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Fichamento do texto “Introdução a

História” de Marc Bloch

Nome: Sérgio Bernardo Goulart


Turma: História primeiro período
Disciplina: Introdução aos Estudos Históricos 1
O texto de Marc Bloch trata basicamente da história, do homem e do tempo, tanto passado
quanto presente e demonstra a ligação entre esses elementos e o historiador utilizando também
exemplos.
Marc Bloch descreve primeiramente o significado da palavra história utilizado pela escola
de Durkheim que é para eles os fatos humanos considerados,simultaneamente, mais superficiais e
mais fortuitos e depois descreve o sentido que deseja utilizar que é o sentido mais largo e
abrangente da palavra.

 O História e os homens
Nesse subtítulo, Bloch se concentra em definir os objetos de estudo da história e sua linguagem. e
demonstra que a forma mais comum de se explicar o que é história,a ciência do passado, para ele é
um erro,pois a própria idéia de que o passado objeto de ciência seja é absurda.
Bloch cita que assim como segundo seus percussores: Michelet,Fustel de Coulanges o
objeto da história é por natureza o homem,ou melhor, os homens e se utiliza de uma metáfora pra
descrever o bom historiador:”O bom historiador,esse,assemelha-se ao monstro da lenda.Onde
farejar carne humana é que está a sua caça.”
Para Bloch cada ciência tem a estética própria da sua linguagem e que por ser por
essência,fenômenos delicadíssimos,muitos dos quais escapam à medida matemática a história
devera se utilizar de uma linguagem finíssima para traduzir bem os fatos humanos.

 O tempo histórico
Nesse subtítulo,Bloch tenta especificar melhor o que ele considera história,caracterizando-a
não só como “ciência dos homens”,mas sim como “ciência dos homens no tempo”.
Bloch também defende que o tempo é uma característica importante para o estudo do
historiador, pois define o contexto que é muito mais importante que o tempo em si.

 O ídolo das origens


Nesse subtítulo Bloch se estende acerca do cristianismo e sobre como é importante ter o
conhecimento dos primórdios dos fenômenos religiosos atuais.
Bloch também discute a importância da mudança dos sentidos das palavras com o tempo e
como ocorre essa mudança citando alguns exemplos não só com palavras mas também usando
o feudalismo.
E finaliza esse subtítulo dizendo:
““Em suma: nunca um fenômeno histórico se explica plenamente fora do estudo do seu
momento.E isto é valido para todas as etapas da evolução.Para aquelas em que vivemos,como
para outras.Já um provérbio árabe o dissera:”Os homens parecem-se mais com o seu tempo
que com os seus pais.”Foi por se ter olvidado esta sabedoria oriental que se desacreditou às
vezes o estudo do passado.””
 Passado e presente
Nesse subtítulo, Bloch inicialmente tenta definir o que é o presente,descrevendo-o como um
ponto minúsculo e que sem cessar se oculta;um instante que morre logo que nasce.
Bloch o descreve também como próximo passado e passa a fazer conjecturas utilizando essa
definição de passado como base,tentando descrever o quanto em tempo seria o presente e
levanta algumas hipóteses como: “O regime da moeda estável e do padrão-ouro,que,ontem
figurava em todos os manuais de economia política,mesmo como a norma da atualidade,para
o economista de hoje,será ainda do presente?”
Bloch cita também o aumento desmesurável do intervalo psicológico entre as gerações por
conta das sucessivas revoluções das técnicas,como a eletricidade,o avião e etc.

Por fim Bloch levanta uma questão importante sobre a definição de ciência: ”Contudo, uma
ciência não se define apenas pelo seu objeto. Os seus limites podem igualmente ser fixados
pela própria natureza dos seus métodos. Importa perguntar se, consoante nos afastemos ou
nos aproximemos do presente, as próprias técnicas de investigação não deverão ser tidas por
radicalmente diferentes. É pôr problema da observação histórica.”.