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Questionamentos:

1. Apresente o entendimento conceitual de solo na Pedologia. Dê uma explicação para


a sua origem a partir de um substrato rochoso.
2. Apresente os cinco fatores de influenciam a formação do solo e apresente para cada
um deles uma característica pedológica que permita deduzir sua influência.
3. Explique, de acordo com a Pedologia, o entendimento de perfil de solo, e como se
dá a diferenciação dos horizontes pedológicos
4. Apresente e explique o funcionamento hídrico de uma classe de solo, seu respectivo
ambiente de ocorrência, e dedução relativa ao comportamento geotécnico.
5. Por que os Latossolos apresentam baixa fertilidade natural, e por que suas áreas de
ocorrência são muito utilizadas em exploração agrícola intensiva?
6. Por que os solos do semiárido nordestino brasileiro são em geral pouco profundos e
ricos em sais?
7. Por que os solos encontrados em ambientes de veredas, ou várzeas, apresentam
matéria orgânica acumulada no horizonte superficial?

Respostas:

1- O solo na pedologia é entendido como uma camada viva que recobre a superfície da
terra, em evolução permanente. Por meio da alteração das rochas e de processos
pedogenéticos comandados por agentes físicos, químicos e biológicos. Os solos se
desenvolvem por processos de perdas, transformações, transportes e adições. Esses
processos são responsáveis pela transformação de um substrato rochoso em solo.

2- Os cinco fatores que influenciam a formação do solo: clima, material de origem,


organismo, relevo e tempo. Os solos podem ser arenosos, argilosos, férteis ou pobres, e
isso depende do material de origem. Nos climas úmidos e quentes as rochas são mais
intemperizadas, o que favorece a formação de solos profundos e pobres, o que resulta em
acidez e baixa fertilidade. Em climas semi-áridos e árido, com baixa precipitação, os solos
são menos intemperizados, baixa acidez e férteis. Os relevos planos favorecem formação
de solos profundos pois a água infiltra no solo, já em relevos inclinados a água escorre pela
superfície o que dificulta a formação dos solos. Fungos e bactérias transforma matéria
orgânica em húmus, o qual apresenta grande capacidade de retenção de água e de
nutrientes, contribuindo para um solo fértil. O tempo está relacionado com os demais fatores
pois o tempo de formação do solo depende do clima, da rocha origem e também do relevo.
Os solos mais velhos têm maior quantidade de argila que o jovens, pois as frações
grosseiras como areia e seixos vão se transformar em argila.
3- O perfil de solo é uma seção vertical que contém horizontes ou camadas
sobrejacentes ao material de origem, bem definidas por suas características morfológicas,
físicas, químicas, mineralógicas e biológicas. Os horizontes e as camadas são, em
pedologia, distinguidos pelas letras maiúsculas: O,H,A,E,B,C e R (podem existir mais
horizontes). O: horizonte ou camada de matéria orgânica constituído por detritos vegetais e
substâncias húmicas acumuladas na superfície, apresenta uma coloração mais escura
devido a matéria orgânica. H: horizonte ou matéria orgânica resultante do acúmulo de
resíduos e substâncias húmicas em ambientes com água estagnada permanentemente. A:
horizonte mineral superficial com incorporação de matéria orgânica mineralizada, horizonte
de maior atividade biológica. E: horizonte mineral, resultante da remoção de argilominerais
compostos por Fe e Al, se diferencia pela cor mais clara. B: horizonte mineral subsuperficial,
resultado de transformações relativamente acentuadas do material originário
e/ou ganho de constituintes minerais e/ou orgânicos migrados de outros horizontes. C:
horizonte ou camada mineral, relativamente pouco afetado pelos processos pedogenéticos,
formado a partir da decomposição de rochas ígneas, metamórficas ou sedimentares. R:
amada de material consolidado, correspondente ao substrato rochoso.

4- Os latossolos são formados pelo processo denominado latolização que consiste


basicamente na remoção da sílica e das bases do perfil (Ca2+, Mg2+, K+ etc), após
transformação dos minerais primários constituintes. Com relação ao funcionamento hídrico
apresenta dificuldade de infiltração da água, porém se for submetido a alta fluxos de água
podem desenvolver ravinas profundas ou voçorocas. O ambiente de ocorrência do latossolo
é no cerrado, ocupam praticamente todas as áreas planas a suave-onduladas, sejam
chapadas ou vales. Ocupam ainda as posições de topo até o terço médio das encostas
suave-onduladas, típicas das áreas de derrames basálticos e de influência dos arenitos.
Apresenta boa capacidade de suporte e expansividade nula.

5- Os latossolos apresentam baixa fertilidade pois foram muito intemperizados, com


pequena reserva de nutrientes para as plantas, representados normalmente por sua baixa a
média capacidade de troca de cátions. Mais de 95% dos latossolos são distróficos e ácidos,
com pH entre 4,0 e 5,5. Por causa do relevo, esse tipo de solo é muito utilizado na
exploração agrícola. Normalmente, estão situados em relevo plano a suave-ondulado, com
declividade que raramente ultrapassa 7%, o que facilita a mecanização. Os solos são
profundos, porosos, bem drenados, bem permeáveis mesmo quando muito argilosos,
friáveis e de fácil preparo.

6- Os solos são rasos pois a rocha que lhes dá origem está localizada próxima à
superfície e é por isso, de difícil drenagem apresentando, entre outros aspectos, problemas
de armazenamento de água. LEPRUN (1983), trabalhando com águas superficiais e
subsuperficiais da região semi-árida cristalina, afirma que a sua qualidade (composição
química e nível de concentração dos sais) se relaciona especificamente com o tipo de rocha
e de solo com os quais elas têm contato. As águas dos lençóis são mais concentradas em
sais que as de superfície e essas concentrações variam de acordo com as características
dos principais tipos de solos.
7- Os rios que inundam a várzea possuem grande quantidade de sedimentos e matéria
orgânica que são depositados nos solos formando uma superfície de matéria orgânica no
solo. Os organismos também possuem papel importante no desenvolvimento do solo.

Referências:

● COSTA LIMA, V.; LIMA, R.M.(2007). O solo no meio ambiente. UFPR, 1-10 pp.
● Link<https://www.fundaj.gov.br/index.php/artigos-joao-suassuna/9241-a-salinidade-d
e-aguas-do-nordeste-semi-arido>. Acesso: ago/2020.
● MAGALHÃES, R.C.; VIEIRA, A.F.S.G.(2018). As Características Hidrológicas do solo
de Várzea e sua Vulnerabilidade ao Processo de Terras Caídas na Amazônia Central
(BR). Revista Brasileira de Geografia Física v.11, n.03, 773-788 pp.
● Link<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_96_1011
2005101956.html>. Acesso: ago/2020.

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