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ESTATUTO DA CIDADE – Lei 10.

237/01 (EC)

MATERIAL COM QUESTÕES DE CONCURSO e ALGUMAS REFERÊNCIAS À SÚMULAS E


JULGADOS DOS TRIBUNAIS SUPERIORES

Material confeccionado por Eduardo B. S. Teixeira.

Última atualização legislativa: Lei 13.699/2018 (inclusão do inciso XIX ao art. 2º)

Última atualização questões de concurso: 21/10/2021.

Observações quanto à compreensão do material:


1) Cores utilizadas:
➢ EM VERDE: destaque aos títulos, capítulos, bem como outras informações relevantes, etc.
➢ EM ROXO: artigos que já foram cobrados em provas de concurso.
➢ EM AZUL: Parte importante do dispositivo (ex.: questão cobrou exatamente a informação,
especialmente quando a afirmação da questão dizia respeito à situação contrária ao que dispõe
na Lei 10.257/2001).
➢ EM AMARELO: destaques importantes (ex.: critério pessoal)

2) Siglas utilizadas:
➢ MP (concursos do Ministério Público); M ou TJPR (concursos da Magistratura); BL (base
legal, etc.); EC (Estatuto da Cidade)

LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.

Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes


gerais da política urbana e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono


a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DIRETRIZES GERAIS

Art. 1o Na execução da política urbana, de que tratam os arts. 182 e 183 da Constituição Federal,
será aplicado o previsto nesta Lei. (MPES-2010)

Parágrafo único. Para todos os efeitos, esta Lei, denominada ESTATUTO DA CIDADE,
ESTABELECE normas de ordem pública e interesse social que REGULAM o uso da propriedade
urbana EM PROL do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do
equilíbrio ambiental. (MPES-2010) (MPMG-2010/2018)

(TJSC-2010): O Estatuto da Cidade visa, também, o equilíbrio ambiental na dimensão territorial das
cidades. BL: art. 1º, § único, do EC.

(MPSC-2010): O Estatuto da Cidade é norma geral de direito urbanístico, possuindo caráter


vinculativo em relação às legislações municipais sobre o tema. BL: art. 1º, § único, do EC.

Art. 2o A política urbana TEM POR OBJETIVO ORDENAR o pleno desenvolvimento das
funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes DIRETRIZES GERAIS:
(TRF2-2011) (DPEMS-2012) (TJSC-2013) (MPAM-2015) (DPEPR-2017) (MPMG-2013/2018)

I – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à


moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos,
ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações; (DPESP-2009) (TJAC-2012) (MPPI-2012)
(TJSC-2013) (DPERO-2017) (MPMG-2018)

(TJSC-2009): O Estatuto da Cidade contempla o equilíbrio ambiental no âmbito das cidades e


garante o direito a cidades sustentáveis. BL: art. 1º, § único e art. 2º, caput e inciso I do EC. (amb.)
II – gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas
dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos,
programas e projetos de desenvolvimento urbano; (DPESP-2009) (TJAC-2012) (TJCE-2012) (TJSC-
2013) (MPDFT-2015) (DPEPR-2017) (MPMT-2019)

(MPSP-2019): Com relação à participação popular no controle da administração pública, assinale a


alternativa correta: É A política urbana tem como diretriz, a ser observada na consecução de seus
objetivos, a gestão democrática por meio de participação da população e de associações
representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento
de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano. BL: art. 2º, II, EC.

III – cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no


processo de urbanização, em atendimento ao interesse social; (TJAC-2012) (MPMG-2018) (MPSP-
2019)

(TJSC-2013): O Estatuto da Cidade estabelece como diretriz geral a cooperação entre governos, a
iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao
interesse social. BL: art. 2º, caput e inciso III do EC.

IV – planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população e


das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar
e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente; (MPSC-
2010) (MPES-2010) (DPEMS-2012) (MPMG-2014) (MPSP-2019)

V – oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados


aos interesses e necessidades da população e às características locais; (MPMG-2014)

(DPERO-2017-VUNESP): São diretrizes gerais da política urbana, como previsto no Estatuto da


Cidade: oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados
aos interesses e necessidades da população e às características locais. BL: art. 2º, V, EC.

VI – ordenação e controle do uso do solo, de forma a EVITAR:

a) a utilização inadequada dos imóveis urbanos; (TJRO-2019)

b) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;

c) o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à


infraestrutura urbana;

(TJRO-2019-VUNESP): A CF/88 prevê o Plano Diretor como o instrumento básico da política de


desenvolvimento e expansão urbana, devendo o conteúdo definir as exigências a serem atendidas
pela propriedade urbana, para cumprimento da sua função social. Para o bom cumprimento dessa
função, o Estatuto da Cidade estabelece que a ordenação e o controle do uso do solo devem ser
organizados de modo a evitar o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou
inadequados em relação à infraestrutura urbana. BL: art. 2º, caput e VI, “c” do EC.

d) a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como pólos


geradores de tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente; (TJRO-2019)

(MPMG-2014): Visando ao cumprimento do Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/01), a Promotoria de


Habitação e Urbanismo poderá instaurar inquérito civil em face do seguinte fato: A notícia de
instalação de empreendimento comercial que funcione como polo de tráfego, sem a infraestrutura
correspondente. BL: art. 2º, caput e VI, “d” do EC.

e) a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização;
(MPMG-2014) (TJRO-2019)
(TRF2-2011-CESPE): Assinale a opção correta, considerando a função social da propriedade e seus
consectários: Uma das diretrizes do plano diretor, instrumento necessário ao cumprimento da
função social da propriedade urbana, consiste em impedir a inadequada utilização do imóvel e a
retenção especulativa que interfiram nos projetos de desenvolvimento urbano. BL: art. 2º, caput e
VI, “a” e “e” do EC.

f) a deterioração das áreas urbanizadas;

g) a poluição e a degradação ambiental;

(TJMG-2018-Consulplan): O Estatuto da Cidade veda a utilização de espaço urbano que cause


degradação na qualidade de vida. BL: art. 2º, VI, “g”, do EC.

h) a exposição da população a riscos de desastres. (Incluído dada pela Lei nº 12.608, de 2012)

(TJSC-2013): O Estatuto da Cidade estabelece como diretriz geral o controle do uso do solo, de
forma a evitar a exposição da população a riscos de desastres. BL: art. 2º, caput e inciso VI, “h” do
EC.

VII – integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o


desenvolvimento socioeconômico do Município e do território sob sua área de influência; (MPMG-
2010) (MPRO-2013)

VIII – adoção de padrões de produção e consumo de bens e serviços e de expansão urbana


compatíveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do
território sob sua área de influência; (MPMG-2010)

(TJSC-2013): O Estatuto da Cidade estabelece como diretriz geral a adoção de padrões de produção
e consumo de bens e serviços de expansão urbana compatíveis com os limites da sustentabilidade
ambiental, social e econômica do Município e do território sob sua área de influência. BL: art. 2º,
caput e inciso VIII do EC.

IX – justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização;

X – adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos


públicos aos objetivos do desenvolvimento urbano, de modo a privilegiar os investimentos
geradores de bem-estar geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos sociais; (DPERO-2017)
(MPSP-2019)

XI – recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de


imóveis urbanos;

XII – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do


patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico; (MPSP-2019)

XIII – audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de


implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio
ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população; (DPESP-2009) (MPMT-
2019)

XIV – regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda
mediante o estabelecimento de normas especiais de urbanização, uso e ocupação do solo e edificação,
consideradas a situação socioeconômica da população e as normas ambientais;

XV – simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas


edilícias, com vistas a permitir a redução dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades
habitacionais; (DPEMS-2012)
XVI – isonomia de condições para os agentes públicos e privados na promoção de
empreendimentos e atividades relativos ao PROCESSO DE URBANIZAÇÃO, ATENDIDO o
interesse social. (TJCE-2012) (DPEMS-2012) (DPERO-2017) (MPSP-2019)

XVII - estímulo à utilização, nos parcelamentos do solo e nas edificações urbanas, de sistemas
operacionais, padrões construtivos e aportes tecnológicos que objetivem a redução de impactos
ambientais e a economia de recursos naturais. (Incluído pela Lei nº 12.836, de 2013)

XVIII - tratamento prioritário às obras e edificações de infraestrutura de energia,


telecomunicações, abastecimento de água e saneamento. (Incluído pela Lei nº 13.116, de 2015)
(DPERO-2017)

XIX – garantia de condições condignas de acessibilidade, utilização e conforto nas dependências


internas das edificações urbanas, inclusive nas destinadas à moradia e ao serviço dos trabalhadores
domésticos, observados requisitos mínimos de dimensionamento, ventilação, iluminação, ergonomia,
privacidade e qualidade dos materiais empregados. (Incluído pela Lei nº 13.699, de 2018)

Art. 3o COMPETE à UNIÃO, entre outras atribuições de interesse da política urbana:

I – legislar sobre normas gerais de direito urbanístico; (MPMT-2014)

II – legislar sobre normas para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios em relação à política urbana, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-
estar em âmbito nacional;

III - PROMOVER, por iniciativa própria e em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, programas de construção de moradias e melhoria das condições habitacionais, de
saneamento básico, das calçadas, dos passeios públicos, do mobiliário urbano e dos demais espaços
de uso público; (Vide Lei nº 13.146, de 2015) (TJCE-2012/2014) (MPMT-2014) (MPRS-2017)

IV - INSTITUIR diretrizes para desenvolvimento urbano, INCLUSIVE habitação, saneamento


básico, transporte e mobilidade urbana, que incluam regras de acessibilidade aos locais de uso
público; (Vide Lei nº 13.146, de 2015) (TRF5-2015)

V – elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de


desenvolvimento econômico e social.

CAPÍTULO II

DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA

Seção I

Dos instrumentos em geral

Art. 4o Para os fins desta Lei, SERÃO UTILIZADOS, ENTRE OUTROS INSTRUMENTOS:

I – planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento


econômico e social;

II – planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões;

III – planejamento municipal, em especial:

a) plano diretor; (DPEPI-2009)

b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo;

c) zoneamento ambiental; (DPEPI-2009) (MPSE-2010) (TJPR-2017)


(TRF2-2013-CESPE): Acerca da política urbana, assinale a opção correta: O planejamento municipal
deverá utilizar-se de alguns instrumentos próprios do direito ambiental, como o zoneamento
ambiental. BL: art. 4º, I, “ “c”, EC.

d) plano plurianual;

(MPPR-2017): São instrumentos da política urbana, previstos na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade):
Planejamento municipal, em especial: plano diretor; disciplina do parcelamento, do uso e da
ocupação do solo; plano plurianual, entre outros. BL: art. 4º, III, “a”, “b” e “d”, EC.

e) diretrizes orçamentárias e orçamento anual; (MPSE-2010)

f) gestão orçamentária participativa; (DPEPI-2009) (TJAC-2012) (MPDFT-2015)

g) planos, programas e projetos setoriais;

h) planos de desenvolvimento econômico e social; (TJAC-2012)

IV – institutos tributários e financeiros:

a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana - IPTU; (TJAC-2012)

(TJMG-2014): Com relação ao Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), analise a afirmativa seguinte:
Ainda que adstrito ao princípio da legalidade, o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana) pode ser utilizado como instrumento de política urbanística, visando à
promoção do adequado aproveitamento do imóvel urbano não edificado, subutilizado ou não
utilizado. BL: art. 4º, IV, “a” do EC.

b) contribuição de melhoria;

(MPPR-2017): São instrumentos da política urbana, previstos na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade):
Institutos tributários e financeiros, como a contribuição de melhoria. BL: art. 4º, IV, “b”, EC.

c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros;

(TJRJ-2014-VUNESP): São instrumentos da política urbana: o imposto sobre a propriedade predial


e territorial urbana – IPTU e a contribuição de melhoria, configurados como institutos tributários e
financeiros. BL: art. 4º, IV do EC.

V – institutos jurídicos e políticos:

a) desapropriação; (MPRN-2009) (MPSE-2010) (TJAC-2012)

b) servidão administrativa; (MPSE-2010) (MPMG-2013)

c) limitações administrativas; (MPMG-2013)

d) tombamento de imóveis ou de mobiliário urbano; (MPRN-2009) (TJAC-2012) (MPMG-2013)

e) instituição de unidades de conservação; (TJAC-2012)

f) instituição de zonas especiais de interesse social; (TJAC-2012)

g) concessão de direito real de uso; (TJAC-2012)

h) concessão de uso especial para fins de moradia; (TJAC-2012)

i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; (MPMG-2013)


j) usucapião especial de imóvel urbano;

l) direito de superfície; (TJAC-2012)

m) direito de preempção; (TJAC-2012)

n) outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso; (MPDFT-2015)

o) transferência do direito de construir; (MPMG-2013)

p) operações urbanas consorciadas;

(MPDFT-2004): São exemplos de institutos jurídicos que constituem instrumentos para a


consecução da política urbana: a desapropriação, o direito de preempção, a outorga onerosa do
direito de construir e de alterar o uso, a transferência do direito de construir e as operações urbanas
consorciadas. BL: art. 4º, V, alíneas “a”; “m”; “o” e “p” do EC.

q) regularização fundiária;

r) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais menos


favorecidos; (MPMG-2013)

s) referendo popular e plebiscito; (MPPR-2013)

(MPPR-2017): São instrumentos da política urbana, previstos na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade):
Institutos jurídicos e políticos, como o referendo popular e o plebiscito. BL: art. 4º, V, “s”, EC.

t) demarcação urbanística para fins de regularização fundiária; (Incluído pela Lei nº 11.977, de
2009)

u) legitimação de posse. (Incluído pela Lei nº 11.977, de 2009)

VI – estudo prévio de impacto ambiental (EIA) e estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV).
(MPSE-2010) (DPESP-2012) (MPMT-2019)

(MPMG-2021): Em matéria de política urbana, é correto afirmar que: Entre os instrumentos de


política urbana se inclui o estudo prévio de impacto ambiental (EIA). BL: art. 4º, VI, EC.

(MPPR-2017): São instrumentos da política urbana, previstos na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade):
Estudo prévio de impacto ambiental (EIA) e estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV). BL: art.
4º, VI, EC.

§ 1o Os INSTRUMENTOS mencionados neste artigo REGEM-SE pela legislação que lhes é


própria, observado o disposto nesta Lei. (TJPR-2017)

§ 2o Nos casos de PROGRAMAS e PROJETOS HABITACIONAIS DE INTERESSE SOCIAL,


DESENVOLVIDOS por órgãos ou entidades da Administração Pública com atuação específica
nessa área, a concessão de direito real de uso de imóveis públicos PODERÁ SER CONTRATADA
COLETIVAMENTE. (TJCE-2012) (DPEDF-2013) (MPSC-2016)

§ 3o Os instrumentos previstos neste artigo que demandam dispêndio de recursos por parte do
Poder Público municipal devem ser objeto de controle social, garantida a participação de
comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil.

Seção II

Do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios


Art. 5o LEI MUNICIPAL ESPECÍFICA para área incluída no plano diretor PODERÁ
DETERMINAR o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios do solo urbano não
edificado, subutilizado ou não utilizado, DEVENDO FIXAR as CONDIÇÕES e os PRAZOS para
implementação da referida obrigação. (DPEPI-2009) (MPCE-2011) (MPSP-2011) (MPMT-2012)
(MPES-2013) (TRF2-2013) (DPEMG-2014) (MPDFT-2015) (DPEMA-2015) (TJPR-2017) (MPMG-2017)
(MPRS-2017) (MPMS-2018) (TJAC-2019) (MPPI-2019)

(MPRS-2016): Lei municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o
parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado
ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação.
BL: art. 5º do EC.

§ 1o CONSIDERA-SE SUBUTILIZADO o imóvel:

I – cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido no plano diretor ou em legislação dele
decorrente; (MPES-2013)

II – (VETADO)

§ 2o O proprietário SERÁ NOTIFICADO pelo Poder Executivo municipal para o cumprimento


da obrigação, DEVENDO a notificação SER AVERBADA no CARTÓRIO DE REGISTRO DE
IMÓVEIS. (DPEPI-2009) (TJPA-2012) (TJSC-2013)

(MPGO-2019): Sobre o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, institutos jurídicos e


políticos, previstos na Lei 10.257/01, que dispõe sobre o Estatuto da Cidade, é correto afirmar que
O proprietário será notificado pelo Poder Executivo municipal para o cumprimento da obrigação,
devendo a notificação ser averbada no cartório de Registro de Imóveis. BL: art. 5º, §2º, EC.

§ 3o A NOTIFICAÇÃO FAR-SE-Á:

I – por funcionário do órgão competente do Poder Público municipal, ao proprietário do


imóvel ou, no caso de este ser pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou
administração;

(MPGO-2019): Sobre o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, institutos jurídicos e


políticos, previstos na Lei 10.257/01, que dispõe sobre o Estatuto da Cidade, é correto afirmar que
a notificação para o cumprimento da obrigação far-se-á por funcionário do órgão competente
municipal, ao proprietário do imóvel. BL: art. 5º, §2º, EC.

II – por edital quando frustrada, por três vezes, a tentativa de notificação na forma prevista
pelo inciso I. (DPEPI-2009)

§ 4o Os prazos a que se refere o caput não poderão ser inferiores a:

I - um ano, a partir da notificação, para que seja protocolado o projeto no órgão municipal
competente; (DPEPI-2009) (MPGO-2019)

II - dois anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as obras do empreendimento.


(DPEPI-2009) (MPGO-2019)

##Atenção: ##Dica:
➢ 1 ano: protocolo (inciso I)
➢ 2 anos: execução/início (inciso)

§ 5o Em empreendimentos de grande porte, em caráter excepcional, a lei municipal específica a


que se refere o caput poderá prever a conclusão em etapas, assegurando-se que o projeto aprovado
compreenda o empreendimento como um todo.
Art. 6o A TRANSMISSÃO DO IMÓVEL, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à data
da notificação, TRANSFERE as obrigações de PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO ou UTILIZAÇÃO
previstas no art. 5o desta Lei, sem interrupção de quaisquer prazos. (DPEPI-2009) (TRF2-2011)

(MPGO-2019): Sobre o parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, institutos jurídicos e


políticos, previstos na Lei 10.257/01, que dispõe sobre o Estatuto da Cidade, é correto afirmar que
A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à data da notificação, transfere
as obrigações de parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, sem interrupção de
quaisquer prazos para protocolo do projeto no órgão municipal competente ou início das obras do
empreendimento. BL: art. 5º, §2º, EC.

Seção III

Do IPTU progressivo no tempo

Art. 7o Em caso de DESCUMPRIMENTO das CONDIÇÕES e dos PRAZOS previstos na forma


do caput do art. 5o desta Lei, ou não sendo cumpridas as etapas previstas no § 5o do art. 5o desta Lei,
o Município PROCEDERÁ à aplicação do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana
(IPTU) progressivo no tempo, mediante a MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA pelo prazo de cinco anos
consecutivos. (MPCE-2011) (MPES-2013) (DPEMG-2014) (MPAM-2015) (MPSP-2015) (DPEMA-
2015) (MPRS-2017) (MPPI-2019)

§ 1o O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado na lei específica a que se refere o
caput do art. 5o desta Lei e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a
ALÍQUOTA MÁXIMA de quinze por cento. (DPEMG-2014) (DPEMA-2015)

(DPEMA-2009-FCC): O Estatuto da Cidade prevê a possibilidade de cobrança do Imposto Predial


e Territorial Urbano (IPTU) progressivo no tempo, como sanção à não-utilização ou subutilização
do imóvel urbano. O prazo mínimo no qual o IPTU progressivo pode ser cobrado antes da
desapropriação com pagamento em títulos e a alíquota máxima do tributo são, respectivamente, 5
exercícios consecutivos e 15%. BL: art. 7º, caput e §1º, EC.

§ 2o Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não esteja atendida em cinco anos, o
Município manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida obrigação, garantida
a prerrogativa prevista no art. 8o.

§ 3o É VEDADA a CONCESSÃO DE ISENÇÕES ou DE ANISTIA relativas à TRIBUTAÇÃO


PROGRESSIVA de que trata este artigo. (MPAM-2015) (MPSP-2015) (MPBA-2018) (MPPI-2019)

(TJSP-2015-VUNESP): O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 639632 AgR/MS, ao


analisar a questão relativa à cobrança progressiva do IPTU estabeleceu alguns parâmetros e, de
acordo com tal julgamento, é correto afirmar que a progressividade extrafiscal também tem previsão
normativa no Estatuto da Cidade. BL: arts. 5º e 7º do EC (tributário)

Seção IV

Da desapropriação com pagamento em títulos

Art. 8o DECORRIDOS cinco anos DE COBRANÇA DO IPTU PROGRESSIVO sem que o


proprietário TENHA CUMPRIDO a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização, o
Município PODERÁ PROCEDER à DESAPROPRIAÇÃO do imóvel, com pagamento em títulos da
dívida pública. (TRF2-2009/2011) (TJRJ-2011) (MPCE-2011) (MPRR-2012) (MPSC-2012) (MPTO-
2012) (MPES-2013) (DPEMG-2014) (DPEMA-2015) (TJAM-2016) (MPMS-2015/2018) (TJAC-2019)
(MPPI-2019)

(TJPR-2017-CESPE): No que se refere à incidência do direito ambiental sobre o meio urbano,


assinale a opção correta: Apenas imóveis incluídos no plano diretor podem sofrer desapropriação-
sanção pelo descumprimento de sua função social. BL: arts. 5º e 8º, EC. (amb.)
##Atenção: A desapropriação sanção é a última providência tomada, de uma sucessão de medidas,
para o proprietário que não cumpre a função social da propriedade. A primeira etapa é o
parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, que somente pode se dar por lei municipal
específica, para áreas definidas no Plano Diretor. Sendo assim, logicamente a Desapropriação
sanção, como última e terceira etapa, somente se dará em áreas definidas no Plano Diretor. Ainda,
o EC dispõe que o Plano Diretor é obrigatório para cidades onde o Poder Público municipal
pretenda utilizar os seguintes instrumentos (parcelamento e edificação compulsórios/ IPTU
progressivo/ desapropriação sanção) (vide art. 41, III, do EC)

§ 1o Os TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA TERÃO prévia aprovação pelo Senado Federal e


SERÃO RESGATADOS no prazo de até dez anos, em prestações anuais, iguais e sucessivas,
ASSEGURADOS o valor real da indenização e os juros legais de seis por cento ao ano. (TRF2-2009)
(MPRR-2012) (MPTO-2012) (MPES-2013) (DPEMG-2014) (MPMS-2015) (DPEMA-2015)

(MPRS-2017): Considerando o Estatuto da Cidade, assinale a alternativa correta: Decorridos cinco


anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha cumprido a obrigação de
parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, o Município poderá proceder à
desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública previamente aprovados
pelo Senado Federal e com prazo de resgate em até 10 anos, em prestações anuais, iguais e
sucessivas, assegurados o valor real da indenização e juros legais de 6% (seis por cento) ao ano. BL:
art. 8º, caput e §1º, EC.

§ 2o O valor real da indenização:

I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função


de obras realizadas pelo Poder Público na área onde o mesmo se localiza após a notificação de que
trata o § 2o do art. 5o desta Lei; (MPES-2013)

II – não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios. (MPES-2013)

§ 3o Os títulos de que trata este artigo não terão poder liberatório para pagamento de tributos.

§ 4o O Município PROCEDERÁ ao ADEQUADO APROVEITAMENTO DO IMÓVEL no


prazo máximo de cinco anos, CONTADO a partir da sua incorporação ao patrimônio público.
(TRF2-2011) (MPTO-2012) (TRF4-2012) (MPPI-2019) (MPSC-2019)

§ 5o O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo Poder Público ou por
meio de alienação ou concessão a terceiros, observando-se, nesses casos, o devido procedimento
licitatório. (TRF2-2011)

§ 6o Ficam mantidas para o adquirente de imóvel nos termos do § 5o as mesmas obrigações de


parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 5 o desta Lei.

Seção V

Da usucapião especial de imóvel urbano

Art. 9o Aquele que possuir como sua área ou edificação urbana de até duzentos e cinqüenta
metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia
ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, DESDE QUE NÃO SEJA proprietário de outro imóvel
urbano ou rural. (TJCE-2012) (MPRR-2012) (TRF4-2012) (TJPA-2014) (DPEMG-2014) (MPSP-
2006/2010/2011/2012/2015) (MPAM-2015) (MPBA-2015) (TJRJ-2016) (MPRS-2017) (DPEAL-2017)
(TJMT-2018) (MPMS-2018) (MPPR-2012/2019) (DPERJ-2021)

§ 1o O TÍTULO DE DOMÍNIO SERÁ CONFERIDO ao homem ou à mulher, ou a ambos,


INDEPENDENTEMENTE do estado civil. (DPESP-2006) (MPRS-2017)

(TJRJ-2016-VUNESP): Rony, há 6 anos ininterruptos e sem oposição, possui como sua uma pequena
casa de 90 m², em área urbana, onde reside com sua família. Não é proprietário de outro imóvel,
urbano ou rural. Anteriormente à sua posse, a casa era ocupada por um amigo seu que se mudou
para outro Estado, mas Rony não sabe a que título seu amigo ocupava o imóvel. Dois anos após a
ocupação por Rony, foi averbada na matrícula do imóvel uma certidão de distribuição de uma ação
de execução em face do formal proprietário do bem. Rony não recebeu notícia da averbação
realizada. Diante dessas circunstâncias, é correto afirmar que se operou a prescrição aquisitiva em
favor de Rony, pela denominada usucapião especial urbana residencial individual. BL: art. 1240,
§1º, CC e art. 9º, §1º do Estatuto da Cidade.

##Atenção: Possuindo por seis anos ininterruptos e sem oposição (não recebeu notícia da
averbação), como sua, uma pequena casa de 90 m², em área urbana, onde reside com sua família,
não sendo proprietário de outro imóvel urbano ou rural, opera-se a prescrição aquisitiva em favor
do possuidor, Rony, denominada usucapião especial urbana residencial individual.

##Atenção: ##STJ: ##DOD: ##TJRJ-2016: ##VUNESP: ##MPMS-2018: A decisão que reconhece


a aquisição da propriedade de bem imóvel por usucapião prevalece sobre a hipoteca judicial que
anteriormente tenha gravado o referido bem. Isso porque, com a declaração de aquisição de
domínio por usucapião, deve desaparecer o gravame real constituído sobre o imóvel, antes ou
depois do início da posse ad usucapionem, seja porque a sentença apenas declara a usucapião
com efeitos ex tunc, seja porque a usucapião é forma originária de aquisição de propriedade, não
decorrente da antiga e não guardando com ela relação de continuidade. STJ. 3ª T. REsp 620610-
DF, Rel. Min. Raul Araújo, j. 3/9/13 (Info 527).
(MPMS-2018): A decisão que reconhece a aquisição da propriedade de bem imóvel por
usucapião prevalece sobre a hipoteca judicial que anteriormente tenha gravado o referido bem.
BL: Info 527, STJ.

§ 2o O direito de que trata este artigo NÃO SERÁ RECONHECIDO ao mesmo possuidor mais
de uma vez. (MPSP-2015) (MPRS-2017) (TJMT-2018)

§ 3o Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo CONTINUA, DE PLENO DIREITO, a posse
de seu antecessor, DESDE QUE JÁ RESIDA no imóvel por ocasião da abertura da sucessão. (DPESP-
2006/2012) (MPPR-2012) (TJPA-2014) (MPAM-2015)

Art. 10. Os NÚCLEOS URBANOS INFORMAIS existentes SEM oposição HÁ mais de cinco
anos e CUJA área total dividida pelo número de possuidores SEJA INFERIOR a duzentos e
cinquenta metros quadrados por possuidor SÃO SUSCETÍVEIS de serem USUCAPIDOS
COLETIVAMENTE, DESDE QUE os possuidores NÃO SEJAM proprietários de outro imóvel
urbano ou rural. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) (TJMT-2018) (MPBA-2018) (MPMS-2018)
(MPPR-2019)

(DPEGO-2021-FCC): Conforme regrada no Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), com suas alterações
posteriores, a usucapião coletiva, modalidade da usucapião especial urbana, é aplicada aos núcleos
urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos cujos possuidores não sejam
proprietários de outro imóvel. BL: art. 10, EC

(TJAC-2019-VUNESP): Em relação ao Meio Ambiente Urbano, o Estatuto da Cidade estabelece que


os núcleos urbanos informais, existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja área total
dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por
possuidor, são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam
proprietários de outro imóvel urbano ou rural. BL: art. 10, EC. (amb.)

(TJMT-2018-VUNESP): De acordo com o Estatuto da Cidade, em relação à usucapião especial de


imóvel urbano, assinale a alternativa correta: Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição,
há mais de cinco anos, e cuja área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos
e cinquenta metros quadrados por possuidor, são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente,
desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural. BL: art. 10, EC.

##Atenção: ##TJMT-2018: ##VUNESP: A usucapião especial urbana coletiva, prevista no art. 10


do Estatuto das Cidades, ocorre quando existem núcleos urbanos informais sem oposição há mais
de 5 anos e cuja área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta
metros quadrados por possuidor, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel
urbano ou rural. Por outro lado, a desapropriação por zona, disciplinada no art. 4º do Dec.-Lei
3.365/41, ocorre em razão da realização de obra pública, na qual o ente estatal tenha a necessidade
de desapropriar, não somente o espaço necessário à construção da obra, mas também a zona vizinha
a esta construção, seja para uma posterior extensão da obra, ou seja, para a hipótese em que houver
uma supervalorização dos terrenos vizinhos.

§ 1o O possuidor PODE, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, ACRESCENTAR
sua posse à de seu antecessor, contanto que ambas SEJAM CONTÍNUAS.

(DPESP-2006-FCC): Com relação à ação de usucapião especial coletiva de imóvel urbano localizado
em área ocupada por população de baixa renda, o possuidor pode acrescentar sua posse à de seu
antecessor, contanto que sejam contínuas. BL: art. 10, §1º, EC.

§ 2o A USUCAPIÃO ESPECIAL COLETIVA de imóvel urbano SERÁ DECLARADA pelo juiz,


mediante SENTENÇA, a qual SERVIRÁ DE TÍTULO para REGISTRO NO CARTÓRIO DE
REGISTRO DE IMÓVEIS. (DPESP-2006/2012) (TJMS-2012) (MPPR-2012) (MPBA-2018)

§ 3o Na sentença, o juiz ATRIBUIRÁ igual fração ideal de terreno a cada possuidor,


INDEPENDENTEMENTE da dimensão do terreno que cada um ocupe, SALVO hipótese de acordo
escrito entre os condôminos, ESTABELECENDO frações ideais diferenciadas. (TJTO-2007) (DPESP-
2006/2012) (TJMT-2018) (DPEGO-2021)

(MPSP-2010): Assinale a alternativa correta: Na usucapião coletiva, prevista na Lei nº 10.257/01


(Estatuto da Cidade), como regra geral, a cada possuidor será atribuída, por decisão judicial, igual
fração ideal de terreno. BL: art. 10, §3º, EC.

§ 4o O condomínio especial constituído É INDIVISÍVEL, NÃO SENDO PASSÍVEL de


EXTINÇÃO [obs.: regra geral], SALVO deliberação favorável tomada por, no mínimo, dois terços
dos condôminos, no caso de execução de urbanização posterior à constituição do condomínio.
(MPDFT-2004) (TJTO-2007) (DPESP-2006/2012/2013) (TJMT-2018)

(DPEES-2009-CESPE): No que tange à usucapião especial urbana, é correto afirmar que, via de
regra, o condomínio instituído por força da ação de usucapião especial coletiva é indivisível, não
sendo passível de extinção. BL: art. 10, §§ 2º e 4º do EC.

§ 5o As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão tomadas por


maioria de votos dos condôminos presentes, obrigando também os demais, discordantes ou
ausentes. (DPESP-2013)

Art. 11. Na pendência da ação de usucapião especial urbana, FICARÃO SOBRESTADAS


quaisquer outras ações, petitórias ou possessórias, que venham a ser propostas relativamente ao
imóvel usucapiendo. (DPESP-2006) (MPMT-2012) (MPBA-2018)

Art. 12. SÃO PARTES LEGÍTIMAS para a propositura da ação de usucapião especial urbana:
(MPSP-2006) (MPMS-2015) (MPPI-2019) (DPERJ-2021)

I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente; (DPERJ-2021)

II – os possuidores, em estado de composse; (DPERJ-2021)

III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade,


REGULARMENTE CONSTITUÍDA, com personalidade jurídica, desde que explicitamente
autorizada pelos representados. (DPESP-2006) (MPSP-2012) (MPPR-2019) (DPERJ-2021)

§ 1o Na ação de usucapião especial urbana É OBRIGATÓRIA a intervenção do Ministério


Público. (MPMG-2010) (MPSP-2006/2010/2012) (MPMT-2012) (MPRR-2012) (MPMS-2015) (MPRO-
2017) (MPPR-2019) (MPPI-2019)

(MPBA-2018): Com base na Lei 10.257/01, que “Regulamenta os artigos nos 182 e 183 da Constituição
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências”, analise a alternativa
correta: Na pendência da ação de usucapião especial urbana, ficarão sobrestadas quaisquer outras
ações, petitórias ou possessórias, que venham a ser propostas relativamente ao imóvel usucapiendo,
sendo obrigatória a intervenção do Ministério Público. BL: art. 11 c/c art. 12, §1º, EC.

##Atenção: No Estatuto das Cidades, o MP não propõe a ação, apenas intervém.

§ 2o O autor TERÁ OS BENEFÍCIOS da justiça e da assistência judiciária gratuita, INCLUSIVE


perante o cartório de registro de imóveis. (DPESP-2006) (MPPR-2019)

##Atenção: ##Jurisprudência em Teses do STJ: ##Edição nº 148: ##MPMS-2018:


Tese 10: O art. 12, §2º, da Lei n. 10.257/2001, que assegura aos autores da ação de usucapião
especial urbana os benefícios da assistência judiciária gratuita, incluindo as despesas de
registro imobiliário, deve ser interpretado em harmonia com o Código de Processo Civil.

Art. 13. A usucapião especial de imóvel urbano PODERÁ SER INVOCADA como MATÉRIA
DE DEFESA, valendo a sentença que a reconhecer como título para registro no cartório de registro de
imóveis. (TRF5-2011) (MPMT-2012) (MPPR-2012) (Cartórios/TJSP-2014) (DPEMG-2019)

Art. 14. Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual a ser
observado é o sumário. (DPESP-2006) (MPMT-2012) (MPSP-2006/2012/2015) (DPEAL-2017)

##Atenção: ##Novo CPC X redação literal da legislação especial: Mesmo com as disposições
trazidas pelo CPC/2015, há a possibilidade de a banca de concurso cobrar a literalidade do
dispositivo legal. Vejamos o teor do art. 1.046, §1º e art. 1.049, § único, ambos do NCPC:
Art. 1.046. Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos
processos pendentes, ficando revogada a Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.
§ 1º As disposições da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 , relativas ao procedimento
sumário e aos procedimentos especiais que forem revogadas aplicar-se-ão às ações propostas e não
sentenciadas até o início da vigência deste Código.
Art. 1.049. Sempre que a lei remeter a procedimento previsto na lei processual sem especificá-
lo, será observado o procedimento comum previsto neste Código.
Parágrafo único. Na hipótese de a lei remeter ao procedimento sumário, será observado o
procedimento comum previsto neste Código, com as modificações previstas na própria lei especial,
se houver.

Seção VI

Da concessão de uso especial para fins de moradia

Arts 15 a 20. (VETADOS)

Seção VII

Do direito de superfície

Art. 21. O proprietário urbano PODERÁ CONCEDER a outrem o DIREITO DE SUPERFÍCIE


do seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante ESCRITURA PÚBLICA
REGISTRADA no cartório de registro de imóveis. (MPSP-2011) (MPPI-2012) (MPTO-2012)
(DPEMS-2012) (MPES-2013) (Cartórios/TJRS-2015) (TJAC-2019)

§ 1o O DIREITO DE SUPERFÍCIE ABRANGE o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço


aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação
urbanística. (DPEMS-2012) (MPF-2015)

§ 2o A concessão do direito de superfície PODERÁ SER gratuita ou onerosa. (DPEMS-2012)


(Cartórios/TJRS-2015)

§ 3o O superficiário RESPONDERÁ INTEGRALMENTE pelos encargos e tributos que


INCIDIREM sobre a propriedade superficiária, ARCANDO, AINDA, PROPORCIONALMENTE à
sua parcela de ocupação efetiva, com os encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do
DIREITO DE SUPERFÍCIE, SALVO disposição em contrário do contrato respectivo. (MPRS-2017)

§ 4o O DIREITO DE SUPERFÍCIE PODE SER TRANSFERIDO A TERCEIROS, OBEDECIDOS


os termos do contrato respectivo. (TJMG-2014) (MPRS-2017)

§ 5o POR MORTE DO SUPERFICIÁRIO, os seus direitos TRANSMITEM-SE a SEUS


HERDEIROS. (TJMG-2014)

Art. 22. Em caso de alienação do terreno, ou do direito de superfície, o superficiário e o


proprietário, respectivamente, TERÃO DIREITO DE PREFERÊNCIA, em igualdade de condições à
oferta de terceiros. (MPSC-2012)

(TJRR-2015-FCC): Determinada Administração Municipal, com o fim de promover o


desenvolvimento econômico local, desapropriou determinada gleba de terra, em área rural, para
fins de constituição de um distrito industrial. O proprietário aceitou o valor ofertado e foi lavrada e
registrada a escritura pública ultimando a desapropriação administrativa. A Administração
Municipal, então, por meio de contrato de concessão de direito de superfície, possibilitou que
indústrias se instalassem, pelo prazo de 15 anos, nos lotes da zona industrial recém-constituída.
Passados dez anos, em virtude da carência de recursos financeiros, o Prefeito Municipal obtém a
aprovação, na Câmara Municipal, de projeto de lei autorizativa da alienação dos lotes componentes
da zona industrial em questão. Diante de tal situação, é correto concluir que é possível a alienação
dos lotes, mediante regular procedimento licitatório, garantindo-se aos superficiários a preferência
na aquisição dos respectivos lotes, em igualdade de condições em relação às propostas vencedoras
do certame. BL: art. 22 c/c art. 4º, V, “l”, EC.

##Atenção: É inegável que o direito de superfície não é exclusivo dos entes particulares. Consoante
dispõe o Estatuto das Cidades, o direito de superfície é expressamente admitido como promoção
da política urbana (art. 22, c.c art. 4º, V, “l” do EC). Em redação semelhante ao art. 22 do EC, vejamos
o teor do art. 1.373 do CC/02: “Art. 1.373. Em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície, o
superficiário ou o proprietário tem direito de preferência, em igualdade de condições.”

Art. 23. EXTINGUE-SE o DIREITO DE SUPERFÍCIE:

I – pelo advento do termo;

II – pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário.

(MPSC-2016): Nos termos da Lei 10.257/01, o direito de superfície abrange o direito de utilizar o
solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo,
atendida a legislação urbanística. De acordo com a referida lei, extingue-se o direito de superfície
pelo advento do termo e pelo descumprimento das obrigações assumidas pelo superficiário. BL:
art. 21, §1º c/c art. 23 do EC.

Art. 24. Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno, bem
como das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de indenização, se as
partes não houverem estipulado o contrário no respectivo contrato.

§ 1o Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o direito de superfície se o superficiário der


ao terreno destinação diversa daquela para a qual for concedida.

§ 2o A extinção do direito de superfície será averbada no cartório de registro de imóveis.

Seção VIII

Do direito de preempção

Art. 25. O DIREITO DE PREEMPÇÃO CONFERE ao Poder Público municipal PREFERÊNCIA


PARA AQUISIÇÃO DE IMÓVEL URBANO objeto de alienação onerosa entre particulares. (MPRO-
2008) (MPMG-2010) (MPSC-2010) (MPMT-2012) (MPRR-2012) (DPEMG-2014) (MPSP-2011/2015)
(MPAM-2015) (MPBA-2018)

(MPBA-2018): Acerca do Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), marque a alternativa correta: É


possível afirmar que o direito de preempção municipal tem natureza jurídica de limitação
administrativa (imposição legal). BL: art. 25, do EC.

##Atenção: ##MPMG-2017: ##MPBA-2018: Matheus Carvalho explica que o direito de


preferência ou preempção, contido no art. 25, da Lei 10.257/01, é uma espécie de limitação
administrativa. Obriga todos os proprietários de bens localizados na área definida por lei, baseada
no Plano Diretor do município - ao alienarem seus terrenos - a oferecê-los primeiramente ao Poder
Público. Poderá exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas para regularização
fundiária ou execução de programas e projetos habitacionais de interesse social.
(MPMG-2017): Diversas são as formas de intervenção do Estado na propriedade, o que revela o poder
de império estatal ao qual se sujeitam os particulares. Desse modo, é correto afirmar que o direito à
preempção municipal é: Limitação administrativa. BL: art. 25, do EC.

(TJSP-2015-VUNESP): É permitido ao poder público se utilizar do direito de preempção para


aquisição de remanescentes florestais relevantes. BL: art. 25 do EC.

§ 1o Lei municipal, BASEADA no plano diretor, DELIMITARÁ as áreas em que INCIDIRÁ o


DIREITO DE PREEMPÇÃO e FIXARÁ prazo de vigência, não superior a cinco anos, RENOVÁVEL
a partir de um ano após o decurso do prazo inicial de vigência. (MPMG-2010) (MPSC-2010) (MPMT-
2012) (DPEMG-2014) (MPAM-2015) (MPBA-2018) (MPAP-2021)

§ 2o O DIREITO DE PREEMPÇÃO FICA ASSEGURADO durante o prazo de vigência fixado


na forma do § 1o, INDEPENDENTEMENTE do número de alienações referentes ao mesmo imóvel.
(DPEMG-2014) (MPAM-2015) (MPBA-2018) (MPAP-2021)

Art. 26. O DIREITO DE PREEMPÇÃO SERÁ EXERCIDO SEMPRE que o Poder Público
necessitar de áreas para:

I – regularização fundiária; (MPBA-2018) (MPSC-2013/2019)

II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; (MPBA-2018)

III – constituição de reserva fundiária; (MPBA-2018)

(MPRS-2016): O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas
para constituição de reserva fundiária, entre outras hipóteses. BL: art. 26, I do EC.

IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana; (MPBA-2018) (MPAP-2021)

V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;

VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; (MPSC-2013) (MPBA-2018)

VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;


(MPMG-2010) (MPSC-2010)

VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico; (MPRO-2008) (MPMG-


2010) (MPMT-2012) (MPRR-2012)

IX – (VETADO)

Parágrafo único. A lei municipal prevista no § 1o do art. 25 desta Lei DEVERÁ ENQUADRAR
cada área em que INCIDIRÁ o DIREITO DE PREEMPÇÃO em uma ou mais das finalidades
enumeradas por este artigo. (MPAP-2021)
Art. 27. O proprietário DEVERÁ NOTIFICAR SUA INTENÇÃO DE ALIENAR o imóvel, para
que o Município, no prazo máximo de trinta dias, MANIFESTE por escrito seu interesse em
COMPRÁ-LO.

§ 1o À notificação mencionada no caput será anexada proposta de compra assinada por terceiro
interessado na aquisição do imóvel, da qual constarão preço, condições de pagamento e prazo de
validade.

§ 2o O Município fará publicar, em órgão oficial e em pelo menos um jornal local ou regional de
grande circulação, edital de aviso da notificação recebida nos termos do caput e da intenção de
aquisição do imóvel nas condições da proposta apresentada.

§ 3o TRANSCORRIDO o prazo mencionado no caput sem manifestação, FICA o proprietário


AUTORIZADO A REALIZAR a ALIENAÇÃO para terceiros, nas condições da proposta
apresentada.

(MPAP-2021-CESPE): Uma lei municipal outorgou a determinado município o direito de


preempção, pelo prazo de um ano, sobre certa área onde havia imóveis particulares, com a
finalidade de criar área de interesse ambiental. Paulo, proprietário de um dos imóveis existentes na
área, interessou-se por uma proposta de compra feita por Pedro, no valor total de R$ 1 milhão. A
proposta de Pedro foi a de que, desse montante, 40% do pagamento seria feito a Paulo em dinheiro,
e 60%, por meio de permuta com outro imóvel de propriedade de Pedro, situado em área não
abrangida pela referida lei municipal. Nesse contexto, Paulo notificou o município, a fim de cumprir
as formalidades legais, para que este se pronunciasse sobre o direito de preempção. Considerando
que, nessa situação hipotética, a referida lei cumpriu o devido processo legislativo, assinale a opção
correta, com base no Estatuto da Cidade: Se o município não manifestar seu interesse pelo imóvel
de Paulo no prazo de até trinta dias, Paulo estará autorizado a alienar o seu imóvel a Pedro nas
condições da proposta apresentada. BL: art. 27, caput e §3º, EC.

§ 4o Concretizada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município, no


prazo de trinta dias, cópia do instrumento público de alienação do imóvel.

§ 5o A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada é nula de pleno


direito. (MPAP-2021)

§ 6o Ocorrida a hipótese prevista no § 5o o Município poderá adquirir o imóvel pelo valor da


base de cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada, se este for inferior àquele.
(MPAP-2021)

Seção IX

Da outorga onerosa do direito de construir

Art. 28. O plano diretor PODERÁ FIXAR áreas nas quais o DIREITO DE CONSTRUIR
PODERÁ SER EXERCIDO acima do coeficiente de aproveitamento básico adotado, mediante
CONTRAPARTIDA A SER PRESTADA pelo beneficiário. (MPMG-2010) (MPMT-2012) (MPES-
2013) (MPSC-2013) (MPAM-2015) (MPDFT-2015)

(MPBA-2018): Com base na Lei 10.257/01, que “Regulamenta os artigos nos 182 e 183 da Constituição
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências”, analise a alternativa
correta: O plano diretor poderá fixar áreas nas quais o direito de construir poderá ser exercido acima
do coeficiente de aproveitamento básico adotado, mediante contrapartida a ser prestada pelo
beneficiário. BL: art. 28, caput, EC.

§ 1o Para os efeitos desta Lei, coeficiente de aproveitamento é a relação entre a área edificável e a
área do terreno. (MPMT-2012) (MPAM-2015)

§ 2o O plano diretor PODERÁ FIXAR COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO BÁSICO


ÚNICO para toda a zona urbana ou diferenciado para áreas específicas dentro da zona urbana.
(MPAM-2015)
§ 3o O plano diretor definirá os limites máximos a serem atingidos pelos coeficientes de
aproveitamento, considerando a proporcionalidade entre a infraestrutura existente e o aumento de
densidade esperado em cada área.

Art. 29. O plano diretor poderá fixar áreas nas quais poderá ser permitida alteração de uso do
solo, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. (MPDFT-2015)

Art. 30. Lei municipal específica estabelecerá as condições a serem observadas para a outorga
onerosa do direito de construir e de alteração de uso, determinando: (MPMT-2012) (MPDFT-2015)

I – a fórmula de cálculo para a cobrança;

II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga;

III – a contrapartida do beneficiário. (MPMT-2012) (MPDFT-2015)

Art. 31. Os recursos auferidos com a adoção da outorga onerosa do direito de construir e de
alteração de uso serão aplicados com as finalidades previstas nos incisos I a IX do art. 26 desta Lei.
(MPMT-2012) (MPES-2013) (MPDFT-2015)

Seção X

Das operações urbanas consorciadas

Art. 32. Lei municipal específica, baseada no plano diretor, poderá delimitar área para aplicação
de operações consorciadas. (MPPR-2016)

§ 1o Considera-se OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA o conjunto de intervenções e


medidas coordenadas pelo Poder Público municipal, com a participação dos proprietários, moradores,
usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma área transformações
urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental. (MPSP-2011) (TJSC-2013)

§ 2o Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas:

I – a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo,


bem como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente;

(MPRS-2016): Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas, a
modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, bem
como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente. BL: art.
32, §2º, I do EC.

II – a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com a


legislação vigente.

(TJSC-2009): O Estatuto da Cidade introduziu a denominada operação consorciada e, dentre as


medidas facultadas para realização da transformação urbanística, encontra-se a regularização de
construções executadas em desacordo com a legislação vigente. BL: art; 32, §1º e §2º, II do EC.
(direito ambiental)

III - a concessão de incentivos a operações urbanas que utilizam tecnologias visando a redução
de impactos ambientais, e que comprovem a utilização, nas construções e uso de edificações urbanas,
de tecnologias que reduzam os impactos ambientais e economizem recursos naturais, especificadas as
modalidades de design e de obras a serem contempladas. (Incluído pela Lei nº 12.836, de 2013)

Art. 33. Da lei específica que aprovar a operação urbana consorciada constará o plano de operação
urbana consorciada, contendo, no mínimo:

I – definição da área a ser atingida;


II – programa básico de ocupação da área;

III – programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela
operação;

IV – finalidades da operação;

V – estudo prévio de impacto de vizinhança;

VI - contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados


em função da utilização dos benefícios previstos nos incisos I, II e III do § 2 o do art. 32 desta
Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.836, de 2013)

VII – forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da


sociedade civil.

VIII - natureza dos incentivos a serem concedidos aos proprietários, usuários permanentes e
investidores privados, uma vez atendido o disposto no inciso III do § 2o do art. 32 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 12.836, de 2013)

§ 1o Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo SERÃO
APLICADOS exclusivamente na própria operação urbana consorciada. (MPSP-2011)

§ 2o A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e
autorizações a cargo do Poder Público municipal expedidas em desacordo com o plano de operação
urbana consorciada.

Art. 34. A lei específica que aprovar a operação urbana consorciada poderá prever a emissão pelo
Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de construção, que serão
alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação.

§ 1o Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas


conversíveis em direito de construir unicamente na área objeto da operação.

§ 2o Apresentado pedido de licença para construir, o certificado de potencial adicional será


utilizado no pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de
uso e ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação urbana
consorciada.

Art. 34-A. Nas regiões metropolitanas ou nas aglomerações urbanas instituídas por lei
complementar estadual, poderão ser realizadas operações urbanas consorciadas interfederativas,
aprovadas por leis estaduais específicas. (Incluído pela Lei nº 13.089, de 2015)

Parágrafo único. As disposições dos arts. 32 a 34 desta Lei aplicam-se às operações urbanas
consorciadas interfederativas previstas no caput deste artigo, no que couber. (Incluído pela Lei nº
13.089, de 2015)

Seção XI

Da transferência do direito de construir

Art. 35. Lei municipal, baseada no plano diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel
urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito
de construir previsto no plano diretor ou em legislação urbanística dele decorrente, quando o referido
imóvel for considerado necessário para fins de:

I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;


II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico,
social ou cultural;

III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por


população de baixa renda e habitação de interesse social.

§ 1o A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder Público seu
imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput.

§ 2o A lei municipal referida no caput estabelecerá as condições relativas à aplicação da


transferência do direito de construir.

Seção XII

Do estudo de impacto de vizinhança

Art. 36. Lei municipal DEFINIRÁ os empreendimentos e atividades privados ou públicos em


área urbana que DEPENDERÃO de elaboração de ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO DE
VIZINHANÇA (EIV) para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou
funcionamento a cargo do Poder Público municipal. (DPESP-2009) (TRF4-2009) (TJRJ-2011) (MPPR-
2011) (MPMG-2010/2013) (MPAM-2015) (MPMS-2015) (MPRR-2017) (MPMT-2019)

##Atenção: ##MPRR-2017: ##CESPE: Somente há previsão de elaboração de EIV em áreas


URBANAS. Não há elaboração de EIV em áreas rurais.

Art. 37. O EIV SERÁ EXECUTADO de forma a contemplar os EFEITOS POSITIVOS e


NEGATIVOS do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente
na área e suas proximidades, INCLUINDO a análise, no mínimo, das SEGUINTES QUESTÕES:
(TRF4-2009) (MPMG-2010) (MPPR-2011) (DPESP-2013) (MPBA-2015) (MPSP-2019) (MPMT-2019)

(MPRR-2017-CESPE): Com relação ao EIV, previsto na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade), julgue
o item a seguir: O EIV deve contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou da
atividade para a qualidade de vida da população residente na área e em suas proximidades. BL: art.
37, caput, EC.

I – adensamento populacional; (MPBA-2015) (MPSP-2019)

II – equipamentos urbanos e comunitários; (MPBA-2015) (MPSP-2019)

III – uso e ocupação do solo; (MPBA-2015) (MPSP-2019)

IV – valorização imobiliária; (MPBA-2015) (MPSP-2019)

V – geração de tráfego e demanda por transporte público; (MPBA-2015) (MPSP-2019)

(MPRR-2017-CESPE): Com relação ao EIV, previsto na Lei 10.257/01 (Estatuto da Cidade), julgue
o item a seguir: O EIV inclui a análise do uso e da ocupação do solo, bem como da geração de tráfego
e da demanda por transporte público. BL: art. 37, III e V, EC.

VI – ventilação e iluminação; (MPBA-2015)

VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural. (MPMG-2010) (MPBA-2015)

Parágrafo único. DAR-SE-Á PUBLICIDADE aos documentos integrantes do EIV, que ficarão
disponíveis para consulta, no órgão competente do Poder Público municipal, por qualquer
interessado. (DPESP-2013) (MPMT-2019)

Art. 38. A elaboração do EIV NÃO SUBSTITUI a elaboração e a aprovação de ESTUDO


PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental.
(MPMG-2010) (TJRJ-2011) (MPPR-2011) (MPSP-2011) (TJBA-2012) (MPMT-2012) (DPEPR-2012)
(MPSC-2013) (DPESP-2013) (TRF2-2013) (MPRR-2017) (MPRS-2017) (MPMS-2015/2018) (MPBA-
2018)

(MPMT-2019-FCC): O Estudo de Impacto de Vizinhança, de acordo com a Lei n° 10.257/2001, não


substitui o Estudo de Impacto Ambiental. BL: art. 38, EC.

(MPPI-2019-CESPE): A política urbana tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das
funções sociais da cidade e da propriedade urbana. Considerando-se as disposições legais sobre
esse assunto, é correto afirmar que a elaboração do estudo prévio de impacto de vizinhança não
substitui a necessidade de elaboração e aprovação de estudo prévio de impacto ambiental. BL: art.
38, EC.

##Atenção: ##Dica do Qconcursos (Lúcio Weber): “O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) previsto
no art. 4º, VI e arts. 36 a 38 do Estatuto, embora semelhante ao EIA/RIMA, com ele não se confunde. É mais
usado em empreendimentos típicos do contexto urbano, sem grandes impactos no ambiente natural. O EIV
não substitui o EIA, quando exigido; EIV é o mEEEEEnos e o EIA é o mAAAAis. Mas o EIA, mais
abrangente, pode tornar o EIV dispensável.”

(MPSC-2014): O Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança é um dos principais instrumentos de


política urbana previstos no Estatuto da Cidade, sendo exigível para os empreendimentos e
atividades definidos em Lei Municipal, devendo contemplar os efeitos positivos e negativos dos
mesmos quanto à qualidade de vida da população residente na área. BL: arts. 36 a 38, EC.

CAPÍTULO III

DO PLANO DIRETOR

Art. 39. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das
necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das
atividades econômicas, respeitadas as diretrizes previstas no art. 2 o desta Lei. (PGESE-2005) (TRF1-
2011) (TJCE-2012) (DPEMA-2015)

Art. 40. O PLANO DIRETOR, APROVADO por lei municipal, É o instrumento básico da
política de desenvolvimento e expansão urbana. (PGESE-2005) (MPRN-2009) (DPESP-2013)
(MPMS-2015) (DPEMA-2015) (MPMG-2010/2021)

§ 1o O plano diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, DEVENDO o


plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual INCORPORAR as diretrizes e as
prioridades nele contidas. (MPMG-2010)

(MPBA-2018): Com base na Lei 10.257/01, que “Regulamenta os artigos nos 182 e 183 da Constituição
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências”, analise a alternativa
correta: O plano diretor, aprovado por lei municipal, é o instrumento básico da política de
desenvolvimento e expansão urbana, sendo parte integrante do processo de planejamento
municipal. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual deverão incorporar
as diretrizes e as prioridades nele contidas. BL: art. 40, caput e §1º, EC.

§ 2o O PLANO DIRETOR DEVERÁ ENGLOBAR o território do Município como um todo.


(MPMG-2010) (MPAM-2015)

(MPMG-2021): Em matéria de política urbana, é correto afirmar que: O Plano Diretor, aprovado por
lei municipal, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana, e deverá
englobar o território do Município como um todo. BL: art. 40, caput e §2º, EC.

§ 3o A lei que INSTITUIR o PLANO DIRETOR DEVERÁ SER REVISTA, pelo menos, a cada
dez anos. (MPRN-2009) (TJBA-2012) (TJPA-2012) (MPAC-2014) (MPMS-2015)
§ 4o No processo de elaboração do plano diretor e na fiscalização de sua implementação, os
Poderes Legislativo e Executivo municipais GARANTIRÃO [= dever]: (DPESP-2013) (MPAC-2014)
(MPDFT-2015)

I – a promoção de AUDIÊNCIAS PÚBLICAS e DEBATES com a participação da população e


de associações representativas dos vários segmentos da comunidade; (DPESP-2013) (MPAC-2014)
(MPDFT-2015) (MPMT-2019) (MPPI-2019)

II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos; (DPESP-2013) (MPAC-


2014) (MPDFT-2015)

III – o acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos. (DPESP-2013)


(MPAC-2014) (MPDFT-2015)

(MPMS-2015-FAPEC): O Prefeito pode incorrer em improbidade administrativa, em face da Lei n.º


8.429/92, quando: I - Não rever a lei que instituir o Plano Diretor Municipal, pelo menos a cada dez
anos, onde a houver; II - No processo de elaboração do Plano Diretor e na fiscalização de sua
implementação, deixar de garantir, juntamente com o Poder Legislativo Municipal, a promoção de
audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas dos
vários seguimentos da comunidade; III - Negar publicidade quanto aos documentos e informações
produzidos no processo de elaboração do Plano Diretor Municipal; IV - Negar acesso de qualquer
interessado aos documentos e informações produzidos no referido processo. BL: art. 52, inciso VI
c/c art. 40, §§ 3º e 4º do EC.

§ 5o (VETADO)

Art. 41. O PLANO DIRETOR É OBRIGATÓRIO para cidades:

I – com mais de vinte mil habitantes; (TJPI-2007) (MPRN-2009) (MPES-2010) (MPSP-2010)


(TRF5-2011) (TJBA-2012) (TJPA-2012) (MPRR-2012) (MPSC-2012) (MPMT-2012) (TRF2-2011/2013)
(MPMG-2010/2011/2012/2013/2014) (MPAC-2014) (MPMA-2014) (MPAM-2015) (MPMG-2013/2017)
(DPEMA-2015/2018) (MPCE-2020)

(MPMT-2019-FCC): A obrigatoriedade da criação do Plano Diretor previsto no art. 41 da Lei n°


10.257/2001, dentre outros requisitos legais, se coloca para municípios a partir de 20.000 habitantes.
BL: art. 41, I do EC.

II – integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; (TRF5-2011) (MPES-2013)


(MPMA-2014) (MPMG-2013/2017) (MPCE-2020)

III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4o do art.
182 da Constituição Federal; (TRF2-2011) (TRF5-2011) (TJPA-2012) (MPMT-2012) (MPAM-2015)
(MPMG-2013/2017) (TJPR-2017)

IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico; (TJSC-2010) (TRF5-2011) (MPMA-2014)


(MPMG-2013/2014/2017) (MPRS-2017)

(TJBA-2012-CESPE): O plano diretor é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes e
para aquelas que integrem áreas de especial interesse turístico, entre outras situações definidas em
lei. BL: art. 41, I e IV do EC.

V – inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo


impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. (TRF5-2011) (MPMA-2014) (MPMG-2013/2017)
(MPBA-2018)

(DPESP-2013-FCC): De acordo com o Estatuto da Cidade: O plano diretor, aprovado por lei
municipal, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana, sendo
obrigatório para cidades inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com
significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional. BL: art. 40, caput, c/c art. 41, V, EC.
VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de
deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos
correlatos. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012) (MPMA-2014) (MPMG-2013/2017)

§ 1o No caso da realização de empreendimentos ou atividades enquadrados no inciso V do caput,


os recursos técnicos e financeiros para a elaboração do plano diretor ESTARÃO INSERIDOS entre as
medidas de compensação adotadas.

(MPBA-2018): Com base na Lei 10.257/01, que “Regulamenta os artigos nos 182 e 183 da Constituição
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências”, analise a alternativa
correta: O plano diretor é obrigatório para cidades inseridas na área de influência de
empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou
nacional. Nesse caso, os recursos financeiros para a elaboração do plano diretor estarão inseridos
entre as medidas de compensação adotadas. BL: art. 41, caput, V c/c §1º, EC.

§ 2o No caso de cidades com mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano
de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido.

§ 3o As cidades de que trata o caput deste artigo devem elaborar plano de rotas acessíveis,
compatível com o plano diretor no qual está inserido, que disponha sobre os passeios públicos a serem
implantados ou reformados pelo poder público, com vistas a garantir acessibilidade da pessoa com
deficiência ou com mobilidade reduzida a todas as rotas e vias existentes, inclusive as que concentrem
os focos geradores de maior circulação de pedestres, como os órgãos públicos e os locais de prestação
de serviços públicos e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e
telégrafos, bancos, entre outros, sempre que possível de maneira integrada com os sistemas de
transporte coletivo de passageiros. (Vide Lei nº 13.146, de 2015)

Art. 42. O PLANO DIRETOR DEVERÁ CONTER no mínimo:

I – a delimitação das áreas urbanas onde poderá ser aplicado o parcelamento, edificação ou
utilização compulsórios, considerando a existência de infraestrutura e de demanda para utilização, na
forma do art. 5o desta Lei; (MPMG-2021)

II – disposições requeridas pelos arts. 25, 28, 29, 32 e 35 desta Lei;

III – sistema de acompanhamento e controle.

Art. 42-A. Além do conteúdo previsto no art. 42, o plano diretor dos Municípios incluídos no
cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande
impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos deverá
conter: (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

I - parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de


usos e a contribuir para a geração de emprego e renda; (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

II - mapeamento contendo as áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande


impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos; (Incluído pela Lei nº
12.608, de 2012)

III - planejamento de ações de intervenção preventiva e realocação de população de áreas de


risco de desastre; (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

IV - medidas de drenagem urbana necessárias à prevenção e à mitigação de impactos de


desastres; e (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

V - diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos urbanos irregulares, se houver,


observadas a Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, e demais normas federais e estaduais pertinentes, e
previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais de
interesse social e de outros instrumentos de política urbana, onde o uso habitacional for
permitido. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

VI - identificação e diretrizes para a preservação e ocupação das áreas verdes municipais,


quando for o caso, com vistas à redução da impermeabilização das cidades. (Incluído pela Lei nº
12.983, de 2014)

§ 1o A identificação e o mapeamento de áreas de risco levarão em conta as cartas


geotécnicas. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

§ 2o O conteúdo do plano diretor deverá ser compatível com as disposições insertas nos planos
de recursos hídricos, formulados consoante a Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997. (Incluído pela Lei
nº 12.608, de 2012) (TJAC-2012)

§ 3o Os Municípios adequarão o plano diretor às disposições deste artigo, por ocasião de sua
revisão, observados os prazos legais. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

§ 4o Os Municípios enquadrados no inciso VI do art. 41 desta Lei e que não tenham plano
diretor aprovado terão o prazo de 5 (cinco) anos para o seu encaminhamento para aprovação pela
Câmara Municipal. (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

Art. 42-B. Os MUNICÍPIOS que PRETENDAM AMPLIAR O SEU PERÍMETRO URBANO


após a data de publicação desta Lei DEVERÃO ELABORAR PROJETO ESPECÍFICO que
CONTENHA, no mínimo: (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012) (TJMG-2014) (MPAM-2015) (MPMG-
2017)

I - demarcação do novo perímetro urbano; (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

II - delimitação dos trechos com restrições à urbanização e dos trechos sujeitos a controle
especial em função de ameaça de desastres naturais; (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012)

III - definição de diretrizes específicas e de áreas que serão utilizadas para infraestrutura,
sistema viário, equipamentos e instalações públicas, urbanas e sociais; (Incluído pela Lei nº 12.608, de
2012)

IV - definição de parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a


diversidade de usos e contribuir para a geração de emprego e renda; (Incluído pela Lei nº 12.608, de
2012)

V - a previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas
especiais de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, quando o uso habitacional
for permitido; (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012) (MPAM-2015)

VI - definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio


histórico e cultural; e (Incluído pela Lei nº 12.608, de 2012) (MPMG-2017)

VII - definição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios
decorrentes do processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a
coletividade da valorização imobiliária resultante da ação do poder público.

(MPMG-2019): Assinale a alternativa correta: Os Municípios que pretendam ampliar o seu


perímetro urbano deverão elaborar projeto específico que contenha, entre outras exigências, a
definição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios decorrentes do
processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a coletividade da
valorização imobiliária resultante da ação do poder público. BL: art. 42-B, VII, EC.
§ 1o O PROJETO ESPECÍFICO de que trata o caput deste artigo DEVERÁ SER INSTITUÍDO
por lei municipal e ATENDER às diretrizes do plano diretor, quando houver. (Incluído pela Lei nº
12.608, de 2012)

(MPMG-2017): Assinale a alternativa correta: O município que, por força de lei, possua Plano
Diretor poderá ampliar seu perímetro urbano, desde que elabore projeto específico que contemple,
dentre outras situações, a inclusão de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental
e do patrimônio histórico e cultural. BL: art. 42-B, inc. VI c/c § 1º, do EC.

OBS: Perceba que a referida alternativa em nenhum momento diz que o Plano Diretor é
obrigatório para a ampliação do perímetro urbano. A questão apenas afirma que o município que
possuir Plano Diretor poderá ampliar seu perímetro urbano, desde que elabore projeto específico
etc... (o que está plenamente correto). No mais, é preciso tomar cuidado com a terminologia correta:
Salvo melhor juízo, parece que, em nenhum momento, o Estatuto da Cidade exige lei específica para
a ampliação do perímetro urbano, mas, sim, lei municipal com base em projeto específico,
conforme o art. 42-B, §1º da Lei 10.257/01.

§ 2o Quando o plano diretor contemplar as exigências estabelecidas no caput, o Município


ficará dispensado da elaboração do projeto específico de que trata o caput deste artigo. (Incluído
pela Lei nº 12.608, de 2012) (MPMG-2017)

§ 3o A aprovação de projetos de parcelamento do solo no novo perímetro urbano ficará


condicionada à existência do projeto específico e deverá obedecer às suas disposições. (Incluído pela
Lei nº 12.608, de 2012)

CAPÍTULO IV

DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA CIDADE

Art. 43. Para garantir a gestão democrática da cidade, DEVERÃO SER UTILIZADOS, entre
outros, os SEGUINTES INSTRUMENTOS:

I – órgãos colegiados de política urbana, nos níveis nacional, estadual e municipal; (MPPR-2013)
(DPEPR-2017)

II – debates, audiências e consultas públicas; (DPEMS-2012) (MPPR-2013) (DPEPR-2017)

III – conferências sobre assuntos de interesse urbano, nos níveis nacional, estadual e municipal;
(MPPR-2013) (DPEPR-2017)

IV – iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento


urbano; (DPEMS-2012) (MPPR-2013) (DPEPR-2017)

V – (VETADO)

(MPSC-2014): A Gestão Democrática da Cidade constitui-se em verdadeiro princípio que deve


reger todo o planejamento urbano e materializa-se, nos termos do Estatuto da Cidade, por meio da
constituição de órgãos colegiados de política urbana; de debates, audiências e consultas públicas;
de conferências sobre assuntos de interesse urbano, entre outros. BL: art. 43 do EC.

Art. 44. No âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa de que trata a alínea f do
inciso III do art. 4o desta Lei incluirá a realização de debates, audiências e consultas públicas sobre
as propostas do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, como
condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal. (AGU-2010) (MPAC-2014) (TRF5-
2017)

##Atenção: ##TCU-2008: ##AGU-2010: ##ABIN-2010: ##TRF5-2017: ##CESPE: Princípio


participativo orçamentário: É extraído do que dispõe o art. 44 do Estatuto das Cidades. Busca mais
racionalidade na seleção de prioridades que o emprego de processos convencionais de elaboração
das propostas orçamentárias (CESPE – TCU – 2008). Não obstante a medida apresente vantagens
inegáveis do ponto de vista da alocação de recursos segundo as demandas sociais existentes, não é
ela utilizada no âmbito do governo federal (CESPE – TCE-RN – 2009).
(https://www.conjur.com.br/2013-dez-05/toda-prova-principios-orcamentarios-otica-concursos-
publicos)

Art. 45. Os organismos gestores das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas incluirão
obrigatória e significativa participação da população e de associações representativas dos vários
segmentos da comunidade, de modo a garantir o controle direto de suas atividades e o pleno exercício
da cidadania.

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 46. O poder público municipal poderá facultar ao proprietário da área atingida pela
obrigação de que trata o caput do art. 5o desta Lei, ou objeto de regularização fundiária urbana para
fins de regularização fundiária, o estabelecimento de consórcio imobiliário como forma de viabilização
financeira do aproveitamento do imóvel. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017)

§ 1o Considera-se consórcio imobiliário a forma de viabilização de planos de urbanização, de


regularização fundiária ou de reforma, conservação ou construção de edificação por meio da qual o
proprietário transfere ao poder público municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe,
como pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas, ficando as demais
unidades incorporadas ao patrimônio público. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017)

§ 2o O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será correspondente ao


valor do imóvel antes da execução das obras. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017)

§ 3o A instauração do consórcio imobiliário por proprietários que tenham dado causa à formação
de núcleos urbanos informais, ou por seus sucessores, não os eximirá das responsabilidades
administrativa, civil ou criminal (incluído pela lei nº 13.465, de 2017)

Art. 47. Os tributos sobre imóveis urbanos, assim como as tarifas relativas a serviços públicos
urbanos, serão diferenciados em função do interesse social.

Art. 48. Nos casos de programas e projetos habitacionais de interesse social, desenvolvidos por
órgãos ou entidades da Administração Pública com atuação específica nessa área, os contratos de
concessão de direito real de uso de imóveis públicos: (TJCE-2012) (MPRR-2012)

I – TERÃO, para todos os fins de direito, caráter de escritura pública, não se aplicando o disposto
no inciso II do art. 134 do Código Civil; (TJCE-2012) (MPRR-2012)

II – constituirão título de aceitação obrigatória em garantia de contratos de financiamentos


habitacionais. (TJCE-2012)

Art. 49. Os Estados e Municípios terão o prazo de noventa dias, a partir da entrada em vigor
desta Lei, para fixar prazos, por lei, para a expedição de diretrizes de empreendimentos urbanísticos,
aprovação de projetos de parcelamento e de edificação, realização de vistorias e expedição de termo
de verificação e conclusão de obras.

Parágrafo único. Não sendo cumprida a determinação do caput, fica estabelecido o prazo de
sessenta dias para a realização de cada um dos referidos atos administrativos, que valerá até que os
Estados e Municípios disponham em lei de forma diversa.

Art. 50. Os Municípios que estejam enquadrados na obrigação prevista nos incisos I e II do caput
do art. 41 desta Lei e que não tenham plano diretor aprovado na data de entrada em vigor desta Lei
deverão aprová-lo até 30 de junho de 2008. (Redação dada pela Lei nº 11.673, 2008) Vigência
Art. 51. Para os efeitos desta Lei, aplicam-se ao Distrito Federal e ao Governador do Distrito
Federal as disposições relativas, respectivamente, a Município e a Prefeito.

Art. 52. SEM PREJUÍZO da punição de outros agentes públicos envolvidos e da aplicação de
outras sanções cabíveis, o Prefeito INCORRE em IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, nos
termos da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, quando:

I – (VETADO)

II – DEIXAR DE PROCEDER, no prazo de cinco anos, o adequado aproveitamento do imóvel


incorporado ao patrimônio público, conforme o disposto no § 4o do art. 8o desta Lei; (MPSC-2019)

Art. 8º. (...).


§ 4o O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de
cinco anos, contado a partir da sua incorporação ao patrimônio público.

(TJMT-2018-VUNESP): Sem prejuízo da punição de outros agentes públicos envolvidos, o Prefeito


que deixar de proceder, no prazo de cinco anos, o adequado aproveitamento do imóvel incorporado
ao patrimônio público municipal, em razão de desapropriação pela não utilização, pelo
proprietário, do solo urbano, de acordo com o plano diretor em vigor, incorre em ato de
improbidade administrativa. BL: art. 52, II c/c art. 8º, §4º, do EC.

(TJMG-2014): Com relação ao Estatuto da Cidade, analise a afirmativa seguinte: O Prefeito incorre
em improbidade administrativa quando deixar de promover, no prazo de cinco anos, o adequado
aproveitamento do imóvel incorporado ao patrimônio público por meio da desapropriação fundada
no descumprimento, pelo proprietário, da obrigação de parcelamento, edificação ou utilização do
imóvel. BL: art. 52, II do EC.

III – UTILIZAR áreas obtidas por meio do DIREITO DE PREEMPÇÃO em desacordo com o
disposto no art. 26 desta Lei; (MPAP-2021)

Art. 26. O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas
para:
I – regularização fundiária;
II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social;
III – constituição de reserva fundiária;
IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana;
V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes;
VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;
VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico;
IX – (VETADO)
Parágrafo único. A lei municipal prevista no § 1o do art. 25 desta Lei deverá enquadrar cada
área em que incidirá o direito de preempção em uma ou mais das finalidades enumeradas por este
artigo.

(MPSC-2013): Tendo o Poder Público Municipal, por meio do direito de preempção, adquirido um
imóvel para o exclusivo fim de criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes, incorre em ato
de improbidade administrativa o Prefeito que utilizá-lo com o objetivo de regularização fundiária.
BL: art. 52, III c/c art. 26, I e VI, do EC.

##Atenção: Uma vez adquirido o imóvel por força do direito de preferência, o Município tem a
obrigação legal de dar-lhe exatamente a destinação que justificou a aquisição, conforme previsto em
lei municipal. A utilização de áreas obtidas por meio do direito de preempção em desacordo com a
finalidade preestabelecida legalmente implica em responsabilização do Prefeito Municipal por ato
de improbidade administrativa conforme prevê expressamente o art. 52, III do Estatuto da Cidade.

IV – aplicar os recursos auferidos com a outorga onerosa do direito de construir e de alteração de


uso em desacordo com o previsto no art. 31 desta Lei;
V – aplicar os recursos auferidos com operações consorciadas em desacordo com o previsto no §
1o do art. 33 desta Lei;

VI – IMPEDIR ou DEIXAR DE GARANTIR os requisitos contidos nos incisos I a III do § 4o do


art. 40 desta Lei; (MPPR-2013)

(MPSC-2016): O Prefeito incorre em improbidade administrativa quando impede ou deixa de


garantir a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de
associações representativas dos vários segmentos da comunidade no processo de elaboração do
plano diretor e na fiscalização de sua implementação. BL: art. 52, VI do EC.

VII – DEIXAR DE TOMAR as providências necessárias para garantir a observância do disposto


no § 3o do art. 40 e no art. 50 desta Lei;

(TJSC-2010): O Prefeito que impeça a realização do Plano Diretor viola os princípios da legalidade
e da publicidade, praticando manifesto ato de improbidade administrativa, conforme Lei n.
8.429/1992. BL: art. 52, VI e VII do EC.

VIII – adquirir imóvel objeto de direito de preempção, nos termos dos arts. 25 a 27 desta Lei, pelo
valor da proposta apresentada, se este for, comprovadamente, superior ao de mercado.

Art. 53. O art. 1o da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, passa a vigorar acrescido de novo inciso
III, renumerando o atual inciso III e os subseqüentes: (Revogado pela Medida Provisória nº 2.180-
35, de 24.8.2001)

"Art. 1o .......................................................

...................................................................

III – à ordem urbanística;

.........................................................." (NR)

Art. 54. O art. 4o da Lei nº 7.347, de 1985, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 4o Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei, objetivando, inclusive, evitar o dano
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico (VETADO)." (NR)

Art. 55. O art. 167, inciso I, item 28, da Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, alterado pela Lei
no 6.216, de 30 de junho de 1975, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 167. ...................................................

I - ..............................................................

..................................................................

28) das sentenças declaratórias de usucapião, independente da regularidade do parcelamento do solo


ou da edificação;

........................................................." (NR)

Art. 56. O art. 167, inciso I, da Lei no 6.015, de 1973, passa a vigorar acrescido dos seguintes itens
37, 38 e 39:

"Art. 167. ....................................................


I – ..............................................................

37) dos termos administrativos ou das sentenças declaratórias da concessão de uso especial para fins
de moradia, independente da regularidade do parcelamento do solo ou da edificação;

38) (VETADO)

39) da constituição do direito de superfície de imóvel urbano;" (NR)

Art. 57. O art. 167, inciso II, da Lei no 6.015, de 1973, passa a vigorar acrescido dos seguintes itens
18, 19 e 20:

"Art. 167. ....................................................

II – ..............................................................

18) da notificação para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios de imóvel urbano;

19) da extinção da concessão de uso especial para fins de moradia;

20) da extinção do direito de superfície do imóvel urbano." (NR)

Art. 58. Esta Lei entra em vigor após decorridos noventa dias de sua publicação.

Brasília, 10 de julho de 2001; 180o da Independência e 113o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Paulo de Tarso Ramos Ribeiro
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Pedro Malan
Benjamin Benzaquen Sicsú
Martus Tavares
José Sarney Filho
Alberto Mendes Cardoso

Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.7.2001 e retificado em 17.7.2001

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