CONTOS CADA QUAL COM SEU MACHADO (Coréia) Ele é um velho camponês, calejado e contente em seu dia-a-dia

. Durante a primavera e o verão, cultiva a terra. No outono e no inverno, racha lenha para vender no mercado. Ganha sempre muito pouco, mas dá para se manter com uns apertos, e assim vai levando a vida, sem se queixar de sua sorte. Ei-lo na mata, certa vez, pelejando como pode, à beira de um grande lago, para derrubar uma árvore. A madeira é dura, resiste aos golpes. O homem sua, pára um instante, reflete, examina o corte feito e deduz que tem de bater mais forte. Seus músculos já se enrijecem para continuar tentando. Ele pega novamente o machado, depois de cuspir nas mãos, e com todo vigor retorna à luta. Logo, porém, se impacienta, vendo como avança tão pouco. Bate e rebate, mas fica com uma raiva danada. Insiste e xinga. De repente, a um golpe descontrolado, o cabo da ferramenta se quebra, o machado voa pelo ar e – tibum! – vai cair dentro do lago. O lenhador se desespera. Era um machado precioso, o único que ele tinha, a base de seu penoso sustento. Como recuperá-lo, se foi parar lá no fundo? Sentando à beira d’água, desanimado e já descrente de tudo, ele agora, pela primeira vez, se lastima: - Puxa, mas isso foi acontecer logo a mim! Seu desamparo é tão grande que ele começa a chorar. Sem mais nem menos, forma-se então um redemoinho no lago. Uma onda se eleva, por encanto, e em seu bojo vem à tona um velhote muito engraçado, de barba branca até os joelhos, que nestes termos se dirige ao camponês boquiaberto: - Calma, amigo! Não precisa chorar que isso tem jeito. Tudo que cai aqui eu encontro. De fato, mostra-lhe em cada mão um machado, um que era o perdido ainda há pouco, outro que era de ouro, e pergunta: OS DISCÍPULOS DE ELISEU CONSTROEM UMA NOVA CASA (Israel) Disseram os filhos dos profetas a Eliseu: - Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. - Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamos ali um lugar para habitarmos. E disse-lhes ele: -Ide. E disse um: - Serve-te de ires com os teus servos.

- Qual dos dois é o seu? - O meu é o de ferro, este que tem marcas de uso e está com o cabo quebrado. - Pois então, pegue-o aí, diz o velhote, jogandoo logo para a terra e acrescentando, à guisa de adeus, antes de sumir lago adentro com uma expressão satisfeita. Continue assim honesto, que isso é bom para todos. O lenhador, de tão contente, nem estranha o acontecido. Corta na mata um cabo novo, encava sua ferramenta e recomeça o trabalho. À primeira pancada, que ecoa longe, uma surpresa! Um monte de moedas de ouro cai da brecha do tronco que está sendo cortado. Dando pulos de alegria, ele as recolhe, põe na cesta e prossegue. A cada nova machadada, mais ouro brota em quantidade da árvore. E o pobre lenhador, ao voltar para casa, quando começa a escurecer, finalmente é um homem rico. A notícia se espalha. Um seu vizinho, ganancioso, vai sem demora perguntar-lhe o que houve. Mal recebe, em minúcias, um relato da história, ele segue para o lago nas pegadas do outro. Disposto a fazer o mesmo, começa a derrubar uma árvore e, de propósito, deixa o machado escapulir para a água. Depois, senta-se à beira e chora, ou melhor, tenta chorar, mas apenas se contorce em caretas, porque seus olhos, na verdade, nem se molham de lágrimas. Apesar disso, o velhote surge e o consola, mostra-lhe dois machados, o dele e o que era de ouro, e pergunta tal como antes: - Qual é o seu? O homem diz que é o de ouro, que o velhote então lhe atira, sumindo sem comentários. Ferramenta em punho, o lenhador ganancioso volta ligeiro para a árvore e, cheio de entusiasmo e esperança, põe toda sua força nos braços para lhe desferir novos golpes. Mas que surpresa! Dessa vez não são moedas, e sim cobras venenosas, que saem pela brecha do tronco numa sucessão infinita, forçando-o a correr de pavor pelo mundo afora. E ele disse: - Eu irei. Então, o profeta e os filhos dos profetas foram e, chegando ao Jordão, cortaram madeira. E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou e disse: - Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. E disse o homem de Deus: - Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro. E disse: - Levanta-o. Então, ele estendeu a sua mão e o tomou.

ao voltar para casa.o ferro caiu na água.4) . pretérito imperfeito. o cabo da ferramenta se quebra. comum/próprio. como você resolveria a situação estando no lugar de Eliseu? 6) Qual é a marca que indica as falas dos personagens? 7) Os textos estão construídos em prosa ou em poesia? Justifique. d..5) O meu é o de ferro.4) Qual dos dois é o seu? a.1) Ele é um velho camponês. f) Classifique o numeral: f. c. este que tem marcas de uso e está com o cabo quebrado. e) Classifique os verbos quanto a modo e tempo: e.forçando-o a correr de pavor pelo mundo afora. põe na cesta e prossegue. futuro do presente.1) .e assim vai levando a vida. comum de dois simples/composto. masculino/feminino..2) De repente.... pretérito mais que perfeito..ele as recolhe.1) .. antes de sumir lago adentro com uma expressão satisfeita.. c) Identifique e classifique os adjetivos: c.3) . Modos: indicativo Tempos: presente.. concreto/abstrato.. sobrecomum. b.2) ..3) Seus músculos já se enrijecem para continuar tentando a.2) Durante a primavera e o verão. coletivo. uniforme/biforme.finalmente é um homem rico.2) Corta na mata um cabo novo. d) Identifique e classifique os artigos: d.. calejado e contente em seu dia-a-dia.... masculino/feminino. II) GRAMÁTICA a) Dê a classe gramatical das palavras em destaque: a. primitivo/derivado.QUESTÕES PARA 6ÈME I) (responda em seu caderno) 1) Quais os pontos em comum entre os dois textos? 2) Quais as diferenças entre eles? 3) Crie uma moral para o texto 1 4) Crie uma moral para o texto 2 5) Quanto ao texto 2.. d.Qual dos dois é o seu? simples/composto.Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.1) Um monte de moedas de ouro cai da brecha do tronco que está sendo cortado. e. cultiva a terra. c..... pretérito perfeito. barba branca até os joelhos.. epiceno. e clamou e disse: .3) .1) . a.. d.Eis que o lugar em que habitamos. uniforme/biforme. futuro do pretérito(condicional) .2) . a.1) E o pobre lenhador. a um golpe descontrolado. b) Classifique os substantivos destacados: b.. primitivo/derivado..

cultiva a terra.4) E. e façamos ali um lugar para habitarmos. e.4) Canta-se muito durante o carnaval.... à (a+a) beira de um grande lago.. pelejando como pode.5) A madeira é dura. chegando ao Jordão. este que tem marcas de uso e está com o cabo quebrado. c) Explique o sentido que os advérbios estabelecem e indique a que palavra estão associados: c. g) Quanto à predicação. g. cortaram madeira. b) Explique o sentido que as preposições estabelecem entre as palavras: b. o profeta e os filhos dos profetas foram e. a..7) .3) Seus músculos já se enrijecem para continuar tentando a. mas fica com uma raiva danada. e fez nadar o ferro.. certa vez.. f.3) ...nestes termos se dirige ao camponês. como você resolveria a situação estando no lugar de Eliseu? Qual é a marca que indica as falas dos enunciadores? Os textos estão construídos em prosa ou em poesia? Justifique.1) Ele é um velho camponês. c... e. o lenhador ganancioso volta ligeiro para a árvore. calejado e contente em seu dia-a-dia. uma viga. a.2) Ganha sempre muito pouco (dinheiro). classifique os verbos: f. a.4) E disse-lhes ele: -Ide.. resiste aos golpes. f) Quanto à predicação.6) .. pois......2) .2) Durante a primavera e o verão. d. 8) Qual é o tempo verbal predominante nos dois textos? Em que a escolha do tempo interferiu na construção do sentido? II) GRAMÁTICA a) Dê a classe gramatical das palavras em destaque: a. c. d. mostrando-lhe ele o lugar... e) Identifique (quando possível) e classifique o sujeito de cada verbo das orações abaixo: e.. identifique e classifique os complementos dos verbos (quando houver): g. pegue-o aí..3) Havia cinco questões impossíveis de serem entendidas! e. jogando-o logo para a terra. f. isso é bom para todos. f.1) Ele é um velho camponês. . a.Vamos.. para derrubar uma árvore..o ferro caiu na água.4) Qual dos dois é o seu? a.Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. e o lançou ali.1) Ei-lo na (em + a)mata.3) .1) Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. g.5) O meu é o de ferro.QUESTÕES PARA 5ÈME (responder no caderno) I) Quais os pontos em comum entre os dois textos? Quais as diferenças entre eles? Crie uma moral para o texto 1 Crie uma moral para o texto 2 Quanto ao texto 2. o velhote surge e o consola.2) Ferramenta em punho.3) Como recuperá-lo. g. cada um de nós.1) Bate e rebate. e tomemos de lá..2) . até ao Jordão.1) Ele pega novamente o machado. g.1) Disseram os filhos dos profetas a Eliseu. se foi parar lá no fundo? g.6) Pois então..cortou um pau. diz o velhote. d) Separe o sujeito do predicado das orações abaixo: d.3) Apesar disso..2) Então..

O menino apertou os cordões que fechavam a boca do saco e saiu à procura de dois ferreiros. a mãe começava a chorar ao chegar a vez daquele que fora prometido ao diabo. se você prometer que desiste de qualquer direito sobre mim e meus descendentes. Para poder sustentá-lo. Depois de muito viajar. mas disse que levaria a criança quando ela completasse sete anos. E o menino então libertou o diabo. .Eu acredito – disse o menino – que você é capaz de se tornar muito pequeno. O menino disse que seguiria seus conselhos e partiu.Dê-me um pequeno saco e eu deixarei esta região. Vou viver como mendigo.Quero ver você fazer isso. se você me soltar. . do tamanho de um camundongo. O diabo tomou a forma de um camundongo. . Durante muito tempo ela se recusou a explicar. O menino abriu o saco à frente do diabo e o enfiou dentro. Ela agora sentia que cometera um grande pecado e que não tinha mais como remediá-lo O menino percebia as lágrimas nos olhos da mãe e um dia lhe perguntou o motivo.Com a maior facilidade – gabou-se o diabo. Sempre que estava cortando pão para os filhos. . até a sétima geração.Gênero: Conto A CRIANÇA VENDIDA PARA O DIABO (França) Um homem e sua mulher eram pais de muitos filhos e iam ter mais um. Ele viveu como um mendigo. O menino então disse à mãe: . .Concordo com tudo. Quando a criança nasceu. encontrou o diabo e começaram a conversar. A mãe deu ao filho um pequeno saco. prometeram-no ao diabo. mas pro fim lhe confiou que ele fora prometido ao diabo e que este o iria buscar quando ele completasse sete anos de idade. abraçou-o muitas vezes e lhe disse para sempre amar a Deus. de modo que o diabo não conseguirá me achar.Posso libertá-lo. Pôs o saco sobre a bigorna e disse aos ferreiros que malhassem o saco com seus pesados martelos. para que assim não fosse carregado pelo diabo. O diabo clamou por piedade e por fim o menino lhe disse: . o diabo foi ver pai e mãe e prometeu que nunca haveria de lhes faltar dinheiro.

(Ora. e com eles marcharam até os lábios do bebê. não sabia onde estava. No princípio. costumava se esquecer de onde estava. E resolveu sentar-se para a primeira refeição depois do seu encontro com Dionísio. e a partir daí tudo o que o rei tocava se transformava em ouro. . Conseguia transformar pedras. Era um velho presságio grego: as pequenas formigas indicavam que o bebê seria um homem rico. que a cobiça não era tudo na vida: era muito perigosa. e com muito medo de morrer de fome. quando se embriagava. mas ao tocar a refeição. Enquanto isso. esperando que o rei aprendesse de vez a lição. ela transformou-se em ouro. sóbrios. Teria morrido não fosse a intervenção de Midas. Ela também se transformou em ouro. Uma fileira de formigas se aproximou.Tem certeza do teu pedido? Perguntou Dionísio. Midas achou tudo aquilo maravilhoso. Midas insistiu. Sileno caiu nas águas. tinha um filho chamado Sileno. Midas então pediu que o toque de suas mãos transformasse tudo em ouro. nem se debater direito. E assim ele se aproximou de uma região onde havia um rio com um terrível rodamoinho. O deus ouviu suas súplicas desesperadas. O bebê cresceu e se tornou o rei Midas. Dionísio.. Dionísio ficou muito agradecido. Ofereceu ao rei qualquer coisa que ele quisesse. Elas carregavam grãos de trigo nas costas. Midas ficou arrasado. E retirou o toque de ouro. Sua filha veio abraçá-lo. Não caminhava: cambaleava pela região. Sileno ficou bêbado. Eleera a grande preocupação do pai Dionísio. Não conseguia nadar. E foi assim que o rei Midas sobreviveu. que muito raramente estava sóbrio. como de costume. Foi servido. . Um rodamoinho que já matara muitos homens – aliás. ouro sólido. árvores e outros objetos quaisquer em ouro.. o deus do vinho e das vinhas. Dionísio sabia que isso ia acontecer) O rei Midas suplicou a Dionísio. Ao viajar pelo reino de Midas. Mas ficou com fome.Gênero: Conto O REI MIDAS (Grécia) O bebê dormia no berço. E para variar. flores. Sileno.

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