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Reconhecendo a

Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-01.htm

Parte 1 - Reconhecendo o
Engodo
O que eles não querem que você
saiba

Capítulo 1 - A Necessidade de
Revelação Divina
(The Need for Divine Revelation)
O próprio Deus fez-Se conhecido ao homem por divina revelação. O homem
não entende as coisas de Deus apenas com a mente. De fato, somos alienados
de Deus e Seus inimigos em nossa mente (Colossenses 1.11 - Romanos 8.7).
Necessitamos de uma mente renovada (Romanos 12.1). “O espírito é o que
vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”
(João 6.63).
O entendimento das coisas espirituais não vem através do estudo, da
leitura ou do pensamento sobre Deus. Também não vem do exercício da vontade
e da busca em conhecê-Lo, ou abrir as emoções para senti-Lo. Não se pode
chegar a Deus seguindo uma fórmula ou forma, indo a uma igreja ou a um
“homem santo”. Não há intermediários! Só se pode compreender Deus quando
Ele próprio a nós Se revela.
O Homem é feito de corpo, alma e espírito. Somente o espírito humano
pode compreender Deus. “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem
em espírito e em verdade” (João 4:24). Permitam-me parafrasear: “A Essência de
Deus é espírito, e os que desejam comunhão com Ele devem fazê-lo com o seu
espírito humano”. Esta é a essência da vida cristã. Não é com doutrina, ensinos,
agindo de certa maneira, indo à igreja ou à escola dominical. É tendo uma
relação com Deus! Não é aprendendo, estudando, pensando e meditando. É
chegar a Deus com o nosso espírito humano. Se uma luva é feita conforme a
mão, ela não preenche o seu propósito, até que seja calçada pela mão. Do
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mesmo modo, o homem é feito à imagem de Deus, (Gênesis 1:26) e não tem
propósito algum, até atingir essa “imagem”- o espírito humano recebe vida e é
habitado por Ele!
Por favor, leia João 3. Por causa do pecado e da queda do homem, a
terceira parte do nosso ser, o espírito humano, ficou morta. Um erudito sacerdote
judeu, estando com Jesus, perguntou-lhe: “...Rabi, bem sabemos que és Mestre,
vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for
com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode
um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua
mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da
carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. (João 3:2-6).
Então, o que acontece quando somos salvos? Nosso espírito humano é
trazido à vida e literalmente nasce de novo, pois o Espírito de Deus traz o espírito
humano à vida e o toma como habitação. Logo que isso acontece, temos a
revelação divina dentro de nós. Mais que repentinamente, nossa condição
humana e o que Deus fez no Homem-Deus, Jesus Cristo, faz sentido. Sentimo-nos
atraídos para Ele, agradecidos a Ele e amando-O. Acontece uma mudança, uma
centelha de vida, que todo cristão novo experimenta. Não é uma experiência
intelectual, nem emocional, mas uma experiência espiritual, que não pode ser
explicada racionalmente.
Com a revelação do Espírito em nós, quanto mais lemos a Bíblia, mas ela
faz sentido. Quando a líamos antes, nada fazia sentido. Agora faz. Entendemos o
eterno plano e propósito de Deus, de como desde o exato início do Antigo
Testamento Ele tinha um plano para trazer de volta o homem à comunhão com
Ele. Em Gênesis 1:7 lemos: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança...” Tomemos, por exemplo, a luva: para que é feita? Para ser
preenchida com areia? Com água? Não, obviamente a luva encontra o seu
propósito e significação quando calçada pela mão humana. Nenhum outro animal
foi feito à imagem de Deus -somente o homem. Mas o homem, orgulhoso e
arrogante, tenta preencher a “imagem de Deus” com todas as coisas, exceto com
Deus - conhecimento, riqueza, prazer, etc. Nesse caso, tentamos criar Deus à
imagem do homem. Sentimos que deveria haver um “Ser Supremo” em algum
lugar e então fabricamos Deus da maneira como imaginamos que Ele deveria ser.
O Homem adora o sol, a lua, os elementos, os ensinos e as doutrinas. Mas, a não
ser que aceitemos o plano de Deus e tenhamos o nosso espírito vivificado, temos
apenas nossa vã imaginação; não a verdadeira revelação.
A Bíblia diz: “Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me
acharão” (Provérbios. 8:17).
Quando você busca Deus, certamente O encontra. Ninguém pode fazer
isso por você. Não se trata de ser membro de uma igreja, de crer num conjunto
de ensinos ou de ter uma mudança de comportamento. É o caso de abrir o
coração e pedir-Lhe para revelar-Se a você e recebê-Lo cordialmente, aceitando o
Seu plano para a sua vida, a Ele se entregando totalmente. Se você deseja saber
o que a Bíblia quer dizer e conhecer o seu Autor, é preciso ter o seu espírito
humano vivificado pelo “novo nascimento” para, em seguida, receber a revelação
interior, a fim de ter uma relação com o próprio Deus! O Cristianismo é uma
questão de relacionamento, não de religião. Toda religião gira em torno de fazer
coisas, com alguém tentando ser bom, vivendo um padrão. O Cristianismo
significa ter uma relação com Deus, permitindo que Ele o transforme dia a dia.

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Isso não quer dizer que o homem tenha deixado de reduzir o Cristianismo
formal a uma religião morta. Francamente, o sistema do clero/laicato, os edifícios
da igreja organizada, com suas cruzes e janelas adornadas de vitrais, grandes
corais e grupos de adoração e a “ordem de culto”, têm pouco, ou nada a ver,
com a verdadeira Igreja. Você pode imaginar a igreja primitiva com um boletim
impresso dizendo aos cristãos o que eles iriam fazer e quando? Onde fica a
liderança Espírito Santo nisso? Podemos antecipar o Seu mover uma semana
antes, quando o boletim é impresso e as canções são selecionadas? Não, isso é
mera religião! Não Cristianismo! Se Você já viveu no Sul, viu o Cristianismo
cultural em ação e todas as regras pelas quais terá de viver.
A igreja primitiva foi edificada com homens e mulheres comuns, os quais
eram estimulados por uma vida interior que tanto haviam descoberto e desejado,
renunciando a tudo, inclusive às suas vidas, por amor ao seu Salvador e Deus. O
problema com o Cristianismo de hoje é que ele gravita apenas em busca de
agitação. O cântico congregacional e a oração pastoral nunca são espontâneos e
representativos da obra do Espírito Santo em Seu Corpo. O sacerdote ou pastor
se levanta para pregar e ensinar, enquanto a maioria das pessoas fica sentada
ali, por obrigação, escutando a mesma coisa, semana após semana, mês após
mês e ano após ano. O clero pode estar regurgitando sermões já escritos, ou até
mesmo podendo realmente saber como chegar ao Senhor em seu espírito
humano e obter nova revelação da Bíblia. Mas eles compartilham o
conhecimento, não a sua capacidade de transmitir essa revelação aos outros. Se
o clero realmente sabe como chegar a Deus, por que não compartilha essa
habilidade com o laicato e trabalham juntos numa ocupação?
Então, voltando ao reconhecimento do engodo, se você depende dos outros
(do seu pastor, dos grandes livros, e das grandes fitas e/ou programas de rádio
cristãos para a sua revelação), poderá ficar desapontado. Existem duas razões
básicas para isso. Primeira, conforme veremos no próximo capítulo, os pastores
e sacerdotes provavelmente estão lhe dizendo a coisa errada, porque estão
apenas lhe transmitindo os mesmos ensinos obsoletos que já receberam.
Segunda, e mais importante, a única proteção real que você tem é a sua
verdadeira relação pessoal com Jesus Cristo. Se você a tem, a Bíblia chegará viva
a você e o Senhor lhe abrirá os olhos para o que realmente está acontecendo
nos últimos dias. Sua percepção interior ficará tão elevada que você identificará
as mentiras e a simulação e terá força para se posicionar contra a onda de
opinião e os amigos que se opõem a você.
Eu encorajaria cada um de vocês a desenvolver sua relação com Deus e a
desejar segui-Lo para onde Ele os conduzir, aprendendo a escutar e a obedecer a
Sua voz, ainda que suave. É uma vergonha que o clero esteja perpetuando seus
empregos em vez de transmitir aos santos sua suposta habilidade de estar perto
de Deus e receber revelação da Palavra! Você não reconhecerá o engodo se
seguir um homem ou os seus ensinos. Precisa ter a sua própria relação e
revelação. Você vai responder diante de Deus, no Dia do Julgamento, por aquilo
que faz, e seguindo cegamente outros homens não ficará isento de prestar
contas. De fato, mais tarde mostraremos como tantos chamados lideres cristãos
estão resvalando pela trilha das desastrosas conseqüências do engodo. A Bíblia
diz claramente que haverá um grande desaparecimento de cristãos
[Arrebatamento], nos últimos dias, e isso não é o que está sendo pregado
atualmente nos púlpitos.

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Então, tudo que este livro pretende é fazê-lo “Reconhecer o Engodo”.
Satanás está aí para enganar e tem tido um bocado de sucesso. Os Cristãos são
enganados o tempo todo; as seitas então repletas de cristãos “nascidos de
novo”, os quais têm sido ludibriados. E o fato é que todos nós somos
susceptíveis, se estivermos vivendo apenas em nosso “homem natural” e não no
espírito e com uma “mente renovada”. Pois, alguém dizer que de algum modo
temos imunidade contra o ser enganados é um pensamento deliberado, porque
deveria ser óbvio que os cristãos podem ser e têm sido enganados o tempo
inteiro. Alguns cristãos dizem que “quando chegar a hora, saberão o que fazer”.
Mas, se não conhecemos o Senhor e nem sabemos discernir os tempos atuais, as
chances não serão tão grandes de amanhã sermos bem sucedidos.
Esta é mais que uma razão para você embasar sua vida cristã sobre a sua
relação com o Senhor, em vez de depender do que os peritos lhe dizem. Você
precisa juntar-se a outros cristãos em comunidades vivas remanescentes da
igreja primitiva. Você precisa se conscientizar de que, provavelmente, sofrerá a
perda de todos os seus bens, de muitos relacionamentos que considera caros e,
eventualmente, de sua própria vida. Não se apegue ao mundo nem às riquezas,
firme-se no sofrimento do coração, pois as linhas de batalha estão se
aproximando. A Bíblia diz que o filho se voltará contra o pai e o pai contra o filho;
a mãe contra a filha e o irmão contra o irmão. Somente uma verdadeiro relação
com Deus irá protegê-lo do problema vindouro, possibilitando-o a sobrepujar a
onda de engodo que está varrendo a Igreja.
Somente a revelação divina ira protegê-lo do engodo vindouro. Você
precisa sair de sua cultura e da instituição cristã. Leia a Bíblia e peça ao Senhor
que fale com você, com um coração e mente abertos. Lembre-se que a Bíblia nos
diz que nos últimos dias a Igreja vai apostatar, portanto tenha cuidado. E se você
é cristão no “mundo ocidental”, e não pode ver o que está acontecendo hoje na
igreja, talvez já possa estar sendo enganado”. A Igreja tem estado se desviando
durante anos, porém nós somos como a rã na água quente e nos acostumamos à
elevação de temperatura. ******************************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-02.htm

Parte 1 - Reconhecendo o
Engodo

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O que eles não querem que você
saiba

Capítulo 2 - Como Saímos dos


Trilhos
(How We Got Off Truck)
Muitas doutrinas e ensinos vigentes no atual Cristianismo contribuem para um
acréscimo ao maciço engodo. Do mesmo modo como tem acontecido um declínio no
conhecimento geral de história, geografia, ciências políticas e outras matérias, com imenso
número de graduados no segundo grau incapazes de ler, escrever ou processar a
matemática básica, também os cristãos já não são muito letrados na Bíblia e nos artigos
básicos de fé. Eles se habituaram ao diluído Cristianismo do “buscador amistoso”, o qual
teme ofender ou se tornar técnico demais. Os crentes modernos preferem repetir 30 vezes
um corinho insignificante, em vez de cantar um “cansativo” hino, como “Castelo Forte”, de
Martinho Lutero, “Poderosa Fortaleza é o Nosso Deus”, “Oh, Profundo Amor de Jesus”, etc.
Então quando se chega à Escatologia (estudo dos tempos finais), os cristãos reviram os
olhos, com as mentes confusas diante das variadas e mistas mensagens e opiniões. De
algum modo eles não parecem escutar muita coisa a respeito disso em suas igrejas. É um
assunto negativo demais e pode espantar as pessoas. Aos cristãos são ensinadas tantas
coisas conflitantes, a ponto deles não mais saberem no que acreditar. Temos aqui alguns
desses ensinos conflitantes:

* Toda a profecia já foi cumprida. Não haverá um Reino Milenar.


* Deus desistiu dos judeus e a “Igreja” herdou todas as promessas divinas.
* Após o Arrebatamento Deus, vai deixar a Igreja de lado e se voltará novamente para os
judeus.
* A profecia não interessa aos cristãos, porque eles vão escapar da Tribulação através do
Arrebatamento.
*Os EUA não representam papel algum na profecia. Vão ser destruídos ou cair no
ostracismo. Precisam deixar o caminho livre para que o drama possa continuar com os
apropriados atores, no palco profético.
* O Anticristo será um maligno déspota da Nova Era, da Europa ou do Oriente Médio, tão
anticristão que será facilmente reconhecido.
* A Igreja precisa exercer o seu domínio sobre a Terra, nesse tempo (provavelmente através
da América, o último baluarte da fé cristã fundamentalista no mundo!).
*Tanta gente afirmou que estava vivendo no “fim”. Quem sabe poderemos continuar ainda
por muitos séculos. Não existe um meio de garantir quando virá o fim; então, para que nos
preocuparmos?

Quando se escuta falar do assunto, são estas as opiniões conflitantes que se escutam.
O mais interessante é que na típica Igreja Americana não se ouve falar de profecia. Houve
uma conferência sobre a profecia, em Sacramento, com Tim LaHaye e outros notáveis,
porém tudo que disseram foi que “ninguém se preocupe porque em breve seremos todos
arrebatados e os problemas ficarão para trás, a fim de que os outros resolvam”. Quando se
consegue escutar um bom sermão sobre as profecias dos últimos dias, no púlpito de
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algumas igrejas americanas, não será muita coisa, a não ser que o pregador fale de
escapismo ou dominionismo. O assunto é muito controverso para que pastor algum queira
se comprometer, de modo que ele sempre se detém nos itens básicos da salvação “aqui e
agora”, aconselhando a que se tenha uma vida decente em família, sendo responsável
diante da sociedade e com o seu próprio dinheiro, etc. Que não se fale, de modo algum, na
possibilidade de se perder a vida, a saúde e a os bens.
Quando se conversa com os pastores, eles sempre se queixam da falta de visão
espiritual do povo, pois este vive preso aos problemas do coração, ao lar, aos jogos, à
dança, aos esportes, à TV e à própria sobrevivência. Todos vivem preocupados em manter o
seu casamento, o controle sobre os filhos e os seus empregos. Criticam a igreja, o pastor, os
outros membros e os programas. Por que? Porque estão vivendo no tempo mais crítico da
história e não têm visão.

Conflitantes Escolas de Pensamento

Estas são algumas das principais escolas de pensamento hoje, as quais estão levando
a média dos cristãos a uma trilha de erro. Elas podem ser mais ou menos classificadas pela
sua posição quanto ao Milênio (Reinado Milenar de Cristo, após o Seu Retorno). O grande
desvio e o engodo doutrinário mantido por esses grupos pode ser medido pela sua posição
em três itens: o Milênio, o Arrebatamento e Israel.
Os itens que vamos discutir abaixo são extremamente importantes. Por que? Porque
uma pessoa vai levar a vida conforme a sua maneira de pensar sobre o que vai acontecer.
Se as pessoas acharem que vão ser arrebatadas, ou simplesmente, entrar no reino, para
que se preocuparem? Se considerarem a possibilidade de passar pela pior de todas as
tribulações jamais vistas neste mundo, elas devem reavaliar cuidadosamente suas vidas e
para onde irão.
Os amilenistas acreditam que não haverá o Milênio. Eles crêem que o mundo vai
continuar sempre existindo. Historicamente, as igrejas liberais menos “evangélicas”, tais
como as presbiterianas, metodistas, congregacionais, que defendem a justiça social e o
evangelho social, têm assumido essa posição - a mesma defendida pelo Concílio Mundial
de Igrejas. Por causa dessa posição, elas acreditam que os cristãos estão na Terra para
melhorar o mundo, ampliando sua influência política, social e cultural, no sentido de evitar
que o mal prevaleça. Mais tarde veremos que essas igrejas poderão entrar, facilmente,
numa aliança com os dominionistas, os quais estão literalmente buscando trazer o Reino de
Deus à Terra. Outro grupo relacionado com esta visão são os “preteristas”, os quais
acreditam que já estamos vivendo no final dos tempos, a partir dos últimos 2.000 anos e,
portanto, a profecia já foi cumprida.
Os Pós-Milenistas acreditam que já estamos vivendo no período da Tribulação e
que Cristo não poderá voltar, até que a Sua Igreja se torne “semelhante a Ele”. Está é a
posição tradicional da Igreja Católica Romana, a qual tem-se esforçado para ter a Igreja
[Evangélica] sob a sua autoridade. Recentemente, os Vineyards e o Movimento Palavra de
Deus (o qual sempre foi 60% católico) e muitas igrejas e ministérios pentecostais, bem como
os anglicanos e luteranos, têm iniciado o seu caminho de volta ao rebanho católico
“dominionista”.
Estes dois grupos podem ainda ser apoiadores da Teologia da Aliança, a qual
acredita que os judeus perderam sua primazia e todas as promessas divinas
passaram à Igreja e, por terem sido infiéis a Deus, eles foram substituídos pela
Igreja (Teoria conhecida como Teologia da Substituição). Isso, apesar de
Romanos 11:1-26. A verdade é que Deus ainda mantém uma aliança com o Seu
povo, o qual, no final dos tempos, vai reconhecer Jesus como o seu Messias.

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A opinião destes dois grupos é que não haverá Arrebatamento. A Igreja
jamais irá a parte alguma, por ser ela absolutamente essencial no seu papel de
converter o mundo inteiro, a fim de estabelecer o seu domínio sobre a Terra.
Logo que ela tiver cumprido a sua tarefa, Cristo poderá voltar, finalmente, para
governar o mundo.
Desde a segunda metade do século passado, os protestantes mais
fundamentalistas pertencem à escola pré-milenista de pensamento. Eles
acreditam que Jesus voltará no final de um período de sete anos, conhecido como
“Tribulação”, a fim de estabelecer o reinado de mil anos. Dentro do rebanho pré-
milenista existem três posições diferentes: O Arrebatamento pré-tribulacional
(pré-trib), o mid-tribulacional (mid-trib) e o pós-tribulacional (pós-trib).

Dispensacionalismo

A maioria dos pré-milenistas acredita no “dispensacionalismo”. Novamente


uma palavra extensa, em vez de um conceito importante. O Catolicismo Romano
e as Igrejas da Reforma (Aliança, Luterana, Anglicana, etc.) acreditavam
basicamente que os judeus perderam a sua herança em favor da Igreja. Uma
reação contra essa doutrina, especialmente após a revelação do Arrebatamento
pré-trib, foi que a dispensação da Igreja termina com o Arrebatamento, quando,
então, Deus voltará Sua atenção para os judeus. Eles chegam a dizer que
nenhuma das promessas do futuro se destina à Igreja, pois esta já terá sido
retirada da Terra. Ambos os extremos confundem o assunto do final dos tempos
e da profecia. Um retira Israel de cena e o outro retira a Igreja. Acreditamos, pelo
claro ensino da Bíblia, que Deus tem dois povos: os judeus, seu povo físico, e a
Igreja, seu povo espiritual. Romanos 11:1-26 diz:
“Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu
sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz
de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e
buscam a minha alma
Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não
dobraram os joelhos a Baal
Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da
graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é
graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é
obra. Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os
outros foram endurecidos.
Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e
ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.
E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, E em tropeço, por sua
retribuição;
Escureçam-se-lhes os olhos para não verem, E encurvem-se-lhes continuamente as
costas Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas
pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. E se a sua

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queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a
sua plenitude!
Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu
ministério;
Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar
alguns deles.
Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão
a vida dentre os mortos?
E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos
o são.
E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em
lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas
a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse
enxertado.
Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não
te ensoberbeças, mas teme.
Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.
Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram,
severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de
outra maneira também tu serás cortado.
E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque
poderoso é Deus para os tornar a enxertar. -
Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na
boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria
oliveira!
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós
mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude os
gentios haja entrado.
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E
desviará de Jacó as impiedades”.

Então, o que se infere destas Escrituras? Nós (a Igreja e Israel) estamos juntos nisso.
Fomos enxertados em Israel e Deus não descartou nenhum dos dois povos. Quando se lê
cuidadosamente o Livro de Apocalipse, a Igreja está presente em cada capítulo e não mais
do que no capítulo 11, quando ele fala das tuas testemunhas que são as duas oliveiras e os
dois castiçais. (v. 4). Este verso se refere claramente a Israel como as "duas oliveiras” e à
Igreja, como os “dois castiçais”, sendo que a Igreja é referida nos capítulos 2 e 3 como “dois
castiçais”. Claro que Israel e a Igreja são as duas testemunhas corporativas. No capítulo 7, o
livro fala dos 144.000 provenientes de cada uma das 12 tribos de Israel. No capítulo 14, ele
fala de outros 144.000 (vs. 1-5):
“E OLHEI, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro
mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.

E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma
voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas.
E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e
ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados
da terra.
Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que
seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como
primícias para Deus e para o Cordeiro.

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E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus”.

Não é possível que Deus tenha desistido de um grupo e ido para o outro.

O Erro Sistematizado - começa quando se faz uma admissão errônea e em seguida


edifica-se uma doutrina sobre a mesma. Foi exatamente isso que aconteceu com a doutrina
do Arrebatamento pré-trib, a qual nasceu em 1840, tendo sido popularizada por Nelson
Darby. Para a Igreja ser arrebatada ao céu, num Arrebatamento secreto, eles tiveram de
torcer e revirar as escrituras, a fim de preencher o vazio deixado pela Igreja que havia
desaparecido da Terra. Mesmo que essa doutrina tenha restaurado a importância profética
de Israel, ela conduz a uma grosseira distorção das Escrituras. A visão de Zacarias 4 do
candelabro com sete lâmpadas e das duas oliveiras não deixa dúvida alguma sobre as duas
testemunhas de Apocalipse 11. Os que colocam a Igreja fora do caminho, quando vier a
Tribulação, têm um problema muito sério. Os santos ainda estão na Terra durante a
Tribulação, inclusive em cada capítulo do Apocalipse.
Uma das crenças da posição pré-trib é que a Igreja não pode sofrer os castigos divinos
(confundindo estes com a ira de Satanás, bem como o tempo em que tudo isso acontece),
portanto ela precisará ser removida. Não vou entrar nos detalhes do Arrebatamento pré-trib
agora, mas vou mostrar uma importante inconsistência. Seus proponentes sempre apelam à
2 Tessalonicenses 2:6-8, dizendo o Arrebatamento deverá acontecer, porque ...
“... agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o
mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será
revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da
sua vinda”.

Esta doutrina exige duas Segundas Vindas - um Arrebatamento secreto, no qual o


Senhor virá para a Igreja e, sete anos depois, Ele voltando com a Igreja. Não existe
qualquer respaldo bíblico para esta posição - na melhor das hipóteses - e na pior, é uma
deturpação da Palavra. Quando se observa a cronologia em Lucas 21 ou Mateus 24, fica
bem claro que a volta de Jesus e o Arrebatamento da Igreja coincidem. A 1 Tessalonicenses
4:14-17 tira qualquer dúvida:
“Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem,
Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que
ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor
descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em
Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com
eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
Sou uma pessoa muito curiosa e li a série de Tim LaHaye - Deixados Para Trás - que
é uma obra de ficção, embora nela LaHaye e Jenkins demonstrem acreditar na pré-trib e,
portanto, seguem a sua interpretação da Escritura: Imediatamente, após o arrebatamento,
novos cristãos vão nascer e lá pela metade da Tribulação ele calcula que existirá mais um
bilhão de novos crentes, os quais são chamados pelos pré-trib de “santos da Tribulação”.
Ora, se o Espírito Santo foi removido da Terra, como poderiam eles “nascer de novo”,
quando o Espírito Santo não estiver mais aqui? [Nota da Tradutora: A maior inconsistência
que eu vejo aqui é como os nascidos durante os sete anos de Tribulação, ainda todos eles
infantes, poderão morrer pela sua fé em Jesus, quando ainda não terão discernimento
algum para fazer essa escolha. Nesse caso eu sempre imaginei que seriam deixados para
trás os que negaram a sua fé em Cristo e logo depois se arrependeram, decidindo
enfrentar a morte por amor do Senhor. Quanto a não haver possibilidade de “novo
nascimento” porque o Espírito Santo não mais se encontrará na terra, penso em como

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Deus providenciou a vinda do Seu Santo Espírito para cada pessoa que O agradou, na
Antiga Aliança!].
Além disso, os “santos da Tribulação” não são também uma parte do corpo de Cristo?
Então, como iria o Senhor permitir que eles sofressem? Dizer que a Igreja não é
mencionada após o capítulo 3 de Apocalipse é ser desonesto, na melhor das hipóteses. Os
santos são mencionados dezenas de vezes no Livro de Apocalipse. No capítulo 13:7, o
Anticristo fará guerra contra os santos e os vencerá.
Deus jamais poupou a Igreja da tribulação, da ira ou da perseguição. Marvin
Rosenthal mostra um caso óbvio em seu livro “Pre-Wrath Rapture” (Arrebatamento Pré-Ira).
As taças da ira de Deus são derramadas durante os 75 dias após a volta de Jesus e o
Arrebatamento. Porém mais interessante é o fato de que as duas testemunhas descrevem
claramente as duas entidades corporativas que compõem o povo de Deus - a Igreja (os
castiçais) e as duas oliveiras (Israel). Quem mais iria enfrentar o mundo que rejeitou Cristo e
escolheu o Anticristo? Qual é a glória de Deus além do Seu povo, os crentes que “...
venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até
à morte”?
O Dispensacionalismo não funciona, porque não é possível retirar a Igreja das
profecias do Velho Testamento, mais do que se pode retirá-la do Livro de Apocalipse. A
doutrina de um Arrebatamento secreto precisou convulsionar de tal maneira a Escritura que
uma completa teologia do final dos tempos foi erroneamente edificada sobre a mesma. Os
amilenistas e os pós-trib rejeitam diretamente essa visão, embora com a tendência a
descartar e rejeitar Israel, também. O fato é que precisamos tanto do povo espiritual como
do povo físico de Deus para culminar a batalha das eras:
“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e
potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual
temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele”. (Efésios 3:10-12).
Deus não desiste da Igreja nem de Israel. Ambos são atores importantes no último ato
desse drama.

O Testemunho de Jesus

O Livro de Apocalipse é o testemunho de Jesus Cristo. Vejamos os versos:


(AP 1:1) - REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas
que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;
(AP 1:2) - O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem
visto.
Apostasia. 1:9 - Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e
paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo
testemunho de Jesus Cristo.
(AP 6:9) - E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor
da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
APOSTASIA 11 - E FOI-ME dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-
te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
(AP 11:2) - E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão
a cidade santa por quarenta e dois meses.
(AP 11:3) - E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias,
vestidas de saco.
(AP 11:4) - Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.
(AP 11:5) - E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus inimigos; e,
se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.
(AP 11:6) - Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm
poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas,
todas quantas vezes quiserem.
(AP 11:7) - E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os
vencerá, e os matará.
1
(AP 12:11) - E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não
amaram as suas vidas até à morte.
(AP 12:7) - E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o
dragão e os seus anjos;
(AP 19:7) - Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do
Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
AP. 12:7 - E os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
(AP 19:7) - Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do
Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
(AP. 20:4) - E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas
daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram
a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e
reinaram com Cristo durante mil anos.

Será que a Profecia é mesmo Importante?

São estas as principais visões dos “últimos dias” mantidas pelos cristãos de hoje. Eu o
desafiaria a examinar as Escrituras. Alguns dizem que nada disso é importante, mas o fato é
que realmente é. Sua visão sobre os ”últimos dias” vai determinar o que você faz. Se
porventura achar que a Igreja vai exercer domínio sobe o mundo, você agirá conforme esse
objetivo. Se o Anticristo se assemelhar a um maravilhoso cristão disposto a salvar o mundo,
até mesmo os cristãos vão ser enganados e engolidos. Se você pensa que vai ser
arrebatado, livrando-se de todo o sofrimento da Tribulação, não vai ficar preocupado nem se
preparar para a mesma. Por que, irmão? Porque se você achar que não haverá Tribulação
nem Milênio continuará apenas sua vida “normal de trabalho”. Mateus 24 diz no verso 37:
“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”.
Nenhum deles tinha visto um barco antes do dilúvio. Então, não precisavam de um
barco; portanto, quando Noé avisou que Deus iria julgar a Terra através do dilúvio, eles
apenas riram. É o que está acontecendo hoje com a Tribulação, o julgamento final da Terra.
São pouquíssimos os que estão se preocupando com isso. Por isso serão todos apanhados
de surpresa nesse evento, quando já será tarde demais. Somente Noé e sua família
sobreviveram. É o caso de indagar: qual é a “arca” de hoje? (Falaremos sobre isso depois).
Eu costumava pensar como a maioria dos cristãos sobre esses assuntos, achando não
serem tão importantes. Costumava chamar a mim mesmo de “pan-trib”, deixando tudo de
lado. O caso é que somente uma dessas posições é verdadeira, conforme a revelação
bíblica, enquanto as outras são falsos ensinos, parte do engodo corrente. Este não é um
assunto sem importância, visto que, segundo a resposta que lhe for dada, isso resultará no
que você vai ou não vai fazer. Se a doutrina é falsa, ela também conduz ao desvio, sendo
uma parte do engodo. Pense nisso. Do mesmo modo como dezenas de profecias já se
cumpriram literalmente, quando Jesus veio na primeira vez, o mesmo vai acontecer quando
Ele regressar. Isso pode ser importante demais, no caso de sermos a última geração viva,
quando Ele regressar. Será que vamos passar pela grande Tribulação? E como vai ser ela?
Devemos fazer algo para ficar preparados? Como vamos reconhecer os sinais? O que
devemos buscar? Como isso poderá afetar nossa família e nossos amigos? Se realmente
estamos destinados a entrar nesse período da Tribulação e captarmos qualquer das duas
teorias acima descritas, estaremos prontos para cair no engodo. Ou não estamos esperando
a Tribulação ou então estamos por demais confiantes em que seremos arrebatados e então
não poderemos entender o que realmente estará acontecendo. O Anticristo não vai ser
alguém tão fácil de ser reconhecido como uma pessoa má. Ele vai parecer bom e agir como
um maravilhoso cristão. O seu nome está errado, pois “Anticristo” significa “Cristo
personalizado” ou “substituto”. Nesse caso, os cristãos liberais que esperam transformar o
mundo num lugar melhor, cairão diretamente no rol dos que seguirão o novo líder. O pessoal
do Arrebatamento pré-trib não terá uma indicação correta sobre o que estará acontecendo,

1
porque não espera encontrar-se ainda aqui, nesse tempo, sendo-lhe difícil o reconhecimento
do engodo.

Por que a Discrepância?

Como surgiram teorias tão diferentes? A Bíblia não é um livro assim tão difícil. Ela foi
escrita para ser lida e entendida pelo povo comum. Ninguém precisa ter um doutorado ou ler
uma dúzia de comentários bíblicos para entendê-la. Você precisa apenas ter uma mente e
um coração receptivos e um espírito humano vivificado. Quem se aproxima da Bíblia com
uma mente fechada ou preconcebida, logo procura justificar uma posição já assumida. É o
que muitos têm feito - reforçando aquilo em que já acreditavam. A questão do
Arrebatamento ilustra o assunto. Uma leitura direta de qualquer das escrituras associadas
(Mateus 24; 2 Tessalonicenses 2, etc.) logo indicará que o Arrebatamento ocorrerá
simultaneamente com o retorno de Jesus Cristo nas nuvens. Você vai ter de ler todo tipo de
assuntos na Bíblia para chegar a qualquer outra conclusão. É isso que em geral as pessoas
têm feito. Elas escutam um ensino, captam uma idéia e procuram justificá-la, edificando
sobre a mesma.
Através dos séculos, teólogos e crentes bíblicos sinceros têm lutado honestamente com
as passagens relacionadas às profecias dos “tempos finais”. Eles fizeram o máximo para
interpretar essas passagens, mas o problema é que estavam interpretando-as à luz do seu
contexto cultural e histórico. Imagine alguém interpretando a Escritura no século 16, quando
a Espanha dominava o mundo! A que conclusão poderia chegar? Ou a França sob
Napoleão, e a Alemanha sob Hitler - muitos deles supostos como sendo Anticristos. E nos
séculos 18 e 19, quando o sol jamais se punha no Império britânico! O que ara a América -
senão uma novel colônia do outro lado do oceano? O que era Israel no final do Século 19? A
esperança de alguns judeus, enquanto a maioria deles estava espalhada pelo mundo,
dispersados pelas guerras e pela Inquisição. Esses teólogos fizeram o melhor que puderam
para interpretar a profecia, mas o que poderiam ter feito, além disso, quando estavam
embasados apenas no seu contexto histórico e político? O problema é quando sua
interpretação é veiculada através dos anos. [Nota da Tradutora: Quando traduzi o
Comentário do Apocalipse de John Wesley (1703-1791), fiquei apavorada com a
interpretação errônea que ele deu aos acontecimentos mencionados nesse livro. Vivendo
no Século 18, como poderia ele entender certos acontecimentos ali descritos?]
Obviamente, quando se interpretam esses assuntos sobre os “tempos finais”, à luz da
Europa do Século 19, ou de qualquer outra época anterior à nossa, essa interpretação
jamais pode ser exata. Interessante é que no último capítulo de Daniel, provavelmente o livro
mais importante da profecia no Velho Testamento, lemos em Daniel 12:9: “E ele disse: Vai,
Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim”. Isto quer dizer que a
profecia não foi apenas selada, mas também “ocultada” até o “final dos tempos”, quando ele
declara meridianamente que a profecia será revelada.
Nos círculos da “Intelligenzia” este processo é conhecido como “ necessidade de
conhecer”, não importa qual seja o esclarecimento de alguém da segurança, o certo é que a
informação classificada somente é revelada na base da “necessidade de conhecer”.
Quando existe a “necessidade de conhecer” para o conhecimento da segurança, então a
informação é revelada. Você pode ser o presidente dos EUA, mas se não tiver a
“necessidade de conhecer”, a informação continuará secreta. Os versos de Daniel dizem
que a Escritura profética somente será revelada nos tempos finais, quando tivermos a
“necessidade de conhecer” e de entender o que ali está escrito.
Quanto mais nos aproximarmos do “fim”, mais o Senhor vai nos revelar a verdadeira
significação de quase a quarta parte da Bíblia, que trata da profecia dos “tempos finais”. O
problema é que carregamos uma bagagem de idéias preconcebidas, idéias que nos têm sido
1
transmitidas através de gerações, nas Escolas Bíblicas e nos Seminários. É fácil entender
como certos ensinos incorretos puderam surgir, mas o problema é que tais ensinos
predominam a vida inteira sobre quem deles se apropria. Eles são validados porque “foi isso
que nos ensinaram”. Eventualmente, esses ensinos incorretos podem se transformar em
falsas doutrinas. Somente uma pessoa de mente ágil e coração aberto vai conseguir
escapar do engodo resultante.
Não se trata necessariamente de uma censura contra pessoa alguma, especialmente
contra as já falecidas e desaparecidas, pois provavelmente elas fizeram o melhor que
puderam com as informações disponíveis no seu tempo. Porém, se a próxima geração
aceitar essa interpretação, estará tão somente se juntando ao engodo.
Alguma censura deveria ser feita aos mestres do tempo atual, os quais se recusam a
enxergar a verdade, pensando apenas conforme a sua mente estreita. Se estamos nos
“últimos dias”, estes assuntos já não são apenas “acadêmicos”. Deus quer revelar a verdade
sobre o que vai acontecer, a fim de que as pessoas possam ficar preparadas para o que
vier. Os dois extremos sobre o Arrebatamento são: 1). - Vamos escapar antes da Tribulação.
2). – Não vai haver Arrebatamento porque vamos conseguir o domínio da Terra. Será que
isso é importante? Se estiverem errados, será porque os que promovem esses falsos
ensinos são falsos mestres, lobos em pele de cordeiro, conduzindo os seus rebanhos ao
erro, enganando os irmãos. E como já falei antes, as pessoas sempre agem conforme suas
crenças. O primeiro grupo não vai se empenhar em coisa alguma [esperando o
Arrebatamento pré-trib] e o segundo, principalmente os cristãos americanos, estará
trabalhando pela hegemonia mundial da América, de Cristo e de Sua Igreja. Você pode ver
como qualquer uma dessas posições poderá conduzir à trilha do engodo? Dizer que a mais
poderosa força econômica, política e militar que o mundo jamais havia visto é irrelevante,
por não ser mencionada nas profecias, ou então que ela é a nação por Deus escolhida para
trazer o seu Reino à Terra, são duas teorias errôneas, ambas conduzindo a sérias
conseqüências . A primeira recusa-se a enxergar o óbvio e a segunda transtorna a profecia
e vai conduzir o povo diretamente a cair nas mãos do Anticristo.
Antes de encerrar este assunto, preciso dizer que sendo ou não internacional, a
maioria dos pastores vai impor umas destas duas agendas. Por que? Por que talvez tenha
sido as que eles aprenderam e por isso estão transmitindo a você. Ou talvez porque os
pastores “laodiceanos” estejam entregando apenas mensagens mornas. “Laodicéia” no
Grego significa “governo do laicato”. Isso que dizer que se esses pastores não derem aos
leigos exatamente o que eles querem escutar, poderão ser dispensados dos seus empregos.
A Igreja está regredindo. Agora ela tem um laicato exigindo que ela cuide bem dele, quando
o próprio povo é que deveria ser os dons da Igreja, onde cada pessoa tem o seu dom, que
deveria ser usado. Não precisamos de uma classe de “cristãos profissionais de tempo
integral”, pois o que resta aos cristãos “não profissionais” de meio expediente? Cada um de
nós precisa conhecer o Senhor e a Sua Palavra. Somos todos responsáveis diante de Deus.
Apenas mais uma palavra de admoestação: se você ficar escutando esses falsos mestres,
vai cair no engodo. “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (Mateus 16:6-12). Era
Jesus falando dos ensinos dos fariseus. Se você ingere lixo o seu corpo vai enfermar por
causa desse tipo de alimento. Se der ouvidos a esse lixo espiritual [que está enchendo as
igrejas modernas], o seu espírito vai ficar manchado. Não existe meio termo. Não entendo
como tantos cristãos podem assistir a TBN e escutar esses ensinos “cristãos” o dia inteiro,
sem ficar nauseados pela promoção dos falsos ensinos. Esses falsos ensinos, ensinos
apóstatas, mal dirigidos e obsoletos, todos eles são acrescentados ao engodo que hoje tem
se tornado rompante no corpo de Cristo.
A não ser que você faça por si mesmo uma boa pesquisa na Bíblia, estará
incorrendo em grave perigo. Se acompanhar esses líderes “cristãos” atuais, logo

1
estará escorregando pela trilha do engodo. Os riscos são altos. Isso não é apenas
um jogo! ******************************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-03.htm

Parte 1 - Reconhecendo o
Engodo
O que eles não querem que você
saiba

Capítulo 3 - A Verdade vos libertará


(The Truth Will Set You Free)

Alguma vez você já leu a Bíblia e sentiu como se ela entrasse por um
ouvido e saísse pelo outro? Outras vezes você leu e as palavras pularam à sua
frente? Ela é de fato um Livro incomum. Dependendo da ocasião, ela pode
confundir ou então abençoar. Mas, e se ela for realmente a tentativa de Deus de
comunicar claramente o Seu plano e propósito ao homem?
Muitas pessoas acham a Bíblia misteriosa, um livro difícil de se ler,
especialmente a versão inglesa da Bíblia King James. Outras criticam as
modernas bíblias diluídas e parafraseadas. Mas o caso não é tanto a versão da
Bíblia que se lê. João 6:63 nos diz que “a letra mata”. Quando lemos a Bíblia com
uma mente não regenerada, confiando em nosso poder de dedução e
compreensão, só conseguimos a letra morta, não uma revelação divina.
A Bíblia deve ser lida com o coração aberto, com o espírito humano vivo e
compromissado. Quando o cristão “nasce de novo” (João 3), o seu espírito
humano é regenerado (recebe vida) pelo Espírito de Deus. Nesse ponto as luzes
brilham e tudo na Bíblia faz sentido. Lemos a Palavra Viva quando o nosso
coração está aberto e o nosso espírito humano se compromete, interagindo com
o Espírito de Deus. É então que a Palavra nos faz vibrar, iluminando-nos e falando
conosco para nos alimentar. É então que recebemos uma nova revelação do
próprio Deus através de Sua Palavra.
1
Você sabe o que acabei de fazer? Eu lhe dei a chave para reconhecer o
engodo. Todo o propósito deste livro é encorajá-lo a se tornar um daqueles que
“têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal ”. Não é algo
que você aprende, mas algo que você mesmo experimenta. Quando a Bíblia
chega viva ao nosso coração e mente, essa é a coisa mais importante que se
pode experimentar na vida cristã. É quando Deus fala e escutamos Sua voz, por
mais suave que ela seja. Algo para se lembrar é que não chegaremos a “ouvir
vozes”, pois o que ela diz JAMAIS poderá entrar em contradição com a Palavra de
Deus. Sempre haverá concordância. Mas, quando confessamos nossos pecados e
abrimos o nosso coração e nos quedamos em Sua presença, lendo a Sua Palavra,
essa é a hora em que Ele a imprime em nosso coração e mente. Isso é
geralmente o que acontece com o nosso pastor, mas também deveria acontecer
conosco, diariamente. Quando aprendemos a chegar à presença de Deus,
permitindo que Ele nos fale através de Sua Palavra, nossa vida é transformada e
nunca mais seremos os mesmos! Receberemos o Seu poder e poderemos
compartilhar o Evangelho vivo com todas as pessoas que encontrarmos em nosso
caminho [Essa é a nossa Grande Comissão]. Quem mantém um firme
relacionamento com Deus fica protegido contra todo tipo de engodo [religioso].
Então, para os que são novos na fé e não estão entendendo o que estou
dizendo, isso é o que deve acontecer a toda pessoa que “se torna um verdadeiro
cristão”. Trata-se de um “relacionamento” e não de uma “religião”. Deus o criou
com um corpo, alma e espírito. Para o caso de você não ter ainda observado, até
podemos discernir qual seja a coisa certa, porém nem sempre está ao nosso
alcance fazê-la. O problema é que nascemos espiritualmente mortos e sujeitos a
todas as tentações às quais o mundo, a carne e o diabo nos possam conduzir.
Não se trata de quanto pecamos, mas de que somos pecadores por natureza,
separados de Deus e de Sua vida. E quando recebemos a nova vida, Deus passa
a cuidar de nossos problemas e fracassos.
Uma boa porcentagem do Cristianismo tem se tornado apenas imitação.
Tentamos ser bons. Indagamos o que Jesus faria em nosso lugar e tentamos fazê-
lo, mas, no final, apenas conseguimos fazer o que fazem as pessoas ao nosso
redor. Isso não é Cristianismo verdadeiro. Este só existe quando acontece uma
mudança e nossa vida é transformada por um relacionamento com Deus.
Gastamos tempo em Sua presença e permitimos que Ele nos fale e nos
transforme. A 2 Coríntios 3:18 nos dá a chave: “Mas todos nós, com rosto
descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de
glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor ”. Nossa
transformação acontece por causa do viver em Sua presença, observando-O e
refletindo-O, não necessariamente indo à igreja ou fazendo isso ou aquilo.
A Bíblia diz em João 8:31:32: “Se vós permanecerdes na minha palavra,
verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará”.
A Bíblia é a Palavra de Deus a nós revelada. Ela é a única chave para a
verdade. Leia-a. Releia-a. Permita que Deus fale com você em seu espírito
humano, quando estiver lendo-a. Ela contém toda a informação de que você
precisa para viver, bem como o alimento espiritual e a força, dos quais você
precisa para encarar o futuro.
A Bíblia tem comprovado ser histórica e arqueologicamente exata, até
mesmo ajudando os arqueólogos e historiadores em suas pesquisas. Ora, ela é
confiável! Saiba que temos apenas um total de SETE manuscritos de Platão,
datados de 1000 d.C. e CINCO de Aristóteles, datados de 1400 d.C. e, mesmo

1
assim, ninguém duvida de sua autenticidade. Enquanto isso, temos 25.000
manuscritos do Novo Testamento datados do Século 4. Existem 66 livros escritos
num período de 1.500 anos [Sem que nenhum dos autores tenha entrado em
contradição]. Os Pergaminhos do Mar Morto não mostraram variações
significativas em 1.000 anos de cópias. A Bíblia apresenta um perfeito registro
profético, algo que não pode ser afirmado por qualquer outro escrito religioso,
tais como os de Buda, Maomé, Joseph Smith (fundador do Mormonismo) Confúcio
ou Krishna.
Porém o mais importante é a inacreditável capacidade da Bíblia de falar ao
coração humano, como nenhum outro livro consegue fazer. A prova real está na
leitura - não apenas com a mente, mas com o espírito e o coração entrelaçados
durante a leitura. Não estou ensinando misticismo nem ocultismo. É difícil colocar
isso em palavras porque é algo a ser experimentado e não apenas descrito. Deus
vai falar com você através da Bíblia. Com relação a se você vai fazer ou não a
coisa certa é do seu foro íntimo. O segredo é iluminar a sua vida, o que somente
acontece com o conhecimento da Bíblia. João 6:63 diz: “O espírito é o que vivifica,
a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida ”. E a 2
Coríntios 3:6 diz: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo
testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” . O
motivo de tantas pessoas nada aproveitarem da Bíblia é que estão lendo a “letra
morta”, não recebendo a revelação do Espírito Santo, quando a lêem. Não se
pode explicar. É o caso de se experimentar. Portanto, siga em frente!
Quem quiser evitar o engodo, que leia a Bíblia e memorize-a. Leia-a e
releia-a, permitindo que ela o conforte e lhe ministre vida. Ela é a sua melhor
proteção. Ela é verdadeira. Quando se ensina um funcionário de Banco a
reconhecer as notas falsas, eles precisam ficar tão familiarizados com as
verdadeiras, a ponto de poderem reconhecer as falsas. Isso acontece também
com os falsos ensinos, os quais estão sendo astuciosamente embalados e
promovidos hoje em dia. Somente quando se conhece bem a Palavra,
adquirindo um espírito de discernimento é que se pode reconhecer o
engodo.
Para os cristãos o engodo chega em forma de falsos, mal conduzidos e
poluídos ensinos. Por poluídos entenda-se que eles são construídos com um
pouco da Bíblia, um pouco de narrativa histórica e política, um pouco de
Psicologia e um pouco da opinião e da inclinação pessoal do “mestre”. É por isso
que você precisa julgar as coisas, sozinho.
Este é o meu desafio. O que tenho a dizer não tem importância. O que
importa é conhecer bem a Palavra de Deus... Não o que alguém diz que Deus lhe
falou, nem interpretação alguma. Você é responsável e eu o desafio a olhar para
dentro de você mesmo. Deus vai segurá-lo e você vai ser o único responsável
pelos seus atos, no Dia do Julgamento. Ali você não terá como culpar o seu
pastor, nem os seus mestres, nem esse ou aquele livro que você leu.
Estas são algumas das mais importantes questões a serem consideradas
em sua vida:
* A Igreja tem se tornado uma testemunha melhor e mais eficiente?
* Ela está apresentando um exemplo de justiça e santidade de vida?
* Ela está vendo um reavivamento de sinais e maravilhas?
* Ou será que ela está simplesmente copiando o mundo?
* Ela está resvalando na apostasia?

1
* Ela está se afastando da sã doutrina e das raízes bíblicas?
* Ela está confiando em experiências extra-bíblicas?
* Será que podemos parar esse filme?
* Vamos tentar?
* O que vamos fazer?
* O que faremos quando a igreja se apartar da verdade e começar a promover
falsas doutrinas?
* O que fazer quando a liderança começar a conduzir os santos pela decadente
estrada rumo à apostasia?
* Quando a instituição cair, será que os santos terão capacidade de permanecer
firmes, sem o seu apoio?
* Ou será que os verdadeiros cristãos escaparão dos tempos trabalhosos, através
do Arrebatamento pré-tribulacional?
* Será que o estudo da profecia é meramente acadêmico ou se encaixa
exatamente em nossa geração?
* Estamos desperdiçando tempo, quando estudamos a profecia?
* Por outro lado, se formos passar pela Tribulação, sabemos o que nos espera?
* Será que estamos preparados?
Este assunto pode ser preocupante, mas não devemos permitir que
sejamos vencidos pelo medo. O que venha a acontecer no futuro, ele será
glorioso, se permanecermos no centro da vontade de Deus. Contudo, devemos
nos acautelar contra as idéias preconcebidas. Não devemos aceitar cegamente a
sabedoria convencional, porém, em vez disso, cada um de nós deve examinar os
fatos pela Palavra de Deus. Devemos olhar objetivamente a história da igreja e a
sua condição atual. Não devemos permitir que a sabedoria convencional,
tradições, ensinos, nossa cultura e a programação do mundo mau possam
manter domínio sobre nossas mentes e emoções. A idéia de que os cristãos do
mundo ocidental estão, de um certo modo, isentos do sofrimento, porque Deus
não iria permitir que “os cristãos sofressem”, é absolutamente absurda, nem é
também histórica, quando se leva em consideração o sofrimento dos cristãos ao
redor do mundo, hoje em dia. Talvez seja isso o que está faltando à Igreja
Ocidental. Achamos tudo tão fácil e temos nos moldado de tal maneira aos
conceitos do mundo que não existe perseguição contra nós, exatamente porque
somos iguais ao mundo. O Senhor nos desafia a nos separarmos do maligno
sistema religioso, conforme Hebreus 13:13: “Saiamos, pois, a ele fora do arraial,
levando o seu vitupério”. Precisamos estar no mundo, mas não a ele pertencer.
Recebi um e-mail anunciando um dia de oração pela igreja sofredora, no
domingo 16/11/1997. Ele dizia que mais pessoas estão sofrendo e morrendo pela
sua fé em Jesus, agora, do que em todos os 2.000 anos somados. Além de tudo, o
Senhor disse: “No mundo tereis aflições” (João 16:33), portanto não deveríamos
nos surpreender quando isso nos acontece. Até agora nós, os cristãos ocidentais,
temos sido poupados da dor e do sofrimento por causa de nossa fé. Os santos
através das eras, e até mesmo nos dias de hoje, consideram um privilégio sofrer
por amor ao Senhor, o qual deu Sua vida por eles [e por nós]. Não importa o que
aconteça, deveríamos considerar isso uma glória, como o Apóstolo Paulo fez,
quando foi considerado digno de sofrer pelo Senhor.

1
Estamos julgando os outros?

Quem estiver entendendo o engano futuro, não pode seguir cegamente os


seus líderes. É preciso comparar o que eles dizem com a Bíblia. Você não está
depreciando o seu caráter, mas conferindo o que eles falam em público. Os
cristãos sempre ficam chocados, quando se dão “nomes aos nomes”. Eles
consideram falta de amor quando um cristão discorda do outro. Alguns até
admitem ser perigoso “tocar nos ungidos de Deus”. Se tivermos medo de
questionar os “chamados” líderes que estão nos dirigindo pela ladeira abaixo
rumo ao engodo, certamente seremos enganados.
Nosso Senhor e os apóstolos eram francos em dar “nomes aos nomes”,
desagradando publicamente as pessoas de elevadas posições públicas, as que
não estavam de acordo com a sã doutrina. O Dr. Jay Adams em seu volume “Grist
From Adam’s Mill” (Farelos do Moinho de Adão) fala sobre o legítimo uso de
Mateus 18, numa tentativa de censurar a crítica pública:
“Qualquer cristão que se coloca como mestre na Igreja de Cristo e ensina
publicamente qualquer coisa, logo se expõe à crítica dos outros. (Tiago 3:1). Se
eles descobrirem que o que estão ensinando é prejudicial à igreja, ficam na
obrigação de esclarecê-lo tão publicamente como têm ensinado. Essa
admoestação pública sobre o assunto não deveria ser considerada um “ataque
pessoal”, de modo algum. Dizer que a pessoa que critica deveria ter ido antes ao
criticado, na base de Mateus 8:15, não tem suporte. A passagem se refere aos
erros pessoais conhecidos apenas pelos dois, os quais deveriam discutir
particularmente o assunto que os separa. Uma crítica feita quando se discorda de
um assunto público nada tem a ver com afrontas pessoais ou falta de
reconciliação. Ela está simplesmente discordando no mesmo nível público, no
qual o professor havia dado antes o ensino” (Dr. Jay Adams, Grist from Adam’s
Mill, página 69). [Trocando em miúdos pela tradutora: Que fala em público tem de
suportar censura pública, ou então é melhor ficar calado. Se eu fosse me preocupar com
as críticas, principalmente dos irmãos que não concordam comigo, já teria morrido de
tristeza! ].
Não temos obrigação de ir a toda pessoa pública e confrontá-la
pessoalmente com as coisas que ela tenha dito publicamente. Paulo advertiu
algumas pessoas em suas cartas, porém não há indício de que ele as tenha
confrontado antes. Nosso objetivo é ilustrar o ponto e admoestar os cristãos a se
precaverem contra os falsos ensinos. Não temos intenção de agredir, denunciar
ou criticar injustamente qualquer pessoa ou ministério. Esforçamo-nos para dizer
a verdade em amor e dar aos professores o benefício da dúvida. É a doutrina, não
a pessoa que nos importa; é o ensino público, não o seu pecado pessoal que
estamos denunciando. As Escrituras nos ensinam a examinar as doutrinas dos
que ensinam. Então, não estamos atacando as vidas particulares dos indivíduos
(eles vão responder por elas diante de Deus), mas apenas repetindo o que esses
próprios ministros dizem, comparando os seus ensinos à luz da Escritura.
Somos comandados a examinar as coisas espirituais, segundo a 1 João 4:1:
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque
já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. E Deus não se ofende coma
nossa cuidadosa busca da verdade. Não deveríamos nos intimidar com uma
cuidadosa pesquisa sobre as coisas, para ver se elas são realmente de Deus.
Jesus nos ensina a não confiar em todos os que se acercam com afirmações
espirituais (Mateus 24:23-26) e Paulo repete o mesmo ensino sobre os falsos

1
apóstolos, o falso Cristo e o falso Espírito (2 Coríntios 11:3-5, 13,15). A questão se
complica pelo fato de haver duas palavras na língua grega para “julgar” e uma é
julgar erroneamente. (Romanos 14-13), enquanto a outra faz parte do discipulado
(Filipenses 1:9). “Julgar”, quando não nos compete é “krino” no Grego,
significando “julgar a pessoa como um todo”. Exemplo, dizer que “alguém não é
nada bom”, enquanto somos permitidos a julgar particulares, o que corresponde
a “dokimazo", julgando como “essa foi uma boa ação”, “essa pessoa tem uma fé
forte” ou “essa pessoa tem uma doutrina errônea na área tal...”. Não é correto
dizer que “a Bênção de Toronto não pode vir de Deus”. Quando Jesus julgou a
heresia nicolaíta em Apocalipse 2:6, Ele disse: “odeias as obras dos nicolaítas, as
quais eu também odeio”. Então você diz: “Estou a par de tal e tal manifestação” ou
“Acho errado que eles creiam nisso ou naquilo”, permanecendo num campo mais
seguro.
Existem mais coisas em questão aqui do que apenas uma simples
manifestação de opinião. Como você verá, ela vai ao exato âmago do assunto:
Vamos seguir a verdade ou o erro? Adrian Roger, ex-Diretor da Convenção
Batista do Sul, disse: “É melhor ser dividido pela verdade do que ser unido no
erro. É melhor falar a verdade que fere e cura do que a falsidade que conforta e
depois mata. Vou dizer-lhes uma coisa, amigos: não existe amor nem amizade,
quando deixamos de declarar a maldição divina. É melhor ser odiado por dizer a
verdade do que ser amado por dizer a mentira. É impossível encontrar na Bíblia
alguém que tenha sido um poder de Deus e não tenha feito inimigos, nem tenha
sido odiado. É melhor ficar sozinho com a verdade do que estar errado com a
multidão. É melhor ter sucesso no final, com a verdade, do que ter um sucesso
temporário com a mentira. Sói existe um Evangelho e Paulo disse: “Mas, ainda
que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos
tenho anunciado, seja anátema (Gálatas 1:8).

Líderes do Engodo

Como vai a liderança, assim vai a Igreja. As linhas seguintes mostram a


apostasia da mais alta liderança da comunidade evangélica, retiradas da News
Letter de Dave Hunt, na TBC de maio, 1988:

* O Arcebispo Desmond Tutu declara “O Espírito Santo não fica limitado à


Igreja Cristã” e que o Espírito Santo brilhou através de Mahatma Ghandi.
* R. Kirby Dolsey, presidente a Universidade Mercer Batista do Sul, nega a
infalibilidade da Bíblia, a validade dos evangelhos e a eficácia da reparação de
Cristo, bem como a sua exclusividade como único Salvador.
* Bill Phipps, líder da Igreja Unidade do Canadá, rejeita a Divindade de
Cristo, Sua Ressurreição, etc.
* A Zondervan publicou um livro “More Than a Way?” - Four Views of
Salvation in a Pluralistic World .
* Repetindo Billy Graham, Leighton Ford declara: “Respeito outros
caminhos para Deus…”
* Jerry Falwell condecora o Reverendo Moon, o qual acredita que Jesus
deveria ajoelhar-se diante dele.
* Roberto Schüller, com o programa de TV mais popular das manhãs de
domingo, diz que a maior influencia sobre a sua vida veio de Norman Vincent
Peale (o qual negou a fé e promoveu o ocultismo).

1
*Sir John Marks Templeton promove a chegada da Religião Mundial do
Anticristo, oferecendo um prêmio a quem contribuir para o seu desenvolvimento,
sendo louvado pelos ganhadores do prêmio, tais como Billy Graham, Charles
Colson e Bill Bright.
* Muitos líderes evangélicos assinaram o documento ecumênico
-“Evangélicos e Católicos Juntos” (falaremos mais sobre isso, depois).
* Evangélicos como Colson, Packer e Bright concordaram em não
evangelizar os católicos, porque “não há necessidade disso” (Falaremos mais
sobre este assunto, depois).
Estes são apenas alguns exemplos, a ponta do iceberg. Se isso está
acontecendo com os líderes evangélicos mais importantes, o que acontecerá com
o restante dos cristãos evangélicos, os não profissionais esquentadores de
bancos de igrejas, na América? Então o que a Bíblia diz a respeito da Igreja nos
últimos dias?
Notem que essas declarações focalizam o que esses líderes têm dito
publicamente. Elas não afirmam que eles sejam más pessoas. De fato, eles até
podem ser pessoas maravilhosas! Porém se os líderes estão conduzindo os seus
rebanhos pela estrada do engodo, precisamos gritar! Não podemos simplesmente
varrer tudo isso para baixo do tapete, por causa de sua alta posição e de sua
reputação.

O que a Bíblia tem a dizer sobre a Igreja nos dias finais

Ela diz claramente que nos dias finais haverá uma igreja apóstata ou
decaída. Não é preciso ir longe para ver que a Igreja institucional já está
infectada com um espírito apóstata e mundano. Isso não significa questionar a
sinceridade de muitos santos amados que estão dentro dela, ou questionar os
que estão servindo ao Senhor de todo o coração - pois existem muitos. Contudo,
existem muitos líderes de rebanhos que vão dar contas a Deus, no Dia do
Julgamento, por estarem ensinando o erro. Existem santos que voluntária e
cegamente seguem os seus líderes, por serem preguiçosos demais para estudar
a Palavra e conhecer realmente o Senhor. Precisamos ser cuidadosos com quem
seguimos, porque somos responsáveis pelos nossos atos neste corpo e “naquele
dia” iremos nos apresentar sozinhos, sem direito a censurar pessoa alguma.
Jesus nos diz em Mateus 24 que nos últimos dias o amor de muitos esfriará.
Haverá uma Grande Tribulação, a qual não virá exatamente do mundo, mas de
dentro, com irmãos entregando irmãos, pensando que estão agradando a Deus.
As epístolas nos avisam que nos últimos dias a Igreja vai apostatar. Não estou
sendo critico. Estou apenas declarando um fato embasado na Palavra de Deus.
Vejamos:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns
da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela
hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;
proibindo o casamento...” (1 Timóteo 4:1-3-a).
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela...” (2 Timóteo 3:1-5).

1
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão
nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).
“Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado,
assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos
corações. Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve
um pretexto de avareza; Deus é testemunha. E não buscamos glória dos homens, nem
de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos
pesados” (1 Tessalonicenses 2:4-6). “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás,
com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira” (2 Tessalonicenses 2:9).
“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá
fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o
princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-
ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos
serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão...
Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo
até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados,
nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles
dias” (Mateus 24:7-10, 21-22).
“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com
grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela
há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos
convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do
dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se
fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em
que habita a justiça”. (2 Pedro 3:10-13).
Estas palavras não são minhas. Deus disse que isso vai acontecer e vai
mesmo. Em parte nenhuma vemos um grande reavivamento nos “tempos finais”,
conforme tantos predizem - mas, em vez disso, haverá apostasia. Ninguém
deveria se surpreender, quando isso acontecer. De fato, deveríamos esperar e
ficar de olhos abertos, a fim de reconhecer o engodo e a apostasia da Igreja.
Os crentes “se desviarão da fé”. É impossível um incrédulo se desviar de
algo que ele não tem. A ameaça não virá de fora, mas de dentro. As pessoas que
se autodenominam cristãs estão sendo enganadas. Que descrição da nossa
geração: “Amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis,
caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados,
orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus ”. Esta geração zomba
da sã doutrina, dizendo ser ela bitolada demais, exclusiva demais; e por isso é
impossível haver unidade, se ficamos divididos pela doutrina. Também é
interessante que essas igrejas que prometem saúde, riqueza e bênçãos são
exatamente as que mais crescem. Somente os pregadores da TV, que prometem
multiplicar os seus dons, podem se dar ao luxo de custear a TV. As igrejas que
estão crescendo são exatamente as que estão buscando sinais maiores e
maravilhas mais espetaculares, riqueza e aceitação das massas. O “caminho da
cruz” tornou-se “obsoleto”, divisor e cansativo.
Estes são apenas alguns versos sobre os tempos finais, os quais são
ignorados para o nosso próprio perigo. Tudo que se precisa fazer hoje em dia é
olhar para as histórias dos lideres na Christianity Today, ou andar pelas livrarias
cristãs, olhando os títulos dos livros, a fim de constatar que a Igreja está com
problema. Ela está com problema moral, pois o laicato e o clero estão resvalando
juntos no pecado. A taxa de divórcios na igreja americana tem superado a taxa
nacional. A igreja se tornou espiritualmente problemática porque a sã doutrina
está sendo substituída pelo Cristianismo “experimental” e por um apelo à
1
unidade, às expensas da verdade. Pela primeira vez na história, a linha principal
dos evangélicos está buscando a liderança e a direção da Igreja Católica Romana,
pois o Ecumenismo “virou moda”. Os líderes estão amenizando as diferenças e
dizendo às pessoas que estas não são realmente importantes, pois somos todos
cristãos. A Igreja tem se envolvido cada vez mais na política. A igreja (evangélica
e católica) transformou-se em poderosa força política, a qual é conhecida como
“direito religioso”. Estas não são apenas acusações contundentes e estes
assuntos serão examinados detalhadamente, nos próximos capítulos.
A igreja verdadeira está sob ataque. O objetivo de Satanás é abaixar o véu
e cobrir os olhos, para que não se veja o engodo. Somente os cristãos que se
colocarem firmemente a favor da verdade é que poderão deter esse engodo.
Os versos supracitados não podem ser ignorados, pois não são minhas palavras,
mas as palavras de Deus [João 12:48]. *********************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-04.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
(Recognizing The Deception)
Se você é um cristão nascido de novo, há algum tempo ou mesmo
recentemente, deve ser-lhe difícil reconhecer os sinais da apostasia na moderna
igreja cristã. Mesmo assim, semelhante à rã que vai sendo gradualmente
aquecida na panela, vamos nos acostumando ao deslize, até que seja tarde
demais. Basta que se observe como a programação da TV tem mudado nesses
poucos anos. O que é apresentado hoje [em horário nobre] jamais teria sido
permitido há alguns anos passados.
Pois é isso mesmo que está acontecendo na igreja. O levedo tem nela
penetrado gradualmente. Nos anos 1940, quando surgiram as tais doutrinas dos
“Filhos de Deus” em alguns círculos carismáticos, elas foram ostensivamente
rejeitadas pelas principais linhas pentecostais, ou seja, Assembléias de Deus e
Quadrangular. Hoje em dia elas estão de volta com ligeiras modificações e estão
sendo abraçadas por estas e outras igrejas importantes. Elas estão avançando
cada vez mais depressa.
Uma das marcas registradas dos “últimos dias” é a movimentação rumo a
uma Única Igreja, de modo que o ponto óbvio a ser examinado é o Movimento
1
Ecumênico. Desde que este começou, as Igrejas Anglicana e Luterana iniciaram o
seu caminho de volta a Roma. Mas não se trata apenas disso. Existem poderosos
movimentos, tais como os obscuros ramos dos Promise Keepers, que já
começaram a chapinhar nessa areia movediça. Muitos evangélicos proeminentes
já começaram a minimizar as diferenças, dizendo que estas não são tão
importantes assim. Será verdade? Será que esses itens são apenas secundários?
O próximo capítulo vai tratar do que a Bíblia chama “levedo” (que faz
crescer a massa do pão), o qual está penetrando na Igreja, a fim de contaminá-la.
Esse levedo apresenta uma visão diametralmente oposta do homem e da sua
natureza pecaminosa, conforme a Bíblia, e, mesmo assim, os cristãos em todo o
mundo o têm abraçado, chamando-o “Psicologia Cristã”. De fato, a psicologia
“cristã” tem predominado nas ondas difusoras, em nossos dias. A questão é a
seguinte: Será que esse “cavalo de Tróia” é realmente cristão? Ou será ele
apenas um levedo conduzindo a igreja rumo à apostasia?
Nos próximos capítulos estaremos falando dos muitos fenômenos que se
encontram hoje em dia nas igrejas, desde o tal “Riso de Isaque” até os sinais e
maravilhas, o Movimento das Igrejas em Células, a Submissão aos Apóstolos e
Profetas, etc. Será que essas coisas são de Deus? Como podemos saber? Vamos
tratar apenas ligeiramente desses assuntos, visto como existem muitos websites
e publicações que serão mencionados, os quais costumam prover ampla
documentação e análise, fazendo um trabalho que não posso fazer neste
resumido espaço.
Finalmente, veremos a liderança da Igreja, as instituições e os crentes se
imiscuindo na política, alguns deles até mesmo afirmando que a Igreja deve
exercer o domínio da terra.
O que se pode concluir de tudo isso? O que a Bíblia diz que iremos
encontrar nos “últimos dias” - um poderoso reavivamento ou uma grande
apostasia? Os líderes cristãos de hoje gostariam que acreditássemos na primeira
hipótese, mas não é isso que a Bíblia diz, nem a nossa experiência, quando
observamos cuidadosamente o que está acontecendo ao nosso redor. Tenho
esperança de que esta seção comece a abrir os seus olhos para o que realmente
está acontecendo no mundo cristão de hoje. Dizer isso não é ser negativo, nem
significa que todos os cristãos venham a cair nessa rede, ou que os líderes são
maus, porém Jesus nos admoestou claramente em Mateus 16 para termos
cuidado com o levedo dos líderes religiosos, pois ele arruína a massa (neste caso
a Igreja). Portanto, nada existe de errado em conservarmos os olhos abertos,
usando o cérebro que Deus nos deu. Não estamos sendo críticos nem rebeldes,
apenas expondo, à luz da Palavra de Deus, o que esses líderes estão dizendo e
fazendo.*******************************

Capítulo 4 - O Ecumenismo e a
Igreja Católica Romana (Ecumenism
and The Roman Catholic Church)
Um dos piores sinais da apostasia é o Movimento Ecumênico. A única
maneira de reunir todas as igrejas é comprometendo a verdade. O Ecumenismo
procura minimizar a importância da doutrina (e até criticá-la como divisora),
1
enfatizando somente o amor e esquecendo as diferenças. Algumas igrejas
liberais já começaram a se mover em direção ao rebanho católico e muitos
carismáticos americanos têm homenageado o papa, como o líder da fé cristã.
Observe-se apenas o restante das igrejas evangélicas entrando num acordo com
Roma.
Precisamos dar uma boa olhada no que a Igreja Católica Romana (ICR)
pensa de si mesma. Observamos a ICR na América e pensamos que ela mudou.
Mas não mudou. Não mudou sua posição oficial sobre os seus dogmas mais
importantes: comunhão, transubstanciação, deificação de Maria, natureza da
salvação, purgatório, indulgências, nem a declaração de que qualquer pessoa
fora da ICR está condenada.
(AP 17:3) E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma
besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete
cabeças e dez chifres.
(AP 17:4) - E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com
ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das
abominações e da imundícia da sua prostituição;
(AP 17:5) - E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe
das prostituições e abominações da terra.
(AP 17:6) - E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue
das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
(AP 17:7) - E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e
da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
(AP 17:9) - Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes,
sobre os quais a mulher está assentada.
(AP 17:14) - Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o
Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e
eleitos, e fiéis.

A Enciclopédia Católica declara: A ICR “fica dentro da Cidade de Roma,


chamada cidade das sete colinas, na qual se encontra confinada toda a área do
Vaticano”. Existe apenas uma Igreja que traça orgulhosamente a sua origem ao
início do Cristianismo e a única a se encaixar nesta descrição do Livro de
Apocalipse - a ICR. Historicamente os eruditos bíblicos concordavam que essa
descrição se refere à ICR, a Igreja constituída de uma mistura de paganismo
[judaísmo e Cristianismo], a qual, até hoje, continua mantendo os mesmos
ensinos heréticos promulgados durante 1.900 anos. Ela não mudou. Contudo,
segundo veremos, existem alguns revisores históricos que têm tentado limpar a
imagem da ICR, cujas mãos estão manchadas com o sangue dos mártires.
A ICR é descrita como a Mãe das Prostituições, incluindo as igrejas que dela
se separaram e estão voltando a se colocar sob suas asas, nos “últimos dias”.
Jamais houve dúvida de que as Igrejas Protestantes que pertencem a CMI
(Concílio Mundial de Igrejas) voltariam ao rebanho da ICR. Contudo, até poucos
anos, jamais se imaginou que a Igreja conservadora pudesse sequer levar em
consideração uma reaproximação com a ICR. Historicamente, a maioria dos
evangélicos conservadores entende que a ICR pratica o que ela defende. Jamais
haveria a possibilidade de um cristão crente bíblico poder aceitar as doutrinas em
que essa Igreja crê e o que ela pratica. Algo deveria ser feito para limpar a sua
imagem ou a história deveria ser reescrita e foi exatamente isso que aconteceu.
Hoje em dia somos informados que a Reforma foi apenas um mal entendido e a
ICR está emergindo como a líder da Cristandade dividida e das Igrejas
Evangélicas. As Igrejas Liberais são vistas como moralmente falidas, enquanto as
1
Igrejas Evangélicas estão divididas por dogmas, sendo que a ICR se adianta como
a líder da moralidade em matéria de divórcio, aborto e homossexualidade.
A abrandamento de atitude chega a tal ponto que Paul Crouch, presidente
da TBN (Trinity Broadcasting Network) declarou que ele “já não é um protestante,
porque não tem mais coisa alguma contra o que protestar”. Pat Robertson
compartilha o púlpito com arcebispos e sacerdotes, de várias formas
patrocinadas pela “Coalizão Cristã” e a ICR. A revista “Christianity Today”
apareceu com uma série de artigos, em Dezembro de 1994, escritos por
renomados eruditos cristãos, como J. I. Packer e Charles Swindoll. Um dos artigos
sugeria que a Reforma foi apenas um mal entendido semântico e que a ICR
sempre acreditou na salvação pela graça. Que tragédia é torcer a história dessa
maneira!
Em 29/03/1994, evangélicos e católicos assinaram a declaração conjunta -
Evangélicos e Católicos Juntos - A Missão Cristã do Terceiro Milênio. Essa
declaração foi assinada por líderes cristãos como Chuck Colson, John Neuhaus,
Dr. Richard Land, Convenção Batista do Sul, Dr. Jesse Miranda, das ADs, J. I.
Packer, John White, da Associação Nacional dos Evangélicos, Mons. William
Murphy, Chanceler da Arquidiocese de Boston, Arc. Francis Stafford, e endossada
por Bill Bright, da Campus Crusade for Christ, Pat Robertson, da CBN, e muitos
outros. O propósito dessa declaração é minimizar as diferenças. De fato, alguns
estão chamando a Reforma de um mal entendido semântico. Um dos mais
conhecidos apologistas cristãos diz que os católicos “crêem na justificação pela
graça” e que as diferenças entre católicos e evangélicos “não são tão grandes
como geralmente se imaginavam e nem tão cruciais... envolvem heresia... o
completo âmago teológico do Cristianismo histórico é mantido em comum” (The
Southern Cross, janeiro 13, 1994, p. 11, conforme citação de Dave Hunt no livro
“A Woman Rides The Beast”, Harvest House Publ., Eugene, Oregon, p.406)
Realmente, eles fizeram uma tentativa de definir a salvação, porém, até
mesmo os que assinaram a declaração, disseram que ela significava coisas
diferentes para cada grupo. Mórmons, católicos e evangélicos usam muitos dos
mesmos termos, porém com significações diferentes para cada um deles. Então,
ou temos um enorme mal entendido em nossas mãos ou existe um titânico
esforço de revisão histórica ou uma ocultação de maciças proporções. Existem
apenas três possibilidades: 1.) - A Reforma foi um equivoco; 2.) - A ICR mudou;
3.) - Nossos principais líderes evangélicos caíram no engodo mais do que se
poderia esperar e estão conduzindo a igreja à apostasia. Precisamos examinar os
fatos.
Os evangélicos estão de tal modo ansiosos para aceitar a revisão católica
dos fatos que nem se dão ao trabalhar de conferir. Parece que nenhum sacrifício
é grande demais para os evangélicos reforçarem a “unidade”. O fato, porém, é
que o Vaticano II reafirmou todos os ensinos básicos que os evangélicos deveriam
detestar: a eucaristia, adoração a Maria, infalibilidade papal, purgatório, etc.
“Este sacro Concílio aceita a lealdade e a venerável fé de nossos ancestrais e
novamente propõe os decretos do II Concílio de Nicéia, do Concílio de Florença e
do Concílio de Trento”.
(Vol. II, conforme citação de Dave Hunt na obra supra citada, p. 351). Isso quer
dizer que eles não mudaram. Aqui está outro exemplo: “Não deveria existir
qualquer dúvida na mente de alguém que todo fiel deveria apresentar a este
sacramento (isto é, a hóstia, que eles crêem ter sido transformada no corpo de
Cristo) a mesma adoração que é devida ao verdadeiro Deus, como tem sido
1
sempre o costume da Igreja Católica Romana, através da conversão do pão e do
vinho, os quais o Concílio de Trento nos diz ser mais apropriadamente chamado
Transubstanciação” (Concílio Vaticano II, conforme citação de Dave Hunt, p. 368).
Este ensino da Missa e da Eucaristia é um dos mais onerosos ensinos anticristãos
da Igreja e a ele voltaremos mais tarde. Quando se chega ao Ecumenismo, este é
uma estrada de mão única. Fomos nós os únicos que mudamos. Conforme o
Concílio Vaticano II, a Reforma e nós, os evangélicos, ainda somos anátema
(condenados) em 100 artigos, inclusive na salvação exclusivamente pela fé em
Jesus Cristo.

O Pr. Jack Hayford escreve as sete promessas dos Promise Keepers:


“Redimir os centros de adoração sobre a Mesa do Senhor. Embora a tradição a
celebre como comunhão, Eucaristia, Missa ou Ceia, somos chamados ao lugar
central da adoração cristã”. (Seven Promises of a Promise Keeper, p. 19). Uma
declaração desse tipo deveria levantar protestos de todo cristão bíblico no país.
Contudo, existe apenas o silêncio de cada líder através desta terra. Em vez disso,
temos o líder do Movimento Vineyard, prestando o seu apoio aos católicos:
“Wimber se sente bem com os dogmas católicos, pois ele está com o
Evangelicalismo. Como observamos, Wimber defende as afirmações católicas da
cura através das relíquias. Ele defende a reunificação dos católicos e
protestantes. Um ex-associado diz: ‘Durante a conferência dos pastores do
Vineyard [ele] chegou a ponto de pedir desculpas à ICR em nome de todos os
protestantes’. Em seu seminário sobre o plantio de igrejas, Wimber declarou: ‘o
papa, por sua vez, é muito simpático ao Movimento Carismático e é, ele próprio,
um evangélico nascido de novo. Quem leu alguns dos seus textos referentes à
salvação, saberia que ele está pregando o evangelho tão claro como qualquer
pessoa está pregando no mundo de hoje’”. (Phil Arms, “Promise Keepers, Another
Trojan Horse”, p. 265, citando John Mac Arthur, em “Charismatic Chaos”, p.
148). Estas são duas ridículas e blasfemas declarações da mais alta liderança
dos círculos evangélicos! Vejamos pelo que a ICR se coloca e se tais declarações
podem ser justificadas.

Em que a Igreja Católica Romana Crê?

Embora possa haver alguns católicos “nascidos de novo”, a questão é: Será que a
ICR mudou oficialmente suas posições históricas? A resposta é NÃO! De fato, o Vaticano
II e cada concílio e édito, desde então, só têm confirmado essas posições. Em que a ICR
crê exatamente? Infelizmente, em vista da vastidão deste assunto, vou esclarecer
apenas algumas. Todos esses pontos podem ser completamente documentados. As
seguintes são apenas algumas das posições históricas e contemporâneas da Igreja, as
quais são absolutamente opostas à Bíblia histórica, centrada no Cristianismo.

* Os ensino e tradições da ICR são iguais, à Escritura, muito embora as tradições


sejam muitas vezes inconsistentes e contraditórias.

* Uma criança é salva pelo sacramento do batismo, o qual remove o “pecado


original”

1
* Deus perdoa o pecado através da Igreja, especificamente no ato judicial do
sacerdote, após ter ele conferido a contrição.

* A reparação de Cristo não é suficiente e o sacramento da Eucaristia converte o


pão e o vinho no corpo e sangue de Cristo, através de um processo chamado
transubstanciação. O pão e o vinho são adorados como Deus.

* Somente um sacerdote pode administrar esses sacramentos.

* Maria é a Imaculada Mãe de Deus, Rainha do Céu, Co-Redentora, sentada à


destra de Deus, intercedendo por nós. As pessoas adoram e oram a Maria, bem
como aos santos.

* O Pontífice Romano é o cabeça da Igreja e o representante e autoridade de


Deus na terra.

* O papa é infalível e o infalível intérprete da Escritura.

* Do ponto de vista escatológico, ou “últimos dias”, a ICR vê a si mesma


exercendo o domínio sobre a terra. O Vaticano é um país com embaixadores na
maioria dos países, no mundo inteiro.

* Indulgências, purgatório, oração aos mortos, etc.

Quando se chega à salvação, a semântica é sutil, mas importante. Eles


dizem acreditar em Cristo como o Salvador. Acreditam que Cristo morreu pelos
seus pecados, porém a salvação vem somente através da Igreja de Roma. Existe
uma salvação anterior, através do batismo infantil, a qual é transmitida pela
Igreja. Mas a salvação é literalmente transmitida pelos sacerdotes, quando o fiel
assiste à Missa. A Escritura diz: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu
próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna
redenção” (Hebreus 9:12). Afirmar que “o sacerdote é indispensável, visto como
somente ele, pelos seus poderes, pode transformar o pão e o vinho no corpo e
sangue de Cristo, é abominação” (John A. Hardon, Picket Catholic Dictionary,
Doubleday, 1966, p. 249). Quanto maior o número de missas assistidas pelos
católicos, tanto melhor, pois ali estão eles comendo e bebendo fisicamente Jesus
Cristo. O legítimo evangelho da graça é negado pelo ensino de que “os méritos e
graças” ganhos por Cristo são dispensados por transmissão, sempre que o fiel
assiste a missa. Transformar a hóstia e o vinho no corpo e sangue de Cristo,
através da transubstanciação não é apenas blasfemo, mas também ridículo!
[Como poderia o Criador e Sustentador do universo se prestar a uma palhaçada desse
tipo?] Notem que o laicato somente “se relaciona com Deus” através da
mediação dos sacerdotes da Igreja.

Reconhecer o sacerdócio romano é negar o sacerdócio de Cristo e do


crente. Aceitar a missa e a eucaristia é negar a eficácia da morte de Jesus Cristo
na cruz. Muitos católicos podem não estar totalmente a par do que a Igreja
ensina e outros até podem discordar dos seus ensinos. Sem dúvida existem
alguns católicos salvos, mas é bom pensar que qualquer um que tiver plena
compreensão disso não poderá continuar na ICR. O Catolicismo Romano e o
Cristianismo são diametralmente opostos. A estrada que conduz à unidade é

1
desconsiderar as suas posições sobre as verdades essenciais. Podemos ter
unidade com a ICR às expensas da verdade ou então ter apenas a verdade.

Poderíamos gastar muito mais tempo falando da ICR. Existe muitíssimo


para ser dito. Mas temos aqui apenas alguns exemplos. Sua afirmação de que
existe uma contínua sucessão de papas é historicamente inexata. Existem
imensas lacunas. Houve tempo em que não existia papa. Além disso, muitos dos
papas através das eras, segundo é confirmado por sólidas narrativas, estiveram
envolvidos nos mais hediondos pecados, na imoralidade e em crimes contra a
humanidade. Existe farta documentação e quem estiver interessado, pode
conferir. Existem tantas inconsistências que chega a ser engraçado. Durante mil
anos os sacerdotes podiam se casar e quando isso foi proibido, o único pecado
era casar-se, não viver em fornicação. O Vaticano tornou-se o local dos maiores
bordéis já conhecidos no mundo. Roma é a Mãe das Prostituições! “Os papas
tinham amantes de 15 anos de idade, eram culpados de incesto e perversões
sexuais de todo tipo; tinham inúmeros filhos, eram assassinados no exato ato de
adultério... Na antiga frase católica: por que ser mais santo que o papa?” (Peter
de Rosa, “The Dark Side of the Papacy”, Crown Publishers, 1988, ps. 396-397).

Vou tratar mais profundamente de apenas um tópico e esse é a adoração a


Maria. Muitos negam que isso aconteça, mas atentem para o rosário – Maria é
mais importante do que o próprio Jesus Cristo. [Para cada 50 Ave-Marias existem
apenas 10 Pai-Nossos em cada terço do rosário]. Entrei e saí de muitas igrejas,
através de toda a Europa e América Latina, e é óbvio que Maria ocupa o centro
do cenário católico. O papa atual vai ao México para venerar a Senhora de
Guadalupe. Ele está convencido de que a visão de Fátima vai restaurar Maria ao
seu lugar de direito. A Imaculada Conceição é Maria, a Co-Redentora. Maria é
muito mais venerada do que Deus Pai e Jesus Cristo. Isso é blasfemo e
supersticioso, na melhor das hipóteses, e satânico, na pior...

Vamos ser claros, a ICR acredita que é “a única igreja verdadeira”, que
somente ela provê os sacramentos que conduzem à salvação e que ela jamais vai
compartilhar essa distinção com outras igrejas.

Então, o que há com Paul Crouch, Benny Hinn, Bill McCartney (fundador dos
Promise Keepers), J. I. Packer, Charles Swindoll, até mesmo Billy Graham e muitos
outros líderes que acreditam que a ICR mantém os itens fundamentais da fé do
Cristianismo histórico e que os católicos são nossos irmãos e irmãs em Cristo?
Sinto-me envergonhado e embaraçado ao dizer isso, porém um dia a história vai
mostrar que pessoas como Billy Graham e Bill Bright (fundador da Campus
Crusade) fizeram mais pelo Movimento Ecumênico do que quaisquer outros.
Graham sempre trabalhou em conjunto com a ICR, enviando as pessoas “salvas”
de volta... Para onde? Para uma seita apóstata! Bright e uma porção de outros
ministros concordam em que não se deve fazer proselitismo com os católicos, em
Colorado Spring, porque “Somos todos cristãos!”

Irmãos e irmãs! Eu poderia prosseguir sempre, mas vocês não acham que
existe algo errado? Há trinta aos, nós evangélicos já esperávamos que os
membros do liberal CMI acabasse caindo no rebanho católico; contudo, jamais
poderíamos imaginar que uma denominação fundamentalista, como a Batista,
levasse pelo menos em consideração tal coisa. Contudo, hoje em dia estamos
1
vendo uma debandada “quantum”. Atualmente os evangélicos estão liderando
carros de som para celebrar o jubileu do Ano 2000 e a Missa Papal para 5 bilhões
[de iludidos]. Os líderes evangélicos estão seguindo em bandos, para beijar o anel
do papa! Nesse caso, onde é que irão para os seus rebanhos?

Se houvesse apenas um sinal da igreja apóstata, que pudesse levar cada


cristão sincero a sentar e observar, a censura caberia à ICR. Contudo, mesmo
havendo uma porção de vozes clamando no deserto, poucos são os que se dão
conta. Dave Hunt, com o seu excelente livro - “A Woman Rides the Beast”,
recebeu pouca ou nenhuma atenção do estabelecimento. Onde estão os atalaias?
Onde estão os líderes espirituais? Onde está o clamor de protesto dos atuais
gigantes espirituais? Nossos chamados líderes evangélicos estão estranhamente
silenciosos. Muitos dos lideres do Novo Reavivamento - os Vineyards, os Kansas
City Prophets e a maioria dos dominionistas até já fizeram suas peregrinações a
Roma! Os Promise Keepers e homens do mesmo quilate, bem como as
organizações femininas, promovem uma agenda ecumênica, do mesmo modo
como tem feito a maioria das organizações para-eclesiásticas, tais como a
JOCUM, Campus Crusade, Youth for Christ, etc. Foram pouquíssimos os que não
pularam ainda para dentro do carro de som.

Este veio dos Países Baixos, via Internet, em 01/05/1998.

“Kampen, Países Baixos, 28/04/(ENI) Dr. Konrad Raiser, secretário geral do


CMI, renovou sua convocação para que as principais igrejas cristãs comecem, no
ano 2000, um processo no sentido de conduzir a um concílio cristão universal,
unindo todas as igrejas e os cristãos”

Falando na abertura do Dutch Kerkendag (Dia da Igreja), no sábado 25/04,


o Dr. Raiser disse que no Ano 2000, os líderes das Igrejas Católica Romana,
Ortodoxa, Protestante, Anglicana e Pentecostal deveriam fazer uma solene
promessa de não descansar, até que um concílio tenha sido realizado”.
Eu costumava pensar: ora, imagine que todos os católicos carismáticos são
“nascidos de novo”. Depois descubra que “falar em línguas” não é
necessariamente uma evidência de ser “nascido de novo”. Os mórmons, os
budistas, os hindus e a maioria dos membros de outras religiões possuem este
fenômeno. Se todas essas pessoas fossem realmente salvas, duvido que o
Senhor lhes permitisse continuar em suas instituições idólatras. O Senhor não
manda que fiquem ali para evangelizar, Ele manda que saiam de suas igrejas
apóstatas: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e
para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4). Conheço muitíssimos
católicos “nascidos de novo” e a última coisa que eles fariam seria voltar à sua
Igreja de origem. Só mesmo nós, os evangélicos, é que somos ingênuos e não
reconhecemos a tremenda malignidade dessa Igreja Prostituta.
Por que tem acontecido isso? Por que chegamos a esse ponto? Primeiro,
acho que é porque estamos nos “últimos dias”. Está na profecia e tem de
acontecer. Segundo, os cristãos são uns iletrados bíblicos, sem qualquer firmeza
na fé. Terceiro, não existe uma única escola bíblica ou seminário que não tenha
sido contaminado pela apostasia. Os pastores e profissionais estão conduzindo o
seu confiante rebanho - eis um bom argumento para que nenhum de nós seja
uma ovelha muda.

1
Qualquer pessoa que se atreve a questionar é logo considerada rebelde
contra a autoridade, criadora de casos, negativa, deficiente no amor, divisora e
caçadora de heresia. E as que resistem à corrida rumo à unidade são
ridicularizadas e marcadas. É por demais frustrante que as pessoas não desejem
discutir tais assuntos. Elas simplesmente atacam quem não entra na onda. Eu
costumava indagar a um pastor se ele já havia lido este ou aquele livro, mas ele
sempre respondia: “Não! É muito negativo!” Essas pessoas temem ficar a par dos
assuntos. E são nossos líderes! Caros leitores, se vocês de nada se lembrarem,
esqueçam tudo que eu disse. Mas saibam que existe um movimento que apela à
unidade, a qualquer custo. Em vez de ser uma proteção para o crente, a sã
doutrina agora é considerada divisora. Toda a Palavra de Deus já não é regra,
mas os cinco essenciais (conforme definição dos Promise Keepers) ou qualquer
que seja o número deles. Isso vai ser definido pelos eruditos, então não se atreva
argumentar! Quem é você? Quais são as suas credenciais? Existe uma força
compressora que vai passar sobre as igrejas desta terra; então, tenha cuidado
para não atravessar no caminho. Você poderá ser esmagado e pessoalmente
desacreditado.
Fico deveras desgostoso, quando leio um livro depois do outro sobre os
“últimos dias”. Todos eles nos mostram que a ameaça vem do Hinduísmo, do
Budismo, do Islamismo, dos Universalistas, ou de algum moderno movimento
novaerense, que nos manda ficar sentados em posição de loto, meditando,
meditando...
Ora, a ameaça não vem de fora, ela vem de dentro. Ela vem da Igreja
Evangélica, a qual tem aderido à pseudociência da Nova Era, nunca antes
conhecida pelo homem. Essa não é uma fútil idéia minha. Por que os nossos
líderes não enxergam isso? Temos escancarado nossas portas ao humanismo, o
qual tem penetrado nas igrejas, sendo poucas as que ainda não foram afetadas
por ele. Vamos examinar como esse levedo tem penetrado na igreja.
*********************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-05.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba
1
Capítulo 5 - Psicologia - O Cavalo de
Tróia
(Psychology - The Trojan Horse)
Se já existiu um cavalo de Tróia - algo que pudesse minar a Igreja e afastar
o seu pensamento da Bíblia para uma base humanista - aqui está ele. Abrimos as
portas de nossas igrejas, de nossas escolas bíblicas e de nossos seminários e o
abraçamos. Tentamos integrá-lo aos ensinos bíblicos e conseguimos o maior,
mais novo e melhor meio de tratar a condição humana - chamando-o “Psicologia
Cristã”! Eu poderia abordar alguns firmes cristãos evangélicos e indagar-lhes o
que eles acham da psicologia ”cristã”, tendo a certeza de que 99 em cada 100
deles me dariam uma resposta positiva. Essa porcentagem poderia até ser mais
alta entre os pastores. Será que eles estão certos ou sou eu que estou
simplesmente lutando contra moinhos de vento?
Se estamos vivendo nos “últimos dias”, uma das questões mais
importantes que os cristãos estão enfrentando será: como vamos reconhecer o
engodo? Como vamos reconhecer a apostasia? Como evitar que sejamos
enganados? Um amigo disse que o engano de satanás é perigoso, porém vale a
pena ser tão corajoso, enfrentando Satanás e suas habilidades? Ele é um “anjo de
luz” e o seu engodo vai ser tão bom que a maioria das pessoas, inclusive os
cristãos, vai se desviar. A palavra “apostasia” significa “desvio”. Ninguém decide
“desviar-se”. Tudo começa com uma série de pequenos compromissos, atitudes
e decisões. Uma vez que se começa a escorregar, vai ser difícil voltar a subir. O
desvio vai começando aos poucos: “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (1
Coríntios 5:6). A massa pode ser 99% pura, como o pão sem fermento, porém
logo que o fermento começa a agir, ela fica 100% levedada. O processo é lento e
sutil. Ele começa permitindo-se uma pequena mistura. É por isso que através de
todo o Velho Testamento, Deus tanto odiava a mistura. Sempre que o Seu povo
se misturava aos pagãos e à sua religião, logo apostatava de Deus. Nos tempos
modernos temos visto o levedo da moderna cultura penetrando na Igreja. O
levedo mais perigoso de todos é a falsa ciência que tem apresentado uma visão
diferente da natureza do homem e uma maneira incrementada de resolver os
seus problemas. Tendo em vista, porém, que ela é tão aceita pelos cristãos,
torna-se um assunto bem difícil de ser abordado. Tenho enfrentado muito maior
oposição ao meu posicionamento contra a psicologia “cristã” do que contra
outros tópicos que tenho abordado.

Uma Filosofia Apóstata ou Uma Ciência?

O engodo precisa ser bom. Não pode ser extremista demais ou então os
cristãos jamais iriam aceitá-lo. Não pode ser obviamente herético ou jamais seria
aceito pela corrente principal. Um engodo realmente bom precisa ser tão bom
que ninguém possa questioná-lo. Precisa ser aceito por todos! De fato, o melhor
engodo seria aquele que pudesse penetrar na Igreja como uma ciência, uma
ciência adotada pela Igreja, sendo tão popular entre o clero como entre o laicato,
uma excelente mistura do melhor que possa existir entre os dois mundos. Que tal
1
melhorar o Cristianismo com esta nova e maravilhosa ciência, fazendo a
combinação de ambos? Pois foi exatamente isso que aconteceu.
A psicologia “cristã” obteve tal aceitação que alguns dos programas mais
populares da atualidade são o “Focus On The Family”, o “Minirth Myre” e outros.
A psicologia tem sido aceita por todos os seminários e escolas bíblicas e, de fato,
até mesmo deles é exigida, a fim de serem credenciados. Quase todos oferecem
uma especialização em diversos campos da psicologia e do aconselhamento.
Muitas igrejas grandes têm mais pessoas treinadas em psicologia do que
pastores - exatamente para resolver as necessidades da congregação. Os
pastores são admoestados a que aconselhem somente no campo espiritual,
deixando os problemas psicológicos ao novo sacerdócio - o do psicólogo cristão.
A psicologia tem-se tornado uma parte do nosso pensamento e da nossa
maneira de viver, de tal modo que é difícil encará-la negativamente.
Encontramos a psicologia nos sermões, no aconselhamento e nos serviços
referenciais da igreja, algumas vezes dentro da Igreja, nas escolas bíblicas e
seminários, colégios cristãos, aconselhamento conjugal e familiar, programas de
reabilitação de missionários, rádios cristãs e nos livros cristãos mais vendidos. Ela
tem-se tornado uma parte importante na organização do moderno Cristianismo,
graças à popularidade de pessoas como James Dobson, Gary Smalley e muitos
outros, que bombardeiam as ondas sonoras e as livrarias com a sua nova e
implementada mensagem de como solucionar os crescentes problemas humanos.
A maioria dos evangélicos nada vê de conflitante, achando que as duas [a Bíblia
e psicologia] trabalham muito bem juntas. A psicologia “cristã” se transformou
em grande negócio.
“A ‘Sociedade Americana de Conselheiros Cristãos’ possui 17.500
membros. O mercado do aconselhamento psicológico “cristão” inclui muitos
indivíduos e pequenos centros de aconselhamento. Ele tem ainda grandes
conglomerados com programas de rádio, os quais encaminham os cristãos a
programas de terapia. “The Minirth Meier New Life Clinic” (Clínica Minirth Meier
Nova Vida) tem 25 unidades de internação de pacientes, 55 de pacientes
externos e mais de 600 funcionários. Essa clinica registrou admissões de 500
pacientes e 7.600 visitas de pacientes externos, somente no mês de janeiro,
1996. O “Rapha” tem 63 programas, com uma network de 3.500 igrejas em seu
programa “Rapha Care”, tendo duplicado sua amplitude, nos últimos 18 meses”
(Martin & Dreide Bobgan, “PsychoHeresy Proliferating”, página na Internet).
Jamais havia eu tratado de um assunto tão emocionante e controverso.
Infelizmente, muitos dos que resvalaram até agora, já têm suas mentes
adaptadas a esse modismo e nem sequer encontram tempo para estudar o
assunto. Este capítulo vai examinar o pano de fundo e a base da psicologia e
também se existe algo errado em se combinar o melhor da psicologia com a
Bíblia. Será que a psicologia é uma científica verdade objetiva? Será que toda
verdade é verdade de Deus, conforme sugerem alguns psicólogos? Será que não
podemos aproveitar o melhor que existe nas duas? Será que não podemos aplicar
alguma revelação adicional à Escritura?

Humanismo Secular - a Nova Religião do Homem

Os cristãos parecem ter suas crises de cegueira. Reconhecemos o


Comunismo como sendo mais do que uma filosofia de como os homens deveriam
se organizar economicamente, de como os bens eram produzidos ou quem possui

1
a propriedade. O Comunismo era a religião da “não religião”. Ele declarava que
Deus não existe, tendo colocado o homem, no centro de tudo. Todo bom
comunista poderia falar de sua natureza “não religiosa”, porém não de maneira
tão sutil. No Ocidente chegou uma “religião” parecida, conhecida como
“humanismo”, que é outra filosofia centrada no homem.
Os cristãos estão cientes de que o humanismo secular se infiltrou em
nossas escolas e universidades, em nossos valores culturais e sociais e em nosso
sistema de governo. Entendemos que o humanismo é uma filosofia, a qual
afirma que o homem, e somente o homem, pode resolver os seus próprios
problemas. Ficamos chocados que não haja absolutos, valores estabelecidos,
moral ou paradigmas. Tudo no humanismo secular passa a ser relativo. Dentro
dele existe a crença de que o homem é o senhor do seu próprio destino e que
não existe problema algum que ele não possa resolver e nenhuma tarefa árdua
demais. A sociedade tem apenas de se dedicar a resolver os problemas. A
resposta está na educação, na eliminação da pobreza, dos preconceitos e de
todas as terríveis condições causadoras dos mesmos. As pessoas são vistas como
vítimas, as quais sofreram abusos da parte de outras, em seu ambiente. Elas são
consideradas inerentemente boas, precisando apenas ser resgatadas. O potencial
humano é infinito. O espírito humano é indomável. Tudo que se precisa fazer é
eliminar as causas do crime, da pobreza, das guerras, da incompreensão e assim
por diante, a fim de tornar as coisas melhores. A ironia é que os mesmos
cristãos que se opõem veementemente ao humanismo secular são eles
mesmos seduzidos pela visão humanista do homem, a qual está incorporada na
psicologia moderna.
Não nos referimos aqui à psicologia ”pop” - pequenos estratagemas que
surgem vez por outra - mas à psicologia, de como esta define o homem, como ele
age e qual a solução que ela propõe para os seus problemas. Devo admitir que a
visão dos psicólogos sobre o homem é uma “religião secular humanista”,
diametralmente oposta à visão bíblica sobre o mesmo.

As Origens da Psicologia

O pai da psicologia moderna foi Anton Mesmer, o qual popularizou o


hipnotismo, também conhecido como “mesmerismo”, uma antiga ciência
ocultista, que ele trouxe para a medicina moderna. Era essa uma maneira de
descobrir poderes e insights ocultos... a qual, eventualmente, conduziu a todas
as formas de auto-descobrimento, auto-melhoramento e pensamento da
“possibilidade” - a idéia de que podemos chegar a níveis de inconsciência ou sub-
consciência, onde podemos exercitar a telepatia e outros poderes criativos. Isso
levou a ciência da mente a um reino sobrenatural, o qual ainda continua fazendo
parte da psicologia, agora conhecida como “percepção extra-sensorial”. Esta tem
sido a pedra fundamental do Movimento Nova Era, tendo penetrado na igreja
moderna através dos movimentos da “Teologia da Fé”, ou “fale e exija”. Ela pode
ainda ser vista na visualização, na “cura de memórias” e em outras práticas de
grupos, tais como os Vineyards.
Não foi por acaso que os princípios da psicologia moderna introduziram um
elemento ocultista, o qual ainda perdura. O ocultismo é relativamente fácil de se
localizar e rejeitar, de modo que ele penetrou no Cristianismo da maneira mais
sutil, travestido de ciência.
A história da moderna psicoterapia revela a ascensão e queda de uma
metodologia após a outra. Isso deveria acarretar uma pergunta sobre a validade
1
científica da psicologia. Por exemplo, embora as muitas teorias de Sigmund Freud
embasadas nos vários complexos sexuais tenham sido desacreditadas, os
psicólogos atuais continuam seguindo muitas de suas teorias e usando o seu
jargão. Freud criou suspeitas contra os pais, a quem responsabilizou a raiz de
muitos problemas e traumas infantis. Essa busca de causas no passado é o tema
principal da moderna psicologia.
Mais tarde veio Carl Jung, o qual, como Freud, não era apenas um
humanista secular - pessoa que acredita que as respostas estão dentro do
homem - mas alguém que participava de sessões espíritas, necromancia (contato
com os mortos) e outras práticas ocultistas. Sua marca de determinismo
psicológico também foi descartada em termos de validade científica - e, contudo,
pode ser encontrada em obras, tais como no livro dos Promise Keepers, de Hick,
intitulado “The Masculine Jorney” (A Jornada Masculina).
Alfred Adler sentiu que as pessoas eram menos motivadas pelos impulsos
sexuais e mais pelo empenho no sentido da superar os sentimentos de
inferioridade. Como a maioria dos humanistas, Adler Abraham Maslow, Erich
Fromm e outros observaram a básica natureza da dignidade humana, com uma
inerente habilidade de mudar e melhorar. Adler surgiu com a idéia do amor
incondicional, enquanto Maslow viu a auto-estima como um imperativo universal.
A doutrina da auto-estima foi implementada por Carl Rogers, filho de um
ministro, o qual, por sua vez, rejeitou o Cristianismo. Todos esses homens
apresentaram uma visão completamente humanista secular do homem. E
somente alguns anos mais tarde foi que os psicólogos “cristãos” apareceram e
decidiram que esses conceitos poderiam ser travestidos e “cristianizados”,
exatamente o que foi feito por James Dobson, seguido por todos os psicólogos
”cristãos”. Eles afirmam estar embasados em princípios cristãos, porém é fácil
comprovar que a maioria desses cristãos profissionais usa qualquer teoria
porventura aprendida na escola da qual cada um deles mais gostou.

A Psicologia é uma ciência?

Uma ciência legítima trata com dados. Ela pode calcular e controlar. Os
fundamentos da psicoterapia não são científicos, mas filosóficos. Quando
examinamos os fundadores da psicologia moderna, vemos Sigmund Freud, Carl
Jung, Abraham Maslow, William James, Alfred Adler, Erich Fromm, Carl Rogers, F.
B. Skinner e não existe sequer um homem piedoso entre eles. Esta é uma lista de
“Quem é Quem” no humanismo. Suas visões do homem são totalmente
humanistas e suas visões psicológicas são nada menos que uma religião
humanista, na pior das hipóteses. Eles não só entraram no ocultismo como na
religião oriental, na qual se embasa o pensamento da Nova Era. O foco está no
EGO, na auto-atualização, na auto-imagem, no auto-objetivo, na auto-estima, na
auto-dignidade, no auto-melhoramento, em resumo, no deus “EGO”. Esta é a
religião da auto-adoração. Ela é auto-centrada e auto-inflada. Ao contrário do que
afirmam os psicólogos cristãos, o homem não tem dificuldade alguma em amar a
si mesmo e por isso deve adiantar-se em amar primeiro a Deus e em seguida ao
próximo como a si mesmo. O chamado movimento do potencial humano conduz
rapidamente à deificação do homem.
A chamada “ciência” da psicologia afirma estar embasada no
comportamento humano. Mas o comportamento humano é bem mais difícil de
ser isolado e estudado do que o são os micróbios sob um microscópio. Existem

1
variáveis demais. O resultado é que a interpretação de alguém é que determina o
comportamento humano. Isso não é ciência. Freud, por exemplo, traçou tudo de
volta à relação da criança com o pai e a mãe, muitas vezes preenchendo as
coisas com inconvenientes termos sexuais, tais como os seus estágios de
desenvolvimento - anal, oral, fálico e genital. Maslow define uma hierarquia de
necessidades, num esforço de explorar o comportamento. Tudo isso não passa de
teorias. Não existe qualquer prova científica. Qualquer pessoa pode criar um
sistema para explicar o comportamento humano e em seguida interpretá-lo nos
seus próprios termos. O fato é que a psicologia é opinião e filosofia, não é
matéria científica. Além disso, a psicoterapia não funciona. As pesquisas
informam que existe uma relação inversa entre a soma de treinamento que um
terapeuta possui e sua taxa de sucesso.
As teorias da psicologia “pop”, tais como as diferenças entre o lado direito
e esquerdo do cérebro, e a ordem de nascimento, as quais já foram
definitivamente descartadas, continuam sendo promulgadas por psicólogos
“cristãos”, tais como Gary Smalley. Nada disso é ciência, mas apenas opiniões
implementadas, observações e idéias brilhantes.

A Proposta Psicológica

Conforme observamos acima, a psicologia moderna tem suas raízes no


pensamento secular humanista, no qual o homem é visto como inerentemente
bom. A psicologia ensina que os problemas do homem provêm principalmente do
seu meio ambiente, da maneira como ele foi educado, e não da natureza
pecaminosa com a qual ele nasce. Vemos esta orientação humanista em cada
aspecto da psicologia. Ela tenta impor-se como uma ciência e até mesmo como
medicina. Fala de “saúde mental” - saúde da mente! Esta declaração é uma
tolice. A mente não pode adoecer. É possível entender um corpo, até mesmo um
cérebro enfermo - mas dizer que existe uma mente, emoção e até mesmo um
comportamento enfermo? Embora possam acontecer problemas médicos, os
principais problemas diagnosticados como “doença mental” não são patologias.
Nada está errado com o físico da pessoa. A psicologia vê os problemas humanos
como uma doença, então busca uma causa e uma cura longe de Deus.
Respeitáveis psicólogos “cristãos” nos têm convencido de que não somente é
possível integrar a psicologia e a Bíblia, como é um melhoramento desejável. Eles
implicam em que muitos problemas são sérios demais para serem tratados pela
Escritura por pessoas não treinadas. Como o povo de Deus deve ter andado
perdido durante milhares de anos, até que a psicologia aparecesse, no século
passado! Será que Deus, Sua Palavra e Seu povo são insuficientes para lidar
com o dilema humano?
A psiquiatria, a psicologia e a maior parte do aconselhamento conduzem o
paciente a uma busca do passado, a fim de descobrir a fonte do seu problema.
Isso em geral leva de volta a membros da família ou a algum evento traumático.
Pode ser um parente abusivo ou alcoólatra. O alcoólatra e as crianças são todas
vistas como vítimas. Cavar o passado e as raízes causadoras do problema conduz
a pessoa a uma busca que altera a maneira de examinarmos a nós mesmos e
enxergar o nosso pecado. Jesus jamais disse que as pessoas cavassem o
passado. Paulo disse: “esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para
as que estão diante de mim...” (Filipenses 3:13). Romanos 3:23 diz: “Porque todos
pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Jesus jamais ofereceu

1
“aconselhamento de vitimização”, tentando que as pessoas sofressem a dor das
experiências que haviam prejudicado sua auto-estima. Jesus não via o homem
como ser ferido, traumatizado, disfuncional nem dependente. Em vez disso, ele
feriu a sua auto-imagem, dizendo a essas pessoas que elas eram pecadoras,
rebeldes, más e que nelas não existia bem algum. Elas poderiam somente atirar-
se aos pés da cruz, confessando os seus pecados e pedindo que Jesus as curasse
e renovasse. Em alguns círculos isso é chamado “confissão negativa”! Jesus não
nos trata como vítimas, mas como pecadores necessitados de um Salvador.
Quando falamos sobre psicologia cristã, não estamos tratando de uma
interpretação diferente da Escritura, mas de variadas visões mundanas.
O âmago da psicologia é o ego. J. I. Packer descreve a tendência
evangélica em direção ao egoísmo:

“Os cristãos modernos tendem a transformar a sua religião em satisfação.


Demonstramos mais preocupação com a auto-satisfação do que em agradar o
nosso Deus. Típico no Cristianismo atual, a qualquer custo, no mundo de língua,
inglesa é a maciça profusão de livros “como” para os crentes, direcionando-nos a
relacionamentos mais bem sucedidos, a ter mais prazer no sexo, a nos tornarmos
pessoas melhores, a realizar nossas potencialidades, a conseguir excitação cada
dia, a reduzir o nosso peso, a melhorar nossa dieta, a manejar nosso dinheiro, a
conservar nossas famílias felizes, e por aí a fora. Para as pessoas, cuja paixão
maior seria glorificar Deus, estas são, sem dúvida, preocupações legítimas.
Contudo, os livros “como” em geral as exploram de maneira auto-absorvente, a
qual trata do nosso prazer, em vez da glória de Deus como o centro do nosso
interesse. Por acaso, eles contém uma fina camada de ensino bíblico sobre a
mistura de psicologia popular e senso comum que oferecem, mas a sua proposta
maior reflete claramente o narcisismo - “egoísmo” ou ”me-ísmo”, como algumas
vezes é chamado - que é a maneira mundana de vida, no moderno Ocidente”
(Conforme citação em PsychoHeresy, p. 63.)
Amar o nosso “eu”, conforme vemos na 2 Timóteo 3, é um pecado terrível e
um dos principais sinais dos “últimos dias”. Somos ensinados a amar primeiro a
Deus e aos outros, em segundo lugar. Jesus não nos comanda a que amemos a
nós mesmos, mas a que renunciemos a nós mesmos, tomemos a nossa cruz e O
sigamos. Então, vamos examinar mais profundamente os ensinos sobre o “eu”
dos psicólogos cristãos.

“SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural,
irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

O Evangelho do Ego

Carl Rogers foi classificado em primeiro lugar no ranking da pesquisa da


“Christian Association of Psychological Studies” (Associação Cristã de Estudos
Psicológicos) (conforme citação na p. 106 do livro “PsychoHeresy”, de Martin &
Dreide Bobgan). Carl Rogers é o líder do moderno frenesi da auto-estima. Então,
por que a Associação Cristã classifica um ateu secular tipo Rogers como o seu
favorito? Será que ele tem alguma revelação que nos falta?

1
“A Igreja de Jesus Cristo está sendo assolada e entregue às mãos dos seus
inimigos, porque tem bancado a prostituta com o deus da psicologia, cujo
objetivo antibíblico é fazer as pessoas ‘se sentirem bem consigo mesmas’, em
vez de amar a Deus de todo o coração, alma, mente e força e serem
conformadas à imagem do Seu Filho” (“Psychology, a Biblical Analysis from the
Psychoheresy”, de Mel e Gloria Blowers, no seu site na Internet).

Com o advento de Adler, Maslow e, em seguida, de Carl Rogers, a auto-


estima tornou-se o foco maior e foi “cristianizada” pelos psicólogos “cristãos”.
Eles argumentam que o homem não pode amar a Deus ou a outras pessoas se
antes não amar a si mesmo. Ele não pode ter uma alta estima por Deus e pelos
outros, se primeiro não amar a si mesmo. É quase como se um novo
mandamento tivesse sido acrescentado: “Ame primeiro a si mesmo, pois
somente assim poderá amar a Deus e aos outros. Quando suas necessidades
forem satisfeitas, então você poderá satisfazer as necessidades alheias”. Ora,
isso é puro egoísmo!
O tema principal em todos os livros de James Dobson: (“Hide and Seek”,
“Dare to Discipline”, “What Wives Wish Their Husbands Knew About Women”,
etc.), bem como da maioria dos psicólogos, é a necessidade básica de auto-
estima, antes que um cristão possa progredir. Embora Dobson e outros
psicólogos “cristãos” critiquem alguns termos psicológicos, o fato é que eles
aceitam outros. Isso inclui a compreensão básica da psicologia a respeito do
homem e os seus métodos de diagnosticar e resolver os problemas da vida
humana. A psicologia diz que o homem é uma vítima e precisa edificar a sua
auto-estima e aprender a amar a si mesmo. É isso que a Escritura ensina? Ela diz
que o homem é pecador e não vítima e que já se ama o suficiente. Ele precisa
amar a Deus em primeiro lugar e em seguida estimar os outros, bem mais do que
a si mesmo. Efésios 5:29 diz: “Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne;
antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja”. Existe um abismo de
diferença entre as visões psicológicas e as visões escriturísticas sobre o ego.
No livro “Hide and Seek: How to Build Self-Esteem in Your Child” (Esconder
a Procurar: Como Construir Auto-Estima Em Seu Filho), Dobson escreve:
“Então, como a inadequação e a inferioridade prevalecem em todas as
idades da vida, na época atual devemos nos indagar: por que? Por que nossos
filhos não podem crescer aceitando-se a si mesmos como eles são? Por que
tantos deles não se sentem amados e nem são amáveis? Por que nossos lares e
escolas parecem construir mais desespero e auto-ódio do que calma confiança e
respeito? Por que deveria cada criança bater com a cabeça na mesma parede de
sempre? Estas perguntas são da maior importância para cada pai que deseja
proteger o seu filho da agonia da inferioridade.
O assunto da dignidade pessoal não é uma preocupação apenas dos que
dela sentem falta. Ele é, em sentido real, a saúde de toda uma sociedade,
dependendo da facilidade com a qual os seus membros individuais possam obter
satisfação pessoal. Então, quando as chaves da auto-estima parecem estar fora
do alcance para uma grande porcentagem de pessoas, como na ‘doença mental’,
a neurose, o ódio, o alcoolismo, o abuso de drogas, a violência e a desordem
social certamente vão acontecer. A dignidade pessoal não é algo que os seres
humanos tenham a liberdade de obter ou de renunciar. Devemos tê-la e quando
ela se torna inatingível, todos sofrem” (James Dobson, “Hide and Seek”, ps. 20-
21).

1
Essa idéia de auto-aceitação não é encontrada na Bíblia. Ela diz que
devemos nos contentar com o que temos (Hebreus 13:5-b), quer sejamos ricos ou
pobres, dotados ou medíocres, escravos ou livres, senhores ou escravos. Ela diz
que “nossas justiças são trapos de imundícia” (Isaías 64:6) e que somos inimigos
de Deus. Mesmo assim, Dobson diz: “Quanto mais cedo você puder aceitar a
transcendente dignidade de sua humanidade, mais cedo poderá sentir-se bem
com você mesmo” (Ibid, p. 147). Deus não fala de dignidade transcendente em
nossa humanidade - pelo contrário. Cristo não morreu por nós em razão de haver
algo amorável e de valor inerente em nossa humanidade! Os psicólogos iriam
dizer que a cruz nos convoca à auto-afirmação! (“The Cross of Christ”, John
Stott). Que evangelho é esse? Paulo clama em Romanos 7:4: “Miserável homem
que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Que auto-imagem negativa
Paulo possuía! Porém, o caso não é a nossa auto-dignidade, mas a nossa
depravação. Deus me ama apesar do que sou. Então, qual é o certo: amar o
nosso ego ou negá-lo?
O que a “religião do ego” tem em comum com o evangelho de Jesus Cristo?
Será que não existe algo errado com essa descrição? Qualquer pessoa que tenha
os livros de Dobson já deve saber que um dos termos principais nas suas
entrelinhas é que ele acha que uma baixa-estima é o problema e uma elevada
auto-estima é a solução. Na obra supra citada ele ensina estratégias de como
melhorar a auto-estima, conforme ilustração abaixo:

“Como se pode ver, o prejuízo do ego (falta de auto-estima) realmente se


iguala ao excesso da dor de um intenso desconforto físico... Então, o seu efeito é
doloroso e o nosso aparelho emocional é designado a se proteger de sua
opressão. Em outras palavras, uma grande proporção de atividade humana é
devotada à tarefa de nos proteger da íntima dor da inferioridade. Acredito ser
essa a força predominante em nossa vida, excedendo, até mesmo, ao apelo do
sexo e sua influência” (Ibid, p. 152).
Este é apenas um exemplo entre centenas de sua orientação psicológica,
neste caso bem aproximada de Adler e Maslow. Será que a elevação da auto-
estima resolve os problemas da humanidade? Ao estado da Califórnia coube a
Força Tarefa de Promover a Auto-Estima e Responsabilidade Pessoal e Social.
Eles conduziram um estudo, esperando encontrar uma relação entre a auto-
estima e seis áreas: crime, violência, incidência, álcool, drogas e abuso,
dependência de bem-estar, gravidez de adolescentes, abuso de filhos e esposas,
de filhos faltando à escola, etc. Tendo decretado encontrar uma relação causal,
eles ficaram extremamente decepcionados por não terem encontrado correlação
alguma (Conforme documentado em “PsychoHeresy II”, ps. 119-132).
Será que a auto-estima auxilia o nosso sistema educacional? Bobgan
registra um estudo de 13 anos de registros matemáticos antigos e da auto-
estima de seis países diferentes. Os coreanos alcançaram o topo na matemática
e o mínimo na auto-estima. Os americanos ficaram no mínimo em matemática e
no topo em auto-estima. Nesse caso, temos uma geração de garotos que estão
no mais baixo grau, na maioria das categorias, e nem se dão conta disso (ou
provavelmente nem se incomodam). Mas na certa eles se sentem bem consigo
mesmos!
A idéia de que alguém precisa amar a si mesmo antes de amar a Deus e
aos outros não é “o maior amor de todos”, mas a maior mentira de todas. A Bíblia
diz: “Ninguém jamais odiou o seu próprio corpo”. Baixa auto-estima ou falta de
amor a nós mesmos não é problema. Amar a nós mesmos acontece
1
naturalmente. A Bíblia nos comanda a dar amor e não a amar-nos a nós mesmos,
visto como a nossa auto-estima já é alta demais para se sobressair à de alguém
mais. Ao contrário do que Dobson ensina, a auto-imagem não é problema,
especialmente entre as crianças, conforme dizem as pesquisas. O que uma
pessoa faz em relação a Cristo é muito mais importante do que o que ela pensa a
respeito de si mesma. De fato, a uma pessoa auto-satisfeita torna-se mais difícil
reconhecer a sua verdadeira condição de pecador e ir a Cristo. Não parece que os
cristãos auto-satisfeitos sintam necessidade do Senhor. Em Lucas 18:10-14, o
fariseu estava satisfeito por não ser igual aos outros homens. Ele possuía uma
elevada auto-estima. Jejuava e entregava fielmente os dízimos. Enquanto isso, o
publicano batia os peitos pedindo misericórdia, um pobre coitado de baixa auto-
estima! Se Jesus quisesse ensinar auto-estima, teria contado essa parábola de
modo diferente. A auto-estima, o auto-engodo e a auto-justiça andam sempre
juntas. Elas não conduzem as pessoas a Cristo, mas à apostasia!
Vejamos o que a Bíblia diz em Lucas 9:23: “Se alguém quer vir após mim,
negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. Paulo, que tinha boas
razões para se gloriar, disse: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por
Cristo”. Mas que confissão negativa! Contudo, ele admoesta na 2 Timóteo 3:1:
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”.

Nova Revelação ou Falso Evangelho?

Isso não é uma questão de psicologia “pop”, mas de qual a visão básica do
homem na qual devemos acreditar: na visão de Deus ou na do homem? Hoje em
dia, esse “evangelho do ego” está sendo pregado no mundo inteiro e em certas
organizações como a dos Promise Keepers e a Focus Family. Será que devemos
nos entregar a esse evangelho ou ao evangelho da cruz de Cristo? Devemos
acreditar que somos vítimas ou que somos pecadores? Será que a resposta se
encontra em voltar ao passado ou em correr até a cruz? Será que a resposta está
em melhorar o ego ou em matá-lo? Será que a resposta está em Cristo, mais um
sistema secular humanista, ou somente em Cristo? Será que a psicologia “cristã”
é uma nova revelação ou apenas um falso ensino?
A psicologia “cristã” afasta as pessoas do verdadeiro evangelho,
conduzindo-as a “outro evangelho”. O problema do homem deixa de ser o pecado
e a rebelião contra Deus, passando a ser uma baixa auto-imagem. Agora trata-se
de um trauma do nascimento (exigindo regressão e cura de memórias). É a
maneira como a pessoa foi tratada na infância pela mãe, pelo pai ou por outras
pessoas. São as drogas, o álcool, as tendências homossexuais, a pobreza, etc. O
caso é atribuir e transferir a culpa da própria pessoa para alguém ou para outra
coisa - uma transferência de culpa. Não tenho espaço aqui para falar de todas as
teorias da torre da “psicobabel”, mas apenas quero dizer que os ícones do
Cristianismo moderno, como James Dobson, Gary Collins, Gary Smalley, John
Trent e Robert Ricks não apenas estão dentro dela como entre os mais fortes
proponentes dos Promise Keepers.
Os psicólogos “cristãos” têm tentado integrar a psicologia numa
perspectiva bíblica, usando termos “bíblicos” e equivalentes, exemplos, etc. Mas
isso nada prova e apenas conduz a uma mistura maligna. Eles argumentam que
toda verdade é verdade de Deus e que a Bíblia não é suficiente para explicar os
problemas da condição e do comportamento do homem. Infelizmente, cada um
dos principais chamados “psicólogos cristãos” usa uma mistura de psicologia
secular, conversa bíblica e calor humano, criando estórias indiscerníveis, a fim de
1
convencer as pessoas de que eles têm uma proposta mais nova e implementada
para a solução dos problemas humanos. Contudo, somente Deus, através de Sua
Palavra revelada e da obra do seu Filho, tem a resposta para o problema do
homem. A psicologia é a tentativa humana de explicar, entender e resolver os
problemas relacionados à condição humana, longe de Jesus Cristo.

Será que as raízes da psicologia moderna são cristãs?

Na publicação de dezembro, 1996 da Christianity Today houve uma edição


especial dedicada à psicologia “cristã”. Um artigo intitulado “The Roots and
Shoots of Christian Psychology” apresentou uma árvore, cujos ramos mostravam
os nomes dos renomados psicólogos integrantes da mesma: os “buscadores
espirituais”, como Larry Crabb e Dan Allender; o ramo “Família/Matrimônio” com
James Dobson e Norm Wright; o ramo do “Clinical Care”, com Minirth Meier; o
ramo “Dissociated Disorders”, o ramo da “Auto-Estima”; o ramo do
“Aconselhamento Pastoral” e assim por diante. As raízes da árvore foram
rotuladas de “Secular and Humanistic Pioneers”, incluindo figuras notáveis, como
Sigmund Freud, Carl Jung, Carl Rogers, Abraham Maslow. B. F. Skinner e outros.
Nenhum destes era crente. A maioria deles até se opunha violentamente ao
Cristianismo e mantinha crenças metafísicas. Que espécie de árvore é esta?
De fato, os psicólogos cristãos nem sequer podem explicar o que é
“psicologia cristã”. A “Christian Association of Psychological Strudies” (CAPS) é
uma organização de psicólogos, os quais afirmam ser cristãos. O que vem a
seguir foi admitido em uma de suas reuniões:

“Muitas vezes nos indagamos se somos ‘psicólogos cristãos’ e achamos


difícil responder, pois não sabemos a implicação de tal pergunta. Somos cristãos
que são psicólogos, porém no presente ainda não existe uma aceitável psicologia
cristã que se diferencie da psicologia não cristã. É difícil admitir que funcionamos
de maneira fundamentalmente distinta dos colegas não cristãos... pois ainda não
existe qualquer teoria, modo de pesquisa ou tratamento que seja diretamente
cristão.
A psicoterapia profissional, com as suas distintas psicologias, é, na melhor
das hipóteses, questionável e, na pior, um desperdício, sendo, no final das
contas, um engodo espiritual. (Grifo da tradutora - Citação do “The End of
‘Christian Psychology”’, de Martin & Dreide Bobgan, p. 1).

Os cristãos e os psicólogos “cristãos” defendem a sua prática da psicologia,


argumentando que “toda verdade é verdade de Deus”. Eles argumentam que as
leis das ciências exatas, tais como a física, são leis naturais estabelecidas por
Deus. A psicologia, eles defendem, também é uma ciência e, portanto, é uma
verdade. Uma ciência de que? Da mente? Será que a psicologia é de fato um
objetivo corpo de conhecimento? O campo é tão manobrado por confusão
interna, inconsistência e subjetividade que existe pouca concordância entre os
que nele se encontram. Santificar a psicologia com a Escritura apenas leva à
secularização da Palavra de Deus, nela misturando um perigoso e ímpio levedo.

A Psicologia É Uma Religião Secular

1
A psicologia oferece uma visão do homem. Sua teoria é que o homem tem
evoluído e possui um poder infinito para resolver os seus próprios problemas. É
uma tentativa de diagnosticar e tratar a decaída condição humana. É uma
tentativa de explicar as razões dos problemas do homem. A proposta psicológica
é culpar cada coisa (pais, álcool, baixa auto-estima), exceto a condição
pecaminosa do homem e sua necessidade de um Salvador. Por que deveríamos
anexar ao Cristianismo um sistema não bíblico, não comprovado e humano? Por
que os psicólogos cristãos acham que devem defender o que estão fazendo em
termos “cristãos”? Porque deveriam eles afirmar que precisamos de Jesus mais
psicologia? Por que precisam eles de procedimentos? Será que a Bíblia não
explica claramente o problema do homem, nem resolve a sua necessidade?
Irmãos e irmãs, leiam o Antigo Testamento. Os israelitas aceitaram outras
religiões, permitindo que se misturassem. E qual foi o resultado? Perderam a
bênção de Deus e, eventualmente, foram castigados. Será que podemos esperar
algo melhor? Existem atualmente mais programas radiofônicos e livros de
psicologia cristã do que jamais houve antes na história. Será que eles estão
fazendo algum bem? Será que as famílias cristãs estão hoje mais unidas do que
há trinta anos, embasadas, como estão, em todo esse maravilhoso
conhecimento? A psicologia é a religião do ego, da geração do “me”. Ela tem
permeado a sociedade e agora entra na Igreja. Ela é tão sutil, tão enganosa! Vai
entrando devagar e ninguém nota, nem parece acautelar-se. Deveria haver gritos
de admoestação - Inimigo no campo! Porém o que existe é o silêncio!
Ora, se a psicologia tem suas raízes numa mentalidade centrada no
homem, a qual é nula para Deus, por que os chamados psicólogos “cristãos”
tentam integrá-la ao Cristianismo? Será que ela conhece mais sobre a condição
humana do que Deus conhece? Alguns admitem que não existe essa coisa
chamada “psicologia cristã” - porém, exatamente os psicólogos, que se julgam
cristãos, estão aplicando princípios psicológicos à sua obra. Eu gostaria de ter
tempo de entrar aqui em mais detalhes, visto como este problema está afetando
o exato âmago do Cristianismo moderno. Este é o levedo da massa. A psicologia
é uma proposta ímpia, vazia, de mentalidade anticristã, a qual tem-se infiltrado
na Igreja e está subvertendo-a. De fato, existem muitas práticas psicológicas, tais
como a hipnose, a visualização e várias formas de meditação, as quais, não
apenas são da Nova Era, mas também são demoníacas. Elas colocam as pessoas
em contato com os demônios (embora elas até suponham estar falando com
Jesus, Maria ou algum santo falecido). O problema é que tendo permitido que a
psicologia penetrasse na Igreja, nós nos abrimos a uma visão mundana, contra a
qual deveríamos lutar, uma visão que está nos transformando, gradualmente,
nos subvertendo e nos enganando.

Toda Verdade é Verdade de Deus?

Um curso elementar de psicologia. Digo a vocês que a psicologia não é uma


ciência legítima. O comportamento humano pode ser descrito, porém não
estudado com a mesma previsão e resposta de uma ciência. Não existem causas
nem efeitos comprovados. Além disso, a psicologia tem apresentado mais de 500
propostas e milhares de técnicas diferentes. Muitas delas são conflitantes. Muitas
aparecerem e desapareceram. A análise transacional, que fez sucesso nos
círculos cristãos há vinte anos, hoje está esquecida. Seria esta uma [imutável]
verdade de Deus, conforme diriam os que crêem que deveríamos escolher o
melhor da psicologia? Será que ela mudou? A questão é, quando misturamos a
1
Bíblia com a psicologia, porque “toda verdade é a verdade de Deus” - conforme
os que propõem a maligna mistura - estamos glorificando Deus ou glorificando o
mundo? Será que a nossa base está nas areias movediças da verdade
psicológica ou na verdade da Palavra de Deus?
Qualquer um que conheça o campo deve admitir que 99% das opiniões
dos psicólogos sobre os relacionamentos e os problemas da vida são opiniões
pessoais - não fato científico. Os graus no nome de uma pessoa não tornam os
psicólogos melhores para assessorar os problemas humanos. De fato, alguns
estudos mostram uma inversa relação no sucesso do aconselhamento e da soma
de treinamento que uma pessoa tem. (Ver a pesquisa citada na PsychoHeresy,
ps. 179-187). Os psicólogos “cristãos” usam a Palavra, a fim de dar credibilidade
às suas opiniões, mas qualquer um pode fazê-lo. Isso não significa coisa alguma!
Existe uma enorme diferença entre o aconselhamento bíblico e o
aconselhamento psicológico. O verdadeiro aconselhamento bíblico está
desaparecendo, visto que os “profissionais” se encarregam dos problemas da
mente e da alma, deixando ao pastor os problemas espirituais.
Será que alguém pode resolver os seus problemas e se tornar uma pessoa
melhor através da aplicação de métodos psicológicos de melhorar e amar a si
mesmo, ou será que a única fonte real de mudança provém de uma relação com
Jesus Cristo? Ou será que ele precisa de ambos? Diz a Escritura: “Tende cuidado,
para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a
tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”
(Colossenses 2:8). A psicologia focaliza o ego e alimenta o orgulho, a rebelião e a
carne. A Bíblia nos encoraja a negar o nosso eu e a carne, para seguir o Espírito,
em humildade e submissão a Deus. Estamos falando do colossal engodo que teve
início no Jardim do Éden, quando Adão culpou e Eva, Eva culpou a serpente,
tentando convencer Deus de que os dois eram apenas vítimas. Será que
culpamos tudo menos a nós mesmos? Somos vítimas ou apenas pecadores sem
esperança? A diferença está entre o evangelho antropocêntrico e o evangelho
cristocêntrico.

Conclusão

Espero que vocês arranjem tempo para estudar os livros dos Bobgans sobre
Psycoheresia ou o livro de Jim Owen, “Christian Psychology’s War on God’s Word,
The Victimization Of The Believer”. Há muita coisa escrita sobre o assunto. Há
muita pesquisa que pode ser feita no sentido de mostrar a chocante ineficiência
da psicologia. Mesmo assim, ela tem penetrado no âmago da igreja.
Homens importantes como Dobson, Smalley, Trent e muitos outros
continuam impondo ativamente a psicologia à Igreja. Não importa como seja ela
bem apresentada, com muitas histórias e antídotos atraentes, trata-se de uma
mistura perigosa à saúde espiritual do crente que lhe dá ouvidos. Um deles, como
Larry Crabb, famoso psicólogo cristão Ph.D, denunciou a psicologia em um artigo,
na Christianity Today (14/08/1995), no qual ele diz:
“Isso me leva a sugerir que aquilo que chamamos problemas
emocionais/psicológicos são, realmente, problemas espirituais/teológicos e que
os problemas não orgânicos procedem de uma alma perturbada, não de um ego
prejudicado, em que os psicoterapeutas teimam em se fixar... A Igreja, bem
como os homens e mulheres piedosos, precisam retomar o seu papel espiritual
mais seriamente. Eles têm uma porção maior de poder para afetar

1
profundamente as almas de outras pessoas do que geralmente lhes são
creditados”.

Se você já conheceu alguns cristãos indo ao aconselhamento, poderá ter


visto uma mudança no seu comportamento, na maneira como eles vêem os seus
problemas e na maneira como os narram às pessoas. Eles começam a culpar as
pessoas do passado e do presente. Tornam-se agressivos. Eles se fixam no
passado e “agem através” dos acontecimentos que os tenham prejudicado.
Desenvolvem uma forma de pensamento que se compõe de um misto de ego e
justiça própria. O cristão “psicologizado” torna-se consciente da auto-imagem, da
auto-estima e dos acontecimentos da vida que o moldaram ou feriram. Que
diferença do grande apóstolo Paulo, o qual considerava todas as coisas como
refugo, o qual, “esquecendo o que para trás havia ficado, prosseguia para o alvo
de sua alta vocação” (A paráfrase é minha e, por favor, leiam Filipenses. 3). A
Bíblia não nos diz que remexamos no passado, mas que o esqueçamos!
Se estes são os “últimos dias” e se houver uma igreja apóstata, a que se
assemelhará ela?

* Será uma igreja amante de si mesma, absorta em si mesma, centrada em si


mesma, indulgente consigo mesma, que estará aguardando o Arrebatamento em
vez do sofrimento?
* Será uma igreja “psicologizada”, a qual escapará do engodo ou fará parte do
mesmo?
* Será que um cristão amante de si mesmo escapará do engodo ou fará parte do
mesmo?
*Será que os cristãos estarão tão bem firmados na verdade que irão rejeitar o
engodo, ou serão por este apanhados, porque simplesmente não conhecem coisa
melhor, por terem sido programados pelo Cavalo de Tróia da Nova Era chamado
“psicologia cristã”?
Vamos prosseguir agora com mais um exemplo de engodo - os Promise
Keepers. Vejamos como a apostasia penetra sorrateiramente nas igrejas
displicentes. ************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-06.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
1
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 6 - Os Promise Keepers


(Pagadores de promessa)
Há dez anos escrevi um registro especial sobre os Promise Keepers (PK).
Depois de ter lido os excelentes artigos de Al Dagger e o livrete de Martin &
Dreide Bobgan, autores do livro “Psychoheresy” sobre os PK, fiquei alarmado
com o que li. Em seguida, comprei e li todos os livros publicados pelos PK, até
aquela data. Enviei o meu trabalho para uma lista de correio com cerca de 4.000
nomes, pouco antes do ajuntamento (Rally) dos PK no Noroeste da Califórnia, em
1995. Em abril daquele mesmo ano, enviei as informações supracitadas aos
pastores da igreja que eu freqüentava, porém eles nada fizeram a respeito do
assunto. Contudo, como o nosso registro alcançou os membros de sua igreja, a
reação foi imediata. Ao rebanho foi dito que todos deveriam confiar em seus
pastores, pois eles cuidariam deles e que a liderança da igreja nada via de errado
com os PK e que todos deveriam ir ao ajuntamento com a consciência tranqüila.
Ao mesmo tempo, eu fui duramente denunciado no púlpito.
Três anos depois, perguntei ao pastor se ele já estava preparado para
tomar uma posição sobre os PK e ele disse: “Não, ainda estamos estudando o
assunto e não chegamos a conclusão alguma”. Durante aquele tempo
apareceram centenas de artigos e até um livro denunciando as práticas e
posicionamentos dos PK. Quando iriam eles ter informações suficientes? Difícil é
abrir um precedente, pois os pastores temem romper com o sistema e ficarem
alienados dos segmentos importantes da igreja e por isso se comprometem,
permitindo que um insidioso processo comece a funcionar ali dentro. O problema
básico é que até mesmo os líderes evangélicos da vanguarda não tomam uma
posição contra um movimento exibicionista como os PK, temendo perder o
suporte (inclusive financeiro) e ser considerado alguém “do contra”. Por
definição, eles não podem tomar uma posição de controvérsia e preferem ficar
em cima do muro, o que poderá conduzi-los a uma rompante apostasia. Dez anos
já se passaram e os PK continuam sendo uma força dentro daquela igreja.

Pano de Fundo

As metas dos PK nos parecem admiráveis. Os ajuntamentos são


alentadores e, sem dúvida, alguns até encontram ali o Senhor ou dedicam
novamente suas vidas a Ele. Então, o que pode existir de errado com homens
que se ajuntam ali, com o objetivo de se ajudarem mutuamente? Os PK são um
movimento de homens, o qual começou a se alastrar pelo país em 1991, com
4.200 homens, no Coors’ Event Center, em Boulder, Colorado, e culminou, em
1997, com a marcha de um milhão sobre Washington (a qual assisti). O
movimento exigia integridade em todas as áreas da vida. Não há dúvida sobre o
entusiasmo de uma convenção dos PK, onde dezenas de milhares de homens são
apressados a tomar a liderança de suas famílias, de suas igrejas e de sua
comunidade.

1
Nosso adversário - o “anjo de luz” chamado Satanás - jamais tentaria
subverter a igreja com algo que parecesse maligno. Só podemos ser
desarticulados com algo que pareça bom. Assim, iremos nos afastando
paulatinamente de Deus e de Sua Verdade, até que um dia possamos verificar
que já apostatamos. Esse é o processo da APOSTASIA. Não é necessário esforço
algum para que a gravidade seja exercida. A gente simplesmente fica parada e
cai. Mas é preciso um esforço para deter a queda. Primeiro é necessário notar
que estamos caindo, para em seguida tentarmos subir novamente.
Em seu livro “PK: Another Trojan Horse”, Phill Arms escreve:
“O erro fundamental dos PK não se refere tanto aos seus declarados
objetivos, como na organização centrada no homem, dirigida pela vontade e
ilegítima proposta a toda a fé cristã... Nunca desde os tempos da inquisição, a
igreja enfrentou tamanho desafio à sua autoridade, à sua doutrina e à sua
missão, como nesta hora de tamanho engodo partindo de tantos porta-vozes
“cristãos”, aparentemente dinâmicos e legítimos. Trata-se de um período
histórico, no qual multidões de profecias estão se cumprindo. Principal e
especificamente quando se refere ao nosso tópico, o reavivamento religioso que
está tentando consolidar todos os homens de fé e a fé de todos os homens em
um gigantesco exército de Deus, a fim de se apossar do mundo para Jesus e Sua
igreja. É um momento não apenas orweliano em seu caráter, mas bíblico em sua
profética colocação a respeito do tempo programado por Deus ... Um movimento
que trata a Palavra de Deus com rompante irreverência e absurdo desrespeito...
mas para alguns crentes a clareza do conflito ostensivo profundamente arraigado
entre as posições declaradas dos PK e a Palavra de Deus escrita é tão
lamentável que os poucos que possuem um piedoso discernimento ficam
traumatizados com o choque espiritual sobre a aquiescência e cooperação
espiritual de tantos líderes cristãos de elevado perfil, envolvidos nesse
extermínio das verdades bíblicas” (Phill Arms, “Promise Keepers: Another Trojan
Horse”, Shiloh Publishers, Houston, ps. 50, 51 e 70).

As Origens dos Promise Keepers

Então, onde se originou o movimento Promise Keepers? Nos anos 1970, Bill
McCartney, fundador dos PK, era treinador de futebol na Universidade de
Michigan, em Ann Arbor. Por acaso também ali foi fundado o movimento Palavra
de Deus, por Ralph Martin e Steve Clark (ambos católicos), no passados anos
1960. No início de 1970, esse movimento se espalhou pelo mundo inteiro. Foi
quando teve início o movimento de pastoreio/discipulado nos EUA (tendo
começado antes com Juan Carlos Ortiz, na Argentina), o qual foi mais tarde
reforçado pelo movimento Fort Lauderdale Five. Novos discípulos seriam
destinados a um pastor, ao qual ficariam subordinados. Eles eram obrigados a
fazer um diário completo de todas as suas atividades realizadas durante as 24
horas do dia, devendo submeter esse diário ao seu pastor, para ser avaliado.
Tudo passava pelo crivo do pastor, o qual poderia, assim, dizer ao discípulo como
reajustar a sua vida - desde o que via na TV, até à diversão, encontros, trabalho,
finanças e sexo. Nada ficaria isento. É esse o mesmo tipo de subordinação que
hoje encontramos nos PK.
Em 1975, os líderes do movimento Palavra de Deus tiveram o seu primeiro
encontro com o papa, passando por cima da liderança dos bispos nos EUA. Esse
movimento era entre 60 a 70% católico, como o eram: o treinador McCartney,
Ralph Martin e Steve Clark. Em 1975, eles organizaram as conferências de
1
pastoreio de homens e em 1977, 40.000 assistiram à conferência no Estado de
Kansas City.
Quando a Bill McCartney foi oferecido um cargo de treinador chefe no time
de futebol na Universidade de Colorado, ele foi enviado à comunidade Ann Arbor,
como seu representante. Não passou muito tempo até que McCartney
convencesse o Pr. James Ryles, do movimento Vineyard, a começar um
movimento de homens - os PK. Este começou em 1990, com apenas 87 homens
assistindo a uma conferência em Boulder.
Os PK se lançaram em imensa atividade, por causa do apoio de três
ministérios importantes: O Focus Family de James Dobson, o Campus Crusade for
Christ de Bill Bright (com uma longa história ecumênica) e o Navigators, com
quartel general em Colorado Springs, o qual iria se tornar o editor do material dos
PK. Houve ainda o apoio corporativo da família Voss, da Amway (uma companhia
de Michigan, especialmente ativa no “direito religioso”) e de Tony Monahan,
fundador do Domino’s Pizza, também com raízes no movimento Palavra de Deus,
da Igreja Católica Romana (ICR), a Coor’s Heritage Foundation, etc. Michael Timis
e Jack Hayford estão ambos no quadro de diretores dos PK e têm suas raízes no
movimento Palavra de Deus. Como poderia, então, um movimento saltar de 87
homens para alguns milhões, em poucos anos, se não houvesse recebido um
apoio tão tremendo?
Deveríamos observar que houve dois grandes movimentos “extra-igreja”,
organizando, ao máximo possível, o nível de propagação dentro das igrejas. Um
deles é o próprio PK, onde o ajuntamento é uma atração, sendo que o negócio
real provém dos Grupos de Submissão (Accountability Groups) - nas igrejas
locais, que são liderados pelos “Point Men” da hierarquia dos PK (não da igreja),
os quais estão sob absoluta autoridade. O outro é o Community Impact Project,
de James Dobson, liderado com John Eldridge, o qual está organizando os PACs
(Comitês de Ação Política) nas igrejas, por todo o país. Em 1995, havia 1.000
comitês do Impact, somente nas igrejas em Michigan.

Promise Keepers - Um Movimento Ecumênico

Um dos objetivos dos PK é unir todas as pessoas que amam Jesus e são
nascidas do Espírito de Deus, sem considerar sua denominação ou o seu passado.
Eles não têm compromisso algum com a doutrina. Qualquer pessoa que use o
nome de Jesus é bem-vinda, inclusive, particularmente, os católicos e os
mórmons. O presidente dos PK, Randy Phillps, foi entrevistado por Al Dagger
(Media Spotlight Special Report - “Promise Keepers Is What You See What You
Get?” - 1995). Ele afirmou que os PK não querem dividir. Eles encorajam os
homens a se unirem, sem considerar a doutrina. Conforme Randy Phillips, os PK
não assumem posição em assuntos doutrinários. Nos livros e manuais de
operação dos PK, os homens são aconselhados a não julgar ou comentar, não
lhes sendo permitido fazer proselitismo nem ainda encorajar os católicos a
abandonar a sua Igreja. Eles apóiam os padres católicos: “Um dos valores
essenciais dos PK é honrar os pastores e sacerdotes de nossas congregações
locais”. (Geoff Gorush, “Brothers: Calling Men Into Vital Relationships”, p. 50).
Phill Arms, um pastor da Convenção Batista do Sul, diz:
“O público endosso dos PK à ICR é infeliz e anticristão, comprovando mais
uma vez a imatura disposição não apologética de desafiar a Escritura, enquanto
afirma “da boca para fora” o seu compromisso com a mesma. Ninguém pode

1
aceitar como legítima a doutrina católica e ao mesmo tempo confessar que crê
na Palavra de Deus. Estes são sistemas de crenças diametralmente opostos. O
Catolicismo Romano é mais um sistema de falsas crenças reconhecido pelos PK
como sendo legítimo”. (Phill Arms, Obra citada, ps. 302-303).
Os PK dão boas vindas a todos que afirmam seguir Jesus Cristo, sem
considerar em qual Jesus Cristo eles acreditam. Uma TJ, um Mórmon, um Money
ou um Católico, todos eles afirmam crer em Jesus Cristo, mas cada um deles em
um Jesus totalmente diferente. Os PK não fazem distinção, o que é
decididamente contrário à Escritura.
Na Conferência do Clero dos PK em Atlanta, em 13-15/02/1997, o Dr. John
Mackay, líder presbiteriano ecumênico, disse que em 1997, o CMI iria prover o
poder espiritual para se construir a Igreja Ecumênica Mundial . Isso já está
acontecendo agora e os PK estão comandando a vanguarda dos novos
evangélicos comprometidos.
Seu modus operandi está funcionando. A Diocese de Los Angeles
recomendou a publicação dos PK (de abril de 1995) da New Covenant (Nova
Aliança). Ela foi também recomendada pelo Cardeal Mahony, da Arquidiocese
Latino-Americana. O presidente efetivo dos Mórmons no sul da Califórnia, Chip
Rowlings, também recomendou os PK: “As sete promessas do movimento são
algo muito parecido com o que temos no manual do sacerdócio da Igreja”
(conforme registrado na Media Spotlight - Promise Kepers Update, Vol. 16, No. 1).
Os PK se empenham de tal maneira em prol da unidade que dizem que os
cristãos não deveriam se dividir por causa de doutrina. Por que os PK são aceitos
pelos católicos e os mórmons? Porque pregam um “evangelho não doutrinário”.
Como podem os PK se colocar a favor da integridade, se não têm integridade
alguma com relação à verdade? Como se pode ter o evangelho de Jesus Cristo
sem conflito?
Os batistas fundamentalistas fizeram a seguinte declaração sobre a
unidade dos PK:
“Considerando que a organização para-eclesiástica conhecida como PK
advoga uma unidade religiosa não escritural, às expensas das sãs doutrina e
prática, aceitando e promovendo os ensinos carismáticos não escriturais e
promovendo a inclusão da Igreja Católica Romana; aprovando e usando
propostas psicológicas, que misturam a verdade e o erro; usando música profana
e preletores altamente questionáveis, em qualquer lugar onde tentam
agressivamente conseguir novos membros, numa definitiva ameaça às igrejas
batistas bíblicas, as quais mantêm a pureza doutrinária, fica, portanto, resolvido
que a Comunhão Batista do Sul (Southern Baptist Fellowship) se coloca
firmemente contra os PK e sua inclinação ecumênica”. (Comunhão Batista do
Sul, Encontro na Trinity Baptist Church, Jacksonville, Florida, 7-9/10/1996.
O fato de tão poucas pessoas, inclusive alguns dos meus leitores, nada
verem de errado com os PK é uma evidência de quanto já temos avançado rumo
à apostasia. Que vergonha para nós! Os PK instruem os seus homens a voltarem
aos seus pastores e padres. Bill McCartney, o fundador, grita sob aplausos: “Eis-
me aqui: Os PK não se importam se você é católico!” Ele encoraja o “laicato” a
ir de volta aos pastores e padres, dizendo: “Não podemos manejar corretamente
a Palavra da Verdade, precisamos que vocês nos ensinem” (Bill McCartney,
Promise Keepers’94 - Seize the Movement Men’s Conference, Portland,
18/06/1994, conforme registrado por Al Dagger na obra supracitada, p.12).
McCartney acredita que o homem comum não tem direito à interpretação
particular da Bíblia, fora da liderança (anciãos, apóstolos, profetas, padres, etc.).
1
Isso parece familiar? Quer atrasar o seu relógio em 500 anos? Você é incapaz de
pensar e de ler a Bíblia sozinho? Essa não é a opinião de “um qualquer”. É uma
citação do fundador dos PK. É isso mesmo que você deseja?
Bill McCartney falou durante uma Conferência de Notícias, no Centro
Cristão de Buffalo:
“Embora o Movimento seja considerado como amplamente protestante, os
PK têm a aprovação da Conferência Nacional dos Bispos Católicos, usa alguns
preletores católicos e dá as boas vindas aos homens católicos, inclusive aos
padres”. Na Promessa No. 6, McCartney diz: “O Corpo de Cristo engloba uma
grande diversidade de membros. Existem muitas denominações, vários estilos de
adoração e representantes de todas as esferas da vida... A Bíblia diz que há um
só Corpo. Jesus orou para que nos tornássemos um. Como homens do PK,
determinamos quebrar as barreiras e nossas zonas de conforto, para conhecer
outros membros desse Corpo... Vamos derrubar as paredes de separação entre
nós, de modo que possamos demonstrar o poder da unidade bíblica, embasada
no que temos em comum. Seja um construtor de pontes... Ore diariamente pela
unidade entre os cristãos e sua comunidade!” (Seven Promises of a Promise
Keeper, obra citada).
Isso é exatamente o que há de errado com os PK. Uma organização sem
paredes não pode ter qualquer integridade bíblica. Por que os PK parecem
imaginar que são capazes de reinventar ou desenvolver um movimento superior
ao Cristianismo Bíblico?
Os PK são um movimento feito de membros executivos, mantenedores e
preletores de muitos pontos da moderna cristandade, com disposições
ecumênicas. Não é por acidente que esses homens estão participando dos PK.
Nada existe de novo no movimento da apostasia à sã doutrina, rumo à unidade, a
qualquer preço. As pessoas dizem que a doutrina é divisora e que não
deveríamos ser negativos. É exatamente essa atitude que dá força ao movimento
ecumênico. Deixemos que Palavra de Deus fale sozinha:
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão
nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”
(2 Timóteo 4:3).
“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja
poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os
contradizentes” (Tito 1:9).
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em
apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em
anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da
justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:13-15).
Phill Arms sabe o que diz:
“Não deveríamos nos surpreender, quando, nos próximos anos,
descobrirmos alguns dos mais proeminentes e procurados preletores e
personalidades populares da mídia cristã forem achados entre os falsos apóstolos
e enganosos obreiros, os quais estão se ocupando em se transformar em
apóstolos de Cristo. O escopo desse engodo vai destruir milhões de pessoas, as
quais ficarão cegas por algum tempo, pelo brilho ofuscante de uma nação
transbordando de anjos de luz” (Arms, p. 241).
Se estes são os “últimos dias”, como poderemos ser protegidos do engodo
que está às portas, se não estivermos firmes na sã doutrina? Deus nos deu a Sua
Palavra. Somos ensinados a julgar o que escutamos [Atos 17:11]. A julgar os
espíritos [1 João 4:1]. Os PK podem ter apenas alguns pontos positivos a seu
favor, misturados aos seus erros letais. O seu evangelho destina-se a fixar
1
nossas mentes no ecumenismo, para que mais nos aproximemos do Catolicismo
Romano. Um cristão nascido de novo e andando na luz não pode concordar com
qualquer dos ensinos heréticos da ICR, os quais foram, de maneira resumida,
descritos anteriormente [no capítulo 4 deste livro]. E pensar que há 20 anos
ninguém teria acreditado que poderíamos nos afastar tanto assim de nossas
doutrinas históricas! Precisamos nos distanciar, o máximo possível, da Meretriz
embriagada como sangue dos mártires! Esta é uma séria admoestação - e
qualquer pessoa que ficar a favor dela, ficará do lado errado, seguindo a estrada
do engodo e da destruição. Vejamos o que diz Apocalipse 18:4-5:
“E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas
participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os
seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela”.
Essa organização extra-bíblica já se firmou em milhares de igrejas, por toda
a terra!
O maior perigo vindo para a igreja, de ministérios como os PK, não está
apenas na agitação e diversão dos seus homens e nos recursos, mas nos seus
infectos “zelos” espiritualmente escusos.
“Os homens são sempre subliminarmente amaciados, principalmente com
uma fraseologia parecendo escritural, com os ajuntamentos super- animados e
de aparência inócua, repletos de diversão, com orações feitas por preletores
cristãos populares, de elevado perfil.
Os homens que participam dos PK são lenta, mas vigorosamente
convencidos e convertidos a uma nova “abertura”, a qual expõe suas mentes e
corações às crenças doutrinárias heréticas e apóstatas, e às práticas típicas da
liderança dos PK e de sua igreja mãe, o movimento Vineyard. A contaminação
espiritual cruzada é inevitável. Milhões de homens que assistem às funções dos
PK, provenientes de sólidas igrejas cristãs pregadoras da Bíblia, voltam aos seus
lares como “portadores”, os quais, sem um imediato antídoto espiritual,
eventualmente vão desenvolver explosivas manifestações de engodos
doutrinários e de prioridades mal colocadas... Eles estão sendo inadvertidamente
infectados pela venenosa influência dos PK”. (Phill Arms, ps. 317-318).

A Igreja Apóstata - Um Movimento Político

Um amigo pesquisador, Russ Belant, perguntou a James Ryle, o presidente


dos PK, e a Bill McCartney, pastor da Vineyard, se os PK constituem um
movimento político. Ele respondeu: “Não sei do que mais se poderia chamar um
exército 300.000 homens”. Assisti à marcha de um milhão de homens em
Washington. Os líderes dos PK protestaram em altas vozes, para toda a mídia,
que os PK não são um movimento político. Nesse caso, por que não fizeram a
passeata numa tranqüila localidade central, como Kansas City? Eles querem fazer
ajuntamentos em todas as cidades capitais do estado. Isso ainda não é ser
político?
Como já dissemos, a apostasia dos “últimos dias” tem de ser muito
disfarçada, ou então ninguém será enganado. Ela precisa ser um movimento
religioso ecumênico, humanista, novaerense em sua filosofia, porém de modo tão
disfarçado que possa ser aceita pela vertente principal do Cristianismo. É curioso
observar que o movimento ecumênico está sendo dirigido pela política. Se ele
não lutasse pelo objetivo comum, de combater o aborto, por exemplo, os
evangélicos e católicos jamais ficariam unidos.

1
O pior é que quanto mais gritam, mais se levanta o clamor de que isso seja
feito. Essas causas são justas e por isso temos o “direito” do nosso lado. Contudo,
a cura pode ser pior do que a moléstia. Não há dúvida de que as coisas estão
piorando. A unidade familiar está se desmembrando. Nosso sistema educacional
não funciona. O crime tem aumentado. Os valores tradicionais são ridicularizados
nas escolas e nas diversões. As cortes têm torcido todos os valores de nossa
sociedade, de nossas escolas e das famílias. Já não existe Deus, nem julgamento,
nem eternidade. Só existe o “aqui e agora”. Já não existem verdades absolutas -
apenas a verdade relativa, redefinida pelo indivíduo, conforme o seu interesse.
Cada um define a sua própria realidade. A família é o que alguém acha que seja:
dois homens juntos e mais um garoto; duas mulheres juntas e mais um garoto,
qualquer um junto com qualquer outro. As escolas ensinam as crianças a definir
seus próprios valores. Somos uma sociedade completamente sem âncora.
Muitos cristãos importantes acreditam que a solução está num movimento
político que possa trazer de volta os bons tempos, o qual vai restaurar a
decência, aquele tempo em que as pessoas se cuidavam, os nascituros não eram
sacrificados pela conveniência da mulher, quando existia um modelo de moral,
até mesmo um movimento que volte a reconhecer Deus, trazendo de volta as
orações nas escolas. Não precisamos olhar com muita atenção para observar que
existe um movimento político em ação, nos dias de hoje, chamado “direito
religioso”. As causas são boas e justas...
Agora, permitam-me dar alguns esclarecimentos. Não creio que haja algo
de errado em ser um bom cidadão, com o pagamento de impostos, com votar
sobre assuntos e ter representantes. Contudo, nossa base de cidadania não está
neste mundo: “... buscamos uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de
onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar” (Hebreus 11:14-b-15). Não
existe esperança alguma para este mundo, a não ser numa vida salva em Cristo.
A única mudança exterior verdadeira é a que resulta de uma mudança interior,
numa vida transformada por Cristo. Tem havido exemplos, tais como o “Welsh
Revival” (Reavivamento de Gales), no século passado, quando a própria
sociedade sentiu o impacto de vidas transformadas, porém esse é o único meio.
O príncipe deste mundo é Satanás, o príncipe das potestades do ar (Efésios 2:2).
Novamente volto à profecia dos “últimos dias”: haverá uma revitalizada casa de
força de uma igreja, ou uma igreja apóstata aliada ao governo?
A posição da igreja nos “últimos dias” é muito importante em termos de
visão mundial: será que Jesus voltará antes ou depois do Milênio, ou Reinado
Milenar de Cristo? Nossa escatologia ou visão sobre os “últimos dias” é que vai
determinar o que fazemos.

O Domínio da Igreja

A posição histórica da ICR é a dominionista. Ela tem sempre acreditado que


Deus vai estabelecer o domínio da terra através da ICR. Ela quase o conseguiu,
na Era das Trevas. Recentemente, dentro do Cristianismo Evangélico moderno,
têm emergido duas visões diferentes. Uma, a visão dominionista é chamada
“Reconstrucionismo” e tem a ver com as alianças divinas, sendo uma justificativa
mais doutrinária para o domínio da igreja. A outra, conhecida como
“Dominionismo”, relaciona-se ao moderno movimento carismático. Ela dá mais
ênfase ao sobrenatural, muitas vezes com um embalo de Nova Era. Eu
recomendaria uma obra definitiva sobre este assunto de Albert James Dagger,

1
intitulada “Vengeance is Ours, the Church Dominion” (A Vingança é Nossa - o
Domínio da Igreja).
Reconstrucionismo - Este apela à igreja, para que ela tome o domínio sobre a
terra. É esposado por R. J. Rushdooney e seu genro Gary North. Seu objetivo
básico é que todos os homens sejam conclamados a um viver ético, sob os
termos da Antiga Aliança. Não é diferente dos PK em suas crenças sobre as três
alianças divinas: família, igreja e governo civil. “Resumidamente, os cinco pontos
são os contidos na Antiga Aliança: 1) - Uma visão transcendente de Deus, que Ele
é distinto de Sua criação; 2) - um conceito de autoridade ou hierarquia,
embasado na representação; 3) - uma sociedade embasada na ética,
particularmente nas leis da Bíblia; 4) - um sistema de sanções embasado em um
pacto; 5) - um sistema de continuidade embasado sobre algo além das relações
de sangue” (Al Dagger, p. 207, citando Ray Sutton).
A Coalizão Sobre o Reavivamento (COR) tem sido fortemente influenciada
por este ensino dominionista e, conforme eu suponho, pelos PK, no modo como
estes encorajam o ativismo político e a submissão um ao outro. O seu caráter de
discipulado é muito semelhante à mentalidade de submissão dos PK, “onde o
discipulado envolve a participação em íntimas relações de compromisso,
confrontação e submissão. Ele deve descer aos detalhes diários de sua vida:
tomar decisões, finanças, relacionamentos, hábitos, valores, etc.” (Al Dagger, p.
246). Citando o artigo 3 do COR: “Os Essenciais De Uma Visão Mundial Da
Coalizão Sobre o Reavivamento”. Seu objetivo é que a igreja estabeleça o
domínio sobre as instituições sociais, econômicas e políticas. Os cristãos devem
ficar “submissos” uns aos outros, obedecendo a uma hierarquia informar que
cada um deve seguir. Isto se assemelha ao que os PK propõem.
Alguns reconstrucionistas também acreditam que a América tem uma vocação
especial estabelecida, por ser uma nação cristã, escolhida por Deus para trazer o
Reino de Deus à terra, através da força e do poder. Geralmente, o domínio é visto
mais em termos físicos e políticos do que espiritual e sobrenatural.
Dominionismo - Seus adeptos acreditam que a igreja vai tomar o domínio sobre
a terra, política e sobrenaturalmente. Este envolve uma porção de movimentos:
Latter Rain, The Manifest Sons of God, Restoration, Christian Identity, Charismatic
Renewal, Shepherd/Discipleship, Kingdom Message e Positive Confession.
Os dominionistas ficam transtornados com a constatação de que os
evangélicos da linha antiga acreditam no Arrebatamento da igreja, antes da
Tribulação. Eles se ofendem com a imagem de uma igreja arrebatada, com o rabo
entre as pernas, e com a idéia dos 144.000 judeus fazendo em sete anos o que a
igreja não conseguiu fazer em quase 2.000 anos (Tenho um problema, também,
com as duas, mas por razões diferentes). Os dominionistas acreditam que
Satanás usurpou o domínio do homem sobre a terra e que a igreja vai tomá-lo de
volta, quando tomar conta do governo e das instituições. Somente então, Jesus
voltará. Existe um problema básico, o qual já vimos acima, sobre a estrutura
autoritária no sentido de implementar uma agenda dominionista. Mesmo assim,
Pat Robertson vive tagarelando sobre este assunto em seus livros e programas
de TV, parecendo refletir isso. O número de dominionistas hoje em dia
demonstra o “Who is Who” do Cristianismo. As livrarias cristãs estão atulhadas
dos seus escritos.
Essas mesmas pessoas têm constituído a essência do “direito religioso”,
desde Pat Robertson e Paul Crouch até Jack Hayford, John Wimber, John Mears,
Larry Lea, Tim LaHaye, Dennis Peacock, Oral Robert, Kenneth Copeland, Kenneth
Hagin e outros. Seu objetivo é “tomar de volta a nação para Cristo”, não
1
exatamente espiritual, mas politicamente. Garry Potter, presidente do Catholics
For Christian Political Action, diz: “Quando a maioria cristã tomar este país, não
mais haverá igrejas satanistas, nem distribuição de livros pornográficos, não
haverá mais aborto por conveniência da mulher e nem discussões sobre os
direitos dos homossexuais. Depois que a maioria cristã tomar o controle, o
pluralismo (isto é, a multi-cultura) será vista como imoral e maligna, e o estado
não permitirá que pessoa alguma pratique o mal” (Conforme citação do “Religion
on Politics”, Vol. I, no. 1).
Esses dominionistas tendem a ser carismáticos e dão uma forte ênfase aos
sinais, maravilhas e milagres. Quem já assistiu suas reuniões deve ter observado
que eles são extremamente interessados em manifestações sobrenaturais. Já vi
pessoas vendendo pedaços de madeira como sendo da cruz de Cristo e lascas de
pedra como sendo do túmulo de Cristo, os quais têm supostamente poderes de
cura. Tenho visto pessoas que afirmam ter tido suas caries dentárias obturadas e
suas pernas alongadas.
Seria o caso de indagar: será que Deus é o único capaz de operar milagres?
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e
prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos (Mateus 24:24).
“A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e
prodígios de mentira” (2 Tessalonicenses 2:9). Não seriam estas as principais
atrações para o engodo? Tenho conhecido cristãos que não conseguem falar de
outra coisa. Outros dominionistas costumam usar termos como Exército de Joel
(um ensino dos vineyards e dos profetas de Kansas), Os Manifestos Filhos de
Deus (Movimento Latter Rain), a Nova Geração (dos carismáticos) e Os
Vencedores, etc., referindo-se ao tempo em que um exército divino de elite vai
destruir literalmente todos os inimigos e crentes de mente tacanha [os
fundamentalistas bíblicos da linha antiga], para em seguida estabelecer o Reino
de Deus. Essa é proposta mental dos dominionistas. Ora, o que estão eles
fazendo agora? Mais recentemente devemos acrescentar os novos apóstolos e
profetas, sobre os quais discutiremos depois.
O direito religioso consiste de protestantes e católicos, que se preocupam
com o que está acontecendo em nosso país, e assim por diante. Pessoalmente
não sou contra uma base puritana, item por item. Meu problema é com o seu
objetivo precípuo, isto é, a igreja exercendo o domínio. Também tenho um
problema quando os lobistas da igreja registram as pessoas para que votem de
determinada maneira. Desde quando o Partido Republicano tem uma base de
justiça? Não faz sentido votar em alguém por causa de sua posição sobre um ou
dois itens, sua garantia de ser um freqüentador de igreja ou um cristão “nascido
de novo”. Conhecemos muita gente que diz qualquer coisa, a fim de conseguir
votos. Mesmo assim, cristãos importantes estão se engajando na política,
acreditando nas mentiras dos candidatos e dos seus partidos. Sempre que a
igreja institucional (ao contrário dos indivíduos) tem se engajado na política, ela
tem sofrido. Agora mesmo, o “direito religioso” está se imiscuindo na teia do
direito econômico e político. Estamos sendo apenas usados, porque eles
precisam de nossos votos. Que aliança profana! É assim que os “bons” pastores
estão conduzindo cegamente os seus rebanhos pela estrada do ativismo político.
Uma vergonha para eles!
Nesse caso, o que poderia ser melhor do que um movimento político que
promete restaurar a moralidade, a lei, a ordem e os princípios bíblicos? Pode
acontecer que a cura seja pior do que a moléstia. Como se controla o crime?
Simplesmente colocando um número na mão ou na testa, sem o qual a pessoa
1
não possa comprar ou vender. Como se pode controlar a moralidade? Com
espiões controlando as pessoas interiormente? Como se pode conseguir a ordem?
Com mais controle policial? Estudamos o Fascismo na Alemanha entre as duas
guerras. Hitler subiu ao poder sobre uma plataforma de moralidade. Ele
prometeu limpar a Alemanha e transformá-la novamente numa nação cristã. A
igreja o apoiou, achando que Hitler seria um salvador. Quando se tornou óbvio o
que ele estava realmente fazendo, os cristãos não se levantaram para protestar.
Houve negação e conluio. Poucos se levantaram contra os fascistas. Os líderes
cristãos entraram no esquema e alguns “foram substituídos”. Seus seguidores os
seguiram por dever. Muitos bons jovens cristãos participaram voluntariamente
do Holocausto, achando que estavam servindo a Deus. Estavam convencidos de
que os judeus eram inimigos de sua nação e de Cristo. Achavam que sua causa
era justa. Estariam lutando por Deus e pelo seu país. Não é difícil conhecer as
pessoas e pervertê-las. Hitler fez isso e não houve muitos dissidentes que
tenham sobrevivido para contar a história. De quanto pior será capaz o nosso
país em nome de sua justiça própria?
Será que esta lição não serviria de prenúncio ao nosso futuro? Você não
acha que o engodo dos “últimos dias” será mil vezes mais convincente do que o
de Hitler? Você acha que vai estar alerta e bastante a par do mesmo, a fim de
escapar? Acha que realmente será fácil detectá-lo? Espero que de fato seja assim
porque muitos amados cristãos estão rolando pelo precipício sem sequer
observar isso. Você acha que Deus o vacinou com um tipo de vacina, só porque
você é salvo? Não é tão fácil assim! Ele nos deu a Sua Palavra como
admoestação. Tudo que precisamos saber está ali. Os judeus falharam com o
Messias, em Sua primeira vinda, por causa da sua dureza de coração e Lhe
fecharam as mentes. Os riscos são altos demais para acompanhá-los cegamente.
Estamos falando da batalha das eras. Noventa e nove por cento dos cristãos
alemães aquiesceram. Somente um pequeno número deles permaneceu fiel.
Você acha que agora vai ser diferente? A questão é: de que lado você vai ficar? A
histeria coletiva em torno dos PK não é um bom sinal.

Os Promise Keepers e a Psicologia

Os PK são um bom exemplo de como as práticas psicológicas estão sendo


introduzidas na igreja. Os ajuntamentos são inocentes, mas as reuniões
organizadas a nível local são onde acontece a doutrinação. Os PK usam uma
variedade de preletores e de material escrito. Alguns são bons, mas outros não
tão bons. Mas, como os PK “não são doutrinários” e não se posicionam por coisa
alguma, é de se esperar essa mistura. Um livro que foi veiculado nas
conferências ilustra a proposta psicológica dos PK. Por causa dos fortes protestos
ele foi posto de lado, porém os PK continuam apoiando o tal livro. Ele é da
autoria do psicólogo “cristão” Robert Hicks, intitulado “The Masculine Journey,
Understanding The Six Steps of Manhood” (A Jornada Masculina, Compreendendo
os Seis Passos da Masculinidade). Ele vem ainda com um guia de estudo
separado, para ser usado em pequenas reuniões de grupo. Estudei os dois,
detalhadamente.
A primeira coisa a ser observada é que, exatamente como a maioria dos
grandes fundadores do determinismo psicológico, Hicks aborda os cinco estágios
que podem ser convenientemente ilustrados com termos e exemplos bíblicos.
Porém nada existe de bíblico nessas seis palavras. Qualquer pessoa pode tentar
justificar as construções deterministas com ilustrações e histórias. John Trem,
1
pH.D., declara, na introdução, que usa esses seis termos do Velho Testamento
para definir a jornada do homem (Robert Ecas, “Masculina Journey”, Navigator
Press, Colorado Springs, p.10). Como foi que ele chegou a essa conclusão? Será
verdade ou apenas uma brilhante idéia de Hicks? Trent também diz: “Toda
organização de homens como a nossa tem-se perdido na busca de nos
encontrarmos a nós mesmos, aos nossos propósitos e à nossa missão na vida”
(p. 9) Então, este livro é supostamente para nos ajudar a chegar lá. Vejamos
abaixo os dois primeiros estágios da “Jornada Masculina”.
1. - Homem Criacionista - Adão, o Nobre Selvagem - Hicks (p. 32) diz que
Adão foi um tipo criacionista de sujeito”. Ele cita os estudos de Margaret Meads,
nos quais ela cunhou a expressão “nobre selvagem”, com a idéia de que nele
havia um pouco de pureza. Por que teria Hicks citado uma humanista, cuja
pesquisa foi desacreditada, a qual está tentando justificar a glorificar a condição
pecaminosa do homem? Hicks diz: “Em minha luta por auto-afirmação, estou
revelando a básica fabricação do que eu sou e do que eu fui feito. As obras dos
psicólogos e dos escritores de auto-ajuda apenas confirmam esta realidade, quer
seja ou não verificada. Os medicamentos terapêuticos, designados a reaver e
desenvolver a auto-estima e a literatura de auto-ajuda, apenas confirmam este
valor intrínseco profundamente enraizado, embora inexplicável” (ps. 35-36).
Como já dissemos, a auto-satisfação e a auto-estima são uma idéia dos
psicólogos, não de Deus, sobre o problema do homem.
2. - O Manual Fálico Zakar: O Misterioso Discipulador - Toda esta seção é
aborrecida, por ser obviamente freudiana - reduzindo a identidade do homem a
um órgão sexual. Porém, ainda pior, ela se aproxima da adoração de todas as
religiões falsas e pagãs do falo. Sugerir que Jesus era um “tipo de sujeito fálico”
e até mesmo fazer a declaração: “porém jamais foi registrado que Jesus tenha
mantido relação sexual com mulher alguma... Se a tentação significa alguma
coisa, Cristo foi tentado de várias maneiras, como o somos. Isso quer dizer, não
apenas com relação heterossexual, mas também homossexual” (p. 181). Porque
teria ele dito: “Não foi registrado que...”? Deus poderia ser tentado por algum
pecado? Isso inclui a bestialidade? Necrofilia? Onde vamos parar? Toda essa
seção é freudiana, uma afronta ao nosso Deus e Salvador.
Não vou entrar aqui em outros tipos, mas quero dizer que tanto Freud como
Jung usaram arquétipos mitológicos, tais como “guerreiro”, para descrever os
rituais que conduzem à masculinidade. Essa discussão do ”macho ferido” e de
todas as categorias é uma mistura doentia de determinismo psicológico e
exemplos bíblicos. Hicks cita Robert Moore, na página 77 do seu livro. Moore é
um psicanalista que ensina no C. G. Jung Institute, em Chicago. Ele é um dos
autores do livro “King, Warrior, Magician and Lover: Rediscovering the
Archetypes” (Rei, Guerreiro, Mágico e Amante: Redescobrindo os Arquétipos). Os
estágios de masculinidade de Hicks muito se aproximam dos arquétipos de Jung.
A propósito, Jung foi um entusiasta da Nova Era, profundamente envolvido em
ocultismo, possuindo os seus próprios “espíritos guias”. Hicks usa exemplos
questionáveis da Bíblia. Por exemplo, Sansão é um bom exemplo de “macho
fálico” - um herói que não conseguiu manter o seu “órgão masculino” sob
controle e morreu por causa disso.
No guia de estudo à Jornada Masculina, existe uma seção intitulada “O Falo
e a Fantasia Masculina”, no qual Hicks fala sobre os ritos iniciais. Ele sugere que
seja feito jogo chamado ”bingo das pessoas”, a fim de retirar ou levar os homens

1
à discussão. A questão seguinte é a de número 3 (ps. 32-33) do guia de estudo, a
qual deve ser discutida em pequenas reuniões de grupo de homens:
“Nossa cultura tem apresentado muitos ritos iniciais ou passagem à
masculinidade, os quais estão associados ao falo. Quais foram os tipos já
experimentados por você? Você tem uma história para compartilhar com outros
homens sobre um desses eventos?
*Quando na infância eu fui ensinado a deixar de molhar a cama?
* Sobre o crescimento púbico
* Uma experiência infeliz com a pornografia
* Minha primeira experiência com um encontro
* Minha noite de núpcias
* A concepção do primeiro filho
* Outros”

Aos homens é solicitado que respondem às seguintes questões:

* Com a minha vida sexual eu declaro que, sou e o que eu adoro.


* Nossa vida sexual importa a Deus, até mesmo o que acontece ao sêmen.
* Não tenho idéia de como seja a vida sexual masculina normal.

Na p. 87 do guia de estudo, Hicks coloca as seguintes questões: “Coloque


na linguagem da Jornada Masculina que Jesus era fálico, com todas as paixões
que nós experimentamos como homens. Jesus conheceu cada tentação da carne
e, contudo, jamais pecou. Logicamente, conclui-se que Ele foi tentado em todos
os tipos de sexualidade. Em quais específicas áreas você acha que Jesus foi
tentado? Qual a tentação de Jesus que toca uma necessidade sentida por você,
como por exemplo, que você poderia andar ou falar com Ele, nesse ponto de sua
jornada masculina?”
Será que estes assuntos são apropriados para se discutirem num grupo de
homens? É disso que os homens precisam? Ou se trata de algum tipo de exibição
espiritual? Ou de ritualismo pagão? Será que as esposas querem seus maridos
jogando o “bingo das pessoas”? Será que elas querem seus maridos fantasiando
sua noite de núpcias com um grupo de outros homens? Qual é o objetivo disso?
Será que o Senhor Jesus Cristo deveria ser rebaixado ao nível da psicologia
freudiana, onde é tratado como “um tipo de sujeito fálico”? Quase todas as
religiões pagãs adoram o órgão fálico. É isso que você quer? Será que esse
mambo-jambo psicológico ajuda realmente no estabelecimento da
masculinidade? Será com isso que tal “Jornada Masculina” se preocupa? Isso é
doentio, é ofensivo e ridículo! Até que ponto nós descemos, hem? Não estou
inventando isso. Estou lendo todo o material dos PK - material veiculado nas
convenções. Este é apenas um exemplo. Existe mais. Os PK não têm coisas
melhores sobre o que falar quando se reúnem em grupo?
Os PK também encorajam os homens a compartilharem uns com os outros
todas as áreas de sua vida, inclusive as finanças, a vida sexual e a relação com
Deus (Ver o livro texto dos PK intitulado “Seize the Moment”). Desde quando
precisamos prestar contas a outros homens das coisas que fazemos na santidade
do nosso leito conjugal? Por que aos homens devemos prestar contas em termos
de finanças e não à Escritura em termos de pecado (tais como o
homossexualismo) ou da sã doutrina (tais como aceitar os católicos)? Existe algo
muito errado aqui...

1
Dizem que os PK se afastaram do livro de Hicks. Telefonamos aos PK e
soubemos que o “Masculine Journey” de Hicks havia sido abandonado por eles.
Ainda hoje você pode escrever-lhes e eles lhe enviarão uma cópia da carta de
sete páginas de apóio ao “Masculine Journey”. O fato de que o livro de Hicks ter
sido usado e distribuído durante tantos anos pelos PK demonstra uma falta de
discernimento e de liderança. Mas não é esta a única publicação dos PK que
revela a sua visão não bíblica sobre o homem. Muitos outros livros ainda usados
pelos PK reforçam a sua contínua orientação psicológica. Por exemplo, “Brothers,
Calling Men Into Vital Relationship”, de Geoff Gorush; “What Makes a Man”, de
Leighton Ford, Don Osgood e Bill McCartney, etc., sem mencionar o livro “The
Seven Promises of a Promise Keeper”.
Os PK estão repletos de “psicologistas”. Eles usam a mais recente
terminologia psicológica ”pop”, como agrupamento, sensibilidade, “auto” isso e
aquilo. O uso de tipologias da personalidade ou estágios de desenvolvimento
pode ser interessante como idéia do homem, porém é tão espúrio como a
astrologia em termos de significativa exatidão. Os mitos promulgados por James
Dobson, Gary Smalley, John Trent, e outros que estão apoiando os PK,
demonstram a sua orientação psicológica. Em seu livro “The Language of Love”,
Smalley (um dos principais preletores dos PK) e Trent entram nas diferenças
entre homens e mulheres e em termos cérebro da “direita” ou “esquerda”,
mesmo tendo uma pesquisa recente desacreditado essa teoria (Psychoheresy II,
ps. 211-223). Essas teorias podem ser atraentes e divertidas, mas são no mínimo
simplistas, ou então totalmente erradas e mal conduzidas. Existem muitas teorias
psicológicas que são apresentadas como fato e com a total autoridade do Dr.
Fulano de Tal, “psicólogo cristão”. Por exemplo, a importância das memórias da
infância, da hora do nascimento, a interpretação da memória dos sonhos, a idéia
de que sua memória é uma armadilha de aço que tudo capta, a idéia de que você
é formado como uma pessoa desde os seis anos de idade e que existe pouca ou
nenhuma esperança de mudança em você (sem ajuda da psicologia, claro). Essas
teorias têm sido desacreditadas na psicologia, junto com as principais teorias de
Freud, pelos pesquisadores. Então, porque os pesquisadores “cristãos”
continuam promovendo essas obsoletas especulações, tentando revesti-las com
“termos bíblicos”? Um exame final dos livros dos PK - “Daily Discipline for
Christian Man” - do Dr. Bob Belts. Este promove os doze passos dos Alcoólicos
Anônimos (AA), os quais são também promovidos pelo Dr. James Dobson.
Estudos recentes têm demonstrado que o AA não dá resultado. É um movimento
que prega a “dependência como uma doença” e a pesquisa descobriu que numa
sessão de aconselhamento a cura pode ser tão efetiva como em qualquer
reunião do AA. Ao contrário da noção popular, o AA não se coloca a favor do
evangelho, mas depende da ajuda de um “ser superior” (Psychoheresy, ps. 249,
255). Não é um modelo a ser seguido. Por favor, leiam “Christian Psychology War
on God’s Word, the Victimization of the Believer”, de Jim Owen. Para o psicólogo
cristão o problema provém de se ter uma baixa auto-estima, não do pecado e da
falta de relacionamento e obediência a Jesus Cristo. O mesmo problema
relativista pelo qual criticamos o mundo tem penetrado em nós. Já não
acreditamos em absolutos. Nosso modelo já não é a Palavra de Deus. Por que não
fazer da psicologia também um modelo? Quem sabe a baixa auto-estima é de
fato um problema? Nós tocamos “The Greatest Love of All” em nossas estações
“cristãs” de rádio, enquanto “aprendemos a amar a nós mesmos!” O que há de
errado com os católicos? Eles crêem em Jesus, não crêem? Eles não são tão maus
assim. O alcoolismo não um pecado - é uma doença. O homossexualismo não é
1
um pecado - é uma tendência biológica, ou outra coisa causada pelo meio
ambiente... Quem sabe até mesmo pela água? O problema é a pobreza. São as
os traumas de infância, o abuso, a falta de comunicação, a baixa auto-estima, o
estresse... [Tudo menos a natureza corrupta do homem].Talvez precisemos de
uma nova revelação para nos explicar tudo isso! Os PK juntam os homens em
grupos. A comunhão entre os homens centrada na Bíblia é uma coisa, mas nos
encontros dos PK são copiadas certas táticas do AA e de outros movimentos.
Esses programas trazem o determinismo psicológico, a gratificação sexual e um
evangelho focado em buscar e descobrir o verdadeiro eu, não a legítima
edificação e serviço cristão, que deveria acontecer entre os homens, em sua
comunhão normal com os crentes.
Os PK têm revivido a fatal estrutura do encontro de grupo. Os homens são
colocados em várias e reconhecíveis formas de encontro de grupo. O objetivo é
chocar e quebrar inibições. O que o estudo de Hicks admite é que a maioria dos
homens vive uma vida pecaminosa, disfuncional e mundana, em vez de uma vida
piedosa. O homem normal pode querer saber se algo é errado, caso não se
encaixe na descrição do “guerreiro ferido”. O guia raramente oferece uma
resposta bíblica, mas focaliza o pecado, as tentações e o comportamento
anormal. Como no caso de muitos encontros na igreja, nos anos 1970, a
dissonância criada deixa os homens sentindo-se miseráveis, tendo ali confessado
pensamentos e ações ocultas, com pouco para preencher o espaço vazio.
Mais uma vez Phill Arms resume brilhantemente o problema:
“Os homens têm vivido sempre inclinados a edificar a estrada rumo ao céu.
Essas estradas têm sido constantemente pavimentadas com as obras religiosas e
o esforço humano... O esforço humano tenta reembolsar o Cristianismo,
mesclando-o com exigências extra-bíblicas, princípios de psicologia e outros
aditivos, que devem ser reconhecidos como a manufatura do sabotador.
Introduzir na doutrina do Cristianismo bíblico livros, conceito e racionalização
humanos, biblicamente ilegítimos, somente desvia os homens, os quais, de outra
maneira, deveriam caminhar com Deus numa capacitação mais profunda...
Lançar ‘algumas verdades da Palavra de Deus’, tentando ‘santificar’ o ‘todo’, é
também futilidade. Mesmo assim o material e as técnicas do guia ministerial dos
PK fazem exatamente isso. Quando torcem desse modo as Escrituras, como se a
Palavra de Deus fosse a fonte por trás dos seus conceitos com relação aos
homens se tornarem realmente ‘homens verdadeiros”, eles capturam corações
distraídos com a sua sonora fraseologia bíblica” (Phill Arms, ps. 205-206).

Os Promise Keepers São Um Movimento Político?

Então, os PK são um movimento político? Claro que sim. Existem “três não
negociáveis da masculinidade: integridade, compromisso e ação.” (Dagger,
Special Report, p. 12, conforme registrado na Convenção dos PK, em Portland).
Há uma convocação à ação no lar, na igreja e na comunidade. É apenas uma
questão de tempo, até que a agenda da “comunidade” seja desenvolvida.
Certamente ela tem o apoio de uma poderosa força política, Segundo, alguns dos
profissionais que apóiam os PK certamente têm uma agenda política, pelo menos
James Dobson, do Focus Family, além de muitos outros cristãos, já com os seus
quartéis generais sediados em Colorado Springs, graças à El Pomar Foundation e
à Arquidiocese Católica.

1
Embora os PK pareçam ter alguns pontos positivos, existe um excesso de
informação disponível, com a qual deveríamos tratar. Eles já têm uma inclinação
ecumênica, estão fortemente entrosados na psicologia e poderiam tornar-se uma
força política. O crescimento dos PK é extraordinário. É difícil alguém questioná-
los, quando apenas se mede o sucesso em termo de algarismos; as convenções
são eletrizantes e o assunto que vem à tona tem a doçura de mãe e de torta de
maçã. Contudo, Hitler e Mussolini também tinham os seus lados positivos. Hitler
purificou a República Weimer do excesso de liberalismo e dos pecados. Mussolini
fez os trens andarem na hora certa. Pelo fato de um movimento parecer
poderoso e bom, não significa exatamente que ele seja um grande movimento de
Deus. Usando essa linha de racionalização, poder-se-ia abraçar organizações
como os mórmons, que não são fumantes nem bebedores, e a dos valores
familiares.
Ao analisar os preletores e mantenedores dos PK, quase não se tem
dúvida de que existe ali uma agenda política. Primeiro, um milhão de PK
marcham na capital da nação. Agora estão planejando marchar em cada capital
dos estados. Os PK representam uma espantosa força, quando mobilizada. Mais
de um milhão de homens que têm freqüentado os ajuntamentos estão sendo
organizados a nível de emergência, nas igrejas, em todo o país. Para onde irão
esses participantes voluntários? É nisso que nós, os cristãos dos ”últimos dias”,
estamos envolvidos? O que está acontecendo na frente doméstica? Phil Arms
descreve o processo:
“Essa é uma preocupante, senão óbvia característica dos PK. Milhares de
homens leigos têm sido arrastados das igrejas seriamente bíblicas, através de
sua participação na teologia herética da Terceira Onda dos PK. Raramente isso é
resultado dos ajuntamentos dos PK, onde a sua doutrina não se manifesta tanto.
A armadilha doutrinária tem sido difundida nas pequenas reuniões de grupo e
nas relações pessoais entre os homens, promovidas pelo esforço de
“mentalização” dos PK... À bagagem que os acompanha, embora não seja
designadamente óbvio na maioria dos ajuntamentos, tem sido adicionado um
contrabando espiritual do território inimigo. Os homens que se envolvem na
filosofia e nas doutrinas dos PK tornam-se “veiculadores” do germe do engodo.
Eles continuam levando esse germe, quando regressam aos lares e às igrejas,
espalhando uma epidemia de AIDS espiritual, deixando as igrejas impotentes
para resistir à infecção espiritual dos conceitos poluídos e envenenados sobre
Deus, e à mercê das doutrinas de demônios. Sob uma fachada atraente, os PK
estão contaminados de tudo: de humanismo cristão, crenças danosas, heréticas
e apóstatas, até um total desrespeito pela integridade da doutrinas escritural
estabelecida por Deus” (Phill Arms, ps. 250-251).

Reação à Crítica dos Promise Keepers

Quando escrevi o meu artigo original sobre os PK, há vários anos, havia
apenas algumas vozes de alarme. Hoje em dia existem centenas de artigos, sem
mencionar o livro de Phill Arms, além de numerosos sites na Internet, expondo os
óbvios perigos do movimento PK. Mas será que tem havido algum efeito nessa
admoestação às pessoas? Existem várias razões pelas quais as pessoas não
conseguem enxergar o óbvio:
1. - Devem ser tão fracas no conhecimento fundamental da Palavra de Deus
que não conhecem coisa melhor.
1
2. - Ficaram entusiasmadas com os ajuntamentos, pela enorme aparência
externa do que há de “bom” no movimento dos PK, a ponto de não terem
suficiente discernimento espiritual para enxergar além disso.
3. - Têm sido levadas aos mesmos através do seu relacionamento com
pessoas em quem confiam.
Estas são as prováveis razões, mostrando quão facilmente isso pode
acontecer. Quando os amigos, pastores e parentes sobem todos ao carro de
som, parece tola demais a pessoa que se recusa a fazê-lo. Cuidado! Quem segue
as multidões, sem nada questionar, certamente vai apostatar!
Nosso registro pessoal sobre os PK foi enviado a todo o país, tendo
recebido reação mista. Alguns o odiaram e outros o amaram. Alguns pediram
para ser retirados de nossa lista postal, enquanto outros pediram que lhes
enviássemos cópias extras para serem distribuídas. Contudo, ficamos
preocupados com a reação de alguns. Como consideramos não apenas a
possibilidade, mas também a probabilidade do engodo, parece existir uma
predisposição generalizada de não ser levado a sério o que foi dito.
1. - Existe uma predisposição para se ignorar os fatos e evitar os assuntos.
Alguns dizem que o registro sobre os PK fizeram “sérias acusações”. Não foram
sérias acusações, mas sérias informações, diretamente colhidas no próprio
material dos PK.
2. - Existe uma predisposição para atacar o mensageiro, em vez de encarar os
assuntos. O mensageiro é sempre condenado, não “pelo que disse, mas pela
maneira como o fez”. É um esforço no sentido de desviar a atenção do assunto
abordado. A alguns que nos condenam em alta voz, indagamos se leram todo o
material. Disseram: “Não, mas ouvimos falar dele por alguns que o leram”. Os
críticos raramente discordam, quando argumentam sobre os itens abordados.
3. - Existe uma predisposição para minimizar os pontos. Não citamos pessoa
alguma, além do fundador dos PK. Não estamos falando da psicologia que tem-se
infiltrado e permeado nossas igrejas, escolas bíblicas e seminários, além dos
corações e mentes de tantos cristãos.
4. - Existe uma predisposição de não se tomar uma posição, porque isso pode
afastar as pessoas, causar divisão dentro da igreja ou entre igrejas. É uma
predisposição de se preocupar mais com o que as pessoas pensam do que com a
verdade.
5. - Existe uma predisposição com o ser específico. Alguns podem concordar com
o que está sendo dito, mas têm má vontade, quando se nomeiam pessoas. Como
se podem separar a posição e a pessoa? Devemos parar o debate público no
Corpo de Cristo, sob a desculpa de ser falta de amor e não ser cristão? Se é
assim, onde fica a verdade?
A própria Escritura nos diz a que se assemelharão as coisas, nos “últimos
dias”. Então, o que deveríamos fazer? Deveríamos nos tornar ecumênicos e nos
unir à corrida pela unidade? Dar as mãos na luta contra o aborto, o crime, a
pobreza nas escolas, etc.? Abraçar a psicologia “cristã” e os psicólogos
”cristãos”? Ou deveríamos abrir nossos olhos, a fim de cuidadosa e
objetivamente examinar o que está acontecendo ao nosso redor, à luz da
Escritura? Conforme observou um irmão, a verdade bíblica promove divisão. Isso
é inevitável [Lucas 12:51-52]. Quando os crentes se posicionarem pela verdade
nos “últimos dias”, estarão indo contra a onda. Todos estarão indo em outra
direção. Você poderá ser acusado de elitista, segregacionista, sem amor, irado,
julgador e assim por diante. Você vai querer pagar este preço ou simplesmente
seguir junto com a multidão?
1
“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também
vós, porque esta é a lei e os profetas. Entrai pela porta estreita; porque larga é a
porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por
ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que
a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos
como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:12-15).
Observe que estas passagens são usadas em conjunto com os falsos
profetas. Eles conduzem as pessoas através das portas largas da popularidade e
da aceitação. Uma pessoa “predisposta” a não olhar, não escutar nem considerar
os assuntos, a condenar as pessoas que as questionam e a seguir cegamente os
seus líderes, não fará a melhor escolha. Se um cristão quiser assumir uma
posição nos “últimos dias”, isso vai depender de uma vida repleta de Jesus, de
obediência, diligência, honestidade e coragem.
Você vu as raízes dos PK? De onde eles vieram? Nós frisamos que eles
lembram claramente o movimento Palavra de Deus, no qual McCartney esteve
engajado em Ann Arbor, na submissão, nos ajuntamentos, etc. Mas quando
McCartney se mudou para Boulder, Colorado, com quem ele se juntou? Com os
vineyards. Os vineyards têm estado na liderança do atual “reavivamento” de
sinais e maravilhas, o qual está assolando o mundo. Como diz Phill Arms:
“A organização (PK) é teológica e doutrinariamente uma legítima herdeira
de Wimber e suas maravilhas da Terceira Onda.” (p. 241).
O que aconteceu nos últimos oito anos? Os ajuntamentos já não são tão
grandes, como costumavam ser, mas estão bem estabelecidos nos ministérios de
homens, em muitas igrejas, em toda a nação, espalhando seus ensinos e
métodos não bíblicos. Esse tipo de movimento tem um método de ficar no
subsolo, para ressurgir à superfície, anos depois, de forma diferente. O último
capítulo ainda vai ser escrito sobre os PK. Agora existe muito mais material na
Internet, visto como os olhos de muitos cristãos foram abertos à realidade de sua
legítima natureza. ************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-07.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

1
Capítulo 7 - Sinais e Maravilhas
(Signs and Wonders)

De acordo com muitos líderes evangélicos, estamos presenciando uma


nova onda varrendo a América.
“A Primeira Onda foi o Movimento Pentecostal; a Segunda Onda foi o
Movimento Carismático e agora a Terceira Onda, que está reunindo os dois. A
Terceira Onda é, sem dúvida, a dos evangélicos de vanguarda, agora cônscios do
poder de Deus, os quais não querem se identificar com o Pentecostalismo” (C.
Peter Wagner, conforme citação feita na o livro “Trojan Horse”, p. 244). Ao
mesmo tempo em que os seus proponentes afirmam o obsoleto Pentecostalismo
como sua herança, a doutrina da Terceira Onda da Teologia do Movimento
Vineyard - bem como a do seu filho ainda engatinhando, os Promise Keepers -
representam muito mais. Essa é uma doutrina de extremismo extra-bíblico,
focalizando a exclusiva busca sensualmente orientada de experiências e
declarações diretamente do Deus Todo Poderoso.
Mais que freqüentemente o “profeta” nomeia o indivíduo a quem tais
pronunciamentos são direcionados, tendo visões, nas quais o aparecimento de
Jesus e de outros bem conhecidos personagens bíblicos pode acontecer. Com
peculiares e inacreditáveis extremos, práticas e condutas, tudo em nome do
mover do Espírito Santo, as supra citadas humildes e primitivas práticas têm
brotado da igreja mãe dos Promise Keepers.
“Os responsáveis pela Terceira Onda Vineyard, bem como dos
Departamentos de Relações Públicas dos Promise Keepers têm aperfeiçoado
técnicas de invasão, com o fito de alcançar denominações biblicamente
embasadas, infiltrando-as com este “levedo” doutrinário, focalizando suas
vitimas espiritualmente ingênuas, usando uma propaganda que apela à unidade,
harmonia e necessidade da igreja por ‘homens de verdade’. Esta é uma
conspiração bem planejada, estrategicamente dirigida no sentido de invadir as
posições teológicas extremamente diferentes. Sua esperança é que esses
grupos visados possam engolir a isca de ‘A doutrina não é tão importante. Vamos
amar Jesus e nos unir por Cristo’. O seu plano é conduzir e impor a todos os
grupos - pentecostais e não pentecostais, protestantes e não protestantes - o
ensino e a filosofia extra-bíblicos, que escravizam, excitam e os conduzem a um
fervor evangelístico. Desse modo, um influxo de preletores do tipo Vineyard e de
ministros influentes da Terceira Onda tem estado na invasão das igrejas
embasadas na Bíblia, sob a falsa e enganosa premissa dos Promise Keepers.”
(Phil Arms, obra citada, ps. 245-246).
No momento, vamos examinar esse Movimento da Terceira Onda, o qual
compreende os Vineyards, os Promise Keepers e a Bênção de Toronto [antes do
Vineyard] e agora o Reavivamento de Pensacola, numa linha importante das
Assembléias de Deus. Lembro mais uma vez que existe ampla informação dobre
o assunto, o qual vou apresentar apenas de maneira generalizada, visto como
pode ser encontrado em vários livros informativos. Estas não são idéias minhas e
não sou a única pessoa por dentro deste assunto. Existem muitos livros e
ministérios e também websites dedicados a esclarecer os cristãos sobre o engodo
que já salta diante dos nossos olhos. Em Lucas 11:29 Jesus condena: “Maligna é
esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do
1
profeta Jonas” e a 2 Tessalonicenses 2:9 nos previne sobre a vinda do Anticristo
“...segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”.
Então, como foi que este movimento teve início?

Origem do Movimento dos Sinais e Maravilhas

As origens modernas deste movimento datam de Essek William Kenyon, o


qual começou no século 20 como um vigoroso evangelista rural, tendo fundado o
Bethel Bible Institute, do qual foi o superintendente, de 1900 até 1923. Em 1923,
ele deixou o Bethel e se mudou para o Oeste [dos EUA], onde costumava
ministrar, junto com Aimée Simple McPherson, em seu templo, em Los Angeles.
McConnell documenta fartamente a forte conexão de Kenyon com o Colégio
Emmerson e os seus ensinos universalistas, Ciência da Mente, Novo Pensamento
e outras seitas metafísicas. (D. R. McConnell – A Different Gospel, cap. 3). Kenyon
reuniu tais doutrinas num ensino cristão que ele chamou “ciência espiritual”.
“Segundo Kenyon, esta era ‘a habilidade da ciência cristã de aplicar o
sobrenatural às necessidades de cura das massas’, tendo sido a razão de
elevadas taxas de atrito nas igrejas denominacionais e, portanto, do crescimento
dos carismáticos independentes”. - (Ibid, p. 47) Kenyon foi, sem dúvida, o pai do
Movimento da Fé - Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Oral Roberts, William
Branham, Benny Hinn e todos os demais “mestres da fé” tiveram nele as suas
raízes. De fato, Hagin até foi constantemente acusado de plagiar Kenyon em
quase cada palavra (Ver o supra citado livro de McConnell e Cristianismo em
Crise, de Hanke Hannegraff. A partir de Kenyon surgiram: o Movimento Palavra
da Fé, o Movimento Chuva Serôdia e o ecumenismo do novo Movimento
Carismático. Eles embasam a unidade no amor. Porém não no amor e verdade.
Lembro mais uma vez que existem livros sobre as suas falsas doutrinas,
cristologia e práticas. Branham não acreditava na Trindade. Muitos mestres da
Palavra da Fé acreditam na existência de “pequenos deuses” e em que Jesus
precisou “nascer de novo”. Existem muitos problemas com os seus ensinos,
porém vou focalizar apenas duas das suas doutrinas mais perigosas, as quais
atualmente fazem parte de todos esses movimentos: o Conhecimento da
Revelação e a Doutrina dos Manifestos Filhos de Deus.

O Conhecimento da Revelação

É a idéia de que Deus continua a revelar coisas através de meios, como


“palavras de conhecimento”, sonhos e intuição. Esse conhecimento da revelação
tem o mesmo peso da revelação bíblica. No dia em que alguém estiver falando
diretamente e com a mesma autoridade de Deus, com o “Assim diz o Senhor”,
então é hora de termos problemas. Pois esse dia já chegou! Basta entrar numa
dessas igrejas da Onda Carismática, para constatá-lo pessoalmente. Eu poderia
indicar uma dúzia de livros repletos de falsas profecias, tais como “A Colheita” de
Rick Joyner. Poderia também indicar uma porção de websites cheios de falsas
profecias.
James Ryle é Bill McCartney, pastor e fundador do Promise Keepers. Suas
revelações acontecem através de sonhos: “Houve muitas ocasiões em minha
própria vida, nas quais o Senhor me deu significativos insights através de sonho
e visão. Esses sonhos proféticos algumas vezes tratam da Igreja, de uma nação
ou dos líderes da Igreja. Outras vezes a revelação é focalizada a nível pessoal”.
1
(James Ryle, “Hippo in The Garden”, p. 125). Seu livro está cheio de exemplos de
como ele é conduzido pelos sonhos. Isso é escriturístico? Quer haja um sonho,
uma intuição ou qualquer “palavra” de Deus, tudo isso é extra-bíblico [negando a 2
Timóteo 3:16-17]. Portanto, sejamos cautelosos em atribuí-lo a Deus. Alguns
chegam a tal ponto, de afirmar que “nossas palavras criam realidade”, “nossas
palavras geram saúde e riqueza”. Isso pode ser escutado diariamente nas TVs
“cristãs”. [Toda essa parafernália “evangélica” é corroborada por Davi Yong Cho e sua
visão budista].
Pode parecer absurdo, mas tenha cuidado, pois as pessoas estão sendo
sutilmente controladas, quando vão à frente, no final dos cultos e alguém lhes
entrega uma “palavra de conhecimento”. Um dos “profetas” de Kansas City
andou entregando algumas “palavras de conhecimento” às pessoas, porém, mais
tarde, ele foi disciplinado pelos Vineyards por ser pedófilo e homossexual. Será
que os pronunciamentos desse “profeta” eram exatos? Como pode alguém
expressar milhares de impressões, pensamentos e quadros que vêm à mente de
alguém ali colocado por Satanás ou por Deus? As pessoas estão sendo desviadas
da legítima Palavra de Deus para os seus sentimentos subjetivos ou, o que é pior,
para alguma subjetiva “rhema” ou “palavra” de Deus. Impressões íntimas não
são necessariamente uma forma de revelação ou de autoridade. Contudo, muitos
santos ingênuos aceitam essas “profecias” como se proviessem diretamente de
Deus. Eles estão sendo manipulados e muitas vidas têm sido arruinadas por
alguns “profetas” muito importantes ou por outros não tão importantes.
A outra área que eu gostaria de comentar é sobre Os Manifestos Filhos de
Deus. Este movimento veio do Chuva Serôdia, de William Branham. Eles
garantem que haverá um grupo de vencedores, os quais demonstrarão sinais e
maravilhas, além de outros poderes sobrenaturais, nos últimos dias. O nome
dessa doutrina vem mudando ao correr dos anos, dependendo do grupo que dela
se utiliza. Ela se refere variavelmente à nova geração e, mais recentemente, ao
Exército de Joel, conforme os “profetas” do Vineyard e de Kansas City. Falsos
profetas falam sobre uma futura guerra civil entre os cristãos (Rick Joyner, John
Wimber, John Arnott, James Ryle e muitos outros). Vocês podem ler sobre o
assinto no site deles. Por exemplo, no site de Rick Joyner:
http://www.eaglestar.org/calltoarms/sroad1997.htm).
Esta será uma guerra para ficarem livres (isto é, enviar para a glória um
pouco mais cedo) os oponentes, ou seja, os que os renegam, opondo-se ao
“mover de Deus”. [Nota da Tradutora: Atenção, irmãos fundamentalistas bíblicos:
Se o Senhor não nos arrebatar bem depressa, provavelmente esses “manifestos” nos
“despacharão” para a glória, mais cedo que imaginamos!].

O que Eles Dizem Sobre a Oposição

James Ryle escreveu a John Lowffler, logo após o seu aparecimento em um


show, numa rádio em Denver, “Steel or Steel”:

“Hoje existe um grupo de pessoas que se promovem como puristas


bíblicos, o remanescente fiel que prega sozinho a palavra e que evidentemente
possui o poder de julgar e criticar qualquer pessoa que não seja igual a eles. Isso

1
não é novidade, pois qualquer estudioso da Escritura pode atestar. Foram
realmente desse tipo as pessoas que crucificaram Jesus Cristo.
Eram os escribas e fariseus, religiosos e irados, atacando e perseguindo
qualquer pessoa que ousasse discordar de suas exclusivas visões. É assim que se
fortalece a conspiração. Esses cães de guarda da pureza doutrinária - os quais
ironicamente violam as Escrituras através de suas ímpias atitudes, dos seus
comentários com significado espiritual e do seu enganoso registro - que agora
voltaram suas espadas contra os Vineyards e seus líderes . E por que? Visto não
haver verdade alguma em suas acusações, alguém deveria indagar: por que eles
acusam? O que os motiva a derrubar outra Igreja? A resposta é: orgulho, ciúme,
medo, ódio ou ignorância.”
Pelo visto, qualquer pessoa que ousar opor-se a eles, está se opondo a
Deus. “A comunidade religiosa sempre volta atrás, quando Deus se move,
afiando a língua e apontando o dedo. Sempre existe oposição ao mover de Deus
e nós simplesmente não queremos estar entre os que se opõem” (Carl Tuttle,
Vineyard - Anheim, conforme transcrito da fita cassete #00363, segundo registro
na obra “Deception in the Church News Letter”, com site na Internet). Para
maiores informações sobre a oposição [Aos Manifestos Filhos de Deus], leiam o
livro do evangelista Steve Hill, do Pensacola Revival, intitulado “The God
Mockers” (Os Escarnecedores de Deus), ou ver na Internet no website:
http://www.rapidnet.com/di/new_product/god_mo_1.htm.
Como já antes foi dito neste livro, a Escritura encoraja os crentes a
questionarem: “E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles,
chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que
estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada
dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos 17:10-11).
O problema é que não temos espaço para um debate honesto, mesmo tendo
sido este encorajado pelo apóstolo Paulo, referindo-se aos seus próprios ensinos.
Concordo em que não devemos nos opor a um legítimo mover de Deus, porém é
preciso que o examinemos para ver se o mesmo tem respaldo na Escritura. Isso
não significa caçar heresia, ser negativo ou não ser amoroso, mas estar atento,
considerando o engodo que se aproxima.
Por favor, não acreditem em minhas palavras; leiam, estudem a Palavra e
orem. Confiram as minhas fontes e tirem suas próprias conclusões. Porém se
ousarem falar contra esse mastodonte que está se aproximando, na certa ele vai
esmagar vocês sem misericórdia.
Eles consideram inimigo qualquer um que a eles se opõe, o qual deveria ser
eventualmente eliminado. No livro de Rick Joyner -“The Shepherds Rod” (A Vara
dos pastores), 1997, ele diz o seguinte:
“Os corvos e as raposas devorarão os que não se moverem com o Espírito
Santo, este ano... Os que não corresponderem de modo apropriado ao Espírito
Santo serão como carcaças no deserto, presa para os predadores... As raposas
são um símbolo para a ilusão... Os que não receberem o amor da verdade, a qual
será entregue pelos inspirados mestres, ficarão marcados pela sua forte ilusão e
confusão”.
Apenas mais uma citação de Steve Hill, das Assembléias de Deus de
Brownsville (origem do reavivamento de Pensacola):
“Os escarnecedores de Deus ridicularizam e desprezam tudo que ‘não
aprovam’. A segunda marca de um escarnecedor de Deus é ter medo do

1
confronto e da mudança. Eles estão de tal modo firmados na tradição religiosa
que se fecham a qualquer revelação nova” (Steve Hill – “God Mockers”).
Espero que não sejamos encaixados nessa descrição - que estejamos
sempre abertos ao Senhor. Pode haver uma certa soma de verdade em acusar
alguns cristãos de estarem incrustados na tradição, não se abrindo à nova
revelação. Mas esperamos que qualquer nova revelação seja totalmente
escritural. Quanto a se devemos ou não julgar, vamos observar os versos
seguintes:
“Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido ” (1
Coríntios 2:15)
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser
julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? (1 Coríntios
6:2).
“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1 Coríntios 10:15).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus,
porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

Para facilitar a compreensão desse dilema, examinemos tudo sobre o


Movimento da Terceira Onda:

Características da Terceira Onda

John Wimber, fundador dos Vineyards, foi um dos líderes da Terceira Onda.
Ele considerava a igreja moderna racional e materialista demais e, portanto, não
aberta ao legítimo poder de Deus e, portanto, os cristãos careciam de uma nova
fé no sobrenatural. Mas teriam sido os sinais e maravilhas que provocaram o
crescimento da igreja primitiva? Historicamente os sinais e maravilhas operados
por Jesus não produziram fé. A princípio eles ajudaram na Sua popularidade,
porém as multidões logo se dispersavam. Jesus falou sobre as massas que iam
até Ele em busca de milagres: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém,
não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Evangelismo
de poder através de sinais e maravilhas, obviamente está em falta, neste
assunto.
“Os sinais não têm qualquer poder inerente no sentido de conduzir os
pecadores á fé. Isso deveria ser óbvio, quando se examina o ministério de Jesus,
no qual os poderes da época futura eram regularmente expostos em conexão
com uma vida perfeita e uma infalível declaração da verdade, porém, mesmo
assim, o seu povo claramente O rejeitou” (Stan Fowler - “Signs and Wonders
Today” – conforme citação de Eric Wright no “Strange Fire”, Evangelical Press,
Inglaterra, p. 250).
As igrejas alcançadas pela “Bênção de Toronto” e o “Derramamento de
Pensacola” têm sido afetadas por estranhos fenômenos: tremores, contorções,
risos incontroláveis, latidos, rugidos, gritos, fanerose e assim por diante.
Deveríamos observar que a comunidade de Vineyard separou-se da Vineyard de
Toronto. Mesmo assim esses fenômenos continuam a ser vistos nas comunidades
vineyards e nas Assembléias de Deus, através da nação. Essas atividades que, há
anos atrás, deveriam ser questionadas como sendo, possivelmente, demoníacas,
agora são recebidas como um mover do Espírito Santo. É verdade que têm
surgido alguns bons frutos em razão de tais experiências. Contudo, seria por
causa delas ou apesar delas? [Nota da Tradutora: Deus é Soberano e age como
1
quer, onde quer e quando quer, apesar da nossa iniqüidade]. O caso é que tenho
recebido uma porção de e-mails de pessoas que foram terrivelmente
machucadas por causa dessas experiências.
Alan Morrison escreve: “Depois de ter sido consultado por muitas centenas
de pessoas que haviam sido afetadas por essas experiências psico-religiosas...
dentro das igrejas que propagam as experiências de Toronto, encontramos nelas
muitíssimos pontos característicos das seitas: 1. - revelação extra-bíblica; 2.-
uma falsa base de salvação; 3. - afirmações arrogantes dos seus líderes; 4. -
doutrina dúbia; 5. - cristologia deficiente; 6. - pneumatologia deficiente; 7. -
prova injustificada de texto escritural; 8. - injusta e ameaçadora denúncia contra
os que discordam; 9. - práticas e associações sincretistas”. (Letter in Evagelical
Times, conforme citado por Eric E. Wright, no "Strange Fire", p. 47). Além disso,
Wright observa que os milagres não eram comuns na vida do Velho nem do Novo
Testamento: “A contínua dependência de milagres coloca em dúvida a sabedoria
de Deus, desvalorizando o Seu íntimo envolvimento em todos os setores da vida
e da história”. (Ibid, p. 244).
Essa gente trata o Espírito Santo como se Ele fosse um produto de mercado
que pudesse ser descartado ou apanhado por qualquer pessoa que passasse.
Tanto Hannegraff em seu livro “Counterfeit Revival” (Falso Reavivamento) como
Wright no “Strange Fire” (Fogo Estranho) fazem idênticas observações. Wright
observa sete características negativas na “Bênção de Toronto” e nos Vineyards:

1.- Falta de espontaneidade.


2.- Fenômenos físicos que correspondem quase exatamente aos resultantes do
hipnotismo.
3.- Dependência das pessoas que vão às reuniões, na expectativa do que irá
acontecer.
4.- Dependência das técnicas subjetivas para gerar a abertura do que acontece.
5.- Dependência de uma atmosfera poderosamente carregada, num culto
produzido e cuidadosamente coreografado, numa reunião demorada.
6.- Semelhança ao que acontece na lavagem cerebral.
7.- Tratamento indigno dado ao Espírito Santo, como se Ele fosse um produto de
mercado que pode ser descartado por homens supostamente “ungidos”. [Nota
da Tradutora: Não seria essa uma forma atual de blasfêmia contra o Espírito Santo?]
Wright prossegue: “Em minha opinião esse movimento não manifesta
reavivamento algum do Espírito Santo. O que ele revela de fato é um apelo às
urgências psicológicas da humanidade, disfarçado numa embalagem de
comunicações correspondentes aos desejos e necessidades do homem moderno.
Ele corresponde aos profundos anseios da humanidade por comodismo e desejo
de fugir da luta e dos problemas da vida. Ele engloba emoções mais do que
intelecto. Ele usa música barata, com atores entretendo os presentes, numa
atmosfera de relaxamento, tudo isso embalado num programa muito excitante. O
movimento atual reflete o desenvolvimento - no Vineyard - de uma teologia de
sinais e maravilhas geradores de intensa expectativa e excitação” (Ibid, p. 221).
Mais tarde, Wright, um pastor canadense que havia freqüentado
pessoalmente o Vineyard de Toronto, muitas vezes admirava-se de como o
pessoal ali “deixa de notar que os hipnotizadores e praticantes de religiões
alienadas realizam rotineiramente curas idênticas àquelas realizadas nos círculos
vineyards” (Ibid, p. 238).

1
Finalmente, quero citar uma carta escrita por Al Dagar, endereçada a Steve
Hill, das Assembléias de Deus de Brownsville:

“Como poderiam os eleitos ser quase enganados, Steve? A única resposta é


que o grande engodo dos últimos dias chegaria com poder, em o nome
de Jesus. A única razão pela qual os legítimos eleitos não serão enganados, é
que eles possuirão discernimento e humildade para reconhecer as sutis
diferenças entre a legítima obra de Deus e a falsidade. A diferença não será
patente ao cristão nominal, nem aos que buscam experiências acima da
verdade.” (Special Report, Pensacola Revival or Reveling, por Albert James
Dager, p. 35 - Ênfase do autor do livro).

Muitíssimo mais pode ser e tem sido escrito sobre este assunto. Eu apenas
toquei a ponta do iceberg. Não sou único a fazê-lo. Existem muitos que estão
bem mais a par. Espero que vocês leiam todo o texto dos livros aqui
mencionados. O que isso representa é uma mudança de paradigma no
Cristianismo evangélico:

* A doutrina e o ensino são mantidos em desprezo. As pessoas são levadas a


restringir suas mentes à porta: não ore, apenas esteja aberto.
* Às pessoas é dito que estejam abertas à nova revelação e às novas
experiências, pois recusá-las é resistir a Deus.
* A unidade é mais importante do que a verdade.
*Nossa verdade é definida estritamente, a fim de atingir os seus estritos
objetivos.
* Os absolutos são divisores e estritos... O consenso de grupo é melhor.
* As experiências comprovam a verdade. ************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-08.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

1
Capítulo 8 - O Movimento de
Crescimento da Igreja (The Church
Growth Movement)
Nos próximos capítulos iremos discutir os principais movimentos dentro do
Cristianismo Evangélico - a “Meta-Igreja”, depois o Movimento da “Igreja em Células” (Cap.
9) e, em seguida, uma discussão sobre o Movimento dos Apóstolos e Profetas (Cap. 10).
Se estamos nos “últimos dias”, seria de esperar o aparecimento de algumas falsificações
muito bem forjadas. A “Meta-Igreja” também conhecida como “Igreja com Propósito”, ou
“Seeker Friendly Church” (Igreja do Buscador Amistoso), representa um movimento
extremamente bem sucedido em termos de crescimento da Igreja.
Instintivamente, podemos achar que uma coisa assim tão popular não seja boa, pois
quando um movimento é tão popular a ponto das pessoas correram para ali se reunirem,
logo eu penso nas palavras de Jesus, em Mateus 7:13: “Entrai pela porta estreita; porque larga é
a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela.” Devemos
pensar que qualquer coisa muito bem sucedida deveria merecer desconfiança, visto como a
mensagem do Evangelho, mesmo sendo de Boas Novas para os que crêem, é uma notícia
má para os que o rejeitam, quando, então, muitos começam a deturpá-lo, para que possa
soar boa ao buscador, o que não é correto.
O Apóstolo Paulo nos adverte, na 2 Timóteo 4:3-4: “Porque virá tempo em que não
suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as
suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.
Será que a Igreja Com Propósito é tão tremendamente popular porque as pessoas
buscam a verdade ou porque ela diz o que as pessoas gostam de ouvir?
Pretendo ser justo e descrever exatamente o que é a “Meta-Igreja” e qual é a causa
pela qual ela se esforça. Li todos os seus livros e observei uma igreja local, com a qual estou
muitíssimo familiarizado, a qual tem feito a cruzada dos “Quarenta Dias Com Propósito” , da
qual milhares de igrejas estão participando. Warren lecionou esses seminários a mais de
175 mil pastores e líderes de igrejas de 60 denominações, em 42 países, e mais de 60 mil
pastores assinam e recebem sua carta-circular semanal, via e-mail. O Programa é
simultaneamente levado, via satélite, a milhares de igrejas em todo o mundo.

Igreja Saddleback - Uma Meta-Igreja

Em 1979, Rick Warren e sua esposa chegaram a Orange County Community


(Comunidade do Condado Orange), para o seu crédito, determinados a edificar uma igreja
com descrentes, em vez de roubá-los de outras igrejas. Ele começou fazendo uma vistoria
na vizinhança, para descobrir como as pessoas eram (quais os seus interesses, atitudes,
objetivos, etc.) e o que elas buscavam numa igreja. Ele também deu uma olhada nas
centenas de igrejas maiores nos USA, a fim de descobrir o segredo do seu crescimento.
Trabalhou com Peter Drucker, o famoso homem de negócios, consultor e escritor,
acadêmico do Clairmont College, e fez uma pesquisa de mercado, de porta em porta.
Essa pesquisa o ajudou a moldar uma igreja destinada ao “buscador amistoso”, a fim
de alcançar a juventude não salva do Sul da Califórnia. A música, a mensagem e o culto são
cuidadosamente preparados com o fim de alcançar pessoas novas, e tem funcionado! Isso é
combinado com uma cuidadosa análise semanal dos cartões que são distribuídos durante o
culto, indagando às pessoas do que elas gostam e do que não gostam no culto. Se você ler
o livro de Warren - “Uma Igreja Com Propósito”, depressa vai notar que ele criou uma
máquina bem lubrificada. Cada aspecto da reunião é cuidadosamente coreografado, desde
1
a saudação à porta, até mesmo o tipo de música, de mensagem, seguindo-se até a saída
das pessoas.
Diz Warren que a igreja tradicional prega uma mensagem mista, contando coisas das
quais os não salvos não estão a par e depois pregando “para o coro” (mensagem dirigida ao
membro e não ao visitante), seguida de um apelo diferente, de dois minutos. Diz que
precisamos conhecer a audiência que estamos tentando alcançar, conhecer o propósito da
reunião e segui-lo com um específico objetivo. Nunca misturar as mensagens.
As reuniões matinais do domingo são orientadas somente pelo Evangelho e os
membros são discipulados com as doutrinas básicas, em outras reuniões, durante a
semana. Warren descobriu que os cristãos de outras igrejas representavam mais que um
empecilho, por causa de suas idéias preconcebidas sobre o modus operandi da Igreja. Ele
diz que a maioria das igrejas tem mentalidade dobre. Sua ênfase está em aprender, em vez
de fazer. Ele diz: “A verdade é que a maturidade é demonstrada mais pelo comportamento
do que pelas crenças” (Uma Igreja Com Propósito, p. 336). Em outras palavras: não é o que
sabemos, mas o que fazemos com aquilo em cremos, que conta.
É positiva a sua ênfase em encorajar os membros a desenvolverem os seus próprios
ministérios leigos, dependendo das várias necessidades ou interesses. Eles logo descobrem
que fazer um trabalho físico, como arrumar cadeiras e limpar os toaletes, não é um
ministério, mas a obra que o pessoal faz. Saddleback tem uma clara trilha de salvação aos
membros comprometidos em ministrar o crente.
Como membro da ABM, e com a minha experiência em marketing, o que Warren tem
feito é aplicar bons princípios empresariais ao crescimento da igreja: Conheça o seu
mercado; faça uma pesquisa de mercado; conheça o feedback e reajuste o seu modus
operandi; adapte o Evangelho, de modo que ele se torne atraente e possa preencher as
necessidades do mercado em vista; aplique a teoria dos sistemas de crescimento da igreja;
transforme a igreja numa bem modulada máquina mercadológica, a fim de atrair e assimilar
novas pessoas; se você quer se transformar numa grande instituição eclesiástica, deve
também ser bom. Siga este conselho; se deseja ser uma organização, seja efetivo; se
aplicar estes princípios e propósitos, será bem sucedido (pelo menos em termos de
crescimento). O problema é que algumas igrejas unitarianas têm aplicado estes mesmo
princípios, com muito sucesso. Então, esse movimento é de Deus ou dos homens?
Em 1998, Dennis Costela freqüentou um seminário da Igreja Com Propósito, no qual
Warren ensinou que deveria acontecer o seguinte, para que um igreja tradicional fosse
transformada numa Igreja Com Propósito, a fim de poder crescer:
1. - Um estilo contemporâneo, não amedrontador, no “Culto do Buscador”, deve substituir o
tradicional culto dominical de adoração.
2. - A roupa deve ser casual.
3. - A música deve ser contemporânea, do tipo que as pessoas costumam escutar
diariamente.
4. - A mensagem deve ser somente positiva, de modo que os salvos e os não salvos
possam sentir-se melhor consigo mesmos, após a mensagem, a qual deve sempre misturar
psicologia com um texto animador da Escritura.
5. - Os ministérios da Igreja devem ser geridos de modo a preencher as necessidades, com
grupos de apoio à depressão, desordem alimentar, infertilidade, famílias/amigos de
homossexuais, pós-aborto e separação conjugal. Warren esbravejou contra a idéia de
distribuir folhetos evangélicos, ou fazer visitas de porta em porta, dizendo ser ofensivo ao
povo de Saddleback, esse tipo evangelismo obsoleto.
6. - Instrução doutrinária não é dada à Igreja como um todo, aos domingos, sendo disponível
em subgrupos, fora dos cultos formais da Igreja.
7. - Deve prevalecer um espírito de compromisso pragmático. Warren disse: “Realmente não
interessa a denominação, gente! Jogamos todos no mesmo time, quando amamos Jesus!”
(Março/Abril, 1998, “Foundation” - Evangelical Magazine).
1
Análise do Movimento de Crescimento da Igreja

Conforme veremos nos capítulos seguintes, o Movimento de Crescimento da Igreja


tem, de fato, três ramos principais:
1. - Robert Schüller, que iniciou a Catedral de Cristal, em Anheim, recebeu inspiração de
Norman Vincent Peale. Esta é mais liberal e um pouco menos fundamentalista, mas,
certamente, uma linha principal e bem sucedida em termos de membros. A ênfase maior é
sobre a auto-estima e auto-realização, mas também, certamente, Schuller provê inspiração
para as demais igrejas do Movimento, sendo muito amigo dos seus líderes.
2. - O Movimento da Meta-Igreja é representado por Rick Warren, na Igreja de Saddleback,
e pela Igreja Willow Crick, de Bill Hybels, em Illinois, intimamente ligada a C. Peter Wagner e
à liderança do Movimento da Igreja em Células, e também ao Seminário Teológico Fuller.
3. - A Igreja em Células, popularizada por David Yong Cho, da Coréia, e Ralph Neighbors,
assemelha-se a um movimento de igrejas doméstica, mas, conforme veremos no próximo
capítulo, está longe disso.
O pai do Movimento do Crescimento da Igreja é Donald McGavaran. Ele nasceu na
Índia, filho de pais missionários, foi educado nos USA e passou os seus primeiros anos
como missionário na Índia. Era um pragmático e acreditava que o evangelismo efetivo
deveria medir o sucesso pelo número de convertidos. Em 1965, ele se tornou Deão da
Escola Fuller de Missões Mundiais. Em 1970, escreveu o livro “Understanding Church
Growing” (Compreendendo o Crescimento da Igreja), o qual foi revisado e editado por C.
Peter Wagner. Em 1970, John Wimber, fundador do Vineyard, tornou-se o fundador e diretor
do Departamento de Crescimento da Igreja, no Seminário Fuller, o qual passou a ser o ponto
focal do Movimento fundado por luminares evangélicos, como: Ralph Winter, Charles Kraft,
Win Arn, Peter Wagner e muitos outros. Bill Hybels, Rick Warren, Carl F. George e outros
tornaram-se praticantes dos princípios do Movimento. Outro membro do grupo é George
Barna, fundador e presidente do Grupo Barna, uma companhia de completo serviço de
pesquisa de mercado, em Glendale, Califórnia, a qual opera com corporações como a
Disney, a Focus on Family e a Associação Evangelística Billy Graham, bem como o Fuller e
as Mega-Igrejas. Por favor, guardem estes nomes, pois eles voltarão. Notem a sucessão de
McGavaran a Wimber, até C. Peter Wagner, agora o Apóstolo principal do Conselho dos
Apóstolos.
O Movimento de Crescimento da Igreja é, sobretudo, pragmático. Ele distingue os
“princípios bíblicos” dos “princípios do crescimento das igrejas”, sendo que estes podem ou
não ser derivados da Bíblia, da sociologia, da demografia e da pesquisa de mercado. Há
uma forte ênfase sobre a liderança pastoral, bem como nos membros da Igreja, promovendo
e capacitando o laicato. A ênfase principal é sobre o culto dominical matutino, que deve ser
informal, relaxante, com um breve sermão contemporâneo, animador e positivo. Os
programas são desenvolvidos de maneira a preencher as necessidades específicas da
comunidade, integrando as pessoas em grupos menores dentro da Igreja. Eles devem ser
elogiados por nos lembrarem da importância da Grande Comissão, forçando as igrejas
tradicionais à reavaliação do que têm feito, e por desafiarem o laicato a “dar” alguma coisa,
em vez de apenas “ser ministrado”.
São esses os pontos críticos do Movimento do Crescimento da Igreja, os quais
destacam o perigo do mesmo:
1. - Permitir que o mundo estabeleça a agenda. A “mensagem” e não a audiência é que
deveria ser soberana.
2. - O Evangelho nem sempre é um “buscador amistoso”. Ele se compõe de Boas e Más
Novas.

1
3. - Algumas Igrejas aplicam os princípios do crescimento da Igreja, que vão além de sua
imaginação (por exemplo, o mesmo das igrejas unitarianas e de outras igrejas não
fundamentalistas).
4. - As técnicas de gerenciamento podem substituir a verdade.
5. - Existe o perigo de se confiar em técnicas, em vez de se confiar em Deus.
Será que a Igreja primitiva era uma “buscadora amistosa?” Será que os cristãos ali se
reuniam para entreter os perdidos? Será que os cristãos se reuniam para desenvolver
programas que pudessem ser encaixados no mercado? Como funcionava a Igreja Primitiva
sem o ”know-how” empresarial de hoje? Temos nos esforçado no sentido de criar uma Igreja
de “cultura amistosa”, de modo que ir a Cristo seja tão fácil quanto humanamente possível.
Quem pode imaginar os apóstolos antigos fazendo uma pesquisa de mercado, antes de
pregar um evangelho “amistoso ao pecador”?
“Meta” significa transformação ou mudança, a qual conduz os líderes transformistas ao
impingi-las. Os pastores do mundo inteiro, todos eles desesperados pelo sucesso, adquirem
as listas de referência, as mensagens escritas e os vídeos... Os Guiness escreveu: “As duas
marcas registradas mais facilmente reconhecíveis da secularização são a exaltação dos
algarismos e a técnica. Ambos são importantíssimos no Movimento de Crescimento da
Igreja. Em sua fascinação pela estatística e pelos dados, em sacrifício da verdade... Em um
mundo de devoradores de algarismos, de contadores de grãos e analistas de sistemas, o
crescimento da Igreja como uma empresa comercial mensurável, baseada em fatos, é
absolutamente natural. O problema com essa mentalidade é que quantidade não significa
qualidade. Os números nada têm a ver com a verdade, a excelência e o caráter”. (“No God,
But God”, Chigago: Moody, 1992, p. 164).
Warren zomba da época dos desacertos da Igreja Tradicional, nos anos 1950, e
defende sua posição, dizendo que ela funciona. Ele define o sucesso como o cumprimento
da Grande Comissão (p. 64 do seu livro), mas quando chega à oposição, ele diz:
”Concordo em que as pessoas abandonam a Igreja. E lhe digo que o fato de que as
pessoas estão saindo da Igreja nada tem a ver com o que se faz, mas quando se define a
visão, escolhendo quem deve sair. Você diz: ‘Mas Rick, elas sãos os pilares da Igreja!’.
Pilares são as pessoas que sustentam as coisas... e em sua Igreja você precisa de algumas
abençoadas subtrações, antes de receber quaisquer adições legítimas.” (Dennis Costela –
“Foundation” Evangelical Magazine). A oposição será marginalizada.
“Os pastores vão falar mal delas, vão pregar sobre isso e até pregarão sobre as
pessoas dissidentes. Sabemos de pastores pregando sobre as abençoadas substituições - e
orado para as pessoas saírem da Igreja. Sabemos de um pastor que fez isso, tendo orado
bastante para que certas pessoas saíssem e, até certo ponto, concordo, sim, quando o
pastor principia com essa nobre causa de desejar conseguir uma porção de gente e de fazer
grandes coisas para Deus”. (Entrevista do Dr. Robert Clenck, Ortopedista, pelo Dr.
Monteith).
Quem desejar informações mais detalhadas, inclusive com referências, sugiro a
excelente obra do Banner Ministries:
(http://www.banner.or.uk/apostasy/cell-church-cont.htm).

A Linha Divisória

Se estamos nos “últimos dias”, a Bíblia é muito clara sobre o fato de que a Igreja vai
apostatar. Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, lemos as cartas dirigidas às Sete Igrejas da
Ásia Menor. Muitos eruditos acreditam que elas se referem especificamente às Igrejas
históricas, mas também à época da história da Igreja. Eu gostaria de tratar sucintamente
com estas, mas apenas em termos de um tema - organização eclesiástica.
1. - A Igreja de Éfeso - A primeira Igreja primitiva. Seus membros foram ordenados a testar
os chamados apóstolos, que foram achados falsos. Foram advertidos pelo Senhor por terem
1
abandonado o primeiro amor, porém elogiados no verso 6: “Tens, porém, isto: que odeias as
obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio”. Ora, quem eram os nicolaítas? A palavra grega
significa “subjugar ou conquistar o laicato”. Em outras palavras, tratava-se de um grupo que
estava promovendo uma hierarquia clerical. Hierarquia é uma parte de toda religião
fabricada pelo homem, até mesmo o Judaísmo do Velho Testamento (Apocalipse 2:1-7).
2. - Deus nada tinha contra a Igreja de Esmirna: “Conheço as tuas obras, e tribulação, e
pobreza”, a qual foi admoestada a não temer o sofrimento que estava para vir.
3. - Vamos, então à Igreja de Pérgamo. Deus tinha algo contra ela. Ela havia permitido que
ensinos e práticas pagãos penetrassem na Igreja (Balaão e Balaque) e ainda: “Assim tens
também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio” Isso cobre o período entre as
Igreja primitiva, o sofrimento da igreja e a eclosão final, como Igreja Católica Romana.
(Apocalipse 2:11-17).
4. - A Igreja de Tiatira – O Senhor fala da idolatria em alta escala [Sob o comando da falsa
profetisa Jezabel] (Apocalipse 2:18-29). Para quem não aprecia os males da Igreja
Católica Romana, recomendo o capítulo 4 deste livro - “Ecumenismo e a Igreja Católica
Romana”. Nessa Igreja não existe apenas um cadinho de religiões pagãs. Ela também se
tornou a religião estatal (sob Constantino, tendo assim permanecido por tantos séculos),
além de ter um sistema cheio de empáfia, de clero/laicato, com os seus padres, bispos,
arcebispos, até o papa.
5. - A Igreja de Sardes - Representa as Igrejas da Reforma. Notem que estas nunca se
libertaram do sistema de clero/laicato e por isso Deus não se agradou tanto delas:
“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto....” (Apocalipse 3:1-6).
(Salvação pela graça e outros frutos da Reforma)
6. - A Igreja de Filadélfia - Muito interessante! Deus nada tem a reclamar contra ela, mas
reconhece que ela “tem pouca força” (Apocalipse 3:7-13). Creio que esta Igreja representa
os pequenos grupos de cristãos que deram as costas à igreja organizada. Isso foi declarado
por alguns Irmãos no Século 19, os quais abandonaram a Igreja organizada e o sistema de
clero profissional, enfatizando, pela primeira vez, desde a Igreja primitiva, o verdadeiro
sacerdócio dos crentes - no qual todos os membros possuem dons e devem exercitar os
seus dons. Mas como todos os legítimos movimentos de Deus, até mesmo algumas dessas
assembléias acabaram se tornando institucionalizadas. Começaram a dividir-se e a tomar as
mais bizarras direções.
Voltando à Igreja de Filadélfia, acredito que ela ainda representa o remanescente
dos crentes singelos, que se reúnem nas salas de visita de suas casas, através do mundo
inteiro, simplesmente para adorar a Deus e fruir a vida simples da igreja verdadeira.
7. A Igreja de Laodicéia - Representa a principal fonte da Igreja “Cristã” ocidental, nos
“últimos dias”. Lembre-se que a maioria das igrejas co-existe hoje em dia: a igreja sofredora,
a Igreja de Roma, suas afiliadas nascidas da Reforma, bem como a frágil e pequena
Filadélfia. Para mim, nenhuma Igreja representa melhor a moderna Mega-Igreja do que a
Igreja de Laodicéia:
“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim,
porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou
enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e
nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas,
para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para
que vejas” (Apocalipse 3:15-18).
Laodicéia era uma cidade rica, no tempo do Império Romano, e ficava na rota
comercial da Ásia, 45 milhas a sudeste da Filadélfia. Ali havia duas fontes: uma de água
quente, em um lado da cidade, e outra de água fria, no lado oposto, ambas fluindo para o
centro da cidade e ali chegando como água morna. A Igreja histórica em Laodicéia estava
lucrando com o comércio e teria muito a perder, se não andasse conforme as ordens dos
senhores romanos. Em outra parte há uma história dizendo que embora seus membros
1
admitissem seriamente a hipótese de curvar-se diante do imperador romano, todos eles
acabaram sendo martirizados. Foi esse o fim da primitiva Igreja de Laodicéia. E O QUE
VAI ACONTECER COM A DE HOJE?
A passagem nos fala de uma igreja rica (abastada de bens materiais), uma igreja tão
moldada ao mundo, que se tornou espiritualmente morna, Embora se considerando rica,
satisfeita e “de nada tendo falta”. Laodicéia se assemelha realmente às Igrejas de Robert
Schüller, Rick Warren, Bill Hybels, Kenneth Copeland, Crespon Dollar, Pat Roberson, Peter
Wagner, Paul Crouch, Jack Hayford, Charles Stanley, D. James Kennedy, Tim LaHaye, Juan
Carlos Ortiz, dos falecidos John Wimber, Kenneth Hagin e Oral Roberts, John Farwell, David
Yoion Cho, John Paul Jackson, James Ryle, Frank Damazio, Ed Silvoso, Claudio Freidzon,
Roger Mitchell, Ted Haggard, Paul Cain. Chuck Pierce, Rick Joyner, etc.
Existe mais uma coisa que deveríamos obserar sobre a Igreja de Laodicéia. Nas
Igrejas católicas e protestantes, o pastor e o sacerdote tipicamente governavam o laicato
com mão de ferro. Não davam chance de argumentação. Lembra-se dos nicolaítas, onde o
clero governava o laicato? Ora, Laodicéia significa “governar pelo laicato”. A Igreja
evangélica de hoje é governada por um conselho de algum tipo. (diáconos, anciãos, etc.).
Em média, o pastor serve sob a pressão do conselho. Quando a igreja precisa de um novo
pastor, um comitê de pesquisa entrevista algum em potencial, trazendo-o para pregar na
igreja e em seguida há uma votação - geralmente com todos os membros da igreja. Quando
o pastor não agrada, logo é dispensado através de votação e logo se começa uma nova
pesquisa. Isso é tão distante do modelo bíblico que nem sequer merece defesa. Mas o
resultado da nova igreja “democrática” controlada pelo laicato é ver as pessoas se juntando
aos mestres que lhes “provocam comichão nos ouvidos”, conforme lemos na passagem da
2 Timóteo 4:3, citada no início deste capítulo.
Poderíamos falar um bocado ainda sobre Laodicéia, mas a questão é que nem o
modelo nicolaíta (domínio do claro) nem o de Laodicéia (domínio do laicato), nem a igreja do
“buscador amistoso”, nem a igreja mercadológica - nenhuma destas representa o que Deus
realmente deseja. A igreja deveria ser governada pelo Espírito Santo, não por uma agenda
escrita. A intenção de Deus é ter um corpo, um organismo, não uma organização. Não
importa o quanto Rick Warren e Peter Wagner digam que o seu modelo é o de um corpo
(especialmente o Movimento da Igreja em Células), o fato é que todas elas são controladas
de cima para baixo, sem qualquer semelhança com a vida espontânea da igreja primitiva.
Mas, desde que a Igreja primitiva perdeu o seu primeiro amor, a estagnação espiritual
e a morte certamente aconteceram. A questão é a seguinte: a “Igreja do laicato amistoso”
fará parte de um reavivamento ou da apostasia do “final dos tempos?”
“Ninguém de maneira alguma vos engane...” (2 Tessalonicenses 2:3-a).
“MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando
ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam
mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” ( 1 Timóteo 4:1-2).
“E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira” (2
Tessalonicenses 2:11).
“Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se
odiarão”. (Mateus 24:10).
Em Mateus 16, Jesus admoesta os apóstolos contra “o fermento dos fariseus e
saduceus”, os líderes religiosos daquele tempo. Até mesmo uma ínfima quantidade de
fermento leveda toda a massa, fazendo-a inchar. O verso diz que Ele se referia aos ensinos
dos líderes religiosos. Agora, sou levado a admitir que nada é preto e branco. Ainda há
muito o que dizer sobre Rick Warren e os ensinos da “Igreja Com Propósito”. Elas são
animadoras, têm ensinos fundamentais, exortam os crentes de que não se incomodam se
eles saírem, mas somente com Deus e com o que Ele pode dar. Sua ênfase sobre o
evangelismo é admirável. Seu esforço no sentido de apoiar o laicato em desenvolver o seu
próprio ministério também é louvável. Vejamos o lado negativo:
1
1. - Essas Igrejas fogem das controvérsias e de tópicos impopulares, em seu esforço
de agradar o objetivo de sua audiência. Se estamos vivendo nos ”últimos dias”, será que
eles estão pregando o escapismo do arrebatamento pré-tribulacional, ou estão ignorando
completamente a profecia? Ou será que eles apenas preenchem as “necessidades sentidas”
das pessoas e desenvolvem programas, de modo que suas vidas se tornem mais completas
e realizadas?
2. - Eles tendem a permitir o levedo entrando na Igreja. Por outro lado, conheço
algumas Igrejas, aparentemente fundamentalistas, que estão permitindo e até mesmo
promovendo o Aconselhamento Psicológico (Leiam Psicologia - O Cavalo de Tróia), os
Doze Passos tipo Programas AA (de origem demoníaca) - Leiam Psichoheresy de Martin
Bobgan), Curso Alpha (http://www.banner.org.uk/misc/alpha.tml), Pagadores de Promessa
(Veja o Estudo de Case – “The Promise Keepers”) e apóiam organizações dominionistas,
tais como a JOCUM, e muitos outros movimentos modernos, que são muito questionáveis -
Ecumenismo, Nova Era, Movimento dos Apóstolos e Profetas, etc. Existe uma afinidade de
companheirismo entre os líderes do Movimento do Crescimento da Igreja e deveríamos ficar
desconfiados, quando vemos um pastor alisando as costas de Robert Schüller, Tim LaHaye,
Benny Hinn, Peter Wagner, etc.
3. - Eles tendem a misturar patriotismo com política, no púlpito. A maioria das igrejas
apóia cegamente o presidente “cristão” e sua política mundial. De fato, muitas têm um fervor
patriótico e um senso de que o destino da América é levar Cristo, o capitalismo e a
democracia ao mundo inteiro e, se necessário, até mesmo pelas armas. Se estamos nos
“últimos dias”, a Bíblia deixa claro que a Igreja vai apostatar. Ela vai se aliar ao sistema
político e montar na besta, enquanto o Anticristo sairá para conquistar [Apocalipse 6]. Temos
tratado desse item da América na profecia, em muitos artigos. A Igreja deveria ser a
cautelosa em termos de apoiar o estado, pois aí está o cerne da apostasia dos “últimos
dias”.
5. - Não importa qual seja o sistema que a Igreja organizada apóie, se a “Meta-Igreja”
ou a ”Igreja em Células”, ela continua sendo instituição (governada pelo clero ou pelo
laicato). Não importa quanto protestem: elas são organizações, não organismos. Todas são
hierárquicas e controladoras, até mesmo a Igreja em Células, conforme veremos no próximo
capítulo. Jesus foi claro em Sua analogia, quando disse que não nos assemelhamos a uma
árvore, ligados por pequenos ramos de tamanho médio, transformando-nos em grandes
ramos e, finalmente, numa grande árvore. Ele nos comparou a uma videira, na qual somos
enxertados, sendo Ele a fonte (João 15). Não somos uma organização militar, organizada de
cima para baixo. Não precisamos mais de hierarquia, pois todos nós somos reis e
sacerdotes. Não precisamos de intermediários. Temos uma relação com Deus e entre nós
mesmos, por causa da nossa relação com Ele.

O Princípio da Vida

Leia Romanos, Efésios e as demais epístolas. A maneira de Deus é colocar Sua vida
em cada pessoa que nasce de novo. Essa vida cresce de dentro para fora e nos transforma.
Ele chama cada um de nós a trabalhar e nos outorga dons. Ele nos faz semelhantes a um
corpo, com os membros conectados uns aos outros, fluindo vida de uns para os outros, e
nenhuma parte do corpo é mais importante que a outra. A maneira dos homens é criar
ofícios, hierarquias, e organizações. A maneira de Deus é criar funções de vida verdadeira.
Ninguém deve ter o ofício de pastor, mas apenas funcionar como pastor (se for esse o seu
dom). Ninguém deve ter o ofício de mestre, mas apenas funcionar como mestre. Deus fala
em termos de funções, não de ofícios: evangelista, ancião, diácono (alguém que serve os
outros), o dom da hospitalidade, de visitar os enfermos, etc. Estas são as coisas que um
cristão faz, não os ofícios que ele mantém. Você não precisa cursar uma Escola Bíblica ou

1
um Seminário. Basta permitir que o Senhor flua através de você, para fazer isso. Veja
Romanos 12:1-8, depois o verso 16:

“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos


corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
(Romanos 12:1)
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do
vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita
vontade de Deus. (Romanos 12:2)
Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si
mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé
que Deus repartiu a cada um. - (Romanos 12:3)
Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros
têm a mesma operação,”(Romanos 12:4)
Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente
somos membros uns dos outros. (Romanos 12:5)
De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia,
seja ela segundo a medida da fé; (Romanos 12:6)

Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; (Romanos


12:7)
ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o
que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”.
(Romanos 12:8).
“Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às
humildes; não sejais sábios em vós mesmos; (Romanos 12:16)

Não se deve ignorar o óbvio, ou seja, não devemos nos conformar a esse
mundo. Nesse caso, como fica a “Igreja do Buscador Amistoso”? Vamos ver o
que, simplesmente, deve ser feito. Cada um de nós tem a medida da fé e sua
função e dons no corpo, os quais devem ser usados. Deixe que as palavras acima
penetrem em seu íntimo. Isso não soa como a igreja institucional hodierna? Agora
vamos à 1 Coríntios 12:4-11:

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o


Senhor é o mesmo E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas
a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a
palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo
Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a
outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a
interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo
particularmente a cada um como quer”.

A fonte dos dons e ministérios é o Espírito Santo. Ele fala de algum modo para que
alguém curse uma Escola Bíblica ou um Seminário? Isto soa como ofícios que alguém deva
receber ou pagar por eles? Ou é obra do Espírito Santo? O que está hoje em falta no Corpo
de Cristo são os dons e ministérios exercidos pelos próprios crentes - cada membro do
corpo. São funções, não ofícios. É isso que os cristãos devem fazer - ministrar os dons
outorgados pelo Espírito Santo e não ocupar posições. São a obra do Espírito e não das

1
pessoas que ocupam posições com obras de um sistema religioso educacional. Os versos
prosseguem com 1 Coríntios 12:24-31:

“Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o
corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; - Para que não haja divisão no corpo, mas antes
tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os
membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora,
vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente
apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar,
socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são
todos doutores? são todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? falam todos diversas
línguas? interpretam todos. Portanto, procurai com zelo os melhores dons...”

O grande problema com as modernas igrejas de hoje é que maioria dos


dons e funções do corpo é suprimida pelo sistema do clero/laicato. Profissionais
são levados a ocupar altos cargos espirituais, enquanto o restante apenas fica
sentado e observa. A Meta-Igreja afirma reverter essa tendência, porém ela
funciona dentro do contexto organizacional. Ela continua sendo mais que tudo
uma organização de cima para abaixo, com tudo intimamente controlado.
A Bíblia fala sobre os dons do Corpo, os quais são outorgados por Deus e
reconhecidos pela Igreja, em vista óbvia função ou do fruto. Cada membro tem
uma função, a fim de que o Corpo seja saudável. Efésios 4:11-16 confirma:

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para
pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para
edificação do corpo de Cristo. Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho
de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais
meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que
com astúcia enganam fraudulosamente.
Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o
corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte,
faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor”.

Não posso negar que Deus usa certos cristãos para ajudar o aperfeiçoamento dos
santos. Mas Ele os convoca e equipa. Novamente, eles funcionam porque são dotados pelo
Espírito Santo (Não por terem estudado numa Escola Bíblica ou num Seminário). O objetivo
não é o de um homem agir como profissional, governando sobre os santos, mas que todos
devam crescer e não continuar sendo crianças, devendo cada parte e cada junta suprir uma
à outra. A Igreja é apenas um grupo de pessoas, as quais ministram entre si a vida de
Cristo.
Por causa do sistema clero/laicato, o qual tem dominado todo o Cristianismo
evangélico, temos uma geração de cristãos imaturos, portando-se como crianças que ainda
precisam de entretenimento, como se indagassem: “O que tem de bom aqui para mim e
para a minha família?” A maioria dos cristãos que ler o que estou escrevendo vai ficar
admirada! Somente Deus poderá mostrar-lhe que deseja um Corpo prático, vivo, de crentes
ministrando uns aos outros ou alcançando pessoas que reconheçam sua luz e vida,
declarando: “Vejam como eles se amam!”
Nada tem sido mais danoso à maturidade dos cristãos do que o sistema do
clero/laicato e a igreja institucional organizada. O tempo que se permanece num sistema,
onde tudo é feito por profissionais, não permite descobrir os próprios dons e função no
Corpo vivo dos crentes.
Até mesmo Rick Warren verifica em como é difícil uma pessoa mudar. Por isso ela
chama sua Igreja de “Meta-Igreja” (uma Igreja em “mudança”). Ele verifica que a maioria dos

1
cristãos jamais se apartará do Cristianismo evangélico tradicional e por isso busca novos
convertidos. De fato, as igrejas em células fazem o mesmo. As lições? Porque a maioria das
pessoas está tão apegada às suas tradições e modus vivendi. Elas não têm crescimento na
vida em Cristo, maturidade ou compromisso da necessidade de fazer algo, à parte do
conforto e organização da “Igreja”.
Se você tem interesse em desenvolver uma verdadeira vida em Cristo, provavelmente
abrirá suas portas para alcançar novos tipos de pessoas que jamais tenham sofrido lavagem
cerebral. Tanto como adoraríamos compartilhar da igreja institucional, provavelmente não
iríamos alcançar muitos, porque já estão imersos num virtual caldeirão de
institucionalização, apostasia e indiferença... e nem sequer sabem disso. Estão
acostumados ao sistema clero/laicato e não podem imaginar que haja outro meio de fazer as
coisas. A maioria dessas pessoas se porta como recém-nascidos que ainda precisam sugar
o leite do pastor.
À medida em que entramos nos “últimos dias”, as diferentes igrejas proféticas passam
a coexistir: a ICR (Tiatira), as Igrejas protestantes (Sardis), a Igreja com pouca força
(Filadélfia) e a morna e rica igreja (Laodicéia), bem como a Igreja sofredora em vários
pontos do mundo (China, África, etc.). Em qual destas você fará parte - do problema ou da
solução? Apocalipse 17 e 18 descrevem o Cristianismo apóstata - a grande mãe das
prostituições, e seus filhos (A ICR e as Igrejas que a seguem). A mulher (igreja) está
cavalgando a besta (o sistema político) e faz guerra aos santos.
O engano está abundando e, a não ser que se tenha convicção e mente abertas para
separar-se da influência do fermento da Igreja instituição, não se poderá escapar da
pressão. No livro de Rick Warren (Uma Igreja Com Propósito) ele diz que se alguém tem
sete amigos na Igreja, provavelmente estará em contato com eles... Tão poderosas são as
amizades, relações e tradições. Infelizmente, a maioria vai cuidar do seu conforto e de suas
relações, mais do que o fará com a verdade.
Muitas pessoas me contam, entusiasticamente, que existe uma alternativa
para a igreja organizada – a Igreja em Células. Seria esta uma resposta ou mais
uma falsidade? Veremos isso no próximo capítulo. ************

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-09.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba
1
Capítulo 9 - Fraudes Espirituais - A
Igreja em Células (Spiritual Counterfeits -
The Cell Church)
A Igreja em Células é apresentada como uma revivescência da igreja
primitiva. Seus proponentes criticam a igreja organizada, do mesmo modo como
nós o fazemos. Eles falam da igreja primitiva e afirmam estar de volta às suas
raízes. Será que isso é verdade ou se trata apenas de uma sutil e fraudulenta
imitação? Como é possível saber qual a diferença que existe entre as duas?
Os co-pais do moderno Movimento da Igreja em Células são Juan Carlos
Ortiz e David Yong Cho, da Argentina e Coréia do Sul, respectivamente. [Nota da
tradutora: Há quem diga que o atual “David”, que antes se chamava “Paul”, mudou o seu
nome porque “Paul” significava apenas o nome do maior apóstolo de Cristo, enquanto
“David” representa o Rei a quem de direito pertence, eternamente, o trono de Israel]. O
movimento foi popularizado nos EUA por Ralph Neighbors, Carl George e outros.
Conforme veremos mais tarde, ele está estreitamente ligado ao Movimento dos
Apóstolos e Profetas. Discutiremos cada um destes, logo mais, para termos uma
visão mais aproximada da estrutura da Igreja em Células.

Raízes do Apascentamento/Discipulado e do Pensamento Positivo

Juan Carlos Ortiz deu início às igrejas em células nos passados anos
1960/70. A ele dá-se o crédito de ter deslanchado o movimento de
apascentamento e discipulado nos EUA, quando introduziu os seus ensinos de
discipulado aos proponentes, mais tarde conhecidos como Fort Luderdale “Five”.
Ele declara que cada pessoa precisa estar sob a autoridade de alguém. Sua
primeira lei no discipulado é: “Não existe formação sem submissão” e a segunda:
“Não existe submissão sem submissão” ("Disciple", Juan Carlos Ortiz, ps.
111,113). Ele esclarece isto, dizendo: “Somente quando estou na linha é que a
autoridade pode passar de mim para os outros... Quem quiser ter o direito de
controlar os outros, precisa estar, ele mesmo, sob o controle de outros” (Ibid, os.
113,114). Ele ressalta uma estrutura, na qual os comandos para o corpo fluem
“do alto, através do meio, para a extremidade inferior” (Ibid, p. 125). Não seria
essa uma errônea analogia da nossa anatomia? Os comandos não fluem da nossa
cabeça, através do pescoço, do coração, do estômago, das pernas e dos pés para
movimentar os artelhos. Existe uma conexão direta entre a cabeça e os artelhos.
Não existe hierarquia no corpo. Cada membro é conectado, através do sistema
nervoso, à “cabeça”. Eis aqui a exata diferença entre a Antiga e a Nova Aliança. A
Antiga era exterior, organizacional e hierárquica, enquanto a Nova é orgânica,
embasada no relacionamento de cada um de nós com Deus.
Outra doutrina fundamental de Juan Carlos Ortiz é o ofício de “apóstolos”,
na igreja moderna. “O Novo Testamento não fala constantemente da doutrina de
Jesus, mas da doutrina dos apóstolos. Eles eram infalíveis.” Esta pode ser uma
doutrina católica e tenho dúvidas de que os apóstolos iriam concordar com a
mesma. Lembre-se deste conceito, quando chegarmos ao capítulo 10, sobre
1
“Apóstolos, Profetas e Submissão”. Ele conclui com a idéia de “uma igreja, uma
cidade”, na qual todos os pastores da cidade são co-pastores de uma igreja (Ibid,
os. 128,129). É a tentativa de manter os cristãos de uma cidade sob o comando
de um grupo de “super-anciãos”, consistindo de apóstolos auto-nomeados sobre
os pastores e o laicato dessa cidade. A base do Movimento da Igreja em Células é
uma interpretação não bíblica da submissão, na qual cada pessoa deve estar sob
ou sobre o comando de outra. Discutiremos isso com mais profundidade no
próximo capítulo. Ora, o pastor hispânico, atualmente, na Catedral de Cristal de
Robert Schüller, trabalhando de mãos dadas com este, é Juan Carlos Ortiz. Para
quem é iniciante e achar que Schüller é apenas um apóstata, vejamos: “O falso
ensino de Schüller é um assunto extremamente sério, à luz de sua ampla
influência. Ele é o mais popular em sua difusão pela TV na América. Seus livros
são vendidos aos milhões. Ele aparece ao lado de presidentes. O seu
‘Cristianismo da auto-estima’ tem sido adotado por multidões. Elas acham que
são cristãs e freqüentam igrejas; porém, na realidade, adoram um falso cristo e
seguem um falso evangelho. Roberto Schüller e o seu mentor, o falecido Norman
Vincent Peale, são dois entre os mais danosos promotores do erro”.
(http://rapidnet.com/~jbeard/bdm/expose/schuller/). Acesse este website, para ler
uma exposição mais completa do assunto supra.
A Igreja em Células de maior sucesso e, sem comparação, reputada como a
maior do mundo, fica em Seul, Coréia do Sul, a qual lidera um milhão de
membros. David Yon Cho também está estreitamente vinculado ao Movimento
Positivo de Robert Schüller, englobando curas miraculosas, profecia, visualização,
teologia da prosperidade e outras práticas pentecostais. “O ensino de Cho é um
sistema da mente dominando a matéria (ou então da imaginação dominando a
matéria). Ele admite francamente ser essa uma versão cristianizada dos métodos
praticados pelos budistas, expoentes da Yoga e seguidores de outros sistemas
pagãos, místicos e ocultistas... Sobre o pensamento positivo (confissão), Cho
declara: ‘Você pode criar a presença de Jesus com a sua boca... Ele pode ser
aprisionado pelos seus lábios e pelas suas palavras...’” Quanto à visualização, a
técnica, mais poderosa do ocultismo, Cho escreve: “Através da visualização e do
sonho, você pode incubar o seu futuro e conseguir os resultados” (Para obter
mais detalhes, acesse o site:
http://www.rapidnet.com/jbeard/bdm/exposes /cho/general/htm).
Cho ensina que a chave do sucesso se encontra no pensamento positivo, na
visualização e no falar, para que se dê origem à realidade física. Isso não é
Cristianismo. É pura bruxaria!
Cho declara: “Nossa Igreja tornou-se um organismo vivo, no qual as
células são vivas, funcionando identicamente às células do corpo humano. Em
um organismo vivo as células crescem e se dividem. Onde antes existiu uma
célula, agora existem duas. Depois haverá quatro, oito, dezesseis e assim por
diante. Elas são simplesmente acrescentadas ao corpo numa progressão
geométrica”. (“Successful Home Cell Groups”, David Yong Cho, p. 65).
A Igreja de Cho não é uma rede de igrejas domésticas, porém uma igreja
dividida em células, com uma rígida liderança hierárquica e compulsórios
serviços semanais. Ela se encaixa mais no modelo da Meta-Igreja de Rick Warren,
a Igreja de Saddleback.

Uma estrutura em pirâmide - Controle e mais controle

1
Conforme veremos, as igrejas em células são todas elas estruturas
piramidais, onde os líderes aprendizes são cuidadosamente reinados e
monitorados apenas sob a liderança de outro líder e do “staff” da igreja. Embora
afirmem seguir os métodos do “Novo Testamento”, elas são mais rígidas e
autoritárias do que as estruturas tradicionais que temos hoje. O famoso consultor
de “Crescimento da Igreja” Carl F. George, descreve os sistemas “Jetro I e Jetro
II”, cujos nomes derivam do sistema instituído por Moisés com os “juízes da lei”.
Ele começa com o indivíduo, seguido pelos líderes aprendizes, o líder do grupo de
células, o líder de dez, o líder de cinco grupos de dez, o líder de 100 e o de 500. A
falha neste caso é que a forma organizacional do Antigo Testamento, incluindo o
Templo e o sacerdócio, foram descartados pela Nova Aliança. [Nota da
Tradutora: Todo criador de novidades no Cristianismo atual tende a se embasar no
Antigo Testamento e no Gnosticismo, pois o NT não dá margem a esses engodos].
Os pastores desenvolvem uma hierarquia clerical e líderes leigos, numa
organização que pode ser desenhada num mapa chamado “Meta-Mapa”. “O hábil
uso do 'Meta-Mapa' permite que o “staff” e os escritórios entendam como são
configuradas as suas igrejas, de modo a que possam movimentar fatores críticos
importantes, como, por exemplo, onde se encontram os líderes e líderes em
potencial, as novas pessoas, como os visitantes estão sendo tratados e onde os
membros antigos são aparentados com os membros mais novos. Um 'Meta-
Mapa' possibilita que os líderes vejam o que acontece depois que cada pessoa se
reuniu em adoração corporativa: aonde elas vão? Qual a tarefa que estão
levando com elas? Qual o estágio de vida que estão ocupando? ... Cada símbolo
visual no 'Meta-Mapa' representa um líder a ser supervisionado, um sítio de
treinamento para a produção de um aprendiz...” (Carl F. George - “The Coming
Church Revolution”, p. 246). Longe de serem liberalmente organizados e estarem
sob a direção do Espírito Santo, os grupos de células são fortemente controlados
dentro da hierarquia da igreja.
Seus proponentes sentem que “a igreja embasada no programa tradicional
não pode conter o futuro reavivamento” (Larry Stocksill - “The Cell Church”, p.
17). As linhas seguintes descrevem uma reunião ideal de células:
“Às vezes, no estabelecimento de um lar, cada pessoa se move numa área
de vida, começando com um ‘quebrador o gelo’, como, naturalmente, em
qualquer outro tópico de conversa. O líder do grupo coloca uma simples pergunta
(escrita em cada lição), à qual cada pessoa deve dar uma resposta rápida ou
engraçada. Um “quebrador de gelo” é indispensável, pois ele promove a
comunidade de grupo e ainda abre uma possibilidade dos membros
compartilharem. O próximo componente é uma discussão de quatro perguntas
embasadas numa passagem da Escritura. Nossos grupos geralmente discutem o
tópico do sermão do domingo passado... A lição termina com uma ‘aplicação’...
Após a lição, o grupo focaliza mais uma vez a oração e a ‘visão’” (Ibid, ps.
135,136). Esta é dificilmente uma explanação de uma espontânea “igreja
primitiva”, onde cada pessoa seguia a direção do Espírito Santo.
Compartilhar, segundo esse relato, o sermão do domingo passado? E onde fica o
Espírito Santo nessa história?
Em sua excelente obra sobre o assunto, Tricia Tillin diz o seguinte:
“À primeira vista, parece existir pouca distinção entre as igrejas em células
e as igrejas domésticas, pois a retórica parece idêntica. Ambas condenam as
estruturas eclesiásticas das antigas denominações, ambas ressaltam a estrutura

1
informal da igreja primitiva, apressando os cristãos a mudarem o pensamento
sobre a maneira como a igreja deve ser organizada.
Contudo, os objetivos de cada uma são idênticos. Os cristãos poderiam ser
desculpados por acreditarem que as igrejas em células constituem outro método
- um método recomendável - de evitar o apascentamento austero, deixando claro
que os anciãos não exigem tanta autoridade, resultando em nada a ser feito
pelos membros da igreja, exceto o dever de se submeterem e obedecerem como
ovelhas.

Infelizmente, porém, o contrário é que é verdade, pois, conforme veremos,


o sistema da igreja em células se destina a reforçar a mais estrita obediência à
nova ordem do governo apostólico, assegurando que essa obediência seja
difundida pelos comandos locais e, eventualmente, pelo mundo inteiro (ênfase
do autor).
(Veja “Transforming Church, Tricia Tillin:
http://www.banner.org.uk/apostasy/cell-church7.htm.

Conforme ressalta a escritora Tricia, o propósito desse movimento é


apresentar a “nova ordem eclesiástica” da revelação do governo apostólico e
profético (extra-bíblico). Tricia chega ao ponto de citar o escritor britânico Brian
Mills, líder sênior do movimento de reconciliação cultural e autor do livro “Sins of
the Father” (Pecados do Pai), cujos escritos estão no website DAWN International,
o qual diz que:
“Deus está transacionando o seu povo. É tempo de se preparar... tempo de
mudança. Ele está colocando a Igreja em seu devido lugar e compreensão,
através dos quais ela possa cumprir o seu propósito na terra... Ele está querendo
que a Igreja encha a terra com a Sua glória, a fim de que ela seja subjugada,
para Ele ter domínio sobre a mesma. Ele está querendo que ela cumpra os seus
propósitos no Cosmo. Ele quer que ela triunfe sobre os principados e
potestades... Um movimento espiritual paradigma já se encontra em movimento,
numa porção de frentes e de várias maneiras... Uma redefinição das
compreensões geralmente mantidas e de conceitos familiares. Nesse sentido
temos entendido que os aspectos de Sua vontade não têm sido suficientes para
deslanchar a colheita final e expressar a Sua vontade, assim na terra, como no
céu... Em vez disso, temos visto igrejas em termos de moldes denominacionais...
Todas essas definições serão redefinidas - pois são delimitadoras e seccionais.
Existe apenas uma igreja na terra - a de Jesus Cristo.
Falamos agora das Igrejas em Células, igrejas jovens, igrejas das crianças,
igrejas domésticas. Precisamos permitir outra expressão de igrejas nos locais de
trabalho, nas instituições e em comunidades, onde não seja apropriado existir um
modelo denominacional... Elas devem ser também definidas em termos
relacionados às necessidades... Serão redefinidas no emprego. O negócio
modelará a igreja para os seus empregados e clientes. As pessoas que trabalham
em diversão e nas artes deveriam compor a sua igreja conforme os seus próprios
termos e premissas.
Os pastores não mais verão o seu ministério simplesmente em termos de
apascentar um grupo específico de psoas chamado congregação. Eles serão
convocados a cooperar através das nascentes e das fronteiras, de modo a serem
pastores de cidades. Desse modo eles começarão a ter responsabilidade diante
de Deus pela sua cidade e todas as suas expressões de vida. Eles vão pastorear
o governo local, a polícia, os serviços de educação. Vão pastorear as áreas da
1
cidade ainda não atingidas, procurando expressar, ali, a igreja de uma nova
maneira.
A batalha cósmica pelo controle do mundo se aproxima. Não devemos ver
isso apenas em termos humanos, nesta área da globalização - mas também em
termos cósmicos... A igreja precisa aprender a combater os poderes cósmicos
das trevas - em unidade de coração, mente, vontade e propósito, em completa
harmonia com os propósitos divinos... É tempo da igreja, como entidade
corporativa, descobrir como operar em uníssono” (Brian Mills, Outubro 2000).
Mills conclui: “O que significa substituir os sistemas de congregações locais
por pastores autônomos? É a Igreja Universal organizada em pequenas células,
facilmente monitoradas, todas elas dirigidas por monitores aprovados, anciãos e
grupos apostólicos, por toda a cidade, especialmente treinados, os quais, por
sua vez, darão contas e serão controlados pelo governo apostólico central, o qual
estará nas mãos de figuras como Peter C. Wagner, o apóstolo principal” (Ibid,
Ticia Tillin, Parte 7). Agora já conseguimos ver o poder dessa enganosa sedução.
As citações acima dizem um bocado em poucas palavras. Elas vão desde as
igrejas em células até o dominionismo dos apóstolos e profetas - querendo tomar
conta da terra para estabelecerem Cristo e a Igreja:
Ralph Neighbors popularizou o Movimento da Igreja em Células em seu livro
“Where Do We Go From Here?” (Para Onde Iremos a Partir Daqui?), no qual ele
diz:
“As igrejas em células são o único meio pelo qual a comunhão pode ser
experimentada por todos os cristãos... O grupo de células não é apenas uma
porção da vida da igreja a ser apreendida com uma dúzia de outras
organizações. É a vida da igreja e quando ela existe apropriadamente, todas as
demais estruturas competitivas já não são necessárias, nem válidas” (livro supra
citado, p. 86).
Ele acredita que este é o modelo do Novo Testamento e que uma célula é
realmente uma pequena comunidade. Mas na prática uma célula sempre se
divide e entre pessoas não é possível construir uma amizade duradoura em
termos de relacionamentos.

O Pensamento de Grupo

Quem desejar pesquisar detalhadamente os vários livros escritos sobre o


assunto, poderá descobrir que o objetivo do Movimento da Igreja em Células é
obstruir o pensamento dos indivíduos e levá-los a confiar no grupo - “pensamento
de grupo”. Vamos falar sobre o controle da mente e o engodo. O grupo de células
é inteiramente controlado e coreografado através da construção de processos de
consenso e de resolução de conflitos. Conforme diz Berit Kjos em sua obra “Brave
New Schools”, na qual ela fala do processo dialético que envolve os estudantes (o
qual poderíamos substituir por membros de células): “Nada existe de
inerentemente errado com uma livre troca de fatos e idéias. As discussões
organizadas até podem ser boas, neutras ou manipuladas, dependendo do
propósito, direção e controle. Porém, quando os professores (líderes de células)
promovem as discussões em grupos embasadas em informações próprias, na
direção de um consenso antecipadamente planejado, ou a conclusões que
conflitam com valores prioritários, estão manipulando os estudantes (membros
de células) (p. 70).

1
O objetivo do Movimento de Crescimento da Igreja é conseguir um
movimento paradigma infiltrado em nosso pensamento, vendo os seus pastores
como “agentes de mudança”. Eles usam as reuniões de pequenos grupos para
desafiar antigos paradigmas e meios de pensar, transformando-os gradualmente.
Conforme cita Tracia Tillin:
“No website de Berit Kjos encontra-se uma excelente explanação deste
processo:
‘Quando a Palavra de Deus é dialogada (em vez de ser didaticamente
interpretada) entre os crentes e descrentes, com múltiplas versões bíblicas
utilizadas (desencorajando-se a leitura da BKJ) e o consenso é alcançado - acordo
com o qual todos se sentem confortáveis - logo a Palavra de Deus é diluída de
modo tão sutil que os participantes são condicionados a aceitar (e até mesmo a
celebrar) o seu compromisso (síntese). A nova síntese torna-se o ponto de
partida (tese) para a próxima reunião e o processo de mudança (inovação)
continua. O temor da alienação do grupo é a pressão que impede o indivíduo de
permanecer firme na verdade da Palavra de Deus, fazendo-o permanecer calado
(auto-editado). O respeito humano (rejeição) supera o temor de Deus. O
resultado final é um “movimento de paradigma” em como alguém processa a
factual informação”. (“What’s Wrong With The 21st Century Church?’” (O Que Há
de Errado com a Igreja do Século 21?), Dr. Robert Klenck).
“O que os líderes das igrejas em células desejam é o experimental
conhecimento de Deus, uma intimidade espiritual, sinais miraculosos, grupos
entrelaçados, mãos levantadas, canções e danças, diversão e emoção. O estudo,
ensino e pregação da Palavra são deixados de lado, e em alguns casos
abandonados, sendo a maior ênfase colocada em satisfazer as necessidades
sentidas pelas pessoas, relacionando umas com as outras e “compartilhando”
atividades sociais, psicologia, aconselhamento, e usando-se recursos espirituais
para efetuar mudanças nas pessoas que freqüentam, ou sobre as que estão
sendo trazidas ao grupo. Desenvolver a vida comunitária é considerado muito
mais importante do que estabelecer a verdade objetiva no coração do indivíduo”
(Ibid, Tracia Tillin, parte 7).

Análise

Existe algo sutilmente atraente sobre o movimento da “igreja em células”,


pois ele parece estar nos conduzindo de volta aos singelos encontros domésticos
da igreja primitiva. Contudo, o clero ainda existe, mas para o propósito de
treinamento, supervisão e desenvolvimento das células - elogiável, se fosse
apenas isso que ali houvesse. Eles usam o exemplo da China e dizem que se a
igreja institucional fosse fechada, suas células continuariam... e até pode ser.
Confio em que você vai pedir que o Senhor lhe dê uma revelação, à medida
em que você for lendo estas simples palavras de Efésios 3:14-21:
“Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as
riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu
Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim
de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender,
com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a
profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que
sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo
muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder
1
que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para
todo o sempre. Amém”.
“Nascemos de novo” em Sua família e o nosso homem interior é fortalecido
através do Seu Santo Espírito. A passagem nada fala a respeito de ir à igreja,
participar de programas, de estrutura hierárquica, ou mesmo de reuniões, mas
de um relacionamento com Deus e com o próximo. Se cada membro tiver esse
relacionamento com Cristo, Ele fará fluir vida de um para o outro. Somente
quando um membro tem esse relacionamento com Cristo é que ele flui vida e
amor entre os demais e, então, podemos compreender com todos os santos o
amor de Cristo. Ela não diz que o pastor ou o líder do grupo de células faz tudo
isso, nem ainda que apenas devemos segui-lo. Mas que o corpo exige que todos
os membros funcionem e permitam que a vida de Deus flua através dele . Deus
não é glorificado por um super-star pregando para grandes multidões, mas no
funcionamento de cada membro do Seu corpo corporativo - a Igreja. Você recebe
vida diretamente do Senhor, por estar diretamente conectado ao corpo de Cristo
e aos demais membros vivos.
Isso agora pode parecer fantasioso e nada prático, uma vez que
dificilmente você pode conseguir alguém envolvido nestes dias. Além disso, a
média dos cristãos “freqüentadores da igreja”, não tem muita experiência
verdadeira com Cristo, na base do dia a dia. Eles não têm muito o que
compartilhar ou dizer, porque estão por demais ocupados com seus empregos,
servindo os seus patrões e se colocando diante da TV, à noite, simplesmente para
vegetar, enquanto chega a hora de irem para a cama, e acordam na manhã
seguinte,para repetir todo o processo, novamente. Se você diz que é para isso
que levantamos pastores, então é porque está atado a uma vida de imaturidade,
engano e morte. Jamais terá maturidade em Cristo, nem conseguirá sólidos
relacionamentos com outros cristãos, para suportar este tempo mau.
Os grupos da igreja em células são muito semelhantes, historicamente, às
células usadas nas sociedades comunistas e servem para reeducar as massas.
Seu propósito é controlar e fazer lavagem cerebral. Eles o conectam a
relacionamentos que, no final, comprovam ser mais fortes do que a verdade. No
último capitulo nós frisamos que Rick Warren disse que, estatisticamente, se as
pessoas têm pelo menos sete amigos, a igreja poderá segurá-las. Contudo, existe
uma grande divisão a caminho. Ao falar dos tempos finais, Jesus disse em Lucas
21:16-17: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e
matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome”. Você deve
amar a verdade mais do que quaisquer relacionamentos:
“Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e
irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”
(Lucas 14:26).
Existem fraudes pretendendo enganá-lo, apresentadas em vasos novos, um
movimento paradigma pelos “pastores agentes de mudança”, prometendo trazer
de volta os modelos bíblicos, mas tenha cuidado! Tudo isso não passa de engodo.
Ele parecerá bom e enganará a todos, exceto àqueles que tenham aprendido a
escutar a Sua voz. Aqueles a quem você mais ama irão tentar e conseguirão fazê-
lo apostatar. Mas você não precisa estar totalmente sozinho.
Existe alguma verdade no que os defensores da igreja em células dizem.
Precisamos de outros cristãos. Não podemos resistir sozinhos; então peça que o
Senhor o conduza àqueles que pensam do mesmo modo como você pensa. Como
veremos no próximo capítulo, Jesus fala sobre nós sermos a videira, não uma
árvore. Cada cristão está diretamente conectado à Videira. Os artelhos recebem
1
ordens da cabeça, não do pé. Não existe hierarquia de autoridade sob a Nova
Aliança. Cada membro do corpo precisa funcionar. Não são ofícios eletivos nem
posições, mas funções de vida. Nenhum membro é maior nem melhor que o
outro. Não estão conectados por pertencerem à mesma organização, mas por
compartilharem uma vida comum e essa vida deve ser expressa de CADA
membro para o outro.
Ao contrário das discussões guiadas pelos líderes do “grupo da célula”,
deveríamos aprender a seguir a liderança do Espírito Santo. Deveríamos olhar
firmemente para Jesus, para Quem Ele é e o que está fazendo em nossas vidas.
Pelo que você precisa agradecer? Em outras palavras, quais as experiências
reais, atuais e novas que tem no seu relacionamento pessoal com Jesus Cristo?
Se você não tem experiência alguma, seria melhor voltar ao comitê. O que será
do Seu corpo, se as pessoas não estiverem compartilhando o que Ele tem feito
em suas vidas, visto como Ele está vivo em seus santos? Seria preferível escutar
o que o Senhor fez esta semana, na vida de dez “donas de casa” e como o
Senhor está tratando com elas, do que escutar um eloqüente pastor treinado
num Seminário. Deus está (ou deveria estar) tratando conosco, todo dia. Mas se
Ele não for ativo em sua vida, é melhor que você corra a entreter-se em
adoração, em algum grupo ou com algum pastor. Vá lá, sente-se e cole os
ouvidos, junto com as massas, enquanto é alimentado com leite e mediocridade
provindos do púlpito. Quando você começa a escutar a voz dEle, permitindo que
Ele se revele e trate com você, então vai ter muito o que compartilhar numa
reunião com outros cristãos, os quais também tenham idênticas experiências.
A verdadeira “vida da igreja” depende da união das várias partes vivas do
corpo. Se cada membro foi “vivificado”, experimentando o Senhor cada dia, algo
maravilhoso acontece, quando os cristãos se reúnem. Quando, porém, o cristão
está “morto”, ele só pode mesmo esquentar um banco na igreja ou em outro
lugar. Não se trata de encontrar um momento certo para se encontrar. Nem
como isso é feito. Não se trata de ter-se “preparado para um ajuntamento”, não
se trata de forma ou método... Trata-se da vida em Cristo. Você está
espiritualmente vivo ou morto? A igreja está repleta de cadáveres espirituais e de
bons atores.
Quando temos um vibrante relacionamento com o Senhor, temos muito
para compartilhar e nos edificar mutuamente. Quando não temos um novo
relacionamento com Ele, sentimo-nos culpados e vazios, criticando os outros e
nos aborrecendo. E quando não recebemos o alimento e os cuidados desejados,
logo ficamos zangados. Não existe um projétil mágico, nenhum sistema ou
organização, nem forma de reunião. A legítima “vida da igreja” deve ser
espontânea e liderada pelo Espírito - não organizada num programa escrito para
se seguir uma forma ou modelo de adoração.
Você pode cantar ou não. Pode simplesmente compartilhar experiências.
Pode orar espontaneamente, ler a Palavra ou compartilhar o que o Senhor fez em
sua vida ou lhe mostrou durante a semana. Então vai descobrir como tudo se
encaixa, pois o Espírito Santo vai conduzi-lo e a maioria de suas reuniões seguirá
usualmente um tema (por Ele selecionado). Você vai ficar maravilhado, quando
notar que todos tiveram idênticas experiências.
Você não pode fingir. Se o Senhor trabalhou em sua vida durante a
semana, vai ter algo para compartilhar, para O louvar, para agradecer-Lhe,
compartilhando como Ele o tem usado, etc. Se você for hipócrita, vai sentir isso e
os outros também sentirão. Saiba que Igreja do Senhor está exatamente onde
1
dois ou três se reúnem em o Seu Nome. É agradável estar com vinte ou trinta
pessoas, mas não se trata do número de pessoas, mas do fator “vida”. Se você
conta “estórias” de como o Senhor agiu com você há 20 anos, ou fala sobre o
último livro que leu, isso não funciona. Esta é a revelação de outra pessoa. Você
precisa do maná fresco, diariamente, senão ele mofa. Experimente o Senhor cada
dia. Não confie no que Ele lhe fez há 10 anos, quando mal está se mantendo de
pé, neste momento.
Reuniões não dependem de um líder orientando você através de um série
de perguntas objetivadas a conduzi-lo a uma lavagem cerebral. Elas dependem
de sua capacidade de sentir a liderança do Espírito Santo e segui-la. Uma vez, Ele
poderá conduzi-lo a louvar e agradecer, ou apenas a orar. Outra vez, a um aberto
compartilhamento sobre o que o Senhor fez em sua vida. Focalize o que é novo,
vivo e real, não algo que tenha lido ou escutado de outras pessoas. Se houver
uma pessoa musical, então cante! Ótimo! Não existe uma forma escrita, que seja
certa ou errada. Imagine estar apertado dentro de um cômodo, com um chão
encardido e pouca luz, junto com outros cristãos primitivos, numa grande
descrição de um encontro da igreja primitiva, conforme Efésios 5:18-20:
“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do
Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e
salmodiando ao Senhor no vosso coração; dando sempre graças por tudo a nosso Deus
e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”
Os primeiros cristãos podem ter sido perseguidos, mas cantavam,
compartilhavam e davam graças. Precisamos gastar menos tempo falando do
que aprendemos com os outros, fofocando e nos queixando, e mais tempo dando
graças e olhando à frente, para o Senhor e para o que Ele está realizando agora
em nossas vidas. Então, nossas reuniões serão ricas e significativas.
Os versos acima nos ordenam a nos submetermos uns aos outros, não em
termos de hierarquia ou de posição. A Bíblia fala de atitude, espírito e respeito
mútuo e das necessidades de todos os membros do corpo. Paulo fala da Igreja,
nos seguintes termos, em Romanos 12:3-8:
“Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense
de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida
da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como em um corpo temos muitos
membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos
muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos
outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é
profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é
ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que
reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita
misericórdia, com alegria”.
Ele não fala de opiniões nem de posições, mas de funções. Somos
membros do mesmo corpo, mas com diferentes funções e para que haja um
corpo saudável cada membro deveria ter a sua função. Você não precisa
ingressar numa Escola Bíblica ou num Seminário. Não deveríamos pensar tanto
em nós mesmos, porém reconhecer a medida de cada membro. Cada um deve
funcionar conforme os seus dons e com a vida que Deus lhe deu. Não existe
hierarquia, apenas funções diferentes. Nenhum membro é mais importante do
que o outro e ninguém deve “governar” sobre os outros.
Tudo isso é apenas um eco distante das igrejas em células. Em seguida,
vamos passar ao estreitamente controlado Movimento dos Apóstolos e Profetas
[capítulo 10], onde veremos como tudo está inteiramente conectado.
************
1
Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-10.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 10 - Os Apóstolos, Profetas


e Subordinação
(The Apostles, Prophets and Accountability)
Falsidade, engodo, apostasia, todas estas são palavras que descrevem o
que o cristão pode esperar da Igreja e do governo, nos tempos finais. Não é
preciso procurar qualquer coisa óbvia, má ou pecaminosa, mas algo apelativo,
bom e recheado de termos bíblicos. Tudo vai ser apresentado por confiáveis
eruditos, até mesmo pelos apóstolos de liderança. Existe atualmente um
movimento na Igreja destinado a restaurar os ofícios de apóstolo e profeta dentro
da mesma.
Alguns acham que o problema com a Igreja é falta de liderança apostólica e
profética. O laicato precisa ser mantido numa prestação de contas maior. A
Igreja está tropeçando por falta de liderança, visão e autoridade. Então, a fim de
preencher essa necessidade, apóstolos e profetas estão brotando através do
mundo e para coordenar o esforço, o “Apostolic Council of Prophetic Elders”
(Concílio Apostólico de Anciãos e Profetas) foi estabelecido em Palm Springs, em
1999, com C. Peter Wagner como o “apóstolo principal”. É tempo de nos
organizarmos conforme os verdadeiros princípios bíblicos e eles vão nos ajudar a
fazê-lo!
No livro de Wagner “Apostles and Prophets, the Foundation of the Church”
(Apóstolos e Profetas, o Fundamento da Igreja), ele afirma que a razão do
sucesso da Igreja Primitiva foi que ela teve um fundamento: primeiro, os
apóstolos, segundo, os profetas. Hoje em dia já não existe um fundamento sobre
o qual se construir (p. 8) [E onde fica o Senhor Jesus Cristo, segundo a 1 Coríntios
3:11?].Wagner acredita que tem havido apóstolos e líderes através da história da
1
Igreja, líderes visionários como Martinho Lutero, porém não foram reconhecidos
desse modo. A Igreja da atualidade tem sido fundamentada sobre mestres e
administradores, desde que o sermão se tornou o ponto focal do culto de
adoração, de modo que já não existe liderança nem visão. (p. 10). Ele cita George
Barna, o duplo pesquisador, como dizendo: “Enquanto a Igreja persistir em ser
conduzida por mestres, ela vai tropeçar. Identificar, desenvolver, apoiar e
sustentar LÍDERES dotados vai renovar a visão, a energia e o impacto da Igreja”.
(p. 11).
Em “Church Quake” (Terremoto da Igreja), seu livro texto de 71.000
palavras, ele afirma que a “Nova Reforma Apostólica” será tão revolucionária e
pulverizadora na terra como foi a de Martinho Lutero.
Vocês se lembram de Peter Wagner no último capítulo? Ele é um grande
proponente das meta-igrejas [com propósito?] e das igrejas em células. Ele foi
um discípulo do falecido John Wimber, fundador do Vineyard Church Movement
(Movimento da Igreja Videira). Ambos ocuparam assentos no “Department of
Church Grouth” (Departamento do Crescimento da Igreja), no Seminário
Teológico Fuller. Após o falecimento de Wimber, Wagner mudou-se para Colorado
Springs, onde formou o Global Harvest Ministries (Ministérios da Colheita Global)
e tornou-se o apóstolo principal do International Council of Apostles, tendo criado
a Apostle Round Table, pela qual é responsável. Ele engloba o “Movimento de
Crescimento da Igreja”, as Igrejas em Células, a Nova Reforma Apostólica e a
Teologia do Domínio do “Reino, já!” Ele é muito prolífico e escreveu outro livro
intitulado “Apostles of the City: How to Mobilize Territorial Apostles for City
Transformation” (Apóstolos da Cidade: Como Mobilizar Apóstolos Territoriais para
a Transformação da Cidade”, no qual ele descreve a organização dos apóstolos.
Os apóstolos translocais ficam acima dos pastores, os quais são supervisores do
povo, ficando responsáveis uns pelos outros, crescendo na hierarquia.
Wagner acredita que um líder apostólico visionário é necessário para
supervisionar um mover de Deus. Ele e outros proponentes acreditam que os
apóstolos e profetas conduzirão o Corpo de Cristo ao estabelecimento do Reino
de Deus na terra. Vocês já ouviram isso? [Claro, é uma teologia de Agostinho de
Hipona, o maior teólogo católico romano!]. Esses apóstolos vão conduzir a Igreja ao
domínio da terra!
Gostaria de dar a vocês apenas mais um exemplo do livro intitulado
“Moving in the Apostolic” (Movendo-se no Apostólico), de John Eckhardt, com
prefácio de Peter Wagner. Ele adianta as seguintes premissas:

1. - À Igreja foi dada uma comissão.


2. - Essa comissão é apostólica.
3. - Essa comissão deve e será cumprida.
4. - Visto ser apostólica, ela receberá uma unção apostólica, a fim de ser
cumprida. (p. 21).

Ele afirma que o Espírito Santo é um Espírito apostólico e somente uma


“igreja apostólica” poderá cumprir a grande comissão (p. 24). Ele afirma que os
apóstolos são oficiais da Igreja e que “um oficial é um executivo e os executivos
têm autoridade para executar comissões” (p. 32). É uma afronta ao Corpo de
Cristo, a verdadeira Igreja, dizer que a Grande Comissão só poderá ser cumprida
pelos apóstolos!

1
Porém ainda tem mais! Ele acredita que os “Potentados são os maiores
empecilhos ao avanço da igreja e devem ser tratados apostolicamente” (p. 60).
Ele afirma que estes somente poderão ser destruídos através do ministério
apostólico. Ele afirma que “embora cada crente tenha status para expulsar
demônios, os apóstolos andam e ministram em status mais elevado. Os maus
espíritos e os anjos reconhecem esse status. Os apóstolos são os comandantes
espirituais da Igreja” (p. 63). Ele prossegue afirmando que somente o apóstolo
tem autoridade para executar os propósitos e planos de Deus. “São estes os
generais e comandantes militares que irão mobilizar o povo de Deus...” (p. 65).
Eu poderia continuar sempre e encorajaria vocês a fazerem isso, se houver
interesse.
Existe tanta coisa a mais escrita sobre isso que deixo o restante da
pesquisa a vocês. (Por favor, acessem o site...
http://www.banner.org.uk/contents.html
Leiam também o capítulo 7 deste livro. O Movimento dos Apóstolos e Profetas
está ligado ao reino dos “espíritos territoriais”, mapeamento espiritual, igrejas em
células, movimento do crescimento das igrejas, etc. Os participantes deste movimento
lidam com o “Quem é Quem” no Cristianismo (exemplo: Peter Wagner (apóstolo
principal), Dutch Sheets, Ted Haggard - new President of the NAE, John Kelly, Win and
Charles Arn, David Yonggi Cho, Bill Hybels, Paul Crouch, Jack Hayford, Tim LaHaye, o
falecido John Wimber, Juan Carlos Ortiz, C. Peter Wagner, Ern Baxter, Pat Robertson,
Jerry Falwell, David Yonggi Cho, Robert Stearns, Mike Bickle, Reuven Doron, Che Ahn,
Frank Hammond, Cindy Jacobs, Bill Hamon, John Eckhardt, Bobbie Byerly, Jim Goll, John
Paul Jackson, James Ryle, Frank Damazio, Ed Silvoso, Carlos Annacondia, Claudio
Freidzon, Roger Mitchell, Ted Haggart, Chuck Pierce, Rick Joyner, Kingsley Fletcher, Jim
Laffoon, Barbara Wentroble, Robert Schuller, Paul Cain, Ralph Neighbor, etc.).
Existe uma hierarquia de apóstolos sobre várias cidades e pastores com um
ancião superior sobre uma cidade particular. Talvez os evangélicos estejam
aprendendo isso com a Igreja Católica Romana. Existe em sua agenda algo mais que
uma simples organização. O objetivo é conquistar! As Igrejas Protestantes Liberais, tais
como as Presbiterianas, Metodistas, etc., têm sido sempre “a” ou “pós” milenistas
(significando que não esperam que Cristo venha reinar por 1.000 anos), mantendo a
mesma posição da Igreja Católica Romana. Todos esses diversos ramos - desde a ICR
até as Protestantes Liberais, as igrejas neopentecostais dos apóstolos e profetas e o
Movimento dos Profetas - aliam-se no mesmo objetivo de tomar posse das instituições
políticas e sociais.
Sabemos que a “mulher montada”, de Apocalipse 17 (A igreja apóstata) cavalga
a besta (o estado político) em sua sede de domínio mundial. Isso não é semelhante ao
casamento entre o “direito religioso” e a presente administração para derrotar as
forças do mal e trazer o capitalismo, a democracia e Cristo ao mundo?
Em vez de repetir isso, eu prefiro ir ao capítulo 17 deste livro para uma descrição
da noção extra-bíblica entre os “profetas” - uma nova geração de pessoas que
acreditam estar expressando hoje a “Palavra de Deus” com o mesmo poder e
autoridade do próprio Deus (apesar do fato de que erram mais do que acertam). Mas,
quem está vencendo? Eles prosseguem fazendo continuamente novas profecias, sem
que ninguém lhes peça contas. E mesmo sem entrar no mérito da coisa, eu destacaria
que se trata de uma estrutura altamente autoritária e hierárquica. E agora?

Análise

1
Na história antiga, a Igreja perdeu o rumo e adotou a maneira secular, com o seu
clero, seus edifícios e tudo o mais. Contudo, não era assim no princípio. Nos tempos
do Velho Testamento houve necessidade de líderes como Davi e Salomão, mas não no
período do Novo Testamento. Todos nós somos “a geração eleita, o sacerdócio real, a
nação santa, o povo adquirido...” Todos nós temos igual acesso a Deus através do nosso
espírito humano. Estamos na videira, não numa árvore. Todo crente nascido de novo é
enxertado na videira. Criar uma hierarquia neotestamentária é absurda tolice. Se é
assim, devemos nos tornar novamente católicos romanos, no qual o laicato perdeu
todo o contato com Deus (a videira), só podendo chegar até Ele através de um
sacerdote.
Hoje em dia, a Igreja apóstata está usando o modelo secular ou militar. As
descrições dos títulos, funções e empregos “eclesiásticos” provêm do mundo, não do
Senhor. A Bíblia fala de dons e funções - sendo apóstolo aquele que é enviado a plantar
igrejas. É o que ele faz, não o que ele é. Outros, pastoreiam, ensinam, supervisionam
e profetizam. É o que eles fazem, não os ofícios que ocupam. Trata-se de um ponto de
vista “funcional” em vez de “posicional”. O homem não é o cabeça da Igreja, mas
sim, Jesus. Existe apenas uma cabeça no corpo e todas as instruções são dadas por
ela. Elas não fluem pelo corpo. Cada parte do corpo tem uma conexão direta com a
cabeça. O mundo é que precisa de hierarquia e controle externo.
Jesus disse:
“... Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e
que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas
todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e,
qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o
Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua
vida em resgate de muitos”.
Jesus repetiu isso em Lucas 22:25-27:
“... Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade
sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior
entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é
maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à
mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve”.
O mundo gentílico opera na base de uma cadeia de comandos. A
autoridade se embasa na posição e na hierarquia. Os líderes medem a sua
grandeza pelo poder, influência e importância. No Reino de Deus, o maior é o
menor e o menor é o maior. O líder é aquele que mais serve. A maneira de Deus
é totalmente oposta à maneira do mundo. A maneira do Novo testamento é
aquela em que uma pessoa é controlada pelo Espírito Santo que nela habita.
Satanás e o mundo carecem de uma hierarquia, mas o Corpo de Cristo, não!
Mas o que dizer da autoridade religiosa? Não devemos respeitar e venerar
os líderes religiosos?
Jesus disse:
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso
Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra
chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos
chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior
dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o
que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:8-12).
No mundo judaico e no meio cristão apóstata existem líderes religiosos com
os títulos de rabino, pastor, bispo, sacerdote, reverendo, padre, etc. Mas isso
não deveria existir entre nós! Somos apenas irmãos e irmãs em Cristo, cada
um com o seu dom, agindo dentro do corpo. Pode haver pastores, mestres,
1
profetas, evangelistas e até mesmo apóstolos entre nós - mas isso pelo que
fazem, não pelo que são. Um pastor é simplesmente alguém que pastoreia e
cuida das pessoas. Um mestre ensina. Um apóstolo é enviado para plantar
igrejas. Os anciãos supervisionam. Nenhum destes governa sobre o rebanho.
Somos todos iguais, com diferentes funções. Não precisamos de comitês para
fazer uma pesquisa nacional para um pastor. Devemos buscar os dons e os
santos que há entre nós. Cada um de nós possui um dom e deve exercê-lo.

Ofícios ou funções?

A Igreja primitiva não tinha uma pessoa que fosse o CEO de uma
organização isenta de impostos, dirigindo um staff, pregando aos domingos e
fazendo casamentos funerais e serviços eucarísticos e aconselhamentos
psicológicos. Tudo isso é extra-bíblico e foi copiado da Igreja Católica Romana. E
agora que Peter Wagner está copiando essa modalidade, teremos uma hierarquia
paralela à de Roma. Não existe esse imaginário tipo de liderança na Igreja. Essa é
a exata organização de clero/laicato, a qual tem causado um efeito deficitário
sobrre os santos. Pois os próprios santos é que deveriam estar apascentando,
supervisionando e ensinando, em lugar de alguns “profissionais” com elevada
educação pós-gradual em crescimento da Igreja, em gerenciamento,
organização, criação de programas, exegese da Palavra, chefia de cozinha,
lavagem de pratos! Nunca existiu na Igreja do Novo Testamento qualquer igreja
com um líder ancião, um dirigente de programação ou pastor chefe. A Igreja é
constituída simplesmente de irmãos e irmãs em Cristo, reunindo-se para
ministrar uns aos outros. A 1 Coríntios 12:28 não descreve qualquer hierarquia
organizacional, quando diz: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos,
em segundo lugar profetas, em terceiro doutores...” Ela descreve funções lógicas:
aquele que funda uma igreja (apóstolo); o que compartilha visão (profeta); o que
entrega o fundamento bíblico (mestre) e assim por diante. Ao descrever as
características dos anciãos e diáconos, Paulo está falando das qualidades de uma
pessoa funcionando nessa capacidade e não nas qualificações para tal ofício. Um
irmão ou irmã funciona em um grupo por ter estado a par e ter sido refinado na
obra pelo Espírito Santo. Outros reconheceram o seu dom, sua experiência e
autoridade em determinados assuntos. Mas estes são dons e funções, não
ofícios. Sua legitimidade é reconhecida pelos outros por causa da sua
“serventia” e do seu fruto, não por ter sido eleita ou nomeada para um cargo. Um
apóstolo prova o seu dom, quando funda igrejas; um evangelista, pelo seu ganho
de almas para Cristo; um mestre, pelo ensino e um pastor pela capacidade de
apascentar bem as ovelhas. Tudo isso se resume a funções e não a ofícios [ou
títulos] concedidos. Ninguém precisa estudar anos a fio para aprender a ser
alguma coisa [na igreja]. Deixemos que o Senhor opere em sua vida, para que
possa tornar-se uma bênção dentro do Corpo.
Temos nos distanciado tanto da verdadeira Igreja, da vida simples do Corpo
que eu duvido que possamos redescobri-la, a não ser através de uma boa dose
de tribulação! Somente quando formos libertados dos nossos preconceitos, de
nossas posses e de nossas preocupações, conscientizando-nos de que tudo isso
está indo por água abaixo, é que iremos cair na realidade e descobrir o tesouro
que está guardado no íntimo do menor dos santos, permitindo que ele seja livre!
Somente quando nossas organizações, programas e profissões tiverem sido
denunciados pela sua pretensão, é que o corpo ficará livre para se tornar o

1
almejado Corpo de Cristo, no qual cada membro funciona conforme o Senhor tem
agido em seu íntimo.
“Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual
temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele. Portanto, vos peço que não
desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória. Por causa disto me
ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família
nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos
conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior”
(Efésios 3:11-16).
Minha oração é para que, quando vocês meditem nestes versos, o Senhor
lhes mostre o Seu Corpo e como este nada tem a ver com a instituição chamada
“Igreja”. Deus coloca uma variedade de pessoas em nosso meio. Ele opera em
suas vidas e através delas para edificar outras vidas. Elas não precisam
freqüentar uma escola bíblica nem um Seminário. Elas freqüentam a “escola das
árduas tribulações”, quando crescem e amadurecem no Senhor. Elas funcionam -
não para criar um ofício, no qual irá receber um alto salário, mas para edificar os
outros, a fim de que todo o Corpo fique entrelaçado e cada parte individual esteja
trabalhando apropriadamente, permitindo que o amor e a vida do Senhor possam
fluir através do Corpo, fazendo-o crescer e edificar-se em amor. Esses homens
dotados não monopolizam todo o show, mas protegem os mais novos na fé e os
encorajam a se conectar e a crescer até à maturidade. Eles não dominam. Eles
facilitam e encorajam os outros a funcionar.
Fico tão empolgado com passagens como esta que me sinto incapaz de
explicar a sua significação. A não ser que a tenhamos experimentado é o mesmo
que descrever um bom filme para um homem da caverna. Eu realmente
experimentei essa “vida da igreja” de um modo maravilhoso, de forma que sei
como funciona. Foram dias em que abandonávamos tudo por Cristo e o Seu
Corpo. Era mais do que simplesmente ajuntamentos. Mas hoje existe tão pouco
compromisso! Um ajuntamento não faz uma “vida da igreja”, quer seja num
prédio ou numa casa. Entraremos neste assunto, mais tarde.
Atualmente, os cristãos se movem de um programa para o outro. Por isso é
que as igrejas em células, as mega-igrejas, as meta-igrejas [com propósito?] os
apóstolos e profetas e tudo o mais parecem tão atraentes aos cristãos de hoje.
Desejamos algo mais, esperando que a próxima novidade seja mais “It”. Vamos
nos distanciando cada vez mais da principal intenção de Deus, conforme Efésios
3, uma corporativa expressão Dele mesmo sobre a terra - um organismo
chamado “Igreja”.
Tenho mais a dizer sobre o que podemos fazer sobre isso, em um capítulo
posterior, mas agora precisamos falar de uma das mais abusivas e mal usadas
práticas do Cristianismo atual, a qual está crescendo muito no movimento de
apóstolos e profetas - a subordinação.

Subordinação

Citamos acima os versos que são um contraste entre o conceito secular e o


conceito divino de autoridade. No Velho Testamento e no mundo, a autoridade
depende da posição. Vocês respeitam e obedecem à autoridade de outra pessoa
porque ela exerce uma posição mais elevada do que a de vocês. Muitas igrejas
de hoje gostariam de ter cada pessoa numa carta de organização (ou em mapas,
conforme nos referimos no último capítulo), onde cada pessoa fica acima de
alguém. No caso do movimento dos “apóstolos e profetas”, um apóstolo estaria
acima dos pastores de uma cidade, os quais presidem sobre as congregações, e
1
o fluxo da autoridade iria diminuindo através do staff pastoral ou dos anciãos,
diáconos, grupos de células, líderes, etc. E conforme vocês podem se lembrar das
citações, no último capítulo de Juan Carlos Ortiz, cada pessoa deve ficar
subordinada a alguém.
Existe uma forma bíblica de sujeição à autoridade, mas não dessa maneira.
É uma atitude de mútua submissão, uma atitude voluntária em razão da
liderança do Espírito Santo. Existe apenas uma “cabeça” e autoridade na igreja e
essa é Jesus Cristo (João 17:2). Quando a Ele nos submetemos, Ele faz com que
nos submetamos aos outros, numa sujeição mútua, não numa sujeição imposta
pela posição de alguém. Ele é muito claro no verso acima e diz em Mateus 20:26:
“Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja
vosso serviçal.” A Bíblia não ensina que os crentes tenham autoridade uns sobre
os outros. Esse tipo de autoridade é condenado na Igreja:
“E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm
autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o
maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve” (Lucas 22:25-
26).
A autoridade divina não é conferida, herdada, ordenada ou expressa por
homens, inclusive pelos auto-nomeados apóstolos. Ela é exercida por uma pessoa
que esteja operando sob o Espírito Santo, não sendo uma autoridade intrínseca
ou posicional. Ela não pode ser imposta sobre as pessoas. Ela é reconhecida e
aceita por causa da obra do Espírito, no Corpo de Cristo. Ela procede da Cabeça e
é reconhecida como desta procedendo, pois é conquistada, em vez de ser
absolutista e posicional. A autoridade de Cristo flui através do cristão maduro e
os outros reconhecem o mérito e dignidade dessa autoridade. A autoridade divina
JAMAIS está numa hierarquia, nem se encontra num ofício ou posição. Sua fonte
está no Espírito que em nós habita.
O tipo de subordinação em voga hoje em dia não é bíblico e não passa de
uma desculpa para uma “pescaria rápida” nos mínimos detalhes da vida de uma
pessoa, desde os assuntos sexuais até os financeiros, a fim de enquadrá-la às
regras não escritas e outras coisas mais da “igreja”, da célula ou do grupo de
exigência [O mesmo que a ICR tem feitos há séculos, através da confissão auricular]. A
não ser que haja uma razão muito séria para suspeitar, quando alguém está
vivendo em pecado grave, ninguém deve se intrometer em sua vida particular:
“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias
de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (Colossenses 2:16).
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu
irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei,
mas juiz. Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que
julgas a outrem?” (Tiago 4:11-12).
“E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só
ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém” (1 Timóteo
5:13).
“Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o
que se entremete em negócios alheios” (1 Pedro 4:15).

Fazer admoestação, sem ser intrometidos. Creiam-me, o movimento de


apascentar e disciplinar, as igrejas em células, os Promise Keepers e os grupos de
auto-ajuda, imitadores do tipo AA, praticam a intromissão na vida íntima, nas
finanças, em cada aspecto da vida.
Devemos fluir vida de uns para os outros, não nos intrometendo nem
controlando ou reajustando. Os cristãos realmente edificados e entrelaçados no
1
Espírito automaticamente irão se abrir para compartilhar coisas, à medida em
que o Espírito os aconselhe e dirija. Somos como uma família e não uma
corporação ou exército. Somos um organismo e não uma organização! Uma
família promove um ambiente de amor e de apoio, não de tirania ou de
subordinação. Cada igreja ou assembléia local é como uma família. É
independente, auto-governada, tendo Cristo como cabeça. Não existem
hierarquias de igrejas nem apóstolos supervisionando uma cidade. Não existe a
idéia de submeter-se a alguém para receber “cobertura”.

Conclusão - O Objetivo Real dos Apóstolos e Profetas

Existe algo particularmente sedutor no movimento dos apóstolos e profetas.


Ele soa “apropriadamente” como um auto-estabelecimento e tem o sabor e a
ilusão de uma “igreja primitiva” verdadeiramente do Novo Testamento, como
solução para a sandice e estulta natureza da tradicional Igreja institucional,
especialmente quando combinada ao zelo da “Meta-Igreja” [com propósito?]
pelo Evangelho ou ao modelo da “igreja em células”, o qual promete a intimidade
e a oportunidade de uma Igreja funcionando livremente no lar. Porém, no final,
ela conduz a uma apostasia maior, a um informal sistema de lavagem cerebral,
pressão e controle na freqüência, uma bem ungida hierarquia, a qual é militante
e intimamente governada. Existe tanto material escrito sobre isso que eu
apresentei apenas a ponta do iceberg e encorajaria vocês a examinar mais um
pouco. As redes das meta-igrejas [com propósito?] igrejas em células, apóstolos e
profetas estão todas interconectadas. Estes são os líderes do Cristianismo
“apóstata”!
Eu lembraria a todos vocês que se estamos nos “últimos dias”, haverá
engano. O engodo será tão bom que a maioria das pessoas nada verá de errado
com o mesmo e muitos o abraçarão. A falsidade será tão sagaz que exigirá uma
clara visão espiritual para perceber a diferença! Mas o objetivo real dos apóstolos
e profetas não é apenas o de se estabelecerem como líderes a seu próprio modo.
É o de trazer o Reino de Deus à terra. É o domínio! Eles buscam um modo de
exercer esse domínio através de uma aliança com o governo, o qual pareça
compartilhar de sua agenda, com um país que pareça ter um “manifesto destino”
e chamado divino para abençoar as nações da terra. Isto nos leva ao próximo
capítulo - democracia, destino, patriotismo e política!

Bibliografia:

Aqui estão apenas alguns dos livros usados como fonte:

“The Coming Church Revolution” by Carl F. George.


”Moving in the Apostolic” by John Eckhardt
“Spheres of Authority” by C. Peter Wagner
“Apostles of the City: How to Mobilize Territorial Apostles for City Transformation”
by C. Peter Wagner
“Churchquake” by C. Peter Wagner
“Disciple” by Juan Carlos Ortiz
“The Cell Church, Preparing Your Church for the Coming Harvest,” by Larry
Stockstill
”Apostles and Prophets, the Foundation of the Church” by C. Peter Wagner

Favor consultar o Tricia Tillin’s website at http://www.banner.org.uk/articles.html


1
O ajuntamento de apóstolos no http://apostles-gathering.com/
Ministérios de Chama e Fogo http://home.att.net/~flames.of.fire/home.html
Ver ainda http://www.rapidnet.com/~jbeard/bdm/
Dene@the-tribulation-network.com

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-11.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 11 - O Engodo do Mundo e


da Política
(“The Deception of the World & Politics” )

Qual é a nossa responsabilidade com o mundo, com o nosso país e com


cada um de nós? A que ponto deveríamos trabalhar para mudar o mundo, mudar
os líderes, consertar as coisas e apoiar as diversas causas? Embora não haja
ríspidas e rápidas respostas a tais perguntas e cada cristão deva seguir a
liderança do Senhor, existem alguns princípios gerais. Nenhuma geração na
história da humanidade esteve mais calçada no mundo e nas coisas mundanas
do que esta, particularmente a que vive no mundo ocidental. Este é um assunto
de suma importância para os cristãos dos “últimos tempos”, quando eles estão
lutando com o engodo e a perigosa influência do sistema mundial.
Se os cristãos não estiverem certos de onde colocar a sua lealdade, é
porque não entendem onde deve estar a sua verdadeira cidadania ou, na melhor
das hipóteses, poderão se encaixar nos dois mundos - usufruindo o melhor deste
mundo, enquanto estão esperando o céu. Alguns até imaginam que, com
bastante esforço, poderão mudar este mundo, a fim de torná-lo um lugar melhor.
Temos sofrido tamanha lavagem cerebral nesta hodierna era maligna que será
difícil raciocinar claramente de uma perspectiva bíblica e piedosa. Jesus nunca
disse aos Seus seguidores para se revoltarem contra o Império Romano e nem

1
induziu os escravos a conseguir liberdade. Por que? Porque Ele estava falando de
um novo reino, o qual nada tinha ver com a posição ou as posses da pessoa
neste mundo. Somente a nossa geração tem tanto a perder, embora com a
esperança de poder manipular o mundo, sem se aperceber de que, até mesmo
na melhor das hipóteses, esta é uma ilusão satânica.
Com o objetivo de que a Igreja possa ajudar a ganhar perspectiva, feche os
olhos e imagine que você é um cristão do século 1, vivendo na cidade de Éfeso,
na Ásia Menor, banhada pelo Mar Egeu, na Grécia. Você é um tecelão e, por
acaso, conhece alguns judeus que se tornaram seguidores de Cristo. Eles
compartilharam as “boas novas” com você e, em seguida, você aceitou Cristo
como Salvador e Senhor. Sua vida mudou radicalmente. Você deixou de lutar de
sol a sol para vender o seu produto no mercado. Você tem mais a considerar do
que as festas e sacrifícios feitos aos deuses gregos. Agora você conhece o único
Deus e faz parte de uma comunidade de crentes, que vão de casa em casa, à
noite, para orar e louvar a Deus pela nova vida encontrada!
Os governadores romanos tê-lo-iam deixado em paz no passado (exceto
pelos impostos e por uma simbólica adoração a César). Mas agora as coisas estão
esquentando um pouco e os romanos estão ficando preocupados com a
crescente influência dessa nova seita religiosa, a qual proíbe lealdade a qualquer
homem. Um dia eles se acercam dos líderes [cristãos] e exigem que estes se
ajoelhem e adorem César. Eles recusam respeitosamente e são degolados, ali
mesmo. Logo em seguida eles alcançam você, porém você não se incomoda, por
ter encontrado algo melhor do que este mundo poderia oferecer. Você se
incomoda com as injustas políticas romanas? Preocupa-se com a sua
discriminação, suas violações dos direitos humanos? Preocupa-se com a sua
aposentadoria, com as próximas férias no oceano? Não acho que seja assim.
Você se preocupa com as coisas que possui? De qualquer modo você não tem
muitas coisas - apenas algumas peças de mobiliário, uma cabana de um quarto e
o cruel destino de assentar-se a um canto, num chão encardido. Seu banheiro é
um buraco atrás das árvores. A água corrente vem do poço, no final da rua. Você
nunca teve o privilégio de aprender a ler. O seu mundo consiste de alguns tijolos
na cidade, pelo caminho que conduz à sua casa hipotecada, numa vila perto do
mar. Você pensa em mudar o governo e lançar fora os opressores? Não. Você
finalmente ficou livre dessa vida sem significado, pois encontrou a verdadeira
salvação por toda a eternidade, numa comunidade de crentes. Você tem algo a
esperar após sua morte iminente? Claro que tem!
Até mesmo nos dias de hoje será que a viúva haitiana com seus seis filhos,
vivendo em amarga pobreza, mas amando a Jesus, precisa de algo mais nesta
vida? E aquela família africana, vivendo numa comunidade muçulmana, marcada,
defraudada, exilada e até assassinada pela sua nova fé em Cristo? O que dizer
dos cristãos chineses que se encontram clandestinamente nos lares? Será que
estão preocupados com as coisas deste mundo? Você imagina as coisas que eles
poderiam possuir? Será que eles estão pensando em mudar o seu governo? Pode
até ser, mas realmente eles não têm muita esperança neste mundo e por isso
suspiram pela eternidade.
Durante os dezenove séculos passados, a vida foi bastante simples para a
maioria das pessoas, inclusive para os crentes. Era uma vida de subsistência,
uma simples vida social, sem jornais, revistas, livros, rádio, TV e nem mesmo
transporte coletivo. A maioria das pessoas ia para a cama, logo que anoitecia.
Elas não se preocupavam com política. Os reis vinham e iam, mas a vida quase
1
em nada mudava. Os que conheciam o gozo da salvação encontravam sua
verdadeira alegria na comunhão com o Senhor e nos Seus filhos - uma família de
pessoas nascidas através do Espírito de Deus, espalhada pelo mundo. Elas não
tinham muita estabilidade neste mundo, pois o que tinha ele a oferecer?

“Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados,


suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com
vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram
tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria
permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus
uma possessão melhor e permanente” (Hebreus 10:32-34).
“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as
de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e
peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma
pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam
oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso
também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes
preparou uma cidade” (Hebreus 11:13-16).
“Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e
aos muitos milhares de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que
estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos
aperfeiçoados... vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles
que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos
daquele que é dos céus; a voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou,
dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. E esta
palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para
que as imóveis permaneçam. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser
abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com
reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus
12:22,234,25-29).
“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus
13:14).
“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós
rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2
Coríntios 5:20).

Cidadania dupla é a bandeira do Cristianismo hodierno. Em vez de cidadãos


do mundo, somos embaixadores do outro. Parece que esquecemos o antigo
refrão que diz: “Este mundo não é minha casa, nele estou apenas de passagem”.
Temos fixado raízes neste mundo como jamais havíamos feito na história da
humanidade. E ainda vivemos na ilusão de poder transformá-lo.

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança
na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas
para delas gozarmos... Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males;
e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas
dores” (1 Timóteo 6:17,10).

Meu avô nasceu no século 19 e veio para os territórios de Oklahoma, onde


fixou residência. Ele construiu a própria casa, andava a cavalo e, de fato, até foi o
xerife do condado. Ele construiu uma casa na parte de fora e cavou um poço,
comprou o primeiro carro, atravessou a depressão da II Guerra Mundial e veio a
falecer nos meados dos anos 1990. Quanta mudança aconteceu nestes últimos

1
dez anos! O mundo jamais foi tão tentador, com tanta esperança e desespero
acontecendo simultaneamente!
“Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (1 João
5:19). Este é o reino de Satanás! Ele é quem governa o mundo (João 12:31).
Então, por que deveríamos fixar residência nele? Por que sermos nele
encaixados? Um novo pensamento tem penetrado no “homem moderno”, o de
que podemos ser donos do nosso próprio destino [Humanismo]. Podemos usar o
nosso voto e nossa habilidade para controlar o curso do novo governo. O
problema com a Igreja atual no Ocidente é que ela se sente em casa, neste
mundo. Ela já não vê o mundo como não pertencendo ao mesmo (João 17:16).
(Ver 1 João 2:12-17). Nós nos vemos não apenas como sendo deste mundo, mas
como principais agentes de mudança para transformá-lo e até mesmo trazer o
reino de Deus a terra. Será que a Catedral de Notre Dame em Paris, a de São
Pedro em Roma, a Catedral de Cristal e a Igreja de Saddleback, edificada
segundo os moldes arquitetônicos da Disneylândia, ou qualquer uma dessas
“igrejas” da atualidade estão refletindo o céu na terra? Qual é o tipo de reino no
qual os cristãos estão hoje incluídos?
Um cristão que tem um pé no mundo, ou até mesmo numa igreja mundana,
é um candidato em potencial ao engodo que se aproxima. Um homem de mente
dobre, que tem o melhor de ambos os mundos, por si mesmo já está enganado.
Se você acha que a sua ação significa alguma coisa e que pode mudar o curso
dos acontecimentos está enganado. Se acha que o governo americano é melhor
ou pior dos que os outros governos está enganado. O que ilude os cristãos
destes “últimos dias” é a ilusão de que podem mudar o mundo, especialmente
quando podem apoiar e eleger o candidato certo.
Eu o desafiaria a ir à Bíblia e estudar sozinho. Sim, a Bíblia diz que devemos
honrar e obedecer aos nossos líderes e orar por eles e isso se aplica a todos os
líderes, quer sejam bons ou maus. Quer o seu líder seja o imperador romano
Nero, Adolf Hitler, Winston Churchill ou Saddan Hussein, não importa. Não se
deve ter um modelo de líder “bom” ou “mau”. Eles são ali colocados por Deus, a
fim de manter a ordem e devem ser respeitados. Mas a nós isso não deveria
importar, pois a nossa pátria está num outro país. Somos apenas embaixadores,
estrangeiros e peregrinos neste mundo.
Através da história nunca foi clara aos santos a sua verdadeira cidadania.
Cristãos importantes apoiaram o “direito divino” dos monarcas, dos papas e dos
governantes, como sendo eles representantes de Cristo na terra. Eles também
apoiaram candidatos presidenciais e partidos políticos, como se estes fossem
mais “corretos” e justos do que os outros. Um candidato que apóia os
“tradicionais valores familiares” parece ser bom, mesmo estando amasiado com
corporações que estão poluindo a terra em favor do seu próprio lucro. Isso não é
apenas tolice. É cegueira! Todo homem é decaído. Somos todos pecadores,
“todos estão debaixo do pecado... Não há um justo, nem um sequer”. Fora do poder
transformador de Cristo dentro de nós, todos somos capazes de pecar, pois uma
coisa que o homem sabe fazer muito bem, essa coisa é pecar! Não importam
quão boas sejam as nossas intenções, uma pessoa ainda não transformada pelo
Espírito Santo está apenas vegetando. Nenhuma transformação fora do Espírito
merece confiança.
Como americanos fomos ensinados que podemos efetuar mudanças na
sociedade. Temos provérbios banais, como “Se um homem bom nada faz, o mal
vai prevalecer”, como se viessem da Bíblia. Somos ensinados a ter iniciativa, a
votar, a organizar, a trabalhar pela mudança. É verdade que podemos atrapalhar
1
o sistema mundial, aqui e ali, fazendo isso parecer progresso, mas não podemos
mudar o mundo. É o caso do Titanic. Ninguém imaginava que ele fosse afundar,
mas quando ele ainda estava sobre as águas, a única esperança era conseguir
salva-vidas e salvar o maior número possível de pessoas. Quando você está
dentro da “causa”, não importa quão boa ela seja, quão bíblica, quão
maravilhosa, você pode estar sendo um candidato ao engodo. Somos chamados
a “morrer para nós mesmos, a fim de viver para Ele”. Não somos convocados a
subir em qualquer carro de som que apareça, quer seja na luta contra o aborto, a
favor dos valores familiares ou para salvar “baleias”. Somos chamados a tomar
todo dia a nossa cruz e segui-Lo (Mateus 10:38). Se o Apóstolo Paulo fosse vivo,
acho que ele faria à nossa geração a mesma pergunta: “Sois vós tão insensatos
que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gálatas 3:3).
Imagino que existem mais cristãos compromissados na África e na China do
que na América. Os cristãos nas regiões muçulmanas da África vivem sob perigo
de vida e de sobrevivência. Os cristãos na igreja subterrânea na China não têm
raiz alguma neste mundo e no que ele possa oferecer. Quanto mais o
“Cristianismo” é aceito numa sociedade, mais se torna possível que ele caia no
engodo. A instituição americana que chamamos “igreja”, penetrou na mesma
linha de administração da guerra contra o “eixo do mal” e o “Islamismo ímpio”.
Eles declararam uma “guerra santa”, com o intuito de levar Cristo, o capitalismo
e a democracia ao mundo. Quando a Igreja sobe ao carro de som e apóia o
governo, o qual está, supostamente levando “a verdade, a justiça e o método
americano” ao resto do mundo, cuidado! Temos aí outra cruzada perigosa!
Alguém pode dizer que sou mais um dissidente americano, embora não seja
um inimigo iraquiano ou iraniano. Nada disso! Sou simplesmente um forasteiro e
peregrino, um cidadão da pátria celestial.

Como o Sistema Mundial Manipula

Nos tempos passados, o atalaia da cidade transmitia as novidades, gritando


na praça da cidade. As pessoas viviam suas próprias vidas, com pouquíssima
influência do mundo exterior. Hoje vivemos na mesma velocidade da luz. Neste
tempo e época é fácil criar o engodo coletivo, a histeria coletiva e o pensamento
coletivo. O mundo inteiro está conectado à CNN, à Fox News, aos Websites e à
Internet. É possível levar as massas, inclusive você e eu, a acreditar em qualquer
coisa. Tudo que têm a fazer é repetir bastante as cosias, com bastante
autoridade e com suficientes peritos por trás deles. Um bom exemplo é o de que
a economia está ótima e estamos nos recuperando (ver http://www.the-
tribulation
network.com/denemcgriff/Apostasy/recognizing_deception_and_apostasy_chapter
_12.htm]. As pessoas aparentemente acreditam nisso, enquanto o mercado, a
habitação e o débito crescem e, de repente, como se não existisse o amanhã. Os
peritos falam de recuperação, recuperação, recuperação... O tempo vai dizer... É
possível apresentar os mesmo fatos e se chegar a duas conclusões diferentes.
Isso acontece em praticamente cada história e notícia apresentadas na mídia. A
diferença é a maneira como eles falam e colocam as coisas. Quando nos
reportamos ao Oriente Médio, por exemplo, vemos a narrativa conforme é
apresentada do ponto de vista ocidental - vemos um bando de terroristas
suicidas, tentando nos matar, gritando ameaças de suas tendas no deserto... Do
outro lado, vemos pessoas com pouca esperança no mundo, oprimidas,

1
defraudadas e levadas a tal desespero que preferem ter esperança numa opção
que fazem de ser homens bombas suicidas, em vez de viver na miséria. Você
pode ler a mesma história, chegando aos fatos e aos anti-fatos, que lhe permitem
chegar a conclusões bem diferentes. Muitas pessoas não chegam tão longe em
seu raciocínio. Acreditam nos chamados fatos e nas resultantes conclusões. Em
Israel, os judeus e os palestinos vêem as mesmas notícias e as interpretam de
modo totalmente diferente, dependendo de como são apresentadas dentro de
sua moldura referencial. Como podemos ser tão facilmente levados a crer de um
modo ou do outro?
Primeiro, é a nossa moldura cultural de referência e segundo, isso tem a
ver com o nosso aprendizado. Existem dois tipos de conhecimento: o
conhecimento pessoal e o conhecimento público. Se você perguntar a uma dona
de casa sobre cozinhar e cuidar de filhos, ela vai responder de modo pessoal. Mas
se alguém lhe perguntar o que pensa sobre o Iraque, a Bósnia, o aquecimento
global, a economia ou qualquer outro assunto atual, você vai usar as informações
que tem sobre esses assuntos - provavelmente as notícias (TV ou jornal) de Bill
O’Rielley, Rush Limbaugh ou qualquer outro de quem você tenha escutado.
Temos opiniões definitivas sobre todo tipo de coisas que estão na esfera do
conhecimento “público”. Se não fosse pelo que nos contam ou pelo que lemos,
não teríamos opinião alguma.
Como poderíamos ficar a par de assuntos controversos de acontecimentos
tão distantes? Só pelo que têm nos contado, chegando às conclusões que eles
desejam que cheguemos. O conhecimento “público” é adaptado de modo que as
massas possam entendê-lo. Todos têm fortes opiniões sobre os problemas
globais e nacionais, porém de um modo um tanto vago. Os verdadeiros peritos
estão a par da complexidade e das implicações. O verdadeiro perito observa
quão pouco ele sabe e em geral tem menos opinião do que o homem das ruas.
Ele vê a parte cinzenta e não apenas o preto e o branco. Não deveria nos
surpreender que a humanidade não possa entender os complexos e obscuros
conceitos. Contudo, a média das pessoas acha que pode entender assuntos
complexos e resolver os difíceis problemas mundiais, tão facilmente como
conseguem guardá-los. Imaginam poder resolver os problemas do Iraque e nem
mesmo conseguem apontá-lo no mapa.
As massas podem ser facilmente convencidas a crer em quase tudo.
Podemos navegar ao redor de nossa própria comunidadezinha. Temos problemas
quando tentamos extrapolar do mundo que conhecemos para aquele que não
conhecemos. Um perito de alto padrão tenta explicar as complexidades dos
problemas no Oriente Médio ou no meio ambiente e achamos que entendemos,
especialmente se ele for capaz de pegar um problema importante e complexo e
conseguir relatá-lo em termos simples, que possamos entender. O pensamento
da multidão é diferente do pensamento individual. Um indivíduo trata com o
mundo imediato ao redor, o qual ele pode entender. A multidão pode crer em
qualquer coisa porque os “fatos” podem ser adaptados para elas, segundo as
conclusões a que chegam os peritos.
Nossas “opiniões públicas” são constantemente construídas pela mídia,
pelo governo e pela igreja, sendo reforçadas pela repetição. Embora saibamos
que 15 dos 18 “hijackers” em 11/9 foram sauditas e nem um só do Iraque,
mesmo assim, quando o governo prosseguiu com a sua campanha de
desinformação, aproximadamente ¾ dos americanos acreditaram que os
iraquianos estavam por trás do 11/9 e nenhuma arma de destruição em massa foi

1
encontrada. O medo do terrorismo permeia as ondas aéreas, na medida em que
nos movemos de um nível de ameaça para o próximo. Conforme explicou
Michael Moore, em seu recente livro “Dude, Where is My Country?”
(Companheiro, Cadê o Meu País?), nem um só americano morreu nas mãos dos
terroristas nos anos anteriores a 2001. Em 2001 as chances de ser morto por um
terrorista eram de uma em dez, o perigo de morte por suicidas - então, por que o
governo não gastou milhões nos protegendo? Estamos correndo um risco muito
maior, quando entramos em nossos carros para ir ao mercado do que ser
atacados por um terrorista. Contudo, o governo acena com o temor e com alarme
amarelo, laranja e vermelho e nos induz, deturpando fitas e outros suprimentos
sobre o assunto. É mais fácil você ser atacado duas vezes no semáforo. Quarenta
mil pessoas morrem de pneumonia, mas quando morrem 5 de AIDS, logo vem o
pânico pelo rádio. Você vê como temos sido manipulados pelo medo?

O Pensamento de Grupo

Se você aceita a maneira como a sociedade e a mídia o têm alimentado,


logo estará concordando com a maioria das pessoas, pois você faz parte dessa
massa. O pensamento de grupo é poderoso. Você não precisa examinar os
assuntos por si mesmo. Precisa apenas acreditar no que lhe contam a mídia e os
seus amigos. Até o século 20, a capacidade humana de entender os assuntos e
ter problemas era limitada a alguns contatos, à força de sua voz e ao número de
pessoas da vila que pudessem escutar a sua retórica. Graças à moderna
comunicação - estradas de ferro, automóveis, avião, jornais, rádio, TV, satélites,
cinema, telefone celular, etc., agora o eco de uma voz alcança o mundo. Pela
primeira vez, o mundo inteiro pode sofrer sob a histeria coletiva e o pensamento
coletivo. Como você imagina que Hitler conseguiu levar atrás dele a população
alemã?
Antes do século 19, o monarca governava por direito divino. Ninguém o
contestava e ele não se intrometia muito na vida dos seus súditos. Os impostos,
regulamentos e serviços eram minúsculos, comparados aos de hoje. Tocqueville
observou o poder do rei como absoluto e perigoso, embora os seus exércitos não
pudessem estar em toda parte. Seu alcance era pequeno. E logo as multidões
compreenderam não ser difícil neutralizar o poder real, degolando o próprio rei.
O pensamento coletivo começou a tomar diferentes formas - comunismo,
democracia e fascismo - todos estes neutralizando o individualismo em favor do
bem maior - o estado. A democracia convida todas as pessoas à classe
governante, transformando-as em agentes do governo e, eventualmente, em
seus próprios opressores. A democracia tem a ilusão de ter o controle através do
povo, pois este vai votar em cada determinado ano. Na Grécia antiga, eles
notaram o perigo da tirania das massas. Então, os cidadãos tomavam parte nos
ofícios (muitos como dever de jurado), ou então selecionavam os governantes por
sorteio.
Hoje em dia os partidos políticos usam pesquisas e focalizam grupos para
lapidar suas mensagens, a fim de conseguir o apoio das massas. Numa
democracia, é possível enganar, mentir e roubar, a fim de conseguir 51% da
votação. Isso se tornou lícito. Quanto mais exercemos nossa liberdade pelo voto,
menos liberdade legítima parecemos conseguir. A democracia, que supostamente
iria transformar-nos em pessoas ricas, só nos resulta em mais pagamentos de
impostos, dez vezes mais elevados do que acontecia no tempo dos monarcas da

1
antiguidade, e mais controle e regulamentos do que Henrique VII jamais poderia
ter imaginado.
Onde quer que o rei fosse teoricamente responsável pelos bem estar dos
seus súditos, o indivíduo estava protegido em sua terra, dependendo dos amigos
e da família. No mundo coletivo de hoje (quer seja comunista ou democrático), o
governo é responsável pela redistribuição das riquezas, através dos impostos,
provendo saúde, educação, bem estar e aposentadoria chamada “seguro social”.
O sistema provê garantia e proteção contra as ameaças. Oh, sim, ele também
nos protege das ameaças dos nossos inimigos - inclusive do mais recente, o
terrorismo. O bom nesse inimigo é que ele pode estar circulando em qualquer
parte, de modo que até pode exatamente examinar a sua casa, o seu negócio, a
sua conta bancária, (sem sofrer um processo ou suspeita). Eles vão trazer de
volta a divisão universal de homens e mulheres. A lei já está escrita. Estão
apenas aguardando a melhor hora, a fim de apresentá-la - mais provavelmente
até o final de 2005. Eles vão enviar seus filhos e filhas ao mundo, a fim de
protegê-los do grande “T” [Terror] alienando o resto do mundo no processo,
criando novos terroristas, os quais criarão mais inimigos para saírem matando
pessoas. Claro que eles gastam milhões em contratos com as suas corporações
favoritas, tais como Halliburton, Bechtel e várias companhias de petróleo.
Mais um evento terrorista, até mesmo 11/9, pode ser visto no http://the-
tribulation-network.com/news/current_articles.htm) e o governo recebe carta
branca, não só para fazer guerra, mas para perseguir inimigos - ou seja, qualquer
pessoa que ousar fazer oposição ao mesmo. O que você imagina serem os
programas ”Homeland Security” e TIPS? Esse é um programa nacional do “atalaia
da vizinhança” para descartar os dissidentes e os desleais. Já não existe forte
emoção com o patriotismo. O patriotismo faz com que o povo jovem vá cega e
alegremente para a guerra. A massa coletivizada tem levado outras pessoas de
bem a se juntarem, para enviar japoneses e judeus aos campos de concentração,
achando que estão prestando um serviço ao estado. Ele vai erguer a sua
horrenda cabeça, mais uma vez, na América pós-terror.

Evitando o Engodo

Por ser o mundo infinitamente complexo, quanto mais de perto você o


examina, mais difícil se torna entendê-lo de verdade. Nossa esperança é que
Deus nos deu o Seu “Manual do Fabricante”, um livro de instruções, se você
estiver interessado, sobre a natureza do homem e os seus problemas. Quanto
mais você entende as coisas do ponto de vista de Deus, mais habilitado fica para
filtrar a verdade. Ele também nos deu o Seu Espírito para nos conduzir à
verdade. O problema humano é que temos a mente depravada (Romanos 1:28).

“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam
também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no
entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do
seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à
dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes
assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade
em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se
corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente;
e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e
santidade” (Efésios 4:17-24).

1
Pode observar que os efésios são comandados a não andar, não agir e nem
pensar conforme os gentios (aqueles que não são salvos e cujos espíritos ainda
não foram vivificados). Isso indica claramente que é possível um cristão andar,
pensar e agir como se não fosse “salvo”. Infelizmente são poucos os cristãos de
“mente renovada”. Eles são mais afetados pelas coisas que lhes dizem, pelo que
vêem e lêem, do que pelo Espírito de Deus. O item principal para o cristão dos
“tempos finais” é este: se suas mentes foram de fato renovadas, Deus os
protegerá do engodo porvir. Porém, se suas mentes não foram renovadas e
acompanham as multidões, eles na certa cairão no engodo. A renovação da
mente é um processo que exige muitos anos.

“Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por
levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; e até hoje, quando
é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao
Senhor, então o véu se tirará. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do
Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um
espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma
imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:14-18).

Observe que nossas mentes são naturalmente cegas. Não podemos


entender as coisas de Deus. Nem sequer entendemos a verdadeira natureza do
mundo, até que seja retirado o véu que encobre o nosso coração. Essa
transformação somente acontece quando passamos algum tempo na presença
do Senhor. Por outro lado, se você gasta o seu tempo absorvendo passivamente
tudo que lê, vê e escuta, sua mente vai ser moldada pelo sistema mundial. Se
você aceita passivamente o que diz o seu pastor, ou lê livros dos especialistas,
adquiridos na livraria local, certamente vai cair com facilidade no engodo. Como
posso fazer uma declaração assim tão radical? Como posso ser assim tão
julgador? Porque a Bíblia diz claramente que a Igreja vai apostatar nos “últimos
dias”.

* Primeiro vem a apostasia (2 Tessalonicenses 2:3).


* “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1).
* “SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque
haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,
desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis,
caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados,
orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de
piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).
* “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo
as suas próprias concupiscências” (2 Pedro 3:3).
* “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e
prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).
* “Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para
serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa
do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros,
e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:9-12).

A Igreja e a Política

1
Existe um inacreditável corpo de literatura que examina a entrada da
Igreja Americana na área política. Poder-se-ia dizer que a “Igreja” tem-se
inclinado a influenciar a política, a fim de, no futuro, tomar as rédeas da mesma,
através do Partido Republicano do aparentemente convertido presidente atual na
Casa Branca. Não imagino ser exagero afirmar que 9 entre 10 cristãos
evangélicos de hoje acreditam que finalmente um “homem de Deus” tomou
assento na cadeira presidencial e que esse ”homem de Deus” decididamente,
tem declarado guerra contra o mal mundial e está guerreando o mesmo. Eles
imaginam que foi esse “homem de Deus” quem jogou areia nos olhos do
maligno.
Mas será que este governo é realmente de Deus ou não passa de uma
autêntica fraude? Não desejo argumentar aqui sobre este ponto. É você quem
deve decidir. Tudo que eu posso dizer é que a média dos cristãos “nascidos de
novo” está de tal maneira entusiasmada com o fato de ter um presidente
“cristão”, o qual se coloca heroicamente contra o mal, que está nutrindo a
esperança de que a Igreja possa realmente ser capaz de trazer o Reino de Deus a
terra.
Se você está assim tão excitado é porque tem colocado esperança demais
neste mundo. E pode estar enganado se achar que...

● a guerra contra o terror é realmente uma séria ameaça à média da América


(e por que não fazer guerra contra o cigarro que mata 40.000 pessoas por
ano); <li class="MsoNormal"

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-12.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 12 - A Igreja - As Raízes do


Engodo
1
(The Church - The Roots of Deception)
O engodo da igreja começou já no primeiro dia. As pessoas são religiosas
por natureza. A religião é algo em que acreditam porque ela responde
às suas indagações básicas a respeito da vida. As pessoas não vêem Deus em
termos de “relacionamento”. Não querem uma religião de exigências. Por isso
elas preferem que haja alguém para cuidar do assunto. Para os religiosos, então,
a espiritualidade se reduz a doutrinas, formas, ensinos de fazer e não fazer, em
vez de ser algo que controle suas vidas. A igreja é algo para se freqüentar ou
para onde ir, não algo onde se ESTAR. Contudo, a verdadeira espiritualidade trata
de um vital relacionamento com Jesus Cristo, de ser nascido de novo, de ter uma
natureza divina plantada como uma semente dentro do espírito humano, e de
cooperar com Deus em direção a uma nova vida de maturidade.
Os cristãos têm sido enganados por 2.000 anos sobre a verdadeira
natureza espiritual e simplicidade da igreja. Esta se tornou uma criação do
mundo e absorveu as religiões pagãs, quando começou a prosperar.
Eventualmente foi se tornando um monstro, o qual o próprio Senhor Jesus não
teria reconhecido - afastada demais de sua intenção original.
Então, quando estamos chegando aos “últimos dias”, seria de ajuda que
pudéssemos ver a maneira como a igreja tem evoluído e com o que Deus
realmente queria começar. Se fazemos parte de uma organização que já se
corrompeu e foi enganada, isso é problemático. A maioria dos cristãos se
comporta como ”ovelhas” que confiam em seus “pastores” para as conduzirem e
esta é uma posição muito perigosa na qual se encontram.

A Igreja Primitiva - O que diz a Escritura?

Nossas idéias sobre a igreja são formadas pela experiência, segundo


crescemos e nos acostumamos. Assumimos exatamente a maneira de ser da
”igreja”, já que assim fomos acostumados a vê-la. O que realmente importa não
é o que você e eu achamos, mas o que Deus acha. O que diz a Sua Palavra?
Irmãos e irmãs, precisamos abrir nossas mentes e corações para “ouvir o que o
Espírito diz às igrejas”. Não é simplesmente pelo fato de termos feito sempre as
coisas de um certo modo que elas sejam necessariamente corretas, ou que sejam
a maneira de Deus. Seria melhor seguir o Senhor do que seguir as tradições
humanas. Existe uma inércia em todas as tradições religiosas e é natural que
resistamos às mudanças. Sentimo-nos confortáveis com a maneira de ser das
coisas. A maioria dos cristãos nada vê de errado com as suas igrejas. Mas que se
lembrem de que essas instituições tendem a nos mudar e moldar, em vez de
qualquer outra coisa. Foram elas que nos transformaram no que hoje somos.
Mas poderia este sistema eclesiástico ser o exato instrumento do nosso
engodo? Deveria estar claro a cada pessoa que lesse o Novo Testamento que os
primeiros cristãos não iam à igreja. Eles eram a igreja. O Templo Judaico foi
substituído porque a igreja, ou seja, as pessoas são agora o Templo de Deus -
um local corporativo de habitação e não uma estrutura de pedras. A reunião da
igreja primitiva não era algo que as pessoas freqüentassem, mas o que elas
eram, uma vida compartilhada entre elas. Ela não era dominada por um sermão
nem por uma só pessoa. O ensino bíblico era um aspecto, não o propósito
central. A igreja primitiva nada tinha em comum com a instituição de hoje. Era
1
uma grande família, uma dinâmica vida do Corpo, uma comunidade para se
compartilhar e amar, onde cada pessoa participava em pé de igualdade.

“E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas


obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes
admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando
aquele dia” (Hebreus 1):24-25).
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem
doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”
(1 Coríntios 14:26).
“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e
salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Efésios 5:19).
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria,
ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos
espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração” (Colossenses 3:16).

A característica principal da igreja primitiva era a mutualidade - cada um


participando na edificação do outro. Exceto em casos especiais, a reunião era
uma experiência corporativa. Não era dominada por um clero profissional, por um
grupo especial de adoração musical, ou por um líder de adoração. Cada crente
levava algo para a reunião e tinha liberdade de compartilhar com os demais,
através do seu dom espiritual. O sermão não era o centro da adoração. Não
havia um boletim programando a “ordem da adoração”, dizendo quando se devia
levantar sentar, cantar, orar ou escutar. Em vez disso, o Espírito de Deus exercia
o controle absoluto, movendo-se livremente entre os membros do corpo. A frase
“de um para o outro” é usada 60 vezes no Novo Testamento. Eles [os cristãos]
estavam ativamente envolvidos na edificação mútua. Isso é muito diferente dos
chamados ministérios disponíveis hoje em dia - de falar, de cantar no coro, de
limpar o “santuário” ou manusear transparências. A igreja primitiva era um
organismo vivo - o Corpo de Cristo - não uma organização.
Ela confiava plenamente na vida espiritual dos membros individuais, se eles
tinham uma vida de vibrante relacionamento com o Senhor, sendo as reuniões
ricas expressões de suas experiências. Se não tinham, as reuniões terminavam.
Ao contrário da adoração no Templo dos judeus e dos pagãos, a igreja primitiva
se reunia principalmente nas casas (Atos 2:46; 8:3; Romanos 16:3-5; 1 Coríntios
16:19; Colossenses 4:15; Filipenses 1:2; 2 João 10, etc.) Se existe um tipo de
igreja do Novo Testamento, essa é a igreja doméstica. Ela é mencionada como
uma “família” e como a “Casa de Deus”. Quando se fala em comunidade, eles de
fato a viviam. O lar é o estabelecimento natural para a comunicação entre os
membros, para o companheirismo e para ali se fazerem as refeições em
conjunto. Gálatas 6:10 refere-se aos “domésticos da fé.”
Efésios 2:19 diz “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas
concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Efésios 3:15 diz: “Do qual toda a
família nos céus e na terra toma o nome”

Se os primeiros cristãos seguissem a tradição, eles teriam se reunido nos


templos, conforme o faziam os judeus. Houve um conflito com os judaizantes, os
quais queriam impor uma igreja igual à dos judeus, mas o Senhor Jesus e os
apóstolos sempre lutaram contra isso. Jesus não estava estabelecendo uma nova
religião, mas uma relação vertical e horizontal com Ele próprio, o indivíduo
cristão e o corpo corporativo. A igreja é descrita em termos orgânicos e quando é

1
descrita como um edifício, é como um “edifício vivo”. Ela se tornou distinta por
ser repleta de pessoas que estavam em comunhão com o Senhor Jesus. Esse era
o único elo que mantinha a igreja unida - com uma vida em comum. Por quase
300 anos a Igreja se reuniu predominantemente nos lares.
Houve muitas forças agindo para levar o adorador aos “templos sagrados” -
os judaizantes, que teriam transformado a igreja numa seita judaica, com as
pessoas adorando nas sinagogas - e os gregos modernistas e os romanos
adorando nos templos. Era uma inclinação natural do homem organizar e
institucionalizar, de modo que a igreja começou a se apartar da “simplicidade
que há em Cristo”. Finalmente, o Imperador Romano Constantino transformou o
Cristianismo na religião oficial de Roma. Poderia vir alguma coisa boa do
amálgama de igreja e estado? A partir de Constantino, a igreja foi se
transformando maciçamente em edifícios e o clero profissional tomou conta da
maior parte da significativa função “espiritual”. O laicato foi posto de lado,
desempenhando o papel de expectador, e o testemunho da igreja terminou.
Hoje em dia, a maioria confunde a “igreja” com o “santuário”, o edifício. Os
judeus possuem edifícios para a adoração corporativa (sinagogas) e assim
também fazem os pagãos em seus santuários e templos. Ambos ensinavam que
esses eram locais santificados para a adoração divina. Mas isso não acontecia no
Cristianismo. A igreja primitiva costumava se encontrar na intimidade dos lares.
Poderia ter sido natural que eles se reunissem em edifícios, porém não o fizeram
e não apenas em razão das perseguições, pois estas não aconteceram antes do
século 3. Deus queria que o Seu povo tivesse um local de habitação. Ele não
queria que este O adorasse num “santuário sagrado”, pois as pessoas eram o
próprio templo, o Seu local de habitação - não um edifício.
A Igreja primitiva não conhecia as organizações ... isentas de impostos, com
profissionais remunerados, com uma casta especial de clérigos elevada acima
dos outros cristãos, em posições oficiais. O líder da igreja era simplesmente um
dos irmãos. Os dons do ministério para o corpo vinham de dentro - não eram
recrutados em pesquisas nacionais. A liderança e todas as funções eram locais. A
liderança era em termos de função, não de posição - um ofício formal. Eles eram
“líderes servos” que dirigiam norteados pelo exemplo e protegidos pelo amor. Os
pastores e anciãos do Novo Testamento não operavam como executivos,
presidindo alguma empresa religiosa. Não procuravam os conselhos de
consultores sobre como arrecadar dinheiro para programas de construção e
desenvolvimento de estratégias de crescimento. Liderar não era fazer o
ministério, mas dar aos santos o poder de trabalhar no ministério (Efésios 4:11-
16) e protegê-los do engodo, do erro (Tito 1:7-14), não governar sobre eles ou
criar uma passiva dependência.
Como Al Dager explica:
“A Igreja do Novo Testamento, isenta de uma classe especial de clero,
dependia apenas da Escritura e do Espírito Santo para guiar uma pluralidade de
liderança entre os homens piedosos, sendo este um processo de renascimento”
(Mídia Spotlight, Vol. 17, no. 2 p. 8). Ele prossegue, dizendo:
“Isso não agrada muito as pessoas religiosas ... especialmente líderes
religiosos... que gozam de preeminência entre os rebanhos. A crítica vai abundar,
embasada em elementos tipo ‘não eruditamente’... especialmente anciãos... que
não levam iniciais diante dos seus nomes, os quais não usam o tratamento de
“reverendo”, “bispo”, “reverendíssimo” (Ibid, p. 8).

1
Ele prossegue observando que “O estabelecimento religioso não é
exatamente reconhecer a liderança espiritual dos homens ‘não credenciados’. “O
nome do jogo para o estabelecimento religioso é controle e auto-glorificação”
(Ibid, p. 8). Existe pouco respeito pelo laicato, o qual deve depender do clero para
protegê-lo e alimentá-lo.
Voltaremos a este tema, mas a questão é: será que já estamos enganados
e não o sabemos? Será que o exato sistema religioso que nos salvou está nos
conduzindo diretamente rumo à apostasia?

A Igreja - Uma sacola de Misturas, na Melhor das Hipóteses

O que é a igreja? É um edifício, um lugar onde se vai adorar? É uma


corporação sem fins lucrativos, à qual entregamos dólares, a fim de ficar isentos
de impostos? Uma organização “para-igreja” é uma igreja? Quantas pessoas são
necessárias para que haja uma igreja? Ela é uma igreja, quando se encontra
numa escola? Nas matas? Em casa? É uma Igreja se não tem pastor? É uma
igreja se não tem um nome? Então, o que é uma igreja? Não quero insultar a sua
inteligência com isso, mas muitas pessoas estão confusas sobre estes itens.
A resposta pode parecer óbvia a muitos, mas é uma questão extremamente
importante por duas razões: 1) - A maioria dos cristãos não entende que se
critique a sua igreja e 2) - Quando alguns se mudam da instituição são atacados
[Saddleback] - não tanto porque o conceito de “igreja-casa” seja não bíblico, mas
porque esse conceito é uma ameaça à igreja comprometida de hoje - a exata
instituição idolátrica, da qual a Bíblia nos diz: “Sai dela, povo meu!” (Apocalipse
18:4).
Um pastor em serviço disse que não deveria existir essa coisa de “igreja
doméstica, a não ser que ela tivesse os cinco ministérios em ação”. Então o que
dizer das igrejas que se reuniam nos lares do Novo Testamento? E das centenas
de milhares igrejas na China? Será que cada uma delas tem cinco ministérios em
ação? Que absurdo! Alguns dizem que uma igreja só pode ser organizada por um
apóstolo. Mas onde estão os apóstolos? Novamente, não é apenas um absurdo,
mas muito perigoso, pois esses tais apóstolos manipulam o poder!
Biblicamente falando, sabemos que a igreja não é um edifício nem uma
organização. Ela se constitui de um povo chamado para fora [do mundo], nascido
do Espírito Santo, o qual compõe o Corpo de Cristo. A igreja universal inclui todos
os santos, no mundo inteiro, a partir dos últimos 2.000 anos. É fácil definir a
igreja universal, mas o que se pode dizer da igreja local?
A Igreja tem-se constituído, nos bons e maus tempos, dos “chamados para
fora”, mas ela tem também apanhado uma porção de bagagem mundana, ao
longo do caminho. Tendo em vista a natureza pecaminosa do homem, eu diria
que a Igreja não tem evoluído através dos tempos, e, pelo contrario, tem-se
distanciado cada vez mais do que Deus realmente pretendia que ela fosse.
Algumas “formas” e “tradições” podem ter começado por muito boas razões - a
fim de preencher específicas necessidades, em tempos específicos. Então, nessa
cultura ela tornou-se institucionalizada e muitas vezes até mesmo racionalizada,
como se isso fosse comandado por Deus e pela Sua Palavra. O fato é que essas
práticas puramente culturais foram apenas levantadas pelos homens, como se
fossem canonizadas por Deus.
Há dois mil anos, Deus aboliu os sacerdotes e os edifícios. A Bíblia diz que
todos nós somos reis e sacerdotes e que somos o Seu templo e o local de Sua

1
habitação. Porém o homem tem a tendência natural de torcer o que Deus tem
dito e de transformar as coisas, de modo que se desvie da substância e da vida
divina. O homem é inerentemente religioso - desejoso de agradar um Deus
distante e aterrorizador. Do mesmo modo como a nação de Israel exigiu um rei,
em vez de aceitar o próprio Deus como sua exclusiva autoridade, a igreja trouxe
de volta o sacerdote de tempo integral e as casas de adoração.
Embora a instituição tenha tido muitas formas, o Senhor tem permanecido
com a Sua verdadeira igreja - o filamento de ouro que tem avançado pela história
- o qual tem sido eloqüentemente descrito em crônicas clássicas, tais como a
“Miller’s Church History”. Mas a igreja verdadeira composta dos que são lavados
no sangue do Cordeiro, dos que realmente conhecem o Senhor, tem existido
sempre, “apesar de” e não “por causa” da instituição “igreja”. Apocalipse 17 nos
diz que a Igreja Prostituta, assentada sobre os sete montes (de Roma) e suas
afiliadas, são mais responsáveis pelo sangue dos santos martirizados do que por
tudo o mais (Apocalipse 17:3-9). Então, vamos dar uma rápida olhada na história
da igreja.

A Igreja Primitiva - O Problema Judaico

A Igreja mais primitiva consistia quase exclusivamente de judeus, os quais


continuaram a se encontrar nas sinagogas. Quando examinamos o Livro de Atos e
as Epístolas, vemos que o ramo judaico estava ligado à sua cultura e tradição. O
Evangelho foi exclusivo esforço judaico até o capítulo 11 de Atos. Em Atos 10,
Pedro teve uma visão que o levou à casa de Cornélio em Cesaréia, a fim de ali
pregar o Evangelho pela primeira vez aos gentios e estes receberam o Espírito
Santo, exatamente como os judeus, no Pentecostes. Atos está repleto de
entreveros entre os que iam para os gentios (Paulo, Barnabé & Cia.) e os
apóstolos originais e cristãos judeus, os quais queriam impor aos cristãos as suas
tradições. Os cristãos gálatas estavam sendo escravizados pelas tradições
judaicas. Paulo explicou que estas eram tão ruins como as tradições pagãs. A
disputa deles não se referia às doutrinas, mas à cultura e à tradição. Antes de
tudo, Paulo apressou os cristãos no sentido de conseguirem sua liberdade em
Cristo (Gálatas 5:1). Em Colossenses 2:8 Paulo admoesta contra as regras e
regulamentos:
“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e
vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e
não segundo Cristo”

Finalmente, os apóstolos decidiram, sabiamente, permitir que os cristãos


judeus agissem de um modo e os gentios do outro - a fim de melhor conservar a
igreja gentílica separada das tradições judaicas. Em Gálatas 2, Paulo descreve
uma reunião com Pedro, Tiago, João, Tito e ele próprio, em Jerusalém, a fim de
tratar da crescente tensão entre os dois grupos de crentes (Gálatas 2:1-11). Foi aí
que decidiram que um grupo deveria ir para os judeus e o outro para os
incircuncisos não judeus (verso 10). A igreja primitiva não foi edificada unida.
Nem era o show de um homem só. Cada pessoa experimentava o Cristo vivo e
todos participavam. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres eram
dons da Igreja para a edificação dos santos (Efésios 4:11-12). Vinham de dentro
da própria igreja Eles não eram especialmente treinados ou recrutados. Eram
dons no funcionamento para a edificação do Corpo. Essas não eram posições,
mas funções. Eles não corriam atrás de sua própria edificação e poder, mas na
1
edificação do Corpo de Cristo. A igreja primitiva cresceu espontaneamente.
Embora alguns cristãos judeus antigos se reunissem nas sinagogas, durante
algum tempo (esse foi um problema em termos de libertá-los do Judaísmo), na
maior parte das vezes eles se encontravam nos lares (Mateus 8:14-16; 26:8;
5:42; 8:3; 10:24-27; 16:40; Romanos 16:3; 1 Coríntios 16:40; Colossenses 4:5 e
Filipenses 1:2, para nomear apenas alguns). Eles comiam juntos, partiam juntos o
pão e viviam juntos. A igreja cresceu como fogo silvestre, sem o benefício de
qualquer líder treinado em seminário ou escola bíblica, em programas de
formação ou em programas formadores de missionários.
Imaginem o caos nas reuniões da igreja primitiva. Não devem ter sido tão
espetaculares, com pessoas nada eloqüentes, música não tão boa e, mesmo
assim, a igreja funcionava. Não havia expectadores, apenas participantes. Todos
compartilhavam, encorajavam, choravam, oravam, faziam comunhão e comiam
juntos. Efésios 5:19 nos conta como eles viviam “Falando entre vós em salmos, e
hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”. E
a 1 Coríntios 14:26 diz: “... Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem
doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”.
A igreja primitiva era também uma Igreja perseguida - primeiro com os
judeus perseguindo os cristãos e mais tarde com os romanos perseguindo ambos.
Na história antiga os romanos consideravam o Cristianismo como uma seita
judaica e por isso deixaram os cristãos em paz. As primeiras perseguições
romanas foram desencadeadas por Nero em 64 d.C. Os cristãos eram
considerados perigosos, politicamente desleais e sediciosos. Juntar-se a eles
significaria morte certa. As verdadeiras perseguições não começaram
propriamente até o século 3, quando o estado tentou trazê-los sob o seu controle.
O Livro de Atos e as Epístolas nos contam que a igreja primitiva se
esforçava para manter-se fora das tradições judaicas, do pensamento grego e da
religião pagã. Quando o primeiro século terminou, a igreja se conscientizou do
erro, preservando o Evangelho e mantendo a unidade. Uma vez que a vida e a
espontaneidade se foram, a organização tornou-se o único meio de os cristãos se
manterem unidos. A história ensina que as formas sempre seguiam a função e
que uma vez criadas as formas, elas se concretizaram e se firmaram, adquirindo
vida própria, até mesmo quando as funções originais desapareceram. Os
profissionais começaram a tomar o poder. O precedente veio tanto do lado judeu
como do gentio. Ambos estavam acostumados a uma casta profissional de
sacerdotes.

A Igreja Pós-Neo Testamentária

Logo no princípio do século 2, a hierarquia eclesiástica apareceu dentro de


um corpo local, com bispos (anciãos) e diáconos. A palavra “hierarquia” significa
“governo dos sacerdotes”. Inácio estava a par da ordem e de que o laicato
deveria ficar subordinado aos diáconos, os diáconos aos presbíteros, os
presbíteros aos bispos (anciãos) e os bispos a Cristo (Epístola de Inácio aos de
Esmirna, conforme citada por Earl Radmacher, na obra “What the Church Is All
About”, Chicago, Moody Press, 1972, p. 36). O bispo nomeava os diáconos e os
presbíteros, como oficiais da igreja. Somente o bispo podia administrar os
sacramentos. Não foi muito antes disso que houve uma hierarquia de bispos - do
corpo local à cidade e região, e finalmente a Roma. A seu crédito deveria ser
explicado que uma boa parte disso foi feita porque eles estavam tentando
proteger a igreja das heresias. Mas na prática isto separou a média dos santos de
1
uma relação pessoal com o Senhor, ou de qualquer oportunidade significativa de
ministrar. A dinâmica “vida do Corpo” da igreja primitiva deu origem à
organização.
Ao final do século 2, o clero foi reconhecendo ter direitos exclusivos ao
ministério. O laicato foi subordinado. Apocalipse 2 registra as cartas enviadas
às quatro igrejas da Ásia. Estas são geralmente consideradas como
representando períodos históricos. A primeira Igreja de Éfeso está contendendo
contra os falsos mestres pela fé, embora já “tivesse perdido o seu primeiro
amor”, mesmo “odiando as obras dos nicolaítas”. Os eruditos acreditam que os
nicolaítas eram um grupo que, entre outras coisas, promovia a hierarquia dentro
da Igreja. A palavra “nicolaíta” em Grego significa subdividir ou subordinar o
laicato.
A Igreja Primitiva desprezava a idéia de hierarquia e de ter uma classe
sacerdotal, visto como os crentes eram todos sacerdotes. A segunda Igreja em
Esmirna sofreu tremenda perseguição e foi encorajada a “ser fiel até a morte”.
Ao tempo em que chegamos à terceira Igreja em Pérgamo, a mistura já estava
começando a penetrar na Igreja (verso 2:15). A Igreja de Tiatira é a exata
expressão da Igreja Católica Romana, especialista em absorver as religiões
pagãs, as quais seriam continuamente integradas à “tradição cristã”. Por esse
tempo, o clero já detém o controle total de uma religião mista, com pessoas que
“têm as profundezas de Satanás” (verso 2:24).
“No início do século 3, o poder do clero já estava totalmente consolidado. O
conceito de Igreja, como “católica e única” não é cortado ou dividido, mas de
fato conectado e conservado pelo cimento dos sacerdote, os quais concordavam
entre si”. (Radmacher, Ibid., p. 42). A média dos crentes foi completamente
destituída de poder, tendo ficado subordinada à estrutura e instituição
eclesiástica. Ao crente não era permitido ler nem interpretar sozinho a Palavra. O
verdadeiro evangelismo e o crescimento cessaram. Em 313 d.C., Constantino
publicou o Édito de Milão, permitindo que o Cristianismo aparecesse. A igreja foi
legalizada e retirada dos lares. As catacumbas e os vales nas florestas se
transferiram para os edifícios eclesiásticos. De fato, até era exigido que as
pessoas se reunissem nos edifícios. Isso conduziu a igreja para fora da atmosfera
informal da pequena reunião rumo à atmosfera formal da grande reunião. Os
leigos transformaram-se em expectadores cheios de deveres. Os líderes
eclesiásticos consignaram ao edifício um reino terreno e também se envolveram
no governo. Foi assim que teve início a Era das Trevas. A igreja tornou-se um
mundo amplamente político e uma instituição religiosa. Os grandes concílios se
reuniram e forjaram uma unidade doutrinária (Exemplo, o credo de Nicéia)
formando a unidade organizacional, através da hierarquia da igreja.

A Reforma

Ao tempo da Reforma, a igreja já havia consolidado o seu poder, de modo


que dificilmente havia qualquer linha divisória entre a Igreja e o estado. A
hierarquia eclesiástica governava com mão de ferro. Quando a Reforma
Protestante teve início, havia quatro movimentos principais: o Luteranismo, o
Calvinismo, o Anabatista e o Anglicano. Cada um destes recuperou algumas das
verdades perdidas, mas três desses quatro se tornaram igrejas estatais e todos
continuaram a definir a igreja em termos de pessoas reunindo-se num edifício,
sendo obrigadas a receber os sacramentos e as instruções do clero. Os
reformadores recuperaram o “sacerdócio dos crentes”, no sentido de que a
1
salvação é um assunto pessoal e a Bíblia tornou-se acessível ao crente individual.
Mas as igrejas protestantes continuaram a limitar a atividade mais importante
somente ao clero. O leigo continuou relegado ao papel de participante passivo. O
crente tem sido dirigido pela classe clerical até ao dia de hoje, com raras
exceções, tais como a dos “Brethren”, porém, até mesmo estes já se
transformaram numa sacola de misturas.
Conquanto a Reforma tenha recuperado o “sacerdócio dos crentes”, no
sentido de terem estes um relacionamento direto com o Senhor [Hebreus 4:16],
ela fracassou em restaurar a visão corporativa da Igreja, a qual permite que
todos os crentes funcionem realmente como sacerdotes. “Cada ano, no ‘Domingo
da Reforma’, é urgentemente proclamado que a Reforma venceu a batalha pelo
sacerdócio dos crentes. O desejo é certamente o pai do pensamento, mas ainda
falamos desejos e não fatos. As exatas congregações que escutam a
proclamação negam-na pela sua política, sua vida congregacional e até mesmo
pela sua arquitetura da verdade que afirmam esposar... Nossas palavras traem
as celebrações de vitória do nosso Domingo da Reforma. A batalha não foi ganha
ainda; não ocupamos o campo onde o sacerdócio dos crentes seja um fato”
(Joseph Higinbotham & Paul Patton, “Searching Together”, Vol. 13:2). E se
pessoas como Bill McCartney, fundador dos Promise Keepers, tm sua maneira, o
laicato deveria render-se novamente, de maneira total, ao clero profissional. O
fundador McCartney grita sob aplausos: “Aqui estou: os Promise Keepers não se
importam se vocês são católicos”. Ele também encoraja o laicato a voltar aos
seus pastores porque: “Não podemos dividir corretamente a palavra da
verdade. Precisamos de vocês para nos ensinarem”. (Bill McCartney, Promise
Keepers ’94, Seize the Moment Men’s Conference, Portland, junho 18, 1943,
conforme registrado por Dagger, obra citada, p. 12).
Vimos, portanto, como a igreja primitiva foi institucionalizada e corrompida
pela introdução de todos os tipos de doutrinas, formas e tradições questionáveis,
tais como reuniões aos domingos e dias santos, Natal, Páscoa, Dia de Todos os
Santos, ou Dia de Finados, cuja véspera é conhecida como Halloween. A Igreja
moderna tem-se tornado uma casa de comércio - quer seja das indulgências da
Igreja Católica Romana ou da licenciosidade da Meta-Igreja do “buscador
amistoso”. Será que estamos seguindo a estrada estreita da verdade e auto-
negação da cruz, ou a estrada larga da auto-atualização, da prosperidade e do
comprometimento? Será esta a exata instituição que está nos levando a um
novo nascimento ou nos conduzindo à grande apostasia?

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-13.htm

1
Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 13 - Laodicéia - a Igreja


Americana?
(Laodicea, the American Church?)

A Bíblia descreve uma igreja dos “últimos dias”, que é diferente das seis
igrejas antes descritas em Apocalipse 2 e 3. Essa igreja é materialmente
abastada, imaginando possuir tudo, mas nada tendo. Ela é cega quanto à sua
verdadeira condição. Poderíamos ser essa igreja? Leiamos Apocalipse 3:14-22:

“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a


testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: conheço as tuas obras,
que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como
dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um
desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro
provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não
apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que
vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis
que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em
sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente
comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

A maioria dos eruditos acredita que as cartas enviadas às sete igrejas são
literais e proféticas/históricas. A última carta, no capítulo 3, refere-se à igreja
que é materialmente abastada, até mesmo rica, porém não verifica ser morna,
cega, pobre e nua. Ela é morna por ser casada com o mundo e com tudo que este
tem a oferecer e, mesmo sendo materialmente rica, ela é espiritualmente pobre.
Embora seus membros imaginem ser ricos e não se considerem carentes de coisa
alguma, estão enganados, pois são cegos! Eles podem se considerar justos,
porém têm apenas uma justiça própria e, portanto, estão nus. Esta é uma
declaração condenatória à igreja de hoje, onde os profissionais do
entretenimento estufam os peitos diante das congregações e das câmeras de
suas tele-igrejas, raramente permitindo que se escute uma única palavra
negativa. As pessoas que as freqüentam vão ali apenas para encontrar amigos,
fazer contatos comerciais, impressionar com as suas roupas e compartilhar as
últimas novidades. Esta é a igreja apóstata, tentando usufruir o melhor que os
dois mundos podem oferecer.
Então, quando começou esse engodo? Como sempre acontece, ele até
pode ter tido um princípio louvável. Milhões de imigrantes fugiram da Europa
para a América, em busca de liberdade religiosa. Os puritanos vieram não apenas
em busca de liberdade religiosa, mas para criar uma sociedade “cristã”. O pastor
1
e a igreja tornaram-se o centro das novas comunidades. Eles tiveram uma
profunda influência na fundação do país, em termos de sistema político, legal e
econômico, inclusive no fundamento moral, o qual nos tornou diferentes de
outras nações do mundo. A América tornou-se um porto para os que fugiam da
perseguição religiosa. Não há dúvida de que a América tem profundas raízes
cristãs.
A igreja da América floresceu. As igrejas protestantes de todas as
denominações proliferaram. A maioria delas era pequena, com o máximo de 200
pessoas, tendo a adoração centrada nas manhãs de domingo, com um programa
de culto (hinos, coral, leitura responsiva e bênção). Nos anos 1960, os jovens
cristãos, inclusive eu mesmo, abandonaram a igreja tradicional e se engajaram
em organizações para-eclesiásticas ou em tipos de estabelecimentos
frouxamente organizados, algumas vezes no dinâmico e poderoso “Movimento
de Jesus”. Outros movimentos, como o Calvary Chapel e o Vineyard saíram do
“Movimento de Jesus” e, eventualmente, transformaram-se nas super-igrejas de
hoje. Nos passados anos 1970 e 1980, começaram a surgir as mega-igrejas, com
serviço completo de última linha, orientadas ao mercado de consumo, ao
buscador amistoso, ao frenesi e aos entretenimentos, oferecendo um programa
para cada específica necessidade dos freqüentadores. As Assembléias de Deus,
algumas Igrejas Batistas e outras independentes se projetaram de algumas
centenas para milhares de membros. Dizem que 60% dos evangélicos
americanos freqüentam uma mega-igreja.
Hoje em dia, os cristãos americanos vivem auto-satisfeitos, na nação mais
rica e poderosa da terra, crendo que a sua nação foi fundada como “uma nação
de Deus”, por homens de Deus. Nós nos consideramos os bons moços, que levam
o modelo cristão e capitalista ao mundo. Estamos cegos ao fato de que temos
poluído o mundo com a nossa ambição, luxúria, materialismo, exploração
econômica e domínio militar. Mas o que devemos temer não é o nosso lado mau,
mas o senso de justiça própria, o qual não conhece fronteiras. No dia em que
começamos a estampar na sociedade e no mundo o nosso espírito de cruzados,
ninguém mais conseguiu nos deter. Será que somos tão ingênuos a ponto de
esquecer que um monstro maligno e sinistro vai chegar ao poder? Ele vai se
assemelhar a um anjo de luz - apresentado-se como alguém que deseja restaurar
os valores tradicionais, tornando as ruas seguras, as escolas produtivas, muitos
empregos disponíveis e, sobretudo, toda a paz e prosperidade no mundo.
Será que a igreja vai sofrer? Não! Ela estará tão empenhada nas causas
justas, no anseio pela unidade e exclusividade em trazer o reino de “Deus” à
terra, em nova moralidade legalista (diferente da legítima moralidade do Espírito,
que transforma o cristão de dentro para fora), que os verdadeiros cristãos que
ousarem se opor ao sistema serão marginalizados e, eventualmente, eliminados.
Isso vai separar o trigo do joio, as ovelhas dos cabritos, ou seja, os muitos que
darão a vida pelo seu Salvador, daqueles que desejam usufruir o melhor dos dois
mundos. Essa perseguição vai acontecer literalmente de dentro para fora,
quando um irmão vai entregar o outro e a mãe vai entregar a própria filha, etc.
Não estou julgando, condenando ou criticando a igreja institucional. Tudo
que estou dizendo é que nos “últimos dias” haverá uma igreja apóstata,
conforme foi profetizado na Bíblia. Exatamente como nos dias de Hitler, a
instituição física da igreja será facilmente subvertida e dominada. O fato é que,
quanto maior a instituição, mais facilmente ela vai se “comprometer”. Por que?
Jamais haveria mega-igrejas, a não ser que os líderes tivessem enganado os
ouvidos da congregação, a fim de poderem atrair multidões [1 Timóteo 4:1-2]. As
1
igrejas institucionais são de fácil localização, porque as pessoas se reúnem em
grandes edifícios e a liderança é facilmente identifica, pois trabalha ali mesmo. O
clero depende do laicato para viver. Se ele tomar uma posição impopular, vai
perder o emprego.
A verdadeira igreja vai ser sempre subterrânea, exatamente como tem
acontecido na China, nos últimos 50 anos. Não sei se esta história é verídica, mas
faz sentido. Certa noite, nos anos 1970, a KGB invadiu, de fuzis em punho, uma
reunião cristã clandestina em Moscou. O líder da reunião falou: “Quem quiser
desistir, que o faça agora!” A metade levantou-se e saiu. As portas foram
fechadas. Então o líder da KGB falou: “Bem, precisávamos saber quem eram os
verdadeiros cristãos. Agora vamos orar!” Por que a igreja na Alemanha foi
ocupada? Porque o laicato havia se acostumado a seguir os pastores e os
sacerdotes e não sabia pensar por si mesmo ou funcionar sozinho. Se o Terceiro
Reich tivesse continuado a existir por mais de 12 anos, tenho certeza de que uma
poderosa igreja subterrânea teria eventualmente surgido. Porém não houve
tempo suficiente. Nem também haverá tempo suficiente nos sete anos finais [da
Grande Tribulação], portanto o tempo de nos prepararmos é agora!

A Condição da Igreja Americana

Existe abundante evidência de que a igreja não mais se fundamenta na


Palavra de Deus, conforme acontecia há 20 ou 30 anos. Estamos na era do “pop”,
do Cristianismo da auto-satisfação, no qual é chique “nascer de novo”, com
pouca evidência de fruto ou de profundo compromisso com o Senhor. As pessoas
são tão iletradas nos assuntos de Deus e na Bíblia como o são em história,
geografia, ou qualquer outra matéria. Nem mesmo os líderes são claros nos itens
básicos de fé e pouco ou nada enxergam de erro nas práticas e doutrinas que
estão invadindo a igreja, conforme discutimos na primeira seção. Eles nada vêem
de errado com a psicologia ”cristã”, os movimentos em prol da unidade ou a
politização da igreja. Alguns dos “maiores” mestres são tão gentis com a ICR a
ponto de afirmarem que as diferenças doutrinárias de fato não importam, pois
qualquer um que usa o nome de Cristo é cristão. A sã doutrina é vista como
divisora e a verdade já não mais está firmada exclusivamente na Palavra de
Deus.
Os pastores registram frustração com a falta de maturidade e
conhecimento dos fundamentos da fé em suas congregações. O trabalho de
ensinar nunca é feito. Ano após ano eles refazem o mesmo material para as
mesmas pessoas. Passam a maior parte do tempo aconselhando as pessoas
sobre os seus problemas. Dizem que as pessoas estão muito piores do que há 20
anos. Contudo, eles gastam horas sem conta aconselhando as pessoas sobre os
seus problemas. Estas continuam apresentando os mesmos sintomas, quando a
resposta seria apenas uma relação de compromisso com Jesus Cristo, em
obediência, e numa viva e dinâmica comunhão cristã. Vejam a programação de
uma típica estação de rádio cristã, ou visitem uma livraria cristã. Ali se encontra
um bocado de informação sobre como sentir-se bem consigo mesmo, sucesso em
família, divórcio, etc. Porém existem poucas que dizem a verdade - que as
pessoas estão morrendo por falta de visão espiritual. Então, o que está errado?

O Clero e o laicato

1
Prosseguimos em perpetuar o sistema de clero e laicato. Os pastores se
queixam de que o nível de compromisso das pessoas com o Senhor já não é o
mesmo de antes, quando eram mais jovens. Eles sentem que estão empurrando
os santos feridos para fora, castigando, murmurando e criticando. Eles ensinam,
aconselham, mas quase sem resultado. O pecado, a falta de visão e os cuidados
da vida têm neutralizado a média dos cristãos. Alguns pastores se conscientizam
que ao laicato deve ser dada uma oportunidade de crescer, apoiando os estudos
bíblicos ou as reuniões domésticas. A maioria admite ter gasto um tempo enorme
à procura de líderes maduros, que façam as pessoas participarem. Eles acabam
fazendo reuniões em casas, as quais se assemelham às reuniões da “igreja”,
onde existe limitada liberdade e participação da média dos santos. Alguns
dominam as reuniões. As pessoas se acostumaram de tal modo a ser cuidadas, e
a ser meras observadodoras, que nunca aprendem a ser participantes. Elas vêm
para ser apascentadas e não têm muito para compartilhar. Mas, de quem é a
culpa?
A condição da igreja moderna na América não é apenas culpa do clero, pois
se este não satisfaz o laicato, acaba perdendo o emprego. Ele teme que facções
inteiras de membros deixem a igreja, se realmente a verdade for pregada.
Também é culpa do laicato, esse cristão de meio expediente, o qual dedica a
semana inteira ao seu negócio, mal tendo o pensamento de um segundo voltado
para o Senhor, aparecendo aos domingos para cantar alguns hinos e ser
entretido. Eles criticam a mensagem, se esta for longa demais, ou muito
resumida, quando não concordam com a mesma, ou se não a consideram
bastante dinâmica. Depois, tomam uma xícara de café, fazem uma visita e em
seguida voltam para casa, para a sua vida normal.
E o que dizer do evangelho? Uma vergonha para a média dos membros da
igreja! Quando foi a última vez em que os cristãos compartilharam o evangelho
com um amigo ou vizinho? Na semana passada, no mês passado, no ano
passado? Não estou apenas sendo crítico - existem estatísticas que apóiam o fato
de que o cristão comum raramente dá testemunho de sua fé. Que tipo de
relacionamento e compromisso tem um cristão que não compartilha a sua fé?
Quando muito alguns deles conseguem levar um amigo à igreja, onde o pastor
vai pregar o evangelho para ambos.
Ora, para algum de vocês que diga que estou sendo crítico demais e que a
sua igreja é diferente, admito que você e sua igreja sejam honrosas exceções.
Seu pastor deve ser fantástico, dando realmente à igreja a oportunidade de
funcionar de maneira significativa. Você pode ter uma nata especial de santos
que se dispõe a servir na EBD, no aconselhamento nas visitas aos novos
convertidos, aos enfermos, etc. Seus irmãos e irmãs em Cristo podem ser os seus
melhores amigos e deveriam ser. Tenho estado em igrejas assim, mas devemos
admitir que se trata de uma exceção em vez da regra. A maioria das igrejas tem
uma nata compromissada, mas isso acontece cada vez menos. Outro dia recebi
e-mail de uma senhora que congregava há 30 anos numa igreja batista, até que
chegou um pastor jovem, querendo trazer um falso reavivamento, por isso ela
deu o fora.

Para onde vai a Igreja?

Vejamos a direção da igreja como um todo. Até que ponto nossas


instituições cristãs vão cair? As igrejas que crescem mais depressa nos EUA são
as da Terceira Onda, especializadas nos sinais e maravilhas, e as igrejas da
1
Palavra da Fé, que se dedicam à saúde e à riqueza. Você já esteve em alguma
dessas recentemente? Já viu o Benny Hinn fazer uma congregação inteira cair no
“Espírito”? Já viu o “Riso de Isaque”, já escutou pessoas ladrando como cães,
rugindo como leão? Já escutou que Jesus precisou ser salvo, exatamente como
você e que você pode a vir a ser um “deus”, exatamente como Ele? Esse tipo de
coisas está acontecendo nas igrejas através do nosso país.
Leiam “Cristianismo em Crise”, de Hank Hannegraff e o seu último livro
“The Counterfeit Revival” (O Falso Reavivamento). Leiam os clássicos de Dave
Hunt - “Sedução do Cristianismo” , “Escapando da Sedução”a e “A Invasão
Oculta”. Leiam “Vengeance is Ours” (A Vingança é Nossa), de Al Dagger (um
excelente estudo sobre a Teologia do Domínio). Leiam os livros de Bobgan sobre
a Psicologia Cristã. Então vocês vão ver a que ponto nós caímos! Os pensamentos
e as práticas da Nova Era penetraram na igreja e nem sequer percebemos. A
igreja tem sacrificada a sã doutrina e o evangelho em favor do falso evangelho e
da falsa unidade. Mesmo assim, os bravos santos que ousam questionar, são
atacados, como sendo pessoas sem amor e divisoras. No dia em que um santo
for censurado por expor declarações públicas de figuras públicas, à luz da Palavra
de Deus, será esse um dia triste na história da igreja, mas é exatamente isso que
já está acontecendo. Esses santos têm sido censurados e as pessoas têm sido
avisadas a não lerem os seus livros (isso também se aplica aos nossos). As
livrarias cristãs recusam-se a vender suas obras e, contudo, vendem todo tipo de
material de psicologia e auto-ajuda, livros propondo que tomemos a América de
volta para Cristo, e todas as demais loucuras “pop” que estão em voga. A igreja
ignora as admoestações sobre o perigo que está correndo!
Os cristãos maduros, que ousam pensar por si mesmos, já não são bem
vindos em algumas igrejas. Eles vão de igreja em igreja, buscando comunhão,
compromisso e ensino saudável, mas, em vez disso, apenas encontram pessoas à
cata de milagres, experiências, loucuras e os mais recentes ensinos dos
charlatães. Eles se juntam às convenções dos Promise Keepers e das Igrejas com
Propósito, sem verificar quão psicologizadas e ecumênicas são essas
organizações. Os cristãos dotados e compromissados podem não encontrar mais
espaço para um envolvimento significativo. Se eles tentam contestar certos
itens, são logo rotulados de negativos, sem amor, rebeldes e divisores e são
convidados a retirar-se. Eles estão cônscios de que não devem abandonar “a
congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e
tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25).
Este é o sabor antecipado do ostracismo que aguarda os que se colocam
contra a onda. Temos recebido centenas de e-mails de pessoas que durante
anos têm sido expulsas de igrejas, simplesmente por terem feito perguntas. O
processo está sendo acelerado, à medida em que ali chegam pastores
recentemente treinados. Existe uma espécie de “silêncio” das igrejas, as quais
tentam tornar-se atraentes aos não salvos, mais “buscadoras amistosas”, menos
dogmáticas e mais semelhantes ao mundo, a fim de que as pessoas se sintam
confortáveis ali. O que é isso? APOSTASIA! Apostasia significa apenas
”afastamento”. A igreja está gradualmente se afastando da verdade, enquanto o
engodo obscurece lentamente a visão espiritual dos verdadeiros santos. A igreja
está resvalando e essa queda não pode mais ser detida. O engodo vem desde o
princípio.
A profecia diz que isso vai acontecer. Cada situação e cada pessoa são
diferentes. Essa é a razão pela qual você deve estar sensível ao Senhor, para
segui-Lo aonde quer que Ele o conduza. Confie em que Ele irá conduzi-lo até os
1
santos de mente igual à sua. Você não pode se fixar na instituição, mas deve
alcançar alguns irmãos e irmãs na mesma. Você pode até não reconhecer os que
nela foram capturados, sem perceber que existe algo errado. Suas mentes foram
cauterizadas. Eles se acham ricos, sem perceber que são “pobres, cegos e nus”
(Apocalipse 3:17). Porém o Senhor vai lhe mostrar outros que abriram os seus
corações ao Senhor.

Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-14.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 14 - A Igreja na Tribulação


- Programar é Importante (The Church
in Tribulation - Timing is Important)
No último capítulo tratamos das várias posições em termos de Escatologia,
ou seja, o assunto do final dos tempos. Creio que uma das pedras fundamentais
da atual apostasia está relacionada à doutrina do Arrebatamento Pré-
Tribulacional. Quando esse Arrebatamento vai acontecer pode não ser importante
para você, mas pode ser um item fundamental em termos de preparação. Como
diz Marvin Rosenthal em seu livro “The Prewrath Rapture” (O Arrebatamento
Antes da Ira), “É impossível treinar efetivamente um exército para uma batalha
importante, se os soldados souberem que jamais irão participar da mesma”
(Rosenthal, p. 282). Devemos ter cuidado para que os ensinos que temos
recebido e mantido como verdadeiros tenham realmente um respaldo bíblico. Em
30/12/1997, o especialista em Bíblia, Hank Hannegraf, esteve falando do
Arrebatamento. Ele disse que havia memorizado todo o Livro de Apocalipse,
Daniel e outros textos importantes, tais como Mateus 24, tendo estudado a
profecia por vários anos. Contudo, não havia chegado ainda a firmar suas
conclusões, disse ele, a respeito da doutrina do Arrebatamento Pre-Tribulacional.
1
Ele disse que havia estudado todos os argumentos para esta posição, porém, em
sua opinião, “nem um só desses argumentos conduz a qualquer resultado de
interpretação bíblica”.
Embora eu não pretenda entrar em argumentos detalhados, quero apenas
dizer que esta é uma das maiores fraudes perpetradas contra igreja moderna.
Ela pode também fazer parte do grande engodo dos “últimos dias”. Esta não é
uma doutrina histórica da Igreja. Dizem alguns que ela teve início com a visão de
uma garota de 16 anos, na Escócia, nos anos 1830, tendo sido popularizada por
John Darby, o famoso líder dos “Brethren”. No excelente livro de Doug Krieger
sobre as “Oito Visões de Zacarias, ele declara que “influentes partidários do
Arebatamento dizem que em alguma parte do capítulo 3, e na abertura do
capítulo 4 do Apocalipse, a Igreja é arrebatada. Isso é pura conjectura, repleta de
espúria interpretação, opinião humana sem qualquer credencial da Escritura”
(Apêndice A).
O tempo é importante, de um modo mais sutil, pois ele governa a nossa
atitude com respeito aos ”últimos dias”. A doutrina de um Arrebatamento secreto
é uma perfeita armadilha à Laodicéia. Creio que ela tem contribuído mais para
amolecer uma boa parte dos cristãos evangélicos bíblicos, para fazê-los dormir,
do que qualquer outra doutrina que trata da profecia. Ela nos permitir continuar
na boa vida, pois nos dá uma falsa ilusão de segurança. Podemos continuar na
vidinha de sempre, sem planejamento algum sobre o futuro apocalíptico,
confortados com o pensamento de que seremos arrebatados antes que as coisas
se tornem negras demais. Este é um pensamento desejável de escapismo.
Somente no moderno mundo ocidental poder-se-ia chegar a essa doutrina do
“vou subir e o resto que se dane”. Para os que não acreditam em nós, esqueçam
o que estou dizendo e apenas leiam a Bíblia.
Se você está convencido de que iremos subir antes da Grande Tribulação,
qualquer profecia sobre os “últimos dias” não passa de um exercício acadêmico
para os cristãos evangélicos. E é exatamente por isso que tantos cristãos da
velha guarda não se preocupam muito com a profecia. Contudo, é bom ter essa
informação, pois ela nos afeta pessoalmente. Ela também nos permite a
aplicação de versos referentes a Israel ou a algum cristão “salvo” no futuro,
quando este encontrar o Senhor, após a nossa partida. Sei de pastores que me
contaram que em suas igrejas é proibido falar da profecia e quando eles o fazem
o assunto cai em ouvidos moucos.
Se você tivesse certeza de que “o princípio das dores” e a Grande
Tribulação estão a caminho e que você e sua família vão passar por ela, o que iria
fazer? Faria algo diferente? Compraria uma casa maior? Um carro maior? Você
tem idéia do que vai ser a Grande Tribulação? Leia Mateus 24. Você acha que
tudo vai ser maravilha, simplesmente por ser um filho de Deus e que Ele vai
cuidar de você? Se é assim, leia novamente Mateus 24.
Nossos ensinos dispensacionalistas nos permitem aplicar todos os versos
de Apocalipse relativos aos santos, diretamente aos judeus e dos “santos da
Tribulação”. Isso é ampliar a imaginação e a sã interpretação da doutrina bíblica.
Certa pessoa me escreveu recentemente dizendo que passar pela Tribulação não
é ter uma “bendita esperança” e que ela não está destinada à “ira de Deus”. Ora,
ela confunde a Tribulação com a “ira de Deus”. Muitos dos que mantêm a nossa
posição consideram o Arrebatamento como acontecendo “antes da ira de Deus”.
Gosto dessa terminologia, pois o Senhor volta ao mesmo tempo em que
acontece o Arrebatamento, para logo em seguida ser derramada a “ira de Deus”
1
sobre a terra. Mais uma vez, examine uma boa porção de sites na Internet sobre
o assunto do “Arrebatamento antes da ira”, inclusive o nosso.
Se você conhece a história da Igreja, sabe que a verdadeira igreja tem sido
perseguida desde o princípio e ainda continua sendo, na maior parte do mundo,
hoje em dia. Recebi e-mail sobre o Dia Internacional da Oração, que vai
acontecer em 15/11/1997, pela igreja sofredora.
“Mais cristãos têm sido martirizados no século 20 do que em todos os
séculos anteriores juntos (1) Pastores estão sendo aprisionados e às vezes
mortos na China e em Cuba. Os crentes são proibidos de comprar ou manter
propriedade na Somália. Os cristãos que testificam sobre a sua fé no Irã ou na
Arábia Saudita podem ser condenados à morte por blasfêmia. Multidões têm
dizimado vilas inteiras de cristãos, no Paquistão” (2) e assim por diante (Recebido
pela Internet, em 11/02/1997).
O sofrimento é normal. De fato, somos informados de que teremos aflições
neste mundo. Ora, se a Grande Tribulação - a maior que a Igreja poderá vir a
experimentar - estiver vindo em nossa direção, num futuro próximo, pense nas
implicações pessoais. Como disse um irmão, certa vez, “deveríamos viver cada
dia com uma perspectiva eterna”. Será que iríamos viver hoje de modo diferente
em termos de como usamos o nosso tempo, dinheiro e energia, se soubéssemos
que nos próximos cinco anos a pior de todas as tribulações jamais encarada pelos
cristãos iria acontecer? Penso que a Bíblia é clara no sentido de que devemos
estar preparados. A profecia serve para nos admoestar e nos mover à ação. Se
falharmos em agir segundo a clara admoestação profética de Deus, isso poderá
nos acarretar um grave perigo, quando os eventos nos alcançarem.

Por que a Tribulação?

Conforme antes mencionado, as pessoas entendem mal a Tribulação e a


confundem com a ira de Deus e o julgamento do mundo. A Bíblia diz que a
igreja “não está destinada à ira” e com isso concordamos. (1 Tessalonicenses
5:9), mas também diz que “o julgamento começa pela casa de Deus” (1 Pedro
4:17). Trata-se de uma separação entre o trigo e o joio, entre ovelhas e cabritos.
A tribulação sempre tem acompanhado a vida do cristão. João 16:33 diz: “Tenho-
vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom
ânimo, eu venci o mundo”. Jesus, Paulo e todos os outros escritores das epístolas
nos prometeram tribulação neste mundo. Isso é normal. Se a Igreja nos EUA não
está sendo perseguida, conforme tem acontecido no resto do mundo, existe algo
errado conosco. Não somos normais. A igreja não está mais contendendo pela
verdade e pela justiça, tendo preferido tornar-se atraente ao mundo (buscador
amistoso).
Além disso, Deus precisa da Igreja, porque estamos falando do Grande
Julgamento e a terra inteira está sendo julgada, para em seguida vir a
condenação. Entrementes, existem duas testemunhas para esse julgamento
(exigido pelo próprio Deus) a Igreja e Israel. São as duas oliveiras e os dois
castiçais. É essencial que as duas testemunhas, as duas expressões corporativas
de Deus, ali estejam para o julgamento (Ver o capítulo 6 sobre as visões de
Zacarias). Porque esta se chamará a Grande Tribulação e a Tribulação dos
Santos? Parece termos esquecido completamente o que a Bíblia diz exatamente
sobre a “Igreja” apóstata, e a verdadeira “Igreja”, o tem acontecido ao longo da
história, porém dessa vez com mais força, sendo por isso chamada de a Grande

1
Tribulação. Essa vai ser a hora da separação do trigo da palha - daqueles que
afirmam ser cristãos versus os que estão dispostos a renunciar as suas vidas por
amor do seu Senhor.
Numa pesquisa recente, 60% dos americanos afirmaram ser “nascidos de
novo”, mas será que são mesmo?
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele
que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos
demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”
(Mateus 7:21-23).

Quando acontecerá o Arrebatamento?

Em mais de 50 anos de vida cristã, adotei todas as posições, porém nos


últimos 30 anos tenho ficado cada vez mais convencido de que a posição que
devo compartilhar é o claro ensino da Escritura. Acreditamos no Arrebatamento da
Igreja antes da ira, a qual vai acontecer na 70ª. semana de Daniel, antes que os
castigos divinos sejam derramados sobre a terra. Qualquer leitura direta das
Escrituras chave relacionadas ao Arrebatamento mostra o claro curso dos
eventos. O grosso da Escritura aponta sempre na mesma direção. Escritura
confirma escritura. Os que argumentam em favor do Arrebatamento Pré-
Tribulacional usam uma racionalização circular, versos obscuros e parábolas, a
fim de comprovar a sua posição.
Eu gostaria de comparar duas descrições e linhas de tempo da 70ª.
Semana de Daniel:
1. - Mateus 24:5 e Apocalipse 6:1-2 falam do primeiro selo, quando o anticristo se
levanta para conquistar através do engodo.
2. - Mateus 24:6-7a e Apocalipse 6:3-4 falam do segundo selo, sobre guerras e
rumores de guerra.
3. - Mateus 24:7-b e Apocalipse 6:5-6, falam do terceiro selo, o qual traz a fome.
4. - Mateus 24:c e Apocalipse 6:7-8, tratam do quarto selo, com terremoto, morte
e peste.
5. - Mateus 24:9 e Apocalipse 6:9-11 tratam do quinto selo, revelando o
remanescente fiel, o qual é morto por causa do seu testemunho.
6. - Mateus 24:29, Marcos 13:24-25, Lucas 21:25 e Apocalipse 6:12-13 falam do
mesmo assunto - imediatamente após a Tribulação: “E, logo depois da aflição
daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu,
e as potências dos céus serão abaladas” (Mateus 24:29).
7. – Mateus 24:30-31, Marcos 13:26-27, Lucas 21:27 e Apocalipse 6:14-17 dizem
todos a mesma coisa. Mateus diz que “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do
homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo
sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com
rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos,
de uma à outra extremidade dos céus”.
8. - “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em
Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra
do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos
os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de
arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão
primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles
nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”
(1 Tessalonicenses 4:14-17).
1
“E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou
neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E
ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em
uma nuvem; e os seus inimigos os viram ... E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e
houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso
SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:11,12 e
15).
Fica bem explícito nestes versos que haverá esses desastres cósmicos e as
trombetas, seguidos pela volta do Senhor e do Arrebatamento. Em vez de entrar
em detalhes, vamos aos versos do Velho e Novo Testamentos, os quais se
referem ao Dia do Senhor. (Joel 1:15; 2:1-2, 10,11,30,31; Amós 5:18-20; Isaías
13:6-13; Zacarias 1:14-2:3). Cada um destes versos se refere aos desastres
cósmicos, como o escurecimento do sol, um dia de nuvens e um dia de escuridão.
Um tempo de ira divina, de destruição, etc. É claro que o nosso senhor virá no
Dia do senhor, conforme está claro na 70ª semana de Daniel e conforme se
observa em Mateus 24 e Apocalipse 6.
Vejamos agora a 1 Tessalonicenses 5:1-3:
“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos
escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão
de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá
repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo
nenhum escaparão”.
Veja também a 2 Pedro 3:10-12 para o verso que fala do Dia do Senhor.
Vemos que os versos acima têm em comum as trombetas. Joel 2:1 começa
anunciando o Dia do Senhor, com uma trombeta. A 1 Coríntios 15:51-52 fala do
Arrebatamento:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos
seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados”.
Uma das passagens principais sobre o Arrebatamento é a 2
Tessalonicenses 2:1:
“ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa
reunião com ele...”
Observe. Este é um dos versos principais sobre o Arrebatamento. Não
existe aqui indício algum de que haja aqui um período de sete anos, entre esses
dois eventos. De fato, os versos seguintes tratam da questão de quando. Eles nos
admoestam a não dar ouvidos às pessoas que dizem que o Dia do Senhor ainda
veio, se esses eventos não aconteceram. Vamos prosseguir com a 2
Tessalonicenses 2:2-4:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis,
quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de
Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será
assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da
perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora;
de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.
O que não virá? Do que se fala aqui? Deveria ficar bem claro que o
Arrebatamento não poderá acontecer antes desse evento narrado em outras
passagens como a abominação da desolação. A maioria das pessoas pensa que
isto se refere à oferta de sacrifícios no novo templo de Jerusalém, e até pode ser,
mas acho que deve referir-se à última profanação do homem na hipótese dele ser
o verdadeiro templo.

1
Eu gostaria de concluir esta breve discussão sobre o Arrebatamento Pré-
Tribulacional com outra citação de Marvin Rosenthal feita em seu livro antes
citado:
“Talvez se encontre aqui o decisivo erro do Arrebatamento Pré-
Tribulacional. Ele mantém a falsa esperança de um arrebatamento iminente, em
vez do verdadeiro arrebatamento esperado. Por arrebatamento esperado
entende-se que cada geração, a partir do século primeiro, teria sido a geração
que entrou na 70ª semana de Daniel para aguardar o Arrebatamento. Mas
somente a geração que realmente entrar na 70ª semana de Daniel é que irá
chegar a esse tempo. Sobre essa geração diz o Senhor:
‘Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às
portas’. Um criterioso exame destes versos nos diz que ensinar iminência (que
nenhum dos eventos profetizados deve ocorrer antes do Arrebatamento) revelará
que eles realmente ensinam expectação”. (Rosenthal, p. 282).

De que somos nós realmente feitos?

A Tribulação é e sempre será o teste final para a Igreja. Quando a Igreja


não parece diferente de uma sociedade da qual ela faz parte, existe algo errado.
A taxa de divórcios na Igreja excede a média nacional na América. Então,
quantas igrejas são de fato igrejas sólidas, realmente crentes na Bíblia? Vamos
fazer algumas perguntas.

1. - Quantas igrejas crêem nos itens básicos da fé e na Bíblia como a inspirada


Palavra de Deus?
2. - Qual a porcentagem dos que a freqüentam que está realmente
compromissada versus cristãos nominais e culturais?
3. - Quantos são apenas cristãos presumíveis?
4. - Quantos estão envolvidos, além do culto domingueiro matinal de adoração?
5. - Quantos experimentam a presença do Senhor, estudam a Palavra e permitem
que o Senhor lhes fale?
6. - Quantos possuem maturidade para enfrentar a adversidade?
7. - Quantos colocam o Senhor em primeiro lugar, em termos de tempo, energia e
dinheiro?
8. - Quantos têm a clara e prática noção de que o nosso Senhor e o Seu Reino são
as coisas mais importantes de suas vidas?
9. - Quantos irradiam a alegria do Senhor?
10 - Quantos pregam regularmente o evangelho, a tempo e fora de tempo?
11 - Quantos estão discipulando pelo menos um cristão novo na fé?
12 - Quantos cristãos renunciaram de boa vontade às suas posses, aposentadoria
e tudo o mais que conquistaram neste mundo para batalhar pela sua fé?
13 - Quantos cristãos estão desejosos de enfrentar crítica e rejeição de outros
supostos cristãos, amigos e parentes, os quais parecem estar seguindo a
corrente maior?
14 - Quantos estão desistindo do seu tempo diante da TV para estar com o
Senhor?
15 - Quando vão querem desistir de uma pescaria para ajudar na mudança de um
irmão?
16 - Quantos estão sendo menos cristãos e mais outras coisas (carreira, família,
etc.)?

1
17 - Quantos estão pagando agora o preço para que amanhã estejam
preparados?
18 - Quantos cristãos acham realmente que estamos nos “últimos dias”?
19 - Quantos se preocupam com isso?
Rosenthal diz:
“Muitos que usam o nome de Cristo só desejam que a Igreja lhes conceda
entretenimento, em vez de adoração. Eles esperam que a Igreja lhes dê a
atmosfera acolhedora e saudável de um clube e não a filosofia de sair pelas
estradas e arrabaldes, convidando pessoas (Lucas 14:22). Com algumas notáveis
exceções, no momento a Igreja se encontra fragmentada, polarizada, carnal,
materialista, humanista e impotente” (Rosenthal, p. 295).
Afirmar que o Senhor de modo algum vai permitir que essa Igreja morna,
amante dos prazeres, auto-absorta, carnal, materialista e humanista não vai
passar pela Tribulação é uma afronta a Deus e a todos os piedosos cristãos que
deram suas vidas pelo Salvador.

Quando virá o fim?

No sou fanático a ponto de dizer que o mundo vai acabar e que o Senhor
voltará nesta ou naquela data. Mas qualquer pessoa, inclusive Herodes, o qual
poderia ter lido o Velho Testamento para saber o tempo aproximado da vinda do
Messias. O Senhor censurou a Sua geração por ser capaz de prever o tempo,
porém não saber discernir os “sinais do tempo”. Sabemos que não é possível
saber o dia nem a hora em que o Senhor voltará e usamos esse pretexto para
ignorar o óbvio. O Senhor censurou os líderes religiosos por não saberem
discernir os sinais do tempo.
Muitos cristãos sentiram-se traídos, quando os “últimos dias” – os últimos
sete anos não terminaram em 1988, quarenta anos após a fundação da nação de
Israel. Mas a Bíblia fala que Jerusalém seria pisada pelos gentios, até o fim, e de
quando a figueira florir - a Jerusalém restaurada. Sabemos que essa geração não
passará até que essas coisas aconteçam (Isso está em Mateus 24, sobre a
Tribulação e a volta do Senhor). Jerusalém foi devolvida a Israel em 1967, tendo
se tornado oficialmente a capital de Israel, em 1981. Então, o tempo poderá
começar a ser contado a partir de uma dessas duas datas. Essa opinião não é
minha, mas de muitos líderes evangélicos da atualidade.
Não precisa ser um cientista para ver os sinais dos tempos, não somente
em termos de guerra, rumores de guerra, fome, pestes, com os árabes
pressionando Israel de todos os lados, exigindo mais terra em troca de paz.
Sabemos que nos “últimos dias” haverá eventos que acontecerão antes da
Grande Tribulação (quando a Rússia e os países vizinhos marcharão contra
Israel). Sabemos também que a Tribulação vai começar quando Anticristo fizer
um pacto com Israel para garantir a sua segurança. Portanto, ainda não
chegamos lá, mas podemos estar bem próximos, sabendo o que procurar. Se
você acha que vai subir no Arrebatamento e ainda estiver na terra após esses
dois eventos terem acontecido, seria bom reavaliar a sua posição.
Parece que os líderes cristãos gostariam de nos proteger dessas profecias,
temendo que fiquemos apavorados. Eles querem que fiquemos certos de que o
Arrebatamento vai cuidar de tudo e que não precisamos nos preocupar, mas
apenas confiar neles. Será que há sabedoria nisso? Não! As profecias foram
escritas para que nós possamos ler e entender as mesmas. Existe uma bênção
especial em Apocalipse 1:3 para quem ler, entender e se acautelar. Contudo, se
1
ignoramos as óbvias advertências divinas, estamos correndo perigo. Sou um
cristão dos últimos dias e nada existe mais importante para mim, no mundo
inteiro, do que estudar e dar muita atenção à profecia. Se estes são os “últimos
dias”, então a profecia se destina a você e a mim. Elas não foram importantes
para um cristão que viveu há 200 anos. Mas o são para nós. No último capítulo de
Daniel, ele diz que estas profecias se referem aos “últimos dias” e ficariam
seladas até o tempo do fim, sendo revelada somente aos que “precisam saber”.
Tantos cristãos, alguns até bem próximos de mim, dizem: “Você não
precisa se preocupar. Tudo vai ficar bem. Quando chegar a hora, o Senhor
cuidará de nós”. Se assim fosse, por que Ele se daria ao trabalho de nos
prevenir? Para que tantas profecias sobrre os “últimos dias” estariam ocupando
espaço na Bíblia? Por que iria Ele se preocupar, nos avisando que haveria um
grande engodo? ... Que haveria uma igreja apóstata... Que não poderemos fazer
operação alguma sem a marca da besta?... E que iremos sofrer a maior
perseguição jamais sofrida pela igreja? Não entendo por que os cristãos não
percebem informações tão vitais para eles!

Então, temos três grupos de evangélicos:

1. - Os da velha guarda dizendo que não devemos nos preocupar, pois a Igreja
vai ser arrebatada, antes da Tribulação.
2. -Os neo-evangélicos, que afirmam que a Igreja vai exercer o domínio na terra,
antes que o Senhor volte, sendo essa a condição sine-qua-non para a Sua volta.
3. - As poucas vozes clamando no deserto, como as nossas. Somos basicamente
da linha antiga em nossas crenças, mas consideramos a doutrina do
Arrebatamento Pré-Trib como perigosamente errônea. Este não é um ponto
trivial, como alguns afirmam, - os pan-trib - achando que tudo pode acontecer no
final. Trata-se de uma séria questão bíblica com tremenda implicação. Ela não
interessou a Paulo, Martinho Lutero, Dwight Moody ... porque estes já se foram.
Mas deve interessar a você e a mim. Estamos ignorando pelo menos ¼ da
profecia bíblica, a qual se aplica especificamente aos cristãos e judeus dos
“últimos dias”.
A maioria dos escatologistas evangélicos (pessoas que estudam os “últimos
dias”), tais como Dwight Pentecost, John Woolvord e outros concordam que duas
coisas devem preceder a Tribulação (a guerra de Gogue e Magogue e o Tratado
do Inferno e Morte entre o Anticristo e Israel). Então, o Arrebatamento não
poderia acontecer antes disso. Porém se esses dois eventos acontecerem quando
ainda estivermos aqui, será tarde demais! A Igreja avançará ainda mais na
apostasia. Os cristãos individuais podem não estar preparados - espiritual e
praticamente. E quem está apostasia par desses eventos, sabe muito bem que
eles podem acontecer a qualquer momento.
Tudo isso está nos dizendo para levarmos mais a sério a profecia. Não leve
em conta o que eu digo. Leia você mesmo. Deixe que o Senhor fale com você.
Estude a Palavra. Em seguida, pergunte a você mesmo: se eu sou um cristão dos
“últimos dias” como devo agir, a fim de ficar preparado? Como devo gastar estes
últimos anos? O que devo fazer para ajudar a noiva a se preparar? Quais são as
minhas prioridades? Com o tempo correndo tão velozmente, qual o tipo de
pessoas com quem devo ficar?

1
Reconhecendo a
Apostasia
Dene McGriff
Tradução: Mary Schultze - novembro 2006
http://cpr.org.br/McGriff-15.htm

Parte 2 - Reconhecendo a
Apostasia
O que eles não querem que você saiba

Capítulo 15 - Os Cristãos podem ser


enganados?
(“Can Christians Be Deceived?” )
Quase todos os cristãos supõem, ingenuamente, que jamais serão
enganados. “Deus é fiel! Ele cuidará de nós, quando chegar a hora. Ele vai nos
abrir os olhos, antes que seja tarde demais”! Será que isso é verdade ou se trata
apenas de um otimismo pueril? Os cristão são enganados o tempo inteiro. E esse
engano se tornará mais sutilmente sagaz, disfarçado e apelativo do que todos os
engodos de todos os tempos. Quando alguém é enganado, é capturado. Um
mágico engana o seu olho e por isso você é enganado por ele. Você pensa que o
grande engano dos “últimos dias” vai ser óbvio? A Bíblia diz que até mesmo os
escolhidos serão enganados. Satanás não vai usar uma coisa feia para nos
apanhar. De fato, é claro que esse engodo satânico vai nos parecer “bom”, a fim
de poder nos apanhar. Vemos apenas uma coisa ou outra acontecendo por trás
do cenário (exatamente como no caso do mágico). Por isso vamos ser
enganados, se considerarmos apenas superficialmente essa “estória” dos
“últimos dias” Seria melhor manter os olhos abertos e ser diligentes no Senhor,
porque o engodo não será tão fácil de ser detectado. Nem posso contar quantos
cristãos têm dito, futilmente, que o Senhor vai nos abrir os olhos, quando a hora
chegar. Ele pode fazer isso, mas se você não estiver escutando-O hoje, como
pode achar que Ele vai escutá-lo amanhã?
Você acha que não poderá ser enganado? Então observe os milhares de
cristãos enganados pelas seitas! Uma boa parte dos Mórmons e das TJs tem vindo
das igrejas tradicionais. Conheço alguns e não tenho dúvida de que tenham sido
salvos, mas agora vivem no engano. Veja quantos santos amados freqüentam,
ingenuamente, as igrejas da Palavra da Fé, do Vineyard e milhares de outros

1
movimentos errôneos. Leia os livros de Dave Hunt e Hank Hannegraff e outros
[livros bíblicos para ficar a par desta verdade].
Essas igrejas parecem ser totalmente evangélicas. Freqüentei
pessoalmente as igrejas da Palavra da Fé (não apenas uma vez, mas por vários
anos), as igrejas do “Latter Rain” (Chuva Serôdia), em Connecticut, as quais
pareciam boas em 99% das vezes, porém ali aconteciam notáveis exceções.
Houve certa manhã de domingo em que o pastor entregou uma mensagem sobre
o “Exército de Joel” (Joel 2), que foi uma ostensiva mensagem sobre os
“manifestos filhos de Deus” e em seguida entregou uma profecia de John e Paula
Sanford, os quais têm uma forte ligação com a Nova Era, promovendo técnicas
de visualização. Mais tarde, ele promoveu um livro de Benny Hinn, outro defensor
da Palavra da Fé. Se você não sabe o que há de errado com isso, aconselho-o a
ler alguma coisa a respeito. Depois eu disse ao pastor que promover uma pessoa
como o Benny Hinn no púlpito é o mesmo que endossar o Hinn e seu ministério.
Ele concordou e foi a última vez que estive ali. Ao mesmo tempo, ele se recusava
a ler os livros de Dave Hunt [para ficar mais esclarecido], dizendo que eram “por
demais negativos”.
O fato é que muitos cristãos são enganados e têm apostatado da sã
doutrina e se envolvido em práticas antibíblicas. Os exemplos são por demais
numerosos para serem mencionados, como a tal prática de “cair no Espírito”
[fanerose], promover “palavras de profecia” como se fosse a Palavra de Deus, a
visualização, a cura de memórias e muito mais. Um grande amigo meu foi assistir
a uma conferência e ali um irmão começou a profetizar sobre ele. Meu amigo
ficou muito impressionado com o fato, até que, mais tarde, veio a saber que esse
“profeta” era homossexual e pedófilo. Nesse caso, de onde provêm essas
informações proféticas? De Deus ou dos maus espíritos? Os cristãos estão
freqüentando igrejas como as da Palavra da Fé, as quais promovem doutrinas e
práticas heréticas. Os cristãos estão sendo ludibriados com ações sociais e
políticas, o que é perda de tempo para qualquer pessoa, cuja cidadania está no
céu.
Conforme antes mencionado, estive tão intimamente envolvido com as
igrejas (Palavra da Fé, Vineyard e Latter Rain), que hoje reconheço facilmente
que elas “nada valem”. Mas naquele tempo eu nada via de errado com elas.
Confiava em seus pastores. Era feliz na adoração e na comunhão. Não era
negativo nem buscava encontrar defeitos nelas. Se tivesse permanecido ali,
gradualmente ter-me-ia inclinado a seguir suas doutrinas e práticas. Mas o
Senhor me fez sair, quando me abriu os olhos. Mas isso foi uma exceção. Posso
imaginar que a maioria ainda se encontra ali e está sendo conduzida ainda mais
ao engodo. Se os cristãos não podem resguardar-se agora do engano, como
esperam fazer isso no futuro, quando o pior de todos os engodos cair sobre nós?
Então, livre-se do mito de que os cristãos não podem ser enganados. Isso
acontece o tempo inteiro! Na verdade, a maioria deles é capturada, hoje em dia,
pelos propósitos mercadológicos das mega-igrejas.
O engano tem acontecido a vida inteira. Por isso é que a marca da besta é
mencionada em dois lugares: na testa e na mão. Além de ser literal, isso pode
referir-se ao que pensamos e ao que fazemos. Se nossa mente não é renovada
pelo Senhor, mas estofada com as coisas mundanas, não será possível apagar o
programa mental de toda uma vida. Vejamos um exemplo. Os garotos de hoje
passam três a quatro horas diárias na escola, mas logo em seguida ficam dez
horas vendo televisão. Não que eu seja totalmente contra a TV, mas hoje em dia

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as famílias entram em casa e logo vão ligando o tubo, para começar a receber a
sua programação mental. As coisas que em geral se vêem hoje na TV jamais
poderiam ser vistas há 30 anos. A moral tem sido gradualmente mudada no
mundo inteiro. Vivemos em um mundo de estimulação, no qual somos
constantemente bombardeados, através da TV, dos filmes, revistas, livros, radio
e agora, da Internet. O lixo está constantemente assaltando nossas mentes...
reprogramando-nos. Conforme o que lemos, o que falamos, o modo como
passamos o tempo - seremos transformados à imagem do mundo ou à imagem
do Senhor. Não se pode fugir a isso. Ou semeamos para o espírito ou então para
a carne [Gálatas 6:7]. Quanto a tantos cristãos que estão seguros de que farão a
escolha certa, quando um dia tiverem de escolher entre aceitar ou não a marca
da besta, se não tiverem sido transformados em sua maneira de pensar e agir,
conforme o Senhor, cada dia, ano após ano, infelizmente estão errados.
Transformação é um processo que requer uma vida inteira e que hoje está
absolutamente em falta na igreja. Isso não se refere ao que fazemos, mas sim,
em que usemos o nosso tempo e o que temos sob o senhorio de Jesus.
Infelizmente, existem poucos que distinguem um cristão de um incrédulo, hoje
em dia... Somente quando chegar uma boa tribulação é que haverá
possibilidade de se distinguir um cristão verdadeiro de um pretenso
cristão.

Um Cristão pode falhar?

Hoje em dia só se fala no incondicional amor de Deus. Imaginamo-Lo como


um benevolente “papai”, lá no céu, ansioso para nos abraçar, porque nos ama
incondicionalmente. Pena que isso não corresponda à verdade. Existem
condições. Ele de fato nos ama, mas isso não significa que o faça, a não ser que
nEle creiamos aceitemos o Seu Filho, e também Lhe sejamos obedientes. Como
cristãos nossa atitude para com o Senhor tem sido, muitas vezes, de indiferença
[Tô nem aí...], como a de uma pessoa de 18 anos, imaginando que viverá para
sempre! A salvação depende de aceitarmos o dom gratuito de Deus e, no
entanto, quando somos salvos, tendemos a deixá-la exclusivamente por Sua
conta. [Que tal lermos Filipenses 2:12?] Vivemos esperando que Deus nos abençoe,
cuide de nós e nos use. Tenho viajado muito pelo mundo e visto uma porção de
irmãos em Cristo - até mais dotados do que eu - apostatar de sua fé no Senhor. Vi
outros tantos usados pelo Senhor, quando eram jovens, os quais caíram em
desuso, de modo que, hoje em dia, suas vidas para nada servem, enquanto antes
eram um fogo ardente!
Tenho visto os melhores amigos resvalando no pecado e jamais se
erguendo. Tenho visto desaparecer o brilho dos seus olhos e palavras vazias
sendo pronunciadas... Tenho visto os irmãos mais dotados atirando suas vidas
cristãs para o alto, às vezes por uma ninharia - geralmente por causa de outra
mulher que não é a esposa que Deus lhes deu. Tenho visto outros cristãos
apostatarem. Um dos amigos se entregou à Psicologia e ao aconselhamento,
cada vez mais profundamente. De repente ele ficou criticando todo mundo, até
mesmo os seus amigos e pais. Seus problemas passaram a ser culpa de todos,
menos dele mesmo. Tenho visto irmãos se divorciando e casando novamente. A
segunda esposa até poderá se entregar ao Senhor, mas nada pode trazê-lo de
volta. Tenho visto santos tragados pelos “sinais e maravilhas”. Um deles tinha
um tumor cerebral. Fez peregrinação pelo país inteiro, tendo ido a Toronto,
Pensacola e voltado à Califórnia, tentando desesperadamente receber a cura,
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porém, mesmo assim, acabou morrendo. Tendo visto cristãos entregues aos
seus problemas, até serem por eles devorados, pois sem conhecimento o povo
perece.
Quem viajou muito deve ter visto cristãos cada vez mais frios. Um
verdadeiro homem de Deus, pastor de uma grande igreja na Califórnia Norte, o
qual já está com o Senhor, na primeira classe de graduação no Seminário
Teológico Dallas contou a um amigo meu, pouco antes de sua morte, que dos
trinta graduados apenas três permaneceram fiéis ao Senhor, nos anos seguintes.
Então, pensamos que não podemos falhar, mas podemos. Isso tem acontecido o
tempo inteiro. Alguma vez você já se desviou do Senhor? Eu já fiz isso e somente
pela Sua graça Ele me trouxe de volta. Fui cristão durante 50 anos e, de todos os
que eu conheci, apenas dez não se desviaram.
Vamos encarar a realidade e deixar de sonhar. Quando um servo enterra os
seus talentos, o Senhor não lhe afaga a cabeça, dizendo: “Tudo bem, tudo bem,
não se preocupe!” Ele simplesmente o atira “nas trevas exteriores; ali haverá
pranto e ranger de dentes”. CUIDADO! Deus é antes de tudo um reto Juiz,
realmente um JUÍZ! Ele não vai aceitar desculpas, naquele Dia, pela sua vida
miserável e improdutiva. Ele nos convocará a dar conta de tudo, “segundo o que
tivermos feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. (2 Coríntios 5:10). Do que
fizemos com os nossos recursos, com os dons que Ele nos outorgou e de como
usamos o nosso tempo - cada hora e cada dia.
Sabemos que Deus quer usar cada um de nós. Ele nos deu a vida e os dons
espirituais e outro grande erro é supor que Deus vai nos usar... “um dia”. O
tempo passa com rapidez. A velhice e a morte chegam mais depressa do que se
possa imaginar. Nossos filhos cresceram e agora vivemos da aposentadoria,
quando mal temos força para sair da cama, pela manhã. O Senhor tem todo o
tempo do mundo, nós não! Se não Lhe formos úteis agora, as chances de que o
seremos no futuro serão mínimas. Um corolário de pensar que somos cristãos
infalíveis é achar que somos indispensáveis - que Deus precisa de nós.
Realmente, Ele não precisa. E se não O glorificarmos, as rochas o farão. Quem
sou eu? Se não realizo a obra que o Senhor me confiou, na certa Ele vai levantar
alguém que a realize. É uma tolice achar que sou indispensável. Contudo, se eu
a realizar com boa vontade e humildade, agindo com fé, Ele vai me usar, apesar
da minha fraqueza e dos meus fracassos. É como Jim Elliott, o famoso missionário
martirizado pelos índios Auca, disse: “Que proveitoso será para um homem se ele
desistir do que não pode conservar para ganhar o que pode perder?” Chegou a
hora de tomar essa decisão e permitir que o Senhor aja em nossas vidas, de
maneira bem prática.
Creio que Deus está falando conosco, talvez a última geração de crentes
vivos na terra, antes do Seu regresso. Como jamais aconteceu na história, Ele vai
contar com o nosso amor e com as nossas indivisíveis atenção e obediência.
Somos uma parte integral do Seu grande plano e propósito. Somos suas
testemunhas na terra. Somos a prova viva de que o Criador veio ao mundo,
pagou todo o preço dos nossos pecados e rebelião, habitando agora em nosso
íntimo e nos transformando em corporativo testemunho, para que o mundo possa
declarar: ”Vede como se amam uns aos outros!” Antes de tudo, devemos ser
testemunhas na vida pessoal, na família e na comunidade. Ele não pode
testemunhar para Ele mesmo, mas precisa de duas testemunhas para avaliar e
julgar o mundo - a Igreja e Israel. Contudo, se os cristãos e os judeus continuarem
a endurecer os corações para Deus, Ele vai julgar ambos os povos. Estamos
sonhando, se julgarmos que Deus vai usar com o Seu povo espiritual um padrão
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inferior ao do Seu povo físico. A maioria dos judeus e cristãos está engolfada no
mundo e na descrença. Mas a Sua natureza justa exige que Ele julgue o seu
povo, antes de julgar o mundo (1 Pedro 4:17-18).
O que você sente a respeito dos tempos que se aproximam, quando lê
Mateus 24? Leia-o agora! Não é uma questão de apreensão por causa dos
horrores, mas da glória que haverá para nós: “Mas todos nós, com rosto
descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de
glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Coríntios 3:18).
Chegou a hora de abandonar o conforto das quatro paredes e sair, como cristão,
pegando o evangelho, unindo-se aos demais, que assim o fazem. É tempo de
abandonar todas as distrações e pedir que o Senhor nos purifique o coração,
libertando-nos do poder do século. É tempo de pedir que Ele nos abra os olhos à
profecia, à nossa verdadeira condição espiritual e à condição do mundo e da
igreja. Este é o exército ao qual devemos nos unir em voluntariado. Deus está
chamando-o e se você não responder, Ele buscará alguém mais. Em Apocalipse
12:11, Ele declara, referindo-se aos crentes do últimos dias: “E eles o venceram
pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas
vidas até à morte” . Nos últimos dias a igreja vai ser glorificada através do
martírio.
O Senhor me envolveu neste ministério por mais de 30 anos. No passado,
Ele me chamou especificamente para este ministério, numa viagem entre
Hartford (Connecticut) e White Plains, New York, há 12 anos. Eu gostaria muito
de ter tempo para lhes contar tudo isso com detalhes, no futuro. Porém não
posso começar a contar o que Ele me fez passar, desde aquele tempo. Perdi
quase tudo, porém quanto mais vou perdendo as coisas, mais me aproximo dEle.
E vou ficando mais despojado para a batalha que terei de enfrentar no futuro.
Tornei-me voluntário há seis anos e, desde então, Ele me tem tratado com muita
severidade. Houve uma época em que eu possuía três casas, quatro carros e um
trailer. Faturava em um mês o que a maioria faturava em um ano. Deus soprou
sobre isso e tudo desapareceu. Depois de ter sido despojado dos bens materiais,
verifiquei que eles nada significam. E quando às vezes penso que vou cair ainda
mais, tenho plena certeza de que poderei suportar. E quanto mais difícil as cosias
vão se tornando para mim, mais depressa me conscientizo de que é muito
melhor perder tudo agora, a fim de que não haja coisa alguma que me leve a
apostatar e nem a lamentar a perda. Sou muito grato por tudo que Ele tem-me
trazido, pois sou uma noz dura de ser quebrada. Não havia outra maneira. Deus
só pode usar os vasos quebrados, que caem prostrados aos Seus pés.
Irmãos e Irmãs! O vaso nada vale. O tesouro é tudo. E somente a
misericórdia do Senhor nos conduz através das provações de que precisamos,
conforme a necessidade de cada um.
E se Ele me amou tanto assim, fará o mesmo por você. Se já existiu uma
geração da qual Deus vai exigir sacrifício, essa é a nossa geração.
O engodo e a apostasia são a marca registrada desta geração final. Não se
surpreenda. Não se desencoraje, pois a nossa salvação está bem próxima!

“Recognizing the Deception” - Dene McGriff


ldmagoo@hotmail.com
webmaster@the-tribulation-network.com
Traduzido por Mary Schultze, 02/11/2006
frauschultze@uol.com.br
http://www.desafiodasseitas.org.br/Mary/mary.htm
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