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Mudança de preconceito racial por transferência de funções


em classes de equivalência

Táhcita M. Mizael, Julio C. de Rose, Carolina C.


Silveira e João H. de Almeida

Universidade Federal de São Carlos - Brasil


RESUMO

Vários grupos de pesquisa têm usado o paradigma de equivalência de estímulos para investigar mudanças de
atitudes ou preferências em relação a estímulos socialmente relevantes. De Carvalho e de Rose (2014) realizaram
um estudo com crianças usando o treinamento emparelhamento com a amostra para estabelecer relações de
equivalência entre um símbolo positivo e rostos de indivíduos afrodescendentes (para os quais as crianças
apresentavam viés negativo antes da pesquisa). Apenas uma em cada quatro crianças apresentou as aulas
pretendidas, replicando resultados de outros pesquisadores mostrando que relações pré-experimentais com
estímulos socialmente carregados interferem na formação da classe. Iremos relatar uma replicação deste estudo
que manipulou parâmetros de treinamento para aumentar o rendimento de classes de equivalência
compreendendo relações contrárias ao preconceito racial anterior das crianças. Treze crianças aprenderam tarefas
de correspondência que potencialmente estabeleceriam relações de equivalência entre faces negras e símbolos
positivos, ao contrário de seu viés pré-experimental. Todas as treze crianças mostraram formação de classe, e 9
delas mantiveram relações entre rostos negros e símbolos positivos em um teste diferente e mais rigoroso. A
Figura 1 mostra que as avaliações das crianças sobre os rostos com o manequim de autoavaliação (SAM) mostraram
uma tendência negativa pronunciada para rostos negros antes do treinamento. Após a formação da classe, a
diferença entre as avaliações dos rostos negros e brancos diminuiu e não era mais estatisticamente significativa.
Esses resultados mostram que procedimentos baseados em equivalência e transferência de funções podem
contribuir para programas educacionais voltados para a eliminação do racismo,
Um dos primeiros estudos a usar equivalência de estímulos na investigação de processos
sociais:

Watt, Keenan, Barnes & Cairns, 1991

Apresentou o que podemos chamar de Paradigma das Relações Conflitantes:

Relações de MTS de linha de base de treinamento com estímulos socialmente carregados.

Potenciais relações emergentes iriam contradizer relações presumidas estabelecidas por


contingências sociais prevalecentes
1 3 TESTE
TREINAMENTO

TESTE DE CA MODIFICADO
Nomes católicos

AB
Símbolos protestantes
Sílabas sem sentido

Sílabas sem sentido

Nomes católicos + nome protestante


AC
Símbolos protestantes

2
AB + BC (50% de feedback)
Os resultados dependeram da nacionalidade e religião dos participantes.

Respondido de acordo com a equivalência


(com base em relações experimentais)

Protestantes irlandeses do norte 0/6

N. irlandeses católicos 7/12

Protestantes ingleses 5/5

As relações pré-experimentais interferiram nas aulas baseadas em treinamento.

Vários estudos com o Paradigma de Relações Conflitantes replicaram e ampliaram esses


dados.
De Carvalho & de Rose (2014).

Paradigma de Relações Conflitantes para estudar o preconceito racial.

4 filhos: 7-10 anos

Relações pré-experimentais mostradas na triagem:

Rostos negros relacionados a atributos negativos.

É possível mudar essas relações? (pelo menos no contexto experimental)


1
AB
2
AB + BC
AC (100% feedback)

3 TESTE DE CA MODIFICADO (sem feedback)

CRIANÇAS MOSTRANDO AULAS BASEADAS EM TREINAMENTO: 1/4

A maioria das crianças respondeu nos testes de acordo com as relações pré-experimentais. O
treinamento não foi suficiente para substituí-los nos testes de equivalência.
Mizael, de Almeida, Silveira & de Rose (no prelo)

Em que medida os resultados do Paradigma das Relações Conflitantes são produzidos por
interferência de relações anteriores ou por um protocolo de treinamento que não é otimamente
eficaz?

Pesquisas mostram que várias características dos protocolos de treinamento podem aumentar ou
diminuir o “rendimento” das relações de equivalência. O protocolo de treinamento / teste poderia ser
mais eficaz para estabelecer relações de equivalência que substituiriam as relações pré-experimentais?

1) Protocolo simples a complexo - testes de simetria após cada relação de linha de base
2) Revisão cumulativa da linha de base (AB + BC)
3) Linha de base cumulativa com 50% de feedback antes dos testes
4) Teste AC / CA sem faces brancas
5) Teste de CA modificado (AC3) - com faces brancas

13 crianças - 8 a 10 anos

8 mulheres, 5 homens

7 branco, 6 preto
A1 A2 B1 B2
1 2
AB Teste BC
(Simetria)

B1 B2 A1 A2

B1 B2 C1 C2
3 4
AC Teste CB
(simetria)

C1 C2 B1 B2

5 AB + BC AB + BC 6
(100% feedback) (50% de feedback)
CA AC
(teste) (teste)

16 tentativas 16 tentativas

Testes “padrão” de CA e CA inicialmente: apenas os estímulos usados no treinamento.


(Faces brancas não foram apresentadas nos testes padrão).

CRIANÇAS MOSTRANDO AULAS BASEADAS EM TREINAMENTO: 13/13

Relações de simetria asseguradas por protocolo (não feito na maioria dos estudos de CRP)
Protocolo simples para complexo.
Testes precedidos por linha de base mista com feedback de 100% e 50%. Testes
padrão: apenas estímulos usados no treinamento.
Suficiente para substituir as relações pré-experimentais
AC3
(teste)

2 blocos de 16 tentativas cada

CRIANÇAS QUE RESPONDEM DE ACORDO COM AULAS DE TREINAMENTO: 13/08


Duas hipóteses adicionais foram investigadas.

1. Resultados anteriores mostraram que o DMTS aumenta a formação de classes e a


transferência de funções.

Nossa hipótese é que o treinamento DMTS aumentaria a probabilidade de


formação de classe.
6 crianças com treinamento SMTS e 7 com DMTS
Nenhuma diferença

2. Possível efeito do experimentador:


8 crianças - experimentador negro - teste AC3 75% 5
crianças - experimentador branco - teste AC3 60%

A influência do experimentador não pode ser descartada


O número de participantes era pequeno e os resultados podem ter sido tendenciosos: o
experimentador branco pegou o participante com o viés mais extremo.
AGORA PARA OS RESULTADOS MAIS INESPERADOS

Tínhamos assumido que a eventual formação de classes de equivalência não teria uma
influência significativa no preconceito racial:

Mesmo que as crianças respondessem de acordo com a equivalência, esperávamos que o


fizessem porque “compreenderam” as exigências da tarefa, e não devido a uma mudança nas
relações pré-experimentais.

Isso foi verificado pelas avaliações dos rostos na dimensão “prazer”, no Manequim de
Autoavaliação (Bradley & Lang, 1994)
enfrentar

Manequim de autoavaliação (SAM)


Bradley & Lang, 1994
Diferença estatisticamente significativa no pré-teste não apareceu mais no pós-teste
CONCLUSÕES

1. Os resultados do paradigma das relações conflitantes podem depender dos parâmetros de


treinamento.

2. As crianças podem responder de acordo com classes de equivalência opostas ao seu preconceito
racial pré-experimental.

3. Os resultados do SAM sugerem uma transferência de atributos positivos para rostos negros, o que pode refletir
uma mudança no preconceito racial.

4. Se essas mudanças ocorrerem, provavelmente não serão mantidas depois que as crianças
retornarem ao mesmo ambiente que estabeleceu o preconceito racial. Estudos em andamento estão
investigando a manutenção.
Referências

Bradley, MM, & Lang, PJ (1994). Medindo a emoção: o manequim de autoavaliação e o


diferencial semântico. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, 25, 49-59.

De Carvalho, MP, & de Rose, JC (2014). Compreender atitudes raciais através do paradigma de
equivalência de estímulos. The Psychological Record, 64, 527-536. doi: 10.1007 /
x40732-014-0049-4

Mizael, TM, de Almeida, JH, Silveira, CC, & de Rose, JC (no prelo). Alteração do preconceito racial
por transferência de funções em classes de equivalência. The Psychological Record, 2016. doi:
10.1007 / s40732-016-0185-0

Watt, A., Keenan, M., Barnes, D., & Cairns, E. (1991). Categorização social e equivalência de
estímulos. The Psychological Record, 41, 33-50.

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