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05/08/2019

Associação Beneficente da Indústria


Carbonífera de Santa Catarina - SATC
Curso de Engenharia Mecânica
30549 – Tópicos Especiais em
Tribologia

Prof. Elvys Mercado Curi

Assumindo que cada escravo tenha uma


Tribologia e Atrito força de 800 N, o coeficiente de atrito de
A figura mostra aos Assírios movimentando um rolamento correspondente seria de:
enorme bloco de pedra apoiado em pranchas
dispostas sobre roletes. A data provável é 1100 A.C., o
peso do bloco e treno foi estimado em 7 X 104 N (7 Em 1928 foi encontrado no lago Nimi,
ton), e o número máximo de homens puxando igual a 8. (Roma), fragmentos do que deveria ter sido
um mancal axial de esferas, possivelmente
de 40 A.C. O mancal provavelmente foi
utilizado para suportar uma estátua.

Transporte de um colosso Assírio a cerca de 1100 A.C


Detalhe da reconstrução teórica do mancal
Fonte: Prof. Rodrigo Lima Stoeterau. TRIBOLOGIA, U. F. Santa Catarina - Departamento
de Engenharia Mecânica, 2004 encontrado no lago Nemi.

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Tribologia e Atrito Uma interpretação errônea, e amplamente difundida, é a de


que o atrito e desgaste, devem ser relacionados de alguma
Em um processo tribológico ocorre a interação de
maneira, pois ambos provem da interação de superfícies,
duas superfícies sólidas em um ambiente, são relacionados de uma maneira simples, alto atrito
resultando em duas manifestações exteriores: significando desgaste elevado, o que nem sempre é o caso.
1) Ocorre dissipação de energia ou resistência ao A tabela apresenta valores de desgaste e coeficientes de
movimento representada pelo coeficiente de atrito. atrito para diversos pares de materiais. Com base nos
valores da tabela 1 podendo-se notar que os menores
Essa dissipação resulta em calor e ruído. Nas duas
atritos não correspondem os menores desgastes, da mesma
superfícies, os parâmetros como coeficiente de forma que materiais que tem valores próximos de
atrito se relacionado com o par de materiais que coeficiente de atrito, apresentam desgastes bastantes
interagem. Explicar o coeficiente de atrito do aço diferentes.
sem referênciar ao outro material é incorreto. Tabela: Comparação do Atrito e Desgaste de Diferentes
2) Durante o processo de escorregamento relativo, Materiais em Teste de Pino em Anéis.
as superfícies modificam suas características Materiais Coeficiente de atrito Desgaste em cm3/cmx10-12
básicas, de um valor maior ou menor. Elas podem
AÇO DOCE / AÇO DOCE 0,62 157.000
se tornar mais lisas ou mais rugosas, ter
propriedades físicas, tais como dureza, alteradas, e 60/40 BRONZE / CHUMBO 0,24 24.000
podem ainda perder material através do processo PTFE (TEFLON)
0,18 2.000
de desgaste. Essas mudanças nas superfícies
AÇO INOX FERRÍTICO 0,53 270
podem ser benéficas, como acontece em situações
de amaciamento, para produzir condições de POLIETILENO
0,65 30
operação próximas a ideal, ou desastrosas, quando CNW / CNW (CARBONETO DE
0,35 2
ocorre a falha da superfície. TUNGSTÊNIO)
Fonte: Prof. Rodrigo L. Stoeterau. TRIBOLOGIA, UFSC – Carga: 400g; Velocidade 180 cm/s. Aneis de aço ferramenta endurecidos.
Engenharia Mecânica, 2004

O Atrito e sua Influencia Econômica


Os fenômenos de atrito criam um alto custo para a
sociedade. salvou alguns benefícios positivos, como
a travagem de veículos em movimento para evitar
danos à propriedade, lesões ou morte.
Mas também tem efeitos negativos poderosos, como
consumir a energia das máquinas que poderia
produzir trabalho útil. Alguns estudos estimam que
milhões de barris de petróleo ou seu equivalente
poderiam ser poupado, diminuindo o atrito nos
motores. O custo preciso é muito difícil de determinar,
mas em 1985, Rabinowicz estimou o custo anual de
recursos desperdiçados em interfaces nos Estados
Unidos. A Tabela indica que dezenas de bilhões de
dólares são gastos anualmente devido ao atrito e
desgaste. Considerando a grande quantidade de
situações adicionais não listadas na Tabela, é claro
que a compreensão e controle do atrito tem grandes
conseqüências econômicas.
Embora as perdas por atrito tenham sido estimadas
em cerca de 6% do produto nacional bruto dos EUA,
infelizmente não houve atualizações abrangentes os
estudos de décadas sobre os custos de fricção.

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Atrito Coeficiente de atrito: a lei de Coulomb e Amotons


É a resistência da superfície rugosa de um corpo define o limite da força de atrito é proporcional à
sólido de passar sobre outro, seja sólidos ou força normal entre as superfícies.
líquidos. No atrito há perda de energia mecânica,
uma parte da energia perdida é transformada em
calor.
W

Fa
=
Fa

r β N
Leis do Atrito
A lei de atrito proposta por Coulomb e Amotons’ são:
Chama-se coeficiente de atrito (μ) à relação entre a
1) A força de atrito é proporcional às forças normais força de atrito (Fa) e a força normal (N).
entre as superfícies de contacto.
Fatrito α N
2) a força de atrito é independente da área de contacto. Fa
3) A força de atrito não depende da velocidade relativa da

superfície de contacto. N
Nos laboratórios essas leis não sempre se cumprem

Atrito
Um corpo de peso W sobre uma superfície
plana começará a se mover quando a
superfície estiver inclinada para um certo
ângulo (o ângulo de atrito, θ) (Fig.).
O coeficiente de atrito estático é :

Isso representa uma maneira simples de


medir θ, mas as medições de força são
geralmente usadas para medir os
coeficientes de atrito estáticos e
dinâmicos, ou cinéticos. Contudo, os Figura: Plano inclinado utilizado para determinar o
resultados obtidos a partir destas coeficiente de atrito estático, μs. a) inclinando a superfície
medições dependem da natureza e limpeza plana através do ângulo o mais pequeno, θ, necessário
das superfícies e também, em certa iniciar o movimento do corpo abaixo do plano. b) Relação
medida, das várias características do do ângulo de atrito com as principais forças aplicadas
sistema de medição.

Fonte: W. Pauli – Friction, Lubrication and wear tecnology ASM


Hamboock Vol 18, pag, 13, 1992

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Atrito por deslizamento 6


Adesão
Abrasão
O modelo de Bowden e Tabor o deslizamento com 5

atrito é analisado de forma simples assume que as


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forças atrito se produzem por 2 fontes: Pelas

Força de atrito
forças de adesão desenvolvidas pela área de 3

contato e pelas forças de deformação produzidas 2


no riscamento das asperezas para deslocar-se por
superfícies duras e moles. 1

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Força Normal (N)

6
Adesão
Abrasão
5

Força de atrito média


4

3
y1= 0.51 x+ 0.2
R1=0.9916
2
No modelo de Coulomb a rugosidade é assumido y2=0.16x+0.083
R2=0.9904
como um dente de serra. O deslizamento ocorre 1

desde a posição A a C com a carga W. 0


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
O trabalho é igual ao produzido para deslocar a Força Normal média (N)
carga normal W desde o ponto A a C

Modelos de Atrito
Escola francesa: O atrito é causado pela interação dos picos de rugosidade
superficial. Lei de Coulomb e Amotons'

Escola Inglesa: O atrito é causado pela adesão de materiais, e tem dois vertentes:

Macroscópicos Tomlinson: O atrito é uma propriedade que depende da resistência de união e


separação das asperezas durante o deslizamento.

Bowden e Tabor: Durante o contato, as rugosidades são deformados até o limite da


deformação plástica atingindo uma pressão de contato igual à dureza do material.

Oscilador Independente (IO): Frenkel-Kontorova (FK), Frenkel-Kontorova-Tomlinson ’

Microscópicos

Fricção electrónica Independente (EF): Zhongming X

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Modelos de Atrito
Nanotribología

BHARAT BHUSHAN Nanotribology, nanomechanics and nanomaterials


characterization Phil. Trans. R. Soc. A. V 366, Pag 1351–1381(2008)

Mecanismos do atrito
O atrito é uma propriedade de sistemas,
depende da natureza das duas superfícies,
dos materiais, do ambiente, das condições
de aplicação e de certas características do
aparelho, tais como vibrações e fixação de
amostras. Os mecanismos microscópicos
envolvidos, em graus variados, na geração
de atrito são:
(1) adesão,
(2) interações mecânicas de asperezas de
superfície,
(3) Sulcamento de uma superfície por
asperezas, por outro,
Mecanismos no nível microscópico que geram atrito. (A) Adesão. (B)
(4) deformação e/ou fratura de camadas Sulcamento. C) Deformação e fratura de óxidos. (D) Com partícula de
superficiais, tais como óxidos, e desgaste presa
(5) interferência e deformação plástica
Fonte: W. Pauli – Friction, Lubrication and wear tecnology ASM Hamboock Vol 18,
local causada por terceiros corpos, pag, 22, 1992
principalmente partículas de desgaste
aglomeradas, presas entre as
superfícies em movimento .

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Fatores que Afetam o Atrito


Técnica de
Medida da Força

Temperatura Lubrificação Área de


Contacto
Naturaliza
Humidade Filme dos
Cinética do
Superficial Materiais
Sistema
Limpeza
Força Facilidade de
Normal Coeficiente Deslizamento
de Atrito Relativo (Energia
Textura (Força) Gasta)
Superficial
Partículas
Vibração
Desgaste
Velocidade
Temperatura

Humedade

Fonte: Guide to Friction, Wear, and Erosion Testing. Kenneth G. Budinski -2007

Configuração da
Parâmetros Características
Estrutura de ensaios
Operacionais Tribonométricas

Tipo de Força de Atrito, FF


movimento
Carga, FN Coeficiente de Atrito, f

Velocidade, v Ruído, Vibrações

(1) Triboelementos
Temperatura, T (2) Triboelementos Temperatura T +∆T
(3) Lubrificantes
(4) Atmosfera
Duração, t Desgaste

Condições de Contato
Características Básicas e Parâmetros
Relevantes para Triboensaio de Características das
Laboratório Superfícies
Fonte: Design of Friction and Wear
Topografia da Superfície
Experiments Horst Czichos,
ASM Handbook. Vol. 18:Friction, lubrication,
and wear technology Composição da Superfície

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Atrito Estático e Atrito Cinético Coeficiente de Atrito Estático e Cinemático de


Vários Materiais
No atrito estático, é a relação da máxima força de
atrito com a força normal que se produz na interface MATERIAL µS µK
de duas superfícies a que ocorre no inicio do
movimento.
Madeira sobre 0.7 0.4
á
= madeira
Atrito cinético ocorre quando não existe equilíbrio de
Aço sobre aço 0.15 0.09
forças (a força de impulso é maior que o força limite).
O valor da força de atrito é influenciado por vários
factores. O atrito é chamada de atrito cinético ou Metal sobre couro 0.6 0.5
dinâmico.
Madeira sobre couro 0.5 0.4
=

F. Atrito máximo
Borracha sobre 0.9 0.7
Força de Atrito concreto, seco
Borracha sobre 0.7 0.57
F. Atrito cinético concreto, húmido

F. de Atrito estático
Tempo

Diferenças Estruturais entre Contatos Comparação entre contato estático e dinâmico.


Estático e Deslizante.
O contacto estático se descreve em
termos de uma distribuição aleatória de
contatos pontuais, de acordo com o
modelo Greenwood-Williamson, este não
é aplicável a um contato deslizante. A
característica básica do contato
deslizante é que ele é distribuído em um
número menor de áreas maiores de
contato em vez de um grande número de
pontos de contato. Durante o
deslizamento o desgaste oxidativo ou
fretting, é controlada por uma série de
corpos lamelares (partículas de desgaste
compacta) que são formados a partir de
material de ambas superfícies de
deslizamento.

Estas áreas não têm um local fixo dentro


do contato, mas em vez disso, movem-se Fonte: Stachowiak G e Batchelor A. Engineering Tribology pag. 472, 2005
lentamente através da superfície à medida
que o deslizamento avança.

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Atrito deslizante
A análise de qualquer projeto mecânico
onde haja a necessidade de suportar carga
e promover deslocamento relativo entre
partes, sempre levam a pergunta: “Qual é a
melhor solução para o problema de
suportar carga através da interface com
atrito e desgaste aceitáveis?”.

O pensamento clássico leva a uma solução


via lubrificação fluídica, contudo as
soluções de engenharia disponíveis para
problemas tribológicos são mais amplas e
complexas do que o simples uso de
lubrificantes, conforme a seguinte figura.

Métodos de solução de problemas tribológicos (Leal, 1981)

Fonte: Prof. Rodrigo L. Stoeterau. TRIBOLOGIA, U. F. Santa Catarina


– D. de Engenharia Mecânica, 2004.

Classificação do Atrito em Seco


Deslocamento
Atrito em Seco é quando houver contato entre
duas superfícies sólidas estas se classificam em:
Deslizamento com atrito: Quando uma superfície Rolamento
é movido em contato com outra superfície.
Atrito de Rodadura
Deslizamento Quando a superfície esférica ou cilíndrica roda sobre
outra superfície ocorreram deformações, devido à
deformações da superfície que a suporta, manifesta-se
uma força de resistência ao rolamento.
Na superfície de rolamento, a parte circular deformada
Rolamento elástica o plasticamente pela aplicação de una carga P,
ocorre a resultante da reação superficial no ponto B.
Do analises estático temos que: P
Atrito por rolamento: Quando o deslocamento r
ocorre através da rotação, de dos corpos F
cilíndricos ou esféricos, colocados entre a r B
superfície em movimento. Neste caso se observa F xP A β
que o área de contato é menor, por tanto, o atrito
também é menor.
r μr r

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Atrito fluido:
Atrito pelo Tipo de Contato É o estado de atrito que se presenta entre capas do
lubrificante líquido que separa duas superfícies
O atrito poderia se classificar assim: lubrificadas. O atrito fluido se produz quando existe uma
Atrito Puro filme fluido (liquida o gasosa) separando superfícies em
Se apresenta quando as rugosidades das duas movimento. O fluido que forma este filme se chama
superfícies metálicas interagem sem a presença lubrificante.
absoluta de um terceiro elemento.
Exemplo de Atrito
Atrito Metal-metal
Ocorre quando as rugosidades das duas
superfícies metálicas teoricamente interagem
em ausência do terceiro elemento que as
separe. também pode ocorrer em mecanismos
lubrificado como consequência da ruptura do
filme lubrificante ou por ausência de está ao
acabar-se os aditivos antidesgaste do
lubrificante.

Atrito Sólido
Se produz quando existem três elementos que
presentam características de corpos sólidos;
dois elementos são as superfícies metálicas que Lubrificante
interagem e o terceiro é a camada do filme
limite do lubrificante utilizado.

Atrito por Deslizamento


A teoria do atrito por deslizamento suportada pelo
modelo de Coulomb se mostra na seguinte figura:

Variação do coeficiente de atrito μ, com a carga normal do aço


deslizando sob aluminio no ar (Bowden e Tabor, The friction and
lubrication solids, Clearendon Press, Oxford, 1950)

Figura: esquema que ilustra o principio de atrito


deslizante proposto por Coulomb. A superfície tem
uma forma geometrica tipo serra. Seu trabalho de
deslizamento ocorre desde a posição A para B,
suportando a carga normal W. O trabalho
realizado é diferente ao de B para C
Variação do coeficiente de atrito μ, com a area aparente de
Neste exemplo se mostra que a area aparente de
contato da corrediça de madeira o deslizando sob aço
contato foi variado por um fator ate 250 vezes. O valor (Rabinowicz, Friction and Wear Materials, John Wiley, 1965)
de μ é aparentemente constante.
Conclusão: Neste modelo asume-se que só ocorre
deformação plástica nas asperezas. No atrito a
Fonte: Hutchings I. Tribology Friction and wear of engineering Materials, pag.
25, 1992. energia não é conservativa.

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ATRITO
Causas do atrito: A rugosidade das superfícies está relacionada com o tipo de atrito.

Adesão: Em superfícies com áreas relativamente planas, o atrito desenvolve soldagem a frio em micro
áreas planas.

F. Cisalhamento: resultado da ruptura dos picos das asperezas. Em durezas iguais quebram ambos
picos. Quando a superfície é mais dura funciona como uma ferramenta de corte.

Atrito por Deslizamento Em algumas circunstancias o fenomento de adesão


não ocorre, por exemplo quando a superficie esta
coberto por oxido e se adsorve o filme enfraqueciendo-
A teoria do atrito por deslizamento suportada
se a adesão ou quando ocorre deformação plástica em
pelo modelo de Bowden e Tabor (U.
torno da aspereza, produzindo tensão e quebra das
Cambridge, 1930), asume que as forças de
juntas durante o processo de carregamento a menos
atrito tem duas fontes: as forças de adesão
que o material seja ductil.
que ocorre nas areas de contato e as forças
de deformação que ocorre pelo sulcamento
na superfície realizado pela superficie de
maior dureza sobre a de menor.

Simulação das nanoindentações de um substrato de


silício coberto com uma monocamada C84 são
observadas por simulação de dinâmica molecular
Figura: Ilustração da adhesão de materiais
metálicos. O aço ou bronce remove particulas de Fonte: Lee W., Using a functional C84 monolayer to improve the mechanical
um bloco de Indium por adesão deste na superficie properties and alter substrate deformation. RSC Advance Vol ,5, 498-505, 2005
do aço.
Fonte: Hutchings I. Tribology Friction and wear of engineering
Materials, pag. 25, 1992.

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Atrito por Deslizamento Subtituindo (a) e (b) em (c):


.
= → = (d)
Se a área de contacto “A” é a soma de todas as .
uniões de asperezas, e assume-se que cada união Conclusão: O coeficiente de atrito adesivo se
tem a mesma força de cizalhamento “τ”, então a relaciona com as propiedades de tensão de
força de atrito devido à adesão é: cizalhamento e a dureza do material.
= . (a)
O comportamento do contato é predominantemente As asperezas com uniões soldadas se quebram na
elastico ou plástico, por tanto a área de contato real parte mais debil do material, por tensão de
é proporcional à carga e à área que o suporta. Em ruptura ou tensão de sizalhamento. A dureza de
metais as deformações iniciais das asperezas de indentação H dos metais é três vezes o limite da
contato são realmente plástico, comportando-se a tensão de escoamento “Y” na direção axial.
pressão como um identador de dureza H: = 3. (e)
≈ . (b) Onde a tensão de escoamento é de 1,7 a 2 vezes a
O coeficiente de atrito se define: tensão de escoamento de cizalhamento puro τ, e
precisa de um fator que depende dos criterios de
= (c)
fluencia. Por tanto a espectativa é que:
=5 (f)
Subtituindo (e) e (f) em (d):
= → = → = 0,2

Atrito na Teoría de Adherencia Substituindo (3) em (2)

N
Considera-se que as regiões de
contato entre asperezas originam
Fa  . c (4)
uma forte adesão, e que as áreas de
Pe
contatos se fundem pela alta pressão Substituindo (4) em (1)
(solda fria).

Força de Atrito
F = =
 a (1) Fa  Ar . c (2)
N
Onde: c
Onde: Ar → Área de contato da aspereza; 
μ → Coeficiente de atrito segundo a τc → Tensão de cisalhamento. Pe
lei de Coulombs-Amoton’s Área de contato em compressão
Fa → Força de atrito; ã
N → Força Normal à superfície. N =
ã ã
Ar  (3)
Pe Sendo:
Onde: Pe = 3.δe
Pe → Pressão de deformação da (dureza dos materiais)
aspereza;

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O coeficiente de atrito se define:


Atrito por Deslizamento = (j)
A força de atrito é devido ao sulcamento produzido pela
aspereza de um material duro deslizando sobre um Subtituindo (g) e (h) em (j):
material macio. A aspereza assume a geometria . . .
= → =
idealizada de um cone rigido de semi-ângulo α. .
.

A força tangencial necessaria para ter escorregamento


é pela pressão a que se relaciona com a indentação e As tendência do ângulo é menor a 10°.
dureza “H” da superficie do material, multiplicada pela Os valores são menores a 0,1.
área do sulcamento.
Area triangular da seção tranversal: Conclusão: Para os modelos
= 2 . . → = . (g) analisados os valores do atrito por
sulcamento são menores a 0,3 mais ou
Força de deformação do sulcamento menos. A dependencia da geometria
= . → = . . (h) da aspereza determinaria seu valor.

α A seguinte tabela mostra valores do


coeficiente de atrito estático onde os
α X=r.cot(α) valores são maiores aos expostos,
pelo que se percebe que outros
fatores contribuem no valor do
coeficiente de atrito.

Hipotético Tribosistema que consiste em um bloco


Atrito por Deslizamento com deslizamento com atrito.
Valores comuns do coeficiente de atrito estático.
Metais iguais no ar

Metal puro deslizando sobre aço de (0,13%C)

Vista Superior
com contato
estático

Tamanho maior Vista Superior


da secção com contato em
deslizamento

Fonte: Hutchings I. Tribology Friction and wear of engineering Materials, pag. Fonte: Blau P., Friction Science and Technology: From Concepts to Applications.
30, 1992. CRC Press. Pag. 122, 2009

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Crescimento das uniões de contato Tensão de cizalhamento: = (n)

Se a área de contacto se determina apenas pela Subtituindo (m) e (n) em (k):


carga normal e não é afetada pela força tangencial. +4 = . (o)
O metal flui plásticamente por conta da carga Em deslizamento, N é constante e po é propriedade de
normal N e a tensão de cizalhamento no atrito. tensão de fluencia do material. Se a área de contato
aumenta a força tangencial e o valor de μ aumentaría.
a) b) Com maior contato o coeficiente de atrito creceria até
altos valores. A ductilidade do material e a presença
de fracos filmes interfaciais limitam seu crecimento.
A máxima força tangencial ou atrito possível é:
á = . á (p)
Em fluencia a tensão de cizalhamento do bloco de
aspereza do material é τ , pelos criterio de Tresca:
o
Tensões interagindo sobre a aspereza idealizado presionada
à contraface a) sem força tangencial b) com a força =2 (q)
tangencial aplicada aparece as tensão de cizalhamento. Subtituindo (p) e (q) em (o):
A relação entre po, p1 e τ é determinado pelo +4 . á = á . 2 → =4 á −
criterio de Tresca, no qual o escorregamento
plástico ocorre para os valores de máxima de =2 á − (r)
tensão de cizalhamento. á
Coeficiente de atrito: = (s)
+4 = (k)
.
Pelo critério de von Mises: +3 = (l) Subt. (p) e (r) em (s): = á
→ = (t)
Carga normal: = (m) á

Crescimento das Uniões de Contato Uma interface de 10% mais fraco do bloco reduz o μ
Segundo o modelo do crecimento das unioes próximo à unidade, enquanto que para uma interface
de contato o coeficiente de atrito depende da com metade do maior cizalhamento, μ cai para cerca
relação de tensão de cizalhamento máxima (τo) de 0,3. Se é muito fraco, então o atrito pode ter um
e do cizalhamento interagindo no processo (τi). valor extremamente baixo: Com resistência interfacial
o valor médio é 0,05.
= (t) Se a aspereza é separado por uma fraca camada de
tensão de cizalhamento τi, a força de atrito se
determina com a tensão de cizalhamento e a carga
normal pela tensão de escoamento plástica da
aspereza do bloco.
= . (u)
Coeficiente de Atrito, μ

= . (v)
.
= → = → = (w)
.

Esta equação é importante por indicar que o atrito se


reduz se se interpone uma camada do material com
baixa tensão de cizalhamento se interpone entre as
duas superficies, como o realiza o lubrificante que
reduz o coeficiente de atrito.

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Atrito de Metais Limpios no Vácuo Atrito de Metais iguais que Deslizam no Ar


• Metais limpios em alto vácuo tem forte • Na prática o metal desliza um sobre outro no ar.
adesão. • O coeficiente de atrito que desliza no ar é muito menor
• As superficies geralmente não são que no vácuo, o valor estaria entre 0,5 a 1,5.
atomicamente limpas. • Os valores depende da composição e microestrutura do
• Se os corpos se esquenta levente para material e as condições de medida.
absorver os gases do meio, o coeficiente • O deslizamento entre ouro daria um alto valor de μ, por
de atrito assume altos valores entre 2 a 10, ausência de óxidos na superficie e pela ductilidade do
devido a que se produze fortes ligações material além de não afetar o ar na união de asperezas.
atomicas. • A maioría dos metais oxidam com o ar, formam camadas
• Se foram afastados os corpos uma parte de óxidos de 1 a 10 nm de espessura em superficies
dos metais são aderido na outra superficie. limpias exposta apenas alguns minutos com o ar.
• A camada de filme de oxido influencia fortemente no
Vácuo comportamento do deslizamento, sendo o coeficiente
Diminuição do
de atrito menor com oxido que um metal descoberto.
Coeficiente de atrito, μ

coeficiente de
atrito em • Para alguns materiais macios e ducties, tais como
função da titanio e índio o contato entre as superficies com cargas
quantidade leves o μ é alto e não muda com a carga. A camada de
de oxigeno oxido penetra no subtrato.
• No cromo se forma uma forte camada de óxido.

Atrito de Metais iguais que Deslizam no Ar Atrito de Metais Diferentes e Ligas


O atrito em metais diferentes tende a ser
menor que em metais puros ou os mesmos.
Coeficiente de atrito, μ

Aço carbono
Coeficiente de atrito, μ

Carga Normal (N)

Coeficiente de atrito de aço carbono, com


cargas menores e maior. Também depende
Carga Normal (N) da concentração de carvão.

Coeficiente de atrito do cobre deslizando O óxido não reage com pequenas cargas pela
sobre cobre no ar. baixa tensão de cizalhamento e
Com maiores cargas se quebra a camada provávelmente pela baixa dutibilidade
de óxido. limitado pelo crecimento da união do contato.

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Atrito e Temperatura Nos Metais

Coeficiente de atrito, μ
O comportamento do atrito se modifica com a temperatura,
por mudança das propiedades mecanicas, se acelera a
oxidação, ou ocorriria transformações de fases nos metais.
As figuras mostram o comprtamento de μ em função da
temperatura para varios configurações estruturais de
metais puros, deslizando em alto vácuo, nela se observa
tendências semelhantes para as estruturas de cristalinas
semelhantes. Temperatura (K)

Metais com corpo cubico centrado (BCC)


Coeficiente de atrito, μ

Nos metais com CCP as mudanças


dos valores do atrito estão asociados
à modificação da taxa de
endurecimento ( o qual é alto em baixa
temperatura).

Nos metais BCC a transição concide


com a transição da ductibilidade à
Temperatura (K) fragilidade do material.
Metais com corpo fechado no centro (CCP)

Atrito e Temperatura Nos Metais Nos metais expostos ao ar, a taxa de oxidação aumenta
com o acrecimo da temperatura, também poderia
Nos metais com HCP não apresenta mudanças mudar a naturaliza do oxido.
dos valores do atrito na faixa de temeperatura
avaliada. Nâs observações se percebe que as A figura mostra o aço inoxidavel austenítico deslizando
propriedade mecânicas não altera sobre Nickel puro. Com o acrecimo da temperatura
significativamente, permite relacionar a aumenta a ductibilidade dos metais, incrementando-se
ductibilidade do material com o atrito. O Ti e Zr μ ate 750°C, a espessura da camada de nickel reduz
diminui a ductibilidade, em quanto que no Be e fortemente o μ até um valor baixo. No esfriamento o
Co sua ductibilidade é limitada. oxido continua a separar as asperezas, mantendo-se a
baixas temperaturas. Similares comportamentos foram
observado nos aços.
Temperatura (°C)
Coeficiente de atrito, μ

Coeficiente de atrito, μ

Esquentando

Esfriando

Temperatura (K)
Metais com Corpo Hexagonal Centrado (HCP) Temperatura (F)

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Atrito e Temperatura Nos Metais


A transformação de fase no estado sólido
Em altas velocidades de deslizamento a tambem influência no atrito e a temperatura. O
temperatura da interface aumenta. Em materiais cobalte tem uma taxa lenta de transformação
fundidos se derrete as asperezas nos pontos de (com equilibro em 417 °C).
contato, se reduz a tensão de cizalhamento, por Na seguinte figura se mostra a variação de μ de
tanto a força de atrito cai a valores baixos, por Cobalto com a temperatura. Em baixa
causa das forças viscosas na camada liquida, temperatura sua estrutura é Hexagonal HCP é
produzindo a lubrificação hidrodinâmica. Isto com limitada ductibilidade, emquanto que,
ocorre em velocidades muito altas (maior a 100 para um CCP é completamente ductil emas
m/s) como no sky sobre gelo. com um alto coeficiente de atrito.
A baixa velocidades não se derrete as asperezas.

Coeficiente de atrito, μ
Coeficiente de atrito, μ

Temperatura (°C)
Velocidade (m/s)

Atrito e Temperatura Nos Metais Outras clase de transformação de fase que afeta
O estanho tem uma transformação politrópica e o coeficiente de atrito em metais é a orden e
produz uma mudança no atrito a partir de 13°C, desordem de sua transformação. A liga de
abaixo dele tem um estanho cinzento com estrutura cobre-Ouro (Cu3Au) em baixa temperatura tem
de diamante cubico, acima é um corpo tetragonal um lento processo de ordenamento na estrutura
centrado estável. A mudança é reversivel com a cúbica; Em 390 °C ocorre um reordenamento da
temperatura. estrutura, por tanto suas propriedades
mecânicas mudam com sua transformação,
aumentando seu módulo de elásticidade e sua
dureza afetando ao coeficiente de atrito.
Coeficiente de atrito, μ

Coeficiente de atrito, μ

Temperatura (°C)
Mudança do coeficiente de atrito com a temperatura
para Estanho (Sn) deslizando em estanho e a mudança Temperatura (°C)
com pequena quantidade de bismuto (Bi), que converte
em uma alotrópica transformação de estanho cinza.

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Nos contatos de asperezas as deformações são mais


Atrito em Cerâmicos elásticas que em metais, em baixas temperaturas ,
Os materiais ceramicos de engenharia tem baixa mas em altas a deformação plástica melhora pelas
densidade com excelentes propriedades forças adesivas, sem alcanzar altos valores o
mecânicas (alta tensões, durezas e rigidez) e coeficiente de atrito no vacuo como ocorre nos metais.
suportam altas temperaturas. Exemplos, Nitreto Os valores clássicos de μ em cerâmicos estão entre
de Silicio (Si3N4), carboneto de silicio (SiC), 0,25 a 0,8; semelhante aos casos de deslizamento de
Alumínia (Al2O3), e Zircônia (ZrO2), todos estes metais no ar afetados pela camada de óxido. O meio
tem aditivos. O uso comum destes materiais é ambiente modifica os valores de μ nos cerâmicos.
como um revestimento fino no subtrato de outros
materiais. Materiais como Nitrato de Titanio (TiN
– forma oxidos) e o diamante (absorve gases) Forma
Ilustração dos

Coeficiente de atrito, μ
silicio
têm boas propiedades tribologicas. hidroge efeitos no meio
nado
ambiente do atrito
A maior diferencia entre os materiais cerâmicos em nitreto de
e metais consiste em sua naturaliza de força silicio prensado
interatómica ou covalentes nos cerâmicos. A em quente. Os
diferença da ligação iónica, em cerâmicos leva valores forem
à estrutura de cristal a um pequeno número de extraidos de
sistemas disponíveis para deslizamento ensaio na máquina
independentes, o que permite acomodar-se a pino sonbre disco
uma deformação plástica, com deslizamentos Gas Umedade Umedade Agua a 150 mm/s.
cinco vezes menor que os metais, isto leva a ter Nitrogeno Relativa Relativa destilada
menor ductivilidade. 50% 90%

Atrito em Cerâmicos Os efeitos da composição atmosférica, temperatura,


carga, velocidade de e tempo de deslizamento no
Em contatos concentrados se produzem fraturas atrito do cerâmico se interpreta como mudanças
por causa das durezas afiadas que deslizam no triboquimicas na camada superficial, extendiendo-se
plano. Na figura se mostra um exemplo que à região da fratura de contato. A carga e velocidade
apresenta os resultados de um diamante cônico afeta a energia de dissipação do atrito e sua
deslizando como um cristal de carboneto de temperatura na interfase. A figura apresenta a
silicio. Com pequenas cargas se observa o variação do coeficiente de atrito com a alumina com o
sulcamento plásticos do carboneto de silicio zircônia deslizando no ar. O acrecimo do atrito com a
sem fratura, o valor de μ é baixo. Com cargas temperatura se deveria à remoção de agua absorvida
maiores ocorrem fratura fragiles na superficie na interface.
aumentando seu coeficiente de atrito.
Coeficiente de atrito, μ
Coeficiente de atrito, μ

Carga Normal (N) Temperatura (°C)

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Atrito em Cerâmicos Atrito nos Polímeros


Os efeitos da temperatura na superficie promovem O contato entre polímeros ou polimero com metal
mudanças no comportamento do atrito nos cerâmicos é predominantemente elástico. A principal
relacionado à velocidade de deslizamento. diferencia entre os plimeros e metais são a
A figura mostra os resultados do deslizamento do relação de E/H (Módulo de elasticidade/dureza),
nitreto de silicio (Si3Ni4) e do carboneto de silicio determina a extensão da plasticidade na região
(SiC) com deslizamento em material identico, a de contato.
alumina e o zirconia tem similarcomportamento. As Para metais o valor de E/H é 100 o mais, em
microfratura levaria a mudar seu coefiente de atrito. quanto que para os polímeros é próximo de 10. O
indice ψ para polimeros suave é proximo a 0,1 do
valor do metal e seu contato é completamente
elástico execto para superfícies muito rugosas.
Coeficiente de atrito, μ

Metal E/H ≤ 100


Polímeros E/H ≤ 10

Outro fator no atrito do polimero é a forte


dependência do tempo com as propriedades
mecânicas. A maioria dos polímeros são
viscoelásticos, os que mostram um notavel
Velocidade (m/s) incremento da tensão com a taxa de deformação.

Atrito nos Polímeros Aspereza Zona de


dura cizalhamento
O coeficiente de atrito de polimeros deslizando
contra se mesmo ou nos metais ou nos
cerâmicos, comumente esta na faixa de 0,1 a 0,5 Zona de
deformação
mas tambem pode estar por fora destes valores.
Nestes materiais as leies de Amotons’ não são
ampliamente aplicaveis, por que varia muito
com a craga normal, a velocidade de
deslizamento e a temperatura para uma lista de
Asperza
coeficientes de atrito de materiais específicos
dura
poderia ser pequena a diferencia de valores.
O coeficente de atrito dos polímeros podem ser
atribuidos a duas fontes: Zona interfacial
• À deformação, que envolve a dissipação de de cizalhamento
energia e maiormente ao volumen do area de Zona de
contato local. deformação
• À Adesão originado desde a interface de
deslizamento com a contraface.
Esquema mostrando um modelo das zonas de
As regiões com onde as duas fontes que
dissipação do atrito presentes num polímero
originam o atrito são ilustrados na seguinte
figura. Fonte: W. Pauli – Friction, Lubrication and wear tecnology ASM
Hamboock Vol 18, pag, 35, 1992

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A figura apresenta a progresiva deformação do


Atrito nos Polímeros devido à deformação material, ilustrada na sequência ABCDE. A energia de
disispação do material viscoelástico se mostra como
Para isolar a deformação do atrito e eliminar sua calor; a força de atrito é igual a energia dissipada por
adesão se realiza um ensaio com uma esfera ou unidade de distância movimentado pela força.
cilindro maciza em rolamento na superfície de um Uma fração β da energia total dissipada é absorvida,
polímero tratado com lubrificante para reduzir a para a esfera de raio R, com carga normal W, e força
adesão interfacial. A seguinte figura apresenta o de deformação f se modela assim:
def
comportamento das deformações superficiais.
= 0,17. . . 1−
Com ν é coeficiente de poisson e E é módulo de
elasticidade do polímero.
A temperatura e força de deformação tem um
comportamento que depende dos movimentos de
absorção de energia do material apresentando picos
e quedas em funçao da temperatura.

Deformação de um polímero pelo rolamento da esfera.


Fonte: Briscoe B. Friction and traction, Westbury House pp. 81-96 - 1981

A resistência a originar-se um rolamento pela


energia de dissipação do polímero que está abaixo
da esfera é produzido pelas respostas
viscoelástica do material.

Atrito nos Polímeros devido à Adesão


Se a superficie de um polímero macio
desliza sobre uma superficie macia rígida
onde a deformação do atrito é inperceptivel,
se observa forças de atrito originados pela
adesão as quais podem ser analisado como
forem os metais.

Cargas baixas com rugosidades moderadas


na superfície, devido a que a area de contato
é uma pequena fração da area aparente,
então a area de contato é proporcional á
carga normal, por tanto o coeficiente de
atrito é constante e independe da carga
normal

Variação do coeficiente de atrito com a carga


normal para deslizamento de cilindros de
polimethymethacrylate (PMMA), com diferentes
superficies rugosas a) usinado com torno b)
polimetado.

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Atrito nos Polímeros


Tensão de cizalhamento

= + .
Coeficiente de atrito

= = = + .

Onde:
τ → Tensão de cizalhamento
α→Constantes de cada polímero
μ →Coeficiente de atrito
P →Pressão Normal
W →Força Normal
F →Força de Atrito τ Formação de ondas de Schallamach por
flambagem da superfície de borracha no
τo/P lado de compressão do contato.
(A) Para slider rígido em borracha plana,
ondas mover de frente para trás. (B) Para a
α corrediça de borracha em piso duro, as
ondas se movem de trás para a frente.
P

Atrito nos Polímeros

Mecanismo Schallamach de onda de deslizamento entre


borracha e uma contraface dura.

Analogia Mecânica de contato da aspereza


viscoelastica.
Mecanismo de "formação de rolos" em superfícies de
borracha.

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Atrito de polímeros
Os selos maiormente são fabricados com
polímeros.
O atrito e desgaste é afetado pelo calor e
envelhecimento precoz dos polímeros,
degradándose como material.
Eixo sem desalinhamento Eixo com desalinhamento

Variação do coeficiente de atrito de um polímeros de alta


densidade(HDPE), deslizando sobre vidro. Variação do coeficiente de atrito, deslizamento com
Fonte Archard J. F. Proc. Roy. Soc. Lond A243, 190, 1957 carga normal de polímeros com forma de cilindro e com
diferentes rugosidade superficial a) torneamento b)
polimento.
Fonte Archard J. F. Proc. Roy. Soc. Lond A329, 1972

Área de Contacto Real


A área de contacto real é um resultado da deformação
dos pontos altos das superfícies de contacto que são
geralmente designados por asperezas. As tensões de
contato entre as asperezas são grandes, como
mostrado na Figura seguinte, e em alguns casos pode
ocorrer deformação plástica localizada. Uma representação de contato entre sólidos é
Carga mostrada esquematicamente na Figura

Pressão
nominal de
Contato real
contato
Pressão entre
asperezas

Contato entre superfícies ásperas idealizadas de


diferentes níveis de detalhe e plano liso.
Figura: Pressão de contato entre as asperezas.
Área de contato real de superfícies rugosas
O contato entre uma superfície áspera idealizada e uma superfície em contato; Ar é a verdadeira área de contato,
perfeitamente lisa foi primeiramente analisado assumindo que uma isto é, =∑ , onde n é o número de
superfície áspera é aproximada por uma série de asperidades asperezas.
esféricas sobrepostas, como mostrado na Figura.
Fonte: Stachowiak G e Batchelor A. Engineering Tribology pag. 461, 2005

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Determinação do Coeficiente de atrito

Medida do Coeficiente de Atrito Estático


Corpo de prova Medida do Coeficiente de
Atrito do Rolamento

θ
θ m.g

. .
= → = → =
. .

Medida do Coeficiente de Atrito Estático e Dinâmico

Peso Força de atrito

Esfera do Rolamento

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ASTM G 77 –seco ASTM G 99 As quatro geometrias mostradas na parte superior


ASTM D 2714 - Lubrificado
da figura são os aparelhos as mais comerciais. A
geometria do bloco com anel é a base para a ASTM
G 77 para o desgaste deslizante a seco, mas outra
variação é usada para ensaios de lubrificantes
(ASTM D 2714). O teste pin-on-disk constitui a base
para a ASTM G 99 e foi o resultado de um acordo
internacional (com 30 participantes). Uma versão
de um teste de duplo sapato é realizada usando o
chamado Hohman A- 6 testador. Um artigo
descrevendo o seu uso no rastreio de lubrificantes
sólidos foi publicado em 1963. Ou esses não são
conformes, com sapatos de borracha ou sapatos
de borracha conformes. Os ensaios no tipo de
arruela de empurrar, são frequentemente
utilizados para avaliar o atrito de materiais ou
materiais de vedação facial para processos de
trabalho de metais onde ocorrem cargas
relativamente altas. A ASTM D 3702 prescreve uma
geometria de arruela de pressão de contato anular
para determinar as taxas de desgaste de materiais
auto-lubrificantes, incluindo compósitos
poliméricos.

A Bloco padrão com Área de contato de 6,35x6,35 mm e espessura 6


mm (treno)
E Dinamômetro de mola
B Corpo
de prova

C Base suporte F Cadeia com roda de velocidade constante

D Célula de carga
J Polia de baixo atrito I Filamento de Nylon

G Bloco com a corda tensa e


com movimento constante.

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Composição química da liga de alumínio 7075 T651


Atrito de Metais Diferentes e Ligas Elemento Si Fe Cu Mn Mg Cr Zn TI Outros
• No cobre os valores experimentais se % 0,40 0,50 1,2 - 2 0,30 2,1 - 2,9 0,18- 0,28 5,1 - 6,1 0,20 0,15
modificam desde menores de 0,5 até maiores Composição química da liga de alumínio 5052 H34.
que 1,5. Nestes casos não ocorre considerável Elemento Si Fe Cu Mn Mg Cr Zn TI Outros
dano na superfície nem evidencia % 0,25 0,4 0,10 0,10 2,2 - 2,8 0,15 - 0,35 0,10 0,15 0,15
transferencia dos metais. A resistência elétrica
Volume Perdido (mm3)

Alumínio 7075
Tensão (Pa)

por contatos se reduz provávelmente pelas


modificações das aperezas no contato.
• No alumínio seria diferente, o coeficiente de Alumínio 7075
atrito poderia incrementar-se de 0,8 a 1,2 com Alumínio 5052
a quebra da camada de óxido.
Deformaçao específica Alumínio 5052
• No Cadmio quase não mostra nenhuma
mudança o coeficiente de atrito, atraves da
Carga.Percurso (N.m)
medida da resistência elétrica se confirma que
o isolamento elétrico da camada está presente
Alumínio 5052
Coeficiente de atrito, μ

em baixas cargas assim mesmo depois da


Por qué é
quebra em altas cargas. Em todos os casos, a
menor o
camada de óxido que permanece separa as Alumínio 7075 coeficiente
superficies. Em altas cargas a camada de
de atrito do
óxido se fratura e ocorre contatos entre
Al 7075 do
asperezas aumentando um pouco o coeficiente
Al 5052
de atrito. Estes mecanismos de contato
influenciará no desgaste do material. Tempo (s)

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