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NOÇÕES DE DIREITO

ADMINISTRATIVO
Lei n. 8.112/1990 – Servidores Públicos

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Lei n. 8.112/1990 – Servidores Públicos
Diogo Surdi

Lei n. 8.112 – Servidores Públicos....................................................................................4


Apresentação..................................................................................................................4
1. Abrangência e Linha do Tempo.....................................................................................4
1.1. Concurso Público.......................................................................................................6
1.2. Provimento............................................................................................................... 7
1.3. Posse...................................................................................................................... 14
1.4. Exercício................................................................................................................. 16
1.5. Estágio Probatório...................................................................................................17
1.6. Estabilidade............................................................................................................ 19
1.7. Vacância.................................................................................................................. 21
2. Remoção, Redistribuição e Substituição....................................................................24
2.1. Remoção.................................................................................................................24
2.2. Redistribuição........................................................................................................ 27
2.3. Substituição...........................................................................................................29
3. Direitos e Vantagens................................................................................................ 30
3.1. Vencimento e Remuneração.................................................................................... 31
3.2. Indenizações. ..........................................................................................................33
3.3. Gratificações e Adicionais.......................................................................................38
3.4. Férias.....................................................................................................................43
3.5. Licenças.................................................................................................................45
3.6. Afastamentos........................................................................................................ 51
3.7. Concessões............................................................................................................52
3.8. Direito de Petição. ..................................................................................................53

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4. Regime Disciplinar.....................................................................................................55
4.1. Deveres..................................................................................................................56
4.2. Proibições.............................................................................................................. 57
4.4. Responsabilidades. .................................................................................................63
4.5. Penalidades. .......................................................................................................... 66
5. Processo Administrativo Disciplinar..........................................................................70
6. Seguridade Social do Servidor................................................................................... 77
6.1. Beneficiários........................................................................................................... 77
6.2. Benefícios..............................................................................................................79
Resumo.........................................................................................................................94
Questões de Concurso................................................................................................. 103
Gabarito....................................................................................................................... 116
Gabarito Comentado. .................................................................................................... 117

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LEI N. 8.112 – SERVIDORES PÚBLICOS


Apresentação
Olá, tudo bem? Espero que sim!
Na aula de hoje, estudaremos todos os detalhes sobre a Lei n. 8.112, norma que estabe-
lece o Estatuto dos Servidores Públicos da União.
Grande abraço e boa aula!
Diogo.

1. Abrangência e Linha do Tempo


A Lei n. 8.112 institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das au-
tarquias federais (inclusive as em regime especial) e das fundações públicas federais. É por
meio das disposições da mencionada lei, desta forma, que os servidores federais estatutá-
rios encontram todos os direitos e garantias a eles conferidos, bem como os requisitos para
o seu exercício.
No entanto, as disposições da Lei n. 8.112 não se aplicam a todos os agentes públicos,
mas sim apenas aos servidores públicos civis federais, o que implica em dizer que os em-
pregados públicos federais, regidos pela CLT, não estão compreendidos dentro do campo de
atuação do estatuto federal.
Da mesma forma, a norma não se aplica aos servidores públicos estatutários dos demais
entes federativos, tal como os Estados e os Municípios. Ainda que estes servidores sejam
regidos por um estatuto, caberá ao respectivo ente federativo, por meio de lei, a sua edição.

A Lei n. 8.112 é aplicada A Lei n. 8.112 não é aplicada

Aos servidores estatutários da administração Aos empregados públicos federais, que são
direta federal regidos pelas disposições da CLT
Aos servidores das autarquias (inclusive as em Aos servidores públicos dos Estados, do Dis-
regime especial) federais trito Federal e dos Municípios
Aos servidores das fundações públicas federais Aos militares

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A linha do tempo do serviço público é uma forma de compreendermos todo o processo de


ingresso, desenvolvimento e saída de um respectivo servidor no serviço público. Por meio de
sua análise, nos permitirá ter uma visão global de todas as etapas e facilitará a compreensão
dos diversos institutos aos quais os servidores federais estão sujeitos.
Desta forma, a linha do tempo do serviço público compreende, basicamente, as seguintes
fases: a) concurso, b) provimento, c) posse, d) exercício, e) estágio probatório, f) estabilidade
e g) vacância.

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1.1. Concurso Público

O concurso público é a forma objetiva de selecionar servidores, primando pelo princípio da

impessoalidade e assegurando igualdade de condições a todos os candidatos.

No entanto, não é de qualquer forma que tal processo pode ser realizado. Caso assim o

fosse, seria muito fácil para administradores mal intencionados fraudar as regras previstas e

conceder certos favorecimentos para determinados candidatos, desrespeitando gravemente

a impessoalidade, princípio basilar de toda a atividade administrativa.

Por isso mesmo é que a Lei n. 8.112 se preocupou em estabelecer diversas regras a serem

observadas pela administração pública quando da realização de concurso público. Tais re-

gras, salienta-se, devem observar as disposições constitucionais sobre a forma de realização

dos concursos públicos, disposições estas de observância obrigatória para toda a adminis-

tração pública.

Em seus artigos 11 e 12, a Lei n. 8.112 assim estabelece:

Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas,
conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscri-
ção do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, e
ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.
Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única
vez, por igual período.
§ 1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que
será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação.
§ 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com
prazo de validade não expirado.

Percebam que o concurso público poderá ser de provas ou de provas e títulos, mas nunca,

para os servidores regidos pela Lei n. 8.112, poderá ser exclusivamente de títulos.

Da mesma forma, o concurso terá validade de até dois anos, e a sua prorrogação, que

poderá ocorrer uma única vez, deverá ser pelo mesmo prazo inicialmente previsto para a va-

lidade do certame.

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Poderá a administração, por exemplo, realizar concurso com prazo de validade de 1 ano, esta-
belecendo no edital que o prazo ali estabelecido poderá ser prorrogado uma única vez, por
igual período.
Assim, vencido o prazo do concurso, pode a administração (trata-se de uma faculdade) pror-
rogar a validade do mesmo por mais 1 ano ou realizar um novo concurso.
E poderá a administração publicar edital de concurso com o prazo de validade de 2 anos,
improrrogáveis?
Perfeitamente, pois nenhuma regra foi desrespeitada. O que houve apenas foi que a adminis-
tração, discricionariamente, optou por não estabelecer a possibilidade de prorrogação.
E se fosse publicado um edital com prazo de 1 ano, estabelecendo a possibilidade de prorro-
gação por 3 vezes e estando, por isso mesmo, com prazo total inferior a 4 anos, seria válido?
Ainda que o prazo total de 4 anos não tenha sido superado (2 + 2), foi desrespeitada a regra
de uma única prorrogação, devendo o edital ser considerado nulo neste aspecto.
E se tivemos um edital regulamentando um concurso e estabelecendo como prazo de validade
2 anos, com a possibilidade de prorrogação por 1 ano. Estaria a administração, nesta situa-
ção, respeitando a Lei n. 8.112?
Aqui, temos uma situação interessante: uma única prorrogação e o prazo total respeitado.
No entanto, além destas regras, não podemos nos esquecer que a prorrogação, em todos os
casos, deve ser pelo mesmo período inicialmente previsto no edital: 1 ano + 1 ano, 2 anos + 2
anos, 6 meses + 6 meses.

1.2. Provimento

Realizado o concurso, é o momento de a administração chamar os candidatos aprovados.


Tal como ocorre com o prazo de validade, uma série de regras devem ser estabelecidas pela
respectiva administração.
Desta forma, o provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade com-
petente de cada Poder, que deverá observar, conforme as regras estabelecidas no edital, um
limite mínimo de provimentos para as pessoas portadoras de deficiência.
Tal limite, atualmente, é de até 20% das vagas oferecidas no concurso.

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Situação interessante ocorre com a possibilidade dos estrangeiros ocuparem cargos pú-
blicos. Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 19, o artigo 37, I, da Constituição
Federal passou a vigorar da seguinte forma:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requi-
sitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.

Trata-se o inciso em questão de uma norma constitucional de eficácia limitada, carecen-


do de regulamentação para que possa produzir efeitos jurídicos.
No âmbito federal, coube à Lei n. 8.112 estabelecer, em seu artigo 5º, § 3º, as situações
em que os estrangeiros poderão ocupar cargos públicos.

As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus


cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os proce-
dimentos desta Lei.

Claramente se percebe que o objetivo da norma federal foi incentivar a pesquisa e o de-
senvolvimento tecnológico nacional, possibilitando que profissionais qualificados de outros
países venham incrementar o desenvolvimento nacional em determinadas áreas.

A Lei n. 8.112 estabelece diversas formas de provimento de cargo público, sendo elas a
nomeação, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a re-
condução.

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Destas, apenas a nomeação é considerada forma originária de provimento, sendo que to-

das as demais são classificadas como forma de provimento derivadas.

De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, as formas de provimento derivado pre-

vistas no estatuto federal podem ser classificadas em vertical, horizontal ou por reingresso.

Nesta classificação, a forma de provimento derivado vertical seria aquela em que o ser-

vidor, já atuando na administração pública, passa para um cargo de nível mais elevado na

carreira. Trata-se, em nosso ordenamento, da promoção.

O provimento derivado horizontal, por sua vez, ocorre quando o servidor não ascende nem

é rebaixado profissionalmente, mas sim posicionado em um cargo com as mesmas atribui-

ções e responsabilidades do anteriormente ocupado. Das hipóteses da Lei n. 8.112, apenas a

readaptação se enquadra em tal classificação.

Por fim, temos as formas de provimento derivado por reingresso, que são aquelas em que

o servidor retorna para o serviço público após ter sido dele desligado. São classificadas nesta

categoria a reversão, a recondução, a reintegração e o aproveitamento.

Como forma de facilitar a compreensão das formas de provimento previstas na Lei n.


8.112, veremos cada uma delas por meio dos gráficos a seguir:

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Trata-se a nomeação do modo clássico de prover o servidor no cargo público, podendo ocorrer
tanto para os cargos efetivos quanto para os cargos em comissão.
No caso dos cargos efetivos, também chamados de cargo isolado de provimento efetivo ou
cargo de carreira, a nomeação, necessariamente, precisa de aprovação em concurso público
anteriormente realizado.
Nomeação Para os cargos em comissão, uma vez que são considerados como de livre nomeação e exone-
ração, tal característica nem sempre está presente.
E isso ocorre porque os cargos em comissão são destinados às funções de direção, chefia e
assessoramento, podendo, por isso mesmo, ser livremente escolhidos pela autoridade nome-
ante, que pode optar por provê-los com um servidor de carreira ou com uma pessoa até então
estranha aos quadros funcionais do serviço público.
A promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito da mesma car-
reira, ocorrendo, com o provimento, a vacância no cargo de classe mais baixa e o provimento
no cargo de classe mais alta.
Como resultado, tem-se que ocorre simultaneamente uma vacância e um provimento, não
gerando saldo a ser reposto pela administração.
Vejamos o seguinte exemplo: No âmbito do Poder Judiciário, os cargos são estruturados em
três classes, sendo elas denominadas de A, B e C. Cada uma destas classes é subdividida em
Promoção padrões, de forma que o servidor, ao entrar em exercício, ocupa a classe inicial A e o padrão
inicial 1.
Após o período de 1 ano de efeito exercício, o servidor passa para o padrão subsequente, per-
manecendo, contudo, na mesma classe.
No nosso caso, o servidor passou de A1 para A2. Ao chegar ao último padrão da classe a que
pertence, no entanto, temos a passagem de uma classe para outra da carreira, oportunidade
em que ocorre a promoção.
Com ela, o servidor, que até então ocupava a classe A, passa a ocupar a classe B.
A readaptação ocorre quando o servidor sofre uma limitação em sua capacidade física ou
mental, mas ainda pode trabalhar, não sendo o caso de aposentadoria.
Como exemplo, podemos citar um acidente no qual o servidor ficou impossibilitado de digitar.
Se anteriormente tal servidor era responsável pela confecção das intimações e citações no
órgão em que atuava, não há, com a limitação ocorrida, a possibilidade de o servidor continuar
exercendo tais atividades.
Mas percebam que o servidor não está impossibilitado para o serviço público, podendo perfei-
tamente exercer atividades que não exijam o esforço repetitivo de digitação.
Readaptação
Nesta situação, a administração coloca o servidor em um cargo compatível com a limitação
sofrida. No entanto, para que isso seja possível, devem ser observadas algumas característi-
cas, conforme estabelece o artigo 24, § 2º, da Lei n. 8.112:
“A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida,
nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo
vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.”
Caso o servidor seja considerado incapaz para o serviço público, ocorrerá a aposentadoria do
respectivo agente público.

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Reversão é o retorno à atividade do servidor anteriormente aposentado, desde que atendidas as


regras estabelecidas pelo Poder Executivo e desde que o servidor não tenha atingido a idade de 70
anos.
Tal forma de provimento pode ocorrer de duas formas:
1) Por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria.
2) No interesse da administração, desde que, neste caso, o servidor obedeça a uma série de regras:
a) tenha solicitado a reversão;
b) a aposentadoria tenha sido voluntária;
c) estável quando na atividade;
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;
Reversão
e) haja cargo vago;
Como não poderia deixar de ser, a reversão será feita para o mesmo cargo anteriormente ocupado
pelo servidor, ou então para o cargo resultante de uma possível transformação.
Com a reversão, o servidor volta a receber a remuneração que anteriormente recebia, com todas as
vantagens de caráter pessoal eventualmente existentes.
No caso de reversão por invalidez, tendo a junta médica declarado que os motivos alegados pelo
servidor, para aposentar-se, são insubsistentes, deverá ele retornar para o serviço público ainda
que não haja cargo vago, em plena sintonia com o princípio da indisponibilidade do interesse
público.
Nesta situação, deverá o servidor exercer suas atribuições como excedente.

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O aproveitamento pode ser entendido como o chamado, feito pela administração pública,
para que o servidor público em disponibilidade volte a exercer suas atividades.
Tal forma de provimento encontra previsão no artigo 30 da Lei n. 8.112, que assim dispõe:
“O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento
Aproveitamento
obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocu-
pado.”
Não entrando em exercício no prazo legal, a disponibilidade será cassada e o respectivo
aproveitamento será tornado sem efeito.
Recondução é a forma de provimento em que ocorre o retorno do servidor ao cargo ante-
riormente ocupado.
Duas são as situações, de acordo com o artigo 29 da Lei n. 8.112, que ensejam a recondu-
ção do servidor, sendo que ambas decorrem da estabilidade por ele alcançada no serviço
público.
“Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá
de: I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; II – reintegração do ante-
rior ocupante.”
Recondução
Em ambas as situações apresentadas, o servidor público federal já é estável no serviço
público, de forma que uma possível inabilitação em estágio probatório relativo a outro
concurso por ele prestado não possui o efeito, por si só, de acarretar a exoneração do
servidor.
Da mesma forma, caso ele passe a exercer as atribuições de um cargo até então ocupado
por um servidor demitido, e este, posteriormente, consiga anular a sua demissão na jus-
tiça, sendo reintegrado ao cargo que ocupava, não poderá o servidor estável ser exone-
rado, devendo ser reconduzido ao cargo onde adquiriu a estabilidade.

Ressalta-se que a possibilidade de recondução não é um direito extensível, por analogia,


aos servidores estatutários das demais esferas federativas. Desta forma, para que a recondu-

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ção seja possível, deverão os entes estabelecer tal previsão nos respectivos estatutos funcio-
nais de seus servidores, conforme entendeu o STJ no julgamento do RMS 46.438, realizado
em 2015:

Não é possível a aplicação, por analogia, do instituto da recondução previsto no art. 29, I,
da Lei n. 8.112/1990 a servidor público estadual na hipótese em que o ordenamento jurí-
dico do estado for omisso acerca desse direito. Isso porque a analogia das legislações
estaduais e municipais com a Lei n. 8.112/1990 somente é possível se houver omissão no
tocante a direito de cunho constitucional autoaplicável que seria necessário para suprir
a omissão da legislação estadual, bem como que a situação não dê azo ao aumento de
gastos.

A reintegração consiste no retorno do servidor anteriormente demitido ao cargo anterior-


mente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação, com ressarcimento de todas
as vantagens.
Para isso, a demissão deverá ter sido invalidada por decisão administrativa ou judicial.
Grande controvérsia reside nos efeitos da reintegração para o servidor eventualmente ocu-
pante da vaga decorrente de demissão.
Isso porque a Lei n. 8.112 determina que “encontrando-se provido o cargo, o seu eventual
ocupante será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado
em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade”.
Vejamos: Um servidor X é demitido e entra com uma ação judicial de reintegração. A admi-
nistração pública nomeia o servidor Y para o cargo vago, que passa a exercer normalmente
suas atribuições.
Reintegração
Posteriormente, o servidor X ganha na justiça o direito de ser reintegrado com todas as
vantagens.
E o que acontece com o servidor Y, caso este ainda não seja estável e, por isso mesmo, não
puder ser reconduzido ou posto em disponibilidade?
Durante muito tempo, a doutrina chegou a afirmar que caberia a cada ente federativo disci-
plinar os efeitos desta situação, sendo que diversas Constituições Estaduais e Leis Orgâni-
cas afirmavam que o servidor deveria ser exonerado.
Nos dias atuais, percebe-se que a possibilidade de exoneração não é viável, haja vista que
o novo servidor é um terceiro de boa fé que não pode ser prejudicado por atos anteriores da
administração.
Desta forma, em caso de reintegração, o eventual servidor não estável deverá ser mantido
como excedente.

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1.3. Posse

Ocorrendo a nomeação, que deve ser publicada no Diário Oficial da União, o nomeado tem
o prazo de 30 dias para tomar posse. Caso não tome posse no prazo legal, o ato de nomeação
será declarado sem efeito, uma vez que a pessoa nomeada ainda não é considerada servidor
público, fato que apenas ocorre com a posse.
Constitui a posse, dessa forma, o momento em que os candidatos aprovados e anterior-
mente nomeados têm o primeiro contato com a administração pública, passando, a partir de
então, a serem servidores públicos e estando legalmente investidos em cargo público.
Neste sentido, merece destaque os conceitos de cargo e de servidor público apresentados
pela Lei n. 8.112, conforme se observa da leitura dos artigos 2º e 3º da norma:

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura orga-
nizacional que devem ser cometidas a um servidor.

Assim, podemos definir servidor público como a pessoa anteriormente aprovada em con-
curso público, nomeada (ato de provimento) e que dentro do prazo legal (30 dias) tomou pos-
se perante a autoridade competente.
Ao se tornar servidor, o particular passa a ser titular de um cargo público, que é o conjunto
de responsabilidades e atribuições, definidas em lei, que o agora agente público terá na sua
carreira profissional.
Os cargos públicos, ainda que sejam, em sua maioria, providos para efetivo exercício, po-
dem também ser utilizados para provimento em comissão.
O provimento em comissão é utilizado pela administração pública para as funções de
direção, chefia e assessoramento, oportunidades em que as pessoas designadas poderão ou
não já ser integrantes do serviço público.

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A Lei n. 8.112 apresenta, ainda, regras procedimentais sobre a forma como ocorrerá a
posse dos servidores públicos. Neste sentido é o teor dos artigos 13 e 14 da norma federal:

Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribui-
ções, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão
ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei.
§ 3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica.
§ 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.
§ 5º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu
patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública.
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial.
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para
o exercício do cargo.

A Lei n. 8.112, em seu artigo 5º, relaciona os requisitos que devem obrigatoriamente ser
exigidos para que possa ocorrer a investidura em cargo público. Tais requisitos devem ser
comprovados no momento da posse, sendo inconstitucional norma que estabeleça outro mo-
mento para a sua exigência, tal como a inscrição ou a data da realização das provas.

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Nos termos da lei, são os seguintes os requisitos exigidos na data da posse: I – a naciona-

lidade brasileira; II – o gozo dos direitos políticos; III – a quitação com as obrigações militares

e eleitorais; IV – o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V – a idade mínima

de dezoito anos; VI – aptidão física e mental.

Frisa-se que a lista apresentada não é exaustiva, podendo ser exigidos, em virtude das

atribuições do cargo, outros requisitos estabelecidos em lei, tal como a comprovação de ex-

periência mínima no ramo de atividade e a aprovação em curso de formação.

1.4. Exercício

Ocorrendo a posse, temos a investidura de mais um servidor para os quadros funcionais

da administração pública federal. E como forma do servidor conhecer o local da repartição

para onde foi nomeado e se organizar-se melhor com relação a mudanças, hospedagem e de-

mais procedimentos, a Lei n. 8.112 faculta ao servidor o prazo de 15 dias, contados da posse,

para a entrada em exercício.

Caso o servidor anteriormente empossado não entre em exercício no prazo legal, tere-

mos, ao contrário do que ocorre com a nomeação, a exoneração do servidor, uma vez que,

conforme anteriormente mencionado, a posse é o momento em que o particular passa a

constar nos assentamentos funcionais da administração, sendo considerado, a partir de

então, servidor público.

Com a nomeação isso não ocorre, tratando-se esta, apenas, de uma forma de “chamar” o

candidato nomeado. Por isso mesmo, caso o particular não atenda ao chamado público, o ato

apenas será tornado sem efeito, acarretando, como consequência, a nomeação do candidato

classificado na posição subsequente.

Tais institutos podem ser mais bem visualizados, com os seus respectivos efeitos, por

meio do gráfico a seguir:

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Constitui o exercício o efetivo desempenho do cargo público ou da função de confian-


ça. Nos termos da Lei n. 8.112, compete à autoridade para onde foi nomeado o servidor
todas as instruções e orientações necessárias para que o servidor preste suas atividades
adequadamente.
É durante o exercício do servidor que todas os demais institutos se fazem presentes, de
forma que passa ele a contar com uma série de direitos e de obrigações, submetendo-se a
um período de estágio probatório e adquirindo, caso cumpra os requisitos previstos em lei, a
estabilidade.

1.5. Estágio Probatório

A partir da data em que entra em exercício, inicia-se, para o servidor ocupante de cargo
efetivo, o estágio probatório, período de avaliação onde diversos fatores são levados em con-
ta para a verificação da aptidão e da capacidade do agente público.
O instituto do estágio probatório está intimamente ligado ao princípio da eficiência, sendo
um dos momentos em que a administração pode verificar se o servidor atende às condições
por ela exigidas.
Tais condições, de acordo com a Lei n. 8.112, são as seguintes: a) assiduidade; b) disci-
plina; c) capacidade de iniciativa; d) produtividade; e) responsabilidade.

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Ainda que o texto da Lei n. 8.112 afirme que o período de estágio probatório é de 24 me-
ses, deve-se ressaltar que, com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 19, ocorrida em
1998, o período para aquisição da estabilidade passou a ser de 3 anos.
Assim, ainda que a Constituição Federal nada mencione acerca do período necessário
para a aquisição de estabilidade, o entendimento esposado por toda a doutrina majoritária é
de que o período de estágio probatório deve ser de 3 anos, sendo este o prazo utilizado, atu-
almente, no âmbito do serviço público federal.
Durante o estágio probatório, o servidor faz jus a uma grande quantidade de direitos, tais
como as licenças e os afastamentos. As exceções, como não poderia ser diferente, são muito
exigidas pelas bancas organizadoras. Para facilitar a assimilação, relaciona-se a seguir as
licenças e os afastamentos que podem ou não ser usufruídos pelos servidores públicos fede-
rais que se encontrem em estágio probatório.

Licenças e afastamentos passíveis de utiliza- Licenças e afastamentos que não podem ser utilizados no
ção no estágio probatório estágio probatório
Licença por motivo de doença em pessoa da Licença para capacitação
família
Licença por motivo de afastamento do cônjuge Licença para tratar de interesses particulares
ou companheiro
Licença para o serviço militar Licença para desempenho de mandato classista
Licença para atividade política
Afastamento para exercício de mandato eletivo
Afastamento para estudo ou missão no exterior
Afastamento para servir em organismo interna-
cional de que o Brasil participe ou com o qual
coopere

Uma forma bastante conhecida de memorizar as situações apresentadas é por meio das
licenças e afastamentos que não podem ser concedidas ao servidor, que, em conjunto, for-
mam o mnemônico “MA-TRA-CA”, ou seja, mandato classista, tratamento de interesses par-
ticulares e capacitação.
A avaliação do servidor que se encontra em estágio probatório deve ser periódica e de
acordo com a periodicidade prevista em regulamento de cada órgão. Quatro meses antes
de findo o período do estágio, a avaliação de desempenho do servidor, que será realizada

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por comissão constituída para esta finalidade, será submetida à homologação da autoridade
competente.
Tendo o servidor sido aprovado no estágio probatório, passa a adquirir a estabilidade, que,
ressalta-se, vale para todo o serviço público, e não apenas para o cargo público que o servidor
eventualmente ocupa.
Caso não seja aprovado, os efeitos, para o servidor, poderão ser dois:
a) Caso o servidor já seja estável, terá ele direito de ser reconduzido ao cargo anteriormen-
te ocupado. Nesta hipótese, caso o cargo anteriormente ocupado já esteja preenchido por
outra pessoa, o servidor inabilitado será aproveitado em outro, a critério da administração.
b) Caso o servidor não seja estável, a inabilitação no estágio probatório acarreta a exone-
ração do cargo público, oportunidade em que o vínculo com o poder público é rompido.

1.6. Estabilidade

A estabilidade constitui uma das principais garantias dos servidores públicos estatutá-
rios. Por meio dela, objetiva-se proporcionar que o servidor desempenhe suas atribuições
sem a coação das autoridades superiores, que, não fosse a estabilidade, poderiam condicio-
nar determinados comportamentos dos servidores à exoneração do cargo público.
Como anteriormente mencionado, a estabilidade ocorre no âmbito do serviço público, e
não do cargo em que o servidor encontra-se investigo. Neste sentido, merece destaque o en-
tendimento de José dos Santos Carvalho Filho:

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A estabilidade é instituto que guarda relação com o serviço, e não com o cargo. Emana daí que, se
o servidor já adquiriu estabilidade no serviço ocupando determinado cargo, não precisará de novo
estágio probatório no caso de permanecer em sua carreira, cujos patamares são alcançados nor-
malmente pelo sistema de promoções.

Não se trata a estabilidade, no entanto, de uma regra absoluta, uma vez que não existem
direitos e garantias com esta qualidade.
Caso assim o fosse, estaríamos diante de um sério risco de engessamento do serviço
público, com a possibilidade surreal de termos servidores praticando faltas graves contra a
administração sem a possibilidade de demissão.
Para que isso não ocorra, a Lei n. 8.112 estabelece, em seu artigo 22, as hipóteses em que
o servidor público federal estável poderá perder o cargo:

O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de


processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

Além delas, temos duas outras possibilidades extraídas do texto da Constituição Federal,
sendo elas o procedimento de avaliação periódica e a redução de despesas quando os entes
federativos não observarem o limite máximo de gastos com pessoal.

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1.7. Vacância

As diversas hipóteses de vacância são situações em que o servidor público deixa o cargo
público anteriormente ocupado. Tais situações podem ser de caráter definitivo, oportunidade
em que o agente estatal rompe o seu vínculo com o poder público, ou então tratar-se de hipó-
teses em que ocorre a simples troca dos cargos ocupados pelo servidor.
Vejamos, tal como feito com as situações de provimento, as hipóteses de vacância previs-
tas no estatuto federal, que podem ser melhor visualizadas por meio da tabela adiante:

A exoneração não se trata de uma forma de punição do agente público, mas sim do rompimento
do vínculo mantido entre o servidor e a administração pública federal. Tal forma de vacância
pode ocorrer de maneira voluntária ou involuntária.
É voluntária quando a exoneração ocorre a pedido do servidor. Tratando-se de exoneração de
ofício, de iniciativa do poder público, estaremos diante da exoneração involuntária.
De acordo com a Lei n. 8.112, apenas em duas situações teremos a exoneração involuntária (de
Exoneração ofício) do servidor público ocupante de cargo efetivo:
a) Quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
b) Quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido, que é
de 15 dias.
Quando se tratar de cargo em comissão, tendo em vista que estes são de livre nomeação e exo-
neração e possuem a característica da transitoriedade, a exoneração poderá ocorrer, à qualquer
tempo, à pedido do servidor (voluntária) ou de ofício, no interesse da administração (involuntária).

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Ao contrário da exoneração, que é a saída não punitiva do servidor, as situações que acarretam
a demissão são hipóteses previstas em lei em que o servidor comete alguma infração discipli-
nar ou não observa determinadas normas previstas no estatuto funcional.
Demissão
A depender da gravidade da conduta, conforme será visto oportunamente, a demissão acarre-
tará a impossibilidade de o servidor retornar ao serviço público dentro do prazo de 5 anos ou
até mesmo indefinidamente.

Trata-se da forma de vacância natural, onde o servidor, após atender as condições previs-
Aposentadoria tas na Constituição Federal, rompe o seu vínculo com o poder público, passando a receber
proventos decorrentes da inatividade.
Com o falecimento, ocorre a vacância no cargo público, que será, após a publicação no
Falecimento
diário oficial, objeto de preenchimento por novo servidor público.
A posse em cargo inacumulável trata-se da hipótese de vacância em que o servidor
público deixa de ocupar um cargo público pra ingressar, sem quebra de vínculo com o
poder público, em outro órgão ou entidade do mesmo ente federativo.
Como exemplo, podemos apresentar um particular que tenha sido aprovado para o cargo
de Técnico Judiciário de um tribunal do Poder Judiciário federal.
Posteriormente, o servidor é aprovado para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal
do Brasil, cargo que, ainda que integrante do Poder Executivo, pertence à mesma esfera
Posse em cargo
federativa.
inacumulável
Nesta situação, como forma de não perder o tempo de serviço público prestado como
Técnico Judiciário, bem como utilizar os dias trabalhados na contagem de férias e demais
verbas acessórias, o servidor solicita vacância no órgão de origem com base em posse
em cargo inacumulável.
Caso, em sentido oposto, ele apenas tivesse solicitado exoneração, haveria a quebra do
vínculo com poder público, sujeitando-se o servidor às eventuais regras instituídas antes
da sua investidura no novo cargo.

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Como vimos nas hipóteses de provimento, com a promoção o servidor é alçado a uma
nova classe na carreira, de forma que o cargo anteriormente ocupado fica vago.
Promoção
Por isso mesmo, esta é uma das hipóteses em que ocorre, simultaneamente, um provi-
mento e uma vacância.
Da mesma forma como ocorre com a promoção, a readaptação é uma forma tanto de pro-
vimento quanto de vacância.
Vejamos: Se o servidor sofreu uma limitação (física ou mental) e tem que ser aproveitado
em um cargo compatível com a limitação sofrida, é certo que o cargo anteriormente ocu-
Readaptação
pado pelo servidor ficará vago.
Dessa forma, a administração coloca o servidor em um cargo compatível com a limita-
ção sofrida (provimento), ao passo que o cargo anteriormente ocupado fica vago para ser
ocupado por outra pessoa (vacância)

Das hipóteses apresentadas pela Lei n. 8.112 como situações de vacância, duas delas

constituem, da mesma forma, hipóteses de provimento, sendo elas a readaptação e a promo-

ção.

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2. Remoção, Redistribuição e Substituição

2.1. Remoção

A remoção pode ser entendida como o “deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício,


no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”, conforme determina o artigo 36
da Lei n. 8.112.
Do conceito legal, nota-se que a remoção (que não é uma forma de provimento em cargo
público), pode ocorrer tanto por iniciativa do servidor quanto por iniciativa do poder público.
Neste mesmo sentido, poderá a remoção dar-se com ou sem a mudança da sede onde o ser-
vidor desempenha suas atribuições.
Na remoção de ofício, é o interesse da administração que é levado em conta, sem margem
de opção para a análise da vontade do servidor.
Na remoção a pedido, em sentido oposto, é a vontade do servidor que é levada em conta,
tratando-se de um ato, via de regra, discricionário do poder público. Por isso mesmo, a admi-
nistração deve levar em conta a conveniência e a oportunidade para deferir ou não o pedido
de remoção.
Em determinadas situações, no entanto, teremos a remoção por iniciativa do servidor sem
que possa a administração analisar o mérito da questão, tratando-se, por isso mesmo, de um
ato vinculado e que deve, obrigatoriamente, ser deferido pelo poder público.
Três são as situações, de acordo com a Lei n. 8.112 (art. 36, III), que ensejam o deferimen-
to da remoção independente da vontade da administração:
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar,
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi
deslocado no interesse da Administração;
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas
expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta
médica oficial;

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c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessa-


dos for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou
entidade em que aqueles estejam lotados.
Da análise das hipóteses de remoção, verifica-se que quando a administração, de ofício,
resolve remover o servidor, o que está sendo levado em conta é apenas a vontade do próprio
poder estatal, independente do servidor concordar ou não com tal procedimento.
Já na remoção a pedido, temos duas possibilidades: o pedido ter sido formulado pelo
servidor e haver a possibilidade da administração aceitar ou não tal situação, com base no
interesse desta, e a situação em que o pedido de remoção ocorre por parte do servidor, não
restando alternativa para a administração pública que não seja o seu deferimento.
Nesta última hipótese, ou seja, quando a administração encontra-se vinculada ao pedido
do servidor público, princípios basilares como a saúde e a manutenção do núcleo familiar são
levados em conta.

Na hipótese da remoção para acompanhar cônjuge, também servidor, que tenha sido remo-
vido no interesse da administração, objetiva-se assegurar a manutenção do núcleo familiar,
evitando-se que uma remoção de iniciativa do poder público torne inviável a relação até
então existente.

De acordo com o entendimento do STF, não é necessário, no âmbito da remoção para


acompanhar cônjuge ou companheiro, que ambos sejam regidos pelas disposições da Lei n.
8.112, mas sim apenas um dos cônjuges, conforme se observa, por exemplo, do teor do Man-
dado de Segurança 23.058:

Havendo a transferência, de ofício, do cônjuge da impetrante, empregado da Caixa Eco-


nômica Federal, para a cidade de Fortaleza/CE, tem ela, servidora ocupante de cargo no
Tribunal de Contas da União, direito líquido e certo de também ser removida, indepen-
dentemente da existência de vagas.

No caso, estávamos diante de uma funcionária da Caixa Econômica Federal (empresa pú-
blica) que fora removida de ofício. Ainda que tal funcionária não seja regida pelas disposições

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da Lei n. 8.112, mas sim pelas regras previstas na CLT, o seu cônjuge, que é servidor do TCU
(regido pelo estatuto federal) tem direito à remoção de ofício.
Tal hipótese de remoção, no entanto, não deve ser confundida com as hipóteses em que um
dos cônjuges ou companheiros é aprovado em concurso público para outro órgão ou entidade.
Nestes casos, como a quebra do vínculo familiar não deu-se em função de uma ação do
poder público, mas sim como decorrência da vontade de um dos membros do casal, não há
que se falar em direito à remoção para acompanhar cônjuge, conforme entendimento do STJ
(REsp 616.831):

Hipótese em que não há falar em deslocamento do servidor público no interesse da


Administração, uma vez que se trata de primeiro provimento de cargo e o servidor tinha
conhecimento de que seu exercício seria, necessariamente, no Estado do Rio de Janeiro,
tendo em vista a natureza estadual do órgão para o qual foi nomeado. Inexiste, portanto,
direito líquido e certo da recorrente à remoção.

Por fim, ainda no âmbito da remoção para acompanhar cônjuge, o STJ possui entendi-
mento de que não há direito à remoção quando o casal não morava, inicialmente, na mes-
ma localidade. Neste sentido, destaca-se a pedagógica decisão proferida no âmbito do REsp
1.209.391:

Servidor público federal lotado no interior do Estado da Paraíba requereu a sua remoção
para a capital do estado ou, alternativamente, a lotação provisória em qualquer outro
órgão da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional para acompanhar
a esposa, servidora pública federal, removida de ofício de Campina Grande para João
Pessoa. Apesar de a esposa do autor ter sido removida de ofício, o apelante não faz jus
à remoção para a sede do TRE/PB, visto que o casal não residia na mesma localidade
antes da remoção da esposa. Portanto, o Estado não se omitiu do seu dever de prote-
ger a unidade familiar, que ocorre quando há o afastamento do convívio familiar direto e
diário de um dos seus integrantes.

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2.2. Redistribuição

A redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, esteja ou não ele ocu-


pado, e desde que tal deslocamento ocorra para outro órgão ou entidade, mas sempre no
âmbito do mesmo Poder.

Determinado servidor foi aprovado em um concurso público da esfera federal, sendo lotado
em uma repartição onde o número de servidores que ocupavam o mesmo quadro que ele
totalizava 15 pessoas.
Neste órgão, as lotações são definidas com base no total de atendimentos realizados por
semestre. Assim, se a sua repartição não tiver atendido, no semestre atual, um número supe-
rior de pessoas que no semestre anterior, perderá alguns dos cargos da lotação padrão.
Nesta hipótese, teremos a redistribuição de cargos, fazendo com que certo número de cargos
pertencentes à repartição do servidor seja redistribuído para outra repartição, integrante do
mesmo Poder, que tenha realizado um maior número de atendimentos no semestre.

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Para que a redistribuição seja feita, faz-se necessário, ainda, que alguns requisitos sejam
atendidos, sendo eles:
• interesse da administração;
• equivalência de vencimentos;
• manutenção da essência das atribuições do cargo;
• vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades;
• mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional;
• compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão
ou entidade;

A redistribuição também poderá ocorrer com a finalidade de ajuste de lotação ou nos ca-
sos de reorganização e extinção do órgão ou entidade. Tratando-se de cargos efetivos que se
encontrem vagos, a realização da redistribuição deverá ser realizada em conjunto entre o SI-
PEC (Sistema de pessoal civil da administração pública) e os órgãos ou entidades envolvidos.

Caso, no entanto, ocorra a extinção de um órgão ou entidade e os servidores não sejam

redistribuídos, deverão os mesmos ser mantidos em disponibilidade. Caso não sejam colo-

cados em disponibilidade, deverão ser mantidos sob responsabilidade do SIPEC até o seu

adequado aproveitamento.

Tanto nas situações de remoção quanto de redistribuição, quando ocorrer a mudança de

Município onde o servidor passe a desempenhar as suas atribuições, deverá ser a ele assegu-

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rado um prazo de trânsito para a entrada em exercício, que, nos termos da Lei n. 8.112, será

de no mínimo 10 dias e de no máximo 30 dias.

Os institutos da remoção e da redistribuição podem ser diferenciados por meio da seguin-

te tabela:

Remoção Redistribuição
Não trata-se de uma forma de provimento Não trata-se de uma forma de provimento
Não altera o contingente funcional Não altera o contingente funcional
Trata-se do deslocamento de servidor Trata-se do deslocamento de cargo
Destina-se a assegurar a preservação de valores Trata-se de uma forma de organização da administra-
como a saúde do servidor e o núcleo familiar ção pública
Quando ocorrer a mudança de Município, deve ser Quando ocorrer a mudança de Município, deve ser con-
conferido um prazo de 10 a 30 dias para a entrada ferido um prazo de 10 a 30 dias para a entrada em exer-
em exercício cício

2.3. Substituição
A substituição trata-se de instituto decorrente do princípio da continuidade dos serviços
públicos. Com ela, objetiva-se que o serviço não seja interrompido em razão da ausência do
titular da função. Caso assim não fosse, a coletividade usuária do serviço prestado é que seria
prejudicada pela sua interrupção.
Todos os órgãos ou entidades possuem cargos de chefia e funções de direção, sendo que
os servidores que ocupam tais funções, além de receber um adicional pelo exercício desem-
penhado, exercem atividades que exigem um maior nível de responsabilidade.
Assim, quando os titulares desses cargos se ausentam (como, por exemplo, nas férias, li-
cenças ou afastamentos admitidos pela Lei n. 8.112), o substituto, que deve ser anteriormen-
te designado, assume cumulativamente, ou seja, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercício
temporário das atribuições do titular.
Como contrapartida, recebe um adicional durante o período em que durar a substituição.
As regras acerca da substituição estão expressas nos §§ 1º e 2º do artigo 38 da Lei n.
8.112, que assim dispõe:

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Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de


Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, pre-
viamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade.
O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o exercí-
cio do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, impedi-
mentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá optar
pela remuneração de um deles durante o respectivo período.
O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de car-
go de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, superio-
res a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que excederem
o referido período.

Da análise dos dispositivos mencionados, percebe-se que o servidor, quando estiver subs-

tituindo o titular, pode, quando o período não exceder a 30 dias, optar pela remuneração que

deseja receber, se aquela do cargo em que originalmente atua ou a do servidor substituído.

Após o prazo de 30 dias, e tendo continuado a substituição, o servidor substituto passa

a receber a remuneração do titular da função, sem a possibilidade de optar por uma das

duas remunerações.

3. Direitos e Vantagens

Os servidores regidos pela Lei n. 8.112 possuem uma série de prerrogativas para as mais

diversas situações que podem ocorrem na sua vida profissional. Basicamente, são as seguin-

tes as classes de direitos e vantagens que o servidor público civil federal poderá ter direito:

a) vencimento e remuneração;

b) indenizações;

c) gratificações e adicionais;

d) férias;

e) licenças;

f) concessões;

g) direito de petição;

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Lei n. 8.112/1990 – Servidores Públicos
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3.1. Vencimento e Remuneração

O vencimento e a remuneração são, sem dúvida alguma, duas das mais importantes van-
tagens concedidas aos servidores.
E como estamos no âmbito da administração pública, em plena consonância com o prin-
cípio da legalidade, é a própria Lei n. 8.112 que estipula as diversas regras referentes ao as-
sunto, dentre as quais se destaca a que determina que “é proibida a prestação de serviços
gratuitos, salvo nos casos estipulados em lei” (art. 4º).
Devemos guardar a diferenciação existente entre vencimento e remuneração.
Vencimento é um conceito mais restrito, tratando-se da retribuição pecuniária pelo exer-
cício do cargo público.
Remuneração, por outro lato, apresenta um conceito mais amplo, compreendendo os ven-
cimentos e as vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

De acordo com o artigo 41, § 5º, da Lei n. 8.112, temos a previsão de que “nenhum servidor
receberá remuneração inferior ao salário mínimo”.
No entanto, a Súmula Vinculante n. 6 do STF criou um exceção à regra geral ao estabe-
lecer que:

Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior ao salário mínimo para as


praças prestadoras de serviço militar inicial.

Os praças militares são os indivíduos recém-incorporados ao serviço militar. Ainda que


não sejam abrangidos pela Lei n. 8.112, trata-se de importante entendimento do STF que já
foi cobrado diversas vezes em provas de concurso.

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Frisa-se que o vencimento do servidor público federal pode perfeitamente ser inferior ao
salário mínimo. Como mencionado, o que não pode ser inferior ao salário é a remuneração,
conceito que abrange o vencimento e as vantagens de caráter permanente.
Outra importante garantia assegurada às verbas recebidas pelos servidores é a que es-
tabelece a impossibilidade de termos, em regra, o arresto, o sequestro e a penhora do ven-
cimento, da remuneração e dos proventos recebidos pelos servidores públicos federais. Tais
institutos, oriundos do Direito Civil, apenas poderão ser utilizados nas hipóteses de prestação
de alimentos, e ainda assim quando decorrerem de decisão judicial.
Neste sentido é o teor do artigo 48 da Lei n. 8.112:

O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, ex-
ceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.

Como vimos, as parcelas recebidas pelo servidor, de caráter pecuniário, objetivam conferir
a este uma retribuição pelos serviços prestados ao Estado. Tal remuneração, entretanto, não
poderá exceder aos valores recebidos pelos detentores de Poder, em plena consonância com
a disposição constitucional que estabelece a obrigatoriedade de observância, por toda a ad-
ministração pública, do teto remuneratório.
Assim, estabelece o artigo 42 do estatuto federal a seguinte regra geral:

Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância superior


à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito dos
respectivos Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros
do Supremo Tribunal Federal.

Inicialmente, deve-se observar que o teto remuneratório estabelecido pela Lei n. 8.112
não é o mesmo daquele estabelecido pela Constituição Federal. Da mesma forma, ainda que
os tetos sejam diferentes, o limite da Lei n. 8.112 não é inconstitucional, haja vista que apre-
senta uma regra mais restrita do que a estabelecida pela constituição.
É correto afirmar, com isso, que temos três limites remuneratórios a serem observados
pelos servidores regidos pela Lei n. 8.112, sendo que cada um deles toma como base um
cargo de cada um dos Poderes da República.

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O motivo para tal é que as disposições da mencionada norma aplicam-se, indistintamen-


te, a todo o funcionalismo público civil federal, independente de estarmos diante de carreiras
pertencentes ao Poder Executivo, ao Poder Legislativo ou ao Poder Judiciário.
Desta forma, caso o servidor ocupe um cargo público pertencente à estrutura do Poder
Executivo, não poderá receber, a título de remuneração, importância superior aos subsídios
recebidos pelos respectivos Ministros de Estado. Caso ocupe um cargo do Poder Legislativo,
o limite remuneratório será o subsídio recebido pelos membros do Congresso Nacional (De-
putados e Senadores). Caso pertença à estrutura do Poder Judiciário, o limite utilizado como
teto será o subsídio dos Ministros do STF.

3.2. Indenizações

Duas são as principais peculiaridades das parcelas de caráter indenizatório:


a) A não incidência de imposto de renda e de contribuição previdenciária sobre os valores
recebidos, de forma que o total líquido recebido a título de indenização é idêntico ao valor
estabelecido em lei ou regulamento.
b) O fato destas verbas não se incorporarem ao vencimento ou ao provento do servi-
dor, sendo que o recebimento é cessado tão logo as causas que ensejaram o recebimento
desapareçam.

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Tal característica é um diferencial em relação às verbas remuneratórias, tais como os


adicionais e as gratificações, que, nos casos e condições previstos em lei, incorporam-se ao
vencimento e ao provento.
Neste sentido é o teor do artigo 49 da Lei n. 8.112:

Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
I – indenizações;
II – gratificações;
III – adicionais.
§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e con-
dições indicados em lei.

Quatro são as indenizações expressamente previstas no estatuto federal, sendo elas a


ajuda de custo, as diárias, o transporte e o auxílio-moradia.

3.2.1. Ajuda de Custo

Trata-se a ajuda de custo de verba de caráter compensatório, cujo objetivo é ressarcir as


despesas de instalação do servidor que, por interesse da administração, passou a ter exercí-
cio em nova sede.
E aqui temos uma grande novidade, incluída pela Lei 12.998, de 2014, que alterou o texto
da Lei 8112. De acordo com a nova redação, mais precisamente no § 3º do artigo 53, temos a
seguinte disposição:

Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do pa-
rágrafo único do art. 36.

Ambas as possibilidades são casos de remoção a pedido do servidor público federal, con-
solidando o entendimento de que a ajuda de custo, no âmbito da remoção, apenas será devida
quando ocorrer de ofício, no interesse da administração.
A ajuda de custo é calculada com base na remuneração do servidor, não podendo exceder
a importância correspondente a três meses de remuneração.

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Caso o servidor tenha sido eleito para um cargo eletivo e, com o término do mandato, re-

torne para o cargo público anteriormente ocupado, não terá direito ao recebimento de ajuda

de custo, uma vez que o retorno decorreu exclusivamente da vontade do agente, e não por

interesse do poder público.

Situação oposta ocorre com o servidor ocupante exclusivamente de cargo em comissão,

que, ainda que não integre a carreira da administração pública antes da sua nomeação, passa,

com a realização do ato, a exercer uma função pública.

Em tal situação, não há como negar que houve um “convite” por parte do poder público

para que o particular passasse a exercer o cargo em comissão, manifestação esta da vontade

da administração e ensejadora do direito ao recebimento da ajuda de custo.

Caso o servidor receba a ajuda de custo e não se apresente na nova sede no prazo de 30

dias, deverá devolver a quantia anteriormente recebida.

Estabelece a Lei n. 8.112, ainda, que “à família do servidor que falecer na nova sede são

assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1

(um) ano, contado do óbito”(art. 53, § 2º).

3.2.2. Diárias

As diárias são utilizadas com a finalidade de compensar os gastos do servidor que se

ausentar da sua sede em caráter transitório ou eventual. Nota-se, de imediato, que a principal

distinção entre a ajuda de custo e as diárias trata-se do caráter de eventualidade no exercício

da atividade desta última.

Em outras palavras, as situações que dão direito ao recebimento de ajuda de custo são

aquelas em que o servidor passa a ter exercício em outra sede, com caráter de definitividade.

Em sentido oposto, as hipóteses de diárias são aquelas em que o exercício da atribuição

ocorre em outro local que não o da repartição, mas de forma eventual ou transitória. Termina-

da a atividade, o servidor retorna para a sede da repartição pública.

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A Lei n. 8.112 estipula as seguintes regras para as diárias (art. 58 e 59):

Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro
ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar
as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme
dispuser em regulamento.
§ 1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o desloca-
mento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as despesas
extraordinárias cobertas por diárias
§ 2º Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o ser-
vidor não fará jus a diárias.
§ 3º Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropo-
litana, aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmen-
te instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição
e competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se
houver pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os
afastamentos dentro do território nacional.
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obrigado
a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para
o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput.

3.2.3. Transporte

A concessão de transporte tem como objetivo ressarcir as despesas que o servidor teve,
no desempenho de suas atividades, com a utilização de meio próprio de locomoção. Nos
termos do estatuto federal, apenas um artigo faz menção a tal parcela indenizatória (art. 60):

Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de


meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições pró-
prias do cargo, conforme se dispuser em regulamento.

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Os Oficiais de Justiça possuem, dentre as suas atribuições, a de realizar diligências externas


com a finalidade de dar cumprimento a mandados judiciais, devendo, para tal, dirigir-se, com
veículo próprio de locomoção, aos diversos Municípios que compõem a sua jurisdição.
Como utilizam meio próprio de locomoção, recebem, como contrapartida, uma parcela de cará-
ter indenizatório destinada a custear as despesas incorridas para a prestação da atividade.

3.2.4. Auxílio-moradia

O auxílio-moradia possui como objetivo ressarcir as despesas que os servidores tiveram


com o aluguel de moradia ou outro meio de hospedagem, devidamente comprovadas, e desde
que sejam atendidos diversos requisitos estabelecidos em lei.
De acordo com o artigo 60-B da Lei n. 8.112, temos os seguintes requisitos a serem aten-
didos para que o servidor público federal faça jus ao recebimento de auxílio-moradia:

I – não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor;


II – o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional;
III – o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promiten-
te comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o
cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que
antecederem a sua nomeação;
IV – nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia;
V – o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função
de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza
Especial, de Ministro de Estado ou equivalentes;
VI – o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre
nas hipóteses do art. 58, § 3º, em relação ao local de residência ou domicílio do servidor;
VII – o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze me-
ses, aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo
inferior a sessenta dias dentro desse período; e
VIII – o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para
cargo efetivo.
IX – o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006.

Da análise do dispositivo, consegue-se identificar que o valor do auxílio-moradia jamais


poderá ultrapassar 25% da remuneração do cargo em comissão ou da função de confiança.
Tal valor, da mesma forma, não poderá ultrapassar o percentual de 25% da remuneração re-
cebida pelos Ministros de Estado.

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No entanto, independente do cargo em comissão ou função de confiança ocupada pelo


servidor, fica garantido a todos os que preencherem os requisitos legais o ressarcimento até
o valor de R$ 1.800,00.

3.3. Gratificações e Adicionais


Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto federal, poderão ser deferidos
aos servidores regidos por tal norma as seguintes retribuições, gratificações e adicionais:
a) retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;
b) gratificação natalina;
c) adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas;
d) adicional pela prestação de serviço extraordinário;
e) adicional noturno;
f) adicional de férias;
g) outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho;
h) gratificação por encargo de curso ou concurso.

3.3.1. Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento

Os servidores que exercem as funções de direção, de chefia ou de assessoramento fazem


jus a um adicional pago com base na complexidade da atribuição desempenhada.
Salienta-se, contudo, que o servidor que exerce tais funções pode ser livremente dispensa-
do pela autoridade competência, não havendo obrigação de motivação para a prática do ato.
Nestas hipóteses, caso estejamos diante de um servidor de carreira, este voltará a desem-
penhar as atividades relativas ao seu cargo. Caso o ocupante do cargo em comissão não seja

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servidor público, a dispensa da função de confiança fará com que o seu vínculo com o poder
público seja cessado.

3.3.2. Gratificação Natalina

Trata-se a gratificação natalina do popularmente conhecido “13º salário”. Desta forma, a


cada mês de efetivo exercício o servidor público federal adquire o direito a 1/12 do respectivo
adicional, que deverá ser pago, obrigatoriamente, até o dia 20 de dezembro de cada ano.
Importante constar que a fração igual ou superior a 15 dias será computada como mês de
efetivo exercício, bem como que, em caso de exoneração do servidor antes da data de paga-
mento da gratificação, terá ele direito ao recebimento proporcional, que será calculada com

base nos meses de efetivo exercício.

Antônio, após aprovação em concurso público, entrou em exercício no dia 12 de abril de 2014.

No dia 14 de novembro do mesmo ano, por motivos particulares, solicitou a exoneração do

cargo público.

Neste caso, além das demais verbas devidas, terá Antônio direito ao recebimento proporcio-

nal da gratificação natalina. Para tal, devemos levar em conta os meses de efetivo exercício

em que Antônio trabalhou.

- O mês de abril é considerado mês integral, uma vez que Antônio trabalhou 19 dias (de 12/04

a 30/04).

- Os meses de maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro também são computados como

de efetivo exercício.

- O mês de novembro, no entanto, não será computado, uma vez que Antônio trabalhou apenas

14 dias do período em questão.

Logo, o período que deverá ser levado em consideração, para efeitos de pagamento da grati-

ficação natalina, é o de 7 meses.

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3.3.3. Adicional pelo Exercício de Atividades Insalubres, Perigosas ou Penosas

A periculosidade está relacionada com atividades que coloquem o servidor em situações


de risco de morte.
A insalubridade está relacionada com condições do ambiente de trabalho, que, ainda que
não causem um risco imediato, vão prejudicando, aos poucos, a saúde do servidor, tal como
a falta de iluminação adequada ou o contato com substâncias tóxicas.
A penosidade se relaciona com os servidores que estejam em exercício em zonas de fron-
teira ou outras localidades com baixa qualidade de vida.
Em todas estas situações, será devido aos servidores um adicional, que será pago con-
forme as disposições estabelecidas em regulamento do órgão público. Caso o servidor se
enquadre em uma das situações que enseje o pagamento, simultaneamente, do adicional de
periculosidade e de insalubridade, deverá optar pelo recebimento de um deles.
As servidoras gestantes ou lactantes deverão, obrigatoriamente, ser afastadas das ati-
vidades exercidas em locais penosos, insalubres ou perigosos durante o período da res-
pectiva gestação ou lactação. Deve a administração, nestas situações, proporcionar que o
trabalho da servidora seja feito em um ambiente salubre e livre dos riscos de periculosidade
e penosidade.
Importante questão refere-se aos servidores públicos que exercem as atividades de ope-
ração com raio x ou substâncias radioativas. Nestes casos, o poder público possui duas obri-
gações:
a) manter controle permanente dos locais de trabalho, monitorando para que as doses de
radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo legalmente permitido.
b) submeter os servidores, a cada período de 6 meses de atividades, a exames médicos.

3.3.4. Adicional pela Prestação de Serviço Extraordinário

São as populares “horas extras”, cuja remuneração, em caso de exercício, é acrescida de


um adicional de 50% sobre o valor da hora normal de serviço.
Nos termos da Lei n. 8.112, só é admitido o exercício de, no máximo, duas horas extras por
jornada de trabalho.

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3.3.5. Adicional Noturno

Os servidores que trabalharem no período compreendido entre as 22 horas de um dia até


às 05 horas do dia seguinte terão direito ao recebimento do adicional noturno, que será cal-
culado sobre o valor da hora normal de trabalho.
Estabelece a Lei n. 8.112 que o percentual do adicional noturno será de 25% sobre o valor
normal da hora trabalhada.
Além disso, o tempo que será computado como hora de efetivo exercício, quando o servidor
estiver no período noturno, será de 52 minutos e 30 segundos. Neste mesmo sentido, em caso
de recebimento cumulativo dos adicionais noturno e de serviços extraordinários, o percentual
do adicional noturno apenas incidirá após a aplicação do percentual relativo às horas extras.

Rodrigo trabalha em um órgão público federal, sendo que a sua jornada normal de trabalho é
das 15 às 22 horas, ou seja, sem o direito à adicional noturno.
Por motivos de força maior, Rodrigo teve que trabalhar, durante alguns dias, no período das 15
às 23, dando ensejo ao recebimento tanto de horas extras quanto do adicional noturno.
Neste caso, deve a administração aplicar, inicialmente, o percentual de 50%, a título de horas
extras, sobre o valor da hora trabalhada que exceder à jornada de trabalho.
Após a aplicação do referido percentual, procede-se à aplicação do adicional noturno, que,
desta forma, incide sobre o valor da hora normal de trabalho já acrescida do percentual das
horas extraordinárias.

3.3.6. Adicional de Férias

O adicional de férias decorre de uma previsão constitucional, podendo ser entendido como
um percentual que será aplicado sobre a remuneração do servidor público sempre que este
desejar gozar das suas férias.
Tal percentual, de acordo com as disposições da Lei n. 8.112, é de 1/3 sobre o total da
remuneração devida ao servidor. Caso o servidor exerça função de confiança ou cargo em

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comissão, o valor recebido pelo exercício das funções de direção, chefia ou assessoramento

será levado em conta para efeitos de cálculo do adicional.

3.3.7. Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso

A gratificação por encargo de curso ou concurso trata-se da última das gratificações ins-

tituídas para os servidores públicos federais.

Por meio dela, os servidores que se envolverem com atividades relacionadas com o inte-

resse público farão jus a uma gratificação, que incidirá, a depender da atividade, na proporção

de 1,2% ou 2,2% sobre o maior vencimento básico da administração pública federal.

Os percentuais serão calculados com base nas horas despendidas pelo servidor para o
desempenho das atividades, não podendo, como regra, exceder ao número de 120 horas por
ano. Em casos excepcionais, a autoridade máxima do órgão ou entidade poderá autorizar o
exercício de mais 120 horas.

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3.4. Férias

O direito ao gozo de férias trata-se de uma regra que não é exclusiva dos servidores pú-
blicos, devendo ser exercida por todos os trabalhadores da iniciativa privada.
Decorre o direito de férias, desta forma, de uma previsão constitucional, conforme estabe-
lece o artigo 7º, XVII, da Constituição Federal:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de
sua condição social:
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário
normal;

Tratam-se as férias de um direito social que, ainda que inicialmente previsto para os
trabalhadores da iniciativa privada, foi estendido aos servidores públicos de todos os entes
federados.
Em todas as situações, o servidor deve receber, quando do gozo de suas férias, um adicio-
nal de 1/3 sobre o total da remuneração.
As férias dos servidores públicos, no entanto, apresentam algumas peculiaridades com
relação ao direito conferido aos demais trabalhadores. Assim, as férias dos servidores po-
dem ser parceladas em até 3 etapas, desde que requeridas pelo servidor e no interesse da
administração.
Caso ocorra o parcelamento, os valores relativos às férias serão creditados quando da
utilização da primeira etapa, devendo ser observada a antecedência mínima de 2 dias.
Por se tratar de direito social garantido constitucionalmente aos servidores públicos, a
regra é a de que as férias não podem ser interrompidas.
Os poucos casos em que é possível a interrupção são situações de extrema importância
para a continuidade do serviço público, conforme estabelece a Lei n. 8.112 em seu artigo 80.

As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna,
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela
autoridade máxima do órgão ou entidade.

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Ocorrendo a interrupção, o restante do período deve ser gozado de uma só vez (parágrafo
único do art. 80).

No âmbito do serviço público, tal como ocorre para as demais classes de trabalhadores,

é exigido um tempo mínimo de 12 meses de exercício para que o servidor adquira o direito ao

primeiro período de férias. Os demais períodos, no entanto, serão contados por exercício, não

havendo a necessidade de ser completado um ano de trabalho para a sua fruição.

Clarissa entrou em exercício no serviço público federal em 29/10/2014. Para que ela tenha

direito ao gozo de férias, deve completar o período de 1 ano de efetivo exercício, período este

que termina em 28/10/2015. Nesta data, Clarissa passa a ter direito de usufruir de suas férias.

Para os demais períodos, no entanto, não há necessidade da observância de 1 ano de efetivo

exercício. Nesta situação, Clarissa poderia, perfeitamente, requerer suas férias para o início

do ano de 2016, uma vez que já estaríamos em um novo exercício.

Outro ponto bastante importante é sobre as férias dos servidores que operam constante-

mente com raio x ou outras substancias radioativas. Para estes, há a expressa determinação

de que deverão gozar do período de 20 dias de férias a cada semestre de atividade profissio-

nal, sendo vedada a sua acumulação.

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3.5. Licenças

Estabelece a Lei n. 8.112 doze diferentes tipos de licenças passíveis de utilização pelo
servidor público federal, sendo elas:
a) licença por motivo de doença em pessoa da família;
b) Licença por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
c) licença para o serviço militar;
d) licença para atividade política;
e) licença para capacitação;
f) licença para tratar de interesses particulares;
g) licença para desempenho de mandato classista;
h) licença para tratamento de saúde;

i) licença à gestante, à adotante e paternidade;

j) licença por acidente em serviço;

Ressalta-se que a licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da

mesma espécie será considerada como prorrogação, conforme previsão do artigo 82.

3.5.1. Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Trata-se de licença para aqueles servidores que tiverem que auxiliar algum de seus fami-

liares nos casos de doença, desde que tal atividade não seja possível de ser executada con-

comitantemente com as atividades da repartição.

Estabelece o artigo 83, §2º, do estatuto federal, o prazo máximo que tal licença poderá ser

concedida, com ou sem remuneração:

A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de
doze meses nas seguintes condições:
I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor;
II – por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.

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3.5.2. Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge ou Companheiro

Trata-se de licença de caráter discricionário, ou seja, que pode ou não ser concedida pela
administração pública. O fundamento para a sua concessão está no deslocamento de cônju-
ge ou companheiro para outro ponto do território nacional.
Nestas situações, a licença, se concedida, será por prazo indeterminado e sem remuneração.
No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor públi-
co, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal
direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o
seu cargo (art. 84, § 2º).

3.5.3. Licença para o Serviço Militar

A informação imprescindível sobre tal licença é que, uma vez concedida, terá o servidor,
após concluir a obrigação, um prazo de 30 dias, sem remuneração, para reassumir o exercício
do cargo público.
A licença para o serviço militar terá todas as suas condições estabelecidas em legislação
específica.

3.5.4. Licença para Atividade Política

Com a finalidade de não influenciar no pleito democrático, o servidor que estiver con-
correndo a algum cargo eletivo terá direito a esta licença, sem remuneração, a partir da sua
escolha em convenção partidária e até a véspera do registro da candidatura.
Com o registro, o servidor passa a ter direito, novamente, à licença, que irá durar do regis-
tro da candidatura até 10 dias após as eleições. Nesta hipótese, o servidor receberá a remu-
neração do cargo em que atua pelo prazo de três meses.

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3.5.5. Licença para Capacitação

A cada cinco anos de efetivo exercício, o servidor poderá, com anuência da administração,
licenciar-se para participar de cursos e outras ações de treinamento, com remuneração, pelo
período de até três meses.
Tais períodos não são acumuláveis, sendo impossível, por exemplo, que o servidor, após
10 anos de exercício, queira licenciar-se pelo prazo de 6 meses consecutivos.

3.5.6. Licença para Tratar de Interesses Particulares

A critério da administração (não é ato administrativo vinculado, mas mera discricionarie-


dade), poderá ser concedida licença ao servidor, desde que este não esteja em estágio pro-
batório, pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração, para tratar de assuntos
particulares.

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Uma vez concedida, a licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do ser-

vidor ou de ofício, no interesse do poder público.

3.5.7. Licença para Desempenho de Mandato Classista

Os servidores públicos, tal como diversas categorias da iniciativa privada, possuem sin-

dicatos que lutam em prol dos interesses de todos os filiados e da categoria como um todo.

Dessa forma, os servidores podem ser eleitos como representantes sindicais, possuindo

mandato por prazo certo, nas seguintes condições:

• entidades com até 5 mil associados: dois servidores;

• entidades com 5001 a 30 mil associados: quatro servidores;

• entidades com mais de 30 mil servidores: oito servidores.

Salienta-se que somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para cargos de

direção ou de representação nas referidas entidades, bem como que o prazo de duração da

licença será o mesmo de duração do mandato, podendo ser renovado em caso de reeleição.

3.5.8. Licença para Tratamento de Saúde

Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com

base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.

Como regra, a licença para tratamento de saúde apenas poderá ser concedida mediante

inspeção realizada por perícia médica oficial. Quando a licença exceder o prazo de 120 dias

no período de 12 meses, deverá ser analisada por uma junta médica oficial.

Em caráter de exceção, a licença concedida por prazo inferior a 15 dias, dentro do prazo

de 1 ano, poderá ser dispensada da perícia oficial, desde que haja previsão neste sentido em
regulamento editado pelo poder público.

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3.5.9. Licença à Gestante, à Adotante e Paternidade

A licença à gestante e a licença-paternidade tratam-se de direitos sociais estendidos aos


servidores públicos.
Regulamentando o tema, a Lei n. 8.112 estabelece, em seu artigo 211, que “será conce-
dida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da
remuneração”.
Tal licença poderá ser usufruída a partir do primeiro dia do nono mês de gestação, po-
dendo ser antecipada por prescrição médica. Caso ocorra o nascimento prematuro, a licença
inicia-se, imediatamente, a partir da data do parto. Por fim, em caso de natimorto, o prazo da
licença será de 30 dias, após o qual a servidora será submetida a exame médico para verificar
a sua condição. Sendo declarada apta, retornará ao serviço público.
No caso de adoção ou de guarda judicial, a servidora terá direito à licença à adotante.
De acordo com o texto da Lei n. 8.112, o prazo de utilização da mencionada licença toma-
ria como base a idade da criança adotada, da seguinte forma:
• caso a criança adotada tenha até 1 ano de idade, o prazo da licença será de 90 dias;
• caso a criança tenha mais de 1 ano de idade, o prazo da licença será de 30 dias.

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Muito se contestava, contudo, com relação à diferença de prazo entre a licença à servidora
gestante (de 120 dias) e a licença à adotante (de 30 ou 90 dias).
Quando a questão chegou ao STF, o tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário
(RE) 778889, de 2016, decidiu que “a legislação não pode prever prazos diferenciados para
concessão de licença-maternidade para servidoras públicas gestantes e adotantes”.

Assim, o texto da Lei n. 8.112 encontra-se, no que se refere


à licença à adotante, tacitamente revogado, sendo que dois
entendimentos devem ser levados para a prova:
a) O prazo das licenças à gestante e adotante deve ser o mesmo;
b) Como o prazo atual de licença à gestante é de 120 dias, este
é o prazo que as servidoras adotantes têm direito para fins de
licença.

No que se refere à licença-paternidade, esta, inicialmente, possuía o prazo de 5 dias


consecutivos, sendo estes contados a partir da data do nascimento ou da adoção do filho
do servidor.
Em 2016, no entanto, tivemos a edição da Lei n. 13.257, que estendeu o prazo da licença-
-paternidade em mais 15 dias para as empresas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã.
Com isso, o prazo da licença-paternidade, para os trabalhadores da iniciativa privada, passou
a ser, para as empresas que aderiram ao programa, de 20 dias.
Regulamentando a norma, foi editado, em 2016, o Decreto n. 8.737. Com isso, todos os
servidores públicos federais regidos pelas disposições da Lei n. 8.112 passam a fazer jus a
20 dias de licença-paternidade.

3.5.4. Licença por Acidente em Serviço

O acidente em serviço pode ser conceituado como o dano físico ou mental sofrido pelo
servidor, que se relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido.
De acordo com as disposições da Lei n. 8.112, duas situações se equiparam ao acidente
em serviço, sendo elas os danos (art. 212, parágrafo único, I e II):

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a) decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;

b) sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.

Em todas estas hipóteses, o servidor será licenciado com a remuneração integral, sendo

que a prova da ocorrência do acidente deverá ser feita no prazo de 10 dias, prorrogável quan-

do as circunstâncias assim o exigirem.

3.6. Afastamentos

A doutrina não identifica uma diferença precisa entre os afastamentos e as licenças passí-

veis de concessão ao servidor público federal. Em ambos os casos, estamos diante de um direi-

to, possibilitando que o servidor se ausente sem que, via de regra, ocorra a perda da respectiva

remuneração ou a cessação da contagem do tempo de afastamento como de efetivo exercício.

De acordo com a Lei n. 8.112, podemos identificar os seguintes afastamentos:

Nesta hipótese, o servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade,
Afastamento para desde que para o desempenho de alguma das seguintes atribuições:
servir em outro I – para exercício de cargo em comissão, função de confiança ou, no caso de serviço social
órgão ou entidade autônomo, para o exercício de cargo de direção ou de gerência;
II – em casos previstos em leis específicas.
Caso o servidor público seja eleito para o desempenho de mandato eletivo, aplicam-se as
seguintes disposições:
I – tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo;
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar
Afastamento para
pela sua remuneração;
o exercício de
III – investido no mandato de vereador:
mandato eletivo
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo
da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração.

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O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização
do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do
Supremo Tribunal Federal.
A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido
Afastamento para
igual período, será permitida nova ausência.
estudo ou missão
O servidor que for beneficiado com o afastamento em questão não poderá ser exonerado a
no exterior
pedido ou ter o deferimento de licença para tratar de interesses particulares antes do prazo
de concessão do afastamento, salvo se ressarcir o poder público das despesas incorridas
com o seu afastamento.

Afastamento de Em tal hipótese de afastamento, o servidor perderá a remuneração total durante o respec-
servidor para tivo período de concessão.
servir em orga-
nismo internacio-
nal de que o Brasil
participe ou com o
qual coopere
O servidor poderá afastar-se para participar de programa de pós-graduação stricto sensu
no país sempre que não for possível a concessão com o desempenho das atividades do
Afastamento cargo ou com a compensação de horários.
para participar Enquadram-se no conceito de pós-graduação stricto sensu os programas de mestrado,
de programa de doutorado e pós-doutorado.
pós-graduação no Após o término da concessão, o servidor deve permanecer em exercício por um tempo
país mínimo igual ao do afastamento concedido. Caso seja exonerado ou aposentado antes
deste prazo, deve ressarcir os cofres públicos das despesas incorridas quando do afasta-
mento.

3.7. Concessões
Nos termos da Lei n. 8.112, o servidor público federal poderá se ausentar do serviço, sem
desconto na sua remuneração, nos seguintes casos (art. 97):
I – por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II – pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento
eleitoral, limitado, em qualquer caso, a dois dias;
III – por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados,
menor sob guarda ou tutela e irmãos.

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Além disso, temos os casos dos servidores estudantes e deficientes.


Quanto ao servidor estudante, a Lei n. 8.112 confere a ele a possibilidade de ter horário
diferenciado nas situações em que haja incompatibilidade entre o horário escolar e o da re-
partição. No entanto, o servidor terá que compensar o respectivo horário, em acordo com a
sua chefia imediata.
Já para o servidor deficiente, a Lei n. 8.112 é mais flexível, estabelecendo a possibilidade
de horário diferenciado e não exigindo a compensação de horário. Tal regra também é aplica-
da para o servidor que tenha dependente deficiente.

3.8. Direito de Petição


Durante toda a vida funcional, o servidor fará jus a uma série de direitos e estará obrigado
a um rol não menos importante de obrigações.
Como estamos no meio de órgãos ou entidades que possuem alto grau de hierarquia em
suas estruturas, é de extrema importância que o servidor tenha meios de pleitear os direitos
que lhe são próprios nas situações em que se sentir coagido ou em que houver descaso por
parte dos seus superiores. Tais situações são atendidas por meio do direito de petição.

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Por óbvio que os servidores terão um lapso de tempo para requerer aquilo que entende-
rem de direito. Neste sentido, devemos fazer uso do artigo 110 da Lei n. 8.112, que estabelece
o prazo prescricional para o direito de petição do servidor público federal:

O direito de requerer prescreve:


I – em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibi-
lidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.

Para entendermos como funciona a sistemática dos pedidos, reconsideração e recursos,


vamos a um esquema que nos ajudará a visualizar todo o processo:

Os artigos 111 a 115 da norma federal relacionam características do direito de petição e


conferem uma maior celeridade ao procedimento.

O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.


A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na repartição,
ao servidor ou a procurador por ele constituído.
A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade.
São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força maior.

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4. Regime Disciplinar

A origem do regime disciplinar está intimamente ligada a alguns conceitos elementares


do Direito Administrativo, mais precisamente os relacionado com os poderes hierárquico e
disciplinar.
De acordo com a doutrina, é por meio do poder disciplinar que a administração púbica
pode punir tanto os seus agentes internos quanto os particulares que estejam ligados a ela
por algum vínculo específico.
Dessa forma, existe poder disciplinar quando a administração pública aplica a penalida-
de de advertência a um determinado servidor que se encontra a ela subordinado. Do mesmo
modo, temos uma manifestação do poder disciplinar quando um órgão público, verificando
que um licitante não cumpriu com as obrigações estipuladas em um contrato administrativo,
aplica a sanção de suspensão.
Em ambos os casos, tivemos uma penalidade sendo aplicada. No entanto, em apenas um
desses casos a pessoa punida estava subordinada à administração.
E é justamente tal característica (subordinação) a base de outro importante poder: o hie-
rárquico. Por meio dele, a administração possui as prerrogativas de delegar, avocar, fiscalizar
e aplicar sanções.
Assim, chegamos a uma importante constatação:
a) Quando a administração pune internamente os seus servidores pelas infrações por eles
cometidas, estamos diante do poder disciplinar exclusivamente interno. Esse poder, justa-
mente por ser apenas interno, deriva do poder hierárquico.
b) Quando a administração pune o particular que mantém algum tipo de vínculo específico
com o poder público (como uma empresa privada que tenha celebrado um contrato adminis-
trativo) também estamos diante do poder disciplinar, só que agora, ao contrário do exemplo
anterior, o mesmo aplica-se a terceiros e, por isso mesmo, não deriva do poder hierárquico.
Tudo isso nos permite afirmar que o regime disciplinar da administração pública é decor-
rência direta do poder disciplinar e indireta do poder hierárquico.
Nos termos da Lei n. 8.112, o regime disciplinar dos servidores está construído em cinco
capítulos: deveres, proibições, acumulação, responsabilidades e penalidades.

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4.1. Deveres

De acordo com o estatuto federal, temos uma série de deveres para os servidores públicos
regidos pela norma. Salienta-se que a lista de deveres apresentada não é taxativa, mas sim
meramente exemplificativa, de forma que o servidor não pode alegar que deixou de cumprir
com alguma obrigação por ela não estar prevista expressamente no texto da norma que rege
a sua categoria funcional.
De acordo com o artigo 116 da Lei n. 8.112, são os seguintes os deveres do servidor pú-
blico federal:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal às instituições a que servir;
III – observar as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas
por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situ-
ações de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI – levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da
autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de
outra autoridade competente para apuração;
VII – zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

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4.2. Proibições

No tocante às proibições, temos que identificar, além da lista de possibilidades estipula-


das pela Lei n. 8.112, qual a penalidade cabível quando do seu descumprimento.
Dessa forma, duas informações são essenciais para compreendermos a relação proibição
x penalidade.
a) A reincidência da conduta anteriormente penalizada com advertência implica na pena
de suspensão.

Como exemplo, podemos citar o servidor público que deixou de cumprir algum dever funcio-
nal e foi inicialmente penalizado com advertência. Caso o servidor volte a cometer a mesma
infração (ainda que a penalidade inicial seja advertência), a pena, agora, será a de suspensão.

b) Para efeito das proibições que serão elencadas daqui por diante, três penas são possí-
veis de serem aplicadas: advertência, suspensão e demissão.
Tais penalidades obedecem a uma gradação estabelecida pelo legislador, de forma que
as infrações mais leves recebem advertência, as de nível intermediário (ou reincidências de
advertência) recebem suspensão e as de maior gravidade são punidas com demissão.

4.2.1. Infrações Puníveis com Advertência

De acordo com o estatuto federal, as seguintes condutas acarretam a aplicação da pena-


lidade de advertência:
a) Ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
b) Retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto
da repartição;
c) Recusar fé a documentos públicos;
d) Opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução
de serviço;
e) Promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;

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f) Cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho
de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
Destaca-se que um cuidado maior deve ser dado a esta conduta, uma vez que ela vai contra
o nível hierárquico das punições se compararmos com uma das condutas ensejadoras de sus-
pensão, que é o cometimento, a outro servidor, de atribuições estranhas ao cargo que ocupa.
Em um primeiro momento, pode parecer que cometer uma atividade estranha a um ser-
vidor é bem menor grave do que cometer uma atribuição a uma pessoa estranha ao serviço
público. No entanto, não foi esta a opção adotada pelo legislador, sendo que devemos consi-
derar, para efeitos de prova, as seguintes penalidades:

g) Coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou


sindical, ou a partido político;
h) Manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, compa-
nheiro ou parente até o segundo grau civil;
i) Recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado

4.2.2. Infrações Puníveis com Suspensão

Três são as infrações que ensejam a aplicação da penalidade de suspensão.


Tais situações são encontradas de acordo com o critério residual, de forma que as infra-
ções que não forem punidas com demissão ou advertência serão, por exclusão, penalizadas
com suspensão.
a) Cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situa-
ções de emergência e transitórias;

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b) Exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou


função e com o horário de trabalho;
c) Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamen-
te, recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente,
cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.
Importante sabermos que a suspensão não pode ser aplicada por prazo superior a 90 dias,
bem como que, a critério da autoridade competente, dentro das situações em que for conve-
niente para o serviço público, a pena de suspensão poderá ser substituída por multa de 50%
por dia trabalhado.

Imaginemos a situação onde um servidor foi punido com suspensão. No entanto, como a
repartição em questão possui poucos servidores, seria mais danoso para o serviço públi-
co se o servidor penalizado permanecesse sem trabalhar durante o prazo de cumprimento
da penalidade.
Ainda que a administração tenha o dever de punir, esta punição não poderá resultar em um
prejuízo maior à sociedade, haja vista ser esta a titular do interesse público. Assim, como
meio de penalizar o servidor e não prejudicar a população, a administração poderá converter
a pena de suspensão em uma multa, situação em que o servidor permanecerá trabalhando e
receberá apenas 50% do que ganharia por dia normal de trabalho.

4.2.3. Infrações Puníveis com Demissão

Vejamos as condutas que são tipificadas com a mais grave das penalidades administra-
tivas: a demissão.
a) Valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da digni-
dade da função pública;
b) Participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
c) Atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando
se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de
cônjuge ou companheiro;

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d) Receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de


suas atribuições;
e) Aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
f) Praticar usura sob qualquer de suas formas;
A usura pode ser entendida como a prática de emprestar dinheiro a alguém e cobrar juros
excessivos por tal. É a popularmente conhecida agiotagem.
g) Proceder de forma desidiosa;
h) Utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
i) Crime contra a administração pública;
j) Abandono de cargo
Estará configurado abandono de cargo quando o servidor deixar, intencionalmente, o car-
go e não retornar no prazo consecutivo de 30 dias.
k) Inassiduidade habitual
Caracteriza-se a inassiduidade habitual quando o servidor falta ao serviço, sem justifica-
tiva, por 60 dias, interpoladamente, durante o período de 12 meses, que são contados da data
da ocorrência da primeira falta.

l) Improbidade administrativa;
m) Incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
A incontinência está relacionada com toda prática sexual no recinto da repartição, tal
como o acesso a sites eróticos e as práticas de assédio.
n) Insubordinação grave em serviço;
o) Ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou
de outrem;

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p) Aplicação irregular de dinheiros públicos;

q) Revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

r) Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;

s) Corrupção;

t) Acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

4.3. Acumulação de Cargos

Nos termos da constituição federal de 1988, a regra é a vedação à acumulação remunera-

da de dois ou mais cargos públicos.

E tal regra se aplica a todos os cargos, empregos e funções da administração direta ou

indireta de todos os entes federados. Assim, ainda que o texto da Lei n. 8.112 seja direciona-

do apenas aos servidores públicos federais, por força da norma constitucional, a vedação à

acumulação é uma regra mais ampla e que não se restringe ao ente federativo regulado pelo

presente estatuto.

As exceções, nas estritas hipóteses constitucionais, ficam ainda condicionadas à compa-

tibilidade de horário entre os dois cargos públicos ocupados, sendo elas:

• Dois cargos de professor;

• Um cargo de professor com outro, técnico ou científico;

• Dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regula-

mentadas.

• Permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendidos os requisitos legais;

• Permissão para os juízes e membros do Ministério Público exercerem o magistério;

Situação interessante ocorre com os ocupantes de cargos em comissão. Tais servidores

são pessoas que, muitas vezes, não integram o quadro funcional da entidade, sendo de-

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signados por indicação do titular da unidade para exercer as funções de direção, chefia ou

assessoramento.

Estes servidores, como regra, não poderão acumular dois ou mais cargos em comissão,

exceto na situação em que tiverem que exercer, internamente e temporariamente, as atribui-


ções de outro servidor que não se encontra em serviço.
Ainda assim, para esta única hipótese de acumulação de dois cargos em comissão, o
servidor deverá optar, durante o período da interinidade, pela remuneração de um deles, con-
forme dispõe o parágrafo único do artigo 9º da Lei n. 8.112:

O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter
exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que atual-
mente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da
interinidade.

A proibição de acumular é estendida ao recebimento de proventos decorrentes da apo-

sentadoria com a remuneração de outro cargo da ativa, exceto quando os dois cargos forem

passíveis de acumulação na atividade. Com isso, evita-se a prática do servidor aposentar-

-se em um cargo público e realizar concurso público com a finalidade de acumular as duas

remunerações.

Não é considerada acumulação de cargos, empregos ou funções públicas a participação

do servidor público federal nos conselhos de administração e fiscal das empresas públicas

e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer em-

presas ou entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital

social (parágrafo único do art. 119).

Ressalta-se, por fim, que quando o servidor público acumular licitamente dois cargos pú-

blicos e investir-se em cargo de provimento em comissão, deverá afastar-se de ambos os

cargos efetivos, exercendo, como regra, apenas as atribuições do cargo em comissão.

Caso, no entanto, haja compatibilidade de horários para o exercício simultâneo de um

cargo efetivo com o cargo em comissão, poderá ocorrer a acumulação, desde que haja, para

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tal, a declaração da compatibilidade de horários declarada pelas autoridades máximas dos


órgãos ou entidades envolvidas.

4.4. Responsabilidades

De acordo com as disposições da Lei n. 8.112, três são as esferas de responsabilidade

a que os servidores públicos federais estão submetidos, sendo elas: civil, administrativa e

penal.

A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que

resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Enquadram-se no conceito de responsabilidade

civil todas as ações ou omissões do servidor público que, agindo em nome da administração,

cause algum dano ao particular ou ao próprio poder público.

Neste caso, considerando que vigora, em nosso ordenamento jurídico, a teoria da impu-

tação (por meio do qual todas as ações do servidor, no desempenho de suas atividades, são

atribuídas ao órgão ou à entidade no qual ele desempenha suas atribuições), caberá ao poder

público, inicialmente, responder pelos danos causados.

Tendo a administração indenizado o particular, verifica ela se a atuação do agente público

ocorreu com dolo ou culpa. Em caso positivo, pode ajuizar uma ação regressiva contra o servidor.

Julgada a ação regressiva e sendo o servidor condenado a restituir os cofres públicos,

será este intimado para pagar o valor devido no prazo de 30 dias. Não o fazendo e não pos-

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suindo bens que possam garantir a execução, poderá ser deferido parcelamento, desde que

o valor das parcelas não seja inferior a 10% da remuneração, pensão ou proventos recebidos

pelo agente estatal.

A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nes-

sa qualidade, conforme previsão do artigo 123 da Lei n. 8.112.

A responsabilidade administrativa, por sua vez, resulta de ato omissivo ou comissivo pra-

ticado pelo servidor no desempenho do cargo ou função.

As três esferas de responsabilização são independentes, de forma que é perfeitamente

cabível que duas ou mais delas sejam acumuladas e imputadas ao servidor.

Como exemplo, podemos citar o servidor público que utiliza materiais da repartição em ativi-

dades particulares e que, para evitar que o fato chegue ao conhecimento de terceiros, faz uso

da extorsão e da chantagem.

Neste caso, além de ser responsabilizado administrativamente pelo ato de improbidade admi-

nistrativa e civilmente caso tenha lesado o erário, responderá o servidor, da mesma forma, na

esfera penal, pois praticou o crime de extorsão em conexão com as demais práticas ilícitas.

A regra da acumulação de esferas, no entanto, apresenta duas exceções, que são as si-

tuações em que a absolvição na esfera penal acarreta a absolvição na esfera administrativa.

Para que isso ocorra, não basta a simples absolvição penal, mas sim que esta expressa-

mente negue a existência do fato ou de sua autoria. No primeiro caso, prova-se que o fato

imputado ao servidor não ocorreu. No segundo, ainda que o fato tenha ocorrido, a autoria da

infração comprovadamente não é do servidor.

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As três esferas de responsabilização podem ser mais bem visualizadas por meio do grá-

fico a seguir:

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4.5. Penalidades

De acordo com as normas da Lei n. 8.112 (art. 127) são as seguintes as penalidades pas-
síveis de aplicação aos servidores públicos federais:
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão;
VI – destituição de função comissionada.
São apenas estas as penalidades que passíveis de aplicação, ou seja, trata-se de uma lis-
ta taxativa. Assim, não poderá a autoridade competente inovar e criar uma nova modalidade
de penalidade para ser aplicada ao servidor.
Da mesma forma, antes da aplicação de toda e qualquer penalidade deve ser garantido o
contraditório e a ampla defesa, sob pena de ser invalidado todo o processo de aplicação.
No que se refere às sanções de advertência e suspensão, temos que estas, depois de de-
corrido certo lapso de tempo, terão seus registros cancelados dos assentamentos funcionais
do servidor que houver sofrido a penalidade, sem que tal providência gere qualquer espécie de
direito retroativo. Neste sentido, estabelece o artigo 131 da norma federal:

As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o decurso


de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse
período, praticado nova infração disciplinar.

Caso um servidor tenha sido penalizado com suspensão e esta, por conveniência do serviço
público, tenha sido convertida em multa de 50% por dia de trabalho, deverá o servidor, neste
período, continuar no exercício de suas atividades, oportunidade em que receberá, durante o
período da punição, apenas metade da sua remuneração.
Decorrido o prazo de 5 anos, caso o servidor não tenha incorrido em uma nova infração dis-
ciplinar, os registros da penalidade de suspensão serão cancelados dos registros do servidor.

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Nesse caso, não poderá ele requerer o recebimento da remuneração que deixou de ganhar quando
da aplicação da penalidade, uma vez que o cancelamento desta não gera direitos retroativos.

Quanto à demissão, não existe a possibilidade desta ser excluída dos assentamentos fun-
cionais dos servidores. Trata-se a demissão de um ato vinculado, de forma que, quando da
sua ocorrência, não terá a administração a discricionariedade de optar pela aplicação de ou-
tra penalidade, conforme se observa de importante entendimento do STJ (MS 12217):

A Administração Pública, quando se depara com situações em que a conduta do inves-


tigado se amolda nas hipóteses de demissão ou cassação de aposentadoria, não dispõe
de discricionariedade para aplicar pena menos gravosa por tratar-se de ato vinculado.

Nesta linha de raciocínio, a aplicação da penalidade de demissão poderá acarretar a im-


possibilidade de o agente demitido retornar ao serviço público pelo prazo de cinco anos. Em
outras situações mais gravosas, não poderá o agente público retornar ao serviço público, in-
dependente do lapso temporal. Por fim, certas condutas ensejadoras de demissão acarretam
a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.
a) Indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário
Nestas hipóteses, o objetivo do legislador foi o de assegurar que o patrimônio do agente
causador do dano não seja dilapidado, possibilitando assim o ressarcimento dos prejuízos
causados ao erário.
Nos termos da Lei n. 8.112, três são as situações que ensejam, cumulativamente, a indis-
ponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário:
a) improbidade administrativa;
b) aplicação irregular de dinheiros públicos;
c) lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
d) corrupção;
b) Proibição de retornar ao serviço público federal pelo prazo de 5 anos
a) valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da digni-
dade da função pública;

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b) atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando


se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de
cônjuge ou companheiro;
c) Impossibilidade de retornar ao serviço público federal indefinidamente
a) crime contra a administração pública;
b) improbidade administrativa;
c) aplicação irregular de dinheiros públicos;
d) lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
e) corrupção;

4.5.1. Prescrição

Ainda que a administração possua o dever de punir todas as infrações de que tiver co-
nhecimento, cumpre informar que as penalidades devem ser aplicadas dentro de um lapso
de tempo a partir da data em que o fato se tornou conhecido. E isso em plena consonância
com o princípio da segurança jurídica, uma vez que não é admitida, em nosso ordenamento, a
possibilidade de haver punições imprescritíveis.
Em outras palavras, isso implica em afirmar que, mesmo que um servidor tenha cometido
uma infração e esta seja do conhecimento da administração, caso a repartição competente
não tome as medidas legais (aplicação da penalidade) dentro de um determinado período,
não mais poderá o fazer, uma vez que a ação disciplinar estará prescrita.
Os prazos prescricionais diferem a depender da penalidade cabível. Neste sentido, o arti-
go 142 da Lei n. 8.112 estabelece o prazo de prescrição para cada uma das penas passíveis
de aplicação no estatuto federal:

A ação disciplinar prescreverá:


I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.

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Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas


também como crime.
A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a
decisão final proferida por autoridade competente.

4.5.2. Autoridades Competentes para Aplicação das Penalidades

A depender da penalidade que está sendo aplicada, teremos diferentes autoridades com-
petentes para a sua aplicação. Nota-se, da relação apresentada pela Lei n. 8.112, que as
autoridades estão escalonadas de acordo com a gravidade da penalidade que está sendo
aplicada:

Demissão ou cassação da aposen- Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legis-
tadoria ou disponibilidade lativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República
Autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior
Suspensão superior a 30 dias àquelas competentes para aplicação de demissão ou cassação de
aposentadoria
Advertência e suspensão até Chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos
30 dias regimentos ou regulamentos
Destituição de cargo em comissão Autoridade que houver feito a nomeação

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Entretanto, pode o Presidente da República delegar, aos respectivos Ministros de Estado,


a competência para a aplicação da penalidade de demissão, conforme se observado do jul-
gamento do Mandado de Segurança 7.024, da lavra do STJ:

Possibilidade de o Presidente da República delegar aos Ministros de Estado a competên-


cia para demitir servidores de seus respectivos quadros – parágrafo único do art. 84, CF.

5. Processo Administrativo Disciplinar

Além das normas materiais, a Lei n. 8.112 estabelece uma série de procedimentos que
devem ser seguidos para a aplicação das penalidades nela estabelecidas.
O processo administrativo disciplinar, dessa forma, pode ser conceituado, de acordo com
a definição de Ladisael Bernardo e Sérgio Viana, da seguinte forma:

Um instrumento formal em que a Administração Pública, tendo como suporte o jus puniendi do
Estado (via Poder Disciplinar, espécie do gênero Poder Administrativo), apura a existência de infra-
ções de natureza funcional praticadas por seus servidores e, caso o apuratório resulte pela autoria
da prática infracional, aplica a sanção adequada e prevista em instrumento legal pertinente.

No mesmo sentido, a Lei n. 8.112 estabelece, em seu artigo 148, que “o processo discipli-
nar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada
no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se
encontre investido”.
Importante frisar que a autoridade competente, tendo conhecimento de alguma irregulari-
dade cometida no âmbito do serviço público, tem o dever de apurar as faltas cometidas.
Caso o conhecimento da autoridade tenha ocorrido por meio de denúncia, esta deverá con-
ter a identificação e o endereço do denunciante, além de ser formulada por escrito e confirma-
da a autenticidade. Quando a denúncia não configurar infração administrativa ou ilícito penal,
será arquivada pela autoridade competente, uma vez que, neste caso, haverá falta de objeto.

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Trata-se a apuração das irregularidades, dessa forma, de uma medida vinculada do po-
der público, podendo desenvolver-se por meio de sindicância ou de processo administrati-
vo disciplinar.
Salienta-se que a apuração não precisa, necessariamente, ser feita pela autoridade que
que estiver sendo lesada com a irregularidade cometida pelo servidor. Neste sentido, a Lei n.
8.112 estabelece a possibilidade de delegação, para órgãos ou entidades diversos daqueles
em que a infração tenha ocorrido, das atividades de apuração.
Para que isso seja possível, a delegação deve ser feita pelas autoridades máximas dos
respectivos Poderes da República. No âmbito do Poder Executivo, caberá ao Presidente da
República; no Legislativo, aos Presidentes das respectivas Casas (Senado Federal e Câmara
de Deputados); no Judiciário, aos Presidentes dos Tribunais Federais; no âmbito do Ministério
Público da União, ao Procurador Geral da República.
A possibilidade de delegação, contudo, não alcança todas as fases do processo admi-
nistrativo ou da sindicância, mas sim apenas as etapas destinadas à apuração das irregu-
laridades. O julgamento do processo, que é a etapa posterior à apuração, continua sendo de
competência da autoridade legalmente prevista, sem possibilidade de delegação.

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Dessa forma, ainda que estejamos estudando o PAD, temos que conhecer as disposições
acerca da sindicância, que pode ser entendida como uma investigação preliminar e mais cé-
lere com o objetivo de averiguar a ocorrência dos fatos.
A sindicância pode ser dividida em duas modalidades, sendo elas a preparatória e a punitiva.
Teremos a sindicância preparatória quando a estrita finalidade da sua instauração for a de
servir como base para o processo administrativo disciplinar. A sindicância punitiva, por sua
vez, ocorre quando o procedimento, por si só, enseja a aplicação de alguma das penalidades
previstas em lei.
Nota-se, assim, que o fato que distingue as duas modalidades é um só: a punição que
será aplicada.

A sindicância representa o início das investigações. Por meio dela, a autoridade administrati-
va cumpre uma série de diligências com o objetivo de coletar provas que comprovem se real-
mente houve uma infração funcional disciplinar.
Caso a sindicância, por si só, verificar que houve uma infração punível com a penalidade de
advertência ou de suspensão até 30 dias, será ela classificada como punitiva, uma vez que
não haverá necessidade de instauração de procedimento administrativo disciplinar.

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Caso, em sentido oposto, a sindicância constate que houve o cometimento de uma penalida-
de mais grave que a de suspensão por 30 dias, deverá ser instaurado o PAD, classificando-se
a sindicância como preparatória.

Como resultado da sindicância, poderemos ter o arquivamento do processo, a aplicação


das penalidades de advertência ou de suspensão até 30 dias ou, no caso de constatação de
infração com maior gravidade, a instauração de processo administrativo disciplinar.

Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspen-
são por mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade,
ou destituição de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo administra-
tivo disciplinar.
Assim, o PAD será desenvolvido nas seguintes fases:
1º – Instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por
3 servidores estáveis designados pela autoridade competente. Um desses membros será o
presidente da comissão, que deverá ser ocupante de cargo de mesmo nível ou de nível su-
perior que o indiciado, ou então possuir escolaridade de mesmo nível ou de nível superior ao
investigado.

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Tendo em vista que a constituição da comissão de apuração do PAD é feita por meio de
portaria, o STJ tem entendimento de que, no ato de publicação desta, não há a necessidade
expressa da descrição detalhada dos fatos, conforme verifica-se do julgado do MS 16.815:

Na linha da jurisprudência desta Corte, a portaria inaugural do processo disciplinar está livre de
descrever detalhes sobre os fatos da causa, tendo em vista que somente ao longo das investiga-
ções é que os atos ilícitos, a exata tipificação e os seus verdadeiros responsáveis serão revelados
(...).

2º – Inquérito administrativo, compreendendo as fases de instrução, defesa e de relatório


competente, que terá o prazo de 20 dias para julgar.
As fases do processo administrativo disciplinar podem ser visualizadas por meio do qua-
dro adiante:

Estando a comissão do PAD constituída, iniciam-se os trabalhos de instrução. É nesta fase


que a comissão realiza todas as acareações, depoimentos, investigações e diligências. Sendo
necessário, ela nomeará peritos especializados em assuntos de maior complexidade. Após a
inquirição de todas as testemunhas, promoverá a comissão o interrogatório do acusado.
Feito isso, a comissão chega ao indiciamento, que nada mais é do que a acusação ao
servidor do cometimento de determinada infração. É apenas neste momento, após realizar

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todas as possíveis diligências e coletar todas as provas necessárias, que a comissão chega à
verificação da infração que eventualmente foi cometida. Com isso, ela já pode formular uma
acusação e solicitar que o agora acusado se defenda.
A defesa do acusado deverá obrigatoriamente ser escrita e ser apresentada no prazo de
10 dias. Caso haja mais de um acusado, teremos o prazo comum de 20 dias. Após a defesa, a
comissão elaborará relatório conclusivo e minucioso, onde irá resumir todas as peças produ-
zidas nos autos e apresentar todas as provas através das quais fundamentou sua conclusão.
3º – Julgamento: O relatório da comissão, obrigatoriamente, será conclusivo quanto à
inocência ou responsabilidade do servidor. Os autos do processo, juntamente com o relatório,
serão remetidos para a autoridade competente, que terá o prazo de 20 dias para julgar.
As fases do processo administrativo disciplinar podem ser visualizadas por meio do qua-
dro adiante:
Tendo em vista que a constituição da comissão de apuração do PAD é feita por meio de
Portaria, o STJ tem entendimento de que, no ato de publicação da mesma, não há a necessi-
dade expressa da descrição detalhada dos fatos:

Na linha da jurisprudência desta Corte, a portaria inaugural do processo disciplinar está


livre de descrever detalhes sobre os fatos da causa, tendo em vista que somente ao
longo das investigações é que os atos ilícitos, a exata tipificação e os seus verdadeiros
responsáveis serão revelados. (...) A absolvição na seara criminal interfere no resultado
do processo administrativo disciplinar apenas quando for reconhecida a efetiva inexis-
tência do fato ou da autoria (art. 126 da Lei n. 8.112/1990), o que não aconteceu no caso
em debate, em que a absolvição decorreu da ausência de provas. (MS 16.815/DF).

O prazo para conclusão do PAD é de 60 dias, podendo ser prorrogado, no caso de neces-
sidade, por mais 60 dias.
O relatório da comissão, obrigatoriamente, será conclusivo quanto à inocência ou respon-
sabilidade do servidor.
Outros entendimentos importantes acerca do PAD:

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a) Caso entenda ser necessário, a autoridade instauradora do processo poderá solicitar o


afastamento preventivo do servidor, cujo prazo será de 60 dias, prorrogados por mais 60 em
caso de necessidade. Considerando que o afastamento é medida cautelar, tem-se que o ser-
vidor continua recebendo sua remuneração normalmente durante o período de afastamento;
b) Caso a autoridade competente não consiga julgar o PAD dentro do prazo previsto (20
dias), não significa que todo o processo esteja anulado.
c) Da mesma forma, o STJ já reconheceu que o excesso de prazo para concluir o PAD, por
si só, não acarreta a nulidade do processo, desde que não tenha havido prejuízo ao acusado.
Como vimos, temos três importantes institutos com prazos previstos diretamente na Lei
n. 8.112. Vamos esquematizar os mesmos para não confundirmos na hora da prova:

Um último ponto que merece destaque refere-se à revisão do processo. Assim, o processo
disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fa-
tos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação
da penalidade aplicada.
No caso da revisão, as mesmas regras concernentes ao PAD serão obedecidas, com for-
mação de comissão, coleta de provas e conclusão quanto à inocência ou não do servidor.
Uma vez que o PAD inicial já está julgado, a simples alegação de injustiça, por parte dos
interessados, não é motivo suficiente para instaurar um procedimento de revisão. Para que
isso ocorra, é necessário que fatos novos tenham surgido, fatos estes que, se fossem do
conhecimento da comissão, à época do julgamento do PAD, implicariam em outro resultado.
E justamente para impedir que qualquer motivo gere a possibilidade de revisar, a Lei n.
8.112 afirma que o pedido será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente, que,

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se autorizar a revisão do processo, encaminhará o mesmo ao dirigente do órgão ou entidade


onde o processo originalmente tramitou.
O prazo para a conclusão da revisão é de 60 dias (a Lei n. 8.112 NÃO menciona a possibi-
lidade de prorrogação). Concluído o relatório, a Comissão encaminhará o mesmo à autoridade
competente para julgar, que terá o prazo de 20 dias para tal.
Agora, a informação mais importante no que se refere à revisão: A impossibilidade da re-
formatio in pejus, que é estabelecida no parágrafo único do artigo 182 da Lei n. 8.112:

Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.

Trata-se de característica bastante importante, uma vez que apenas a revisão (e não os
recursos) é que gozam da prerrogativa de não serem reformados para pior.

Paulo foi sancionado com a pena de advertência, pela autoridade administrativa, sob o fun-
damento de ter cometido a pessoa estranha à repartição o desempenho de atribuições que
era de sua responsabilidade.
Inconformado, Paulo apresentou recurso no prazo da lei. Uma vez apreciados, a autoridade
responsável verificou que Paulo, na verdade, cometeu as suas atribuições a outro servidor, e
não a um terceiro alheio ao serviço público.
Nesta situação, a penalidade de Paulo será agravada, passando de advertência para suspensão.
Caso, no entanto, Paulo conseguir provar, por intermédio de fatos novos não conhecidos no
momento da aplicação da penalidade, que o motivo de ter cometido a outro servidor as atri-
buições de seu cargo estava relacionado com uma situação de urgência, poderá ele solicitar
a revisão do processo.
E desta revisão não poderá a autoridade agravar a penalidade do servidor.

6. Seguridade Social do Servidor

6.1. Beneficiários

Como regra, todos os servidores públicos federais abrangidos pela Lei n. 8.112 fazem jus
a todos os benefícios disciplinados pela norma.

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O servidor que apenas ocupe Cargo em Comissão (e que não seja originário de cargo
efetivo da Administração Pública Federal) não fará jus aos benefícios concedidos pela Lei n.
8.112, mas sim apenas à assistência à saúde, que compreende, para o servidor e sua família:

Assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica, terá como diretriz básica
o implemento de ações preventivas voltadas para a promoção da saúde e será prestada pelo Siste-
ma Único de Saúde – SUS, diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado o servidor,
ou mediante convênio ou contrato, ou ainda na forma de auxílio, mediante ressarcimento parcial do
valor despendido pelo servidor, ativo ou inativo, e seus dependentes ou pensionistas com planos
ou seguros privados de assistência à saúde, na forma estabelecida em regulamento.

Vamos entender melhor essa situação...


Os servidores ocupantes de cargos em comissão podem ser originários de duas fontes:
1) Do próprio serviço público federal, para as situações em que forem aprovados em con-
curso público para cargo de provimento efetivo e posteriormente designados para ocupar o
cargo em comissão.
2) De outros cargos alheios ao serviço público federal, ou até mesmo nas situações em
que o servidor não era servidor público. Nestas hipóteses, ocorre a mera designação da auto-
ridade competente, passando o detentor do cargo em comissão a ser submetido, apenas em
parte, pelas disposições da Lei n. 8.112.
No primeiro caso, o servidor público (justamente por ser regido por todas as disposições
da Lei n. 8.112) possui direito a todos os benefícios da seguridade social contemplados pela
norma.
No segundo caso, considerando que o servidor apenas possui cargo em comissão, não
terá ele direito aos benefícios a seguir elencados, com exceção da assistência à saúde (que
ele tem direito).

E o que acontece com o servidor público que, estando regido pela Lei n. 8.112, licencia-se
do cargo sem remuneração?

Nesta hipótese, temos que o servidor, mesmo contribuindo com outro regime de previdên-
cia, terá suspenso o seu vínculo com o regime da Lei n. 8.112. Esta é a regra!

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No entanto, caso seja interesse do servidor licenciado continuar fazendo jus aos benefí-
cios do estatuto federal, deverá ele contribuir, da mesma forma que os servidores em exercí-
cio, e com as mesmas alíquotas que incidiam quando estava em exercício.
Assim dispõe a Lei n. 8.112:

Será assegurada ao servidor licenciado ou afastado sem remuneração a manutenção da vincula-


ção ao regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, mediante o recolhimento mensal
da contribuição própria, no mesmo percentual devido pelos servidores em atividade, acrescida do
valor equivalente à contribuição da União, suas autarquias ou fundações, incidente sobre a remu-
neração total do cargo a que faz jus no exercício de suas atribuições, computando-se, para esse
efeito, inclusive, as vantagens pessoais.
O recolhimento deve ser efetuado até o segundo dia útil após a data do pagamento das remunera-
ções dos servidores públicos, aplicando-se os procedimentos de cobrança e execução dos tributos
federais quando não recolhidas na data de vencimento.

6.2. Benefícios

Os benefícios da Lei n. 8.112 podem ser divididos entre aqueles que são compreendidos
ao servidor e aqueles que são compreendidos aos respectivos dependentes:
I – quanto ao servidor:
a) aposentadoria;
b) auxílio-natalidade;
c) salário-família;
d) licença para tratamento de saúde;
e) licença à gestante, à adotante e licença-paternidade;
f) licença por acidente em serviço;
g) assistência à saúde;
h) garantia de condições individuais e ambientais de trabalho satisfatórias;
II – quanto ao dependente:
a) pensão vitalícia e temporária;
b) auxílio-funeral;
c) auxílio-reclusão;
d) assistência à saúde

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6.2.1. Aposentadoria

Com relação à aposentadoria dos servidores federais, as regras que devem ser observa-
das em provas de concurso público são as que constam no texto da Constituição Federal.
E de acordo com a Constituição, já de acordo com as alterações promovidas pela Refor-
ma da Previdência (EC 103/2019) três são as formas distintas com que o servidor público
estatutário poderá se aposentar:
a) por incapacidade permanente para o trabalho;
b) compulsoriamente;
c) voluntariamente;

Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá
caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores
ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio finan-
ceiro e atuarial.
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insus-
cetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para
verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma
de lei do respectivo ente federativo;
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta)
anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e
cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas,
observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do
respectivo ente federativo.

6.2.1.1. Aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho

A aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho veio para substituir a an-
tiga aposentadoria por invalidez. Agora, de acordo com as novas regras, observa-se que a
ideia do legislador foi a de aproximar o máximo possível o procedimento adotado na iniciativa
privada para os servidores públicos.

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Dessa forma, o servidor apenas será aposentado por incapacidade permanente para o
trabalho quando a limitação ocorrida não puder dar ensejo à qualquer tipo de readaptação.
Em outros termos, uma vez diagnosticada a incapacidade permanente, deverá o servidor,
em um primeiro momento, ser readaptado. Neste mesmo sentido, inclusive, é a previsão do
§13 do artigo 37 da Constituição Federal:

Art. 37, § 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de
cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido
em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a
habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do
cargo de origem.

Caso a readaptação não seja possível, teremos a aposentadoria na presente modalidade.


Neste caso, e de forma completamente diferente ao que ocorria até então, na aposentadoria
por invalidez, deverá o servidor, obrigatoriamente, participar de avaliações periódicas para

verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria.

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6.2.1.2. Aposentadoria compulsória

A aposentadoria compulsória ocorre quando o servidor público atinge a idade limite para
permanecer em exercício no serviço público.
Antes da entrada da Emenda Constitucional nº 88, ocorrida em 2015, a idade em que a
aposentadoria compulsória ocorria era aos 70 anos de idade. Com a mencionada emenda,
passamos a contar com a possibilidade de lei complementar estabelecer o prazo de 75 anos
para a aposentadoria compulsória.
Vejamos o mencionado texto constitucional, já com as alterações promovidas pela EC
88/2015 (art. 40, § 1, II):

II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta)


anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;

Trata-se o artigo exposto de uma norma constitucional de eficácia limitada, carecendo de


lei complementar para a sua regulamentação. Neste sentido, importante frisar que a compe-
tência para a edição da mencionada lei é do Congresso Nacional, uma vez que o STF possui
entendimento consolidado no sentido de que cabe à União legislar sobre a previdência dos
servidores públicos, conforme se observa, por exemplo, da leitura do Mandado de Injunção
1898:

A Corte firmou entendimento no sentido de que a competência concorrente para legislar


sobre previdência dos servidores públicos não afasta a necessidade da edição de norma
regulamentadora de caráter nacional, cuja competência é da União.

Regulamentando a emenda constitucional, foi editada a Lei Complementar 152, que, por
trata-se de uma norma nacional, é de observância obrigatória por todos os entes federativos.
Por intermédio de tal lei, os servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios serão aposentados compulsoriamente aos 75 anos de idade.

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6.2.1.3. Aposentadoria voluntária

A aposentadoria voluntária é a que mais sofreu alterações em razão da edição da Reforma


da Previdência. Antes de conhecermos as previsões, devemos compreender que as regras
estabelecidas no texto da Constituição Federal são aplicadas, em relação à idade mínima,
apenas aos servidores públicos da União.
Para os servidores dos demais entes federativos (Estado, Distrito Federal e Municípios),
a idade mínima para a aposentadoria dos servidores será definida mediante emenda às res-
pectivas Constituições e Leis Orgânicas. Com relação ao tempo de contribuição e aos demais
requisitos, deverão estes ser estabelecidos em lei complementar de cada um dos entes fede-
rados.
No âmbito da União, a idade mínima para se aposentar é aos 62 anos de idade, para as
mulheres, e aos 65 anos de idade, para os homens.
Além disso, devem os servidores reunir, cumulativamente, os seguintes requisitos para a
aposentadoria voluntária:
a) 25 anos de contribuição;
b) tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público;
c) tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria;

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Os proventos decorrentes da aposentadoria dos servidores públicos não poderão ser in-
feriores ao valor do salário mínimo, nem superiores ao limite máximo estabelecido para o
Regime Geral de Previdência Social. Esta, inclusive, foi uma das mudanças mais substanciais
da reforma, haja vista que, até então, os servidores públicos que estavam no regime próprio
podiam se aposentar com valores superiores máximo estabelecido para a iniciativa privada
(RGPS).
Os proventos de aposentadoria dos servidores não podem ser inferiores a 1 salário míni-
mo ou superiores ao teto do Regime Geral da Previdência Social.
Como regra-geral, é vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para con-
cessão de benefícios em regime próprio de previdência social. No entanto, a Constituição
Federal estabelece situações excepcionais, hipóteses em que os servidores poderão ser apo-
sentados de acordo com critérios diferenciados de concessão. Basicamente, podemos dividir
estas situações excepcionais em três diferentes hipóteses, a saber:
a) servidores professores: Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima para
a aposentadoria reduzida em 5 anos, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei
complementar do respectivo ente federativo.
Tomando como base a regra geral da idade mínima, é correto afirmar que o servidor que
desempenhe as atividades de professor irá se aposentar, sendo homem, com a idade mínima
de 60 anos. No caso de servidoras professoras, a idade mínima é de 57 anos.
Além da idade, como não poderia ser diferente, os demais requisitos devem ser observa-
dos, sendo eles:
• 25 anos de contribuição;
• Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público;
• Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria;

b) servidores da segurança pública: Inicialmente, vejamos a previsão do artigo 40, §4º-B,


da Constituição Federal:

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Art. 40, § 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade
e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente peni-
tenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do
art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144.

Logo, devemos identificar as classes de agentes que estão contempladas com esta pos-
sibilidade, sendo elas:
• Agentes Penitenciários;
• Agentes Socioeducativos;
• Policial Legislativo da Câmara dos Deputados e do Senado Federal;
• Policiais Federais;
• Policiais Rodoviários Federais;
• Policiais Ferroviários Federais;
• Policiais Civis do Distrito Federal;

Os servidores destas categorias, para poderem se aposentar, deverão atender aos seguin-
tes requisitos: 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de efetivo exercício
em cargo dessas carreiras, regras estas que são aplicadas para os servidores de ambos os
sexos.

c) servidores que desempenham atividades especiais: Poderão ser estabelecidos, desde


que por meio de lei complementar do respectivo ente federativo, idade e tempo de contribui-
ção diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com
efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação
desses agentes, sendo vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação.
Sendo servidor público federal, deverá o agente atender aos seguintes requisitos para
concessão da aposentadoria:
• Idade mínima de 60 anos;
• 25 anos de efetiva exposição e contribuição;
• 10 anos de efetivo exercício de serviço público;
• 5 anos no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria;

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Aqui, é importante destacar que as regras diferenciadas não serão aplicadas por catego-

ria profissional ou ocupação, mas sim por servidor. Assim, por exemplo, se estivermos diante

de um servidor cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos

prejudiciais à saúde, isso, por si só, não implica em afirmar que todos os demais servidores da

categoria terão direito às regras diferenciadas. Em outros termos, apenas os servidores que

efetivamente tenham contato, em suas atividades, com as mencionadas substâncias quími-

cas é que terão direito a tal diferenciação.

d) servidores portadores de deficiência: De acordo com o texto da Constituição Federal,

poderão ser estabelecidos, desde que por meio de lei complementar do respectivo ente fede-

rativo, idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com

deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multi-

profissional e interdisciplinar.

Até que a lei discipline a forma como ocorrerá a aposentadoria da pessoa com deficiência,

deverão ser observados os critérios utilizados na Lei Complementar 142/2013.

Não há necessidade de adentrarmos no estudo desta lei. Para fins de prova, devemos

memorizar que os servidores com deficiência poderão ser aposentados, desde que atendidos

os demais requisitos legais, caso tenha sido atendido o tempo mínimo de 10 anos de efetivo

exercício no serviço público e de 5 anos no cargo efetivo em que for concedida a aposenta-

doria.

Para termos uma visão geral das novas regras de aposentadoria dos servidores públicos,

iremos fazer uso do seguinte quadro:

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Categoria Requisitos
Idade mínima de 65 anos, se homem, e de 62 anos, se
mulher;
Tempo mínimo de 25 anos de contribuição;
Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
Regra Geral (Servidores Públicos Federais)
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos de efetivo exercício no cargo
em que for concedida a aposentadoria;

Idade mínima de 60 anos, se home, e de 57 anos, se


mulher;
Tempo mínimo de 25 anos de contribuição;
Professores Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria;
Idade mínima de 55 anos;
Tempo mínimo de 30 anos de contribuição;
Servidores da segurança pública
Tempo mínimo de 25 anos de efetivo exercício em car-
go dessas carreiras;
Idade mínima de 60 anos;
Tempo mínimo de 25 anos de efetiva exposição e con-
tribuição;
Servidores que desempenham atividades especiais Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício de ser-
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria;
Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
viço público;
Servidores portadores de deficiência Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria. Demais regras serão esta-
belecidas em lei.

6.2.2. Auxílio-natalidade

O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia


equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto.
Na hipótese de nascer mais de um filho (parto múltiplo), o valor será acrescido de 50%
(cinquenta por cento) por nascituro.

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Quando a parturiente não for servidora, mas sim cônjuge de servidor público federal, te-
mos que o auxílio será pago ao respectivo servidor.

6.2.3. Salário-família

O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente econômico.


Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família:
I – o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos
de idade ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de qualquer idade;
II – o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização judicial, viver na compa-
nhia e às expensas do servidor, ou do inativo;
III – a mãe e o pai sem economia própria.
Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família per-
ceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte, inclusive pensão ou provento da
aposentadoria, em valor igual ou superior ao salário-mínimo.
Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum, o salário-família
será pago a um deles; quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribui-
ção dos dependentes.
Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na falta destes, os representantes
legais dos incapazes.

O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, não acarreta a suspensão do pagamento


do salário-família.

6.2.4. Pensão

Ocorrendo a morte do servidor público, os dependentes elencados pelo estatuto federal


passam a fazer jus ao recebimento de pensões. Em todas as hipóteses de concessão, deverá
ser observado, por parte dos beneficiários, o teto remuneratório constitucional.

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Em seu artigo 217, a norma elenca as pessoas que podem ser beneficiários das pensões:

Art. 217. São beneficiários das pensões:


I – o cônjuge;
II – o cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, com percepção de pensão alimen-
tícia estabelecida judicialmente;
III – o companheiro ou companheira que comprove união estável como entidade familiar;
IV – o filho de qualquer condição que atenda a um dos seguintes requisitos:
a) seja menor de 21 (vinte e um) anos
b) seja inválido;
d) tenha deficiência intelectual ou mental;
V – a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor;
VI – o irmão de qualquer condição que comprove dependência econômica do servidor e atenda a
um dos requisitos previstos no inciso IV;

Tais beneficiários podem ser mais bem visualizados por meio do gráfico a seguir:

Caso seja concedida pensão ao cônjuge, ao companheiro ou aos filhos que atendam aos
requisitos legais, a concessão não poderá ocorrer para os pais ou para os irmãos do servidor.
Da mesma forma, a concessão da pensão aos pais do servidor exclui a possibilidade de
concessão simultânea aos irmãos do agente público.

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Para efeitos de pensão, o enteado e o menor tutelado equiparam-se ao filho do servidor,


desde que comprovada a dependência econômica e que tenha ocorrido a declaração do ser-
vidor público.
Ocorrendo habilitação de vários titulares à pensão, o seu valor será distribuído em partes
iguais entre os beneficiários habilitados.
Ressalta-se que a pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado
que falecer, aposentado ou não, a contar de diversas datas, conforme previsão do artigo 219:

Art. 219. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer,
aposentado ou não, a contar da data:
I – do óbito, quando requerida em até 180 (cento e oitenta dias) após o óbito, para os filhos meno-
res de 16 (dezesseis) anos, ou em até 90 (noventa) dias após o óbito, para os demais dependentes;
II – do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso I do caput deste artigo; ou
III – da decisão judicial, na hipótese de morte presumida.
§ 1º A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro pos-
sível dependente e a habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só
produzirá efeito a partir da data da publicação da portaria de concessão da pensão ao dependente
habilitado.
§ 2º Ajuizada a ação judicial para reconhecimento da condição de dependente, este poderá re-
querer a sua habilitação provisória ao benefício de pensão por morte, exclusivamente para fins de
rateio dos valores com outros dependentes, vedado o pagamento da respectiva cota até o trânsito
em julgado da respectiva ação, ressalvada a existência de decisão judicial em contrário.
§ 3º Nas ações em que for parte o ente público responsável pela concessão da pensão por morte,
este poderá proceder de ofício à habilitação excepcional da referida pensão, apenas para efeitos de
rateio, descontando-se os valores referentes a esta habilitação das demais cotas, vedado o paga-
mento da respectiva cota até o trânsito em julgado da respectiva ação, ressalvada a existência de
decisão judicial em contrário.
§ 4º Julgada improcedente a ação prevista no § 2º ou § 3º deste artigo, o valor retido será corrigido
pelos índices legais de reajustamento e será pago de forma proporcional aos demais dependentes,
de acordo com as suas cotas e o tempo de duração de seus benefícios.
§ 5º Em qualquer hipótese, fica assegurada ao órgão concessor da pensão por morte a cobrança
dos valores indevidamente pagos em função de nova habilitação.

No pagamento das pensões, será levado em conta o número de beneficiários habilitados.


Caso ocorra a habilitação de apenas um beneficiário, o valor total da pensão será a ele credi-
tado. Ocorrendo mais de uma habilitação, o valor será dividido, em partes iguais, entre todos
os beneficiários habilitados.

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Em determinadas situações, é muito provável que o servidor público tenha falecido, ainda
que o seu corpo não tenha sido encontrado.
Nestes casos, será concedida uma pensão por morte presumida, que terá a vigência de 5 anos.
Se o servidor não for encontrado no mencionado prazo, a pensão será convertida em efetiva.
Contudo, caso o servidor reapareça no curso dos 5 anos, o benefício deverá ser imedia-
tamente cancelado. Ressalvada a comprovação de má fé, os valores recebidos por meio da
pensão por morte presumida não precisarão ser devolvidos quando do aparecimento do ser-
vidor público.
Vejamos quais as possibilidades que acarretam a concessão da pensão por morte presumida:
a) declaração de ausência, pela autoridade judiciária competente;
b) desaparecimento em desabamento, inundação, incêndio ou acidente não caracterizado
como em serviço;
c) desaparecimento no desempenho das atribuições do cargo ou em missão de segurança.
Diversas são as situações que podem acarretar a perda da qualidade de beneficiário. De
acordo com o estatuto federal, temos, inicialmente, as seguintes hipóteses:

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Com a entrada em vigor da Lei n. 13.135/2015, tivemos inúmeras modificações no texto


da Lei n. 8.112. Como consequência da alteração legislativa, novas hipóteses de perda da
condição de beneficiário passaram a constar no estatuto federal.
Desta forma, o cônjuge, o cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato (com
percepção de pensão alimentícia estabelecida judicialmente) e o companheiro ou compa-
nheira que comprove união estável como entidade familiar, poderão perder a condição de
beneficiários da seguinte forma:
a) Caso o servidor não tenha vertido, pelo menos 18 contribuições mensais, bem com o
casamento não tenha um tempo mínimo de 2 anos, a pensão será cancelada após o decurso
de 4 meses.
b) Após comprovar o atendimento das regras acima descritas (18 contribuições vertidas e
duração do casamento de, pelo menos, 2 anos), o prazo de concessão da pensão será calcu-
lado em razão da idade do beneficiário, de acordo com a seguinte tabela:

Idade do beneficiário Tempo de concessão da pensão


Menos de 21 anos de idade 3 anos
Idade entre 21 e 26 anos 6 anos
Idade entre 27 e 29 anos 10 anos
Idade entre 30 e 40 anos 15 nos
Idade entre 41 e 43 anos 20 anos
Idade de 44 anos ou mais Vitalícia

Na hipótese de o servidor falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por determina-
ção judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-companhei-
ra, a pensão por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso não incida
outra hipótese de cancelamento anterior do benefício.

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Por fim, ressalta-se que o exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de


microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da cota da pensão
de dependente com deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave.

6.2.5. Auxílio-funeral

O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade ou aposentado, em


valor equivalente a um mês da remuneração ou provento.
No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio será pago somente em razão do cargo
de maior remuneração.
O auxílio será pago no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, por meio de procedimento
sumaríssimo, à pessoa da família que houver custeado o funeral. Caso o funeral tenha sido
custeado por terceiro, este será indenizado no prazo em questão.
Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho, inclusive no ex-
terior, as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos da União, autarquia
ou fundação pública.

6.2.6. Auxílio-reclusão

À família do servidor ativo é devido o auxílio-reclusão, nos seguintes valores:


I – dois terços da remuneração, quando afastado por motivo de prisão, em flagrante ou
preventiva, determinada pela autoridade competente, enquanto perdurar a prisão;
Nesta hipótese, caso o servidor venha a ser absolvido, terá direito a integralização da re-
muneração que deixou de ser paga.
II – metade da remuneração, durante o afastamento, em virtude de condenação, por sen-
tença definitiva, a pena que não determine a perda de cargo.
O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servi-
dor for posto em liberdade, ainda que condicional.

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RESUMO
• A Lei n. 8.112 institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das au-
tarquias federais (inclusive as em regime especial) e das fundações públicas federais.
• Trata-se a Lei n. 8.112, por isso mesmo, de uma lei federal, e não nacional, uma vez que
destinada, apenas, aos servidores públicos federais.
• No entanto, as disposições da Lei n. 8.112 não se aplicam a todos os agentes públicos,
mas sim apenas aos servidores públicos civis federais, o que implica em dizer que os
empregados públicos federais, regidos pela CLT, não estão compreendidos dentro do
campo de atuação do estatuto federal.

A Lei n. 8.112 é aplicada A Lei n. 8.112 não é aplicada


Aos servidores estatutários da administração Aos empregados públicos federais, que são
direta federal regidos pelas disposições da CLT
Aos servidores das autarquias (inclusive as em Aos servidores públicos dos Estados, do Dis-
regime especial) federais trito Federal e dos Municípios
Aos servidores das fundações públicas federais Aos militares

• Para se tornar servidor público, o particular deve prestar concurso público.


• O concurso público é a forma objetiva de selecionar servidores, primando pelo princípio
da impessoalidade e assegurando igualdade de condições a todos os candidatos.
• O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas,
conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condiciona-
da a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensá-
vel ao seu custeio, e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas.
• Realizado o concurso, é o momento de a administração chamar os candidatos aprova-
dos, oportunidade em que fará uso da nomeação.
• A Lei n. 8.112 estabelece diversas formas de provimento de cargo público, sendo elas a
nomeação, a promoção, a readaptação, a reversão, o aproveitamento, a reintegração e a
recondução. Destas, apenas a nomeação é considerada forma originária de provimento,
sendo que todas as demais são classificadas como forma de provimento derivadas.

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• Trata-se a nomeação do modo clássico de prover o servidor no cargo público, podendo


ocorrer tanto para os cargos efetivos quanto para os cargos em comissão.
• A promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito da mesma
carreira, ocorrendo, com o provimento, a vacância no cargo de classe mais baixa e o
provimento no cargo de classe mais alta.
• A readaptação ocorre quando o servidor sofre uma limitação em sua capacidade físi-
ca ou mental, mas ainda pode trabalhar, não sendo o caso de aposentadoria. Caso o
servidor seja considerado incapaz para o serviço público, ocorrerá a aposentadoria do
respectivo agente público.
• Reversão é o retorno à atividade do servidor anteriormente aposentado, desde que
atendidas as regras estabelecidas pelo Poder Executivo e desde que o servidor não
tenha atingido a idade de 70 anos.
• A reversão poderá ocorrer de duas formas: a) Por invalidez, quando junta médica oficial
declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; b) No interesse da administra-
ção, desde que, neste caso, o servidor obedeça a uma série de regras.
• O aproveitamento pode ser entendido como o chamado, feito pela administração pú-
blica, para que o servidor público em disponibilidade volte a exercer suas atividades.
• Recondução é a forma de provimento em que ocorre o retorno do servidor ao cargo
anteriormente ocupado. Duas são as hipóteses de recondução previstas para os servi-
dores públicos federais: a) inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; b)
reintegração do anterior ocupante.
• A reintegração consiste no retorno do servidor anteriormente demitido ao cargo ante-
riormente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação, com ressarcimento
de todas as vantagens. Para isso, a demissão deverá ter sido invalidada por decisão
administrativa ou judicial.
• Ocorrendo a nomeação, que deve ser publicada no Diário Oficial da União, o nomeado
tem o prazo de 30 dias para tomar posse. Caso não tome posse no prazo legal, o ato
de nomeação será declarado sem efeito, uma vez que a pessoa nomeada ainda não é
considerada servidor público, fato que apenas ocorre com a posse.

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• Ocorrendo a posse, temos a investidura de mais um servidor para os quadros funcio-


nais da administração pública federal. E como forma do servidor conhecer o local da
repartição para onde foi nomeado e se organizar-se melhor com relação a mudanças,
hospedagem e demais procedimentos, a Lei n. 8.112 faculta ao servidor o prazo de 15
dias, contados da posse, para a entrada em exercício.
• Caso o servidor anteriormente empossado não entre em exercício no prazo legal, tere-
mos, ao contrário do que ocorre com a nomeação, a exoneração do servidor, uma vez
que, conforme anteriormente mencionado, a posse é o momento em que o particular
passa a constar nos assentamentos funcionais da administração, sendo considerado,
a partir de então, servidor público.
• A partir da data em que entra em exercício, inicia-se, para o servidor ocupante de cargo
efetivo, o estágio probatório, período de avaliação onde diversos fatores são levados
em conta para a verificação da aptidão e da capacidade do agente público. O prazo do
estágio probatório é de 36 meses.
• Após três anos de serviço público, o servidor adquire a estabilidade. Sendo estável,
apenas poderá perder o cargo em quatro situações: a) em virtude de sentença judicial
transitada em julgado; b) mediante processo administrativo disciplinar no qual lhe
seja assegurada ampla defesa; c) o procedimento de avaliação periódica; d) redução
de despesas quando os entes federativos não observarem o limite máximo de gastos
com pessoal.
• As diversas hipóteses de vacância são situações em que o servidor público deixa o
cargo público anteriormente ocupado.
• De acordo com a Lei n. 8.112, temos as seguintes hipóteses de vacância: exoneração,
demissão, aposentadoria, posse em cargo inacumulável, promoção e readaptação.
• A remoção pode ser entendida como o “deslocamento do servidor, a pedido ou de ofí-
cio, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”.
• A redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, esteja ou não ele
ocupado, e desde que tal deslocamento ocorra para outro órgão ou entidade, mas sem-
pre no âmbito do mesmo Poder.

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Remoção Redistribuição
Não trata-se de uma forma de provimento Não trata-se de uma forma de provimento
Não altera o contingente funcional Não altera o contingente funcional
Trata-se do deslocamento de servidor Trata-se do deslocamento de cargo
Destina-se a assegurar a preservação de valo- Trata-se de uma forma de organização da
res como a saúde do servidor e o núcleo familiar administração pública
Quando ocorrer a mudança de Município, deve Quando ocorrer a mudança de Município, deve
ser conferido um prazo de 10 a 30 dias para a ser conferido um prazo de 10 a 30 dias para a
entrada em exercício entrada em exercício

• Basicamente, são as seguintes as classes de direitos e vantagens que o servidor pú-


blico civil federal poderá ter direito: a) vencimento e remuneração; b) indenizações; c)
gratificações e adicionais; d) férias; e) licenças; f) concessões; g) direito de petição;
• Vencimento é um conceito mais restrito, tratando-se da retribuição pecuniária pelo
exercício do cargo público. Remuneração, por outro lato, apresenta um conceito mais
amplo, compreendendo os vencimentos e as vantagens pecuniárias permanentes es-
tabelecidas em lei.
• As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.
Quatro são as indenizações expressamente previstas no estatuto federal, sendo elas a
ajuda de custo, as diárias, o transporte e o auxílio-moradia.
• Trata-se a ajuda de custo de verba de caráter compensatório, cujo objetivo é ressarcir
as despesas de instalação do servidor que, por interesse da administração, passou a
ter exercício em nova sede.
• As diárias são utilizadas com a finalidade de compensar os gastos do servidor que se
ausentar da sua sede em caráter transitório ou eventual.
• A concessão de transporte tem como objetivo ressarcir as despesas que o servidor teve,
no desempenho de suas atividades, com a utilização de meio próprio de locomoção.
• O auxílio-moradia possui como objetivo ressarcir as despesas que os servidores tive-
ram com o aluguel de moradia ou outro meio de hospedagem, devidamente comprova-
das, e desde que sejam atendidos diversos requisitos estabelecidos em lei.
• Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto federal, poderão ser defe-
ridos aos servidores regidos por tal norma as seguintes retribuições, gratificações e

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adicionais: a) retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento;


b) gratificação natalina; c) adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas
ou penosas; d) adicional pela prestação de serviço extraordinário; e) adicional noturno;
f) adicional de férias; g) outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho; h) gratifica-
ção por encargo de curso ou concurso.
• Nos termos da Lei n. 8.112, o servidor público federal poderá se ausentar do serviço,
sem desconto na sua remuneração, nos seguintes casos: 1 (um) dia, para doação de
sangue; pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastra-
mento eleitoral, limitado, em qualquer caso, a dois dias; por 8 (oito) dias consecutivos
em razão de: a) casamento; b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou
padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.
• Durante toda a vida funcional, o servidor fará jus a uma série de direitos e estará obri-
gado a um rol não menos importante de obrigações. Como estamos no meio de órgãos
ou entidades que possuem alto grau de hierarquia em suas estruturas, é de extrema
importância que o servidor tenha meios de pleitear os direitos que lhe são próprios nas
situações em que se sentir coagido ou em que houver descaso por parte dos seus su-
periores. Tais situações são atendidas por meio do direito de petição.
• O direito de requerer prescreve: a) em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e
de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial
e créditos resultantes das relações de trabalho; b) em 120 (cento e vinte) dias, nos de-
mais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
• A origem do regime disciplinar está intimamente ligada a alguns conceitos elementares
do Direito Administrativo, mais precisamente os relacionado com os poderes hierárqui-
co e disciplinar.
• De acordo com as disposições da Lei n. 8.112, três são as esferas de responsabilida-
de a que os servidores públicos federais estão submetidos, sendo elas: civil, admi-
nistrativa e penal.
• A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. Enquadram-se no conceito de responsa-
bilidade civil todas as ações ou omissões do servidor público que, agindo em nome da
administração, cause algum dano ao particular ou ao próprio poder público.

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• A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor.


• A responsabilidade administrativa, por sua vez, resulta de ato omissivo ou comissivo
praticado pelo servidor no desempenho do cargo ou função.
• De acordo com as normas da Lei n. 8.112, são as seguintes as penalidades passíveis
de aplicação aos servidores públicos federais: I – advertência; II – suspensão; III – de-
missão; IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade; V – destituição de cargo
em comissão; VI – destituição de função comissionada.
• Antes da aplicação de toda e qualquer penalidade deve ser garantido o contraditório e
a ampla defesa, sob pena de ser invalidado todo o processo de aplicação.
• Ainda que a administração possua o dever de punir todas as infrações de que tiver
conhecimento, cumpre informar que as penalidades devem ser aplicadas dentro de um
lapso de tempo a partir da data em que o fato se tornou conhecido, após o qual estarão
prescritas.
• A ação disciplinar prescreverá: I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em
comissão; II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; III – em 180 (cento e oitenta) dias,
quanto à advertência.
• A depender da penalidade a ser aplicada, diferentes são as autoridades com competên-
cia para a sua aplicação:

Presidente da República, pelos Presidentes


Demissão ou cassação da aposentadoria ou
das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais
disponibilidade
Federais e pelo Procurador-Geral da República
Autoridades administrativas de hierarquia ime-
diatamente inferior àquelas competentes para
Suspensão superior a 30 dias
aplicação de demissão ou cassação de apo-
sentadoria
Chefe da repartição e outras autoridades na
Advertência e suspensão até 30 dias forma dos respectivos regimentos ou regula-
mentos
Destituição de cargo em comissão Autoridade que houver feito a nomeação

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• Nos termos da Constituição Federal de 1988, a regra é a vedação à acumulação de dois


ou mais cargos públicos, sendo exceções (desde que haja compatibilidade de horá-
rios): a) dois cargos de professor; b)um cargo de professor com outro, técnico ou cien-
tífico; c) dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas; d) permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendi-
dos os requisitos legais; e) permissão para os juízes e membros do ministério público
exercerem o magistério.
• O prazo para encerramento da sindicância é de 30 dias, podendo ser prorrogado por
mais 30, e o seu resultado será: a) Arquivamento do Processo (quando não houver pro-
vas ou os fatos forem infundados); b) Aplicação da penalidade de Advertência ou Sus-
pensão até 30 dias; c) Instauração do PAD (quando a infração se sujeitar a uma pena
mais grave que a Suspensão por 30 dias);
• Como regra, todos os servidores públicos federais abrangidos pela Lei n. 8.112 fazem
jus a todos os benefícios disciplinados pela norma.
• O servidor que apenas ocupe cargo em comissão (e que não seja originário de cargo
efetivo da Administração Pública Federal) não fará jus aos benefícios concedidos pela
Lei 8112, mas sim apenas a assistência à saúde.
• Três são as formas distintas com que o servidor público estatutário poderá se aposen-
tar: a) por incapacidade permanente para o trabalho; b) compulsoriamente; c) volunta-
riamente;
• Uma vez diagnosticada a incapacidade permanente, deverá o servidor, em um primeiro
momento, ser readaptado. Caso a readaptação não seja possível, teremos a aposenta-
doria na presente modalidade. Neste caso, e de forma completamente diferente ao que
ocorria até então, na aposentadoria por invalidez, deverá o servidor, obrigatoriamente,
participar de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que
ensejaram a concessão da aposentadoria.
• A aposentadoria compulsória ocorre quando o servidor público atinge a idade limite
para permanecer em exercício no serviço público. Atualmente, a idade limite é aos 75
anos.

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• Com relação à aposentadoria voluntária, as regras gerais de concessão, bem como as


respectivas exceções, podem ser mais bem visualizadas da seguinte forma:

Categoria Requisitos
Idade mínima de 65 anos, se homem, e de 62 anos, se
mulher;
Tempo mínimo de 25 anos de contribuição;
Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
Regra Geral (Servidores Públicos Federais)
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos de efetivo exercício no cargo
em que for concedida a aposentadoria;

Idade mínima de 60 anos, se home, e de 57 anos, se


mulher;
Tempo mínimo de 25 anos de contribuição;
Professores Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria;
Idade mínima de 55 anos;
Tempo mínimo de 30 anos de contribuição;
Servidores da segurança pública
Tempo mínimo de 25 anos de efetivo exercício em car-
go dessas carreiras;
Idade mínima de 60 anos;
Tempo mínimo de 25 anos de efetiva exposição e con-
tribuição;
Servidores que desempenham atividades especiais Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício de ser-
viço público;
Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria;
Tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no ser-
viço público;
Servidores portadores de deficiência Tempo mínimo de 5 anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria. Demais regras serão esta-
belecidas em lei.

• O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia


equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto.
• O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente econômico.

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• Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-família:


I – o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos
de idade ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de qualquer idade;
II – o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização judicial, viver na compa-
nhia e às expensas do servidor, ou do inativo; III – a mãe e o pai sem economia própria.

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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (FGV/ARE (AP)/SEAD AP/2010) O retorno à atividade de servidor aposentado e

o retorno de servidor estável a um cargo anteriormente ocupado por ele correspondem, res-

pectivamente:

a) à reversão e à readaptação.

b) à reversão e à reintegração.

c) à reversão e à recondução.

d) à readaptação e à reintegração.

e) à readaptação e à recondução.

Questão 2 (FGV/ARE (AP)/SEAD AP/2010) São formas de provimento por reingresso do

servidor público:

a) reintegração e aproveitamento.

b) recondução e redistribuição.

c) readaptação e reintegração.

d) readaptação e reversão.

e) redistribuição e reversão

Questão 3 (FGV/TJ TRE-PA/TRE-PA/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2011) São

formas de provimento de cargo público

a) nomeação e promoção.

b) promoção e ascensão.

c) readaptação e transferência.

d) ascensão e cessão.

e) nomeação e transferência.

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Questão 4 (FGV/AJ TRE-PA/TRE-PA/JUDICIÁRIA/2011) O retorno de servidor à atividade,

quando invalidada sua demissão, corresponde à

a) reversão.

b) readaptação.
c) reintegração.

d) recondução.

e) recapacitação.

Questão 5 (FGV/AJ I/TJ AM/ADMINISTRAÇÃO/2013) De acordo com Regime Jurídico dos

Servidores Públicos Civil da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais, o des-

locamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mu-

dança de sede, é definido como

a) remoção.

b) redistribuição.

c) vacância.

d) substituição.

e) estabilidade.

Questão 6 (FGV/AJ I/TJ AM/ADMINISTRAÇÃO/2013) O provimento efetivo, que depende

de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecida a or-

dem de classificação e o prazo de sua validade, é denominado

a) readaptação.

b) recondução.

c) promoção.

d) reintegração.

e) nomeação.

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Questão 7 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XIV EXAME/2014) Manolo, servidor público federal, obte-

ve a concessão de aposentadoria por invalidez após ter sido atestado, por junta médica oficial, o

surgimento de doença que o impossibilitava de desenvolver atividades laborativas. Passados dois

anos, entretanto, Manolo voltou a ter boas condições de saúde, podendo voltar a trabalhar, o que foi

comprovado por junta médica oficial.

Nesse caso, o retorno do servidor às atividades laborativas na Administração, no mesmo car-

go anteriormente ocupado, configura exemplo de

a) reintegração.

b) reversão.

c) aproveitamento.

d) readaptação.

Questão 8 (FGV/PROC.. (NITERÓI)/PREF.. NITERÓI/2014) Sobre cargos, empregos e fun-

ções públicas, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo

adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.

( ) Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-

patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em

inspeção médica.

( ) Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá

de inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou reintegração do anterior ocu-

pante.

As afirmativas são, respectivamente,

a) F, V e V.

b) V, F e F.
c) V, F e V.
d) V, V e V.
e) F, F e V.
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Questão 9 (FGV/TL (SEN)/SEN/POLÍCIA LEGISLATIVA/POLICIAL LEGISLATIVO FEDE-


RAL/2012) Cássio Cassiano, servidor público federal estável, foi demitido após processo ad-
ministrativo disciplinar. Desde então, o servidor público federal, também estável, Jonathan
Jonas passou a ocupar o referido cargo vago. Ocorre que, inconformado com sua demissão,
Cássio Cassiano ajuizou demanda anulatória do ato demissional que, recentemente, foi jul-
gada procedente. De acordo com as formas de provimento dos cargos públicos previstas na
Lei n. 8.112/1990/90, é correto afirmar que Jonathan Jonas deverá ser
a) reintegrado.
b) reconduzido.
c) readaptado.
d) revertido.
e) transferido.

Questão 10 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) Leandro, servidor estável de funda-


ção pública federal, durante suas férias, ao realizar um voo radical de parapente, sofreu um
acidente que causou limitação em sua capacidade física, conforme verificado em inspeção
médica oficial. De acordo com a Lei n.º 8.112/90, Leandro será:
a) exonerado, pois não existe nexo de causalidade entre o acidente que lhe causou as limita-
ções e o exercício das funções afetas ao cargo público de que é titular;
b) reintegrado ao cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,
e exercerá suas funções, respeitada sua nova condição, com vencimentos não inferiores aos
anteriormente auferidos;
c) reconduzido em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
ocupado, com redução da jornada de trabalho, de acordo com a natureza das limitações que
sofreu;
d) readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que
sofreu, respeitada a habilitação exigida, o nível de escolaridade e a equivalência de vencimen-
tos;

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e) aproveitado em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública
Federal, com redução proporcional da jornada de trabalho e de seus vencimentos, respeitada
a limitação que sofreu.

Questão 11 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016) A


posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os
deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. Nesse contexto, a Lei n.º
8.112/90 estabelece que:
a) a posse ocorre no prazo de dez dias contados da publicação do ato de provimento;
b) a posse em cargo público independe de prévia inspeção médica oficial para atestar a apti-
dão física e mental para o exercício do cargo;
c) o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de quinze dias
contados da data da posse;
d) o servidor apresenta, no ato da posse, declaração quanto à acumulação de outro cargo
público, sendo vedado exigir-lhe declaração de bens de seu patrimônio;
e) o servidor que não entrar em exercício no prazo legal é demitido do cargo para o qual foi
nomeado e empossado.

Questão 12 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016)


João, servidor estável de fundação pública federal, foi aposentado por invalidez. Três meses de-
pois, após criteriosa análise clínica e de exames, a junta médica oficial declarou insubsistentes os
motivos de sua aposentadoria. Assim, com base na Lei n.º 8.112/90, foi determinado o retorno de
João à atividade mediante a:
a) reintegração, que ocorre com ressarcimento de todas as vantagens eventualmente retira-
das do servidor;
b) recondução, que se dá no cargo de origem ou em outro de igual ou superior
hierarquia;
c) reversão, que se faz no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação;
d) disponibilidade, que ocorre com aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e ven-
cimentos compatíveis com o anteriormente ocupado;

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e) readaptação, que se perfaz em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com


a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental.

Questão 13 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/ADMINISTRAÇÃO DE PESSO-


AL/2016) José Maurício, servidor público federal, foi demitido de seu cargo sob alegação de
ofensa física, em serviço, a outro servidor. Inconformado, José Maurício ajuíza ação visando
retornar aos quadros da administração, vindo a obter êxito em decisão que transita em julga-
do.
Nesses termos, José Maurício será investido por:
a) nomeação, pela autoridade competente, para exercício do seu cargo anterior;
b) readaptação, desde que reavaliadas em perícia médica suas condições físicas e mentais
para o exercício do cargo;
c) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, com ressarcimento de todas as
vantagens;
d) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, sem ressarcimento de qualquer
vantagem;
e) reversão, no interesse da Administração, desde que haja cargo vago.

Questão 14 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS MATERIAIS E LOGÍSTICA/2016) Conforme


prevê a Lei n.º 8.112/90, que institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,
das autarquias e das fundações públicas federais, a vacância do cargo público decorrerá,
dentre outros, de:
a) exoneração, demissão e promoção;
b) falecimento, readaptação e nomeação;
c) remoção, aposentadoria e reintegração;
d) permuta, reversão e disponibilidade;
e) aproveitamento, recondução e transferência.

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Questão 15 (FGV/AL (SEN)/SEN/APOIO TÉCNICO AO PROCESSO LEGISLATIVO/PROCESSO


LEGISLATIVO/2008) O deslocamento de cargo efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do quadro
geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, constitui:
a) redistribuição.
b) reintegração.
c) remoção.
d) recondução.
e) aproveitamento.

Questão 16 (FGV/TL (SEN)/SEN/POLÍCIA LEGISLATIVA/POLICIAL LEGISLATIVO FEDE-


RAL/2008) O deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro,
com ou sem mudança de sede, configura:
a) recondução.
b) redistribuição.
c) aproveitamento.
d) reintegração.
e) remoção.

Questão 17 (FGV/FRE (AP)/SEAD AP/2010) A vacância do cargo público decorre das se-
guintes hipóteses, à exceção de:
a) exoneração.

b) falecimento.
c) demissão.
d) posse em outro cargo acumulável.
e) aposentadoria compulsória.

Questão 18 (FGV/TJ TRE-PA/TRE-PA/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2011)


Ocorre a vacância do cargo público nos casos de
a) ausência superior a três dias consecutivos.

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b) licença-maternidade.
c) licença temporária.
d) falecimento.
e) ascensão.

Questão 19 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XXI EXAME/2016) João foi aprovado em concurso pú-
blico para o cargo de agente administrativo do Estado Alfa. Após regular investidura, recebeu
sua primeira remuneração. Contudo, os valores apontados na folha de pagamento causa-
ram estranheza, considerando que a rubrica de seu vencimento-base se mostrava inferior ao
salário mínimo vigente, montante que só era alcançado se considerados os demais valores
(adicionais e gratificações) que compunham a sua remuneração total.
Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
a) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo não é aplicá-
vel aos servidores públicos.
b) A remuneração de João é inconstitucional, porque o seu vencimento-base teria que ser
superior ao salário mínimo.
c) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo se refere ao
total da remuneração percebida.
d) A remuneração de João é inconstitucional, pois todo servidor público deve receber por sub-

sídio, fixado em parcela única.

Questão 20 (FGV/OF CHAN (MRE)/MRE/2016) João, servidor público civil da União, valen-

do-se de sua função de chefe da repartição pública onde está lotado, utilizou os servidores

que lhe são hierarquicamente subordinados, bem como recursos materiais da repartição, em

atividade particular. Em matéria de penalidades disciplinares, de acordo com a Lei n. 8.112/90,

João está sujeito à sanção de:

a) advertência;

b) suspensão por 30 dias;

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c) suspensão por 90 dias;

d) demissão;

e) exoneração.

Questão 21 (FGV/CONS LEG (ALEMA)/ALEMA/ORÇAMENTO PÚBLICO/2013) Assinale a al-

ternativa que apresenta um dever do servidor público.

a) Aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro.

b) Recusar a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.

c) Guardar sigilo sobre assunto da repartição.

d) Proceder de forma desidiosa.

e) Recusar fé a documentos públicos.

Questão 22 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) João, servidor público civil estável de fun-


dação pública federal, revelou segredo do qual se apropriou em razão do cargo, por meio de ampla
divulgação em redes sociais. De acordo com os ditames da Lei n.º 8.112/90, após regular processo
administrativo disciplinar, João está sujeito à:
a) advertência administrativa e multa civil;
b) retratação civil e multa administrativa;
c) retratação civil e suspensão administrativa;
d) sanção disciplinar de suspensão;
e) sanção disciplinar de demissão.

Questão 23 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016) Re-


nato, servidor estável de fundação pública federal, praticou incontinência pública e conduta escan-
dalosa, na repartição onde está lotado.
Após regular processo administrativo disciplinar, instruído com vídeo que registrou o episó-
dio, de acordo com a Lei n.º 8.112/90, Renato está sujeito, em tese, à sanção disciplinar de:
a) demissão, que prescreve em 5 (cinco) anos;

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b) exoneração, que prescreve em 3 (três) anos;


c) suspensão por 90 (noventa) dias, que prescreve em 3 (três) anos;
d) suspensão por 30 (trinta) dias, que prescreve em 2 (dois) anos;
e) advertência, que prescreve em 180 (cento e oitenta) dias.

Questão 24 (FGV/AJ TRT12/TRT 12/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Alfa,


Analista Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho de determinada região, utilizou, pelo pe-
ríodo de seis meses, materiais de informática da Vara do Trabalho onde estava lotado, em
serviços e atividades particulares, para ajudar sua irmã, que estava montando uma empresa
de propaganda e marketing.

De acordo com o regime disciplinar estabelecido na Lei n. 8.112/90, após regular processo

administrativo disciplinar, Alfa está sujeito à pena de:

a) demissão, aplicada pelo Presidente do TRT;

b) suspensão até 180 dias, aplicada pelo Presidente do TRT;

c) suspensão até 90 dias, aplicada pelo Corregedor do TRT;

d) suspensão até 90 dias, aplicada pelo Presidente do TRT;

e) advertência, aplicada pelo Corregedor do TRT.

Questão 25 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/2017) Além do vencimento bási-

co, os servidores públicos federais têm direito a vantagens remuneratórias de diferentes na-

turezas. Considere que Thiago recebeu, no último mês, além de seu vencimento básico, os

seguintes valores:

I – valor destinado a despesas com transporte;

II – valor correspondente a desempenho de atividades em lugares insalubres;

III – valor correspondente ao desempenho de atividades realizadas após as 22 horas

de um dia.

A classificação das verbas percebidas por Thiago, corresponde, respectivamente, a:

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a) indenização, vantagem pessoal e gratificação;

b) adicional, adicional e indenização;

c) indenização, indenização e adicional;

d) vantagem pessoal, indenização e adicional;

e) indenização, adicional e adicional.

Questão 26 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/X EXAME/2013) As alternativas a seguir apresentam

condições que geram vacância de cargo público, à exceção de uma. Assinale-a.

a) Falecimento.

b) Promoção.

c) Aposentadoria.

d) Licença para trato de interesse particular.

Questão 27 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) Consoante dispõe a Lei n.º 8.112/90,

sem qualquer prejuízo, poderá um servidor civil de fundação pública federal ausentar-se do

serviço:

a) por 3 (três) dias, para alistamento ou recadastramento eleitoral fora da sede onde está

lotado;

b) por 15 (quinze) dias, em razão de falecimento de parente até o segundo grau;

c) por 3 (três) dias, para manifestação sindical de greve;

d) por 5 (cinco) dias consecutivos, em razão de casamento;

e) por 1 (um) dia, para doação de sangue.

Questão 28 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/ADMINISTRAÇÃO DE PESSO-

AL/2016) A unidade responsável pela gestão de recursos humanos do IBGE recebeu um in-

forme de procedência administrativa sobre servidor efetivo que foi investido em mandato

eletivo de Prefeito.

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Nesse cenário, o responsável por concessão de afastamentos deve saber que:

a) o servidor ficará afastado de seu cargo para exercer o mandato eletivo, com suspensão de

sua remuneração;

b) o servidor poderá acumular funções e perceber vantagens de seu cargo desde que haja

compatibilidade de horários;

c) o servidor poderá acumular o cargo e o mandato eletivo, fazendo jus à percepção da remu-

neração mais elevada;

d) o servidor ficará afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

e) o servidor poderia permanecer em seu cargo efetivo caso fosse investido em mandato ele-

tivo para Deputado Estadual.

Questão 29 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/GESTÃO E INFRAESTRUTURA/2017) Marcos é servidor

público efetivo do quadro de pessoal do IBGE. Recentemente, solicitou a concessão de deter-

minada licença remunerada e teve seu pedido negado pelo setor responsável, sob alegação

de que precisará cumprir 5 (cinco) anos de efetivo exercício para obter a respectiva licença.

Com base nas informações mencionadas, é correto concluir que Marcos solicitou licença:

a) paternidade;

b) para o serviço militar;

c) para capacitação;

d) por motivo de doença em pessoa da família;

e) para atividade política.

Questão 30 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/2017) O controle da concessão de

licenças é essencial à gestão do serviço público, já que interfere na disponibilidade de pesso-

al, na execução dos processos de trabalho, na utilização regular dos recursos e no bom ge-

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renciamento da máquina pública. Em relação às licenças concedidas aos servidores públicos

federais, julgue como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as sentenças a seguir:

( ) A licença para desempenho de mandato classista, bem como a licença para tratar de as-

suntos particulares, podem ser concedidas ao servidor, sem remuneração, desde que o mes-

mo não esteja em estágio probatório.


( ) A licença por motivo de doença em pessoa da família pode ser concedida, a cada 12 (doze)
meses, por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
( ) Após cada triênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração,
afastar-se do exercício do cargo efetivo para participar de curso de capacitação profissional.
( ) É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença motivada por
doença em pessoa da família.
A sequência correta é:
a) V, V, F, V;
b) V, F, V, F;
c) F, V, F, V;
d) F, F, F, V;
e) V, V, V, F.

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GABARITO
1. c 25. e

2. a 26. d

3. a 27. e

4. c 28. d

5. a 29. c

6. e 30. a

7. b

8. a

9. b

10. d

11. c

12. c

13. c

14. a

15. a

16. e

17. d

18. d

19. c

20. d

21. c

22. e

23. a

24. a

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GABARITO COMENTADO
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pectivamente:
a) à reversão e à readaptação.
b) à reversão e à reintegração.
c) à reversão e à recondução.
d) à readaptação e à reintegração.
e) à readaptação e à recondução.

Letra c.
Ao passo que o retorno à atividade do servidor aposentado ocorre por meio da reversão, a
recondução, nas hipóteses previstas em lei, é o retorno do servidor estável ao cargo anterior-
mente ocupado.

Questão 2 (FGV/ARE (AP)/SEAD AP/2010) São formas de provimento por reingresso do


servidor público:
a) reintegração e aproveitamento.
b) recondução e redistribuição.
c) readaptação e reintegração.
d) readaptação e reversão.
e) redistribuição e reversão

Letra a.
De acordo com Celso Antônio Bandeira de Mello, as formas de provimento derivado pre-
vistas no estatuto federal podem ser classificadas em vertical, horizontal ou por rein-
gresso.
As formas de provimento por reingresso são aquelas em que o servidor retorna para o serviço
público após ter sido dele desligado. São classificadas nesta categoria a reversão, a recondu-
ção, a reintegração e o aproveitamento.
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Questão 3 (FGV/TJ TRE-PA/TRE-PA/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2011) São


formas de provimento de cargo público
a) nomeação e promoção.
b) promoção e ascensão.
c) readaptação e transferência.
d) ascensão e cessão.
e) nomeação e transferência.

Letra a.
Dentre as alternativas apresentadas, apenas a Letra A apresenta, de forma correta, formas de
provimento previstas no texto da Lei n. 8.112/1990.

Art. 8º São formas de provimento de cargo público:


I – nomeação;
II – promoção;
V – readaptação;
VI – reversão;
VII – aproveitamento;
VIII – reintegração;
IX – recondução.

Questão 4 (FGV/AJ TRE-PA/TRE-PA/JUDICIÁRIA/2011) O retorno de servidor à atividade,


quando invalidada sua demissão, corresponde à
a) reversão.
b) readaptação.
c) reintegração.
d) recondução.
e) recapacitação.

Letra c.
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, a reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a

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sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vanta-
gens.

Questão 5 (FGV/AJ I/TJ AM/ADMINISTRAÇÃO/2013) De acordo com Regime Jurídico dos


Servidores Públicos Civil da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais, o des-
locamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mu-
dança de sede, é definido como
a) remoção.
b) redistribuição.
c) vacância.
d) substituição.
e) estabilidade.

Letra a.
Nos termos do artigo 36 da Lei n. 8.112/1990, “Remoção é o deslocamento do servidor, a pe-
dido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede”.

Questão 6 (FGV/AJ I/TJ AM/ADMINISTRAÇÃO/2013) O provimento efetivo, que depende


de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecida a or-
dem de classificação e o prazo de sua validade, é denominado
a) readaptação.
b) recondução.
c) promoção.
d) reintegração.
e) nomeação.

Letra e.
A forma de provimento realizada após a aprovação em concurso público de provas (ou de
provas e títulos) é a nomeação.

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No entanto, é importante salientar que a nomeação pode ocorrer, também, para o provimento
de cargos em comissão.

Questão 7 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XIV EXAME/2014) Manolo, servidor público fede-


ral, obteve a concessão de aposentadoria por invalidez após ter sido atestado, por junta
médica oficial, o surgimento de doença que o impossibilitava de desenvolver atividades
laborativas. Passados dois anos, entretanto, Manolo voltou a ter boas condições de saú-
de, podendo voltar a trabalhar, o que foi comprovado por junta médica oficial.
Nesse caso, o retorno do servidor às atividades laborativas na Administração, no mesmo car-
go anteriormente ocupado, configura exemplo de
a) reintegração.
b) reversão.
c) aproveitamento.
d) readaptação.

Letra b.
O retorno à atividade do servidor aposentado é denominado reversão, podendo ocorrer tanto
por invalidez (quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentado-
ria) ou no interesse da administração, desde que, neste caso, sejam observados os requisitos
legais.

Questão 8 (FGV/PROC. (NITERÓI)/PREF. NITERÓI/2014) Sobre cargos, empregos e funções

públicas, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo

adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício.

( ) Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-

patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em

inspeção médica.

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( ) Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá

de inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo ou reintegração do anterior ocu-

pante.

As afirmativas são, respectivamente,

a) F, V e V.

b) V, F e F.

c) V, F e V.

d) V, V e V.

e) F, F e V.

Letra a.

I  – Errado. A estabilidade, diversamente do que informado, ocorre após 3 anos de efetivo

exercício.

II – Correto. Trata-se do conceito de readaptação, de acordo com as disposições da Lei n.

8.112/1990.

Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-


patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.

III  – Correto. O item apresenta as duas situações em que poderemos ter a recondução do

servidor público federal.

Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá


de:
I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II – reintegração do anterior ocupante.

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Questão 9 (FGV/TL (SEN)/SEN/POLÍCIA LEGISLATIVA/POLICIAL LEGISLATIVO

FEDERAL/2012) Cássio Cassiano, servidor público federal estável, foi demitido

após processo administrativo disciplinar. Desde então, o servidor público fe-

deral, também estável, Jonathan Jonas passou a ocupar o referido cargo vago.

Ocorre que, inconformado com sua demissão, Cássio Cassiano ajuizou deman-

da anulatória do ato demissional que, recentemente, foi julgada procedente. De

acordo com as formas de provimento dos cargos públicos previstas na Lei n.

8.112/1990/90, é correto afirmar que Jonathan Jonas deverá ser

a) reintegrado.

b) reconduzido.

c) readaptado.

d) revertido.

e) transferido.

Letra b.

Tendo em vista que a demissão de Cássio foi invalidada, deverá ele retornar ao cargo ante-

riormente ocupado.

Como este cargo estava sendo ocupado por Jonathan, deverá ele, tendo em vista o retorno de

Cássio, ser reconduzido ao cargo que anteriormente ocupava.

Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá


de:
II – reintegração do anterior ocupante.

Questão 10 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) Leandro, servidor estável de funda-


ção pública federal, durante suas férias, ao realizar um voo radical de parapente, sofreu um

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acidente que causou limitação em sua capacidade física, conforme verificado em inspeção
médica oficial. De acordo com a Lei n.º 8.112/90, Leandro será:
a) exonerado, pois não existe nexo de causalidade entre o acidente que lhe causou as limita-
ções e o exercício das funções afetas ao cargo público de que é titular;
b) reintegrado ao cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,
e exercerá suas funções, respeitada sua nova condição, com vencimentos não inferiores aos
anteriormente auferidos;
c) reconduzido em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
ocupado, com redução da jornada de trabalho, de acordo com a natureza das limitações que

sofreu;

d) readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que

sofreu, respeitada a habilitação exigida, o nível de escolaridade e a equivalência de vencimen-

tos;

e) aproveitado em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública

Federal, com redução proporcional da jornada de trabalho e de seus vencimentos, respeitada

a limitação que sofreu.

Letra d.
Considerando que houve uma limitação na capacidade de trabalho de Leandro, deverá ele ser
readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação sofrida.

Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades com-


patíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em ins-
peção médica.

Questão 11 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016) A


posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os
deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. Nesse contexto, a Lei n.º
8.112/90 estabelece que:

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a) a posse ocorre no prazo de dez dias contados da publicação do ato de provimento;


b) a posse em cargo público independe de prévia inspeção médica oficial para atestar a apti-
dão física e mental para o exercício do cargo;
c) o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de quinze dias
contados da data da posse;
d) o servidor apresenta, no ato da posse, declaração quanto à acumulação de outro cargo
público, sendo vedado exigir-lhe declaração de bens de seu patrimônio;
e) o servidor que não entrar em exercício no prazo legal é demitido do cargo para o qual foi
nomeado e empossado.

Letra c.
a) Errada. O prazo para a posse é de 30 dias, que serão contados do momento em que ocorrer
o provimento (nomeação) do servidor.
b) Errada. A posse depende de prévia inspeção médica, oportunidade em que será verificada
a aptidão física e mental para o exercício do cargo.
c) Correta. Uma vez empossado, deve o servidor público entrar em exercício no prazo de 15
dias.
d) Errada. No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que cons-
tituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou
função pública.
e) Errada. Caso o servidor não entre em exercício no prazo legal, será ele exonerado (e não
demitido) do cargo público.

Questão 12 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016)


João, servidor estável de fundação pública federal, foi aposentado por invalidez. Três meses de-
pois, após criteriosa análise clínica e de exames, a junta médica oficial declarou insubsistentes os
motivos de sua aposentadoria. Assim, com base na Lei n.º 8.112/90, foi determinado o retorno de
João à atividade mediante a:

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a) reintegração, que ocorre com ressarcimento de todas as vantagens eventualmente retira-


das do servidor;
b) recondução, que se dá no cargo de origem ou em outro de igual ou superior hierarquia;
c) reversão, que se faz no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação;
d) disponibilidade, que ocorre com aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e ven-
cimentos compatíveis com o anteriormente ocupado;
e) readaptação, que se perfaz em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com

a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental.

Letra c.

Tendo em vista que os motivos da aposentadoria de João foram declarados insubsistentes,

deve ele retornar ao serviço público por meio da reversão.

Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:


I – por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria;

Questão 13 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/ADMINISTRAÇÃO DE PESSO-

AL/2016) José Maurício, servidor público federal, foi demitido de seu cargo sob alegação de

ofensa física, em serviço, a outro servidor. Inconformado, José Maurício ajuíza ação visando

retornar aos quadros da administração, vindo a obter êxito em decisão que transita em julga-

do.

Nesses termos, José Maurício será investido por:

a) nomeação, pela autoridade competente, para exercício do seu cargo anterior;

b) readaptação, desde que reavaliadas em perícia médica suas condições físicas e mentais

para o exercício do cargo;

c) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, com ressarcimento de todas as vantagens;

d) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, sem ressarcimento de qualquer vantagem;

e) reversão, no interesse da Administração, desde que haja cargo vago.

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Letra c.

Na situação apresentada, José Maurício teve a sua demissão anulada. Consequentemente,

deve ele retornar ao serviço público por meio do instituto da reintegração.

Uma vez reintegrado, terá ele direito ao ressarcimento de todas as vantagens devidas.

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no car-


go resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou
judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

Questão 14 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS MATERIAIS E LOGÍSTICA/2016) Conforme


prevê a Lei n.º 8.112/90, que institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União,
das autarquias e das fundações públicas federais, a vacância do cargo público decorrerá,
dentre outros, de:
a) exoneração, demissão e promoção;
b) falecimento, readaptação e nomeação;
c) remoção, aposentadoria e reintegração;
d) permuta, reversão e disponibilidade;
e) aproveitamento, recondução e transferência.

Letra a.
De acordo com a Lei n. 8.112/1990, as seguintes situações são ensejadoras de vacância do
cargo público até então ocupado.

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:


I – exoneração;
II – demissão;
III – promoção;
VI – readaptação;
VII – aposentadoria;
VIII – posse em outro cargo inacumulável;
IX – falecimento.

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Questão 15 (FGV/AL (SEN)/SEN/APOIO TÉCNICO AO PROCESSO LEGISLATIVO/PROCESSO LE-

GISLATIVO/2008) O deslocamento de cargo efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do quadro geral

de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, constitui:

a) redistribuição.

b) reintegração.

c) remoção.

d) recondução.

e) aproveitamento.

Letra a.

O deslocamento de cargo efetivo, ocupado ou vago, no âmbito do quadro geral de pesso-

al, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, é denominado, de acordo com a Lei n.

8.112/1990, redistribuição.

Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no


âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia
apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos (...)

Questão 16 (FGV/TL (SEN)/SEN/POLÍCIA LEGISLATIVA/POLICIAL LEGISLATIVO FEDE-

RAL/2008) O deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro,

com ou sem mudança de sede, configura:

a) recondução.

b) redistribuição.

c) aproveitamento.

d) reintegração.

e) remoção.

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Letra e.
A questão apresenta a definição de remoção, conforme previsão do artigo 36 da Lei
n. 8.112/1990:

Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro,


com ou sem mudança de sede.

Questão 17 (FGV/FRE (AP)/SEAD AP/2010) A vacância do cargo público decorre das se-

guintes hipóteses, à exceção de:

a) exoneração.

b) falecimento.

c) demissão.

d) posse em outro cargo acumulável.

e) aposentadoria compulsória.

Letra d.

Dentre as opções apresentadas, apenas a posse em outro cargo acumulável não trata-se de

uma hipótese de vacância. É vacância, em sentido diverso, a posse em cargo inacumulável.

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:


VIII – posse em outro cargo inacumulável;

Questão 18 (FGV/TJ TRE-PA/TRE-PA/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2011)

Ocorre a vacância do cargo público nos casos de

a) ausência superior a três dias consecutivos.

b) licença-maternidade.

c) licença temporária.

d) falecimento.

e) ascensão.

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Letra d.

O falecimento, dentre as opções elencadas, é uma das situações de vacância estabelecidas

no texto da Lei n. 8.112/1990.

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:


IX – falecimento.

Questão 19 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/XXI EXAME/2016) João foi aprovado em concurso pú-
blico para o cargo de agente administrativo do Estado Alfa. Após regular investidura, recebeu
sua primeira remuneração. Contudo, os valores apontados na folha de pagamento causa-
ram estranheza, considerando que a rubrica de seu vencimento-base se mostrava inferior ao
salário mínimo vigente, montante que só era alcançado se considerados os demais valores
(adicionais e gratificações) que compunham a sua remuneração total.
Diante dessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
a) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo não é aplicá-
vel aos servidores públicos.
b) A remuneração de João é inconstitucional, porque o seu vencimento-base teria que ser
superior ao salário mínimo.
c) A remuneração de João é constitucional, porque a garantia do salário mínimo se refere ao
total da remuneração percebida.
d) A remuneração de João é inconstitucional, pois todo servidor público deve receber por sub-
sídio, fixado em parcela única.

Letra c.
De acordo com o artigo 41, § 5º, da Lei n. 8.112/1990, “nenhum servidor receberá remunera-
ção inferior ao salário mínimo”.
Sendo assim, a remuneração de João é constitucional, haja vista que a soma de todos os va-
lores recebidos é superior ao salário mínimo.

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Questão 20 (FGV/OF CHAN (MRE)/MRE/2016) João, servidor público civil da União, valen-
do-se de sua função de chefe da repartição pública onde está lotado, utilizou os servidores
que lhe são hierarquicamente subordinados, bem como recursos materiais da repartição, em
atividade particular. Em matéria de penalidades disciplinares, de acordo com a Lei n. 8.112/90,
João está sujeito à sanção de:
a) advertência;
b) suspensão por 30 dias;
c) suspensão por 90 dias;
d) demissão;
e) exoneração.

Letra d.
No caso, João cometeu a infração prevista no artigo 117, XVI, da Lei n. 8.112/1990, de se-
guinte teor: “utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares”.
Consequentemente, a penalidade que deve ser aplicada a João é a de demissão, conforme
previsão do estatuto federal.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

Questão 21 (FGV/CONS LEG (ALEMA)/ALEMA/ORÇAMENTO PÚBLICO/2013) Assinale a al-


ternativa que apresenta um dever do servidor público.
a) Aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro.
b) Recusar a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
c) Guardar sigilo sobre assunto da repartição.
d) Proceder de forma desidiosa.
e) Recusar fé a documentos públicos.

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Letra c.
Dentre as alternativas apresentadas, apenas a Letra “c” trata-se de um dever dos servidores
públicos federais.

Art. 116. São deveres do servidor:


VIII – guardar sigilo sobre assunto da repartição;

Questão 22 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) João, servidor público civil estável de fun-


dação pública federal, revelou segredo do qual se apropriou em razão do cargo, por meio de ampla
divulgação em redes sociais. De acordo com os ditames da Lei n.º 8.112/90, após regular processo
administrativo disciplinar, João está sujeito à:
a) advertência administrativa e multa civil;
b) retratação civil e multa administrativa;
c) retratação civil e suspensão administrativa;
d) sanção disciplinar de suspensão;
e) sanção disciplinar de demissão.

Letra e.
No s t e r m o s da L ei n. 8.112/ 1990, a co n d u t a d e Jo ão é en sejad o ra d a p e nal i -
da d e d e d e missã o.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;

Questão 23 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES/2016) Re-

nato, servidor estável de fundação pública federal, praticou incontinência pública e conduta escan-

dalosa, na repartição onde está lotado.

Após regular processo administrativo disciplinar, instruído com vídeo que registrou o episó-

dio, de acordo com a Lei n.º 8.112/90, Renato está sujeito, em tese, à sanção disciplinar de:

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a) demissão, que prescreve em 5 (cinco) anos;


b) exoneração, que prescreve em 3 (três) anos;
c) suspensão por 90 (noventa) dias, que prescreve em 3 (três) anos;
d) suspensão por 30 (trinta) dias, que prescreve em 2 (dois) anos;
e) advertência, que prescreve em 180 (cento e oitenta) dias.

Letra a.
Ao praticar incontinência pública e conduta escandalosa na repartição, Renato está sujeito,
após a tramitação do processo administrativo disciplinar, à penalidade de demissão.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

A penalidade de demissão, por sua vez, possui o prazo prescricional de 5 anos, após o qual a
penalidade não poderá mais ser aplicada ao mencionado servidor.

Art. 142. A ação disciplinar prescreverá:


I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de cargo em comissão;

Questão 24 (FGV/AJ TRT12/TRT 12/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) Alfa,


Analista Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho de determinada região, utilizou, pelo pe-
ríodo de seis meses, materiais de informática da Vara do Trabalho onde estava lotado, em
serviços e atividades particulares, para ajudar sua irmã, que estava montando uma empresa
de propaganda e marketing.
De acordo com o regime disciplinar estabelecido na Lei n. 8.112/90, após regular processo
administrativo disciplinar, Alfa está sujeito à pena de:
a) demissão, aplicada pelo Presidente do TRT;
b) suspensão até 180 dias, aplicada pelo Presidente do TRT;
c) suspensão até 90 dias, aplicada pelo Corregedor do TRT;
d) suspensão até 90 dias, aplicada pelo Presidente do TRT;
e) advertência, aplicada pelo Corregedor do TRT.

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Lei n. 8.112/1990 – Servidores Públicos
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Letra a.
De início, precisamos saber que Alfa cometeu a infração prevista no artigo 117, XVI, da Lei
n. 8.112/1990, a saber: “utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou
atividades particulares”.

De acordo com a norma, a conduta de Alfa deve ser sancionada com a penalidade

de demissão.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

Por fim, precisamos saber que a autoridade com competência para a aplicação da penalidade,

no caso, é o Presidente do Tribunal.

Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas:


I – pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais
Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de apo-
sentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão ou entidade;

Questão 25 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/2017) Além do vencimento bási-

co, os servidores públicos federais têm direito a vantagens remuneratórias de diferentes na-

turezas. Considere que Thiago recebeu, no último mês, além de seu vencimento básico, os

seguintes valores:

I – valor destinado a despesas com transporte;

II – valor correspondente a desempenho de atividades em lugares insalubres;

III – valor correspondente ao desempenho de atividades realizadas após as 22 ho-

ras de um dia.

A classificação das verbas percebidas por Thiago, corresponde, respectivamente, a:

a) indenização, vantagem pessoal e gratificação;

b) adicional, adicional e indenização;

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c) indenização, indenização e adicional;

d) vantagem pessoal, indenização e adicional;

e) indenização, adicional e adicional.

Letra e.
Ao passo que o valor destinado a custear as despesas com transporte é classificado como
verba indenizatória, a gratificação pelo desempenho de atividades insalubres, bem como a
decorrente do exercício de atividades após as 22 horas são exemplos de adicionais (no caso,
adicional por atividades insalubres e adicional noturno).

Questão 26 (FGV/OAB UNI NAC/OAB/X EXAME/2013) As alternativas a seguir apresentam

condições que geram vacância de cargo público, à exceção de uma. Assinale-a.

a) Falecimento.

b) Promoção.

c) Aposentadoria.

d) Licença para trato de interesse particular.

Letra d.

Apenas a licença para o trato de interesse particular não é uma situação de vacância expres-

samente prevista no texto da Lei n. 8.112/1990.

Questão 27 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/AUDITORIA/2016) Consoante dispõe a Lei n.º 8.112/90,

sem qualquer prejuízo, poderá um servidor civil de fundação pública federal ausentar-se do

serviço:

a) por 3 (três) dias, para alistamento ou recadastramento eleitoral fora da sede onde está

lotado;

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b) por 15 (quinze) dias, em razão de falecimento de parente até o segundo grau;

c) por 3 (três) dias, para manifestação sindical de greve;

d) por 5 (cinco) dias consecutivos, em razão de casamento;

e) por 1 (um) dia, para doação de sangue.

Letra e.

Vejamos, de acordo com as disposições da Lei n. 8.112/1990, as hipóteses de concessão

legalmente previstas:

Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:


I – por 1 (um) dia, para doação de sangue;
II – pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, li-
mitado, em qualquer caso, a 2 (dois) dias;
III – por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob
guarda ou tutela e irmãos.

Questão 28 (FGV/ANA (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/ADMINISTRAÇÃO DE PESSO-

AL/2016) A unidade responsável pela gestão de recursos humanos do IBGE recebeu um in-

forme de procedência administrativa sobre servidor efetivo que foi investido em mandato

eletivo de Prefeito.

Nesse cenário, o responsável por concessão de afastamentos deve saber que:

a) o servidor ficará afastado de seu cargo para exercer o mandato eletivo, com suspensão de

sua remuneração;

b) o servidor poderá acumular funções e perceber vantagens de seu cargo desde que haja

compatibilidade de horários;

c) o servidor poderá acumular o cargo e o mandato eletivo, fazendo jus à percepção da remu-

neração mais elevada;

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d) o servidor ficará afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;

e) o servidor poderia permanecer em seu cargo efetivo caso fosse investido em mandato ele-

tivo para Deputado Estadual.

Letra d.
Tendo sido investido no mandato de Prefeito, o servidor público federal será afastado do car-
go, podendo optar pelo recebimento de uma das duas remunerações.

Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:


II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração;

Questão 29 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/GESTÃO E INFRAESTRUTURA/2017) Marcos é servidor


público efetivo do quadro de pessoal do IBGE. Recentemente, solicitou a concessão de deter-
minada licença remunerada e teve seu pedido negado pelo setor responsável, sob alegação
de que precisará cumprir 5 (cinco) anos de efetivo exercício para obter a respectiva licença.

Com base nas informações mencionadas, é correto concluir que Marcos solicitou licença:

a) paternidade;

b) para o serviço militar;

c) para capacitação;

d) por motivo de doença em pessoa da família;

e) para atividade política.

Letra c.

Dentre as licenças informadas pela questão, apenas a licença para capacitação exige um

tempo de serviço mínimo de 5 anos.

Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administra-
ção, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses,
para participar de curso de capacitação profissional.

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Questão 30 (FGV/AC (IBGE)/IBGE/RECURSOS HUMANOS/2017) O controle da concessão de

licenças é essencial à gestão do serviço público, já que interfere na disponibilidade de pesso-

al, na execução dos processos de trabalho, na utilização regular dos recursos e no bom ge-

renciamento da máquina pública. Em relação às licenças concedidas aos servidores públicos

federais, julgue como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as sentenças a seguir:

( ) A licença para desempenho de mandato classista, bem como a licença para tratar de as-

suntos particulares, podem ser concedidas ao servidor, sem remuneração, desde que o mes-

mo não esteja em estágio probatório.

( ) A licença por motivo de doença em pessoa da família pode ser concedida, a cada 12 (doze)

meses, por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
( ) Após cada triênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração,
afastar-se do exercício do cargo efetivo para participar de curso de capacitação profissional.
( ) É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença motivada por
doença em pessoa da família.
A sequência correta é:
a) V, V, F, V;
b) V, F, V, F;
c) F, V, F, V;
d) F, F, F, V;
e) V, V, V, F.

Letra a.
I – Certo. Ambas as licenças podem ser concedidas aos servidores públicos federais, ense-
jando, no período, o não recebimento da remuneração do cargo público. No entanto, para que

a concessão seja possível, o servidor não pode estar no período de estágio probatório.

II – Certo. Trata-se da previsão para a concessão da licença em virtude de doença em pessoa

da família.

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Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companhei-
ro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expen-
sas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial.
§ 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não pu-
der ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário,
na forma do disposto no inciso II do art. 44.
§ 2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período
de doze meses nas seguintes condições:
I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e
II – por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.

III – Errado. O prazo mínimo de efetivo exercício exigido é de 5 anos, e não, conforme infor-
mado, 3 anos.

Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administra-
ção, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses,
para participar de curso de capacitação profissional.

IV – Certo. Durante o período de licença em virtude de doença em pessoa da família, é vedado
o exercício de qualquer tipo de atividade remunerada.

Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e
MPU.

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