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PUNIDORES INCONDICIONADOS E

CONDICIONADOS
PUNIDORES INCONDICIONADOS

“Exceto sob condições extraordinárias, confidentemente esperamos que


qualquer estimulação excessiva, incomum, dolorosa ou perigosa sirva
como punidor. Estes são os punidores naturais. Sua habilidade para parar
comportamento em curso usualmente não depende de qualquer outra
circunstância, eles são assim.”

(SIDMAN, 2003. p. 95).


PUNIDORES INCONDICIONADOS

Estímulos cuja função de diminuir a probabilidade de um comportamento


não depende de uma história de aprendizagem

Relacionados a história de sobrevivência da espécie

Exemplos:

- dor
- calor/frio excessivo
- choque
- som muito alto
- luzes muito fortes
PUNIDORES CONDICIONADOS

“Eventos que são usualmente neutros podem tornar-se punidores. A palavra


“Não”, tão temida por muitas crianças e mesmo por adultos, é apenas um
conjunto complexo de sons que não tem poder em si de controlar
comportamento(...) De que fontes o “0”, simplesmente um padrão de linhas
sobre o papel, deriva sua extraordinária habilidade de punir estudantes?
Mesmo reforçadores positivos naturais (incondicionados) podem tornar-se
punidores. O que, por exemplo, torna o intercurso sexual repugnante para
alguns? Estes são chamados “punidores condicionados”, porque a sua
habilidade para nos fazer para de fazer algo é condicional a outras
circunstancias.”

(SIDMAN, 2003. p. 95).


PUNIDORES CONDICIONADOS

Estímulos cuja função de diminuir a probabilidade de um comportamento


dependem de uma história de aprendizagem

Relacionados a história de vida do indivíduo

Exemplos:

- palavra “não”
- nota “zero”
- expressões de desaprovação
PROCESSO DE CONDICIONAMENTO

PUNIDOR
INCONDICIONADO

+
PUNIDOR
ESTÍMULO NEUTRO CONDICIONADO
EFEITOS COLATERAIS DA PUNIÇÃO

1) Qualquer aspecto do ambiente que acompanha a punição adquire a


função de punir por si mesmo

Quando pais punem os filhos com palmadas, os próprios pais se


tornam estímulos com a função de punir

Quando professores punem os alunos com notas baixas e


advertências, o professor se torna um estímulo com a função de
punir. A própria escola pode adquirir essa função
EFEITOS COLATERAIS DA PUNIÇÃO

Qualquer um que usa choque, torna-se um choque

“Aí está porque punição condicionada é um efeito colateral “tóxico”


da punição. Ambientes em que somos punidos tornam-se eles
mesmos punitivos e reagimos a eles como a punidores naturais. Não
gostamos deles, os odiamos ou tememos, evitando-os ou
completamente se pudermos, ou escapando deles assim que for
possível. Considerando o choque como punidor prototípico, podemos
dizer que situações nas quais recebemos choques tornam-se choques
elas mesmas, capazes de gerar todas as reações que o choque gera”

(SIDMAN, 2003. p. 95)


DECORRÊNCIA DO PRIMEIRO EFEITO
COLATERAL

O efeito de redução na probabilidade do comportamento ocorre somente


na presença do punidor

Ex. Crianças não falam palavrões diante dos pais

“Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”


EFEITOS COLATERAIS DA PUNIÇÃO

2) Qualquer resposta que elimine ou evite o contato com o estímulo


aversivo é reforçada negativamente

Ficar longe de casa, da escola, da presença dos pais...

A punição gera contracontrole


EFEITOS COLATERAIS DA PUNIÇÃO

3) Eliciação de respostas emocionais

Respostas agressivas

Ex. Agressões ao agente que aplica a punição


OBS. Filme: O
preço de um
resgate!
Apatia, imobilidade, ansiedade

Ex. Não conseguir falar diante dos pais, chefes etc.

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