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AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

Ética e Sustentabilidade
Setembro/2021
Elaborado por:
Disciplina: Ética e Sustentabilidade
Turma:

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Tópicos desenvolvidos

A proposta terá como base os tópicos relacionados abaixo no intuito de levantar possíveis ações para
a VBN:

 ações ou estratégias comumente utilizadas pelas empresas para assegurar a sua integridade;

 obstáculos apresentados pela cultura organizacional para a inclusão de medidas básicas de


proteção aos direitos individuais e coletivos;

 efeitos ou impactos de ações empresariais antiéticas (caracterizadas pelo desrespeito) para


os stakeholders e a sociedade;
 Soluções que as empresas podem implementar para garantir, de forma ética, os direitos
individuais e coletivos.

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Apresentação e objetivo

A evolução da sociedade contemporânea trouxe uma nova visão de poder para os indivíduos no início
do século XX.
As relações de poder entre sociedade, empresas, governos e cidadãos abriu precedentes para que
novas formas de equilibrar os direitos e deveres para como os indivíduos.
De acordo com Foucault (1995) não há sociedade sem relações de poder. Estas relações de poder são
capazes de influenciar a maioria aravés de suas lideranças.
Sócrates defendia que o as boas lideranças são aquelas que exercem boas práticas na sociedade de
modo a fomentar o seu desenvolvimento.
É com base nestes pensamentos que esta análise tem como objetivo trazer novas abordagens para a
empresa VBN.
Grandes corporações exercem grande influência no meio em que operam, seja na vida de seus
empregados, nas comunidades que atua ou até mesmo em outros mercados através de suas relações
comerciais.
Trarei uma análise das possíveis ações a serem implementadas pela companhia na busca pela
manutenção da ética, da responsabilidade social e da governança. A VBN busca assegurar sua
integridade a partir destas ações que tem o intuito de contribuir com a diminuição de qualquer abuso
exercido contra o indivíduo e a coletividade.
A proposta indicará os obstáculos que teremos em nossa trajetória no cotidiano da empresa e
também os efeitos das mudanças realizadas para os stakeholders.
O sociólogo, historiador e consultor da Unesco, Richard Sennett, defende as relações sociais por meio
da ética e respeito entre os indivíduos. Todo ser humano deve ser tratado como igual independente
de suas crenças, seus bens, poderes, religião, etc.
Á partir de estudos de grandes teóricos farei um levantamento das necessidades para se alcançar os
objetivos propostos pela VBN na adoção de boas práticas no ambiente corporativo.

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Desenvolvimento
Thomas Hobbes (1651) aborda as relações de poder em seu livro o Leviatã na metade do século XVII.
Suas ideias eram de que o ser humano era egoísta e, devido a sua natureza, se interessava somente
na autopreservação.
Com isso era necessária uma liderança que pudesse fazer a manutenção da paz na sociedade de
modo que o comportamento huamno não levasse ao caos generalizado.
O filosofo da grécia antiga Sócrates (399 a.c.) partilhava do mesmo pensamento quase 2000 anos
antes de Hobbes e Foulcault. Para Sócrates as lideranças têm a capacidade de influenciar seus
liderados por meio de boas práticas fomentando seu desenvolvimento.
Para obter um avanço em suas relações comerciais e com a sociedade, a VBN pode precisa reforçar as
ações que buscam a ética, a responsabilidade social e também governança.
Farah (2004) defende o appel do líder na mudança da cultura organizacional. Para se obter um
ambiente pautado em ética deve-se ter, primeiramente, líderes que exercem suas funções da mesma
forma deixando seu legado na companhia.
Algumas ações que podem ser implementados na busca pela integridade corporativa:
 Avaliação da Cadeia de Fornecedores: Construir relações comerciais com outras empresas que
tem a “ficha limpa” é de grande importância para a imagem da empresa. Não fica bem para a
VBN ter parceiros envolvidos em escândalos de corrupção
 Adoção de normas para Responsabilidade Socioambiental: É importante seguir os passos com
certificação para que se tenha um respaldo técnico em suas operações. Certificações como a
norma NBR ISO 26000 e a ISO 14001 dão credibilidade no mercado e evidenciam a vontade
da empresa em atuar de forma responsável tanto com a sociedade quanto com o meio
ambiente. A NBR ISSO 26000 é voluntária e ressalta os valores da organização. Já a ISO
14001 possibilita as empresas desenvolverem uma estrutura de proteção ao meio ambiente
com base em um sistema de gestão ambiental controlados pela norma.
 Gerar empregos no seu entorno e também comunidades carentes: É importante desenvolver
politicas de atração de recursos humanos no entorno das organizações, nas comunidades
carentes e nas regiões de atuação. Ações como capacitação da sociedade local e geração de
empregos distribuem a renda no entorno das empresas e apoiam o desenvolvimento de
comunidades mais afetadas pela desigualdade social.
 Redução do uso de papel e controle de gastos com água e energia: O desenvolvimento
sustentável nas empresas não só traz uma economia significativa nos gastos com insumos
mas tem como fator principal a preservação dos recursos naturais para preservação do meio
ambiente.

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Para que a VBN consiga uma melhor relação com seus clientes e com a sociedade poderá adotar as
medidas acima combatendo a desigualdade, preservando o meio ambiente, gerando riquezas e
fomentando as relações igualitárias para com os stakeholders.
De certo temos outras ações como canal de denúncias e ouvidoria; uso das plataformas digitais para
divulgação das boas práticas; gerar participação da companhia na sociedade por meio de parceria
público-privada dentre outras ações.
Existem alguns obstáculos à serem vencidos pela introdução de novas práticas. Medidas inovadoras
trazem uma mudança na organização e nem sempre são vistas com bons olhos.
Gestores são as principais barreiras para a inovação nas empresas. Na maioria dos casos a mudança é
positiva mas impacta diretamente na visão da empresa.
Com isso deve-se atentar para os detalhes de cada ação, pois quanto mais informações e fontes que
para embasar o estudo contribuem com a mudança no status quo e deve ser levada em consideração.
De acordo com Chiavenato (1998), cultura organizacional se define por um conjunto de hábitos e
crenças que se pauta pelos valores, normas e expectativas que são compartilhados dentro da
organização.
Modelos de inovação mais disruptivos tendem a serem ignorados pelas lideranças e impactam nos
objetivos da diretoria da VBN.
Um dos principais obstáculos para mudança organizacional é a comunicação. Como buscamos uma
mudança de dentro para fora da empresa, temos que criar mecanismos que não só regule as ações
dos funcionários da VBN mas que possa influenciar de forma positiva causando uma avalanche de
boas práticas.
Para ser um exemplo de companhia para a sociedade e uma referência de seus clientes e
fornecedores teremos que desenvolver caminhos que deem voz aos indivíduos e que possa elencar os
idealizadores em qualquer crítica, sugestão ou elogio. Devemos ter processos transparentes para com
a sociedade de modo a criar um ambiente positivo aos stakeholders.
A imagem da companhia é um reflexo e suas ações. Ações positivas trazem benefícios para os
stakeholders não só econômicos, mas também social. Empresas que atuam de forma desrespeitosa
perdem credibilidade no mercado, tem seu produto mau visto e é sempre a última opção no mercado
(quando se esgotam as possibilidades).
Existem diversos exemplos de ações negativas: emissão de poluentes; desmatamento; poluição de
rios; exploração mineral irregular; corrupção; nepotismo; cartel; sonegação fiscal; etc.
Todos esses exemplos impactam nos ganhos da companhia e no desenvolvimento de suas operações.
Ninguém quer trabalhar em uma empresa que não zela por seus empregados e por seus clientes. É
importante ter processos sustentáveis e íntegros para que a organização possa se beneficiar
indiretamente através de seus valores na sociedade.

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Considerações finais e recomendações
Como vimos anteriormente, as melhores práticas para implementar e garantir de forma ética os
direitos individuais e coletivos pode ser a adoção de normas e certificações em seus processos.
A sociedade mudou bastante desde os tempos de Hobbes, mas ainda sim faz-se necessário um
direcionamento à sociedade através de suas lideranças. Para que não gere um mundo de incertezas e
opiniões diversas, devemos implementar mecanismos que possam orientar gestores na adoção de
boas práticas.
As normas são o melhor a se fazer para mudanças na estrutura organizacional. Também reforço a
importância de realizar auditorias nos processos para medição da efetividade destas mudanças na
companhia. Canais de denúncia que protejam os indivíduos e medidas mitigadoras devem servir como
ferramentas no combate aos infratores.
Por fim é importante utilizar os Relatórios de Sustentabilidade e Indicadores de GRI criados em 1998
em uma iniciativa da ONU e da Global Reporting Initiative (GRI).
O modelo GRI possui dois tipos de relatórios sendo Gerais e Específicos. Os Conteúdos-Padrão Gerais
apresentam informação quanto às politicas de gestão, perfil organizacional, ética e integridade nas
ações da companhia. Os Conteúdos-Gerais Específicos atendem aos requisitos voltados para o âmbito
social, ambiental e econômico.

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Referências bibliográficas
CHEVITARESE, L; GASPAR, N.Ética e Sustentabilidade. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2017.

ZABALBEASCOA, A. Richard Sennet: “O gratuito significa sempre uma forma de dominação”. 2018.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/09/cultura/1533824675_957329.html

SUPER INTERESSANTE. Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”. 2019. Disponível em:
https://super.abril.com.br/ideias/o-homem-e-o-lobo-do-homem-thomas-hobbes/

FRAZÃO, D. Biografia de Sócrates. 2019. Disponível em: https://www.ebiografia.com/socrates/

INMETRO. Norma ISO26000. 2010. Disponível em:


http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/iso26000.asp

FURNIEL, I. O que é a ISSO 14001. 2011. Disponível em: https://certificacaoiso.com.br/iso-14001-2/

VEXIA. 10 boas práticas de sustentabilidade nas empresas. 2017. Disponível em:


https://vexia.com.br/10-boas-praticas-de-sustentabilidade-nas-empresas/

REZENDE, F; FREITAS, F; SILVA, E. Cultura Organizacional e resistência a mudança. 2011.


Disponpivel em: https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos11/30514808.pdf

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