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Livro Eletrônico

Aula 00

Conhecimentos Específicos p/ PM-MG (Soldado - Técnico de Patologia Clínica)


Pós-Edital

Professores: Denise Rodrigues, Equipe Denise Rodrigues, Thaiana Cirqueira

00000000000 - DEMO
Denise Rodrigues, Equipe Denise Rodrigues, Thaiana Cirqueira
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Apresentação .................................................................................................................... 2
Plano de Curso ................................................................................................................... 2
1 - Equipamentos - Introdução ........................................................................................... 4
1.1 - Potenciômetro (pHmetro) ......................................................................................................... 5
1.2 - Autoclaves ................................................................................................................................. 8
1.3 - Fornos ........................................................................................................................................ 8
1.4 - Estufas ....................................................................................................................................... 9
1.5 - Microscópios ........................................................................................................................... 11
1.6 - Centrífugas .............................................................................................................................. 24
0
1.7 - Espectrofotômetro .................................................................................................................. 28
1.8 - Fotocolorimetria ...................................................................................................................... 33
1.9 - Leitores de Elisa ....................................................................................................................... 35
2 - BALANÇAS ...................................................................................................................... 37
2.1 - Balança analítica ..................................................................................................................... 38
2.2 - Balança semi-analítica ............................................................................................................ 39
2.3 - Funcionamento ....................................................................................................................... 40
Questões Comentadas ..................................................................................................... 46
Lista de Questões ............................................................................................................ 54
Gabarito .......................................................................................................................... 59
Referências Bibliográficas ................................................................................................ 59

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APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal! Sejam bem-vindos à nossa primeira aula do curso de
Conhecimentos Específicos para técnicos em Patologia Clínica que pretendem
ingressar na Polícia Militar de Minas Gerais.
Sou a professora Denise Rodrigues, biomédica, servidora no Ministério da Saúde,
e irei apresentar os tópicos do conteúdo programático exigido para o cargo de Soldado-
Técnico de Patologia Clínica no concurso da PM-MG, conforme nosso plano de curso,
e vamos resolver muitas questões de provas de concurso. Além disso, estarei disponível
por meio do fórum para tirar suas dúvidas. Espero contribuir com sua preparação!

PLANO DE CURSO

Equipamentos I

Conteúdo Previsto: identificação dos diversos equipamentos de um


Aula 00
laboratório, sua utilização e conservação. Microscópios óptico e sua
utilização
Vidraria e Soluções I
Aula 01 Conteúdo Previsto: fundamentos de análises clínicas: Vidrarias de
laboratório: sua utilização e conservação;
Vidraria e Soluções II
Conteúdo Previsto: identificação dos métodos mais utilizados na
Aula 02 lavagem em laboratório;
Esterilização de materiais de uso no laboratório
Soluções: conceito preparação e cálculos de diluição;
Imunologia I
Aula 03
Conteúdo Previsto: noções básicas de resposta imune: antígenos e
anticorpos (imunoglobulinas);
Imunologia II

Conteúdo Previsto: técnicas sorológicas utilizadas no diagnóstico


Aula 04
das patologias humanas, floculação, nefelometria, reações de
precipitação e aglutinação; ensaios imunoenzimáticos,
imunocromatográficos, quimioluminescência;
Aula 05 Imunologia III

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Conteúdo Previsto: técnicas sorológicas utilizadas no diagnóstico


das patologias humanas; interpretação laboratorial de exames das
doenças infecciosas (Sífilis, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
e das hepatites virais (marcadores de hepatites)
Imunologia IV
Aula 06 Conteúdo Previsto: interpretação laboratorial dos hormônios
(TSH, T3, T4, Beta-HCG)
Bioquímica I
Conteúdo Previsto: dosagem de analitos em soro; causas pré-
analíticas de variações nos resultados de exames laboratoriais
Bioquímica- métodos analíticos de diagnóstico: dosagens
enzimáticas, cinéticas, colorimétricas; conceitos fundamentais de
estatística laboratorial: controles de qualidade interno e externo,
Aula 07 métodos de aplicação e análise de dados utilizados na área
laboratorial (gráficos de Levey-Jennings, Regras de Westgard);
exatidão, precisão, sensibilidade e especificidade; Requisitos para
funcionamento de laboratórios clínicos: definições de termos técnicos
segundo a RDC Anvisa nº 302/2005. Condições Gerais para
funcionamento, processos operacionais, registros, garantia e
controle de qualidade.
Bioquímica II
Aula 08 Conteúdo Previsto: carboidratos, lipídeos e dislipidemias avaliação
da função hepática e pancreática.
Bioquímica III
Conteúdo Previsto: noções de equilíbrio ácido básico e
Aula 09
hidroeletrolítico, avaliação da função renal; dosagem de analitos em
soro; avaliação da função cardíaca.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
Conteúdo Previsto: definições de termos técnicos segundo a RDC
Aula 10 Anvisa nº 222/2018; responsabilidades; plano de gerenciamento de
resíduos de saúde, manejo de resíduos de serviços de saúde e
segurança ocupacional.

Nesta primeira aula, vamos estudar os seguintes equipamentos: potenciômetros,


autoclaves e fornos, microscópios, centrífugas, espectrofotômetros e leitores de ELISA,
e balanças. Vamos começar?!

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1 - EQUIPAMENTOS - INTRODUÇÃO
Grande parte dos equipamentos em um laboratório é confeccionada em materiais
como o vidro, metal ou plástico e existente em diversos formatos e modelos, seja para
a mesma finalidade ou enquanto adaptações conforme o uso principal pretendido. E
também os equipamentos de uso laboratorial em sua maioria necessitam de energia
elétrica para o funcionamento, tais como os microscópios, as centrífugas e
termocicladores.
Apesar de os equipamentos utilizados em laboratório serem muito variados em
diversos aspectos, no geral, todos requerem que sejam adotadas as mesmas regras
básicas para sua utilização:
- O equipamento nunca deve ser usado para uma função que não a sua ou fora de suas
normas de utilização;
- O equipamento nunca deve ser operado por uma pessoa com dúvidas a respeito do
seu funcionamento;
- Sempre que for ligar o equipamento, deve-se observar a voltagem correta de
funcionamento. No caso de aparelhos bivolt, observar se existe chave para modificação
da voltagem ou se a modificação é automática;
- O uso de adaptadores e extensões deve ser evitado;
- No caso de aquecimento e/ou manuseio de líquidos, deve-se ter cuidado em evitar
contato com as partes elétricas;
- Após a utilização, o equipamento deve ser deixado em condições ideais para sua
melhor conservação (desligar, limpar, fechar, cobrir, guardar e etc...);
A correta utilização e conservação dos equipamentos de laboratório é essencial
para que o profissional possa obter resultados com qualidade. Em caso de dúvidas,
sempre procurar o responsável pelo laboratório.
Vamos agora iniciar o estudo sobre os principais equipamentos presentes em um
laboratório clínico:

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1.1 - POTENCIÔMETRO (PHMETRO)

A potenciometria é a determinação da concentração de uma espécie iônica


através da medida do potencial. E o potenciômetro é o nome genérico do equipamento
mais frequentemente utilizado para a medição de pH, mas também é adotado para
outros íons seletivos em variadas amostras.
O Potenciômetro é também chamado pHmetro justamente por ser utilizado com
mais frequência com um eletrodo sensível ao H+. Consiste em um eletrodo que é
acoplado a um potenciômetro – aparelho que mede a diferença de potencial. Ao ser
submerso na amostra, o eletrodo gera milivolts que são convertidos para uma escala
de pH. Em resumo, o pHmetro permite converter o valor de potencial do eletrodo em
unidades de pH, de 0 a 14.
Já os eletrodos de íons seletivos são utilizados na determinação do potencial de
um íon específico presente em uma solução. São compostos por uma membrana
sensível a um determinado tipo de íon que, em contato com a amostra, indica a taxa
de concentração iônica.

Figura: dois modelos de pHmetro.

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Medindo o pH de uma solução

- Ligue o pHmetro;
- Retire o medidor do pH de dentro do protetor, tomando cuidado para não derramar a
solução de proteção;
- Utilizando água destilada lave os medidores de temperatura e pH deixando a sobra
escorrer em um béquer;
- Após lavar enxugue levemente com papel absorvente, apenas para tirar o excesso de
água da ponta dos medidores;
- Insira os dois medidores dentro da solução que se quer medir o pH de modo que fiquem
pelo menos 4cm imersos;
- Espere até a medida estabilizar;
- Após medir o pH retire os medidores da solução;
- Lave os medidores novamente, com água destilada;
- Guarde o medidor de pH dentro da solução protetora.

Importante:
-Lembre-se sempre de lavar os medidores antes e depois de colocá-los em qualquer
solução.
- O pHmetro deve ser calibrado uma vez por mês.
- Toda vez que o pHmetro for desligado da tomada é necessário que seja calibrado
novamente.

(2015/ Reis & Reis/Prefeitura Bom Despacho/SP/Técnico em Laboratório de Análises


Clínicas). É utilizado para medir o pH de uma solução, ou seja, para saber se a solução é ácida,
básica ou neutra. Antes de usar ele deve ser calibrado com solução tampão. Para realizar a
leitura do pH as soluções devem estar a temperatura ambiente:
A) pHneutron
B) pHmetro
C) pHM
D) pHbase
Comentário:

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N H s quando
utilizamos um pHmetro e colocou como alternativas de resposta. Porém, sabemos que o nome
correto é pHmetro. O enunciado também nos dá mais informações sobre esse equipamento.
Gabarito: B.

(2014/INSTITUTO AOCP/UFC/Biomédico) Os equipamentos utilizados nos laboratórios são os


mais variados, mas no geral todos seguem algumas regras básicas. São regras básicas de
utilização de equipamentos em um laboratório, EXCETO
A) no caso do uso de aquecimento ou líquidos, deve-se ter cuidado do contato dos mesmos
com as partes elétricas.
B) sempre que for ligar o equipamento, é desnecessário verificar a voltagem, pois todos os
equipamentos elétricos são bivolt.
C) o uso de adaptadores e extensões deve ser evitado.
D) o equipamento nunca deve ser usado para uma função que não a sua ou fora de suas
normas de utilização.
E) após a utilização, o equipamento deve ser deixado exatamente da maneira que foi
encontrado (desligar, limpar, fechar, guardar).
Comentário:
Uma questão fácil, desde que seja lida com atenção. Sabemos que nem todos os aparelhos são
bivolt e devemos ter o cuidado de utilizar tomada com voltagem correta, de acordo com cada
equipamento (110V ou 220V). E mesmo quando um equipamento é bivolt, é necessário
verificar se há chave para mudança de voltagem.
Gabarito: B.

(2017/IBFC/EBSERH/Biomédico) Assinale a alternativa correta. O método potenciométrico é


utilizado em laboratórios clínicos para avaliação de:
A) pH e íons seletivos
B) densidade urinaria e proteínas
C) pH e proteínas
D) osmolaridade sérica e densidade urinaria
E) íons seletivos e osmolaridade sérica
Comentário:
O potenciômetro é comumente utilizado para medição de íons H + e outros íons de forma
seletiva.
Gabarito: A.

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1.2 - AUTOCLAVES

A autoclave é muito utilizada em laboratórios de pesquisa e hospitais para a


esterilização de materiais. O processo de autoclavagem consiste em manter o material
contaminado em contato com vapor de água em temperatura elevada, sob
pressão, por um período de tempo suficiente para matar todos os micro-
organismos. Existem diferentes modelos, mas os componentes básicos de uma
autoclave são:
- Cilindro metálico resistente, encontrado tanto na posição horizontal, como na vertical
(autoclaves horizontais x autoclaves verticais). Na maioria dos modelos de autoclave é
nesse cilindro que se encontra a resistência que realizará o processo de aquecimento
da água;
- Tampa com parafusos de orelhas, que possibilita o fechamento hermético;
- Válvulas de ar e de segurança;
- Chave de comando, que possibilita ao operador controlar a temperatura;
- Registro indicador de pressão e temperatura.

Figura: modelo de autoclave do tipo vertical.

1.3 - FORNOS

Forno Mufla
É um forno elétrico que atinge altas temperaturas, na ordem de 1000°C. É muito
utilizado em laboratórios químicos para o processo de calcinação. O processo de

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calcinação consiste em oxidar as substâncias de determinada amostra, por meio do


calor. Geralmente, o forno mufla é mais utilizado em análises químicas de substâncias
complexas ou na quantificação de metais, já que a maioria dos óxidos metálicos
permanece estável a esta temperatura.

Figura: forno mufla.

1.4 - ESTUFAS

No laboratório, a estufa é utilizada para criar um ambiente contendo calor de


maneira controlada em seu interior para que os conteúdos nela guardados sejam
mantidos em uma temperatura ideal, de acordo com o objetivo. Geralmente, a
temperatura é mantida maior no seu interior do que externamente e são compostas de
uma caixa e uma fonte de calor. Apresentam controle da temperatura através de
termostato.
A estufa é comumente utilizada para secagem de materiais (ex: vidraria),
evaporação lenta, cultivo de micro-organismos, armazenagem de substâncias líquidas
em baixas temperaturas, esterilização e etc...
Vamos ver os diferentes tipos de estufa, de acordo com suas finalidades:

Estufa de Cultura ou Bacteriológica


Utilizadas para incubação de culturas bacteriológicas à temperatura constante
(geralmente 36,5ºC) por tempo variável, para cultivo de micro-organismos. São estufas

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comuns nos laboratórios de pesquisa, laboratórios de patologia clínica, nos setores de


microbiologia e etc...

Estufa para Esterilização (Forno de Pasteur) e Secagem


São utilizadas em diversas áreas para eliminar qualquer agente microbiológico
que possa estar nos instrumentos laboratoriais. Esterilizar os materiais de laboratório
é extremamente importante para que não ofereçam risco de contaminação. Nesta
estufa, utiliza-se a técnica do calor seco, em alta temperatura. Não deve ser utilizada
para secagem de materiais volumétricos ou deve ser utilizada de acordo com o limite
de temperatura definido pelo fabricante, pois o calor pode alterar a calibração desses
materiais.

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1.5 - MICROSCÓPIOS

Esse equipamento é um dos mais cobrados em provas de concurso! O microscópio


é utilizado nos laboratórios para que se visualize células e/ou estruturas pequenas,
sendo composto por dois sistemas de lentes.

1.5.1 - Tipos de microscópio


Para cada tipo de análise temos um microscópio que melhor se encaixa. São
classificados de acordo com o tipo de iluminação utilizada:
1) Microscópio Óptico ou Composto: a amostra é iluminada com uma fonte de luz.
Estes microscópios apresentam dois sistemas/conjuntos de lentes, um nas oculares e
outro nas objetivas. O sistema de lentes da objetiva é voltado para o objeto e forma no
interior do aparelho a imagem do mesmo, e a ocular, que permite ao observador ver
essa mesma imagem. A objetiva é fortemente convergente e tem pequena distância
focal; já a ocular é menos convergente que a objetiva. Esse microscópio é o mais
amplamente utilizado nos laboratórios clínicos. Existem ainda subtipos de microscópios
ópticos. Os mais comuns são:
De campo claro: o objeto a ser analisado é visto contra um campo claro de exame.
Adequados para visualizar amostras coradas como, por exemplo, esfregaços de sangue
corados.
De contraste de fase: é melhor para visualizar células não coradas, que são quase
sempre transparentes. Se for adicionado um condensador de fase e objetivas especiais,
o microscópio de campo claro pode se tornar um microscópio de contraste. Este
microscópio é muito útil para amostras de sedimentos de urina e na contagem de
plaquetas.
De fluorescência: usa luz ultravioleta para iluminar a amostra, permitindo que objetos
corados com corantes fluorescentes sejam observados. Exemplo de aplicação: detectar
presença de anticorpos conjugados a fluorocromos e em análises de DNA.

2) Microscópio Eletrônico: utiliza um feixe de elétrons no lugar dos fótons


utilizados em um microscópio óptico convencional. Amplamente utilizado em pesquisa.
Oferece ampliação e poder de resolução muito maiores que o microscópio óptico

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e, assim, objetos muito menores podem ser visualizados. O poder de resolução do


microscópio eletrônico é de cerca de aproximadamente 0,0002 µm (ou 0,2nm). Existem
dois tipos de microscópios eletrônicos:
Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET): possui sistemas de iluminação e
vácuo que produzem feixes de elétrons de alta energia que, ao incidir sobre uma
amostra de tecido ultrafina (na espessura de nanometro), fornecem imagens planas,
imensamente ampliadas, possuindo a capacidade de aumento útil de até um milhão de
vezes. Assim, permitem a visualização de moléculas orgânicas, como o DNA, RNA,
algumas proteínas, etc. A interação dos elétrons transmitidos através da amostra forma
uma imagem que é ampliada e focada em um dispositivo de imagem, como uma tela
fosforescente e visualizada com um vidro de proteção, ou é projetada em um monitor.
Microscópio Eletrônico de Varredura: o feixe de elétrons realiza uma espécie de
varredura, um “escaneamento” da superfície da amostra revestida por metal e é gerada
uma imagem tridimensional. O aumento máximo que pode produzir é de até
300.000 X.

Poder de Resolução ou Limite de resolução: em óptica, poder de resolução refere-se à


capacidade máxima de um sistema óptico de separar detalhes. Ou a capacidade que as
lentes têm de separar/distinguir as imagens de objetos próximos (por exemplo, duas
linhas paralelas). Ou ainda pode ser conceituado como a distância mínima que deve existir
entre dois pontos para que estes apareçam individualizados. Portanto, o poder de
resolução de um microscópio é a menor distância que pode haver entre dois pontos para
que eles apareçam individualizados. Por exemplo: duas partículas separadas por 0,3
micrômetros aparecerão individualizadas quando examinadas num sistema cujo limite de
resolução é de 0,2 micrômetros.

Figura: poder de resolução do olho humano, microscópio óptico e microscópio eletrônico.

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1.5.2 - Partes do Microscópio Óptico


Oculares: onde colocamos os olhos, é o sistema de lentes que fica mais próximo dos
olhos, podendo ter uma ocular, duas oculares ou três oculares (monocular, binocular e
trinocular, respectivamente). Estas ficam presas ao cilindro ou tubo, conectado ao braço
do microscópio. O aumento fornecido pela ocular está, geralmente, gravado nela
própria. Por exemplo: 5x, 8x, 10x (se diz “dez vezes”), 20x etc...

Lentes objetivas: é o sistema de lentes que fica mais próximo ao material a ser
analisado. A face anterior do braço do microscópio possui um tambor giratório ou
revólver, onde as objetivas são presas. A maioria dos microscópios têm 3 objetivas ou
lentes de aumento: de pequeno aumento (10 ou 20x), a de maior aumento (40, 43
ou 45x) e a objetiva de imersão a óleo (aumenta 95, 97 ou 100x). Sendo que cada
objetiva é marcada com bandas de cores e seu poder de aumento em geral estará
gravado na mesma.
Assim, para poder determinar o aumento de um microscópio, multiplique
o aumento marcado na ocular pelo aumento da objetiva.
O poder do microscópio em fornecer uma imagem clara e com detalhes finos do
objeto analisado é chamado de resolução (nitidez).

(INSTITUTO AOCP/2015/EBSERH-HDT-UFT/Técnico em Análises Clínicas) Para análise de um


material ao microscópio óptico, utilizou-se a objetiva com 10x de aumento. Considerando o
mecanismo de aumento de um microscópio, qual será o aumento final do objeto?
A) 1 vez
B) 10 vezes

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C) 100 vezes
D) 1000 vezes
E) 10000vezes
Comentário:
Oba! Já temos uma questão bem interessante! Como falei acima, para calcularmos o aumento
de um microscópio basta multiplicar o valor do aumento da lente ocular (aquela em que você
coloca os olhos) pelo aumento da lente objetiva (a que fica perto do material que você está
observando) e então encontrará o aumento total. Nesse caso, devemos multiplicar o aumento
da objetiva que é de 10x (segundo o enunciado) por 10! Logo, nossa resposta será: 100 vezes
de aumento final do objeto. Certo?
Gabarito: C.

Vamos continuar estudando as partes de um microscópio...

Fontes de luz, condensador e diafragma: o condensador é o aparato localizado


abaixo da platina, que concentra e direciona a luz emitida pela fonte luminosa para o
campo de visão do microscópio (passando pela lâmina onde está a amostra até chegar
na objetiva). O diafragma ou íris é o que regula a quantidade de luz que incide sobre
a amostra a ser visualizada e o ajuste deste diafragma oferece uma imagem com maior
ou menor contraste. Já o diafragma do campo é a fenda ajustável anexada à base do
microscópio e que regula o campo de visão.

Braço do microscópio: conecta as objetivas e as oculares à base do microscópio e é


nesta base que se encontra a luz ou espelho, que fornece a luz ao objeto a ser
analisado. Nesta luz ou espelho tem um condensador móvel e o diafragma do
microscópio. O condensador foca ou direciona a luz disponível até a objetiva, se for
elevado ou baixado, já o diafragma, localizado dentro do condensador, regula a
quantidade de luz que vai “bater” no objeto a ser examinado.

Macrométrico e o micrométrico: estes são os dois botões de ajuste que podem estar
localizados nas laterais da base do microscópio. O macrométrico (ajuste amplo) é
utilizado para focar com o aumento pequeno, já o micrométrico (ajuste fino) é utilizado
para dar uma imagem mais nítida após o objeto ter sido focado com o macrométrico.

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(2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HDT-UFT Técnico em Análises Clínicas) Um técnico está


examinando uma lâmina no microscópio óptico e para realizar o ajuste do foco ele deve utilizar:
A) o macrométrico e micrométrico
B) o charriot
C) o revólver
D) as oculares
E) o condensador
Comentário:
Sempre que no enunciado se falar em ajustar o foco, devemos nos lembrar da parte do
microscópio que é responsável por isso, na resposta deve estar o macrométrico e/ou o
micrométrico.
Gabarito: A.

A distância que se tem entre a objetiva e a lâmina, quando o objeto está focado
é chamado de distância de trabalho. Quanto maior for o aumento, menor será a
distância. Quando a distância de trabalho for pequena, o uso do macrométrico deve
ser evitado, para que a objetiva não bata na lâmina.

Platina do microscópico: é sustentada entre o revólver e a fonte de luz, servindo


para suportar o objeto a ser examinado e possui uma “presilha” para prender a lâmina.
Existe ainda outro sistema, que é o Charriot, onde um suporte especial para lâmina é
móvel e corre por cima da platina e com botões para fazer o movimento para a direita
e esquerda e para frente e para trás.

(2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HE-UFSCAR/Técnico em Análises Clínicas) Em um


microscópio óptico, o local onde a lâmina é colocada para ser analisada é denominado:
A) Objetiva

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B) Revólver
C) Charriot
D) Condensador
E) Platina
Comentário:
P
observada.
Gabarito: E.

A seguir apresento as partes do microscópio, para que você consiga associar ao


que acabou de ler:

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Como ajustar a ocular em binóculos binoculares?


As oculares devem ser ajustadas para cada olho individualmente. O ajuste
correto da distância entre as oculares é aquele que permite observar a imagem em um
campo único.

E as 3 objetivas, como podemos usar?


As objetivas de 4x a 10x são utilizadas para localizar os objetos e visualizar os
objetos grandes. Já a objetiva de grande aumento (40x) é utilizada quando são
necessários maiores aumentos ou em procedimentos como contagem de células e
visualização de sedimento urinário. A objetiva de imersão em óleo (100x) é utilizada
para ver células de sangue coradas, reação de tecidos e lâminas coradas contendo
microrganismos ou quando se quer um aumento ainda maior. A objetiva de imersão
em óleo é assim chamada porque sua utilização requer o uso de uma gota de óleo. O
óleo de imersão (é utilizado óleo de cedro ou substituto sintético) tem a função
de atuar como uma interface entre a lâmina e a lente frontal da objetiva, estabelecendo
um meio óptico com índice de refração homogêneo para a travessia da luz. Isto faz com
que os raios luminosos não se dispersem, permitindo a entrada de um grande cone de
luz na objetiva. Isso melhora a qualidade da imagem visualizada pois permite uma
melhor resolução. Para devida conservação, após o uso, este óleo deve ser retirado
com gaze ou papel especial para lente (papel comum é capaz de arranhar a lente).
O óleo de imersão é um recurso geralmente utilizado com a objetiva de maior
aumento, sua função é atuar como uma interface entre a lâmina e a lente frontal da
objetiva, melhorando a qualidade da imagem visualizada. Alguns pontos
importantes a serem observados:
- Verifique a procedência e a validade seu óleo de imersão.
- O óleo de imersão só deve ser utilizado nas objetivas que possuem a especificação
“oil”.

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- Para aplicar o óleo, posicione o revolver de objetivas na posição intermediária, entre


a última objetiva utilizada e a objetiva “oil”. Normalmente essas objetivas são de as de
40x e 100x.
- Aplique apenas uma pequena gota de óleo sobre a lâmina.
- Posicione a objetiva “oil”.
- Ajuste o foco utilizando o micrométrico. Ajuste a melhor imagem utilizando o controle
de iluminação e o diafragma.
- Não retorne para as objetivas anteriores, elas não estão preparadas para o uso do
óleo.
- Após o uso do óleo, encoste suavemente um lenço macio de papel para absorver o
excesso que ficou na ponta da objetiva. Não pressione o lenço contra a lente, nem
esfregue, apenas aguarde um instante para que a absorção aconteça.

Atenção: não utilize óleo em excesso. Isso pode ocasionar dano às objetivas ou permitir
infiltrações em outros componentes do microscópio.

(2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HU-UFJF/Técnico em Análises Clínicas) Durante o manuseio


de microscópio óptico, é obrigatório o uso de óleo de imersão para observação com qual das
lentes objetivas?
A) 1x
B) 5x
C) 10
D) 20x
E) 100x
Comentário:

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O óleo de imersão sempre será para a objetiva de imersão em óleo, ou seja, o maior aumento
que se quer ter: aumento de 100x!
Gabarito: E.

E como devemos ajustar a luz?


O ajuste adequado é essencial para uma boa microscopia. O condensador e
diafragma devem ser ajustados de acordo com a objetiva a ser utilizada e o tipo de
material a ser analisado. Como assim?

Bem, quando for analisar, por exemplo, com a objetiva de imersão, o


condensador deve estar levantado de modo que quase toque a lâmina, enquanto o
diafragma deve estar totalmente aberto. Já quando olhamos objetos com pequeno
aumento, o condensador deve estar abaixado, de modo que reduza o brilho da luz e
aumente o contraste.

E quais os cuidados devemos ter com o microscópio e com as lentes?


As lentes sempre devem ser limpas antes e após a sua utilização, pois, por
exemplo, se o óleo de imersão permanecer na lente, a cola que une a lente com a
objetiva pode amolecer.

E o transporte e armazenamento do microscópio?


Deve estar em posição permanente, em uma mesa sólida e livre de vibração. Se
for transportá-lo deve-se segurar com uma mão a base e a outra mão o braço do
microscópio. Quando não estiver em uso deve ser deixado com a objetiva de menor
aumento em posição de observação e o revólver baixo, a platina centralizada e uma
capa (preferencialmente de tecido) deve estar cobrindo-o.

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(2015/IBFC/EBSERH-CHC-UFPR/Técnico em Análises clínicas) O microscópio que permite


visualizar detalhes internos de microrganismos é:
A) microscópio de contraste de fase
B) microscópio de campo claro
C) Microscópio de fluorescência
D) Microscópio de campo escuro
Comentário: apenas para relembrar os tipos de microscópio que temos. Essa classificação foi
uma das primeiras coisas que vimos nesta aula. Então lembre-se: o microscópio de contraste
de fase é o melhor para visualizar células não coradas, que são quase transparentes.
Gabarito: A.

(2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HC-UFG/Técnico em Análises Clínicas) O equipamento


laboratorial que pode ser utilizado para secagem de materiais, esterilização ou ambiente de
crescimento microbiano é:
A) o banho maria
B) a estufa
C) a autoclave

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D) o fluxo laminar
E) a mufla
Comentário:
Questão muito tranquila essa, certo? Letra B é a correta. A respeito do fluxo laminar, é
discutido na aula de biossegurança, ok? E a mufla? Bem, o forno mufla é um equipamento
muito utilizado para realizar calcinação de substâncias. Calcinação é o processo de oxidação
das substâncias presentes na amostra, também utilizado para análises químicas de substâncias
complexas ou na quantificação de metais. Opera em faixas de temperaturas em torno de
1000°C a 1500°C, dependendo do modelo escolhido.
Gabarito: B.

(2016/UFTM/UFTM/Técnico de Laboratório Biologia) Em microscópio de luz, a função do


condensador é:
A) Ampliar em 10 vezes o aumento proporcionado pelas lentes objetivas.
B) Convergir os raios luminosos da fonte de iluminação artificial sobre a lâmina a ser observada.
C) Deslocar suavemente a lâmina sobre a mesa ou platina.
D) Proporcionar uma imagem aumentada e resolvida do objeto.
Comentário:
Alguns temas sempre se repetem nas provas, são os temas quentes. Essa questão envolve um
desses temas: partes do microscópio e o condensador. O condensador é o aparato localizado
abaixo da platina, que concentra e direciona a luz para a lâmina/local da amostra que está no
campo de visão do microscópio e vai ser observada.
Gabarito: B.

(2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH/HUJB UFCG/Biomédico) Os microscópios são instrumentos


de óptica destinados à ampliação e observação de pequenos objetos. A objetiva, que compõe
o microscópio, é
A) fortemente convergente e tem grande distância focal.
B) fracamente convergente e tem pequena distância focal.
C) fortemente divergente e tem pequena distância focal.
D) fortemente convergente e tem pequena distância focal.
E) fracamente divergente e tem grande distância focal.
Comentário:

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O microscópio composto consta, em essência, de um sistema óptico formado por dois


conjuntos de lentes: a objetiva e a ocular. A objetiva é fortemente convergente e tem pequena
distância focal; já a ocular é menos convergente que a objetiva.
Gabarito: D.

Vamos lá, vou tentar esclarecer melhor esses pontos...

Em uma lente esférica com comportamento convergente, a luz que incide


paralelamente entre si é refratada, tomando direções que convergem/direcionam-se a
um único ponto. Exemplo de lente convergente:

Já em uma lente divergente, ocorre o inverso. A luz que incide paralelamente


entre si é refratada, tomando direções que divergem a partir de um único ponto:

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Há lentes mais convergentes do que outras (lentes que aproximam mais os raios
de luz do que outras), assim como há lentes mais divergentes do que outras (lentes
que afastam mais os raios de luz do que outras):

E sobre distância focal, é a unidade de medida relativa à distância existente entre


o centro óptico de uma lente e o plano de foco.

O essencial é saber que: a objetiva é fortemente convergente e tem pequena distância


focal; já a ocular é menos convergente que a objetiva.

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1.6 - CENTRÍFUGAS

Equipamento que gira em alta velocidade, fazendo com que a substância mais
densa seja “forçada” a sedimentar (decantar) devido a ação da força centrífuga.
Existem tipos de centrifugação:
Centrifugação diferencial (separação de fases): as amostras centrifugadas a certa
velocidade resultam em sobrenadante e pellet. Centrifugação baseada no tamanho das
partículas: uma suspensão contendo diferente moléculas é centrifugada e as partículas
maiores sedimentam com mais rapidez.
Ex: separação do sangue em elementos figurados e plasma/soro.

Centrifugação por gradiente de densidade: centrifugação de escala zonal.


Separação de partículas com diferentes densidades.
Ex: separação de mononucleares por Ficoll-Hypaque. Hemácias:1095 densidade,
mononucleares 1065 e Ficoll 1077. Utiliza gradiente de meio viscoso.

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Existem também tipos diferentes de centrífuga:

- Centrífuga de bancada;
- Centrífuga de bancada refrigerada;
- Centrífuga de alta velocidade;
- Ultracentrífuga;
- Microcentrífuga;
- Citocentrífuga;

Vamos conhecer melhor cada uma delas:

Centrífuga de bancada: utilizada para múltiplos fins: peletizar células e bactérias,


sedimentação de soro, urina, células e sangue. Tem suporte oscilante: até 3.800g ou
6.000 rpm. Capacidade: normalmente 32 x 5mL ou 16 x 10mL. Com ou sem tacômetro.
Apresentam controle de tempo. Sem freio.

Centrífuga de bancada refrigerada: utilizada para múltiplos fins: peletizar células e


bactérias, sedimentação de soro, urina, células e sangue. Tem ângulo fixo e 2 tipos de
rotores: 28 x 2 mL – máx 14.500 rpm –17.400 g ou 10 x 10 mL – máx 13.500rpm –
16.900 g. Refrigeração: -8°C até +40°C. Controle de aceleração/desaceleração (alta
para peletização, baixa para gradientes). Memória para programas e sensor para
funcionamento apenas com tampa fechada.

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Centrífuga de alta velocidade ou alto desempenho refrigerada: utilizada para


precipitações de grandes volumes. Pode ter 2 tipos de rotor (R24A e R12A3). Apresenta
ângulo fixo.
R24A: 8 x 50mL – máximo de 24.000 rpm – 68.900 g;
R12A3: 6 x 300mL –máximo de 12.000rpm – 23.800 g;
Refrigeração: -20°C até +40°C. Apresenta controle de aceleração/desaceleração e
controle de tempo. Com sensor para funcionamento apenas com tampa fechada.

Ultracentrífuga: tipo específico de centrífuga necessário para realizar a


ultracentrifugação. Possibilita a sedimentação de macromoléculas, ribossomos,
vírus...As velocidades alcançadas pelos rotores nestas centrífugas são muito elevadas,
obtendo-se acelerações de até 100.000rpm - 800000 g. Neste tipo de centrífuga, a
câmara onde se situa o rotor é refrigerada (sempre!!!) e se encontra sob vácuo, para
evitar o superaquecimento por atrito com o ar e também permitir que as altas
velocidades sejam atingidas (atrito com o ar diminui a velocidade). Comporta tubos de
tamanhos variados, pode ser de chão ou bancada e programável.

Micro centrífuga: para centrifugação de microtubos. Volumes pequenos, precipitação


de células (baixa velocidade), retirada de “debris”, extrações com etanol e minifenol.
Apresenta ângulo fixo: máx 14.000rpm. Capacidade: tubos Eppendorf 20 x 2mL. Com
sensor para funcionamento apenas com tampa fechada. Sem refrigeração.

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Micro hematócrito: para hematócrito pelo sistema de tubos capilares e leitura por
régua.
Macro centrífuga: para separação de fases de diferentes densidades em substâncias
líquidas em tubos.
Centrífuga para microplaca: centrifugar microplacas de testes.

Figura: alguns modelos de centrífugas

1.6.1 - Microtubos de centrifugação

1.6.2 - Tubos Falcon


Tubos cônicos e estéreis, suportam o processo de autoclavagem e são muito
utilizados para centrifugação.

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(2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HC-UFG/Técnico em Análises Clínicas) Durante a rotina


laboratorial, um técnico precisa fazer a separação do soro de outros componentes sanguíneos.
Qual dos equipamentos a seguir deve ser utilizado no procedimento?
A) um banho maria
B) um termociclador
C) uma estufa
D) uma centrífuga
E) um agitador
Comentário:
O processo de centrifugação no laboratório visa a separação de mistura por sedimentação,
onde o corpo mais denso da mistura sólido-líquida se deposita no fundo do tubo.
Gabarito: D.

1.7 - ESPECTROFOTÔMETRO

Equipamento utilizado em laboratórios com a função de medir a quantidade de


luz (radiação eletromagnética) absorvida por uma determinada solução e assim
determinar sua concentração (a concentração de substâncias que absorvem energia
radiante e estão ali dissolvidas). O espectrofotômetro mede a quantidade de luz
absorvida por uma solução teste em comparação à uma solução de referência
(“padrão”).
Em geral, um espectrofotômetro possui:
1) Uma fonte estável de energia radiante: normalmente uma lâmpada de

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deutério que emite radiação UV ou uma lâmpada de tungstênio que emite luz
visível. Tipos de lâmpadas:

Lâmpada de filamento de Tungstênio: é uma fonte de radiação que emite no visível


e no infravermelho próximo, ou seja, produz uma radiação útil para o funcionamento
do espectrofotômetro na faixa de 320 a 2500 nm. A lâmpada opera em uma
temperatura de 3000 K.

Lâmpada de descarga de Deutério: é uma fonte de radiação que emite no


ultravioleta (UV), ou seja, produz radiação útil para o espectrofotômetro na faixa de
200 a 400 nm. Nessa lâmpada os elétrons são excitados por uma descarga e quando
voltam para seus estados fundamentais, emitem a radiação.
Lâmpada de vapor de Mercúrio: é uma fonte de radiação que emite no visível e no
ultravioleta, ou seja, produz uma radiação útil para o espectrofotômetro na faixa de
300 a 600 nm.

2) Um seletor de faixa espectral: a luz fornecida habitualmente por uma lâmpada


será fracionada pelo prisma ou rede de difração (monocromador) nos comprimentos de
onda que a compõem (luzes monocromáticas). Os prismas e mais modernamente os
monocromatizadores eletrônicos é que selecionam o comprimento de onda da luz que
irá passar através da solução de teste;

3) Um recipiente transparente apropriado para colocar a amostra a ser


analisada: pode ser uma cubeta de vidro, acrílico ou quartzo, preferencialmente

4) Um detector de radiação (célula fotoelétrica): permite uma medida relativa da


intensidade da luz detectando a fração de luz que passou pela amostra e convertendo
em sinal elétrico. O detector também transfere essa informação para o visor e/ou para
o computador acoplado ao aparelho. O detector são fotocélulas que detectam a
quantidade de radiação transmitida após a passagem pela amostra, mas o resultado
também pode ser convertido e expresso em quantidade de radiação absorvida pela
amostra.

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5) E um registrador transforma o sinal elétrico que chega ao detector e amplificador


em energia mecânica fazendo o registrador mover-se.

Parte da luz que passa pela amostra na cubeta é absorvida e parte é transmitida.
Essa redução da intensidade luminosa é medida pelo detector (célula fotoelétrica)
porque o sinal elétrico de saída do detector depende da intensidade da luz que incidiu
sobre ele. O sinal elétrico amplificado e visualizado no galvanômetro em números, é
lido como uma absorbância e é proporcional à concentração da substância absorvente
existente na cubeta.
Resumindo, a base da espectrofotometria é passar um feixe de luz através da
amostra e fazer a medição da intensidade da luz que atinge o detector. O
espectrofotômetro compara quantitativamente a fração de luz que passa através de
uma solução de referência e uma solução de teste. O espectrofotômetro registra dados
de absorbância em função do comprimento de onda ( ). A característica mais
importante do espectrofotômetro é a seleção de radiações monocromáticas.

Cubeta: é um pequeno tubo circular ou quadrado, selado em uma das extremidades,


feito de plástico, vidro ou quartzo e utilizadas para analisar amostras por métodos
espectrofotométricos. A amostra deve estar em uma cubeta de quartzo quando a
radiação for na região espectral do ultravioleta. Quando for na região da luz visível usa-
se os de vidro por ter uma melhor dispersão. As cubetas devem ser claras ou
transparentes o quanto possível, além de não conter impurezas ou sujeiras que possam
afetar a leitura. Veja abaixo a imagem de uma cubeta contendo solução colorida:

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Veja as figuras a seguir relacionadas ao espectrofotômetro e espectrofotometria:

Figura: modelos de espectrofotômetros

Figura: esquema óptico dos principais componentes do espectrofotômetro. As letras


representam:
a) fonte de luz;
b) colimador;
c) prisma ou rede de difração;
d) fenda seletora de comprimento de onda
e) compartimento de amostras com cubeta contendo solução;
f) célula fotelétrica;
g) amplificador.

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Figura: esquema óptico dos principais componentes do espectrofotômetro. Onde:


I0= Intensidade da luz incidente
I= Intensidade da luz transmitida
l =espessura do meio absorvente

Figura: esquema dos componentes de um espectrofotômetro.

Nano Espectrofotômetro: é um espectrofotômetro para quantificação da


concentração e pureza de ácidos nucleicos, utilizando dois microlitros de amostra.
Adequado para utilização em pesquisas, principalmente na área de biologia molecular.

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Quando uma solução de um dado composto é submetida a leituras de absorbância


ao longo de uma faixa de comprimentos de onda eletromagnética, passamos a ter
informações referentes à capacidade do composto em absorver luz. A representação
gráfica dos valores de comprimento de onda ( ) versus absorbância é denominada
espectro de absorção.
Como a interação da luz com a matéria depende da estrutura química dos
compostos, o espectro de absorção é uma forma de caracterização que permite verificar
qual a faixa de comprimento de onda em que um dado composto apresenta sua maior
afinidade de absorção.
Embora dois ou mais compostos possam absorver luz dentro da mesma faixa de
comprimento de onda, isso não invalida a especificidade do método, pois, normalmente,
esta não reside no espectro de absorção. Contudo, a sensibilidade do método depende
da escolha do melhor comprimento de onda eletromagnética para leituras
espectrofotométricas, pois só assim poderemos detectar o composto em baixas
concentrações.

1.8 - FOTOCOLORIMETRIA

Os fotocolorímetros são capazes de medir a quantidade de luz transmitida


quando um raio luminoso incide numa solução colorida de concentração
conhecida ou desconhecida. Esta luz se transforma em energia elétrica mediante o
emprego de células fotoelétricas ou de células fotovoltáticas capazes de ceder elétrons
em forma proporcional à intensidade do feixe luminoso. O anodo capta os elétrons
emitidos e o passo seguinte é medido em um galvanômetro.
Estes instrumentos utilizam luz monocromática (Lei de Beer) e se valem
para selecionar o comprimento de onda adequado, segundo a sensibilidade do
instrumento, de prismas, redes de difração ou filtros. Utilizam tubos de vidro ou cubetas
de vidro, plásticas ou quartzo, próprias para cada modelo de aparelho, células
fotoelétricas e galvanômetros destinados a medir o fluxo da corrente elétrica.
Muitos fotocolorímetros utilizam o sistema de célula fotoelétrica dupla, o qual
anula as desigualdades da voltagem que podem produzir-se no meio do trabalho.

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Transmissão da radiação luminosa

A concentração do soluto elevada produzirá uma diferença do potencial,


pois, o raio luminoso A não encontrará obstáculo no seu caminho em direção
à célula A. Já o raio luminoso B será absorvido no soluto da solução colorida, em
proporção à concentração deste. Haverá uma diferença apreciável no fluxo de corrente
elétrica medida no galvanômetro. Estes valores são observados numa escala que
permite medida em transmitância ou absorbância.

Diferenças entre Espectrofotômetros e Fotocolorímetros


Os espectrofotômetros são equipamentos de composição avançada que
utilizam prismas ou redes de difração na seleção da região desejada do espectro
eletromagnético. Muitos deles fazem medições nas porções do espectro
correspondentes ao ultravioleta (UV), visível (VIS) e infravermelho (IV). Na realidade
estes aparelhos são absorciômetros, pois medem energia radiante absorvida.
Já os fotocolorímetros ou fotômetros são aparelhos de construção simples que
utilizam filtros compostos para selecionar porções do espectro a serem utilizadas.
Os espectrofotômetros e fotocolorímetros diferem entre si quanto a
maior ou menor sensibilidade e faixa de trabalho. Os espectrofotômetros são
empregados na faixa compreendida entre 200 e 1000 nm. Os fotocolorímetros
em geral trabalham na zona do visível (380-780nm).

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Quanto à fonte luminosa, ambos aparelhos, utilizam lâmpadas de mercúrio ou


tubos de descarga de hidrogênio ou também lâmpadas de filamento de tungstênio.
Para a separação dos diferentes comprimentos de onda, os espectrofotômetros
utilizam, exclusivamente, prismas ou redes de difração. Nos fotocolorímetros são
usados filtros, que são mais baratos e, às vezes, prismas ou redes de difração.

1.9 - LEITORES DE ELISA

O termo ELISA vem da sigla em inglês para Enzyme Linked Immunosorbent


Assay. Trata-se de técnica imunoenzimática (ensaio imunoenzimático ou
enzimaimunoensaio), termo genérico para um grande número de testes que permitem
ensaios quali- e quantitativos, para a detecção tanto de antígenos quanto de anticorpos
em amostras biológicas. Os ensaios imunoenzimáticos tem como princípio uma
interação primária entre Ag-Ac que é visualizada devido ação de uma enzima sobre seu
substrato e formação de produto solúvel colorido, cuja determinação é feita medindo-
se a densidade ótica da solução por espectrofotometria. O leitor de ELISA é o
equipamento de escolha para leitura espectrofotométrica ao final da técnica de ELISA
devido a algumas vantagens.

1.9.1 - Vantagens do leitor de ELISA


- Um espectrofotômetro requer entre 400 microlitros e 4 mililitros de solução da
amostra para leitura, dependendo do fabricante e modelo. Um leitor de placas ELISA
necessita de cerca de 2 a 100 microlitros, ou seja, requer uma quantidade de amostra
mínima para leitura do resultado.
- Os leitores de placa ELISA medem mais amostras em um curto período de tempo. Um
espectrofotômetro mede de uma a seis amostras de cada vez. Geralmente, uma
microplaca de ELISA possui 96 amostras e podem ser lidos de uma vez.
A chamada “fase sólida” de um teste de ELISA pode ser constituída por partículas
de agarose, poliacrilamida, dextrano, poliestireno e etc... Geralmente, é realizado em
placas plásticas (poliestireno) de microtitulação de fundo chato com 96 poços, dispostos

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em 12 colunas de 8 poços, marcadas lateralmente e na parte superior. As placas


plásticas são as mais difundidas por permitirem múltiplos ensaios e a automação.

(2017/IBFC/EBSERH/Biomédico) Assinale a alternativa correta. Os leitores de tiras ou placas


de ELISA (Enzyme Linked ImmunoSorbent Assay) utilizam como método de análise a:
A) nefelometria
B) densitometria
C) potenciometria
D) imunometria
E) espectrofotometria
Comentário:
O leitor de ELISA é um equipamento que realiza leitura espectrofotométrica.
Gabarito: E.

Veja a figura de uma placa utilizada para técnica de ELISA:

Microplaca: chamada de placa de titulação, de microtitulação ou ainda microplaca é


uma placa plana com múltiplos "poços", "vasos" ou ainda "células" ou "celas". Cada
poço é usado como um pequeno tubo de ensaio para a reação. Utilizadas em análises
de microbiologia, sorologia (Ex: ELISA), além de transporte e armazenamento de
amostras.

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Micropipeta eletrônica multicanal: volume variável ou fixo – para pipetar líquidos


com precisão, possibilitando múltiplas aplicações simultâneas.

2 - BALANÇAS
As balanças são equipamentos mecânicos ou eletrônicos que medem a massa de
um corpo. Sabemos que a massa é a medida da matéria contida em determinada região
do espaço e em qualquer parte do planeta ou fora dele. Já o peso é a força com que a
massa é atraída para o centro de gravidade, sendo variável com a posição na superfície
do planeta e com a distância deste. O peso sofre influência da velocidade, empuxo,
efeito de temperatura, etc.
As balanças são utilizadas em laboratórios para pesagens de substâncias usadas
na preparação de solução de reagente e, também, para calibração de instrumentos
volumétricos. Instrumentos volumétricos são aqueles indicados para medir volumes
com precisão. Ex. balões volumétricos e pipetas volumétricas.
Geralmente, para se medir a massa dos regentes são utilizadas as chamadas
balanças de precisão: seu mecanismo possui elevada sensibilidade de leitura. Por
isso servem para materiais de peso muito baixo em gramas. As balanças de precisão
são frequentemente utilizadas em laboratórios de química, indústria farmacêutica,
laboratórios de pesquisa em universidades e laboratórios de análises clínicas.
Quais as principais características das balanças? As balanças apresentam duas
características importantes: capacidade de pesagem e resolução. A capacidade de
pesagem é o limite máximo que o equipamento pode pesar. A resolução indica o

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intervalo de leitura de uma balança, ou seja, que fração de grama ele é capaz de indicar
(0,1 g, 0,01 g, 0,001 g, 0,0001g ou pesos menores).

As balanças de precisão podem ser: balanças analíticas ou semi-


analíticas.

2.1 - BALANÇA ANALÍTICA

Seu uso é restrito, serve para determinar massas com alta exatidão. Mede a
massa de sólidos e líquidos não voláteis com precisão. Geralmente utilizada em
análises químicas e para determinar a quantidade absoluta e relativa de um ou mais
elementos de uma amostra. Normalmente possuem o prato para colocar as amostras e
são protegidas por portas de vidro corrediças, criando uma espécie de “capela de
proteção”.

Mas por qual motivo existem essas portas nas balanças analíticas? Em
razão de que leves correntes de ar imperceptíveis podem levar instabilidade ao valor
lido e induzir a erros de leitura. Assim, essas balanças devem estar em salas com
condições específicas de temperatura e umidade, assim como as condições de
estabilidade da rede elétrica também devem ser observadas.
Para maior exatidão da balança analítica, alguns cuidados no manejo dos
recipientes que vão ser pesados são necessários. Por exemplo:
- Não tocar o recipiente a ser pesado diretamente com a mão;
- Manuseá-lo com uma pinça ou um pedaço de papel limpo;
- Os objetos devem ser pesados à temperatura ambiente para evitar erros, pois
algumas substâncias sofrem alteração com a mudança da temperatura;

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- Manter as laterais da câmara de pesagem fechadas durante a pesagem para não haver
interferências externas é essencial para um bom resultado final.
Observação: a balança analítica tem capacidade de pesagem de até 200g e o
intervalo de leitura de 0,0001 g, ou seja, neste tipo de balança a resolução é de quatro
ou até cinco casas decimais após a vírgula. Indicada para pesar, por exemplo:
5,3251 g.

2.2 - BALANÇA SEMI-ANALÍTICA

A semianalítica tem capacidade de pesagem que pode chegar a mais de 5.000 g


e intervalo de leitura de 0,1g ou 0,01g ou até 0,001g (duas ou três casas decimais
após a vírgula), dependendo do modelo da balança. É indicado para pesar, por
exemplo: 1.000g, 2.1g, 3,21g ou 9,301g. É usada para analisar grandezas sob certas
condições ambientais. São também usadas para medidas nas quais a necessidade de
resultados confiáveis não é tão crítica (como o é para os casos em que se utiliza a
balança analítica).

Observação: percebam que a balança semi-analítica difere da analítica pelo grau


de resolução obtido na pesagem e, em geral, também terá maior capacidade de
pesagem.

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(2015/IBFC/EBSERH/CHC UFPR Técnico em Análises clínicas). A balança é um equipamento


muito utilizado em laboratório, cuja qualidade de pesagem está associada a uma série de
regras. Assinale a alternativa com procedimento inadequado na utilização da balança:
Durante a pesagem em balança analítica, as portas da balança devem ser fechadas.
O ambiente onde a balança encontra-se instalada deve estar livre de correntes de ar.
A temperatura dos recipientes a serem utilizados não provoca alteração no peso.
Os recipientes a serem utilizados nas pesagens devem encontrar-se à temperatura ambiente,
pois o aquecimento provoca alterações no peso.
Não colocar a balança em superfície que tenha materiais pesados que resulte em impactos e
vibrações.
Comentário:
O enunciado solicita que se indique o procedimento inadequado no uso de balanças. Os
objetos devem ser pesados à temperatura ambiente para evitar erros, já que algumas
substâncias mudam com a alteração da temperatura, portanto...
Gabarito: C.

Existem ainda, as balanças semimicro, micro e ultramicro, com intervalos de


leitura de 0,00001g, 0,000001g e 0,0000001g, respectivamente. A capacidade de
pesagem das duas últimas é de cerca de 5g. São balanças extremamente sensíveis que
requerem cuidados especiais na instalação e no manuseio.

Importante!!! Verificar sempre a capacidade de pesagem e a resolução da balança no


manual do fabricante.

2.3 - FUNCIONAMENTO

Qual o princípio de funcionamento das balanças utilizadas em laboratório?

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As balanças funcionam comparando duas cargas: uma padrão (peso ou força


eletromagnética) e outra a substância a ser pesada. Nas mecânicas, os pesos podem
estar no interior do equipamento e serem adicionados por um botão que regula a
quantidade a ser pesada ou, também, estar na parte externa da balança, representado
por um braço de pesagem, acoplado ao prato, ou pesos-padrão, no caso da balança
com dois pratos. As balanças eletrônicas utilizam uma força eletromagnética em
substituição aos pesos.

As balanças sempre devem ser calibradas no seu local de instalação.

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Como instalar uma balança em laboratório?


 Ler atentamente as instruções do fabricante e seguir as recomendações de
instalação.
 Escolher um local bem iluminado, afastado do uso de substâncias corrosivas,
longe de torneiras, livre de correntes de ar e sem trânsito de pessoas.
 Instalar uma bancada de alvenaria ou mesa apropriada para balanças, com o
tampo de concreto ou mármore, sem interferência de equipamentos que
promovam vibrações (centrífugas, aparelhos de ar condicionado etc.). A
bancada ou mesa não deve estar encostada em paredes.
 Providenciar a calibração da balança no local de instalação.

Quais os cuidados que devem ser observados para conservação de balanças?


 Seguir rigorosamente as instruções do fabricante e manter o manual do
equipamento em local acessível para consulta.
 Após nivelar, não mover a balança para que não desnivele.
 Limpar delicadamente a balança após o uso, utilizando pincel de cerdas macias.
 Para limpeza, deve-se remover cuidadosamente o prato (se o modelo da
balança permitir). Lembrar de fazer a retirada com a balança travada.
 Manter a balança coberta e desligada quando não estiver sendo usada.

Como fazer o monitoramento de balanças?


 Verificar se a balança está calibrada utilizando o peso padrão. Além disso, o
laboratório deve ter suas balanças calibradas anualmente pelo Inmetro,
laboratório da Rede Brasileira de Calibração ou empresa credenciada e ter um
contrato de manutenção com empresa especializada.

Pesagens
Quais os cuidados que devem ser observados em uma pesagem?
 Nivelar a balança, conforme instruções do manual do equipamento.
 Nunca colocar substância diretamente sobre o prato da balança.
 Utilizar papel ou recipientes apropriados para pesagem.

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 Utilizar papel ou recipientes de pesagem que não reajam com a substância a ser
pesada. Exemplo: não pesar iodo no papel alumínio.
 Em balanças sem gabinete, certificar-se de que não há corrente de ar
interferindo na pesagem.
 Para travar ou destravar uma balança, girar o botão com movimento suave e
lento.
 Zerar a balança antes e após o uso.
 Utilizar sempre equipamentos de proteção individual e nunca fazer pesagens
diretamente sobre o prato da balança.

Como fazer a pesagem em uma balança mecânica?


 Verificar se está nivelada.
 Zerar a balança.
 Pesar o papel ou recipiente de pesagem.
 Anotar esse peso.
 Somar esse peso ao valor correspondente à quantidade da substância a ser
pesada.
 O valor final encontrado é o total a ser pesado.
 Travar a balança e marcar ou adicionar o peso correspondente ao valor final.
 Adicionar a substância até que a escala da balança atinja o valor determinado,
no caso de balanças de pesos internos ou até que o fiel da balança estabilize em
zero, no caso de balança com pesos externos.

Como fazer a pesagem em uma balança eletrônica?


 Verificar se está nivelada.
 Ligar a balança e aguardar pelo menos 30 minutos para a sua estabilização.
 Colocar o papel no recipiente de pesagem, no centro do prato da balança.
 Tarar a balança.
 Adicionar a substância até obter o valor exato que se deseja pesar.

Observação: tarar a balança é descontar o peso do papel ou recipiente de pesagem.

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Atenção!!!
No momento de adicionar ou retirar as substâncias, use o dispositivo de travamento, para
não forçar o mecanismo da balança. Em balanças que não tem dispositivos de travamento,
faça o procedimento com o recipiente de pesagem fora do prato.

(2015/COVEST-COPSET/UFPE/Assistente de Laboratório) Qual é a balança mais adequada


para pesar exatamente 7,865 gramas de cloreto de sódio?
A) Balança analítica.
B) Balança comercial.
C) Balança doméstica.
D) Balança microanalítica.
E) Balança semianalítica.
Comentário:
Como a tarefa requer exatidão, a balança analítica é a mais adequada.
Gabarito: A.

(2014/FUNRIO/IF-BA/Assistente de Laboratório Química) A balança analítica é um dos


instrumentos de medida mais usados no laboratório, sendo de extrema importância para a
maioria dos resultados analíticos. Assinale a alternativa que apresenta uma característica que
NÃO é relevante para a adequada utilização desse aparelho na pesagem de uma determinada
amostra.
A) A localização da balança.
B) O nivelamento da balança.
C) A temperatura da amostra.
D) Suscetibilidade a choques e vibrações da bancada onde está a balança.
E) A densidade do material da amostra.
Comentário:
Todos os itens citados são fatores relevantes para o processo de pesagem, exceto a densidade
do material da amostra, que não é algo a se monitar e cuidar durante o procedimento de
pesagem.
Gabarito: E.

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(2016/FCM/IF Sudeste MG/Assistente de Laboratório) É condição básica para a utilização de


balanças analíticas em laboratório:
A) A balança deve estar posicionada em base flexível, para absorver vibrações.
B) A medida de massa deve ser feita com objetos com temperaturas superiores à temperatura
da balança.
C) Os líquidos voláteis devem ser colocados em frascos abertos para a realização da medida de
massa.
D) O objeto cuja massa será determinada deverá ser posicionado na parte lateral direita do
prato da balança.
E) Os sólidos higroscópios devem ser colocados em frascos fechados para a realização da
medida de massa.
Comentário:
Vamos comentar item por item, ok? Letra A: a base deve ser fixa, local sem vibrações. Letra B:
a temperatura deve ser ambiente, lembre-se que a temperatura influencia na pesagem. Letra
C: Se o líquido é volátil não é a melhor opção utilizar uma balança, mas se for o caso, jamais
deverá ser com a tampa de frasco aberta e o material a ser pesado se volatilizando enquanto
a pesagem ocorre. Letra D: o material a ser pesado deverá ser colocado no centro da balança.
Finalmente, a Letra E é a correta. Higroscópico é aquele material que absorve a umidade do ar,
logo, para sua pesagem ele não deve estar em contato com o ar ambiente e sim em frasco
fechado.
Gabarito: E.

Após as questões básicas, vamos exercitar o que já foi aprendido e também


aprofundar o estudo. Ao resolver mais questões de concursos iremos abordar em
mais detalhes o que já vimos.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (2016/COTEC/UNIMONTES/Pref. Guaraciama-MG/Biomédico)
Analise a figura abaixo que traz as partes básicas para o funcionamento de um
espectrofotômetro:

Em relação às funções das partes de um espectrofotômetro apresentadas na figura acima,


assinale a alternativa INCORRETA.
A) O registrador transforma a energia mecânica que chega ao detector e amplificador em sinal
elétrico.
B) O detector irá detectar a quantidade de radiação transmitida após a passagem pela amostra.
C) A lâmpada atua como fonte de radiação.
D) O filtro
Comentário:
O registrador recebe sinal elétrico que chega do detector e o transforma em energia mecânica
fazendo o registrador mover-se.
Gabarito: A.

2. (2015/COTEC/UNIMONTES/Pref. Capitão Enéas-MG/Biomédico)


Os espectrofotômetros são aparelhos capazes de registrar dados de absorbância ou
transmitância em função do comprimento de onda. Das alternativas abaixo, qual representa a
sequência CORRETA dos componentes principais de um espectrofotômetro?
A) Monocromador, Fonte de Luz, Amostra, Detector e Registrador.
B) Amostra, Fonte de Luz, Monocromador, Detector e Registrador.
C) Detector, Fonte de Luz, Amostra, Monocromador e Registrador.

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D) Fonte de Luz, Monocromador, Amostra, Detector e Registrador.

Comentário:
Conforme descrição e figura que vimos, apenas letra D está correta. Vamos relembrar:
Gabarito: D.

3. (2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HC-UFG/Biomédico)
Existem termos descritivos para tipos de centrífugas, mas não são definições rigorosas, e uma
centrífuga pode se encaixar em várias categorias. Qual é a centrífuga que pode ser utilizada
para precipitações de grande volume de etanol, peletização de bactérias, colunas rotatórias,
precipitações de proteínas e que é também conhecida como uma centrífuga de alto
desempenho?
A) Centrífuga de bancada.
B) Ultracentrífuga.
C) Centrífuga de alta velocidade.
D) Ultracentrífuga de bancada.
E) Centrífuga clínica.
Comentário:
Atenção para as necessidades descritas no enunciado: a centrifuga deve possibilitar precipitação de
grandes volumes, logo, deve ser uma centrifuga do tipo de alta velocidade ou alto desempenho.
Gabarito: C.

4. (2015/INSTITUTO AOCP/FUNDASUS/Analista em Saúde Pública - Biomédico)


Dentro de um laboratório hospitalar, o setor que apresenta as seguintes estruturas em sua
bancada: microscópio, centrífugas (macro e micro), tubos de hemólise, tubos com

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anticoagulantes, EDTA, seringas, cronômetros, banho maria, câmara de Neubauer, lâminas e


lamínulas, tubos e capilares denomina-se:
A) parasitologia.
B) microbiologia.
C) hematologia.
D) urinálise.
E) bioquímica.
Comentário:
Questão bem geral da banca INSTITUTO AOCP sobre conhecimentos da estrutura de um laboratório.
Tem que saber! Mas é fácil: setor de hematologia!
Gabarito: C

5. (2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HE-UFSCAR/Biomédico)
Com relação aos aparelhos utilizados em laboratórios, assinale a alternativa que apresenta
corretamente o nome do aparelho e sua função.
A) O densitômetro é o aparelho que mede as frações proteicas em uma eletroforese, sendo
que ele dosa também as proteínas totais.
B) O microscópio comum tem a função de permitir a visualização e contagem de células,
bactérias, fungos e vírus.
C) O espectrofotômetro, muito utilizado em bioquímica, tem a função de medir a absorbância
e ou a transmitância de uma determinada substância.
D) Centrífuga é um aparelho com função de separar partículas de uma solução na qual estão
suspensas. A ultracentrífuga trabalha em velocidade muito alta e não requer câmara
refrigerada.
E) O pHmetro é o aparelho que serve para verificar o pH das soluções. Para a medida do pH
basta colocar o eletrodo na solução que se queira medir.
Comentário:
A letra A está errada, pois o densitômetro mede densidade óptica, com variadas aplicações. Letra B
errada pois com o microscópio ótico não é possível a visualização de vírus, por exemplo. Letra C é
nossa alternativa correta. Letra D errada pois as centrífugas permitem a separação por promover a
sedimentação por ação da força centrífuga e a ultra centrífuga requer câmara refrigerada para seu
funcionamento. Letra E errada pois a medida do pH requer correta utilização do pHmetro, o que
inclui a lavagem do eletrodo em solução específica e outras etapas, conforme segue:

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Medindo o pH de uma solução


1. Ligue o pHmetro;
2. Retire o medidor do pH de dentro do protetor, tomando cuidado para não derramar a
solução de proteção;
3. Utilizando água destilada lave os medidores de temperatura e pH deixando a sobra escorrer
em um béquer;
4. Após lavar enxugue levemente com papel absorvente, apenas para tirar o excesso de água
da ponta dos medidores;
5. Insira os dois medidores dentro da solução que se quer medir o pH de modo que fiquem
pelo menos 4cm imersos;
6. Espere até a medida estabilizar;
7. Após medir o pH retire os medidores da solução;
8. Lave os medidores novamente, com água destilada;
9. Guarde o medidor de pH dentro da solução protetora.

Importante:
-Sempre se lembre de lavar os medidores antes e depois de colocá-los em qualquer solução.
- O pHmetro deve ser calibrado uma vez por mês.
- Toda vez que o pHmetro for desligado da tomada é necessário que seja calibrado novamente.
Gabarito: C.

6. (2014/INSTITUTO AOCP/UFC/Biomédico)
O equipamento que faz medições de pH através de um eletrodo de vidro que fica mergulhado
na solução a ser medida, é o
A) banho-maria.
B) destilador.
C) vórtex.
D) fotômetro de chama.
E) potenciômetro.

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Comentário:
Questão sem risco de errar: potenciômetro ou pHmetro!
Gabarito: E.

7. (2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HE-UFPEL/Biomédico)
Um dos aparelhos mais importantes do laboratório é o espectrofotômetro, utilizado para
análise quantitativa de substâncias contidas em uma amostra. Em relação ao assunto, assinale
a alternativa correta.
A) A medida quantitativa é realizada por meio da medida da absorbância da substância
encontrada dividida pela absorbância do padrão multiplicado pela concentração do padrão.
B) A medida quantitativa é realizada por meio da medida da absorbância do padrão dividido
pela absorbância da substância encontrada multiplicada pela concentração do padrão.
C) Nesse aparelho, pode-se também medir a transmitância, sendo esta proporcional à
absorbância.
D) Nesse aparelho, a quantidade de luz emitida por uma quantidade de substância é
inversamente proporcional à sua concentração.
E) Todo espectrofotômetro possui uma fonte de luz, que é em geral uma lâmpada de
tungstênio para a luz visível e de deutério para a luz infravermelha.
Comentário:
Encontramos a única sentença correta logo na primeira alternativa:
Padrão: abs. do padrão = concentração conhecida do padrão
Amostra: abs. da amostra = X (concentração desconhecida da amostra)
Portanto, a concentração da amostra que queremos encontrar será igual a Abs. da mostra
multiplicada pela concentração do padrão, dividida pela absorbância do padrão. É uma regra de três
básica! As demais sentenças contêm erros: na letra b temos uma descrição de cálculo errada, na
verdade transmitância é inversamente proporcional à absorvância! Grave isso! Na
espectrofotometria não se trata de medir emissão de luz por substâncias e a lâmpada de tungstênio
emite luz visível, mas a de deutério emite radiação UV.
Gabarito: A.

8. (2016/IBFC/EBSERH-HUAP-UFF/Biomédico)
Assinale a alternativa correta. Os leitores de placas ou microplacas ELISA utilizam como
principio:

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A) Nefelometria
B) Radioimunoensiao
C) Aglutinação
D) Imunodifusão
E) Espectrofotometria
Comentário:
O leitor de ELISA é um equipamento que realiza leitura espectrofotométrica.
Gabarito: E.

9. (2015/Reis & Reis/Prefeitura Bom Despacho-SP/Técnico em Laboratório de Análises


Clínicas)
Pode chegar até 180°C. Não é recomendado utilizar material volumétrico, pois pode perder sua
calibração, também pode ser utilizada para análises físico-química:
A) Estufa de secagem
B) Capela
C) Manta de aquecimento
D) Mufla
Comentário:
Coloquei essa questão para você ver como não haverá dúvidas na hora que a banca te perguntar a
respeito da estufa!
Gabarito: A.

10. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Técnico em Análises Clínicas)


Na microscopia, para se aproveitar uma maior quantidade de luz quando a objetiva é de grande
aumento, trabalha-se com a objetiva imersa em um líquido de alta refringência. Assim pode-
se fazer convergir o feixe luminoso proveniente do condensador, captando-se aqueles raios
luminosos que, com objetivas secas, seriam perdidos. O líquido mais utilizado para essa
imersão é o:
A) óleo de cedro.
B) óleo de canola.
C) óleo de milho.
D) óleo de amêndoas.
E) óleo de amendoim.

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Comentário:
O óleo de cedro é o mais utilizado como óleo de imersão. Também podem ser utilizados substitutos
sintéticos.
Gabarito: A.

11. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Técnico em Análises Clínicas)


Em um microscópio óptico comum, o condensador tem a função de
A) ajustar o foco para que os feixes de luz aumentem a imagem.
B) formar a imagem ampliada da objetiva na região de foco da ocular.
C) aumentar a resolução da imagem focada.
D) regular o contraste no microscópio.
concentrar os raios luminosos na amostra que está sendo visualizada.
Comentário:
O condensador é o aparato localizado abaixo da platina, que concentra e direciona a luz para o
campo de visão do microscópio.
Gabarito: E.

12. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB FCG/Biomédico)


O condensador é uma peça do microscópio:
A) que possibilita o movimento da platina para melhor focalização da lâmina.
B) responsável por dar suporte às lentes oculares.
C) responsável pela troca de objetiva a ser utilizada.
D) responsável pela focalização da imagem.
E) responsável pelo ajuste de luminosidade e pela projeção de um cone de luz em um espelho,
passando pela lâmina até chegar nas objetivas.
Comentário:
Observem que o condensador é uma das partes do microscópio que sempre aparece nas questões
de prova. Ele concentra e direciona a luz para o campo de visão do microscópio, passando pela
lâmina e amostra até chegar à objetiva. Letra E é o gabarito! Se tiverem alguma dúvida, não deixem
de recorrer ao fórum.
Gabarito: E.

13. (2016/IBFC/EBSERH-HUAP-UFF/Biomédico)

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Assinale a alternativa correta sobre Microscopia óptica.


A) A observação com uma objetiva de 40 x e uma ocular de 10 x resulta em um aumento final
de 400 x
B) Permite aumentos da ordem de 5.000x, o que torna possível visualizar, por exemplo, a
estrutura da membrana nuclear
C) O óleo de imersão pode auxiliar na visualização de estruturas, especialmente no aumento
de 40x
D) O conjunto de peças ópticas de um microscópio consiste em oculares e canhão.
E) Na utilização do microscópio a peça para ajuste fino da imagem é o condensador.
Comentário:
A sentença correta é a da letra A pois para determinar o aumento de um microscópio devemos
==0==

multiplicar o aumento marcado na ocular pelo aumento da objetiva que está sendo utilizada. Vamos
ver o que há de errado com as demais alternativas. Na letra B, apenas a microscopia eletrônica
possibilitaria esse tipo de visualização. Na letra C, o correto seria dizer que no aumento de 100x é
N D E
finalmente, na letra E, o correto seria dizer que o micrometro permite o ajuste fino de imagem. O
macrométrico possibilita ajuste amplo e é utilizado para focar com o aumento pequeno, já o
micrométrico realiza o ajuste fino e é utilizado para dar uma imagem mais nítida após o objeto ter
sido focado com o macrométrico.
Gabarito: A.

14. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Biomédico)


Os microscópios são instrumentos de óptica destinados à ampliação e observação de pequenos
objetos. A objetiva, que compõe o microscópio, é
A) fortemente convergente e tem grande distância focal.
B) fracamente convergente e tem pequena distância focal.
C) fortemente divergente e tem pequena distância focal.
D) fortemente convergente e tem pequena distância focal.
E) fracamente divergente e tem grande distância focal.
Comentário:
O microscópio composto consta, em essência, de um sistema óptico formado por dois conjuntos de
lentes: a objetiva e a ocular. A objetiva é fortemente convergente e tem pequena distância focal; já
a ocular é menos convergente que a objetiva.
Gabarito: D.

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Chegamos ao fim de nossa Aula 00 (aula demonstrativa)! Espero que tenham


gostado! Destaco os microscópios, espectrofotômetros, centrífugas, potenciômetros e
suas respectivas técnicas associadas como os principais tópicos da aula de hoje, ou
seja, os mais cobrados em provas de concurso.
Ao longo do curso estou disponível por meio do fórum para tirar dúvidas e caso
queiram fazer comentários e sugestões.
Ótimos estudos e até a próxima aula!
Prof.ª Denise Rodrigues

LISTA DE QUESTÕES

1. (2016/COTEC/UNIMONTES/Pref. Guaraciama-MG/Biomédico)
Analise a figura abaixo que traz as partes básicas para o funcionamento de um
espectrofotômetro:

Em relação às funções das partes de um espectrofotômetro apresentadas na figura acima,


assinale a alternativa INCORRETA.
A) O registrador transforma a energia mecânica que chega ao detector e amplificador em sinal
elétrico.
B) O detector irá detectar a quantidade de radiação transmitida após a passagem pela amostra.
C) A lâmpada atua como fonte de radiação.
D O

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2. (2015/COTEC/UNIMONTES/Pref. Capitão Enéas-MG/Biomédico)


Os espectrofotômetros são aparelhos capazes de registrar dados de absorbância ou
transmitância em função do comprimento de onda. Das alternativas abaixo, qual representa a
sequência CORRETA dos componentes principais de um espectrofotômetro?
A) Monocromador, Fonte de Luz, Amostra, Detector e Registrador.
B) Amostra, Fonte de Luz, Monocromador, Detector e Registrador.
C) Detector, Fonte de Luz, Amostra, Monocromador e Registrador.
D) Fonte de Luz, Monocromador, Amostra, Detector e Registrador.

3. (2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HC-UFG/Biomédico)
Existem termos descritivos para tipos de centrífugas, mas não são definições rigorosas, e uma
centrífuga pode se encaixar em várias categorias. Qual é a centrífuga que pode ser utilizada
para precipitações de grande volume de etanol, peletização de bactérias, colunas rotatórias,
precipitações de proteínas e que é também conhecida como uma centrífuga de alto
desempenho?
A) Centrífuga de bancada.
B) Ultracentrífuga.
C) Centrífuga de alta velocidade.
D) Ultracentrífuga de bancada.
E) Centrífuga clínica.

4. (2015/INSTITUTO AOCP/FUNDASUS/Analista em Saúde Pública - Biomédico)


Dentro de um laboratório hospitalar, o setor que apresenta as seguintes estruturas em sua
bancada: microscópio, centrífugas (macro e micro), tubos de hemólise, tubos com
anticoagulantes, EDTA, seringas, cronômetros, banho maria, câmara de Neubauer, lâminas e
lamínulas, tubos e capilares denomina-se:
A) parasitologia.
B) microbiologia.
C) hematologia.
D) urinálise.
E) bioquímica.

5. (INSTITUTO AOCP/2015/ Biomédico - EBSERH/HE-UFSCAR)

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Com relação aos aparelhos utilizados em laboratórios, assinale a alternativa que apresenta
corretamente o nome do aparelho e sua função.
A) O densitômetro é o aparelho que mede as frações proteicas em uma eletroforese, sendo
que ele dosa também as proteínas totais.
B) O microscópio comum tem a função de permitir a visualização e contagem de células,
bactérias, fungos e vírus.
C) O espectrofotômetro, muito utilizado em bioquímica, tem a função de medir a absorbância
e ou a transmitância de uma determinada substância.
D) Centrífuga é um aparelho com função de separar partículas de uma solução na qual estão
suspensas. A ultracentrífuga trabalha em velocidade muito alta e não requer câmara
refrigerada.
E) O pHmetro é o aparelho que serve para verificar o pH das soluções. Para a medida do pH
basta colocar o eletrodo na solução que se queira medir.

6. (2014/INSTITUTO AOCP/UFC/Biomédico)
O equipamento que faz medições de pH através de um eletrodo de vidro que fica mergulhado
na solução a ser medida, é o
A) banho-maria.
B) destilador.
C) vórtex.
D) fotômetro de chama.
E) potenciômetro.

7. (2015/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HE-UFPEL/Biomédico)
Um dos aparelhos mais importantes do laboratório é o espectrofotômetro, utilizado para
análise quantitativa de substâncias contidas em uma amostra. Em relação ao assunto, assinale
a alternativa correta.
A) A medida quantitativa é realizada por meio da medida da absorbância da substância
encontrada dividida pela absorbância do padrão multiplicado pela concentração do padrão.
B) A medida quantitativa é realizada por meio da medida da absorbância do padrão dividido
pela absorbância da substância encontrada multiplicada pela concentração do padrão.
C) Nesse aparelho, pode-se também medir a transmitância, sendo esta proporcional à
absorbância.
D) Nesse aparelho, a quantidade de luz emitida por uma quantidade de substância é
inversamente proporcional à sua concentração.

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E) Todo espectrofotômetro possui uma fonte de luz, que é em geral uma lâmpada de
tungstênio para a luz visível e de deutério para a luz infravermelha.

8. (2016/IBFC/EBSERH-HUAP-UFF/Biomédico)
Assinale a alternativa correta. Os leitores de placas ou microplacas ELISA utilizam como
principio:
A) Nefelometria
B) Radioimunoensiao
C) Aglutinação
D) Imunodifusão
E) Espectrofotometria

9. (2015/Reis & Reis/Prefeitura Bom Despacho-SP/Técnico em Laboratório de Análises


Clínicas)
Pode chegar até 180°C. Não é recomendado utilizar material volumétrico, pois pode perder sua
calibração, também pode ser utilizada para análises físico-química:
A) Estufa de secagem
B) Capela
C) Manta de aquecimento
D) Mufla

10. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Técnico em Análises Clínicas)


Na microscopia, para se aproveitar uma maior quantidade de luz quando a objetiva é de grande
aumento, trabalha-se com a objetiva imersa em um líquido de alta refringência. Assim pode-
se fazer convergir o feixe luminoso proveniente do condensador, captando-se aqueles raios
luminosos que, com objetivas secas, seriam perdidos. O líquido mais utilizado para essa
imersão é o:
A) óleo de cedro.
B) óleo de canola.
C) óleo de milho.
D) óleo de amêndoas.
E) óleo de amendoim.

11. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Técnico em Análises Clínicas)

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Em um microscópio óptico comum, o condensador tem a função de


A) ajustar o foco para que os feixes de luz aumentem a imagem.
B) formar a imagem ampliada da objetiva na região de foco da ocular.
C) aumentar a resolução da imagem focada.
D) regular o contraste no microscópio.
concentrar os raios luminosos na amostra que está sendo visualizada.

12. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Biomédico)


O condensador é uma peça do microscópio:
A) que possibilita o movimento da platina para melhor focalização da lâmina.
B) responsável por dar suporte às lentes oculares.
C) responsável pela troca de objetiva a ser utilizada.
D) responsável pela focalização da imagem.
E) responsável pelo ajuste de luminosidade e pela projeção de um cone de luz em um espelho,
passando pela lâmina até chegar nas objetivas.

13. (2016/IBFC/EBSERH-HUAP-UFF/Biomédico)
Assinale a alternativa correta sobre Microscopia óptica.
A) A observação com uma objetiva de 40 x e uma ocular de 10 x resulta em um aumento final
de 400 x
B) Permite aumentos da ordem de 5.000x, o que torna possível visualizar, por exemplo, a
estrutura da membrana nuclear
C) O óleo de imersão pode auxiliar na visualização de estruturas, especialmente no aumento
de 40x
D) O conjunto de peças ópticas de um microscópio consiste em oculares e canhão.
E) Na utilização do microscópio a peça para ajuste fino da imagem é o condensador.

14. (2017/INSTITUTO AOCP/EBSERH-HUJB UFCG/Biomédico)


Os microscópios são instrumentos de óptica destinados à ampliação e observação de pequenos
objetos. A objetiva, que compõe o microscópio, é
A) fortemente convergente e tem grande distância focal.
B) fracamente convergente e tem pequena distância focal.
C) fortemente divergente e tem pequena distância focal.

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D) fortemente convergente e tem pequena distância focal.


E) fracamente divergente e tem grande distância focal.

GABARITO

1. A 8. E
2. D 9. A
3. C 10. A
4. C 11. E
5. C 12. E
6. E 13. A
7. A 14. D

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- http://www.pucrs.br/edipucrs/online/microscopia.pdf

- http://genoma.ib.usp.br/sites/default/files/protocolos-de-aulas-
praticas/genoma_protocolo_microscopia_mar20111.pdf

- http://www.lb.ufs.br/ap/P1.pdf

- http://www.vidrariadelaboratorio.com.br/vidrarias-de-laboratorio-2/

- Blog de Vidraria de Laboratório. Relação de produtos mais utilizados em laboratórios.


Disponível em: http://www.vidrariadelaboratorio.com.br/. Acessado em: 27 de julho
de 2016.

- http://www2.fc.unesp.br/lvq/prexp02.htm. Acessado em: 27 de julho de 2016.

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- Blog de Vidraria de Laboratório. Relação de produtos mais utilizados em laboratórios.


Disponível em:

- http://www.vidrariadelaboratorio.com.br/. Acessado em: 27 de julho de 2016.

- http://www2.fc.unesp.br/lvq/prexp02.htm. Acessado em: 27 de julho de 2016.

http://www.sorocaba.unesp.br/Home/CIPA/Treinamento_para_utilizacao_de_laboratorios_quimic
os_e_biologicos_leitura.pdf. Acessado em: 27 de julho de 2016.

- http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA1eMAC/laboratorio-quimica-geral-quimica-
basica?part=2. Acesso em 27 de julho de 2016.

- http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe8EQAB/destilador

- http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Agitador_magn%C3%A9tico.

- http://www.infoescola.com/materiais-de-laboratorio/espectrofotometro/

- http://www.ufrgs.br/leo/site_espec/componentes.html

- AMORIM, L. BURTH, P. Vidrarias e utensílios de laboratório. Universidade Federal


Fluminense – Departamento de Biologia Celular e Molecular

- http://www.prolab.com.br/produtos/equipamentos-para-laboratorio

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/15228/Como%20funci
ona%20uma%20autoclave.pdf?sequence=2

- http://www.lb.ufs.br/lcb/index.php/phmetro

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- http://www.fontedosaber.com/biologia/saiba-mais-sobre-o-microscopio.html

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