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Apoio 7 Álgebra Linear I

Orientação de trabalho:

Continue o estudo do Capı́tulo 4: secções 4.4 e 4.6 (pág. 216 a 252 do manual)

• Secção 4.4: Bases e dimensão.

Nesta secção aprenderá:

– os conceitos de base e de dimensão de um subespaço vectorial;


– a determinar bases para subespaços vectoriais;
– a completar uma base a partir de uma sequência linearmente independente;
– a extrair uma base a partir de uma sequência geradora;
– a determinar dimensões de subespços vectoriais.

Nesta secção E é um espaço vectorial finitamente gerado sobre K.

Observámos na semana 6, que o conceito de independência linear e de dependência linear são


a negação um do outro. Assim, dada uma sequência (v1 , . . . , vk ) de E existem 4 possibilidades
exclusivas:

• (v1 , . . . , vn ) gera E e (v1 , . . . , vn ) é linearmente independente.


Exemplo: ((1, 0), (0, 1)) sequência geradora e linearmente independente de R2 .

• (v1 , . . . , vn ) gera E e (v1 , . . . , vn ) é linearmente dependente.


Exemplo: ((1, 0), (0, 1), (1, 1)) sequência geradora e linearmente dependente de R2 .

• (v1 , . . . , vn ) não gera E e (v1 , . . . , vn ) é linearmente independente.


Exemplo: ((1, 0)) sequência não geradora e linearmente independente de R2 .

• (v1 , . . . , vn ) não gera E e (v1 , . . . , vn ) é linearmente dependente.


Exemplo: ((1, 0), (2, 0)) sequência não geradora e linearmente dependente de R2 .

O primeiro caso é importante e conduz à definição seguinte:

Definição: Seja E um espaço vectorial sobre K e sejam v1 , . . . , vk ∈ E. Dizemos que


a sequência (v1 , . . . , vn ) é uma base se:

• (v1 , . . . , vn ) gera E, isto é E = hv1 , . . . , vn i,

• (v1 , . . . , vn ) é uma sequência de vectores linearmente independentes (sobre K).

Convenciona-se que se E = {0E } então ∅ é base de E.

21002 - Álgebra Linear I 1


Exemplo 1. Vamos determinar uma base para o seguinte subespaço de R4 :

F = {(a, b, c, d) ∈ R4 : a + b = c + d}.

Temos

(a, b, c, d) ∈ F ⇐⇒ a + b = c + d ⇐⇒ a = −b + c + d
⇐⇒ (a, b, c, d) = (−b + c + d, b, c, d)
⇐⇒ (a, b, c, d) = b(−1, 1, 0, 0) + c(1, 0, 1, 0) + d(1, 0, 0, 1)

Portanto

F = {b(−1, 1, 0, 0) + c(1, 0, 1, 0) + d(1, 0, 0, 1) : b, c, d ∈ R}


= h(−1, 1, 0, 0), (1, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 1)i

isto é, os vectores (−1, 1, 0, 0), (1, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 1) geram F . Temos de provar, agora, que são
linearmente independentes:
     
−1 1 0 0 −1 1 0 0 −1 1 0 0
A =  1 0 1 0 −→  0 1 1 0 −→  0 1 1 0 = A′
L +L L −L
1 0 0 1 L23 +L11 0 1 0 1 3 2 0 0 −1 1

- rank A = rank A′ = 3 = número de vectores (pelo critério de independência linear). Portanto


((−1, 1, 0, 0), (1, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 1)) é uma sequência linearmente independente. Deste modo,
((−1, 1, 0, 0), (1, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 1)) é uma base de F .

Para qualquer espaço vectorial E finitamente gerado sobre K:

Todas as bases de E têm igual número de vectores. − ver teorema 4.39

Este resultado justifica a definição seguinte.

Definição: Seja E um espaço vectorial sobre K que admite uma base com n vectores.
Então diz-se que E tem dimensão n e escreve-se

dim E = n.

Se E = {0E } então dim E = 0 - porque o conjunto ∅ é base de E.

A dimensão de um espaço vectorial condiciona o número de vectores de uma sequência


geradora ou de uma sequência linearmente independente.

Observações. Seja E um espaço vectorial sobre K com dim E = n. Então:

1. Qualquer sequência geradora de E tem ≥ n vectores - ver prop. 4.42.

2. Qualquer sequência linearmente independente de E tem ≤ n vectores - ver prop. 4.42.

3. Em E existem n vectores linearmente independente e n é o maior número de vectores


com essa propriedade - ver prop. 4.43.

2 ALC
Quando temos um conjunto de geradores para um espaço, podemos afirmar que todo o
vector escreve-se como combinação linear desses vectores geradores, mas essa escrita não é
necessariamente única. Por exemplo:

(0, 0, 0) = − 3(1, 2, 3) + 5(0, 1, 2) + 1(3, 1, −1) = −9(1, 2, 3) + 15(0, 1, 2) + 3(3, 1, −1).

O conceito de base assegura a unicidade.

Resultado 1. (Ver proposição 4.44) Seja E um espaço vectorial sobre K e seja (v1 , . . . , vn )
uma sequência de vectores de E. Então

qualquer vector v ∈ E escreve-se de modo único


(v1 , . . . , vn ) é uma base de E ⇐⇒
como combinação linear dos vectores v1 , . . . , vn .
existem escalares únicos α1 , . . . , αn ∈ K tais que
⇐⇒
v = α1 v1 + α2 v2 + · · · + αn vn
Os escalares α1 , . . . , αk dizem-se as coordenadas de v na base (v1 , . . . , vn ).

Observações. Se (v1 , . . . , vn ) é uma base de E então, cada vector v ∈ E


• escreve-se como combinação linear dos vectores v1 , . . . , vn - porque os vectores v1 , . . . , vn
geram E

• de modo único - porque os vectores v1 , . . . , vn são linearmente independentes.

Dado um corpo K, a sequência formada pelos vectores de Kn

e1 = (1, 0, 0, ..., 0), e2 = (0, 1, 0, ..., 0), e3 = (0, 0, 1, ..., 0), ..., en = (0, 0, 0, ..., 1)

é uma base do espaço vectorial Kn , pois estes vectores geram Kn (como já tı́nhamos
observado) e são linearmente independentes (a matriz cujas linhas (ou colunas) são
estes vectores é a matriz identidade In que tem determinante 1). Esta base, dada a
sua simplicidade, diz-se a base canónica de Kn , e escreve-se

b.c.Kn = (e1 , . . . , en ).

No resultado seguinte afirma-se que: uma base pode ser obtida a partir de qualquer con-
junto gerador do espaço, por exclusão de vectores, ou a partir de um conjunto linearmente
independente, por completamento.

Resultado 2. (Ver teoremas 4.48, 4.50) Seja E um espaço vectorial finitamente gerado sobre
K.

• Qualquer sequência geradora de E contém uma base de E.


• Qualquer sequência de vectores linearmente independentes de E pode ser
estendido a uma base de E.

21002 - Álgebra Linear I 3


Observações. Note-se que para obtermos uma base...
• ... a partir de uma sequência linearmente independente, não podemos acrescentar quais-
quer vectores, e podemos fazê-lo de várias maneiras - ver exemplo 2.
• ... a partir de um sequência geradora, é preciso cuidado nos vectores a excluir, e podemos
fazê-lo de várias maneiras - ver exemplo 3.

3
Exemplo 2. Consideremos a sequência de vectores
 ((1,
 4, 2), (0, 2, 1)) de R . Esta sequência
1 4 2
é linearmente independente, pois a matriz tem caracterı́stica 2. Podemos assim
0 2 1
estender esta sequência a uma base de R3 . O processo mais simples a seguir é considerar os
vectores da base canónica de R3 e fazer substituições convenientes. Ora a base canónica de
R3 é
((1, 0, 0), (0, 1, 0), (0, 0, 1)).
Logo dim R3 = 3. Assim como já temos 2 vectores linearmente independentes só falta um
para completar este conjunto a uma base de R3 . Se escolhemos (1, 0, 0) não vamos obter uma
base, pois
1 4 2

0 2 1 = 0.

1 0 0
Agora tentemos o segundo vector. Como

1 4 2

0 2 1 = −1 6= 0,

0 1 0

então ((1, 4, 2), (0, 2, 1), (0, 1, 0)) é uma base de R3 que estende a sequência dada. Mas há
outras possibilidades. Por exemplo
((1, 4, 2), (0, 2, 1), (0, 0, 1)) , ((1, 4, 2), (0, 2, 1), (0, 1, 1))
são outras bases possı́veis - verifique!

Exemplo 3. Consideremos a sequência geradora ((1, 1, 1), (1, 1, 0), (0, 0, 1), (1, 0, 1)) de R3 -
verifique! Sabemos que uma base de R3 tem sempre 3 vectores, então temos de excluir um
destes vectores. Vamos experimentar excluir o quarto vector. Ora

1 1 1

1 1 0 = 0,

0 0 1

logo não podemos excluir este vector. Tentemos retirar o terceiro



1 1 1

1 1 0 = −1 6= 0.

1 0 1

Portanto ((1, 1, 1), (1, 1, 0), (1, 0, 1)) é uma base de R3 que contém a sequência geradora. Outras
bases possı́veis são:
((1, 1, 0), (0, 0, 1), (1, 0, 1)) , ((1, 1, 1), (0, 0, 1), (1, 0, 1)) − verifique!

4 ALC
Observações. (Ver proposição 4.51 e exercı́cio 18) Seja E um espaço de dimensão n ≥ 2.
Notemos que dada uma base (v1 , . . . , vk ) para um subespaço F de E podemos estender essa
base a uma base de E:
(v1 , . . . , vk ) base de F −→ (v1 , . . . , vk , vk+1 , ..., vn ) base de E
Atendendo à unicidade da escrita (ver resultado 1),

E = hv1 , . . . , vk , vk+1, ..., vn i = hv1 , . . . , vk i ⊕ hvk+1 , ..., vn i = F ⊕ G

com G = hvk+1 , ..., vn i.

Resultado 3. (Ver proposição 4.52.) Seja E um espço vectorial sobre K com dim E = n.
Então:

• Qualquer sequência linearmente independentes de E com n vectores é uma base de E.


• Qualquer sequência geradora de E com n vectores de E é uma base de E.

Exemplo 4. Em R3 consideremos os vectores v1 = (1, 1, 1), v2 = (α, −1, −α), v3 = (1, α, 1).
Vamos determinar α ∈ R de modo que (v1 , v2 , v3 ) seja uma base de R3 . Como temos 3 = dim R3
vectores, pelo resultado 3, é suficiente determinar α ∈ R de modo que (v1 , v2 , v3 ) seja uma
sequência linearmente independente. Portanto:
(v1 , v2 , v3 ) base de R3 ⇐⇒ (v1 , v2 , v3 ) sequência linearmente independente de R3
Res. 3

1 1 1

⇐⇒ α −1 −α 6= 0 ⇐⇒ α(α − 1) 6= 0 ⇐⇒ α 6∈ {0, 1}
1 α 1

O resultado 3 implica que a dimensão de um subespaço não pode exceder a do espaço.

Resultado 4. Seja E um espaço vectorial sobre K de dimensão finita. Seja F um subespaço


de E. Tem-se:
• dim F ≤ dim E.
• dim F = dim E se e somente se F = E.

Exemplo 5. Em R3 consideremos o subespaço


F = h(1, 1, 1), (2, −1, −2), (1, 2, 1)i.
Sabemos pelo exemplo 4 que ((1, 1, 1), (2, −1, −2), (1, 2, 1)) é uma sequência linearmente in-
dependente - neste caso α = 2 6∈ {0, 1}. Então ((1, 1, 1), (2, −1, −2), (1, 2, 1)) é uma base de
F . Logo dim F = 3 = dim R3 . Portanto F é um subespaço de R3 com igual dimensão. Pelo
resultado 4, F = R3 .
Alternativa: Podı́amos ter argumentado, equivalentemente, que ((1, 1, 1), (2, −1, −2), (1, 2, 1))
é uma base de R3 (provado no exemplo 4), logo R3 = h(1, 1, 1), (2, −1, −2), (1, 2, 1)i = F .

• Resolva os exercı́cios propostos nestas folhas para a secção 4.4.

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Competências a adquirir:
• saber determinar bases para subespaços vectoriais.

• saber completar uma base a partir de uma sequência linearmente independente.

• saber extrair uma base a partir de uma sequência geradora.

• Saber determinar dimensões de subespços vectoriais.

• Secção 4.5: O teorema das dimensões.

Nesta secção aprenderá a relacionar as dimensões dos subespaços F , G, F ∩ G e F + G de um


espaço E dado.

Seja E um espaço vectorial sobre K e sejam F e G dois subespaços de E com dimensões


finitas. Então:

• F = hu1 , . . . , ur i ∧ G = hv1 , . . . , vs i =⇒ F + G = hu1 , . . . , ur , v1 , . . . , vs i.

• dim(F + G) = dim F + dim G − dim(F ∩ G).

• dim(F + G) = dim F + dim G ⇐⇒ dim(F ∩ G) = 0 ⇐⇒ F ∩ G = {0E }.

- ver proposição 4.55 e teorema 4.57. Veja os exemplos desta secção.

• Resolva os exercı́cios propostos nestas folhas para a secção 4.5.

Competências a adquirir:
• saber determinar uma sequência geradora para a soma de dois subespaços.

• saber relacionar dimensões dos subespaços F , G, F ∩ G e F + G de E.

• Secção 4.6: Matrizes e espaços vectoriais.

Já observámos, várias vezes, que as matrizes são muito úteis no estudo dos espaços Kn , pois
podemos colocar os vectores, que são n-uplos formados por elementos de K, em linhas ou
colunas e estudar a caracterı́stica ou calcular determinantes (quando a matriz é quadrada) -
ver documento da semana 7. Por outro lado, com a introdução dos conceitos de dependência,
independência linear e de base, vários conceitos sobre matrizes poderão agora ficar mais claros.
Seja A = [aij ] ∈ K n×m uma matriz (com n linhas e m colunas):
 
a11 a12 . . . a1m
 a21 a22 . . . a2m 
A =  .. .. ..  .
 
 . . . 
an1 an2 . . . anm

6 ALC
Relembremos que uma matriz em forma de escada é uma matriz cujas linhas satisfazem
as duas condições seguintes:

• se A tem uma linha nula, todas as linhas abaixo dessa linha também são nulas;

• se aij é o pivot da linha i (isto é o elemento não nulo mais à esquerda nessa linha) então
o pivot da linha abaixo estará numa coluna mais à direita da coluna j.

No caso geral uma matriz em forma de escada tem o seguinte aspecto



0 ··· 0 ∗ ··· ∗ ∗ ∗ ··· ∗ ∗ ∗ ··· ∗

a1k1
 0 ··· 0 0 0 ··· 0 a2k2 ∗ ··· ∗ ∗ ∗ ··· ∗ 
 
 . .. 
 .. . 
 
 0 ··· 0 0 0 ··· 0 0 0 ··· 0 asks ∗ ··· ∗ 
 
 0 ··· 0 0 0 ··· 0 0 0 ··· 0 0 0 ··· 0 
 
 . .. 
 .. . 
0 ··· 0 0 0 ··· 0 0 0 ··· 0 0 0 ··· 0

Efectuando transformações elementares sobre as linhas de A podemos transformá-la numa


matriz A′ = [a′ij ] em forma de escada:

A −→ A′ (f.e.)
transf. nas linhas

- processo de condensação da matriz A (ver proposição 1.57). As matrizes A e A′ dizem-se


equivalentes por linhas.
Relembremos, também, que:

número de linhas não-nulas de qualquer matriz


rank A = .
em forma de escada equivalente por linhas a A

Observações.

1. Se A −→ B então rank A = rank B - ver proposição 1.60.


(linhas)

2. rank A ≤ min{n, m} - pois a caracterı́stica não pode exceder o número de linhas e/ou
de colunas, logo rank A ≤ n, rank A ≤ m - ver proposição 1.63.

3. Suponhamos que A −→ B e que L1 , . . . , Ln , L′1 , ..., L′n são as linhas de A e B, respec-


(linhas)
tivamente. Então:

• hL1 , . . . , Ln i = hL′1 , ..., L′n i.


• (L1 , . . . , Ln ) é linearmente
independente ⇐⇒ (L′1 , ..., L′n ) é linearmente
independente .
- ver proposição 4.29.

4. As linhas não-nulas de uma matriz, de tipo n×m, em forma de escada são vectores
linearmente independente de Km - ver proposição 4.59.

Veja os exemplos desta secção.

21002 - Álgebra Linear I 7


• Resolva os exercı́cios propostos nestas folhas para a secção 4.6.

Competências a adquirir: Saber usar matrizes para...


• ... testar se uma sequência vectores é linearmente independente.

• ... testar se um vector pertence ou não ao subespaço gerado por uma dada sequência de
vectores.

• ... construir uma base a partir de uma sequência de vectores.

8 ALC
Semana 8: (Secções 4.4 a 4.6) Exercı́cios

Notações:
• Mn×m (K) e Kn×m indicam o mesmo conjunto, a saber: o conjunto das matrizes de tipo
n × m com entradas no conjunto K.

Bases e dimensão (secção 4.4)


1. Indique duas bases distintas para o subespaço F = h(2, 3, 3)i de R3 .
2. Indique uma base para o subespaço F = {(a, b, c, d, e) ∈ R5 : b − c = 0 ∧ a = b + d} de
R5 .
  
a a+b
3. Indique uma base para o subespaço G = ∈ R : a, b ∈ R de R2×2 .
2×2
−b 0
4. Seja (e1 , e2 , e3 ) uma base de um espaço E sobre K. Justifique que também são bases as
sequências:
(a) (e1 , e1 + e2 , e1 + e2 + e3 ) (b) (−e3 , −e1 + e2 , 2e1 + e3 )
- ver exercı́cios 17 e 21 da semana 7.
5. Em R4 considere as bases

B = (1, 0, 0, 0), (1, 1, 0, 0), (1, 1, 1, 0), (1, 1, 1, 1)
b.c.R4 = (1, 0, 0, 0), (0, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 1)


(a) Determine as coordenadas do vector (4, 3, 2, 1) em relação às bases B e b.c.R4 .


(b) Determine as coordenadas de um vector arbitrário (a, b, c, d) em relação às bases B
e b.c.R4 .
6. Em R2×2 considere as bases
               
1 0 1 1 1 1 1 1 ′ 1 0 0 1 0 0 0 0
B= , , , , B = , , ,
0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 1
 
4 3
(a) Determine as coordenadas do vector em relação às bases B e B′ .
2 1
 
a b
(b) Determine as coordenadas de um vector arbitrário em relação às bases B e
c d
B.

7. Em R3 [x] considere as bases

B = x3 , x3 + x2 , x3 + x2 + x, x3 + x2 + x + 1 , B′ = x3 , x2 , x, 1 .
 

(a) Determine as coordenadas do vector 4x3 + 3x2 + 2x + 1 em relação às bases B e B′ .


(b) Determine as coordenadas de um vector arbitrário ax3 + bx2 + cx + d em relação
às bases B e B′ .

21002 - Álgebra Linear I 1


8. Considere o subespaço F = h(1, 2, 1), (2, −1, −3), (0, 1, 1)i de R3 .

(a) Verifique que (1, 2, 1), (2, −1, −3), (0, 1, 1) não é uma base de F .
(b) Determine uma base para F , a partir da sequência geradora de F .

9. Em R3 considere a sequência de vectores S = (1, 1, 0), (2, 1, 0) .




(a) Mostre que S é linearmente independente.


(b) Determine uma base de R3 que inclua os vectores de S.

10. Seja F um subespaço de R4 com dimensão 2. Determine, se possı́vel, quais das seguintes
sequências de vectores de F são uma base de F .
 
(a) (2, 0, 1, 0) . (b) (2, 0, 1, 0), (0, −2, 0, 2) .
 
(c) (2, 0, 1, 0), (0, −2, 0, 2), (2, −2, 1, 2) . (d) (2, 0, 1, 0), (1, 0, 1/2, 0) .

11. Em R3 , considere os vectores u = (1, 1, 1), v = (α, −1, −α) e w = (1, α, 1). Determine o
conjunto dos valores de α para os quais (u, v, w) é uma base de R3 .

O teorema das dimensões (secção 4.5)


12. Em R4 , considere os subespaços

F = (a, b, c, d) ∈ R4 : a − b = 0 ∧ a = b + d ,


G = (a, b, c, d) ∈ R4 : b − c = 0 ∧ d = 0 , H = h(1, 0, 0, 3), (2, 0, 0, 1)i .




Determine uma base de

(a) F . (b) G. (c) F + G. (d) F + H.

13. Resolva as alı́neas do exercı́cio 12, considerando em R2×2 , os subespaços


  
a b 2×2
F = ∈R : a−b= 0∧a= b+d ,
c d
      
a b 2×2 1 0 2 0
G= ∈R : b−c =0∧d= 0 , H = , .
c d 0 3 0 1

14. Resolva as alı́neas do exercı́cio 12, considerando em R3 [x], os subespaços

F = ax3 + bx2 + cx + d ∈ R3 [x] : a − b = 0 ∧ a = b + d ,




G = ax3 + bx2 + cx + d ∈ R3 [x] : b − c = 0 ∧ d = 0 ,




H = x3 + 3, 2x3 + 1 .

15. Sejam F , G e H os subespaços de R4 considerados no exercı́cio 12. Sem construir bases


de F ∩ G e de F ∩ H, indique a dimensão de cada um destes subespaços.

16. Sejam F e G subespaços de um espaço vectorial E com dim E = n. Mostre que, se


dim F > n/2 e dim G > n/2, então F ∩ G 6= {0E }.

2 ALC
17. Sejam F = h(1, 0, 1, −1), (1, 1, 1, 0)i e G = h(1, 1, 0, 1), (2, 0, 3, 0)i. Determine uma base
de F ∩ G.

18. Seja (v1 , . . . , vn ), com n ≥ 2, uma base de um espaço vectorial E e seja 1 ≤ k < n.
Justifique que E = hv1 , . . . , vk i ⊕ hvk+1 , . . . , vn i.

19. Sejam F e G subespaços de um espaço vectorial E. Mostre que se dim F = dim G = 3


e dim E = 5 então F ∩ G 6= {0E }.

20. Em R3 , considere os subespaços

F = h(1, 0, 1), (1, −1, 2)i e G = h(1, α, 3)i .

(a) Determine os valores de α para os quais se tem dim(F + G) = 3.


(b) Conclua que R3 = F ⊕ G se, e só se, α 6= −2.

Matrizes e espaços vectoriais (secção 4.6)



21. Em R3 , verifique se a sequência S = (1, 7, 7), (2, 7, 7), (3, 7, 7) é linearmente indepen-
dente.

22. Em R3 , considere a sequência Sk = (1, 0, 2), (−1, 2, −3), (−1, 4, k) . Determine o con-
junto dos valores de k para os quais Sk é uma base de R3 .

23. Utilizando matrizes, justifique que, em R4 , o vector (7, 14, −1, 1) é combinação linear
dos vectores

u1 = (1, 2, −1, −2), u2 = (2, 3, 0, −1), u3 = (1, 2, 1, 3), u4 = (1, 3, −1, 0).

24. Em R3 , determine uma base para o subespaço F = h(1, 0, 1), (2, 2, 4), (0, 1, 1), (1, 2, 3)i .

25. Em R4 , considere o subespaço F = h(1, 2, 3, 4), (0, 1, 2, 1), (1, 0, 0, 1)i e a sequência li-
nearmente independente S = (0, 2, 3, 3), (1, 1, 2, 2) .

(a) Verifique que S é uma sequência de vectores de F .


(b) Indique uma base de F que contenha os vectores de S.

26. Em R4 , considere o subespaço F = h(1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1), (1, 1, 2, 1)i .

(a) Indique uma base de F .


(b) Verifique que (1, 2, 3, 2) ∈ F .
(c) Determine uma base de R4 que contenha a base de F indicada em (a).

27. Em R3 , considere os vectores u1 = (−1, 1, 1), u2 = (0, 2, 0) e u3 = (1, 1, −1), e o


subespaço F = hu1 , u2, u3 i.

(a) Dê um exemplo de vectores v1 , v2 ∈ F distintos de u1 , u2 e u3.


(b) Mostre que (u1, u2 ) é uma sequência geradora de F .
(c) Indique uma sequência geradora de F com quatro vectores distintos.
(d) Dê exemplo de um vector v ∈ R3 que não pertença a F .

21002 - Álgebra Linear I 3


28. Em R3 , considere as sequências
 
S1 = (1, −1, 1), (1, 1, 0) e S2 = (1, −1, 1), (1, 1, 0), (2, 0, 1) .

Verifique se Si , i = 1, 2, é linearmente dependente e, em caso afirmativo, indique um


vector da sequência que seja combinação linear dos restantes.

29. Em R3×1 , considere as sequências


        
1 1 1 1 2
S1 =   −1 , 1
  e S2 =  −1 , 1 , 0 .
   
1 0 1 0 1

Verifique se Si , i = 1, 2, é linearmente dependente e, em caso afirmativo, indique um


vector da sequência que seja combinação linear dos restantes.

30. Em R2 [x], considere as sequências

S1 = x2 − x + 1, x2 + x e S2 = x2 − x + 1, x2 + x, 2x2 + 1 .
 

Verifique se Si , i = 1, 2, é linearmente dependente e, em caso afirmativo, indique um


vector da sequência que seja combinação linear dos restantes.

31. Seja E um espaço vectorial e seja (e1 , e2 , e3 ) uma base de E. Considere as sequências
 
S1 = e1 − e2 + e3 , e1 + e2 e S2 = e1 − e2 + e3 , e1 + e2 , 2e1 + e3 .

Verifique se Si , i = 1, 2, é linearmente dependente e, em caso afirmativo, indique um


vector da sequência que seja combinação linear dos restantes.

32. Indique a dimensão e uma base do subespaço

(a) F = h2x3 + 2x2 − 2x, x3 + 2x2 − x − 1, x3 + x + 5, x3 + 3, 2x3 + 2x2 − x + 2i de R3 [x].


       
1 1 1 1 2 −3 4 −1
(b) G = , , , de R2×2 .
1 1 1 0 1 1 3 2

4 ALC
Soluções ou sugestões de resolução

 
1. Por exemplo (2, 3, 3) e (4, 6, 6) são duas bases possı́veis para F .

2. Por exemplo (1, 1, 1, 0, 0), (1, 0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 0, 1) é uma base de F .
   
1 1 0 1
3. Por exemplo , é uma base de G.
0 0 −1 0
4. Use os exercı́cios 17 e 21 da semana 7.

5. (a) As coordenadas de (4, 3, 2, 1) em relação à base B são: 1, 1, 1, 1. As coordenadas de


(4, 3, 2, 1) em relação à base canónica são: 4, 3, 2, 1.
(b) As coordenadas de (a, b, c, d) em relação à base B são: a − b, b − c, c − d, d. As
coordenadas de (a, b, c, d) em relação à base canónica são: a, b, c, d.
 
4 3
6. (a) As coordenadas do vector em relação à base B são: 1, 1, 1, 1. As coordenadas
  2 1
4 3
de em relação à base B′ são: 4, 3, 2, 1.
2 1
 
a b
(b) As coordenadas de em relação à base B são: a − b, b − c, c − d, d. As
 c d
a b
coordenadas de em relação à base B′ são: a, b, c, d.
c d

7. (a) As coordenadas do vector 4x3 + 3x2 + 2x + 1 em relação à base B são: 1, 1, 1, 1. As


coordenadas de 4x3 + 3x2 + 2x + 1 em relação à base B′ são: 4, 3, 2, 1.
(b) As coordenadas de ax3 + bx2 + cx + d em relação à base B são: a − b, b − c, c − d,
d. As coordenadas de ax3 + bx2 + cx + d em relação à base B′ são: a, b, c, d.

8. (a) Porque a sequência (1, 2, 1), (2, −1, −3), (0, 1, 1) é linearmente dependente.

(b) Por exemplo (1, 2, 1), (2, −1, −3) é base de F e faz parte da sequência geradora.

9. (b) Por exemplo (1, 1, 0), (2, 1, 0), (0, 0, 1) .

10. Se dim F = 2 então:

• qualquer base de F tem exactamente 2 vectores - teorema 4.39.


• qualquer sequência linearmente independente com 2 vectores de F é uma base de
F - proposição 4.52.

(a) (2, 0, 1, 0) não é base de F , porque é um único vector e dim F = 2.

(b) (2, 0, 1, 0), (0, −2, 0, 2) é base de F - pq os vectores são linearmente independentes.

(c) (2, 0, 1, 0), (0, −2, 0, 2), (2, −2, 1, 2) - é uma sequência linearmente dependente,
pois (2, −2, 1, 2) = (2, 0, 1, 0) + (0, −2, 0, 2). Portanto não é base de F .

(d) (2, 0, 1, 0), (1, 0, 1/2, 0) - é uma sequência linearmente dependente, pois (1, 0, 1/2, 0)
= 1/2(2, 0, 1, 0). Portanto não é base de F .

11. R \ {0, 1}.

21002 - Álgebra Linear I 5


12. Para os espaços soma use a proposição 4.55.

(a) Por exemplo (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0) é base de F .

(b) Por exemplo (1, 0, 0, 0), (0, 1, 1, 0) é base de G.

(c) Por exemplo (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 0) é base de F + G.

(d) Por exemplo (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 3), (2, 0, 0, 1) é base de F + H.

13. Para os espaços soma use a proposição 4.55.


   
1 1 0 0
(a) Por exemplo , é base de F .
0 0 1 0
   
1 0 0 1
(b) Por exemplo , é base de G.
0 0 1 0
     
1 1 0 0 1 0
(c) Por exemplo , , é base de F + G.
0 0 1 0 0 0
       
1 1 0 0 1 0 2 0
(d) Por exemplo , , , é base de F + H.
0 0 1 0 0 3 0 1
14. Para os espaços soma use a proposição 4.55.

(a) Por exemplo (x3 + x2 , x) é base de F .


(b) Por exemplo (x3 , x2 + x) é base de G.
(c) Por exemplo (x3 + x2 , x, x3 ) é base de F + G.
(d) Por exemplo (x3 + x2 , x, x3 + 3, 2x3 + 1) é base de F + H.

15. Use o teorema 4.57: dim(F + G) = dim F + dim G − dim(F ∩ G), para quaisquer F e G.
Portanto dim(F ∩ G) = dim F + dim G − dim(F + G) = 2 + 2 − 3 = 1 e dim(F ∩ H) =
dim F + dim H − dim(F + H) = 2 + 2 − 4 = 0.

16. Use o teorema 4.57.

17. ∅ porque F ∩ G = {(0, 0, 0, 0)}.

19. Use o teorema 4.57.

20. (a) R \ {−2}. (b) Use o teorema 4.57.



1 7 7

21. Não. É linearmente dependente porque 2 7 7 = 0.
3 7 7

22. R \ {−4}.

24. Por exemplo (1, 0, 1), (0, 1, 1) é base de F - note que (2, 2, 4) = 2(1, 0, 1) + 2(0, 1, 1) e
(1, 2, 3) = (1, 0, 1) + 2(0, 1, 1).

25. (a) Escreva cada vector de S como combinação linear dos geradores de F .

(b) Por exemplo (0, 2, 3, 3), (1, 1, 2, 2), (1, 0, 0, 1) .

26. (a) Por exemplo (1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1) é uma base de F .

6 ALC
(b) Porque (1, 2, 3, 2) = 3(1, 0, 1, 0) + 2(−1, 1, 0, 1) ∈ h(1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1)i = F .
(c) Por exemplo (1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1), (0, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0) é uma base de R4 que


contém a de F .

27. (a) Por exemplo v1 = u1 + u2 = (−1, 3, 1) ∈ F e v2 = u1 + 2u3 = (1, 3, −1) ∈ F


(b) Porque u3 = −u1 + u2 .
(c) Por exemplo hu1 , u2 , u3 , v1 i = F .
(d) Por exemplo v = (0, 0, 1) 6∈ F .

28. S1 é linearmente independente. S2 é linearmente dependente e tem-se (2, 0, 1) = (1, −1, 1)+
(1, 1, 0).
     
2 1 1
29. S1 é linearmente independente. S2 é linearmente dependente e 0 = −1 + 1.
    
1 1 0

30. S1 é linearmente independente. S2 é linearmente dependente e tem-se 2x2 + 1 = (x2 −


x + 1) + (x2 + x).

31. S1 é linearmente independente. S2 é linearmente dependente e tem-se 2e1 + e3 = (e1 −


e2 + e3 ) + (e1 + e2 ).

32. Indique a dimensão e uma base do subespaço



(a) dim F = 3. Por exemplo 2x3 + 2x2 − 2x, x3 + 2x2 − x − 1, x3 + x + 5 é base de F .
     
1 1 1 1 2 −3
(b) dim G = 3. Por exemplo , , é base de G.
1 1 1 0 1 1

21002 - Álgebra Linear I 7


Resolução detalhada de alguns exercı́cios

1. Temos (2, 3, 3) 6= (0, 0, 0), logo (2, 3, 3) é uma sequência linearmente
 independente e,
como gera F , é uma base de F . Por outro lado, também (4, 6, 6) é uma sequência
linearmente independente. Temos
1
(2, 3, 3) = (4, 6, 6) ∈ h(4, 6, 6)i , (4, 6, 6) = 2(2, 3, 3) ∈ h(2, 3, 3)i
2

e, portanto, h(4, 6, 6)i = h(2, 3, 3)i = F . Logo (4, 6, 6) é, também, uma base de F .
2. Vamos determinar uma sequência geradora para F :
( (
b−c = 0 b=c
(a, b, c, d, e) ∈ F ⇐⇒ ⇐⇒ .
a=b+d a=c+d
Assim
F = {(c + d, c, c, d, e) : c, d, e ∈ R}
= {c(1, 1, 1, 0, 0) + d(1, 0, 0, 1, 0) + e(0, 0, 0, 0, 1) : c, d, e ∈ R}
= h(1, 1, 1, 0, 0), (1, 0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 0, 1)i .
Vamos provar que a sequência encontrada é linearmente independente. Consideremos a
matriz cujas linhas são formadas por estes vectores
   
1 1 1 0 0 1 1 1 0 0
A = 1 0 0 1 0 −→ 0 −1 −1 1 0 (f.e.).
L −L
0 0 0 0 1 2 1 0 0 0 0 1
Portanto rank A = 3, o que prova que os vectores dados  são linearmente independentes.
Deste modo, (1, 1, 1, 0, 0), (1, 0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 0, 1) é uma base de F .
3. Vamos determinar uma sequência geradora para G:
            
a a+b 1 1 0 1 1 1 0 1
G= : a, b ∈ R = a +b : a, b ∈ R = , .
−b 0 0 0 −1 0 0 0 −1 0
Vamos provar que a sequência encontrada é linearmente independente:
          (
1 1 0 1 0 0 α α+β 0 0 α=0
α +β = ⇐⇒ = ⇐⇒
0 0 −1 0 0 0 −β 0 0 0 β=0
   
1 1 0 1
Portanto a sequência de vectores , gera G e é linearmente indepen-
0 0 −1 0
dente, pelo que é uma base de G.
4. (a) Aplicando os exercı́cios 17 e 21 da semana 7, obtemos:
he1 , e1 + e2 , e1 + e2 + e3 i = he1 , e2 , e3 i = E , (e1 , e1 + e2 , e1 + e2 + e3 ) é lin. indep.
Portanto (e1 , e1 + e2 , e1 + e2 + e3 ) é base de E.
(b) Aplicando os exercı́cios 17 e 21 da semana 7, obtemos:
h−e3 , −e1 + e2 , 2e1 + e3 i = he1 , e2 , e3 i = E , (−e3 , −e1 + e2 , 2e1 + e3 ) é lin. indep.
Portanto (−e3 , −e1 + e2 , 2e1 + e3 ) é base de E.

8 ALC
5. Em R4 considere as bases

B = (1, 0, 0, 0), (1, 1, 0, 0), (1, 1, 1, 0), (1, 1, 1, 1)
b.c.R4 = (1, 0, 0, 0), (0, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 1)


(a) Temos

(4, 3, 2, 1) = α1 (1, 0, 0, 0) + α2 (1, 1, 0, 0) + α3 (1, 1, 1, 0) + α4 (1, 1, 1, 1)


 

 α 1 + α 2 + α 3 + α 4 = 4 
 α1 = 1

α + α + α = 3 
α = 1
2 3 4 2
⇐⇒ ⇐⇒


 α3 + α4 = 2 

 α3 = 1
α4 = 1 α4 = 1
 

Portanto (4, 3, 2, 1) = 1(1, 0, 0, 0) + 1(1, 1, 0, 0) + 1(1, 1, 1, 0) + 1(1, 1, 1, 1) e as co-


ordenadas de (4, 3, 2, 1) em relação à base B são: 1, 1, 1, 1. Por outro lado,

(4, 3, 2, 1) = 4(1, 0, 0, 0) + 3(0, 1, 0, 0) + 2(0, 0, 1, 0) + 1(0, 0, 0, 1)

e as coordenadas de (4, 3, 2, 1) em relação à base canónica são: 4, 3, 2, 1.


(b) Como em (a) temos

(a, b, c, d) = α1 (1, 0, 0, 0) + α2 (1, 1, 0, 0) + α3 (1, 1, 1, 0) + α4 (1, 1, 1, 1)


 

 α 1 + α 2 + α 3 + α 4 = a 
 α1 = a − b

α + α + α = b 
α = b − c
2 3 4 2
⇐⇒ ⇐⇒


 α3 + α4 = c 

 α3 = c − d
α4 = d α4 = d
 

Portanto

(a, b, c, d) = (a − b)(1, 0, 0, 0) + (b − c)(1, 1, 0, 0) + (c − d)(1, 1, 1, 0) + d(1, 1, 1, 1)

e as coordenadas de (a, b, c, d) em relação à base B são: a − b, b − c, c − d, d. Por


outro lado

(a, b, c, d) = a(1, 0, 0, 0) + b(0, 1, 0, 0) + c(0, 0, 1, 0) + d(0, 0, 0, 1)

e as coordenadas de (a, b, c, d) em relação à base canónica são: a, b, c, d.

8. (a) Temos      
1 2 1 1 2 1 1 2 1
2 −1 −3 −→ 0 −5 −5 −→ 0 −5 −5
L2 −2L1 L3 +1/5L2
0 1 1 0 1 1 0 0 0

e, portanto, a sequência de vectores (1, 2, 1), (2, −1, −3), (0, 1, 1) não é linear-
mente independente, logo não é uma base de F .
(b) Sabemos que qualquer sequência geradora de F contém uma base de F (teorema
4.48). Assim, atendendo aos cálculos efectuados em (a) vamos excluir o último
vector. Assim (1, 2, 1), (2, −1, −3)) é uma sequência linearmente independente e
gera F , logo é uma base de F .

21002 - Álgebra Linear I 9


9. (a) Vamos usar a definição:

α(1, 1, 0) + β(2, 1, 0) = (0, 0, 0) ⇐⇒ (α + 2β, α + β, 0) = (0, 0, 0)


( ( (
α + 2β = 0 β=0 β=0
⇐⇒ ⇐⇒ ⇐⇒
α+β =0 α = −β α=0

Portanto S = (1, 1, 0), (2, 1, 0) é linearmente independente.
(b) Uma base de R3 tem 3 vectores, uma vez que dim R3 = 3. Por outro lado, qualquer
sequência linearmente independente de R3 com 3 vectores é uma base de R3 -
proposição 4.52. Assim temos de juntar à base de F um vector u ∈ R3 de modo que
(1, 1, 0), (2, 1, 0), u seja uma sequência linearmente independente. Por exemplo
seja u = (0, 0, 1). Temos
1 1 0

2 1 0 = −1 6= 0

0 0 1

e, portanto, (1, 1, 0), (2, 1, 0), (0, 0, 1) seja uma sequência linearmente independen-
te. Logo é uma base de R3 e inclue os vectores de S.
11. Temos dim R3 = 3. Assim (u, v, w) é uma base de R3 se e só se (u, v, w) é uma sequência
linearmente independente. Ora, como temos 3 vectores de R3 podemos recorrer a deter-
minantes:

1 1 1 1 1 1

(u, v, w) lin. indep. ⇐⇒ α −1 −α 6= 0 ⇐⇒ 0 −1 − α −2α 6= 0
L2 −αL1
1 α 1 L3 −L1 0 α−1 0

Laplace −1 − α −2α
⇐⇒ 6= 0 ⇐⇒ 2α(α − 1) 6= 0 ⇐⇒ α 6∈ {0, 1}
C1 α−1 0

12. (a) Temos ( (


a−b =0 a=b
(a, b, c, d) ∈ F ⇐⇒ ⇐⇒ .
a= b+d d=0
Assim

F={(b, b, c, 0) : b, c ∈ R}={b(1, 1, 0, 0) + c(0, 0, 1, 0) : b, c ∈ R}=h(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0)i .

Por outro lado, colocando estes 2 vectores como linhas de uma matriz obtemos uma
matriz em forma de escada, ou seja com caracterı́stica 2. Portanto os vectores são
linearmente independentes. Segue-se que (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0) é uma base de F .
(b) Temos ( (
b−c=0 b=c
(a, b, c, d) ∈ G ⇐⇒ ⇐⇒ .
d=0 d=0
Assim

G={(a, c, c, 0) : a, c ∈ R}={a(1, 0, 0, 0) + c(0, 1, 1, 0) : a, c ∈ R}=h(1, 0, 0, 0), (0, 1, 1, 0)i .

Por outro lado, colocando estes 2 vectores como linhas de uma matriz obtemos uma
matriz em forma de escada, ou seja com caracterı́stica 2. Portanto os vectores são
linearmente independentes. Segue-se que (1, 0, 0, 0), (0, 1, 1, 0) é uma base de G.

10 ALC
(c) Sabemos pela proposição 4.55 que

F + G = h(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0)i + h(1, 0, 0, 0), (0, 1, 1, 0)i


= h(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 0), (0, 1, 1, 0)i .

Por outro lado, se colocarmos estes vectores como linhas de uma matriz, essa matriz
tem uma coluna de zeros - logo o seu determinante é zero. Portanto os 4 vectores
são linearmente dependentes. Assim sabemos que podemos excluir, pelo menos,
um vector. Vejamos o que se passa com os 3 primeiros vectores:
     
1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0
0 0 1 0 −→ 0 0 1 0 −→ 0 −1 0 0 (f.e.)
L −L L ↔L
1 0 0 0 3 1 0 −1 0 0 2 2 0 0 1 0

Portanto (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 0) é uma sequência linearmente indepen-
o
dente e que gera F + G (porque  o 4 vector depende dos outros três). Logo
(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 0) é uma base de F + G.
(d) Sabemos pela proposição 4.55 que

F + H = h(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0)i + h(1, 0, 0, 3), (2, 0, 0, 1)i


= h(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 3), (2, 0, 0, 1)i .

Ora
1 1 0 0

0 0 1 0

1 = −5 6= 0
0 0 3
2 0 0 1

Portanto a sequência (1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (1, 0, 0, 3), (2, 0, 0, 1) é linearmente in-
dependente e, como é sequência geradora de F + H, é uma base de F + H.

13. Este exercı́cio tem uma resolução muito semelhante ao exercı́cio anterior. De facto
podemos identificar um matriz de tipo 2×2 com um 4-uplo das suas entradas:
 
a b
←→ (a, b, c, d).
c d

Assim as conclusões deste exercı́cio serão as correspondentes ao exercı́cio 12.

(a) Temos,       
b b 1 1 0 0
F = : b, c ∈ R = , .
c 0 0 0 1 0
Como nenhuma das matrizes geradoras de F é um múltiplo escalar da outra, a
sequência    
1 1 0 0
B= ,
0 0 1 0
é linearmente independente e, portanto, é uma base de F .
(b) Temos,       
a c 1 0 0 1
G= : a, c ∈ R = , .
c 0 0 0 1 0

21002 - Álgebra Linear I 11


Como nenhuma das matrizes geradoras de G é um múltiplo escalar da outra, a
sequência    
1 0 0 1
B= ,
0 0 1 0
é linearmente independente e, portanto, é uma base de G.
(c) Pela proposição 4.55
               
1 1 0 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1
F +G = , + , = , , , .
0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0

Ora temos que        


0 1 1 1 0 0 1 0
= + − .
1 0 0 0 1 0 0 0
Logo      
1 1 0 0 1 0
F +G= , , .
0 0 1 0 0 0
Estes três vectores são linearmente independentes, pois

            γ = 0

1 1 0 0 1 0 0 0 α+γ α 0 0
α +β +γ = ⇐⇒ = ⇐⇒ α = 0 .
0 0 1 0 0 0 0 0 β 0 0 0 
β=0

     
1 1 0 0 1 0
Portanto , , é base de F + G.
0 0 1 0 0 0
(d) Pela proposição 4.55
               
1 1 0 0 1 0 2 0 1 1 0 0 1 0 2 0
F +H = , + , = , , , .
0 0 1 0 0 3 0 1 0 0 1 0 0 3 0 1

Tal como na resolução do exercı́cio 12-(d), estes 4 vectores são linearmente inde-
pendentes
         
1 1 00 1 0 2 0 0 0
α1 + α2 + α3 + α4 =
0 0 10 0 3 0 1 0 0


 α1 + α3 + 2α4 = 0
    
α = 0
α1 + α3 + 2α4 α1 0 0 1
⇐⇒ = ⇐⇒
α2 3α3 + α4 0 0 
 α2 = 0

3α3 + α4 = 0

 

 α3 = −2α4 
 α3 = 0

α = 0 
α = 0
1 1
⇐⇒ ⇐⇒


 α2 = 0 

 α2 = 0
α4 = −3α3 = 6α4 α4 = 0
 

       
1 1 0 0 1 0 2 0
Portanto , , , é base de F + H.
0 0 1 0 0 3 0 1

12 ALC
14. Este exercı́cio tem uma resolução muito semelhante ao exercı́cio 12. De facto podemos
identificar um polinómio de grau 3 com um 4-uplo dos seus coeficientes:

ax3 + bx2 + cx + d ←→ (a, b, c, d).

Assim as conclusões deste exercı́cio serão as correspondentes ao exercı́cio 12.

(a) Temos ( (
a−b=0 a=b
ax3 + bx2 + cx + d ∈ F ⇐⇒ ⇐⇒ .
a=b+d d=0
Assim

F = bx3 + bx2 + cx : b, c ∈ R = b(x3 + x2 ) + cx : b, c ∈ R = x3 + x2 , x .


 

Estes vectores são linearmente independentes:

α(x3 + x2 ) + βx = 0 ⇐⇒ αx3 + αx2 + βx = 0 ⇐⇒ α = 0 = β

- porque um polinómio é nulo se todos os seus coeficientes são zero. Portanto os


vectores são linearmente independentes. Segue-se que (x3 + x2 , x) é base de F .
(b) Temos ( (
b−c=0 b=c
ax3 + bx2 + cx + d ∈ G ⇐⇒ ⇐⇒ .
d=0 d=0
Assim

G = ax3 + cx2 + cx : a, c ∈ R = ax3 + c(x2 + x) : a, c ∈ R = x3 , x2 + x .


 

Estes vectores são linearmente independentes:

αx3 + β(x2 + x) = 0 ⇐⇒ αx3 + βx2 + βx = 0 ⇐⇒ α = 0 = β.

Segue-se que (x3 , x2 + x) é base de G.


(c) Sabemos pela proposição 4.55 que

F + G = x3 + x2 , x + x3 , x2 + x = x3 + x2 , x, x3 , x2 + x .



Temos
x2 + x = (x3 + x2 ) + x − x3
e, portanto, F + G = hx3 + x2 , x, x3 i. Agora estes vectores são linearmente inde-
pendente:
 
α + γ = 0
 γ = 0

3 2 3 3 2
α(x +x )+βx+γx = 0 ⇔ (α+γ)x +αx +βx = 0 ⇔ α = 0 ⇔ α=0 .
 
β=0 β=0
 

Portanto (x3 + x2 , x, x3 ) é base de F + G.

21002 - Álgebra Linear I 13


(d) Sabemos pela proposição 4.55 que

F + H = x3 + x2 , x + x3 + 3, 2x3 + 1 = x3 + x2 , x, x3 + 3, 2x3 + 1 .



Estes vectores são linearmente independente:

α1 (x3 + x2 ) + α2 x + α3 (x3 + 3) + α4 (2x3 + 1) = 0


⇐⇒ (α1 + α3 + 2α4 )x3 + α1 x2 + α2 x + (3α3 + α4 ) = 0
 

 α1 + α 3 + 2α4 = 0 
 α3 = 0

α = 0 
α = 0
1 1
⇐⇒ ⇐⇒


 α2 = 0 

 α2 = 0
3α3 + α4 = 0 α4 = 0
 

Portanto (x3 + x2 , x, x3 + 3, 2x3 + 1) é base de F + H.

16. Temos
n n
dim(F + G) = dim F + dim G − dim(F ∩ G) > + − dim(F ∩ G)
teor. 4.57 hip. 2 2
= n − dim(F ∩ G)

Por outro lado, F + G é um subespaço vectorial de E. Logo a dimensão de F + G não


pode exceder a dimensão de E - proposição 4.53. Quer dizer que

n = dim E ≥ dim(F + G) > n − dim(F ∩ G).


hip. prop. 4.53

Portanto dim(F ∩ G) > 0 o que prova que F ∩ G 6= {0E } - pois o subespaço nulo é o
único como dimensão 0 - ver observação da página 462 do manual.

17. Temos
F + G = h(1, 0, 1, −1), (1, 1, 1, 0), (1, 1, 0, 1), (2, 0, 3, 0)i .

1 0 1 −1

1 1 1 0 
Como = −3, a sequência (1, 0, 1, −1), (1, 1, 1, 0), (1, 1, 0, 1), (2, 0, 3, 0) é
1 1 0 1

2 0 3 0
linearmente independente e, como gera F + G, é uma base de F + G. Deste modo
dim(F + G) = 4. Além disso, as subsequências
 
B1 = (1, 0, 1, −1), (1, 1, 1, 0) ) , B2 = (1, 1, 0, 1), (2, 0, 3, 0)

também são linearmente independentes e, como geram F e G são uma base de F e de


G, respectivamente. Assim dim F = 2 e dim G = 2. Segue-se que

dim(F ∩ G) = dim F + dim G − dim(F + G) = 2 + 2 − 4 = 0

e, portanto, F ∩ G = {(0, 0, 0, 0)}. Logo ∅ é base de F ∩ G - por convenção.

14 ALC
Alternativa: Temos

(a, b, c, d) ∈ F ∩ G ⇐⇒ (a, b, c, d) ∈ F ∧ (a, b, c, d) ∈ G


(
(a, b, c, d) = α(1, 0, 1, −1) + β(1, 1, 1, 0) para alguns α, β ∈ R
⇐⇒
(a, b, c, d) = γ(1, 1, 0, 1) + δ(2, 0, 3, 0) para alguns γ, δ ∈ R
(
(a, b, c, d) = (α + β, β, α + β, −α) para alguns α, β ∈ R
⇐⇒
(a, b, c, d) = (γ + 2δ, γ, 3δ, γ) para alguns γ, δ ∈ R
 

 α + β = γ + 2δ 
 γ=0

β = γ 
β = 0
=⇒ ⇐⇒ =⇒ (a, b, c, d) = (0, 0, 0, 0)


 α + β = 3δ 

 δ = 0
−α = γ α=0
 

Portanto F ∩ G = {(0, 0, 0, 0)}. Logo ∅ é base de F ∩ G - por convenção.

18. Por hipótese (v1 , . . . , vn ) é uma base de E, logo gera E, isto é E = hv1 , . . . , vn i. Assim

hv1 , . . . , vk i + hvk+1 , . . . , vn i = hv1 , . . . , vn i = E.


teor. 4.55

Por outro lado,

u ∈ hv1 , . . . , vk i ∩ hvk+1 , . . . , vn i ⇐⇒ u ∈ hv1 , . . . , vk i ∧ u ∈ hvk+1 , . . . , vn i


(
u = α1 v1 + · · · + αk vk para alguns α1 , . . . , αk ∈ K
⇐⇒
u = αk+1 vk+1 + · · · + αn vn para alguns αk+1 , ..., αn ∈ K
=⇒ α1 v1 + · · · + αk vk = αk+1vk+1 + · · · + αn vn
⇐⇒ α1 v1 + · · · + αk vk − αk+1 vk+1 − · · · − αn vn = 0
⇐⇒ α1 = · · · = αk = αk+1 = · · · = αn = 0
(v1 ,...,vn ) base

=⇒ u = 0E .

Portanto hv1 , . . . , vk i∩hvk+1 , . . . , vn i = {0E }. Segue-se que E = hv1 , . . . , vk i⊕hvk+1 , . . . , vn i.

19. Temos, pelo teorema 4.57,

dim(F ∩ G) = dim F + dim G − dim(F + G) = 3 + 3 − dim(F + G).

Por outro lado,

F é um subespaço de F + G − exercı́cio 8 da semana 7


F + G é um subespaço de E − teorema 4.16

Assim, pela proposição 4.53, temos as desigualdades seguintes

3 = dim F ≤ dim(F + G) ≤ dim E = 5.

Portanto −3 ≥ − dim(F + G) ≥ −5, donde

dim(F ∩ G) = 3 + 3 − dim(F + G) ≥ 6 − 5 = 1.

Portanto F ∩ G 6= {0E }.

21002 - Álgebra Linear I 15


20. (a) Temos

dim(F + G) = 3 ⇐⇒ (1, 0, 1), (1, −1, 2), (1, α, 3) é base de F + G

⇐⇒ (1, 0, 1), (1, −1, 2), (1, α, 3) é seq. lin. indep.

1 0 1

⇐⇒ 1 −1 2 6= 0 ⇐⇒ α 6= −2.
1 α 3

(b) Temos
(
R3 = F + G
R3 = F ⊕ G ⇐⇒ ⇐⇒ dim(F + G) = 3 ⇐⇒ α 6= −2.
F ∩ G = {0E } (a)

23. Temos
     
1 2 −1 −2 1 2 −1 −2 1 2 −1 −2
2 3 0 −1 0 −1 2 3 0 −1 2 3
     
1 2 1 3  −→ 0 0 2 5  −→ 0 0 2 5 
  L2 −2L1   L +L  
1 3 −1 0  L −L 0 1
3 1
0 2 4 2 0 0 2 5
7 14 −1 1 L4 −L1 0 0 6 15 0 0 6 15
L5 −7L1
 
1 2 −1 −2
0 −1 2 3
 
−→ 0 0 2 5
L4 −L3 
L5 −3L3
0 0 0 0 
0 0 0 0

Portanto a L5 da matriz inicial - que é formada pelo vector (7, 14, −1, 1) - é dependente
das linhas L1 , L2 , L3 que são formadas pelos vectores u1 , u2, u3 . Portanto podemos con-
cluir que o vector (7, 14, −1, 1) é combinação linear dos vectores u1 = (1, 2, −1, −2),
u2 = (2, 3, 0, −1), u3 = (1, 2, 1, 3). Quer dizer que existem escalares α1 , α2 , α3 ∈ R tais
que
(7, 14, −1, 1) = α1 u1 + α2 u2 + α3 u3 .
Logo também é combinação linear de u1 , u2 , u3, u4 , pois temos

(7, 14, −1, 1) = α1 u1 + α2 u2 + α3 u3 + 0u4

26. (a) Temos


     
1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0
−1 1 0 1 −→ 0 1 1 1 −→  0 1 1 1 (f.e.).
L +L L −L
1 1 2 1 L23 −L11 0 1 1 1 3 2 0 0 0 0

Portanto

F = h(1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1), (1, 1, 2, 1)i = h(1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1)i

e a sequência B = (1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1) é linearmente independente. Portanto
B é uma base de F .

16 ALC
(b) Temos
 

 α−β =1 
1=1
 
 β=2 β=2
(1, 2, 3, 2) = α(1, 0, 1, 0) + β(−1, 1, 0, 1) ⇐⇒ ⇐⇒ .


 α=3 

α = 3
β=2 β=2
 

Portanto (1, 2, 3, 2) = 3(1, 0, 1, 0) + 2(−1, 1, 0, 1) ∈ h(1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1)i = F .



(c) Consideremos a base canónica de R4 : (1, 0, 0, 0), (0, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0), (0, 0, 0, 1) .
Vamos escolher 2 destes vectores u, v e juntar aos  dois da base de F . Esta escolha
terá de ser tal que (1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1), u, v seja uma sequência linearmente
independente. Por exemplo, escolhendo u = (0, 1, 0, 0), v = (0, 0, 1, 0) temos

1 0 1 0

−1 1 0 1
0 1 0 0 = 1 6= 0.


0 0 1 0

Portanto (1, 0, 1, 0), (−1, 1, 0, 1), (0, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 0) é uma base R4 que contém
a base de F .
Note que também podı́amos ter escolhido u = (1, 0, 0, 0) e v = (0, 1, 0, 0).

32. (a) Para facilitar os cálculos vamos identificar um polinómio genérico ax3 + bx2 + cx + d
com a sequência (a, b, c, d) dos seus coeficientes. Assim, vamos analisar o corres-
pondente subespaço de R4 ,

F ′ = h(2, 2, −2, 0), (1, 2, −1, −1), (1, 0, 1, 5), (1, 0, 0, 3), (2, 2, −1, 2)i .

Temos
     
2 2 −2 0 2 2 −2 0 2 2 −2 0
1
 2 −1 −1
0 1
 0 −1

0
 1 0 −1
0 −1 2
 L2 −→
1 0 1 5 5  −→ 0 0 2 4
 −1/2L   L +L  
1 0 0 3  L3 −1/2L11 0 −1 1 3  L34 +L22 0 0 1 2
2 2 −1 2 L4 −1/2L1 0 0 1 2 0 0 1 2
L5 −L1
 
2 2 −2 0
0
 1 0 −1
−→ 0 0 2 4 (f.e.).
L4 −1/2L3 
0

L5 −1/2L3
0 0 0
0 0 0 0

Portanto
F ′ = h(2, 2, −2, 0), (1, 2, −1, −1), (1, 0, 1, 5)i

e B′ = (2, 2, −2, 0), (1, 2, −1, −1), (1, 0, 1, 5) é uma sequência linearmente inde-
pendente de F ′ . Logo B′ é uma base de F ′. Agora passando aos polinómios temos
3 2 3 2 3
que B = 2x + 2x − 2x, x + 2x − x − 1, x + x + 5 é uma base de F . Segue-se
que dim F = 3.

21002 - Álgebra Linear I 17


 
a b
(b) Para facilitar os cálculos vamos identificar uma matriz genérica com a
c d
sequência (a, b, c, d) das suas entradas. Assim, vamos analisar o correspondente
subespaço de R4 ,

G′ = h(1, 1, 1, 1), (1, 1, 1, 0), (2, −3, 1, 1), (4, −1, 3, 2)i .

Temos
     
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 0  0 0 0 −1  −→ 0 0
 0 −1

2 −3 1 −→  
1 L2 −L1 0
  −5 −1 −1 L4 −L3 0 −5 −1 −1
4 −1 3 2 LL3 −2L 1
0 −5 −1 −2 0 0 0 −1
4 −4L1
   
1 1 1 1 1 1 1 1
0 0 0 −1  −→ 0 −5 −1 −1 (f.e.).
 
−→ 
L4 −L2 0 −5 −1 −1 L2 ↔L3 0 0
  0 −1
0 0 0 0 0 0 0 0

Portanto
G′ = h(1, 1, 1, 1), (1, 1, 1, 0), (2, −3, 1, 1)i

e B′ = (1, 1, 1, 1), (1, 1, 1, 0), (2, −3, 1, 1) é uma sequência linearmente indepen-
dente de G′ . Logo B′ é uma base de G′ . Agora passando às matrizes temos que
     
1 1 1 1 2 −3
B= , ,
1 1 1 0 1 1

é base de G.

18 ALC

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