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Projecto EQUAL

Migrações e Desenvolvimento

Referencial de Formação
“Cidadania e Diversidade Cultural nas Práticas Profissionais”

GUIA DE APOIO AO/A FORMADOR/A


Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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ÍNDICE

CONTEXTUALIZAÇÃO

ESTRUTURA
Bloco 1 - Critérios de natureza genérica a observar na negociação,
preparação e execução da formação
Critérios Metodológicos
Condições

Bloco 2 – Notas adicionais por módulo


Módulo – Direitos Humanos, Igualdade de Género, Migrações Internacionais
e Coesão Social
Módulo – Mobilidade Humana e Comunidades Culturais
Módulo – Interculturalidade
Módulo – Intervenção para a Cidadania: Inclusão nos Contextos Profissional,
Organizacional e Local

DOCUMENTOS DE APOIO ADICIONAIS:

Anexo I – PowerPoint sobre o Módulo - Direitos Humanos, Igualdade de


Género, Migrações Internacionais e Coesão Social

Anexo II – Sugestões dos 4 grupos de trabalho para variantes da


Actividade 5 sobre “Sexo e Género”

Anexo III – Elencagem de definições de dicionário dos vocábulos “homem”


e “mulher” recolhidas pelos/as formandos/as do Módulo na sessão de 6 a 10
de Novembro de 2006

Anexo IV – Argumentário sobre “Jovens e Racismo” – em construção

Anexo V – Poema de Gibran Kahlil Gibran

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Anexo VI – Competências necessárias a formadores/as para a animação do


Módulo “Direitos Humanos, Igualdade de Género, Migrações Internacionais
e Coesão Social”

Anexo VII – Apresentações em p.p. sobre o Módulo “Mobilidade humana e


Comunidades Culturais”:
a) nacionais no estrangeiro
b) pessoas estrangeiras em Portugal

Anexo VIII – Actividades de Grupo no Módulo Interculturalidade”

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CONTEXTUALIZAÇÃO

O presente Guia tem como objectivo complementar o Referencial de formação EQUAL


“Cidadania e Diversidade Cultural nas Práticas Profissionais”, numa perspectiva
operacional, por um lado, apoiando a respectiva utilização pelo/a formador/a – daí que
nos tivéssemos colocado na perspectiva deste/a – e, por outro lado, fornecendo um
conjunto de orientações e sugestões que, sendo de natureza prática e resultando muitas
vezes dos cursos piloto de formação, pretendem salvaguardar a correcta utilização do
Referencial, garantindo a qualidade na replicação dos módulos e a efectiva concretização
dos seus objectivos.

Grande parte do conteúdo do Guia resulta da experiência dos cursos de formação de


formadores/as que tiveram lugar em Outubro e Novembro de 2006 e em Junho de 2007,
os quais seguiram percursos formativos diversos e por isso permitiram enriquecer a os
resultados finais da formação teste. Assim, no primeiro curso, o tronco comum da
formação incluía o aprofundamento na especialidade de cada um dos módulos temáticos e
o currículo formativo do contemplava a realização de formação em exercício, em co-
monitoria e com tutoria nos módulos que escolheram; no segundo curso, não se verificou
a formação em exercício, e no que diz respeito ao desenvolvimento curricular, cada um
dos/as formandos/as fez a formação na especialidade unicamente no módulo da sua
preferência para o desempenho profissional.

Também por estas razões, o Guia de Apoio ao/à Formador/a não substitui, antes
completa, a leitura atenta e o estudo das matérias do Referencial de Formação
“Cidadania e Diversidade Cultural nas Práticas Profissionais”, e preconiza uma conjugação
adequada com as sugestões de operacionalização propostas quer nas fichas de actividade
incluídas no Referencial, quer nas apresentações em power-point que vão anexas,
instrumentos que foram, eles próprios revistos em função das experiências e das
avaliações da formação de formadores/as.

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ESTRUTURA

O presente Guia encontra-se dividido em dois blocos. O primeiro reúne o conjunto de


critérios de carácter geral que o/a formador/a deverá garantir para que a formação
decorra nas condições ideais, independentemente do módulo leccionado. O segundo bloco
agrega, para cada um dos módulos constantes no Referencial, as respectivas notas
adicionais e precauções a ter de acordo com a temática em questão e com a prática
metodológica associada.

Integram ainda o Guia alguns ‘Documentos de Apoio Adicionais’ usados nos cursos piloto e
na formação em exercício da formação de formadores/as que aplicou o Referencial de
Formação “Cidadania e Diversidade Cultural nas Práticas Profissionais” durante a Acção
3 do Projecto EQUAL “Migrações e Desenvolvimento”.

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Bloco 1 - Critérios de natureza genérica a observar na negociação,


preparação e execução da formação

Critérios Metodológicos

a) Competências do/a formador/a: o/a formador/a é, por definição, um poderoso


instrumento de mudança cognitiva e comportamental e, por consequência, de mudança
social. Por esta razão, quanto mais a formação de que se trate se situe nos domínios da
prática e exercício da cidadania, tanto mais é necessário observar e assegurar que o/a
formador/a reúne as competências necessárias para a execução do(s) módulos a que se
propõe, não só do ponto de vista metodológico mas também ao nível dos conteúdos
ministrados e da sua postura enquanto pessoa. Neste quadro, afigura-se essencial a
coerência das atitudes na qualidade de formador/a, a que é indispensável:
i) a utilização de uma linguagem que respeite a igual visibilidade e relevância das
mulheres e dos homens;
ii) a utilização de referências e de exemplos que não colidam com a auto-estima
dos/as formandos/as, designadamente no que respeita às suas categorias de
pertença;
iii) a utilização de uma linguagem simples, clara e bem articulada, que tenha
presente a eventual participação de formandos/as que sejam estrangeiros/as
ou não dominem bem a língua portuguesa.

b) A co-monitoria: A formação em exercício para formadores/as realizada na sequência


da formação em sala, reforçou a evidência das vantagens da co-monitoria e, em
particular, da co-monitoria em paridade. O facto de duas pessoas, e de preferência um
homem e uma mulher, poderem partilhar a animação da formação permite:
 uma preparação mais rica,
 uma formação menos pesada quer para formadores/as, quer para
formandos/as,
 a entre-ajuda,
 a avaliação recíproca,
 a escolha de temas e metodologias em função do melhor desempenho de
cada formador/a.

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Importa, no entanto, ter presente que qualquer dos/as formadores/as em sala deve
dominar todo o currículo formativo e poder substituir o/a colega em qualquer
eventualidade. Relevante é também a postura do/a formador/a nas fases da formação
em que a animação cabe ao/à colega: deverá manter-se atento/a e sempre pronto/a para
qualquer apoio, evitando designadamente, qualquer expressão corporal que denote
alheamento ou execução de outras tarefas, tais como arrumar papéis ou rasgá-los, ler ou
escrever textos à mão ou no computador, para além das notas da sessão. Como é sabido,
para a formação ser perturbada basta um elemento dela ‘desligados’, o que é mais grave
quando tal elemento é co-monitor/a.

c) Diagnóstico de necessidades da formação: O diagnóstico de necessidades de


formação do grupo-alvo, deve ser feito, de forma a sustentar a estratégia seguida na
formação. O/A formador/a deverá garantir acesso prévio a um conjunto de informação
mínima sobre o grupo de formandos/as, que inclua a habilitação académica, a experiência
profissional, a idade, o sexo e as expectativas concretas em relação à formação,
designadamente no que se refere à utilização posterior no âmbito da respectiva
actividade profissional, para que possa ajustar a sua intervenção ao grupo com que vai
trabalhar. O conhecimento das expectativas individuais é tão importante por parte de
quem anima a formação, que, durante a apresentação inicial, a indicação dessas
expectativas deverá ser referida sempre pelo/a próprio/a formando/a, sem qualquer
intermediação de terceiras pessoas, ainda que no quadro de uma apresentação
participada por elas. O recurso a uma indicação acrescida em post-it - que se colará no
quadro nele permanecendo até à avaliação final – resulta muito bem.

d) Conteúdos: os conteúdos ministrados devem basear-se não só nos elementos


constantes no Referencial de Formação e nas indicações fornecidas pelo presente Guia,
mas também nos alicerces teóricos que os sustentam, pelo que a leitura, a reflexão e o
estudo dos textos/obras/documentação de referência recomendados na bibliografia e
na webgrafia, para além dos instrumentos jurídicos de base indicados nas fichas de
desenvolvimento das actividades, constituem um passo fundamental para a execução
adequada da acção de formação

e) Metodologias: as metodologias variam em função dos módulos, e essa diversidade é


também um elemento da formação; independentemente da metodologia utilizada, seja
esta de base predominantemente expositiva ou experiencial, é imprescindível que o/a
formador/a possua as competências necessárias para a gestão dos processos de
aprendizagem, no completo respeito pelos requisitos necessários para a concretização
dos objectivos de cada acção. Tais competências abrangem a capacidade de concluir
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todos os temas ainda que se verifique que o debate não progride por repetição de
argumentos e acantonamento de posições, bem como a noção clara de que os/as
formandos/as deverão ficar sensibilizadas na formação para a aprendizagem dos
conteúdos dos diversos módulos do Referencial.
A título complementar e para escolha de ‘quebra-gelo’ ou de pequenos exercícios
revitalizadores de energia, sugere-se a consulta de “100 ways to energise groups: Games
to use in workshops, meetings and the community”, da autoria de International
HIV/AIDS Alliance (2002), disponível on line a partir de:
http://www.aidsalliance.org/custom_asp/publications/view.asp?publication_id=146&langu
age=en

f) Diversidade no grupo de formandos/as: ao posicionarmo-nos, enquanto


formadores/as e instituições, num quadro de exercício de uma cidadania plena e activa,
assumimos como um dos princípios orientadores da intervenção a ideia de que a forma é
igual ao conteúdo. Assim sendo, porque se preconiza a diversidade cultural como fonte
de riqueza para as sociedades contemporâneas, defende-se também a participação
equilibrada de homens e mulheres e a diversidade (de idades, de experiências, de
formação académica, de culturas) no grupo de formandos/as, enquanto elemento
potenciador de uma formação mais plural, e mais enriquecedora e mais próxima da
realidade com que se pretende saibamos lidar de modo mais informado e competente.
Deste modo a caracterização prévia dos grupos, nos seus diversos elementos, torna-se
essencial para a definição da estratégia pedagógica da formação.

g) Duração: a duração da formação pode ser adaptada para acolher solicitações de


diferentes naturezas. No entanto, importa salvaguardar a presença de todas as pessoas
em formação na totalidade da acção, uma vez que se pretende promover processos de
aprendizagem cumulativos e sustentáveis. Assim, não só se garante a coesão do grupo,
como se assegura o correcto desenvolvimento do processo de aprendizagem.

h) Promoção da mudança: O peso das crenças nas temáticas tratadas pelo Referencial
deve ser tido em conta com vista a encontrar as respostas adequadas para ultrapassar
os conflitos que os temas provocam. Também por esta razão, a abordagem teórica deve
permitir espaços de reflexão e de questionamento sobre a temática em causa a fim de
criar boas condições para a mudança

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Condições

1) A quaisquer intervenientes do ciclo formativo deve ser sistematicamente apresentada


uma clarificação sobre os objectivos da formação e seus princípios, tendo
designadamente em conta a importância de que este referencial passe a fazer parte
da oferta formativa e das competências da entidade que promove a formação e das
práticas dos seus formadores/as e agentes.

2) O percurso formativo deve ser permanentemente aberto ao questionamento e à


inovação.

3) Quem ministra a formação deve garantir, junto da entidade que a solicita:


i) a existência das condições físicas adequadas ao desenvolvimento da acção de
formação, tanto no que respeita ao tipo de sala disponibilizada – que deverá ser
arejada, com luz natural, ampla, de modo a permitir dinâmicas que exigem
deslocação dos/as formandos, e dispor de cadeiras confortáveis e dotadas de
placa lateral para permitir escrever com comodidade -, como no que respeita
aos equipamentos – data show, cavalete com folhas amovíveis, quadro,
marcadores de várias cores, post-it, e, se possível, computador com ligação à
internet - documentação e materiais necessários;
ii) um grupo de formação com um total desejável de 16 pessoas e um máximo de
20.

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Bloco 2 – Notas adicionais por módulo

Módulo – ‘Direitos Humanos, Igualdade de Género, Migrações


Internacionais e Coesão Social’1

1 – Um aspecto importante deste módulo é o do efeito surpresa. Considera-se assim que


para além do enquadramento genérico dado na sessão de apresentação do curso com
todos/as os/as formadores/as, os objectivos devem ser repartidos por cada um dos sub-
temas e apresentados no fim do tratamento deste, avaliando-se individual e
colectivamente se foram alcançados.

2 - Todos/as os/as participantes têm que se sentir à vontade para intervir. Acontece
por vezes que a intervenção carece de ser encorajada. Daí a importância de recomendar
expressamente aos grupos que se vão constituindo para a realização das dinâmicas da
formação, que indiquem porta-vozes diversos. O exercício de uma função ao serviço do
grupo pode ser desinibidor de uma primeira intervenção e revelar um/a participante
interventivo/a.

3 - O conhecimento das expectativas de cada um e de cada uma é fundamental para


conhecer o grupo, para assegurar que a formação responde ao que nela procuram, para
integrar as respostas no decurso das sessões e assim interessar individualmente as
pessoas.
Há também que ter presente que, em conformidade com a metodologia de Paulo Freire
adoptada para este módulo, a formação visa:

1
As presentes Notas incluem transcrições integrais do Manual de Formação de Formadores/as em Igualdade
entre Mulheres e Homens, editado pela CITE, em 2003,
(http://www.cite.gov.pt/cite/destaques/anovaIgualdade.htm ) p. 275 e seguintes e do Referencial de Formação
Pedagógica Contínua de Formadores/as – Para uma Cidadania Activa: A Igualdade de Homens e Mulheres,
editado pelo IEFP, em 2004,
(http://portal.iefp.pt/portal/page?_pageid=117,142713&_dad=gov_portal_iefp&_schema=GOV_PORTAL_IEFP&
ref_form_itinerario_det_qry=boui=14681713 ) pág. 23 e seguintes
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1. A emergência do sujeito, através do questionamento como elemento-chave para


ler e entender o mundo e confrontar a realidade enquanto sujeito: um eu que age
sobre o mundo, sujeito e actor social que não quer ser tratado como objecto;
2. A evolução do estado de consciência ingénua, através da utilização de um desafio –
alguma coisa conhecida de onde se parte - para um estado de consciência crítica
activa, por meio de um processo de conscientização, que é o método que implica
aprendizagem a partir da experiência - com e contra a experiência – e permite ao
indivíduo integrar-se também de uma forma crítica numa acção de transformação;
3. A acção para a mudança social, através de uma aprendizagem de autonomia pessoal
que implica falar e agir, ou seja, dizer da palavra de forma lúcida e eficaz para que
ela possa transformar o mundo.

Assim, não se trata de ensinar conteúdos, mas de ensinar a ‘pensar certo’ numa prática
de reflexão e acção transformadora.
Quando se pensa, se observa e se questiona o sujeito torna-se um objecto para si
próprio e trabalha sobre si próprio, o que permite tornar a sua consciência mais crítica e
mudar as atitudes e formas e agir.

4 – Um dos aspectos mais relevantes deste módulo é descentrar as pessoas do seu


próprio ‘estatuto’: familiar, institucional, hierárquico, identidário. Importa encontrar o
que nos liga como seres humanos. Assim, o objectivo principal do trabalho sobre a
identificação das necessidades básicas a todas as pessoas é assumir desde cedo o que é
comum a todos os seres humanos, homens ou mulheres, qualquer que seja a região do
mundo ode vivam e quaisquer que sejam as suas características específicas e daí partir
para a indispensabilidade de reconhecer direitos comuns a todos os seres humanos, ou
seja, direitos humanos universais.
É frequente as pessoas nunca terem lido a Declaração Universal de Direitos Humanos
pelo que, mesmo que a formação tenha que ser curta, importa dar o tempo necessário
para a leitura integral do texto. É também frequente que se encontrem pouco
familiarizadas com outros instrumentos internacionais sobre a matéria e que confundam
as organizações no âmbito dos quais foram negociados. Daí a importância de uma
clarificação sintética por parte do/a formador/a.
Uma dinâmica apresentada com êxito durante a formação em exercício sobre este tema
foi a da pesquisa e sistematização através da imprensa escrita de artigos sobre “direitos
negados” e “direitos em acção”.

5 - Trabalhar o tema da igualdade de género é muito difícil em formação. Daí que não
se deva começar a abordá-lo numa perspectiva teórica ou através da mera apresentação
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de estatísticas. Há que partir da realidade objectiva e genericamente conhecida que, em


princípio, não ofereça contestação a quem está de boa-fé.
Em função do tempo disponível para a formação e dos interesses/necessidades em
concreto, será possível aprofundar diversos aspectos da situação das mulheres e dos
homens, para o que em função de vários temas se fornecem – no Referencial e no
PowerPoint em Anexo I - endereços electrónicos relativos a Portugal, à União Europeia e
todas as regiões do mundo. De qualquer modo e a fim de evidenciar o essencial da
assimetria de participação das mulheres na esfera pública e dos homens na esfera
privada, considera-se indispensável apresentar/comparar/debater os indicadores
básicos do mercado de trabalho (taxas de actividade, emprego e desemprego, ganhos) e
da ocupação do tempo (tempo de trabalho remunerado e não remunerado) em Portugal.

6 - Ultrapassado o primeiro momento da formação, em que se procurou não só olhar a


situação das mulheres e dos homens, mas ver a realidade das assimetrias reveladas
pelos respectivos indicadores do desenvolvimento humano, é fundamental o convite à
reflexão.
Por que razões persiste a desigualdade? Reflectir sobre a realidade e entendê-la é
essencial não apenas para a dimensão cognitiva mas também para a mudança
comportamental que se visa alcançar.
O/A formador/a tem também que estar consciente de que pode ter necessidade de
credibilizar o próprio tema, pelo que se insiste na necessidade de que uma boa
preparação teórica – com ênfase nos instrumentos jurídicos e nos compromissos
internacionais, bem como nas razões do desequilíbrio de poder, de recursos e de
oportunidades, e ainda da situação e nos constrangimentos da situação dos homens e das
mulheres no mercado de trabalho e na vida familiar - é indispensável. A diversificação
dos argumentos em função da respectiva natureza (jurídica, psicológica, antropológica,
sociológica, económica, linguística) e dos exemplos (com base no quotidiano e na situação
em vários países e civilizações) é de particular importância.
Há que evidenciar, designadamente:
• que a divisão rígida do trabalho de produção e de reprodução em função dos papéis
sociais de ‘masculino’ e de ‘feminino’, traduzida em tempo de trabalho
respectivamente pago e não pago, se comunicou ao mercado de trabalho, provocando
a sua segregação sectorial, horizontal e vertical, bem como assimetrias salariais que
tornam vicioso o círculo da desigualdade de homens e mulheres;
• que é esta situação, que corresponde a um contrato social ultrapassado pela
realidade e pela exigência de qualidade de vida dos nossos dias, que gera prejuízo

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para as mulheres na esfera pública, para os homens na esfera privada, para as


famílias e para a organização social;
• que a mudança nas regras do contrato social implica a participação equilibrada de
homens e mulheres em todas as esferas da vida: no trabalho mercantil e no trabalho
de cuidado, no lazer, nas actividades culturais, desportivas e cívicas, no poder
doméstico e no poder político e nem os homens nem as mulheres têm a perder com
isso, tendo, pelo contrário, muito a ganhar;
• que uma tal participação equilibrada implica pôr em causa os códigos-tipo de
masculinidade e de feminilidade dominantes – e não apenas os que se referem a
atributos físicos, como a força ou a beleza, mas os que se referem aos atributos do
poder real e simbólico, como a economia e a política ou a procriação e o cuidado -
para que cada pessoa, sem a pressão nem a normatividade social próprias de um
passado que deixou de fazer sentido, assuma plenamente quer a sua liberdade
individual para decidir da sua vida, quer as suas responsabilidades para consigo, para
com a sua família e para com a comunidade em que se insere.
Não se pode esquecer que, em princípio, as pessoas foram socializadas na obediência aos
papéis sociais de género, por eles tendo pautado a sua vida sem sentimentos de desvio
da norma, face a uma organização social tolerante e por vezes até encorajadora da
desigualdade. O que se lhes pede com esta formação é que se disponham a questionar
aquela crença, sem terem a certeza do que ganham na prática, mas adivinhando o que
podem perder, ao menos no curto prazo. Daí a importância de se partir de uma situação
corrente2 da vida profissional, da vida familiar, da vida social, e de se analisar essa
situação quando é vivida por um homem e quando é vivida por uma mulher –
designadamente situações de conciliação da actividade profissional e da vida familiar, de
procura de emprego, de recrutamento, de progressão na carreira - provocando
questionamento individual e em grupo sobre a compatibilização do chamado ‘senso
comum’ com as actuais exigências da vida e da cidadania, num Estado de direito
democrático; poucas são as pessoas que dedicam algum tempo a esta reflexão e a maior
parte aprecia a oportunidade e participa de modo construtivo.
Neste contexto, é fundamental que formadores e formadoras assumam com clareza que
a dessegregação do mercado de trabalho implica não só a externalização de serviços
inerentes ao cuidado da casa e de pessoas de família, mas a participação activa dos
homens no exercício dos direitos e das responsabilidades inerentes a quem tem família a
cargo.
Durante as sessões de formação relativas ao presente módulo houve formandos/as que
apresentaram diversos contributos, concordando com a respectiva integração no

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Neste contexto, recomenda-se a utilização dos vídeos indicados no ponto 4 e e no anexo relativo aos
recursos pedagógicos, produzidos no âmbito do projecto Delfim e editados pela CITE
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presente Guia. Assim, como variantes da Actividade 5 sobre “Sexo e Género” os grupos
de trabalho então constituídos sugeriram as 3 hipóteses que constam no Anexo II.

7 – Entra-se posteriormente na fase da formação que visa intervir na realidade.


Neste contexto, primeiro o conhecimento e depois o treino de uma linguagem inclusiva –
que permita reconhecer que a língua é Pátria tanto para os homens como para as
mulheres - é um início no esforço de mudança.
Nas já referidas sessões de formação de Novembro de 2006, a propósito da evidência
reflectida em alguns dicionários da assimetria das definições de “homem” e “mulher” foi
deliberado pesquisar em outros dicionários de língua portuguesa as referidas definições.
A elencagem de definições constitui o Anexo III e passou a integrar a formação sobre a
matéria. O mesmo se verificou com um exercício - aplicado por uma equipa em co-
monitoria na formação em exercício – que visava comparar o feminino e o masculino da
mesma palavra ou expressão, evidenciando a respectiva assimetria de significado.
Mas também o direito é uma das formas mais eficazes de alterar comportamentos.
Assim seja conhecido e aplicado. Daí a importância da sua divulgação.
O objectivo da informação sobre o Direito da Igualdade de Género a nível nacional,
comunitário e internacional, não é o de que as pessoas o passem a dominar como se todas
fossem juristas. Importa, no entanto, que saibam da sua existência e enquadramento,
para que o possam pesquisar, utilizar e recomendar, na sua qualidade de agentes sociais.
Assim, o/a formador/a deverá conhecer as entidades produtoras de normas jurídicas e a
respectiva hierarquia, saber distinguir as entidades internacionais e o seu contexto (por
exemplo, não confundindo Conselho Europeu com Conselho da Europa), conhecer a
cronologia dos principais instrumentos de direito internacional no domínio dos Direitos
Humanos. Tudo isto é facilitado com a indicação dos portais e páginas electrónicos das
organizações internacionais, a que se procede não só nas fichas de actividade do
Referencial, mas também no p.p. constante do Anexo I.
O que aqui se fornece tem uma função de ‘molho de chaves’, permitindo o acesso ao que
se pretenda no momento em que seja necessário. O empoderamento que o conhecimento
da existência do direito confere é indispensável à segurança profissional e ao
desempenho eficaz do/a formador/a.
Neste contexto:
- uma equipa de co-monitoria da formação de Novembro de 2006 utilizou como método
para sublinhar a importância do direito na promoção da igualdade de género – e com tal
êxito que foi adoptado para a formação - a comparação de normas concretas do Código
Civil Português antes e depois da reforma que se seguiu à Constituição de 1976, no
domínio das relações entre cônjuges e das relações de filiação;

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- uma formanda das sessões de formação na especialidade de Junho de 2007 enriqueceu


a formação indicando diversos sítios electrónicos que incluem recursos pedagógicos
particularmente apropriados para a sensibilização aos Direitos Humanos em contexto de
formação. As ligações foram incluídas nas fichas de actividade pertinentes constantes
do Referencial.

8 – Tendo tomado consciência de que os seres humanos são homens e mulheres e de que
a vida tem impactos desiguais sobre uns e outras quaisquer que sejam as respectivas
circunstâncias relativas, há que reflectir precisamente sobre a sua diversidade. Um dos
elementos mais fortes que induz diversidade é a região e o País onde se habita. Daí que
as migrações internacionais de pessoas sejam uma enorme fonte de diversidade. Uma
diversidade que se comunica ao modo como cada migrante vive a sua situação. A este
propósito, uma das formandas que trabalha no atendimento da linha telefónica
(emergência social – 144) do Módulo I na sessão de Novembro de 2006 referiu uma
resposta institucional que visa o apoio na solidão de pessoas estrangeiras: O Hospital
Miguel Bombarda tem a funcionar desde 2004 uma consulta especializada na ajuda às
“vítimas” de “choque” de culturas. A “Consulta do Migrante” propõe-se ajudar imigrantes,
ex-emigrantes, minorias étnicas a ultrapassar a ansiedade e depressão associadas ao
fenómeno da migração e integração numa sociedade culturalmente diferente3.
A importância das migrações internacionais foi particularmente evidenciada durante o
ano de 2006, com particular destaque para o Ano Europeu da Mobilidade, no quadro da
União Europeia, para o Diálogo de Alto Nível das Nações Unidas e para o Relatório
Mundial sobre a População dedicado às Mulheres Migrantes.
Reitera-se a importância de uma aproximação às migrações na perspectiva dos direitos e
das responsabilidades quer dos Estados de origem, quer dos de trânsito, quer dos de
acolhimento, quer ainda das pessoas migrantes, das suas comunidades de origem e das
populações residentes nos países de trabalho e residência, sejam ou não nacionais desses
países. O facto de nos olharmos como iguais e assim susceptíveis de viver situações
semelhantes, altera o olhar sobre ‘os/as diferentes’ e relativiza tudo. Esta é uma
questão chave para o bom relacionamento intercultural e, relativamente à qual muitos

3
Inês Silva Dias é a psiquiatra responsável pela consulta e a equipa constituída por psiquiatras, psicólogos,
enfermeiros e um antropólogo. A Consulta do Migrante realiza-se às terças-feiras no Hospital Miguel
Bombarda. Além de consultas de psiquiatria e psicologia, os/as utentes podem obter também apoio
psicopedagógico e cuidados de enfermagem. Contactos: Associação Portuguesa de Psicologia e Psiquiatria
Transcultural. Hospital Miguel Bombarda, Rua Dr. Almeida Amaral 1169-053 telf. 213177400 e Fax.
213177475.

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equívocos permanecem. Deve ser abordada na base do direito e não da opinião, tendo
como parâmetros os textos mais relevantes objecto de consenso político nas Nações
Unidas. Daí que se proponha a utilização de conceitos de relativização, como o de
comunidades culturais maioritárias ou minoritárias que não se pretendem fixistas de uma
identidade em função apenas de uma identidade – por exemplo, a origem da pessoa ou a
da(s) geração(ões) precedente(s), mas que se sabem múltiplas e flexíveis em função dos
elementos de aproximação e de pertença que são únicos e irrepetíveis em qualquer
pessoa. É assim que se tem cumulativamente a identidade de género, a da terra onde se
nasceu, a do país de onde se é ou também se é nacional, a do bairro onde se mora, a da
formação académica ou profissional, a da empresa ou instituição para que se trabalha, a
do clube desportivo que se prefere. Tudo identidades diversas e partilháveis com
pessoas também diversas conforme o elemento de ligação. O exercício sobre as
desvantagens e desvantagens das migrações internacionais para os países de origem e
para o de acolhimento visa tornar evidente esta abordagem, pelo que deverá concluir-se
com a análise das vantagens para o país de acolhimento. Uma dinâmica que foi aplicada
por uma das equipas na formação em exercício e que se revelou particularmente feliz, foi
baseada na situação inversa à do tradicional jogo das cadeiras: o grupo das cadeiras
simbolizava um barco e as pessoas que sucessivamente iam deixando de ter cadeira
quando a música parava, não podiam sair de jogo, devendo acomodar-se de modo a que
ninguém caísse ao ‘mar’, já que o objectivo era o de demonstrar que só a inclusão é
ganhadora.

9 – Também o direito nos fornece os parâmetros para a eliminação da discriminação de


pessoas em função de qualquer circunstância que as afaste do padrão dominante numa
dada sociedade. Há que manejar bem os conceitos de base e conhecer os principais
instrumentos e práticas que podem ajudar as vítimas de discriminação por qualquer
causa.
Na sessão que trabalhou esta matéria (Módulo de formação I de 6 a 10 de Novembro)
uma das participantes apelou a uma resposta convincente a oferecer a jovens que,
contactando frequentemente com situações de pequena criminalidade – furtos de
objectos de marca, dinheiro, telemóveis, agressão gratuita, entre outras coisas – cujos
autores são pessoas oriundas de comunidades africanas e ciganas, desenvolvem um
vocabulário e eventualmente sentimentos de natureza racista. O grupo trabalhou a
questão tendo começado a produzir um argumentário sobre a matéria. O resultado
apresenta-se no Anexo IV.

10 - Considerando a importância das comunidades ciganas no nosso país e na União


Europeia, importa atender às especificidades destas minorias culturais, abordando a
16
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matéria também numa perspectiva de direitos e responsabilidades para todas as partes


envolvidas. Assim, muito mais do que pela lógica da exclusão e da eliminação desta, é pelo
lado da cidadania e do trabalho ‘com’ e não ‘para’ e ‘de igual para igual’, que se entende
haverá que proceder, tendo presente que na larga maioria das situações se trata de
nacionais.

11 – Esta formação aposta na cidadania global entendendo-a sem fronteiras nem


limites de esfera pública e privada. Dado que se trata de uma abordagem complexa e
menos habitual, importa que o/a formador/a promova uma aproximação gradual ao
conceito.
Neste contexto, haverá que ressaltar que a educação e a formação para a cidadania
democrática4 constituem a infraestrutura da democracia, ou seja, o conjunto das
práticas e actividades que visam preparar melhor as pessoas, jovens e adultas, para uma
participação activa na vida democrática, exercendo os seus direitos e responsabilidades
na sociedade.
A democracia exige uma atitude cidadã consciente e informada, como competência
essencial para saber viver numa sociedade democrática. Esse poder de saber tem que
ser dado a toda a gente através do sistema educativo e da formação ao longo da vida.
Trata-se de uma qualificação indispensável e prévia a qualquer estratégia de melhoria de
recursos humanos.

No âmbito do debate sobre direitos humanos, relativismo e liberdade cultural que


ocorreu na formação em Novembro de 2006, a propósito do conflito de direitos entre o
direito das crianças e jovens à educação e o direito dos pais à escolha do género de
educação e à preservação das suas tradições culturais, foi apresentado e lido por
diversos/as participantes o poema de Gibran Kahlil Gibran que integra o Anexo V.

12 – Um aspecto a ter em conta nesta formação, sobretudo se o grupo for etária e


culturalmente heterogéneo, é a distribuição da documentação, em particular normas
jurídicas, em suporte papel e a relação dos/as formandos/as com este tipo de suporte.
Sugere-se assim, a projecção das normas mais relevantes, a indicação das respectivas
ligações electrónicas e a referência a que se encontram disponíveis os textos integrais
para quem os pretenda, devendo no final ser distribuída a cada participante a elencagem,
pela ordem em que foi referida, de toda a documentação disponível em sala. O/A
formador/a deverá sublinhar que o facto de haver muita informação disponível e de isso

4
Adaptado de: Conselho da Europa – Educação para a Cidadania Democrática
http://www.coe.int/T/F/Coopération_culturelle/education//E.C.D/
17
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ser transmitido aos/às formanados/as apenas pretende dar uma ideia da relevância e da
sustentação, designadamente jurídica, destas matérias, constituindo-se a presente
formação como uma iniciação às mesmas ou como um enquadramento sistemático, a
aprofundar temática e temporalmente à medida das necessidades de cada interessado/a.

13 - Os trabalhos do Módulo I na formação de Novembro de 2006 concluíram com a


elencagem por 4 sub-grupos das competências necessárias a formadores/as deste
módulo nos seguintes domínios:
• facilitação da aprendizagem
• modos de a tornar amigável para homens e mulheres
• competências para ultrapassar conflitos específicos, designadamente de género e
de adesão a algumas formas de discriminação pouco consciente
• competências para o desenvolvimento da consciência critica e para a indução da
mudança
O resultado deste trabalho consta do Anexo VI.
Acresce que a capacidade de argumentar é essencial para os objectivos que o módulo e
esta formação visam prosseguir. Daí que se sugiram exercícios que possam desenvolver
tal capacidade, incluindo aqueles que treinam no uso dos argumentos que defendem
posições contrárias à nossa. Importa no entanto ter presente que não há exercícios que
dispensem o conhecimento mínimo pois não se pode argumentar no vazio apenas com as
técnicas do debate.

14 - Face ao que antecede, propõe-se a formadoras e formadores, ainda à luz da


metodologia de Paulo Freire:
- que aproveitem ao máximo a experiência e os saberes dos/as formandos/as insistindo
na dimensão de troca que a formação se deve revestir;
- que encorajem a participação activa de formandos e formandas, mesmo durante os
blocos expositivos, para que não fiquem dúvidas, para que a linguagem seja entendida
sem equívocos, para manter o ambiente animado e interessante; haverá porém que
ter cuidado, por um lado, com o tempo indispensável para ao menos aflorar a matéria
teórica indicando as fontes onde poderá ser mais desenvolvida, e, por ouro lado, com
a monopolização da palavra quer por pessoas, quer pelo grupo dos homens ou pelo
grupo das mulheres; este curso deverá ser exemplar no cumprimento do objectivo de
tornar a formação amigável para uns e outras;
- que sublinhem a importância desta formação para a melhoria dos desempenhos
profissionais dos/as formandos/as, porque deverão ficar aptos/as a transversalizar
a dimensão da igualdade de género e a aplicar competências de não discriminação e
18
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de cidadania tanto nas relações interpessoais como no processo profissional de


produção de bens ou de prestação de serviços;
- que evidenciem as vantagens da constituição de equipas de trabalho mistas para a
dessegregação horizontal, vertical ou sectorial do mercado laboral, o que gerará
também melhor repartição dos custos do trabalho entre os vários sectores de
actividade e induzirá menores assimetrias salariais;
- que tenham presente que na maioria das situações, a vida doméstica e o cuidado com
menores e adultos dependentes ainda se consideram como ‘a’ tarefa mais importante
das mulheres, pelo que muitas das suas expectativas e opções na vida activa são
condicionadas por estes dados;
- que tenham em conta que rapazes e raparigas, homens e mulheres só estarão
disponíveis para se aventurar por áreas profissionais em que o outro sexo é
maioritário, se o investimento compensar, pelo que a valorização das opções não
tradicionais deverá ser real, objectiva e capaz de gerar motivação;
- que forneçam informação objectiva mais e menos conhecida, tanto quanto possível a
partir de fontes diversificadas, apelando à racionalidade face aos valores
fundamentais da nossa ordem jurídica;
- que se preocupem com os perigos de entender a desigualdade de género como uma
discriminação de natureza idêntica à discriminação em função da religião, ou da
origem, ou dos meios de fortuna, ou da cultura, ou da língua, ou da idade ou da
orientação sexual, dado que tanto homens como mulheres se podem encontrar em
qualquer destas situações e raciocinar assim é presumir que são os homens o
paradigma do sujeito de direito;
- que não usem nem permitam que sejam usados exemplos pessoais, nem que se
confrontem as pessoas com as suas próprias vidas ou comportamentos, já que isso as
obrigaria, para não perderem a auto-estima, a colocar-se na defensiva e a atacar,
sem proveito para ninguém e muito menos para os objectivos da formação;
- que tomem consciência de que as reacções de homens e mulheres à formação podem
ser tanto opostas – homens contra e mulheres a favor - como semelhantes - homens e
mulheres contra - , a depender do seu grau de reflexão sobre a matéria e das suas
práticas pessoais;
- que tenham presente que há diversos graus de intensidade de resistência a ‘olhar
com olhos de ver’, bem como diversos ritmos de compreensão e de aprendizagem;
- que privilegiem metodologias activas como os trabalhos de grupo - a partir de vídeos,
de elementos estatísticos, de provérbios, de anedotas, de citações, de notícias de
jornal, de textos de apoio com resultados apresentados por porta-voz e sínteses
validadas por todos - o role-play, mesmo a leitura comentada;

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- que prefiram o questionamento sistemático sobre as situações e as práticas na


sequência de análises de factos, em vez de afirmações dogmáticas que podem ser
entendidas como invasivas das opções individuais;
- que utilizem uma linguagem não sexista e a proponham aos formandos e formandas,
sublinhando que essa linguagem é também comportamental;
- que evidenciem o prejuízo de uma tal linguagem para o reconhecimento efectivo e
praticado do igual valor social de homens e mulheres na criação de um ambiente
despoluído e igualmente amigável para uns e outras.

15 - Um aspecto importante a ter também em conta é o impacto desta formação no


contexto familiar do/a formando/a. Pode constituir um factor de desenvolvimento
pessoal e de melhoria da relação, ou ser disruptiva e provocadora de frustrações
decorrentes da compreensão da não fatalidade de determinadas maneiras de viver, sem
que o outro elemento do casal esteja disponível para acompanhar alterações de
comportamento para atingir a igualdade. Importa assim, encorajar sempre um debate
construtivo a nível familiar, com rejeição de posturas provocatórias, vingativas,
rancorosas ou dogmáticas. Esta formação é também para que as pessoas sejam mais
felizes e não para descobrirem que afinal tinham todas as razões para ser infelizes, sem
que também tenham ficado a saber como é que vão resolver a sua vida depois do que
reflectiram e concluíram.
Importa assim tornar evidente que, em princípio, ‘o problema’ não são os homens ou as
mulheres e que não são nem uns nem outras em concreto que têm ‘a culpa’ da situação em
que ainda vivemos.
São os códigos de comportamento decorrentes dos ‘papéis sociais de género’ que são
anteriores a um grau elevado de consciência democrática que, sendo acriticamente
repetidos, reproduzem a desigualdade.
Em Portugal, hoje, a Constituição e o Código Civil determinam relações sociais de
igualdade na esfera pública e na esfera privada; o mesmo exige a União Europeia, bem
como muitas convenções internacionais de que Portugal é parte; a reflexão sobre este
tema tem vindo a considerar insustentável o desequilíbrio actualmente existente entre
as mulheres e os homens na participação no trabalho de produção e de reprodução, bem
como nos processos de decisão económica e política; é isso que tem que ser
compreendido e praticado na sequência de debates abertos, francos e consistentes a
realizar também no quadro familiar, com instrumentos que deverão poder ser fornecidos
pelos/as formadores/as, ao longo da formação.

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Módulo – Mobilidade Humana e Comunidades Culturais

Este módulo tem como objectivo principal aprofundar conhecimentos em matéria de


legislação nacional tanto no que respeita à relativa à emigração como à imigração, uma
vez que a dimensão internacional das migrações de pessoas já foi referida no Módulo
anterior. Não se exclui assim, a possibilidade de o integrar no Módulo Direitos Humanos,
Igualdade de Género, Migrações Internacionais e Coesão Social, acrescentando-lhe um
dia de formação.

O facto de se apresentarem as duas realidades em paralelo pretende sublinhar que


Portugal conhece bem a realidade da emigração e que tem comunidades no mundo inteiro,
pelo que a imigração e as comunidades estrangeiras deverão beneficiar dessa
experiência.

Os anexos relativos a este módulo são constituídos por apresentações em power-point.

Sublinha-se a importância de visitar os sítios na Internet no domínio das migrações,


designadamente pela sua actualização e importância estratégica a nível global o relativo
ao Diálogo de Alto Nível sobre as Migrações Internacionais e Desenvolvimento5, que teve
lugar no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas de 14 e 15 de Setembro de
2006.

Importa acentuar aqui:


- que a mobilidade é inerente ao ser humano;
- que a migração, em princípio, acrescenta fragilidade aos problemas habituais da vida,
como o emprego ou a habitação, e traz problemas específicos de que importa cuidar,
como a comunicação ou a xenofobia;
- que é importante tratar os grupos de cidadãos e cidadãs não nacionais também como
comunidades culturais embora minoritárias.

5
http://www.un.org/migration/
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Módulo – Interculturalidade

Recomendações Práticas

Gerais:

- Num contexto de Educação Não Formal em que a “forma” da acção de formação


também é “conteúdo”, as atitudes e comportamentos do/a formador/a devem ser
coerentes com os objectivos, conteúdos e princípios metodológicos do curso;

- Ter em atenção, respeitar e gerir de forma construtiva e equitativa as diferentes


preferências de aprendizagem e os diferentes estilos e ritmos de participação
presentes no grupo de participantes;

- Ter atenção à motivação e aos processos de aprendizagem individuais dos/as


participantes e promover um equilíbrio construtivo entre estes e a dinâmica colectiva do
grupo;

- Promover, sempre que possível e adequado, a articulação dos conteúdos abordados com
os contextos, as experiências e os conhecimentos dos/as participantes, numa atitude de
respeito e de valorização destes contributos;

- Manter uma atitude de abertura, de sinceridade e de disponibilidade face aos/às


participantes e aos seus contributos e questões, não expondo as suas opiniões de forma
categórica nem se envolvendo em discussões destrutivas ou individualizadas;

- Promover uma gestão eficaz dos tempos face aos objectivos do curso e das diferentes
actividades, face à duração prevista para as actividades a realizar e face à motivação e
ritmos de trabalho dos/as participantes e do grupo;

- Assegurar e promover um espaço de trabalho agradável e confortável, assim como


adequado e adaptável às características das diferentes actividades do curso
(preferencialmente uma sala ampla, com boa visibilidade e acústica, com cadeiras móveis
e dispostas em círculo e com poucas mesas, também móveis; o/a formador/a deve ter
uma mesa de apoio mas não deve ocupar lugares de demasiado destaque).

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- Manter as contribuições dos/as participantes (post-its, cartazes, fotos…) expostas na


sala de trabalho ao longo de toda a acção de formação, de forma a tornarem-se visíveis e
poderem ser revisitadas.

Recomendações Práticas

- Específicas (por actividade)

Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Oito Papelinhos” Os/as formadores/as também devem participar.


1

Act. “Os Vizinhos Os/as formadores/as também devem participar.


2 Apresentam-se”

Act. “Estação das Ter atenção aos tempos;


3 Expectativas” Ter atenção às dinâmicas de discussão nos
grupos e estimular ou orientá-las se tal for
necessário;
No final reler e discutir todas as
contribuições para o plenário ou sugerir que
os grupos voltem a passar por todos os
cartazes.
Act. “Preferências de Ter clara a sequência de passos da dinâmica;
4 Aprendizagem” Ter atenção aos tempos;
Ter atenção às dinâmicas de discussão nos
grupos e estimular ou orientá-las se tal for
necessário.

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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Programa e Dominar confortavelmente os conceitos e


5 Metodologia” modelos a apresentar;
Apresentar clara e sucintamente os
conteúdos, sem abrir muito espaço para
debate
Explicitar claramente os objectivos, com
enfoque na dimensão comportamental e de
auto-conhecimento
Articular com as expectativas apresentadas
pelo grupo na Actividade 3
Act. “Cebola da Pedir aos/às participantes que mantenham o
6 Identidade” silêncio devido ao elevado grau de
profundidade e seriedade que esta dinâmica
promove
Apelar à concentração e sinceridade dos/as
participantes enquanto estes preenchem as
suas cebolas;
Respeitar e fazer respeitar os diferentes
ritmos e os diferentes níveis de adesão à
dinâmica entre os/as participantes;
Tornar claro desde o início que este é um
exercício individual e que as cebolas
preenchidas não têm de ser partilhadas entre
os/as participantes.
Caso necessário, evidenciar que este exercício
pode parecer “solto”, mas que constitui um
dos elementos estruturais da formação, ao
qual se regressará frequentemente

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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Icebergue da Cultura” Ter atenção às dinâmicas de discussão nos


7 grupos e estimular ou orientá-las se tal for
necessário;
Seleccionar os elementos culturais a utilizar
tendo em conta o perfil do público-alvo da
formação
Assumir que os elementos culturais propostos
não são os únicos possíveis e que estes não são
sempre claros e objectivos (os próprios
conceitos em si são discutíveis);
Não assumir verdades categóricas face a este
tema, mas antes estimular o debate entre
os/as participantes
Act. “Quiz: todos Não assumir verdades categóricas face a este
8 diferentes, todos tema, mas antes estimular o debate entre
iguais” os/as participantes sobre as referencias que
estes/as mobilizam nas suas respostas;
Caso esta actividade seja realizada antes da
actividade 9, não desenvolver demasiado o
debate (e não apresentar a solução),
articulando a reflexão sobre este exercício
com a actividade 9
Act. “Zara, Beto e Vicente” Sugerir que cada elemento dos grupos escreva
9 uma frase para a história, de forma a que
todos tenham a oportunidade de participar;
Se necessário, apoiar os grupos na construção
das histórias, mas nunca os influenciando nas
escolhas dos elementos a utilizar
Na discussão, articular esta dinâmica com as
anteriores (6, 7 e 8).

25
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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Aprendizagem Ter um bom domínio teórico dos temas a


10 Intercultural – síntese apresentar;
e conceitos 1” Manter a apresentação escrita e a exposição
oral claras e concisas;
Recorrer a outros elementos teóricos ou
exemplos práticos sempre que considerar
necessário e pertinente;
Dinamizar uma discussão posterior em
plenário recorrendo sempre que possível a
exemplos concretos dos/as participantes
Act. “Nove Pontos” Se algum/a dos/as participantes já conhecer
11 o exercício ou se chegar à solução, pedir a
este/a que não a revele aos/às outros/as
participantes;
No momento de revelar a solução ao grupo,
pedir a colaboração a um/a dos/as
participantes que já tenha encontrado a
solução;
Como alternativa, se esta actividade for
seguida da actividade 12, a solução pode ser
apenas apresentada no final dessa actividade,
discutindo-as em conjunto

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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Adergas – Jogo de Preparar os baralhos de cartas com


12 Cartas” antecedência (retirando todas as figuras) e,
face ao número de participantes por grupo,
confirmar quantas cartas devem ser
distribuídas a cada jogador/a;
Ser claro na apresentação da actividade e
insistir na importância de manter o silêncio
durante toda a sua duração, de forma a
assegurar o seu sucesso, pedindo um
compromisso ao grupo neste sentido;
Tentar que as condições físicas da sala
permitam que os grupos estejam
relativamente afastados entre si;
Sugerir que se jogue um jogo de ensaio,
falado e com espaço para esclarecimento de
dúvidas em cada grupo antes de se iniciar a
actividade. No entanto, é fundamental evitar
que os diferentes grupos conversem entre si
nesta fase;
Retirar as regras das mesas discretamente
(preferencialmente enquanto se dá a primeira
mudança de jogadores/as entre as mesas);
Vigiar atentamente os grupos: o imperativo de
comunicar é forte e poderá haver tendência
para as pessoas tentarem falar entre si; ser
rigoroso/a com a regra do silêncio
Não interferir nas dinâmicas cridas nos
grupos no decorrer da actividade, a menos que
se gerem conflitos graves; se tal acontecer
deve reafirmar-se que se trata apenas de um
jogo de simulação cujo objectivo não é vencer,
mas apenas vivenciar;
Gerir bem os tempos entre os diferentes
grupos de forma a que estes coincidam
minimamente e as mudanças de mesa ocorram 27
sempre que possível em simultâneo para todos
os grupos;
Na discussão, articular esta dinâmica com as
anteriores (7 e 8, 9 e 11).
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Aprendizagem Ter um bom domínio teórico dos temas a


13 Intercultural – Síntese apresentar;
e Conceitos 2” Manter a apresentação escrita e a exposição
oral claras e concisas;
Recorrer a outros elementos teóricos ou
exemplos práticos sempre que considerar
necessário e pertinente;
Dinamizar uma discussão posterior em
plenário recorrendo sempre que possível a
exemplos concretos dos/as participantes.
Act. “Obstáculos, Ter atenção aos tempos;
14 Estratégias e Ter atenção às dinâmicas de discussão nos
Potencialidades de AI” grupos e estimular ou orientá-las se tal for
necessário;
Promover a diversificação dos grupos
(também ao nível institucional), para promover
aprendizagens a partir de experiências
diversificadas

Act. “Jogo da Mudança” Só aplicar esta dinâmica se os/as


15 participantes já tiverem um grau de
proximidade e informalidade elevado entre si,
caso contrário é preferível optar pela
Actividade 16;
Ser simples e rápido;
Articular o exercício com o desafio das
mudanças promovidas pelos processos de
Aprendizagem Intercultural.

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Metodologia e/ou Notas/Sugestões/Propostas para a


Sugestão de Aplicação da Actividade
Actividade

Act. “Perceber os Ter um bom domínio teórico dos temas a


16 Mecanismos de apresentar;
Mudança” Manter a apresentação escrita e a exposição
oral claras e concisas;
Recorrer a outros elementos teóricos ou
exemplos práticos sempre que considerar
necessário e pertinente;
Dinamizar uma discussão posterior em
plenário recorrendo sempre que possível a
exemplos concretos dos/as participantes.
Act. “Pequenas Práticas” Gerir adequadamente os tempos, face ao
17 ritmo de trabalho dos/as participantes e dos
grupos;
Ter atenção às dinâmicas de discussão nos
grupos e estimular ou orientá-las se tal for
necessário;
Enfatize a dimensão “pequena” da prática, de
forma a tornar mais fácil/possível a sua
concretização

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Módulo – “ Intervenção para a Cidadania: Inclusão nos contextos


Profissional, Organizacional e Local

Este módulo pretende ser um momento de “agregação” e de “aplicação” transversal das


competências adquiridas nos módulos anteriores, facilitador da tomada de consciência da
importância que assumem os procedimentos e actuações de cada profissional e de cada
organização nos processos de intervenção para a cidadania ao nível da inclusão.

Contribuir para a promoção de uma sociedade mais justa e mais coesa, pautada pelo
exercício de uma cidadania activa, pela igualdade de tratamento e de oportunidades e
pela não discriminação, pressupõe por parte das organizações e dos agentes que nelas
trabalham, a incorporação de um conjunto de procedimentos e actuações, assentes numa
panóplia de medidas legislativas, educativas, sociais, e em mecanismos promotores da
interculturalidade, que previnam e reduzam os estereótipos e preconceitos face às
pessoas e grupos onde se verifica uma maior incidência de diversidade social e cultural,
particularmente às populações migrantes e outras culturalmente minoritárias.

Recorrendo aos conhecimentos já adquiridos no decurso da formação, deverão os/as


formandos/as ficar aptos/as a promover novas práticas profissionais, o que pressupõe:

 atitudes mais adaptadas aos contextos de diversidade cultural;


 capacidade de participar em processos de interacção social;
 atitudes e padrões de comportamento que promovam a
interculturalidade.

Neste contexto, considerando todas as temáticas abordadas fundamentais para a


construção de sociedades mais justas e equitativas, no final da formação é essencial
incentivar os/as participantes a promoverem, de uma forma continuada, actividades
facilitadoras de novas culturas organizacionais que promovam a interculturalidade, a
cidadania, os direitos humanos, a igualdade de género, as migrações internacionais e a
coesão social.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Conceber projectos de intervenção (Ex: acções de formação e/ou campanhas de


sensibilização, edição de brochuras e cartazes,etc.) ao nível organizacional e local que
integrem as novas competências, é pois um desafio que deve ser lançado, apelando
nomeadamente para:

 A sensibilização à interculturalidade e a prevenção e redução de estereótipos e


preconceitos sobre grupos culturalmente minoritários;

 A participação e o envolvimento activo de todos os actores (agentes e


destinatários);

 O trabalho em rede e a articulação de recursos;

 Os princípios, as políticas e as medidas legais de referência nos domínios da


interculturalidade, cidadania, direitos humanos, igualdade de género, migrações
internacionais e coesão social.

Contributos para o Desenvolvimento de Projectos em Contexto/s Organizacional/ais

Questões Orientadoras

Na concepção:

1. Que obstáculos/barreiras existem nas vossas organizações que limitam a promoção de


novas práticas profissionais nestes domínios?

2. A partir dos obstáculos identificados, defina algumas prioridades de acção;

3. Que actividades/medidas a implementar?

4. Quais os serviços/pessoas a envolver?

5. Como envolvê-los/as?
31
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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6. Que tipo de recursos a mobilizar?

7. Como avaliar/verificar os progressos?

Na apresentação

No final da formação e no âmbito do Módulo “ Intervenção para a Cidadania: Inclusão nos


contextos Profissional, Organizacional e Local”, pretende-se que os participantes
apresentem, em subgrupos, os projectos de intervenção concebidos ao longo do percurso
formativo.

Cada apresentação deve ter a duração máxima de 15 minutos, seguida de debate.

No sentido de promover um maior enriquecimento no debate de ideias, serão


convidados/as a participar além dos representantes das organizações envolvidas na
formação, representantes de associações de imigrantes e de comunidades ciganas, bem
como a equipa formativa.

Esta actividade encerra o processo formativo e concorre para a avaliação transversal das
competências adquiridas.

Alguns exemplos de BOAS PRÁTICAS desenvolvidas no decorrer da formação

Outras recomendações:
Dado que o Módulo tem por objectivo contribuir para o desenvolvimento de práticas
profissionais mais equitativas, considera-se desejável que o/a formador/a tenha
competências no âmbito da intervenção social.

Para o cumprimento dos objectivos pretendidos, há vantagem em que o grupo de


formandos/as apresente diversidade, homens e mulheres, cultural, etária, de experiência
profissional e de vida, e outras.
A metodologia recomendada deve ter como principal referência a partilha de
experiências, vivências e olhares sobre as duas vertentes da realidade:

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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SERVIÇOS/Agentes e PÚBLICOS /Comunidades. Neste sentido a concretização do


Módulo carece da participação activa destes dois intervenientes, devendo o/a
formador/a assumir-se como um/a moderador/a da sessão.

Planeado com a duração de um dia este Módulo poderá ser alargado para o dobro ou
reduzido para metade, caso as condições assim o exijam. No primeiro caso, em que
haverá mais tempo para a partilha e o debate pode estruturar-se a sessão recorrendo a
vários tipos de actividades, como trabalhos de grupo seguidos de plenário, e
complementados com o visionamento e debate de vídeos, testemunhos ou teatralização
de situações. É conveniente dispor de espaço físico suficiente para, em caso de
necessidade, se reunirem pelo menos dois grupos.
Se o Módulo for desenvolvido na sequência dos restantes, idealmente toda a equipa
formativa deve participar na sua animação.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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DOCUMENTOS DE APOIO ADICIONAIS

Anexo I – PowerPoint Anexo I – PowerPoint sobre o Módulo - Direitos Humanos,


Igualdade de Género, Migrações Internacionais e Coesão Social

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Projecto Migrações e Desenvolvimento


Acção III
Referencial de Formação
‘Cidadania e Diversidade Cultural nas Práticas Profissionais’
Módulo I
Direitos Humanos, Migrações Internacionais e Igualdade de Género
Formadora: Maria do Céu da Cunha Rêgo
Lisboa, Junho de 2007

ENQUADRAMENTO

• A disseminação da formação no quadro da Acção


3 do Projecto EQUAL Migrações e
Desenvolvimento

• O contexto
– a nível nacional,
– a nível da União Europeia e
– a nível internacional

35
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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OBJECTIVOS GERAIS

Melhorar e contextualizar conhecimentos e


aprofundar competências,
nos domínios
dos direitos humanos,
da igualdade de género,
das migrações internacionais e
da cidadania global,
para qualificar a intervenção profissional

PLANO DE FORMAÇÃO

1º dia 2º dia 3º dia

• Enquadramento II - Igualdade de III - Mobilidade


Género Humana,
• Expectativas e
Nacionalidade e
Plano de
Migrações
Formação
Internacionais
I - Direitos
IV - Diversidade
Humanos,
Cultural, Cidadania
incluindo Não
Global e Coesão
Discriminação
Social

36
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Que expectativas trazem para este


módulo da formação?

I - DIREITOS HUMANOS, INCLUINDO


NÃO DISCRIMINAÇÃO

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Necessidades básicas do ser humano?

Trabalho de grupo

Organização das Nações Unidas - ONU

www.un.org

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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DIREITOS HUMANOS
Declaração Universal dos Direitos Humanos
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/cidh-
dudh.html

DIREITOS HUMANOS
Sistema Internacional e Europeu dos Direitos Humanos
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/index-dh.html

10

39
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIREITOS HUMANOS
Sistema Internacional dos Direitos Humanos
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/universais.html

11

DIREITOS HUMANOS
Sistema Regional dos Direitos Humanos - Europa
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/universais.html

12

40
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__________________________________________________________________________________

ONU

http://www.ohchr.org/english/law/index.htm

13

Carta das Nações Unidas

Nós, os povos das Nações Unidas,


decididos:
• a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra
que por duas vezes, no espaço de uma vida humana,
trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade;
• a reafirmar a nossa fé nos direitos humanos
fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa
humana, na igualdade de direitos dos homens e das
mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas;

14

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Carta das Nações Unidas

Nós, os povos das Nações Unidas,


decididos:
• a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra
que por duas vezes, no espaço de uma vida humana,
trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade;
• a reafirmar a nossa fé nos direitos humanos
fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa
humana, na igualdade de direitos dos homens e das
mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas;

15

Carta das Nações Unidas

Nós, os povos das Nações Unidas,


decididos:

• a estabelecer as condições necessárias à manutenção


da justiça e do respeito das obrigações decorrentes de
tratados e de outras fontes do direito internacional;
• a promover o progresso social e melhores condições
de vida dentro de um conceito mais amplo de
liberdade;

16

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__________________________________________________________________________________

Carta das Nações Unidas

e para tais fins:


• a praticar a tolerância e a viver em paz, uns com os
outros, como bons vizinhos;
• a unir as nossas forças para manter a paz e a segurança
internacionais;
• a garantir, pela aceitação de princípios e a instituição de
métodos, que a força armada não será usada, a não ser
no interesse comum;
• a empregar mecanismos internacionais para promover
o progresso económico e social de todos os povos;
• Resolvemos conjugar os nossos esforços para a
consecução desses objectivos.

17

Carta das Nações Unidas

Em vista disso, os nossos respectivos governos, por


intermédio dos seus representantes reunidos na cidade de
São Francisco, depois de exibirem os seus plenos
poderes, que foram achados em boa e devida forma,
adoptaram a presente Carta das Nações Unidas e
estabelecem, por meio dela, uma organização
internacional que será conhecida pelo nome de
Nações Unidas.

18

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Carta das Nações Unidas

Artigo 1.º

Os objectivos das Nações Unidas são:


1) Manter a paz e a segurança internacionais e para esse
fim: tomar medidas colectivas eficazes para prevenir e
afastar ameaças à paz e reprimir os actos de agressão, ou
outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos,
e em conformidade com os princípios da justiça e do direito
internacional, a um ajustamento ou solução das
controvérsias ou situações internacionais que possam levar a
uma perturbação da paz;

19

Carta das Nações Unidas

Artigo 1.º

Os objectivos das Nações Unidas são:


2) Desenvolver relações de amizade entre as nações baseadas
no respeito do princípio da igualdade de direitos e da
autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas
apropriadas ao fortalecimento da paz universal;

20

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Carta das Nações Unidas

Artigo 1.º
Os objectivos das Nações Unidas são:
3) Realizar a cooperação internacional, resolvendo os
problemas internacionais de carácter económico,
social, cultural ou humanitário, promovendo e
estimulando o respeito pelos direitos humanos e pelas
liberdades fundamentais para todos, sem distinção de
raça, sexo, língua ou religião;
4) Ser um centro destinado a harmonizar a acção das nações
para a consecução desses objectivos comuns.

21

Carta das Nações Unidas

Artigo 55.º

Com o fim de criar condições de estabilidade e bem-estar,


necessárias às relações pacíficas e amistosas entre as
Nações, baseadas no respeito do princípio da igualdade
de direitos e da autodeterminação dos povos, as Nações
Unidas promoverão:
a) A elevação dos níveis de vida, o pleno emprego e
condições de progresso e desenvolvimento económico e
social;
b) A solução dos problemas internacionais económico,
sociais, de saúde e conexos, bem como a cooperação
internacional, de carácter cultural e educacional;
22

45
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__________________________________________________________________________________

Carta das Nações Unidas

Artigo 55.º

Com o fim de criar condições de estabilidade e bem-estar,


necessárias às relações pacíficas e amistosas entre as
Nações, baseadas no respeito do princípio da igualdade
de direitos e da autodeterminação dos povos, as Nações
Unidas promoverão:
c) O respeito universal e efectivo dos direitos humanos
das liberdades fundamentais para todos, sem
distinção de raça, sexo, língua ou religião.

23

Declaração Universal de Direitos Humanos

Artigo 1º

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em


dignidade e em direitos. Dotados de razão e de
consciência, devem agir uns para com os outros em
espírito de fraternidade.

24

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As cláusulas gerais de não discriminação:

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Art. 2º
Todos os seres humanos podem invocar os
direitos e as liberdades proclamados na presente
Declaração, sem distinção alguma,
nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de
língua, de religião, de opinião política ou outra, de
origem nacional ou social, de fortuna, de
nascimento ou de qualquer outra situação.

25

DIREITOS HUMANOS
Declaração e Programa de Acção de Viena – Conferência
Mundial sobre Direitos Humanos – ONU, Junho de 1993
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-
dh/tidhuniversais/decl-prog-accao-viena.html
1. A Conferência Mundial sobre Direitos Humanos reafirma o
empenho solene de todos os Estados em cumprirem as
suas obrigações no tocante à promoção do respeito
universal, da observância e da protecção de todos os
Direitos Humanos e liberdades fundamentais para todos,
em conformidade com a Carta das Nações Unidas, com
outros instrumentos relacionados com os Direitos Humanos
e com o Direito Internacional. A natureza universal destes
direitos e liberdades é inquestionável.

26

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__________________________________________________________________________________

As cláusulas gerais de não discriminação:

Pacto Internacional sobre Direitos Civis Políticos


Art. 2º nº 1
Cada Estado Parte no presente Pacto compromete-se a
respeitar e a garantir a todos os indivíduos que se
encontrem nos seus territórios e estejam sujeitos à
sua jurisdição os direitos reconhecidos no presente
Pacto, sem qualquer distinção derivada,
nomeadamente, de raça, de cor, de sexo, de língua, de
religião, de opinião política ou de qualquer outra
opinião, de origem nacional ou social, de fortuna, de
nascimento ou de outra situação.

27

ONU
Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos

Artigo 2.º

2. Cada Estado Parte no presente Pacto compromete-se


a adoptar, de acordo com os seus processos
constitucionais e com as disposições do presente
Pacto, as medidas que permitam a adopção de
decisões de ordem legislativa ou outra capazes de
dar efeito aos direitos reconhecidos no presente
Pacto que ainda não estiverem em vigor.

28

48
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__________________________________________________________________________________

ONU
Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos,
Sociais e Culturais

Artigo 2.º
1. Cada um dos Estados Partes no presente Pacto
compromete-se a agir, quer com o seu próprio
esforço, quer com a assistência e cooperação
internacionais, especialmente nos planos
económico e técnico, no máximo dos seus
recursos disponíveis, de modo a assegurar
progressivamente o pleno exercício dos
direitos reconhecidos no presente Pacto por
todos os meios apropriados, incluindo em
particular por meio de medidas legislativas.

29

As cláusulas gerais de não discriminação:

Pacto Internacional sobre Direitos Económicos,


Sociais e Culturais
Art. 2º
2 - Cada Estado Parte no presente Pacto
compromete-se a respeitar e a garantir que os
direitos nele enunciados serão exercidos sem
discriminação alguma baseada em motivos de
raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política
ou qualquer outra opinião, origem nacional ou
social, fortuna, nascimento, ou qualquer outra
situação.

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__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
ONU
Convenção sobre os Direitos da Criança
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/dc-conv-
sobre-dc.html

31

Direitos Humanos
ONU
Convenção sobre a eliminação de todas as formas de
discriminação contra as mulheres
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/dm-conv-
edcmulheres.html

32

50
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__________________________________________________________________________________

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS
ONU
Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de
Discriminação Racial
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/pd-
eliminacao-discrimina-racial.html

33

Direitos Humanos
Conselho da Europa
Convenção para a Protecção dos Direitos Humanos e das
Liberdades Fundamentais
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhregionais/conv-
tratados-04-11-950-ets-5.html

34

51
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__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
Conselho da Europa

Convenção para a Protecção dos Direitos


Humanos e das Liberdades Fundamentais
http://conventions.coe.int/Treaty/en/Treaties/Html/005.htm

Artigo 1º
As Altas Partes Contratantes reconhecem a
qualquer pessoa dependente da sua jurisdição
os direitos e liberdades definidos no título I da
presente Convenção.

35

As cláusulas gerais de não discriminação

Conselho da Europa
Convenção para a Protecção dos Direitos Humanos e
das Liberdades Fundamentais

Art. 14º
O gozo dos direitos e liberdades reconhecidos na
presente Convenção deve ser assegurado, sem
qualquer distinção, fundada nomeadamente sobre o
sexo, a raça, a cor, a língua, a religião, as opiniões
políticas, ou quaisquer opiniões, a origem nacional
ou social, a pertença a uma minoria nacional, a
fortuna, o nascimento, ou qualquer outra situação

36

52
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__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
Conselho da Europa
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
http://www.echr.coe.int/echr

37

Direitos Humanos
Conselho da Europa
A Carta Social Europeia – 1961 – revista em 1996
http://conventions.coe.int/Treaty/en/Treaties/Html/163.htm
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-
dh/tidhregionais/rar64A_2001.html

38

53
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
Conselho da Europa
Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância –
ECRI - http://www.coe.int/t/e/human_rights/ecri/

39

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
Tratado que institui a Comunidade Europeia
http://eur-lex.europa.eu/pt/treaties/treaties_founding.htm

40

54
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NÃO DISCRIMINAÇÃO E IGUALDADE DE GÉNERO


O direito à igualdade de homens e mulheres

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Art. 13º
Sem prejuízo das demais disposições do presente
Tratado e dentro dos limites das competências que
este confere à Comunidade, o Conselho, deliberando
por unanimidade, sob proposta da Comissão e após
consulta ao Parlamento Europeu, pode tomar as
medidas necessárias para combater a discriminação
em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou
crença, deficiência, idade ou orientação sexual.

41

DIREITOS HUMANOS
União Europeia

• Directiva sobre igualdade racial (2000/43/CE), que


proíbe a discriminação com base na raça ou na
origem étnica
• Directiva sobre a igualdade no emprego (2000/78/CE),
que proíbe a discriminação com base na religião ou
credo, incapacidade, idade ou orientação sexual
Textos integrais em:
http://europa.eu.int/comm/employment_social/fundament
al_rights/legis/legin_en.htm
Decisão do Conselho (2000/750/CE), que estabelece um
Programa de Acção anti-discriminatório

42

55
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DIREITOS HUMANOS
União Europeia
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia
http://www.europarl.europa.eu/charter/default_pt.htm

43

DIREITOS HUMANOS
União Europeia

Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

Artigo 1.o
Dignidade do ser humano

A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada


e protegida.

44

56
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DIREITOS HUMANOS
União Europeia
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

Art. 21º
1 - É proibida a discriminação em razão,
designadamente do sexo, raça, cor ou origem étnica
ou social, características genéticas, língua, religião
ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença
a uma minoria nacional, riqueza, nascimento,
deficiência, idade ou orientação sexual.

45

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/index_en.htm

46

57
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
http://www.stop-discrimination.info/

47

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/public/pubst_en.htm#
pol

48

58
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/public/pubst_en.htm#
pol

49

DIREITOS HUMANOS
União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/public/pubs_en.htm

50

59
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
OIT
http://www.ilo.org/public/english/standards/norm/index.htm

51

Direitos Humanos
OIT
• A Convenção nº 111 sobre a discriminação em matéria
de emprego e profissão – 1958
· A Declaração sobre os Direitos Fundamentais do
Trabalho – 1998:
As Convenções fundamentais:
· Trabalho forçado: C. 29 e C. 105
· Liberdade sindical: C. 87 e C. 98
· Discriminação: C. 100 e C. 111
· Trabalho infantil: C. 138 e C. 182

52

60
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Direitos Humanos
OIT
http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/html/portugal_rel_global_07_
pt.htm

53

Direitos Humanos
UNESCO
Convenção contra a Discriminação na Educação
http://portal.unesco.org/unesco/ev.php?URL_ID=12949&URL_DO=DO_TOPIC&
URL_SECTION=201&reload=1160597333

54

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Constituição da República Portuguesa

http://www.parlamento.pt/const_leg/index.html

55

Constituição da República Portuguesa

Artigo 1º - República Portuguesa

Portugal é uma República soberana, baseada na


dignidade da pessoa humana e na vontade
popular e empenhada na construção de uma
sociedade livre, justa e solidária.

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Constituição da República Portuguesa

Artigo 2.º - Estado de direito democrático

A República Portuguesa é um Estado de direito


democrático, baseado na soberania popular, no
pluralismo de expressão e organização política
democráticas, no respeito e na garantia de
efectivação dos direitos e liberdades
fundamentais e na separação e interdependência
de poderes, visando a realização da democracia
económica, social e cultural e o aprofundamento
da democracia participativa.

57

Constituição da República Portuguesa

Artigo 3.º - Soberania e legalidade

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a


exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na
legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das
regiões autónomas, do poder local e de quaisquer
outras entidades públicas depende da sua
conformidade com a Constituição.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Constituição da República Portuguesa

Artigo 9º - Tarefas fundamentais do Estado

1. São tarefas fundamentais do Estado:


...
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o
respeito pelos princípios do Estado de direito
democrático;

59

Constituição da República Portuguesa

Artigo 12º - Princípio da universalidade

1 – Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão


sujeitos aos deveres consignados na Constituição.

60

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Constituição da República Portuguesa

Artigo 13º - Princípio da Igualdade

2 - Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado,


prejudicado, privado de qualquer direito ou isento
de qualquer dever em razão de ascendência, sexo,
raça, língua, território de origem, religião,
convicções políticas ou ideológicas, instrução,
situação económica ou condição social.

61

Constituição da República Portuguesa

Artigo 16º - Âmbito e sentido dos direitos


fundamentais

2. Os preceitos constitucionais e legais relativos aos


direitos fundamentais devem ser interpretados e
integrados de harmonia com a Declaração
Universal dos Direitos do Homem.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Constituição da República Portuguesa

Artigo 18º - Força jurídica

1 . Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos,


liberdades e garantias são directamente aplicáveis e
vinculam as entidades públicas e privadas.

63

Direito Português da Não discriminação

- Código do Trabalho (Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto) – artigos 22º a


26º e 642º (sanções por violação)
- Legislação complementar (Lei nº 35/2004, de 29 de Julho) – artigos
31 a 35º e 473º (sanções por violação)
www.mtss.gov.pt/index.php?corpo=cod-trabalho
Transpõem para a ordem jurídica nacional a Directiva n.o 2000/43/CE,
doConselho, de 29 de Junho, que aplica o princípio da igualdade de
tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou
étnica, bem como a Directiva nº 2000/78/CE, do Conselho de 27 de
Novembro, que estabelece um quadro geral de igualdade de
tratamento no emprego e na actividade profissional
- Emprego e Formação profissional –
http://www.dgert.msst.gov.pt/igualdade/igualdade.htm

64

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Direito Português da Não discriminação


Regulamento do CóCódigo do Trabalho
32ºº - Conceitos
Art. 32
3 - Constitui discriminaç
discriminação uma ordem ou instrução que tenha a
finalidade de prejudicar pessoas em razão de um factor referido no nº 1
(do artigo 32º da Lei nº 35/2004, de 29 de Julho•[1] ou no nº 1 do artigo
23º do Código do Trabalho[2]

[1] Artigo 32º do Regulamento - Conceitos


1 Constituem factores de discriminação, além dos previstos no nº 1 do artigo 23º do Código do
Trabalho, nomeadamente, o território de origem, língua, raça, instrução, situação económica, origem
ou condição social
[2] Artigo 23º - Proibição de discriminação
1 O empregador não pode praticar qualquer discriminação, directa ou indirecta, baseada
nomeadamente, na ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar,
património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica, nacionalidade,
origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.
2 Não constitui discriminação o comportamento baseado num dos factores indicados no número
anterior, sempre que, em virtude da natureza das actividades profissionais em causa ou do contexto
da sua execução, esse factor constitua um requisito justificável e determinante para o exercício da
actividade profissional, devendo o objectivo ser legítimo e o requisito proporcional.

65

Direito Português da Não discriminação

Regulamento do CóCódigo do Trabalho


32ºº - Conceitos
Art. 32
2 Considera-se
a• discriminaç
discriminação directa sempre que, em razão de um dos factores
indicados no (nº 1 do artigo 23º do Código do Trabalho[1]•, uma pessoa
seja sujeita a tratamento menos favorável que aquele que é, tenha sido
ou possa vir a ser dado a outra pessoa em situação comparável[2]

[1] Artigo 23º - Proibição de discriminação


1 O empregador não pode praticar qualquer discriminação, directa ou indirecta, baseada nomeadamente,
na ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético,
capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião,
convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical.
2 Não constitui discriminação o comportamento baseado num dos factores indicados no número anterior,
sempre que, em virtude da natureza das actividades profissionais em causa ou do contexto da sua
execução, esse factor constitua um requisito justificável e determinante para o exercício da actividade
profissional, devendo o objectivo ser legítimo e o requisito proporcional.
[2] Artigo 32º nºs 1 e 2 alínea a• da Lei nº 35/2004, de 29 de Julho (Regulamento do Código do Trabalho•

66

67
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Direito Português da Não discriminação

Regulamento do Código do Trabalho


Art. 32º - Conceitos
2 – Considera-se:
b) discriminação indirecta, sempre que uma disposição, critério ou
prática aparentemente neutro seja susceptível de colocar pessoas que
se incluam num dos factores característicos indicados no (nº 1 do
artigo 23º do Código do Trabalho), numa posição de desvantagem
comparativamente com outras, a não ser que essa disposição, critério
ou prática sejam objectivamente justificados por um objectivo legítimo e
que os meios para o alcançar sejam adequados e necessários[1]

[1] Artigo 32º nºs 1 e 2 alínea b) da Lei nº 35/2004, de 29 de Julho (Regulamento do Código do Trabalho)

67

Direito Português da Não discriminação

Código Penal – Prevê crimes por discriminação racial


Lei nº 134/99, de 28 de Agosto – Proíbe as discriminações no exercício
de direitos por baseadas na raça, cor, nacionalidade ou origem étnica
Decreto-Lei nº 111/2000, de 4 de Julho – Regulamenta a lei que proíbe
as discriminações no exercício de direitos por baseadas na raça, cor,
nacionalidade ou origem étnica
Lei nº 18/2004, de 11 de Maio – Transpõe para a ordem jurídica nacional
a Directiva nº 2000/43/CE, do Conselho, de 29 de Junho, que aplica o
princípio da igualdade de tratamento entre pessoas, sem distinção de
origem racial ou étnica, e tem por objectivo estabelecer um quadro
jurídico para o combate à discriminação baseada em motivos de
natureza racial ou étnica
Código da Publicidade – proibição de publicidade que contenha qualquer
discriminação em relação à raça, língua, território de origem, religião ou
sexo

68

68
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Lei nº 134/99, de 28 de Agosto

Artigo 3.º - Discriminação racial

1 - Entende-se por discriminação racial qualquer


distinção, exclusão, restrição ou preferência em
função da raça, cor, ascendência, origem nacional
ou étnica, que tenha por objectivo ou produza como
resultado a anulação ou restrição do
reconhecimento, fruição ou exercício, em condições
de igualdade, de direitos, liberdades e garantias ou
de direitos económicos, sociais e culturais.

69

Decreto-Lei nº 111/2000, de 4 de Julho

Artigo 2.o - Práticas discriminatórias

1. Consideram-se práticas discriminatórias as


acções ou omissões que, em razão da pertença
de qualquer pessoa a determinada raça, cor,
nacionalidade ou origem étnica, violem o
princípio da igualdade,

70

69
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Lei nº 18/2004, de 11 de Maio

Artigo 3.o – Definições

1 - Para efeitos da presente lei, entende-se por


princípio da igualdade de tratamento a
ausência de qualquer discriminação, directa ou
indirecta, em razão da origem racial ou étnica.

71

Lei nº 18/2004, de 11 de Maio

Artigo 3.o – Definições

3 - Para os efeitos do n.o 1:


a) Considera-se que existe discriminação directa
sempre que, em razão da origem racial ou
étnica, uma pessoa seja objecto de tratamento
menos favorável do que aquele que é, tenha
sido ou possa vir a ser dado a outra pessoa em
situação comparável;

72

70
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Lei nº 18/2004, de 11 de Maio

Artigo 3.o – Definições

3 - Para os efeitos do n.o 1:


b) Considera-se que existe discriminação
indirecta sempre que disposição, critério ou
prática, aparentemente neutro, coloque
pessoas de uma dada origem racial ou étnica
numa situação de desvantagem
comparativamente com outras pessoas;

73

Lei nº 18/2004, de 11 de Maio

Artigo 3.o – Definições

3 - Para os efeitos do n.o 1:


c) Não se considera discriminação o comportamento
baseado num dos factores indicados nas alíneas
anteriores, sempre que, em virtude da natureza das
actividades em causa ou do contexto da sua
execução, esse factor constitua um requisito
justificável e determinante para o seu exercício,
devendo o objectivo ser legítimo e o requisito
proporcional.

74

71
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mecanismo nacional para a eliminação da


discriminação racial
Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial
http://www.acime.gov.pt/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=165

75

Mecanismo nacional para a eliminação da


discriminação racial
Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial
http://www.cicdr.pt/

76

72
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para


Todas as Pessoas
www.igualdades2007.com

77

Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para


Todas as Pessoas
Discriminação em função das deficiências

78

73
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A eliminação da discriminação em função das


deficiências
ONU
Pessoas com Deficiências

79

A eliminação da discriminação em função das


deficiências
ONU
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências
http://www.ohchr.org/english/law/disabilities-convention.htm

80

74
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A eliminação da discriminação em função das


deficiências
ONU
Regras Gerais sobre a Igualdade de Oportunidades para as
Pessoas com Deficiências
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/o-
unicef659-667.html

81

A eliminação da discriminação em função das


deficiências
Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das
Pessoas com Deficiência
www.snripd.pt

82

75
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A eliminação da discriminação em função das


deficiências
Portal do Cidadão com Deficiência
www.ppd.pt

83

Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para


Todas as Pessoas
Discriminação em função da Idade

84

76
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A eliminação da discriminação em função da


idade
ONU
Princípios das Nações Unidas para as pessoas idosas
http://www.ohchr.org/english/law/olderpersons.htm

85

Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para


Todas as Pessoas
Discriminação em função da religião ou crença

86

77
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para


Todas as Pessoas
Discriminação em função da orientação sexual

87

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS A


ADQUIRIR

Após a formação os/as formandos/as devem ser


capazes de:
• Reconhecer que a universalidade dos direitos
humanos resulta da universalidade das
necessidades básicas dos seres humanos;
• Ter consciência de que todos os seres humanos
são sujeitos de direito, seres sociais participativos
e de que há direitos que respeitam a todos os
seres humanos onde quer que se encontrem, ou
seja, de que há direitos humanos universais;

88

78
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS A


ADQUIRIR

Após a formação os/as formandos/as devem ser


capazes de:

• Identificar os direitos humanos universais;


• Identificar as principais fontes do Direitos dos
Direitos Humanos;
• Estabelecer relação entre o exercício dos direitos e
o cumprimento de deveres num Estado de Direito
democrático;

89

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS A


ADQUIRIR

No final da formação os/as formandos/as devem ser capazes


de:
• Explicar a importância da eliminação das discriminações para
o bem estar social;
• Aplicar os aspectos básicos do direito nacional, internacional
e da União Europeia que visa eliminar as discriminações;
• Conhecer os mecanismos institucionais que visam eliminar
as discriminações.

90

79
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS


A ADQUIRIR

• Conhecer e encontrar as fontes do direito nacional,


internacional e da União Europeia que visa
eliminar a discriminação de pessoas estrangeiras
ou culturalmente minoritárias;
• Retirar consequências para as práticas
profissionais do reconhecimento de que a
dignidade da pessoa está no centro de uma
organização social democrática;

91

Igualdade de Homens e Mulheres

92

80
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Conhecer a realidade

A situação das mulheres e dos homens


face ao exercício dos seus direitos
humanos

93

A realidade dos indicadores do mercado de


trabalho

Um exemplo:
Curta metragem “Oferta de emprego”

Trabalho de grupo

94

81
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
INE (Instituto Nacional de Estatística) Perfil Género
http://www.ine.pt/portal/page/portal/PORTAL_INE/PerfilGenero

95

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
INE (Instituto Nacional de Estatística) Perfil Género
http://www.ine.pt/portal/page/portal/PORTAL_INE/PerfilGenero

96

82
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
INE (Instituto Nacional de Estatística) Perfil Género
http://www.ine.pt/portal/page/portal/PORTAL_INE/PerfilGenero

97

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
INE (Instituto Nacional de Estatística) Indicadores Estruturais
http://indest.ine.pt/IETree.asp

98

83
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de actividade

Fonte: INE Homens Mulheres Desigualdade

2001 58,5% 46,2% 12,3%


2002 58,2% 45,9% 12,3%
2003 57,7% 46,2% 11,5%
2004 58,1% 46,7% 11,4%
2005 57,9% 47,4% 10,5%
2006 58,2% 47,7% 10,5%
2007-1ºT 58,2% 47,9% 10,3%

99

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de actividade - jovens

Homens Mulheres Desigualdade

entre os 15 e os 24 anos:
2004
2005 47,6% 39,5% 8,1%
46,9% 38,9% 8,0%
entre os 25 e os 34 anos:
2004
2005 91,9% 87,5% 4,4%
92,6% 86,7% 5,9%

100

84
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de Emprego

Homens Mulheres Desigualdade

2001 68,0% 50,9% 17,1%


2002 67,6% 50,9% 16,7%
2003 66,2% 50,8% 15,4%
2004 65,6% 50,6% 15,0%
2005 64,8% 50,8% 14,0%
2006 65,1% 50,8% 14,3%
2007-1ºT 64,7% 50,5% 14,2%

101

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de emprego - jovens

Homens Mulheres Desigualdade

entre os 15 e os 24
anos:
2004 41,2% 32,5% 8,7%
2005 40,5% 31,4% 9,1%

entre os 25 e os 34
anos:
86,4% 78,3% 8,1%
2004
85,9% 77,5% 8,4%
2005

102

85
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de desemprego

Homens Mulheres Desigualdade

2001 3,3% 5,1% 1,8%


2002 4,2% 6,1% 1,9%
2003 5,6% 7,3% 1,7%
2004 5,8% 7,6% 1,8%
2005 6,7% 8,7% 2,0%
2006 6,5% 9,0% 2,5%
2007-1ºT 7,1% 9,9% 2,8%

103

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de desemprego - jovens

Homens Mulheres Desigualdade

2001 7,4% 12,0% 4,6%


2002 9,7% 13,9% 4,2%
2003 12,6% 16,9% 4,3%
2004 13,5% 17,6% 4,1%
2005 13,6% 19,1% 5,5%

104

86
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de desemprego c/ nível de instrução superior

Homens Mulheres Desigualdade

2005-3ºT 7,0% 8,8% 1,8%


2006-3ºT 5,1% 8,5% 3,4%

105

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Taxa de Desemprego c/ nível de instrução secundário e
pós-secundário

Homens Mulheres Desigualdade

2005-3ºT 6,7% 9,2% 2,5%


2006-3ºT 7,3% 9,3% 2,0%

106

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Segregação

Ano: 2002 Homens Mulheres Desigualdade


Fonte: INE, Est.
Emp.
Ramos de
actividade: 21,2% 78,8% 57,6%
- Educação
- Saúde e acção 17,9% 82,1% 64,2%
social
- Outras activ. de
serviços colectivos, 41,4% 58,5% 17,1%
sociais e pessoais
Dirigentes e quad. 9,3% 4,7% 4,6%
superior

Trabalhadores/as 9,6% 18,9% 9,3%


não qualificad

107

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Ganhos médios mensais
(in CIDM, A Igualdade de Género em Portugal, 2003, Fonte: MTSS – Quadros de Pessoal, 2000)

Níveis de qualificação % ganho das M face ao dos


H
Quadros superiores (Maior assimetria) 70,0

Quadros médios 77,8

Encarregados/as, contramestres e chefes de equipa 84,4

Profissionais altamente qualificados/as 86,6

Profissionais qualificados/as 82,8

Profissionais semi-qualificados/as 77,0

Profissionais não qualificados/as 85,7

Praticantes e Aprendizes (Menor assimetria) 93,7

Nível desconhecido 83,5

TOTAL 73,8

108

88
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INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO


Ganhos médios mensais - 1998

109

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO

110

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES CONCILIAÇÃO

111

INDICADORES CONCILIAÇÃO

112

90
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES CONCILIAÇÃO

113

INDICADORES CONCILIAÇÃO

114

91
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES CONCILIAÇÃO

115

INDICADORES CONCILIAÇÃO

116

92
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES CONCILIAÇÃO

117

INDICADORES CONCILIAÇÃO

118

93
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

INDICADORES CONCILIAÇÃO

119

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
EUROSTAT (Estatísticas da União Europeia)
http://epp.eurostat.cec.eu.int/portal/page?_pageid=2173,45972494&_dad=portal&_schema=PORT
AL&mo=containsall&ms=gender&saa=&p_action=SUBMIT&l=us&co=equal&ci=,&po=equal&pi

120

94
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
ONU (Organização das Nações Unidas - Estatísticas de género)
http://www.un.org/womenwatch/asp/user/list.asp?ParentID=60

121

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
Relatórios do Desenvolvimento Humano – Estatísticas
Índice de Desenvolvimento em função do género
http://hdr.undp.org/docs/statistics/indices/index_tables.pdf#page=14

122

95
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

ESTATÍSTICAS SOBRE A SITUAÇÃO DAS


MULHERES E DOS HOMENS
PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Relatórios do
Desenvolvimento Humano – Estatísticas
Medida de empoderamento em função do género
http://hdr.undp.org/docs/statistics/indices/index_tables.pdf#page=18

123

Para saber mais sobre a SITUAÇÃO DAS MULHERES E


DOS HOMENS NO TRABALHO E NO EMPREGO

OIT – Organização Internacional do Trabalho


http://www.ilo.org/global/Themes/Equality_and_Discrimination/GenderEquality/lang--
en/index.htm

124

96
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Para saber mais sobre a SITUAÇÃO DAS MULHERES E


DOS HOMENS NO TRABALHO E NO EMPREGO

OIT – Organização Internacional do Trabalho


http://www.itcilo.org/pub/page_main.php?VersionID=2&ContentTypeID=46

125

PERCEPÇÃO DE JUSTIÇA

126

97
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PERCEPÇÃO DE JUSTIÇA

127

Porquê o paradoxo entre a lei e a vida?

Segundo Patrícia Roux, Couple et Egalité – Un ménage impossible,


Lausanne, 1999

Por um lado:
A igualdade de género, em abstracto, não levanta
discordância da maioria das pessoas porque:
– está na lei;
– é evidenciada pelos indicadores sociais.

128

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Porquê o paradoxo entre a lei e a vida?

Mas por outro lado:

• É predominante a ideia de que a diferença natural


entre os sexos se comunica à desigualdade dos
papéis sociais de género, entendidos assim como
decorrentes da ‘natureza das coisas’ e, portanto,
inelutáveis;
• A vivência da igualdade de género no quotidiano não
é praticada pela maioria da população, pelo que o
modelo de vida em igualdade não está generalizado;

129

Porquê o paradoxo entre a lei e a vida?

Mas por outro lado:


• As pessoas querem preservar a harmonia nas relações
interpessoais;
• É fundamental quer para as mulheres quer para os
homens manter a sua auto-estima, o que é incompatível
com a aceitação assumida do desequilíbrio de poder;
• As pessoas tendem a não considerar injusta a
desigualdade na sua própria vida conjugal, familiar,
laboral, de participação cívica, cultural ou política e a
conviver com ela, sem conflito nem revolta, contribuindo
paradoxalmente, para que se mantenha e reproduza.

130

99
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Assim persiste o menor impacto da voz das mulheres

131

PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO DE DECISÃO

132

100
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A PALAVRA E O SILÊNCIO

“É ... porque a mulher se destina a produzir humanos,


porque é assim que é visto o seu corpo, que este
deve ser defendido de outros contactos que a
intervenção social proporciona...
O homem é honrado pela palavra que confirma as
trocas que se fazem nos negócios, a mulher é
honrada pela ausência social de palavra e por
impedir que o seu corpo seja atravessado por algo
estranho”
... Como diz o provérbio “A mulher honrada sempre
deve ser calada”
TERESA JOAQUIM, Menina e Moça – A construção social da feminilidade, Lisboa,
Fim de Século, 1997, pp. 254/5

133

A PALAVRA E O SILÊNCIO

“É ... porque a mulher se destina a produzir humanos,


porque é assim que é visto o seu corpo, que este
deve ser defendido de outros contactos que a
intervenção social proporciona...
O homem é honrado pela palavra que confirma as
trocas que se fazem nos negócios, a mulher é
honrada pela ausência social de palavra e por
impedir que o seu corpo seja atravessado por algo
estranho”
... Como diz o provérbio “A mulher honrada sempre
deve ser calada”
TERESA JOAQUIM, Menina e Moça – A construção social da feminilidade, Lisboa,
Fim de Século, 1997, pp. 254/5

134

101
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O jogo dos pares de palavras assimétricas

135

O SENSO COMUM – O GÉNERO

Homem Mulher [È ]
substantivo masculino
substantivo feminino
1.mamífero primata, bípede, sociável, que
se distingue de todos os outros animais 1.pessoa adulta do sexo feminino;
pelo dom da palavra e desenvolvimento pessoa do sexo feminino depois da
intelectual; puberdade;
2.ser humano; ser vivo composto de matéria 2.popular esposa; companheira; amante;
e espírito; 3.conjunto das pessoas do sexo
feminino;
3.pessoa adulta do sexo masculino; sujeito;
indivíduo; 4.espécie de jogo popular; mulher de má
vida prostituta; mulher de virtude
4.popular marido; companheiro; bruxa; feiticeira
amante;homem de bem homem honesto;
homem de Deus bom homem; homem
de palavra homem que cumpre o que
promete; homem feito homem adulto
Copyright 2003-2006, Porto Editora.

Copyright 2003-2006, Porto Editora.

136

102
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O SENSO COMUM – O GÉNERO

Homem Mulher [È ]

do Lat. homine do Lat. muliere


s. m., s. f.,
animal mamífero, bípede, bímano, pessoa do sexo feminino, depois da
racional e sociável que, pela sua puberdade;
inteligência e pelo dom da palavra,
entre outros aspectos, se distingue pessoa adulta do sexo feminino;
dos outros seres organizados; esposa;
pessoa adulta do sexo masculino; consorte;
varão; senhora;
fam., marido; pessoa do sexo feminino pertencente à
sujeito, indivíduo; classe popular;
fig., a espécie humana, a humanidade. o conjunto das pessoas do sexo
feminino;
espécie de jogo.
© 2006 Priberam Informática. Todos os direitos reservados © 2006 Priberam Informática. Todos os direitos reservados

137

O SENSO COMUM – O GÉNERO

Homem Mulher [È ]

do Latim homine do Latim muliere


substantivo masculino substantivo feminino

animal mamífero, bípede, pessoa do sexo feminino, depois


bímano, racional e sociável que, da puberdade;
pela sua inteligência e pelo dom
da palavra, entre outros
aspectos, se distingue dos
outros seres organizados;
Para aceder à totalidade da definição subscreva a Biblioteca
Universal On-line.
Para aceder à totalidade da definição subscreva a
Biblioteca Universal On-line.

138

103
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O SENSO COMUM – O GÉNERO

139

O SEXO COMO SIMETRIA

Definir Sexo http://www.infopedia.pt/E2.jsp


substantivo masculino
1.conjunto de características físicas e funcionais que distinguem
o macho da fêmea;
2.conjunto de pessoas que têm morfologia idêntica
relativamente ao aparelho sexual;
.....
(Do lat. sexu-, «sexo»)
© Copyright 2003-2006, Porto Editora.

140

104
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O SENSO COMUM – O GÉNERO

Bilhete de Identidade e outros documentos


oficiais:

O SEXO E O GÉNERO

141

Constituição da República Portuguesa

Artigo 26.º - Outros direitos pessoais

A todos são reconhecidos os direitos à identidade


pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à
capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação,
à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida
privada e familiar e à protecção legal contra quais
quaisquer formas de discriminação.

142

105
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O Falso Neutro

Homem representante da humanidade,


como se todos os seres humanos
fossem homens,
como se os homens devessem ter
um estatuto mais importante na sociedade

143

O UNIVERSAL NEUTRO

144

106
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

O FIM ANUNCIADO DO UNIVERSAL NEUTRO:


O DIREITO À IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES

Decisão sobre o Ano Europeu da Igualdade


de Oportunidades para Todas as Pessoas – 2007

Art 4º - Integração da Igualdade dos géneros

O Ano Europeu deve tomar em consideração as diferentes


formas como as mulheres e os homens sofrem a
discriminação por razões de origem racial ou étnica, religião
ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.

145

O FIM ANUNCIADO DO UNIVERSAL NEUTRO:


O DIREITO À IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES

http://ec.europa.eu/employment_social/eyeq/index.cfm?page_id=13

146

107
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A VISIBILIDADE E A INVISIBILIDADE DO GÉNERO

Conselho da Europa
Recomendação sobre o Sexismo na linguagem
http://www.coe.int/t/e/human_rights/equality/01._overview/2._background_documents/1
002_Rec(90)4_E.asp#TopOfPage

147

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
1 - A especificação do sexo

1.1 - Utilização de formas Sem adjectivo


duplas
Exemplos:
pai e mãe em vez de pais
avô e avó em vez de avós
Com adjectivo
Exemplo:
O pai solteiro ou a mãe
solteira em vez de O pai ou a
mãe solteiros

148

108
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__________________________________________________________________________________

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
1 - A especificação do sexo (cont.)

1. 2 - Emprego de barras No singular


Exemplos:
a/o cidadã/o
o/a beneficiário/a
No plural
Exemplo:
O/A(s) beneficiário/a(s)

149

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
2 – A neutralização ou abstracção da referência sexual

2.1 - Substituição por Opção por nomes com um só género


genéricos verdadeiros gramatical para designar pessoas de ambos
os sexos.
Exemplo:
a pessoa que requer em vez de o
requerente
Opção por colectivos ou nomes
representando instituições/organizações,
salvo se houver que designar a pessoa,
enquanto titular do cargo ou função.
Exemplos:
A Gerência em vez de O Gerente
A Direcção em vez de O Director

150

109
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
2 – A neutralização ou abstracção da referência sexual

2.1 - Substituição por Opção pela eliminação do artigo


genéricos verdadeiros quando possível no caso de
(cont.) substantivos comuns dos dois géneros
Exemplo:
requerente em vez de o requerente
Sempre que for impossível eliminar o
artigo: recurso à utilização das barras.
Exemplos:
O/A titular
Os/As docentes

151

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
2 – A neutralização ou abstracção da referência sexual

2.2 - Substituição de nomes Exemplos:


por pronomes invariáveis
Quem solicitar ou Se alguém
solicitar

152

110
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

BOAS PRÁTICAS PARA A IGUALDADE DE HOMENS E MULHERES


NA LINGUAGEM
2 – A neutralização ou abstracção da referência sexual

2. 3 - Substituição por outros Exemplos:


procedimentos alternativos
filiação em vez de filho de
Data de nascimento em vez
de nascido a
Local de nascimento ou
naturalidade em vez de
nascido em
Agradecemos a sua
colaboração em vez de
obrigado ou obrigado pela
colaboração

153

Direito da Igualdade de Género

154

111
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor

Artigo 13º - Princípio da Igualdade

2 - Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado,


prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de
qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,
língua, território de origem, religião, convicções políticas
ou ideológicas, instrução, situação económica ou
condição social.

155

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor

Artigo 9º - Tarefas fundamentais do Estado

São tarefas fundamentais do Estado:


b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o
respeito pelos princípios do Estado de direito
democrático;
h) Promover a igualdade entre homens e mulheres.

156

112
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor
Artigo 109º Participação política dos cidadãos

A participação directa e activa de homens e


mulheres na vida política constitui condição e
instrumento fundamental de consolidação do
sistema democrático, devendo a lei promover a
igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e
a não discriminação em função do sexo no acesso a
cargos políticos.

157

O contraste com o ‘Estado Novo’

Constituição de 1933

Artigo 5º
§ 2º - A igualdade perante a lei envolve o direito de ser
provido nos cargos públicos, conforme a capacidade ou
serviços prestados, e a negação de qualquer privilégio
de nascimento, raça, sexo, religião ou condição social,
salvas quanto ao sexo, as diferenças de tratamento
justificadas pela natureza e, quanto aos encargos ou
vantagens dos cidadãos, as impostas pela diversidade
das circunstâncias ou pela natureza das coisas.
158

113
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__________________________________________________________________________________

O contraste com o ‘Estado Novo’

Constituição de 1933

Artigo 8º
Constituem direitos e garantias individuais dos cidadãos
portugueses:
7º - A liberdade de escolha de profissão ou género de
trabalho, indústria ou comércio, salvas as restrições
legais requeridas pelo bem comum ...

159

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor
Artigo 58º - Direito ao trabalho

1.Todos têm direito ao trabalho.


2. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao
Estado promover:
b) A igualdade de oportunidades na escolha da
profissão ou género de trabalho e condições para que
não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o
acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias
profissionais;

160

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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor
Artigo 59º - Direitos dos trabalhadores

Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo,


raça, cidadania, território de origem, religião,
convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
b) A organização do trabalho em condições socialmente
dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal
e a permitir a conciliação da actividade profissional
com a vida familiar;

161

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Constituição em vigor
Artigo 36º - Família, casamento e filiação

1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair


casamento em condições de plena igualdade.
3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à
capacidade civil e política e à manutenção e educação
dos filhos.
5. Os pais têm o direito e o dever de educação e
manutenção dos filhos.

162

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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Constituição em vigor
Artigo 67º - Família

1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem


direito à protecção da sociedade e do Estado e à
efectivação de todas as condições que permitam a
realização pessoal dos seus membros.
2. Incumbe, designadamente, ao Estado para protecção da
família:
c) Cooperar com os pais na educação dos filhos;
h) Promover, através da concertação das várias políticas
sectoriais, a conciliação da actividade profissional com
a vida familiar.
163

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Constituição em vigor
Artigo 68º - Paternidade e Maternidade

1. Os pais e as mães têm direito à protecção da


sociedade e do Estado na realização da sua
insubstituível acção em relação aos filhos,
nomeadamente quanto à sua educação, com garantia de
realização profissional e de participação na vida cívica do
país.
2. A maternidade e a paternidade constituem valores
sociais eminentes.

164

116
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O contraste com o ‘Estado Novo’

Constituição de 1933

Artigo 11º
O Estado assegura a constituição e defesa da
família, como fonte de conservação e desenvolvimento
do povo português, como base primária da educação,
da disciplina e harmonia social, e como fundamento da
ordem politica e administrativa, pela sua agregação
e representação na freguesia e no município e os
organismos corporativos.

165

O contraste com o ‘Estado Novo’

Constituição de 1933

Artigos 17º e 19º


Pertence privativamente às famílias o direito de eleger
as juntas de freguesia.
§ único – Este direito é exercido pelo respectivo chefe.
Na organização política do Estado concorrem as juntas
de freguesia para a eleição das câmaras municipais
e estas para a dos conselhos de província. Na Câmara
Corporativa haverá representação das autarquias
locais.

166

117
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O contraste com o ‘Estado Novo’


Código Civil
Artigo 1674º - Poder marital
O marido é o chefe da família, competindo-lhe nessa
qualidade representá-la e decidir em todos os actos da
vida conjugal comum
Artigo 1678º - Administração dos bens do casal
1. A administração dos bens do casal, incluindo os próprios
da mulher e os bens dotais, pertence ao marido, como
chefe da família.
Artigo 1677º - Governo doméstico
1. Pertence à mulher, durante a vida em comum, o governo
doméstico, conforme os usos e a condição dos cônjuges.
167

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Código Civil em vigor

Artigo 1671º - Igualdade dos cônjuges


1. O casamento baseia-se na igualdade de direitos e
deveres dos cônjuges.
2. A direcção da família pertence a ambos os
cônjuges, que devem acordar sobre, a orientação da
vida em comum tendo em conta o bem da família e os
interesses de um e outro.

168

118
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O contraste com o ‘Estado Novo’

Código Civil
Artigo 1881º - Poderes especiais do pai

1. Compete especialmente ao pai, como chefe de família:


a) Providenciar acerca dos alimentos devidos ao filho e orientar a sua
instrução e educação;
b) Prestar-lhe a assistência moral conforme a sua condição, sexo e idade;
c) Emancipá-lo;
d) Defendê-lo e representá-lo, ainda que nascituro;
e) Autorizá-lo a praticar os actos que, por determinação da lei, dependam
do consentimento dos pais;
g) Administrar os seus bens.

169

O contraste com o ‘Estado Novo’

Código Civil
Artigo 1882º - Poderes especiais da mãe

1. Compete especialmente à mãe:


a) Ser ouvida e participar em tudo o que diga respeito aos interesses do
filho;
b) Velar pela sua integridade física e moral;
c) Autorizá-lo a praticar actos que, por determinação especial da lei,
dependam do seu consentimento;
d) Desempenhar relativamente ao filho e aos seus bens as funções
pertencentes ao marido, sempre que este se encontre em lugar remoto
e não sabido ou esteja impossibilitado de as exercer por qualquer outro
motivo.

170

119
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Código Civil em vigor

ARTIGO 1901º
Poder paternal na constância do matrimónio

1. Na constância do matrimónio o exercício do poder


paternal pertence a ambos os pais.

171

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Código Civil em vigor

ARTIGO 1878º - Conteúdo do poder paternal


1. Compete aos pais, no interesse dos filhos, velar pela segurança e
saúde destes, prover ao seu sustento, dirigir a sua educação,
representá-los, ainda que nascituros, e administrar os seus bens.

2. Os filhos devem obediência aos pais; estes, porém, de acordo com a


maturidade dos filhos, devem ter em conta a sua opinião nos
assuntos familiares importantes e reconhecer-lhes autonomia
na organização da própria vida

172

120
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Código Civil em vigor

Artigo1677º D
Exercício de profissão ou outra actividade

Cada um dos cônjuges pode exercer qualquer


profissão ou actividade sem o consentimento do
outro

173

O contraste com o ‘Estado Novo’

Código Civil
Artigo 1676º - Outros direitos da mulher
1.A mulher não necessita do consentimento do marido para
exercer profissões liberais ou funções públicas, nem para
publicar ou fazer representar as suas obras ou dispor da
propriedade intelectual.
O exercício de outras actividades lucrativas mediante
contrato com terceiro, não depende igualmente do
consentimento do marido; mas é lícito ao marido, se não
tiver dado o seu consentimento e este não tiver sido
judicialmente suprido, ou não vigorar entre os cônjuges o
regime de separação de bens, denunciar a todo o tempo
o contrato, sem que por esse facto possa ser compelido
qualquer dos cônjuges a uma indemnização.

174

121
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O contraste com o ‘Estado Novo’

DL nº 49 408, de 24-11-69
Lei do Contrato de Trabalho (LCT)

Capítulo VII
Do trabalho das mulheres
Artigo 116º - Princípios gerais
1.A entidade patronal tem o dever de proporcionar às
mulheres condições de trabalho adequadas ao seu
sexo, velando, de modo especial, pela preservação da sua
saúde e moralidade.

175

O contraste com o ‘Estado Novo’

DL nº 49 408, de 24-11-69 (LCT)


Capítulo VII
Do trabalho das mulheres
Artigo 117º - Capacidade para contratar
1. É válido o contrato de trabalho celebrado directamente com
a mulher casada.
2. Poderá, porém, o marido não separado ou de facto
opor-se à sua celebração ou manutenção, alegando
razões ponderosas.
3. Deduzida a oposição, o contrato só pode ser celebrado ou
subsistir se o tribunal do trabalho a julgar injustificada.

176

122
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Código do Trabalho

Art. 27º - Acesso ao emprego, actividade profissional


e formação
1 - Toda a exclusão ou restrição de acesso de um
candidato a emprego ou trabalhador em razão do
respectivo sexo a qualquer tipo de actividade
profissional ou à formação exigida para ter acesso a
essa actividade constitui uma discriminação em
função do sexo.

177

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Código do Trabalho
Art. 23.º - Proibição de discriminação
1 - O empregador não pode praticar qualquer discriminação, directa
ou indirecta, baseada, nomeadamente, na ascendência, idade, sexo,
orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético,
capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica,
nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas
e filiação sindical.
2 - Não constitui discriminação o comportamento baseado num dos
factores indicados no número anterior, sempre que, em virtude da
natureza das actividades profissionais em causa ou do contexto da sua
execução, esse factor constitua um requisito justificável e determinante
para o exercício da actividade profissional, devendo o objectivo ser
legítimo e o requisito proporcional.
3 - Cabe a quem alegar a discriminação fundamentá-la, indicando o
trabalhador ou trabalhadores em relação aos quais se considera
discriminado, incumbindo ao empregador provar que as diferenças de
condições de trabalho não assentam em nenhum dos factores
indicados no n.º 1.
178

123
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Código do Trabalho

Art. 27º - Acesso ao emprego, actividade profissional e


formação
1 - Toda a exclusão ou restrição de acesso de um candidato
a emprego ou trabalhador em razão do respectivo sexo a
qualquer tipo de actividade profissional ou à formação exigida
para ter acesso a essa actividade constitui uma
discriminação em função do sexo.

179

O contraste com o ‘Estado Novo’

DL nº 49 408, de 24-11-69 (LCT)

Artigo 119º - Trabalhos proibidos ou condicionados

O acesso das mulheres a qualquer profissão,


emprego ou trabalho só pode ser condicionado,
limitado ou proibido por lei ou por portaria de
regulamentação de trabalho, para salvaguarda da
sua saúde ou moralidade ou para defesa da
família.

180

124
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O contraste com o ‘Estado Novo’

DL nº 49 408, de 24-11-69 (LCT)

Artigo 116º - Direitos das mulheres


2. Receber, em identidade de tarefas e qualificações e
idêntico rendimento de trabalho, a mesma
retribuição dos homens;

A Convenção n.º 100 da OIT, relativa à Igualdade de


Remuneração entre a Mão-de-obra Masculina e a
Mão-de-obra Feminina em Trabalho de Valor Igual foi
aprovada para ratificação por Portugal pelo Decreto-
Lei n.º 47302, de 4 de Novembro de 1966

181

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Código do Trabalho

Art. 28º - Condições de trabalho

1 - É assegurada a igualdade de condições de trabalho, em


particular quanto à retribuição, entre trabalhadores de
ambos os sexos.

182

125
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Regulamento do Código do Trabalho
Art. 37º - Igualdade de retribuição
1 - Para efeitos do n.º 1 do artigo 28.º do Código do Trabalho, a
igualdade de retribuição implica, nomeadamente, a
eliminação de qualquer discriminação fundada no sexo,
no conjunto de elementos de que depende a sua
determinação.
3 - Não podem constituir fundamento das diferenciações
retributivas, a que se refere o n.º 2 do artigo 28.º do Código
do Trabalho, as licenças, faltas e dispensas relativas à
protecção da maternidade e da paternidade.

183

O contraste com o ‘Estado Novo’

DL nº 49 408, de 24-11-69 (LCT)


Art. 118º - Direitos especiais
- Direito a não desempenhar sem diminuição de
retribuição, durante a gravidez e até três meses após
o parto, tarefas clinicamente desaconselhadas para o
seu estado;
- Direito a não ser despedida, salvo com justa causa,
durante a gravidez e até um ano após o parto;
- Direito a faltar até sessenta dias consecutivos após o
parto
- Direito a Interromper o trabalho diário em dois períodos de
meia hora para aleitação dos filhos, sem diminuição
da retribuição, nem redução do período de férias

184

126
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Código do Trabalho

Art. 35º - Licença por maternidade

1 - A trabalhadora tem direito a uma licença por maternidade de


120 dias consecutivos, 90 dos quais necessariamente a
seguir ao parto, podendo os restantes ser gozados, total ou
parcialmente, antes ou depois do parto.

185

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Regulamento do Código do Trabalho

Art. 68º - Licença por maternidade

1 – A trabalhadora pode optar por uma licença por


maternidade superior em 25% à prevista no art. 35º do
Código do Trabalho, devendo o acréscimo ser gozado
necessariamente a seguir ao parto, nos termos da legislação
da segurança social.

186

127
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
Código do Trabalho
Art. 36º- Licença por paternidade
1 - O pai tem direito a uma licença por paternidade de cinco
dias úteis, seguidos ou interpolados, que são obrigatoriamente
gozados no primeiro mês a seguir ao nascimento do filho.
2 - O pai tem ainda direito a licença, por período de duração igual
àquele a que a mãe teria direito nos termos do n.º 1 do artigo
anterior, ou ao remanescente daquele período caso a mãe já
tenha gozado alguns dias de licença, nos seguintes casos:
a) Incapacidade física ou psíquica da mãe, e enquanto esta se
mantiver;
b) Morte da mãe;
c) Decisão conjunta dos pais.
187

Licenças para conciliação


Fonte:INE 1997 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Maternidade 66 932 76 898 73 342 72 566 78 672 76 346 76 346

Paternidade 251 12 931 27 114 30 637 40 577 (5 dias – (5 dias –


40.800) 42.982)
Total Total
41191 43395
57% de
pais face
nº mães

Parental 146 4 734 16 282 27 406 31 151 32 985


gozada pelo
43,32%
pai idem

188

128
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Código do Trabalho

Art. 39º - Dispensas para consultas


amamentação e aleitação
Art. 46º - Trabalho suplementar
Art. 47º - Trabalho em período nocturno
Art. 49º - Protecção da segurança e saúde
Art. 51º - Protecção no despedimento

189

Regulamento do Código do Trabalho

Art. 72º - Dispensa para consultas pré-natais


Art. 73º - Dispensas para amamentação e
aleitação
Art. 84º e segs.
Actividades proibidas ou
condicionadas
Art. 98º - Protecção no despedimento

190

129
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Hipótese sobre acesso ao emprego de homens e mulheres

A empresa A procede ao recrutamento de trabalhadores/as aplicando


um questionário em que designadamente, pretende saber se:
as candidatas têm fundamentos para pensar que nos próximos 9
meses irão utilizar o direito relativo à protecção da maternidade;
os candidatos prestaram serviço militar e qual é a sua situação
militar.
O mesmo questionário refere na parte final o seguinte: “As declarações
prestadas são da minha inteira responsabilidade e no caso de se
provarem falsas ou omissas reconheço à empresa A o direito de
rescindir ou haver como nulo o contrato que entretanto comigo
celebrar”.
Questão: Supondo que lhe perguntam opinião sobre a legalidade deste
procedimento por parte da empresa, qual seria a sua resposta?
Fundamente com base na legislação nacional, bem como, se for
caso disso, na legislação comunitária ou no direito internacional
pertinente.

191

Hipótese sobre remuneração de homens e mulheres

A empresa A tem cerca de 400 trabalhadores/as, dos/as quais mais de


330 são mulheres, que estão maioritariamente enquadradas no grupo
dos profissionais especializados.
Nos armazéns, os serventes, enquadrados no grupo dos indiferenciados,
são todos homens e auferem retribuições superiores aos das
trabalhadoras enquadradas em outros grupos profissionais, incluindo
as que estão integradas no grupo das chefias.
A empresa justifica a situação referindo, por um lado, que os serventes
têm condições de recrutamento mais exigentes do que os/as
trabalhadores/as especializados/as, e por outro, que nada impede a
contratação de mulheres para o armazém, embora o facto de
manipularem pesos significativos seja um elemento dissuasor.
Questão: Está a empresa obrigada a remunerar melhor os/as
trabalhadores/as especializados/as do que remunera os serventes
indiferenciados? Fundamente a sua resposta na legislação nacional,
bem como, se for caso disso, na legislação comunitária ou no direito
internacional pertinente.

192

130
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Hipótese sobre não pagamento de subsídio de alimentação às


trabalhadoras que gozam de dispensas para amamentação

1 – A empresa A, embora sem que a tal esteja legal ou


contratualmente obrigada, paga regular e periodicamente
subsídio de refeição aos/às seus/suas trabalhadores/as.
2 – Quando há trabalhadoras que gozam de dispensa para
amamentação a empresa A suspende aquele pagamento
relativamente a essas trabalhadoras, alegando que se trata de
uma liberalidade por parte da empresa, liberalidade condicionada
à que o/a trabalhador/a cumpra o período de trabalho completo.
Questão: Está a empresa obrigada a pagar o subsídio às suas
trabalhadoras que gozam de dispensa para amamentação?
Fundamente a sua resposta na legislação nacional, bem como,
se for caso disso, na legislação comunitária ou no direito
internacional pertinente.

193

194

131
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Código Penal

Artigo 152.º
Maus tratos e infracção de regras de segurança
1 - Quem, tendo ao seu cuidado, à sua guarda, sob a
responsabilidade da sua direcção ou educação, ou a trabalhar ao
seu serviço, pessoa menor ou particularmente indefesa, em razão
de idade, deficiência, doença ou gravidez, e:
a) Lhe infligir maus tratos físicos ou psíquicos ou a tratar
cruelmente;
b) A empregar em actividades perigosas, desumanas ou
proibidas; ou
c) A sobrecarregar com trabalhos excessivos;
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos, se o facto não for
punível pelo artigo 144.º
2 - A mesma pena é aplicável a quem infligir ao cônjuge, ou a
quem com ele conviver em condições análogas às dos
cônjuges, maus tratos físicos ou psíquicos.

195

O III PLANO NACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA


DOMÉSTICA
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministe
rios/PCM/MP/Comunicacao/Programas_e_Dossiers/20070622_MP_Doss_PNCVD.h
tm

196

132
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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197

Código Penal

Artigo 152.º
Maus tratos e infracção de regras de segurança
3 - A mesma pena é também aplicável a quem infligir a progenitor de
descendente comum em 1.º grau maus tratos físicos ou psíquicos.
4 - A mesma pena é aplicável a quem, não observando
disposições legais ou regulamentares, sujeitar trabalhador a
perigo para a vida ou perigo de grave ofensa para o corpo ou a
saúde.
5 – Se dos factos previstos nos números anteriores resultar:
a) Ofensa à integridade física grave, o agente é punido com
pena de prisão de 2 a 8 anos;
b) A morte, o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10
anos.
6 - Nos casos de maus tratos previstos nos n.os 2 e 3 do presente
artigo, ao arguido pode ser aplicada a pena acessória de
proibição de contacto com a vítima, incluindo a de
afastamento da residência desta, pelo período máximo de
dois anos.

198

133
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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A legitimidade da CIG para actuar junto dos


tribunais

199

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
União Europeia
Tratado da Comunidade Europeia
Artigo 2º
A Comunidade tem como missão, através da criação da um mercado
comum e de uma união económica e monetária e da aplicação das
políticas ou acções comuns a que se referem os artigos 3º e 4º,
promover, em toda a Comunidade, o desenvolvimento harmonioso,
equilibrado e sustentável das actividades económicas, um elevado
nível de emprego e de protecção social, a igualdade entre
homens e mulheres, um crescimento sustentável e não
inflacionista, um alto grau de competitividade e de convergência
dos comportamentos das economias, um elevado nível de
protecção e de melhoria da qualidade do ambiente, o aumento do
nível e da qualidade de vida, a coesão económica e social e a
solidariedade entre os Estados-Membros.

200

134
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

Art. 23º
Deve ser garantida a igualdade entre mulheres e
homens em todos os domínios, incluindo em matéria de
emprego, trabalho e remuneração.
O princípio da igualdade não obsta a que se mantenham
ou adoptem medidas que prevejam regalias específicas a
favor do sexo sub-representado.

201

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Decisão sobre o Ano Europeu da Igualdade - 2007


Art 4º
Integração da Igualdade dos géneros

O Ano Europeu deve tomar em consideração as


diferentes formas como as mulheres e os
homens sofrem a discriminação por razões de
origem racial ou étnica, religião ou crença,
deficiência, idade ou orientação sexual.

202

135
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra as Mulheres
Artigo 1.º
Para os fins da presente Convenção, a expressão «discriminação
contra as mulheres» significa qualquer distinção, exclusão ou
restrição baseada no sexo que tenha como efeito ou como
objectivo comprometer ou destruir o reconhecimento, o gozo
ou o exercício pelas mulheres, seja qual for o seu estado civil,
com base na igualdade dos homens e das mulheres, dos direitos
humanos e das liberdades fundamentais nos domínios político,
económico, social, cultural e civil ou em qualquer outro domínio.

203

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra as Mulheres
Artigo 4.º
1 - A adopção pelos Estados Partes de medidas temporárias
especiais visando acelerar a instauração de uma igualdade de
facto entre os homens e as mulheres não é considerada como
um acto de discriminação, tal como definido na presente
Convenção, mas não deve por nenhuma forma ter como
consequência a manutenção de normas desiguais ou distintas;
estas medidas devem ser postas de parte quando os objectivos em
matéria de igualdade de oportunidades e de tratamento tiverem
sido atingidos.
2 - A adopção pelos Estados Partes de medidas especiais, incluindo
as medidas previstas na presente Convenção que visem proteger a
maternidade, não é considerada como um acto discriminatório.

204

136
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra as Mulheres
Artigo 7.º

Os Estados Partes tomam todas as medidas apropriadas para


eliminar a discriminação contra as mulheres na vida política e
pública do país e, em particular, asseguram-lhes, em condições
de igualdade com os homens, o direito:
a) De votar em todas as eleições e em todos os referendos públicos e
de ser elegíveis para todos os organismos publicamente eleitos;
b) De tomar parte na formulação da política do Estado e na sua
execução, de ocupar empregos públicos e de exercer todos os
cargos públicos a todos os níveis do governo;
c) De participar nas organizações e associações não governamentais
que se ocupem dia vida pública e política do país.

205

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

ONU
Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e
Políticos

Artigo 3.º
Os Estados Partes no presente Pacto comprometem-se
a assegurar o direito igual dos homens e das
mulheres a usufruir de todos os direitos civis e
políticos enunciados no presente Pacto.

206

137
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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

ONU
Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos,
Sociais e Culturais

Artigo 3.º
Os Estados Partes no presente Pacto comprometem-se a
assegurar o direito igual dos homens e das mulheres a
usufruir de todos os direitos económicos, sociais e
culturais enumerados no presente Pacto.

207

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Conferência Mundial sobre Direitos Humanos – Viena 1993

Os Direitos Humanos das mulheres e das crianças do sexo


feminino constituem uma parte inalienável, integral e indivisível
dos Direitos Humanos universais. A participação plena das
mulheres, em condições de igualdade, na vida política, civil,
económica, social e cultural, aos níveis nacional, regional e
internacional, bem como a erradicação de todas as formas de
discriminação com base no sexo, constituem objectivos prioritários
da comunidade internacional.

Declaração e Plano de Acção de Viena § 18

208

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PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Conferência Mundial sobre as Mulheres – Pequim 1995

Declaração de Pequim

Os Governos participantes reafirmam o seu compromisso em


relação ao:
§ 12. Empoderamento e progresso das mulheres, incluindo o direito à
liberdade de pensamento, consciência, religião e crença,
contribuindo assim para as necessidades morais, éticas, espirituais e
intelectuais das mulheres e dos homens, individualmente ou em
comunidade com outros, de modo a garantir-lhes a possibilidade de
alcançarem todo o seu potencial em sociedade e de construírem as
suas vidas de acordo com as suas aspirações próprias.

209

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Conferência Mundial sobre as Mulheres – Pequim 1995
Plataforma de Acção

A Plataforma de Acção é um programa destinado ao empoderamento


das mulheres. Destina-se a acelerar a execução das Estratégias para
o Futuro: o Progresso das Mulheres até ao ano 200, Nairobi 1995 e a
eliminar os obstáculos à participação activa das mulheres em
todas as esferas da vida pública e privada, para que intervenham
de pleno direito nas tomadas de decisão em questões
económicas, sociais, culturais e políticas. Isto significa também
que há que estabelecer o princípio da partilha do poder e da
responsabilidade entre mulheres e homens na família, no mundo
do trabalho e nas comunidades mais alargadas, a nível nacional e
internacional.

210

139
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO
ONU
Conferência Mundial sobre as Mulheres – Pequim 1995

Plataforma de Acção

A igualdade entre mulheres e homens é uma questão de direitos


humanos e uma condição de justiça social, sendo igualmente um
requisito necessário e fundamental para a igualdade, o
desenvolvimento e a paz. O desenvolvimento sustentável, centrado
nas pessoas, implica uma nova relação de parceria entre mulheres e
homens. A fim de se enfrentarem os desafios do século XXI é
essencial um empenhamento s8ustentado e a longo prazo, para que
as mulheres e os homens trabalhem em conjunto para si próprios,
para os seus filhos e para a sociedade.

211

A Igualdade de Género no Centro das Políticas das


Nações Unidas

http://www.un.org/Depts/dpa/gender.html

212

140
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Conselho da Europa

Declaração sobre a igualdade entre as mulheres e os homens como


critério fundamental da democracia – Istambul 1997

Os Ministros,

RECONHECEM que o objectivo deve ser instaurar uma democracia, onde as


mulheres e os homens são iguais, levando a uma realização mais profunda
da justiça e dos direitos universais do ser humano, assim como a um
enriquecimento da democracia seguindo a estratégia da representação
equilibrada das mulheres e dos homens;

213

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Conselho da Europa
Declaração sobre a igualdade entre as mulheres e os
homens como critério fundamental da democracia –
Istambul 1997

Os Ministros,
RECONHECEM que este objectivo deve ser prosseguido
através de estratégias específicas e pluridisciplinares na
vida política e pública, e em todos os outros domínios da
vida, pelo investimento do poder pelas mulheres e pela
estratégia de parceria das mulheres e dos homens na
busca de um objectivo comum de igualdade;

214

141
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Conselho da Europa

Declaração sobre a igualdade entre as mulheres e os


homens como critério fundamental da democracia –
Istambul 1997

Os Ministros,
AFIRMAM que a realização da igualdade entre as
mulheres e os homens compete não só aos governos
como também ao todo da sociedade;

215

PRINCIPAIS NORMAS SOBRE IGUALDADE DE


GÉNERO

Conselho da Europa
Declaração sobre a igualdade entre as mulheres e os
homens como critério fundamental da democracia –
Istambul 1997

Os Ministros,
SUBLINHAM a necessidade de integrar a perspectiva da
igualdade em todas as políticas e programas, a todos os
níveis, a fim de determinar o impacte sobre as mulheres
e os homens e de melhorar e desenvolver o processo de
tomada de decisão;
216

142
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

SABER MAIS SOBRE FORMAÇÃO EM IGUALDADE DE


GÉNERO

http://www.un-instraw.org/en/index.html

217

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Após a formação os/as formandos/as devem ser


capazes de:
• identificar as desigualdades de género na esfera
pública e na esfera privada;
• explicitar os conceitos de sexo e género, diferença
e desigualdade
• identificar as razões da assimetria na distribuição
entre homens e mulheres do trabalho pago e não
pago, dos recursos e do poder real e simbólico;
• encorajar a utilização de uma linguagem que
respeite a igual visibilidade e a igual dignidade de
homens e de mulheres;

218

143
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS A


ADQUIRIR

Após a formação os/as formandos/as devem ser capazes de:

• identificar a violência de género na organização social;


• identificar as desigualdades de género e as discriminações por
diversos factores de que são vítimas mulheres e homens
• distinguir discriminação e desigualdade de género.
• identificar as fontes do direito da igualdade de género a nível
internacional, comunitário e nacional;
• identificar os mecanismos aos quais podem recorrer quando são
detectadas situações de desigualdade de género.

219

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ COMPETÊNCIAS A


ADQUIRIR

• Identificar as desigualdades de género na esfera pública e na esfera


privada;
Identificar as razões da assimetria na distribuição entre homens e
mulheres do trabalho pago e não pago, dos recursos e do poder real
e simbólico;
• Explicitar os conceitos de sexo e género, diferença e desigualdade
• Utilizar e encorajar a utilização de uma linguagem que respeite a igual
visibilidade e a igual dignidade de homens e de mulheres
• Identificar as fontes do direito aplicável à igualdade de género, a nível
internacional, comunitário e nacional;
• Encontrar respostas para promover a igualdade de género e os
direitos humanos em geral no desempenho profissional;

220

144
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

MOBILIDADE HUMANA, NACIONALIDADE


E
MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

221

DIREITO À MOBILIDADE E
DIREITO A EMIGRAR

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Artigo 13.º
1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular
e escolher a sua residência no interior de um
Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o
país em que se encontra, incluindo o seu, e o
direito de regressar ao seu país.

222

145
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A nacionalidade como elemento essencial


no
estatuto jurídico da pessoa que migra

223

NACIONALIDADE
DIREITO INTERNACIONAL

ONU
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 15º
1. Todo o indivíduo tem direito a ter uma
nacionalidade.
2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua
nacionalidade nem do direito de mudar de
nacionalidade.

224

146
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__________________________________________________________________________________

NACIONALIDADE
DIREITO INTERNACIONAL
ONU
http://www.ohchr.org/french/law/

225

NACIONALIDADE
DIREITO INTERNACIONAL

Conselho da Europa

Convenção Europeia sobre a Nacionalidade, 1997


http://conventions.coe.int/Treaty/Commun/QueVoulezVous.asp?NT=16
6&CM=1&DF=6/22/2007&CL=ENG

Convenção do Conselho da Europa sobre a


prevenção dos casos de apatridia em relação
com a sucessão de Estados, 2006
http://conventions.coe.int/Treaty/Commun/ListeTraites.asp?CM=1&CL=
ENG&NT=200&NU=999

226

147
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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NACIONALIDADE
Constituição da República Portuguesa

http://www.parlamento.pt/const_leg/crp_port/constpt2005.pdf

Artigo 4º - Cidadania Portuguesa

São cidadãos portugueses todos aqueles que como


tal sejam considerados pela lei ou por convenção
internacional -

227

NACIONALIDADE
Constituição da República Portuguesa

Artigo 14.º - Portugueses no estrangeiro

Os cidadãos portugueses que se encontrem ou


residam no estrangeiro gozam da protecção do
Estado para o exercício dos direitos e estão sujeitos
aos deveres que não sejam incompatíveis com a
ausência do país.

228

148
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__________________________________________________________________________________

NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril
http://www.parlamento.pt/PLC/TextoAprovado.aspx?ID_Tex=14188
www.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1320

Artigo 1.º - Nacionalidade originária

1 - São portugueses de origem:


a) Os filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos em território
português;
b) Os filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos no
estrangeiro se o progenitor português aí se encontrar ao serviço do
Estado português;
c) Os filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos no
estrangeiro se tiverem o seu nascimento inscrito no registo civil
português ou se declararem que querem ser portugueses;

229

NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril
Artigo 1.º - Nacionalidade originária
1 - São portugueses de origem:
d) Os indivíduos nascidos em território português, filhos de
estrangeiros, se pelo menos um dos progenitores também
aqui tiver nascido e aqui tiver residência,
independentemente de título, ao tempo do nascimento;
e) Os indivíduos nascidos em território português, filhos de
estrangeiros que não se encontrem ao serviço do
respectivo Estado, se declararem que querem ser
portugueses e desde que, no momento do nascimento, um
dos progenitores aqui resida legalmente há pelo menos
cinco anos;

230

149
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NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril

Artigo 1.º - Nacionalidade originária

1 - São portugueses de origem:


f) Os indivíduos nascidos em território português e que não
possuam outra nacionalidade.

2 - Presumem-se nascidos em território português, salvo


prova em contrário, os recém-nascidos que aqui tenham
sido expostos.

231

NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril

Artigo 15.º - Estrangeiros, apátridas, cidadãos europeus

1. Os estrangeiros e os apátridas que se encontrem ou


residam em Portugal gozam dos direitos e estão
sujeitos aos deveres do cidadão português.
2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os direitos
políticos, o exercício das funções públicas que não tenham
carácter predominantemente técnico e os direitos e
deveres reservados pela Constituição e pela lei
exclusivamente aos cidadãos portugueses.

232

150
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NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril
Artigo 15.º - Estrangeiros, apátridas, cidadãos europeus

3. Aos cidadãos dos Estados de língua portuguesa com


residência permanente em Portugal são reconhecidos,
nos termos da lei e em condições de reciprocidade, direitos
não conferidos a estrangeiros, salvo o acesso aos cargos
de Presidente da República, Presidente da Assembleia da
República, Primeiro-Ministro, Presidentes dos tribunais
supremos e o serviço nas Forças Armadas e na carreira
diplomática.

233

NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril

Artigo 15.º - Estrangeiros, apátridas, cidadãos


europeus

4. A lei pode atribuir a estrangeiros residentes no território


nacional, em condições de reciprocidade, capacidade
eleitoral activa e passiva para a eleição dos titulares de
órgãos de autarquias locais .

234

151
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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NACIONALIDADE
Lei da Nacionalidade - Lei Orgânica nº 2/2006,
de 17 de Abril

Artigo 15.º - Estrangeiros, apátridas, cidadãos


europeus

5. A lei pode ainda atribuir, em condições de reciprocidade,


aos cidadãos dos Estados-membros da União Europeia
residentes em Portugal o direito de elegerem e serem
eleitos Deputados ao Parlamento Europeu.

235

NACIONALIDADE
Código Civil

Art.º 14º - Condição jurídica dos estrangeiros

1. Os estrangeiros são equiparados aos nacionais


quanto ao gozo de direitos civis, salvo disposição legal
em contrário.
2. Não são, porém, reconhecidos aos estrangeiros os
direitos que, sendo atribuídos pelo respectivo Estado aos
seus nacionais, o não sejam aos portugueses em
igualdade de circunstâncias

236

152
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NACIONALIDADE
A Cidadania da União Europeia

• Corresponde à qualidade de nacional de um Estado


membro da União Europeia (art. 17º nº 1 do Tratado
que institui a Comunidade Europeia http://europa.eu.int/eur-
lex/lex/pt/treaties/dat/12002E/pdf/12002E_PT.pdf)
• Confere um estatuto jurídico previsto:
a) nos artigos 17º a 22º do Tratado que institui a
Comunidade Europeia http://europa.eu.int/eur-
lex/lex/pt/treaties/dat/12002E/pdf/12002E_PT.pdf e

b) nos artigos 39º a 46º da Carta dos Direitos


Fundamentais da União Europeia
http://europa.eu.int/eur-
lex/lex/pt/treaties/dat/12002E/pdf/12002E_PT.pdf

237

MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

Alguns dados estatísticos

238

153
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MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS
unidade da tabela: milhares

239

MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

240

154
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MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

241

MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

242

155
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COMUNIDADES PORTUGUESAS NO
ESTRANGEIRO - Estimativa

Cerca de 5 milhões de nacionais e luso-descendentes:

• Europa – cerca de 1 milhão e 600 mil pessoas (+/-32%)


• América – cerca de 2 milhões e 800 mil pessoas (+/-57%)
• África – cerca 380 mil pessoas (+/-8%)
• Ásia – 160 mil (+/-3%)
• Oceânia -16 mil (- de 0,5%)
Fonte: DGACCP (Maio de 2007)

243

Portugal – Residentes Estrangeiros


Fonte: Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Ministério da
Administração Interna

244

156
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia
Igualdade de Género na Imigração

“A inserção eficaz e responsável dos imigrantes no


mercado de trabalho e na sociedade é um dos
factores essenciais para o sucesso na consecução
das metas de Lisboa. As políticas de inserção
carecem em grande medida de uma perspectiva
de género, o que dificulta as possibilidades de
utilizar plenamente o potencial das mulheres
imigrantes no mercado de trabalho.”

Relatório da Comissão sobre Igualdade de Género - 2005

245

União Europeia
Igualdade de Género na Imigração

• “As situações e condições diversas das mulheres e dos


homens imigrados devem ser tomadas em conta na
elaboração futura das políticas de integração.

• Convirá atacar em particular a dupla discriminação


sexista e racista com que muitas vezes são
confrontadas, nomeadamente no mercado de
trabalho..”

Relatório da Comissão sobre Igualdade de Género - 2005

246

157
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia
Igualdade de Género na Imigração

“Para se conseguir a integração dos imigrantes, em


particular das mulheres, na vida económica e social,
convém ter presente as práticas e expectativas
culturais relativas ao papel das mulheres e dos
homens, não apenas no país de acolhimento, mas
também no país de origem.”

Relatório da Comissão sobre Igualdade de Género - 2005

247

União Europeia
Igualdade de Género na Imigração

“A necessidade de atender à perspectiva de


género nas políticas de imigração encontrou eco
na agenda comum para a integração de
cidadãos de países terceiros, aprovada pela
Comissão.
Nela se sublinha, em especial, a importância da
utilização plena do potencial das mulheres
imigrantes no mercado de trabalho.”

Relatório da Comissão sobre Igualdade de Género - 2006

248

158
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIREITO DA MOBILIDADE E DAS


MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

249

União Europeia
Mobilidade de Trabalhadores e Trabalhadoras
http://ec.europa.eu/employment_social/free_movement/index_en.htm

250

159
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia
Mobilidade de Trabalhadores e Trabalhadoras
http://www.europa.eu/scadplus/leg/pt/s02305.htm

251

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Artigo 39.o (ex-artigo 48.o)

1. A livre circulação dos trabalhadores fica


assegurada na Comunidade.
2. A livre circulação dos trabalhadores implica a
abolição de toda e qualquer discriminação em
razão da nacionalidade, entre os trabalhadores dos
Estados-Membros, no que diz respeito ao emprego, à
remuneração e demais condições de trabalho.

252

160
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Artigo 39.o (ex-artigo 48.o)

3. A livre circulação dos trabalhadores compreende,


sem prejuízo das limitações justificadas por razões
de ordem pública, segurança pública e saúde
pública, o direito de:

a) Responder a ofertas de emprego efectivamente


feitas.

253

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Artigo 39.o (ex-artigo 48.o)

b) Deslocar-se livremente, para o efeito, no território


dos Estados-Membros.

c) Residir num dos Estados-Membros a fim de nele


exercer uma actividade laboral, em conformidade com
as disposições legislativas, regulamentares e
administrativas que regem o emprego dos
trabalhadores nacionais.

254

161
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Artigo 39.o (ex-artigo 48.o)

d) Permanecer no território de um Estado-Membro


depois de nele ter exercido uma actividade laboral,
nas condições que serão objecto de regulamentos de
execução a estabelecer pela Comissão.

O disposto no presente artigo não é aplicável aos


empregos na administração pública.

255

A Livre Circulação de Trabalhadores/as na


Comunidade Europeia
http://ec.europa.eu/eures/home.jsp?lang=pt

256

162
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/workersmobility_2006/index.cfm?language=en

257

União Europeia

http://www.europa.eu/scadplus/leg/pt/s18000.htm

258

163
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia

http://www.europa.eu/scadplus/leg/pt/s18000.htm

259

ONU

http://www.un.org/esa/population/migration/index.html

260

164
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Compromissos políticos a nível mundial

ONU

Os países deverão garantir a todos os


migrantes (documentados e indocumentados)
todos os direitos humanos fundamentais que
integram a Declaração Universal dos Direitos
Humanos.

12º Princípio do Programa de Acção da Conferência Mundial sobre


População e Desenvolvimento – ONU, Cairo, 1994
http://www.unfpa.org/icpd/icpd_poa.htm#ch2

261

Fundo das Nações Unidas para a População

http://www.unfpa.org/swp/swpmain.htm.

262

165
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Instrumentos a nível mundial


ONU
Convenção Internacional para Protecção de Todos os
Trabalhadores Migrantes e Membros das Suas Famílias,
1990
http://www.unhchr.ch/html/menu3/b/m_mwctoc.htm

263

ONU
Relatora Especial da Comissão dos Direitos Humanos sobre
os Direitos Humanos das Pessoas Migrantes
http://www.unhchr.ch/html/menu2/7/b/mmig.htm

264

166
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

ONU – Comité de Protecção dos Direitos de todos/as os/as


Trabalhadores/as Migrantes e Membros das Suas Famílias

http://www.unhchr.ch/html/menu2/6/cmw/

265

OIT

Normas mínimas - http://www.ilo.org/public/english/standards/norm/

266

167
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Instrumentos com vocação mundial

OIT (Organização Internacional do Trabalho)


http://www.oit.org/ilolex/english/convdisp2.htm

– Convenção nº 111 Sobre Discriminação no Trabalho


e no Emprego, 1958
– Convenção nº 97 sobre Migração para Emprego
(Revista), 1949
– Convenção nº 143 sobre Trabalhadores Migrantes,
1975

267

CONVENÇÃO OIT Nº 111

Artigo 1.º
(1) Para os fins da presente Convenção, o termo «discriminação»
compreende:
a) Toda a distinção, exclusão ou preferência fundada na raça, cor,
sexo, religião, opinião política, ascendência nacional ou origem
social, que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de
oportunidades ou de tratamento em matéria de emprego ou
profissão;
b) Toda e qualquer distinção, exclusão ou preferência que tenha por
efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades ou de
tratamento em matéria de emprego ou profissão, que poderá ser
especificada pelo Estado Membro interessado depois de consultadas
as organizações representativas de patrões e trabalhadores, quando
estas existam, e outros organismos adequados.

268

168
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CONVENÇÃO OIT Nº 111

Artigo 1.º

(2) As distinções, exclusões ou preferências fundadas em


qualificações exigidas para determinado emprego não são
consideradas como discriminação.
(3) Para fins da presente Convenção as palavras
«emprego» e »profissão» incluem não só o acesso à
formação profissional, ao emprego e às diferentes
profissões, como também as condições de emprego.

269

CONVENÇÃO OIT Nº 97

Artigo 6.º
Os Membros para os quais a presente Convenção esteja em
vigor obrigam-se a aplicar, sem discriminação de
nacionalidade, de raça, de religião ou de sexo, aos
imigrantes que se encontrem legalmente nos limites do
seu território um tratamento que não seja menos favorável
que aquele que é aplicado aos seus próprios nacionais no
que diz respeito às seguintes matérias:
i) A remuneração, incluídos os subsídios familiares quando
esses subsídios fazem parte da remuneração, a duração do
trabalho, as horas extraordinárias, os feriados pagos, as
restrições a trabalho feito em casa, a idade de admissão ao
trabalho, a aprendizagem e a formação profissional e o
trabalho das mulheres e adolescentes;
270

169
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CONVENÇÃO OIT Nº 97

ii) A filiação nas organizações sindicais e o gozo das


vantagens oferecidas pelas convenções colectivas;
iii) O alojamento;
b) A segurança social (a saber: as disposições legais
relativas aos acidentes de trabalho, doenças
profissionais, maternidade, doença, velhice e morte,
desemprego e encargos de família, assim como
qualquer outro risco que, em conformidade com a
legislação nacional, for coberto por um sistema de
segurança social) ...;

271

CONVENÇÃO OIT Nº 97

c) Os impostos, taxas e contribuições relativas ao


trabalho, recebidas na qualidade de trabalhador;
d) As acções judiciais relativas às questões mencionadas
na presente Convenção.

272

170
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CONVENÇÃO OIT Nº 143

PARTE II
Igualdade de oportunidades e de tratamento
Artigo 10.º
Os membros para os quais a presente Convenção esteja
em vigor comprometem-se a formular e a aplicar uma
política nacional que se proponha promover e garantir,
por métodos adaptados às circunstâncias e aos costumes
nacionais, a igualdade de oportunidades e de tratamento
em matéria de emprego e de profissão, de segurança
social, de direitos sindicais e culturais e de liberdades
individuais e colectivas para aqueles que se encontram
legalmente nos seus territórios na qualidade de
emigrantes ou de familiares destes.

273

CONVENÇÃO OIT Nº 143

Artigo 11.º

Para fins de aplicação do disposto nesta parte II da


Convenção, o termo «trabalhador migrante» designa
uma pessoa que emigra ou emigrou de um país para
outro com o fim de ocupar um emprego não por conta
própria; compreende todo e qualquer indivíduo
regularmente admitido como trabalhador migrante.

274

171
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CONVENÇÃO OIT Nº 143

Artigo 11.º
A presente parte II não se aplicará:
a) Aos trabalhadores fronteiriços;
b) Aos artistas e aos indivíduos que exerçam uma profissão
liberal que tenham entrado no país por período curto;
c) Aos trabalhadores do mar;
d) Aos indivíduos vindos especialmente com fins de
formação ou de educação;

275

CONVENÇÃO OIT Nº 143

Artigo 11.º

A presente parte II não se aplicará:


e) Aos indivíduos empregados por organizações ou
empresas que laborem no território de um país e que
tenham sido admitidos temporariamente nesse país, a
pedido do seu empregador, a fim de cumprir funções ou
executar tarefas específicas durante um período limitado
e determinado e que devem abandonar o país logo que
sejam dadas por terminadas tais funções ou tarefas.

276

172
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OIT

www.oit.org/ilolex/english/convdisp2.htm

277

OIT – Protecção das Mulheres Trabalhadoras


Migrantes
www.oit.org/public/english/employment/gems/advocacy/protect.htm

278

173
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Conselho da Europa

Carta Social Europeia – revista (artigos 18º e 19º)


http://conventions.coe.int/Treaty/Commun/QueVoulezVous.asp?NT=163&CM=7&DF=26/10/2
005&CL=ENG
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhregionais/rar64A_2001.html

279

Conselho da Europa

Convenção Europeia relativa ao Estatuto Jurídico do


Trabalhador Migrante
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhregionais/conv-tratados-24-11-
977-ets-93.html

280

174
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Conselho da Europa

Convenção Europeia relativa ao Estatuto Jurídico


do Trabalhador Migrante
Artigo 1.º
Definição
1. Para efeitos da presente Convenção, o termo
"trabalhador migrante" designa o cidadão de
uma Parte Contratante que tenha sido autorizado
por uma outra Parte Contratante a permanecer no
seu território a fim exercer uma ocupação
remunerada.

281

Conselho da Europa

Convenção Europeia relativa ao Estatuto Jurídico do


Trabalhador Migrante
Artigo 1.º
Definição
2. A presente Convenção não se aplica:
a) Aos trabalhadores fronteiriços;
b) Aos artistas, incluindo os artistas de variedades e
animadores de espectáculos, e aos desportistas,
contratados por um curto prazo de tempo, e a todos
aqueles que exerçam uma profissão liberal;
c) Aos marítimos;
d) Aos estagiários;
282

175
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Conselho da Europa

Convenção Europeia relativa ao Estatuto Jurídico do


Trabalhador Migrante
Artigo 1.º
Definição
2. A presente Convenção não se aplica:
e) Aos trabalhadores temporários; trabalhadores migrantes
temporários são todos os que, originários de uma das
Partes Contratantes, efectuem no território de uma outra
Parte Contratante um trabalho remunerado numa
actividade dependente das estações do ano, com base
num contrato de duração determinada ou para um
determinado trabalho;

283

Conselho da Europa

Convenção Europeia relativa ao Estatuto Jurídico do


Trabalhador Migrante
Artigo 1.º
Definição
2. A presente Convenção não se aplica:
f) Aos trabalhadores originários de uma das Partes
Contratantes que efectuem um determinado trabalho no
território de outra Parte Contratante por conta de uma
empresa cuja sede social se situe fora do território desta
Parte Contratante.

284

176
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Conselho da Europa

Comité Europeu das Migrações –


http://www.coe.int/t/dg3/migration/default_en.asp

285

União Europeia
Imigração – Nacionais de Países Terceiros
http://www.europa.eu/scadplus/leg/pt/s17000.htm

286

177
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

União Europeia - Igualdade de Género


na Imigração de Nacionais de Países Terceiros
http://ec.europa.eu/employment_social/gender_equality/gender_mainstreaming/migrant/
migrant_en.html.

287

Serviços Públicos em Portugal


Emigração e Comunidades Portuguesas

Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas –


Ministério dos Negócios Estrangeiros www.secomunidades.pt

288

178
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Imigração e Comunidades Estrangeiras


Serviços Públicos em Portugal
Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo
Intercultural Étnicas, Instituto Público – ACIDI, IP www.acime.pt

289

Imigração e Comunidades Estrangeiras


Serviços Públicos em Portugal
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Ministério da
Administração Interna http://www.sef.pt

290

179
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Após a formação os/as formandos/as devem ser capazes


de:
• Avaliar a importância da nacionalidade para o estatuto
individual de qualquer pessoa, designadamente no
âmbito das migrações internacionais;
• fundamentar o reconhecimento do direito à emigração -
constatar que as migrações internacionais e a fixação de
comunidades estrangeiras são inerentes às sociedades
humanas independentemente do seu grau de
desenvolvimento;
• Identificar vantagens e desvantagens das migrações
internacionais para os países de acolhimento e de
origem e debater este tema;

291

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Após a formação os/as formandos/as devem ser capazes


de:
• avaliar a importância do género na mobilidade
internacional de pessoas;
• aplicar os aspectos básicos do direito internacional e da
União Europeia no domínio da mobilidade e das
Migrações Internacionais.

292

180
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL,
CIDADANIA GLOBAL
E COESÃO SOCIAL

293

UNESCO
Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura
http://portal.unesco.org/culture/en/ev.php-
URL_ID=12899&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

294

181
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL

“A riqueza cultural do mundo é a sua


diversidade em diálogo”

Declaração Universal sobre Diversidade Cultural


http://portal.unesco.org/culture/en/ev.php-
URL_ID=2977&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

295

296

182
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo 1º - A diversidade cultural, património comum da


humanidade
A cultura toma formas diversas através do tempo e do
espaço. Esta diversidade incarna-se na originalidade e na
pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e
as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de
trocas, de inovação e de criatividade, a diversidade
cultural é, para o género humano, tão necessária como a
bio-diversidade quanto aos seres vivos. Neste sentido,
ela constituiu património comum da humanidade e deve
ser reconhecida e afirmada em benefício das gerações
presentes e das gerações futuras.

297

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo 2º - Da diversidade cultural ao pluralismo cultural


Nas nossas sociedades cada vez mais diversificadas, é
indispensável assegurar uma interacção harmoniosa e
uma vontade de vida colectiva por parte de pessoas e de
grupos com identidades culturais simultaneamente
plurais, variadas e dinâmicas. As políticas que favorecem
a inclusão e a participação de todas as pessoas são
garantes da coesão social, da vitalidade da sociedade
civil e da paz. Assim definido, o pluralismo cultural
constitui a resposta política à diversidade cultural.
Indissociável de um quadro democrático, o pluralismo
cultural é propício às trocas culturais e ao florescimento
das capacidades criadoras que alimentam a vida pública

298

183
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL

Artigo 4º - Os Direitos Humanos garantes da diversidade


cultural

A defesa da diversidade cultural é um imperativo ético,


inseparável do respeito da dignidade da pessoa humana.
Implica o compromisso de respeitar os direitos humanos
e as liberdades fundamentais, em particular os direitos
das pessoas que se reclamam de minorias e dos povos
autoctones. Ninguém pode invocar a diversidade cultural
para violar os direitos humanos ou limitar o seu alcance.

299

DIVERSIDADE CULTURAL

FNUAP
http://www.unfpa.org/culture/index.htm

300

184
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL

Conselho da Europa
http://www.coe.int/t/e/cultural_co-
operation/culture/action/dialogue/_Summary.asp#TopOfPage

301

DIVERSIDADE CULTURAL
Conselho da Europa

Neste Terceiro Milénio, encontramo-nos num ambiente multicultural


que é simultaneamente rico em promessas e portador de conflitos.
Na Europa, como noutros continentes, a cultura é por vezes
desviada dos seus objectivos para justificar conflitos
interculturais e interreligiosos que afectam tanto o ocidente como
o leste europeu. Os acontecimentos do 11 de Setembro mostraram
que isto pode levar a acontecimentos trágicos à escala mundial.
Ainda que a política cultural não possa resolver todos os problemas
da sociedade, o Conselho da Europa está convicto de que a cultura,
sendo um excelente meio de comunicação, é um factor que
deve ser tido em conta quer na prevenção de situações de
conflito, quer na reconciliação social pós-conflito.

302

185
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL
Conselho da Europa
Declaração sobre o Diálogo Intercultural e a Prevenção dos
Conflitos http://www.coe.int/t/e/cultural_co-
operation/culture/action/dialogue/b_ministerial%20meetings.asp#TopOfPag
e

O diálogo intercultural deve ser encorajado e favorecido. Ele


inscreve-se necessariamente no quadro dos princípios da
liberdade de pensamento, de consciência, de religião, de
expressão, de reunião, de associação e de não discriminação
definidos nos artigos 9º, 10º, 11º e 14º da Convenção de
Salvaguarda dos Direitos Humanos e das Liberdades
Fundamentais, e vai no sentido essencial da coesão social.
Anexo à Declaração nº 2

303

DIVERSIDADE CULTURAL
UNIÃO EUROPEIA
http://ec.europa.eu/culture/portal/action/diversity/diversity_en.htm

304

186
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

DIVERSIDADE CULTURAL
UNIÃO EUROPEIA

Tratado que institui a Comunidade Europeia

Artigo 151º
1 – A Comunidade contribui para o florescimento das
culturas dos Estados membros no respeito pela sua
diversidade nacional e regional, evidenciando a herança
cultural comum.

305

DIVERSIDADE CULTURAL
UNIÃO EUROPEIA
http://ec.europa.eu/culture/portal/events/current/dialogue2008_en.htm

306

187
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS
UNIÃO EUROPEIA
As Pessoas e as Comunidades Ciganas
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/roma/index_en.htm

307

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS
UNIÃO EUROPEIA
Relatório sobre Comunidades Ciganas na UE
http://ec.europa.eu/employment_social/fundamental_rights/pdf/pubst/roma04_e
n.pdf

308

188
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS

CONSELHO DA EUROPA
As Pessoas e as Comunidades Ciganas
http://www.coe.int/t/dg3/romatravellers/default_EN.asp?

309

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS

CONSELHO DA EUROPA
As Pessoas e as Comunidades Ciganas
http://www.coe.int/T/E/Com/Files/Themes/Roma/default.asp

310

189
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS

OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na


Europa
As Pessoas e as Comunidades Ciganas
http://tandis.odihr.pl/?p=ki-ro

311

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS

OSCE - Organização para a Segurança e Cooperação na


Europa
As Pessoas e as Comunidades Ciganas
http://www.osce.org/odihr/18148.html

312

190
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

CIDADÃOS E CIDADÃS NUM MUNDO DE DIREITOS HUMANOS


PARA TODAS AS PESSOAS, COM A MULTIPLICIDADE DAS SUAS
PERTENÇAS
Centro Europeu para os Direitos das Comunidades Ciganas
http://www.errc.org

313

314

191
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Relatório da Comissão Europeia contra o Racismo e a


Intolerância - ECRI - sobre Portugal

“As raparigas ciganas são particularmente


susceptíveis, por razões culturais, de abandonar a
escola em idade muito precoce.”

§ 112

315

Reacção do ACIME ao Relatório do ECRI sobre


Portugal

“ O terceiro aspecto negativo apontado, e segundo o


representante da ECRI o que tem maior relevo, é a
questão das comunidades ciganas em Portugal, sobre a
qual, afirmou, se registam dois discursos: um da parte
das autoridades, que de uma forma geral afirmam não
existir um problema grave, e outro vindo dos próprios
ciganos, que consideram ser vítimas de grande
discriminação, sobretudo aos níveis do emprego e da
habitação e da educação. O Relatório regista contudo os
esforços feitos nos anos mais recentes quanto à melhoria
da qualidade da habitação e da educação das
comunidades ciganas, embora acrescente haver ainda
muito trabalho a realizar neste campo.”
ACIME, 19-2-07

316

192
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Gabinete de Apoio às Comunidades Ciganas

http://www.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1723

317

O DEBATE SOBRE O RELATIVISMO CULTURAL

318

193
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Situação nas Comunidades Ciganas em Portugal

“Sempre andei à venda. Sinto-me realizada porque


só podia fazer aquilo, mas fazia-o bem feito. Sou
boa profissional. Gostava de ter podido cantar o
fado.”
Viúva, 83 anos

AMUCIP “Tomar a Palavra”, 2006, p.46

319

Situação nas Comunidades Ciganas em Portugal

“Não gosto da venda ambulante. Gostava de ter


estudos e ter um emprego. Não gosto da vida de
cigano, é uma vida muito difícil.
Se pudesse ter estudado o meu sonho era ter
como profissão ser hospedeira da TAP.”
Viúva, 52 anos

AMUCIP “Tomar a Palavra”, 2006, p.47

320

194
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Situação nas Comunidades Ciganas em Portugal

“Não me sinto realizada. Faço lides domésticas,


cuido da minha irmã mais nova. Casei e fui vender.
Gostaria de ser advogada ou juíza.”

Casada, 22 anos

AMUCIP “Tomar a Palavra”, 2006, p. 52

321

Situação nas Comunidades Ciganas em Portugal

“Não me sinto realizada profissionalmente. Sempre só


cuidei da casa e dos meus irmãos. Gostava de poder
trabalhar na cantina da escola onde estudam os
meus irmãos mais novos. Ganhava dinheiro para
comprar roupa bonita para as festas mas os meus
tios não querem, pois dizem que ao ir trabalhar perco
o ‘valor’ e depois será mais difícil arranjar
pretendente para casar.
Gostaria de ser maquilhadora.”

Solteira, 22 anos
AMUCIP “Tomar a Palavra”, 2006, p. 50

322

195
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A universalidade dos Direitos Humanos e o debate sobre o


relativismo cultural

A LIBERDADE CULTURAL
Relatório do PNUD de 2004 - http://hdr.undp.org/reports/global/2004/

323

A universalidade dos Direitos Humanos e o debate


sobre o relativismo cultural
A LIBERDADE CULTURAL
Relatório do PNUD de 2004 -
http://hdr.undp.org/reports/global/2004/other_languages.cfm

324

196
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A liberdade cultural

• A liberdade cultural significa expandir as opções


individuais e não preservar valores e práticas como um
fim em si, numa obediência cega à tradição.
• A cultura não é um conjunto congelado de valores e
de práticas e não pode ser pretexto para negar os
direitos humanos e a igualdade de oportunidades.
• Em vez de glorificar o aval excessivo às tradições
herdadas ou de avisar o mundo da alegada
inevitabilidade dos choques de civilizações, a perspectiva
do desenvolvimento humano exige que a atenção vá para
a importância da liberdade nas esferas culturais e para os
modos de defender e expandir as liberdades culturais
de que as pessoas podem gozar.
Relatório do PNUD 2004

325

A liberdade cultural

• Quando as liberdades culturais são inteiramente


exercidas, este pluralismo pode ser uma fonte de
harmonia política e vitalidade económica.

• O desenvolvimento é, em última análise, um processo de


alargamento das opções das pessoas e não apenas uma
questão de aumento de rendimentos nacionais, pelo que
a liberdade cultural é indispensável ao
desenvolvimento humano.

Relatório do PNUD 2004


326

197
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

A liberdade cultural

Os Estados também têm a responsabilidade de proteger


direitos e de garantir liberdades para todos os seus
membros e de não discriminar ninguém com base na
religião. Os Estados não discriminatórios devem proteger a
liberdade religiosa e a escolha individual:

– Todos devem ter o direito de criticar, alterar ou pôr em


causa o predomínio de uma interpretação particular de
crenças fundamentais;

– Clero e outras hierarquias religiosas devem ter o mesmo


estatuto que os outros cidadãos;

Relatório do PNUD 2004

327

A liberdade cultural

– As pessoas de uma religião devem ter a possibilidade


de serem responsavelmente críticas em relação às
práticas e convicções de outras religiões;

– As pessoas devem ser livres não só de criticar a


religião em que nasceram, mas também de a rejeitar
e trocar por outra ou ficar sem nenhuma.

Relatório do PNUD 2004

328

198
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Cidadania Global e
Coesão Social

329

UMA CIDADANIA GLOBAL

Um conceito do Conselho da Europa


não só do Centro Norte/Sul
http://www.coe.int/t/e/north-south_centre/programmes/3_global_education/

330

199
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

UMA CIDADANIA GLOBAL

As pessoas cidadãs da Europa são também


cidadãs globais. Inquéritos à opinião pública em
Países Europeus mostram um forte apoio público à
solidariedade internacional, mas níveis fracos de
conhecimento e apropriação pelo público.
A educação global é a chave para uma
progressiva apropriação crítica pelo público das
políticas de solidariedade internacional.

331

UMA CIDADANIA GLOBAL

Educação global

• é aquela que abre os olhos das pessoas para as


realidades do mundo e as acorda para a necessidade de
o tornar num mundo mais justo e de direitos humanos
para todas as pessoas;

• é entendida de modo a compatibilizar a educação para o


Desenvolvimento, a Educação para os Direitos
Humanos, a Educação para a Sustentabilidade, a
Educação para a Paz e a Prevenção de Conflitos, e a
Educação Intercultural – a dimensão global da
Educação para a Cidadania

332

200
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

UMA CIDADANIA GLOBAL

Mas um conceito do Conselho da Europa


também da Educação para a Cidadania
http://www.coe.int/t/dg4/education/edc/AspectsCitizenship/Default_en.asp

333

UMA CIDADANIA GLOBAL

A cidadania democrática não se limita ao estatuto legal


do « indivíduo cidadão » e ao exercício do direito de voto,
mas que cobre na realidade todos os aspectos da vida
numa sociedade democrática.

334

201
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

UMA CIDADANIA GLOBAL

Ou seja

• abrangendo a participação igual de homens e


mulheres não só na esfera pública, mas também na
esfera privada e considerar a igualdade de homens e
mulheres com um critério fundamental da democracia

335

UMA CIDADANIA GLOBAL

www.coe.int/T/E/Human_Rights/Equality/PDF_MEG4%281997%2918_E.pdf

336

202
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

UMA CIDADANIA GLOBAL

A cidadania global será a qualidade


inerente ao indivíduo
sujeito de direitos e deveres
integrado num espaço de relacionamento
a nível familiar, local, social, nacional e mundial.

337

UMA CIDADANIA GLOBAL

A Educação/Formação para a Cidadania Global implica


quanto às pessoas:

- Desenvolvimento cognitivo – conhecimento sobre os


temas relevantes, como:
- direitos humanos (conteúdo e formas de exercício)
- democracia
- desenvolvimento humano

338

203
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

UMA CIDADANIA GLOBAL

A Educação/Formação para a Cidadania Global implica


quanto às pessoas:

- Desenvolvimento de atitudes - competências – chave:


- coerência com os valores
- participação activa
- comunicação igualitária entre mulheres e homens
- comunicação intercultural para saber viver em paz em
sociedades plurais cultural, religiosa e linguisticamente.

339

Coesão Social

Conselho da Europa
http://www.coe.int/t/dg4/education/edc/What_is_EDC/GlossaryKeyTerms_en.as
p#P207_8117

• A coesão social apresenta a imagem de uma


sociedade com forte compromisso na promoção de
relações humanas positivas. Implica sentido de
pertença e bem estar dos indivíduos e da
comunidade.
• A coesão social envolve um compromisso para a
melhoria continuada da qualidade de vida para os
membros da sociedade, através da remoção activa
das barreiras e das causas de divisão.

340

204
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Coesão Social

Conselho da Europa

• A coesão social está ligada à ideia de paz positiva.

• A Educação para a Cidadania Democrática contribui


para a a coesão social através do seu compromisso
de promover o respeito pelos direitos humanos e a
não violência.

341

Coesão Social

Conselho da Europa
http://www.coe.int/T/E/Social_cohesion/

342

205
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Coesão Social

UNESCO
http://www.unesco.org/cpp/uk/declarations/2000.htm

343

Coesão Social

UNESCO
http://www.unesco.org/cpp/uk/declarations/index.html

344

206
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Coesão Social

UNESCO
http://www.unesco.org/education/ecp/index.htm

345

Coesão Social
Recomendação sobre a Educação para a Compreensão
Internacional, Cooperação e Paz e Educação no domínio dos
Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais
http://portal.unesco.org/unesco/ev.php?URL_ID=13088&URL_DO=DO_TOPIC
&URL_SECTION=201&reload=1160596692

346

207
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Coesão Social

Recomendação sobre a Educação para a Compreensão


Internacional, Cooperação e Paz e Educação no
domínio dos Direitos Humanos e Liberdades
Fundamentais

3 - Retomando o artigo 26º §4 da Declaração Universal dos


Direitos Humanos: A educação deve ser dirigida para o
integral desenvolvimento da personalidade humana e para
o reforço do respeito pelo pelos direitos humanos e
liberdades fundamentais. Deve promover a compreensão,
tolerância e amizade entre todas as nações e grupos
raciais ou religiosos e aprofundar as actividades das
Nações Unidas para a manutenção da paz.

347

Coesão Social

ONU
http://www.un.org/millenniumgoals/

348

208
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

349

Coesão Social

União Europeia
Coesão económica, social e territorial
http://europa.eu/scadplus/glossary/economic_social_cohesion_pt.htm

A coesão económica e social exprime a solidariedade entre


os Estados-Membros e as regiões da União Europeia.
Favorece o desenvolvimento equilibrado do território
comunitário, a redução das diferenças estruturais entre as
regiões da União, bem como a promoção de uma verdadeira
igualdade de oportunidades entre as pessoas. Concretiza-
se através de diversas intervenções financeiras,
nomeadamente as dos Fundos Estruturais e do Fundo de
Coesão.

350

209
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Inclusão Social

União Europeia
http://ec.europa.eu/employment_social/social_inclusion/index_en.htm

351

Inclusão Social

Portugal
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Minis
terios/MTSS/Comunicacao/Programas_e_Dossiers/20061023_MTSS_Prog_PNAI.
htm

352

210
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Coesão Social

Portugal
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministe
rios/PCM/MP/Comunicacao/Programas_e_Dossiers/20070622_MP_Doss_PNI.htm

353

A responsabilidade cidadã na promoção dos


Direitos Humanos
ONU
http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/o-
defensores-dh.html

354

211
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR

• Reconhecer a importância da consciência crítica


para o exercício da cidadania;
• Distinguir cidadania e nacionalidade para efeitos
do estatuto individual de qualquer pessoa;
• Avaliar a importância da prática generalizada da
cidadania global abrangendo a responsabilidade
social;
• Argumentar e participar em debates sobre os
temas da formação;
• Assumir o seu papel como construtores/as de
cidadania.

355

CONTACTOS ÚTEIS

356

212
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

• Assembleia da República:
• http://www.parlamento.pt/conhecer/assembleia_cidadaos/index.html
• http://www.parlamento.pt/webjovem2005/index.html
• Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e
Garantias – Sub-Comissão para a Igualdade de Oportunidades
http://www.parlamento.pt/comissoes/Comissao.aspx?Tipo=0&Categ
oria=1&ID_Comissao=1&ID_SubComissao=103
• Portal do Cidadão:
• http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/listagens/?source=servico
s&area=cidadao&letter_group=ABC&results_per_page=5
• Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – CIG
www.cidm.pt
• Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego - CITE
www.cite.gov.pt
• Comissão dos Direitos das Mulheres e Igualdade de Género
http://www.europarl.eu.int/committees/femm_home.htm

357

Parceria de Desenvolvimento

• DGACCP – Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades


Portuguesas (Entidade Interlocutora) - Av. Visconde de Valmor, 19 –
1049-061 Lisboa – Tel.: 21 792 97 00 Fax: 21 792 97 99
• ACIME – Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas -
Palácio Foz - Praça dos Restauradores - 1250-187 Lisboa – Tel.: 21 321
95 00 Fax: 21 321 95 18
• Câmara Municipal de Lisboa - Rua Rio Cavado, 3 A Bairro Pá de Cruz -
1600-702 Lisboa – Tel.: 21 712 20 40 Fax: 21 715 05 82
• Câmara Municipal do Seixal - Rua Fernando de Sousa, nº. 2 - 2840-515
Seixal – Tel.: 21 221 63 41 Fax: 21 227 19 07
• CEFA – Centro de Estudos e Formação Autárquica - R. do Brasil, 131 -
3030-175 Coimbra – Tel: 239 796 500 Fax: 239 796 502
• CIDAC – Centro de Informação para o Desenvolvimento Amílcar Cabral -
R. Pinheiro Chagas, 77 – 2º Esqº – 1069-069 Lisboa – Tel.: 21 317 28 60
Fax: 21 317 28 70
• CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego - Av. da
República, 44-2º-5º - 1050-194 Lisboa – Tel.: 21 780 37 00 / 21 780 37 13
Fax: 21 796 03 32
• IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional - R. de Xabregas,
52 - 1949-003 Lisboa – Tel: 21 868 29 67 / 21 868 77 99 Fax: 21 861 46
06
• INDE – Intercooperação e Desenvolvimento - Av. Frei Miguel Contreiras, 358
54 – 3º – 1700-213 Lisboa – Tel.: 21 843 58 70 Fax: 21 843 58 71

213
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Anexo II – Sugestões dos 3 grupos de trabalho para variantes da Actividade 5 sobre


“Sexo e Género”

i. Grupo I
“Os rapazes usam cabelo curto?”

1. OBJECTIVO
Distinguir e interiorizar os conceitos de Sexo e Género.

2. MATERIAL NECESSÁRIO
Ficha de actividade 5 do Anexo 1
Papel cenário (cerca de 2m)
Marcadores coloridos

3. DESENVOLVIMENTO
Abrir a temática com a seguinte pergunta, dirigida aos participantes: “Os rapazes
usam cabelo curto?” para introduzir a distinção entre os conceitos de Sexo e
Género.

Distribuir a ficha de actividade para preenchimento individual seguido de reflexão


em pequenos grupos.

Depois, voltar ao grande grupo pedindo ao mesmo para desenhar um corpo humano
no papel cenário.

Cada grupo, usando uma cor diferente, deve agora escrever dentro da linha do
corpo as respostas referentes ao conceito de Sexo e fora das linhas do corpo
todas as respostas referentes ao Género.

Estimular a concepção de mais afirmações de ambos os conceitos.

Concluída a actividade do grupo, o mesmo iniciará as apresentações do trabalho.

Alargar a discussão ao grupo total

Pontos de reflexão – sugestões


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Porque se pediu para colocar os aspectos de género fora da linha do corpo e as de


sexo dentro da linha do corpo?
Onde se encontram sinais indicativos de diferenças e de sinais indicativos de
desigualdades?
Identificar e explorar as afirmações que não reuniram consenso ou foram mais
polémicas.

Fecho pelo/a facilitador/a abordando os conceitos e fazendo, se e/ou quando


possível, o link com a temática do corpo humano (corpo do homem e corpo da
mulher)

Participantes:
Dália Dantas
Manuela Sousa Lobo
Maria Albertina de Oliveira Martins
Maria Gabriela Guimarães

ii. Grupo II
“Uma Gota de Água”

Objectivos:
• Definir os conceitos de diferença de sexo e desigualdade de género.
• Reconhecer as diferenças e as desigualdades em função do sexo e do género, de
forma a apreender o que é natural e o que é construído

Desenvolvimento da actividade:
a) Aos/às participantes será entregue uma “gota de água” (cartão) com uma frase
que evidencia uma situação de diferença de sexo ou de desigualdade de género.

b) Previamente serão colocadas numa das paredes da sala duas “nuvens gigantes”
(painéis), sendo uma identificada com “Diferenças” e outra com “Desigualdades”.

c) Seguidamente, os/as participantes serão convidados a colocar (colar) a sua “gota


de água” na “nuvem gigante” das diferenças ou desigualdades consoante a
identificação que considerem correcta.
215
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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d) Após todos os/as participantes terem executado esta tarefa, em plenário, deverá
proceder-se à análise e reflexão dos resultados, questionando os/as formandos/as
sobre a sua concordância relativamente à posição das “gotas de água”. A discussão
deve ser orientada para que os formandos reconheçam as situações de diferença de
sexo e desigualdade de género.

e) No final do jogo os/as participantes terão alcançado os objectivos pretendidos,


concluindo que as diferenças decorrem de uma dimensão natural do ser humano e a
desigualdade de géneros de uma construção social.

Duração aproximada:
• 20 minutos

Materiais Pedagógicos:
• 2 cartolinas azuis (para as nuvens)
• 2 cartolinas brancas (para as gotas de água)
• 1 embalagem de “Bostik”

Documentos de consulta/apoio:
Ficha de actividade 5- Anexo 1 do Referencial de Formação “Cidadania e Diversidade
Cultural nas Práticas Profissionais”

Autoras:
a) Filipa Cruz / Manuela Delgado / Marina Vinhas

iii. Grupo III


Proposta de Actividade Pedagógica

Objectivo Específico: distinguir os conceitos de sexo e género

Actividade: “É sexo ou é género?”

Tempo: 40 minutos
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Descrição:

- Com o objectivo de perceber quais as noções dos/as formandos/as sobre as diferenças

entre os conceitos sexo e género, este exercício deve procurar levantar dúvidas sobre o

tema. O local de formação deve estar livre e no chão deve ser desenhada uma linha,

onde, numa extremidade, deverá estar colocada a palavra sexo e na outra extremidade a

palavra género. O/A formador/a explica ao grupo que, após a leitura de cada afirmação

(que constam na Ficha de Actividade 5) em voz alta pelo formador/a, os/as

formandos/as deverão posicionar-se na linha de acordo com a sua opinião, junto de uma

das extremidades, decidindo se a afirmação tem a ver com “sexo ou género”. O/A

formador/a deve pressionar os/as formandas a escolherem uma opção, não dando

margem de diálogo entre os/as participantes.

- Depois de cada grupo posicionado, o/a formador/a pedirá a um elemento de cada uma

das posições para justificar a sua escolha. O/A formador/a deve ajudar a reflexão

apresentando argumentos.

- No final deve apresentar uma definição dos conceitos

Material: Ficha de actividade 5 com as afirmações; fita-cola para desenhar a linha no


chão; cartolina para escrever as duas palavras, sexo e género

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Anexo III – Elencagem de definições de dicionário dos vocábulos “homem” e “mulher”


recolhidas pelos/as formandos/as do Módulo I na sessão de 6 a 10 de Novembro de
2006

O SENSO COMUM – O GÉNERO

HOMEM MULHER
2006 Priberam Informática
do Lat. homine do Lat. muliere
s. m., s. f.,
animal mamífero, bípede, bímano, pessoa do sexo feminino, depois da
racional e sociável que, pela sua puberdade;
inteligência e pelo dom da palavra, entre pessoa adulta do sexo feminino;
outros aspectos, se distingue dos outros esposa;
seres organizados; consorte;
pessoa adulta do sexo masculino; senhora;
varão; pessoa do sexo feminino pertencente à
fam., marido; classe popular;
sujeito, indivíduo; o conjunto das pessoas do sexo feminino;
fig., a espécie humana, a humanidade. espécie de jogo.
Biblioteca Universal On-line
do Latim homine do Latim muliere
substantivo masculino substantivo feminino
animal mamífero, bípede, bímano, pessoa do sexo feminino, depois da
racional e sociável que, pela sua puberdade;
inteligência e pelo dom da palavra, entre
outros aspectos, se distingue dos outros
seres organizados;
Dicionário de Língua Portuguesa - Editora Verbo – 2006
Mamífero primata, distingue-se por Pessoa do sexo feminino. feita: A jovem
ser o único de posição vertical, capaz que já está crescida, adulta. 2. Pessoa
de pensamento abstracto e de adulta do sexo feminino. de acção: A que
linguagem articulada. É a espécie é activa e tem capacidade de trabalho e
mais evoluída existente na Terra. 2. de iniciativa. de armas: A que é forte,
Espécie humana, a humanidade. 3. O energética, combativa e capaz de
ser humano considerado no seu exercer o poder. da má vida, da vida
aspecto antropológico e morfológico, fácil, da rua, perdida: Prostituta. de
ou como tipo representativo de virtude: A que se dedica a magias e
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O SENSO COMUM – O GÉNERO

HOMEM MULHER
determinada região ou época. 4. O bruxedos. fatal: A que é muito atractiva
ser humano considerado como ser e sedutora, capaz de despertar paixões
social. 5. Pessoa adulta do sexo excessivas. 3. O cônjuge do sexo
masculino. 6. Ser humano considerado feminino. 4. Forma de tratamento
nas suas qualidades e na sua familiar dirigida a uma pessoa do sexo
capacidade de acção. das Arábias: feminino.” Vá lá, despacha-te!”.
Pessoa arrojada, empreendedora,
aventureira. de bem: Pessoa recta,
honesta, honrada. de estado:
Estadista, pessoa dedicada à causa
publica. de letras: Escritor, literato.
de palavra: Pessoa que cumpre o que
prometeu e honra os seus
compromissos. dos sete ofícios: FAM.
Pessoa capaz de exercer diversas
actividades. forte: O que detém o
poder, a capacidade de decisão. 7.
Ser humano considerado nas suas
fraquezas, na sua vulnerabilidade. 8.
Pessoa alistada nas forças armadas.
9. FAM. Marido, companheiro,
amante.
Dicionário Da Lingua Portuguesa Comtemporânea Da Academia Das Ciências De Lisboa - Edic. Verbo
do Latim homine • pessoa do sexo feminino, pessoa
substantivo masculino do sexo feminino em idade adulta.
• mamífero da ordem dos primatas, • Num par, o elemento feminino que
dotado de inteligência e da partilha a vida em comum ≈
faculdade da linguagem “O Homem companhia, concubina
é um animal racional”, “Tudo no • Pessoa do sexo feminino
Homem é optativo porque é um pertencente a um nível social
ser livre” desfavorecido ≠ senhora
• Conjunto formado por todos estes • Grupo de pessoas do sexo
seres vivos; espécie humana = feminino
HUMANIDADE • Pessoa do sexo feminino que toma
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O SENSO COMUM – O GÉNERO

HOMEM MULHER
• Ser humano enquanto síntese de a chefia da casa e arca com as
qualidades e fraquesas responsabilidades domésticas
• Ser humano do sexo masculino = • Grupo de pessoas do sexo
INDIVÍDUO, SENHOR, feminino “ a mulher de hoje
SUJEITO reivindica cada vez mais os seus
• Homem da noite direitos”
• homem das arábias • Pessoa do sexo feminino que é
• homem de acção empreendedora, activa
• homem de bem • Mulher de acção
• homem de bom conselho …… • Mulher de armas
• homem objecto • Mulher de pulso
• Pessoa • Mulher da noite
• Mulher de Deus
• Mulher de má nota
• Mulher de má vida
• Mulher de virtude
• Mulher feita
• Mulher perdida
• Mulher objecto
• Mulher sem vergonha
• Mulher honrada
Dicionário Escolar Básico - Edic Verbo Escolar
ser racional, mamífero e bípede, a Pessoa do sexo feminino depois da
humanidade, pessoa do sexo masculino puberdade
que atingiu a virilidade
Dicionário Letrinhas - Edic Gailivro
mamífero que se distingue dos outros pessoa adulta do sexo feminino, esposa
animais por ser dotado de linguagem
articulada e pelo seu desenvolvimento
intelectual; o que atingiu a virilidade;
pessoa; ser humano; marido

2003-2006, Porto Editora


substantivo masculino substantivo feminino

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O SENSO COMUM – O GÉNERO

HOMEM MULHER
1. mamífero primata, bípede, sociável, 1. pessoa adulta do sexo feminino;
que se distingue de todos os outros pessoa do sexo feminino depois da
animais pelo dom da palavra e puberdade;
desenvolvimento intelectual; 2. popular esposa; companheira; amante;
2. ser humano; ser vivo composto de 3. conjunto das pessoas do sexo
matéria e espírito; feminino;
3. pessoa adulta do sexo masculino; 4. espécie de jogo popular; mulher de má
sujeito; indivíduo; vida prostituta; mulher de virtude
4. a espécie humana; humanidade (com bruxa; feiticeira
maiúscula);
5. popular marido; companheiro; amante;
Homem de bem homem honesto; homem
de Deus bom homem; homem de palavra
homem que cumpre o que promete;
homem feito homem adulto

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Anexo IV – Argumentário sobre “Jovens e Racismo”

ARGUMENTÁRIO – em construção

ARGUMENTOS DESMISTIFICAÇÕES E RESPOSTAS


CONTRA “PRETOS” CONSTRUTIVAS
E “CIGANOS”
Mas porquê é que são Isso é uma construção tua, os outros também assaltam!
sempre os pretos a Há jovens provenientes do mesmo meio com
assaltar? comportamentos diferentes.
Quem é que disse que são sempre pretos?
Onde é que está a estatística que prova isso?
Cada situação deve de ser analisada de per si atendendo
às especificidades e os contextos e características que
induzem à violência. Não devemos generalizar!
Os pretos atacam em Alguns. Outros vão sozinhos.
bando e têm armas Têm a necessidade de se impor e muitas vezes copiam os
comportamentos da televisão
E que culpa tenho eu Nenhuma. Mas eles também não têm
disso?
Todas as pessoas precisam de ser amadas e valorizadas
O meio condiciona os comportamentos
Os pretos não querem Não é verdade. Estatísticas do ACIME (citar)
fazer nada Aprender a distribuir riqueza e poder por todos
Eles ficam com o poder e A função do polícia é defender os direitos
as armas. O poder da
polícia
Eles precisam é de levar Ganha-se mais em reprimir ou em compreender. Se
tareia calhar precisam não de tareia mas de limites. Tal como
os brancos.
São traiçoeiros e Quem é que disse que são sempre pretos?
mafiosos. Tráfico. Droga Onde é que está a estatística que prova isso?
Desconstruir a premissa

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ARGUMENTOS DESMISTIFICAÇÕES E RESPOSTAS


CONTRA “PRETOS” CONSTRUTIVAS
E “CIGANOS”
Eles não prestam, não A diferença é um bem a valorizar não um factor de
fazem cá falta, vão para discriminação.
a terra deles. Todos num A terra deles também é a tua!
barco e para lá do Mas eu não sou “extraterrestre”
Atlântico. Fazem cá falta porque também contribuem.
Então e a musica deles, não gostas da música?
Conhecimento do rap, hip-hop.
Roubam por gozo não por O bem o e o mal são parte de todos os seres humanos
necessidade mas todas as pessoas têm o seu valor
Não é por necessidade, trata-se de comunidades
economicamente frágeis. Depois a necessidade não é só
financeira.
Os meus amigos pretos E então são de que cor?
não são pretos Os teus amigos são pretos mas apesar das mesmas
circunstancias não adoptam os mesmos comportamentos
O que discrimina é o acto.
Não são só brancos que dizem isso.
Distinção também de classe social.
Grau de cor que diferencia “pretos”.
Partilha de experiências e valores ajudam-nos a aceitar
as outras pessoas
Até nos tiram as nossas (factor de rebeldia da parte das miúdas)
miúdas! Lutas entre (west side story)
pretos e brancos por Se as raparigas andam com eles, não devem de ser assim
causa das miúdas! tão maus
Contextos potenciadores, ambientes potenciadores,
bairros…
O oprimido torna-se o opressor
Vingança
1º foram marginalizados por”nós” e só depois se auto-
marginalizaram
A violência desses jovens pode ser chamada de atenção
e necessidade de afirmação e de reconhecimento

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Anexo V – Poema de Gibran Kahlil Gibran

E uma mulher que acalentava um bebê disse:

- Fale-nos de crianças...
E ele disse:

- Tuas crianças não são tuas crianças. Elas são os filhos da Vida que anseia por si.
Elas vieram através de ti mas não de ti, e a despeito de estarem contigo elas não te
pertencem.

Tu podes dar-lhes teu amor mas não teus pensamentos, pois elas têm seus próprios
pensamentos. Tu podes hospedar seus corpos mas não suas almas, pois
suas almas habitam a casa do amanhã, que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos.

Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes fazê-las serem como tu,
pois a vida não caminha para trás nem coabita com o ontem.

Tu és o arco do qual tuas crianças, como flechas vivas, são impulsionadas.


Arqueiro, vede a marca sobre a trajetória do infinito, a ele te dobra com seu poder para
que tuas flechas sigam velozes e para longe.
Deixes que a flexão na mão do arqueiro seja para o contentamento e a felicidade, pois
assim como Ele ama a flecha que voa, Ele ama também o arco
que seja firme".

Trecho do livro "O profeta"

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Anexo VI – Competências necessárias a formadores/as para a animação do Módulo –


Direitos Humanos, Igualdade de Género, Migrações Internacionais e Coesão Social

Competências para facilitar a aprendizagem:

a) Metodológicas – domínio de metodologias e técnicas activas de formação;


flexibilidade de grupo e tempo; competências de gestão de conflito; conhecer
público-alvo (dispor-se a conhecer para identificar barreiras para preparar
para isso; grau de conhecimento prévio).
b) Conteúdo – pleno domínio das normas jurídicas e politicas nacionais,
comunitárias e internacionais; conhecimento das estatísticas e know-how de
como utiliza-las; conhecimento nestas áreas e áreas afins.
c) Comportamentais – auto-conhecimento pessoal, capacidade de auto-conhecer e
de mudar; competências de auto-controlo, bom senso, auto-estima q.b.; atitude
igualitária; alerta para a realidade o que se vai passando – notícias; alerta ao
ambiente, observação; empatia.

Competências para ultrapassar os conflitos:

a) Sensibilidade e capacidade de avaliar correctamente a situação do grupo (no que


diz respeito ao conflito);
b) Capacidade de concentrar discussão em factos e não opiniões;
c) Respeito pelos/as formandos/as sem sobre e sub-valorizar opiniões;
d) Desconstruir posições (pontos de vista diferentes) e argumentar para ir aos
factos;
e) Estabelecer e gerir limites (saber cortar a conversa no momento certo “vamos ver
isso mais tarde” ou “essa é a sua opinião…”);
f) Coerência de atitude através do respeito por qualquer participante -
comportamento gera comportamento;
g) Capacidade de antecipação.

Competências para tornar a formação igualmente amigável para os homens e para as


mulheres:
Reflexão: importância de haver uma representação igual de homens e mulheres na
formação na qualidade de formandos/as, bem como haver co-cominatória na formação
com um formador e uma formadora para não existir o preconceito de esta formação é
sempre dada por formadoras.
225
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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a) “Vestir a camisola”, formador/a sentirem aquilo que estão a dizer e comportarem-


se como tal no terreno;
b) Dialogo – competências comunicacionais – mediação de debates, capacidade de
argumentação, respeito à diversidade do/a outro/a, feedback, empatia, auto-
controle;
c) Preparação e planeamento da própria acção de formação (plano b, plano c e plano
d…);
d) Metodologia activa essencial para existirem todas estas competências;
e) Selecção do material para evidenciar também a discriminação de género que
acontece com os homens;
f) Incluir actividades de troca de papeis de género, como caricatura ou brincadeira.

Competências como agentes de desenvolvimento da consciência critica, da mudança e


da construção da cidadania:
a) Saber ouvir;
b) Empatia;
c) Saber criar condições para a reflexão e diálogo;
d) Criatividade;
e) Flexibilidade;
f) Mobilização de recursos;
g) Gerir a participação do grupo;
h) Domínio de metodologias activas que permitam fundamentalmente mudar
experiências em conhecimentos para produzir mudança, com particular destaque
para metodologia Paulo Freire – olhar, reflectir para intervir;
i) Importância do domínio de fundamentos teóricos das metodologias.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Anexo VII – PowerPoint apresentado no Módulo “Mobilidade humana e Comunidades


Culturais: Legislação portuguesa relativa a nacionais no estrangeiro”

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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PROJECTO
“MIGRAÇÕES E DESENVOLVIMENTO”

“CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL

NAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS”

Modulo 3 Mobilidade Humana

Mobilidade Humana

Enquadramento

• 4,9 Milhões de portugueses e portuguesas no


estrangeiro. Nacionais e pessoas com
ascendência.
• EUA: 1, 8 Milhões; França: 800 000
• Brasil 700 000; Canadá: 406 000
• Venezuela: 400 000 Africa do Sul: 300 000
• Reino Unido: 250 000.

• 500 mil pessoas estrangeiras em Portugal

228
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

EMIGRAÇÃO

•Emigração Transoceânica
Na década de 50 o destino era para o Brasil e
Venezuela.

•Emigração Europeia
Na década de 60 registou-se a mudança para a
Europa Ocidental, França, Alemanha, Luxemburgo
e Suiça.

Mobilidade Humana

A Emigração Portuguesa apresenta ainda hoje


valores consideráveis. Os dados oficiais apontam
para 27 mil saídas anuais mas estima-se que serão
em número muito superior

•Maioritariamente uma Emigração Temporária


-Emigração “Temporária”: declaram ausentar-se para o exterior
com a intenção de permanecer por menos de 1 ano

- Emigração “Permanente”: abandonam o país com a intenção


de residir no estrangeiro por um prazo superior a 1 ano

229
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

No ano de 2003 emigraram:


Homens Mulheres
76,3% 23, 7 %

• A diferença de género é bastante superior na emigração


temporária, sendo que na emigração permanente os
valores são relativamente próximos:

Homens Mulheres
51,1 % 48,9%

Mobilidade Humana

As Regiões de Portugal participam de forma


diferente nos fluxos migratórios de saída e
entrada.
•Quanto à região de origem o êxodo emigratório
português não é muito diferente dos anos 60

•As saídas do Norte são predominantes; o centro


é a segunda região mais repulsiva.

•As regiões autónomas são as únicas onde a


Emigração Permanente é superior à Emigração
Temporária

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Mobilidade Humana

Dados Estatísticos Frágeis


• depois de extinto o “passaporte de emigrante” em 1988, as
informações são conseguidas através de inquérito (indirecto)
acerca da emigração a uma amostra representativa da
população.
►Exemplo. Naquele alojamento alguém se ausentou no último
ano para o estrangeiro por motivo de emigração ?

•Em todo o caso através das Estatísticas dos outros países


confirma-se o vigor da Emigração
•Investigação Jornalística

231
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Cenário:

O futuro dos fluxos de emigração e de imigração


depende de uma série de factores:

•grau de crescimento económico


(uso privilegiado de mão de obra intensiva, necessidades do
mercado de trabalho)

•nível de regulação de alguns sectores (mercado


“informal”)

•um sério desvio de investimentos e fundos estruturais


da UE para os novos países objecto de alargamento

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

• Constituição da República Portuguesa (CRP - Art.º(s) 14,


44, 59, 74, 78, 120 e 121)

• Código do Trabalho (Lei nº. 99/2003, 27 de Setembro; Lei nº


35/2004, 29 de Junho)

• Código do IRS (Decreto-Lei nº 198/2001, 3 de Julho)


• Lei da Autorização Legislativa (Lei 37/90 de 10 de Agosto)
• Lei do Arrendamento Urbano (Lei 6/2006, 27 de Fevereiro;
DL. 160/2006 de 8 de Agosto)

DGACCP (www.secomunidades.pt)
IGT (www.igt.gov.pt)

232
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Constituição da República Portuguesa (CRP)


• Art.º 14 - Portugueses no Estrangeiro
• Artº. 44 – Direito de Deslocação e de Emigração
• Artº. 59 – Direitos dos Trabalhadores
• Artº. 74 – Ensino
• Artº. 78 – Fruição e Criação Cultural
• Artº. 121 – Eleição do Presidente da República

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração


TRABALHAR NO ESTRANGEIRO

Trabalhar por conta de outrem


• Se o contrato de trabalho for celebrado com a empresa
estrangeira deve ser recolhida informação sobre as
condições e qual o direito aplicável.

• Se vai trabalhar por conta de outrem em regime de


destacamento feito por uma empresa nacional deverá
informar-se sobre as condições de trabalho que lhe são
mais favoráveis, ou seja, se as reguladas pela lei
portuguesa ou as que são reguladas pela lei do país de
destino.

233
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Trabalhar por conta de outrem


Formas de Contratação
a) Por destacamento de uma empresa portuguesa
que vai prestar serviço no estrangeiro.
b) Através de uma agência privada de colocação
devidamente autorizada.
c) Contratação directa por uma empresa estrangeira
ou sedeada no estrangeiro.

Nota: a forma de contratação determinará as condições de trabalho


a que o trabalhador terá direito.

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Formas de Contratação
a) Destacamento
Há destacamento nas situações em que a entidade
empregadora no âmbito de uma prestação de serviços,
desloca um trabalhador para um estabelecimento seu
ou para outro destinatário da sua actividade no
estrangeiro. Neste caso a relação de trabalho mantém-
se com a empresa que destaca o trabalhador.

234
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração


Formas de Destacamento

a.1) Destacamento no âmbito de um contrato celebrado entre


a empresa empregadora que destaca e o destinatário
da prestação de serviços.

a.2) Destacamento de um trabalhador para outro


estabelecimento da mesma empresa ou empresa do
mesmo grupo, situada noutro estado.

a.3) Destacamento em regime de cedência ocasional.

a.4) Destacamento em regime de trabalho temporário.

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração


Formas de Contratação
b) Por Agencia Privada de Colocação
As agencias privadas de colocação promovem a
colocação de candidatos a emprego a empresas,
servindo de intermediárias entre a procura e a oferta
de emprego. Neste Caso não se verifica a existência
de um contrato de trabalho entre a agencia o
candidato a emprego.

Nota: Apenas podem actuar como agências privadas de colocação


entidades devidamente licenciadas ou autorizadas para o efeito pelo
IEFP.

235
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Formas de Contratação
C) Por contratação directa de uma empresa localizada
no estrangeiro
O trabalhador pode, ainda, trabalhar no estrangeiro
quando for contratado directamente por uma empresa
localizada ou sedeada em qualquer país, sem recurso a
intermediários.

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Trabalhar no Estrangeiro

Trabalhar por conta própria


• Qualquer pessoa pode ainda, ir para o estrangeiro
desenvolver a sua actividade profissional de forma
independente e de um modo autónomo, para qualquer
entidade que usufrua do resultado do seu trabalho.
Nestas circunstancias não há um vinculo de natureza
laboral.

• O direito a aplicar é o direito do país para onde vai


trabalhar.

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Direitos do Trabalhador por conta de outrem


• Destacado
Direito às mesmas condições de trabalho dos nacionais de
destino se estas forem mais favoráveis. Se forem menos
favoráveis que os direitos vigentes em Portugal, o trabalhador
tem direito às condições existentes em Portugal.
• Colocado
Direito às mesmas condições de trabalho que os nacionais do
país de acolhimento. (co-responsabilização pelas obrigações)
• Contratado
Direito às mesmas condições de trabalho que os nacionais do
país de acolhimento.

Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Regime Fiscal do trabalhador por conta de outrem


• Nos termos da lei portuguesa deverá ter-se em conta os
critérios da residência fiscal.

É considerado residente em Portugal quem permanece em


território nacional mais de 183 dias seguidos ou interpelados
e quem, tendo permanecido menos tempo, aí disponha, em
31 de Dezembro desse ano, de habitação que faça supor que
se trata da sua residência habitual (Código do IRS art.º’s. 15 e 16).

Nota: Código do IRS e Lei de autorização Legislativa 37/90, 10 de Agosto)

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Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Quadro Legal da Emigração

Direitos do Trabalhador por conta própria


• Será responsável pelas suas condições de trabalho e
deverá informar-se sobre o que dispõe a lei local em
matéria fiscal e de segurança social.

Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade
Atribuição da nacionalidade – quem tem nacionalidade
originária, isto é, quem é considerado português de origem:

1. Filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos


no território português
2. Filho de mãe portuguesa ou de pai português nascidos
no estrangeiro, se o progenitor português aí se encontrar
ao serviço do Estado Português

3. Filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos


no estrangeiro, se tiverem o seu nascimento inscrito no
registo civil português ou se declararem que querem ser
portugueses

238
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

Cont.

4. Indivíduos nascidos no território português, filhos de


estrangeiros, se pelo menos um dos progenitores
também aqui tiver nascido e aqui tiver residência,
independentemente do título, ao tempo do nascimento;

5. Indivíduos nascidos no território português, filhos de


estrangeiros que não se encontrem ao serviço do
respectivo estado, se declararem que querem ser
portugueses e desde que, no momento do nascimento,
um dos progenitores aqui resida legalmente há pelo
menos 5 anos;

6. Indivíduos nascidos no território português e que não


possuam outra nacionalidade.

Mobilidade Humana

Aquisição da nacionalidade - nacionalidade


derivada:
a) Por efeito da vontade:
– Filhos menores ou incapazes, de pai ou mãe que
adquira a nacionalidade portuguesa;
– Casamento ou união de facto com nacional
português;
– Perda da nacionalidade portuguesa durante a
incapacidade.
b) Pela adopção;
c) Por naturalização.

239
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade

Aquisição da nacionalidade - nacionalidade derivada:

a) Por efeito da vontade: Casamento ou união de facto


com nacional português - o estrangeiro casado com um
português pode adquirir a nacionalidade portuguesa
desde que reúna os seguintes requisitos:
• estar casado ou viver em união de facto (após acção de
reconhecimento a interpor no tribunal cível) há mais de 3
anos
• declaração de vontade de adquirir a nacionalidade feita
durante o casamento (declaração feita em qualquer
conservatória do registo civil ou em serviços consulares
portugueses

Mobilidade Humana

CONT.

• comprovar que possui ligação efectiva à comunidade


nacional
• não ter praticado crime punível com pena de prisão de
máximo superior a 3 anos
• não ser funcionário público de Estado estrangeiro
• não ter prestado serviço militar, não obrigatório, a Estado
estrangeiro

240
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

c) Aquisição da nacionalidade por naturalização (Art.


6.º)

1. O Governo pode conceder a nacionalidade


portuguesa por naturalização aos estrangeiros que
satisfaçam cumulativamente os seguintes
requisitos:
• Serem maiores ou emancipados à face da lei
portuguesa
• Residirem legalmente em território português há
pelo menos 6 anos
• Conhecerem suficientemente a língua
portuguesa

Mobilidade Humana

CONT.
• Não terem sido condenados com transito em
julgado da sentença, pela prática de crime
punível com pena de prisão de máximo igual ou
superior a três anos segundo a lei portuguesa

2. Alíneas c) + d) do n.º 1 + um dos progenitores resida


há mais de 5 anos ou o menor tenha concluído o 1º
ciclo do ensino básico
3. Dispensa das alíneas b) + c) do nº. 1 + indivíduos
que tenham tido a nacionalidade portuguesa e não
tenham adquirido outra.
4. Dispensa da alínea b) do nº. 1 + que tenham um
ascendente do 2º grau da linha recta da
nacionalidade portuguesa.

241
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

CONT.

5. Dispensa da b) do nº. 1 + indivíduos nascidos no


território e que tenham permanecido 10 anos
anteriores ao pedido
6. Dispensa da b) e c) do nº. 1 + indivíduos que não
sendo apátridas tenham tido a nacionalidade
portuguesa ou descendentes de portugueses,
membros de comunidade de ascendência
portuguesa e aos estrangeiros que tenham
prestado serviços relevantes ao estado português
ou à comunidade.

Mobilidade Humana

Actividade 7: Caso Prático

“Uma Família Cabo-verdiana ou Portuguesa?”

• Analisar o caso procurando identificar elementos


pertinentes.
• Procurar levantar questões e recomendações para
a melhor resolução do caso

242
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Direcç
Direcção-
ão-Geral dos Assuntos Consulares
e Comunidades Portuguesas

APRESENTAÇ
APRESENTAÇÃO

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS DESENVOLVIDOS PELA


DGACCP EM 2006 A FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

Textos de Mafalda Durão Ferreira


Grafismo de Paulo Costa

Junho 2007

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos de apoio ás
comunidades em geral e particularmente àquelas que se
encontrem em situaç
situações de maior dificuldade.

OBJECTIVO III : Incentivar a participaç


participação de portugueses e
luso-
luso-descendentes na acç
acção cí
cívica, polí
política e associativa
dos paí
países de acolhimento.

OBJECTIVO IV : Modernizaç
Modernização dos serviç
serviços

OBJECTIVO Transversal : Promover o diá


diálogo intercultural

243
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem

1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas


1.1.Apoio a Jovens Luso-descendentes
1.2. Associativismo nas comunidades e Efemérides
1.3.Ensino da Língua e Cultura Portuguesa
1.4.Edições e Projectos de Investigação
1.5.Orgãos de Comunicação Social
1.6.Memória da Emigração

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem

2. Cooperação Bilateral e Multilateral


2.1. Convenções e Acordos de Segurança Social
2.2. Acordos Culturais
2.3. Formação Profissional
2.4. OCDE
2.5. OIM e Conselho da Europa

244
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos de
apoio ás comunidades em geral e particularmente
àquelas que se encontrem em situaç
situações de maior
dificuldade.
1.1.Apoio Jurídico

1.2. Apoio e Informação aos cidadãos nacionais que pretendem


trabalhar no estrangeiro

1.3. Apoio Social e Acolhimento (Repatriados, deportados,


expulsos e detidos)

1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de


crime e detidos

1.5. Apoio a Instituições de Solidariedade social

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO III : Incentivar a participaç


participação de
portugueses e luso-
luso-descendentes na acç
acção cí
cívica,
polí
política e associativa dos paí
países de acolhimento.
1. Encontros para a Participação
2. Conselho das Comunidades Portuguesas

245
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO IV : Modernizaç
Modernização dos serviç
serviços

1. Qualificação dos Recursos Humanos

2. Informação Especializada

SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS


DESENVOLVIDOS PELA DGACCP EM 2005 A
FAVOR DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

OBJECTIVO Transversal : Promover o diá


diálogo
intercultural

Projecto “Migrações e Desenvolvimento”

246
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í

1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.1.Apoio a Jovens Luso-descendentes

Visitas de Estudo a Portugal

Este programa tem Regulamento próprio.

Desde o seu início, em 1988 até 2007, este programa já


possibilitou a vinda a Portugal a cerca de 23.0000 Jovens,
dos quais cerca de 14.600 de nacionalidade ou origem
portuguesa.

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem

1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.1.Apoio a Jovens Luso-descendentes

Bolsas de Estudo
Anulamente a DGACCP atribui 20 bolsas de estudo a jovens
luso-descendentes:
10 bolsas para estudantes provenientes do Luxemburgo e que
estudam em Portugal;
5 Bolsas de estudo para estudantes do ensino superior em
França;
2 Bolsas para estudantes da Alemanha
3 Bolsas para estudantes dos EUA .

247
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í
1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas
1.1.Apoio a Jovens Luso-descendentes
ESTAGIAR EM PORTUGAL

Esta medida, implementada em colaboração com o IEFP, visa complementar e


aperfeiçoar as qualificações sócio-profissionais de jovens portugueses ou luso –
descendentes, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, através da
frequência de um estágio em situação real de trabalho, em empresas do sector
privado ou na Administração Pública.
Teve o seu início em 2001 e já proporcionou cerca de 450 estágios.

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem
1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.2. Associativismo nas comunidades

Movimento Associativo
Em todo o Mundo existem cerca de 2.300 associações de
portugueses ou fundadas por portugueses.
Algumas são já centenárias. Dedicam-se às mais variadas
actividades, sendo de realçar as de carácter beneficente,
cultural e recreativo.
- Europa : 1.298
-América do Norte e Centro : 592
-América do Sul : 297
-África: 78
-Ásia e Oceânia : 63

248
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í
1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.2. Associativismo nas comunidades

Apoios ao Movimento Associativo


Anualmente são apoiados cerca de 300 pedidos de
associações, referentes a múltiplas acções de índole
cultural, recreativa e comemorativa. O apoio atribuído
traduz-se em subsídios financeiros ou material cultural
diversificado.

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem
1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.3.Ensino da Língua e Cultura Portuguesa


Apoio aos cursos de Língua e Cultura Portuguesa através da
atribuição de materiais didácticos e culturais a diversas
escolas, tendo em vista colmatar as lacunas existentes e as
dificuldades com que se debatem as escolas.

1.4.Edições e Projectos de Investigação

Apoio à edição de obras que abordem questões sobre a


emigração e as comunidades portuguesas bem como a
projectos de investigação que visem aprofundar e divulgar o
conhecimento destas realidades.

249
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í
1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas
1.5.Orgãos de Comunicação Social
Existem cerca de 330 Órgãos de Comunicação Social de expressão
portuguesa sendo que 56% funcionam nas Américas, 36% na Europa,
6% na Ásia e Oceânia e 2% em África.
Apoio à realização de encontros temáticos dos profissionais desta área e
atribuição de materiais culturais necessários à melhoria dos serviços
que prestam.

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem

1. Reforço da ligação às comunidades portuguesas

1.6.Memória da Emigração - Projecto aprovado pelo POC. Em


reformulação

Através de um Protocolo celebrado com o Instituto de História Contemporânea


da Universidade Nova de Lisboa iniciou-se a 1 de Outubro de 2004 um projecto
com o objectivo de conjugar conhecimentos, experiências e meios, através de
uma articulação eficaz e, de uma forma mais concreta:

- facilitar o acesso ao espólio patrimonial e documental histórico da DGACCP;


- realizar serviços especializados, da competência das instituições signatárias,
em benefício mútuo;
- estabelecer trocas de documentação científica e técnica;
- facilitar a realização conjunta de projectos de investigação;
- estudar formas de divulgação e exposição do espólio e dar a conhecer as
causas e consequências das diversas emigrações de portugueses ao longo do
século XIX e XX;
- proporcionar ou intermediar contactos, a nível internacional e comunitário,
com entidades que desenvolvam actividade relevante para os objectivos deste
protocolo.

250
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í

2. Cooperação Bilateral e Multilateral

2.1. Convenções e Acordos de Segurança Social

A DGACCP acompanha o processo de negociação e vinculação do Estado


Português a instrumentos bilaterais de direito internacional, no que respeita a:

Convenções em matéria de Segurança Social

Acordos sobre Cuidados de Saúde a pessoas em deslocação temporária

Acordo sobre Renúncia ao Reembolso de Despesas Relativas a


Prestações em Espécie

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem
2. Cooperação Bilateral e Multilateral

2.2. Acordos Culturais

A DGACCP acompanha e participa em todas as reuniões de


acordos culturais e sub-comissões mistas de ensino desde que se trate de
países com expressivas comunidades portuguesas.

251
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
pa ses que as acolhem
í
2. Cooperação Bilateral e Multilateral
2.3. Formação Profissional

-Com os países da UE desenvolvem-se projectos que visam a inserção de


trabalhadores portugueses em programas de formação profissional por forma a
melhorar a sua qualificação profissional.
-São de realçar programas operacionais desenvolvidos para públicos mais
desfavorecidos como as mulheres. No caso da Alemanha o Projecto Luso - Alemão
de Formação Profissional visa a qualificação de jovens luso - descendentes.

- O Projecto “Portugal-Suiça” visa a formação e a qualificação dos


trabalhadores portugueses da Construção Civil e permite a sua progressão
profissional. Tem contribuído, de uma forma significativa, para melhorar a situação
profissional e económica dos emigrantes portugueses que ali residem e que
trabalham neste sector.

De 1987 a 2007, realizaram-se, 23 edições de cursos em Portugal, que


qualificaram 1 518emigrantes portugueses.

OBJECTIVO I : Reforç
Reforçar a ligaç
ligação às comunidades
portuguesas e aos paí
países que as acolhem
2. Cooperação Bilateral e Multilateral

2.4. OCDE

A DGACCP assegura a elaboração anual do Relatório sobre


Fluxos Migratórios em Portugal, apresentado no âmbito do SOPEMI.

2.5. OIM e Conselho da Europa

A DGACCP acompanha os trabalhos do Conselho da Europa e da


Organização Internacional das Migrações (OIM), assegurando também a
sua participação em determinados grupos de trabalho específicos.

252
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.

1.1.Apoio Jurídico

1.2. Apoio e Informação aos cidadãos nacionais que pretendem


trabalhar no estrangeiro

1.3. Apoio Social e Acolhimento (Repatriados, deportados,


expulsos e detidos)

1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de


crime e detidos

1.5. Apoio a Instituições de Solidariedade social

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.1.APOIO JURÍDICO
O apoio jurídico incide sobre os Benefícios específicos para Emigrantes e
sobre Problemas mais frequentes:
BENEFÍCIOS :

-Contingente especial para acesso ao ensino superior;

-Isenção do imposto automóvel;

-IRS;

-Isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI);

-Isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis


(IMT);

-Direito de denúncia do contrato de arrendamento.

253
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.1.APOIO JURÍDICO

PROBLEMAS MAIS FREQUENTES e ACTUAIS:

-Análise de situações de ordem fiscal;

-Aconselhamento em matérias diversas de foro jurídico dos


emigrantes e suas famílias;

-Situações de foro laboral ocorridas nos países de acolhimento;

-Elaboração de informação jurídica para envio aos postos consulares;

-Acompanhamento da execução do Regime Jurídico dos Períodos de


Serviço Militar de Ex-combatentes para Efeitos de Aposentação e
Reforma.

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.2. APOIO E INFORMAÇÃO AOS CIDADÃOS NACIONAIS QUE
PRETENDEM TRABALHAR NO ESTRANGEIRO

- O Trabalho Temporário na UE – Casos mais problemáticos: RU, Holanda e


Irlanda.

- Seminários inter-ministeriais

- Campanhas de informação nos Órgãos de Comunicação Social –


Campanha “trabalhar no Estrangeiro”, com IGT e IEFP.

- Edição e distribuição de folhetos em Portugal e nos Postos Consulares

- Atendimento personalizado on-line e telefónico.

- Análise de Contratos.

- Colaboração estreita com a IGT e autoridades dos países de acolhimento.

254
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.3. Apoio Social e Acolhimento (Repatriados, deportados,
expulsos e detidos)
Principais acções desenvolvidas.

• Atendimento permanente a emigrantes e suas famílias:


presencial, telefone, via electrónica, escrito;

• Apoio a cidadãos repatriados, deportados e expulsos que


necessitem de acolhimento especial à chegada, por
carência, doença ou falta de enquadramento familiar;

• Articulação com outras entidades nacionais ou estrangeiras,


públicas ou particulares para encaminhamento de situações,
designadamente no âmbito da segurança social;

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.3. Apoio Social e Acolhimento (Repatriados, deportados,
expulsos e detidos)
Principais acções desenvolvidas.
Cooperação com instituições de solidariedade social que, em Portugal
acolhem emigrantes regressados em situação vulnerável:
• idosos,
• pessoas com deficiência,
• menores sem família
• mães com filhos menores;

255
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.3. Apoio Social e Acolhimento (Repatriados, deportados,
expulsos e detidos)
Principais acções desenvolvidas.
Apoio social, através da concessão de subsídios pontuais, mediante
prévio parecer consular, a nacionais residentes no estrangeiro que
se encontrem em situação de grande carência, não superável por
outras medidas, designadamente o ASIC ou ASEC;

Apoio psicológico a vítimas de crime, através de consultas


especializadas;

Acompanhamento dos idosos que participam no programa “Portugal


no Coração”;

Apoio aos nacionais detidos no estrangeiro, na época natalícia,


mediante atribuição de subsídio para aquisição de lembranças;

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Principais acções desenvolvidas.

“Programa “Portugal no Coração”

Com o objectivo de trazer a Portugal cidadãos portugueses


carenciados, com mais de 65 anos de idade, residentes fora da
Europa e que, por razões de ordem económica, não visitem o nosso
País há mais de 10 anos, realiza-se desde Maio de 1996 o programa
“Portugal no Coração”.
Ao abrigo deste Programa já visitaram o nosso país cerca de 600
idosos.
Esta iniciativa é organizada pela DGACCP e pelo INATEL, com o apoio
da TAP-Air Portugal.

256
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas -
ASIC-CP

Esta medida destina-se a portugueses idosos residentes no estrangeiro


que se encontrem em situação de absoluta carência de meios de
subsistência, não superável pelos mecanismos existentes nos países
onde residem.

Consiste na atribuição, com carácter mensal, de um subsídio de


apoio social, personalizado e intransmissível, destinado a fazer
face a necessidades essenciais de subsistência, designadamente
alojamento, alimentação e cuidados de saúde e higiene.

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos

Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas


ASIC-CP
Condições de atribuição:

Tenham idade igual ou superior a 65 anos;

Residam, legal e efectivamente, no país de acolhimento;

Se encontrem em situação de carência;

Não tenham familiares obrigados à prestação de alimentos ou,


tendo-os, estes não se encontrem em condições de lha
prestarem.

257
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos

Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas


ASIC-CP
Características

 Subsídio de cálculo individual;

 Montante variável em função do país de acolhimento;

 Sujeito a condições de recurso: idade e situação de carência;

 Condição de carência definida no Regulamento de atribuição da medida;

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas
ASIC-CP
Características

 Cálculo mensal - pagamento trimestral desde Janeiro de 2004;

 Valor Referência actualizado a partir de 1 de Julho de cada ano, de acordo com


o montante da pensão social portuguesa e da pensão social local de cada país;

 Actualização das taxas de câmbio, reportadas ao mesmo mês;

 Tem como limite mínimo o montante de 30 €;

 Pagamento através de cheque emitido à ordem do beneficiário.

Este apoio é financiado pelo Orçamento da segurança social e pago pelo Instituto
de Gestão Financeira da Segurança Social. Actualmente são cerca de 3.600 os
beneficiários.

258
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas -
ASEC-CP

É uma medida de apoio social complementar destinada a


portugueses residentes no estrangeiro que se encontrem em situação de
absoluta carência de meios de subsistência, não superável pelos
mecanismos de protecção social e de saúde existentes nos países onde
residem.

Reveste a natureza de subsídio de apoio social, individual ou


familiar, intransmissível, pontual e de prestação única que não confere um
direito subjectivo.

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas -
ASEC-CP

DESTINATÁRIOS
Este apoio destina-se a emigrantes portugueses que, sem limite de idade,
preencham, cumulativamente, os seguintes requisitos:
•Residam, legal e efectivamente, no país de acolhimento;
•Se encontrem em situação de carência ou que evidenciem fragilidade para
fazer face a situações de grande gravidade;
•Se encontrem em qualquer das situações previstas a seguir:
Emigrantes que tenham sido vítimas de Crime ou de acontecimentos
extraordinários, acidentais e de incidência individual
Doença grave que necessite de tratamento urgente, intervenção cirúrgica ou outro,
Acidente incapacitante ou portadores de deficiência, em situação de dependência,
que careçam de ajuda técnica

259
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
Apoio Social a Emigrantes Carenciados das Comunidades Portuguesas -
ASEC-CP
CARACTERÍSTICAS

-Subsídio pontual e de prestação única, não transmissível;

-Atribuído ao individuo e/ou à família;

-Sujeito a condição de recurso: situação de grande vulnerabilidade ou carência

-Atribuível apenas quando contribua para a real melhoria das condições de vida
do candidato ou família;

-Montante do subsídio variável em função da finalidade a que se destina.

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.4. Programas específicos para idosos, carenciados, vítimas de
crime e detidos
ASEC-CP
FINALIDADES
Pedidos de apoio maioritariamente originados por situações de extrema carência de
meios para suportar encargos, com os próprios ou familiares, destinados a:

-Aquisição de cadeiras de rodas ou outras ajudas técnicas;

-Intervenções cirúrgicas consideradas inadiáveis;

-Assistência medicamentosa para doença grave de tratamento prolongado;

-Tratamento de fisioterapias diversas;

-Apoiar a manutenção de filhos menores, em famílias vítimas de crime.

260
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

OBJECTIVO II : Aperfeiç
Aperfeiçoar os mecanismos
de apoio ás comunidades em geral e
particularmente àquelas que se encontrem
em situaç
situações de maior dificuldade.
1.5. Apoio a Instituições de Solidariedade social

Apoio a instituições de solidariedade, não lucrativas, legalmente


constituídas no estrangeiro, que desenvolvem actividades de apoio social em favor
dos emigrantes idosos, doentes e mais carenciados nos países onde residem,
mediante a atribuição de subsídios eventuais, designadamente destinados a:

- Despesas de funcionamento;

- Obras ou remodelação de instalações;

- Aquisição de equipamento;

- Concessão de subsídios pontuais.

1.6. Apoios individuais


Foram apoiadas 28 famílias em especial situação de carência ou vulnerabilidade.

OBJECTIVO III : Incentivar a participaç


participação de
portugueses e luso-
luso-descendentes na acç
acção cí
cívica,
polí
política e associativa dos paí
países de acolhimento.

1. Conselho das Comunidades Portuguesas

Constituição

O CCP é um órgão de consulta do Governo português para as políticas


relativas à emigração e às comunidades portuguesas.

Foi criado pela Lei 48/96 de 4 de Setembro e alterado pela Lei 21/2002 de
21 de Agosto.

É composto no máximo por 100 membros, eleitos por sufrágio directo e


universal dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais em cada Consulado.

261
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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OBJECTIVO IV : Modernizaç
Modernização dos Serviç
Serviços

1. Qualificação dos Recursos Humanos


Serviços Externos

Desde 1996 a DGACCP tem vindo a desenvolver um intenso plano de Formação


orientado para os Funcionários Consulares, com o objectivo primordial de fornecer a estes
funcionários os conhecimentos adequados para prestarem melhores serviços ao público
que servem. As acções de formação desenvolvidas abordam os seguintes temas:
-Atendimento ao Público
-Melhorar a Comunicação Interna e as Relações com o Exterior
-Direitos e Cidadania
-Direito Comunitário
-Novos Desafios Novas Competências
-Segurança Social
-Circulação de Pessoas e Vistos
-Identificação Civil
-Notariado
-Segurança de matérias Classificadas
-Informática

OBJECTIVO IV : Modernizaç
Modernização dos Serviç
Serviços

2. Informação Especializada

Trata-se de uma actividade constante e permanente da DGACCP que


visa a recolha sistemática, tratamento e disponibilização de dados sobre
matérias conexas com os movimentos migratórios portugueses e que se
revelam de interesse para os utentes em geral e para os serviços em
particular. Esta acção exerce-se com recurso às mais diversas fontes : INE,
Censos dos países de acolhimento, Eurostat, OCDE, ONU, inscrições
consulares, estudos, etc.

262
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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OBJECTIVO TRANSVERSAL : Promover o diá


diálogo
intercultural

Projecto “Migrações e Desenvolvimento”

O Projecto “Migrações e Desenvolvimento” é uma iniciativa de natureza


transnacional, no âmbito da iniciativa comunitária EQUAL, que tem por objectivo
promover uma cultura de convivência e de diálogo intercultural entre todos os cidadãos,
facilitadora da não discriminação e da inclusão sócio-económica da população migrante e
dos grupos étnicos e culturais existentes na sociedade portuguesa.

Objectivos específicos:

-Reforçar a consciência social e a responsabilidade na luta contra a


discriminação dos migrantes;

-Sensibilizar e formar os agentes em contacto com populações migrantes;

-“Empowerment” de pessoas e instituições para a intervenção, o diálogo e a


inclusão;

-Internacionalizar o conhecimento e transferir boas práticas.

263
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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PowerPoint apresentado no Módulo “Mobilidade humana e Comunidades Culturais:


Legislação portuguesa relativa a estrangeiros/as”

264
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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PROJECTO
“MIGRAÇÕES E DESENVOLVIMENTO”

“CIDADANIA E DIVERSIDADE CULTURAL

NAS PRÁTICAS PROFISSIONAIS”

Modulo 3 Mobilidade Humana

Mobilidade Humana

Objectivos Gerais

• Conheçer a realidade imigratória portuguesa do ponto de vista


estatístico;

• Aprofundar conhecimentos em matéria de legislação nacional no que


respeita à imigração;

• Conheçer os direitos e deveres dos cidadãos estrangeiros em


Portugal;

• Apresentar as medidas governamentais previstas para a promoção


de uma melhor integração dos imigrantes.

265
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

IMIGRAÇÃO (FASES)

•A 1ª vaga de imigração ocorreu nos anos 60,


trabalhadores Cabo - Verdeanos vieram suprir a mão-
de-obra Portuguesa emigrada para a Europa e as
Américas
•Depois de 1974-75 em decorrência do processo de
descolonização, pessoas oriundas dos PALOP
•Em meados dos anos 80 esta situação altera-se a
população imigrante diversifica-se: Brasileiros,
Chineses, Indianos, e maior crescimento de Angolanos
e Guineenses.

“ Sistema Migratório Lusófono”

Mobilidade Humana

• Após 1998-1999 podemos considerar uma


segunda fase de Imigração
•Milhares de pessoas vindas da Europa de Leste,
especialmente:
•Ucrânia
•Rússia Sistema de
Migrações
•Moldávia
Internacionais
•Roménia Contemporâneo

266
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Evolução da População com Estatuto


Legal de Residente

350.000
275.906
300.000
250.000 223.997

200.000
150.000 113.978
100.000
54.414
50.000
0
1981 1991 2001 2005

Fonte: Serviço Estrangeiros e Fronteiras

Mobilidade Humana

Principais Nacionalidades
60.000 56.443

50.000

40.000

31.546

30.000 27.697

21.258
18.966
20.000 16.383
13.571

10.000

0
Cabo Brasil Angola Guiné - Reino Espanha Alemanha
Verde Bissau Unido

Fonte: Serviço Estrangeiros e Fronteiras

267
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana
Prorrogações de Autorização de Permanência
Principais Nacionalidades

100.000 93391
90.000
80.000
70.000
60.000
50.000
33.434
40.000
30.000 18.132
20.000
8325
6133 5082
10.000
0
Ucrânia Brasil Moldávia Roménia Cabo Total
Verde

Mobilidade Humana
Prorrogações de Permanência
Vistos de Longa Duração

46.637
50.000

40.000

30.000 23.169

16.137
20.000

7331
10.000

0
Estada Trabalho Estudo Total
Temporária

268
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Total População Estrangeira com Permanência


Legal em Portugal

415.934
450.000
Autorizações de
400.000 Residência
350.000 275.906
300.000 Autorizações de
Permanência
250.000
200.000 Vistos de Longa
150.000 93.391 Duração
46.637
100.000
Total
50.000
0

Mobilidade Humana

Total acumulado Nacionalidades mais


representativas (Excluido comunitários)

67.457 63.654
70.000

60.000

50.000 43.799
40.000 34.219

30.000 24.689

20.000

10.000

0
Cabo Brasil Ucrânia Angola Guiné -
Verde Bissau

269
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Processos de Regularização

•Regularizações Extraordinárias
•1º Processo - 1992-1993
 39.000 pedidos
16 mil processos deram lugar à emissão de títulos de
residência (Relatório de Segurança Interna)
•2º processo – 1996

35.000 pedidos

33 250 mil processos deram lugar à emissão de títulos


de residência

Mobilidade Humana

•3º Processo – 2001


• “Autorizações de Permanência” (Decreto-Lei 4/2001):
•Regularização de 183 000 trabalhadores estrangeiros
• Nacionais da Ucrânia com o maior número de
autorizações de permanência concedidas até 2002
•Não permitiu a regularização dos estrangeiros,
trabalhadores independentes
•4º Processo 2004
•Registo através dos Correios (Art.º 71.º do DR 6/2004)

270
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

Dia 18 de Dezembro de 2006 - Dia do


Migrante
• O INE estima que em 2005 residiam ou permaneciam
de forma legal em Portugal 415 934 cidadãos e
cidadãs de nacionalidade estrangeira, distribuídos
entre titulares de:

• 275 906 autorizações de residência

• 93 301 prorrogações de autorização de


permanência
• 46 637 prorrogação de vistos de longa duração

Mobilidade Humana

Regiões de Destino dos Imigrantes

• Lisboa acolhe mais de metade dos estrangeiros 51,9%

• Faro com 13,8%

• Setúbal com 11,0%

•A imigração africana escolheu, como regiões de destino


privilegiadas, a área metropolitana de Lisboa e o Algarve

•A imigração de Leste caracteriza-se por uma


mais elevada dispersão pelo país.
(Fonte INE)

271
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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QUADRO LEGAL DA IMIGRAÇÃO (QLI)


Decreto-Lei nº 23/07 de 4 de julho
Decreto Regulamentar nº 6/2004, de 26 de Abril (DR) (Esperar pelo novo
DR)

ACIDI, IP (www.acidi.gov.pt)
SEF (www.sef.pt)
IGT (www.igt.gov.pt)
IEFP (www.iefp.pt)
DGACCP (www.secomunidades.pt)

Mobilidade Humana

Introdução

• A lei de imigração regula a entrada, permanência,


saída e afastamento de estrangeiros do território
nacional

• Prevê ainda um conjunto de disposições penais e


contra-ordenações específicas para a área da
imigração

272
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

QLI

• Requisitos de entrada no território português


(art.º’s. 9º,10º,11º, 12º e 13º do DL)

– Ser portador de documento de viagem válido (B.I.,


Passaporte)

– Ser titular de visto válido e adequado à finalidade da


deslocação (*Podem entrar no país sem visto: a)Os cidadãos
estrangeiros habilitados com título de residência, prorrogação
de permanência ou com cartão de identidade previsto no n.º
2 do artigo 87º, quando válidos)

– Dispor de meios de subsistência suficientes para o período


da estadia

Mobilidade Humana

QLI - Vistos

Vistos concedidos no estrangeiro (art. 45º e seguintes do DL)


– Escala
– Trânsito
– Curta duração
– Estada temporária
1. No âmbito da transferência de trabalhadores (Organização
Mundial de Comércio);
2. Exercício de actividade profissional subordinada de
carácter temporário;
3. Actividade de investigação ou altamente qualificada.

273
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

QLI - Vistos

- Visto para obtenção de autorização de residência


1. Exercício de actividade profissional subordinada;
2. Exercício de actividade profissional independente ou para imigrantes
empreendedores;
3. Actividades de investigação ou altamente qualificada;
4. Para estudo, intercâmbio de estudantes, estágio profissional ou
voluntariado;
5. No âmbito da mobilidade dos estudantes do ensino superior;
6. Para efeito de reagrupamento familiar.

• Nota
– Os cidadãos da UE têm legislação própria que também se aplica aos
estrangeiros de estados terceiros familiares de portugueses.
(Lei nº 37/2006, de 9 de Agosto)

Mobilidade Humana
QLI - Vistos

Vistos concedidos em postos de fronteiras (art.º 66 do


DL)
- Trânsito
- Curta duração
- Especial (Por razões humanitárias ou de interesse
nacional, reconhecidas por despacho do Ministro da
Administração Interna, pode ser concedido um visto
especial para entrada e permanência temporária no
País a cidadãos estrangeiros que não reúnam os
requisitos legais para o efeito)

274
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana
QLI – Autorização de Residência

• Tipos:
- Temporária (Válida por 1 ano, renovável
por períodos sucessivos de 2 anos);
- Permanente (Não têm limite de validade,
mas deve ser renovada de 5 em 5 anos).

Mobilidade Humana

QLI – Autorização de Residência

Condições gerais de concessão de autorização de residência


temporária (art.º 77)
• Posse de visto válido, concedido para uma das finalidades
previstas na presente lei para a concessão de autorização de
residência;
• Inexistência de qualquer facto que, se fosse conhecido pelas
autoridades competentes, devesse obstar à concessão do
visto;
• Presença em território português;
• Posse de meios de subsistência;
• Alojamento;
• Inscrição na segurança social, sempre que aplicável;

275
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana
QLI – Autorização de Residência

(Continuação…)
• Ausência de condenação por crime que em
Portugal seja punível com pena privativa de
liberdade de duração superior a um ano;
• Não se encontrar no período de interdição de
entrada em território nacional, subsequente a uma
medida de afastamento do País;
• Ausência de indicação no Sistema de Informação
Schengen;
• Ausência de indicação no Sistema Integrado de
Informações do SEF para efeitos de não
admissão, nos termos do artigo 33º.

Mobilidade Humana

QLI – Autorização de Residência

Concessão de Autorização de Residência Permanente (art.º


80)
• Sejam titulares de autorização de residência temporária
temporária há pelo menos cinco anos;
• Durante os últimos cinco anos de residência em território
português não tenham sido condenados em pena ou penas
que, isolada ou cumulativamente, ultrapassem 1 ano de
prisão;
• Disponham de meios de subsistência, tal como definidos pela
portaria a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 52.º;
• Disponham de alojamento;
• Comprovem ter conhecimento do Português básico.

276
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

QLI – AR - Dispensa de Visto de Residência


(art. 122º)
• Existem 16 situações que não carecem de visto
para a obtenção de AR:

• a) Menores, filhos de cidadãos estrangeiros titulares de


autorização de residência, nascidos em território português;
• b) Menores, nascidos em território nacional, que aqui tenham
permanecido e se encontrem a frequentar a educação, pré-
escolar ou o ensino básico, secundário ou profissional;
• c) Filhos de titulares de autorização de residência que tenham
atingido a maioridade e tenham permanecido habitualmente
em território nacional desde os 10 anos de idade;
• d)Maiores, nascidos em território nacional, que daqui não se
tenham ausentado ou que aqui tenham permanecido desde
idade inferior a 10 anos;
• e )Menores, obrigatóriamente sujeitos a tutela nos termos do
Código Civil;

Mobilidade Humana

Cont.

• f) Que tenham deixado de beneficiar do direito de asilo em


Portugal em virtude de terem cessado as razões com base
nas quais obtiveram a referida protecção;
• g) Que sofram de uma doença prolongada que requeira
assistência médica prolongada que obste ao retorno ao país,
a fim de evitar risco para a saúde do próprio;
• h) Que tenham cumprido serviço militar efectivo nas Forças
Armadas Portuguesas;
• i) Que, tendo perdido a nacionalidade portuguesa hajam
permanecido no território nacional nos últimos 15 anos;
• j) Que não se tenha ausentado do território nacional e cujo
direito de residência tenha caducado;

277
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana
Cont.

• Que tenham filhos menores residentes em Portugal ou


com nacionalidade portuguesa sobre os quais exerçam
efectivamente o poder paternal e a quem assegurem o
sustento e educação;
• m) Que sejam agentes diplomáticos e consulares ou
respectivos cônjugues, ascendentes e descendentes a
cargo e tenham estado acreditados em Portugal durante
um período não inferior a três anos;
• n) Que sejam ou tenham sido vítimas de infracção penal
ou contra-ordenacional grave ou muito grave referente à
relação de trabalho e que se traduza em condições de
desprotecção salarial, de exploração salarial e de
horário, de que existam indícios comprovados pela
Inspecção-Geral do Trabalho, desde que tenham
denunciado a infracção às entidades competentes e
com elas colaborem;
• o) Que tenham benefíciado de autorização de residência
concedida ao abrigo do artigo 109.º;

Mobilidade Humana
Cont.

• p) Que, tendo beneficiado de autorização de residência


para estudo, concedida ao abrigo do artigo 91.º, e
concluído os meus estudos, pretendam exercer em
território nacional uma actividade profissional,
subordinada ou independente, salvo quando aquela
tenha sido emitida no âmbito de acordos de cooperação e
não existam motivos ponderosos de interesse nacional
que o justifiquem;
• q) Que, tendo beneficiado de visto de estada temporária
para actividade de investigação ou altamente qualificada,
pretendam exercer em território nacional uma actividade
de investigação, uma actividade docente num
estabelecimento de ensino superior ou altamente
qualificada, subordinada ou independente.
• * É igualmente concedida autorização de residência com
dispensa de visto aos ascendentes em 1.º grau dos
cidadãos estrangeiros abrangidos pela alínea b) do n.º 1,
que sobre eles exerçam efectivamente o poder paternal,
podendo os pedidos ser efectuados em simultâneo.

278
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

QLI – AR - Regime excepcional (art. 123º do


DL)
“ Quando se verificarem situações extraordinárias a que não sejam
aplicáveis as disposições previstas no artigo 122.º, bem como nos
casos de autorização de residência por razões humanitárias ao
abrigo da lei que regula o direito de asilo, mediante proposta do
directo-geral do SEF ou por iniciativa do Ministro da Administração
Interna pode, a título excepcional, ser concedida autorização de
residência temporária a cidadãos estrangeiros que não preencham
os requisitos exigidos na presente lei:
- Por razões de interesse nacional;
- Por razões humanitárias;
- Por razões de interesse público decorrentes do exercício de
uma actividade relevante no domínio científico, cultural,
desportivo, económico e social.

Mobilidade Humana

Reagrupamento /Reunião Familiar

• Reunião Familiar (Para os familiares de titulares de


autorização de permanência, no novo quadro legal
deixa de existir)

• Reagrupamento Familiar : Direito do cidadão


residente de reagrupar a sua família.
Residente=título válido de Autorização de
Residência.

279
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

Reagrupamento Familiar
Beneficiários (art. 99º D.L.)
a) O cônjuge;
b) Os filhos menores ou incapazes a cargo do casal ou de um dos
cônjuges;
c) Os menores adoptados pelo requerente quando não seja casado
ou pelo cônjuge, por efeito de decisão de autoridade competente
do país reconheça aos adoptados direitos e deveres idênticos aos
da filiação natural e que a decisão seja reconhecida por Portrugal;
d)Os filhos maiores, a cargo do casal ou de um dos cônjuges, que
sejam solteiros e se encontrem a estudar num estabelecimento de
ensino em Portugal;
e)Os ascendentes em 1.º grau na linha recta do residente ou do
seu cônjuge, desde que se encontrem a seu cargo;
f)Os irmãos menores, desde que se encontrem sob tutela do
residente, de harmonia com decisão proferida pela autoridade
competente do país de origem e desde que essa decisão seja
reconhecida em Portugal.

Mobilidade Humana

Reagrupamento Familiar – União de Facto

• União de Facto (art.º 100)


Para além do cônjuge, o Reagrupamento Familiar
pode ser autorizado a:
- O parceiro que mantenha, em território nacional
ou fora dele, com o cidadão estrangeiro residente
uma união de facto, (devidamente comprovada nos
termos da lei);
- Os filhos solteiros menores ou incapazes,
incluindo os filhos adoptados do parceiro de facto,
desde que estes lhe estejam legalmente confiados.

280
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
__________________________________________________________________________________

Mobilidade Humana

Reagrupamento Familiar

• Duas situações a distinguir:

1. Familiares a viver fora de Portugal dele dependentes ou


que com ele tenham vivido – art. 98º nº 1do DL

2. Familiares já em Portugal – membros da família que


tenham entrado legalmente em território nacional e que
dependam ou coabitem com o titular de uma autorização
de residência válida – art. 98 n.º 2 do DL

Mobilidade Humana

Reagrupamento Familiar

Título dos familiares (art. 107º do DL)

1. Ao membro da família que seja titular de um visto


emitido nos termos do artigo 64.º ou que se encontre
em território nacional tendo sido deferido o pedido de
reagrupamento familiar é concedida uma autorização
de residência de duração idêntica à do residente;
2. Ao membro da família do titular de uma autorização de
residência permanente é emitida uma autorização de
residência renovável válida por dois anos.

Nota: Os pedidos devem ser apresentados junto dos serviços


regionais do SEF (DR. Nº6/2004 art.º 42 a 45.)

281
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana

Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de Julho
• Cria-se um único tipo de visto de residência, que permite ao seu
titular entrar em Portugal para fixação de residência, o qual é concedido
em função dos objectivos específicos da estadia:

1. Exercício de actividade profissional subordinada;


2. Exercício de actividade profissional independente;
3. Para imigrantes empreendedores;
4. Exercício de actividade de investigação ou altamente qualificada;
5. Para estudo, intercâmbio de estudantes, estágio profissional ou
voluntariado;
6. Para efeitos de mobilidade dos estudantes do ensino superior;
7. Para efeitos de reagrupamento familiar.

Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho

- Criação de um regime jurídico para a imigração


meramente temporária, através do visto de estada
temporária para o exercício de actividade sazonal.

- Prevê-se um procedimento simplificado de concessão de


visto de estada temporária a trabalhadores, abrangidos
por destacamentos temporários no âmbito de empresas
ou grupos de empresas de países da Organização Mundial
do Comércio, que tenham actividade em Portugal.

282
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho

- Procede-se à substituição dos vistos de trabalho, do visto de estudo,


das prorrogações de permanência, dos vistos de estada temporária
com autorização para exercício de actividade profissional
subordinada e das autorizações de permanência por um único tipo
de título habilitante da fixação de residência em Portugal: a
autorização de residência.

- Os titulares de autorizações de permanência, visto de trabalho,


visto de estada temporária com autorização para trabalho e
prorrogação de permanência com autorização de trabalho
passam a ser requerentes de autorizações de residência,

Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho

- A nova lei abre a possibilidade, a título excepcional, de ser


concedida uma Autorização de Residência para fins de
Trabalho a estrangeiros que comprovem ter entrado e
permanecido regularmente em Portugal, que tenham um
contrato de trabalho ou uma relação laboral comprovada por
sindicato, por associação com assento no Conselho
Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI), e que
possuam a sua situação regularizada perante a Segurança
Social.

283
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho
- A Lei, além de proceder à transposição da Directiva nº. 2003/86/CE
recupera o regime mais justo que vigorou até 2003, ao permitir o
reagrupamento familiar com membros da família que se
encontrem em território nacional, sem restrições quanto à
legalidade da permanência, o que é mais conforme à realidade
social e à protecção do direito fundamental à vida familiar.
- Permite-se, igualmente, ao imigrante o reagrupamento com o
parceiro com quem tenha união de facto.
- Criou-se o estatuto de residente de longa duração, concedido a
todos aqueles que residem legalmente há cinco anos, que implica
além de um significativo conjunto de direitos, o direito de circularem
no espaço europeu e de aí se fixarem.

Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho
- Alarga-se o regime da concessão de autorização de residência
com dispensa de visto a:
1. Crianças que tenham nascido em Portugal, aqui tenham
permanecido e se encontrem a frequentar a educação pré-escolar,
o ensino básico, o ensino secundário ou profissional bem como
aos progenitores que sobre elas exerçam o poder paternal efectivo;
2. Estrangeiros, filhos de imigrantes legais, que tenham atingido a
maioridade e aqui permanecido desde os dez anos de idade;
3. Estrangeiros que tenham perdido a nacionalidade portuguesa e
permanecido ilegalmente no país nos últimos 15 anos;
4. Vítimas de tráfico de pessoas que tenham residido nessa
qualidade;

284
Guia de Apoio Ao/A Formador/a
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Mobilidade Humana
Principais alterações
introduzidas pelo Decreto-Lei 23/07 de 4 de
Julho
5. Vítimas de tráfico de pessoas que tenham residido nessa qualidade;
6. Trabalhadores imigrantes em situação ilegal que sejam vítimas de
exploração laboral grave, atestada pela Inspecção-Geral do
Trabalho, e colaborem com as autoridades;
7. Cientistas e quadros altamente qualificados que tenham sido
admitidos com visto de estada temporária e pretendam continuar a
sua actividade em Portugal.

- A Lei alargou os motivos que permitem a concessão excepcional de


autorização de residência. Tal pode ocorrer agora por razões
humanitárias e por razões de interesse público decorrentes do
exercício de uma actividade relevante no domínio científico, cultural,
desportivo, económico ou social.

Mobilidade Humana

QLI – Regresso Voluntário (art. 139º do DL)

• O estado pode apoiar o regresso voluntário de cidadãos


estrangeiros que preencham as condições exigíveis aos
países de origem, no âmbito de programas de cooperação
estabelecidos com organizações internacionais,
nomeadamente a Organização Internacional para as
Migrações, ou organizações não governamentais;

• Durante um período de três anos após o abandono do País,


os beneficiários de apoio ao regresso voluntário só podem
ser admitidos em território nacional se restituirem os
montantes recebidos, acrescidos de juros à taxa legal.

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Cidadãos da União Europeia e seus familiares


Lei n.º 37/2006, de 9 de Agosto
ACIME (www.acime.gov.pt
SEF (www.sef.gov.pt)

Mobilidade Humana

Cidadãos da União Europeia

• Lei n.º 37/2006, de 9 Agosto


- Regula o exercício do direito de livre circulação e
residência dos cidadãos da União Europeia e dos
membros das suas famílias no território nacional e
transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva
n.º 2004/38/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 29 de Abril.

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Mobilidade Humana

Registo dos Cidadãos da União Europeia

• Artigo 14º (Registo dos cidadãos da União)

1. Os cidadãos da União cuja estada no território nacional se


prolongue por um período superior a três meses devem
efectuar o registo que formaliza o seu direito de
residência no prazo de 30 dias após decorridos três
meses da entrada no território nacional;

2. O registo a que se refere o número anterior é efectuado


junto da câmara municipal da área de residência;

Mobilidade Humana

Registo dos Cidadãos da União Europeia

3. No acto de registo é emitido um certificado de registo, de


modelo a aprovar por portaria do membro do Governo
responsável pela área da administração interna, com o
nome e o endereço do titular do direito de residência e a
data do pedido;

4. O certificado de registo a que se refere o número anterior


é válido por cinco anos a contar da data da sua emissão
ou para o período previsto de residência do cidadão da
União, se este período for inferior cinco anos;

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Mobilidade Humana

Cidadãos da União Europeia

• Artigo n.º 2 alínea e), são considerados familiares:


1. O cônjuge de um cidadão da União;

2. O parceiro com quem um cidadão da União vive em união


de facto, constituída nos termos da lei, ou com quem o
cidadão da União mantém uma relação permanente
devidamente certificada, pela entidade competente do
Estado membro onde reside;

3. O descendente directo com menos de 21 anos de idade


ou que esteja a cargo de um cidadão da União, assim
como o do cônjuge ou do parceiro na acepção da
subalínea anterior

Mobilidade Humana

Cidadãos da União Europeia

4. O ascendente directo que esteja a cargo de um cidadão


da União, assim como o do cônjuge ou do parceiro na
acepção da subalínea 2.

• Artigo n.º 2 alínea f) (Recursos suficientes)


- Os recursos do cidadão que não sejam inferiores ao
nível de rendimentos aquém do qual o Estado Português
pode conceder direitos e apoios sociais aos cidadãos
nacionais, atendendo à situação pessoal do cidadão e, se
for caso disso, à dos seus familiares

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Lei da Nacionalidade
Lei nº 2/2006 de 17 de Abril
Decreto-Lei nº237-A/2006, 14 de Dezembro
DGRN (www.dgrn.mj.pt)

Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade (Lei 2/2006, de 17 de Abril; DL


nº237-A/2006, de 14 de Dezembro)

• Da Lei da Nacionalidade constam várias vias possíveis de


atribuição/aquisição da nacionalidade portuguesa.

• Essas vias são as seguintes:

- Atribuição da nacionalidade – nacionalidade


originária, são os casos daqueles que são
portugueses de origem.

- Aquisição da nacionalidade - nacionalidade derivada

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Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade
Atribuição da nacionalidade – quem tem nacionalidade
originária, isto é, quem é considerado português de origem:

1. Filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos


no território português
2. Filho de mãe portuguesa ou de pai português nascidos
no estrangeiro, se o progenitor português aí se encontrar
ao serviço do Estado Português

3. Filhos de mãe portuguesa ou de pai português nascidos


no estrangeiro, se tiverem o seu nascimento inscrito no
registo civil português ou se declararem que querem ser
portugueses

Mobilidade Humana

Cont.

4. Indivíduos nascidos no território português, filhos de


estrangeiros, se pelo menos um dos progenitores
também aqui tiver nascido e aqui tiver residência,
independentemente do título, ao tempo do nascimento;

5. Indivíduos nascidos no território português, filhos de


estrangeiros que não se encontrem ao serviço do
respectivo estado, se declararem que querem ser
portugueses e desde que, no momento do nascimento,
um dos progenitores aqui resida legalmente há pelo
menos 5 anos;

6. Indivíduos nascidos no território português e que não


possuam outra nacionalidade.

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Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade

Aquisição da nacionalidade - nacionalidade


derivada:
a) Por efeito da vontade:
– Filhos menores ou incapazes, de pai ou mãe que
adquira a nacionalidade portuguesa;
– Casamento ou união de facto com nacional
português;
– Perda da nacionalidade portuguesa durante a
incapacidade.
b) Pela adopção;
c) Por naturalização.

Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade

Aquisição da nacionalidade - nacionalidade derivada:

a) Por efeito da vontade: Casamento ou união de facto


com nacional português - o estrangeiro casado com um
português pode adquirir a nacionalidade portuguesa
desde que reúna os seguintes requisitos:
• estar casado ou viver em união de facto (após acção de
reconhecimento a interpor no tribunal cível) há mais de 3
anos
• declaração de vontade de adquirir a nacionalidade feita
durante o casamento (declaração feita em qualquer
conservatória do registo civil ou em serviços consulares
portugueses

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Mobilidade Humana

CONT.

• comprovar que possui ligação efectiva à comunidade


nacional
• não ter praticado crime punível com pena de prisão de
máximo superior a 3 anos
• não ser funcionário público de Estado estrangeiro
• não ter prestado serviço militar, não obrigatório, a Estado
estrangeiro

Mobilidade Humana

Lei da Nacionalidade

c) Aquisição da nacionalidade por naturalização (Art.


6.º)

1. O Governo pode conceder a nacionalidade


portuguesa por naturalização aos estrangeiros que
satisfaçam cumulativamente os seguintes
requisitos:
• Serem maiores ou emancipados à face da lei
portuguesa
• Residirem legalmente em território português há
pelo menos 6 anos
• Conhecerem suficientemente a língua
portuguesa

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Mobilidade Humana

CONT.
• Não terem sido condenados com transito em
julgado da sentença, pela prática de crime
punível com pena de prisão de máximo igual ou
superior a três anos segundo a lei portuguesa

2. Alíneas c) + d) do n.º 1 + um dos progenitores resida


há mais de 5 anos ou o menor tenha concluído o 1º
ciclo do ensino básico
3. Dispensa das alíneas b) + c) do nº. 1 + indivíduos
que tenham tido a nacionalidade portuguesa e não
tenham adquirido outra.
4. Dispensa da alínea b) do nº. 1 + que tenham um
ascendente do 2º grau da linha recta da
nacionalidade portuguesa.

Mobilidade Humana

CONT.

5. Dispensa da b) do nº. 1 + indivíduos nascidos no


território e que tenham permanecido 10 anos
anteriores ao pedido
6. Dispensa da b) e c) do nº. 1 + indivíduos que não
sendo apátridas tenham tido a nacionalidade
portuguesa ou descendentes de portugueses,
membros de comunidade de ascendência
portuguesa e aos estrangeiros que tenham
prestado serviços relevantes ao estado português
ou à comunidade.

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Acesso ao Trabalho, Saúde, Educação,


Prestações Familiares e à Participação Eleitoral

Mobilidade Humana

ACESSO AO TRABALHO
Visto de Estada Temporária (Art.º 54, 55, 57 e 58)

• Visto de estada temporária no âmbito da transferência de


trabalhadores:
- A concessão de visto de estada temporária a cidadãos nacionais
de Estados Partes da Organização Mundial do Comércio,
transferidos no contexto da prestação de serviços ou da
realização de formação profissional em território português.
• Visto de estada temporária para exercício de actividade
profissional subordinada de carácter temporário
- Pode ser concedido visto de estada temporária a nacionais de
Estados terceiros que pretendam exercer em território nacional
uma actividade profissional subordinada de carácter temporário,
desde que disponham de promessa ou de contrato de trabalho.

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Mobilidade Humana
ACESSO AO TRABALHO
Visto de Estada Temporária (Art.º Art.º 54, 55, 57 e 58)

• Visto de estada temporária para actividade de investigação


ou altamente qualificada
- O visto de estada temporária pode ser concedido a nacionais
de Estados terceiros que pretendam exercer uma actividade de
investigação, uma actividade docente num estabelecimento de
ensino superior ou uma actividade altamente qualificada por
período inferior a um ano.

Mobilidade Humana
ACESSO AO TRABALHO
Visto de Residência (Art. Art.º 54, 55, 57 e 58) º

• Visto de residência para exercício de actividade


profissional subordinada

- A concessão de visto para obtenção de autorização de residência


para exercício de actividade profissional subordinada depende da
existência de oportunidades de emprego, não preenchidas por
nacionais portugueses, trabalhadores nacionais de Estados membros
da União Europeia, do Espaço Económico Europeu, de Estado terceiro
com o qual a Comunidade Europeia tenha celebrado um acordo de
livre circulação de pessoas, bem como por trabalhadores nacionais de
Estados terceiros com residência legal em Portugal.

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297
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301
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Anexo VIII – Actividades de Grupo no Módulo “Interculturalidade”

1 - OBSTÁCULOS/BARREIRAS

INDIVIDUAIS:
• Preconceitos: falta de respeito/incapacidade empática;
• Falta de vontade/motivação/interesse;
• Falta de conhecimentos/consciência;
• Dificuldades de comunicação: língua/escuta activa;
• Resistência à mudança/diversidade

ORGANIZACIONAIS:
• Falta de oportunidades/espaço para abordagem da interculturalidade;
• Regras/normas/regulamentos (rigidez/inflexibilidade/discriminatórias);
• Falta de respostas
• Cultura etnocêntrica;
• Recrutamento discriminatório;
• Ausência de formação nesta matéria;
• Ausência de práticas interculturais;
• Resistência à mudança/diversidade

2 - ESTRATÉGIAS PARA ULTRAPASSAR OS OBSTÁCULOS

• Integração profissional de público-alvo nas próprias organizações;


• Contacto directo com população;
• Formação;
• Mecanismos de acolhimento e inclusão;
• Debates;
• Intercâmbio de actores de diferentes tipos;
• Avaliação;
• Formação e motivação das hierarquias;
• Sensibilização para a diferença;
• Voluntariado;
• Humor;
• Flexibilidade de normas e regulamentos;
• Partilhar informação/promover o encontro;
• Trabalhar em parceria;
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• Criação de instrumentos

3 - POTENCIALIDADES EXISTENTES

• Protocolos de acompanhamento de ex-emigrantes;


• Experiência de terreno, pré-adquirida, nesta área;
• Espaço;
• Trabalhar a partir do zero;
• Projectos e acções de Formação/sensibilização, profissional e sindical dirigidos a
públicos específicos;
• Contacto com diversas culturas
• Privilegiar a diversidade de papéis;
• Selecção de 3/4 nacionalidades;
• Contacto com utentes/candidatos a emprego na área da formação vindos de
diferentes culturas;
• Missão da instituição;
• Pré-disposição para saber mais e lidar com o outros;
• Contacto com associações de imigrantes;
• Trabalho específico e transversal;
• Novos conceitos de organização e sindicalismo (económico, politico e social);
• Contexto da formação;
• Existência de recursos materiais e humanos

FORMAS DE APROVEITAR AS POTENCIALIDADES

DISSEMINAÇÃO:
- Conceitos e práticas da interculturalidade pelos diferentes públicos-alvo;
- Portugueses/estrangeiros
- Media

FORMAÇÃO TRANSVERSAL (EXPERIÊNCIA):


- Nas organizações;
- População em geral;
- Agentes multiplicadores
- Em todas as formações nas escolas

PARCERIAS:
- Envolvimento e comprometimento das organizações
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DESENVOLVIMENTO DE PROJECTOS:
- Realização de eventos interculturais: feiras, exposições;
- De: inserção, de fusão dentro das comunidades, educação para o
desenvolvimento, coop. Desenvolvimento

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