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UNIVERSIDADE EDUARDO MODLANE

FACULDADE EDUCAÇÃO

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

CURSO DE LICENCIATURA EM PSICOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES

Período: Pós-laboral I° Semestre

ERGONOMIA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Tema: Ergonomia aplicada a vários contextos

Discentes: Olímpia Teófilo Saia

Docente:
dr. Milton Mucuanga

Maputo, 29 de Julho 2021

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ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO........................................................................................................................1

1.1. Objectivos da pesquisa.........................................................................................................1

1.1.1. Objectivo geral..................................................................................................................1

1.1.2. Objectivo específicos........................................................................................................1

1.2. METODOLOGIA.................................................................................................................1

2. CONTEXTUALIZAÇÃO........................................................................................................2

2.1. Surgimento e conceitos gerais de ergonomia....................................................................2

2.2. Características específicas da ergonomia..........................................................................4

2.3. Classificação da ergonomia..................................................................................................4

3. ERGONOMIA E INFORMÁTICA.........................................................................................5

4. ERGONOMIA NAS EMPRESAS...........................................................................................6

5. ERGONOMIA E SAUDE........................................................................................................7

6. ERGONOMIA APLICADA AOS AUTOMÓVEIS................................................................8

4. CONCLUSÃO........................................................................................................................10

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................11
1. INTRODUÇÃO
No presente trabalho pretende-se abordar acerca da Ergonomia aplicada a vários contextos onde
me focarei nos seguintes sectores Ergonomia e Informática, Ergonomia dos automóveis,
Ergonomia e saúde, Ergonomia e arquitectura, Ergonomia dos Materiais e Equipamentos. “A
postura de trabalho representa principalmente um meio para desempenhar a atividade. As
posturas e os movimentos de trabalho são determinados pelo espaço físico no qual o corpo e,
principalmente seus segmentos estão localizados, pelas características das informações a serem
captadas e pelas ações a serem desempenhadas no espaço.
A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seu ambiente de trabalho. Nesse
sentido, o termo ambiente brange não apenas o meio propriamente dito em que o homem
trabalha, mas também os instrumentos, os métodos e a organização deste trabalho. A aplicação
dos princípios da Ergonomia propicia uma interação adequada e confortável do ser humano com
os objetos que maneja e com o ambiente onde trabalha, melhorando a produtividade e reduzindo
custos laborais.

1.1. Objectivos da pesquisa


1.1.1. Objectivo geral
 Compreender a aplicações da Ergonomia a vários contexto.

1.1.2. Objectivo específicos


 Identificar a origem da Ergonomia;
 Descrever a plicação da Ergonomia em diferentes niveis;
 Caracterizar o uso da Ergonomia na Informática, Ergonomia dos automóveis, Ergonomia
e saúde, Ergonomia e arquitectura

1.2. METODOLOGIA
Para o alcance dos objectivos esperados, a constituição dos corpora para a investigação passou
por seguintes fases: desenvolvimento de um amplo estudo bibliográfico sobre, o tema no geral.

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2. CONTEXTUALIZAÇÃO

2.1. Surgimento e conceitos gerais de ergonomia

A Ergonomia tem sua origem remota nas antigas civilizações, nas quais o homem buscava
adaptar as ferramentas utilizadas às suas características físicas. Os artefatos utilizados para lançar
ou bater eram moldados com base no formato de suas mãos e compatíveis com sua capacidade,
com objetivo de facilitar a pega, melhorar o conforto e oportunizar maior precisão(Mont’Alvão,
A., Moraes, A., 2003).

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), veio a necessidade do fabrico de


instrumentos bélicos complexos, motivo que fez impulsionar os estudos e pesquisas em
ergonomia, visando adaptar tais equipamentos às características e capacidades do operador. De
nada adiantaria ter um arsenal de guerra extremamente combatente, se os operadores não
possuíssem habilidades e capacidades suficientes para operá-los, expondo a si e aos outros a
risco de morte (Pires, 2001).

Com o término da Guerra, todo o conhecimento adquirido em Ergonomia foi transferido às


condições normais de trabalho voltadas à produtividade, com objetivo de estudar a relação do
sistema homem-máquina-ambiente e melhorar as condições de trabalho nas indústrias (IIDA,
2005).

Neste sistema, passou-se a observar as dificuldades enfrentadas pelo homem ao operar os


equipamentos e máquinas, pois é dele que provêm os movimentos para o acionamento dos
comandos, o abastecimento e retirada de materiais. Evidenciou-se, então, que os fatores humanos
são primordiais na era do maquinismo, tornando primordiais os estudos para adaptar tais
equipamentos à capacidade humana (Mont’Alvão; Moraes, 2003).

Considerando os fatores humanos no desempenho das atividades, a ergonomia tem como foco
principal adaptar o trabalho e o ambiente ao homem, levando em consideração sua capacidade
física e psicológica. Para isso deve preocupar-se com os aspectos posturais, ambientais,
operacionais, dentre outros (Tomasi, 2001).

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A aplicação da ergonomia ocorre de forma ampla e abrangente, envolvendo desde o
planejamento e projeto de equipamentos ou atividades, anterior à realização do trabalho, até
avaliação e controle que decorrem durante e após a execução desse trabalho. Os estudos em
ergonomia partem da análise das características do trabalhador, levando em consideração suas
capacidades e limitações, para então projetar e adaptar o trabalho ao homem (Iida, 2005).

A otimização do desempenho dos sistemas também é um dos objetivos da ergonomia, busca


aprimorar a eficiência tanto do sistema quanto a do indivíduo, tendo como base a transformação
da interface entre o usuário e os equipamentos. Quando o ser humano é parte essencial para o
bom desempenho do sistema, este deve ser contemplado no estudo ergonômico, pois se não
estiver confortável, o sistema não trabalhará com a eficiência esperada (Medeiros, 2004).

Neste contexto, o sistema torna-se bastante amplo, por considerar o indivíduo, as ferramentas, os
equipamentos e o ambiente no qual são desempenhadas as tarefas. No entanto, outros fatores
deverão ser levados em consideração e ser avaliados, como clima, vibrações, ruídos, estresse,
entre outros (Zizemer, 2014).

A ergonomia é a aplicação e integralização de conhecimentos multidisciplinares oriundos da


fisiologia, psicologia, engenharia e outras áreas de conhecimento. A interação que ocorre entre as
ciências é fator chave para a implementação ergonômica nos ambientes de trabalho, para que não
causem danos à saúde dos trabalhadores e possibilitam a execução das tarefas dentro dos limites
e capacidade do operador (Pizo, 2010).

A partir da década de 1980, com o surgimento da informática, a Ergonomia passa para uma nova
fase, o uso de sistemas operacionais informatizados alterou a interface do conjunto homem-
máquina, em que o operador demanda maiores habilidades e conhecimentos para interpretar e
processar as informações para, então, praticar a ação, no entendimento de Iida (2005, p. 18)
“com postos de trabalho informatizados e o uso de robôs. Isso pode refletir no nível de emprego,
qualificação de trabalhadores, organização da produção e realização de investimentos”.

Diante disso, a Ergonomia amplia sua área de atuação, considerando não mais apenas o posto de
trabalho em si, mas a organização como um todo, definida na literatura como Macroergonomia,
cujas decisões de aplicação partem da alta administração da empresa. Com esta intervenção, a
empresa obtém muitos ganhos na produção, na segurança e na satisfação dos trabalhadores.

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Quando a aplicação da Ergonomia é pontual em um equipamento ou posto de trabalho considera-
se Microergonomia (Iida, 2005).

2.2. Características específicas da ergonomia

A Ergonomia estuda as condições que antecedem o trabalho e as consequências após sua


execução, considerando as interações entre homem, máquina e ambientes durante a execução
desse trabalho. Iida (2005) destaca as características específicas que envolvem o sistema, tais
como:

a) ergonomia física – busca observar as características humanas relacionadas à anatomia,


antropometria, fisiologia e biomecânica, envolvidas na atividade física desenvolvida. Como
pontos importantes analisa a postura no trabalho, manuseio de materiais, dentre outros,
relacionados ao trabalho e projeto de postos de trabalho;

b) ergonomia cognitiva – preocupa-se com os processos mentais envolvidos na interação entre o


indivíduo e outros elementos do sistema, como a percepção, memória, raciocínio e resposta
motora. São fatores importantes que influenciam na tomada de decisões, interação
homemsistema, treinamento e estresse;

c) ergonomia organizacional – envolve-se com a otimização dos sistemas sócio técnicos no


contexto da estrutura organizacional, busca uma melhor forma de trabalho envolvendo
comunicação, trabalho em grupo, projeto participativo, dentre outros.

2.3. Classificação da ergonomia

A Ergonomia pode ser classificada em quatro grupos: ergonomia de concepção, correção,


conscientização e participação. A Ergonomia de Concepção atua na fase de projeto do produto
ou posto de trabalho; a de Correção é aplicada em situações já existentes; a de Conscientização
objetiva capacitar os trabalhadores a identificar problemas ergonômicos; e a de Participação
busca envolver o usuário na solução dos problemas (Zizemer, 2014).

A aplicação da Ergonomia de Concepção é considerada como o melhor momento para a


intervenção ergonômica, pois é durante o projeto que se pode ter um melhor estudo e pesquisa da
máquina ou do posto de trabalho. Quando a situação é existente, aplica-se a Ergonomia de

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Correção, com o intuito de solucionar algum problema já constatado, que reflete na segurança,
fadiga demasiada, doenças ocupacionais, dentre outros agravos à saúde. Um fator de muita
relevância é capacitar os próprios usuários do sistema para identificarem os problemas no dia a
dia, devido ao possível desgaste natural dos equipamentos ou até por alteração em processos de
trabalho; quando isto ocorre é devido à aplicação da Ergonomia de Conscientização. Outra
aplicação da Ergonomia é o envolvimento do próprio usuário do sistema na resolução de
problemas ergonômicos, esta é denominada de Ergonomia de Participação, parte do princípio de
que o operador possui o conhecimento prático, muitas vezes desconhecido pelos projetistas,
(IIDA, 2005).

3. ERGONOMIA E INFORMÁTICA

O computador, como um instrumento de trabalho, é um mediador entre a ação e o objeto de


trabalho. O tratamento da informação que ele viabiliza foi responsável por uma
“intelectualização” do trabalho (Abrahão e Pinho, 2002).

A comunicação mediada por computador é justamente uma situação que requer um elevado nível
de atenção. Apesar das tentativas de flexibilização, introduzidas nas novas gerações de
programas, não se pode ainda dizer que o diálogo homem-computador atingiu a riqueza de
recursos existentes no diálogo homem-homem que, assegura uma melhor compreensão da
mensagem (Abrahão e Pinho, 2002).

Muitas atividades que envolvem o uso de computadores podem ser consideradas como
resolução de problemas, mas também leva o computador a fazer exatamente o que o usuário
quer, ou seja, estabelecer uma comunicação efetiva com ele. A ergonomia e informática seriam
complementares no planejamento e na realização da atividade humana. Complementares porque
os ergonomistas lidam com a situação real de trabalho e a informática se inspira no trabalho
prescrito. A informática trabalha com o conceito mais abrangente de fator humano, verificando
as características integrais do elo entre homem e máquina. A ergonomia vem trabalhando, de
forma sistemática, na introdução destas novas tecnologias, demonstrando a transformação do
conteúdo e da natureza do trabalho e das conseqüências destas mudanças na saúde e na
produtividade (Abrahão e Pinho, 2002).

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A literatura aponta a necessidade da construção de um conjunto de conhecimentos teóricos, que
contemple as seguintes palavras: noção de trabalho, homem, relação homem trabalho, construído
pelos ergonomistas e confrontados com outras disciplinas (Abrahão, 1999).

As contribuições da ergonomia, na introdução de melhorias nas situações de trabalho, se dão


através da ação ergonômica, buscando compreender a atividade em diferentes condições de
trabalho com vistas à sua transformação. Assim, o foco de dá na ação, ou seja, na situação de
trabalho, para desvendar as lógicas de funcionamento e suas conseqüências, tanto para a
qualidade de vida no trabalho, quanto para o desempenho da produção (Abrahão e Assunçâo,
2002).

A abordagem teórico-metodológica se enquadra nos pressupostos da Análise Ergonômica do


Trabalho (AET). Para Wisner (2004), a AET tem apresentado uma coerente e eficiente
metodologia, comprovada cientificamente com estudos realizados nas mais diversas áreas, de
forma a conhecer o melhor possível a realidade do trabalho. Desse modo, a AET propõe uma
metodologia própria de intervenção – a Análise Ergonômica do Trabalho, visando à análise da
atividade e o aprendizado da globalidade das situações de trabalho (Guérin, 2001).

Segundo Wisner (1994), comporta cinco etapas de importância e de dificuldades diferentes:


análise da demanda e proposta de contrato; análise do ambiente técnico, econômico e social;
análise das atividades e da situação de trabalho e restituição dos resultados; recomendações
ergonômicas e validação da intervenção e eficiência das recomendações. A partir do ponto de
vista da atividade, os aspectos da situação do trabalho podem ser conhecidos e investigados da
maneira como realmente acontecem, permitindo ao ergonomista entender o trabalho real. Além
disso, pode intervir nas situações de trabalho e contribuir para manutenção da saúde dos
trabalhadores. Esse conhecimento permite o desenvolvimento das competências e, ao mesmo
tempo, garantir os objetivos econômicos determinados pela empresa (Guérin, 2001).

4. ERGONOMIA NAS EMPRESAS

Segundo Oliveira17 , o ambiente de trabalho expõe os trabalhadores aos riscos, que podem ser
periculosos ou insalubres. Os agentes periculosos são aqueles mais visíveis que podem afetar a

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integridade física do trabalhador. Já os agentes insalubres são mais insidiosos, atuando em longo
prazo, minando paulatinamente a saúde do trabalhador.

Isto é, como muitos trabalhadores passam mais tempo no local de trabalho que em suas próprias
casas, nada mais justo que cuidar muito bem de sua saúde, para que possa ser mais produtivo. E
adotar uma postura ergonomicamente correta é uma das atitudes que podem ser adotadas pelo
trabalhador, para que se tenha bons resultados, tanto no curto quanto no longo prazo.

5. ERGONOMIA E SAUDE

O trabalho realizado no dia a dia do colaborador, que desenvolve tarefas rotineiras, sem a
adaptação suficiente do ambiente de produção, pode levá-lo a desenvolver sérios riscos a sua
própria saúde. Diante de tantas consequências contraídas do trabalho mal adaptado é que se
propõe a Ergonomia, pois para cada objeto ou equipamento inventado, o homem tenta adaptar o
mesmo de uma forma mais confortável para sua utilização. Há necessidade de adequar o
ambiente de trabalho ao ser humano, ou seja, fazer com que as empresas tenham mais
preocupação com a saúde das pessoas no ambiente de trabalho. (Oliveira, 2012) .

Uma das principais razões de existir conflito nas organizações é o fato de que as pessoas não
compreendem suas atribuições e as de seus companheiros no ambiente profissional. Por mais
bem concebida que sejauma estrutura organizacional, é importante que cada um compreenda o
processo para que este possa funcionar. Tal empreendimento é ajudado,na prática, pela utilização
de relações de autoridade e de informação e pela inclusão de objetivos específicos, que coloca a
vida nas diversas posições (Araújo, 2010:10).

Ainda segundo Araújo (2010, p. 206), desde o início dos anos de 1980, os princípios de
ergonomia começaram a ser aplicados nas empresas, quando “a Organização Mundial de Saúde
define ergonomia como uma ciência que visa ao máximo rendimento, reduzindo os riscos de erro
humano ao mínimo, ao mesmo tempo que trata de diminuir dentro do possível, os perigos para o
trabalhador”. A ergonomia contribui para melhorar a eficiência, a confiabilidade e a qualidade
das operações industriais, na qual pode ser feito por meio do aperfeiçoamento da fase de
implantação do projeto de máquinas, equipamentos e postos de trabalho, como na introdução de

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modificações em sistemas já existentes, adaptando-os às capacidades e limitações do organismo
humano (Iida, 2005).

Ainda, Ilda (2005, p.2), defini Ergonomia, como: O estudo da adaptação do trabalho ao homem.
O trabalho aqui tem urna acepção bastante ampla, abrangendo não apenas aqueles executados
com máquinas e equipamentos, utilizados para transformar os materiais, mas também toda a
situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e urna atividade produtiva. Isso envolve
não somente o ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais.

A ergonomia tem urna visão ampla, abrangendo atividades de planejamento e projeto, que
ocorrem antes do trabalho ser realizado, e aqueles de controle e avaliação, que ocorrem durante e
após esse trabalho. Tudo isso é necessário para que o trabalho possa atingir os resultados
desejados. Atividades rotineiras, trabalhos com equipamentos não adequados ao corpo,
iluminação, ruídos são alguns dos fatores ergonômicos prejudiciais aos colaboradores e que
posteriormente acarretarão devidas consequências que, no entanto afetarão sua saúde e
produtividade no trabalho.

Como objetivos práticos, a ergonomia busca proporcionar a segurança, o bem - estar e a


satisfação dos colaboradores na relação com os processos produtivos. Em geral, não se aceita
colocar a eficiência como o objetivo principal da ergonomia, porque isso poderia ocasionar o
sacrifício e sofrimento dos colaboradores, o que é inaceitável, pois a ergonomia busca, em
primeiro lugar, o bem- estar do colaborador (Iida, 2005).

6. ERGONOMIA APLICADA AOS AUTOMÓVEIS

O automóvel é considerado um objeto utilizado para diversas finalidades, seja para passeio,
trabalho, deslocamento, competição, dentre outros. No entanto, seu projeto deve atender às
necessidades e características dos usuários. Os primeiros veículos fabricados eram abertos, o
condutor ficava exposto a intempéries e totalmente desprotegido em caso de acidentes. No
entanto, em meados do século XX, foi introduzida carroceria aos veículos, fato considerado uma
das primeiras aplicações de ergonomia nos automóveis, ou seja, aplicação de uma melhoria na
máquina para favorecer o conforto e segurança do homem. Por outro lado, limitou o campo de

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visão do motorista sendo necessária a instalação de espelhos retrovisores para solucionar o
problema (Rozestraten, 2006).

O ambiente interno é composto por dispositivos que fornecem informações ao condutor, tais
como: velocidade, temperatura do motor, nível de combustível, entre outros. Já o ambiente
externo, através de placas de sinalização de trânsito, informa, ao condutor, a velocidade
permitida da estrada, indicação de permissão de ultrapassagem, assim por diante. Após visualizar
as informações, o motorista toma decisões e age sobre os dispositivos através de acionamento de
pedais, manuseio do câmbio de transmissão e demais instrumentos necessários (Iida, 2005).

7. ERGONOMIA DOS MATÉRIAS E EQUIPAMENTO

A ergonomia é a aplicação do conhecimento científico no design de objetos, sistemas e


tecnologia utilizada pelo ser humano com o objetivo de garantir a saúde e a segurança dos
trabalhadores e aumentar os níveis de produtividade. Os princípios ergonómicos são aplicados
em diversas atividades humanas como o trabalho, o lazer ou o desporto. O objetivo é garantir que
as pessoas tiram o máximo de proveito das atividades realizadas em condições de sua saúde e
segurança.

A expressão ergonomia origina-se dos termos grego “ergon” que significa “trabalho” e “nomos”,
que significa “regras ou normas”.

A ergonomia é a ciência que estuda a relação entre o Homem e o trabalho que executa,
procurando desenvolver uma integração perfeita entre as condições de trabalho, as capacidades e
limitações físicas e psicológicas do trabalhador e a eficiência do sistema produtivo.
Segundo a norma regulamentadora 12 – 12.96 – As Máquinas e equipamentos devem ser
projetados, construídos e operados lavando em consideração a necessidade de adaptação das
condições de trabalho ás características psicofisiológicas dos trabalhadores e á natureza dos
trabalhos a executar, oferecendo condições de conforto e segurança do trabalho observado o
disposto da (Unicamp, 2001:33-36).

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Ou seja, os aspectos ergonômicos da nr-12 são obrigatórios para todos equipamentos e máquinas
operados, esta exigência começou desde dezembro de 2010, onde foi necessário levar em
consideração características antropométricas dos trabalhadores.

Este aspecto sempre foi questionado, pois apesar da NR-12 ter expandido os conceitos de
ergonomia da NR-17, algumas regras ainda não foram consideradas claras, possibilitando
diversas interpretações.

Segundo a Unicamp (2001).São alguns aspectos ergonômicos da nr-12 que devem se manter
em observância quanto à projeção, construção e manutenção das máquinas e
equipamentos:

a) Atendimento da variabilidade das características antropométricas dos operadores;

b) Respeito às exigências posturais, cognitivas, movimentos e esforços físicos demandados pelos


operadores;

c) Os componentes como monitores de vídeo, sinais e comandos, devem possibilitar a interação


clara e precisa com o operador de forma a reduzir possibilidades de erros de interpretação ou
retorno de informação;

d) Os comandos e indicadores devem representar, sempre que possível, a direção do movimento


e demais efeitos correspondentes;

e) Os sistemas interativos, como ícones, símbolos e instruções devem ser coerentes em sua
aparência e função;

f) Favorecimento do desempenho e a confiabilidade das operações, com redução da


probabilidade de falhas na operação;

g) Redução da exigência de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos
corporais;

h) A iluminação favorecimento do desempenho e a confiabilidade das operações, com redução


da probabilidade de falhas na operação;

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g) Redução da exigência de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos
corporais;

h)A iluminação deve ser adequada e ficar disponível em situações de emergência, quando
exigido o ingresso em seu interior.

4. CONCLUSÃO

Fim do trabalho conclui-se que, os objetivos propostos no trabalho foram atingidos, com a
aplicação do estudo homem-máquina-ambiente foi possível identificar as demandas ergonômicas
necessárias para integrarem o escopo do projeto do novo veículo, visando proporcionar maior
conforto e segurança aos pilotos. Algumas peças e partes do veículo atual serão reutilizadas no
novo veículo, isso representa limitações para implantação de todas as demandas ergonômicas
necessárias. nota-se tambem que a exigência de responsabilidade e atenção ao desenrolar as
atividades de trabalho conduz a um aumento da contração muscular estática, a qual, por sua vez,
pode contribuir para a sobrecarga muscular global. Ou seja, os resultados obtidos mostram que o
trabalho exige concentração, atenção e responsabilidade, principalmente ao manusear provas de
alunos onde todas essas exigências estão certamente determinando as posturas, principalmente as
estáticas.

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABRAHÃO, J.I., ASSUNÇÃO, A.A. (2002). A concepção de postos de trabalho informatizados


visando a prevenção de problemas posturais. Revista de Saúde Coletiva da UEFS. Feira de
Santana: v.1, n.1, 38-45.

ABRAHÃO, J.I., PINHO, D.L.M (1999).Teoria e Prática Ergonômica: seus limites e


possibilidades. In: PAZ, M.G.T., TAMAYO, A. Escola, Saúde e Trabalho: estudos psicológicos.
Brasília: Editora da UnB, p.01-14.

ARAÚJO, W. T. (2010) Manual de Segurança do Trabalho. São Paulo: Dcl.

GUÉRIN, F. et al. (2001). Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da ergonomia.


São Paulo: Edgar Blücher. 200 p.

IIDA, I (2005) . Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Edgard Blücher.

MORAES, A; MONT’ALVÃO, C (2003). Ergonomia Conceitos e Aplicação. 3. ed. Rio de


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PIRES, L; R (2001). Rodrigo. P. Ergonomia Fundamentos da Prática Ergonômica. São Paulo:


LTr.

Marques, C. A. & Cunha, M. P. (Eds.), Comportamento Organizacional e Gestão de Empresas.


Lisboa: Dom Quixote.

Unicamp (2001) Manual sobre Ergonomia. Rio de Janeiro:IUSER.

PIZO, C.A. et. al. (2010). Análise ergonômica do trabalho. São Paulo: LTr, 2001. Revista
Produção, v. 20, n.4, p. 657-668, out./dez.

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ROZESTRATEN, R. J. A. (2015) Ergonomia veicular do século XX. 2006. 8 f. Revista
Psicologia: Pesquisa & Transito, v. 2, nº 1. Campo Grande, 2006. Disponível em: - Acesso em
08 abr.

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