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CULPA ELÍDIO PEDRO

PROPOSTA DE UM MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA

MICROCONTROLADO COM COMUNICAÇÃO SEM FIO

MONOGRAFIA: ENGENHARIA MECATRÓNICA

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

CURSO DE ENGENHARIA MECATRÓNICA

BEIRA

2018

i
UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

ENGENHARIA MECATRÓNICA

PROPOSTA DE UM MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA

MICROCONTROLADO COM COMUNICAÇÃO SEM FIO

Autor: Culpa Elídio Pedro

BEIRA

2018

ii
UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

ENGENHARIA MECATRÓNICA

PROPOSTA DE UM MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA

MICROCONTROLADO COM COMUNICAÇÃO SEM FIO

Autor: Culpa Elídio Pedro

Orientador: Msc. Paulino Muguirrima

Co-orientador: Eng. Orlando Viana Guta

Co-orientador: Eng. André Lisboa da Conceição Júnior

Monografia apresentada à Faculdade de


Ciências e Tecnologia como requisito
parcial à obtenção do título de Licenciatura
em Engenharia Mecatrónica

BEIRA

2018

UNIVERSIDADE ZAMBEZE
iii
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

ENGENHARIA MECATRÓNICA

PROPOSTA DE UM MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA

MICROCONTROLADO COM COMUNICAÇÃO SEM FIO

Autor

_____________________________

(Culpa Elídio Pedro)

Orientador

_____________________________

(dr. Paulino Muguirrima)

Co-orientador

_____________________________

(Eng. Orlando Viana Guta)

Co-orientador

_____________________________

(Eng. André Lisboa da Conceição Júnior)

BEIRA

2018

iv
Declaração de Autoria Própria

Eu Culpa Elídio Pedro, declaro que esta Monografia é fruto do meu próprio trabalho, e
está sendo submetido para à obtenção do grau de Licenciado em Engenharia
Mecatrónica pela Universidade Zambeze, Beira.

Ela não foi submetida antes para a obtenção de nenhum grau ou para avaliação em
nenhuma outra instituição de ensino superior.

_________________________________

(Culpa Elídio Pedro)

BEIRA

2018

I
Culpa Elídio Pedro

Monografia aprovada em ____ de ________________ de 201_, como requisito parcial


para obtenção do grau de Licenciatura em Engenharia Mecatrónica na Faculdade de
Ciências e Tecnologia - Universidade Zambeze.

___________________________________________

(Msc. Paulino Muguirrima)

(Orientador da Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Zambeze)

II
EPIGRAFO

“Os obstáculos são aquelas coisas medonhas, que você vê quando tira os olhos do seu
objectivo”.

Henry Ford
III
ÍNDICE
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................ VII
DEDICATÓRIA ........................................................................................................................ VIII
RESUMO ..................................................................................................................................... IX
ABSTRACT .................................................................................................................................. X
LISTA DE TABELAS ................................................................................................................. XI
LISTA DE FIGURAS ................................................................................................................. XII
LISTA DE ABREVIATURAS .................................................................................................. XIII
CAPITULO I: INTRODUÇÃO ................................................................................................. XIV
Introdução .............................................................................................................................. XIV
Problema ................................................................................................................................ XIV
OBJECTIVOS ......................................................................................................................... XV
Objectivo Geral ................................................................................................................... XV
Objectivos específicos ......................................................................................................... XV
Justificativa ............................................................................................................................. XV
Hipóteses ................................................................................................................................ XVI
Metodologia de Pesquisa....................................................................................................... XVII
CAPITULO II: MARCO TEÓRICO E CONTEXTUAL ........................................................... 21
1. COMUNICAÇÃO SEM FIO .................................................................................................. 21
1.1 Bluetooth e Redes Pessoais[Personal Area Network(PANs)] ........................................... 21
2. COMUNICAÇÃO BLUETOOTH .......................................................................................... 23
2.1 Bluetooth ........................................................................................................................... 23
2.2 Arquitectura....................................................................................................................... 24
2.2.1 Piconets .......................................................................................................................... 24
2.2.2 Scatternet ........................................................................................................................ 25
2.3 Camadas Bluetooth............................................................................................................ 26
2.4 Camada de Rádio .............................................................................................................. 26
2.4.1 Banda.............................................................................................................................. 27
2.4.2 FHSS .............................................................................................................................. 27
2.4.3 Modulação ...................................................................................................................... 27
2.5 Camada Banda Base .......................................................................................................... 27
2.5.1 TDMA ............................................................................................................................ 27
2.5.1.1 Comunicação Mestre-Escravo ................................................................................. 28
2.6 Links Físicos ...................................................................................................................... 28

IV
2.6.1 SCO ............................................................................................................................ 28
2.6.2 ACL ............................................................................................................................ 29
2.7 L2CAP............................................................................................................................... 29
3. DESCRIÇAO DOS DISPOSITIVOS ELECTRÓNICOS ...................................................... 29
3.1 Microcontrolador............................................................................................................... 29
4. ARQUITECTURA DE MICROCONTROLADORES........................................................... 31
4.1 Arquitectura Havard e a Filosofia Risc ............................................................................. 31
4.2 A Estruturação Interna do PIC16F877A ........................................................................... 32
5. AUTOMAÇÃO ....................................................................................................................... 33
5.1 SENSOR ............................................................................................................................... 35
5.1.1 Sensor de fluxo de água 1/2 ........................................................................................... 36
6. PROGRAMAÇÃO EM Linguagem C PARA MICROCONTROLADORES PIC ................ 37
6.1 Linguagem C ..................................................................................................................... 37
6.2 Vantagens e Desvantagens ................................................................................................ 38
6.2 SOFTWARE........................................................................................................................... 38
6.2.1 Proteus ............................................................................................................................ 38
6.2.2 Compilador C CCS......................................................................................................... 39
6.2.2.1 Estrutura de um programa ....................................................................................... 39
7. DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE MEDIÇÃO DO VOLUME DE ÁGUA ......................... 40
7.1 Medição De Vazão ............................................................................................................ 41
7.2 Sistema de Medição de Vazão .......................................................................................... 41
7.3 Sensor de efeito Hall ..................................................................................................... 43
7.4 Características do efeito Hall ........................................................................................ 43
8. LOGICA DE PROGRAMAÇÃO ........................................................................................... 44
8.1 Definição ........................................................................................................................... 44
8.2 Funções de Controle de Fluxo........................................................................................... 44
8.3 Comando if-else ............................................................................................................ 45
CAPITULO III: DESENHO DA PROPOSTA DO MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA ... 45
1. DIMENSIONAMENTO DO MEDIDOR DE FLUXO DE ÁGUA........................................ 45
1.1 Sensor Hall de fluxo de água YF-S201 ............................................................................. 45
1.2 Relação da Tensão gerada e vazão ................................................................................ 46
1.3 Características do Sensor de Fluxo de Água 1/2 ........................................................... 46
1.4 Especificações do Sensor de Fluxo de Água 1/2 ........................................................... 47
2. LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO PARA O DESENHO DO EQUIPAMENTO .................... 48

V
2.1 Conexões e Módulo Bluetooth .......................................................................................... 48
2.2 Fluxograma de Funcionamento do Equipamento .............................................................. 50
3. SIMULAÇÃO DO MODELO DESENVOLVIDO NO PROTEUS ....................................... 51
3.1 Cálculo do Resistor de Protecção do Díodo ...................................................................... 51
3.2 Descrição do funcionamento do circuito Electrónico ....................................................... 52
CONCLUSÃO ............................................................................................................................ 55
RECOMENDAÇÕES ................................................................................................................. 56
BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 57
ANEXOS..................................................................................................................................... 59
I. Modelo do Circuito Hidráulico da Proposta ........................................................................ 59
II. Circuito Electrónico do Projecto ........................................................................................ 60
III. Código fonte para o PIC16F877A ..................................................................................... 61
IV. Exemplo de montagem do Sensor YF-S201 ..................................................................... 62
V. Funções dos pinos do LCD ................................................................................................ 63
VI. Chapa característica da Electrobomba Instalada ............................................................... 64
VII. Especificação dos Pinos do PIC16F877A ....................................................................... 65

VI
AGRADECIMENTOS

A Deus, pela força divina em todos os momentos.

Agradeço a minha família, em particular ao meu irmão mais velho, o Sr. Alcídio da
Cruz Gouveia pelos ensinamentos que me deu desde a infância e pelo apoio que tem
vindo me proporcionado em quase tudo que eu preciso.

Ao meu irmão Algy Chafy, pelos ensinamentos, pela atenção, pelas direcções e pelo
jeito que me faz ver as coisas da vida quotidiana.

Agradecer a minha namorada, a senhorita Diocentina Dionísio Domingos por me


fazer feliz e por acreditar no meu potencial.

Ao meu supervisor o Senhor Msc. Paulino Muguirrima pela paciência e por me ter
guiado e ajudado a fazer este trabalho.

Ao meu co-supervisor e amigo o Senhor Eng. Orlando Viana Guta pela paciência e
por me ter guiado e ajudado a fazer este trabalho.

Ao meu co-supervisor o Senhor Eng. André Lisboa da Conceição Júnior, pelos


ensinamentos e por me ter guiado e ajudado a fazer este trabalho.

Agradeço ao meu caro amigo, o Eng.º João Rodrigues por me ter ajudado e me dado
direcções para a culminação da pesquisa.

A todos aqueles que colaboraram para a realização deste trabalho.

VII
DEDICATÓRIA

Ao meu pai, o Sr. Elídio Culpa Pedro.

VIII
RESUMO
Na empresa Aeroporto Internacional de Nampula, no sector responsável pela
Manutenção de dispositivos e Equipamentos Eléctricos que também zela pelo
bombeamento de água, tem-se notado o desconforto e o não acesso directo às
informações de consumo de água. Actualmente, o controle da quantidade de água que se
gasta é restrito a um acompanhamento mensal, através da leitura realizada pela
companhia de saneamento de cada região e relativo ao consumo total da residência.
Pretende-se com este projecto de pesquisa apresentado, propor um modelo de medidor de
fluxo de água microcontrolado com comunicação sem fio que vai ajudar ao pessoal
técnico e ao sector responsável pela manutenção de dispositivos e equipamentos
eléctricos do Aeroporto Internacional de Nampula a fazer a melhor gestão do consumo
da água. O medidor de fluxo de água estará ligado ao microcontrolador por meio de
jumpers e enviará informações em pulsos de tensão para o mesmo. E por meio de um
celular ou dispositivo Andróide do sector que estará emparelhado com um módulo
Bluetooth hc-05 que estará ligado ao microcontrolador PIC16F877A, poderão visualizar-
se as informações de consumo da água em litros. Este modelo será vantajoso para as
empresas que gostariam de manter o seu padrão de consumo de água em uma certa faixa
de valores.

Palavras-chave: Bluetooth, medidor, automação, ADM, microcontrolador, sensor.

IX
ABSTRACT
At the company Nampula International Airport, in the sector responsible for the
Maintenance of Electrical Devices and Equipment that also care for water pumping, we
have noticed the discomfort and the lack of direct access to water consumption
information. At present, the control of the quantity of water that is spent is restricted to
a monthly monitoring, through the reading made by the sanitation company of each
region and relative to the total consumption of the residence. The aim of this research
project is to propose a micro-controlled water flow meter with wireless communication
that will help the technical personnel and the sector responsible for the maintenance of
electrical devices and equipment of Nampula International Airport to make the best
management of water consumption. The water flow meter will be connected to the
microcontroller by means of jumpers and will send information in voltage pulses to the
microcontroller. And through a mobile or Android device in the sector that will be
paired with a Bluetooth module hc-05 that will be connected to the PIC16F877A
microcontroller, the consumption information of the water in liters can be visualized.
This model will be advantageous for companies that would like to maintain their water
consumption pattern over a certain range of values.

Keywords: Bluetooth, Meter, Automation, ADM, Microcontroller, Sensor.

X
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Canais IEEE 802.11b para padrões de WLAN, DS-SS e FH-SS. .................. 22

XI
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Exemplo de uma PAN conforme fornecido pelo padrão Bluetooth................ 23
Figura 2: Piconet. ............................................................................................................ 25
Figura 3: Scatternet. ........................................................................................................ 26
Figura 4: Camadas Bluetooth. ........................................................................................ 26
Figura 5: Comunicação mestre-escravo. ........................................................................ 28
Figura 6: Formato do pacote de dados L2CAP. ............................................................. 29
Figura 7: Microcontrolador PIC16F877A. ..................................................................... 31
Figura 8: Pinos e o Microcontrolador PIC16F877A. ..................................................... 33
Figura 9: Diagrama de blocos de um sistema de Automação......................................... 35
Figura 10: Sensor de fluxo de água 1/2. ......................................................................... 37
Figura 11: Estrutura básica de um programa. ................................................................. 40
Figura 12: Corrente em um condutor sem campo magnético presente. ......................... 43
Figura 13: Corrente em um condutor com a presença de um campo magnético
perpendicular. ................................................................................................................. 44
Figura 16: Ilustração do comando if-else. ...................................................................... 45
Figura 14: Funcionamento do sensor de fluxo de água. ................................................. 46
Figura 15: Imagem de um Potenciómetro de 10k........................................................... 47
Figura 17: Ilustração de parte do código pelo CCS. ....................................................... 48
Figura 18: Módulo bluetooth hc-05. ............................................................................... 49
Figura 19: Ilustração do display 16x4. ........................................................................... 49
Figura 21: Tela de início de sessão. ................................................................................ 50
Figura 22: Ilustração da tela de contagem em litros. ...................................................... 50
Figura 23: Fluxograma para a proposta. ......................................................................... 51
Figura 24: Cálculo do resistor limitador de corrente no LED. ....................................... 52
Figura 25: Circuito electrónico em simulação. ............................................................... 53
Figura 26: Ilustração do LED piscando. ......................................................................... 54
Figura 27: Ilustração depois de passar dos 500L. ........................................................... 54

XII
LISTA DE ABREVIATURAS
RF - Rádio frequência

LANs - Local Area Networks

WLAN - Wireless Local Area Network

PANs - Personal Area Networks ou Redes de área pessoal

FEC - Forward Error Control ou Controle de Erro Directo

ARQ - Automatic Repeat Request ou Repetição Automática de Requisição

FHSS - Frequency-Hopping Spread Spectrum

DSSS - Direct-Sequence Spread Spectrum

PCs - Personal Computers ou Computadores Pessoais

CPU - Central Processing Unit ou Unidade de Processamento Central

TDD-TDMA - Time-Division Duplexing TDMA

SCO - Synchrounouns Connection-Oriented

ACL - Asynchronouns Connectionless Link

LED - Light Emitting Diode ou Díodo Emissor de Luz

LCD - Liquid Crystal Display ou Visor de Cristal Líquido

ULA - Unidade Lógica e Aritmética

CI - Circuito Integrado

PWMs - Pulse Width Modulations

OPCODE - Operation Code ou Código de Operação

RISC - Reduced Instruction Set Computer

PICs - Programmable Inteligent Computers

PROM - Programmable Read Only Memory

RAM - Random Access Memory

ADM/NP - Aeroportos de Moçambique/Nampula

XIII
CAPITULO I: INTRODUÇÃO

Introdução
A empresa Aeroporto Internacional de Nampula, situado na cidade de Nampula é uma
empresa pública que fornece serviços de aviação garantindo a decolagem e a aterragem
segura dos aviões, fazendo a gestão do espaço das aeronaves e o parque de
estacionamento de viaturas.
Tem se notado o não acesso directo as informações de consumo de água no Aeroporto
Internacional de Nampula, visto que a entidade responsável pela leitura do consumo de
água é a companhia de saneamento de cada região.
Pretende-se com esta pesquisa propor um modelo de medidor de consumo de água
microcontrolado com comunicação sem fio que tem como finalidade garantir que os
técnicos responsáveis pelo bombeamento de água no Aeroporto Internacional de
Nampula terão as informações de consumo de água em tempo real mantendo o
monitoramento eficiente e a melhor gestão de consumo da água na mesma.

Problema
Diante do cenário actual, do Aeroporto Internacional de Nampula, o presente trabalho
visa na proposta de um modelo de medidor de fluxo de água, centrando-se
principalmente na disponibilidade e facilidade de monitoramento de seu consumo e
acesso às informações.

Com o resultado dos métodos científicos utilizados na análise do Aeroporto


Internacional de Nampula, através de observação foram identificadas as seguintes
manifestações fácticas:

 Falta de informação concisa e credível sobre a quantidade de água que a


empresa Aeroporto Internacional de Nampula esta consumindo diariamente;

 Limitação na disponibilidade e acesso directo às informações de consumo da


água;

Acima mencionadas as manifestações fácticas chega-se a identificar o problema


da investigação como sendo o seguinte:

Como ter a informação em tempo real da quantidade de água que a empresa


Aeroporto Internacional de Nampula(ADM/NP) está consumindo?
XIV
Com esse medidor de consumo de água microcontrolado com comunicação sem fio,
poderá fazer-se a leitura em tempo real, tendo o melhor monitoramento do sistema de
abastecimento de água. Contudo, os técnicos do sector responsável pela manutenção de
dispositivos e equipamentos eléctricos e mecânicos da empresa Aeroporto Internacional
de Nampula que também são responsáveis pelo sistemas de bombeamento de água para
os estabelecimentos do Aeroporto, irão fazer um bom monitoramento do consumo de
água e sempre irão manter-se informados sobre a quantidade de água que a
concessionaria local está fornecendo. Poderão saber quando abastecerem a partir do
poço e tendo como informação adicional, a previsão das taxas a pagar na factura
seguinte.

OBJECTIVOS

Objectivo Geral
Desenhar um medidor de consumo de água microcontrolado com comunicação sem fio.

Objectivos específicos
• Apresentar a descrição do processo de medição do volume de água usado
actualmente;

• Dimensionar o medidor de fluxo de água para o projecto;

• Apresentar a lógica de programação para o medidor de fluxo de água


microcontrolado com comunicação sem fio;

• Simular o modelo do medidor de consumo de água microcontrolado com


comunicação sem fio desenvolvido no software Proteus.

Justificativa
Actualmente o controle da quantidade de água que se gasta é restrito a um
acompanhamento mensal através da leitura realizada pela companhia de saneamento de
cada região e relativo ao consumo total de uma residência, um estabelecimento
comercial ou industrial, porém, esta estratégia não permite que os consumidores saibam
o consumo exacto de um ponto especifico da unidade consumidora como uma torneira,
uma máquina de lavar ou um chuveiro. O tema do projecto de pesquisa abordado vai
contribuir para o crescimento do conhecimento científico e para a empresa Aeroporto

XV
Internacional de Nampula a ter a informação de consumo da água em tempo real a partir
de um celular Andróide e a fazer a boa gestão e o monitoramento de forma a garantir a
sustentabilidade da empresa.
O medidor de consumo de água microcontrolado com comunicação sem fio vai
contribuir para os avanços da ciência e tecnologia em Moçambique, garantindo a
melhor confiabilidade dos consumidores da água.
Propõe-se neste projecto de pesquisa um medidor de consumo de água diferente dos
que a companhia de saneamento disponibiliza e que a empresa Aeroporto Internacional
de Nampula terá o proveito de ter os dados de consumo em tempo real, eficiência na
medição e bom monitoramento do consumo de água.
Porém, o mercado oferece poucas soluções para os consumidores e um método simples
de acompanhar os gastos de um ponto específico. Actualmente com a ajuda de
ferramentas da ciência e tecnologia é possível monitorar com mais precisão a
quantidade de água que está se consumindo em um determinado estabelecimento
residencial, comercial ou industrial através de dispositivos como os telemóveis
Andróide.

Hipóteses
Se a empresa Aeroporto Internacional de Nampula com os avanços da ciência e
tecnologia investir em um modelo de medidor de fluxo de água electrónico ou
automático, poderá melhorar o monitoramento e garantir que haja poupança no
consumo de água.

Com o desenho de um modelo de um medidor de consumo de água microcontrolado


com comunicação sem fio para a empresa Aeroporto Internacional de Nampula, poderá
aumentar-se a precisão na medição do fluxo de água que se esta consumindo, garantindo
que os responsáveis pelo bombeamento de água estejam informados e saibam quando
colocar o abastecimento a partir do poço de reserva de água.

Proporcionando um medidor de consumo de água totalmente autónomo com


comunicação sem fio e monitorados a partir de microcontroladores, poder-se-á ter as
informações de consumo de água em tempo real contribuindo para o desenvolvimento
sustentável da empresa Aeroporto Internacional de Nampula.

XVI
Metodologia de Pesquisa
Para alcançar os objectivos específicos definidos anteriormente, foram utilizados os
seguintes métodos.

 Histórico - lógico na análise da literatura, documentação técnica ligada a


medição de vazão, que permitiu entre toda a lógica para determinar a
investigação e as tendências futuras ligadas a medição do consumo de água,
permitindo a melhor compreensão da pesquisa.
 Hermenêutico - dialéctico que consiste em uma metodologia interactiva, usada
ao longo da pesquisa na compreensão, explicação e interpretação do objecto e
campo de acção.
 Análise - síntese consistiu no processamento de informação obtidas em
documentos e literaturas, no que tange a características do objecto e o alcance da
investigação para tirar devidas conclusões.
 Métodos e técnicas empíricas
 Entrevista aos técnicos do sector de Manutenção Eléctrica da empresa Aeroporto
Internacional de Nampula, cujos mesmos são responsáveis pelo bombeamento de
água para as instalações da empresa.
 Pesquisas com o canalizador do Aeroporto Internacional de Nampula, a fim de
avaliar o estado actual do monitoramento e o modelo da proposta.
 Revisão de documentos para dar mais consistência na fundamentação do campo
de acção do projecto de pesquisa.

XVII
CAPITULO II: MARCO TEÓRICO E CONTEXTUAL
Será apresentada uma descrição sucinta do processo de medição do consumo de água
empregue actualmente no sector de Manutenção Eléctrica do Aeroporto Internacional de
Nampula e também serão citados e abordados os principais elementos necessários à
concepção do projecto. Para tal, serão descritas as características principais, aplicações e
seu estado actual no que tange ao seu funcionamento.

1. COMUNICAÇÃO SEM FIO


A capacidade de se comunicar com pessoas em movimento evoluiu bastante desde que
Guglielmo Marconi demonstrou a capacidade do rádio de fornecer contacto contínuo
com navios navegando pelo canal inglês. Isso foi em 1897, e desde então novos métodos
e serviços de comunicações sem fio têm sido entusiasticamente adoptados em todo o
mundo. Particularmente nos dez últimos anos, o sector de comunicações móveis via
rádio cresceu em ordem de grandeza, alimentado por melhorias na fabricação de
circuitos digitais e de radiofrequência(RF), bem como pela nova integração de circuitos
em grande escala e outras tecnologias de miniaturização que tornaram os equipamentos
portáteis de rádio ainda menores, mais baratos e mais confiáveis. As técnicas de
comutação digital facilitaram a implantação, em larga escala, de redes de comunicação
de rádio fáceis de usar e a preços acessíveis. Essas tendências continuarão em um ritmo
ainda maior durante a próxima década (Rappaport, 2009).

A comunicação sem fios é uma das tecnologias que mais tem crescido nos últimos anos.
A demanda pela conexão de dispositivos sem a utilização de cabos aumentou
vertiginosamente em todo o mundo. Actualmente, as LANs sem fios são encontradas em
campos universitários, escritórios de empresas e em áreas públicas. Nas residências, uma
LAN sem fios (Wireless LAN - WLAN) pode combinar a mobilidade do usuário,
conectividade e velocidade de acesso à Internet (Forouzan, 2006).

1.1 Bluetooth e Redes Pessoais[Personal Area Network(PANs)]


Com base nos passos revolucionários que a tecnologia sem fio tomou durante as duas
últimas décadas, os fabricantes de aparelhos electrónicos recentemente observam que
existe uma imensa apreciação do consumidor para remover os fios (Rappaport, 2009). A
capacidade de substituir os cabos desajeitados que conectam dispositivos uns aos outros

21
(como cabos de impressora, cabos de telefone, fios que conectam um computador
pessoal a um mouse) por uma conexão invisível, sem fio, de curto alcance e baixa
potência, ofereceria conveniência e flexibilidade. Além disso, a conectividade sem fio
possibilitaria movimentar equipamentos em um escritório, bem como a comunicação
colaborativa entre indivíduos, seus aparelhos e ambiente (Rappaport, 2009).

Bluetooth opera na banda ISM de 2,4 GHz (2400 - 2483,5 MHz) e usa um esquema de
salto de frequência TDD para cada canal de rádio. Cada canal de rádio Bluetooth tem
uma largura de banda de 1 MHz e saltos a uma taxa de aproximadamente 1600 saltos por
segundo. As transmissões são realizadas em slots de 625 microsegundos com um único
pacote transmitido em um único slot. Para longas transmissões de dados, usuários em
particular podem ocupar múltiplos slots usando a mesma frequência de transmissão,
reduzindo assim a taxa de salto instantânea para menos de 1600 saltos por segundo. O
esquema de salto de frequência de cada usuário Bluetooth é determinado a partir de um
código cíclico de tamanho 227 - 1, e cada usuário tem uma taxa de sinalização de canal de
1Mbps usando a modulação GFSK. O padrão foi projectado para dar suporte à operação
em níveis de interferência muito altos, e conta com uma série de esquemas de
Codificação de Controle de Erro Directo [Forward Error Control (FEC)] e de Repetição
Automática de Requisição [Automatic Repeat Request (ARQ)] para dar suporte a uma
taxa de erro de bit por canal de aproximadamente 10-3 (Rappaport, 2009).

Diferentes países alocaram diversos canais para operação Bluetooth. Nos Estados
Unidos e na maioria da Europa, a banda ISM FHSS de 2,4GHz está disponível para o uso
do Bluetooth (ver tabela abaixo). Uma lista detalhada dos estados é definida no padrão
Bluetooth para dar suporte a uma grande gama de aplicações, aparelhos e usos em
potencial da rede pessoal. Áudio, texto, dados e até mesmo vídeo são contemplados no
padrão Bluetooth. A figura1 oferece uma representação do conceito de Bluetooth na qual
um gateway com a Internet via IEEE 802.11b aparece como uma possibilidade
conceitual (Rappaport, 2009).

Tabela 1: Canais IEEE 802.11b para padrões de WLAN, DS-SS e FH-SS.

Fonte: (Rappaport, 2009)

País Faixa de frequência disponível Canais DSSS Canais FHSS


disponíveis disponíveis
Estados 2,4 a 2,4835 GHz 1 até 11 2 até 80
Unidos

22
Canadá 2,4 a 2,4835 GHz 1 até 11 2 até 80
Japão 2,4 a 2,497 GHz 1 até 14 2 até 95
França 2,4465 a 2,4835 GHz 10 até 13 48 até 82
Espanha 2,445 a 2,4835 GHz 10 até 11 47 até 73
Restante da 2,4 a 2,4835 GHz 1 até 13 2 até 80
Europa

Figura 1: Exemplo de uma PAN conforme fornecido pelo padrão Bluetooth.

Fonte: (Rappaport, 2009)

O comité de padrões IEEE 802.15 foi formado com a finalidade de oferecer um fórum
internacional para desenvolver Bluetooth e outras PANs que interconectam PCs de bolso,
assistentes digitais pessoais (PDAs), telefones celulares, projectores e outros aparelhos.
Com a rápida proliferação dos computadores vestíveis, como PDAs, telefones celulares,
cartões inteligentes e dispositivos de localização, as PANs podem oferecer conexão com
uma área inteiramente nova de recuperação e monitorização remota do mundo ao nosso
redor (Rappaport, 2009).

2. COMUNICAÇÃO BLUETOOTH

2.1 Bluetooth
Bluetooth é um nome da tecnologia WLAN (Wireless Local Area Network) desenvolvida
para conectar dispositivos de diferentes funcionalidades como telefones, notebooks,
computadores(desktop ou laptop), câmaras, impressoras, cafeteiras e assim por diante
(Forouzan, 2006). Uma LAN Bluetooth é uma rede ad hoc formada espontaneamente,
isto é, os dispositivos, às vezes denominados gadgets (equipamentos electrónicos, em

23
geral, pequenos e modernos), localizam uns aos outros e estabelecem uma rede
denominada piconet. Uma LAN Bluetooth pode até mesmo se conectar à internet, se um
dos gadgets tiver esta capacidade. Por natureza, uma LAN Bluetooth não pode ser
grande. Em geral, é um caos quando muitos gadgets tentam se conectar à rede
(Forouzan, 2006).
A tecnologia Bluetooth possui muitas aplicações. Actualmente, vários periféricos de
computador se comunicam com a CPU através dessa tecnologia (por exemplo, mouse e
teclado). Dispositivos de monitoramento podem se comunicar com sensores num
pequeno centro de tratamento médico. Dispositivos de segurança residencial podem
utilizar esta tecnologia para conectar diferentes sensores a um controlador central de
segurança. Os participantes de uma reunião podem sincronizar os respectivos
computadores portáteis com o computador da pessoa que conduz a reunião (Forouzan,
2006).
Bluetooth é um padrão aberto que foi abraçado por mais de mil fabricantes de aparelhos
electrónicos. Ele oferece uma técnica específica que permite que vários dispositivos se
comuniquem um com o outro dentro de uma faixa nominal de dez metros. O padrão
Bluetooth visa a unificar as tarefas de conectividade dos aparelhos dentro do espaço de
trabalho pessoal de um indivíduo (Rappaport, 2009).

Bluetooth foi desenvolvido originalmente pela Ericsson Company. A origem do nome


foi uma homenagem ao rei unificador da Dinamarca Harald Blaatand (940-981).
Blaatand foi traduzido para Bluetooth em Inglês.
Hoje, a tecnologia Bluetooth é a implementação de um protocolo definido pelo padrão
IEEE 802.15. O padrão define uma rede sem fio denominada Personal-Area Network
(PAN) para operar numa área do tamanho de uma sala. Este escopo de rede gravita em
torno do indivíduo. Possuí um alcance pequeno, mas efectua a comunicação entre
dispositivos pessoais (Forouzan, 2006).

2.2 Arquitectura
Bluetooth define dois tipos de redes: piconets e scatternet. Para esta aplicação usaremos
o tipo Piconets, porém teremos uma estação mestre e a outra escrava.

2.2.1 Piconets
Uma rede Bluetooth é denominada uma piconet. Uma piconet pode ter até oito estações,
uma das quais é eleita mestre e as demais os escravos. Todas estações escravas
sincronizam os relógios e sequência de saltos com a estação mestre. Uma piconet pode

24
ter uma única estação mestre. A comunicação entre o mestre e os escravos pode ser
ponto a ponto ou multiponto. A figura 2.2.1 apresenta essa ideia.

Figura 2: Piconet.

Fonte: www.teleco.com.br/imagens/tutoriais/tutorialblue_figura2.gif

Embora uma piconet possa ter um máximo de sete escravos é possível adicionar um
oitavo no estado estacionado (parked state). Um escravo no estado estacionado fica
sincronizado com o mestre, mas não pode tomar parte da comunicação até ser movido do
estacionamento. Já que somente oito estações podem estar activas num piconet, retirar
uma estação do estado estacionado significa levar uma das estações activas para o estado
estacionado.

2.2.2 Scatternet
As piconets podem ser combinadas de modo a formar uma scatternet. Uma estação
escrava numa piconet pode tornar-se a mestre noutra piconet. Esta estação pode receber
mensagens do mestre da primeira piconet (como escrava) e agir como mestre
repassando-as às escravas na segunda piconet. Uma estação pode pertencer
simultaneamente a duas piconets. A figura a seguir(ver figura 3) ilustra uma scatternet.

25
Figura 3: Scatternet.

Fonte: www.teleco.com.br/imagens/tutoriais/tutorialblue_figura3.gif

2.3 Camadas Bluetooth


Bluetooth utiliza muitas camadas que não concordam necessariamente com o modelo da
Internet definida consoante as camadas: camada física, camada de enlace, camada de
rede, camada de transporte e a camada de aplicação, porém a figura 4 mostra o modelo
de camadas Bluetooth.

Figura 4: Camadas Bluetooth.

Fonte: (Forouzan, 2006)

2.4 Camada de Rádio


Grosso modo, a camada de rádio equivale à camada física do modelo da Internet.
Dispositivos Bluetooth são dispositivos de baixa potência e têm alcance de 10 m.

26
2.4.1 Banda
Como dissemos, o bluetooth opera numa faixa ISM centrada em 2,4 GHz dividida em 79
canais espaçados de 1 MHz.

2.4.2 FHSS
Bluetooth utiliza o método FHSS, definido anteriormente, na camada física para evitar
interferência de outros dispositivos ou redes. O mestre Bluetooth salta 1600 vezes por
segundo, isto é, cada dispositivo muda a frequência de modulação 1600 vezes por
segundo. Um dispositivo usa uma frequência de transmissão durante somente 625 µs
(1/1600 s) antes de saltar para a próxima. Assim, o tempo de habilitação é 625 µs
(Forouzan, 2006).

2.4.3 Modulação
A tecnologia Bluetooth usa uma versão sofisticada da modulação FSK para transformar
bits em sinal electromagnético. Esta modulação é denominada GFSK (Gaussian FSK). A
técnica FSK possui uma frequência portadora. O bit 1 é representado por um
deslocamento de frequência abaixo da portadora. As frequências portadoras, em MHz,
são definidas de acordo com a seguinte fórmula para cada canal:

𝑓𝑖 = 2402 + 𝑛, 𝑛 = 0,1,2,3, … 78 Equação (2.4.3)

Por exemplo, o primeiro canal usa portadora em 2402 MHz (2,042 GHz), o segundo
canal usa portadora em 2403 MHz (2,403 GHz) e assim por diante.

2.5 Camada Banda Base


Esta camada é equivalente à subcamada MAC nas LANs. O método de acesso utilizado é
TDMA (veja sessão a seguir). O mestre e o escravo se comunicam usando time-slots. O
tamanho de um time-slot é exactamente igual ao tempo de habilitação do canal, ou seja,
625 µs. Isto quer dizer, no intervalo de tempo que uma frequência é utilizada, o mestre
envia um frame() para o escravo ou vice-versa. Note, porém, que a comunicação
acontece somente entre o mestre e o escravo, pois os escravos não podem se comunicar
uns com os outros.

2.5.1 TDMA
Conforme mencionado, a tecnologia Bluetooth utiliza uma forma de TDMA denominada
TDD-TD-MA (Time-Division Duplexing TDMA). O método TDD é um tipo de

27
comunicação half-duplex na qual o escravo e o receptor enviam e recebem dados, mas
nunca ao mesmo tempo (half-duplex). Entretanto, a comunicação em cada direcção
utiliza saltos diferentes (Forouzan, 2006). Eles fazem a transferência de dados utilizando
diferentes frequências portadoras.

2.5.1.1 Comunicação Mestre-Escravo


Se a piconet possuir apenas um escravo, a operação TDMA é muito simples. O intervalo
de tempo é dividido em slots de 625 µs. O mestre usa slots de numeração par (0, 2, 4,...)
e o escravo, os slots de numeração ímpar (1, 3, 5,...). O TDD-TDMA permite a
comunicação half-duplex entre mestre e escravo. No slot 0, o mestre envia e o escravo
recebe. No slot 1, o escravo envia e o mestre recebe (Forouzan, 2006). Assim o ciclo vai
sendo repetido. A figura 5 apresenta o conceito.

Figura 5: Comunicação mestre-escravo.

Fonte: (Forouzan, 2006)

2.6 Links Físicos


Existem dois tipos de links que podem ser criados entre um mestre e um escravo: link
SCO e link ACL.

2.6.1 SCO
Um link SCO (Synchrounous Connection-Oriented) é utilizado sempre que a latência
(atraso na entrega dos dados) for mais importante que a integridade (entrega livre de
erros). No SCO, um link físico é criado entre um mestre e um escravo reservando slots
específicos em intervalos regulares. A unidade básica de conexão são dois slots um para
cada direcção. Além disso, se um frame for danificado ele nunca é retransmitido no
método SCO. Este tipo de conexão física é bastante utilizada nas aplicações de áudio em

28
tempo real onde a baixa latência é que importa. Por fim, um escravo pode estabelecer até
três links SCO com o mestre, transmitindo áudio digitalizado a 64 kbps em cada link.

2.6.2 ACL
Um link ACL (Asynchronous Connectionless Link) é utilizado quando a integridade
dos dados é mais importante que a latência. Neste tipo de link, se um payload
encapsulado no frame for corrompido, ele é retransmitido. Um escravo retorna um frame
ACL no primeiro slot com numeração ímpar disponível se, e somente se, o slot
endereçado anteriormente era o dele. O link ACL pode utilizar um, três ou mais slots e
pode chegar a uma taxa de transmissão de 721 kbps.

2.7 L2CAP
A subcamada Bluetooth equivalente à LLC nas LANs é a Logical Link Control And
Adapatation Protocol (L2CAP). Ela é utilizada para troca de dados nos links ACL. Os
canais SCO não utilizam L2CAP. A figura 2.7 mostra o formato do pacote de dados
neste nível.

Figura 6: Formato do pacote de dados L2CAP.

Fonte: (Forouzan, 2006)

O campo de length de 16 bits define (em bytes) o tamanho da secção de payload, isto é,
os dados oriundos das camadas superiores. Este campo chega até a 65.535 bytes. O
campo de identificação do canal (Channel ID - CID) identifica univocamente o canal
virtual criado neste nível. A L2CAP possui muitos serviços específicos: multiplexação,
segmentação e reagrupamento, qualidade de serviço (QoS) e gerenciamento de grupo.

3. DESCRIÇAO DOS DISPOSITIVOS ELECTRÓNICOS

3.1 Microcontrolador
Em poucas palavras, poderíamos definir um microcontrolador como um "pequeno"
componente electrónico, dotado de uma "inteligência" programável, utilizado no
controle de processos lógicos (Souza, 2003). Para entendermos melhor esta definição,
vamos analisá-la por partes:

29
O controle de processos deve ser entendido como o controle de periféricos, tais como:
LEDS, botões, displays de segmentos, displays de cristal liquido (LCD), resistências,
relés, sensores diversos (pressão, temperatura, etc.) e muitos outros. São chamados de
controles lógicos, pois a operação do sistema baseia-se nas acções lógicas que devem
ser executadas, dependendo do estado dos periféricos de entrada e/ou saída (Souza,
2003).

O microcontrolador é programável, pois toda a lógica de operação de que acabamos de


falar é estruturada na forma de um programa e gravada dentro do componente. Depois
disso, toda vez que o microcontrolador for alimentado, o programa interno será
executado. Quanto à "inteligência" do componente, podemos associá-la à Unidade
Lógica Aritmética (ULA), pois é nessa unidade que todas as operações matemáticas e
lógicas são executadas. Quanto mais poderosa a ULA do componente, maior a sua
capacidade de processar informações (Souza, 2003).

Pela definição acima, o microcontrolador ganhou ainda o adjectivo "pequeno", pois em


uma única pastilha de silício encapsulada (popularmente chamada de CI ou CHIP),
temos todos os componentes necessários ao controle de um processo, ou seja, o
microcontrolador está provido internamente de memória de programa, memória de
dados, portas de entrada e/ou saída paralela, timers, contadores, comunicação serial,
PWMs, conversores analógico-digitais, etc. Esta é uma das características fundamentais
que diferencia os microcontroladores dos microprocessadores, pois os últimos, apesar
de possuírem uma ULA muito mais poderosa, não possuem todos esses recursos em
uma única pastilha.
Actualmente, muitos equipamentos de nosso uso diário, tais como: electrodomésticos,
videocassetes, alarmes, celulares e brinquedos, entre outros, utilizam
microcontroladores para execução de suas funções básicas. Portanto, pode ser que você
nem sabia, mas esses componentes já fazem parte da nossa vida há um bom tempo.

30
Figura 7: Microcontrolador PIC16F877A.

Fonte: www.filipeflop.com/produto/microcontrolador-pic-16f877a/

4. ARQUITECTURA DE MICROCONTROLADORES

4.1 Arquitectura Havard e a Filosofia Risc


Os microcontroladores PIC apresentam uma estrutura de máquina interna do tipo
Havard, enquanto grande parte dos microcontroladores tradicionais apresenta uma
arquitectura tipo Von-Neumann (Souza, 2003).

A diferença está na forma como os dados e o programa são processados pelo


microcontrolador. Na arquitectura tradicional, tipo Von-Neumann, existe apenas um
barramento (bus) interno (geralmente de 8 bits), por onde passam as instruções e os
dados. Já na arquitectura tipo Havard existem dois barramentos internos, sendo um de
dados e outro de instruções. No caso dos microcontroladores PIC, o barramento de dados
é sempre de 8 bits e o de instruções pode ser de 12, 14 ou 16 bits, dependendo do
microcontrolador. Esse tipo de arquitectura permite que, enquanto uma instrução é
executada, outra seja "buscada" da memória, o que torna o processamento mais rápido
(Souza, 2003). Além disso, como o barramento de instruções é maior do que 8 bits, o
OPCODE da instrução já inclui o dado e o local onde ela vai operar (quando necessário),
o que significa que apenas uma posição de memória é utilizada por instrução,
economizando assim muita memória de programa (Souza, 2003).

Desta forma, podemos observar que dentro da palavra do OPCODE, que pode ser de 12,
14 ou 16 bits, não sobra muito espaço para o código da instrução propriamente dito. Por
isso, os PICs utilizam uma tecnologia chamada RISC, que significa Reduced Instruction
Set Computer (Computador com set de instruções reduzido). Desta forma, os PICs
possuem cerca de 35 instruções (o número correcto varia de acordo com o
microcontrolador), muito menos que os microcontroladores convencionais (CISC) que
chegam a possuir mais de cem instruções. Isso torna o aprendizado muito mais fácil e

31
dinâmico, mas, por outro lado, implica no facto de que muitas funções devem ser
construídas, pois não possuem uma instrução directa, exigindo maior habilidade do
programador (Souza, 2003).

4.2 A Estruturação Interna do PIC16F877A


Internamente dispõe-se de todos os dispositivos típicos de um sistema microprocessado,
ou seja, uma CPU (Central Processing Unit ou seja Unidade de Processamento Central)
e sua finalidade é interpretar as instruções de programa.

Uma memória PROM (Programmable Read Only Memory ou Memória Programável


Somente para Leitura), serve para memorizar de maneira permanente as instruções de
programa.

Uma memória RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso Aleatório) é


utilizada para memorizar as variáveis utilizadas pelo programa.

A presença de todos estes dispositivos em um espaço extremamente pequeno, da ao


projectista uma ampla gama de trabalho e inúmeras vantagens em usar um sistema
microprocessado, onde em pouco tempo e com poucos componentes externos podemos
fazer o que seria necessário fazer com circuitos tradicionais.

Os microcontroladores PIC estão disponíveis em uma ampla gama de modelos para


melhor adaptar-se as exigências de projectos específicos, diferenciando-se pelo número
de linhas de entradas/saídas e pelo conteúdo do dispositivo. Inicia-se com modelo
pequeno identificado pela sigla PIC12Cxx dotado de 8 pinos, até chegar a modelos
maiores com sigla PIC17Cxx dotados de 40 pinos (ANTONIO, 2006).

Dentro de todos os PICs este é um dos que apresenta mais recursos e se adapta as
necessidades do projecto, podemos citar as seguintes:

 Microcontrolador de 40 pinos, o que possibilita a montagem de um hardware


complexo e capaz de interagir com diversos recursos e funções ao mesmo tempo;
 33 portas configuráveis como entrada ou saída;
 15 interrupções disponíveis;

32
 Memória de programação EEPROM FLASH, que permite a gravação rápida do
programa diversas vezes no mesmo chip, sem a necessidade de apagá-lo por meio
de luz ultravioleta, como acontece nos microcontroladores de janela;
 Memória de programa com 8K x 14 words, com capacidade de escrita e leitura
pelo próprio código interno;
 Memória EEPROM (não volátil) interna com 256 bytes;
 Memória RAM com 368 bytes;
 Três timers (2x8 bits e 1x16 bits);
 Comunicação seriais: SPI, I2C e USART; Conversores analógicos de 10 bits (8x)
e comparadores analógicos (2x);
 Conversores analógicos de 10 bits (8x) e comparadores analógicos (2x);
 Dois módulos CCP: Capture, Compare e PWM.

Figura 8: Pinos e o Microcontrolador PIC16F877A.

Fonte: (ANTONIO, 2006)

5. AUTOMAÇÃO
A automação industrial se verifica sempre que novas técnicas de controle são
introduzidas num processo. Associado ao aumento de produtividade, como factor
preponderante do aumento da qualidade de vida por meio do poder de compra adquirido

33
pela sociedade, torna-se o maior poder gerador de riquezas que jamais existiu. Segundo
alguns autores, "as técnicas de produção e a produtividade do trabalho são o factor
preponderante do poder de compra" (Silveira & Santos, 1998).

Pode-se dizer que a automação industrial é oferecer e gerenciar soluções, pois ela sai do
nível de chão de fábrica para voltar seu foco para o gerenciamento de informação
(Silveira & Santos, 1998). Apesar da diferença ínfima entre os termos, é importante
salientar a existência de dois termos muito difundidos popularmente: automatização e
automação.
O termo automatização se difundiu desde a construção das primeiras máquinas e se
consolidou com a revolução industrial e, portanto, automatização está
indissoluvelmente ligada à sugestão de movimento automático, repetitivo, mecânico e é
sinónimo de mecanização, portanto reproduz acção (Silveira & Santos, 1998). Caso se
entenda que tal mecanização implica somente em uma acção cega, sem correcção, tem-
se um sistema no qual a saída independente da entrada, ou seja, não existe uma relação
entre o valor desejado para um sistema e o valor recebido por este, por meio da variável
responsável por sua actuação. Diz-se que esse tipo de controle se dá por malha aberta.
Neste caso, o sistema terá sempre o mesmo comportamento esperado, pois ele, é
determinado por leis físicas indissoluvelmente associadas ao hardware utilizado.
Hardware que pode ser de natureza mecânica, eléctrica, térmica, hidráulica, electrónica
ou outra.

A automação é um conceito e um conjunto de técnicas por meio das quais se


constroem sistemas activos capazes de actuar com uma eficiência óptima pelo uso de
informações recebidas do meio sobre o qual actuam. Com base nas informações, o
sistema calcula a acção correctiva mais apropriada para a execução da acção e esta é
uma característica de sistemas em malha fechada, conhecidos como sistemas de
realimentação, ou seja: aquele que mantém uma relação expressa entre o valor da saída
em relação ao da entrada de referência do processo (Silveira & Santos, 1998). Essa
relação entrada/saída serve para corrigir eventuais valores na saída que estejam fora dos
valores desejados. Para tanto, são utilizados controladores que, por meio da execução
algorítmica de um programa ou circuito electrónico, comparam o valor actual com o
valor desejado, efectuando o cálculo para ajuste e correcção. O valor desejado também é
conhecido da literatura inglesa com setpoint (Silveira & Santos, 1998).

34
Na automação, prevê-se o uso extensivo dos mesmos conceitos associados à
automatização. Entretanto, o nível de flexibilidade imputado ao sistema é bem mais
elevado pelo facto de estar indissoluvelmente associado ao conceito de software. Tal
recurso provê, a um sistema dotado de automação, a possibilidade de ser alterado
radicalmente todo o comportamento automatizado a fim de, intencionalmente, produzir-
se uma gama diferenciada de resultados (Silveira & Santos, 1998). Apesar da diferença
ínfima entre os termos, confundidos até por importantes autores na área, em ambos os
casos o sistema deverá seguir as leis básicas da cibernética (ciência que estuda e
estabelece a teoria geral de sistemas). Uma delas é que todo o sistema dotado de
retroacção e controle implica na presença de três componentes básicos, cuja principal
característica é a realimentação das informações requeridas para o seu controle,
conforme ilustra a malha de realimentação da figura 5.

Figura 9: Diagrama de blocos de um sistema de Automação.

Fonte: (Silveira & Santos, 1998)

5.1 SENSOR
Sensor é definido como sendo um dispositivo sensível a um fenómeno físico, tais
como: temperatura, humidade, luz, pressão, entre outros (Silveira & Santos, 1998). Por
meio desta sensibilidade, os sensores enviam um sinal, que pode ser um simples abrir e
fechar de contactos, para os dispositivos de medição e controle. Ou, caso exista a
necessidade de medir uma grandeza eléctrica (como exemplo: corrente) a partir de um
fenómeno físico qualquer envolvendo grandezas físicas que não sejam de natureza
eléctrica, tem-se, conceitualmente, a necessidade de utilizar um transdutor, que se

35
caracteriza por um dispositivo capaz de responder ao fenómeno físico, ou estímulo, de
forma a converter sua magnitude em um sinal eléctrico conhecido, proporcional à
amplitude desse estímulo. Os transdutores também são conhecidos como conversores de
sinais (Silveira & Santos, 1998). Os actuadores são dispositivos a serem accionados
para executarem uma determinada força de deslocamento ou outra acção física, definida
pelo sistema controlador por meio de uma acção de controle (maneira pela qual o
controlador produz o sinal de controle) (Silveira & Santos, 1998). Podem ser
magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, eléctricos ou de accionamento misto. Como
exemplo, temos: válvulas e cilindros pneumáticos, válvulas proporcionais, motores,
aquecedores, entre outros.

5.1.1 Sensor de fluxo de água 1/2


O sensor de fluxo de água 1/2 é um produto altamente tecnológico, desenvolvido para
actuar em conjunto com diversas plataformas de prototipagem, sejam elas, Arduino,
PIC, AVR, ARM, entre outros. A aplicação do sensor de fluxo de água 1/2 é para medir
a quantidade de água em litros que passa pelo mesmo. A partir destas informações é
possível tomar diversas providências de acordo com a vontade do programador. O
sensor de fluxo de água 1/2 na prática é utilizado em projectos domóticos (automação
residencial), onde serve para medir o consumo diário, semanal ou mensal de água de
uma residência, ou ainda, monitorar a movimentação em um tanque de água fazendo
com que o microcontrolador desligue a bomba quando passar determinada quantidade.
Muito eficiente, o sensor de fluxo de água 1/2 consegue medir a vazão de água de 1 a
30 litros por minuto, enviando pulsos ao microcontrolador com as informações
captadas. Para a instalação, possui em suas extremidades roscas para facilitar a conexão
com luvas hidráulicas.
O sensor de fluxo de água 1/2 opera com pressão máxima de 1,75 MPa, o que aumenta
sua gama de aplicações em pequenos e grandes projectos domóticos e/ou de automação
residencial.

36
Figura 10: Sensor de fluxo de água 1/2.

Fonte: www.usinainfo.com.br/sensor-de-fluxo-arduino/sensor-de-fluxo-de-agua-g-12-1-30-
lmin-2578.html

6. PROGRAMAÇÃO EM Linguagem C PARA MICROCONTROLADORES PIC


A utilização de C para a programação de microcontroladores com os PICs parece uma
escolha natural e realmente é. Actualmente, a maioria dos microcontroladores
disponíveis no mercado contam com compiladores de linguagem C para o
desenvolvimento de software. Além disso, o desenvolvimento em C permite uma
grande velocidade na criação de novos projectos, devido às facilidades de programação
oferecidas pela linguagem e também à sua portabilidade, o que permite adaptar
programas de um sistema para outro com um mínimo esforço (Pereira, 2003).
Existem alguns elementos básicos que fazem parte de um programa em C a seguir:
Directivas de compilação, palavras reservadas, comandos, funções de entrada/saída,
tipos de dados, operadores e comentários.

6.1 Linguagem C
Os pais da linguagem C são Brian Kernighan e Dennis M. Ritchie, da Bell Telephone
Laboratories (hoje, AT&T) americana, que criaram a linguagem nos idos de 1970 a
partir da linguagem B de Ken Thompson (Sá, 2005).

A linguagem C é "case sensitive", o que significa dizer que C diferencia maiúsculas de


minúsculas (Sá, 2005).

37
O uso de C permite a construção de programas e aplicações muito mais complexas do
que seria viável utilizando apenas o Assembly. Além disso, a utilização de uma
linguagem de alto nível como C permite que o programador preocupe-se mais com a
programação da aplicação em si, já que o compilador assume para si tarefas como o
controle e localização das variáveis, operações matemáticas e lógicas, verificação de
bancos de memória, etc. (Pereira, 2003).

6.2 Vantagens e Desvantagens


Um programa que é codificado por meio de uma linguagem de alto nível também
oferece as suas vantagens. A principal vantagem é que normalmente podem ser portados
para máquinas de plataformas diferentes, necessitando de poucos ajustes para adaptá-
las. A portabilidade é bem maior que uma linguagem de baixo nível (Sá, 2005).
No que diz respeito ao uso da linguagem de programação C o ambiente é um pouco
mais amigável e cria conforto por parte dos programadores.
A linguagem de programação C possibilita criar várias instruções em uma mesma linha
de código, o que não acontece com a linguagem Assembly.
Poucos comandos devem ser memorizados e apenas alguns são necessários para obter
um resultado. Menor quantidade de linhas de código, a forma quase coloquial de
programar, modularização, uso de bibliotecas de comandos criadas pelo programador,
utilização de rotinas de comandos independentes(funções), manipulação de números e
cálculos matemáticos complexos e a possibilidade de portar um programa para
máquinas diversas tornam as linguagens de alto nível uma escolha natural.

6.2 SOFTWARE

6.2.1 Proteus
Proteus, da Labcenter Electronics, é uma suite de aplicativos voltados para o desenho
e simulação de esquemáticos da área de electrónica analógica básica e electrónica
digital avançada, bem como para a criação de placas de circuito impresso.
A suite de aplicativos Proteus é composta pelos seguintes softwares:
 ISIS: Design de esquemáticos e simulador PROSPICE.
 ARES: Design de placas de circuito impresso.
 VSM Debbuger: Programação de microcontroladores e depurador digital.

38
6.2.2 Compilador C CCS
O compilador C de CCS foi desenvolvido especificamente para o PIC MCU, obtendo a
optimização máxima do compilador com esses dispositivos. Possui uma ampla
biblioteca de funções predefinidas, comandos de pré-processamento e exemplos. Além
disso, ele fornece controladores (drivers) para vários dispositivos, como LCD,
conversores AD, relógios em tempo real, EEPROM serial, etc. (Breijo, 2008).
Um compilador converte a linguagem de alto nível para instruções em código de
máquina; um compilador cruzado é um compilador que funciona em um processador
(geralmente em um PC) diferente do processador do objecto. O compilador CCS C é um
compilador cruzado.
Os programas são editados e compilados para instruções de máquina no ambiente de
trabalho do PC, o código da máquina pode ser carregado do PC para o sistema PIC
através do ICD2 (ou por qualquer programador) e pode ser depurado (pontos de
interrupção, passo a passo, etc.) do ambiente de trabalho do PC.
O CCS C é padrão C e, além das directivas padrão (#include, etc.) fornece directivas
específicas (#device, etc.); Também inclui funções específicas (bit_set(), etc.). É
fornecido com um editor que permite controlar a sintaxe do programa.

6.2.2.1 Estrutura de um programa


Para escrever um programa em C com o CCS se deve ter em conta uma série de
elementos básicos de sua estrutura (figura 11).
 DIRECTIVAS DE PRÉ-PROCESSAMENTO: controlam a conversão do
programa a código máquina através do compilador.
 PROGRAMAS OU FUNÇÕES: conjunto de instruções. Pode haver uma ou
várias; em qualquer caso sempre deve haver uma definida como principal
mediante a inclusão da chamada main().
 INSTRUÇÕES: indicam como se deve comportar o PIC em todo o momento.
 COMENTÁRIOS: permitem descrever o que significa cada linha de código do
programa.

39
Figura 11: Estrutura básica de um programa.

Fonte: (Breijo, 2008)

7. DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE MEDIÇÃO DO VOLUME DE ÁGUA


Actualmente em Moçambique o processo de medição do volume ou quantidade de água
usado nas residências, industrias e edificações comerciais é feita pela concessionária
local a partir de um hidrómetro fornecido pela mesma no momento da sua instalação.
Porém, estes hidrómetros apresentam certas características que de certa forma, acaba
criando desconforto dos seus consumidores.
Por vezes, esses hidrómetros continuam fazendo a leitura sem circular água na
tubulação. Para se fazer a conformidade do usuário e a concessionária local, surge a
necessidade de propor um medidor de consumo de água, tal que o usuário fará a melhor
gestão e poderá saber ou ter uma estimativa do valor a pagar na próxima factura.
Este equipamento tem como objectivo ajudar os consumidores a fazer a monitorização
e aumentar a confiabilidade no que tange ao consumo de água.
A água constitui o elemento essencial à vida vegetal e animal. O homem necessita de
água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para atender as suas
necessidades, para protecção de sua saúde e para propiciar o desenvolvimento
económico.

40
7.1 Medição De Vazão
Vazão representa a quantidade de líquidos, gases ou vapores, que passa em um
determinado ponto, durante um certo período de tempo. Pode ser medida sob a forma de
vazão volumétrica (m3/h, litro/min) ou vazão de massa (t/h, kg/h, Nm3/h) (Thomazini &
de Albuquerque, 2007).
A vazão é instantânea quando o intervalo de tempo tende para zero. Na industria de
processo, a vazão mais comum ocorre através de tubulação fechada, com secção
transversal circular (Ribeiro, 2002). Nesta vazão, outra relação matemática importante
mostra que a vazão instantânea é proporcional à velocidade do fluído e à área da secção
recta da tubulação onde o fluído se desloca:
Q= v∗A Equação(7.1)
v - é a velocidade do fluído;
A - é a área da secção da tubulação.

A maioria dos medidores industriais de vazão medem a vazão volumétrica, embora hoje
há uma crescente aplicação com medidores mássicos. A transformação de vazão
volumétrica em vazão de massa, quando necessária, é facilmente conseguida, desde que
se conheça a densidade do fluído. (massa = volume/densidade) ou a pressão,
temperatura e composição para gases (Ribeiro, 2002).
A medição de vazão visa de um modo geral:
 Acompanhar e controlar a proporção dos materiais introduzidos em determinado
processo industrial;
 Determinar e controlar a quantidade de produtos elaborados no processo, quer
em suas fases intermediárias, quer em sua fase final.
 Determinar e controlar quantidades por razões de ordem económica, seja
referente a serviços, utilidades, ou compra e venda de produtos.

7.2 Sistema de Medição de Vazão


Os medidores de vazão consistem de duas partes distintas, cada uma exercendo uma
função diferente:
 Elemento primário;
 Elemento secundário.

41
O elemento primário está em contacto directo com o fluído (parte molhada), resultando
em alguma forma de interacção. Esta interacção pode ser a separação do jacto do fluído,
aceleração, queda de pressão, alteração da temperatura, formação de vórtices, indução
de força electromotriz, rotação de impelidores, criação de uma força de impacto, criação
de momento angular, aparecimento de força de Coriolis, alteração no tempo de
propagação e muitos outros fenómenos naturais (Ribeiro, 2002).
O elemento secundário tem a função de medir a grandeza física gerada pela interacção
com a vazão do fluído e transformá-la em volume, peso ou vazão instantânea. O
elemento secundário é finalmente ligado a um instrumento receptor de displays, como
indicador, registador ou totalizador (Ribeiro, 2002).
As condições para a instalação apropriada e a operação correcta, os erros e as outras
características do elemento primário são independentes e diferentes das características
do elemento secundário, de modo que eles devem ser tratados separadamente. O
elemento primário se refere especificamente à medição de vazão e o elemento
secundário se refere à instrumentação em geral (Ribeiro, 2002).
Os medidores de vazão são na realidade indirectos, pois medem outro tipo de grandeza
que é transformada por um transdutor, em vazão (Thomazini & de Albuquerque, 2007).
Entre as variáveis medidas com frequência na indústria e em laboratório, a vazão é a
que mais interage com o fluído e a geometria do ducto. Com relação ao fluído, as
variáveis de influência são: pressão, temperatura, densidade, viscosidade, humidade,
possibilidade de mudança de fase e as impurezas. Com relação à geometria do ducto, as
variáveis de influência são: diâmetro ou secção recta, rugosidade, trecho recto e a
direcção (no caso de um tubo vertical).
Não existe um só princípio de medição que possa atender a todas as condições. Alguns
são limitados pelo diâmetro, outros pela temperatura, outros exigem longo trecho recto,
etc. A escolha de um medidor para a aplicação certa requer muita experiência em certos
casos, pois além de ser adequado, de acordo com os primeiros critérios citados, há
necessidade de verificar a precisão, a faixa de trabalho, a velocidade de resposta e
finalmente o preço, que não é o menos importante, mas deve ser deixado como último
critério (Thomazini & de Albuquerque, 2007).

42
7.3 Sensor de efeito Hall
O efeito Hall foi descoberto em 1879 por Edward E. Hall. Os sensores de Hall são
constituídos de dispositivos semicondutores que sofrem influência de campo magnético
(Thomazini & de Albuquerque, 2007). Por uma placa condutora passa a corrente do
circuito e perpendicularmente tem-se um campo magnético, que faz gerar nas laterais da
placa condutora uma diferença de potencial (Lei de Lorentz) o qual se conecta a um
circuito de medição. Essa diferença de potencial chama-se Tensão de Hall (Thomazini
& de Albuquerque, 2007).
Apesar do efeito Hall existir em qualquer material condutor, ele é mais intenso em
materiais semicondutores. Entretanto, os semicondutores apresentam variações de lote
para lote, necessitando de um circuito electrónico auxiliar para ajustar o sinal do efeito
Hall para um valor calibrado do campo magnético. A grande vantagem do sensor Hall
como elemento de medida do campo magnético é a capacidade de medir tanto campos
contínuos como alternados em único instrumento.

7.4 Características do efeito Hall


O efeito Hall caracteriza-se basicamente pelo aparecimento de um campo eléctrico
transversal em um condutor percorrido por uma corrente eléctrica, quando ele se
encontra mergulhado em um campo magnético.
Considere a figura seguinte em que um filme de material semicondutor é percorrido
por uma corrente eléctrica constante. A distribuição de corrente nele é uniforme, e não
existe diferença de potencial na saída (ver figura 12).

Figura 12: Corrente em um condutor sem campo magnético presente.

Fonte: (Thomazini & de Albuquerque, 2007).

43
Na presença de um campo magnético perpendicular, o fluxo de corrente é distorcido. A
distribuição resultante provoca o aparecimento de uma diferença de potencial (ddp)
entre os terminais de saída. Essa ddp chama-se tensão Hall (Ver figura 13).

Figura 13: Corrente em um condutor com a presença de um campo magnético perpendicular.

Fonte: (Thomazini & de Albuquerque, 2007)


NB: Para esta aplicação, por se tratar de um equipamento de automação utilizaremos o
sensor de vazão de efeito Hall do tipo YF-S201 que atende com os requisitos do
projecto.

8. LOGICA DE PROGRAMAÇÃO

8.1 Definição
Lógica de programação é a técnica de encadear pensamentos para atingir determinado
objectivo (de Moraes, 2000). Para se fazer o código de programação do equipamento,
faremos uma síntese de algumas estruturas de decisão e controle de fluxo usadas em
programação em C.

8.2 Funções de Controle de Fluxo


As declarações de controle são as responsáveis por executar comandos quando
condições são ou não obedecidas (Filho, 2014). Porém existem alguns comandos de
controle como o if-else, switch-case, for, e do-while. Para tal, daremos ênfase a estrutura
if-else, porque aplica-se para o proposta.

44
8.3 Comando if-else
O comando if verifica se uma condição foi obedecida. Quando esta é obedecida todas as
instruções que estiverem dentro das chaves que o delimitam esta declaração de controle
serão executadas (Filho, 2014). Já o comando else é optativo, e as instruções dentro
desta declaração de controle serão executados quando a condição do if não for
obedecida. Quando existe apenas um comando no bloco do if, então as chaves podem
ser descartadas. A figura 16 abaixo ilustra como funcionam as funções.

Figura 14: Ilustração do comando if-else.

Fonte: (Filho, 2014)

CAPITULO III: DESENHO DA PROPOSTA DO MEDIDOR DE CONSUMO DE


ÁGUA

1. DIMENSIONAMENTO DO MEDIDOR DE FLUXO DE ÁGUA


Os medidores de fluxo são na realidade indirectos, pois medem outro tipo de grandeza
que é transformada por um transdutor, em vazão. Para este projecto usaremos o medidor
de vazão por efeito Hall YF-S201.

1.1 Sensor Hall de fluxo de água YF-S201


O sensor de fluxo de água YF-S201 consiste em uma carcaça plástica robusta, um rotor
e um sensor de efeito hall. Quando o fluxo de água atravessa a câmara de água do
sensor, faz movimentar as pás que estão acopladas ao rotor. A medida em que a vazão
aumenta, a velocidade com que as pás giram aumentam proporcionalmente. Este sensor
detecta quando é que o rotor completa um giro. Quando se completa uma volta, o sensor
de efeito hall envia um pulso de 5V no cabo de saída do mesmo. Mostra-se na figura 14
a descrição do funcionamento deste sensor.

45
Figura 15: Funcionamento do sensor de fluxo de água.

Fonte: http://www.beananimal.com/media/7374/hall-effect-flow-sensor-animation.gif

1.2 Relação da Tensão gerada e vazão


𝜋. 𝐷2 𝑒
𝑄 = 𝑣. 𝐴 𝑜𝑢 𝑄 = 𝑣. , 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑣 =
4 𝐵. 𝐿
𝑒 𝜋. 𝐷2 𝑒 𝜋. 𝐷2
𝑄= . , 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝐿 = 𝐷, 𝑒𝑛𝑡ã𝑜: 𝑄 = .
𝐵. 𝐿 4 𝐵. 𝐷 4
𝑒 𝜋. 𝐷
𝑆𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜: 𝑄 = .
𝐵 4
𝜋.𝐷.𝐸
Finalmente teremos: 𝑄 = Equação(1.2)
4.𝐵
Onde:
D - é o diâmetro da tubulação;
E - é a tensão Hall induzida;
Q - é a vazão do fluído;
B - é a densidade do campo magnético.

1.3 Características do Sensor de Fluxo de Água 1/2


 Sensor de fluxo de água;
 Sensor de vazão de água;
 Indicado para medir o consumo de água;
 Entrada e saída rosqueada;
"
 Compatível com canos hidráulicos de 1 2 ;
 Ideal para projectos domóticos;
 Excelente relação custo x benefício.

46
1.4 Especificações do Sensor de Fluxo de Água 1/2
 Modelo: YF-S201;
 Tensão de funcionamento: DC 4.5V ~ 18V;
 Tensão de trabalho: DC 4.5V;
 Corrente máxima de trabalho: 15mA (DC 5V);
 Vazão de água: 1 ~ 30L/min;
 Capacidade de carga: ≤ 10 mA (DC 5V);
 Temperatura de operação: ≤ 80 ºC;
 Temperatura do líquido: ≤ 120 ºC;
 Pressão da água: ≤ 1.75MPa;
 Extensão do fio: 16cm;
 Diâmetro do sensor: 36mm;
 Diâmetro da entrada e da saída: 20mm;
 Dimensões totais (CxLxA): 63x35x36mm;
 Peso: 51g.
Para casos de simulação substituiremos o sensor de efeito Hall yf-s202 por um
potenciómetro de 10k, pois ele tem três terminais de ligação e podemos mostrá-lo a
partir da figura 15 ilustrada abaixo.

Figura 16: Imagem de um Potenciómetro de 10k.

Fonte: (Autor)

47
2. LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO PARA O DESENHO DO EQUIPAMENTO
Para se fazer a programação do modelo de medidor proposto, far-se-á o código por meio
de um compilador denominado Compilador PIC C CCS. Para se fazer os esquemas
electrónicos, vamos utilizar o software Proteus da Labcenter Electronics.

Para o seguinte modelo de medidor, simulando a partir do software Proteus, para a


empresa Aeroporto Internacional de Nampula, sector de Manutenção Eléctrica adoptou-
se um consumo médio de 4L. O modelo proposto tem a seguinte lógica, enquanto não
chegarmos ao consumo da água de 4L o display cristal líquido vai emitir a seguinte
mensagem, "Volume em L" e na linha a seguir mostrará a contagem partindo do
referencial 0. E quando atingirmos os 4L, o display Cristal líquido vai emitir a seguinte
mensagem "Reduzir o Consumo" e a partir de um bit equivalente a +5V jogado no pino
AN1 acenderá um led vermelho, alertando assim o pessoal do sector responsável pela
manutenção de dispositivos e equipamentos eléctricos e mecânicos para tomarem
devidas precauções para a economia da água na empresa Aeroporto Internacional de
Nampula, pois esta mostrada no código abaixo.

Figura 17: Ilustração de parte do código pelo CCS.

Fonte: (Autor)

2.1 Conexões e Módulo Bluetooth


A presente pesquisa visa usar um módulo bluetooth hc-05 que estará conectado ao
microcontrolador PIC16F877A, que trabalhará como escravo. Os sinais serão recebidos
a partir dele e o microcontrolador PIC tomará certas decisões consoante o código de
programação gravado no mesmo. Em caso de simulação feitas a partir do software
Proteus, usou-se a conexão por meio de fios. De salientar que o módulo bluetooth é um
componente electrónico que integra um chip Bluetooth SSP(Serial Port Protocol)

48
responsável por realizar o protocolo de porta serial, tornando a comunicação sem fio
transparente ao usuário. A figura 18 abaixo ilustra a vista de frente de um módulo
bluetooth hc-05.

Figura 18: Módulo bluetooth hc-05.

Fonte: www.huinfinito.com.br
Para casos de simulação no software Proteus, usar-se-á os fios que nos possibilitarão
conectar o microcontrolador PIC16F877A e o display 16x4 que simbolizará a interface
que mostra a contagem do consumo da água em litros.
A figura 19 ilustra o display de 16x4.

Figura 19: Ilustração do display 16x4.

Fonte: (Autor)
Visto que não foi possível simular a comunicação sem fio no software Proteus, optou-se
por fazer a conexão por meio de fios no desenho do modelo do medidor. Por
conseguinte propôs-se uma interface para aplicação nos dispositivos Andróide, de fácil
manejo e compreensão dos operadores do sector responsável pela manutenção de
dispositivos eléctricos e mecânicos do Aeroporto Internacional de Nampula. A figura
abaixo mostra uma das interfaces propostas criada a partir do Software Edraw Max para
aplicação nos dispositivos Andróide.

49
Figura 20: Tela de início de sessão.

Fonte: (Autor).
Para visualizar a informação do consumo de água em litros, para o modelo de medidor,
esta ilustrada na figura abaixo, a tela de contagem do consumo de água no sector
responsável pela manutenção de dispositivos e equipamentos eléctricos e mecânicos do
Aeroporto Internacional de Nampula.

Figura 21: Ilustração da tela de contagem em litros.

Fonte: (Autor)

2.2 Fluxograma de Funcionamento do Equipamento


Para esta aplicação, surge a necessidade de representar o processo de monitoramento
por meio de um fluxograma. O fluxograma é a representação gráfica da sequência de
actividades de um processo. Está abaixo ilustrado, para a proposta do medidor de fluxo
de água microcontrolado.

50
Início

Ler a variável
"Analógico"

digital=(5*analogico)/1024

NÃO Verificar se a SIM


variável digital≥ 4𝑙
Escrever no
LCD display
"Reduzir o
Consumo"

Fim

Figura 22: Fluxograma para a proposta.

Fonte: (Autor)

3. SIMULAÇÃO DO MODELO DESENVOLVIDO NO PROTEUS

3.1 Cálculo do Resistor de Protecção do Díodo


Deve-se dimensionar o valor do resistor de limitação de corrente, para evitar que a
corrente exceda ao valor máximo nominal do díodo.
Para se fazer o cálculo deste resistor, precisar-se-á buscar alguns conhecimentos vistos
em Electrónica.
Para a maioria dos LEDs disponíveis comercialmente, a queda de tensão típica é de
1,5 a 2,5V para correntes entre 10 a 50mA (Malvino, 1997).
Admitindo que o díodo terá uma 𝑉𝐿𝐸𝐷 = 2𝑉 𝑒 𝐼𝐿𝐸𝐷 = 15𝑚𝐴 , através do circuito
abaixo, calcula-se o valor do resistor limitador de corrente através da 1ª lei de Ohm.
51
Figura 23: Cálculo do resistor limitador de corrente no LED.

Fonte: (Autor)

Sabendo-se que a 𝑉𝑆 = +5𝑉(sinal dos pino A0 do microcontrolador), então:


𝑉𝑆 − 𝑉𝐿𝐸𝐷 𝑉𝑆 − 𝑉𝐿𝐸𝐷 5𝑉 − 2𝑉
𝐼𝐿𝐸𝐷 = , 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑅𝐷 = = = 200Ω = 0,2𝑘Ω
𝑅𝐷 𝐼𝐿𝐸𝐷 15𝑚𝐴
Porém, este será o valor adequado do resistor que vai garantir a protecção do díodo
LED.

3.2 Descrição do funcionamento do circuito Electrónico


O processo de passagem da água é inicializado, contudo o medidor de vazão começa a
fazer a medição, mostrando a quantidade de água em volume que passa pelo mesmo.
A partir desta quantidade de água que passa, os operadores do sector de Manutenção
Eléctrica, irão tomar devidas providências do seu consumo, podendo-se fazer o
fechamento do sistema de abastecimento a partir de uma válvula na conduta onde estará
o medidor de fluxo de água ou tomar outras medidas preventivas.
A seguir está ilustrado o esquema electrónico em funcionamento.

52
Figura 24: Circuito electrónico em simulação.

Fonte: (Autor)

Na seguinte proposta optou-se por usar o valor de 4L, como valor limite de consumo da
água, porém a partir desse valor aparecerá no display LCD a mensagem "Reduzir o
consumo" e o microcontrolador irá enviar um valor de +5V na porta AN1 fazendo com
que o LED conectado à mesma fique piscando. A figura abaixo ilustra o funcionamento.

53
Figura 25: Ilustração do LED piscando.

Fonte: (Autor)

Figura 26: Ilustração depois de passar dos 4L.

Fonte: (Autor)

54
CONCLUSÃO
O desenho de medidor de consumo de água microcontrolado com comunicação sem fio
contribuirá para o conhecimento de outros meios de monitorar e fazer a melhor gestão
de consumo de água no Aeroporto Internacional de Nampula.

Tornou-se possível alcançar o objectivo de desenhar um modelo de um medidor de


consumo de água microcontrolado com comunicação sem fio com base no software de
desenho de circuitos electrónicos Proteus e o software de programação PIC C CCS.
Usando as metodologias de investigação científica de análise e síntese de informação,
que consistiu na busca de informações com o canalizador, integrando a possibilidade de
ter um modelo de medidor de consumo de água que vai dar informações de consumo da
água em tempo real.

O modelo de medidor proposto será uma grande valia para as empresas que desejam
manter-se informados a respeito do consumo de água em tempo real. Pois poderão ter as
leituras em tempo real através dos telemóveis andróide garantindo a sustentabilidade da
empresa.

55
RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se para os trabalhos futuros que se investigue a possibilidade de ter
aplicativos que vão fazer as leituras à grandes distancias e mostrar os gráficos de
consumo estabelecendo critérios de parada do sistema de abastecimento de água, visto
que o modelo apresentado neste trabalho limita-se em dar somente as informações de
seu consumo.

56
BIBLIOGRAFIA
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Aplicações. São Paulo: Érica Ltda.

58
ANEXOS

I. Modelo do Circuito Hidráulico da Proposta

Fonte: (Autor)

59
II. Circuito Electrónico do Projecto

Fonte: (Autor)

60
III. Código fonte para o PIC16F877A

Fonte: (Autor)

61
IV. Exemplo de montagem do Sensor YF-S201

Fonte: www.seeedstudio.com/wiki/G3/4_Water_Flow_sensor

62
V. Funções dos pinos do LCD

Fonte: (http://www.decom.ufop.br/alex/arquivos/bcc425/slides/LCD.pdf).

63
VI. Chapa característica da Electrobomba Instalada

Fonte: (Autor)

64
VII. Especificação dos Pinos do PIC16F877A

65
Fonte: (ANTONIO, 2006)

66
AVALIAÇÃO FINAL – PARECER DO ORIENTADOR
Paulino Muguirrima, orientador do departamento da Faculdade de Ciências e
Tecnologia, da Universidade Zambeze, vem na qualidade de orientador da Monografia
de Licenciatura submetida por Culpa Elídio Pedro, com o tema PROPOSTA DE UM
MEDIDOR DE CONSUMO DE ÁGUA MICROCONTROLADO COM
COMUNICAÇÃO SEM FIO. Declara que o trabalho previsto no âmbito da sua
monografia foi concluído com sucesso.
Assim, o trabalho apresentado pelo candidato reúne a qualidade científica e as
condições necessárias para que o estudante, seja submetido a prova de defesa para obter
o grau de licenciatura em Engenharia Mecatrónica.

Universidade Zambeze, __ de _______________ de 2018


______________________________________________
(dr. Paulino Muguirrima)

67

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