Você está na página 1de 82

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

AULA 07- MEIO AMBIENTE E ENERGIA

Olá, amigos, tudo bem?

Hoje abordaremos dois assuntos que crescem cada vez mais de

importância no cenário internacional: a proteção do meio ambiente e a

questão energética. Pela importância dos assuntos, essa aula contará com

uma vasta gama de informações, as quais consideramos que são muito

importantes para a prova do STM.

Preparados para seguir em frente? Então vamos lá!

1- A questão ecológica em nível mundial.

A questão ecológica e a preocupação com os problemas ambientais

acabam gerando em todos nós algumas perguntas inquietantes: elas são

mesmo fruto de um desconforto real ou apenas uma moda passageira?

Alguns chegam até a afirmar que estas questões foram trazidas à

tona como um cômodo recurso ideológico que objetiva substituir as grandes

questões mobilizadoras até poucas décadas atrás. Para os mais radicais, toda

essa “festa” em torno do meio ambiente não passa de uma forma de manter

enfraquecidos os problemas sociais do mundo, como a pobreza, a exploração

e os conflitos de interesse entre as classes. Mas será que isso é pertinente?

Compreender o problema ambiental não significa dominar a

geografia física das regiões, conhecer o relevo, os rios e saber tudo sobre as

devastações ambientais. É claro que tudo isso tem sua importância, pois

compõe o nosso estudo. Entretanto, é imprescindível percebermos que o

alcance da questão ecológica é bem mais profundo do que parece, uma vez

que não se reduz apenas aos inúmeros distúrbios do meio ambiente.

1

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Na verdade, o fato dessa questão ecológica estar tão na “moda” nos

mostra a incapacidade de um sistema social de produção e de consumo

(capitalismo) em manter formas e ritmos de crescimento sem destruir as

condições de sua própria reprodução. Deste modo, a importância do assunto

transcende as diversas crises ambientais espalhadas em todas as regiões do

planeta e demanda que percebamos que desequilíbrios entre sociedade e meio

ambiente estão biblicamente atrelados à história da humanidade.

Todavia, o que é absolutamente novo pra nós é que as crises

ambientais globais estejam influenciando, cada vez mais, nos colapsos locais e

regionais ocorridos nos últimos tempos. Vamos pensar, por exemplo, nas

chuvas do Rio de Janeiro. Pesquisas apontam que o aquecimento global

causado pelo contínuo desenvolvimento industrial é um dos principais

responsáveis por catástrofes climáticas como essa. Do mesmo modo, o

furacão ocorrido no Rio Grande do Sul que, em 2004, destruiu mais de 20 mil

casas, ou os temporais em Santa Catarina. Todos esses fenômenos acabam

tendo como principal justificativa o desequilíbrio ambiental global.

Assim, amigos, as profundas implicações econômicas, políticas e

sociais acabam mesmo se conectando às questões do meio ambiente e, talvez

por isso, esse tema esteja sempre presente nas provas de atualidades e

geografia. Modismo ou não, o debate em torno do assunto é intenso e, pela

primeira vez, a sensação de que toda a humanidade caminha para situações

catastróficas parece unânime. As transformações ambientais, geralmente

traumáticas e dolorosas, acabaram cobrando da sociedade tanto uma reflexão

em torno das relações entre o homem e a natureza quanto a necessidade de

revê-las.

É verdade também que os desastres climáticos não ameaçam todo

mundo da mesma forma, na mesma intensidade e nem com a mesma

iminência. Deste modo, ficam mais vulneráveis a esses desastres - que

acabam sendo sociais- as populações que não possuem tecnologia, que são

empurradas sempre para mais longe dos centros de produção e consumo. Por

2

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

isso, podemos afirmar que as sociedades mais pobres e marginalizadas são as

que mais intensa e rapidamente sofrem os problemas do esgotamento do solo,

da escassez de água, moradia e alimentos.

A questão ecológica, portanto, diz respeito, ao mesmo tempo, às

relações entre os homens e às relações dos homens com a natureza - que é

quem fornece seus meios de sobrevivência.

O avanço técnico e científico que contribuiu para o boom de todo o

processo de industrialização em países ricos e pobres, capitalistas e

socialistas, pode ser considerado o principal elemento de interferência e

alteração da natureza. Não é segredo para nós que a natureza é formada por

um conjunto de componentes ambientais composto de terra, água, ar e seres

vivos, animais e vegetais. Pois bem, esses elementos são interdependentes, o

que significa que a alteração ou agressão de um deles resulta, imediatamente,

na alteração de outro.

Até os anos de 1960, qualquer idéia de sociedade que se

distinguisse da capitalista já mostrava que havia uma inegável necessidade de

uma nova organização econômica, em que os meios produtivos fossem

divididos de forma mais equilibrada. Entretanto, até a década de 70 não havia a

menor preocupação direta com questões ambientais ou ecológicas, com

exceção das universidades que tratavam o tema com relativo cientificismo.

As primeiras preocupações com a destruição da natureza,

principalmente das florestas e dos animais selvagens, surgiram apenas nos

anos 50, com as primeiras manifestações organizadas contra os armamentos e

as usinas nucleares. Essas manifestações foram importantes, pois abriram o

caminho para a luta contra os efeitos poluidores da indústria e para as idéias

de conservação do meio ambiente, que até então estavam restritas aos

círculos acadêmicos e naturalistas.

Como sabemos, no Brasil, o grande crescimento industrial se deu

entre as décadas de 50 e 60, portanto não haveria mesmo como haver

3

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

manifestações ecológicas anteriores a esse período. Apesar disso, em outros

lugares, “privilegiados” pela industrialização precoce, essa também não era

uma discussão comum.

A crescente industrialização concentrada em cidades, a

mecanização da agricultura, a intensa exploração de recursos energéticos

como carvão mineral e petróleo, e minerais como ferro, alumínio etc, alteraram

significativamente a terra, o ar e a água do planeta. Tamanha exploração levou

algumas áreas à degradação ambiental irreversível, o que evidenciou duas

necessidades mundiais urgentes. A primeira era a obrigação de haver maior

integração entre as disciplinas que se propunham a estudar a natureza. A

segunda era a necessidade de uma profunda revisão dos paradigmas da

ciência moderna para alcançarem uma solução para o problema identificado.

Devido à visibilidade que foi dada aos diversos problemas

ambientais e ecológicos apontados pelas crescentes manifestações, sua

mobilização e suas lutas, este assunto ganhou mais atenção das sociedades

mundiais.

È claro, pessoal, que, nesse processo acelerado de “tecnificação”

das sociedades humanas, algumas regiões do planeta foram palco de maiores

alterações do que outras. Entretanto, poucas são as áreas do mundo que não

foram total ou parcialmente devastadas pelas práticas predatórias do homem.

A sociedade industrial que o mundo contemporâneo edificou

interferiu e alterou profundamente a natureza, já que, para construir e alimentar

complexos industriais, extensos espaços de natureza tiveram que ser

destruídos.

O desenvolvimento permanente dos meios de produção, a

ampliação da sociedade de consumo, os atrativos do lazer, do conforto e a

liberação da mão-de-obra rural, acabaram estimulando o crescimento da

população urbana nos países industrializados. Apesar disso, o crescimento

rápido das cidades não pôde ser acompanhado no mesmo ritmo, sobretudo

4

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

nos países em desenvolvimento, pelo incremento das redes de água tratada,

coleta e saneamento de esgoto etc.

Nessas sociedades, os problemas ambientais são muito maiores do

que nos países mais desenvolvidos. Essa diferença se dá principalmente

porque, além das questões relativas à destruição do meio ambiente em si,

como a poluição do solo, do ar e da água, ainda há o agravante da pobreza da

população. Vejamos como esses temas podem ser encontrados em provas

(CESPE/ABIN-2008) A questão ambiental, tendo em vista suas

implicações sociais, econômicas e políticas, ganhou repercussão e

passou a fazer parte das políticas nacionais e do fórum de debate

mundial. Acerca desse assunto, julgue os itens subseqüentes.

1-Com a maior parte da população brasileira vivendo em aglomerações

urbanas, a degradação da qualidade do meio ambiente urbano e dos

recursos naturais tem sido motivo de conflitos e de proliferação de

doenças nas cidades.

Comentários

A urbanização acentuada é uma constante em todas as regiões do

nosso planeta. Entretanto, o que durante muitos anos foi visto como símbolo de

progresso hoje comporta em si inúmeros problemas. Nesse sentido, a explosão

da periferia nas grandes cidades foi uma das principais responsáveis pela

degradação do meio ambiente, existência de conflitos pelos recursos naturais e

proliferação das doenças. Isso ocorre na maior parte das cidades de países em

desenvolvimento e é um ponto muito forte aqui no Brasil.

A grande maioria das metrópoles abriga favelas e essa situação

tende a se agravar principalmente em países onde as pessoas continuam

migrando em busca de empregos e se defrontam com a ociosidade.

5

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

A maior parte da população brasileira vive em aglomerações

urbanas. Essa concentração populacional nas cidades tem como conseqüência

a degradação ambiental, causada pelas modificações ocorridas no espaço

geográfico.

Assim, verifica-se nos principais aglomerados urbanos brasileiros

grande poluição do ar, do solo (causado pelo lixo urbano), sonora, visual, etc.

Tudo isso causa perda da qualidade de vida da população, o que gera aumento

do número de doenças e conflitos ambientais.

Ressalte-se que quando a questão fala em conflitos ambientais, ela

não quer dizer que se “pega em armas” em defesa do meio ambiente. Os

conflitos ambientais são uma nova espécie de conflito social, que exige a

intervenção do Estado. Pode-se verificar que justamente a parcela da

sociedade que mais sofre com os riscos ambientais é justamente a menos

favorecida e que, por conseguinte, tem menos responsabilidade na construção

deste risco. Portanto, a questão está correta.

2-(CESPE/ABIN-2008)- Todos os países, sejam eles pobres ou ricos, são

responsáveis pela degradação ambiental, o que explica a necessidade de

acordos internacionais para a mitigação dos efeitos adversos e a

resolução de conflitos.

Comentários

Sem dúvida alguma, todos os países –pobres ou ricos- possuem

responsabilidades no que diz respeito à proteção do meio ambiente. Todavia,

na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

(ECO-92) reconheceu-se, sob forte pressão dos países em desenvolvimento

que a responsabilidade de controlar, reduzir e eliminar os atentados contra o

meio ambiente deve incumbir aos países que os causam, de tal forma que

guarde relação com os danos causados e esteja relacionado com as

respectivas capacidades e responsabilidades.

6

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Esse reconhecimento representou uma completa mudança de

paradigma no âmbito da proteção do meio ambiente, estabelecendo o

princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada. Cada país deveria

incumbir-se na proteção ambiental de forma proporcional com os danos

causados ao meio ambiente. Esse princípio confirma o fato de que os países

desenvolvidos são os maiores causadores e responsáveis pelos desequilíbrios

ambientais, cabendo a eles, portanto, as principais atitudes para proteger o

meio ambiente.

De qualquer forma, a proteção do meio ambiente é uma

preocupação comum da humanidade, incumbindo aos países ricos e pobres

indistintamente. Por ser responsabilidade de todos os países, há necessidade

de se buscar soluções conjuntas ao problema ambiental, o que é feito por meio

da cooperação internacional. Questão correta.

1.1 O ambiente ganha visibilidade mundial

O grande concretizador do meio ambiente como um assunto

mundialmente importante foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio

Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, Suécia, em 1972. Tendo como

tema principal o Meio Ambiente Humano, essa Conferência estabeleceu

princípios de aplicação geral no que se refere à proteção ambiental.

De acordo com Accioly, o ano de 1972 pode ser apontado como o

ano em que a conscientização para a importância de se evitar a destruição do

meio ambiente tomou âmbito global. Nessa conferência, se reuniram pela

primeira vez países industrializados e países em desenvolvimento para discutir

problemas relativos ao meio ambiente. Apesar do objetivo comum de

preservação ambiental, a conferência deixou claro o fosso existente entre

esses países, sobretudo em matéria ecológica.

7

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Assim, quando o grupo de países em desenvolvimento era chamado

a cumprir padrões mínimos ambientais, eles entendiam essa pressão como um

mecanismo utilizado pelos países mais industrializados para impedir seu

crescimento. Dessa forma, para grande parte das nações, a questão ambiental

surgiu como um limitador e dificultador do modelo vigente, em que são

explorados, descontroladamente, os recursos ambientais do planeta.

A Conferência de Estocolmo deu origem à Declaração das Nações

Unidas sobre o meio ambiente, que estabelece princípios gerais para sua

proteção e prevê a criação do Programa das Nações Unidas. Esse programa

tem como objetivo fundamental coordenar as ações internacionais de amparo à

natureza, promovendo um desenvolvimento sustentável.

Bem, para compreendermos a Declaração de Estocolmo, teremos

que entrar um pouco no direito internacional ambiental, mas não se assustem,

pois não é nada de outro mundo, ok?

Assim, temos como pontos principais:

1)O direito ao meio ambiente foi alçado à condição de direito

fundamental do ser humano. O primeiro princípio enumerado pelo referido

documento estabelece que “o homem tem direito fundamental à liberdade, à

igualdade e a condições de vida satisfatórias, em meio ambiente cuja qualidade

lhe permita viver com dignidade e bem-estar.

2) A Declaração de Estocolmo estabeleceu o princípio da

responsabilidade internacional dos Estados em matéria ambiental. De

acordo com o princípio de número 21, “os Estados têm o direito soberano de

explorar os seus próprios recursos segundo políticas ambientais que

estabeleçam. Entretanto eles têm o dever de realizar essas atividades nos

limites de sua jurisdição ou sob seu controle, desde que não causem danos ao

meio ambiente em outros estados ou nas regiões não submetidas a qualquer

jurisdição nacional.” Resumindo: lembra daquele sermão que ganhávamos da

professora no colégio, que dizia que nosso direito termina onde começa o do

8

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

coleguinha? Pois bem, aqui é a mesma coisa: um Estado não pode explorar

seus recursos de forma a causar dano a outro Estado.

3)- Um Estado deve ser responsabilizado pelos danos ambientais

que cause fora de sua jurisdição territorial, ou seja, pelos danos que cause ao

meio ambiente de outro Estado. Ou seja, feriu o direito do coleguinha? Então

vai ter que assumir a responsabilidade.

Passados 10 anos da Conferência de Estocolmo, foi elaborado um

relatório para avaliar tanto os principais resultados alcançados, quanto apontar

os principais problemas ambientais existentes. E foi nesse momento que

surgiu, pela primeira vez, o conceito de “desenvolvimento sustentável . Mas

o que seria isso afinal?

Podemos entender este desenvolvimento como sendo aquele que

atende as necessidades do sistema produtivo e das gerações atuais, sem

comprometer a capacidade das futuras gerações de terem suas próprias

necessidades atendidas.

Um outro evento que marcou as relações homem/meio ambiente foi

o realizado em 1992 na cidade do Rio de Janeiro. Vocês se lembram?

Dependendo da idade de vocês, é possível que não, mas pra nós, que já

somos velhinhos (rsrrsrsrs), a ECO 92 foi um evento inesquecível!

Na ocasião, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio

Ambiente e Desenvolvimento, que em 1972 havia sido em Estocolmo,

movimentou a cidade do Rio de Janeiro e ganhou a mídia brasileira e

internacional. Do mesmo modo, a conferência realizada na Suécia, foi

“reproduzida”, duas décadas mais tarde, na cidade do Rio e ficou

mundialmente conhecida como ECO-92.

Nesse encontro, líderes do mundo todo foram reunidos e produziram

importantes documentos que buscavam regulamentar os mais variados

elementos sobre o meio ambiente. Assim, entraram na pauta das discussões

9

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

para proteção ambiental: princípios sobre Florestas, Convenção sobre

Diversidade Biológica, Convenção sobre Mudanças Climáticas, Agenda 21 e a

Declaração do Rio.

Esses documentos tinham como principal objetivo definir um rumo

geral para as políticas ambientais essenciais de desenvolvimento mundial.

Assim, as políticas ali definidas deveriam ditar um modelo de desenvolvimento

sustentável que desse conta de suprir às necessidades globais e, ao mesmo

tempo, reconhecesse os limites de desenvolvimento econômico.

Nessa linha, a Agenda 21 foi um documento elaborado com o

objetivo de servir de guia para que os Estados formulassem políticas públicas

em matéria ambiental com vistas a promover o desenvolvimento sustentável.

Outra realização importante deste evento foi a consolidação da Convenção-

Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima por quase todos os

países do mundo.

Essa convenção nada mais é do que um tratado internacional que

tem como objetivo a estabilização da concentração de gases do efeito estufa

na atmosfera em níveis admissíveis pelo sistema climático. É verdade também

que ainda não se sabe, com precisão, qual é a medida de gases que poderiam

ser considerados seguros, entretanto, boa parte da comunidade científica

admite que a contínua emissão de gases no ritmo atual trará fortes danos ao

meio ambiente.

de

Estocolmo quanto a ECO-92 foram os marcos mais importantes para o

alargamento da gravidade da questão ambiental internacional.

Assim,

amigos,

é

correto

afirmar

que

tanto

a

Conferência

Cabe destacar também o Protocolo de Kyoto, assinado na cidade

japonesa de mesmo nome no ano de 1997. A convenção em Kyoto

estabeleceu um sólido compromisso por parte dos países desenvolvidos em

reduzir a emissão de gases, mesmo com ônus aos seus respectivos

crescimentos econômicos. No entanto, apesar da seriedade com que as

10

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

nações encararam o protocolo, ainda não são palpáveis os meios pelos quais

seriam colocadas em prática as medidas e o compromisso em reduzir as

emissões de gás.

O Protocolo de Kyoto faz parte da Convenção-Quadro das Nações

Unidas sobre Mudanças Climáticas e determina que os Estados deverão, para

promover o desenvolvimento sustentável, implementar ou aprimorar suas

políticas nas mais diversas áreas, como:

- aumento da eficiência energética;

- promoção de formas sustentáveis de agricultura;

- proteção e aumento de sumidouros e reservatórios de gases de

efeito estufa;

- redução gradual ou eliminação de incentivos fiscais, de isenções

tributárias e tarifárias e de subsídios para os setores emissores de gases de

efeito estufa;

- pesquisa, promoção, desenvolvimento e aumento do uso de formas

novas e renováveis de energia, de tecnologias de seqüestro de dióxido de

carbono e de tecnologias ambientalmente seguras.

- limitação e/ou redução de emissões de metano por meio de sua

utilização no tratamento de resíduos, bem como na produção, no transporte e

na distribuição de energia e;

- medidas para limitar ou reduzir a emissão de gases de efeito-

estufa, como a aplicação do princípio do poluidor-pagador.

Aplicando o princípio do poluidor-pagador, o protocolo criou o

“Mecanismo de Desenvolvimento Limpo”, que deu a oportunidade para a

criação de um mercado de créditos de carbono. Mas o que seria isso

exatamente?

11

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Bem, na verdade, isso funciona como um sistema de compra

simples, em que aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as

metas de redução de emissões de gases do efeito estufa têm que comprar

créditos de carbono. Como todos nós sabemos, a tática de economia mais

eficaz é sempre aquela que atinge o bolso, não é mesmo?

Em contrapartida aos “esbanjadores”, aquelas indústrias que

conseguissem diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas,

poderiam vender o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de

emissão" no mercado nacional ou internacional.

De acordo com Portela, com a criação do mercado de créditos de

carbono, os países em desenvolvimento passaram a negociar com os países

desenvolvidos seus excedentes de "redução de emissão" ou "permissão de

emissão" no mercado nacional ou internacional. Assim, os países em

desenvolvimento tendem a ampliar a execução de projetos que reduzem a

poluição para ter mais uma mercadoria para comercializar internacionalmente:

seus excedentes de ar puro.

Mas e quanto a metas? O Protocolo de Kyoto fixou metas para a

redução de emissão de gases?

Sim. Foram estabelecidas metas de redução de emissões para os

países, porém diferentes para cada um, em respeito ao princípio da

responsabilidade comum, mas diferenciada. Assim, já que a regra de redução

não é valida para todos, países como o Brasil podem realizar projetos de

redução de emissões e negociar com os que precisem os seus “créditos de

carbono”.

Então, pessoal, deste modo fica claro que não são todos os países

que devem cumprir metas de redução de emissão de gases, mas somente

aqueles que estão relacionados no Anexo I do protocolo de Kyoto - países

mais industrializados. É correto afirmar que no encontro ocorrido no Japão

foram estabelecidas metas de redução e um mercado de créditos de carbono

12

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

por meio do qual os países industrializados acabam financiando tecnologias

consideradas limpas em países em desenvolvimento, como forma de

compensar suas emissões de gases.

Apesar disso, passados 12 anos, constatou-se que nada disso deu

certo! Na tentativa de se chegar a um novo acordo global sobre o clima, os

países se reuniram, então, em Copenhague, que infelizmente, não teve mais

êxito que o protocolo de Kyoto.

Veja como esse assunto foi cobrado em prova

3(ESAF/PGFN-2006) É objetivo do Protocolo de Quioto à Convenção-

Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima, de 1997:

a) a diminuição da eficiência energética em setores relevantes da

economia internacional, como modo direto de internalização de

externalidades negativas.

b) a proibição imediata de formas sustentáveis e não-sustentáveis de

agricultura, à luz das considerações sobre mudança de clima.

c) a redução gradual ou eliminação de imperfeição de mercado, de

incentivos fiscais, de isenções tributárias e tarifárias e de subsídios para

todos os setores emissores de gases de efeito estufa.

d) a pesquisa, a promoção, o desenvolvimento e aumento do uso de

formas não-renováveis de energia, de tecnologia de seqüestro de dióxido

de carbono e de tecnologia ambientalmente seguras.

e) a ampliação de emissões de metano por meio de sua recuperação e

utilização no tratamento de resíduos, bem como no transporte, na

produção e na distribuição de energia.

Comentários:

A letra A está errada porque o Protocolo de Quioto tem por objetivo o

aumento da eficiência energética e não sua diminuição.

A letra B está errada. O Protocolo de Quioto tem como um de seus

objetivos que os países promovam formas sustentáveis de agricultura.

13

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

A letra D está errada, já que o protocolo que ora analisamos tem

como objetivo a utilização de formas renováveis de energia.

A letra E está errada porque o Protocolo de Quioto tem como

objetivo a redução ou eliminação da emissão de gás metano e outros gases de

efeito estufa.

Resta-nos a letra C, que é a resposta correta. Considerando que a

emissão de gases de efeito estufa deve ser reduzida ou eliminada segundo o

Protocolo de Quioto, o que se busca é desestimular as atividades que poluem a

atmosfera. Ou seja, os incentivos aos setores emissores de gases de efeito

estufa deverão ser retirados.

1.2 Conferência do Clima de Copenhague (COP-15)

Seguindo na linha dos encontros onde a natureza é o grande foco,

não poderíamos deixar de abordar aqui o assunto do momento ao se falar de

meio ambiente: a Conferência do Clima de Copenhague, conhecida também

como COP-15. E por que esse encontro é tão famoso? Na verdade, muita

expectativa foi depositada nesse encontro, que se distingue dos demais

principalmente pelo fato de ter sido formulado, exclusivamente, para tratar da

variação climática mundial. Outro fator que lhe conferiu bastante importância

foi o fato da conferência buscar firmar um novo acordo global que substituiria o

Protocolo de Kyoto, o qual tem validade somente até 2012.

Bem, a Convenção-Quadro das Nações Unidas, tinha como objetivo

principal a estabilização da concentração de gases na atmosfera terrestre.

Deste modo, a intenção do encontro era elaborar normas que regulassem a

emissão de gases de acordo com os níveis de segurança climática do planeta,

evitando o aquecimento global.

14

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Esse é um assunto muito atual, pois o encontro foi realizado no fim

do mês de dezembro e por muito tempo a mídia bateu em cima dessa mesma

tecla, vocês se lembram? Pois bem, a Conferência de Copenhague nada mais

foi do que uma assembléia das nações que aderiram ao compromisso firmado

na convenção ainda em 1992, no Rio de Janeiro.

No âmbito da “Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre

mudança do clima” já havia sido firmado o Protocolo de Kyoto, com o objetivo

de mitigar o aquecimento global. Mas, afinal, quais foram os principais

impasses às negociações em Copenhague?

As

negociações

no

âmbito

da

Conferência

do

Clima

se

concentraram basicamente em dois pontos fundamentais: redução de

emissão de gases de efeito estufa e apoio financeiro a ser fornecido pelos

países desenvolvidos aos países em desenvolvimento para que estes

possam realizar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Os maiores impasses nas negociações em Copenhague foram

justamente a divergência de interesses quanto a esses dois temas. O Protocolo

de Kyoto somente impôs obrigações de redução de emissões aos países mais

ricos. No entanto, os países mais industrializados também querem que os

países em desenvolvimento assumam compromissos vinculantes nesse

sentido. Logicamente, não é o que querem alguns países em desenvolvimento!

Ao final da Conferência de Copenhague, os países aprovaram um

documento que possui tão somente a natureza de declaração de intenções,

não vinculando diretamente os países. Assim, ao final da COP-15, os países

não chegaram a um consenso, não assumindo compromissos estritos.

Vejamos como isso aparece nas provas

4(CESPE/IRB-2010)- Em relação às mudanças climáticas, julgue C ou E:

15

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

A( ) A comunidade internacional, de forma geral, considerou satisfatórios

os resultados da COP 15 (15.ª Conferência das Partes da Convenção das

Mudanças Climáticas), realizada em Copenhague, em dezembro de 2009.

B( ) O Brasil teve participação de destaque na COP 15, onde negociou

ativamente o Acordo de Copenhague e defendeu a constituição de fundo

para se financiarem, em países pobres, com recursos canalizados por

meio de organismos multilaterais, inclusive do sistema das Nações

Unidas, ações em que se empreguem tecnologias concernentes ao

aquecimento global.

C( ) O Brasil, que defende o princípio de “responsabilidades comuns,

mas diferenciadas”, vem cumprindo diversos pontos da agenda

ambiental, pois quase toda a energia consumida no país provém de

fontes renováveis, o governo se comprometeu a desenvolver ações para

diminuir a emissão de CO2 no país e a adotar um Plano de Mudanças

Climáticas, para a redução do desmatamento da Amazônia.

D( ) Por iniciativa brasileira, os países amazônicos, no que se refere à

agenda de mudanças climáticas, adotaram a mesma posição, qual seja a

de defender a necessidade de conservação da cobertura vegetal como

compensação pelo aumento das emissões de CO2 causado pela

industrialização urbana nesses países.

Comentários

A- A 15ª Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas

(COP-15), realizada na Dinamarca em dezembro do ano passado, era a grande

esperança do mundo na luta contra o aquecimento global. No entanto, o

encontro foi marcado pelo desentendimento entre as nações, que não

chegaram a nenhum acordo significativo. Portanto, a questão está errada.

B- O Brasil foi um dos poucos países que se destacou durante o

encontro de Copenhague, sobretudo ao defender a criação de um fundo para

financiar países mais pobres. Durante esse encontro, que envolveu cerca de

16

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

120 países , não se chegou a um consenso mesmo depois de duas semanas

de negociações e intervenção direta do secretário-geral das Nações Unidas.

Assim, o governo brasileiro já foi pro encontro com o objetivo de

reduzir em até 39% suas emissões de gases até 2020. É claro que teve o apoio

das ONGs para sua idéia de colocar logo na mesa de Copenhague metas

claras, ou seja, números com os quais o país vai se comprometer.

pontos!

C-

Essa assertiva merece ser bem aproveitada. Vamos, então, por

1)O Brasil defende sim o princípio da responsabilidade comum, mas

diferenciada. Esse princípio estabelece que apesar de todos os países terem

responsabilidades no que diz respeito à preservação ambiental, os países que

historicamente mais danos causaram ao meio ambiente têm maiores

obrigações.

2)Dizer que quase toda a energia consumida no país vem de

fontes renováveis é um exagero. Podemos dizer que aproximadamente metade

da energia consumida no país vem de fontes renováveis. A matriz energética

brasileira é, portanto, relativamente limpa se comparada a de outros país. No

que diz respeito à geração de eletricidade, quase 90% vem de fontes

renováveis.

3)O Brasil se comprometeu a reduzir a emissão de CO2? Sim. O

Brasil tem um Plano de Mudanças Climáticas? Sim. Entretanto, seu objetivo

principal é reduzir as emissões de gases(contribuindo para evitar o

aquecimento climático) e não reduzir o desmatamento da Amazônia. Portanto,

a questão está errada.

D- Os países amazônicos unidos à França definiram uma posição

única a ser defendida na COP-15, firmando a chamada Declaração de

Manaus. Por meio dessa Declaração, os países amazônicos defendiam que os

países desenvolvidos deveriam assumir compromissos quantificados em

17

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

matéria de redução de emissões. Além disso, chegaram ao consenso de que

os países desenvolvidos deveriam financiar ações de mitigação do

aquecimento global nos países em desenvolvimento.

Os países amazônicos concordaram, ainda, que a preservação da

cobertura vegetal, particularmente da Região Amazônica, é fundamental no

processo de enfrentamento da mudança climática. Todavia, essa preservação

da cobertura vegetal é incondicional e não deve ser vista como uma

compensação pelo aumento das emissões de CO2. É aí que está o erro da

questão!

5-(FCC-APOFP-2010)- Após duas semanas de negociações, com a

participação de líderes de cerca de 190 países e com a intervenção direta

do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, na 15a Conferência

das Nações Unidas sobre mudança climática (COP 15), realizada em

Copenhague, em dezembro de 2009:

a) foram tomadas decisões que invalidaram o protocolo de Kyoto.

b) a maioria dos países optou pela redução na emissão de agentes poluentes

na atmosfera, mediante tratado que entrou em vigor a partir de janeiro de 2010.

c) não houve a produção de qualquer documento referente à redução dos

agentes poluentes da atmosfera.

d) foi assinado documento com valor legal, no qual ficaram definidas metas de

redução da emissão de agentes poluentes para todos os países, com exceção

dos mais pobres.

e) houve um acordo, fechado entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e

África do Sul, que foi apenas “anotado” pelos demais países, mas não

aprovado.

Comentários:

A letra A está errada. O Protocolo de Kyoto permanece em vigor

mesmo após a Conferência do Clima de Copenhague. Embora essa

18

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

conferência tivesse como objetivo chegar a um acordo que substituísse o

Protocolo de Kyoto, isso não foi possível.

A letra B está errada. A COP-15 não teve como resultado um tratado

que criasse compromissos efetivos para os países. Assim, ninguém se obrigou

a reduzir a emissão de gases, embora os países tenham demonstrado seu

interesse em fazê-lo. Percebam, amigos, que há uma sutil e importante

diferença entre se obrigar a alguma coisa e demonstrar interesse nessa mesma

coisa!

A letra C está errada. Ao final da COP-15, houve sim a produção de

um documento, que não criou, todavia, compromissos aos países. O produto

final da COP-15 foi tão somente um documento que evidencia a intenção dos

países em promover a segurança climática do planeta.

A letra D está errada. Conforme já dissemos, os países não

assumiram compromissos de redução de emissão de gases na COP-15

A letra E está correta. Ao final da Conferência do Clima de

Copenhague, os países chegaram a um acordo, que não obteve consenso de

todos os países que participaram da reunião. Mas o que estabeleceu esse

acordo?

 

- Limitar o aquecimento global a 2º C em relação ao período pré-

industrial.

 

-

Criação de um Fundo destinado a ações de mitigação do

aquecimento global. A ajuda financeira aos países em desenvolvimento seria

no montante de US$ 30 bilhões nos próximos três anos e US$ 100 bilhões até

2020.

Quando a questão fala que o acordo foi fechado por Estados Unidos,

Brasil, China, Índia e África do Sul, o que ela quer dizer é que foram esses

países que construíram o texto do acordo. Os outros países somente

19

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

“anotaram” o acordo, isto é, não tiveram participação efetiva na construção do

texto. Destaque-se que o acordo a que os países chegaram em Copenhague

consiste em um texto mínimo.

6- (CESPE/Agente Administrativo – UERN-2010)- A Conferência do Clima

de Copenhague, a COP15, é nossa melhor oportunidade para salvar a

civilização de um colapso causado pelo aquecimento global. A relevância

do evento atraiu para a capital da Dinamarca cerca de 35 mil

participantes, entre chefes de Estado, diplomatas, políticos, ativistas,

cientistas, empresários e jornalistas. Salvar o mundo em uma semana

parece uma missão quase impossível. Para isso, os representantes de

193 países precisam chegar a acordos internacionais que estabeleçam

limites para as emissões dos países ricos e compromissos das nações

emergentes.

Época, 11/12/2009 (com adaptações).

Considerando o texto acima, assinale a opção correta acerca das

questões ambientais.

a) O desmatamento é responsável por menos de 1% das emissões de carbono

do Brasil.

b) Árvores renovam naturalmente o ar que respiramos ao retirar CO2 da

atmosfera e liberar oxigênio.

c) Antes da Conferência do Clima, o governo brasileiro se comprometeu a

aumentar o desmatamento.

d) A atividade agropecuária não interfere no aquecimento global.

e) Veículos elétricos e híbridos emitem a mesma quantidade de CO2 que

veículos movidos a gasolina.

Comentários:

A letra A está errada. O desmatamento é o maior responsável pelas

emissões de CO2 no Brasil, chegando ao percentual de 51,9%.

20

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

A letra B está correta. Aprendemos isso lá na aula de Ciências do

Ensino Fundamental, não é mesmo? As árvores absorvem o CO2 e liberam

oxigênio, o que demonstra a importância da cobertura vegetal no combate ao

aquecimento global.

A

letra

C está

desmatamento.

errada. O

Brasil

se

comprometeu a reduzir o

A letra D está errada. A atividade agropecuária é a segunda maior

responsável no Brasil pelas emissões de CO2.

A letra E está errada. Os veículos elétricos não emitem gases de

efeito estufa.

7- (CESPE- Técnico de Nível Superior – UERN-2010)- O IPCC (Painel

Internacional sobre Mudanças Climáticas), organismo ligado às

Organizações das Nações Unidas, teve a sua credibilidade abalada por

equívoco em relatório sobre o aquecimento do planeta. Acerca desse

equívoco, assinale a opção correta.

a) O erro foi a afirmação de que as geleiras do Himalaia podem desaparecer

neste século.

b) O equívoco do relatório foi afirmar que os recentes terremotos que afetaram

o planeta foram causados pelo aquecimento global.

c) A admissão do erro acarretou a demissão do presidente e do conselho

técnico do IPCC.

d) Após a verificação do erro, a Organização das Nações Unidas transferiu as

atribuições do IPCC para um novo órgão, a ser dirigido pelos Estados Unidos

da América (EUA).

e) Ao contrário de um aquecimento global, os dados indicariam, na verdade,

uma elevação do nível dos mares nos próximos cem anos.

Comentários:

www.pontodosconcursos.com.br

21

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

O IPCC é um organismo ligado à ONU que foi estabelecido em 1988

com a finalidade de fornecer informações científicas, tecnológicas e sócio-

econômicas para que se possa ter a compreensão do fenômeno das mudanças

climáticas.

Em janeiro de 2010, foi descoberto um erro em um relatório do

IPCC. Segundo o relatório, as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até

2035, vários anos mais cedo do que os números mostram. Ao que tudo indica,

o ano de 2350 foi confundido por 2035.

Esse erro foi polêmico porque reacende o debate acerca do

aquecimento global, já que há muitos que não acreditam que esse é um

fenômeno que realmente existe. Além disso, os métodos científicos adotados

pelo IPCC também foram postos em dúvida. Dessa forma, a resposta correta é

a letra A.

8- (CESPE- Técnico de Nível Superior – UERN-2010)- Entre os dias 7 e 14

de dezembro de 2009, aconteceu, em Copenhague, capital da Dinamarca,

a 15.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre

Mudança do Clima, mais conhecida como COP-15. No que concerne aos

resultados dessa conferência, assinale a opção correta.

a) Os EUA reafirmaram a posição de George W. Bush de duvidar da existência

do aquecimento global.

b) A China sugeriu cortes agressivos de carbono para os países em

desenvolvimento, mas o Brasil se recusou a cumpri-los.

c) O documento final da conferência tem validade, mas não tem força de

cumprimento obrigatório entre os signatários.

d) O principal embate se deu entre os EUA e a União Européia, porque os

europeus não quiseram cumprir as recomendações norte-americanas.

e) Os países em desenvolvimento concordaram em se submeter à redução

obrigatória da emissão de gases poluentes até 2020.

Comentários:

www.pontodosconcursos.com.br

22

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

A letra A está errada. Os EUA reconheceram a existência do

fenômeno do aquecimento global, demonstrando estarem abertos à discussão

do problema. Todavia, segundo afirmam alguns especialistas, isso não passa

de um discurso diplomático, já que Obama não apresentou metas concretas a

serem adotadas pelos EUA.

A letra B está errada. A China demonstrou-se preocupada com o

problema climático, comprometendo-se voluntariamente a reduzir entre 40% e

45% suas emissões de gases até 2020, o que pode ser considerada uma meta

agressiva. No entanto, ela defende o princípio da responsabilidade comum,

mas diferenciada, o que significa que exige que os países desenvolvidos façam

cortes de emissões em nível bem mais elevado do que os países em

desenvolvimento.

A letra C está correta. O documento final da COP-15, embora não

estabeleça compromissos obrigatórios para os países, possui sim validade.

A letra D está errada. Os principais embates da COP-15 foram entre

os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento e não entre EUA e

União Européia.

A letra E está errada. Os países não assumiram metas concretas de

redução de emissões de gases na Conferência do Clima de Copenhague.

9- (FUNCAB- DETRAN-SE- 2010)- A autorização do Instituto Brasileiro do

Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) para o início das

obras de integração do Rio São Francisco às Bacias da Região Nordeste

recebeu inúmeras críticas tanto do Ministério Público quanto da

sociedade. A transposição consiste:

a) em levar as águas do rio para beneficiar os estados de Minas Gerais,

Sergipe e Alagoas.

b) em tornar o rio totalmente navegável até a sua foz durante todo o ano.

c) na revitalização do rio em todo o seu percurso.

23

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

d) na utilização de suas águas para a implantação de hidrelétrica que permita o

uso da energia elétrica na região Norte e Nordeste.

e) na utilização das águas do rio para abastecer pequenos rios e açudes da

região Nordeste que possuem déficit hídrico durante a estiagem.

Comentários:

A transposição do Rio São Francisco é uma questão que suscita

diversas controvérsias. De um lado, o governo mostra relatórios ambientais e

defende que a transposição trará inúmeros benefícios; do outro lado, há

setores que defendem que os prejuízos ambientais serão imensos. O fato é

que, apesar de protestos como a greve de fome feita por Frei Luiz na cidade de

Cabrobó em 2005, as obras de transposição do Rio São Francisco ainda

continuam em andamento.

Mas em que consiste a transposição do Rio São Francisco?

Bem, atualmente 95 % das águas do Rio São Francisco

desembocam no mar e apenas 5 % são utilizadas em cidades ou irrigação. É

visando um aproveitamento maior dessas águas para as populações do semi-

árido que o governo pretende ligar o Rio São Francisco a outros rios menores,

levando água à região mais seca do nordeste. Entretanto, a grande polêmica

desse projeto é que não se pode prever as consequências da transposição

nem para as espécies que vivem hoje no rio nem para a população que

depende delas para sobreviver. Conforme podemos verificar, a resposta

correta é, portanto, a letra E.

Ainda em relação ao assunto, a versão oficial do governo é a de que

o volume de água a ser retirada e desviada para outros rios é muito pequeno,

chegando a pouco mais de 1%. Mas o argumento mais forte é que essa água

beneficiaria a população que vive no Polígono da Seca, cerca de 30 % da

população do semi-árido, o que equivale a 12 milhões de pessoas sendo

beneficiadas pela água.

24

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

10-(CESPE/IRB-2008) Acerca das transformações globais, nacionais e

locais relacionadas ao desafio do desenvolvimento ambiental sustentável,

julgue (C ou E) os itens a seguir.

A( ) Na Amazônia, o crescimento do agronegócio e a expansão das

culturas de commodities têm sido observados em um grande número de

pequenas propriedades, o que se justifica por serem tais

empreendimentos prioritários para a desconcentração da propriedade da

terra.

B( ) Não é apenas a dimensão do desmatamento em curso na Amazônia

que preocupa, mas também os prejuízos à biodiversidade advindos desse

desmatamento, bem como o aumento da grilagem de terras públicas.

C( ) Influenciada pelo agronegócio, a agricultura familiar ou de

subsistência praticada atualmente na Amazônia tem sido apoiada por

inovações tecnológicas e pela utilização dos créditos ambientais

subsidiados por políticas públicas de preservação, que objetivam

recompensar o abandono da prática de derrubada ou queimada da

floresta ou da vegetação secundária.

Comentários

A- O Brasil, atualmente, é um dos maiores produtores de grãos do

mundo. Sendo o segundo na produção de soja em grão e o principal

exportador de farelo de soja. Destaca-se, também, na produção de frango,

carnes e suco de laranja.

O equivalente a mais de 28% da produção nacional de soja é

oriunda do Mato Grosso, sendo este estado responsável por cerca de 18,7

milhões de toneladas desse produto. Assim esse estado é, disparado, o maior

produtor do país. No entanto, o cultivo do produto tem sido um dos principais

vetores do desmatamento do Cerrado e também tem se expandido sobre áreas

de devastação recente na Amazônia. Uma produção dessa magnitude

certamente não sairia de pequenas propriedades, não é mesmo? Portanto, a

25

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

desconcentração da propriedade da terra não acompanha o desenvolvimento

do agronegócio da Amazônia, o que faz da questão errada.

B- Apesar de o crescente desmatamento ser o grande problema da

Amazônia, ele não é o único prejuízo que a natureza da região sofre, uma vez

que ele também impõe conseqüências a outros recursos naturais. Um exemplo

disso é exatamente a sobrevivência ou não da biodiversidade, que se vincula

diretamente ao aumento da grilagem de terras públicas e conseqüente

desmatamento.

C - O grande desafio da Amazônia é conciliar preservação ambiental

com as necessárias e fundamentais atividades econômicas da região. A

recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da agricultura familiar e o

apoio à agricultura das comunidades indígenas são alguns dos trabalhos

desenvolvidos pela EMBRAPA. Essas ações, no entanto, visam superar, ou

pelo menos reduzir as explorações agrícolas predatórias e irracionais, que

levam ao esgotamento do solo e ao fim da possibilidade de uso dessas terras.

No entanto, tratar esse objetivo como recompensa do abandono da prática

de derrubada ou queimada da floresta ou da vegetação secundária está

errado.

11-(CESPE/ABIN-2008)-Mudanças climáticas tendem a potencializar

mudanças nos índices de mortalidade e morbidade, assim como provocar

situações que implicam na necessidade de realocação de grupos

populacionais, com reflexos na redistribuição espacial da população.

Comentários

Bem, amigos, para sabermos sobre a veracidade dessa assertiva

primeiro seria necessário saber o que são os índices de mortalidade e

morbidade não é mesmo? Índices de mortalidade todos sabem o que é, mas

morbidade é uma palavra no mínimo estranha aos nossos ouvidos.

26

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Basta que estejamos atentos aos noticiários para saber que todas

essas calamidades resultantes de mudanças climáticas, como

desmoronamento no Rio de Janeiro, enchentes em São Paulo ou Santa

Catarina resultam em mortalidade. Portanto, o índice de mortalidade tende à

potencialização sim! Já o desconhecido índice de morbidade está diretamente

relacionado à “capacidade de produzir doença”. Não é segredo pra nós que,

diante de calamidades públicas, sobretudo enchentes, há uma forte tendência

de haver epidemia de leptospirose, por exemplo.

Por fim, a realocação de grupos populacionais que vivem em áreas

de risco também faz parte das práticas públicas em situações dramáticas

oriundas de mudanças climáticas. Logo, a assertiva está correta.

12- (CESPE/ABIN-2008) Embora o crescimento populacional contribua

para o aumento dos problemas ambientais, como a destruição da

cobertura florestal e a poluição em suas várias formas, a necessária

intensificação na exploração dos recursos naturais terá a sua

sustentabilidade ambiental e econômica assegurada por meio do

desenvolvimento da tecnologia, já que esta implica o adequado aumento

da produtividade.

Comentários

Que o crescimento populacional contribui para o aumento dos mais

diversos problemas ambientais está claro pra todos nós, não é pessoal? A

urbanização, então, nem se fala: construção de pontes, viadutos, asfaltos,

desmatamento e toda sorte de poluição, visual, auditiva e física andam lado a

lado com o crescimento demográfico. Todas essas modificações do meio

ambiente, sem sombra de dúvidas, foram estimuladas e intensificadas em

conseqüência do desenvolvimento da tecnologia, que levou ao aumento da

produtividade.

27

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Apesar disso, por maior que seja o desenvolvimento tecnológico

mundial, ele nunca dará conta de reconstruir a cobertura florestal, ou devolver

recursos naturais limitados ou não renováveis. É claro que a tecnologia pode

contribuir em muitos aspectos, mas não de forma gratuita, uma vez que o custo

dessas técnicas não as permite estarem acessíveis a todos da mesma forma,

não é mesmo? Portanto a questão está errada.

1.3 – Conferência do Clima de Cancun (COP-16):

Sem dúvida alguma, a COP-15 não chegou nem perto de alcançar

os resultados pretendidos, deixando os ambientalistas com um sentimento de

profunda frustração.

A COP-16, realizada no México, teve a difícil missão de provar ao

mundo que há possibilidade de negociações multilaterais sobre as questões

climáticas. Nesse sentido, ao permitir o diálogo multilateral entre os países,

pode-se considerar que a COP-16 deu um novo estímulo à agenda ambiental,

ainda que persistam as controvérsias.

Um dos maiores objetivos da COP-16 era a renegociação do

Protocolo de Kyoto, que é único tratado internacional que estabelece, para

alguns países, metas de redução de emissões. O Protocolo de Kyoto tem data

certa para acabar e estará em vigor até 2012. A COP-16 não foi bem sucedida

na tentativa de elaborar um tratado para substituir Kyoto, o que será muito

importante para a segurança climática do planeta. Se o Protocolo de Kyoto

tornar-se inaplicável não haverá qualquer documento que vincule os países à

redução de emissão de gases de efeito estufa.

A negociação durante a COP-16 seguiu no sentido de exigir dos

países desenvolvidos a redução de ainda mais emissões de gases do efeito

estufa. Todavia, não houve nenhum acordo definitivo para obrigar os países

ricos a definirem metas mais ousadas para os cortes na emissão do CO2 entre

28

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

2012 e 2020. Além disso, a conferência também permitiu a criação de novos

instrumentos que combatam o aquecimento no planeta como a definição de um

Fundo Verde para adaptação e mitigação nos países em desenvolvimento.

Esse fundo disponibilizará US$ 30 bilhões até 2012 e tem a intenção

de captar até US$ 100 bilhões até 2020. Outro avanço ocorrido foi a aprovação

oficial de um mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e

Degradação de (REDD), com algumas salvaguardas que visam a garantir que

esses projetos respeitem os direitos de povos indígenas e comunidades locais,

bem como a biodiversidade.

2-

Recursos

naturais:

aproveitamento,

desperdício

e

políticas

de

conservação de recursos naturais.

É praticamente impossível falar de aproveitamento, desperdício e,

sobretudo, de políticas de conservação dos recursos naturais, sem entrar um

pouco no Direito Internacional Ambiental. Como vimos anteriormente, a

industrialização transformou, quase que completamente, o meio ambiente

mundial. Dessa forma, com o intuito de normatizar a exploração dos recursos

naturais, surgem um conjunto de preceitos que instituem direitos e deveres

para os diversos atores internacionais no que se refere à perspectiva

ambiental. Assim, esse ramo do direito atribui responsabilidades que devem

ser observadas no plano internacional, tendo como objetivo a melhoria e a

qualidade de vida para as gerações presentes e futuras.

No âmbito do Direito Internacional Ambiental encontramos uma

enorme quantidade de tratados, convenções e protocolos internacionais,

multilaterais e bilaterais, voltados para a proteção ambiental. Mas podem ficar

tranqüilos porque não vamos falar de cada uma deles aqui não, até porque

nem teríamos tempo para tanto. O número de tratados internacionais firmados

29

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

em proteção do meio ambiente é impressionante, tanto que de 1960 até os dias

atuais mais de 30.000 dispositivos jurídicos sobre o meio ambiente foram

criados. Mas o importante disso é visualizarmos que há uma forte preocupação

internacional com esse tema e por isso as negociações internacionais em

matéria ambiental têm se tornado um ponto prioritário na agenda e nas

políticas estatais.

Entretanto, pessoal, quando vemos tantos tratados e tantas leis

sobre a mesma coisa uma certeza podemos ter: algo não esta funcionando,

não é mesmo? A grande dificuldade para que tais negociações se convertam

em compromissos rigorosos é o impacto no desenvolvimento econômico dos

países que a contenção dos recursos naturais gera. É justamente nesse ponto

que há um forte conflito de interesses entre o Direito Internacional Ambiental e

o Direito Internacional Econômico.

Sem sombra de dúvidas, os Estados têm o direito de buscar o seu

desenvolvimento econômico, entretanto esse crescimento não pode ocorrer às

custas da degradação ambiental, e ai surge um novo princípio conhecido como

Desenvolvimento Sustentável, conforme explicitamos anteriormente.

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é a de um

aumento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer

a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações, ou seja, é o

desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Apesar disso, o

conceito de avanço sustentável depende de planejamento e do reconhecimento

de que os recursos naturais são esgotáveis, representando uma nova forma de

se ver o desenvolvimento econômico, a partir de uma perspectiva que leva em

conta o meio ambiente.

O homem é parte integrante da natureza e, desde o seu surgimento

na Terra, sempre teve liberdade para explorar os numerosos recursos que ela

oferecia para sua sobrevivência, como alimento, água e abrigo. Em todas as

etapas históricas, a humanidade fez uso da natureza, fosse para o seu próprio

30

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

sustento imediato, fosse para produzir algum excedente. Mas sabemos de fato

o que são recursos naturais?

Podem ser considerados recursos naturais aqueles elementos da

natureza que podem ser utilizados pelo homem, com o objetivo do

desenvolvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em

geral. A palavra recurso significa algo a que apelamos para a obtenção de

alguma coisa, não é mesmo? Portanto, para satisfazer suas crescentes

necessidades, o homem busca os recursos naturais, ou seja, usufrui de tudo

aquilo que a natureza lhe proporciona espontaneamente.

Esses recursos podem ser classificados em renováveis ou não-

renováveis. No primeiro caso, mesmo após seu uso, eles voltam a estar

disponíveis na natureza, como a energia do sol e do vento. No outro caso, no

dos recursos naturais não-renováveis, uma vez utilizados, eles nunca mais

ficam disponíveis, como o petróleo e os minérios em geral. Há também os

recursos considerados limitados, como a água, as árvores etc.

Mas o mais importante de tudo isso é sabermos que tudo aquilo que

é

necessário ao homem e que se encontra na natureza, desde o solo, a água,

o

oxigênio, energia oriunda do Sol, as florestas e seres vivos, são considerados

recursos naturais.

Como nós já sabemos, o direito internacional ambiental é repleto de

tratados internacionais sobre os mais variados temas. Infelizmente, nós não

temos como adivinhar o que se passará na cabeça do pessoal do CESPE

quando for abordar este tema. Portanto, por segurança, temos que ter pelo

menos um entendimento superficial sobre como se organiza a proteção do

meio ambiente a nível internacional. Então, mãos a obra pessoal! Vamos ver

de forma rápida algumas das principais convenções internacionais sobre

matéria ambiental:

longa

- Convenção de Genebra sobre poluição transfronteiriça de

era

distância:

surgiu

a

partir

da

percepção

de

que

a

poluição

31

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

transportada pela atmosfera por milhares de quilômetros. Ou seja, se um país

polui a atmosfera, um país pode ser afetado sem nada ter feito. Objetiva a

redução e prevenção de poluição atmosférica por meio de medidas conjuntas e

de cooperação.

- Convenção de Viena para a proteção da Camada de Ozônio:

surgiu a partir da percepção de que a camada de ozônio - que serve de escudo

contra os raios ultravioletas- estava sendo degradada.

- Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre mudança do

clima: tem como objetivo principal a estabilização da concentração de gases

na atmosfera em níveis compatíveis com a segurança climática do planeta,

evitando, assim o aquecimento global – efeito estufa. Atualmente a mídia tem

falado muito sobre a Conferência de Copenhague, se recordam? Pois bem, a

Conferência de Copenhague foi justamente uma reunião das partes

contratantes dessa convenção. O Protocolo de Quioto também faz parte

dessa Convenção

- Convenção Internacional de Combate à Desertificação nos

Países afetados por Seca Grave e/ou Desertificação: busca combater a

desertificação por meio do aproveitamento da terra afetada pelo problema, com

o objetivo de evitar a desertificação, reduzi-la ou mesmo recuperá-la.

-

Convenção

sobre

prevenção

da

poluição

marinha

por

alijamento de resíduos e outras matérias: tem como objetivo restringir o

alijamento de resíduos nos mares.

- Convenção Internacional para a prevenção da Poluição

proveniente de embarcações (MARPOL): prevenir a poluição dos mares, a

qual ocorre seja por meio de acidentes ou vazamentos de óleo ou por meio de

outros poluentes.

- Convenção da UNESCO sobre Patrimônio Mundial: tem como

objetivo preservar para as futuras gerações, locais e objetos de valor estético,

32

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

histórico e cultural para a humanidade. Seu objetivo é muito mais amplo do que

a proteção de paisagens naturais ou da biodiversidade.

- Declaração de Princípios sobre Florestas: originou-se da ECO-

92 e consiste em documento meramente principiológico, ou seja, não

estabelece normas e obrigações vinculantes para as partes contratantes. Tais

normas vinculantes não foram estabelecidas porque não foi possível se chegar

a um meio-termo entre as idéias de preservação dos países desenvolvidos e os

interesses econômicos dos países em desenvolvimento.

- Convenção sobre Diversidade Biológica: essa convenção

internacional tem como objetivo a proteção das diversas formas de vida na

terra, quer seja no meio terrestre ou aquático, reconhecendo a “importância da

diversidade biológica para a evolução e para a manutenção dos sistemas

necessários à vida na biosfera.” Ela consagra a biodiversidade como uma

preocupação comum da humanidade e expressamente fala em princípio da

precaução.

- Convenção de Basiléia: foi criada com a finalidade de evitar com

que países desenvolvidos exportassem resíduos perigosos para países em

desenvolvimento. Afinal de contas, sai muito mais barato mandar o “lixão” para

os países em desenvolvimento do que fazer seu correto tratamento no país de

origem. Desta forma, o objetivo dessa convenção internacional é controlar o

movimento transfronteiriço de resíduos perigosos.

- Tratado de Não-Proliferação Nuclear: esse tratado internacional

tem como objetivo diminuir o risco de uma guerra nuclear e de canalizar o

desenvolvimento da tecnologia nuclear para aplicações pacíficas. A maior

crítica ao TNP é a de que ele confere um monopólio das armas nucleares às

potências atômicas, que podem conservá-las, enquanto os países que não as

possuem jamais deverão desenvolvê-las.

33

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Vamos fazer uma brincadeira? Feche os olhos e pense em alguma

imagem que lhe indique recursos naturais! Agora pense em aproveitamento

desses recursos. Por fim, pense no desperdício desses recursos.

Essa brincadeira para nada mais serve senão para mostrar-lhes que

nosso pensamento sobre meio ambiente, recursos naturais e desvalorização

destes acabam nos direcionando, via de regra, a região amazônica. Portanto, é

impossível falar de recursos naturais e não abordar sobre aquela região que

ficou, erroneamente, conhecida como pulmão do mundo!

Possivelmente, várias imagens lhes vieram na cabeça ao pensar em

recurso naturais, mas estamos certos de que a floresta amazônica é sempre

um referencial quando se pensa em recursos naturais. Vejamos a foto!

quando se pensa em recursos naturais. Vejamos a foto! Não foi à toa que dedicamos quase

Não foi à toa que dedicamos quase meia página a essa imagem! Se

nos detivermos durante alguns segundos observando-a, certamente nos

perderemos na vastidão amazônica e, ficaremos ainda mais convictos em

afirmar que a abordagem da “questão ecológica no mundo” só estará completa

34

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

se for analisada também a Amazônia brasileira, com seus aproveitamentos e

desperdícios de recursos naturais.

a Amazônia brasileira , com seus aproveitamentos e desperdícios de recursos naturais. 35 www.pontodosconcursos.com.br

35

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES A região amazônica possui uma população muito reduzida

A região amazônica possui uma população muito reduzida, o que,

aliado à sua grande extensão, acaba resultando em baixíssimas densidades

demográficas. No entanto, nas últimas décadas, a região vem tendo, devido às

migrações, o maior crescimento populacional do país. É bom frisarmos que a

maior migração para Amazônia até hoje ocorreu durante o segundo ciclo da

borracha, se é que dá para dividi-los assim. Durante a Segunda Guerra

Mundial o Brasil tinha assinado um acordo com os EUA, por meio do qual se

comprometia a fornecer matérias primas para indústria bélica. Sendo a

borracha uma dos principais elementos necessários nesse período, o governo

de Vargas fez propagandas para que as pessoas migrassem para aquela

região e se transformassem em "soldados da borracha". Alguns homens,

inclusive, preferiram ir para Amazônia a correr o risco de serem mandados para

guerra.

36

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Além disso, o governo incentivou de todas as formas essa migração,

com propagandas, promessas (que não se cumpriram) e passagem de trem (só

de ida)! Assim, não houve, em nenhum outro período de nossa história, uma

migração tão forte quanto a desse período.

Apesar disso, também é verdade afirmar que, em outros momentos,

como durante o governo militar, por exemplo, houve uma forte migração para a

Amazônia, se comparada às calmarias típicas da região. Todavia, se

comparado ao fluxo migratório ocorrido durante os ciclos da borracha, ela se

torna pouco significativa.

Assim, grande parte de todo o crescimento populacional é fruto de

migrações rural-rural (expansão da fronteira agrícola) que, no entanto, não

impedem a região de ser predominantemente urbana, com cerca de 55% da

população vivendo em cidades. Vejam bem, 55% da população é urbana e não

poderia ser diferente, uma vez que o espaço natural é significativamente

inóspito. Esta aparente contradição pode ser explicada pela enorme

concentração fundiária e os constantes conflitos pela posse da terra,

envolvendo posseiros, grileiros, latifundiários, jagunços, comunidades

indígenas e populações extrativistas, como os seringueiros e castanheiros.

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de

30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Justamente devido à sua

riqueza mineral, vegetal e de recursos naturais num geral é que essa região

desperta grande interesse em todo o mundo. Utilizando-se dos argumentos da

falta de preservação, pessoas do mundo inteiro se sentem no direito de opinar

sobre assuntos relativos a Amazônia, como o projeto da construção da usina

hidrelétrica de Belo Monte, que vem mobilizando a opinião pública mundial.

Tendo em vista a grande devastação e degradação ocorrida na

Amazônia, ela acaba sendo nossa primeira imagem de aproveitamento e

desperdício de recursos naturais. Estima-se, por exemplo, que só as lavouras

de soja no Mato Grosso, já devastaram 40% da Floresta Amazônica daquele

37

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

estado, embora o desmatamento venha caindo, principalmente, por causa de

fortes pressões internacionais.

Quando se fala em proteção ambiental na Amazônia, temos que

fazer referência ao Plano Amazônia Sustentável, lançado pelo governo federal

no ano de 2008, o qual trata-se de um plano estratégico destinado a promover

o desenvolvimento sustentável na região e possibilitar o aumento da presença

do Estado naquela área.

Quanto a isto, cabe ressaltar que a Amazônia é um grande vazio

demográfico, o que torna difícil a fiscalização de ações que degradem o meio

ambiente. Nesse sentido, foi criado em 2002 o SIPAM/SIVAM (Sistema de

Proteção da Amazônia/Sistema de Vigilância da Amazônia). O objetivo do

SIPAM/SIVAM é produzir informações e conhecimento para subsidiar as ações

governamentais na Amazônia, inclusive no que diz respeito à proteção

ambiental.

Combater o desmatamento na Amazônia é uma grande prioridade

do governo federal. Assim, as informações obtidas por meio do SIPAM/SIVAM

possibilitam a obtenção de informações sobre áreas de desmatamento ilegal,

além de permitir a atuação dos órgãos de fiscalização de forma mais objetiva e

planejada.

(CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA-2009) Em um planeta aquecido, mantenha

o refrigerador ligado. A floresta amazônica há muito deixou de ser tratada

como o pulmão do mundo, mas ganhou status ainda mais importante, o

de ar-condicionado da Terra. A preservação da mata é fundamental no

combate ao aquecimento global, apontam especialistas. O Globo. Planeta

Terra”, nov./2009, p. 20 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a inserção da

Amazônia no quadro de desenvolvimento sustentável, julgue os itens que

se seguem

38

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

13- A idéia de desenvolvimento sustentável na Amazônia, a maior floresta

tropical úmida do planeta, deve pressupor, entre diversas outras

considerações, a substituição do uso desordenado de motosserras pelo

exercício de aprender a extrair riqueza da floresta enquanto se garante

sua preservação.

Comentários

Apesar de ser mundialmente conhecida como a maior floresta

tropical existente no planeta, a Amazônia apresenta índices socioeconômicos

muito baixos. Além disso, nos últimos 40 anos surgiram novas ameaças, como

o desmatamento, principalmente devido às queimadas e à conversão de terras

para a agricultura. A ocupação desordenada da terra juntamente com o uso

inadequado do solo e a execução de grandes obras sem minimização dos

impactos se traduziu na necessidade de um desenvolvimento sustentável.

A idéia básica disso é valorizar a vocação florestal e aquática da

região, conservando e utilizando os recursos naturais de forma racional e

duradoura para beneficiar todos os segmentos sociais da região amazônica em

particular e do Brasil em geral. Portanto, a assertiva está correta.

14- (CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA-2009) A cobiça internacional sobre a

Amazônia passa ao largo de seu importante peso nos processos naturais

que regulam os padrões climáticos globais, como afirmado no texto, mas

deriva do extraordinário patrimônio mineral da região, hoje plenamente

conhecido e devidamente mensurado.

Comentários

Por dois motivos essa afirmação está equivocada. Em primeiro lugar,

por mais que a cobiça internacional sobre a Amazônia também possa ser

reconhecida pelo seu extraordinário patrimônio mineral é inegável o peso

dessa região nas questões climáticas globais. Em segundo lugar, de tão

39

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

extraordinário que é o patrimônio mineral amazônico, ainda hoje ele é

imensurável. Portanto, a questão esta errada.

3-Incidentes ambientais importantes na atualidade:

3.1- Enchentes no Nordeste:

Um episódio recente que causou grande comoção nacional foram as

enchentes ocorridas no Nordeste do Brasil, mais especificamente nos estados

de Pernambuco e Alagoas. Cidades inteiras foram devastadas, causando

inúmeras mortes e deixando milhares de desabrigados.

Mas será que a única causa das enchentes foram o elevado índice

pluviométrico?

Com certeza não! Embora as chuvas no Nordeste tenham superado

a média histórica da região, o que pode ser considerado um “evento extremo”

decorrente do aquecimento global, elas não foram a única causa das

enchentes no Nordeste. Outros fatores que concorreram para que essa

catástrofe ocorresse foram: o desmatamento de matas ciliares, construções à

beira de rios e assoreamento de cursos d’água.

Como medidas para a prevenção de enchentes desse tipo de

situação de calamidade pública, podemos citar: ocupação regular do solo,

promovendo maior ordenamento das aglomerações urbanas, construção de

sistemas de barramentos, desassoreamento de rios e a realização de ações de

educação ambiental (conservação do solo). Além disso, é fundamental que o

governo mantenha uma rede de prevenção de catástrofes naturais capaz de

prevenir fenômenos meteorológicos com maior eficiência, dando tempo à

defesa civil para executar seu trabalho.

3.2- Vazamento de óleo no Golfo do México:

40

www.pontodosconcursos.com.br

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

No dia 20 de abril de 2010, ocorreu uma explosão na plataforma

Deepwater Horizon, localizada no Golfo do México. Nessa situação, havia um

sistema preparado para fechar uma válvula no fundo do mar automaticamente.

Todavia, não foi isso o que ocorreu! O sistema não funcionou conforme

previsto e o poço ficou aberto, ocasionando o vazamento do petróleo na região.

O vazamento de petróleo no Golfo do México foi o pior vazamento

costeiro da história dos EUA, com o derramamento de cerca de 4,9 milhões de

barris de petróleo no mar. Após inúmeras tentativas sem sucesso, a empresa

petrolífera British Petroleum finalmente conseguiu conter o vazamento de

petróleo. Segundo a empresa, os custos para conter o vazamento chegam a

US$ 6,1 bilhões.

Especialistas afirmam que a flora e a fauna submarinas foram

gravemente afetadas e que os efeitos da contaminação poderão repercutir

durante décadas.

Pela sua magnitude, o acidente ambiental no Golfo do México

repercutiu sobre o mundo inteiro, inclusive no Brasil. Com efeito, a exploração

do petróleo recentemente descoberto na camada pré-sal será feita em águas

mais profundas do que as do Golfo do México.

Assim, a ocorrência desse acidente ambiental, abriu as discussões

no Brasil acerca da necessidade de que exista um Plano Nacional de

Contingência para Derramamento de Óleo e da adesão a um fundo

internacional para compensações e responsabilidades quanto a crimes por

derramamento de petróleo. Além disso, o acidente no Golfo teve reflexos na

discussão acerca dos royalties do petróleo, que funcionam como um

mecanismo de compensação ambiental aos estados produtores de petróleo.

4- A questão energética:

www.pontodosconcursos.com.br

41

J a n

i o

G u

i

m

a

r

ã

e

s

,

C

P

F

:

2 7

6 5

1

3

9

8

4

9

1

CURSO ONLINE –ATUALIDADES – TEORIA E EXERCÍCIOS P/ STM PROFESSORES: RICARDO VALE E VIRGINIA GUIMARÃES

Na era pré-industrial, isto é, antes da Primeira Revolução Industrial,

o consumo energético era muito pequeno e a maior parte da energia era

proveniente da combustão da madeira, do vento e da água. Com a Revolução