Você está na página 1de 9

HABILIDADES

SOCIOEMOCIONAIS: COMO ELAS


IMPACTAM O ALUNO?

Somente o conteúdo didático das escolas já não é mais suficiente para o ensino nos dias atuais. Mais
do que habilidades técnicas, os estudantes precisam conhecer e desenvolver suas habilidades
socioemocionais porque elas serão importantes não só na área acadêmica e profissional, mas em toda
a trajetória de cada indivíduo.

Essas habilidades nascem com as pessoas, mas também podem ser adquiridas, trabalhadas e
incentivadas ao longo da formação. Esse trabalho deve ser iniciado desde cedo, na escola e no
convívio familiar.

O intuito desse desenvolvimento é formar indivíduos que saberão lidar com as outras pessoas e com
suas próprias questões da melhor forma possível. Você já trabalha com essas habilidades no
ambiente escolar?

Confira neste post um pouco mais sobre como elas podem impactar os alunos e render bons frutos
para toda a vida!
O que você vai encontrar nesse artigo:
● O que são habilidades socioemocionais
● Como desenvolver essas habilidades no ambiente escolar
● Quais são os benefícios de desenvolver as habilidades socioemocionais para alunos
crianças, pré-adolescentes e adolescentes
● Como as habilidades socioemocionais ajudam na carreira
● Qual é o papel da família nesse processo
● Tipos de inteligência
● Habilidades socioemocionais no trabalho
● Na BNCC: competências e o socioemocional

O que são habilidades socioemocionais


Habilidades socioemocionais são aptidões inatas, relacionadas a inteligência emocional. No
ambiente escolar, elas cumprem o papel de preparar os estudantes para os desafios diários pois, ao
desenvolvê-las, eles se tornam capazes de compreender suas relações interpessoais e sociais,
enxergando os desafios e conflitos com outros olhos e agindo dentro de suas possibilidades.

Mais do que prepará-los para o futuro, o desenvolvimento dessas habilidades é estratégico no


processo educacional. “Muitas vezes a gente fica no discurso de preparar o aluno para o futuro, mas
a gente tem que pensar o aluno hoje”, explica Caio Lo Bianco, Gerente Executivo da Eleva
Educação.

Essas habilidades são muitas e podem ser tratadas de diversas formas. Na Eleva, trabalhamos com
seis habilidades e quatro pilares no projeto LIV (Laboratório Inteligência de Vida), que tem o
propósito de desenvolver competências socioemocionais nos alunos.

Os pilares da Inteligência Emocional são autoconhecimento, autocontrole, empatia e relacionamento.


Em conjunto a ele, as seis habilidades socioemocionais são:

Colaboração
A colaboração é importante em qualquer ambiente em que uma pessoa esteja inserida, já que
ninguém vive sozinho e sempre depende de outras pessoas. Nesse pilar, três pontos são
fundamentais: saber ouvir, se colocar no lugar do outro e propor soluções incorporando as ideias de
todos.

Ou seja, é importante que todos consigam trabalhar juntos para desenvolverem resultados e soluções
positivas, mais relevantes para o grupo.

Criatividade
A criatividade tira os alunos de suas zonas de conforto, incentivando o pensar fora da caixa. Se
estimulada, possibilita que todos se conectem a diversas ideias e considerem soluções fora da área de
conhecimento e especialidade de cada indivíduo.

Comunicação
Além de ter boas ideias, é preciso saber como transmiti-las para as outras pessoas. Por isso, a
comunicação é uma habilidade socioemocional com tanta importância.

Estamos num momento em que tudo acontece muito rápido, as informações disponíveis são
inúmeras e muitos discursos são feitos. Mas tudo isso precisa ter propósito e ser falado claramente.
Não se vive sem comunicação e, quando ela é bem desenvolvida, o entendimento flui melhor para
qualquer resultado.

Proatividade
Dar o primeiro passo e agir mesmo que ninguém lhe peça nada! A proatividade é a capacidade de
entender que cada um é o centro de sua própria vida e que tem liberdade para iniciar qualquer coisa
— não apenas pensar, mas também implementar.

Atualmente, as coisas são muito fáceis. Tudo é dado para os alunos, fazendo com que eles sejam
pouco proativos. Por isso, é tão importante que essa habilidade seja desenvolvida e reforçada durante
todo o processo educacional.

Pensamento crítico
É a habilidade de perceber as diversas possibilidades de entendimento sobre um mesmo assunto —
muitas são as opiniões sobre cada tema. Portanto, saber filtrar e utilizar cada uma delas é muito
importante.

Em meio a tantas informações falsas que surgem nas redes, nada mais necessário no mundo atual do
que saber identificar e validar as informações, não é mesmo?

Um cidadão crítico é capaz de ver além de seu mundo, está aberto para várias perspectivas e,
principalmente, disposto a reconsiderar uma opinião com base em diferentes ideias — sempre
preservando o respeito ao outro.

Perseverança
Nada mais é do que a habilidade de se planejar para alcançar um objetivo e realizar esse
planejamento por algum tempo, sabendo que algumas dificuldades certamente surgirão no caminho.

É importante trabalhar a perseverança para formar pessoas que não desistam de seus sonhos, que
saibam valorizar cada luta e cada passo que deram até a realização de algo maior.

Como desenvolver essas habilidades no


ambiente escolar
Conhecendo um pouco mais sobre as habilidades socioemocionais, a pergunta que surge é: como
desenvolvê-las no ambiente escolar? É, sim, possível que as habilidades sejam aprendidas,
praticadas e ensinadas, principalmente nos primeiros anos de educação.

Atualmente, é muito fácil que o aluno encontre qualquer conteúdo, na hora que quiser. Ele não
precisa mais só da escola para aprender algo, por isso, o ensino essencialmente didático fica
ultrapassado nas instituições. É necessário desenvolver essas habilidades que formem mais do que
profissionais — é preciso formar cidadãos preparados para a vida no geral.

Além disso, quando essas habilidades são desenvolvidas, torna-se mais fácil trabalhar a parte
acadêmica. É importante ressaltar que a nova Base Nacional Curricular Comum traz essas
competências como fundamentais e, a partir de 2020, não é mais uma questão de escolha a escola
ensinar sobre, mas sim uma obrigação.

Para ensiná-las na escola, é importante que os educadores, direção e toda a equipe do sistema escolar
estejam em sintonia e com as próprias habilidades desenvolvidas. De nada adianta ter profissionais
com ótimos currículos, mas que não transmitem e não dão exemplos para os alunos.

Há diversas formas de se trabalhar com as habilidades socioemocionais, e elas modificam de


acordo com cada escola e docente. Mas podem ser feitas atividades lúdicas, rodas de conversas,
debates e, principalmente, muita experimentação.

“Na aula de LIV, o professor é muito mais um mediador do que um professor. Aqui não tem certo ou
errado, mas sempre uma oportunidade pra melhorar. O educador propõe e também faz parte daquela
proposta”, explica Lo Bianco.

Quais são os benefícios de desenvolver


as habilidades socioemocionais para
alunos crianças, pré-adolescentes e
adolescentes
Quanto antes um indivíduo aprender a lidar com suas emoções e se comportar socialmente diante
delas, melhor será ao longo da vida. Dessa forma, quando a criança ou adolescente chegar na vida
adulta, terá uma base sólida para enfrentar os desafios profissionais, por exemplo.

Assim, entendemos que o hoje é mais importante e que deve ser priorizado na vida em formação. As
crianças e jovens devem ser capazes de gerenciar seus problemas, em graus de dificuldade gradativo
e constante, num exercício contínuo para equilibrar as ações e reações.

A inteligência emocional de uma criança ou adolescente está ativa, e precisa de estímulo para
desenvolver as diversas emoções e o modo de reagir a cada uma delas, de acordo com os
acontecimentos.

Ao desenvolver as habilidades emocionais, variados fatores vão ganhando consistência e formando o


caráter, a personalidade e, sobretudo, o adulto que um dia terá responsabilidades sobre os seus atos e
sobre os sentimentos alheios a partir de como se comportam.

Veja o que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais desde a mais tenra idade é capaz de
trazer como benefícios na vida de crianças e adolescentes!

Prevenção contra bullying


O bullying é um dos problemas mais recorrentes na atualidade, envolvendo crianças e adolescentes.
A repetição de ações que desenrolam violência física e psicológica afeta sobremaneira um indivíduo,
levando-o a um comportamento defensivo e, por vezes, com queda do rendimento.

A escola é um ambiente onde acontecem diversos casos que envolvem humilhação, xingamentos,
agressões, por isso, trabalhar as emoções é uma forma de ensinar às crianças e adolescentes a não
absorverem todos esses comportamentos alheios como uma verdade absoluta.

Seja para quem sofre, presencia ou pratica um ato característico de bullying, habilidades como
empatia, responsabilidade, autonomia devem estar fortalecidas para que eles não sejam atingidos a
ponto de perderem a autoestima ou reagirem como o agressor.

Saber como se relacionar com amigos e mundo


exterior a casa
O ambiente familiar é muito diferente do social, e as crianças e adolescentes devem ter esse
entendimento desde cedo. O relacionamento com os amigos, os pais dos amigos ou qualquer pessoa
fora da família não pode ser comparado com o dos pais, avós, irmãos e responsáveis.

Ensinar às crianças conceitos de educação, gentileza e respeito dentro e fora de casa, desenvolve
indivíduos cientes do seu limite e do espaço reservado ao outro. É um aprendizado do que é
permitido fazer em casa e de como é recomendável agir socialmente.

Melhoram aprendizado na escola


Crianças e adolescentes, quando entendem seus sentimentos e como lidar com a frustração, a perda e
a dificuldade, tendem a um melhor aprendizado na escola pois identificam os problemas e vão em
busca da solução.

Elas não se apegam aos aspectos positivos do aprendizado e sim, às formas de dominar algo que seja
difícil e complexo, recorrendo aos colegas, professores e ao gosto pelo aprendizado.

Ajudam filhos a se relacionar melhor com os pais


Para muitas crianças e adolescentes, os pais representam a negativa, o não, a proibição mas, com um
bom desenvolvimento das habilidades socioemocionais, é possível fazê-las compreender que os pais
e responsáveis são na verdade o maior ponto de referência e exemplo.

Sentimentos como obediência, respeito, compreensão, amor e carinho trocados entre pais e filhos são
estimulados no desenvolvimento dessas habilidades. Nesse processo fica estabelecido o papel de
ambos e o que se espera de cada um deles.

Maior autocontrole
Desde a infância, o indivíduo conserva características emocionais profundas e particulares, que
afloram de acordo com as vivências e acontecimentos. Todo ser humano pode ser carinhoso,
agressivo, violento, passivo em menor ou maior grau de intensidade.
Ao desenvolver as habilidades socioemocionais, à medida do crescimento, o autocontrole será um
benefício diante de situações em que determinados comportamentos não são socialmente aceitáveis.

Na fase adulta, seja em uma partida de futebol, um concurso de beleza ou uma entrevista de
emprego, o indivíduo compreenderá que ganhar ou perder é uma questão momentânea e que é
preciso saber lidar com o sentimento de euforia e de frustração.

São apenas exemplos, mas o autocontrole é responsável por uma infinidade de conceitos
preestabelecidos dentro de cada pessoa em todos os âmbitos da existência — aprender a lidar com a
oscilação dos sentimentos, cria cidadãos firmes e bem estruturados emocionalmente.

Compreender as próprias emoções


Não é fácil lidar com as emoções, mesmo na fase adulta. Por isso, crianças e adolescentes devem
compreender como se sentem e o que sentem, desde pequenos. As sensações de medo, raiva, tristeza,
alegria são mais bem administradas quando bem compreendidas.

Uma criança que não gosta de dormir no escuro ou um adolescente que não teve a permissão para ir
à festa de um amigo, vão sentir medo e raiva, respectivamente, mas é fundamental estabelecer um
diálogo que os faça entender seu sentimento, o que os desencadeia e como lidar com eles.

Empatizar com colegas e amigos


Se colocar no lugar dos outros para compreender o que e como se sentem. O mundo está repleto de
pessoas que se importam pouco, umas com as outras, o que desencadeia comportamentos
egocêntricos.

Educar as crianças e adolescentes para compreenderem as dores e necessidades dos outros vai
permitir que cresçam adultos conscientes e responsáveis. O respeito aos mais velhos, o combate ao
racismo e preconceito, são alguns dos princípios que requerem estímulo contínuo já na infância e
adolescência.

Melhora da consciência social


As crianças e jovens que aprendem a lidar com suas emoções, vivenciam a empatia, priorizam o
aprendizado e o conhecimento, se relacionam bem com os pais, responsáveis, amigos e professores,
certamente, serão mais conscientes em toda a vida.

Socialmente desenvolverão características importantes que fazem do cidadão uma figura importante
em contextos que envolvam os interesses coletivos, trabalho em grupo, apoio à comunidade e às
decisões de uma massa.

Como as habilidades socioemocionais


ajudam na carreira
Com tanta tecnologia, as empresas precisam mais do que profissionais técnicos e passam a prezar
por outras características, principalmente as socioemocionais. Atualmente conhecidas como hard
skills e soft skills, a conexão entre o saber técnico e o controle emocional, determina o
posicionamento profissional.

Quanto às habilidades técnicas e acadêmicas, o que se pede atualmente não é o que o profissional
sabe, mas como ele aplica esse conhecimento. As habilidades socioemocionais preparam exatamente
para o como fazer e para os desafios encontrados no percurso.

Os alunos, então, saberão lidar melhor com seus problemas e com os degraus que encontrarem nas
carreiras. Além de estarem melhores preparados para lidar com outras pessoas e suas
particularidades.

Qual é o papel da família nesse processo


Desenvolver habilidades socioemocionais é um processo diário, que não tem idade, nem hora de
acabar. A família é fundamental nesse processo, já que são eles os espelhos e os exemplos tomados
pelos alunos.

O aluno é constantemente treinado e incentivado na escola, e tudo isso deve ser praticado no
ambiente familiar. Quando a família não dá espaço para a comunicação ou proatividade, por
exemplo, fica difícil que ele coloque em prática o que lhe foi ensinado na escola.

É importante que família e escola caminhem juntos, sempre em busca de um mesmo objetivo —


formar cidadão conscientes e responsáveis.

As habilidades socioemocionais estão cada vez mais em voga e devem ser estimuladas em casa, na
escola e em qualquer ambiente que o indivíduo esteja inserido. Ao serem trabalhadas desde a
infância, as chances de encontrarmos adultos mais preparados para enfrentarem os desafios da vida
são muito maiores!

Tipos de inteligência
Você sabe a diferença entre inteligência cognitiva e inteligência emocional? Como desenvolvê-las
em sala de aula?

A Inteligência Cognitiva é avaliada pelo famoso Q.I (quoeficiente de inteligência) e representa o


nosso lado intelectual e de raciocínio lógico. Já a Inteligência Emocional, medida pelo Q.E.
(quoeficiente emocional), diz respeito a capacidade de compreender e lidar com as emoções — está
diretamente ligada com a Inteligência Emocional.

É importante que um educador saiba como desenvolver ambas inteligências no ambiente escolar, e
perceba que elas estão interligadas.

A partir do momento em que o aluno possui contato com atividades que estimulam trabalho em
equipe, criatividade para solucionar problemas e análise crítica, ele desenvolve raciocínio lógico e
também aprende a conviver com as emoções e sentimentos.

Mesmo atuando em campos distintos, os dois modelos de inteligência se afetam. Por exemplo, uma
pessoa com baixo nível de inteligência emocional, provavelmente, terá mais dificuldade de se
desenvolver intelectualmente.
Além das habilidades socioemocionais, é interessante trabalhar com as crianças a habilidade ética.
Respeito, tolerância e aceitação das diferenças são essenciais para moldar um bom cidadão no século
XXI.

Habilidades socioemocionais no trabalho


A nossa capacidade de conseguir nos compreender, do autoconhecimento e também de saber o que é
importante para nós e para o outro são competências importantes que nos diferem de máquinas, por
exemplo.

Portanto, à medida que jovens se desenvolvem num ambiente mais empático, trabalham suas
habilidades socioemocionais, se tornam melhores cidadãos e profissionais.

Provavelmente, você já ouviu falar que, daqui há 10 anos, jovens irão ocupar cargos que ainda não
existem no mercado de trabalho. E isso é verdade! Um dado do Fórum Econômico Mundial mostra
que 75% das crianças que estão hoje em escola primária vão trabalhar em empresas que ainda não
existem.

Por conta da nossa rotina, com rápida informação e num mundo sem fronteiras, fica evidente que,
além das hard skills, o profissional do futuro se destaca com as competências socioemocionais
desenvolvidas. Saber escutar o outro, se posicionar, se conhecer e tomar decisões são habilidades
necessárias num bom líder. O mercado profissional moderno procura por essas qualidades.

Na atualidade, e de forma relacional ao trabalho, o índice de depressão e ansiedade está crescendo de


forma significativa. A brasileira Tonia Casarin, vencedora do Brazil Global Impact Challenge e
apaixonada pelo assunto, defende que “investir em competências socioemocionais acaba sendo uma
grande forma de prevenção para a nossa saúde mental, pois ajuda as pessoas a se conhecerem
melhor.”

Na BNCC: competências e o
socioemocional
As habilidades socioemocionais não são desenvolvidas apenas dentro de casa. A instituição escolar
tem papel importante na garantia de preparar os alunos para desafios diários, na sala de aula e na
vida.

Por isso, é necessário entender como a Base Nacional Comum Curricular define um conjunto de
competências gerais que trabalham o socioemocional e deve ser integrado aos componentes
curriculares. Segundo a BNCC, as competências gerais “explicitam o compromisso da educação
brasileira com a formação humana integral e com a construção de uma sociedade justa, democrática
e inclusiva”

Para melhor entendimento, definimos cada competência geral com um título e uma descrição de
habilidades, conhecimentos, atitudes e valores que buscam ser desenvolvidos nos jovens.

O objetivo aqui não é modelar e ensinar sobre a BNCC, mas sim mostrar como as Diretrizes
Curriculares Nacionais asseguram o desenvolvimento das habilidades socioemocionais:
Conhecimento: essa competência mostra a preocupação com a colaboração e aprendizagem, além
do conhecimento. Isso ajuda o aluno a entender, explicar e colaborar com a sociedade.

Pensamento crítico e criativo: exercitar a curiosidade intelectual, incluindo a investigação,


reflexão, análise crítica, imaginação e criatividade. Essas competências ajudam a elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas, criar soluções. Tudo a ver com habilidades
socioemocionais.

Repertório cultural: valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, sejam locais


ou mundiais. Ajuda na compreensão e participação de práticas diversificadas de produção artístico
cultural.

Comunicação: utilizar diferentes linguagens (oral, escrita, sonora, digital). A competência trabalha


no jovem a habilidade de se expressar e partilhar informações, ideias, sentimentos e experiências que
levem ao entendimento mútuo.

Saber digital: compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de


forma crítica, ética e significativa. Ajuda na produção de informação e conhecimentos e exercer
protagonismo e autoria.

Projeto de vida: valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências. Ajuda a entender o


mundo, fazer escolhas éticas, ter um projeto de vida com liberdade, criticidade e responsabilidade.

Argumentação: argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, defender ideias e


decisões comuns. Outra competência geral que ajuda a formular e negociar pontos de vida com base
em direitos humanos, socioambientais, de consumo responsável e ética.

Autoconhecimento: conhecer-se, apreciar-se e cuidar da saúde física e emocional. Essa


competência ajuda o aluno a desenvolver a habilidade de autoconhecimento, de reconhecer as
emoções do outro e a capacidade de lidar com elas.

Cooperação: exercitar diálogo e resolução de conflitos e a cooperação, respeitando o outro e os


direitos humanos. Ajuda na valorização e entendimento da diversidade, sem preconceito de qualquer
natureza. Desperta também a empatia.

Cidadania: agir pessoal e coletivamente, tomando decisões com base em princípios éticos,


democráticos e inclusivos. Competência geral que ajuda na autonomia, resiliência e determinação.

Com esse resumo, é possível observar que as habilidades socioemocionais têm, de fato, espaço para
serem trabalhadas com a nova BNCC. Algumas não são definidas explicitamente com esse objetivo
fim, mas, ao trabalha-las na escola, é perceptível o desenvolvimento socioemocional.

Você também pode gostar