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Relatório de Observação – Sequências de vídeo Thais Lima sobre o livro

“Modernidade líquida” Zygmunt Bauman – Prof° Armando Macedo.


Ysabella Virginia do Nascimento Lunardi
RA: N474688 – Turma: PS6P41
Período: Noturno
Relatório: 1
Data: 17/08/2021

Relatório da observação:
Neste relato sobre a sequência de vídeos da youtuber Thaís Lima a respeito do livro
do filósofo e sociólogo francês Zygmunt Bauman que discorre sobre a modernidade
líquida, podemos compreender a partir da resenha do capítulo primeiro a respeito do
contexto histórico das transformações sociais e o prefácio, que diz como a
modernidade mudou a estrutura da vida de várias aspectos, não só econômico mas
social, que afeta todos assim como nas relações das pessoas e hábitos de
consumos.
Se fizermos uma interpretação baseada na teoria comportamental, podemos
compreender como o ambiente que é uma parcela do universo que tem relevância
pois afeta o responder ,ou seja, afeta não só a nós, como afeta o nosso
comportamento, assim entendemos que a modernidade que compõem nosso
ambiente não só nos afeta mas afeta a forma que nós nos comportamos, a forma
que respondemos a estímulos que nos são apresentados. Entrando de forma direta
na questão da liberdade e do nosso poder de escolha, assim como nos é
apresentado no tema principal do livro do Bauman tema do segundo vídeo da
sequência que trata da Liberdade humana e emancipação.
Mas para compreender a liberdade na modernidade líquida precisamos diferenciá-la
da modernidade sólida, esta que também nos é apresentada no livro, se trata do
modelo antigo, tradicional de dominação, que nos pode ser lembrado com figuras
como a igreja, a monarquia que regiam a sociedade, podemos pensar aqui como
uma estrutura sólida, parada, que é mais difícil de mudar, sendo que só foi possível
a mudança dando nova forma ao modelo panóptico (sólido). Agora o novo modelo
de dominação se mexe, possui fluxo e com isso se prolifera mais rápido abrindo
novas possibilidades mas criando obstáculos para se realizar pois sua liquidez o
torna instável, vivemos no pós panóptico somos obrigados a se adaptar conforme o
fluxo provendo uma falsa sensação de liberdade pois há uma limitação, como por
exemplo nossa imaginação que foi domesticada, claro que isso são vestígios do
modelo tradicional pois este ainda convive conosco, como por exemplo podemos
ver a família real britânica.
Essa pauta da liberdade é importante para teoria comportamental, a pergunta
principal é se o comportamento humano é manipulado por suas consequências
advindas de interações ambientais, ele é livre? Afinal até mesmo ato de decidir algo
é um comportamento que sofre interferências ambientais, tal como as possibilidade
que a modernidade e a tecnologia oferece, então o que resta de autonomia e
liberdade para o ser humano? Ora se há variáveis ambientais que determinam e
controlam o comportamento procurá-las e investigá-las as torna passível de
mudança, ou seja, é possível alterar o comportamento buscando suas causas nas
suas relações ambientais, compreender isso e poder manipular devolve de certa
forma essa autonomia e liberdade.
Mas liberdade também é um sentimento gerado quando somos reforçados
positivamente (uma consequência positiva) sentimos que fazemos o que queremos,
gostamos e escolhemos mas se o reforçamento positivo pode gerar relatos de
sentimento de liberdade, relações comportamentais coercitivas (de punição e
reforço negativo) pode gerar uma "luta" pela liberdade, o que nos remete ao capítulo
segundo do livro que trata da individualidade na modernidade líquida. Quando
pessoas são proibidas de emitir certos comportamentos e obrigadas a emitir outros
surge a possibilidade de que se revoltem contra esse tipo de controle coercitivo que
gera ansiedade, raiva, tristeza, além de que a imprevisibilidade do futuro devido a
tantas mudanças geram uma profunda sensação de angústia
De exemplos de que a modernidade alterou além da economia mas também as
relações humanas podemos ver neoliberalismo, que é a expressão econômica da
liquidez, que veio trazendo a promessa de que a privatização econômica traria
liberdade de autoridades ,ou seja, removendo os obstáculos que impedem a ação,
mas na verdade as autoridades não foram abolidas e sim criaram novos tipos de
autoridades, estes agentes do fluxo que seduzem através de marketing e promessa
as pessoas a escolherem livremente qual autoridade irão servir e consumir ,ou seja,
a forma de liberdade que a modernidade líquida oferece é te obrigando a estar no
meio da lógica de mercadoria, sociedade e consumo, onde a liberdade só é
alcançada por meio de uma dependência de autoridade econômica, assim as
pessoas confundem hábitos de consumo com estilos de vida ,ou seja, a
personalidade das pessoas são baseadas não mais no meio social e sim pelo
consumo seja de forma física ou cultural ,assim os vínculos sociais e a sociedade
em si vai sendo abandonada pela individualidade devido a essa cadeia de consumo,
empobrecendo o repertório comportamental dos indivíduos pois as trocas com o
ambiente e experiências são substituídas pela praticidade tecnológica ,por exemplo
ao invés de entrar em contato com o vendedor da loja que vai de alguma forma
interferir no meu comportamento eu posso comprar algo a partir de um aparelho
sem a necessidade de contato social.

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