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LEI Nº 9.

433/1997 (POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS) E LEI


Nº 12.305/10 (POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS)

O presente trabalho visa de forma clara e objetiva demonstrar os


fundamentos, princípios, objetivos e instrumentos das leis que versam sobre
política nacional de resíduos sólidos e a lei de recurso hídricos, a saber;

Fundamentos da lei de resíduos sólidos: Tal temática possui


fundamento na Lei 12.305/10, que dispõe sobre seus princípios, objetivos e
instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao
gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às
responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos
econômicos aplicáveis. 

Fundamentos da lei de recursos hídricos: Com base no art. 1º da lei nº


12.305/10, tem-se como fundamento, a água como um bem de domínio público
sendo está um recurso ilimitado e dotada de valor econômico; tem-se que em
situações de escassez o uso prioritário será destinado ao consumo humano e a
dessedentação de animais; A gestão dos recursos hídricos deve sempre
proporcionar o uso múltiplo das águas; A bacia hidrográfica é a unidade
territorial para implementação da Politica Nacional de Recursos Hídricos e
atuação do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos; A gestão
dos recurso hídricos deve ser descentralizadas e contar com a participação do
Poder Público, dos usuários e das comunidades.

Princípios da lei de resíduos sólidos; A lei nº12.305/10, em seu art. 6º


elenca 9 nove princípios referente a política nacional de resíduos sólidos; a
saber; a prevenção e a precaução; O poluidor-pagador e o protetor-recebedor; 
a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis
ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública; o
desenvolvimento sustentável; a ecoeficiência, mediante a compatibilização
entre o fornecimento, a preços competitivos, de bens e serviços qualificados
que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a
redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível,
no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta;  a
cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e
demais segmentos da sociedade; a responsabilidade compartilhada pelo ciclo
de vida dos produtos;  o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e
reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e
renda e promotor de cidadania; o respeito às diversidades locais e regionais;  o
direito da sociedade à informação e ao controle social e por fim o princípio da
razoabilidade e proporcionalidade. 

Diretrizes da lei de recursos hídricos; O art. 3º elenca os as diretrizes


(orientações) para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, a
saber: a gestão sistemática dos recursos hídricos, sem dissociação dos
aspectos de quantidade e qualidade; a adequação da gestão de recursos
hídricos às diversidades físicas, bióticas, demográficas, econômicas, sociais e
culturais das diversas regiões do País; a integração da gestão de recursos
hídricos com a gestão ambiental; a articulação do planejamento de recursos
hídricos com o dos setores usuários e com os planejamentos regional, estadual
e nacional; a articulação da gestão de recursos hídricos com a do uso do solo;
a integração da gestão das bacias hidrográficas com a dos sistemas estuarinos
e zonas costeiras. A demais, o art. 4º, dispõe que União se articulará com os
Estados, para o gerenciamento dos recursos hídricos, diante o interesse
comum.

A lei de resíduos sólidos, possuem os seguintes objetivos, previstos


no art. 7 º da Lei nº 12.305/10 ; Proteção da saúde pública e da qualidade
ambiental;  Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos
resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos
rejeitos; estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo
de bens e serviços; Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias
limpas como forma de minimizar impactos ambientais; Redução do volume e
da periculosidade dos resíduos perigosos;  Incentivo à indústria da reciclagem,
tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de
materiais recicláveis e reciclados;  gestão integrada de resíduos sólidos; 
articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor
empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão
integrada de resíduos sólidos; Capacitação técnica continuada na área de
resíduos sólidos; regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização
da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos
sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem
a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua
sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007; 
prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: a) produtos
reciclados e recicláveis; b) bens, serviços e obras que considerem critérios
compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;
integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que
envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;  incentivo
ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados
para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos
sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético; Estímulo à
rotulagem ambiental e ao consumo sustentável. 

Objetivos da lei de recursos hídricos; O Art. 2º da presente lei de


recursos hídricos, dispõe de 9 (nove) objetivos que visam ; Assegurar à atual e
às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de
qualidade adequados aos respectivos usos; A utilização racional e integrada
dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao
desenvolvimento sustentável; a prevenção e a defesa contra eventos
hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos
recursos naturais. Incentivar e promover a captação, a preservação e o
aproveitamento de águas pluviais.                        (Incluído pela Lei nº 13.501,
de 2017)

Instrumento da lei de Resíduos Sólidos: Os instrumentos da referida


lei estão previstos no art. 8o  que serve para auxiliar o funcionamento da
Política Nacional de Resíduos Sólidos, a saber:  os planos de resíduos sólidos;
os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos;  a coleta
seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à
implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos
produtos;  o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de
outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e
recicláveis;  o monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e
agropecuária; a cooperação técnica e financeira entre os setores público e
privado para o desenvolvimento de pesquisas de novos produtos, métodos,
processos e tecnologias de gestão, reciclagem, reutilização, tratamento de
resíduos e disposição final ambientalmente adequada de rejeitos;  a pesquisa
científica e tecnológica; a educação ambiental;  os incentivos fiscais,
financeiros e creditícios; o Fundo Nacional do Meio Ambiente e o Fundo
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico;  o Sistema Nacional de
Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir); o Sistema Nacional
de Informações em Saneamento Básico (Sinisa); os conselhos de meio
ambiente e, no que couber, os de saúde;  os órgãos colegiados municipais
destinados ao controle social dos serviços de resíduos sólidos urbanos; - o
Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos; os acordos
setoriais; no que couber, os instrumentos da Política Nacional de Meio
Ambiente, entre eles: a) os padrões de qualidade ambiental; b) o Cadastro
Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de
Recursos Ambientais; c) o Cadastro Técnico Federal de Atividades e
Instrumentos de Defesa Ambiental; d) a avaliação de impactos ambientais; e) o
Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima); f) o
licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;
os termos de compromisso e os termos de ajustamento de conduta;  o
incentivo à adoção de consórcios ou de outras formas de cooperação entre os
entes federados, com vistas à elevação das escalas de aproveitamento e à
redução dos custos envolvidos. 

Instrumentos da lei de recursos hídricos: O Art. 5º elenca os


instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, que são: os Planos de
Recursos Hídricos; o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo
os usos preponderantes da água; a outorga dos direitos de uso de recursos
hídricos; a cobrança pelo uso de recursos hídricos; a compensação a
municípios; e o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos.

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