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USOS INTERNO E EXTERNO


Instrução de Trabalho nº. 320
Versão nº.01 de 28/09/2021

Assunto: Diretrizes de Segurança e Medidas Organizativas para Atividades com


Risco Elétrico

Áreas de Aplicação
Perímetro: Brazil
Função Staff: -
Função de Serviço: -
Linha de Negócios: Infrastructure & Networks

CONTEÚDO

1. OBJETIVOS DO DOCUMENTO E ÁREA DE APLICAÇÃO ..................................................................... 3

2. GESTÃO DA VERSÃO DO DOCUMENTO ............................................................................................... 3

3. UNIDADES RESPONSÁVEIS PELO DOCUMENTO ............................................................................... 4

4. REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 4

5. POSIÇÃO DO PROCESSO COM RELAÇÃO A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ............................... 6

6. SIGLAS E PALAVRAS-CHAVE ................................................................................................................. 6

7. DESCRIÇÃO DO PROCESSO................................................................................................................ 12
7.1 Guia Rápido ..................................................................................................................................... 12
7.2 Planilha de Perigos e Riscos ........................................................................................................... 14
7.3 Considerações Preliminares ............................................................................................................ 14
7.3.1. Papeis e Responsabilidades ....................................................................................................... 15
7.3.2. Comunicação Operativa .............................................................................................................. 17
7.3.3. Local de Trabalho ........................................................................................................................ 18
7.3.4. Ações Operativas em Equipamentos (Manobras) ....................................................................... 19
7.3.5. Ferramentas, Equipamentos e Dispositivos ................................................................................ 20
7.4 Documentação Relativa ao Trabalho .............................................................................................. 20
7.4.1. Entrega do Trabalho: ................................................................................................................... 23
7.4.2. Planejamento da Execução dos Trabalhos: ................................................................................ 24
7.4.3. Aprovação dos Trabalhos ............................................................................................................ 26
7.4.3.1. Plano de Trabalho Rede Energizada (Trabalhos em Tensão) ................................................ 27
7.4.3.2. Plano de Trabalho Rede Desenergizada (Trabalhos Sem Tensão) ....................................... 27
7.4.4. Execução das Atividades Autorizadas ........................................................................................ 31
7.5 Trabalhos em Tensão em Instalações Elétricas (AT / MT / BT) ...................................................... 31
7.5.1. Trabalho em Tensão AT / MT ...................................................................................................... 31
7.5.2. Trabalho em Tensão BT .............................................................................................................. 32
7.5.3. Organização do Trabalho ............................................................................................................ 33
7.5.3.1. Unidades Responsáveis pelo Planejamento e Execução do Trabalho ................................... 33
7.5.3.2. Funções de Trabalho ............................................................................................................... 34
7.5.3.2.1 Responsabilidades e Tarefas do Supervisor Técnico ............................................................. 35
7.5.3.2.2 Responsabilidades e Tarefas do Encarregado de Trabalhos ................................................. 35
7.5.3.2.3 Responsabilidades e Tarefas do Pessoal Operativo............................................................... 37
7.5.4. Execução de Atividade em Tensão (Rede Energizada) .............................................................. 38
7.5.5. Comunicação Durante a Execução da Atividade ........................................................................ 40
7.5.6. Delimitação e Entrega da Área de Trabalho ............................................................................... 41

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Áreas de Aplicação
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7.6 Trabalhos em Redes Elétricas Desenergizadas ............................................................................. 41


7.6.1. Zona Protegida ............................................................................................................................ 41
7.6.2. Zona de Trabalho ........................................................................................................................ 42
7.6.3. Condições Especiais ................................................................................................................... 42
7.6.4. Organização do Trabalho ............................................................................................................ 43
7.6.4.1. Unidades Responsáveis pelo Planejamento e Execução dos Trabalhos sem Tensão .......... 43
7.6.4.2. Funções de Trabalho ............................................................................................................... 44
7.7 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) ........... 45
7.8 Vigência ........................................................................................................................................... 45

8. ANEXO .................................................................................................................................................... 45
8.1 Anexo Externo ................................................................................................................................. 45
8.2 Lista de Participantes ...................................................................................................................... 46

RESPONSÁVEL DE INFRAESTRUTURA E REDES BRASIL


Gino Celentano

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1. OBJETIVOS DO DOCUMENTO E ÁREA DE APLICAÇÃO


Este documento define os procedimentos para prover diretrizes para atingir as condições de segurança do
trabalho necessárias para a realização de atividades de trabalho com tensão e sem tensão (rede isolada e
aterrada) em instalações elétricas de Alta Tensão (AT), Média Tensão (MT) e Baixa Tensão (BT) sob
responsabilidade da Linha de Negócio de Infraestrutura e Redes Brasil. Neste propósito, o documento fornece
diretrizes mínimas a serem adotadas que representam as melhores práticas para a realização das atividades de
trabalho com e sem tensão nas redes elétricas.
Este documento localiza a Policy n° 441 “Infrastructure and Networks Safety Requirements and Organizational
Measures During Electrical Works Guidelines” e visa especificar:

• As Unidades de Responsabilidades envolvidas nas ações de planejamento e execução dos trabalhos


com e sem tensão nas redes elétricas e respectivas funções no processo;

• Os requisitos mínimos de documentação, necessário para realizar o planejamento, a organização e


a coordenação da execução segura das atividades de trabalho com e sem tensão nas redes elétricas;

• Os requisitos mínimos e configurações de segurança do trabalho necessárias para a realização das


atividades de trabalho com e sem tensão nas redes elétricas;

• Diretrizes para manutenção dos riscos elétricos mapeados, sob controle (especificamente de choques
elétricos e arcos elétricos) durante os trabalhos na rede elétrica.
No que se refere à autorização e organização para trabalhos sem tensão (redes desenergizadas - isolada e
aterrada), os temas acima estão complementados em maior nível de detalhe na Instrução de Trabalho WKI-
OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes e Responsabilidades para Trabalhos Programado e
Emergencial em Rede Desenergizada.
As Unidades, funções de trabalho e documentação definidas nesta Instrução de Trabalho são consideradas
necessárias para a realização das atividades, identificadas dentro da estrutura Organizativa I&N. Em qualquer
caso, estas devem ser claramente identificadas quando estes tipos de atividades forem realizados.
Esta Instrução de Trabalho juntamente com aquelas outras que complementam o escopo do conteúdo, devem
servir de referência mínima em caso de informações a serem fornecidas às empresas contratadas e
subcontratadas que compartilhem o mesmo tipo de atividades em Infraestruturas e Redes Brasil.
Este documento se aplica a Infraestrutura e Redes Brasil, em suas distribuidoras, e aos empregados próprios,
e a todas as empresas contratadas e subcontratadas e pelo grupo Enel no Brasil.

2. GESTÃO DA VERSÃO DO DOCUMENTO


Versão Data Descrição das mudanças
Emissão da Instrução de Trabalho.
01 28/09/2021 - Este documento cancela e substitui a Instrução Operacional Brasil nº 2247 -
Atividades com Risco Elétrico Infraestrutura e Redes Brasil.

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3. UNIDADES RESPONSÁVEIS PELO DOCUMENTO


Responsável pela Elaboração do Documento:

• Operação e Manutenção Brasil;


• Saúde, Segurança e Meio Ambiente Brasil.
Responsável pela Autorização do Documento:

• Operação e Manutenção Brasil;

• Saúde, Segurança e Meio Ambiente Brasil;

• Sistema de Qualidade e Processos Brasil.

4. REFERÊNCIAS
• ABNT IEC 60050-151:2001 - Vocabulário Eletrotécnico Internacional – Part 151 – Dispositivos
elétricos e magnéticos;
• ABNT IEC 60050-651:1999 – Vocabulário Eletrotécnico Internacional – Part 651 – Trabalhos em Linha
Viva;

• ABNT IEC 60743:2013 – Trabalhos em Linha Viva – Terminologia para Ferramentas, Dispositivos e
Equipamento;

• Código Ético do Grupo Enel;

• EN 50110-1:2004 - Operation of Electrical Installations;


• Especificação técnica de Serviços - SER-HSEQ-HeS-18-0093-INBR - Diretrizes de Qualidade,
Segurança, Saúde e Meio Ambiente para as Empresas da Infraestrutura e Redes Brasil para
Empresas contratadas;

• IEC60038 - IEC Standard Voltages;


• Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR - Habilitação de Acesso a Áreas de Risco;

• Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-18-0001-EDBR - Comunicação Operativa Brasil;


• Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes e Responsabilidades para
Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada;

• Instrução Operacional Brasil n° 1831 - Diretrizes de operação com equipamentos de telecontrole e


modos automatizados, e de operações para gestão de falhas da rede de MT;
• ISO 9001: Sistemas de Gestão da Qualidade - Requisitos;
• ISO 14001: Sistemas de Gestão Ambiental - Requisitos com orientação para uso;

• ISO 45001: Sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional - Requisitos;

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• Manual RACI de Infraestrutura e Redes Global;


• Norma Regulamentadora Brasileira NR 06: 2018 – Equipamento de Proteção Individual – EPI;
• Norma Regulamentadora Brasileira NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade;
• Plano de Tolerância Zero à Corrupção;
• Policy Global 441 Infrastructure and Networks Safety Requirements and Organizational Measures
During Electrical Works Guidelines;

• Política de Direitos Humanos da Enel;


• Política Integrada de Qualidade, Saúde e Segurança, Meio Ambiente e Anticorrupção;
• Política Stop Work do Grupo Enel;
• Procedimento Organizacional no. 551, “Governança de documentos organizacionais relacionados ao
processo”;

• Procedimento Organizacional no. 375, Gestão da Informação Documentada;

• PRODIST - Módulo 6 - Procedimentos Operativos do Sistema de Distribuição;


• Programa de Conformidade Global da Enel (EGCP);

• WKI-HSEQ-HeS-17-0003-INBR - Habilitação de Acesso a Áreas de Risco;


• WKI-HSEQ-HeS-18-0085-INBR - Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva-EPI_EPC

• WKI-HSEQ-HSE-17-0001-INBR - Dispositivo de abertura de chaves com carga;

• WKI-HSEQ-HSE-17-0002-INBR - Aterramento de redes desenergizadas;


• WKI-HSEQ-HSE-17-0005-INBR - Operação de chaves seccionadoras e fusíveis;

• WKI-HSEQ-HSE-17-0006-INBR - Realização e Aplicação da Pré-APR;


• WKI-HSEQ-HSE-17-0009-INBR - Cesta aérea e Skyladder;
• WKI-HSEQ-HSE-17-0015-INBR - Ensaios de equipamentos isolados;
• WKI-HSEQ-HSE-17-0023-INBR - Segurança em Eletricidade;
• WKI-HSEQ-HeS-21-0319-INBR - Aplicação das 5 Regras de Ouro;
• WKI-HSEQ-HSE-18-0102-INBR - Manutenção em Redes Energizadas de Distribuição nas classes de
tensão de 11.4kV a 34.5kV;
• WKI-HSEQ-HSE19-0120-EDBR - Trabalhos em Redes Desenergizadas em Proximidade com o
Primeiro Nível Energizado.

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5. POSIÇÃO DO PROCESSO COM RELAÇÃO A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL


• Value Chain / Process Area: Health, Safety, Environment and Quality

• Macro Process: Integrated Management System


• Process: Integrated Management System

6. SIGLAS E PALAVRAS-CHAVE
Siglas e Palavras-Chave Descrição
Alta Tensão - Qualquer conjunto de níveis de tensão nominal entre 30/35 kV e 230
kV tensão operacional nominal entre as fases. Nota: O valor limite entre Média
AT
Tensão e Alta Tensão depende das circunstâncias locais e históricas ou do uso
comum.
Análise Preliminar de Risco - É a metodologia técnica de antecipação do trabalho
a ser executado, permitindo a identificação dos riscos envolvidos, propiciando
APR
condições para controlá-los ou conviver de forma segura quando da realização de
uma atividade
Baixa Tensão - Qualquer conjunto de níveis de tensão nominal superiores a 50 V
BT
e até 1 kV em Corrente Alternada (CA) / 1,5 kV em Corrente Contínua (CC).
Coberturas protetoras isolante para linhas e redes de MT e BT. Permite a
Cobertura flexível ou
cobertura de condutores, cruzetas, isoladores, estruturas de suporte de fusíveis,
cobertura protetora
e etc.
Empresa que executa uma atividade ou parte desta por meio do engajamento de
Contratada
seus recursos humanos, equipamentos e materiais em nome da ENEL BRASIL.
Desenho ou esquemático que visa direcionar as condições/alterações que irão
Croqui ocorrer na instalação elétrica, assim como descrever detalhes da disposição do
local de trabalho (arruamento, traçado da rede, vegetação, etc.).
Dispositivo portátil utilizado para detectar e informar ao usuário se um objeto tem
uma carga elétrica de forma confiável e/ou a presença de energia elétrica ou
Detector de tensão
ausência de tensão operacional para verificar se a instalação está pronta para a
aplicação do(s) conjunto (s) de aterramento(s).
Conjunto de componentes usados para interligar condutores para aterramento ou
curto-circuito, ou instalações e redes de aterramento e curto-circuito.
Dispositivo de aterramento Obs. 1: O dispositivo de aterramento e curto-circuito inclui grampos, cabos e
e curto-circuito barras, e possivelmente clusters.
Obs. 2: O dispositivo de aterramento e curto-circuito pode ser do tipo monofásico
ou multifásico.
Pessoa que, mediante salário, põe a sua força de trabalho à disposição de
Empregado comum
outrem.

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Siglas e Palavras-Chave Descrição


É considerado profissional legalmente habilitado o empregado previamente
Empregado Habilitado qualificado (comprovar conclusão de curso específico na área elétrica) e com
registro no competente conselho de classe.
Equipamento de Proteção Coletiva - É o equipamento que é utilizado de forma
EPC coletiva, destinado a proteger a saúde e a integridade física dos profissionais que
trabalham em ambientes que apresentam riscos.
Equipamento de Proteção Individual - É todo dispositivo ou produto, de uso
individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes
de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. Um equipamento de proteção
individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de
EPI
forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. O uso
deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível
tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se
desenvolve a atividade.
Qualquer conjunto de componentes utilizado pelos trabalhadores com o intuito de
Equipamentos
executar uma atividade de trabalho específica.
Estado no qual as partes condutoras encontram-se em potencial elétrico
Equipotencialidade
substancialmente iguais.
Todos os equipamentos elétricos utilizados na geração, transmissão, conversão,
distribuição e uso de energia elétrica. NOTA: Também estão inclusas fontes de
Instalação elétrica
energia tais como baterias, capacitores e todas as demais fontes de
armazenamento de energia.
Instalação elétrica ou item de uma instalação elétrica que não é objeto das
Instalação elétrica
atividades de trabalho, mas que pode causar um perigo elétrico para os
interferente
empregados que estão executando atividades de trabalho nas proximidades.
Isolar completamente o circuito, abrindo ou desconectando os dispositivos,
Isolar criando uma separação física capaz de suportar as diferenças de tensão previstas
entre o dispositivo ou circuito e os demais circuitos.
Qualquer conjunto de níveis de tensão nominal superior a 1 kV e inferior a um
valor entre 30 kV e 100 kV. NOTA: O valor limite entre média e alta tensão
MT
depende das circunstâncias locais e históricas ou do uso comum. No entanto, a
banda de 30 kV a 100 kV normalmente contém o limite aceito
Análise comparativa dos padrões medidos pelo medidor em relação aos padrões
Medição
técnicos aceitáveis na ABNT/INMETRO
Todas as atividades, incluindo atividades de trabalho necessárias, para permitir o
funcionamento da instalação elétrica. NOTA: Essas atividades incluem assuntos
Operação como a mudança, controle, monitoramento de verificação da instalação elétrica,
inspeção e manutenção. Essas atividades incluem tanto trabalho elétrico e quanto
o trabalho não elétrico

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Siglas e Palavras-Chave Descrição


Fonte de possíveis lesões ou danos à saúde na presença de energia elétrica de
Perigo elétrico
uma instalação elétrica.
Este é o documento que especifica todas as informações sobre medidas de
Plano de Intervenção segurança, modos de intervenção, os equipamentos a serem utilizados e os EPI
a que serão utilizados.
Este é o documento que especifica as operações a serem realizadas na instalação
Plano de Trabalho elétrica para execução das atividades de trabalho, e as demais informações sobre
as configurações a serem mantidas durante as atividades de trabalho.
Rc Raio circunscrito radialmente de delimitação da Zona Controlada.
Risco elétrico Risco de lesões de origem elétrica.
Rr Raio circunscrito radialmente de delimitação da Zona de Risco.
Mecanismos de comunicação que fornecem informações ou instruções sobre
Sinalização de Saúde e
saúde ocupacional e segurança do trabalho por meio uma placa, cor, sinal
Segurança
iluminado ou acústico, comunicação verbal ou sinal manual.
Interligação de partes condutoras que proporcionam uma ligação equipotencial
Sistema de ligação entre estas.
equipotencial Obs.: Se um sistema de ligação equipotencial estiver aterrado, ele fará parte de
um arranjo de aterramento.
São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os
profissionais habilitados, com anuência formal da empresa. A empresa deve
Trabalhador Autorizado
estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a
abrangência da autorização de cada trabalhador.
É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições,
simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado
e autorizado; e
Trabalhador Capacitado b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. A
capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições
estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela
capacitação.
Trabalhador qualificado, que foi habilitado pela empresa para realizar o tipo de
trabalho em tensão que vai desenvolver, após a verificação de perfil e passando
Trabalhador habilitado em os testes de conhecimentos e habilidades, sua capacidade de fazê-lo
trabalhos em linha corretamente, de acordo com as instruções de trabalho estabelecidas. A avaliação
energizada é repetida periodicamente conforme regulamentação.
A autorização é concedida por escrito, é renovada periodicamente e é revogada
quando a avaliação não for aprovada.
Trabalho em que o empregado entra em contato com partes energizadas de forma
Trabalho em tensão deliberada ou ingressa na Zona de Trabalho em tensão - energizados com partes
de seu corpo ou com ferramentas, equipamentos ou dispositivos que ele esteja

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Siglas e Palavras-Chave Descrição


manuseando. Obs.: Em baixa tensão, o trabalho em tensão é realizado pelo
empregado, quando este faz contato com partes nuas em tensão. Em alta tensão
(1), o trabalho em tensão é realizado pelo trabalhador quando este entra na Zona
de Trabalho em tensão, independentemente de o empregado entrar ou não em
contato com partes nuas em tensão.
(1) No presente documento, alta tensão significa um conjunto de níveis de tensão
que ultrapassam os níveis de baixa tensão, com a definição de média tensão
especificada no presente documento
Atividade de trabalho em instalações elétricas, que não estão nem energizadas
Trabalho sem tensão nem carregadas, realizada após serem tomadas todas as medidas para evitar o
perigo elétrico.
Todas as atividades de trabalho em que um trabalhador entra com parte de seu
Zona Controlada corpo, uma ferramenta ou com qualquer objeto na zona de controle, sem ingressar
na zona de risco.
Entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível inclusive
acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão,
cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de
técnicas e instrumentos apropriados de trabalho; Espaço ao redor de partes
energizadas nas quais o nível de isolamento para evitar perigo elétrico não é
garantido ao chegar ou entrar nele sem medidas de proteção.

Zona de Risco

Figura 01: Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre.

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Figura 02: Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco (controlada e livre), com
interposição de superfície de separação física adequada.

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Figura 03: Tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre

A Zona de Trabalho é delimitada pela instalação elétrica a qual uma ou mais


equipes estejam realizando serviços programados ou não programados, esta zona
estará protegida através da instalação de aterramentos temporários e sinalizações
Zona de Trabalho
de delimitação de área física de trabalho. Uma Zona de Trabalho sempre estará
contida em uma Zona Protegida, porém mais de uma Zona de Trabalho poderá
estar dentro de uma Zona Protegida.
A Zona Protegida é toda área isolada de uma instalação elétrica devido a
atividades programadas ou não programadas, delimitada pelos pontos de
Zona Protegida
seccionamento da instalação elétrica devidamente abertos, impedidos e
sinalizados. Em uma Zona Protegida conterá uma ou mais zonas de trabalho.

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7. DESCRIÇÃO DO PROCESSO

7.1 Guia Rápido

REQUISITOS OBRIGATÓRIOS PARA EXECUÇÃO SEGURA DOS TRABALHOS

Todo trabalho executado na rede elétrica, independente da condição e natureza das atividades,
está condicionado a emissão de documentação autorizativa, bem como deve ser garantido o
registro de todos os protocolos de entrega de responsabilidades entre as figuras envolvidas no
processo.
Para todo serviço de campo, deve-se realizar o preenchimento da Análise Preliminar de Riscos
(APR). As medidas de segurança (definição da Zona Protegida / Zona de Trabalho) devem ser
claramente registradas no Plano de Trabalho, analisando todos os possíveis riscos de
interferência, inclusive entre responsabilidades.
Em toda equipe, deve ser definido previamente um representante único (Responsável pelo
desligamento) para realizar a comunicação com o Centro de Controle.
No planejamento da atividade, devem ser observados os requisitos quanto à organização das
equipes:

• Para trabalhos com mais de uma equipe da mesma empresa atuando na mesma Zona
Protegida: responsável supervisor (Responsável pela Intervenção) da mesma empresa.

• Para trabalhos com mais de uma equipe de empresas distintas atuando na mesma
Zona Protegida: responsável supervisor (Responsável pela Intervenção) Enel.
Nota: Por empresa, entende-se parceira ou Enel.
Aplicar a POLÍTICA DE STOP WORK DO GRUPO ENEL
• Inobservância da documentação autorizativa, responsabilidades e organização do
trabalho definida nos documentos de referência;

• Planejamento da atividade de forma ineficaz ou incompleta;


• Inobservância do protocolo de comunicação ou comunicação ineficiente;
• Criação de Zona Protegida / Zona de Trabalho: Sempre que houver casos de
inconsistência e/ou divergências entre documentações e situação de campo e/ou rede;
• Na execução de atividades de reparos de natureza “complexas” nos termos do
documento;
• Na execução de atividades de reparos que exija mudança de padrão ou configurações
da rede.
Trabalhos somente podem seguir em frente, após a garantia de que podem ser efetuados com segurança.
Nestes casos, se faz necessário a designação de supervisor da atividade!

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REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO

Trabalhos programados em geral devem ter também uma análise prévia (Pré-APR), assim
como o Plano de Intervenção (PI) – Responsabilidade a unidade responsável pela execução
dos trabalhos.
O Plano de Intervenção (PI) é necessário também para os trabalhos em subestações e redes
de alta tensão, inclusive para trabalho emergencial.
O Plano de Trabalho (PT) é obrigatório para todos os tipos de intervenção. É o documento onde
são definidas as medidas de segurança necessárias para a execução segura dos trabalhos.
Todo trabalho de teste, medição e prova em rede desenergizada deve apresentar um
Planejamento de trabalho específico.
Deve ser evitado autorização de trabalho em zonas protegidas com equipamento/dispositivo de
seccionamento compartilhado. Se estritamente necessário, apenas de forma programada e
com a designação de supervisor específico.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, COLETIVA (EPI, EPC) & FERRAMENTAL

Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção de 1. Nível (Checklist) de todos os
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva (EPI/EPC).

Somente utilizar os EPI’s, EPC’s & Ferramentais específicos para a realização da atividade em
segurança, de acordo com as classes de tensão de cada circuito de média e/ou baixa tensão.

REDES DESENERGIZADAS - 5 REGRAS DE OURO

✓ Regra 1: Desligar, Seccionar;


✓ Regra 3: Constatar, Testar;
✓ Regra 2: Impedir, Bloquear;
✓ Regra 4: Equipotencializar, Aterrar;
✓ Regra 5: Sinalizar, Delimitar.

A utilização das 5 Regras de Ouro é obrigatória


todas as vezes que houver a necessidade de
qualquer tipo de intervenções em Rede
Desenergizada. Qualquer intervenção para a qual a rede não tenha sido colocada nas
condições acima, deve ser considerada como trabalho em rede energizada, exigindo para
tanto os requisitos de pessoal, equipamentos e técnicas para este tipo de atividade.
Cada etapa deve ser cumprida e registrada no APP. O REGISTRO É OBRIGATÓRIO.
O não cumprimento das orientações previstas nesta instrução é considerado FALHA
GRAVÍSSIMA;

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REDES ENERGIZADAS – TRABALHO EM LINHA VIVA

Antes da execução de serviços em linha viva, providencie o bloqueio do religamento


automático.
Para trabalhos em linha viva, deve ser garantida a extração da função religamento
automático em toda a cadeia elétrica à montante do local de trabalho, até o interruptor
da subestação.
Observar as distâncias mínimas de segurança para a execução de trabalhos nas
proximidades das instalações elétricas energizadas não isoladas, medidas desde o ponto
mais próximo com tensão até qualquer parte extrema do trabalhador, como seu próprio corpo,
ferramentas ou elementos que estejam sendo utilizados nos movimentos voluntários ou
acidentais.

# ACIDENTE ZERO, NOSSO COMPROMISSO DE TODOS OS DIAS

LEMBREM-SE: Os Procedimentos de Segurança são ferramentas de gestão que têm


como intuito e/ou objetivo em garantir a integridade física de nossos empregados próprios e
parceiros, definindo regras e/ou etapas de segurança e operacionais, a serem seguidas.
Vale ressaltar que os Procedimentos de Segurança devem estar sempre disponíveis para
consulta, e a disponibilidade não exime a realização de treinamentos específicos para a
execução das atividades.

O conhecimento deste documento não dispensa a leitura e/ou interpretação da Instrução de


Trabalho na íntegra, e tem caráter de suporte ilustrativo para os pontos críticos da atividade.

7.2 Planilha de Perigos e Riscos

Este documento descreve o processo de autorização e organização do Trabalho. Os perigos e riscos relativos
às atividades do processo encontram-se detalhados nas correspondentes Instruções de Trabalho que
descrevem a atividade específica.

7.3 Considerações Preliminares

A identificação de perigos elétricos e a avaliação subsequente são os primeiros passos obrigatórios para
avaliar os riscos relacionados e, portanto, para gerenciar atividades em condições seguras / controladas.
Uma avaliação dos riscos elétricos deve considerar pelo menos os seguintes elementos:
• Condições meteorológicas e sua evolução;

• Conformidade com a legislação pertinente, em particular os regulamentos e normas de trabalho


elétrico;

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• Documentos exigidos (definidos pela legislação local e pela Enel);


• Duração do trabalho;
• Equipamentos de proteção individual (EPI), equipamentos e ferramentas necessários;
• Identificação e avaliação de perigos;
• Interferências, em particular com outras atividades ou instalações não incluídas no âmbito dos
trabalhos;

• Nível de competência exigido para as atividades;


• Nível de supervisão exigido;
• Procedimentos de emergência, evacuação e resgate.
A complexidade da instalação elétrica ou de parte desta, deve ser avaliada em todas as intervenções, pelo
Responsável designado pela Intervenção antes do início da atividade.
A avaliação da complexidade da instalação elétrica para atividades programadas é formalizada por meio da
Análise Preliminar de Risco prévia à execução de cada atividade (Pré-APR e/ou APR), apontando os
potenciais riscos e possíveis dificuldades que podem ser encontradas por qualquer empregado envolvido, em
termos de Instrução de Trabalho à sua disposição, equipamentos, treinamento e experiência.
Para as atividades emergenciais, esta avaliação se dá em geral através da realização da APR nos instantes
antes da realização da intervenção, em todo caso, realizada de forma a obter uma análise mais exaustiva
possível dos riscos e correspondentes medidas de controle.
Tanto nos trabalhos programados, quanto nos trabalhos de emergência AT, a complexidade é ratificada no
correspondente Plano de Intervenção (PI), onde serão detalhadas todas as etapas da atividade a ser realizada
na rede elétrica.
A preparação das atividades de trabalho a serem realizadas em instalações elétricas em qualquer condição
(definição das medidas de segurança) devem ser sempre registradas por escrito pela Unidade responsável
por esta atribuição. De forma prioritária devem ser planejadas com antecedência (trabalho programado),
respeitando as particularidades de cada atividade, com a elaboração e emissão da documentação descrita
neste documento e Instruções correlacionadas ao tema.

7.3.1. Papeis e Responsabilidades

Os profissionais envolvidos na realização da atividade de trabalho específica devem ter o perfil e habilitação
profissional adequado para cada tipo de atividade, em conformidade com a Especificação técnica de Serviços
- SER-HSEQ-HSE-18-0093-INBR - Diretrizes para Empresas da IN Brasil e Contratadas / Anexo III – Tabela
de Perfil de Competências e Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR - Habilitação de Acesso
a Áreas de Risco.
Todos os itens de habilidades profissionais, autorização para trabalho (com e sem tensão), treinamento
teórico e treinamento prático, devem ser reconhecidos e executados de acordo com as disposições desta
Instrução de Operativa, e em conformidade com a Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR -
Habilitação de Acesso a Áreas de Risco. O processo de formação para a aquisição de competências

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profissionais para uma tarefa específica e/ou para a capacidade de trabalho em tensão (todos os métodos
desta modalidade de trabalho) deve ter como objetivo a obtenção dos conhecimentos técnicos e profissionais
adequados, através de módulos de formação teórica, formação prática em ambiente controlado e coaching
em situações reais de trabalho.
Em relação aos conhecimentos mínimos para cada tipo de habilitação profissional, estes constam na
Especificação técnica de Serviços SER-HSEQ-HSE-18-0093-INBR - Diretrizes para Empresas da IN Brasil e
Contratadas / Anexo III – Tabela de Perfil de Competências, que devem ser adquiridos para a obtenção do
perfil de empregado qualificado ou instruído, tal como definido no presente documento.
As condições e os modos para reconhecer a habilitação para exercer cada função definida para o processo
estão especificadas na Especificação técnica de Serviços - SER-HSEQ-HSE-18-0093-INBR - Diretrizes para
Empresas da IN Brasil e Contratadas / Anexo IV – Perfil de Cargo.
Todas as atividades de formação devem ser documentadas, os registros controlados em conformidade com
as normas Enel aplicáveis, e devem incluir uma avaliação do nível de compreensão, devendo ser aplicado
também com ação de complementação e reciclagem, periodicamente bem como sempre que houver alteração
relevante nos procedimentos.
São reconhecidos os seguintes perfis profissionais, conforme definidos neste documento:

• Empregado Instruído;
• Empregado Qualificado.
O perfil profissional é adquirido e depois reconhecido para atividades específicas a realizar (uma tarefa): por
exemplo, um empregado qualificado para atividades de manutenção das redes de média tensão (MT) e baixa
tensão (BT), ou um empregado instruído para a execução de atividades de inspeção e operação nas
instalações eléctricas de alta tensão (AT), média tensão (MT) e baixa tensão (BT).
As condições de empregado qualificado ou instruído para a execução de trabalhos elétricos são condições
mínimas preliminares e correspondem a perfis profissionais específicos. Os requisitos para estes perfis são
baseados nos seguintes três critérios fundamentais:

• Educação / treinamento: refere à compreensão das instalações eléctricas relativas à sua atividade
profissional, às regras e normas de segurança conexas e aos perigos associados aos trabalhos
elétricos a executar;
• Experiência profissional adquirida: refere ao conhecimento das situações que caracterizam
determinadas tipologias de trabalho, incluindo aquelas não recorrentes;
• Características pessoais: são relativas às qualidades de equilíbrio, atenção, precisão e confiabilidade.
O profissional deve satisfazer todos os critérios acima mencionados para ser definido como um empregado
qualificado.
O profissional pode já possuir as competências necessárias para a atribuição do perfil (formação/experiência
prévia) e, por conseguinte, pode não necessitar de eventual processo de formação específico. Neste caso,
estas competências devem ser avaliadas antecipadamente, com referência às competências mínimas
esperadas descritas neste documento, a fim de provar a posse efetiva do conhecimento necessário.

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Um profissional é definido como um empregado instruído, se não cumprir integralmente todos os critérios
acima mencionados, porém cumprir cada um deles pelo menos parcialmente, e em qualquer caso a um nível
básico. Diz respeito a um perfil profissional em evolução para a condição de empregado qualificado de acordo
com a atividade de trabalho específica a ser realizada.
Se um profissional ainda não possuir os conhecimentos mínimos para qualificá-lo como empregado
qualificado ou ainda Instruído, estes devem ser adquiridos através de atividades de formação que devem ser
documentadas e incluir uma avaliação do nível de compreensão.
Um empregado é considerado um empregado comum se não satisfizer os critérios mencionados para
qualificá-lo como profissional Instruído.
Tendo em conta os requisitos pessoais exigidos aos empregados para o reconhecimento dos perfis
profissionais, as condições adjudicadas a empregados qualificados ou instruídos podem também falhar ao
longo do tempo se, para um determinado tipo de trabalho elétrico, um profissional deixar de satisfazer esses
requisitos.
A complexidade da instalação elétrica objeto da atividade de trabalho e a natureza da atividade de trabalho
devem ser avaliadas antes do início da atividade, de modo que entre outros aspectos relevantes a serem
considerados, seja feita a escolha adequada dos empregados com o perfil adequado para todas as figuras
definidas para o processo, e que estejam todos para tanto, habilitados.
Toda intervenção da rede elétrica AT, MT e BT em qualquer condição deve ser confiada ao um profissional
qualificado e habilitado designado no Plano de Trabalho, Responsável pela Intervenção.
Para a execução do trabalho em tensão (rede energizada / não isolada), o profissional deve possuir as
aptidões técnicas e práticas (conhecimentos teóricos e experiência prática) para realizar o trabalho específico,
bem como também estar apto e autorizado para a sua execução, sendo esta autorização de acordo com o
nível de tensão de instalação que é objeto da atividade de trabalho. A capacidade de trabalhar em tensão
também implica um conjunto de qualidades pessoais que o profissional deve possuir.
A condição de empregado habilitado ou instruído, bem como a capacidade de trabalho em tensão em todos
os níveis de tensão, deve ser revista periodicamente, com frequência definida na Especificação Técnica de
Serviços SER-HSEQ-HSE-18-0093-INBR - Diretrizes para Empresas da IN Brasil e Contratadas, obedecendo
as normas e regulamentações brasileiras aplicáveis.
No que diz especificamente às figuras envolvidas no processo de planejamento, autorização e execução dos
trabalhos em rede desenergizada (sem tensão), tanto o detalhamento do processo quanto as correspondentes
funções de cada figura estão descritos na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes
e Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada.

7.3.2. Comunicação Operativa

Os meios a serem adotados para as comunicações durante os trabalhos, as diretrizes para uma comunicação
eficaz bem como os protocolos específicos a serem observados estão definidos na Instrução de Trabalho
WKI-OMBR-OeM-18-0001-EDBR - Comunicação Operativa Brasil.

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7.3.3. Local de Trabalho

A localização e a demarcação do local de trabalho em campo são ações obrigatórias em todos os tipos e
condições de trabalho, bem como de níveis de tensão, sendo responsabilidade direta do Responsável
designado pela execução da atividade. No caso de trabalhos em redes desenergizada esta atribuição é
exercida pelo Encarregado de Trabalhos definido por cada Zona de Trabalho, sob a vigilância do
correspondente Responsável pelo Desligamento. Para trabalhos em tensão, esta atribuição também recai
sobre o Encarregado de Trabalhos designado no Plano de Trabalho, responsável pela condução da
intervenção no local dos trabalhos.
Em todo caso, os riscos associados ao contexto do local de trabalho devem ser previamente identificados
(Análise Preliminar de Riscos – APR), analisados e mitigados / eliminados, e devem ser observadas as
diretrizes estabelecidas na Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0086-INBR- Sinalização Viária.
A organização dos trabalhos para intervenção em redes desenergizada, é um fator importante a ser observado
especialmente quando houver duas ou mais equipes a intervir na mesma Zona Protegida. As disposições
sobre este ponto estão detalhadas na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes e
Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada.
Ao localizar o local de trabalho, o responsável designado (Encarregado de Trabalhos) deve adotar medidas
para controle dos riscos elétricos e não elétrico associados a esta área (APR), registrando a análise dos riscos
elétricos em meio físico ou digital em conformidade com a Instrução de Trabalho Brasil n° WKI-HSEQ-HSE-
17-0006-INBR - Gestão de Trabalho seguro e Risco Integrado – Pré-APR e APR, assim como aplicando as
determinações da Instrução de trabalho WKI-HSEQ-HeS-21-0319-INBR - Aplicação das 5 Regras de Ouro,
incluindo para os trabalhos tipo programados.
O local de trabalho deve ser registrado nos controles do correspondente Centro de Controle responsável pela
operação da instalação objeto da intervenção, e preferencialmente representado nos Sistemas de operação
da rede elétrica.
Em trabalhos sem tensão, a Zona de Trabalho deve ser suficientemente ampla, de modo a permitir a
realização dos trabalhos sem riscos devido a proximidades de outros elementos em tensão (ou com
possibilidade ainda que eventual de serem energizados). Para isto, caso haja rede energizada em
proximidade que comprometa a execução da atividade ou ofereça risco à segurança, esta deve ser
desenergizada e colocada em condições de segurança. Caso contrário, a metodologia para os trabalhos no
local de trabalho (Zona Controlada) deve ser aplicada considerando a rede em tensão – em conformidade
com as diretrizes descritas na Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE19-0120-EDBR - Trabalhos em Redes
Desenergizadas em Proximidade com o Primeiro Nível Energizado, para evitar que a Zona de Risco seja
alcançada.
Para serviço programado se estas condições acima não foram previstas no correspondente Plano de
Trabalho, este serviço deve ser cancelado.
Após a liberação da atividade, a condição da instalação elétrica localizada no local de trabalho não deve ser
modificada. A instalação elétrica deve estar na condição prevista para que o trabalho seja executado de
maneira segura.
Somente pessoas autorizadas devem acessar o local de trabalho, sendo responsabilidade do Encarregado
de Trabalhos garantir tal controle. Vale ressaltar que para os trabalhos programados, no início das atividades

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autorizadas na rede elétrica, cada Encarregado de Trabalhos envolvido deve garantir o devido recolhimento
dos cartões de vida dos membros de sua equipe, como medida de controle sobre o pessoal com acesso
autorizado ao local de trabalho. Obviamente o mesmo controle deve ser realizado quando da anulação /
devolução do local de trabalho ao Centro de Controle para normalização da rede. As diretrizes deste
procedimento estão detalhadas na Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR - Habilitação de
Acesso a Áreas de Risco.
Dado as características e dinâmica das atividades de trabalho emergencial, enquanto à espera de uma
solução digital para suporte no controle em questão, não é obrigatório a recolha dos cartões de vida dos
membros da equipe pelo Encarregado de Trabalho, não eximindo-o no entanto de garantir mecanismos de
controle eficaz sobre o pessoal sob sua responsabilidade.
Todos os envolvidos na execução das atividades de trabalho autorizados devem constar em uma base de
dados devidamente controlada pelas áreas de Gestão de Parceiros e HSEQ, com acesso para consultas
viabilizado por qualquer figura relevante do processo, sobretudo ao Centro de Controle e unidade responsável
pela gestão das atividades.
A liberação das instalações ao Responsável designado pela Intervenção, assim como o ato de devolução da
instalação elétrica após a execução das atividades autorizadas devem ser registradas nos sistemas
operativos do correspondente Centro de Controle responsável pela operação da instalação objeto da
intervenção. Adicionalmente, todas as ações de delegação e transferência de responsabilidades no âmbito
do trabalho autorizado devem ser registradas por escrito entre as partes, com a correspondente comunicação
da situação ao Centro de Controle.
No que diz especificamente ao processo de planejamento, autorização e execução dos trabalhos em rede
desenergizada (sem tensão), tanto o detalhamento do fluxo do processo, definição das figuras envolvidas e
correspondentes funções, documentação aplicável e demais requisitos aplicáveis, estão descritos na
Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes e Responsabilidades para Trabalhos
Programado e Emergencial em Rede Desenergizada.

7.3.4. Ações Operativas em Equipamentos (Manobras)

Como regra geral, todas as manobras em regime normal ou de urgência ou emergência nas redes elétricas
AT, MT e BT devem ser realizadas sob as ordens do Centro de Controle correspondente.
Apenas em situações específicas, é admitido exceções:

• Manobras de urgência, realizadas por profissionais conhecedor da instalação e equipamento


envolvido, diante de riscos graves iminente, em que não se admite o tempo mínimo para coordenação
prévia com o Centro de Controle. Neste caso, a intervenção pode ser realizada, se limitando
unicamente ao comando de abertura do equipamento para eliminar a situação de risco, informando
de imediato a situação em detalhes ao correspondente Centro de Controle.
• Ações de Operação delegada, excepcionais, expressamente definidas e limitadas unicamente às
condições prévias acordadas com o Centro de Controle. A excepcionalidade das ações de operação
delegadas se aplicará:
o Quando da impossibilidade de estabelecimento, no contexto da ação operativa, de
comunicação direta entre Centro de Controle e equipes em campo. A ação delegada pode

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ser direta com a equipe de campo, ou através de centros intermediários;


o Despacho “em lista” para ações de testes (limitado unicamente ao teste de normalização,
seguindo as diretrizes para manobra conforme o tipo do equipamento) em elementos de
proteção não supervisionados (exemplo, chaves fusíveis), em contexto de emergência na
operação da rede elétrica.
As ações delegadas devem ser registradas previamente por escrito, com transmissão através de ferramenta
de comunicação disponível (e confirmação de recebimento). Para o caso de comunicação telefônica, a ação
ou comando emitido pelo Centro de Controle deve ser registrado por escrito pela parte receptora no meio à
sua disposição (Identificação da Instalação e equipamento, ação de comando, condições associadas, etc.), e
sempre, confirmado as informações escritas, conforme diretrizes para comunicação operativa eficaz
constantes na Instrução de Trabalho Brasil WKI-OMBR-OeM-18-0001-EDBR – Comunicação Operativa
Brasil.
É vedada a delegação de ações de manobras e autorizações de intervenção em uma mesma ação.

7.3.5. Ferramentas, Equipamentos e Dispositivos

As ferramentas, equipamentos e dispositivos devem cumprir os requisitos impostos pelas Normas Nacionais
e Internacionais, conforme aplicável. Dependendo do nível de tensão, determinados elementos devem ser
aprovados, certificados, ou periodicamente testados (equipamento calibrado) e verificados, se exigido pelas
Normas Técnicas aplicáveis. Consequentemente, eles devem ser devidamente identificados e acompanhados
da documentação que indique que estão em bom estado de funcionamento.
Para testes de isolação elétrica deve ser atendida a Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0015-INBR -
Ensaios de equipamentos isolados.
Cada Encarregado de Trabalhos deve verificar os equipamentos, ferramentas, veículos, etc. a serem
empregados na atividade, sendo sua responsabilidade controlar as condições adequadas de funcionamento
e emprego, comunicando a necessidade de recuperar ou substituir qualquer material, ferramenta ou
dispositivo que não possa ser utilizado. No entanto, cada profissional (pessoal operativo) envolvido na
atividade também tem responsabilidade concomitante, devendo verificar sempre, antes de iniciar qualquer
trabalho, se os equipamentos, ferramentas e equipamento de proteção individual (EPI) usados estão nas
condições adequadas, e reportar ao correspondente Encarregado de Trabalhos qualquer observação
relevante, especialmente sob a ótica da segurança.

7.4 Documentação Relativa ao Trabalho

Todo trabalho executado na rede elétrica, independente da condição e natureza das atividades, está
condicionado a emissão de documentação autorizativa, bem como deve ser garantido o registro de todos os
protocolos de entrega de responsabilidades entre as figuras envolvidas no processo.
Prioritariamente, os trabalhos na rede elétrica devem ser executados condicionados a um planejamento prévio
específico, ainda que não atenda os prazos estabelecidos para atividades programadas de natureza normal.
As evidências de realização do planejamento das atividades devem ser registradas em documentação
específica, conforme detalhado a seguir.
Como regra geral, a documentação relacionada à organização e autorização dos trabalhos deve ser distinta
em se tratando de trabalhos em rede desenergizada versus trabalho em rede energizada (em tensão), com

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planejamento específico para cada uma delas. A definição do tipo de Plano de Trabalho (em tensão / sem
tensão) está associado à condição requerida para rede objeto da intervenção.
No entanto, podem ocorrer situações particulares em que as duas condições de trabalho podem ser
necessárias de forma conjunta / correlacionada (ainda que para trabalhos programados), sendo que nestes
casos, a utilização da documentação autorizativa e a organização do trabalho pode ser estruturada conforme
abaixo, considerando a realidade da operação nas empresas Brasil:

• Trabalho em rede desenergizada porém com intervenção em rede energizada (em tensão) como ação
necessária para constituição de Zona Protegida, em instalações de mesmo nível de tensão: Plano de
Trabalho único em rede desenergizada, emitido pela Unidade interessada na intervenção, constando
o detalhamento e sequenciamento das atividades a serem realizadas para criação da Zona Protegida
(e posterior anulação), incluindo a intervenção em rede energizada. Na emissão do Plano de Trabalho
deve estar claro a necessidade de intervenção em linha viva como requisito para criação da Zona
Protegida, com a designação nominal de responsáveis por ambos os locais de trabalho
(Encarregados de Trabalhos). Todas as atividades de trabalho previstas no Plano de Trabalho devem
estar sob a responsabilidade de um Responsável pelo Desligamento único, formalmente identificado
no documento autorizativo, que por responsabilidade da atribuição, deve se fazer presente durante
toda a duração do trabalho.
Exemplo: abertura (e posterior fechamento) de jumper em derivação MT para constituir Zona
Protegida, evitando a desenergização de parte troncal da rede.
Nas redes aéreas, o secionamento por meio da abertura de jumper é considerado efetivo, após um
distanciamento mínimo entre as partes seccionadas, equivalente ao cumprimento do isolador da rede
em questão. Adicionalmente, medidas devem ser tomadas nestes casos, para evitar contatos
acidentais e fortuitos, produzidos pelo vento ou movimentação mecânica dos cabos.

• Trabalho em rede energizada (em tensão) condicionado ao desligamento da rede no nível de tensão
inferior, associada ao local de trabalho: Plano de Trabalho único em rede energizada, emitido pela
Unidade interessada na intervenção, constando o detalhamento e sequenciamento das atividades a
serem realizadas, incluindo a criação / anulação da Zona Protegida na rede no nível de tensão inferior.
Na emissão do Plano de Trabalho deve estar claro a necessidade de colocação da rede associada
em condição desenergizada, como requisito para a segurança dos trabalhos. Todas as atividades de
trabalho previstas no Plano de Trabalho devem estar sob a responsabilidade de um Responsável pela
Intervenção único, formalmente identificado no documento autorizativo, que por responsabilidade da
atribuição, deve se fazer presente durante toda a duração do trabalho.
Exemplo: substituição de postes em condição de rede MT energizada, exigindo, porém, para tal
atividade, o desligamento da rede BT associada.
• Trabalho em rede desenergizada (sem tensão) condicionado à implementação de ações de
segurança na rede energizada em nível de tensão superior à tensão da rede objeto da intervenção
(zona de interferência): Plano de Trabalho único em rede desenergizada, emitido pela Unidade
interessada na intervenção, constando o detalhamento e sequenciamento das atividades a serem
realizadas, incluindo as medidas de segurança necessárias para serem implementadas na rede
associada.

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Neste caso específico, as condições seguras para a execução dos trabalhos estão detalhadas na
Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE19-0120-EDBR - Trabalhos em Redes Desenergizadas em
Proximidade com o Primeiro Nível Energizado, para evitar que a Zona de Risco seja alcançada.
Exemplo: Intervenção com desligamento em rede BT, porém com rede MT associada em tensão,
porém com restrição quanto à operação dos dispositivos de religamento automático dos interruptores
à montante do local de trabalho (desabilitados).
Em todas as autorizações de trabalho, a condição de realização da intervenção deve ser analisada de forma
criteriosa na fase de planejamento e aprovação dos trabalhos, ainda que se tratar de trabalhos autorizados
em condição de emergência. A prioridade é por gerenciar trabalhos correlacionados, em condição
programada.
Na emissão do Plano de Trabalho em qualquer das situações mencionadas, deve estar claro todas as
medidas de segurança adicionais para realização dos trabalhos em segurança, mencionando de forma clara
além das medidas de segurança, a sequência de implementação destas, o local exato da atividade de
intervenção e o tipo de cada intervenção. Para cada atividade, equipes adequadas com pessoal qualificado,
ferramentas e maquinários específicos devem ser designados. No caso de emissão de Planos de Trabalhos
específicos para cada tipo de intervenção (rede em tensão versus rede sem tensão), deve ser garantido a
vinculação entre ambos os documentos, assim como a vinculação entre as atividades nestes previstas,
inserindo condicionantes claros na execução sequencial das atividades. Em todo caso, deve ser designado a
figura de um Supervisor (Parceira ou Enel em se tratando de empresas distintas), responsável pela
coordenação de ambas as atividades.
Em relação à responsabilidade pela aprovação de Plano de Trabalho (gestão operativa) que envolver
intervenção em instalações de diferentes níveis de tensão, e tais instalações forem operadas por Centros de
Controle distintos, a aprovação do documento deve envolver ambos os Centro de Controle (ou unidades de
Pré-Operação), de acordo com o limite de suas correspondentes atribuições, porém sob coordenação do
Centro de Controle responsável pela rede de maior nível de tensão. Exemplos: trabalhos sem tensão na rede
BT, porém exigindo desligamento de parte de rede MT ou ainda com serviços em tensão no nível MT. A
exceção é quando a intervenção na rede de nível de tensão superior à rede objeto da intervenção, envolver
apenas ações de gestão operativa (exemplo, extração da função de religamento automático), situação que é
então coordenada pelo Centro de Controle responsável pela rede objeto da intervenção, ainda que em nível
de tensão inferior. Uma cópia do Plano de Trabalho deve ser encaminhada para ambos Centros de Controle.
Intervenções na rede elétrica de natureza diária (não contínua) deve considerar a emissão de um Plano de
Trabalho para cada dia de trabalho previsto, ainda que as informações de segurança e responsabilidade
permaneçam inalteradas ao longo do período da sequência de intervenções.
Nos acessos às Subestações, inspeções termográficas, limpeza de faixa, limpeza de pátio, coleta de amostras
de óleo de transformadores de força, e outras ações similares por parte das equipes de campo, ainda que
não impliquem em manobras ou ações restritivas sobre a rede elétrica, se faz necessário o controle da
execução da atividade por parte do Centro de Controle, o qual deve ser comunicado (dado ciência) quando
do início das atividades, bem como no término das mesmas. Tais atividades quando não realizados por
profissionais autorizados pela Enel, devem ser realizados sob supervisão de Profissional Autorizado, devendo
ser registradas previamente em Ordem de Serviço (ou Ordem de Trabalho), conforme modelo adotado em
cada Distribuidora.

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Tanto a Empresa parceira / Unidade Enel de Execução quanto à Unidade Enel responsável pela Gestão das
atividades necessárias na rede elétrica (programado e emergencial) devem manter registros de toda a
documentação aplicável no processo de autorização das intervenções na rede elétrica, por tempo mínimo de
05 anos (Planos de Intervenções, Planos de Trabalhos, Análises de Intervenções e APR).
De um modo genérico, as etapas de execução dos trabalhos na rede são apresentadas a seguir, com a
correspondente documentação necessária:

7.4.1. Entrega do Trabalho:

Ação de comunicação formal por parte da Unidade de Gestão das Atividades (Unidades Operacionais ou ND
por exemplo), de uma demanda específica de trabalho na rede elétrica para a Unidade de Execução
designada (Contratista ou mesmo unidade de execução Enel).
Trabalho Programado:
No que se refere aos trabalhos programados (Regime Normal), a entrega do Trabalho ocorre através de
formulário que contenha as informações mínimas constantes no Anexo 1 – Formulário de Entrega de
Trabalho, devidamente preenchidos por profissionais da Enel responsáveis pela programação de serviços /
obras de cada área solicitante. A identificação deste registro deve seguir o modelo:

• ETR-HH - XXXX--YYYY-0001 (ZZZZ)


Onde,
HH: nível de tensão da rede objeto da atividade de trabalho (AT / MT / BT);
XXXX: sigla da área solicitante (Conforme organização DSO);
YYYY: sigla / identificação da empresa Parceira;
ZZZZ: Informações complementares, não obrigatórias, de acordo com o interesse da área emitente.
Após preenchido, o documento precisa ser assinado pelo elaborador e pelo aprovador (que deve possuir um
nível hierárquico igual ou acima do elaborador), ambos empregados Enel, os quais podem assumir outras
funções no processo (por exemplo de Solicitante de Desligamento ou Responsável pela Instalação Elétrica
em um trabalho programado em rede desenergizada), sem qualquer prejuízo, desde que possua as
habilitações e qualificações necessárias.
O arquivo deve ser enviado na forma digital para a parceira que irá executar o serviço.
Deve ser mantido controle dos formulários gerados por cada área, vinculando no mínimo a identificação
sequencial do formulário de Entrega de Trabalho, o nome da Parceira, o número do contrato, o responsável
pelo envio, data de envio, número do Plano de Intervenção e a data de aprovação, sendo que as duas últimas
informações devem ser atualizadas após o recebimento do Plano de Intervenção (PI).
Na descrição do Serviço, deve ser identificado todos os serviços que devem ser executados, informar projeto
e revisão (se aplicável) e de forma indubitável a localização correta (ou mais próximo possível) do local de
realização do serviço, acompanhado de imagens, croquis, etc., se necessário para esclarecimento e elevação
da compreensão.

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Adicionalmente devem ser inseridas premissas e restrições aplicáveis para planejamento eficaz da etapa de
execução da atividade. Se, para realização da atividade for necessário mais de uma Contratada, a área
solicitante deve definir o Responsável pela Intervenção e registrar como observação relevante.
Quando o serviço for realizado por uma única contratada, o formulário deve ser entregue somente ao
Responsável pelo Planejamento da Parceira. Quando o serviço for ser realizado por mais de uma Contratada,
a área solicitante deve enviar o formulário para ambas as empresas, bem como para o profissional designado
como Responsável pela Intervenção (Responsável pelo Desligamento no caso de Trabalhos sem tensão).
De acordo com a complexidade dos serviços a serem realizados, cada área solicitante deve estabelecer
reuniões de coordenação periódicas ou pontuais, para apoiar no planejamento do serviço ou realizar o
acompanhamento para execução do serviço.
Trabalho Emergencial:
Para os trabalhos de natureza de Urgência e Emergência, a Entrega de Trabalho ocorre pela atribuição da
equipe ao evento na rede elétrica, pelo Centro de Controle. Dado as características e dinâmicas destas
atividades, ficam suprimidas do processo a ação de envio do formulário de Entrega de Trabalho.

7.4.2. Planejamento da Execução dos Trabalhos:

Trabalho Programado:
Após o recebimento do formulário de Entrega de Trabalho encaminhado pela área solicitante ENEL, a
empresa parceira / Unidade de Execução Enel deve iniciar as ações de preparação e planejamento da
execução segura e eficaz da atividade de trabalho.
Para atividades programadas, o planejamento da atividade de trabalho deve incluir sempre que necessário,
visita prévia ao local de trabalho, com o correspondente levantamento de dados e a análise prévia da atividade
e dos riscos envolvidos, efetuando então o preenchimento do formulário Pré-APR, conforme diretrizes
definidas na Instrução de Trabalho Brasil n° WKI-HSEQ-HSE-17-0006-INBR - Gestão de Trabalho seguro e
Risco Integrado – Pré-APR e APR, tanto para serviços de manutenção quanto para as obras. As situações
que permitem a dispensa da visita prévia, sob decisão da área gestora Enel, são:

• Aquelas em que a Unidade de Gestão dos Trabalhos possuir informações atualizadas sobre a
condição da instalação (fotos, vídeos, levantamento de dados, etc.);
• Situações urgentes em que os prazos não permitem cumprir tal ação.
Em todo caso, esta condição deve ser ressaltada nos documentos de planejamento da execução da atividade.
Adicionalmente quando da execução, o responsável designado para a intervenção deve ter esta situação em
mente, de forma a considerá-la para fortalecimento das análises de riscos na data dos trabalhos.
Concluída a fase da Análise prévia da Intervenção (para os casos aplicáveis), a empresa parceira deve
preencher o formulário constante do Anexo 2 – Plano de Intervenção (PI) e enviá-lo para validação por parte
da Unidade da Enel responsável pela gestão da atividade de trabalho (Unidade solicitante). Importante
destacar que a Parceira deve levar em consideração na elaboração do Plano de Intervenção (PI) todas as
premissas e restrições contidas no formulário de Entrega da correspondente atividade a ser executada, sendo
que o seguimento para as fases seguintes está condicionado à manifestação favorável (validação) por parte

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do Responsável pela Instalação Elétrica ou empregado por este delegado, sobre o planejamento realizado,
devendo fazer constar no documento as adequações ou observações que julgar necessárias.
É responsabilidade da parceira realizar o planejamento responsável e exaustivo da atividade buscando
identificar riscos potenciais, analisar viabilidade de execução do serviço, facilidade de acesso,
equipamentos/maquinários necessários para execução, quantidade de profissionais e qualificações
necessárias, etc., registrando no correspondente Plano de Intervenção (PI) se a visita prévia foi ou não
realizada, com o devido embasamento quando esta não acontecer.
As seguintes informações mínimas devem estar disponíveis no âmbito de um Plano de Intervenção (PI):
• Descrição ordenada das etapas do trabalho (operações);
• Diagramas, desenhos ou gráficos típicos da instalação onde os trabalhos serão executados
(trabalhos programados);
• Equipamentos necessários para a execução dos trabalhos;

• Intervenção a realizar.
Quando a atividade de trabalho envolver duas ou mais parceiras no mesmo local de trabalho / Zona Protegida,
cada uma deve realizar a sua análise previa de intervenção e elaborar o respectivo Plano de Intervenção (PI)
referente às respectivas atividades sob responsabilidade.
Em todo caso, após a consolidação e validação do Plano de Intervenção (PI) pela área Enel responsável pela
Gestão das atividades de trabalho, o Responsável designado pela Intervenção deve divulgar e esclarecer
junto ao cada Encarregado de Trabalhos envolvido (caso sejam figuras distintas) acerca dos procedimentos
de execução e segurança que devem ser adotadas por todos membros da equipe ou equipes.
Dependendo da complexidade dos serviços a serem realizados, a unidade solicitante Enel deve estabelecer
reuniões de coordenação periódicas ou pontuais, para apoiar no planejamento do serviço ou realizar o
acompanhamento para execução do serviço, garantido o devido registro em Ata específica.
A identificação do Plano de Intervenção (PI) deve seguir o modelo:
• PI-HH - XXXX-YYYY-0001 (ZZZZ)
Onde,
HH: nível de tensão da rede objeto da atividade de trabalho (AT / MT / BT);
XXXX: sigla da área solicitante (Conforme organização DSO);
YYYY: sigla / identificação da empresa Parceira;
ZZZZ: Informações complementares, não obrigatórias, de acordo com o interesse da área emitente.
Trabalho Emergencial:
Para os atendimentos demandados em condições emergenciais, a preparação da Plano de Intervenção
(Anexo 2) continua sendo requisito obrigatório para trabalhos na rede AT, a ser preenchido pela equipe
designada para a execução dos trabalhos em campo através do responsável designado para a Intervenção,
garantido o encaminhamento à unidade responsável pela Gestão dos trabalhos (Unidade Enel gestora da
equipe / contrato) bem como ao correspondente Centro de Controle, para conhecimento e embasamento da

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emissão do Plano de Trabalho Emergencial e demais documentações de gestão operativa necessárias (Ticket
autorizativo de Serviço, Ordem de Manobras, etc.).
Deve ser ressaltado, que adicionalmente na fase de execução, antes de cada atividade a ser realizada,
independentemente de se tratar de trabalhos programados ou emergencial, esta deve ser precedida
imediatamente antes, da realização da Análise Preliminar de Riscos (APR), em conformidade com as
diretrizes da Instrução de Trabalho Brasil n° WKI-HSEQ-HSE-17-0006-INBR - Realização e aplicação da Pré
APR.

7.4.3. Aprovação dos Trabalhos

Todo e qualquer trabalho na rede elétrica em qualquer nível de tensão bem como em qualquer condição está
condicionado à emissão do Plano de Trabalho (PT) correspondente. Trata-se de documento (s) de segurança
sobretudo, emitido (s) pela Unidade Responsável pela Gestão das Atividades de Trabalho, o qual define as
operações a serem executadas na instalação elétrica (medidas de segurança necessárias), a fim de permitir
a realização segura das atividades de trabalho, e outras informações sobre as configurações que devem ser
mantidas durante essas atividades de trabalho. Em outras palavras, tem o objetivo de planejar e organizar a
segurança da instalação elétrica objeto da atividade de trabalho.
O Plano de Trabalho é transmitido à Unidade Responsável pela Operação da Instalação Elétrica que para
trabalhos programados corresponde à área responsável pelo planejamento elétrico e energético do sistema
no qual a instalação elétrica está associada, e para trabalhos emergenciais corresponde ao Centro de
Controle (Sala de operação em tempo real). Esta Unidade possui a responsabilidade pela gestão operativa
dos trabalhos, isto é verificar a compatibilidade das obras previstas no Plano de Trabalho com os requisitos
de operação da rede e confirmar a viabilidade dessas obras com as referências temporais especificadas,
delegando o funcionamento da instalação elétrica (ou parte dela) delimitada na solicitação, à pessoa
designada para o efeito no Plano de Trabalho na fase de execução. Na fase de avaliação e aprovação do
Plano de Trabalho, pode ser solicitado o envio do Plano de Intervenção para complementar as análises e
respaldar as decisões.
O resultado positivo da verificação de compatibilidade requerida para aprovação do Plano de Trabalho não
significa a aprovação do conteúdo do documento no que diz respeito às questões de segurança, que são
responsabilidade principal da unidade que emite este documento.
Como desdobramento da fase de aprovação do Plano de Trabalho, o Centro de Controle prepara toda a
documentação de gestão operativa necessária, como por exemplo a Ordem de Manobra, tratativas formais
com outras distribuidoras e transmissoras com as quais a instalação interessada é compartilhada, etc.,
garantindo sempre a vinculação de tais documentos ao correspondente Plano de Trabalho. Toda a
documentação deve ser encaminhada pela Unidade Enel Solicitante da Intervenção à Unidade responsável
pela Execução (parceira ou unidade Enel), uma vez que são indispensáveis para a execução segura da
atividade.
O Plano de Trabalho diferirá em relação ao trabalho programado e emergencial, quanto às responsabilidades
pela elaboração, validação e registro, porém é item obrigatório no qual constará as informações relevantes,
entre elas sempre as medidas de segurança aplicáveis para garantia da execução segura dos trabalhos.

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Deve ser destacado que a condição do Plano de Trabalho (Trabalho em rede energizada / rede
desenergizada) está associado às características da atividade a ser realizada, sendo requisito que as equipes
designadas, equipamentos e medidas de segurança sejam adequadas para o propósito da intervenção.

7.4.3.1. Plano de Trabalho Rede Energizada (Trabalhos em Tensão)

Para trabalho em tensão, a autorização em referência (Plano de Trabalho) deve apresentar esta identificação
da condição de trabalho em tensão, e conter minimamente as seguintes informações, independentemente da
condição dos trabalhos (Programados versus emergencial):
• A duração dos trabalhos;
• Descrição das atividades para as quais o profissional está autorizado no que diz respeito aos métodos
de trabalho, níveis de tensão, tipos de instalações, etc.;
• Identificação dos números de contato (principal e alternativos) do Encarregado de Trabalhos;
• Nome do profissional responsável pela intervenção (Encarregado de Trabalhos) bem como função
certificada deste profissional;

• O local (trecho de rede) onde serão efetuados os trabalhos (os trechos devem estar limitados ao
alcance de um determinado equipamento de proteção);

• Os equipamentos com função DRA a serem desabilitadas (incluindo referência a documentos de


tratativas com outras partes em caso de interconexões de sistemas).

7.4.3.2. Plano de Trabalho Rede Desenergizada (Trabalhos Sem Tensão)

Os Planos de Trabalho se diferem de responsabilidade e formalidades entre Trabalho Programado e Trabalho


Emergencial. No entanto, independente do formulário e instrumento utilizado, deve ser sempre considerado
como requisito mínimo, o registro das seguintes informações no momento de sua elaboração, para todas as
intervenções em condição de rede desenergizada (sem tensão):

• Assinatura (validação) por parte das figuras envolvidas (Responsável pelo Desligamento e
Responsável pela Instalação Elétrica), assim como campos específicos para viabilizar as ações de
delegação de responsabilidade e substituição de figuras durante a execução dos trabalhos;
• Data e hora definida para a execução do trabalho;

• Descrição clara das atividades de trabalho a serem realizadas;


• Diagrama do circuito elétrico da parte da instalação afetada pelas atividades de trabalho e / ou
interferindo com as mesmas;
• Disposições relativas à inserção ou exclusão de proteções e automatismos, se necessário;

• Identificação clara da correspondente Zona Protegida e Zona (s) de Trabalho;


• Identificação das figuras envolvidas (nome do solicitante e validador do Plano de Trabalho (Solicitante
de Desligamento e Responsável pela Instalação Elétrica), Responsável pelo Desligamento,
Encarregado de Trabalhos, bem como as correspondentes Unidades Organizativas a que pertencem;

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• Identificação dos pontos de aterramento que definem os limites de cada Zona de Trabalho;
• Identificação única da instalação ou parte (s) da mesma, objeto da atividade de trabalho e, quando
aplicável, das instalações elétricas nas proximidades ou interferentes;
• Informações necessárias para localizar, de forma indubitável, os pontos onde é necessário a
execução dos desligamentos (seccionamentos), para a plena desenergização do(s) item(ns) da
instalação elétrica a serem desligados e protegidos por causa de trabalhos ou interferências.

• Layout do local de trabalho ou croqui, se necessário, com o objetivo de mostrar a localização das
instalações elétricas que são objeto das atividades de trabalho, ou estão interferindo, ou estão nas
proximidades. Sempre que necessário, deve ser indicado também a área de trabalho e a via para o
acesso de qualquer veículo a ser empregado;

• Referência ao correspondente Plano de Intervenção preparado pela Unidade Responsável pela


execução dos trabalhos.
Plano de Trabalho Programado:
No caso específico Brasil, o Plano de Trabalho formal (meio físico ou digital) é aplicado para todos os
Trabalhos Programados em condição de rede desenergizada AT, MT e BT, e inclui os dados requeridos, os
quais constam nos seguintes documentos:

• Croqui com a identificação da correspondente Zona Protegida e Zona de Trabalho, correlacionado à


correspondente Solicitação de Desligamento (Plano Trabalho);

• Formulário de Solicitação de Desligamento (Plano de Trabalho) (específico para cada empresa), com
os dados requeridos para a clara interpretação da atividade e seus correspondentes limites, figuras e
responsabilidades envolvidas;

• Formulários de Controle de Responsabilidade sobre Zona Protegida e Zona (s) de Trabalho (s) - A
serem preenchido no transcurso da execução da atividade autorizada);

• Pré-APR (análise de riscos no local da atividade, realizada quando do planejamento das atividades
programadas).
O Responsável pelo Desligamento, assim como os Encarregados de Trabalhos que estiverem envolvidos no
trabalho programado devem possuir - meio físico ou digital (app) - esta documentação, encaminhada
previamente pelo Solicitante de Desligamento ou Responsável pela Instalação Elétrica.
Destaca-se de forma relevante para a análise eficaz do Plano de Trabalho (Solicitação de Desligamento)
(Normal e Urgente), a necessidade de registrar de forma indubitável as informações necessárias relativas ao
desligamento por parte do Solicitante de Desligamento / Responsável pela Instalação para permitir uma
análise completa da intervenção solicitada, por parte do Centro de Controle correspondente. A seguir, se
apresenta um detalhamento de alguns itens do Plano de Trabalho a serem levados em consideração no
momento da elaboração do referido documento:
• Instalações:
Define exatamente a instalação elétrica a ser desligada, onde se está planejando a execução de
trabalhos. O encaminhamento do Pedido de Desligamento (Plano de Trabalho) ao Centro de Controle

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deve vir acompanhado da identificação do trecho da instalação elétrica onde os trabalhos serão
executados, contendo todos as informações necessárias, tais como: As identificações precisas das
instalações envolvidas e local (is) de trabalho com a representação dos elementos de manobra (ou
pontos precisos) que devem ser abertos (pontos de seccionamento de todas as possíveis fontes de
tensão) para a delimitação da instalação a ser desligada (Zona Protegida), bem como também da
representação de todos os pontos de aterramento e em equipotencialização, os quais delimitarão
cada Zona de trabalho. Todas estas informações devem estar representadas sobre o sistema elétrico
cartesiano georreferenciado de cada Distribuidora (traçado da rede e elementos associados).
Na identificação das informações relativas ao desligamento programado sobre o esquema de rede,
deve ser empregado cores ou traços distintos (devidamente legendado) para representar os
elementos de manobra que delimitam a Zona Protegida, assim como a Zona de Trabalho com seus
correspondentes pontos de aterramentos.
Para casos, em que se fizer necessário a solicitação do desligamento fora dos sistemas operativos,
os mesmos requisitos de delimitação da Zona Protegida e Zona de Trabalho devem ser identificados,
e em caso de dificuldade de interpretação, o Solicitante de Desligamento / Responsável pela
Instalação Elétrica e o Centro de Controle devem estabelecer uma identificação adequada em comum
acordo, visando evitar qualquer possibilidade de erro.
Os pontos de aterramentos que delimitam cada Zona de Trabalho associado a um determinado
desligamento Programado devem ser identificados codificação numérica específica, começando a
partir do número 1. A representação gráfica deve ser em conformidade com a Norma NBR-IEC 60417
- Standardization Graphical Symbols for Use on Equipment.
Quando os trabalhos a serem realizados envolver transformador de potência e/ou instalação BT, o
Solicitante de Desligamento deve definir no desligamento a instalação MT a ser interrompida assim
como também a rede BT envolvida no contexto do trabalho, para garantir a correta análise do pedido
com a devida segurança.
Quando o trabalho a ser realizado envolver instalação de nível de tensão acima do nível de tensão
da rede onde é executada a atividade (por exemplo, trabalhos na rede BT, porém com desligamento
de parte de rede MT), e estas instalações forem operadas por Centros de Controle distintos, a
aprovação do documento deve ser coordenada entre ambos os Centro de Controle (ou unidades de
Pré-Operação), de acordo com o limite de suas correspondentes atribuições.
• Trabalhos Previstos:
Os trabalhos ou alterações a serem efetuados na rede devem ser indicados e descritos, detalhando
de modo expresso, os aspectos funcionais que podem variar na instalação no final da execução dos
mesmos.
• Datas e Horários:
As datas e horários devem ser preenchidos de acordo com o cronograma planejado, observando os
prazos mínimos para registro da Solicitação de Desligamento (Plano de Trabalho).

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• Observações:
Todas as informações adicionais necessárias para a correta e segura análise da Solicitação de
Desligamento (Plano de Trabalho) devem ser registradas quando da emissão do documento. Em
especial, é necessário detalhar os procedimentos de execução dos trabalhos, necessários para
garantir uma proteção eficaz contra possíveis retornos tensão, inclusive pela rede Baixa Tensão (BT).
• Anexos:
Devem ser agregadas informações necessárias para o esclarecimento ao Centro de Controle
(Unidade de Pré-Operação) quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos em forma de anexo à
Solicitação de Desligamento programado, por meio de:
o Análise Prévia dos riscos elétricos e não elétricos (por exemplo, Pré-APR) por meio de
verificações efetuadas in loco;
o Croqui com pontos de aterramentos definindo a Zona de trabalho e pontos de
seccionamentos definindo a Zona Protegida.
Outros documentos que forem necessários para elucidação do desligamento e dos trabalhos a serem
realizados devem ser inseridos.
Não havendo modificações no esquema de rede, porém apenas alterações em alguma característica
da instalação, exigirá apenas o envio das informações técnicas a respeito, coordenadas entre as
partes envolvidas.
Os anexos devem ser verificados pelo Responsável pela Instalação Elétrica (ou profissional
delegado), devidamente identificados (comprovados por assinatura ou aprovação por perfil), de forma
a garantir as corretas ações no desligamento e na qualidade do documento tanto quanto à parte
técnica assim como de segurança.
Plano de Trabalho Emergencial:
Conforme descrita na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes e
Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada, a definição dos
limites da Zona Protegida / Zona de Trabalho no trabalho emergencial é realizada pelo Centro de Controle
com base nas informações recebidas e disponíveis nos sistemas operativos bem como comunicadas pelas
Equipes em Campo. A execução das manobras e ações para criação (ou anulação) da Zonas Protegidas é
realizada de forma coordenada entre o Operador do Centro de Controle e o pessoal operativo (Equipes de
Campo / Operador Local) através do meio de comunicação formal estabelecido, e seguindo os procedimentos
protocolares para cada ação, definidos na Instrução de Trabalho Brasil n° WKI-HSEQ-HeS-21-0319-INBR -
Aplicação das 5 Regras de Ouro.
Antes do início da criação da (s) Zona (s) de Trabalho deve ser garantido o alinhamento / confirmação com o
Responsável pelo Desligamento definido para a intervenção, quanto aos limites da correspondente Zona
Protegida, caso as manobras não tenham sido efetuadas / presenciadas por este.
O Plano de Trabalho Emergencial nas Distribuidoras brasileiras é constituído pelo conjunto de comunicação
específica, estruturada, registrada e devidamente controlada (macro, mensagem de texto ou contato por voz
e rádio), que deve incluir os dados mínimos requeridos, e que compõem as informações necessárias para a
definição clara e segura da Zona Protegida e Zona (s) de Trabalho (s) associadas à (s) falha (s) identificada

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(s) e identificação dos riscos potenciais. De forma específica, o Plano de Trabalho para Trabalho Emergencial
é composto dos seguintes documentos:

• Comunicação entre o Responsável pelo Desligamento e Centro de Controle para a definição clara
sobre os limites da Zona Protegida e Zona (s) de Trabalho (s) associadas;
• Formulários de Entrega de Responsabilidade por Zona Protegida e Zona (s) de Trabalho (s) – A serem
utilizados na gestão dos trabalhos na fase de execução;

• Realização da Análise dos Riscos (elétricos e não elétricos), prévio à execução dos trabalhos
necessários, através do preenchimento do formulário APR;

• Registros dos dados do evento nos sistemas operativos / Ordem de Serviço (ticket da Incidência),
contendo as informações reportadas entre o Responsável pelo Desligamento e Centro de Controle.
A espera de concluir o processo de convergência para um modelo de aplicação comum de sistemas de
distribuição nas 04 (quatro) distribuidoras Brasileiras, é de responsabilidade de cada O&M Local definir e
publicar localmente um documento (Manual de Uso) que oriente claramente quanto ao uso do sistema
operativo aplicável para registro e tramitação do Plano de Trabalho, contendo todas as orientações quanto
ao preenchimento das informações necessárias, garantido em todo caso a observância das diretrizes
descritas neste documento.

7.4.4. Execução das Atividades Autorizadas

Uma vez aprovado o Plano de Trabalho, e no transcurso do tempo até a data planejada (para trabalhos
programados), não houver justificativa relevante que enseje o cancelamento ou reprogramação do mesmo,
na data e horário previsto, as ações operativas serão realizadas bem como as medidas de segurança
implementadas, viabilizando a execução segura da intervenção.
No que diz especificamente ao processo de planejamento, autorização e execução dos trabalhos em rede
desenergizada (sem tensão), o detalhamento do fluxo do processo, a definição das figuras envolvidas e
correspondentes funções, documentação adicional aplicável especificamente na fase de execução das
atividades, e demais requisitos aplicáveis, estão descritos na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-
1346-EDBR - Diretrizes e Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede
Desenergizada.

7.5 Trabalhos em Tensão em Instalações Elétricas (AT / MT / BT)

7.5.1. Trabalho em Tensão AT / MT

É considerada instalação em tensão, toda aquela que NÃO está com uma Zona de Trabalho adequadamente
constituída, ou seja, não foi implementada as medidas de segurança para a execução de trabalhos em
condição de rede desenergizada (sem tensão).
Existem vários métodos de trabalhos adaptados ao tipo de serviço e as condições da estrutura. Sendo estes,
Método à Distância e Método ao Contato, em classes de média tensão.

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Método à Distância
O princípio básico deste método é manter uma distância mínima de segurança em relação a linhas e
equipamentos sob tensão, utilizando instrumentos adequados para o efeito. Esta distância de segurança é
regulada a nível local e tem em conta a distância elétrica acrescida de uma distância para ter em conta
diferentes fatores incontroláveis que, durante a execução do trabalho em tensão, podem afetar a distância
entre o profissional e as partes com potencial diferente do potencial do profissional (por exemplo, movimentos
involuntários ou inexatidão na avaliação das distâncias).
Neste método, o profissional executa um trabalho sob tensão isolado do contato da instalação elétrica por
meio de varas de manobras isolantes e do potencial do solo por meio de andaime isolado, plataforma isolada,
degrau isolado e escada.
As varas de manobra isolantes têm um comprimento e diâmetro adequados ao nível de tensão para nível de
isolamento adequado e resistência mecânica para estas intervenções.
Método ao Contato
Neste método, o profissional realiza um trabalho sob tensão, invadindo a Zona de Risco em tensão com partes
do corpo protegidas por equipamentos de proteção individual e coletiva – EPI/EPC, realizando a atividade
isolado do potencial da linha por meio de luvas, mangas e coberturas de proteção; além disso, como medida
adicional de proteção por duplo isolamento, o profissional também é isolado do solo (em uma cesta aérea
isolada, plataforma auxiliar isolada, andaime dielétrico ou escada dielétrica).
A restrição deste método está na classe de tensão onde a luva e mangas isolantes estão limitadas a 34,5 kV.

7.5.2. Trabalho em Tensão BT

Atualmente, existem dois métodos de trabalho sob tensão reconhecidos, que dependem da posição do
operador em relação às partes sob tensão e dos meios utilizados para evitar o perigo eléctrico:
Método à Distância em trabalhos em tensão em instalações de baixa tensão
O princípio básico deste método é manter uma distância mínima de segurança em relação a linhas e
equipamentos sob tensão, utilizando instrumentos adequados para o efeito. Esta distância de segurança é
regulada a nível local e tem em conta a distância elétrica acrescida de uma distância para ter em conta
diferentes fatores incontroláveis que, durante a execução do trabalho em tensão, podem afetar a distância
entre o operador e as partes com potencial diferente do potencial do operador (por exemplo, movimentos
involuntários ou inexatidão na avaliação das distâncias).
Neste método, o operador executa um trabalho sob tensão isolado do potencial do solo (escada isolada, cesta
aérea) por meio de varas isolantes.
As varas isolantes têm um comprimento e diâmetro adequados ao nível de tensão e resistência mecânica
para estas intervenções.
Método ao Contato em trabalhos em tensão em instalações de baixa tensão
Neste método, o operador realiza um trabalho sob tensão, invadindo a zona de trabalho sob tensão com
partes do corpo protegidas por equipamentos de proteção individual - EPI; nestas circunstâncias, o operador
realiza a atividade isolado do potencial da linha por meio de luvas, mangas e revestimento de proteção.

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A restrição deste método está na classe de tensão onde as luvas e mangas isolantes estão limitadas a 1 kV.
Esta Instrução de Trabalho leva em consideração apenas o trabalho a uma distância segura e o trabalho ao
contato direto, que são os métodos normalmente usados para realizar atividades de trabalho em tensão em
instalações de baixa tensão. A conexão ou desconexão de linhas de Baixa Tensão - BT estão entre as
atividades tipicamente realizadas por meio do método de trabalho a distância segura. Novas conexões,
instalação, remoção ou substituição de medidores, ou conexão ou desconexão de junções em caixas de
desconexão ou caixas de derivação, emenda de cabos estão entre as atividades realizadas por meio do
método de trabalho ao contato direto.

7.5.3. Organização do Trabalho

Para a execução dos trabalhos em tensão, é necessário adoptar os procedimentos de trabalho de execução
planejados especificamente, levando em consideração os fatores de segurança do trabalho e as condições
da infraestrutura na que é feita a intervenção.
Antes de iniciar qualquer atividade (planejada ou não planejada) em tensão, é necessário ter uma autorização
formal, aprovado pelo correspondente Centro de Controle (Plano de Trabalho em tensão).

7.5.3.1. Unidades Responsáveis pelo Planejamento e Execução do Trabalho

Três unidades são identificadas para a execução de trabalho em tensão:


1. Unidade responsável pela Gestão dos Trabalhos a serem executados:
Esta Unidade tem normalmente as seguintes responsabilidades:
a) Aprovar o Plano de Intervenção preparado pela unidade responsável pela execução dos trabalhos;
b) Atuar como elo entre o Encarregado de Trabalhos e as demais funções durante o trabalho;
c) Cumprir as leis e instruções de trabalho;
d) Partilhar os métodos de trabalho e a organização selecionados com a unidade responsável pela
execução dos trabalhos;
e) Preparar e redigir o documento de planejamento dos trabalhos e da sua organização (Plano de
Trabalho em tensão).
No contexto organizativo Enel, as atribuições desta Unidade nos trabalhos programados são exercidas pelas
Unidades Operacionais (UO) e Unidades de ND, através de seus pontos focais disponíveis continuamente,
quem é responsável pela organização executiva das atividades de trabalho e pela preparação e elaboração
do documento que contém os modos de execução segura do trabalho (Plano de Trabalho em tensão).
Nos trabalhos emergenciais também é obrigatório a elaboração do respectivo Plano de Trabalho em tensão,
porém neste caso pelo Centro de Controle com base nas informações recebidas das Equipes de Campo.

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2. Unidade responsável pela Operação da Instalação Elétrica:


Esta Unidade tem normalmente as seguintes responsabilidades:
a) Aprovar o Plano de Trabalho ao responsável pela execução dos trabalhos preparado pela Unidade
responsável pela Gestão dos Trabalhos, com a respectiva autorização para iniciar os trabalhos;
b) Entregar a instalação, na forma prevista no Plano de Trabalho ao responsável pela execução dos
trabalhos, com a respectiva autorização para iniciar os trabalhos;
c) Receber a conclusão do trabalho por parte do executor da unidade responsável pela execução do
trabalho.
No contexto organizativo Enel, as atribuições desta Unidade são exercidas pelos correspondentes Centros
de Controle responsável pela instalação objeto da intervenção.
3. Unidade responsável pela execução dos trabalhos
Esta unidade, representada pelas equipes que realizam as intervenções demandadas sobre a rede elétrica,
tem normalmente as seguintes responsabilidades:
a) Executar os trabalhos;
b) Para o caso de trabalhos com empregados próprios, designar os operadores e o encarregado da
obra. No caso de trabalhos executados por uma empresa contratada, deve designar os trabalhos a
serem executadas pela mesma;
c) Preparar o documento contendo os modos de execução segura do trabalho (Plano de Intervenção);
d) Propor melhorias e possíveis interferências dos trabalhos requisitando alteração de projeto quanto
aplicável;
e) Verificar a disponibilidade de Instruções de Trabalho, equipamentos de proteção individual,
equipamentos de apoio relacionados com a correta execução dos trabalhos;
f) Verificar a formação, competência e autorização dos membros das equipes de trabalho, conforme a
Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR - Habilitação de Acesso a Áreas de Risco;
g) Verificar preliminarmente e partilhar com a unidade responsável pela gestão dos trabalhos, o
planejamento do trabalho e a organização dos mesmos mediante uma inspeção de análise previa no
local de intervenção.

7.5.3.2. Funções de Trabalho

Durante uma atividade de trabalho, cada instalação elétrica deve ser colocada sob a responsabilidade de um
Responsável pela Intervenção, função assumida pelo Encarregado de Trabalhos ou Supervisor designado.
Tais funções são inerentes às atribuições da Unidade Responsável pela Execução dos Trabalhos. Nenhum
trabalho é realizado caso tal figura não for designada e autorizada.
Nos casos de trabalhos programados o Responsável pela Intervenção deve seguir as disposições definidas
no planejamento do Plano de Trabalho para permitir que o trabalho seja realizado.

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Nos casos de trabalhos emergenciais o Responsável pela Intervenção deve alinhar junto com o
correspondente Centro de Controle as disposições para permitir que o trabalho seja realizado, tais como
bloqueio do circuito ou do equipamento, realização da APR e a definição do ponto de intervenção.
O controle do acesso à área de trabalho é da responsabilidade do Encarregado de Trabalhos.
A unidade responsável pela execução dos trabalhos pode designar um Supervisor técnico responsável pelo
planejamento e concepção dos trabalhos, ou outras atividades destinadas a apoiar ou integrar as atividades
do Encarregado de Trabalhos.
Os empregados para a realização de uma atividade de trabalho específica devem atender ao perfil profissional
adequado a essa atividade em conformidade com a Especificação Técnica n° 93- SER-HSEQ-HSE-18-0093-
INBR - Diretrizes para Empresas da IN Brasil e Contratadas Anexo III – Tabela de Perfil de Competências.
As atividades de trabalho em tensão em instalações elétricas devem ser designadas aos empregados que
sejam habilitados, qualificados, reconhecidos como aptos e autorizados para a sua execução, de acordo com
as disposições constantes em conformidade com a Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR -
Habilitação de Acesso a Áreas de Risco.
As condições e os modos para reconhecer a habilitação para exercer a função de Encarregado de Trabalhos
estão na Especificação Técnica n° 93 SER-HSEQ-HSE-18-0093-INBR - Diretrizes para Empresas da IN Brasil
e Contratadas Anexo IV – Perfil de Cargo: Perfil de Cargo: Chefe de Turma / Encarregado, Supervisor e
Coordenador/ Técnico em Segurança do Trabalho / Responsável Pelo Serviço.
A complexidade da instalação elétrica objeto da atividade de trabalho e a natureza da atividade de trabalho
devem ser avaliadas antes do início da atividade, de modo que seja feita a escolha adequada do empregado
habilitado.

7.5.3.2.1 Responsabilidades e Tarefas do Supervisor Técnico


Entre as atividades, o supervisor técnico deve:
• Discutir com a área responsável da geração do serviço a execução dos trabalhos antes, durante e
após a conclusão dos trabalhos, tomar nota das observações recebidas, se as houver, e resolver
qualquer problema que surja;

• Manter-se atualizado sobre os procedimentos de gestão técnica e administrativa do trabalho;


• Planejar, organizar e supervisionar as atividades de trabalho;
• Prestar apoio regular à execução dos serviços pelas equipes, avaliar a qualidade do serviço, o
desempenho e a produtividade das equipes.

7.5.3.2.2 Responsabilidades e Tarefas do Encarregado de Trabalhos

O Encarregado de Trabalhos, que em regra corresponde ao Encarregado/ Chefe de Turma, é responsável


pela execução dos trabalhos operacionais de acordo com as indicações estabelecidas preventivamente.
A capacidade de liderança e a capacidade de iniciativa deste papel determinam a qualidade e a produtividade
do trabalho, bem como a eficiência e a segurança das pessoas. O Encarregado de Trabalhos deve:
• Receber o planejamento e a programação do trabalho a ser executado, para o qual está designado;

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• Verificar se a atividade de trabalho pode ser realizada em conformidade com os regulamentos e


normas locais. É sua responsabilidade, analisar preliminarmente a documentação recebida referente
ao trabalho, ainda que digital e no dia da execução, verificar as condições no terreno, a data de
execução, a descrição do trabalho previsto e a composição da equipe. Se as condições no campo
não forem as esperadas (por exemplo, devido a modificações no sistema realizadas na rede ou
condições climáticas adversas), pode decidir não iniciar ou suspender a execução dos trabalhos. A
análise do trabalho a ser executado deve alcançar todas as diferentes fases necessárias, verificando
a sequência correta das operações e a adequação dos equipamentos e ferramentas ao tipo de
trabalho;
• Assegurar as condições físicas e mentais da equipe para realizar as tarefas atribuídas. Contatar a
unidade de atribuição caso um membro da equipe apresente problemas que impossibilite correta
prestação de serviços e/ou o equilíbrio de toda a equipe ou grupo técnico. Em particular, o profissional
que não se encontre em condições psicofísicas adequadas não deve realizar o serviço;

• Verificar se o(s) profissional(is) que vai(vão) realizar a atividade de trabalho em tensão está(estão)
autorizado(s) para esse tipo de trabalho e, se necessário, dependendo da abordagem específica
adotada em nível local, se possui (possuem) tal autorização no local de trabalho;

• Verificar os equipamentos, comunicando a necessidade de recuperar ou substituir qualquer material,


ferramenta ou dispositivo que não possa ser utilizado; verificar o equipamento coletivo;

• Inspecionar a condição de uso dos Equipamentos de Proteção Individual, Coletiva e Ferramental,


Viaturas, Câmera, Habilitação de acesso à Rede, bem como providenciar a substituição quando
constatado sem condição de uso por danos ou em casos de ensaios dielétricos fora de validade;
• Coordenar e supervisionar o tratamento e a gestão dos equipamentos, assinalando os cuidados
especiais a adotar para a sua utilização e conservação;

• Verificar a eficácia das comunicações com o Centro de Controle responsável pelo Operação da
Instalação objeto da intervenção;
• Realizar a reunião preparatória com os profissionais da equipe que executarão a atividade: partilhar
o Plano de Intervenção com o pessoal da equipe, dar as orientações úteis sobre a execução dos
trabalhos e definir as tarefas de cada um. Informar aos profissionais sobre o trabalho a ser executado,
os modos de execução, as medidas de segurança adotadas e as precauções a serem adotadas
durante a atividade de trabalho;
• Realizar a Análise Preliminar dos Riscos – APR em frente a câmera. Garantir que a câmera esteja
filmando a atividade bem como garantir a utilização do APP5RO nos casos que forem necessários;
Antes do início da atividade de trabalho, o Encarregado de Trabalhos é responsável também por verificar
todas as disposições mencionadas, sendo que se não for possível garantir o cumprimento de tais disposições,
não deve autorizar a execução da atividade de trabalho em tensão. Adicionalmente, no decorrer da execução
das atividades deve:

• Iniciar os trabalhos e efetuar a sua supervisão e coordenação, tomando nota da sua correta execução
e verificando, no início e durante a atividade, se as condições estabelecidas no Plano de Intervenção
e APR subsistem;

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• Gerir sugestões, discutir os detalhes e esclarecer quaisquer questões questionáveis relevantes para
a execução dos trabalhos;

• Comunicar ao Centro de Controle o término dos serviços realizados no campo e entrega da rede,
informando o estado da mesma para a Operação;

• No final dos trabalhos, certificar-se de que o sistema é deixado em condições adequadas e seguras
para a retomada do serviço regular e devolver a instalação ao Centro de Controle;

• Comunicar, de imediato, aos Supervisores e Técnicos de Segurança qualquer incidente que ocorram
com sua equipe, bem como as situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de
outras pessoas;

• Aplicar Stop Work, sempre que necessário.


O Encarregado de Trabalhos conduz as operações a partir do solo e deve supervisionar, e não participar da
execução da (s) atividade (s), ainda que parcial.

7.5.3.2.3 Responsabilidades e Tarefas do Pessoal Operativo

• Participar da reunião de equipe que se realiza antes de cada execução do trabalho, prestando atenção
às tarefas atribuídas, ao planeamento do trabalho e à programação delineada pelo Encarregado de
Trabalhos;
• Fazer sugestões e manter-se informado sobre todos os detalhes, para que não tenha dúvidas sobre
a tarefa atribuída;

• Verificar sempre, antes de iniciar qualquer trabalho, se os equipamentos, ferramentas e equipamento


de proteção individual - EPI usados estão nas condições adequadas;
• Realizar a tarefa atribuída de acordo com os procedimentos de trabalho estabelecidos e as
orientações acordadas com o Encarregado de Trabalhos;

• Ajudar a garantir a segurança pessoal e coletiva da equipe;


• Utilizar os equipamentos, ferramentas e equipamento de proteção individual - EPI com o máximo
cuidado para evitar danos, e em conformidade com a Instrução de Trabalho - WKI-HSEQ-HSE-18-
0085-INBR - EPI_EPC;
• Informar imediatamente quaisquer irregularidades ao Encarregado de Trabalhos;
• Não usar colares, anéis ou objetos metálicos (moedas, chaveiros, cintos com partes metálicas) ou
transportar objetos inflamáveis, fósforos, isqueiros ou celulares;

• Fazer utilização da Stop Work se for necessário.

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7.5.4. Execução de Atividade em Tensão (Rede Energizada)

A execução de atividades em linha viva na rede elétrica deve observar as diretrizes definidas em Instruções
de Trabalho especificas.
No caso de trabalhos em média tensão, devem ser executadas em conformidade com WKI-HSEQ-HSE-18-
0102-INBR - Manutenção em Redes Energizadas de Distribuição nas classes de tensão de 11,4 kV a 34,5
kV.
Deve ser destacado que no caso de linhas MT faz se necessário a desabilitação da função de religamento
automático (DRA) em toda a cadeia de equipamentos que possuem esta função, do local de trabalho até a
cabeçeira da linha MT.
Em todo caso, havendo conexões de fontes de suprimento de outras partes (Outros distribuidores, geradores,
etc.), as devidas tratativas operativas devem ser garantidas por parte do Centro de Controle no processo de
aprovação do Plano de Trabalho, de forma a garantir a efetiva desabilitação das funções de religamento
automático / automatismos, bem como evitar qualquer tentativa de religamento manual sem prévia
coordenação entre as partes.
Em caso de indisponibilidade da supervisão dos equipamentos de proteção, deve ser garantida a extração da
função de religamento localmente. Em todo caso, a condição de função de religamento desabilitada deve
estar claramente identificada nos controles operativos à disposição do Centro de Controle, com mecanismos
de bloqueio ou alerta de tentativas de habilitação da função ou fechamento não intencional do equipamento
(em caso de abertura acidental durante a execução dos trabalhos).
O religamento de uma instalação que esteja entregue para execução de trabalhos em tensão somente é
permitido após contato do Centro de Controle com o respectivo Encarregado de Trabalhos. Por este motivo,
o Plano de Trabalho deve obrigatoriamente constar o máximo de possibilidade de contato entre as partes.
Adicionalmente as equipes devem possuir equipamentos que identifiquem a ausência e tensão na rede
elétrica sob intervenção, buscando de forma proativa contactar com o Centro de Controle, informando sobre
a situação, ainda que absolutamente normal.
Uma vez que a viabilidade do trabalho é avaliada positivamente e a preparação do trabalho é concluída, a
fase de execução do trabalho pode ser iniciada. Durante esta atividade é necessário assegurar que os
trabalhos sejam realizados conforme previamente estabelecido, através da implementação das medidas de
prevenção e proteção fornecidas.
Ao realizar trabalhos com instalações em tensão (energizadas), o Encarregado de Trabalhos responsável por
este tipo de serviço deve solicitar ao Centro de Controle a autorização para início das atividades, que é
concedido apenas após o bloqueio do religamento automático e bloqueios de automatismos da instalação
elétrica onde é executado o serviço, conforme definido previamente no Plano de Trabalho em tensão.
No caso de trabalhos programados, a equipe informará o número de uma Ordem de Serviço Programada
(Plano de Trabalho) e unidade cadastral onde serão realizados os trabalhos, e assim o Centro de Controle
efetuará as ações operativas sobre os equipamentos para os quais devem ser bloqueados o religamento e
bloqueio de automatismos necessários para a execução do serviço.
No caso de Trabalhos emergencial, a Equipe de Campo deve informar a unidade Cadastral, repassando os
detalhes da condição da rede bem como da extensão e gravidade do dano / avaria, para a devida preparação
do Plano de Trabalho, neste caso pelo Centro de Controle.

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Após a conclusão, a equipe informará o Centro de Controle, o qual procederá então com as tratativas
necessárias para a inserção do religamento e dos automatismos necessários nos equipamentos onde foram
previamente retirados.
Nos serviços em Linha Viva as condições meteorológicas devem ser as mais favoráveis possíveis. Conforme
as condições em que o tempo se apresentar a equipe deve seguir as seguintes orientações:

Condições Meteorológicas Método de Trabalho Procedimento da Turma


À distância
Tempo Bom O trabalho pode ser iniciado e concluído.
Ao contato
O trabalho não deve ser iniciado, mas as operações
À distância
em fase final podem ser concluídas.
Chuva Fraca
O trabalho não deve ser iniciado e as operações em
Ao contato
andamento devem ser interrompidas.
Chuva Forte Neblina À distância O trabalho não deve ser iniciado e as operações em
Tempestade Ao contato andamento devem ser interrompidas.
À distância Verificar se a situação permite a execução ou a
Vento
Ao contato continuidade dos trabalhos.
Tabela 01 - Condições meteorológicas

Outros aspectos importantes a serem observados para a realização de intervenção em tensão na rede
elétrica:

• A desconexão ou corte de condutores sujeitos a estresse mecânico não é permitido, a menos que
este estresse seja previamente eliminado pelos meios adequados (efeito mola);

• No caso específico de atividades de trabalho realizadas por meio de contato direto: as peças
energizadas que são objeto da atividade de trabalho devem ser incluídas na zona de intervenção e
devem estar localizadas somente em frente à face do operador;

• As peças em potencial diferente (fases, neutro, massas) que se encontrem na zona de intervenção
devem ser separadas por meio de mantas isolantes;

• O estado dos componentes que são objeto da atividade de trabalho deve excluir o perigo de quebras
e deslocamentos das peças metálicas energizadas, bem como o perigo de curto-circuito;

• Verificar, por meio de possíveis especificações de controle/verificação, se houver, a integridade e,


portanto, a possibilidade de uso seguro de todos os equipamentos, ferramentas, instrumentações e
EPI necessários à execução da atividade específica.

• Verificar se o profissional que realiza a atividade de trabalho em tensão utiliza o EPI e o equipamento
exigido.
• Verificar se o (s) profissional (is) que executa (m) a atividade (s) de trabalho em tensão pode trabalhar
em um local estável com as duas mãos livres.
• Verificar se as massas que não estão protegidas contra contato indireto (por exemplo, possíveis cabos
de suporte metálico) e com as quais o operador pode entrar em contato durante a atividade de
trabalho não estão energizadas.

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• Verificar se não existem outras peças energizadas que sejam acessíveis a uma distância menor do
que a DV (assim como a DL) dentro da área de trabalho e, se não, adotar a medida preventiva e de
proteção necessária (por exemplo, coberturas isolantes).

• Verificar se a área de trabalho está livre de obstáculos e encontra-se marcada adequadamente (por
exemplo, com barreiras plásticas, estacas, fitas de sinalização etc.). Somente o Encarregado de
Trabalhos e os empregados autorizados para este trabalho têm permissão para ingressar nesta zona.
• Verificar se os riscos (incluindo de incêndio e explosão) foram eliminados.
Se durante uma fase do trabalho se verificar que é necessário modificar o que foi previamente estabelecido,
isto deve ser realizado antes da execução do trabalho em questão, através de um novo planejamento (Novo
Plano de Trabalho).
Se uma atividade de trabalho tiver que ser suspensa, o Encarregado de Trabalhos deve tomar todas as
medidas necessárias para deixar a instalação e os equipamentos em condição de segurança.

7.5.5. Comunicação Durante a Execução da Atividade

Quando são realizados trabalhos com risco elétrico, as comunicações devem ter determinadas características
para garantir a segurança. As comunicações cumprem basicamente três finalidades:
• Documentar a informação transmitida e recebida para que possa ser utilizada pelos empregados que
operam posteriormente;

• Permitir a possível avaliação de responsabilidade;

• Transmitir com segurança informações entre os operadores que operam simultaneamente.


A interação constante e permanente entre o Encarregado de Trabalhos e o Centro de Controle deve ser
assegurada através do estabelecimento de meios de comunicação adequados e eficazes. Os sinais ou
alertas não se enquadram na categoria de comunicação.
Em caso de não disponibilidade destes meios, o trabalho não é realizado. O contato entre o Encarregado de
Trabalhos e o Centro de Controle no início dos trabalhos deve corresponder também a um teste de efetividade
da comunicação. E sempre que houver deslocamentos significativos dentro da área autorizada no Plano de
Trabalho, um novo teste de comunicação deve ser realizado, partindo do Encarregado de Trabalhos, para
confirmar o atendimento a este quesito.
Para evitar erros quando a informação é transmitida verbalmente, o destinatário deve repetir a informação ao
remetente, que deve confirmar que foi corretamente recebida e compreendida.
A comunicação também entre o Encarregado de Trabalhos e profissionais sob sua coordenação deve ser
também sempre de forma eficaz, protocolar, em todo garantido o devido entendimento por parte do receptor
através da conformação de entendimento da mensagem emitida.
Apenas o Encarregado de Trabalhos dará autorização aos profissionais sob sua responsabilidade, para iniciar
a atividade de trabalho.

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7.5.6. Delimitação e Entrega da Área de Trabalho

A delimitação da área de trabalho deve ser definida e claramente identificada na instrução de trabalho WKI-
HSEQ-HSE-18-0086-INBR - Sinalização viária.
Ao localizar a área de trabalho, o Encarregado de Trabalhos assegura a adoção das medidas para o controle
dos riscos elétricos dentro desta área (mas não noutro local).
Após a entrega, as condições elétricas da instalação dentro da área de trabalho não devem ser modificadas,
e devem estar nas condições previstas para executar o trabalho com segurança. Qualquer alteração deve ser
acordada com o responsável da unidade responsável pela execução dos trabalhos.
Tanto a entrega da instalação como a sua devolução deve ser documentada. Soluções alternativas à
documentação de entrega só são permitidas se esta nova solução atingir um nível equivalente de
confiabilidade e rastreabilidade.

7.6 Trabalhos em Redes Elétricas Desenergizadas

Uma instalação elétrica ou parte dele é considerada desenergizada somente após a implementação efetiva
das medidas de segurança necessárias para definir uma Zona Protegida e Zona de Trabalho (aplicação das
regras de Ouro).
Para garantir o cumprimento das 05 Regras de Ouro, é importante que a equipe de trabalho conheça a
instalação elétrica e localize a área onde a obra é realizada para determinar com clareza a Zona Protegida e
a Zona de Trabalho. A equipe de trabalho deve identificar os pontos de instalação elétrica onde cada uma
das etapas das cinco regras de ouro é aplicada e selecionar os respectivos equipamentos e elementos de
proteção individual (EPI) a serem utilizados.
A seguir, estão apresentadas de forma resumida as medidas de segurança necessárias para definir uma Zona
Protegida / Zona de Trabalho. Deve ser destacada, no entanto, que a sequência das ações necessárias para
a implementação de uma Zona Protegida, seguida em sequência de uma Zona de Trabalho, as diretrizes a
serem observadas em cada etapa bem como as Instruções de Trabalho que detalham as diretrizes de
implementação de cada regra aplicável estão descritas na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-
EDBR - Diretrizes e Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada

7.6.1. Zona Protegida

A Zona Protegida é toda área isolada de uma instalação elétrica devido a atividades programadas ou não
programadas, delimitada pelos pontos de seccionamento da instalação elétrica devidamente desligados,
constatado ausência de tensão, impedidos de reenergização, e sinalizados.
Para a criação da Zona Protegida, o Centro de Controle coordenará com as Equipes em Campo / Operador
Local a realização dos seguintes passos:
a) Executar Análise Preliminar de Risco (APR) e registrar em meio físico ou digital;
b) Implementar as medidas de sinalização viária (onde aplicável), em cada ponto onde é efetuado as
ações mencionadas nos itens seguintes.
c) Desligar (seccionar), sob a coordenação do Centro de Controle todas as possíveis fontes de

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fornecimento;
d) Constatar ausência de tensão (comprovar);
e) Adotar medidas para evitar reconexões indesejadas (bloquear) e colocar placas de sinalização, capas
ou outro dispositivo nos pontos de seccionamento. Garantir também proteção adequada em
decorrência de interferências elétricas.

7.6.2. Zona de Trabalho

Nos trabalhos em rede desenergizada, após a criação da Zona Protegida, o Centro de Controle coordenará
com o Responsável pelo Desligamento a criação da (s) Zona (s) de Trabalho necessárias para realização das
atividades de intervenção na rede elétrica.
Uma Zona de Trabalho sempre estará contida em uma Zona Protegida e mais de uma Zona de Trabalho pode
estar dentro de uma Zona Protegida.
A implementação das medidas de segurança é responsabilidade do correspondente Encarregado de
Trabalhos definido para cada Zona de Trabalho, e seguirá resumidamente os seguintes passos:
a) Localizar a instalação elétrica, ou parte desta, que é objeto da atividade de trabalho;
b) Realizar Análise Preliminar de Risco (APR) e registrar em meio físico ou digital;
c) Constatar ausência de tensão para confirmar iniciar as intervenções;
d) Realizar o aterramento e curto-circuito das instalações elétricas;
e) Sinalizar, também com a instalação de impedimentos físicos, para demarcar o local de trabalho.
Deve ser destacado que ainda que todas as medidas de segurança tenham sido implementadas
adequadamente, antes de iniciar as atividades de trabalho ainda que em rede desenergizada (bem como no
decorrer dos trabalhos), o Encarregado de Trabalhos deve verificar se as condições atmosféricas e ambientais
são adequadas para realizar a atividade de trabalho, considerando a possibilidade de redução das
propriedades isolantes, redução de visibilidade e prejuízo à movimentação dos profissionais, etc.

7.6.3. Condições Especiais

A definição prévia das necessárias medidas de segurança (fase de planejamento da execução da atividade)
assim como a efetiva implementação destas, seguindo a documentação, organização e responsabilidades
definidas neste documento (e complementares) é requisito obrigatório em qualquer tipo de trabalho na rede
elétrica, incluindo atividades em circuitos de regulação auxiliar, transmissão remota, telecontrole, medição,
sinalização de alarme, etc.
Para a realização de atividades sem tensão em circuitos auxiliares de regulação, transmissão remota, controle
remoto, sinalização de alarme, etc., o curto-circuito e a ligação à terra dos condutores não é requisito
obrigatório, porém sem prejuízo da implementação das demais medidas de segurança necessárias
identificadas na fase de planejamento (ainda que de curto prazo) pelo profissional responsável pela execução
da tarefa.
Para realizar atividades nos circuitos de medição (alimentados pelos circuitos secundários de TC e TP), é
necessário garantir que em nenhum caso, a conexão do terminal aterrado secundário falhe. Adicionalmente:

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• Os circuitos secundários dos transformadores de corrente (TC) nunca devem ser interrompidos.
Para desconectar dispositivos alimentados por transformadores de corrente, seus terminais
secundários devem primeiro ser curto-circuitados;

• Os circuitos secundários dos transformadores de tensão (TP) nunca devem ser curto-circuitados.
Para desconectar os dispositivos alimentados pelos Transformadores de tensão, seus terminais
secundários devem ser isolados.

7.6.4. Organização do Trabalho

A complexidade da instalação elétrica (ou estrutura(s) desta) objeto da atividade de trabalho deve ser avaliada
pelo Responsável pelo Desligamento / Encarregado de Trabalhos antes do início de tal atividade, por meio
da Análise Preliminar de Risco apontando as possíveis dificuldades que podem ser encontradas por qualquer
empregado envolvido, em termos de instrução de trabalho à sua disposição, equipamentos, treinamento e
experiência.
A preparação das atividades de trabalho a serem realizadas em instalações devem ser feitas por escrito e
previamente para trabalhos programados, respeitando as particularidades de cada uma, com a elaboração e
emissão da documentação. Cada distribuidora pode possuir uma formalização de documento, mas se deve
incluir as informações requeridas nesta Instrução Operacional.

7.6.4.1. Unidades Responsáveis pelo Planejamento e Execução dos Trabalhos sem Tensão

Três unidades são identificadas para a execução de trabalho sem tensão:


1. Unidade responsável pela Gestão das Atividades de trabalho:
De forma macro, as responsabilidades relativas a esta Unidades são:
a) Elaborar e preparar o documento que contém o planejamento do trabalho e seus arranjos
organizacionais (Plano de Trabalho);
b) Planejar as etapas necessárias para desconectar ou reconectar a instalação elétrica, indicando a
Zona Protegida e Zona de Trabalho;
c) Planejar e programar as atividades de trabalho.
No contexto organizativo Enel, as atribuições desta Unidade nos trabalhos programados são exercidas pelas
Unidades Operacionais (UO) e unidades de ND quem é responsável pela organização executiva das
atividades de trabalho e pela preparação e elaboração do documento que contém os modos de execução
segura do trabalho (Plano de Trabalho em tensão).
Nos trabalhos emergenciais, as atribuições desta unidade de responsabilidade recaem (provisoriamente)
sobre o Centro de Controle com base nas informações recebidas das Equipes de Campo.
2. Unidade responsável pela Operação da Instalação Elétrica
De forma macro, as responsabilidades relativas a esta Unidades são:
a) Aprovar o plano de trabalho elaborado pela Unidade responsável pela Gestão das Atividades,
verificando sua compatibilidade com a configuração da rede e os impactos decorrentes da atividade
proposta;

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USOS INTERNO E EXTERNO
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Assunto: Diretrizes de Segurança e Medidas Organizativas para Atividades com


Risco Elétrico

Áreas de Aplicação
Perímetro: Brazil
Função Staff: -
Função de Serviço: -
Linha de Negócios: Infrastructure & Networks

b) Realizar as atividades operacionais destinadas a alterar o estado de uma instalação elétrica.


(Desconectar e conectar);
c) Realizar alterações da automação e proteção da rede (modificação das configurações de proteção
elétrica, inibição de reconexões automáticas, etc.) por Telecontrole, ou localmente por meio de um
profissional autorizado;
d) Liberar a instalação elétrica especificada no plano de trabalho para o empregado indicado
(Responsável pelo Serviço ou Encarregado/Chefe de Turma), e apenas com relação às atividades
operacionais necessárias para desconectar ou reconectar a instalação elétrica para o trabalho, pelo
tempo especificado no plano de trabalho. (Operação e Manutenção).
No contexto organizativo Enel, as atribuições desta Unidade são exercidas pelos correspondentes Centros
de Controle responsável pela instalação objeto da intervenção.
3. Unidade responsável pela execução dos trabalhos
Esta unidade, representada pelas equipes que realizam as intervenções demandadas sobre a rede elétrica,
tem normalmente as seguintes responsabilidades:
a) Verificar preliminarmente e partilhar com a unidade responsável pela gestão dos trabalhos, o
planejamento do trabalho e a organização dos mesmos mediante uma inspeção de análise previa no
local de intervenção;
b) Preparar o documento contendo os modos de execução segura do trabalho (Plano de Intervenção).
Esta unidade é responsável pela organização executiva das atividades de trabalho e pela preparação
e redação do Plano de Intervenção, documento contendo os modos de execução segura do trabalho.
No caso de atividades de trabalho realizadas por Contratistas, o Plano de Intervenção é emitido pelo
próprio Contratista.
c) Para o caso de trabalhos com empregados próprios, designar os operadores e o encarregado da
obra. No caso de trabalhos serem executados por uma empresa contratada, deve designar os
trabalhos a serem executadas pela mesma;
d) Verificar a disponibilidade de Instruções de Trabalho, equipamentos de proteção individual,
equipamentos de apoio relacionados com a correta execução dos trabalhos;
e) Executar os trabalhos;
f) Verificar a formação, competência e autorização dos membros das equipes de trabalho, conforme a
Instrução de Trabalho WKI-HSEQ-HSE-17-0003-INBR - Habilitação de Acesso a Áreas de Risco;
g) Propor melhorias e possíveis interferências dos trabalhos requisitando alteração de projeto quanto
aplicável.

7.6.4.2. Funções de Trabalho

Durante uma atividade de trabalho, as instalações elétricas devem ser colocadas sob a responsabilidade de
um empregado, o Responsável pelo Desligamento (Zona Protegida) e Encarregado de Trabalhos (Zona de
Trabalho). Nenhum trabalho deve ser realizado se estes agentes não forem designados no Plano de Trabalho
específico.

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Função de Serviço: -
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O detalhamento de todo o fluxo do processo de autorização de trabalhos em rede desenergizada AT, MT e


BT, seja programado ou emergencial, desde a etapa do planejamento, autorização e execução dos trabalhos,
assim como a definição das figuras envolvidas e correspondentes funções, documentação aplicável e demais
requisitos aplicáveis, estão descritos na Instrução de Trabalho WKI-OMBR-OeM-21-1346-EDBR - Diretrizes
e Responsabilidades para Trabalhos Programado e Emergencial em Rede Desenergizada.

7.7 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)

Para a execução de trabalhos em tensão e sem tensão, são necessárias ferramentas, equipamentos e
dispositivos que devem ser aprovados, certificados ou periodicamente testados e verificados, e verificados
visualmente antes do uso.
Os EPIs e EPCs a serem utilizados nas fases/situações específicas para o atendimento das condições de
segurança, juntamente com os equipamentos/ferramentas que garantem a proteção por duplo isolamento,
encontram-se listados em Instruções de Trabalho específicas para cada tipo de atividade por nível de tensão.
A seleção da classe de tensão do EPI/EPC deve ocorrer conforme tabela a seguir

Classe Tensão máxima de Uso (Volts)


0 1.000
1 7.500
2 17.000
3 26.500
4 36.000
Tabela 02 - Classes de tensão de equipamentos com propriedades isolantes

7.8 Vigência

Este documento deve ser aplicado em até 90 dias a partir da data de publicação.

8. ANEXO

8.1 Anexo Externo

• FOR-HeS-0001-EDBR - Entrega de Trabalho;


• FOR-HeS-0002-EDBR - Plano de Intervenção (PI).

• TPL-HeS-0001-EDBR - Guia Rapido_Diretrizes de Segurança e Medidas Organizativas para


Atividades com Risco Elétrico;

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Áreas de Aplicação
Perímetro: Brazil
Função Staff: -
Função de Serviço: -
Linha de Negócios: Infrastructure & Networks

8.2 Lista de Participantes

NOME E-MAIL UNIDADE FUNÇÃO


Health, Safety
Erika Beatriz Resp. Segurança do Trabalho de
erika.silva@enel.com and
Gomes Da Silva Unidade
Environment
Eugênia Maria de Health and
eugenia.faria@enel.com Especialista Sênior HSEQ
Faria Safety
Fábio Lopes da Health and Resp. Seg do trab. Areas Centrais e
fabio.lopes@enel.com
Silva Safety AT
Fabio Rogerio De Operation Analista Pleno Operação e
fabio.queiroz@enel.com
Queiroz Management Manutenção
Fabricio Carneiro
fabricio.pinto@enel.com Control Center Engenheiro Campo
Pinto
Filipe Ferraz
filipe.pinheiro@enel.com Control Center Especialista Operação e Manutenção
Pinheiro
Francisco Queiroz North Responsável Unid Oper Norte Área
francisco.queiroz@enel.com
Magalhaes Martins Territorial Unit Ceará
Jairo Lima da
jairo.costa@enel.com Quality Analista Pleno HSEQ
Costa
Joaquim Peixoto Dispatching Resp. Gerenc. e Controle de Unid.
joaquim.lourenco@enel.com
Lourenço and services Oper.
Operational
Johjan Alberto Head of Operational and Technical
johjan.barrios@enel.com and Technical
Isaza Barrios Training
Training
Jurandir Alves Operation
jurandir.junior@enel.com Head of Operation Management
Monte Junior Management
Larissa Silva Health and
larissa.moraes@enel.com Especialista HSEQ
Moraes Safety
Health, Safety
Matheus Aquino da Resp. Segurança do Trabalho de
matheus.silveira@enel.com and
Silveira Unidade
Environment
Rodrigo Keller Dispatching
rodrigo.antonio@enel.com Engenheiro
Antonio and services
Wagner Oliveira
wagner.alves@enel.com Control Center Especialista Oper e Manutenção
Alves

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