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31/10/2019

Lubrificação e
Lubrificantes

Prof. Elvys Mercado Curi

Lubrificação
No deslizamento dos metais, o coeficiente
de atrito tem uma alta taxa, a média é 0,5;
produzindo-se altas forças de atrito,
perda de energia e desgaste.
O lubrificante se introduze entre as duas
superficies em deslizamento, reduzindo-
se o coeficiente de atrito e seu desgaste.
Ao lubrificar não sempre se consegue
impedir o contato entre asperezas, mas
se reduze sua área de contato, as tensões
de cizalhamento, as adherencias e soldas
entre asperezas e a perda de energia.
Os lubrificantes podem ser sólidos,
liquidos ou gases. Su seleção depende
dos parâmetros de pressão, temperatura,
velocidade, propriedades mecânicas e
químicas dos materiais, etc. Fan X., Xue Q., Wang L. Carbon-based solid–liquid lubricating coatings
for space applications–A review, Friction, Vol. 3, pp 191-207, 2015.

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Lubrificação
• Processo que reduz o atrito entre
duas superfícies em movimento
relativo
• Todo elemento que reduza o atrito é
um lubrificante.

Neste exemplo de lubrificante sólido, as camadas de


grafeno crescem com catalisadores de metal Cu e Ni
por deposição química a vapor e se transferem para o
OBJETIVO: substrato SiO2/Si mostram características superiores
de adesão e de atrito. As camadas de grafeno
• Evitar ou reduzir o contato metal-metal reduzem eficazmente as forças de adesão e de atrito,
entre superfícies em rolamento ou os filmes e multicamadas de grafeno que eram poucos
deslizamento. nanômetros de espessura tinham baixos coeficientes
de atrito comparáveis ao de grafite em massa. (Fonte:
• Garantir o tempo de vida de serviço American Chemical Society)
suficientemente comprida.
http://www.nanowerk.com/spotlight/spotid=21472.php

Fonte: Bharat Bhushan, MODERN TRIBOLOGY HANDBOOK Volume Two Materials Coatings,
Selecção dos Lubrificantes

and Industrial Applications,New York Washington, D.C. edition CRC Press, pag. 54, 2001
Considerando Velocidade e Carga
Sólido lubrificante
Incremento da pressão de contato
Incremento de velocidade

Graxa

Óleo

Diminuição da
viscosidade

Gas

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Funções do Óleo Lubrificante


TIPOS DE LUBRIFICANTES
Óleo Controle do Atrito. A adequada selecção
*Parafínicos
Minerais *Nafténicos Aditivos Lubrificante da viscosidade e aditivos reduze o atrito
comercial e conserva ao lubrificante.
Graxos óleos Básico
Óleos Controle do desgaste. Al reduzir o atrito se
Graxos
Compostos disminui o desgaste.
Minerais
Sintéticos Controle da temperatura. O lubrificante se
Complexo de Cálcio e Chumbo desempenha como agente de esfriamento
Cálcio al deslocar o calor às zonas altas a frías.
Graxas Sódio
Alumínio •Grafito
Controle de Ferrugem e Corrosão. Os
lítio aditivos forman una camada protectora
•Bisulfato de molibdénio
Grafitados que se adherem às partes metálicas
Sem sabonete •PTFE
•Películas Secas produzindo-se uma reacção entre este
C. Betuminosas •Penetração iónica aditivo e o metal que protege da corrosão.
Lubrificante sólido •Metais
Selado: O filme formado entre corpos e
contracorpos atúa como selo de gases
entre um compartimento e outro.

Régime de Lubrificação Lubrificação Elásto-hidrodinâmica:


Lubrificação Hidrodinâmica:
A pressão local na
As superfícies são separadas por um aspereza é alta e a altura
filme lubrificante maior que a altura da do filme lubrificante é
aspereza das superfícies em pequena. Velocidade constante
deslizamento. •As asperezas têm
A pressão hidrostática causa notáveis deformações
pequenas distorções elástica nas elásticas na superfície.
asperezas. •Embora de ser pequena
No regime de lubrificação a altura do filme
hidrodinâmica não existe nenhum lubrificante não há
contato entre asperezas contato entre asperezas.
Corpo 1 •No regime de
lubrificação lubrificação Elásto
hidrodinâmico ou Lubrificante hidrodinâmico não existe
lubrificação total contato entre asperezas.
Corpo 2

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Régime de Lubricação Lubrificação limite:


•Durante a lubrificação parcial aparecem pressões
Lubrificação Mista: e temperaturas muito elevadas nos pontos de
Devido a uma espessura contato metálico.
insuficiente do filme lubrificante •Se o lubrificante contem aditivos apropriados, se
ocorrem contatos metálicos em produzem reações entre os aditivos e as superfícies
algumas partes. Isto ocorre pelo metálicas. Assim, se formam produtos de reação
atrito misto. com capacidade lubrificante que originam a
Na Lubrificação Mista, tanto o formação de uma camada limite.
filme de óleo, assim como a • há contato entre asperezas com deformações
capa limite tem importância na plásticas, algumas pequenas soldas entre
lubrificação. asperezas poderiam ocorrer.

Corpo 1 Corpo 1
Na Lubrificação Limite, o
Lubrificante Lubrificante comportamento depende em
primeira linha das qualidades
Corpo 2 Corpo 2 da camada limite.

Camada Limite Filme Lubrificante Camada Limite Filme Lubrificante

Viscosidade •Afeta a geração de calor nos rolamentos,


cilindros e engrenagens devido ao atrito
Define-se como a resistência do líquido
interno do óleo.
a fluir. A viscosidade é a propiedade
• O calor afeta as propriedades selantes do
física mais importante do lubrificante
óleo e sua velocidade de consumo.
líquido, devido a que deve manter e
conservar sua habilidade de fluir e Leis do atrito do fluido
proteger as partes das máquinas em •As partículas próximas à camada superior
diferentes temperaturas e condições. móvil se movem à velocidade de contato das
placas (V).
y τ y •As partículas da parte inferior fixa, tendrán
V0 B V0 h
h sua velocidad nula.
h

x A
τ 0
•No intermedio as partículas do fluido se
V0 movem seguindo a lei da mecánica dos fluidos.
Vo
  Corpo em Movimento
h
• É uma das responsaveis da formação
da camada de lubricação, e da
espessura desta Corpo Fixo

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Óleos Lubrificantes Óleos Minerais


O mais comun dos lubrificantes liquidos é Cadeia de hidrocarboneto dos óleos Parafínico
óleo mineral, o qual é composto de diferentes
cadeia de hidrocarboneto com peso médio C C C C C C C C C C C C C C C C

molecular desde 300 a 600. Predomina o óleo


saturado de cadeia comprida chamada de Hexadecano
Parafínico, está comprende de 20 a 30
átomos de carbono. O óleo mineral de cadeia Cadeia de hidrocarbonetos dos óleos Nafténicos
de anel agrupadas de 5 a 6 hidrocarbonetos C C C C
com 20 carbonetos no anel são chamados de C C C C C C C
Nafténicos.
Em menor proporção estão os óleos Ciclopropano Ciclobutano Metil-ciclopropano
saturados aromáticos, que se compõe de um Cadeia de hidrocarbonetos dos óleos Aromático
o mais aneis de benzeno.
C C
Os óleos sintéticos tambem são amplamente
C C C
usados em condições que superam o
desempenho do óleo mineral, por exemplo C C C
em altas temperaturas ou baixo ponto de
C C
inflamação.

Óleo Base Mineral


Hidrocarbonetos Hidrocarbonetos Hidrocarbonetos
Cadeia de Hidrocarbonetos
Parafínicos Nafténicos Aromáticos

Parafínicos Parafínicos Ramificados

Naftenicas Parafinicas
Baixa resistência à oxidação elevada resistência à oxidação
baixo ponto de congelamento elevado pour point
baixo índice de viscosidade elevado índice de viscosidade Nafténicos Aromáticos
alta volatilidade baixa volatilidade
baixo ponto de inflamabilidade alto ponto de inflamabilidade
Não é baixa sua gravidade baixa gravidade específica
específica

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Óleo Lubrificante Mineral Viscosidade em função


da Temperatura
A viscosidade do óleo mineral
depende de sua composição, uma
alta viscosidade está asociada a um

Viscosidade Absoluta μ (mPa.s)


alto peso molecular.
Uma propiedade importante a
considerar nos óleos é a
dependencia da viscosidade com a
temperatura.
O comportamento de óleos minerais
é mostrado na seguinte figura na
Carta da Viscosidade Dinámica ou
absoluta em função da Temperatura.
A escala da temperatura é escalar
emquanto que a escala da
Viscosidade é logaritmica.

Temperatura, (°C)

A Viscosidade de qualquer óleo mineral pode


Viscosidade em Função da Temperatura ser determinado com modelos matemático ou
•Para denominar a viscosidade do óleo graficamente con uma carta semilogaritmica.
em ISO se considera a 40 ºC. A outras
temperatura se menciona como Equação Modelo Coeficiente e constantes
de
viscosidade de operação.
Arrhenius B
 : viscosidad dinámica
•Toda comparação de viscosidade é à   A.e T A e B: constantes
temperatura de 40 ºC dependentes do líquido
Walther Onde A e B são constantes
•A maioría dos catálogos dão log10 log10    A  Blog10 T  do óleo
informação da viscosidade a 38 ºC e a
100ºC. Com estes dados se trazar a Pouseville 0: viscosidade dinámica a
recta que relaciona a viscosidade e a 
0 0º C
1  T   T 2
temperatura e obtem-se a viscosidade a T: A temperatura en ºC.
outras temperaturas. ,: coeficientes
constantes.
•Com os dados da viscosidade a 38ºC e Número Donde n e C são
a 100 ºC se pode calcular os de log10 log10   0,8  n log10 T  C constantes do óleo.
Hersey
coeficientes dos modelos matemáticos
propostos em função da temperatura.

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Viscosidade e temperatura

Equação Modelo Coeficiente e constantes


de
Arrhenius B
 : viscosidad dinámica
  A.e T A e B: constantes
dependentes do líquido
Walther Onde A e B são constantes
log10 log10    A  Blog10 T  do óleo

Pouseville 0: viscosidade dinámica a


0 0º C

1  T   T 2 T: A temperatura en ºC.
,: coeficientes
constantes.
Número Donde n e C são
de log10 log10   0,8  n log10 T  C constantes do óleo.
Hersey

Classificação dos Óleos Graxas Lubrificantes


Os lubrificantes se classifica em:
As graxas lubrificantes são produtos sólido a
Óleos minerais: A maioria dos óleo
semifluido proveniente da dispersão do agente
lubrificantes são derivados do petróleo, e espessante no líquido lubrificante. (ASTM).
se clasificam pela organização de seus
cadeias de hidrocarboneto e são: Grasa = Espesante + lubrificante liquido + aditivo
parafínicos, nafténicos ou aromáticos.
Óleos graxos: São óleos de origem vegetal
Composição = (3 a 25 %) + (75 a 96 %) + (0 a 10 %)
ou animal. A vantagem destes óleos é sua
aderência às superfícies metálicas. As grasas são empregadas onde os óleos não
Óleos compostos: São óleos minerais poden ser aplicados por escurrimento destes.
misturados com óleos graxos. Seu consumo está entre 5 a 10 % como
Óleos Semissintético: Se obtém realizando lubrificante mas en rolamento é usado entre 80
um refinamento do tipo hidrocracker dos a 90 %
óleos minerais, é dizer, se utiliza
hidrogênio a elevadas temperaturas e (Fonte: Carreteiro - Lubrificantes e Lubricação -
pressões para hidrogenar e quebrar as Livro).
moléculas dos compostos de elevada
massa molar.

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Classificação dos óleos lubrificantes

Por Viscosidade Por Condições de Serviço

Engrenagem Automotrizes Lubrificantes


Industriais EEUU Industriais Motor a Motor Trans- Carro Motor Motor
Gasolina Diesel missão Motor a Veiculo Veiculo
gasolina Pesados Militar
Motor Engrenagem ou diesel Diesel
Ligeiro

Óleo Graso Óleo Mineral Óleo Semisintético Óleo Sintético


Origem vegetal Derivado do Se refina quebrando moléculas Síntesis de compostos químicos
ou animal petróleo processado de elevada massa molar de baixo peso molecular
de 1 a 25%.

Óleo Nafténico Óleo Compuesto Óleo Parafínico Óleo Aromático Polialfaolefinas PAO Poli glicoles

+
Combustível Aditivo R&O Aditivo EP R&O Aditivo R&O, Aditivo R&O Detergente, Esteres Esteres
Inhibidor corrosão EP, dispersante melhorado orgánicos fosfatados
e Ferrugem Antides- gaste Índice de Viscosidade

Fluorocarboneto poll fenil ester

Óleo Óleo de Óleo de


Óleo Óleo
de Compre Engra- Silicones di esteres
Hidráu de
Motor ssores nagens
-lico Motor
2T

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Óleos de :
Índice Viscosidade Uma possível divisão dos
Baixo IV= 0 a 30 (LVI)
•A viscosidade dos lubrificantes Óleos lubrificantes
varía com a temperatura. Medio IV= 40 a 60 (MVI)
minerais considerando o
•Dependendo do tipo de óleo Altos IV= 80 a100 (HVI) índice de viscosidade é:
base, esta variação é menor ou Multigrados IV de 120 ou
maior. mais
Índice Tipo de produto
Índice de Viscosidade Menor que 10 Aromático
Indice de Típicos 10 a 50 Nafténico
Viscosidade 50 a 80 Mixto
Viscosidade

•IV Óleos de base


naftenica 45 Maior a 80 Parafínico
Muito Alto •IV Óleos de base
IV (135) parafínicas 90
Alto IV (95) •IV Óleos de base
polialfaolefinas 150
Baixo IV (65)
•IV Óleos de base
poliglicoles > 150

Comparação das Viscosidades Para determinar o índice VI do óleo se


segue o procedimento da figura. Se toma
Para determinar o Índice de Viscosidade, Óleos com VI=0 e VI=100 que tenha a
se compara a viscosidade dos óleos mesma viscosidade a 100ºC que o óleo em
conhecidos com outros óleos análise.
desconhecidos, tomando como
referencia aos Óleos nafténicos (IV = 0) e
os parafínicos (IV = 100)

VI=0

H VI=100

L-y 100 T (ºC)


VI(%)= 100
L-H

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Índice de Viscosidade Diferença entre Grau e Índice de


Viscosidade
Uma possível divisão dos Óleos A viscosidade do lubrificante define-se
considerando-se o índice de como a resistência a escoar devido à tensão
viscosidade é: de cisalhamento, a qual se fundamenta com
a lei de Newton dos fluidos:
Índice IV Tipo de producto
ζ = μ.(dv/dh).
Menor que 10 Aromático
10 a 50 Nafténico O grau de viscosidade (μ) do lubrificante se
50 a 80 Mixto determina com ensaios nos viscosímetro de
Mayor a 80 Parafínico Saybolt, Engler ou Redwood.

O índice de viscosidade é uma relação entre


dois ensaios de viscosímetro a 100°F ou
210°F a que se calcula mediante o gráfico
de Dean e Davis (Quanto maior seja o I.V. do
óleo, mais estável será ante as variações de
temperatura).

Óleos Mais resistentes


Estabilidade à Oxidação Parafinas
A estabilidade à oxidação (ASTM D943, D2272, Naphthenes
D2893, D1313, D2446) é a resistência de um Aromatico
lubrificante à degradação molecular ou rearranjo a Asfaltenos
temperaturas elevadas no ambiente de ar comum. Insaturados Menos resistentes
Óleos lubrificantes se oxidar quando são expostos
ao ar, particularmente a temperaturas elevadas,
Se melhora a estabilidade à oxidação
isto influência na vida do óleo.
removendo os óleos aromáticos do tipo
A taxa de oxidação depende do grau de
hidrocarboneto e moléculas contendo
refinamento do óleo, temperatura, presença de
enxofre, oxigénio, azoto, etc. Isto se
catalisadores de metal e condições de
consegue através da refinação.
funcionamento. Está aumenta com a temperatura.
O óleo mais refinado tem melhor
A oxidação de óleos é um processo complexo.
estabilidade à oxidação. Também é mais
Diferentes compostos se produzem a diferentes
caro e tem características de lubrificação
temperaturas. Por exemplo, a cerca de 150 °C se
limite mais pobres, de modo que a
produz ácidos orgânicos, enquanto que a
seleção de óleo para uma aplicação
temperaturas mais elevadas formam-se aldeídos.
específica é sempre um compromisso,
As taxas de oxidação variam entre os diferentes
dependendo do tipo de trabalho que se
compostos, como mostra a seguinte ilustração.
espera que o óleo produza.

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Oxidação
A oxidação se controla com aditivos que
atacam os hiperóxidos formados nos
estádios iniciais da oxidação ou se
quebram os mecanismos de reacção em
cadeia eliminando os radicais livres.
Os produtos de oxidação geralmente
consistem em compostos ácidos, lamas e
lacas. Todos estes compostos fazem com
que o óleo se torne mais corrosivo, mais
viscoso e também provoque a deposição
de produtos insolúveis nas superfícies de
trabalho, restringindo o fluxo de óleo nas
unidades operacionais. Isso interfere com
o desempenho da unidade.
A estabilidade à oxidação é uma
característica de óleo muito importante,
especialmente onde é necessária vida
prolongada, exemplo: Turbinas,
transformadores, unidades hidráulicas e
de transferência de calor, etc.

Teste de Acidez e Alcalinidade do Lubrificante


Quando o lubrificante oxida aumenta sua acidez.
O teste da acidez ou alcanilidade do lubrificante
se realiza por análises químico usando a norma
ASTM D974, D664. No análise se mede o
hidróxido de potássio ou ácido clorídrico em
miligrama por cada grama de óleo, neutralizando
o composto acido o básico.
A norma ASTM D664, determina o número total
de acido – TAN (Total Acid Number) ou número
de conposto básicos – TBN (Total Basic Number)
para óleos alcalinos.
O TAN se modifica durante a utilização dos óleos
dada sua tendencia à oxidação em uso. Por isso
se estaberlce um número indicativo de acidez
para a mudança de óleo.

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Os lubrificantes com ligações aromáticas e grupos


Estabilidade Térmica metilo como cadeias laterais exibem um limite de
Quando é aquecido o óleo acima de estabilidade térmica de cerca de 460 °C.
certa temperatura começará a Os aditivos utilizados para a melhoria da
decompor, mesmo se não há oxigênio. A lubrificação têm geralmente uma estabilidade
estabilidade térmica é a resistência do térmica inferior à dos óleos de base. Em geral, a
lubrificante à degradação molecular ou degradação térmica do óleo ocorre a temperaturas
rearranjo molecular a temperaturas muito mais elevadas do que a oxidação.
elevadas na ausência de oxigénio.
Quando os óleos minerais aquecidos
quebram para baixo se produz metano,
etano e etileno. A estabilidade térmica
pode ser melhorada pelo processo de
refinação, mas não por aditivos.
Os óleos minerais com uma
percentagem substancial de ligações
simples C-C têm um limite de
estabilidade térmica de cerca de 350 °C.
Os óleos sintéticos, em geral, exibem
uma melhor estabilidade à oxidação do
que os óleos minerais. No entanto, pode
haver exceções.

Aditivos
Modificam as propriedades físicas e químicas
do óleo lubrificante
Óleo Básico Aditivos Óleo Lubrificantes
Aditivos para lubrificantes Refinado Acabados

Os aditivos dividem-se em dois grandes grupos:


Inibidores destinados a retardar a degradação
do óleo atuando como detergente-dispersantes,
antioxidantes, anticorrosivos, agentes
antidesgaste, agentes alcalinos e agentes
antiemulsificadores.

Aditivos que melhoram as qualidades físicas


básicas com ação sobre o índice de
viscosidade, o poder antiespumante, o selado, a
oleosidade, a extrema pressão e a rigidez
dielétrica.

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ANTIOXIDANTES 0 INHIBIDORES DE OXIDAÇÃO


Os lubrificantes básicos se oxidam e se degradam, pelo que um lubrificante usado
adquire uma cor obscura e aumenta sua viscosidade além de modifica seu cheiro. O
retardo da oxidação se realiza com aditivos.

Interruptores de cadeia interrompem a reação em cadeia entre o oxigeno o os


hidrocarboneto.

Crescimento Crescimento
da Retardado da
oxidação oxidação

Verniz

Vida natural do Ampliação da vida do óleo; a


óleo sem ajuda. oxidação es retardada pelos
antioxidantes.

ANTIOXIDANTES 0U INHIBIDORES DE OXIDAÇÃO


Desativadores de metais previnem o efeito catalítico dos metais que promovem a
oxidação do lubrificante. As superfícies do metal são cobertos, evitando o efeito
catalítico. O metal mais ativo é o cobre, seguido pelo chumbo e o ferro.

O óleo Mineral se oxida mais rápido que o óleo Sintético na mesma temperatura
Fuente: Benitez L. “Tribologia: Cálculos económicos del Ahorro con lubrificantes
Sintéticos”. 8vo Congreso Iberoamericano de Ingeniería Mecánica, Cuzco octubre 2007.

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Oxidação do óleo lubrificante


Mudanças Internas Mudanças Externas Consequências
Ruptura de Cadeias
1. Inicio
Formação de radicais •Obstrução em filtros
R − R (energia) → R + R Aumento da •Restrição de fluxo
Viscosidade • Aumenta o desgaste
Formação de Peróxidos
2. Propagação em cadeia: Formação •Corrosão
R +O2 → ROO
Oxidação

de Ácidos • Olor desagradável


ROO + RH → ROOH+ R
álcoois, agua, aldeídos e acetonas
Vernizes
3. Ramificação de cadeia: Deposição •Pegado de anéis
ROOH →RO+HO de Resinas •Obstrução em filtros
RR' HCO→RCHO R ' •Detonação, pré-ignição,
Sustâncias Borras • Aumento de desgaste
Formam moléculas estáveis ao juntar-se •Diminuição de potencia
Carvão
4. Terminação de cadeia:
R+R→R−R Fonte: Catálogo de Noria sobre
confiabilidade

Fatores que influenciam na degradação do lubrificante


O oxigeno (02) do ar: sua presença é
A degradação é um processo químico que se
inevitável.
apresenta quando a reserva alcalina dos
aditivos se acabam. O agua (H20): Se apresenta por
Top condensação da humidade do ar, também
S + 02  S02 como subproduto da combustão em
motores, ou pela contaminação externa.
Cu, Fe
S + H 20  H2SO4 Partículas de cobre (Cu) e de ferro (Fe):
atuam como catalizadores do processo de
s fatores que incidem são:
O
oxidação; estas partículas podem prevenir
O Enxofre (S): provem da base lubrificante do desgaste normal ó anormal dos
quando o óleo é derivado do petróleo e do mecanismos lubricados.
combustível em Óleos do tipo automotriz.
Nitrogênio: também é um resíduo do
A temperatura de operação (Top): atua como petróleo e forma ácidos.
catalizador do processo de oxidação; influem
mais severamente na oxidação quando o valor
é maior a 50°C.

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Aditivos se adicionam aos óleos base para melhorar


Óleos Lubrificante e Aditivos seus desempenhos específicos (de 1 a 5% em peso).
Os óleos minerais são amplamente utilizados
Existem aditivos que melhoram a molhabilidade do
devido à sua alta relação desempenho/preço. lubrificante nas superfícies, tais como ácidos graxos.
São responsáveis por mais de 95% de toda a A maioria dos óleos contém tais moléculas, também
produção de lubrificantes. se adicionam especificamente em lubrificantes para
Os óleos sintéticos são mais caros do que os lubrificação limite onde a adesão é primordial.
óleos minerais. Eles são obtidos pela
polimerização de moléculas orgânicas e são Tais moléculas contêm extremidades polares (-OH)
produzidos para aplicações específicas (como que são capazes de aderir à superfície metálica.
aplicações de alta temperatura). Os óleos No caso dos aços, esta adesão é muito forte, uma vez
que um processo de quimisorção está envolvido na
sintéticos podem basear-se em hidrocarbonetos
formação de ligações entre os grupos hidroxilo e os
(poliolefinas, óleos éster ou poliglicóis) ou
óxidos presentes na superfície do aço. A quantidade
podem basear-se em silicones (com uma cadeia - de aditivo deve assegurar uma cobertura completa
Si-O-Si- particularmente adequada para das superfícies a serem molhadas pelo lubrificante.
utilização a altas temperaturas).
Em comparação com os óleos minerais, os óleos
sintéticos têm melhores propriedades térmicas,
tais como maior estabilidade, maior temperatura
de decomposição e melhor resistência à
oxidação. Adsorção de macromoléculas lubrificantes na superfície dos materiais.
Fonte: Giovanni Straffelini, Friction and Wear Methodologies for Design Os círculos representam as extremidades polares e as linhas são
and Control, Springer International Publishing Switzerland. Pg 69, 2015 cadeias macromoleculares

Óleos Lubrificante e Aditivos A ação anti-oxidante do ZDDP também é importante,


uma vez que a oxidação reduz fortemente os
Outras classes de aditivos para lubrificação de desempenhos do lubrificante à medida que a
contorno são os aditivos anti-desgaste e pressão temperatura aumenta. De facto, a oxidação induz um
extrema (EP). Eles contêm compostos de enxofre, aumento na viscosidade e na acidez que torna o
chumbo e zinco que são capazes de reagir às lubrificante quimicamente agressivo contra a
asperezas durante o deslizamento devido às altas superfície a ser lubrificada.
temperaturas de flash local, e assim formar
camadas de lubrificante sólido protetor. Inibidores de oxidação diferentes estão disponíveis
para aumentar a vida do óleo quando o aumento da
Um importante aditivo anti-desgaste é ZDDP temperatura do óleo pode ser de grande
(zinco dialitiditiofosfato), que realmente tem preocupação.
propriedades multifuncionais, incluindo anti-
desgaste e ação anti-oxidante. Este aditivo
interage com a superfície de aço (os óxidos) EP-aditivos contêm principalmente enxofre
durante o deslizamento e forma uma camada de orgânico, compostos de fósforo com uma forte
oxi-sulfureto na parte superior da qual se forma afinidade para metais (por exemplo, aços) que
um fosfato vítreo. O tribofilm inteiro tem uma durante o deslizamento promover a formação de
espessura que varia entre 100 e 1000 nm e age compostos, como sulfetos, com uma forte ação de
como uma barreira contra o desgaste. lubrificante sólido.

Fonte: Giovanni Straffelini, Friction and Wear Methodologies for Design


and Control, Springer International Publishing Switzerland. Pg 69, 2015

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Aditivos para Controle de Corrosão Alguns dos produtos de oxidação são


Nesta categoria distinguem-se na literatura muito ácidos e devem ser neutralizados
dois grupos de aditivos: antes de causar qualquer dano às partes
• Inibidoresa corrosão operacionais da máquina.
• Inibidores da ferrugem. A combinação de aditivos corrosivos,
produtos de oxidação, alta temperatura e
Os inibidores de corrosão são utilizados para
muito frequentemente água, pode fazer os
metais não ferrosos (isto é, cobre, alumínio,
ataques de corrosão em peças metálicas
estanho, cádmio, etc.) e são concebidos para
não-ferrosos que são usados em quase
proteger as suas superfícies contra quaisquer
todas as máquinas muito severas.
agentes corrosivos presentes no óleo.
Os aditivos vulgarmente utilizados para
Inibidores de ferrugem são necessários para controlar a corrosão de metais não
metais ferrosos e sua tarefa é proteger ferrosos são benzotriazole, azóis
superfícies ferrosas contra a corrosão. substituídos, dietilditiofosfato de zinco,
Os inibidores de corrosão são utilizados para dietilditiocarbamato de zinco, fosfitos de
proteger as superfícies não ferrosas de trialquilo. Estes actuam formando
rolamentos, vedações, etc. contra o ataque películas protectoras sobre as superfícies
corrosivo por vários aditivos, especialmente metálicas.
aqueles que contêm elementos reactivos tais
como enxofre, fósforo, iodo, cloro e produtos
de oxidação.

Inibidores de Ferrugem Em alguns casos, duas extremidades


São usados para proteger os componentes da cadeia podem ser ativas, de modo
ferrosos contra a corrosão. que o aditivo se prenda à superfície
Os principais fatores que contribuem para o ataque com ambas as extremidades, como
acelerado da corrosão das peças ferrosas são o demonstrado na Figura, e então menos
oxigênio dissolvido no óleo e na água. Estes podem aditivo é necessário para diminuir a
causar um ataque eletrolítico que pode ser ainda mobilidade da água.
mais acelerado com o aumento da temperatura. Os aditivos comumente usados que
Os inibidores de ferrugem são geralmente agentes controlam a corrosão dos metais
de cadeia longa, que se ligam à superfície, ferrosos são sulfonatos de metais (i.e.,
reduzindo severamente a mobilidade da água, cálcio, bário, etc.), succinatos de
como mostrado na Figura. amina ou outros ácidos orgânicos
polares. Os sulfonatos de cálcio e de
bário são adequados para condições
de corrosão mais severas do que os
succinatos e os outros ácidos
orgânicos.

Mecanismo de funcionamento dos inibidores de ferrugem

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Propriedades Importantes dos Lubrificantes e Aditivos


INHIBIDORES DE CORROSION São compostos
Formação do Filme no Fluido
químicos que ajudam ao agua e o óleo a misturar-se
completamente e depois a emulsão se forme e se
mantenha estável.

ANTIESPUMANTES Estes materiais promovem uma


rápida quebra das borbulhas que formam espuma, al
reduzir a tensão superficial do filme que envolve as
borbulhas de ar.

MODIFICADORES DE ATRITO São produtos químicos


ativos que se posicionam na superfície e afetam o
coeficiente de atrito em condições de lubrificação
limite.
São elementos químicos que ao adicionar-se ao óleo
lubrificante na concentração menor a 1% afetam
Cadeia de hidrocarboneto e o metal
significativamente o coeficiente de atrito.

Formação do Filme Lubrificante no Fluido


As moléculas absorbidas ficam tão estáticas, que a primeira camada da película
parece estar em estado sólido. A habilidade de absorber fisicamente essas
moléculas à superfície pode variar conforme sua constituição molecular a que pode
ser polar ou não polar. As moléculas polares se orientam sobre a superfície pela
força de adesão, tais como a do exadecaeno, benzeno, que possuem péssimas
resistências da película, sempre resultando em um alto coeficiente de atrito.
Em lubrificação limite, a película é formado para reduzir o contato metal – metal.
Filmes que provocam baixo coeficiente de atrito μ, possuem una tensão cisalhante
Sf, muito menor que da tensão cisalhante do metal Sm, como observa-se na figura
seguinte.

Figura
Concepto de
atrito limite.

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Formação do Filme Lubrificante no Fluido


Absorção Química. Frequentemente a absorção parece ser física em baixas
temperaturas e se altera para química quando está em altas temperaturas. Isto é
caracterizada pela irreversibilidade, pois o filme resulta de produto da moderada
reação química do metal. Um Exemplo típico é o ácido hexadecanonico (ácido
esteárico) atuando como óxido de ferro na presença de agua, formando-se um filme
sobre a superfície que ainda assim é fina em relação às rugosidades normais da
superfície, conforme mostra-se na Figura de ácido esteárico.

Mecanismo de operação de um lubrificante e seu entorno


Fonte: Hutching

Formação do Filme Lubrificante no Fluido


Reação Química. O filme é o resultado de
produtos de elevada reatividade química do
metal, presentando espessura ilimitada. É uma
condição bastante típica para a lubrificação em
elevadas e altas temperaturas e são conhecidas
como condiciones de extrema pressão.
Os componentes más usados nos aditivos na
lubrificação limite são o enxofre, cloro, fósforo e
zinco.

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Aditivo: Detergentes e Dispersantes


DETERGENTES Sua função es conservar as máquinas e motores internamente
limpos, reduzindo a tendência de formação de depósitos residuais. Os detergente
podem agrupar-se em 4 famílias: Sulfonados, Fosfonato y tiofosfonato (componente
dos detergentes de roupa), Fenatos e Silicatos álcool substituídos.

DISPERSANTES Usualmente são não metálico ("sem cinzas") que mantem as


partículas finas de materiais insolúveis em uma solução homogénea. Pelo que, as
partículas não podem assentar-se nem acumular-se.

Aditivo: Antidesgaste e de Extrema Pressão EP


ANTIDESGASTE DE MEDIANA E EXTREMA PRESSÃO
são mais ativos que os agentes de filme resistentes e
usualmente reagem com as superfícies metálicas. Para
subministrar suficiente material antidesgaste com o qual
podem suportar maiores cargas, que com os agentes do
filme resistente .

ADITIVO PARA EXTREMA PRESSÂO EP Se usam onde se


produz uma extrema pressão de contato superficial tais
como os engrenagens que transmitem elevadas cargas.

Os aditivos mais comuns são sustâncias a base de cloro,


fósforo ou enxofre, que se liberam pela própria pressão
elevada de contato, estes elementos formam uma
camada protetora que fica muito aderida às superfícies Formação do filme por reacão
em contato. química com o aditivo EP

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Melhoradores de Viscosidade Sulfonato de cálcio (Borbulhando em


+ dióxido de carbono)
Estes aditivos impedem o declínio da viscosidade do óxido metálico Excesso de Complexos
óleo com a temperatura. (Por exemplo, CaO, base sulfonato/carbonato
Os aditivos são polímeros de elevado peso molecular também designada Sulfonato de metal
que são dissolvidos no óleo e podem mudar de forma por cal viva)
esferoidal para linear à medida que a temperatura a) Síntese de detergentes sulfonatos
aumenta.
Este efeito é causado por uma maior solubilidade do
polímero no óleo a temperaturas mais elevadas e
parcialmente contrabalança o declínio na
viscosidade do óleo base com a temperatura.
As moléculas lineares ou não enroladas causam um
aumento maior na viscosidade em comparação com
moléculas esferoidais ou enroladas.
Os aditivos típicos são polimetacrilatos na gama de
pesos moleculares entre 10 000 e 100 000. Ao
parecer as moléculas de polímero linear com apenas
um pequeno número de cadeias laterais são as mais
eficazes. Estes aditivos são utilizados em pequenas
concentrações de algumas percentagens em peso
no óleo base. Eles têm sido utilizados por muitos O principal problema associado com esses aditivos
anos como um ingrediente ativo de óleos multigrade. é que eles são facilmente degradados pelas taxas
de cisalhamento excessivas e oxidação.

Melhoradores do Índice de Viscosidade e do Ponto de Fluidez


Geralmente são polímeros de alto peso
molecular, que ao adicionar-se aos óleos
aumentam seu índice de viscosidade,
melhorando sua relação viscosidade/
temperatura.
Também diminui o ponto de congelamento, já
que os aditivos diminuem seu tamanho em
baixas temperatura e em altas incrementa seu
tamanho, evitando a queda da viscosidade do
lubrificante. Os polímeros mais usados são:
polimetracrilatos, poliacrilamidas, produtos de
condensação Friedel-Crafts, copolimeros de
vinil carboxilato-dialcoil-fumarato.

Comportamento modificado do óleo


monograu - SAE 10W50

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Uso dos aditivos e Quantidades


MÁQUINA ADITIVOS COMUNS UTILIZADOS
% VOLUMEN DE ÓLEO

Motores Antioxidante, inibidor de corrosão. Detergente/ dispersante, 10 — 30 %


antidesgaste, antiespumante melhorador de alcalinidade.

Turbinasde vapor, Antioxidante, inibidor de corrosão, d 'emulsificante. 0.5 — 5 %


compressores

Engrenagens espiralados, Antidesgaste, antioxidante, antiespumante, algumas vezes 1 — 10 %


cónicos o hipoídais inibidor de corrosão, extrema pressão.

Engrenagens sem-fim Extrema pressão, antioxidante,


inibidor de corrosão, ácidos graxos. 3 — 10%
Antioxidante, antidesgaste, antiespumante, inibidor de 2 — 10 %
Sistemas hidráulicos corrosão, depressor do ponto de congelamento,
melhoradores do índice de viscosidade.

Óleos Minerais e Sintéticos Os modernos lubrificantes automotivos são


uma composição de óleos básicos (minerais
ou sintéticos), com aditivos. Levando em
• Os óleos minerais são obtidos
conta o tipo de óleo básico usado para a sua
por processos de destilação do formulação, os Lubrificantes automotivos
petróleo. atualmente podem ser classificados como
• Os Sintéticos vêm de reações Mineral, Sintético ou Semi-sintético, caso use
químicas usando gases um misto de base mineral e sintética.
destilados de petróleo, como é
Óleo Mineral Óleo Óleo
o caso do PAO (poli alfa Semi- Sintético Sintético
olefina).
• Os óleos Semissintéticos, são Aditivo
Aditivo Aditivo
misturas de óleos minerais e
Base
sintéticos. Sintética
Base Base
Mineral Base Sintética
Mineral

http://www.mercolub.com.br/k/downloads/8410501.pdf

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Óleos Sintéticos Óleo sintético SHC Óleo Mineral


As propriedades dos óleos sintético
depende do produto-base.

Algumas vantagem dos óleos SHC respeito


aos óleos minerais são: Menores Forças de Atrito Maiores Forças de Atrito
• Maior estabilidade química;
• Mais resistente à oxidação;
• Atinge maiores temperaturas sem
modificar sua composição (alguns até
170°C);
• Menores variações da viscosidade por
efeito da temperatura;
• Maior capacidade de escoamento a mais
baixa temperatura (alguns até -50°C);; Melhor capacidade de carga
• Economiza nos gastos de combustível por
que reduzem as perdas por atrito.
• Melhor capacidade de carga por ter um
filme mais uniforme e resistente

Maior faixa de
Temperatura

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Comparação dos Coeficientes de atrito dos


Óleos minerais e sintéticos.
Coeficiente de Atrito

Fonte:
catalogo SKF

Óleo Sintético Óleo Mineral

Vantagem do Óleo Sintéticos Sobre o Óleo Mineral Desvantagens do Óleo Sintético


•Consume menos, menores perdas por evaporação e
Sobre o Óleo Mineral
menor tendência a formar resíduos.
• Mais caro que o óleo mineral
•Suja menos e são de maior duração.
• Resistentes a condições extremas (elevadas ou
• Menor proteção anticorrosiva.
baixas temperaturas). Incompatível com outros
• Menores custos,.
materiais (interações).
• Melhor comportamento da viscosidade e índice de • Toxico.
viscosidade. • Menor compressibilidade.
• Ponto de congelamento entre -40ºF y -60ºF. • A relação da viscosidade com
• Menos atividade à oxidação, melhor estabilidade à a pressão é menor.
oxidação.
• Menor disponibilidade nos
• Quimicamente mais estáveis em ausência da agua.
níveis de viscosidades.
• Valores más baixos de coeficientes de atrito.
•Alta estabilidade al envelhecimento
•Alto ponto de inflamação.
•Baixo conteúdo de cinza.
•Boa estabilidade à oxidação.

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