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O PILOTO DAS SELVAS

O livro conta a história de Nate Saint. Segue um curto resumo de sua vi-
da: Seus pais eram cristãos. Sua irmã adorava lhe contar histórias dos
grandes missionários. Em sua juventude serviu na Força Aérea dos Esta-
dos Unidos, mas por causa de um problema de saúde foi impedido de
continuar voando na Força Aérea, mas mostrou-se um excelente mecâni-
co de aviões. Por causa dessa habilidade ele foi chamado para atuar nu-
ma organização missionária apoiava missionários em locais extremos.
Casou-se com Marj, uma jovem recém-formada em enfermagem, e que
compartilhava com ele da mesma visão missionária. Atendendo ao cha-
mado de Deus, vieram para o Equador. Foi então que ele ouviu falar dos
índios aucas – selvagens, totalmente arredios, resistiam todas tentativas
de missionários para alcançá-los armando com emboscadas que deixava
vítimas feridas por setas e lanças.
Foi na tentativa de alcançar os aucas para Jesus Cristo, que Nate, junta-
mente com mais quatro companheiros (Jim Elliot, Pedro Fleming, Ed
McCully e Roger Youderian) elaboraram uma ousada missão, denominada
“Operação Auca”.
Eles conseguiram estabelecer contato com os aucas, mas o que aconte-
ceu naquele dia foi terrível! Porém, mais surpreendente ainda foi o des-
fecho da história!
A história de Nate Saint é narrada neste livro desde sua infância até a
execução da Operação Auca. O último capítulo detalha esta operação e os
seus surpreendentes desdobramentos.

Ed McCully, Pete Fleming, Jim Elliot, Roger Youderian e Nate Saint.


APRESENTAÇÃO
Nesta parte do livro o autor do livro apre-
senta um breve resumo da organização
ASAS DE SOCORRO.
O personagem principal do livro, Nate
Saint, era integrante desta organização.
Ela surgiu nos EUA em 1946 e tinha como
missão usar recursos da aviação para apoiar missionários a penetrarem
em lugares extremamente difíceis, onde a ajuda demoraria dias para che-
gar por terra.
No ano de 1956, essa organização chegou ao Brasil, justamente no ano
em que Nate Saint e seus quatro companheiros haviam tentado com os
aucas, sacrificando suas vidas (falaremos sobre esse fato mais adiante).
No Brasil, o trabalho de Asas do Socorro começou com a compra de um
avião acidentado e posteriormente reformado numa garagem de carro. O
primeiro centro foi em Cuiabá/MT, mas atualmente ela tem sede nos es-
tados do Amazonas, Goiás, Rondônia e Roraima.
Ainda hoje ela apoia ações missionárias na Região Amazônica que neces-
sitam da aviação em seu trabalho missionário. A história dessa organiza-
ção e seus projetos podem ser acessados no site
http://asasdesocorro.org.br/.
O lema dessa organização é: “Asas de Socorro: Dando asas aos que dão
suas vidas!”
Perguntas para revisão:
1. Qual é a missão da Organização missionária Asas do Socorro?
2. Em qual região do Brasil ela atua?
3. Visite o site de Asas do Socorro e descubra o que é o projeto IDE PU-
XIRUM.
CAPÍTULO 1 – Rasgando pistas nas selvas
O livro conta a história de Nate Saint, porém neste primeiro capítulo ele
oferece uma breve visão da importância do apoio da aviação ao trabalho
missionário no interior da selva.
A tribo dos ATSHUARAS, chefiada pelo cacique SANTIAKU, por vários anos
rejeitou o contato com o homem branco. Porém por causa de um surto
de gripo se viram obrigados a buscar ajuda dos missionários. Essa história
se passa em MACUMA, uma região da selva amazônica, localizada no
Equador.
Os missionários Roger Youderian e Frank Drown acompanharam Santiaku
até a tribo e trataram dos índios. Na aldeia, enquanto tratavam os índios,
os missionários ensinavam-lhes o Evangelho.
Meses depois, Roger voltou à tribo para continuar o trabalho missionário;
uma das providências adotadas foi abrir uma pista de pouso para o avião
pilotado por Nate Saint e Frank Down, o personagem principal do livro.
Neste capítulo o autor relata algumas peculiaridades do trabalho na regi-
ão:
- as nuvens de mosquitos muito comuns na selva amazônica que surgem
ao entardecer;
- a falta de recursos simples como medicamentos, roupas e ferramentas;
- a extrema dependência do apoio aéreo, para envio de suprimentos e
socorro;
- a completa entrega dos missionários em servir a Deus e aos índios em
um ambiente tão hostil e tão carente de recursos mínimos;
- as dificuldades enfrentadas pelos nativos são oportunidades criadas por
Deus para que os missionários possam se aproximar, demonstrar o amor
de Cristo e compartilhar o Evangelho da Salvação;
- como Deus concede a cada pessoa habilidades diferentes para atuar na
obra missionária: Nate Saint, por exemplo, não era evangelista, mas sua
habilidade como mecânico de aviões e seu amor pelas almas foram de
extrema importância no apoio aos missionários em terra. Foi Nate Saint
quem inventou o “balde voador” que tornou possível o envio e recolhi-
mento de produtos sem que fosse necessário aterrissar o avião.
O capítulo se encerra com o autor fornecendo algumas informações so-
bre a temível tribo dos aucas: “uma tribo da Idade da Pedra, que matava
sutil e silenciosamente, de emboscada e que, por mais de 300 anos, nem
um índio ou branco conseguira visitar pacificamente.”
No capítulo dois o autor faz um resumo da infância de Nate Saint, antes
dele ingressar na Força Aérea Americana.

Esquerda: Roger Youderian


Acima: Roger com sua esposa e
filhos
CAPÍTULO 2 – Ensina o menino
Neste capítulo o autor comenta a fase da vida de Nate Saint, desde sua
infância até seu emprego, aos 18 anos, na American Airlines.
Sua família era muito religiosa: guardavam o domingo exclusivamente
para o Senhor, havia cultos na família, oravam juntos, seus pais selecio-
navam os programas a serem ouvidos no rádio, e uma de suas irmãs con-
tava histórias de missionários. A religiosidade de sua família o influenciou
bastante.
O autor também citou algumas características de Nate Saint:
- Se afastava daquilo que era perverso;
- seus quartos eram organizados;
- era persistente.
Entregou sua vida a Jesus com 13 anos. Nesta época ele fez uma palestra
à igreja (pg 26), com os seguintes pontos:  Sou salvo em Cristo;  Já
que sou salvo, agora preciso levar o Evangelho para outras pessoas; 
Sou soldado de Cristo e na Escola Bíblica eu sou treinado para combater o
Diabo;  Na escola Bíblica também aprendo a ganhar almas pra Jesus; 
A Escola Bíblica é mais preciosa que o ouro;  Conhecer a Bíblia é impor-
tante para que eu seja vitorioso.
Aos 14 anos ele foi atingido por uma doença nos ossos. Nessa ocasião ele
fez uma promessa que mudou sua vida: “se fosse curado, serviria a Cristo
a vida toda”. Ele nunca esqueceu dessa promessa.
Ainda com 18 anos ele teve umas aulas sobre aviação. Mais tarde seu ir-
mão arrumou um emprego para ele na empresa American Airlines.
CAPÍTULO 3 – Na escola da provação
Neste capítulo o autor comenta sobre o período da vida de Nate Saint na
Força Aérea Americana. Foram tempos difíceis, pois a doença que ele te-
ve nos ossos impediu que ele atuasse como piloto, que era seu grande
sonho. Mas nesses momentos difíceis, Nate se apegava ao Senhor e con-
fiava que Deus estava na condução de sua vida.
De fato, Deus tinha planos. Impedido de voar, Nate foi transferido para
uma base no estado do Texas, onde pôde falar de Jesus para muitos cole-
gas. Lá ele fez um curso de fotografia e também de mecânico de aviões
(ambos seriam, anos mais tarde, muito úteis no trabalho missionário).
Algum tempo depois, durante um culto de Ano Novo, Nate Saint teve
uma experiência com Deus. Segundo suas próprias palavras, “Deus mos-
trou seu plano para ele”. As coisas espirituais ganharam maior sentido e
Nate decidiu ser um missionário.
“Coincidentemente”, neste mesmo tempo seu pai enviou-lhe um folheto
sobre uma agência missionária chamada “Asas do Socorro”. Neste folheto
havia um chamamento aos pilotos cristãos para atuarem como missioná-
rios. Nate escreveu para essa agência para atuar como voluntário. Na car-
ta ele escreve esta marcante frase: “Antes eu só havia entregado meu
dinheiro ao Senhor, agora Ele possui a minha vida também!”
CAPÍTULO 4 – Primeiras experiências
Este capítulo apresenta o testemunho de vida de Nate logo após seu en-
contro com Cristo. Nate ganhou muitas almas para Cristo através de seu
testemunho espontâneo. Uma dessas pessoas foi seu amigo Jorge
Hoover; durante o culto, Nate ofereceu-se para ir à frente com Jorge. Jor-
ge se converteu e posteriormente tornou-se missionário na África.
O primeiro trabalho de Nate Saint na organização Asas de Socorro foi no
México, recuperando um avião que socorria missionários. O avião estava
muito danificado, de forma que até mesmo num hangar, seria difícil re-
cuperá-lo. Porém através da engenhosidade e paciência de Nate o avião
foi consertado.
Ali no México ele passou tempos difíceis, mas isso tudo ensinou-o sobre a
vida missionária. Sobreviveu aos ratos, escorpiões, morcegos e desinteria.
Ali ele aprendeu a ser disciplinado e paciente.
CAPÍTULO 5 – Uma companheira dada por Deus
Neste capítulo o autor relata como Nate conheceu a mulher de sua vida,
Marjore Farris e como eles decidiram atuar como missionários no Equa-
dor.
Nate conheceu Marjore (ou simplesmente Marj) na Califórnia, através de
Charles Mellis, o tesoureiro de Asas do Socorro. Após se conhecerem,
Nate e Marj passaram a corresponder-se através de cartas. Marj era for-
mada em Enfermagem. Logo após o casamento, Nate recebeu dois convi-
tes missionários: um para atuar na Nova Guiné (perto do Japão) e outro
para atuar no Equador (perto do Brasil). Como o trabalho no Equador se-
ria essencial para que o avanço missionário entre os índios da selva ama-
zônica, Nate e Marj escolheram este país para juntos trabalharem como
missionários

Esquerda: Marj Saint. Direita: Marj e Nate com o avião amarelo de Asas
do Socorro ao fundo.
CAPÍTULO 6 – Nas selvas do Equador
Neste capítulo o autor narra a ida do casal Nate e Marj para o campo mis-
sionário.
O sustento missionário. Antes de partir
para o Equador, Nate fez algumas reu-
niões para levantar dinheiro para o sus-
tento missionário (p.44) e a igreja de
Marj mostrou interesse em ajudar no
sustento do casal (p.45).
O campo missionário. No Equador,
Marj ficou em Quito, enquanto Nate foi
para a selva, e ficou morando num
acampamento abandonado da Shell,
que era usado como base pelos missio-
nários. Ali, Nate construiu a casa em
que o casal moraria. Esse acampamento
já tinha sido alvo de muitos ataques de
índios. Uma das tribos que atacara o
acampamento era a dos aucas: tribo
extremamente hostil, que matavam
com lanças e em emboscada.
Os primeiros trabalhos. Nate e Marj
tinham dois objetivos bem definidos no
Equador: (1) estabelecer uma rede de
rádio entre os postos missionários loca-
lizados nas selvas e (2) estabelecer um
serviço de apoio aéreo para os missio-
nários. Permitindo o avanço para den- Em cima: Localização do EUA e do Equa-
tro da selva. Logo que chegaram, Nate dor. Meio: Nate Saint ao lado do avião de
socorreu os missionários que estavam Asas do Socorro. Embaixo: Nate e um
nativo da selva amazônica.
em Macuma sem alimentos frescos e
remédios há cinco meses. Em 37 minutos o problema foi resolvido. Esse
mesmo trajeto a pé pela selva levaria 7 dias.
Os aucas. Essa tribo era sinônimo de TERROR. Mas nem sempre foi assim.
Quando os exploradores espanhóis penetraram na América do Sul, um
dos jesuítas da expedição conseguiu estabelecer relações de amizade
com os aucas. Mas a saúde do jesuíta piorou e ele teve que sair da selva.
Mais tarde, exploradores de borracha e ouro aproximaram-se dos índios
e os exploraram a ponto de arrasarem suas aldeias. Isso levou os aucas a
mergulharem mais profundamente nas selvas, tornando-se mais descon-
fiados do que nunca.
Nate e Marj, porém, não viam os aucas como um povo selvagem, e sim
como um povo pelo qual Cristo havia também morrido.

Foto de uma família auca alcançada


por missionários

Graças ao trabalho desenvolvido


pelos missionários, a antiga tribo
dos aucas se tornou uma vila e hoje
eles têm até time de futebol.
CAPÍTULO 7 – Desastre em Quito
Nesse capítulo o autor comenta sobre o acidente aéreo ocorrido com Na-
te e como isso afetou a vida do missionário.
Estando Marj próximo de dar à luz, Nate sofreu um acidente terrível; o
avião se esborrachou no chão, logo após a decolagem, ficando de cabeça
para baixo. O avião partiu-se em dois. Na queda, Nate fraturou uma vér-
tebra e teve outras lesões.
O fato de ter sobrevivido, apesar da violência do acidente, trouxe profun-
das reflexões para Nate:
1) A certeza de que Deus o guarda:
Apesar de tudo, não senti medo algum. Isso, eu creio, é o resul-
tado da profunda segurança que temos em nosso coração de
que, sem a permissão do Altíssimo, Satanás não poderá fazer-
nos parar, muito menos assinar nossa certidão de óbito. (p.54)

2) A certeza de que ele tem uma tarefa a cumprir:


Estou profundamente convencido de que vivemos cada momen-
to graças às Suas misericórdias, porque Ele tem uma tarefa para
realizarmos, antes de chegarmos a ver a Sua face. (p.54)

3) Fortaleceu também a fé de Marj:


A coragem que Marj demonstrou durante estes dias é uma ver-
dadeira resposta de Deus às orações de vocês por nós. O bebê
está para chegar a qualquer hora. (p.55)

4) Nate buscou aprimorar-se na condução de aviões:


Acho que, em vez de focalizar minha atenção num só ponto rela-
tivamente pequeno, deveria analisar todo o meu sistema de vo-
ar, em busca de falhas técnicas. (p.56)

O acidente também mostrou como Asas do Socorro era importante para


a obra missionária na selva, pois durante o período em que ficaram sem
operar no Equador, outros missionários enfrentaram muitas dificuldades:
Desde que o serviço aéreo foi interrompido, a selva quase ceifou
uma vida missionária. Três homens lutaram 10 a 12 horas por
dia, durante 6 dias, para chegarem da isolada Macuma. Quando
atravessaram um turbulento rio numa frágil balsa, perderam
parte do equipamento e deram como morto um carregador ín-
dio. Depois, um dos missionários ficou doente por extrema fadi-
ga. A alimentação terminou e eles chegaram a Shell Mera com as
pernas tão inchadas, que mal podiam andar.

Algumas semanas após deixar o hospital, Nate gravou um programa na


Rádio Evangélica. Um dos trechos segue abaixo:
Sabemos que há só uma resposta, quando nosso país exige que
paguemos o preço da liberdade — no entanto, quando o Senhor
Jesus nos pede que paguemos o preço da evangelização do
mundo, é comum respondermos com o silêncio: “Não podemos
ir”. Dizemos que o preço é demasiado alto. O próprio Deus dei-
xou claro quando criou o mundo. Ele sabia qual devia ser o pre-
ço. E o cordeiro de Deus foi imolado nos planos de Deus, antes
mesmo da fundação do mundo. Se o próprio Deus não poupou
Seu Filho, antes O entregou para resgate de nosso fracasso e pe-
cado, como podemos nós, os crentes, poupar nossas vidas? —
vidas que na realidade são dele mesmo! (p.58)

[…] E aqueles que não conhecem o Senhor não entendem a ra-


zão por que gastamos nossa vida como missionários. Esquecem-
se de que eles também estão gastando sua vida. Esquecem-se
de que sua vida, uma vez vivida, quando a bola de sabão estou-
rar, eles nada terão para mostrar de significação eterna, que re-
presente os anos que viveram. (p.59)
CAPÍTULO 8 – Um gênio inventivo
Este capítulo é destinado a apresentar as brilhantes invenções de Nate
Saint. Estas invenções facilitaram o trabalho dos missionários, salvaram
vidas, e até hoje são usadas na aviação.
1. Melhoria do sistema de combustível. Nate observou que as chances do
combustível ser interrompido em pleno voo eram grandes. Então ele cri-
ou um sistema alternativo de combustível. Posteriormente este sistema
foi patenteado e adotado pelo departamento de Aeronáutica Civil dos
EUA.
2. Balde voador. Por várias ocasiões Nate precisou entregar objetos em
áreas que não havia pista de pouso. Lançar m pequeno para-quedas não
adiantava, pois era comum o vento levar o paraquedas para longe. Ele
então inventou o Balde Voador. Funcionava da seguinte forma: uma cor-
da longa era amarrada no avião, com um balde de lona amarrado na ou-
tra ponta da corda. O avião começava a voar em círculos e o bande era
arremessado. Quando chegava perto do solo, o balde permanecia parado,
embora o avião continuasse voando em círculo. O desenho abaixo ilustra
esse procedimento.

Como funcionava o “Balde Voador”: À esquerda: observe que o


avião voa em círculos e que o objeto voa num círculo bem menor
que o do avião. Em determinado momento o objeto para de circu-
lar e fica parado no ar. À direita: A mesma imagem, só que vista de
cima.

A Força Aérea dos EUA está usando esta técnica para recolher drones em
pleno voo, substituindo o balde por um recipiente mais adequado para
receber drones. Vale a pena visitar a página
https://www.popularmechanics.com/military/research/a20006/bucket-
drop/ e usar o tradutor do Google para conhecer esta aplicação.
Nesta mesma página há um vídeo mostrando na prática, o funcionamen-
to do Balde Voador (ou digite no YouTube a palavra “bucket-drop”).
3. Comunicação do avião com a terra. O balde voador também resolveu o
problema de comunicação do piloto com as pessoas em terra nos locais
em que não era possível pousar. Bastava apenas substituir a corda por
um fio de telefone e colocar um telefone no balde.
4. Energia elétrica. Na selva não chegava energia elétrica. Nate construiu
uma pequena usina hidrelétrica num rio que passava perto do acampa-
mento.
Graças a esses e outros desenvolvimentos de Nate Saint, o acampamento
de Shell Mera passou a ser importante ponto de apoio aos missionários
da selva amazônica.
CAPÍTULO 9 – Diário de um piloto
Neste capítulo o autor revela como era um dia normal para Nate e sua
esposa Marj.
Por contar com uma base aérea e possuir uma estrada que lhe dava aces-
so para fora da selva, o acampamento de Shell Mera tornou-se um ponto
estratégico de apoio para postos missionários localizados na selva equa-
toriana. Assim, muitas eram as atividades desenvolvidas por Nate, sua
esposa e alguns empregados, dentre as quais podemos destacar:
- manter a base aérea em condições;
- centralizava todas as correspondências dos demais missionários;
- centralizava o abastecimento de alimentos da região;
- operação do rádio que ligava os postos missionários;
- atendimento médico;
- transporte aéreo; dentre outras.
O livro mostra como era intenso o dia de trabalho de Nate e Marj. Obser-
ve nas páginas 72 a 74 a quantidade de atividades realizadas apenas pela
parte da manhã.
As atividades realizadas por Marj e Nate em apenas um dia, se fossem
realizadas sem o uso do rádio e do avião, levariam pelo menos 40 dias.
Podemos agora compreender como a obra missionária no Equador foi
alavancada com a chegada de Asas do Socorro através de Nate e Marj.
Informações adicionais: A base de Shell Mera cresceu e se tornou uma
cidade. Veja algumas fotos da cidade como está hoje:
Uma vista atual da cidade de Shell Mera. Casa de Nate e Marj como se encontra hoje.
Ela foi transformada num ponto turístico. O
neto de um dos índios aucas que matou Nate
Saint em 1956 estava entre os líderes que
ajudaram a inaugurar esta casa após a refor-
ma.

A pista de pouso usada por Nate ainda existe, Hospital fundado por Nate e Marj Saint. Ainda
do outro lado da rua da casa de Saint. Essa hoje serve como hospital para os povos indí-
inscrição está numa das paredes do hangar genas. Você pode realmente ir lá para traba-
que ainda hoje é usado pela Aviação Missioná- lhar como voluntário.
ria.
CAPÍTULO 10 – Salvando Vidas
Neste capítulo o autor relata alguns fatos que mostram a importância da avia-
ção missionária em meio às selvas. Segue um resumo dos fatos narrados:
- Sem avião, as viagens na selva eram perigosas. Numa dessas viagens o
missionário Jorge Moffat e seu bebê caíram de uma alta ponte em um rio
perigoso. Graças a Deus eles tiveram um livramento e escaparam ilesos.
O bebê nada sofreu.
- O bebê do missionário Henrique Miller adoeceu. Até eles chegarem ao
posto médico mais próximo levariam 3 dias, porém, graças à aviação mis-
sionária, na noite daquele mesmo dia a mãe e o bebê foram deixados no
posto médico e o missionário Henrique de volta a seu posto de trabalho.
- Toda a vila de Ahjuana foi vitimada por uma epidemia. Foi Nate, de avi-
ão, quem conseguiu levar as vacinas para dizimar a doença.
- Na cidade de Tena, um operário foi ferido após uma explosão de dina-
mite. Providencialmente, Nate estava naquela cidade deixando um missi-
onário que pregaria naquela noite. O operário foi socorrido de avião e
levado ao hospital. Muitas dos que estavam na cidade se renderam ao
Senhor.
- Asas do Socorro funcionava com permissão do Governo do Equador.
Havia um convênio entre os dois. E Nate não perdia oportunidades. Um
oficial da Força Aérea do Equador acidentou-se numa vila em meio à sel-
va. Ao socorrê-lo, Nate levou consigo exemplares do NT em espanhol que
foram distribuídos aos demais militares enquanto falava-lhes sobre Jesus.
- Mesmo em meio a tanto trabalho, os filhos de Nate e Marj não ficavam
desamparados. Não lhes faltava atenção e demonstrações de amor. Marj
era uma esposa dedicada. A grande obra realizada no Equador só foi pos-
sível porque Marj dava todo o suporte que Nate precisava. Nas palavras
do próprio Nate: “Marj é uma mulher de fibra, incapaz de dizer ‘não pos-
so’. Ela partilha comigo do peso do trabalho, tanto quanto se estivesse no
avião, manejando ela mesma a direção.”
- A irmã de Nate foi visitá-lo e disse que estava interessada em trabalhar
com uma tribo ainda não alcançada. Nate sobrevoou com ela a região da
tribo dos Aucas e disse-lhe: “Eis aí a sua tribo”.
CAPÍTULO 11 – Merecidas Férias
Neste capítulo o autor relata como foram as férias de Nate e Marj.
Eles viajaram para os Estados Unidos, mas ao invés de descansar e curtir a
família, eles fizeram promoção missionária, divulgando em várias igrejas
como era o trabalho nos campos.
Nate aproveitou que estava nos EUA e iniciou junto com engenheiros pro-
jetos de melhorias para os aviões. O trabalho que Nate desempenhava
era muito apreciado pelos coordenadores de Asas do Socorro, tanto que
eles Nate ganhou um avião maior para trabalhar no Equador.
Observação: Neste capítulo, por algumas vezes é citada a Fundação
Wyclife. Trata-se de uma organização missionária que tem por finalidade
traduzir a Bíblia para os povos que não têm a Bíblia em sua língua. Esse
trabalho era especialmente útil para a evangelização de indígenas.
CAPÍTULO 12 – Oásis em Jivária
Neste capítulo o autor fala da grande amizade que surgiu entre Nate e
Rogério (ou Roger) Youderian.
Rogério veio para o Equador para trabalhar com os índios jivaros. O traba-
lho entre os índios prosperou bastante: eles desenvolveram uma espécie
de fazenda na selva, construíram uma igreja e seus costumes foram se
adaptando à Palavra de Deus: era costume dos homens daquela tribo ca-
sar-se com várias mulheres. Passado algum tempo conhecendo a Bíblia,
eles mesmos concluíram que isso não era o certo e decidiram que, após
se converter, um jivaro não poderia buscar outras mulheres.
Rogério Youderiam se tornou um grande amigo de Nate. Ele tinha muita
disposição e era um verdadeiro guerreiro da cruz. Rogério, mais tarde, é
um dos cinco que participarão da Operação Auca.
No final deste capítulo, o autor menciona um ataque dos aucas contra índios
quíchua. Os aucas são índios assassinos, que matavam suas vítimas de em-
boscadas. Nate desejava alcançar esta tribo e comunicar-lhe o amor de Jesus.

À esquerda: Rogério Youderian e sua esposa Bárbara e seus


dois filhos. À direita: Bárbara e um dos filhos do casal.
13. Missão de Paz
Neste capítulo o autor apresenta muitas outras bênçãos que a obra mis-
sionária propiciou aos índios do Equador e também apresenta a chegada
de outros missionários que fizeram parte da “Operação Auca”.
Missão de paz (I). Quando o trabalho entre os índios atshuaras começou
a prosperar, alguns índios jivaros não-convertidos planejaram atacar os
atshuaras. O temor dos missionários era que os atshuaras relacionassem
os dois fatos e que vissem os missionários como traidores, assim a porta
tão recentemente aberta se fecharia. Ao saber das intenções, Nate insta-
lou um alto-falante no avião e sobrevoou as casas dos atshuaras infor-
mando do ataque, mostrando que os missionários eram realmente ami-
gos. Em seguida, sobrevoou a tribo dos jivaros e informou que os atshua-
ras tinham conhecimento do ataque. Quando Nate aterrissou, muitos
jivaros agradeceram e ficaram ao lado dos missionários. Mais tarde, eles
souberam que Catani, o feiticeiro, foi quem havia planejado o ataque.
Missão de paz (II). Dois anos depois, Santiaku, da tribo atshuara, infeliz
com a morte do genro, acusou o feiticeiro jivaro Catani, seu velho inimi-
go, de tê-lo enfeitiçado. Santiaku reuniu os guerreiros e atacaram um pa-
rente de Catani. Em represália, Catani feriu uma mulher atshuara. Poucos
dias mais tarde, atshuaras revidaram o contra-ataque e atiraram na espo-
sa de Catani e no nenê que estava amarrado às suas costas, e quatro ba-
las atingiram Catani. A criança e a esposa morreram. Catani foi removido
para Shell Mera e depois de cuidado, recuperou a saúde. “Por que vocês
salvaram a vida dele?”, perguntou Santiaku aos missionários, criticando a
atenção dispensada ao inimigo. “Porque nós queríamos que ele conhe-
cesse mais da Palavra de Deus e viesse a ser filho de Deus”, responderam.
“Neste caso, pregue bastante para ele”, foi o conselho de Santiaku.
Um hospital em meio às selvas. Nate lutou muito pelo estabelecimento
de uma clínica em Shell Mera, o que faria com que o socorro médico fi-
casse mais perto. Asas de Socorro atendeu o pedido de Nate e cedeu uma
parte do acampamento para que a Rádio Evangélica de Quito construísse
os prédios necessários. O Dr. Fuller, sua esposa Elizabeth e seus filhos
mudaram-se para Shell Mera para trabalhar neste projeto.
Em pouco tempo, os resultados na área médica foram tremendos. Uma
verdadeira onda de pessoas passou a chegar a pé e de avião de todas as
colônias. Sessenta pessoas chegavam a ser atendidas numa tarde. O Dr.
Fuller efetuava muitas operações difíceis, mesmo sem ter nas mãos os
recursos de que um cirurgião precisa. Nate escreveu isso em seu diário:
Hoje à noite mesmo, enquanto escrevo, ele inicia uma operação
para salvar uma criança de oito anos. Num recente voo, um dos
médicos se aproximou de um grupo de seis jivaros e descobriu
que três deles estavam com tuberculose, em estágio avançado.

Uma pista de pouso foi construída perto dos jivaros, para que os missio-
nários pudessem ter facilidade de acesso. O jivaros não convertidos, em
princípio não deram muito valor à pista, quando perceberam que eles
teriam acesso ao serviço médico, sua visão mudou. Muitos índios ficavam
doentes na selva e logo perceberam que as injeções do homem branco
davam mais resultados do que as poções do feiticeiro da tribo.
Nate relatou em seu diário o seguinte sobre o trabalho médico:
“[…] Por tudo isso é desnecessário dizer do nosso interesse pes-
soal no projeto médico. Acreditamos que até mesmo os crentes
mais entusiasmados não avaliam o grande alcance deste traba-
lho para o ministério do evangelho aqui no oriente equatorial. Já
vimos muitos preconceitos caírem por terra. Podemos sentir o
‘antes’ e o ‘depois’, e a sua diferença. Asas de Socorro tudo fará
para fazer do transporte aéreo a ponte necessária para alcançar
os índios para Cristo, através do ministério médico.”

Outras maravilhas. Muitas coisas aconteciam no campo missionário, sen-


do impossível registrar, a não ser algumas. Dayuma, uma mulher auca,
fugiu de sua tribo e foi morar numa fazenda. A irmã de Nate, Rachel
Saint, aproveitou para iniciar com ela o estudo do dialeto auca warani.
Ao longo dos anos também foram fundados um Instituto Bíblico, um hos-
pital e diversos postos de atendimento.
Novos missionários. Foi um auxílio muito grande para o trabalho a che-
gada de três jovens da Missão Cristã para Todas as Terras. Esses homens,
mais tarde, fizeram parte da espetacular Operação Auca.
Jim Elliot e Pedro Fleming cresceram em lares cristãos, onde a Palavra de
Deus e a oração faziam parte da vida diária, tanto quanto a respiração. Ou-
viram o chamado do Salvador e aprenderam a andar com Ele em obediên-
cia. Pedro Fleming conquistara o grau de Mestre em literatura inglesa, na
Universidade de Washington, e foi presidente da Aliança Bíblica Universitá-
ria. Foi nessa época que sentiu seu coração voltar-se para o Equador.
Jim, era filho de um professor de Bíblia da Missão Cristã. Quando ainda
no ginásio, revelara possuir o dom da oratória. Conheceu Betty, filha ta-
lentosa do redator do importante jornal evangélico The Sunday School
Times. Sentiram-se atraídos pelo outro, mas só vieram a casar-se cinco
anos mais tarde, depois de formados. Jim formou-se na universidade com
honras especiais e frequentou o Instituto de Linguística da Missão Wyclif-
fe. Após contato com um missionário que atuava com os quichuas do
Equador e ter notícias dos aucas, escreveu a um amigo dizendo que o Se-
nhor lhe dera indicações seguras de que devia servir no Equador.
Ed McCully e a esposa, Marilou, chegaram a Quito um ano depois de Jim e
Pedro Fleming. McCully foi atleta, orador e presidente da classe no último
ano de Universidade. Mais tarde fez o curso de Direito. Quando trabalhava
como funcionário noturno de um hotel, teve oportunidade de ler muito e
de meditar na Bíblia. Como resultado, decidiu abandonar a carreira e pre-
parar-se para o trabalho do Senhor. Marilou era pianista e regente de coro
da Primeira Igreja Batista de Pontiac, no Estado de Michigan.
Como percebemos, missionários não são pessoas desocupadas ou des-
preparadas. São grandes homens e mulheres que abriram mãos de suas
vidas para entregar-se completamente à obra do Senhor.
À esquerda: Peter e Olive Fleming. À direita: Peter Fleming ensinando os Quechuas poucos dias
antes da Operação Auca.
Jim Elliot, sua esposa Elisabeth e sua filha
Valerie Elliot. Segundo o registro de seu
diário, sua vida tinha sido profunda-
mente impactada pelos testemunhos
de missionários como David Brainerd e
Hudson Taylor. Jim orava constante-
mente: “Consuma minha vida, Senhor.
Eu não quero uma vida longa, mas sim
cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me
com o óleo do teu Espírito…”
CAPÍTULO 14 – Homens de um mesmo sonho
Neste capítulo o autor destaca a amizade que surgiu entre os missioná-
rios Nate, Elliot, McCully e Fleming. O ponto que os unia era o desejo de
todos eles em tirar aqueles índios das trevas espirituais, ensinando-os o
Evangelho de Jesus Cristo.
Em meio aos desafios da obra missionária em um ambiente tão hostil,
nasceu Filipe, o terceiro filho de Nate e Marj. Isso seria um peso muito
grande para Marj, por isso, Nate dedicou-se a Filipe muito mais do que
fizera com os outros filhos.
O casal McCully iniciou um trabalho entre os quíchuas numa região que
fazia fronteira com o território dos aucas. Nate ajudou a descarregar os
objetos que ficariam na casa dos missionários. O perigo nesse acampa-
mento era muito real. Nate descarregava o avião com um revólver em
uma das mãos. Apesar do perigo, os McCully preferiram estabelecer-se ali
para que pudessem ter algum contato com os aucas.
Ao contrário dos que muitos pensam, os que se decidem pela obra missi-
onária não o fazem por falta de habilidades para atuar em outras áreas. O
casal McCully é um exemplo de que os que decidem trabalhar para o Rei-
no têm muitos dons, mas ao invés de usarem para sua própria vida, op-
tam por dedicá-los à obra de Salvação de outros. Nate conhecia este casal
desde antes da missão, e sabia que eles poderiam ter usado seus dons
para ter uma vida de sucesso lá nos EUA.
CAPÍTULO 15 – Operação Auca
Neste capítulo o autor narra em detalhes como foi planejada e executada
a operação que finalmente estabeleceria um contato com os aucas.
Como já lemos, os aucas eram famosos por sua ferocidade e pelas em-
boscadas que costumavam armar tanto a índios de outras tribos como
aos civilizados. Mesmo assim, Nate e seus quatro companheiros se arris-
caram. Foram cautelosos ao se aproximarem: trocaram presentes com os
índios e aprenderam saudações de paz, aprendidas com Dayuma (a me-
nina auca que fugiu da tribo para morar com a irmã de Nate.
Nate desceu o balde voador e os índios ofertaram presentes, tais como
um papagaio, carne de macaco, etc.
Após aterrissarem na praia de um rio, conseguiam estabelecer contato
com três índios aucas. Um deles, apelidado de “Jorge” chegou a voar com
Nate.
Entretanto, o fim não foi o esperado. No dia seguinte, os cinco homens
foram covardemente mortos a flechadas pelos índios. Nate estava arma-
do, mas decidiu não utilizá-la.
Helicópteros e forças do exército equatoriano foram acionadas e encon-
traram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de
Ed McCully). Seus corpos estavam brutalmente perfurados por lanças e
machados. Seus corpos foram enterrados naquela mesma praia em que
foram mortos.
Quando a notícia foi dada às esposas, elas revelaram aquele mesmo espí-
rito de fé e coragem que caracterizara o marido de cada uma delas. Ne-
nhuma atitude de desespero ou de revolta, mas aquela certeza no cora-
ção de que eles tinham feito o que sentiam ser a vontade de Deus para
eles e que não tinham sacrificado suas vidas em vão.
Ao sobrevoarem a praia onde seus maridos foram enterrados, a mulher
de Marj disse: “Este é o mais belo cemitério do mundo.”
Todos eles morreram jovens. Não tiveram uma vida longa, mas
certamente foi cheia do Espírito Santo. Foram muito usados por Deus.
Seguem algumas fotos desses heróis e de suas esposas e filhos.

As viúvas ou-
vindo o relato
da descoberta
do destino de
seus maridos.
Epílogo
Neste capítulo o autor apresenta os resultados da Operação Auca, que
num primeiro momento, pareceu ter sido um desastre.
1. Por que será que os índios teriam cometido esses crimes? Os aucas
tinham muito medo do homem branco, porque em ocasiões anteriores
eles tiveram experiências ruins com exploradores. Apesar do cuidado dos
missionários, o índio (apelidado de “Jorge”) que havia voado com Nate,
mentiu para seus companheiros dizendo que os missionários queriam
destruí-los.
2. Teria valido a pena o sacrifício dessas vidas jovens? Sim. Ao invés de
assustar aqueles que desejavam ser missionários, essa tragédia gerou
efeito contrário. Em todo o mundo, o exemplo deles serviu de inspiração
para que novos missionários se alistassem. Em toda a parte do mundo,
indivíduos e grupos eram vivamente tocados pelo sacrifício dos cinco.
No Brasil, em Mato Grosso, um grupo de índios crentes ao ouvir a notícia,
caíram de joelhos e pediram a Deus que lhes perdoasse por sua própria
falta de interesse em ganhar seus companheiros para Cristo.
Um jovem major da Força Aérea dos Estados Unidos se apresentou como
candidato de Asas de Socorro.
Um jovem de dezoito anos pôs-se de joelhos em seu quarto e orou:
"Senhor, entrego minha vida sem reservas a Ti. Desejo ocupar o lugar de
um daqueles cinco.”
Ao saber que Nate havia perecido na praia, varado pelas lanças dos aucas,
Marj orou assim: “Senhor, tiraste de mim o tesouro mais precioso que eu
tinha na terra. Usa a sua morte ainda mais do que usaste a sua curta
vida”.
Deus ouviu sua oração: nos EUA, por onde Marj passava, encontrava
relatos de vidas que foram mudadas pelo testemunho dos 5 missionários,
muitas delas sentiram a chamada para se dedicar ao trabalho de Deus. A
própria filha de Nate Saint e seu esposo se tornaram missionários de Asas
do Socorro.
3. Será que as esposas iriam continuar os esforços para entrar em
contato com os aucas a fim de ganhá-los para Cristo? Sim.
Dayuma, aquela menina auca, tinha fugido da sua tribo e morava com
Raquel, irmã de Nate, anos depois, voltou para sua tribo para visitar os
aucas e lhes falou que duas missionárias queriam ensinar-lhes sobre
Deus. Os índios então pediram que Dayuma convidasse as missionárias
para morar com eles. Era a primeira vez que um convite desses era
dirigido a brancos.
Essas duas missionárias eram Raquel (irmã de Nate) e Betty (esposa de
Jim Elliot, um dos mortos pelos aucas). Betty levou a filhinha do casal.
Junto aos aucas, Raquel, que era missionária da organização “Tradutores
Wycliffe”, traduziu diversas porções bíblicas para a língua dos aucas.
Como resultado dos trabalhos dessas mulheres, muitos aucas foram
convertidos. Uma igreja foi contruída entre eles. Kimo, um dos matadores
dos cinco missionários, não apenas se converteu, mas se tornou um
pastor entre os aucas.
Nove anos após o trágico massacre, Kathy e Steve, filhos de Marj e Saint,
decidiram voltar ao Equador e, na praia das Palmeiras, onde pai deles
tombara como um herói das missões modernas, eles foram batizados por
Kimo, um dos assassinos de seu pai.
Na ocasião, foram lidos trechos do Evangelho de Marcos, recentemente
traduzido por Raquel, irmã de Nate.
Que final inesperado!
Naqueles dias, disse Marj: “Quem somos nós para escolher se Ele nos usa
na vida ou na morte? Aos cinco Ele escolheu usar na morte, para que,
depois de mortos, eles ainda nos falem, como Abel (Hebreus 11.4)”.
Caro leitor, a você talvez o Senhor tenha escolhido usar na vida. Se Ele
está falando ao seu coração através das vidas desses jovens que se
sacrificaram pela salvação dos aucas, e chamando-o para o Seu bendito
serviço, responda, sem hesitar e alegremente: “Eis-me aqui, envia-me a
mim.”
Rachel Saint (irmã de Nate Saint) O batismo de Kathy Saint pelos índios que
cuidando das crianças da tribo alca. Os participaram das lanças e matanças. Steve
índios a chamavam de "Estrela". Saint está esperando no fundo por sua vez.

Em 1997, Mincaye (um dos assassinos) e


Marj Saint se conheceram em 1997. Quan-
do Mincaye visitou pela primeira vez os
Estados Unidos. Ele a abraçou e rezou para
que Deus a vigiasse.

À esquerda: Mincaye e Steve Saint (filho de Nate Saint)


na selva
Abaixo: Mincaye e Jesse Saint (filho de Steve Saint) e a
placa de identificação do avião de Nate Saint, encon-
trada em Palm Beach em 1994, 40 anos depois de ter
sido enterrada.

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