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Qualificações / Documentos Técnicos

NORMA
ASME B 31.3 - PROCESS PIPING

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ESTRUTURAÇÃO DA NORMA:
- Capítulo I – Escopo e Definições
- Capítulo II – Projeto
- Capítulo III – Materiais
- Capítulo IV – Padrões para Componentes de Tubulação
- Capítulo V – Fabricação e Montagem
- Capítulo VI – Inspeção e Testes
- Capítulo VII – Tubulações Não Metálicas e Tubulações com
“Linning” Não Metálico
- Capítulo VIII – Tubulações para Fluído de Serviço Categoria M
- Capítulo IX – Tubulações de Alta Pressão

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 Capítulo 1 – Escopo e Definições


 Item 300
b) Estabelece as responsabilidades:
(1) do Dono;
(2) do Projetista;
(3) do Fabricante e Montador;
(4) da Inspeção.

c) Objetivo da norma

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Capítulo I
-Item 300.1 Escopo e exclusões – Fig. 300.1.1

- Item 300.2 Definições – ver Fluid Service – define as


condições para classificação do fluído de serviço, que será
demandada em outras partes da norma.
- May – possibilidade (nem obrigatório, nem proibido)
- Shall – mandatório
- Should – recomendado, porém não mandatório

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Nas definições observar ainda as definições dos diversos tipos de
fluídos de serviço (fluid service).
(a) Fluído de categoria “D”;
(b) Fluído categoria “M”;
(c) Fluído de alta pressão;
(d) Fluído normal de serviço.

Observar ainda a definição de “condições cíclicas severas”.

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Capítulo III - Materiais
Estabelece os critérios de verificação da necessidade
de ensaio de impacto, em função do material e das
condições de projeto. Estabelece procedimento e as
condições de teste (item 323.2.2).
Verificação da necessidade de Charpy - Roteiro:
1) Apêndice A – Tabela A-1 – Fornece a temperatura
mínima do material. Quando houver letras, estas
indicam a curva referente ao material. (Nota (6)).

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Materiais que tenham sua temperatura mínima
estabelecida na tabela A1.
2) Tabela 323.2.2 – Requisitos para teste de impacto à
baixa temperatura em metais (estes requisitos são em
adição aos testes requeridos pela especificação do
material)
Coluna “A” - Temp. mínima de projeto > temp. mínima do
material
Coluna “B” – Temp. mínima de projeto < temp. mínima do
material

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 Exemplo:
 Tubulação de material A333 Gr. 6; temperatura
mínima de projeto: - 60°C. Necessita ensaio de
impacto?

 Material A369 Gr. FP8, trabalhando com temperatura


mínima de projeto de – 25ºC necessita ensaio de
impacto?

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Materiais cuja temperatura mínima seja designada por
letra -Figura 323.2.2A
- Combinações espessura temperatura mínima de
projeto X espessura sobre ou acima da linha – não há
necessidade de teste de impacto;
- Combinações espessura temperatura mínima de
projeto X espessura abaixo da linha – teste de
impacto

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 EXEMPLO
 Tubulação de material A106 Gr. B, esp. ½”;
temperatura mínima de projeto – 25°C. Necessita
ensaio de impacto?

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Item 323.3 – Métodos de teste e critérios de aceitação


1) Peça de teste
- Quando requerido o ensaio, o corpo de teste deve
ser feito conforme a tabela 323.3.1.
- Preparação da peça de teste;
- Nº de corpos de teste (observar faixa de espessura A-5(a));
- Localização e orientação dos CP’s

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2) Procedimento – 323.3.2
3) Corpos de prova (323.3.3):
- Quantidade: Cada “set” é composto por 03 CP’s
- Dimensões: 10 X 10 mm, podendo haver redução
(subsize), conforme a tabela 323.3.4

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3) Temperatura de teste (323.3.4) –
a) Materiais com espessura > 10mm , com
até 8 mm de largura no entalhe –
Temperatura de teste < Temp. mínima de
projeto;
Materiais com espessura > 10mm , com
largura no entalhe < 8 mm – Temperatura
de teste = Temp. mínima de projeto –
redução de temp. da tabela 323.4,
conforme a largura no entalhe

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b) Materiais com espessura < 10 mm com de largura no entalhe
de pelo menos 80% da espessura do material – Temperatura de
teste < Temp. mínima de projeto;

Materiais com espessura < 10 mm com de largura no entalhe


menor que 80% da espessura do material – Temperatura de teste
< Temp. mínima de projeto – (redução de temperatura devido à
espessura real do material (tab. 323.3.4) – redução de
temperatura correspondente à largura realmente testada (tab.
323.3.4)).

Critérios de aceitação: TABELA 323.3.5

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Capítulo V: Fabricação e Montagem


- Item 328.2: - Qualificações conforme ASME Sec. IX;
- Aceitação de qualificações em materiais que não
podem ser dobrados à 180°, conforme ASME Sec. IX (detalhe).
- Requisitos de pré-aquecimento e tratamento
térmico estabelecidos devem ser aplicados às qualificações de
procedimentos;
- Idem para teste de impacto;
-Procedimentos qualificados por outros – Condições de aceitação;
-Soldadores qualificados por outros – Condições de aceitação.

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Item 328.4 Preparação para Soldagem


Chanfros – conforme ASME B16.25 ou qualquer outro que
esteja de acordo com a EPS (Ex. Fig. 328.4.2);
Item 328.4.3(a) - Alinhamento de soldas circunferenciais: -
Faces internas devem estar alinhadas nas tolerâncias
definidas na EPS ou projeto. Se as superfícies externas não
estiverem alinhadas, a solda deve fazer uma transição entre
as mesmas (Fig. 328.4.3)
(c) Derivações (bocas de lobo) – Ver fig. 328.4.4

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Item 328.5 – Requisitos de soldagem
328.5.1 – Geral:
(a) Soldas por procedimentos e soldadores qualificados;
(b) Identificação das soldas realizadas por cada soldador;
(c) Pontos de solda somente por soldadores qualificados;
(d) Proibição de martelamento no 1º e último passe;
(e) Não soldar com ventos, chuvas etc...
(f) Na soldagem de válvulas, o procedimento, sequência de
soldagem e tratamento térmico devem preservar as sedes da
mesma.

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Fig. 328.5.2A – Dimensões de soldas de ângulo;

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 Fig. 328.5.2B – Dimensões de soldas em
flanges sobrepostos e socket;

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 Fig. 328.5.2C – Dimensões de soldas de
socket em outros componentes (não flanges).

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328.5.4 – Bocas de lobo soldadas: Fig. 328.5.4D –


dimensões solda em diversos tipos de bocas de lobo
(o conhecimento destas figuras / símbolos de
dimensões é importante para definição de tratamento
térmico na boca de lobo)

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 330 Pré Aquecimento
330.1.1 – Requisitos e Recomendações – tabela 330.1.1
- Para temp. < 0°C as recomendações passam a ser
requisitos;
- A espessura citada na tabela é a do componente mais
espesso da junta;
330.1.4 – Zona de Pré aquecimento: mínimo 25,0 mm além da
borda do chanfro
- 330.2.3 – Para junta de materiais dissimilares, com diferentes
pré-aquecimentos requeridos, recomenda-se aplicar a maior
temperatura.
- 330.2.4 – Deve-se aplicar o pré-aquecimento em qualquer
interrupção da soldagem.

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331 Tratamento Térmico


• Ver Tabela331.1.1
331.1.3 – Espessuras “mandatórias”: de maneira geral considerar a
maior espessura da junta. Exceto:
(a) Em bocas de lobo é necessário o tratamento térmico se a espessura
em qualquer plano da solda for maior que duas vezes a espessura
mínima que a tabela requer TTAT para o material.
Cálculo da espessura da solda conforme fórmulas e detalhes da
Fig.328.5.4D

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(b) Para soldas de ângulo em flanges sobrepostos ou socket,
ligações de partes externas não pressurizadas como “selas” ou
outros tipos de elementos de suportação em qualquer diâmetro de
tubulação o tratamento térmico só é requerido se a espessura da
solda for maior que duas vezes a espessura mínima para TTAT
estabelecida para o material na tabela. Exceto:
- TTAT não requerido para materiais PNº 1com garganta de solda <
16,0 mm, independente da espessura do metal de base;
- TTAT não requerido para materiais PNº 3, 4, 5 ou 10A com
garganta de solda < 13,0 mm, prevendo que pré aquecimento
tenha sido aplicado e o limite mínimo de resistência do material <
490 MPa;

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- TTAT não requerido para materiais ferríticos, quando soldados


com consumíveis não endurecíveis ao ar. Portanto consumíveis
austeníticos (inox ou ligas de níquel) podem ser utilizados para
soldagem de ferríticos, desde os efeitos na condição de serviço,
como diferenças no coeficiente de dilatação térmica ou
susceptibilidade a corrosão não afetem adversamente a solda.

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331.1.4 – Aquecimento e resfriamento – Não estabelece requisitos
especiais

331.1.7 – Medição de dureza: conforme tabela 331.1.1

331.2.5 TTAT em partes – permitido, desde que haja uma


sobreposição de pelo menos 300 mm

331.2.6 – TTAT localizado – Tratamento em toda circunferência em


uma faixa de pelo menos 25,0 mm além das margens da solda.

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 331.2.3 Tratamento para juntas com
materiais (ferríticos) dissimilares: adotar a
maior temperatura;
 Tratamento para juntas dissimilares entre
austeníticos e ferríticos, adotar a temperatura
do ferrítico, a menos que haja outra definição
de projeto.

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Capítulo V: Inspeção e Testes
341.3 Requisitos de Exames
341.3.1 Geral: Parágrafo 341.4 define os ensaios /
extensão a serem aplicados. Juntas não inclusas nos
requisitos deste parágrafo ou que não tenham
ensaios requeridos pelo projeto, devem ser
submetidos à teste de estanqueidade, conforme
parágrafo 345.
a)Materiais Pnº 3, 4 e 5 só podem ser submetidos a
ensaios após a realização do tratamento térmico.

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 341.4 Extensão dos exames
 341.4.1 – Normal Fluid Service
 341.4.2 – Fluido Categoria D
 341.4.3 – Tubulações em Condições Cíclicas Severas

 Tabela 341.3.2 – Critérios de aceitação para


descontinuidades

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 341.4 – Critérios de aumento de


amostragem
 341.5 – Extensão dos ensaios
 345 – Testes (hidrostático, pneumático
e alternativas)

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