima seja do gênero feminino.

O feminicídio é uma garantia que prevê situações que a vítima é morta no


âmbito familiar ou doméstico. Se enquadra também o assassinato for por
discriminação ou menosprezo pela condição de mulher. O decreto foi assinado
pela Presidenta Dilma Rousseff, onde feminicídio foi enquadrado como crime
hediondo (do ponto de vista da criminologia sociológica, são crimes que estão
no topo da pirâmide de desvalorização axiológica criminal, sendo entendido
como crimes mais graves, que causam maior aversão a sociedade).

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2. PROBLEMA DE PESQUISA
O crime de feminicídio é consequência da inferiorização da mulher em
decorrência do machismo?

2.1 QUESTÕES NORTEADORAS


- Qual a diferença entre Feminicídio e Femicídio?

- De que forma o machismo e a sociedade patriarcal propiciam a ocorrência


de casos de feminicídio?
- Quais medidas protetivas podemos adotar para a prevenção do feminicídio?

3. HIPÓTESES

3.1 BÁSICAS

O crime de feminicídio é um crime de ódio, discriminatório e opressor,


vertentes que caracterizam o machismo, que é a prática discriminatória contra
as mulheres pela condição de ser mulher, promovendo a inferiorização e
desvalorização de milhares de mulheres. O machismo é uma prática antiga que
se arrasta por anos e anos. Por se tratar de um crime discriminatório proveniente
de uma sociedade desigual, machista e patriarcal, colocando a mulher em
posição de total submissão, física, emocional e financeira, tornando-a refém de
parceiros abusivos.

3.2 SECUNDÁRIAS

Os dois termos são direcionados para o assassinato de mulheres por


conta do gênero, unicamente só se muda o conceito das duas terminologias,
visto que o motivo é o mesmo. O Feminicídio é a forma mais cruel de violência
contra a mulher, pois é a privação do direito fundamental à vida e, portanto, é
uma violação direta aos Direitos Humanos da mulher. Inclui, ainda, em sua
definição, ações misógina ou sexista que causem danos graves na integridade
física, psíquica ou sexual da vítima. O termo Femicídio era definido como
assassinato misógino de mulheres cometido por homens. Femicídio veio pra
enfatizar que as maiorias dos assassinatos do gênero feminino são cometidas
por homens.

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A criação da Lei do Feminicídio em 2015, complementou e qualificou
agregando o crime previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro e a Lei Maria
da Penha criada em 2006. A criação da Lei do Feminicídio veio para reforçar o
combate a tal violência, pois o machismo ainda é a maior motivação para a
ocorrência do crime seguido dos reflexos de uma sociedade patriarcal.

A origem da palavra patriarcado vem da derivação da palavra patriarca,


que significa que em da palavra patriarcado vem da derivação da palavra
patriarca, que significa na etimologia grega: pátria (família ou tribo) e (família ou
tribo) e arkos (chefe), ou (chefe), ou patér (pai) e arkhé (poder) a junção dela
remete ao chefe da família, logo o patriarcado é o período histórico no qual o
homem passa a ser considerado superior à mulher e inicia a sua dominação
sobre ela. O patriarcado caracteriza uma formação social em que os homens
detêm o poder, ou seja, de forma simples o poder é dos homens.

A violência contra a mulher – como já abordado anteriormente – é oriunda


de uma sociedade patriarcal, cuja cultura por muito tempo foi aceita e
consagrada na submissão da mulher perante o homem. Ainda que a
promulgação da lei do femincídio seja um importante avanço na militância da
questão, não resolve o problema, as leis não coíbem a prática do machismo. É
preciso romper essa cultura machista, e, para isso, leva-se tempo, mas somente
com programas educacionais que ressaltem a igualdade de gênero isso será
possível
OMS faz recomendações ao combate do feminicídio. Como a questão é
cultural, inserir diretrizes que modifiquem o pensamento machista podem ser
interessantes. Capacitar e sensibilizar profissionais da saúde e policiais é uma
forma de dar alarde a questão, buscando mecanismos que tragam segurança a
vítima no momento da denúncia.

O crime de femincídio abrange vários tipos de violência, dentre as mais


graves a física e psicológica além da violência patrimonial e moral. Qualquer
tipo de assistencialismo para vítimas do crime de Feminicídio, pois o contexto
socioeconômico por muitas vezes é motivação para a não tomada de medidas
cabíveis, pois a maioria das vítimas é relutante em fazer a denúncia por quê
depende economicamente e sentimentalmente de seus agressores, tornando
muito mais difícil a identificação e proteção das vítimas.

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Apesar da realidade ainda ser muito difícil, o judiciário brasileiro através
de exaustivo trabalho, vem desempenhando um excelente trabalho com as
vítimas de violência doméstica, crime que antecede na maioria das vezes o
Feminicídio. Diante de um quadro como este, as medidas protetivas podem ser
concedidas de imediato, independentemente de audiência das partes e da
manifestação do Ministério Público, ainda que o Ministério Público deva ser
prontamente comunicado. No âmbito protetivo, observamos a aplicação da Lei
Maria da Penha que prevê duas hipóteses de tutela de urgência em caráter
protetivo as vítimas de violência doméstica, previstas no artigo 22 da referida
Lei:

Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a


mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao
agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas
protetivas de urgência, entre outras:

I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação


ao órgão competente, nos termos da Lei n. 10.826, de 22 de dezembro
de 2003;

II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com


ofendida;

III - proibição de determinadas condutas, entre as quais:

a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas,


fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer


meio de comunicação;
c) freqüentação de determinados lugares a fim de preservar a
integridade física e psicológica da ofendida;
IV - restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores,
ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar;
V - prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

§ 1o As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de


outras previstas na legislação em vigor, sempre que a segurança da

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ofendida ou as circunstâncias o exigirem, devendo a providência ser
comunicada ao Ministério Público.

§ 2o Na hipótese de aplicação do inciso I, encontrando-se o agressor


nas condições mencionadas no caput e incisos do art. 6o da Lei
no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, o juiz comunicará ao respectivo
órgão, corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência
concedidas e determinará a restrição do porte de armas, ficando o
superior imediato do agressor responsável pelo cumprimento da
determinação judicial, sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação
ou de desobediência, conforme o caso.

§ 3o Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência,


poderá o juiz requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial.

§ 4o Aplica-se às hipóteses previstas neste artigo, no que couber, o


disposto no caput e nos §§ 5o e 6º do art. 461 da Lei no 5.869, de 11
de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil).

Já as medidas para auxiliar e amparar a vítima de violência estão


reguladas no art. 23 e 24, da Lei Maria da Penha. Senão, vejamos:

Art. 23. Poderá o juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras


medidas:

I - encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou


comunitário de proteção ou de atendimento;
II - determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao
respectivo domicílio, após afastamento do agressor;
III - determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos
direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos;
IV - determinar a separação de corpos.

Art. 24. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal


ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá
determinar, liminarmente, as seguintes medidas, entre outras:

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I - restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à
ofendida;

II - proibição temporária para a celebração de atos e contratos de


compra, venda e locação de propriedade em comum, salvo expressa
autorização judicial;
III - suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor;
IV - prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por
perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica
e familiar contra a ofendida.

Parágrafo único. Deverá o juiz oficiar ao cartório competente para os


fins previstos nos incisos II e III deste artigo.

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4. JUSTIFICATIVA

A presente pesquisa tem o fundamental objetivo de sanar dúvidas pertinentes


ao tema e dúvidas pertinentes a Lei e sua eficácia no ordenamento jurídico
brasileiro. O Brasil, apresenta altas taxas de ocorrência do crime, mesmo
possuindo uma Lei tão consistente e qualificada contando com o trabalho de
judiciário eficaz e atuante na causa. Mas apesar de contarmos com um trabalho
sistemático em prol da causa, ainda contamos também com altos índices da
violência doméstica e consequentemente o feminicídio. A sociedade ainda é
bastante tolerante com o crime de Feminicídio, tal negligência é motivação base
para a prática do crime.

A maioria das pessoas ainda desconhece o previsto no texto de lei, no que


acarreta e como a vítima deve proceder, o tema por sua vez vem para sanar
todas as dúvidas pertinentes ao crime, baseando-se no texto de lei e decisões
de tribunais nacionais. A segunda causa de maior negligência em torno das
medidas cabíveis é a falta de conhecimento e acesso a justiça, pois além de
todos os fatos apresentados, se faz necessário um acompanhamento
psicológico e assistencial, uma vez que maioria das vítimas não consegue
proceder após a violência sofrida.

A pesquisa evidencia ainda as consequências que o patriarcalismo e a


desigualdade entre os gêneros ocasionou trazendo graves consequências no
âmbito criminal no que tange a segurança e integridade da mulher. Por fim, faz-
se considerações sobre possíveis medidas que possam reduzir tamanho
problema social.

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5. OBJETIVOS

5.1 OBJETIVO GERAL

O presente estudo busca demonstrar os diversos pensamentos dos


doutrinadores e juristas acerca do tema de Feminicídio além de ter o maior
intuito em desmistificar o crime e instruir para que as medidas judiciais
cabíveis sejam tomadas.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Analisar com base no texto de lei, posicionamentos de juristas e decisões


judiciais que possam acrescentar na tomada de decisões perante casos
concretos;

Verificar as decisões judicias acerca do tema exposto, com a tomada de


decisões pelo poder judiciário, verificando sua linha de pensamento;

Entender e propor medidas que possam ajudar na recuperação da


qualidade de vida das vítimas de violência doméstica para que as mesmas
não entrem para as estimativas de violência.

6. METODOLOGIA

O tipo metodológico utilizado no presente estudo foi analítico, seletivo e


interpretativo. Buscou-se levantar, através das obras utilizadas, tais sejam livros
e artigos, uma variedade de ideias doutrinárias e pensamentos jurídicos
diversificados acerca do tema em questão para, assim, produzir textos ricos em
ideias críticos.

O Código Penal, artigos, periódicos, livros, jurisprudências foram de suma


importância para a composição e enriquecimento da pesquisa, que foi
desenvolvido a partir de pesquisas bibliográficas, para assimilar e descrever as
variadas concepções dos autores citados.

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7. REFERENCIAL TEÓRICO

7.1 Perspectiva de gênero é essencial para compreensão da Lei do Feminicídio

A identificação de gênero é primordial para a caracterização do crime de


Feminicídio pois só a partir deste podemos fazer a diferenciação entre Homicídio
e Feminicídio, sua qualificadora. Feminicídio, comportamento objeto da Lei em
comento, pressupõe violência baseada no gênero, agressões que tenham como
motivação a opressão à mulher. É imprescindível que a conduta do agente esteja
motivada pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima.

Femicídio é a morte de pessoas do sexo feminino, decorrente de uma


conduta criminosa que pode caracterizar um homicídio, culposo (simples ou
qualificado) ou doloso (simples, privilegiado ou qualificado).

Feminicídio (objeto do presente estudo) é a morte de mulher (praticada


pelo homem ou por outra mulher), motivada por razões da condição de sexo
feminino da vítima.

Conforme explica Ela Wiecko Volkmer de Castilho, subprocuradorageral


da República, a palavra gênero é importante porque é uma categoria relacional.
“No caso da ‘condição do sexo feminino’, acaba ficando muito forte a ideia de
que sexo é um conceito biológico, natural, ocultando que há relações desiguais
de poder que são construídas cultural e socialmente e que resultam
repetidamente em violências. Entender isso é fundamental para o enfrentamento
dessas violências.”

Deste modo, o gênero vem como divisor que auxilia na caracterização do


crime e então a aplicação da Lei. Como avalia o sociólogo Júlio Jacob Waiselfisz
“Basicamente, o mecanismo de autojustificação de várias instituições,
principalmente aquelas que deveriam zelar pela segurança e pela proteção da
mulher, coloca a vítima como culpada. A mulher é responsabilizada pela
violência que sofre. Este tipo de postura institucional de tolerância à violência e
impunidade não só permite como incentiva o feminicídio”

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Matar mulher, na unidade doméstica e familiar (ou em qualquer ambiente
ou relação), sem menosprezo ou discriminação à condição de mulher é
femicídio. Se a conduta do agente é movida pelo menosprezo ou discriminação
à condição de mulher, aí sim temos feminicídio.
Como já visto nesse texto, a sobreposição de que os homens são
superiores às mulheres é uma ideia impregnada na história do Brasil. A
agressão não vinha somente da sociedade, mas do Estado que, apropriado
do machismo, fomentava a diferença entre os gêneros.
Assim, os reflexos desse comportamento e dessa cultura baseada na
inferiorização da mulher, trouxeram índices desastrosos da violência de gênero.
Com a pressão social diante da omissão do Estado na perpetuação dessa
violência, as organizações internacionais recomendavam a adoção de medidas
contra o índice de feminicídios. A importância da tipificação foi para dar
visibilidade ao problema, traçando margens da sua extensão, bem como, o
aprimoramento das políticas públicas para combater essa violência.

7.2 – A igualdade de gênero, combate ao machismo e a prevenção do


Femincídio.

Se faz necessário a discussão em torno do gênero pois o Brasil teve uma


longe e difícil jornada até a conquista de espaço para as mulheres na sociedade.
Ainda em passos lentos - depois de anos de reinvindicações - apenas em 1932,
oficialmente foi conquistado o direito de a mulher votar e ser votada, enquanto o
do homem, data-se que em meados de 1555 tal direito já fazia parte do universo
masculino.
Com a volta da democracia, as mulheres ganham mais protagonismo no
governo com a criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, em 1985.
Foi também aberta a primeira Delegacia de Defesa da Mulher, especializada no
atendimento de vítimas de agressão doméstica e de casos de violência contra a
mulher. Anos mais tarde, após um lamentável episódio de violência contra a
mulher, foi promulgada a Lei Maria da Penha, em 2006, grande passo para a
prevenção da violência doméstica.
A figura feminina na sociedade brasileira, especificamente, foi bastante
enraizada pela figura paternalista e pela posição do homem como seu dono,

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anulando durante muito tempo os direitos inerentes às mulheres. Esse contexto
machista foi o propulsor para que episódios de violência se tornassem naturais
e frequentes na sociedade brasileira, trazendo dados alarmantes até hoje, quase
30 anos depois da promulgação da Constituição de 1988.

A igualdade passa a ter forma de princípio maior. Inicialmente, no


Preâmbulo do texto, e em seguida, o artigo 3º destaca a redução das
desigualdades como objetivo do Estado brasileiro, e também, o artigo 5º, I dispõe
que a igualdade é também direito fundamental, - ”Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e
mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”- e
visa garantir uma vida digna, sem privilégios odiosos e sem discriminação a
todos.
As discriminações contra as mulheres causam e perpetuam violências
que podem atingir o extremo da letalidade. O desequilíbrio que torna as mulheres
mais vulneráveis a determinados tipos de violência que podem resultar no
feminicídio, como a violência doméstica e a sexual, está baseado em
concepções rígidas e desiguais papéis de gênero, construções que determinam
os comportamentos femininos e masculinos tidos como ‘socialmente adequados’
em um determinado grupo, comunidade ou país.”

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REFERÊNCIAS

Lei do Feminicídio: breves comentários. Disponível em <


https://rogeriosanches2.jusbrasil.com.br/artigos/172946388/lei-do-
feminicidio-breves-comentarios > Acesso em 01/09/2021

O feminicídio e as demais hipóteses de homicídio qualificado. Disponível em <


https://vicentemaggio.jusbrasil.com.br/artigos/491199055/o-feminicidio-e-as-
demais-hipoteses-de-homicidio-qualificado-cp-art-121-2 > Acesso em
10/09/2021

Feminicídio: A Faceta Final do Machismo no Brasil. Disponível em


< http://www.politize.com.br/feminicidio/ > Acesso em 01/09/2021
Feminicídio: desafios e recomendações para enfrentar a mais extrema violência
contra as mulheres. Disponível em <
http://www.compromissoeatitude.org.br/feminicidio-desafios-e-recomendacoes-
para-enfrentar-a-mais-extrema-violencia-contra-as-mulheres/ > Acesso em
15/09/2021.

O que é a Lei do Feminicídio e qual a sua importância. Disponível em <


https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-a-lei-do-feminicidio-e-qual-a-sua-
importancia/ > Acesso em 07/09/2021

Feminicídio: o reflexo do machismo na sociedade brasileira. Disponível em


< http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,feminicidio-o-reflexo-do-machismo-
na-sociedade-brasileira,590441.html > Acesso em 19/09/2021

Feminicidio Invisibilidade Mata. Disponível em <


https://agenciapatriciagalvao.org.br/wp-
content/uploads/2017/03/LivroFeminicidio_InvisibilidadeMata.pdf > Acesso em
05/09/2021

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