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Eletricidade Aplicada

Conceitos Fundamentais da Eletricidade

Curso: Engenharia Civil, 5◦ Semestre.


Professor Diego Habib S. Nolasco.
Doutor em Engenharia Elétrica

Vitória da Conquista, Março de 2020.


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Tópicos a serem tratados sobre fundamentos da eletricidade:
Potencial elétrico;
Tensão elétrica;
Corrente elétrica;
Cargas elétricas;
Potência elétrica;
Energia elétrica;
Noções sobre corrente contínua e alternada;
Condutividade e resistividade elétrica;
Elementos resistivos e leis de ohm;
Condutores e isolantes;
Associação de elementos resistivos;
Introdução as Leis de Kirchhoff;

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Tópicos a serem tratados sobre fundamentos da eletricidade:
Sistema elétrico em corrente alternada;
Conceitos básicos de sinais senoidais;
Rápida revisão de números complexos;
Introdução aos fasores;
Conceito de impedância, reatância e admitância;
Introdução aos sistemas elétricos monofásicos e trifásicos;
Conexão estrela x triângulo.
Potência ativa, reativa, aparente e fator de potência.
Conceito de circuitos balanceados e desbalanceados.

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Estrutura do Átomo
átomo elétron
núcleo próton
neutro

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Carga Elétrica

Campos elétricos das cargas Força de atração


E E F F
+q q
+q q
Força de repulsão
divergentes convergentes F F
+q +q
F F
linhas de campo linhas de campo q q
saem da carga entram da carga
-19
q = 1,6 x 10 C

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Intensidade de Campo
O módulo da intensidade de campo E criado por uma carga q é direta-
mente proporcional à intensidade dessa carga e da constante dielétrica
k do meio, e é inversamente proporcional ao quadrado da distância d
entre a carga de o ponto considerado.

q E q EE E E E

d
k·q
E= , (1)
d2
onde,
k = 9x109 N · m2 /C2 (no vácuo e no ar).
q é o módulo da carga elétrica em coulomb [C].
d é a distância, em metro [m].

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Linhas de Campo

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Linhas de Campo

Exemplo de linhas de campo.

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Força Elétrica
Considere uma região submetida a campo elétrico ~E uniforme, colo-
cando uma carga q nessa região a mesma ficará sujeita a uma força ~F,
cuja unidade de medida é Newton [N] e o módulo pode ser calculado
por,

F = q · E, (2)

Força de atração
qA F F qB
q F E F q E
+
+
d
onde,
q é o módulo da carga elétrica em coulomb [C].
E é o módulo da carga elétrica, em newton/coulomb [N/C].

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Lei de Coulomb

A lei de Coulomb é uma importante lei da Física que estabelece que


a força eletrostática entre duas cargas elétricas é proporcional ao mó-
dulo das cargas elétricas e inversamente proporcional ao quadrado da
distância que as separa.
qA · qB
FAB = k · (3)
d2

Força de repulsão
Força de atração qA qB
F F
qA F F qB + +
+ d
F F
d
qA qB

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Potencial Elétrico

- Potencial elétrico é a capacidade que um corpo energizado tem de


realizar trabalho, ou seja, atrair ou repelir outras cargas elétricas.
- O símbolo de potência elétrico é V e sua unidade é o volts [V].
- O potencial elétrico depende da carga gerador do campo elétrico,
sendo que quanto maior a distância entre o ponto considerado e a carga
geradora menor será o potencial elétrico V.

E1 +V
V1 +q E
E2 d
V1 V2 V3
V2
q E
E3
V
V3
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Potencial Elétrico

- O potencial elétrico é uma grandeza escalar, podendo ser positiva ou


negativa, dependendo do sinal da carga.
k·q
V= , (4)
d
onde,
k = 9x109 N · m2 /C2 (no vácuo e no ar).
q é o módulo da carga elétrica em coulomb [C].
d é a distância, em metro [m].
+V
nota-se que cargas positivas geram +q E
potenciais elétricos positivos ao seu
redor, enquanto cargas negativas d
geram ao seu redor potenciais
elétricos negativos. q E
V

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Diferença de Potencial Elétrico (d.d.p)

Uma região submetida a um campo elétrico E criada por uma carga Q.


(I) ( II )
Q Q q
F
+ E + E
B A B A

dB dB
dA dA

( III ) Como dA > dB , o potencial do


ponto A é menor do que no
Q VB F q VA ponto B, logo VA < VB.
+
A
E
B
VA < VB Conclui-se então que uma carga
dB negativa move-se do potencial
dA menor para o maior.

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Diferença de Potencial Elétrico (d.d.p)

Já uma carga positiva move-se do potencial maior para um menor.


(I) ( II )
Q Q q F
+ E + + E
B A B A

dB dB
dA dA

( III ) Conclusão: para que uma


carga se movimente, isto é,
Q VB q VA cara que ocorra condução de
F
+ + E eletricidade, é necessário que
B A
VA < VB a carga seja submetida a uma
dB diferença de potencial elétrico
dA ou d.d.p.

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Tensão Elétrica x Diferença de Potencial Elétrico
Tem-se que a diferença de potencial elétrico entre dois pontos é denom-
inado de tensão elétrica e normalmente é simbolizada pelas letras V, U,
ou E e sua unidade de medida é volt [V].

V = VA − VB = (5)
dq
sendo, V - tensão elétrica ou diferença de potencial elétrico; dω taxa de variação de
energia em joules [J]; dq - taxa de variação de carga em coulombs [C].

VB VB VB VB
VA VB

VA VA VA VA
Exemplo 2: baterias.
Exemplo 1: descargas atmosféricas.
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Fluxo de Carga x Corrente Elétrica
A partir dos conceitos de d.d.p e movimento de cargas dos elétrons
livres em meios condutores metálicos ordenado sob um campo elétrico,
tem-se o entendimento físico da corrente elétrica.
Fluxo de carga em condutores.
l l

A A

+ VB E VA +VB E VA

+ VB E VA + VB E VA

meio condutor metálico


Logo, a corrente elétrica, de forma simplificada, pode ser entendida
como sendo o movimento de carga em um meio condutor.
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Fluxo de Carga X Característica dos Metais
Modelo de nuvens de elétrons:
Os metais são representados como uma estrutura agrupada de cá-
tions metálicos imersos em uma espécie de nuvem de elétrons;
Os elétrons livres, mantêm-se ramificados ao metal por meio de
atrações eletrostáticas;
Sob condições normais os elétrons livres apresentam orientações
desordenadas;

_ _ _ _

+ + + + +
_ _
_ _

_ _ _ _ _ _ _
_ _ _
_ _
+ + + + +
_
_
_ _
Cu
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Corrente Elétrica x Intensidade de Corrente Elétrica
- A corrente elétrica, é simbolizada pelas letras i ou I, e sua unidade de
medida é o ampère [A].
- A intensidade instantânea i da corrente elétrica é a medida da taxa de
variação da carga dq [C], por meio da seção transversal de um material
condutor durante um intervalo de tempo dt [s]. Matematicamente a
corrente instantânea é,
dq
, i= (6)
dt
se a taxa de variação de carga for linear no tempo, a corrente será con-
tínua e constante, podendo ser reescrita como,
∆q
I= . (7)
∆t

corrente elétrica
+ VB A VA

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Corrente Elétrica - Fluxo Real x Convencional

- Nos condutores metálicos, a corrente elétrica ocorre devido ao fluxo


de cargas negativas (elétrons) que se encontram livres e desordenados
na camada de valência.

- Por tal motivo, nos meios metálicos, as cargas se deslocam do ponto


de menor potencial (-) para o de maior potencial (+). Desse modo o
sentido real do fluxo de corrente é do (-) para o (+).

- No intuito de evitar o uso frequente de valor negativo nos valores


matemáticos de corrente, adota-se na análise matemática e física o sen-
tido da corrente denominado de convencional.

- Deste modo, no sentido convencional, considera-se que as cargas são


positivas, e que elas fluem do maior (+) potencial elétrico para o menor
(-), ou seja, fluxo (+) para o (-).

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Corrente Elétrica - Fluxo Real x Convencional

meio condutor metálico

sentido sentido carga


convencional real
da corrente da corrente

+
bateria

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Conceito de Cargas Elétricas - Visão Geral
- Os elementos de um circuito (equipamentos ou dispositivos elétricos)
que consomem potência elétrica, são comumente denominados de car-
gas ou cargas elétricas.
- Os elementos dos circuitos podem ser caracterizados de acordo o con-
sumo de potência elétrica da rede: cargas resistivas, indutivas ou ca-
pacitivas.
resistiva capacitiva indutiva

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Conceito de Cargas Elétricas - Visão Geral
- Os elementos de um circuito elétrico ou absorvem energia do circuito
ou fornecem energia para o circuito.
- Com base neste entendimento, dois tipos de elementos podem existir
no circuito elétrico, são eles os elementos passivos e ativos.
- Elementos passivos: são os elementos do circuito que recebem energia
(ou absorvem energia) e convertem-na em calor ou o armazenam em
um campo elétrico ou campo magnético. Exemplo:

resistores capacitores indutores transformador

Obs.: Transformador é um elementos passivo.


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Conceito de Cargas Elétricas - Visão Geral

- Elementos ativos: são os elementos do circuito que geram (ou fornecem


energia) aos elementos passivos ou modificam a intensidade de uma
sinal (amplificadores).
Exemplos de elementos ativos são as fontes de tensão, fontes de cor-
rente, geradores, alternadores, geradores CC, fontes chaveadas, bate-
rias, transistores, etc.

transistor fontes
baterias

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Conceito de Cargas Elétricas - Visão Geral
- Outra caracterização das cargas se dá com base no comportamento em
relação a distorção dos sinais de tensão e corrente.
- Deste modo, as cargas pode ser também caracterizadas como cargas
lineares (que não distorcem os sinais elétricos de tensão e corrente)
e não-lineares (baseiam-se em componentes semicondutores e por tal
fato, distorcem os sinais elétricos de tensão e corrente).
carga não-linear

carga linear

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Potência Elétrica - Conceito Fundamental

- Embora corrente e tensão sejam as duas variáveis básicas em um cir-


cuito elétrico, elas sozinhas não são suficientes.

- Na prática, precisamos saber quanta potência um dispositivo elétrico


é capaz de manipular.

Potência elétrica pode ser entendida fisicamente como:


a. A velocidade com que se consome ou se absorve energia medida em
watts (W).

b. Uma grandeza física que mede a quantidade de trabalho realizado


por um equipamento elétrico em determinado período de tempo.

- Considere como exemplo, uma lâmpada de 100 W que fornece mais


luz que uma de 60 W.

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Potência Elétrica - Conceito Fundamental
A definição matemática de potência é,

dω dω dq
p= = · =v·i (8)
dt dq dt
, logo
p=v·i (9)
sendo,
p - potência elétrica instantânea [W];
v - tensão elétrica [v];
i corrente elétrica [A].

- O sentido da corrente e a polaridade da tensão desempenham um


papel fundamental na determinação do sinal da potência.

Pela convenção de sinal, se p = +vi ou vi > 0 implica que o elemento


está absorvendo potência. Entretanto, se p = −vi ou vi < 0, implica
que o elemento está liberando ou fornecendo potência elétrica.

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Potência Elétrica - Conceito Fundamental
É importante ressaltar que pela lei da conservação da energia a potência
elétrica absorvida deve ser igual a potência elétrica fornecida. Por essa
razão, a soma algébrica da potência em um circuito, a qualquer instante
de tempo, deve ser zero, ou seja,
+ potência absorvida = - potência fornecida
Matematicamente, X
p=0 (10)

rede elétrica

painel solar
corrente
alternada

corrente
contínua

corrente
alternada medidor energia
inversor
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 27 / 153
Potência Elétrica x Energia Elétrica
Outro conceito importante a ser entendido é o de Energia.

Descrevendo fisicamente:
Genericamente, a energia é a capacidade que um dado elemento ou
equipamento tem de realizar trabalho, medida em joules [ J ].

a. A energia elétrica também pode ser entendida como a medida da


potência elétrica consumida ou fornecida por um dado elemento ou
equipamento elétrico durante um determinado intervalo de tempo.
b. Sua unidade de medida é potência por tempo, ou seja, watts-hora
[Wh]. Obs.: 1 Wh = 3.600 J

Matematicamente,
Z t Z t
w= p · dt = vi · dt (11)
t0 t0
sendo, w - energia elétrica consumida [Wh].
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medidor
digital

medidor
analógico

preço kW/h

histórico
consumo

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Sinais de Tensão e Corrente
Os sinais de tensão e corrente podem ser classificados como sinais al-
ternados periódicos, alternados não-periódicos e sinais contínuos.

alternado periódico
v, i
contínuo

alternado
não-periódico

t
DC corrente contínua (do inglês direct current).
AC corrente alternada (do inglês alternating current).

Note que a forma como esses sinais classificam-se baseia-se na forma


como ocorre sua variação de amplitude no tempo.
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Sinais de Tensão e Corrente na Forma Contínua (DC)

v (V)

sinal constante
no tempo
DC
t (s)

i (A)

sinal constante
no tempo

t (s)

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Sinais de Tensão e Corrente na Forma Alternada (AC)
Uma tensão ou corrente é dita alternada quando muda periodica-
mente de módulo e sentido.
Dependendo da forma como varia a grandeza em função do
tempo, existem diversos tipos de tensões e correntes alternadas,
ou seja, diversas formas de onda: quadrada, triangular, senoidal,
etc.

v (V) v (V) v (V)


+ sinal variante sinal variante
no tempo no tempo sinal variante
no tempo
sentido

t (s) t (s) t (s)


_

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Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 01 disponível no link do Google Drive Institucional:

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 33 / 153
Condutividade x Resistividade Elétrica
A propriedade de condutividade elétrica (σ) quantifica a disponibili-
dade ou facilidade de circular corrente elétrica em um meio material
submetido a uma diferença de potencial.
- A propriedade de resistividade elétrica (ρ) de um material pode ser
entendida como a oposição que o material impõe ao fluxo de elétrons
sendo expressa como: 1
ρ= (12)
σ
sendo a unidade de ρ dado em Ωm ou Ωmm2 /m.

- A resistividade é um parâmetro que depende da temperatura.


- Nos materiais condutores a resistividade aumenta com a temperatura.
- Nos materiais isolantes a resistividade diminui com a temperatura.

símbolo
resistor

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 34 / 153
Resistividade Elétrica

Considere um condutor de comprimento (l) e seção transversal (A),

- A resistividade elétrica de um material pode ser obtida numerica-


mente por meio da medida da resistência entre os centros da face de
um corpo de prova homogêneo do material, com dimensões unitárias
expressas por:
R·A
ρ= (13)
l
sendo ρ - resistividade elétrica (Ω · m); R - resistência elétrica (Ω); A - área da seção
transversal (m2 ou mm2 ); l - comprimento (m ou km).

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Resistividade Elétrica
Tabela de resistividade elétrica para alguns materiais:

Material Resistividade (Ωm) Material Resistividade (Ωm)


−8
Prata 1,5 x10 ferro 10 x10−8
Cobre 1,7 x10−8 Solda 14,3 x10−8
Ouro 2,4 x10−8 Chumbo 21 x10−8
Alumínio 2,8 x10−8 Mercúrio 9,6 x10−7
Zinco 6 x10−8 Grafite 1,4 x10−5
Água 128 Silício puro 2300
Porcelana 1010 Vidro 1010 a 1014
Polistireno 1016 - -

Resistividade de alguns materiais a 20◦ C.

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Leis de Ohm
Materiais Ôhmicos e Não Ôhmicos
A partir da Equação (4) tem-se que o valor resistência elétrica (R) pode
ser calcular por meio da Lei de Ohm,
V
tg(θ) = R = (14)
i
sendo R - resistência elétrica (Ω); V - diferença de potencial elétrico (Volt); i - corrente
elétrica (A) que percorre o meio do condutor.

No entanto, as Equações (13) e (14) são válidas apenas para meios mate-
riais Ôhmicos, ou seja, possuem comportamento linear pelo fato de não
apresentarem variação de seus parâmetros em relação a temperatura.
elemento ôhmico i
l
i1 coef. ang. tangente
i A
θ v
+- v 0 v1
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Leis de Ohm
Sabe-se que na prática, a resistividade está diretamente relacionada
com a perda de energia dissipada na forma de calor (Efeito Joule) que
ocorre devido a movimentação ou propagação dos elétrons livres no
meio material.
Para materiais não ôhmicos considera-se os efeitos que a variação de
temperatura exerce sobre a resistividade,

ρ = ρ0 · [1 + α · ∆T] = ρ0 · [1 + α · (T − T0 )] (15)
sendo ρ - resistividade elétrica (Ω · m); ρ0 - resistividade elétrica do material à temper-
atura T0 (20◦ C é o valor normalmente utilizado); ∆T variação de temperatura (◦ C ou
Kelvin); α coeficiente de temperatura do material (1/K ou 1/◦ C).
elemento não ôhmico i coef. ang. secante
l i2 p2
p1
i1
i A
β2
β1
+- v
v
0 v1 v2
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 38 / 153
Leis de Ohm
elemento não ôhmico i coef. ang. secante
l i2 p2
p1
i1
i A
β2
β1
+- v
v
0 v1 v2

Para o material não ôhmico a resistência elétrica pode ser obtida por
meio do coeficiente angular secante,
V1 V2
tg(β1 ) = Rop1 = , tg(β2 ) = Rop2 = ,
i1 i2
Para a Equação (6) multiplicando ambos os membros da igualdade por
l
, obtém-se,
A
R = R0 · [1 + α · ∆T] = R0 · [1 + α · (T − T0 )] (16)
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Efeitos - Resistividade Elétrica x Temperatura

Nos metais a resistividade aumenta com o incremento da temperatura


devido o aumento do estado de vibração das partículas. (Aqui denom-
inado de primeiro efeito).

Em compensação, também ocorre o aumento do número de elétrons


livres no meio do material condutor que consequentemente melhora a
condutividade. (Aqui denominado de segundo efeito).

Desta forma, têm-se que:

-> Nos metais puros o primeiro efeito predomina sobre o segundo;

-> Existem ligas para os quais os dois efeitos se equivalem, ou seja,


pode-se dizer que a resistividade elétrica não varia com a temperatura.
Ex.: Manganina e Constantan, que são ligas de cobre, níquel e man-
ganês utilizadas na construção de resistores;

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 40 / 153
Efeitos - Resistividade Elétrica x Temperatura

-> No grafite o segundo efeito predomina sobre o primeiro, ou seja, a


resistividade diminui com o aumento da temperatura;
-> Os metais puros possuem coef. de temp. positivos, as citadas ligas
possuem coef. de temp. nulos, e o grafite possui coef. de temp. nega-
tivo.

Material α20 (◦ C−1 ) Material α20 (◦ C−1 )


−3
Prata 3,8 x10 Cobre 3,93 x10−3
Alumínio 3,91 x10−3 Ouro 3,4 x10−3
Tungstênio 4,8 x10−3 Zinco 3,8 x10−3
Branze 2,0 x10−3 Latão 1,5 x10−3
Níquel 4,7 x10−3 Platina 4,9 x10−3
Estanho 4,2 x10−3 Ferro 5,0 x10−3
Constantan (60%Cu, 40%Ni) 0,23 x10−3 Mércurio 0,9 x10−3 a 1014
Nicromo (15-25%Cr, 19-80%Ni) 0,17 x10−3 Grafite -2 a -8 x10−4
Germânio -48 x10−3 Carbono -0,5 x10−3
Coeficientes de temperatura (α) a 20◦ C.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 41 / 153
Condutores x Isolantes Elétricos

CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS ELÉTRICOS:


Condutores.
Isolantes.
Semicondutores.

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Associação de Elementos Resistivos
- Os elementos passivos e ativos dos circuitos elétricos podem ser asso-
ciados (conectados) em configurações do tipo série, paralelo ou mista.
- Considere um elemento resistivo.

terminais polarização
V
R + R - + -

I
elemento resistivo
qualquer lei de ohm
V = R.I P = V. I
potência elétrica
- Agora considere um sistema elétrico baseado em conjuntos de ele-
mentos resistivos.
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Associação de Elementos Resistivos
Associação Série de Elementos Resistivos

Vt
- +
V1 V2 V3

- R1 + - R2 + - R3 +

I1 I2 I3
nó nó
A resistência equivalente (Req ) será: A tensão total (Vt ) será:
Req = R1 + R2 + R3 , Vt = V1 + V2 + V3 ,

As tensões individuais são: A corrente total (It ) será:


V1 = R1 · I1 ; V2 = R2 · I2 ; V3 = R3 · I3 , It = I1 = I2 = I3 .

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 44 / 153
Associação de Elementos Resistivos
Associação Paralelo de Elementos Resistivos

It
nó + + + +

It I1
Vt V1 R1 V2 R2 V3 R3
I2
- - - -
A resistência equivalente (Req ) será: para dois resistores
1 1 1 1 R1 · R2
= + + ⇔ Req =
Req R1 R2 R3 R1 + R2

As tensões individuais são: As tensões são iguais:


V1 = R1 · I1 ; V2 = R2 · I2 ; V3 = R3 · I3 , Vt = V1 = V2 = V3 ,
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Associação de Elementos Resistivos
Associação Mista de Elementos Resistivos

- A associação mista é aquela no qual os circuitos apresentam partes das


conexões de seus elementos em série e partes em paralelo.
- Determine as relações das resistências, tensões e correntes.
Vt
- +
V1 V2 V3

- R1 + - R2 + - R3 +

I1 I2 I3 V
4

R4
- +
I4
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Exercício de Fixação em Sala!

1. Considere as resistências R1 = 3Ω, R2 = 8Ω, R3 = 12Ω e R4 =


12Ω. Calcule os valores das resistências equivalentes para os circuitos
apresentados nos slides 43, 44 e 45.

2. Considere as resistências da questão 1, e determine:

a) No circuito série do slide 43, para I1 = 30 mA, calcule as tensões


V1 , V2 , V3 e Vt .

b) No circuito paralelo do slide 44, para Vt = 12 V, calcule as cor-


rentes nos resistores de R1 , R2 e R3 . Após isto, determine a corrente It .
c) No circuito misto do slide 45, para I1 = I2 = 100 mA, calcule as
tensões V1 , V2 , V3 e Vt . Posteriormente, escolha dois elementos de cada
circuito e calcule a potência elétrica dissipada.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 47 / 153
Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 02 disponível no link do Google Drive Institucional:

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

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Leis de Kirchhoff

Um pouco de história...
As Leis de Kirchhoff foram criadas e desenvolvidas pelo físico
alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887).
Existem essencialmente duas Leis que Kirchhoff determinou:
A Lei de Kirchhoff para Circuitos Elétricos;
Lei de Kirchhoff para Espectroscopia;

O termo espectroscopia é a designação para toda técnica de levantamento


de dados físico-químicos através da transmissão, absorção ou reflexão da
energia radiante incidente em uma amostra.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 49 / 153
A Lei de Kirchhoff para Circuitos Elétricos...
A Lei de Kirchhoff para Circuitos Elétricos foi criada para resolver
problemas de circuitos elétricos mais complexos.
Tais problemas podem ser encontrados em circuitos com mais de
uma fonte de resistores estando tanto em série quanto paralelo.
Para criar as Leis, Kirchhoff introduziu o conceito de nó (ou junção)
e malha, o que são extremamente importantes para o entendimen-
tos das Leis.

I2 I3
3Ω 6Ω 4Ω

I2 I1 I6
5Ω 2Ω
A B
C
I3 I5
I4 I1

5V

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Conceitos básicos de Nó, Malha e Ramo em circuitos elétricos.
Nó: ponto do circuito em que dois ou mais terminais estejam liga-
dos, podendo ser terminais de quaisquer elementos do circuito.
Ramo: caminho entre dois nós, sendo que ao ao longo do ramo, a
corrente elétrica é a mesma.
Malha: caminho fechado seguido sobre ramos.

RAMO

RAMO
MALHA 2A
10V

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 51 / 153
1ª Lei de Kirchhoff denominada de Lei das correntes ou nós.
Em um nó, a soma das correntes elétricas que entram é igual à
soma das correntes que saem, ou seja, um nó não acumula carga.
A Lei dos Nós aplica-se aos pontos do circuito onde a corrente
elétrica se divide. Ou seja, nos pontos de conexão entre três ou
mais condutores (nós).

n
X
Ii = 0 (17)
i=1
I2 I1 I6
Se n = 6 (número máximo de ramos de
corrente), então:
I3 I5 6
X
= I1 + I2 + I3 + I4 + I5 + I6 = 0
I4
NÓ i=1

I6 = I1 + I2 + I3 + I4 + I5

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 52 / 153
2ª Lei de Kirchhoff denominada de Lei das tensões ou malhas.
A soma algébrica da d.d.p (Diferença de Potencial Elétrico) em um
percurso fechado é nula.
A Lei das Malhas aplica-se aos caminhos fechados de um circuito
elétrico, os quais são chamados de malhas.

NÓ n
V2
X
A B C Vq = 0 (18)
q=1
MALHA 1
V1 V3 Considere a malha 1, então:
6
I1 I2 X
Vq = 0
V6 q=1
V4 MALHA 2
V1 + V2 + V3 + V4 + V5 + V6 = 0
F E D
V5 NÓ

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 53 / 153
Sentido das correntes em circuitos elétrico.
A corrente elétrica real que atravessa um circuito sempre fluirá no
sentido do polo negativo (menor potencial elétrico) para o polo
positivo (maior potencial elétrico).

Sentido das correntes e polarização dos elementos no circuito.


Na análise de circuitos elétricos adota-se um sentido fixo para o
fluxo das correntes no circuito.
Na análise da malha, convencionalmente adota-se que as correntes
fluem da esquerda para direita no sentido fixo.
O valor da ddp nos resistores (V = R · I) será positivo se o sentido
da corrente for o mesmo do sentido da polaridade, e negativo se
for no sentido contrário.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 54 / 153
Polarização dos elementos do circuito.
Analise...

Como polarizar os elementos do circuito?

Qual o sentido das correntes de malha?


R1 R5

Vo MALHA 1 MALHA 2
R2 R6

R4
Vx Vs
R7
R3

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 55 / 153
Polarização dos elementos do circuito.
Analise...

Como polarizar os elementos do circuito?

Qual o sentido das correntes de malha?


R1 R5
+ - + -

+ + +
Vo MALHA 1 MALHA 2
R2 R6
-
- - -
+
R4 -
Vx - Vs
+ +
- + R7
R3 - +

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 56 / 153
Polarização dos elementos do circuito.

Analise...

Como polarizar os elementos do circuito?

Qual o sentido das correntes de malha?


R1 R5 R1 R5
+ - + - + - + -

+ + + + +
Vo MALHA 1 MALHA 2
-
R2 R 6 Vo - R6
I2 MALHA 3
- I1 - - - -
+ I3
R4 - R4 -
Vx - Vs Vs
+ + + +
- + R7 - + R7
R3 - + R3 - +
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 57 / 153
2ª Lei de Kirchhoff ou Lei das Malhas.
R1 R5
+ - + -

+ + +
Vo MALHA 1 MALHA 2
R2 R6
-
I1 - I2 -
-
+
R4 -
Vx - Vs
+ +
- + R7
R3 - +
Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff sobre a
malha 1:

M1 : −Vo + V1 + V2 + Vx + V3 + V4 = 0

Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff sobre a


malha 2:

M2 : −Vx − V2 + V5 + V6 − Vs + V7 = 0
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 58 / 153
2ª Lei de Kirchhoff ou Lei das Malhas.
Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff sobre a
malha 1: R1 R5
+ - + -
M1 : −Vo + V1 + V2 + Vx + V3 + V4 = 0
+ +
Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff sobre a Vo
malha 2: - R6
MALHA 3
- -
M2 : −Vx − V2 + V5 + V6 − Vs + V7 = 0 I3
R4 -
Vs
Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff sobre a +
malha 3: +
- + R7
M3 : −Vo +V1 +V5 +V6 −Vs +V7 +V3 +V4 = 0 R3 - +

As equações de malha do circuito são:

M1 : −Vo + V1 + V2 + Vx + V3 + V4 = 0 (19)
M2 : −Vx − V2 + V5 + V6 − Vs + V7 = 0 (20)
M3 : −Vo + V1 + V5 + V6 − Vs + V7 + V3 + V4 = 0 (21)

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 59 / 153
2ª Lei de Kirchhoff ou Lei das Malhas
R1 R5
+ - + -
V2 = R 2 . ( I 1 - I 2 )
+ + + +
Vo MALHA 1 MALHA 2 I1
R2 R6 I2
-
I1 - I2 - -
-
+ +
R4 -
Vx - Vs Vx -
+ +
- + R7
R3 - +
Aplicando a Lei de Ohm sobre os elementos resistivos para malha M1 e M2 tem-se:

V1 = R1 · I1 V2 = R2 · (I1 − I2 ) V 3 = R 3 · I1
V4 = R4 · I1 V5 = R5 · I2 V 6 = R 6 · I2 (22)
V7 = R7 · I2

Substituí-se as quedas de tensões da equação (22) nas equações (19), (20) e (21).

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 60 / 153
2ª Lei de Kirchhoff ou Lei das Malhas
Substituindo as quedas de tensões da equação (22) nas equações (19), (20) e (21).,
tem-se:

M1 : Vo = R1 · I1 + R2 · (I1 − I2 ) + Vx + R3 · I1 + R4 · I1
M2 : Vx = −R2 · (I1 − I2 ) + R5 · I2 + R6 · I2 − Vs + R7 · I2
M3 : Vo = R1 · I1 + R5 · I2 + R6 · I2 − Vs + R7 · I2 + R3 · I1 + R4 · I1
| {z }
Sistema de Equações Lineares
Considere que:

Vo = 6V; Vx = 3V; Vs = 2V;


R1 = 4Ω; R2 = 2Ω; R3 = 5Ω;
R4 = 4Ω; R5 = 2Ω; R6 = 3Ω;
R7 = 5Ω;

Ache os valores de I1 , I2 , V1 , V2 , V3 , V4 , V5 , V6 e V7 ?

Resp.: I1 = 0, 213 A; I2 = 0, 1 A; V1 = 0, 853 V; V2 = 0, 226 V; V3 = 1, 066 V; V4 =


0, 853 V; V5 = 0, 2 V; V6 = 0, 3 V e V7 = 0, 5 V.

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Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 03 disponível no link do Google Drive Institucional:

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CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

OBS.: Devido a atividade não presencial, essa lista não será aplicada
nesse semestre.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 62 / 153
Sistema Elétrico e Geração de Corrente Alternada

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 63 / 153
Introdução a Corrente Alternada (CA)
Dentre as formas de onda CA a mais importante é a senoidal porque
assim é gerada, transmitida e distribuída no sistema elétrica.
FEM = Máx (-) FEM = Zero
FEM = Zero FEM = Máx (+) FEM = Zero

N N
N N N
i
i S S
S S S
Geração FEM máx (+)

AC

0 - 180° 180° - 360° FEM


FEM
0 FEM 0 0 t (s)

FEM - força eletromotriz induzida (V)

FEM = ΔΦ
Δt FEM máx (-)
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 64 / 153
Geração de Energia Elétrica no Brasil

Geração de energia elétrica


Posteriormente serão
discutidos conceitos sobre o
sistema elétrico brasileiro.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 65 / 153
Sinais de Onda de Tensões e Correntes Senoidais
v (V) i (A)
+ vp + ip

0 2π 0 2π
π π ωt (rd)

- vp - ip
π 3π π 3π
2 2 2 2
i(t) v(t) Sinais
senoidais
Apresentam uma periódicos em
repetição de seus função de
valores de amplitude a 0 2π senos e
intervalos regulares de π
ωt (rd) cosenos.
tempo.
π 3π
2 2

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 66 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais

Os principais conceitos que descrevem os sinais senoidais são:

Ciclo;
Período;
Frequência;
Velocidade angular;
Representação matemática.
Valor de pico;
Valor eficaz;
Fase inicial;

A seguir discutiremos cada conceito para melhor compreensão.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 67 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Ciclo
v (V) ciclo de um sinal senoidal
O ciclo de um sinal
senoidal pode ser
definido a condição no + vp
qual o sinal retorna ao
seu estado original semi-ciclo + 2π
sendo composto de 0 π
um semi-ciclo semi-ciclo - ωt (rd)
positivo e ou semi-
ciclo negativo. - vp
π 3π
2 2
v (V)
+ vp
ωt (rd)
0

- vp
2π 4π 6π 8π 10π
Quantos ciclos possui esse sinal senoidal?
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 68 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Período e frequência

v (V) 2π
O tempo transcorrido + vp
para completar um ωt (rd)
ciclo é denominado de 0
período ( T ) e a sua
unidade dada em - vp
segundo ( s ). T 4π 6π
Período

A frequência ( f ) de uma grandeza alternada, é a medida do número de ciclos


que ocorrem durante um segundo e a sua unidade é dada em Hertz (Hz).

A relação entre o período e frequência é dada por: 1


f =
T

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 69 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Determine a frequência, n° ciclos e o perídodo de cada sinal senoidal dado,
2

-2
2

0
v (volts)

-2
2

-2
2

-2
0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0 (seg.)
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 70 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Velocidade angular

Im v
A velocidade
angular ou + vp
frequência angular
mede a variação ω
do ângulo θ de um θ1 ωt
sinal senoidal em Re π
função do tempo.
Geralmente,
utiliza-se a letra - vp
grega ω para
θ1 π 3π 2π
representá-la, e 2 2
sua unidade de As seguintes relações entre o ângulo θ a velocidade angular ω de um sinal
resposta é radiano senoidal são,
por segundo
(rd/s). θ = ωt ω = 2πf
Se t = T, então θ = 2π.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 71 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Fundamentação matemática

Têm-se que a tensão e corrente alternada senoidal instantâneas são dadas


matematicamente como:
v(t) = Vp · sen(ω · t) (23)
i(t) = Ip · sen(ω · t + φ) (24)
onde,
v(t) e i(t) - são os valores de tensão (V) e corrente (A) instantâneos;
Vp e Ip - são os valores de tensão (V) e corrente (A) de pico;
ω - frequência angular (rad/s);
t - tempo (s).
φ - defasagem do sinal de corrente em relação ao sinal de tensão.

Se φ > 0 –> sinal adiantado (inicia antes);


Se φ < 0 –> sinal atrasado (inicia depois);
Se φ = 0 –> sinal sem defasagem.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 72 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais

Expresse matematicamente os respectivos sinais instantâneos de v e i


dados abaixo,

i(t) v(t)
+3
+2
ωt
0
-2
-3
2 4 6 8 ms

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 73 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Valor de pico

O valor de pico Vp é o máximo valor que um sinal pode atingir, tanto


no sentido positivo como no sentido negativo.
- Também pode ser denominado de amplitude máxima.
- A amplitude total, entre os valores máximos positivo e negativo, é
denominada valor de pico a pico Vpp , ou seja: Vpp = 2Vp .
Vp
valor de pico (+)
+ Vp
Vpp
ωt valor de pico a pico
0

- Vp
valor de pico (-)
Vp
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 74 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Representação somatório: Representação integral:
10
Z t
X= x(t) · dt,
X
X= xi
0
i=0
sendo x(t) = Xp · sin(ω · t).
sendo xi valores instantâneos de X.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE SINAL DISCRETO E ANALÓGICO?


v3
valor de pico v2 v4
+ Vp
v1 v5

0 ωt
π
v6 v10
- Vp
valor de pico v7 v9
v8
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 75 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Valor médio
v3 v3
v2 v4 v2 v4
+ Vp
v1 v5 v1 v5

0 ωt
v6 v10
- Vp
v7 v9
v8
Valor médio aritmético para dado número de eventos:
n
X
vi
i=0
vm = (25)
n
sendo vi valores instantâneos de v, e n número de eventos.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 76 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
v3 v3
v2 v4 v2 v4
+ Vp
v1 v5 v1 v5

0 ωt
v6 v10
- Vp
v7 v9
v8
Valor médio de um sinal senoidal em função contínua para o intervalo
de 1 ciclo é variando de 0 a 2π:

1 T
Z Z 2π
1
vm = v(t) · dt = Vp · sin(ω · t) · dt, (26)
T 0 2π 0

sendo vm = 0.
Para meio-ciclo do sinal (intervalo de 0 a π ), tem-se que vm = 0, 637Vp .

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 77 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais

Valor eficaz ou RMS

O conceito de valor eficaz provém da necessidade de medir a eficácia


de uma fonte de tensão ou de corrente na liberação de potência para
uma carga resistiva.

Valor eficaz de uma corrente v(t)


periódica (CA) é a corrente CC que V v - RMS
+ p
libera a mesma potência média para
um resistor que a corrente periódica.
0 ωt
Aqui a corrente periódica é
representada por um sinal senoidal
de período T e amplitude Vp . - Vp

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 78 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais

Realizando uma relação na transferência de potência para uma carga


resistiva considerando um circuito em CC e CA, tem-se que a potência
média absorvida pelo resistor no circuito CA é:
Z T Z T
1 2 R
P= i R · dt = i2 · dt, (27)
T 0 T 0

já a potência média absorvida no resistor pelo circuito CC é,


2
P = Ief · R. (28)

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 79 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais

Igualando as Equações (7) e (8) obtém-se a corrente eficaz (Ief ) como


sendo: s
1 T 2
Z
Ief = IRMS = i · dt, (29)
T 0
de forma similar pode-se obter a tensão eficaz (Vef ) que é,
s
1 T 2
Z
Vef = VRMS = v · dt. (30)
T 0

As Equações (9) e (10) indicam que o valor eficaz é a raiz (quadrada)


da média do quadrado do sinal periódico. Portanto, o valor eficaz é
conhecido como raiz do valor médio quadrático (root-mean-square), ou
simplesmente valor RMS.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 80 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Para Equação (10), considerando v(t) = Vp cos(ω · t):
s
Vp2 T
Z
VRMS = cos2 (ω · t) · dt, (31)
T 0
solucionando a Equação (11) obtém-se:
Vp
VRMS = √ = 0, 707 · Vp , (32)
2
de forma similar obtém-se a corrente eficaz,
Ip
IRMS = √ = 0, 707 · Ip , (33)
2
em um circuito puramente resistivo (R) a potência eficaz absorvida será
é dada por:
2 V2
P = IRMS · VRMS = IRMS · R = RMS . (34)
R
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 81 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
Matematicamente, o valor eficaz de uma função discreta é sua média
quadrática, dada pela raiz quadrada do somatório dos quadrados dos
valores dos eventos (n) dividido pelo número de eventos. Assim a ten-
são e corrente RMS discreta é dada por:
v
u n
uX
u
u (vi )2
t i=0
VRMS = , (35)
n

v
u n
uX
u
u (ii )2
t i=0
IRMS = . (36)
n

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 82 / 153
Conceitos Básicos dos Sinais Senoidais
v Vp - valor de pico
Vp
VRMS - valor quadrático médio
0,707 Vp Vm - valor médio de pico
VRMS Vp
0,637 Vp Vm
0 ωt

Exercício de fixação!
Considere um sinal senoidal da rede dado por v(t) = Vp cos(ω ·t) sendo,
ω = 2πf , Vp = 311 V f = 20 Hz.
a) Determine o período.
b) Determine os valores instantâneos para 10 eventos de intervalos de
tempo simétricos para o período de 0,05 segundo;
c) Considerando modelagem discreta calcule Vm de pico a pico, Vm de
pico, VRMS .
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 83 / 153
Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 04 disponível no link do Google Drive Institucional:

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Introdução aos números complexos

RICOS
S NUMÉ
UNTO
CONJ

pe riódica
dízima
Números 0,9999
irracionais (I) s
is exato
2 1,23455 decima
0,5 ; 0,1 Números
naturais (N)
frações Números
5/2 1, 2 , 3, 4, 5, ...
Números -1/2 ; inteiros (Z)
imaginários (i)
raíz quadrada Números ..., -3,-2,-1,0,1,2 ,3,...
de número racionais (Q)
negativo
i = -1 Números
Números reais (Q)
complexos (C)

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 85 / 153
Números complexos
Chamasse de conjunto dos números complexos, e representa-se por C,
o conjunto dos pares ordenados dos números reais para os quais es-
tão definidas as propriedades de igualdade, adição e multiplicação con-
forme será apresentado a seguir.
É usual representar-se cada elemento (x, y) ∈ C com o símbolo z, por
tanto:
z ∈ C ⇐⇒ z = (x, y) | x, y ∈ R (37)

–> Para (x, 0) = x o par (x, 0) é identificado como o valor real x associ-
ado a parte real do número complexo (z) .
–> Para (0, y) = y o par (0, y) é identificado como o valor real y as-
sociado a parte imaginária do número√ complexo (z), ou seja, que está
associado a unidade imaginária i = −1.
x = Re(z) e y = Im(z).

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 86 / 153
Números complexos
Considere dois números complexos definidos pelos pares ordenados:
z1 = (x1 , y1 ) e z2 = (x2 , y2 ),

Definição [1] - Igualdade


–> Se z1 = z2 então,
x1 = x2 e y1 = y2 ,
ou seja, dois pares ordenados são iguais se, e somente se, apresentarem
primeiros termos iguais e segundos termos iguais.

Definição [2] - Adição


–> Se z1 + z2 então,
(x1 + x2 , y1 + y2 ),
ou seja, chama-se soma de dois pares ordenados a um novo par orde-
nado cujos primeiros e segundo termos são, respectivamente, a soma
dos primeiros e segundos termos dos pares ordenados.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 87 / 153
Números complexos
Definição [3] - Multiplicação
–> Se z1 · z2 então,
(x1 , y1 ) · (x2 , y2 ) = (x1 · x2 − y1 · y2 , x1 · y2 + y1 · x2 ),
ou seja, o primeiro par ordenado resultante é obtido pela diferença do
produto dos dois primeiros termos de z1 e z2 . Já o segundo par orde-
nado resultante é obtido pela soma dos produtos do primeiro termo
pelo segundo termo de z1 e z2 .

Forma algébrica de um número complexo


Considere um número complexo na forma de par ordenado z = (x, y),
sua forma algébrica é dada por:

z=x+y·i (38)

sendo i = −1 (unidade imaginária), x = Re(z), y = Im(z).
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 88 / 153
Números complexos
Verificação das propriedades: igualdade, adição, multiplicação, con-
jugado, e divisão aplicados em números complexos em sua forma al-
gébrica.
Considere dois números complexos definidos na forma algébrica:
z1 = a + bi e z2 = c + di,
Forma algébrica - propriedade de igualdade
–> Se z1 = z2 então,
part.real part.imag.
z }| { z }| {
a=c e bi = di ,

Forma algébrica - propriedade de adição


–> Se z = z1 + z2 então,
part.real part.imag.
z }| { z }| {
z = (a + c) + (b + d) i,

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 89 / 153
Números complexos
Forma algébrica - propriedade de conjugado
–> Se z1 = a + bi, então o conjugado z1 será,
z1 = a − bi,
note que o conjugado será dado pela parte imaginária com sinal oposto
do número complexo original.

Forma algébrica - propriedade de multiplicação


–> Se z = z1 · z2 então,
z = (a + bi) · (c + di),
aplicando a propriedade distributiva, tem-se
z = a · c + a · di + c · bi + bi · di = ac + (ad + cb)i + bdi2 ,
sabendo que i2 = −1, então
part.real part.imag.
z }| { z }| {
z = ac − bd + (ad + cb) i.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 90 / 153
Números complexos
Forma algébrica - propriedade de divisão
z1
–> Se z = então,
z2
z1 z1 · z2
z= = ,
z2 z2 · z2
(a + bi) · (c − di) (ac − adi + cdi − bdi2 )
z= = 2 ,
(c + di) · (c − di) c − cdi + cdi − (di)2
part.real part.imag.
z }| { z }| {
ac + bd − (ad + cd) i
z= ,
c2 + d2
note que z2 · z2 = c2 + d2 ,
ou seja o produto dos conjugados complexos resulta na soma dos
quadrados dos termos da parte real e imaginária.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 91 / 153
Represent. gráfica de n° complexos na forma algébrica
eixo imaginário y z1 = 3 + 4i
6
z2 = 3i
Cada complexo será um 5
ponto no plano cuja z1 z3 = -6
abscissa é a parte real e 4
z2 z4 = 2
a ordenada é a parte 3
imaginária. z5 = -i
2
z6 = -2 - 3i
1 eixo real
z3 z4 x z7 = 1 - 5i
-6 -5 -4 -3 -2 z5 1 2 3 4 5 6
-1
-2
Não é definida para o
-3 campo dos números
z6
-4 complexos a relação de
ordem, isto é, não existe um
-5 número complexo maior ou
z7 menor que outro.
-6
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 92 / 153
Números complexos
Forma trigonométrica de um número complexo
Para um número complexo na sua forma algébrica z = a + bi, considere
que
a = r cos θ e b = r sin θ,

desta maneira, a representação trigonométrica de um número com-


plexo é:
z = r cos θ + r sin θi = r(cos θ + i sin θ).

-> Aplicar as propriedades de adição, multiplicação e divisão de números


complexos em sua forma trigonométrica não é uma tarefa simples, pois
requer manipulações a partir de leis trigonométricas.
-> Por tal fato, em análise de circuitos, para facilitar a aplicação al-
gébrica transformam-se os números complexos trigonométricos para
forma polar.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 93 / 153
Números complexos
Forma exponencial de um número complexo
Para um número complexo na sua forma trigonométrica z = r(cos θ +
i sin θ), tem-se que:
e±iθ = cos θ ± isenθ,

sendo que, eiθ denominado de fórmula de Euler apresenta a represen-


tação de um número complexo em sua forma exponencial que é z = reiθ .

Forma polar de um número complexo


Ainda para um número complexo na sua forma algébrica z = a + bi, a
representação polar deste número complexo é:

 
−1 b
r = |z| = a2 + b2 e θ = art ,
a
desta forma, a representação polar é,
z = r∠θ.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 94 / 153
Represent. gráfica de n° complexos na forma polar
90°
z=r θ
110° 100° 80° 70°
120° 60°
II I
130° 50°
140° 40°
150° 30°
160° 20°
170° 10°
180° 0°
360°
190° 350°
200° 340°
210° 330° Quadrantes:
220° III IV 320° I : 0 ... π/2 ; 0° ... 90°
230° 310° II : π/2 ... -π/2 ; 90° ... 180°
240° 300° III : -π/2 ... -3π/2 ; 180° ... 270°
250° 290° IV : -3π/2 ... 2π ; 270° ... 360°
260° 280°
270°
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 95 / 153
Represent. gráfica de n° complexos na forma polar
90°

z2
120°
z1 = 3 30°
z2 = 6 120°
z3 = 4 -30°
z1
30°
180°
1 2 3 4 5 6
-30° = 330°
z3

270°
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 96 / 153
Números complexo
Transformação retangular ⇐⇒ polar.
Im
Quadrantes:
II I I : 0 ... π/2 ; 0° ... 90°
b II : π/2 ... -π/2 ; 90° ... 180°
III : -π/2 ... -3π/2 ; 180° ... 270°
|z| IV : -3π/2 ... 2π ; 270° ... 360°
r=

θ Re Sabendo que z = a + bi, sendo


a
a = r.cos θ e b = r.sen θ

então:
b Im(z)
θ = arctg a = arctg Re(z)

e
III IV 2 2 2 2
r = |z| = Re(z) + Im(z) = a + b

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 97 / 153
Números complexos
Três propriedades podem ser manipuladas facilmente na forma polar,
Forma polar - propriedade de multiplicação
–> Se z = z1 · z2 então,
z = r1 ∠θ1 · r2 ∠θ2 = r1 · r2 ∠θ1 + θ2 .

Forma polar - propriedade de divisão


z1
–> Se z = então,
z2
r1 ∠θ1 r1
z= = ∠θ1 − θ2 .
r2 ∠θ2 r2

Forma polar - conjugado


–> Se z1 = r1 ∠θ1 então o conjugado z1 ,
z1 = r1 ∠−θ1

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 98 / 153
Números complexos - exercício em sala
1) Esboce os números complexos a seguir no plano complexo algébrico.
Posteriormente, converta os números complexos da forma cartesiana
para a forma polar:

a) z1 = −3; b) z2 = −2 + 5j; c) z3 = −3 + 4j;

2) Esboce os números complexos a seguir no plano complexo polar.


Posteriormente, converta os números complexos da forma polar para
a forma cartesiana:

a) z4 = 10∠90◦ ; b) z5 = 4∠−60◦ ; c) z6 = 2∠120◦ .

3) Realize as seguintes operações:


z2
a) z5 + z4 ; b) ; c) z3 + z4 ; d) z4 · z5 ; e) z5 − z6 .
z3

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 99 / 153
Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 05 disponível no link do Google Drive Institucional:

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

OBS.: Devido a atividade não presencial, essa lista não será aplicada
nesse semestre.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 100 / 153
Introdução aos Fasores
Definição...
Fasor é a representação complexa da magnitude e fase de uma senoide.

- Os fasores se constituem de maneira simples para analisar circuitos


lineares excitados por fontes senoidais; encontrar a solução para cir-
cuitos desse tipo seria impraticável de outro modo.
Considere uma tensão senoidal instantânea dada matematicamente por,

v(t) = Vm · cos(ω · t + φ) (39)


onde,
v(t) - valor de tensão (V) instantâneo;
Vm - valor de tensão (V) máximo no instante t;
ω - frequência angular (rad/s);
t - tempo (s).
φ - fase.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 101 / 153
Introdução aos Fasores
O módulo da tensão v(t) será representado em termos do valor eficaz,

Vm
VRMS = √ . (40)
2
onde,
VRMS - valor eficaz;

A ideia da representação de fasor se baseia na identidade de Euler,


e±jφ = cos φ ± j · sen φ,
sendo,
cos φ = Re ( ejφ ),
sen φ = Im ( ejφ ).
Aplicando a formulação de Euler na tensão senoidal dada na Equação
(39),
v(t) = Vm · cos(ω · t + φ) = Re (Vm · ej(ω·t+φ) ). (41)

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 102 / 153
Introdução aos Fasores
manipulando matematicamente a parcela exponencial,

v(t) = Re ( Vm · ej(φ) · e|j(ω·t) ), (42)


| {z } {z }
I II

I - parcela (representação) fasorial da senoide v(t),


II - parcela temporal (fator de tempo) da senoide v(t).
Assim sendo, o fasor (V) é a representação da parcela I da Equação 42,

V = Vm · ej(φ) = Vm φ (43)
,
Caso a amplitude máxima do fasor seja o valor eficaz da tensão,

V = VRMS · ej(φ) = VRMS φ (44)


,
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 103 / 153
Introdução aos Fasores
domínio fasorial domínio temporal
Im v(t)
representação gráfica

t = t0 + Vm
ω Φ
Vm t1 ωt
t0
Re

t = t1 - Vm
Im
ω
V = Vm Φ
representação matemática

V
v(t) = Vm . cos(ω.t + Φ)
representação gráfica
fasores de v(t) e i(t)
Vm sentido
avanço
domínio temporal Φ Re
domínio fasorial -θ
sentido
Im atraso
V = Vm Φ I I =I m - θ
ω
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 104 / 153
Introdução aos Fasores

Relembrando!
retangular polar polar retangular
temos: queremos: temos: queremos:

z = x + .j y z=r θ z=r θ z = x + .j y
2 2 2 2
r = |z| = Re(z) + Im(z) = x +y x = r.cos θ
y
θ = arctg x = arctg Re(z)
Im(z) y = r.sen θ

Cuidado ao utilizar a calculadora científica:


- rad → configuração para radianos (π);
- deg → configuração para graus, sendo que π → 180°.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 105 / 153
Exemplo de Aplicação de Fasores na Análise de Sinais
Considere dois sinais de tensão,
v1 (t) = 10 · cos(ω · t − 45◦ ) e v2 (t) = 8 · cos(ω · t + 90◦ )
Realize, o produto dos sinais.
Note que, no domínio do tempo, qualquer tipo de manipulação dos
sinais v1 (t) e v2 (t), deve ser realizada por meio da aplicação das identi-
dades trigonométricas. Exemplo:
sen(A ± B) = sen(A) · cos(B) ± cos(A) · sen(B)
cos(A ± B) = cos(A) · cos(B) ∓ sen(A) · sen(B)
e com as relações,
sen(ω · t ± 180◦ ) = −sen(ω · t)
cos(ω · t ± 180◦ ) = −cos(ω · t)
sen(ω · t ± 90◦ ) = ±cos(ω · t)
cos(ω · t ± 90◦ ) = ∓sen(ω · t)
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 106 / 153
Introdução aos Fasores
Note que, a manipulação dos sinais v1 (t) e v2 (t) por meio da aplicação
das identidades trigonométricas, não é uma tarefa simples.
No entanto, na mesma frequência, aplica-se a teoria da fasores.

1. lembre que o fasor independe do tempo, ou seja, da variável ω · t,


assim,
para o sinal v1 (t),
V1 = 10 −45◦ ,
para o sinal v2 (t),
V2 = 8 90◦ ,
logo, V1 · V2 , multiplica-se os módulos e soma-se os ângulos,
V = 80 45◦ ,
retornando ao domínio do tempo,
v(t) = 80 · cos(ω · t + 45).
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 107 / 153
Introdução aos Fasores
Para o exemplo, anterior, caso deseje-se realizar a soma dos sinais (V1 +
V2 ), tem-se,
para o sinal v1 (t),
V1 = 5, 66 − j · 7, 07,

para o sinal v2 (t),


V2 = 0 + j · 8,
logo, V1 + V2 , soma-se separadamente as parcelas real e imag-
inária,
V = 5, 66 + j · 0, 93,

retornando para o domínio do tempo,

v(t) = 5, 73 · cos(ω · t + 9, 33◦ ).

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 108 / 153
Introdução aos Fasores
Atenção!
1. Deve-se ter em mente que a análise de fasores se aplica apenas
quando a frequência é constante; e também na manipulação de dois
ou mais sinais senoidais apenas se eles tiverem a mesma frequência.
2. Antes de aplicar a relação fasorial, converta os sinais para que fiquem
iguais trigonometricamente.

Exemplo:
v1 (t) = 10 · cos(ω · t + 90◦ ) e v2 (t) = 8 · sen(ω · t − 45◦ ),

para v2 (t) faz-se,


v2 (t) = 8 · sen(ω · t − 45◦ − 90◦ ),
assim, v2 (t) será,
v2 (t) = 8 · cos(ω · t − 135◦ ).
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 109 / 153
Fasores x Elementos dos Circuitos
Diferenciar uma senoide v(t) equivale a multiplicar seu fasor corre-
spondente por j · ω,
dom. do tempo
z}|{ dom. dos fasores
dv z }| {
⇔ j·ω·V
dt

Integrar uma senoide v(t) equivale a dividir seu fasor correspondente


por j · ω,
dom. do tempo dom. dos fasores
z }| {
Z z}|{
V
v · dt ⇔
j·ω
A partir das relações apresentadas, obtêm-se a representação fasorial
das tensões e correntes nos elementos resistivos, indutivos e capaci-
tivos.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 110 / 153
Fasores x Elementos dos Circuitos

A tabela a seguir apresenta a relação tensão-corrente no domínio do


tempo e no domínio dos fasores para os elementos passivos resistivos,
indutivos e capacitivos.

Elemento Domínio do tempo Domínio da frequência (fasores)

resistor (R) v = Ri V = RI
di
indutor (L) v=L V = jωLI
dt
1R I
capacitor (C) v= i dt V=
C jωC

No domínio fasorial percebe-se que os indutores e capacitores são ele-


mentos afetados pela frequência aplicada.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 111 / 153
Comportamento do Fasor x Elemento Resistivo

v(t) Im
+
V
I Circuito
i(t) ωt puramente
0 resisitivo
Re

-
Sinais da corrente e tensão estão em fase entre si, não possuem defasagem
com relação à origem e o módulo de V é maior que o módulo de I.
i(t) I

v(t) R V R

v=Ri V=RI
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 112 / 153
Comportamento do Fasor x Elemento Indutivo

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 113 / 153
Comportamento do Fasor x Elemento Capacitivo
Im
+ 90°
i(t) v(t) θ= Circuito
I V puramente
ωt capacitivo
Re
θ
-
A tensão está 90° atrasada em relação a corrente e o módulo de
V é maior que o módulo de I.
i(t) I

v(t) C V C

1 I
v = C i dt V=
jωC
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 114 / 153
Exercício de Fixação!
1. Transforme para o domínio fasorial os sinais senoidais:

a) v(t) = 220 2 · cos(ω t) V;
b) i(t) = 15 cos(ω t + 30◦ ) A;
c) v(t) = 350 cos(ω t − 60◦ ) mV;
2. Transforme para o domínio do tempo os seguintes fasores:
a) I = 90 30◦ µA
b) V = 35 −45◦ V
2. Some, subtraia, divida e multiplique os sinais v1 (t) = 25 cos(280 t +
45◦ ) e v2 (t) = 45 sen(280 t − 120◦ ).
3. A tensão v(t) = 12 cos(60 t + 45◦ ) é aplicada a um indutor de 0,1 H.
Determine a corrente em regime estacionário através do indutor.
4. Se a tensão v(t) = 10 cos(100 t + 30◦ ) for aplicada a um capacitor de
50 uF. Calcule a corrente em regime estacionário através do capacitor.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 115 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância

- Com exceção dos supercondutores, nos circuitos elétricos reais a re-


sistência elétrica, é uma propriedade física dos materiais que estará
sempre presente. Deste modo, os efeitos da resistência elétrica pode
ser minimizada, mas não eliminada.
- Os circuitos ditos puramente indutivos e capacitivos são, na verdade,
redes do tipo RL e RC, cujas associações série, paralela ou mista, depen-
dem da configuração e do processo de fabricação dos componentes do
circuito.
- O entendimento dos conceitos de impedância e reatância advém da
combinação dos efeitos resistivos, indutivos e capacitivos nos circuitos
elétricos.

Impedância Z de um circuito é a razão entre a tensão fasorial V e a


corrente fasorial I, medida em ohms (Ω).

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 116 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância

I carga
R lei de Ohm
V Z na forma fasorial
V L =
I V=ZI
C
impedância resistiva pura
R ZR= V = R
I

impedância indutiva pura impedância capacitiva pura


j
L Z L = V = jωL C ZC= V = 1 = -
I I jωC ωC

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 117 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 118 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância
IMPORTANTE!
- Impedância é um valor complexo expressado matematicamente a par-
tir da soma da contribuição real (resistência) e imaginária (reatância).
- A impedância representa a oposição que um circuito oferece ao fluxo
de corrente senoidal.
- Embora seja a razão entre dois fasores, ela não é um fasor, pois não
corresponde a uma quantidade que varia como uma senoide.

Reatância (X) de um circuito é a parcela imaginária da impedância


podendo ser positiva ou negativa, medida em ohms (Ω).

- A impedância é indutiva quando X é positiva, ou seja, X = XL .


- A impedância é capacitiva quando X é negativa, ou seja, X = XC .
- Diz-se que Z = R + j XL é uma impedância indutiva, então, a tensão
está adiantada em relação a corrente.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 119 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância
- Diz-se que Z = R−j XC é uma impedância capacitiva, então, a corrente
está adiantada em relação a tensão.
- Relação entra as formas polar x retangular da impedância,
Im
Z = R + j XL
b IMPEDÂNCIA
indutivo
forma retangular, forma polar,
|
|Z X Z = R + jX Z = |Z| θ
2 2 2 2
|Z| = Re(Z) + Im(Z) |Z| = R + X
θ R a
Re Im(Z)
-θ θ = arctg Re(Z) arctg X
R
|Z
| -X
R = | Z |. cos θ ; X = | Z |. sen θ
capacitivo
-b Z = R - j XC
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 120 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância
Admitância (Y) de um circuito é o inverso da impedância, ou seja, é
a razão entre a corrente fasorial e a tensão fasorial nesse elemento (ou
circuito). medida em siemens (s).

Matematicamente,
-1 I
Y= 1 = Z =
Z V
admitância resistiva pura admitância capacitiva pura
admitância
R YR = I = 1 C YC = I = jωL na forma
V R V retangular.
admitância indutiva pura Y = G+ jB
j admitância
L YL = I = 1 = -
V jωL ωL condutância susceptância
Re (Y ) Im ( Y)
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 121 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância
Exemplo: determine vc (t) e i(t) no circuito apresentado,
i 5Ω

vs ( t ) = 10 cos (4t ) 0,1 F vC

da fonte de tensão vs (t), tem que ω = 4 rad/s e Vs = 10 0◦ V. A impedân-


cia do circuito é:
1 1
Z=5+ =5+ = 5 − j 2, 5 Ω,
jωC j 4 · 0, 1
a corrente I é,

Vs 10(5 + j 2, 5)
I= = = 1, 6 + j 0, 8 = 1, 789 26, 57◦ A,
Z 52 + 2, 52
a tensão no capacitor ( VC ) é,
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 122 / 153
Conceito de Impedância, Reatância e Admitância
I 1, 789 26, 57◦ 1, 789 26, 57◦
VC = I · ZC = = = = 4, 47 −63, 43◦
jωC j 4 · 0, 1 0, 4 · 0, 1 90◦

convertendo VC e I para o domínio do tempo,

i(t) = 1, 789 cos(4 t + 26, 57◦ ) A e vC (t) = 4, 47 cos(4 t − 63, 43◦ ) V.


Note que, i(t) está adiantada em relação a vC (t) em 90◦ .
Exercício: calcule vL (t) e i(t) no circuito apresentado,

i 4Ω

vs ( t ) = 20 sen (10t + 30° ) 0,2 H vL

Resp.:
vL (t) = 8, 944 sen(10 t + 93, 43◦ ) V e i(t) = 4, 472 sen(10 t + 3, 43◦ ) A.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 123 / 153
Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 06 disponível no link do Google Drive Institucional:

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 124 / 153
Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
eixo da fase Va

fase
va

esquema de um
gerador monofásico Z
S ia
va‘
neutro

90° diagrama temporal


1,0 va
diagrama fasorial

Va
Ia
180° 0°
ωt
ia

-1,0
90° 180° 270° 360° 450°
270°
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 125 / 153
Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico

eixo da fase Va esquema de um


gerador trifásico

fase A Va ia
°

120
0

v‘b vc‘
12

neutro

°
aterrado Z

ZT ib neutro
S fase B Vb aterrado
Z
va‘ eixo da fase Vb
eixo da fase Vc
Z
120°
fase C Vc ic

Exemplo com conexão tipo estrela aterrado.


Os tipos de conexões serão discutidas posteriormente.

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 126 / 153
Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
diagrama fasorial diagrama temporal
v sinais de
va vb vc tensões
Va 1,0
fase A

120

12

°
ωt fase B
Vc Vb
fase C
-1,0
120°
i sinais de
ia ib correntes
Ia 1,0 ic
120

fase A

12

ωt fase B
Ic Ib
fase C
-1,0
120° 1/3 1/3 1/3
período período período
Sinais de tensões ou correntes equilibrados, defasadaos em 120° e iguais
em magnitude.
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
CONEXÕES ESTRELA x TRIÂNGULO
As cargas trifásicas podem ser interligadas ao sistema de dois modos distintos:
Em estrela, também chamado de Y (ípsilon): um dos terminais das car-
gas é conectado a uma das fases do sistema enquanto o outro terminal
é conectado a um ponto comum que é o neutro, aplicando as tensões de
fase na carga.
Em triângulo, também chamado ∆ (delta): nesta configuração um dos
terminais das cargas é conectado a um outro terminal de outra carga e as
fases do sistema são interligadas nos pontos de junção dos terminais da
carga, aplicando as tensões de linha na carga.
A
A
Z

Z Z
N
Z Z C Z B
C B
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
CONEXÃO ESTRELA

considere
IA fase A A
a impedância,
Z VAB
Z neutro fase B
aterrado IB B VCA
Z

R
XL Z VBC
fase C
IC C
Z = R + j XL
VAN VBN VCN
IN N

( tensão de linha ) VL VAB ; VBC ; VCA VL = 3 VF ; 3 = 1,73


( tensão de fase ) VF VAN ; VBN ; VCN Relações
I L = IF = IA = IB= IC
L : fase-fase / F : fase-neutro

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
CONEXÃO DELTA
considere A fase A IA A
a impedância,

Z I CA I AB
Z Z VAB
fase B
XL I BC VCA
R
C IB B
Z
B
Z = R + j XL
VBC
fase C
IC C

(corrente de linha) IL I AB ; I BC ; I CA I L = 3 I F ; 3 = 1,73


(corrente de fase ) IF IA ; I B ; I C Relações
L : fase-fase / F : fase-neutro
VL = VF = VAB = VBC = VCA

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
POTÊNCIAS ATIVA, REATIVA, APARENTE E FATOR DE POTÊNCIA

Conforme já abordado, considere os circuitos fasoriais monfásicos,


I I I

V R V L V C

+ v(t) + v(t) +
i(t) i(t) v(t)
i(t) ωt
0
Φ Φ
- - -
Im Im Im
Φ = 90° Φ = 90°
V V
I I V
I Re

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A partir de uma impedância Z com uma parcela de reatância indutiva


(X = XL ) ou capacitiva (X = XC ), tem-se que,
Z=R Z = R + j XL Z = R - j XC
Im Im Im
Φ = 90° Φ = 90°
V V
I I V
I Re
resistivo indutivo capacitivo

Os fasores de tensão (V) e corrente (I) em função do valor eficaz,

Vm Im
VRMS = √ φv e IRMS = √ φi , (45)
2 2

VRMS = VRMS φv e IRMS = IRMS φi , (46)


,
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Sendo relação tensão x corrente RMS na impedância Z,

VRMS VRMS φv VRMS


Z= = = φv − φi , (47)
IRMS IRMS φi IRMS

Potência Complexa (S) é o produto do fasor de tensão RMS e o conju-


gado complexo do fasor de corrente RMS, medida em volt-àmpere (VA).

Considerando a regra dos sinais (passivo), tem-se

S = VRMS I∗RMS , (48)


sendo o conjugado complexo é ,
Z∗ = R − j X = |Z| −φ ,
1
= −j ,
j
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S = VRMS IRMS φv − φi , (49)

realizando a transformação para a forma retangular,

S = VRMS IRMS cos(φv − φi ) +j VRMS IRMS sen(φv − φi ), (50)


| {z } | {z }
Potencia real( P ) Potencia reativa( Q )

para fins de simplificação, fazendo φ = φv − φi ,

A potência Ativa (P) é a parcela real da potência complexa, podendo ser


entendida como sendo a potência média em watts liberada para uma
carga. É a potência útil (real) dissipada pela carga. Sua unidade de
medida é o watt (W)

P = Re(S) =⇒ P = VRMS IRMS cos(φ). (51)


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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
A potência Reativa (Q) é a parcela imaginária da potência complexa,
podendo ser entendida como sendo a medida de troca de energia entre
a fonte e a parte reativa da carga. A unidade de Q é o VAR (volt-ampère
reativo) para diferenciá-la da potência real cuja unidade é o watt.

Q = Im(S) =⇒ Q = VRMS IRMS sen(φ), (52)

Potência Aparente (S) é dada pelo módulo da potência complexa, ou


seja, é o produto dos valores RMS da tensão e da corrente, medida em
volt-àmpere (VA).
q
S = |S| = Im2 (S) + Re2 (S) , (53)

q
|S| = (VRMS IRMS cos(φ))2 + (VRMS IRMS sen(φ))2 , (54)

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
q
S = |S| = 2
VRMS 2
IRMS 2
cos2 (φ) + VRMS 2
IRMS sen2 (φ) , (55)

2
colocando a parcela VRMS 2
IRMS em e vidência,
q
S = |S| = 2
VRMS 2
IRMS (cos2 (φ) + sen2 (φ)) , (56)

como cos2 (φ) + sen2 (φ) = 1, tem-se que,

S = |S| = VRMS IRMS , (57)

A partir da comparação das parcelas das potências ativa (P), reativa (Q)
e aparente (S), dadas, respectivamente, pelas equações (51), (52) e (57),
defini-se o chamado triângulo de potências, no qual o conceito de fator
de potência pode ser melhor entendido.
Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 136 / 153
Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Fator de Potência (FP) é o cosseno da diferença de fase entre tensão e
corrente. Também pode ser percebida a partir do cosseno do ângulo da
impedância da carga. É uma unidade adimensional, já que é resultado
da razão entre potências.

Fazendo a relação entre a potência ativa dada pela equação (51) e a


potência aparente dada pela equação (57), tem-se que,
P
P = S cos(φ) , ou seja, FP = cos(φ) = , (58)
S
1. Nas impedâncias com reatância indutiva, a fase da tensão está adi-
antada em relação a fase da corrente entre zero e noventa graus (90◦ ≤
φ < 0◦ ). Deste modo, o valor do FP varia entre zero e o valor unitário
um (0, 00 ≤ FP < 1, 00).
2. Nas impedâncias puramente resistivas, o fasor da tensão está em
fase em relação ao fasor da corrente, condição de φ = 0◦ . Deste modo,
o valor do FP é igual a o valor unitário um (FP = 1, 00).
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico

3. Nas impedâncias com reatância capacitiva, a fase da tensão está


atrasada em relação a fase da corrente entre zero e menos noventa graus
(0◦ < φ ≤ −90◦ ). Deste modo, o valor do FP também varia entre o
valor unitário um e zero (1, 00 ≤ FP < 0, 00).

Obs.: Para diferenciar o fator de potência a partir do fluxo de reativo


indutivo ou capacitivo, utiliza-se a convenção de sinal positivo para
reativo indutivo e negativo para reativo capacitivo.

O fator de potência pode ser entendido como um parâmetro do sistema


elétrico AC capaz de mensurar o quanto da potência elétrica consumida
está de fato sendo convertido em trabalho útil.

As principais cargas que causam baixo Fator de Potência são lâmpadas


fluorescentes, transformadores em vazio (sem carga) ou com baixa carga
e motores de indução (motores mais usados na indústria).

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico

Im S +FP Im
reativo variação de
indutivo FP
S
Q3
Q S3
Φ P
Re
-Φ S2 Q2
-Q
S1
S -FP Q1
reativo Φ
capacitivo Re
P
S
2 2
FP = cos ( Φ ) ; P = S cos ( Φ ) ; Q = S sen ( Φ ) ; S = P + Q

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desperdício kVAR

pago kVA
R$ kW

consumido
S = P + jQ
potência complexa.

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Para ligação ∆ ou Y em um sistema trifásico, considerando que,

1. As tensões de fase sejam equilibradas: iguais em magnitude e estão


defasadas entre si por 120◦ .
2. Sequência de fases estejam em ordem cronológica.
3. As carga equilibrada estejam equilibradas: aquela no qual as
impedâncias por fase são iguais em magnitude e fase.
Z∆
Z∆ = 3 ZY ou ZY = .
3
a potência complexa trifásica é,
S3φ = P3φ + j Q3φ (59)
as parcelas da potência ativa (P3φ ) e reativa (Q3φ ), podem ser analisadas
a partir da contribuição das parcelas individuais de cada fase, assim,
P3φ = P1φA + P1φB + P1φC = 3 P3φ , (60)
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e,
Q3φ = Q1φA + Q1φB + Q1φC = 3 Q3φ , (61)
nos sistemas trifásicos, para as condições de cargas conectadas em ∆
ou Y , aplicando os conceitos de componentes simétricas e domínio fa-
sorial, tem-se que as potências trifásicas ativa, reativa e aparente são,

Conexão ∆ e Y Tipo de Potência



P3φ = 3 VL IL cos(φ) potência ativa trifásica (W)

S3φ = 3 VL IL potência aparente trifásica (VA)

Q3φ = 3 VL IL sen(φ) potência reativa trifásica (VAR)

a partir das tensões e correntes nas ligações ∆ ou Y,

Conexão Y Conexão ∆

VL = 3 VF VL = VF

IL = IF IL = 3 IF

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
obtêm-se as potências trifásicas a partir das tensões e correntes de fase,

Conexão ∆ e Y Tipo de Potência

P3φ = 3 VF IF cos(φ) potência ativa trifásica (W)


S3φ = 3 VF IF potência aparente trifásica (VA)
Q3φ = 3 VF IF sen(φ) potência reativa trifásica (VAR)

Im S3Φ
em função das tensões e correntes de linha,
S 3Φ
Q3Φ 2
S3Φ = P3Φ + Q3Φ
2 S3Φ = 3 VL I L
Φ P3Φ Q3Φ = S3Φ sen ( Φ )
Re P3Φ = S3Φ cos ( Φ )

-Q3Φ P3Φ
FP3Φ = cos ( Φ ) =
S 3Φ 3 VL I L
S3Φ
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico

CONCEITO DE CIRCUITOS BALANCEADOS E DESBALANCEADOS

Nos sistemas trifásicos é possível dispor das três fases para conectar
eletricamente diferentes cargas.

Por exemplo, pode-se conectar um motor trifásico ou utilizar uma ou


duas fases quaisquer para o caso de cargas monofásicas, tipo: lâm-
padas, motores monofásicos, eletrodomésticos, etc.

A partir da forma como for disposta as cargas no sistema trifásico,


pode-se definir se o sistema está balanceado ou desbalanceado.

Diz-se que um circuito está balanceado quando as correntes que pas-


sam pelas três fases são aproximadamente as mesmas. Para tanto é
necessário dispor de cargas com potência similar nas três fases sistema
elétrico.

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Recomenda-se manter os circuitos trifásicos sob esta situação para evi-
tar problemas posteriores, como quedas de tensão desiguais e correntes
pelo condutor neutro.

Sistema a 3 fios com cargas balanceadas em conexão estrela.

lado da fonte lado da carga


IA A
cargas monfásicas
em conexão bifásica
Z
IF 1 kW
IF IB
B IA = IB = IC
N Z 1 kW
IF
Z 1 kW
IC C
conexão estrela a 3 fios

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Sistema a 4 fios com cargas balanceadas em conexão estrela.

lado da fonte lado da carga


IA A

IF
Z
IF 1 kW
neutro
aterrado N B IB
Z 3 kW
Z 1 kW
IF IC C

IN 1 kW
N
conexão estrela a 4 fios cargas monfásicas e trifásica
em conexão monofásica
IA = IB = IC IN = - ( IA + IB + IC ) e trifásica
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Diz-se que um circuito está desbalanceado quando as correntes que
passam pelas três fases são diferentes, em consequência de instalar car-
gas de diferentes potências entre fases.
Para atenuar os problemas produzidos pelo desbalanceamento recomen-
da-se dimensionar adequadamente o condutor neutro.
Sistema a 3 fios com cargas desbalanceadas em conexão estrela.
lado da fonte lado da carga
IA A
cargas monfásicas
em conexão bifásica
Z
IF 1 kW
IF IB
B IA = IB = IC
N Z 3 kW
IF
Z 5 kW conexão estrela a 3 fios
IC C

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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Sistema a 4 fios com cargas desbalanceadas em conexão estrela.

lado da fonte lado da carga


IA A

IF
Z
IF 1 kW
neutro
aterrado N B IB
Z 3 kW
Z 4 kW
IF IC C

IN 2 kW
N
conexão estrela a 4 fios cargas monfásicas e trifásica
em conexão monofásica
IA = IB = IC e trifásica
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Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico

Exemplo 1: Um motor trifásico pode ser considerado uma carga conec-


tada em estrela equilibrada, e absorve 5,6 kW quando a tensão de linha
for 220 V e a corrente de linha for 18,2 A. Determine o fator de potência
do motor.
A potência aparente, pela tensão e corrente de linha é,
√ √
S3φ = 3 VL IL = 3 (220) (18, 2) = 6.935, 13 VA

a potência útil (ativa),

P3φ = S3φ cos(φ) = 5.600, 00 W

o fator de potência é,
P3φ 5.600, 00
cos(φ) = = = 0, 8075
S3φ 6.935, 13

Prof. Dr. Diego Habib S. Nolasco Eletricidade Aplicada Março de 2020 149 / 153
Sistemas Elétricos Monofásico e Polifásico
Exemplo 2: Uma carga monofásica é alimentada com 220 V, 60 Hz e ab-
sorve uma potência ativa de 2.500 W com fator de potência 0,75 indu-
tivo. Calcule a potência aparente, a potência reativa, e corrente elétrica.
A potência aparente, pela tensão e corrente de linha é,
P = S cos(φ) = 2.500, 00 W
a potência aparente é,
P 2.500, 00
S= = = 3.333, 33 VA
FP 0, 75
a potência reativa é,

S2 = P2 + Q2 =⇒ Q = S2 − P2 = 2.204, 79 VAR
a corrente é,
S 3.333, 33
I= = = 15, 15 A
V 220
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Exercício de Fixação!
1. Calcule a corrente de linha necessária para um motor trifásico de 30
kW de fator de potência 0,85 (atrasado), se ele estiver conectado a uma
fonte equilibrada com tensão de linha 440 V.

2. Considere um gerador trifásico com tensões fase igual a 440V e ca-


pacidade de fornecer corrente de fase de 100 A. Calcule a corrente de
linha e a tensão de linha quando o mesmo estiver ligado em estrela e
em triângulo.

3. Suponha um gerador trifásico ligado em estrela, com uma tensão


entre fases (tensão de linha) de 440V, uma corrente de 300A por linha e
um fator de potência de 0,8. Determine a tensão de fase, a corrente de
fase, a potência aparente e a potência ativa.

4. Refaça o problema anterior, considerando os mesmos dados forneci-


dos, apenas com as bobinas do gerador ligadas em triângulo.

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Lista de Exercícios...

Lista de exercícios 07 disponível no link do Google Drive Institucional:

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

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Término Slide 1 - Conceitos Fundamentais de Eletricidade.
Contin. Slide 2 - Introdução ao Sistema Elétrico.

Materiais de aula disponibilizados no Google Drive Institucional:

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BAHIA
CAMPUS - VITÓRIA DA CONQUISTA

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