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Princípios Básicos de Radioproteção

Princípio da Justificação: Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição deve


ser justificada em relação a outras alternativas e produzir um benefício líquido positivo
para a sociedade.

Princípio da Otimização: O projeto, o planejamento do uso e a operação de instalações


e de fontes de radiação devem ser feitos de modo a garantir que os expositores sejam tão
reduzidos quanto razoavelmente exeqüível = baixa (principio ALARA), levando-se em
consideração fatores sociais e econômicas.

Principio da Limitação de Dose Individual: As doses individuais de trabalhadores e


de indivíduos do público não devem exceder os limites anuais de dose equivalente
estabelecidos em norma específica.

Limitação de dose e Otimização da radioproteção

1) Nenhum trabalhador deve estar exposto à radiação sem que:

        a) Seja necessário;

        b) Tenha conhecimento dos riscos radiológicos associados ao seu trabalho;

        c) Esteja adequadamente treinado para o desempenho seguro das suas funções;

2) Compensações ou privilégios especiais para trabalhadores não devem, em nenhuma


hipótese, substituir requisitos aplicáveis de norma específica;

3) Menores de 18 anos não devem ser trabalhadores;

4) Gestantes não devem trabalhar em áreas controladas;

5) Para mulheres com capacidade reprodutiva, a dose no abdômen não deve exceder a
10 mSv em qualquer período de 3 meses consecutivos;

6) A dose acumulada no feto durante o período de gestação não deve exceder 1 mSv;

 7) Estudantes, aprendizes e estagiários menores de 16 anos, cujas atividades envolvam


radiação, não devem receber, por ano, doses superiores aos limites primários para
indivíduos do público, nem doses superiores a 1/10 daqueles limites em cada exposição
independente;

8) Estudantes, aprendizes e estagiários entre 16 e 18 anos não devem receber doses


superiores a 3/10 da dose do limite para trabalhadores;

9) Estudantes e estagiários com idade maior de 18 anos devem obedecer o limite para
trabalhadores.

Sistemas de Radio-Proteção                                                                             subir


1) Óculos de vidro plumbífero;

2) Protetor de tireóide plumbífero;

 3) Capa plumbífera;

4) Protetor de gônodas plumbífero;

5) Luvas plumbífero;

Fatores

1. Tempo: Deve haver rigorosamente limitação de tempo de exposição, a fim de que o


indivíduo não receba doses acima dos limites de tolerância estabelecidos. Quando um
material radioativo é completamente absorvido pelo organismo, pouco ou nada pode ser
feito para eliminá-lo da região onde se depositou . No entanto pode ser controlados os
riscos das radiações internas, ou seja, aquelas cuja fonte já se encontra depositada no
interior do organismo, seja por ingestão, inalação ou absorção através da pele,
impedindo-se a assimilação de fontes radioativas pelo corpo humano ou controlá-la a
níveis mínimos, garantindo que os limites de tolerância não sejam ultrapassados.

2. Distância: Vamos entender como distância, o espaço mantido entre o trabalhador e a


fonte de radiação. Isto significa que o trabalhador pode realizar suas tarefas sem risco
nenhum de ser atingido pelas radiações, porque se encontra numa distância segura. Esta
medida é eficaz e muito simples de ser aplicada.

3. Blindagens: Corresponde à utilização de barreiras feitas de materiais que sejam


capazes de absorver radiações ionizantes. Essas barreiras devem ser feitas e orientadas
por especialistas para que não se corra nenhum risco. É comum o uso de barreira de
chumbo ou concreto cuja espessura é dimensionada em função do tipo de radiação da
qual se quer livrar.

Área livre: área isenta de regras especiais de segurança onde as doses anuais não
ultrapassem o limite para o público (1mSv).

Área controlada: área restrita na qual as doses equivalentes efetivas anuais podem ser
iguais ou superiores a 3/10 do limite para trabalhadores.

Efeitos Biológicos da Radiação Ionizante

1) Mecanismo:

 Radiação –> átomo (efeito comptom, fotoelétrico e produção de pares) –> fenômeno
físico (ionização) –> fenômeno químico (ruptura nas ligações das moléculas) –>
fenômeno biológico (em relação às moléculas) –> fenômeno fisiológico ( em relação ao
organismo)

2) Tempo de Latência:
 Dose elevada – tempo curto; Doses baixas com tempo de exposição muito lento –
latência de dezenas de anos.

3) Efeitos:

Reversíveis – poder de restauração das células;

Irreversíveis – câncer (mutação das células) X necrose (morte das células);

Transmissibilidade – a maior parte das alterações que ocorrem em uma célula não de
transmitem a outras. Efeitos hereditários podem ser transmitidos através da reprodução
(células germinativas);

Limiar – alguns efeitos biológicos exigem um valor mínimo de radiação ionizante para
se manifestar. É o mínimo de radiação necessária para que ocorra algum efeito
biológico);

Radiossensibilidade – as células não respondem igualmente a mesma dose de radiação.


Ex.: plaquetas, leucócitos, hemáceas. (corresponde a sensibilidade de cada célula aos
efeitos de radiação ionizante).

4) Classificação:

Somáticos – ocorrem nas células somáticas e não se transmitem aos descendentes. Ex.:
lesão de pele (radiodermite); Hereditários – se transmitem aos descendentes;

 Estocásticos – a probabilidade de ocorrer é função da dose;

Não estocásticos (Determinísticos) – a gravidade aumenta com o aumento da dose e


existe um limiar de dose.

5) Síndrome aguda da radiação:

Forma hematopoética da síndrome

   - Cada tipo de célula apresenta sensibilidade diferente para radiação;

   - As doses relativamente baixas (< 2Sv); 

   - As células afetadas são as com maior sensibilidade: leucócitos, linfócitos, medula


óssea;

   - Estágio da doença: febre, infecção, hemorragia.

Forma de trato gastro intestinal

   - Acima de 6 Sv – células do tecido epitelial do trato gastro intestinal são destruídas,
derrubando assim uma barreira vital. Logo teremos: perda de líquidos, infecção
dominante e diarréia aguda.
Forma cerebral

   - Acima de 20 Sv. Provocando desorientação e choque.                               subir

6) Efeitos somáticos tardios:

Período de latência muito grande, anos após a radiação. Ex.: câncer.

7) Efeitos hereditários:

Atinge óvulos e espermatozóides.

Efeitos: albinismo, homofilia, daltonismo, etc.

8) Principais órgãos geralmente afetados pela radiação ionizante:

Gônodas –> medula óssea –> tireóide –> seios

Se não houver critério rigoroso de proteção e controle das radiações, haverá sempre o
risco de exposição, não só para aqueles que operam equipamentos ou  para
pesquisadores que lidam com tais elementos, mas também para pessoas que estiverem
em locais executando tarefas bem diferentes. Todavia o risco à exposição de radiação
depende das instalações e protetores existentes e do tipo de radiação se é mais ou menos
intensa. Por  exemplo, as radiações gama e X podem atravessar paredes, avançar
distâncias maiores com intensidade suficiente para causar danos à sociedade.

Os efeitos das radiações sobre o organismo dependem da dose recebida e podem se


fazer sentir através da:

Ingestão,  os elementos radioativos penetram no organismo pela água ou comida


contaminada;

Inalação de gases e poeiras radioativos corresponde a um grande perigo, devido ao fato


de que a radiação é lançada dentro dos pulmões e nesse caso, pode ser facilmente
absorvida;

Absorção de radiações através da pele é a mais comum e também muito perigosa. A


exposição poderá ocorrer sobre todo o corpo ou sobre parte dele. Quando atinge todo
corpo, o principal efeito é sobre o sangue e sobre órgãos formadores de sangue. Os
danos são vários, como: anemia, leucemia, câncer de pele, câncer ósseo, câncer de
tireóide, etc. Os efeitos da radiação dependem da radiação recebida. Por isso, quanto a
exposição a radiação é localizada sobre determinado órgão, poderá destruí-lo uo lesá-lo.
Por exemplo, quando atingem os olhos podem causar cataratas ou a cegueira. Atingindo
a pele, torna-se seca e rígida, sujeita a queimadura, tumores e câncer. Poderá causar
esterilidade temporária ou permanente, quando atinge os órgãos reprodutores. Podem
até mesmo causar alterações nas gerações futuras do indivíduo exposto - são os efeitos
genéticos. Enfim a exposição a radiações constitui um risco sério para o homem, se não
houver meios de proteção e controle sistemáticos.
Medidas de prevenção e controle adotadas com muito critério e correção podem
eliminar os riscos de qualquer fonte de radiação, chegando mesmo a manter qualquer
exposição abaixo dos níveis estabelecidos.

Consegue-se o controle dos riscos de radiações externas, restringindo áreas específicas


para as atividades que envolvam materiais radioativos e também adotando-se
sistemática de trabalho e procedimentos que impeçam a contaminação de áreas vizinhas
e do meio exterior, isto é, da água, do ar e do solo.

Da mesma forma, a proteção do trabalhador pode ser conseguida impedindo-se que as


fontes radioativas atinjam as vias de absorção do organismo. Isto pode ser feito através
da utilização de adequados equipamentos, métodos e técnicas de operação, bem como
através do cumprimento de normas rígidas na execução de tarefas.

Em geral, as radiações são invisíveis e dificilmente detectáveis pelas pessoas, através


dos seus sentidos, com exceção da parte visível do espectro. Considerando os efeitos
térmicos (aquecimento) provocados pelas radiações, se esta for perigosa, a sensação de
calor pode não mais servir para avisar o risco. O mais correto é utilizar detectores nos
locais para acusar a existência e intensidade da radiação, porém só especialistas devem
lidar com estes detectores.  
Como um profissional totalmente responsável pelas próprias ações, a responsabilidade
da proteção radiológica tanto do paciente quanto dos companheiros de trabalho é
particularmente importante para os técnico. Um estudo completo e a compreensão da
proteção radiológica é essencial para todo tecnólogo radiologista, mas está além do
escopo deste texto sobre anatomia e posicionamento. Entretanto, a aplicação ou os
princípios de proteção radiológica são partes essenciais de um curso de anatomia e
posicionamento radiológico, porque é responsabilidade de todo técnico sempre
certificar-se de que a dose de radiação recebida tanto pelo paciente quanto pelo
examinador seja a mínima possível.

Proteção do técnico: Os técnicos devem sempre lembrar que pela própria natureza de
seu trabalho sofrem exposição ocupacional à radiação e, portanto, devem seguir todas as
práticas de segurança possíveis para limitar a exposição.

Padrões federais permitem que os radiologistas recebam até 5 rem por ano, uma dose
máxima permissível (DMP) que é dez vezes maior que a dose limite para a população
geral. Entretanto, devido ao pequeno risco dos efeitos a longo prazo de baixos níveis de
radiação, é importante que os radiologistas limitem ao máximo possível a sua
exposição. Há um princípio de proteção denominado ALARA que vai muito além na
proteção do trabalhador que o nível DMP. Este princípio afirma que a exposição
ocupacional deve ser mantida “As Low As Reasonably Achievable” (no menor nível
possível). Este é um importante princípio pelo qual todos os radiologistas devem
esforçar-se, e a seguir é fornecido um resumo de quatro formas importantes pelas quais
pode ser alcançado:

1- Sempre usar um dosímetro ou outro dispositivo de monitorização, embora o


dosímetro não diminua a exposição do usuário, a existência de registros precisos a longo
prazo de dosímetro ajuda na avaliação de um programa de segurança radiológica.

2- Se for necessário conter os pacientes, a pessoa que auxilia na contenção NUNCA
deve ficar na frente do feixe primário ou útil e deve SEMPRE usar aventais e luvas de
proteção. Utilizar aparelhos ou faixas de contenção sempre que possível, e apenas como
último recurso deve alguém permanecer na sala para conter os pacientes, esta pessoa
nunca deve pertencer à equipe de radiologia.

3- Em exames no leito ou de pacientes traumatizados e em procedimentos de


fluoroscopia, SEMPRE usar aventais de chumbo e permanecer o mais distante possível
(princípio da lei do inverso do quadrado) da fonte de raios X para proteção contra
exposição à radiação difusa.

4- Praticar o uso da colimação, filtração do feixe primário, técnicas de maior kVp,


écrans de alta velocidade, e mínima repetição de exames. A exposição do radiologista é
devida basicamente à radiação dispersa do paciente. Portanto, a redução da exposição
do paciente resulta em redução da exposição do radiologista também.

LIMITES PRIMÁRIOS ANUAIS (12 meses) de DOSE EQUIVALENTE

Dose Equivalente Trabalhador Público


Dose equivalente efetiva 50 mSv (5 rem) 1 mSv (0,1 rem)
D. E. E. por órgãos ou tecidos 500mSv (50 rem) 1 mSv/Wt
Dose equivalente na pele 500mSv (50 rem) 50 mSv (5rem)
Dose equivalente p/ cristalino 150mSv (15 rem) 50 mSv (5 rem)
Dose equivalente p/ extremidades 500 mSv (50 rem) 50 mSv (5 rem)

Proteção do paciente

Todo profissional técnico está sujeito a um código de ética que inclui responsabilidade
pelo controle e limitação da exposição à radiação dos pacientes sob seus cuidados. Esta
é uma responsabilidade séria e cada uma das seis formas específicas, fornecidas a
seguir, para reduzir a exposição do paciente deve ser compreendida e posta em prática.
Estas são:

1. Repetição mínima de radiografias: A primeira e mais básica forma de evitar


radiação desnecessária é evitar a repetição desnecessária de radiografias. Uma das
causas de repetição de radiografias é a má comunicação entre o técnico e o paciente.
Instruções confusas e não compreendidas sobre a respiração são uma das cousas mais
comuns de movimento e da necessidade de repetição das radiografias. Quando os
procedimentos não são claramente explicados, o paciente pode apresentar maior
ansiedade e nervosismo devido ao medo do desconhecido. Esta tensão decorrente da
incerteza e do medo freqüentemente aumenta o estado de confusão mental do paciente e
compromete usa capacidade de cooperar totalmente. Para evitar isso, o radiologista deve
levar o tempo necessário, mesmo com pouco tempo e escalas de trabalho apertadas,
para explicar cuidadosa e completamente as instruções respiratórias, bem como o
procedimento geral em termos simples que o paciente possa compreender.

Os pacientes devem ser avisados antecipadamente de quaisquer movimentos ou ruídos


estranhos do equipamento durante a exposição. Também qualquer sensação de
queimação ou outros possíveis efeitos de injeções durante exposições devem ser
explicados ao paciente.

O descuido no posicionamento ou a seleção de fatores de exposição incorretos também


são causas comuns de repetições e devem ser evitados.

O posicionamento correto e preciso requer um bom conhecimento e compreensão de


anatomia porque estes permitem ao técnico visualizar o tamanho, formatos e
localizações das estruturas radiografadas.                     subir

2. Filtração correta: A filtração do feixe primário de raios X reduz a exposição do


paciente pela absorção da maioria daqueles raios X “inúteis” de menor energia que
expõe basicamente a pele e o tecido superficial do paciente. O efeito final da filtração é
um “endurecimento” do feixe de raios X, resultando em um aumento da energia efetiva
ou da penetrabilidade do feixe de raios X.

A filtração é descrita de duas formas. A primeira é a filtração inerente ou integrante das


estruturas que constituem o próprio tubo de raios X. Para a maioria dos tubos de raios X
esta eqüivale aproximadamente a 0,5 mm de alumínio. A segunda, e mais importante
para os técnicos, é a filtração adicional, que é o grau de filtração acrescentado entre o
tubo de raios X e o colimador.

O alumínio é o metal mais comumente usado para filtros em radiologia diagnóstica,


sendo o molibdênio freqüentemente usado em mamografias. O grau de filtração
adicional necessária, estabelecido por leis federais, depende da faixa de kVp operante
do equipamento. Os fabricantes do equipamento de raios X devem atender a estes
padrões. A filtração do equipamento é avaliada anualmente ( e após um grande reparo
do equipamento, tal como a substituição do tubo ou colimador) por pessoal qualificado,
tal como um físico médico. A responsabilidade do técnico é verificar se o filtro
apropriado, para cada tubo, está no lugar.

3. Colimação: Colimação precisa é outra forma importante de reduzir a exposição do


paciente por limitação do tamanho e do formato do feixe de raios X apenas à área de
interesse clínico, ou àquela área que deve ser visualizada no filme ou em outro receptor
de imagem.

O colimador retangular variável é comumente usado em equipamento radiográfico


diagnóstico para fins gerais. O campo iluminado define cuidadosamente o campo do
feixe de raios X em equipamento precisamente calibrado e pode ser usado de forma
eficaz para determinar a região irradiada.

O conceito de divergência do feixe de raios X deve ser considerado na colimação


precisa. Portanto, o tamanho do campo iluminado que aparece na superfície cutânea do
paciente apresentar-se-á menor que o tamanho verdadeiro da área anatômica que está
colimando. Isto é mais evidente em um exame lateral da coluna torácica ou lombar no
qual há considerável distância entre a superfície cutânea do campo iluminado, quando
colimado corretamente na área de interesse, parecerá muito pequeno, exceto se for
considerada a divergência do feixe de raios X.

A prática da colimação à área de interesse clínico resulta em uma significativa


diminuição da exposição do paciente e aumenta a qualidade da imagem através de
diminuição da dispersão.

Regra de Colimação: Uma regra geral indica que os limites da colimação devem ser
visíveis no filme em todos os quatro lados, se o tamanho do filme for suficientemente
grande para permitir isto, sem cortar a anatomia essencial. Para algumas partes do
corpo, tal como um grande abdômen de adulto, pode não ser possível colimação lateral
visível na radiografia. Entretanto, na maioria dos exames, tal como dos membros
superiores e inferiores, coluna vertebral e crânio, a colimação dos quatro lados visível
na radiografia é possível sem cortar a anatomia essencial.

4. Proteção de áreas específicas: A proteção de área específica é necessária quando


tecido ou órgãos particularmente sensíveis, tais como o cristalino, mamas e gônadas,
estão dentro ou próximas do feixe útil. Exemplos deste tipo de proteção da área são os
protetores da mama e gônadas que podem ser usados sobre mamas e gônadas juvenis
para determinados exames, tal como a seriografia da coluna na escoliose. Outro
exemplo é um tio de protetor ocular que pode ser usado ao radiografar partes do crânio
se não encobrir a anatomia essencial.
A proteção da área mais comum é a proteção gonadal, usada para proteger os órgãos
reprodutivos da irradiação quando estão dentro ou próximo do feixe primário.

Os escudos gonadais para homens devem ser colocados distalmente à margem inferior
da sínfise púbica, cobrindo a ária dos testículos ou escroto. É um pouco mais difícil
determinar a proteção gonadal em mulheres para cobrir a área dos ovários, trompas de
falópio e útero. Uma regra geral para mulheres adultas é cobrir uma área 8-10 cm acima
da sínfise púbica e 4-5 cm para cada lado da linha média pélvica. Podem ser usados
vários formatos de escudo tais como oval, redondo, em forma de coração, em forma de
V ou U e triangular. A área protegida seria proporcionalmente menor em jovens com
apenas cerca de 2,5 cm de largura e 4 cm de comprimento colocado diretamente acima
da sínfise púbica.

Para mulheres estes escudos de contato planos colocados corretamente sobre as gônadas
podem reduzir a exposição em cerca de 50%. A redução da exposição das gônadas em
pacientes do sexo masculino é maior, de até 90-95 % quando escudos de contato são
usados corretamente.

5. Proteção nas gestações: As gestações e possíveis gestações exigem consideração


especial para todas as mulheres em idade de procriação em virtude da evidência de que
o embrião em desenvolvimento é particularmente sensível à radiação. Esta preocupação
é particularmente crítica durante os dois primeiros meses de gravidez quando o feto é
mais sensível à exposição à radiação, e a mãe geralmente não está ciente da gravidez.
Portanto, devido à preocupação com possíveis gestações de mulheres em idade fértil, a
regra dos dez dias foi recomendada pela CIRP (Comissão Internacional de Rádio-
Proteção).

Regra dos dez dias: esta regra afirma que todos os exames radiológicos da pelve e da
parte inferior do abdômen devem ser marcados durante os primeiros dez dias após o
início da menstruação. Este é o período em que se tem maior certeza de não haver
gravidez. A exceção a esta regra seria se o médico considera que é melhor que a
paciente seja submetida a este exame mesmo após este período de dez dias, com os
possíveis riscos.

Em grandes departamentos não é prático, ou é mesmo impossível, certificar-se de que


todos os exames sejam marcados seguindo esta regra dos dez dias. Entretanto, cartazes
ou letreiros devem ser colocados nas salas de exame e de espera, lembrando à paciente
que deve informar alguém sobre sua certeza ou possibilidade de gravidez.

Se a regra dos dez dias não pode ser sempre seguida para possíveis gestações, é
importante utilizar todas aquelas práticas de proteção radiológica, principalmente a
colimação cuidadosa e a proteção das gônadas.

Na gestação conhecida, os exames a seguir resultam em maiores doses para o feto e


podem exigir confirmação do médico solicitante e do radiologista quanto à indicação do
exame: Coluna lombar – Pelve – Sacro e Cóccix – Fêmur proximal e quadril –
Urografia intravenosa – Vesícula biliar – Procedimentos fluoroscópicos (Abdômen) –
Tomografia computadorizada (abdômen)
6. Fatores de exposição ótimos e combinações filme-écran de alta velocidade: Outra
prática importante de proteção radiológica envolve o uso daqueles fatores de exposição
ótimos e de combinações filme-écran de alta velocidade, que redizem a exposição do
paciente.

A seleção de fatores de exposição ótimos não deve apenas resultar na maior qualidade
possível da radiografia fornecendo o máximo de informações diagnósticas, mas também
deve resultar na menor dose possível para o paciente. O uso de técnicas de elevada kVp
com menor mAs reduz significativamente a dose para o paciente. Foi fornecida uma
regra geral que afirma que devem ser selecionados a maior kVp e o menor mAs
possíveis que resultem em uma radiografia aceitável.

O uso de combinações filme-écran ideais também reduz fortemente a dose recebida pelo
paciente. Para écrans de velocidade média, cerca de 95% da exposição radiográfica
resultam da luz emitida pelos écrans intensificadores e apenas 5% dos raios primários.
Esta percentagem é ainda maior com écrans de alta velocidade comumente usados hoje,
tal como écrans de terras raras, assim reduzindo ainda mais a dose recebida pelo
paciente.

Determinados filmes com emulsão mais espessa ou com diferentes sais químicos são
mais rápidos ou mais sensíveis, reduzindo, assim, o grau de exposição necessário.
Entretanto, o uso de filmes e écrans de maio velocidade reduz a definição da imagem ou
a nitidez dos detalhes. Portanto, é tal como dos membros superiores e inferiores, quando
não se usa uma grade. Uma regra geral semelhante à regra da kVp-mAs afirma “Use a
combinação filme-écran de maior velocidade que resulte em imagens aceitáveis para
diagnóstico”. 

CAMARA ESCURA

Condições básicas de construção:

 Preferencialmente ter ar condicionado. Quando não for possível


tanto a temperatura como a umidade devem manter-se em
certos limites (20ºC e 50% são os mais recomendados);
 A câmara escura devem manter-se limpa e livre de pó;
 O piso deve ser anti-derrapante, evitar eletricidade estática e
fácil de limpar;
 As paredes devem ser pintadas com tinta lavável, de cores
claras, não importa a cor já que ela vai refletir a luz emitida pela
lâmpada de segurança.
 Ao desenhar a câmara escura, deve-se ter especial atenção
com a disposição dos acessórios e equipamentos para facilitar a
operação.

Iluminação da câmara escura:


 Luz geral branca;
 Luz especial de segurança, geralmente vermelha, deve ser
colocada sobre os pontos de trabalho;
 Toda iluminação deve ser submetida à prova para evitar que
vele a película: Efetua-se uma pequena exposição com
ECRANs como de costume; Retira-se o filme em completa
escuridão cobrindo-o com uma “máscara”, colocando-o no local
suspeito; Acende-se a luz de segurança, descobrindo o filme por
seções a intervalos de tempo conhecidos (1 min. por exemplo);
Apaga-se a luz de segurança e revela-se o filme normalmente;
Inspeciona-se o filme para observar os primeiros indícios de
velo, o qual vai indicar a segurança relativa da luz.

ECRAM

Introdução:

Os fótons de raios X que formam a imagem radiográfica não podem


ser vistos pelo olho humano. Então fez-se necessário usar receptores
os quais convertam a radiação (informação) em imagem visível.
Podemos usar dois métodos:

1) Uma película fotográfica pode ser exposta diretamente aos raios X.

2) A energia dos raios X é convertida em luz visível para então serem


convertidas em imagem (ou impulso elétrico ou exposição na chapa).

Os raios X por terem um grande poder de penetração tornam-se


difíceis de serem registrados. Uma folha de filme radiológico absorve
de 1 à 2% apenas do feixe do raios X. Assim introduziu-se os
ECRANS (os quais convertem os raios X em luz visível) que permitem
reduzir a dose ao paciente bem como o tempo de exposição,
minimizando o movimento do paciente.

Ecrans Fluorescentes

Os raios X tem a habilidade de fazer que certas substâncias (fósforos)


emitam luz e radiação ultravioleta.

Luminescência: É definida como a habilidade de uma substância


absorver radiação de comprimento onda curta, e converte-la em
radiação de comprimento de onda mais larga no espectro visível,
assim como no ultravioleta. Fluorescência: É a forma de
luminescência na qual a luz que é emitida para tão logo quanto a
radiação excitante deixa de se expor ao material.  Fosforescência: É
quando a emissão de luz continua, por um tempo, depois de se
remover a radiação excitante. Nos ECRANS este é um efeito não
desejado já que produz imagens múltiplas e até velar partes do filme.
Existem impurezas (killers) que são introduzidas na estrutura do
fósforo para controlar as áreas do cristal responsáveis pelo efeito
fosforescente.

FÓSFORO

Específico aos ECRANS fósforo é um sólido cristalizado natural ou


artificial que exibe a propriedade de luminescência quando exposto
aos raios X. De acordo como o dicionário de ciências é uma
substância que emite luz a temperaturas abaixo da temperatura na
qual exibiria incandescência.

Classes de Fósforo: Por muito tempo os cristais de fósforo de maior


uso nos ECRANS eram de Tungstato de Cálcio (CaWO4), devido a
sua emissão em ultravioleta e no azul do espectro, aonde a
sensibilidade natural do material que compõe a película (AgBr) é muito
alta. Avanços recentes na tecnologia resultaram na introdução de
fósforos novos para os ECRANS. As terras raras como o Lântano,
Gadolínio, Itérbio, etc., são os novos elementos que se usa nos
ECRANS.

Construção de um ECRAN

Consiste de três capas diferentes:

1) Um suporte feito de cartão ou plástico;

2) Uma capa de fósforo microcristalino, fixo com uma cola apropriada,


que é aplicado uniformemente;

3) Uma capa protetora (plástico) a qual é aplicada sobre o fósforo para


prevenir de: eletricidade estática, proteção física e permite a limpeza
sem danificar a capa de fósforo.

Como trabalha um ECRAN

Um ECRAN opera seguindo um processo de 3 passos:

1- Absorção: os fótons incidentes de raios X são absorvidos no


fósforo pelo Efeito Comptom o que resulta na emissão de elétrons
livres;
2- Conversão: a energia que se obtém deste elétron é então
convertida em fótons de luz através do processo de Luminescência;

3- Emissão: os fótons produzidos pelo processo acima mencionado


saem do fósforo e expõe a película.

Intensificação

Quando um fósforo absorve um fóton de raios X, emitem


um resplendor de luz, isto acontece aos milhões em cada milímetro
quadrado da área do ECRAN. Dessa forma, quanto maior for a
intensidade dos raios X, maior será a intensidade de luz imitida. Assim
sobre a superfície inteira do ECRAN, as diferenças na intensidade dos
raios X são convertidas em diferença na intensidade da luz, a qual a
película é sensível.

Os ECRANS intensificam o efeito fotográfico da radiação X porque


conforme já cistos estes são mais grossos e absorvem mais que as
películas e a absorção de um único fóton de raios X resulta em uma
emissão de centenas de fótons de luz, os quais são facilmente
absorvidos pela película. A combinação dos ECRANS com as
películas permitem que a exposição seja reduzida por fatores 50 à 150
vezes menores, comparada a uma exposição direta sem ECRAN.

Então podemos concluir que fator de intensificação é o coeficiente de


uma exposição requerida sem ECRAN por uma requerida com.

Os ECRANS também contém: Uma capa fina entre o fósforo e o


suporte. Pode ser uma capa para refletir ou absorver a luz; Pigmentos
ou tinta na capa de fósforo, os quais incorporados à cola da capa de
fósforo absorvem luz. Ele(s) reduz(em) a borrosidade da imagem na
película, e por suposição, também reduzem a intensidade da luz.

INTENSIFICAÇÃO DOS ECRANS

Já sabemos que o ECRAN é capaz de converter os poucos fótons de


raios X que são absorvidos, em muitos fótons de luz. A eficiência com
que o fósforo executa esta conversão é chamada de eficiência
intrínseca. Para o Tungstato de Cálcio este valor é cerca de 5%.

Se a energia do fóton de raios X, o comprimento de onda da luz


emitida e a eficiência intrínseca do material são conhecidas torna-se
fácil conhecer o número de fótons de luz gerados.
Por exemplo: uma radiação de 50 KeV é absorvida em um ECRAN de
Tungstato de Cálcio que emite a maior parte de sua luz em um
comprimento de onda de +/- 430nm (nanômetros):

(nm) = 1,24 / (KeV)

430 = 1,24 / (KeV)

KeV = 1,24 / 430

KeV = 0,003

eV = 3

Se a eficiência intrínseca do Tungstato de Cálcio fosse de 100%, um


fóton de raios X de 50 KeV produzirá cerca de:

50.000 / 3 = 17.000 ou seja, 17.000 fótons de luz de 3 eV.

A eficiência intrínseca do Tungstato de Cálcio é de apenas 5%, sendo


assim: (17.000 x 5) / 100 = 180

Então temos na realidade 850 fótons de luz emitidos quando 1 fóton


de raios X de 50 KeV é absorvido.

Velocidade dos ECRANS

Vários fatores determinam a velocidade de um ECRAN. E podemos


dizer que sua velocidade é um produto da absorção e conversão:
Eficiência = Absorção x Conversão

A eficiência é um fator do:

1. Tipo de fósforo: Maior número atômico significa maior absorção de


raios X;

2. Espessura do fósforo: Se a quantidade de fósforo for aumentada


tornando mais grossa sua capa, a absorção de raios X e a produção
de luz aumentará por igual;

3. Qualidade do feixe de raios X: Está relacionada à: Kv, filtros, parte


do corpo (geração de raios dispersos), uso de grades;

4. Tamanho dos cristais do fósforo: É comprovado que a emissão


fluorescente aumenta com o aumento do tamanho do cristal.
5. A tinta absorvedora de luz: Os fótons de luz gerados a partir dos
raios X que são absorvidos, são emitidos em todas as direções. Uma
tinta, ou pigmento, na cola da capa reduz a difusão lateral e a
intensidade da luz emitida pelo ECRAN. Dependendo do material
absorvente utilizado, estes ECRANS tem a tinta rosada ou amarelada.

6. Capa refletora de luz: Os fótons de luz gerados pelos raios X que


são absorvidos são emitidos em todas as direções. Cerca de metade
destes vão até a parte traseira do ECRAN. Se a capa entre o fósforo e
o suporte contém um material refletor, a luz será redirigida; isto
aumenta a intensidade da luz que sai do ECRAN para expor a
película.

7. Temperatura: Os ECRANS fluorescem mais a baixas temperaturas.


Sem erro podemos dizer que na maioria das salas radiológicas a
variação da temperatura é muito pequena para afetar
significativamente a emissão do ECRAN.

Tipos de ECRAN

São freqüentemente divididas em três categorias dependendo de sua


velocidade:

 Lentas: de detalhe, de alta resolução, de ultra detalhe, standart;


 Médias: universais, velocidade média, gerais, promédio,
velocidade par;
 Rápidas: rápidas, alta velocidade, muito rápidas.

Qualidade dos ECRANS

Apesar dos grandes benefícios do uso do ECRAN, temos também


uma maior borrosidade nas imagens radiográficas. Esta resulta da
difusão da luz quando transita do cristal do fósforo à película aonde é
registrada. Os mesmos fatores que aumentam a velocidade do fósforo
aumentam, também, esta borrosidade. Isto inclui: Espessura da capa
do fósforo: Uma capa mais grossa aumenta a eficiência e a difusão da
luz. Esta é a maneira principal de aumentar a velocidade de um
ECRAN à Tungstato de Cálcio, podemos então deduzir que existe
uma relação entre velocidade (ECRAN grosso) e nitidez (delgado).

Exceção

Há uma exceção importante quanto a esta relação entre a velocidade


do ECRAN e a difusão da luz. As terras raras possibilitam aumentar a
absorção dos raios X e a velocidade do ECRAN, sem aumentar a
difusão da luz. Isto faz as terras raras mais requeridas que o
Tungstato de Cálcio.

Nova Tecnologia dos Fósforos

Os ECRANS de terras raras surgiram devido a grande necessidade de


uma redução substancial na dose de radiação. Esta terminologia
apareceu devido a dificuldade de separar estes elementos da terra e
entre eles mesmos, não porque eles são “raros”.

As quinze terras raras tem dois elétrons externos. Na penúltima orbital


tem oito ou nove elétrons. A maior diferença está na órbita N. as terras
raras são quase tão idênticas que sua separação pode envolver
milhares de passos. Os ECRANS originais de terras raras emitiam no
verde do espectro com uma emissão a freqüência de comprimento de
onda por volta de 540nm, até surgir a nova geração, os quais emitem
no azul e ou ultra violeta, nos quais são sensíveis as películas
convencionais de raios X.

A eficiência de conversão dos raios X à luz nestes ECRANS é


significativamente maior que nos de Tungstato de Cálcio (5%), já que
são por volta de 20%.

O aumento da absorção em um fósforo de Tungstato de Cálcio é


devido principalmente porque é usado uma capa mais grossa. O
aumento de absorção nos de terras raras é o resultado da melhoria
nas características da absorção do fósforo. Esta absorção se deve
principalmente ao efeito Fotoelétrico , o qual é mais propenso a
ocorrer quando:

1. Usa-se elementos com número atômico alto. Um fósforo com


número atômico mais alto tenderia a uma maior absorção. CaWO4
(Z=74), está quase ao final da tabela periódica, de maneira que o
potencial de melhoria é limitado. Já os terras raras tem um número
atômico menor: Lantânio (La57) ou Gadolínio (Gd64).

2. Quando a energia dos fótons de raios X e a energia de ligação dos


elétrons da órbita K são quase iguais. Consideremos a interação de
um fóton de raios X com estes elétrons: energia de ligação para o
tungstênio 69,5KeV, Gadolínio 50,2KeV, Lantânio 38,9KeV.

O ECRAN absorve cada vez menos com o aumento da energia de


radiação, até que chega à 69,5KeV (camada K do Tungstênio). Até os
40KeV, o Tungstênio e o Lantânio, por exemplo, absorvem quase o
mesmo, mas a 38,9KeV o Lantânio mostra uma vantagem em relação
ao tungstênio que se estende até a borda K deste, 70Kev. A borda K
das terras raras está muito próxima (como Lantânio) deste feixe
primário dos raios X.

Esta é a razão principal destes fósforos terem uma maior absorção


dos raios X utilizados na radiologia diagnóstica, comparada ao
Tungstato de Cálcio.

Conclusão

Os ECRANS são usados porque reduzem a dose de raios X a que é


exposto o paciente e porque ele permitiu a redução do tempo de
exposição, reduzem também a borrosidade produzida pelo
movimento. O Tungstato de Cálcio era o fósforo mais usado na
maioria dos ECRANS, devido a necessidade de reduzir a dose de
radiação surgiu os ECRANS de terras raras.

A velocidade dos ECRANS de Tungstato de Cálcio está determinada


pela espessura da capa de fósforo, o que resulta na maior dispersão
da luz.

A velocidade dos ECRANS de terras raras está determinada por sua


mais alta absorção (elétrons de órbita K) e por sua melhor conversão,
sem aumento da difusão da luz.

Becquerel observou o escurecimento de placas fotográficas enquanto


pesquisava o decaimento radioativo do Urânio. Pesquisando mais a
fundo esta técnica, foi permitido usar essas emulsões nucleares como
detetor em experiências e aplicações práticas.

Da mesma forma que produz luz visível, a radiação ionizante afeta o


filme fotográfico. Este (usualmente chamado de emulsão nuclear),
consiste de uma dispersão de cristais (grãos) de Brometo de Prata
(AgBr) em gelatina. A concentração desses grãos é de cerca de 5 x
maior que a usada em filmes comuns. A absorção de energia no grão
de AgBr, luz ou radiação ionizante, o sensibiliza e resulta na formação
de um pequeno “Cluster” (aglomerado de uns poucos átomos) de
prata metálica, pela ação de um banho revelador. Este Cluster é
conhecido como imagem lactente. Quando o filme é revelado os
clusters assistem a conversão de toda a prata de sua forma composta,
AgBr, na prata metálica que se deposita na gelatina. Isto é uma
ampliação de um processo que tem um rendimento de cerca de, 10 de
acordo com a sensibilidade do filme. Após a revelação o filme é fixado,
ou seja, é feita uma estabilização da prata pela lavagem com um
banho de Tiosulfato de Sódio, que remove qualquer Brometo de Prata
que não tenha sido convertido.

Importante neste processo controlar a quantidade do revelador,


temperatura e o tempo do processo.

COMPONENTES DA PELÍCULA FOTOGRÁFICA

BASE:É o que sustenta os componentes que vão originar a imagem


fotográfica. A princípio as bases eram de cartolina, vidro, etc., hoje em
função da resistência à temperatura e umidade são de Poliéster.

CAPA ADESIVA: Esta deve permitir que a gelatina cole sobre a


película, deve ser transparente e não possuir nenhum artefato que
possa dar uma falsa imagem. Também deve ser quimicamente
estável, ou seja, não troque suas características na presença dos
químicos de processamento nem às mudanças de temperatura.

EMULSÃO FOTOGRÁFICA: Suspensão de gelatina a qual contém


compostos sensíveis às radiações eletromagnética (mais comuns são
brometo de prata, iodeto de prata e cloreto de prata). O AgBr é o mais
usado, e algumas vezes até combinado com os outros dois elementos.

CAPA PROTETORA: Capa muito fina de gelatina transparente que é


usada para proteger a emulsão e a qual como uma “almofada”
protetora e antiabrasiva.

DUPLA EMULSÃO: Alguns filmes de raios X levam uma capa de


emulsão para cada lado da base. Assim temos a vantagem de
aumentar a “velocidade” da película, portanto reduzindo a dose da
radiação ao paciente. As películas radiológicas podem se dividir
segundo suas características em dois grupos: Físicas e Fotográficas.

Características Físicas:

BASE – O material deve ser de pouca espessura, porém


razoavelmente rígido, livre de manchas e de uma espessura uniforme.
Se adere uma tinta azul para melhorar o visual.

EMULSÃO – Deve ser flexível como a base, de pouca espessura;


plastificadores são agregados à gelatina de maneira que quando esta
seque não tenda a quebrar-se, se agregam endurecedores durante
sua fabricação para evitar que pôr ação da água e do calor, se
amoleça em demasia.
CAPA PROTETORA – Capa muito fina de gelatina, transparente e
brilhante a qual evita que a emulsão atraia partículas de sujeira ou pó
e ainda evitando que a dita emulsão seja maltratada por fatores
externos.

Características Fotográficas:

FILMES COM E SEM ECRAN – Podem ser destes dois tipos,


dependendo da aplicação. Os filmes sem ECRAN dão maior
quantidade de detalhes do objetivo radiografado. Porém já sabemos
que isto implica em maior tempo de exposição, maior dose e menor
tempo de vida útil do equipamento.

VELOCIDADE DA PELÍCULA – São características dadas pelo


fabricantes da película o que as caracteriza como lenta, rápida, etc.

Conservação e manejo dos filmes de raios X: Se buscamos ma boa


qualidade radiográfica devemos começar por uma boa manutenção e
manuseio destes filmes, já que nesta etapa ao ser afetada pode-se
alterar o velo da base e trocar a velocidade e contraste que este trás
de fábrica.

Empacotamento da película: Já aqui os fabricantes tratam de


acondiciona-las em condições de evitar entrada de luz (para não velar)
ou danos físicos. Alguns filmes vem interfoliados, ou seja, cada folha
da película vem envolvida em papel. Independente do tipo de filme
todos devem ser removidos de seus pacotes ou sob luz especial
(câmara escura) ou com procedimento específico do fabricante. As
caixas vem seladas sobre algum material a prova de entrada de luz,
junto com cartolina em cada extremo da caixa para evitar que os
filmes se dobrem.

Armazenamento: Todo material radiográfico tende a se deteriorar


gradualmente desde sua data de fabricação. Geralmente os
fabricantes indicam como condições ideais de armazenamento os
valores: Temperatura – entre 18ºC e 26ºC; Umidade – em torno de
50%. 

PRINCÍPIOS DE FORMAÇÃO DE IMAGEM

Qualidade Radiográfica Um estudo da qualidade ou da técnica


radiográfica inclui todos aqueles fatores ou variáveis relacionados à
precisão da reprodução das estruturas e tecidos radiografados no
filme radiográfico ou em outros receptores de imagem. Alguns destes
fatores ou variáveis relacionam-se. mais diretamente, com o
posicionamento radiográfico; a seguir, é fornecida uma discussão dos
aspectos aplicados destes fatores.

 Fatores de Exposição Os três fatores de exposição,


quilovoltagem (KV), miliamperagem (mA) e tempo de exposição
(segundos. s). são, respectivamente, os fatores de controle
básico para contraste. densidade e definição ou ausência de
nitidez. A quilovoltagem (KV) controla basicamente a qualidade
ou a capacidade de penetração do feixe de raios X e. desta
forma, a escala de contraste de uma radiografia A
miliamperagem (mA) a o Tempo (s) geralmente são combinados
em miliampere segundo (mAs) como fator primário que controla
a quantidade do feixe de raios X. Portanto, mAs é o fator de
controle primário da densidade de uma radiografia. O tempo ou
a duração de exposição em segundos (s) ou milissegundos (ms)
pode ser modificado em combinação com mA para controlar o
movimento durante a exposição que resulta em perda da
definição ou ausência de nitidez da imagem. Portanto, obter
aquela exposição ideal descrita para cada projeção ou posição
no tópico sobre critérios de avaliação requer uma boa
compreensão destas variáveis de exposição que são ajustadas
no painel de controle pelo radiologista para cada exposição.
 Fatores de Qualidade da Imagem Determinados fatores pelos
quais se avalia a qualidade de uma imagem radiográfica são
denominados fatores de qualidade da imagem. Todo radiologista
deve compreender estes fatores descritos neste capítulo, de
forma que possam ser avaliados, descritos e usados para
produzir aquela radiografia de qualidade ótima que é objetivo de
todo exame radiográfico. Estes quatro fatores de qualidade da
imagem são densidade, detalhe, distorção e contraste.

1. Densidade

Definição: A densidade radiográfica pode ser descrita como o grau de


enegrecimento da radiografia concluída. Quanto maior o grau de
enegrecimento, maior a densidade e menor a quantidade de luz que
atravessará a radiografia quando colocada na frente de um
negatoscópio ou de um foco de luz.

Fatores de Controle: O fator primário de controle da densidade é o


mAs que controla a densidade por meio de controle direto da
quantidade de raios emitidos do tubo de raios X durante uma
exposição. Assim, a duplicação do mAs duplicará a quantidade de
raios X emitidos e a densidade. Além de mAs, a distância também é
um fator de controle para a densidade radiográfica. A distância afeta a
densidade de acordo com a lei do inverso do quadrado. Por exemplo,
a duplicação da distância, então, possui em efeito significativo sobre a
densidade, mas como geralmente é utilizada uma distância-padrão, o
mAs torna-se uma variável usada para aumentar ou reduzir a
densidade radiográfica.

Regra de Mudança da Densidade: Uma regra geral afirma que o


mAs deve ser alterado em no mínimo 30% para que haja uma
modificação notável na densidade radiográfica. Portanto, se uma
radiografia for subexposta o suficiente para se inaceitável, um
aumento de 30% produziria uma alteração notável, mas não seria
suficiente para corrigir a radiografia. Uma boa regra geral sugere que
uma duplicação geralmente é a alteração mínima do mAs necessária
para corrigir esta radiografia subexposta.

Por exemplo: se uma radiografia da mão feita com 2,5 mAs ficou muito
clara ou foi subexposta em grau que indicou repetição, então o mAs
deve ser aumentado para 5 mAs se o KV e outros fatores não foram
alterados. Da mesma forma, uma radiografia subexposta ou muito
escura que indica repetição geralmente requer a redução do mAs à
metade se outros fatores não são alterados.

Sumário: Deve haver densidade adequada na radiografia pronta para


visualizar com precisão aqueles tecidos ou órgãos que estão sendo
radiografados. Uma densidade muito pequena (subexposição) ou uma
densidade muito grande (superexposição) não visualizará com
precisão estes tecidos ou estruturas.

2. Contraste

Definição: O contraste radiográfico é definido como a diferença de


densidade em áreas adjacentes de uma radiografia ou outro receptor
de imagem. Também pode ser definido como variação, a densidade.
Quanto maior esta variação, maior o contraste. Quanto menor esta
variação ou menor a diferença entre densidade de áreas adjacentes,
menor o contraste. O contraste também pode ser descrito como
contraste de longa escala ou curta escala referindo-se à faixa de todas
as densidades ópticas desde as partes mais claras até as partes mais
escuras da radiografia. Isso é novamente demonstrado nas grafias,
mostrando grande contraste, com maiores diferenças nas densidades
adjacentes, e um contraste de escala curta porque há menos graus de
densidade diferente.

Objetivo ou Função: O objetivo ou função do contraste é tornar mais


visíveis os detalhes anatômicos de uma radiografia. Portanto, o
contraste radiográfico ótimo é importante, sendo essencial uma
compreensão do contraste na avaliação da qualidade radiográfica. Um
contraste menor ou maior não é necessariamente bom ou mau por si
só. Por exemplo, um contraste menor com menor diferença entre
densidades adjacentes (contraste de longa escala) é mais desejável
em determinados exames, tais como radiografias do tórax onde são
necessários vários diferentes tons de cinza para se visualizarem as
marcas pulmonares muito finas. Isso é demonstrado comparando-se
as duas radiografias de tórax. O tórax com pequeno contraste (escala
longa) demonstra mais tons de cinza conforme evidenciado pelos
tênues contorno das costelas e vértebras visíveis através do coração e
das estruturas do mediastino. Estes tons de cinza que delineiam as
costelas e as vértebras são menos visíveis através do mediastino na
radiografia torácica com grande contraste. Pode ser desejável um
maior contraste (escala curta) para demonstrar determinadas
estruturas ósseas, onde é necessária maior diferença em densidades
adjacentes para visualizar claramente contornos ou bordas, como para
os membros superiores ou inferiores. Entretanto, em geral, as
radiografias com contraste muito grande (escala curta)
freqüentemente fornecem informações insuficientes, e uma radiografia
de menor contraste ou de escala longa demonstrando um maior
número de diferentes densidades pode fornecer mais informações
diagnósticas e, assim em geral, podem ser mais desejáveis.

Fontes de Controle: O fator de controle primário para contraste é o


KV. A quilovoltagem controla a energia ou a capacidade de
penetração do feixe primário. Quanto maior o KV, maior a energia e
mais uniforme é a penetração do feixe de raios X nas várias
densidades de massa de todos os tecidos. Assim, maior KV produz
menor variação na atenuação (absorção diferencial), resultando em
menor contraste.

Sumario: Uma regra geral afirma que se deve usar a maior KV e o


menor mAs que proporcionarem informação diagnóstica suficiente em
cada exame radiográfico. Isto reduzirá a exposição ao paciente e, em
geral, resulta em radiografias com boa informação diagnóstica. O
movimento voluntário, em virtude da respiração ou do movimento da
parte do corpo durante a exposição, pode ser evitado ou, ao menos,
minimizados por determinados fatores durante o posicionamento. O
uso de blocos de sustentação, sacos de areia ou outros dispositivos
de imobilização podem ser usados com eficácia para reduzir o
movimento. Estes são mais eficazes para exames dos membros
superior ou inferior, como será demonstrado em todo este texto.
Também serão demonstrados faixas de contenção a fim de sustentar
os pacientes fracos ou trêmulos, como uma forma de evitar o seu
movimento durante a exposição. É mais difícil, se não impossível,
controlar completamente o movimento involuntário como aquele
decorrente da ação peristáltica de órgãos abdominais. Se houver
borramento da imagem em virtude do movimento, é importante ser
capaz de determinar pela radiografia se este é devido a movimento
voluntário ou involuntário, porque há diferentes formas de controlar
estes dois tipos de movimento.

Diferença entre movimento voluntário e involuntário: O movimento


voluntário, muito mais fácil de ser evitado, é caracterizado por
borramento generalizado de estruturas articuladas. É mais difícil
controlar o movimento involuntário como aquele decorrente de
peristalse, e este pode ser identificado como borramento localizado.
Algumas vezes, determinadas técnicas de relaxamento, ou em alguns
casos instruções cuidadosas sobre respiração, podem ajudar a reduzir
o movimento involuntário. Entretanto, um tempo de exposição curto é
a melhor e, às vezes, a única forma de minimizar o borramento da
imagem divido ao movimento involuntário.

3. Detalhe

Definição: O detalhe registrado (algumas vezes denominado


definição) pode ser definido como a nitidez das estruturas na
radiografia. Esta nitidez dos detalhes da imagem é demonstrada pela
clareza de finas linhas estruturais e pelos limites de tecidos ou
estruturas visíveis na imagem radiográfica. A insuficiência de detalhes
ou definição é conhecida como borramento ou ausência de nitidez.

Fatores de Controle: O movimento é o maior empecilho para a


nitidez da imagem relacionado ao posicionamento. Outros fatores que
controlam ou influenciam detalhes são tamanho do ponto focal, DFoFi
(distância foco-filme) e DOF (distância objeto-filme). O uso de menor
ponto focal resulta em menor borramento geométrico, portanto em
uma imagem mais nítida ou melhores detalhes. Logo, pequeno ponto
focal selecionado no painel de controle deve ser usado sempre que
possível. Combinado a um pequeno ponto focal, um aumento da
DFoFi e uma diminuição da DOF resultarão em menor borramento
geométrico, que aumentarão os detalhes.

Dois Tipos de Movimento: Há dois tipos de movimento que


influenciam os detalhes radiográficos: o movimento voluntário e o
involuntário. Uma regra geral para minimizar o borramento da imagem
causado por movimento voluntário é sempre utilizar dispositivos de
suporte quando necessário; e, para minimizar ambos os tipos de
movimento, utilizar uma combinação filme-écran mais rápida e o
menor tempo de exposição possível. Como mA x s = mAs, a mA e o
tempo (em segundos, s, ou milissegundos, ms) são inversamente
proporcionais. Se a mA for duplicada, o tempo pode ser reduzido à
metade. Em geral deve-se usar maior mA e o menor tempo de
exposição possíveis dentro dos limites do equipamento específico
usado.

Sumário: A perda de detalhes é causada, com maior freqüência, por


movimento, seja voluntário ou involuntário, que é basicamente
controlado pelo uso de dispositivos de imobilização e pequenos
tempos de exposição. O uso do pequeno ponto focal, a menor DOF
possível e uma DFoFi maior, também melhora os detalhes registrados
ou a definição na radiografia conforme descrito.

4. Distorção

Definição: O quarto fator de qualidade da imagem pelo qual se avalia


e descreve a qualidade radiográfica é a distorção, que pode ser
definida com a representação errada do tamanho ou do formato do
objeto, tal como projetada num registro radiográfico. A ampliação,
algumas vezes, é relacionada como um fator separado, mas, como é
um distorção do tamanho, pode ser incluída juntamente com a
distorção do formato. Portanto, a distorção, seja do formato ou do
tamanho, é uma representação errada do objeto verdadeiro e como tal
é indesejável. Entretanto, nenhuma radiografia é uma imagem exata
da parte do corpo que está sento radiografada. Isso é impossível
porque há sempre algum aumento e/ou distorção devido à DOF e à
divergência do feixe de raios X. Portanto, a distorção deve ser
minimizada e controlada.

Divergência do Feixe de Raios X: Este é um conceito básico, porém


importante, a ser compreendido em um estudo de posicionamento
radiográfico. A divergência do feixe ocorre porque os raios X originem-
se de uma fonte estreita no tubo e divergem ou espalhem-se para
cobrir todo o filme ou receptor da imagem. O tamanho do feixe de
raios X (tamanho do campo da colimação) é limitado por colimadores
ajustáveis que absorvem os raios periféricos em quatro lados, assim
controlando o tamanho do campo de colimação. Quanto maior o
campo de colimação e menor a DFoFi, maior ângulo de divergências
nas margens externas. Isso aumenta o potencial de distorção nestas
margens. Em geral, apenas o ponto central exato do feixe de raios X,
o raio centra (RC), não apresenta divergência quando penetra na
parte do corpo e incide no filme a exatamente 90º ou perpendicular ao
plano do filme. Isso resulta na menor distorção possível neste ponto.
Todo restante do feixe de raios X incide no filme, formando algum
outro ângulo que não 90º, com o ângulo de divergência aumentando
até as porções mais externas do feixe. A divergência do feixe de raios
X combinada ao tamanho do ponto focal cria borramento geométrico.

Fatores de Controle: Quatro fatores de controle primário da distorção


são (1) DFoFi, (2) DOF, (3) Alinhamento do objeto e (4) RC (raio
central).

1) DFoFi: O efeito da DFoFi na distorção do tamanho é demonstrada.


Observe que, em uma DFoFi maior, há menor aumento que em uma
DFoFi menor. Esta é a razão básica pela qual as radiografias do tórax
são feitas a 183 cm, e não no mínimo, mais comum de 102 cm. O
tamanho do coração é uma consideração importante na radiografia do
tórax, e uma DFoFi de 183 cm resulta em menor aumento do coração
e de outras estruturas dentro do tórax. DFoFi Mínima 102 cm: Durante
vários anos, foi prática comum utilizar 102 cm como a DFoFi padrão
para a maioria dos exames radiológicos. Entretanto, no interesse de
reduzir a exposição do paciente e de melhorar os detalhes registrados
ou definição, está tornando-se mais comum aumentar a DFoFi padrão
para 107, 112 ou 122 cm. Estudos mostraram, por exemplo, que o
aumento da DFoFi de 102 para 122 cm reduzirá a dose de entrada
para o paciente de 12,5%, com uma redução da dose integral(volume
tecidual total irradiado) de 11%. Também devido ao princípio de
divergência do feixe de raios X descrito acima, este aumento na DFoFi
possui o benefício adicional de reduzir o aumento e a distorção, assim
reduzindo o borramento geográfico o que aumenta o detalhe
registrado ou definição.

2) DOF: O efeito da DOF sobre o aumento ou a distorção do tamanho


é claramente ilustrado. Quanto mais próximo o objeto que está sendo
radiografado estiver do filme, menor o aumento e melhor o detalhe ou
a definição. Esta é uma vantagem de fazer radiografias dos membros
superiores e inferiores n tampo da mesa e não na bandeja de Bucky.
A bandeja de Bucky na maioria dos tampos de mesa do tipo flutuante
está 8-10 cm abaixo do tampo da mesa, o que aumenta a DOF. Isso
não apenas torna maior o aumento mais também diminui a nitidez da
imagem (definição).

Tamanho do Ponto Focal e Borramento da Imagem: Na verdade,


existe uma área no ânodo conhecida como ponto focal. O tamanho do
ponto focal determinado pelo tamanho do filamento no cátodo e pelo
ângulo da área ativo no ânodo. A seleção do pequeno ponto focal em
um tubo de raios X de foco duplo, ou o uso de um tubo de raios X com
ânodo de menor ângulo resultará em menor borramento da imagem
devido ao efeito de penumbra do borramento geométrico. O ângulo do
ânodo é determinado pelo fabricante de equipamento e, portanto, não
é uma variável controlada pelo técnico. Entretanto, mesmo com o
menor ponto focal possível, há alguma penumbra. O efeito deste
borramento geométrico é muito aumentado quando a DOF é
aumentada ou a DFoFi diminuída. Portanto, um aumento na DOF e
uma diminuição na DFoFi não resultam apenas em uma maior
distorção do tamanho ou aumento da imagem, mas também aumenta
o borramento geral da imagem radiográfica.

3) Alinhamento do Objeto: O terceiro importante fator de controle da


distorção relacionado ao posicionamento é o alinhamento do objeto.
Este refere-se ao alinhamento ou plano do objeto que está sento
radiografado em relação ao plano do filme de raios X ou outro receptor
de imagem. Se o plano do objeto não está paralelo ao plano do filme,
ocorre distorção. Dois efeitos são demonstrados quando o objeto não
está alinhado corretamente ou não está paralelo ao filme. O primeiro é
a distorção através do encurtamento ou redução do tamanho da
imagem em comparação com o tamanho do objeto; ou alongamento
que é um aumento do tamanho da imagem em comparação com o
tamanho do objeto. Quanto maior o ângulo de inclinação do objeto,
maior o grau de distorção. Um segundo efeito do alinhamento
inadequado do objeto é a distorção das articulações ou das
extremidades das estruturas ósseas. Isso é mais bem demonstrado
em articulações que envolvem os membros superiores e inferiores.
Por exemplo, se um dedo radiográfico não está paralelo ao filme, os
espaços articulares entre as falanges não serão visualizados como
abertos em virtude da superposição das extremidades ósseas. Isso
demostra um importante princípio de posicionamento. O alinhamento
correto do objeto (no qual o plano possível ao plano do filme) resulta
em menor distorção e espaços articulares mais abertos.

4) Raio Central (RC): Outro princípio importante no posicionamento e


o quarto fator de controle da distorção é o uso correto do RC. Como
descrito previamente no tópico sobre o princípio de divergência do
feixe de raios X, em geral apenas o centro exato do feixe, o RC, não
apresenta divergência quando projeta aquela parte do objeto a 90º ou
perpendicular ao plano do filma. Portanto, há a menor distorção
possível do RC pois os raios X podem atravessar um espaço articular
neste ponto sem impedimento. A distorção aumenta à medida que
aumenta o ângulo de divergência do centro do feixe de raios X para as
bordas externas. Portanto, quanto mais próximo do ponto do RC,
menor a distorção. Por esse motivo, a centralização correta ou
posicionamento correto do RC é importante na minimização da
distorção da imagem.
Sumário: A distorção, que é um erro na representação do tamanho e
do formato da imagem radiográfica, pode ser minimizada por quatro
fatores de controle:

(1) DFoFi – aumento da DFoFi diminui a distorção (também aumenta a


definição);

(2) DOF – diminuição da DOF diminui a distorção (cominada um


pequeno ponto focal, a diminuição da DOF também aumentada a
definição);

(3) Alinhamento do Objeto – a distorção é diminuída com o


alinhamento correto do objeto (o plano do objeto está paralelo ao
plano do filme);

(4) RC – o posicionamento correto do RC reduz a distorção porque a


porção mais central do feixe de raios X com a menor divergência é
mais bem usada.

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