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UNIVERSIDADE ANHANGUERA CENTRO DE EDUCAÇÃO A

DISTÂNCIA
CURSO PEDAGOGIA - LICENCIATURA

CIBELE MORAES DA SILVA RA: 30785954

“A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E AS PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS”.

Valinhos/SP
2021

CIBELE MORAES DA SILVA RA: 30785954

“A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E AS PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS”.

Trabalho do curso de Licenciatura, apresentado à


Universidade Anhanguera UNIDERP, como requisito
parcial para a obtenção de média bimestral.
Disciplinas: Didática, Pensamento Científico,
Funcionamento da Educação Brasileira e Políticas
Públicas, Práticas Educativas em Espaços não
Escolares, Psicologia da Educação e da Aprendizagem.
Tutor a distância: Carolina Santos P. Cardoso Trindade

Valinhos/SP
2021
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO........................................................................................................03

2 DESENVOLVIMENTO............................................................................................04

2.1- A relação entre a Base Nacional Comum Curricular e as tendências

pedagógicas...............................................................................................................04

2.2- Apresentação de posturas e propostas que caminham em direção ao

desenvolvimento de cada uma das competências gerais indicadas na

BNCC.........................................................................................................................08

3 CONCLUSÃO.........................................................................................................09

4 REFERÊNCIAS......................................................................................................10
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INTRODUÇÃO

O presente trabalho, tem como finalidade expor os conhecimentos adquiridos


na academia, tendo como temática: Base Nacional Comum Curricular e as práticas
pedagógicas”. Buscando fixar a teoria interligada na sala de aula com base nas
disciplinas cursadas durante este semestre, através da produção textual que se
segue. A produção textual é um procedimento metodológico de ensino
aprendizagem que tem como objetivo: adquirir novos saberes docentes, visando a
aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas deste
semestre e, ainda, fomentar práticas pedagógicas. Com isso, as possibilidades
profissionais de atuação, o conhecimento técnico-científico, seu público-alvo, seus
campos de atuação e como esses elementos interagem com a dinâmica cultural e
tecnológica na sociedade fazem com que a seja uma profissão de grande amplitude
e complexidade sobre a atuação deste profissional no futuro.
A escola é um espaço que oportuniza aos sujeitos acesso ao conhecimento
científico construído historicamente. A sistematização do trabalho educativo é
subsidiada pelo processo de desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, por
isso encontra-se uma sequência didática, estruturada por meio do currículo que está
alinhada às etapas de ensino da educação básica. Dessa forma, a pedagogia, pode
ser interpretada, como a ciência que tem como objeto de estudo a educação, o
processo de ensino e a aprendizagem.
Neste trabalho, será estruturada em dois momentos/partes: 1º parte – a
relação entre a Base Nacional Comum Curricular e as tendências pedagógicas, 2º
parte – Elabore uma apresentação contendo posturas e propostas que caminham
em direção ao desenvolvimento de cada uma das competências gerais indicadas na
BNCC. Tendo como conteúdos apresentados nas disciplinas: Didática, Pensamento
Científico, Funcionamento da Educação Brasileira e Políticas Públicas, Práticas
Educativas em Espaços não Escolares, Psicologia da Educação e da Aprendizagem.
Para o desenvolvimento deste trabalho, utilizou-se como fontes, livros,
revistas, sites confiáveis e material disponibilizado no AVA. E a partir desse estudo,
serão explanadas de forma clara e objetiva para entender melhor a importância do
tema.
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A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E AS PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS

1º PARTE – A relação entre a Base Nacional Comum Curricular e as


tendências pedagógicas.

A história da educação brasileira delimita-se a parte dos aspectos políticos da


organização social do país, os quais são divididos nos períodos colonial, imperial e
republica velha. Durante esses períodos constituiu-se a organização da sociedade
brasileira e da educação.
A constituição de 1934 foi a primeira a estabelecer a necessidade de elaborar
um plano nacional de educação com o intuito de coordenar e supervisionar as
atividades de ensino em todos os níveis. Regulamentaram-se as formas de
financiamento do ensino oficial em cotas para a federação, os estados e os
municípios, fixando ainda competências dos respectivos níveis administrativos. Foi
implantado gratuitamente e obrigatório o ensino primário, e o ensino religioso passou
a ser facultativo. Parte dessa legislação foi absolvida pela constituição de 1937, na
qual apresentou dois parâmetros: o ensino profissionalizante e a obrigatoriedade das
indústrias e sindicatos criarem escolas de aprendizagem, na sua área de
especialidade, para os filhos de seus funcionários e sindicalizados. Nesse mesmo
período, declarou a obrigatoriedade da inclusão na educação moral e política nos
currículos, desse modo, a sociedade brasileira, vagarosamente começou a ter
consciência da seriedade estratégica da educação para garantir e concretizar as
mudanças econômicas e políticas que permaneciam sendo exploradas.
Segundo Delores (2001) o conceito de educação aparece como uma das
chaves de acesso ao século XXI ultrapassando a distinção tradicional entre a
educação inicial e a educação permanente para dar resposta ao um mundo em
rápida transformação, porém não constitui uma renovação inovadora pela
necessidade de retorno às escolas com a finalidade de se preparar para
acompanhar as inovações sejam elas de caráter social, políticos ou cultural, tanto na
vida privada como na vida profissional. Essa constante busca e retorno nos aponta a
relevância que a educação tem para a sociedade, uma vez que a educação é uma
experiência social, onde o aluno aprende a descobrir a si, e desenvolver relações
com os outros construindo bases no campo do saber fazer e do conhecimento.
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De acordo Delores:

Um dos principais papéis reservados a educação consiste, antes de mais,


em dotar a humanidade da capacidade de dominar o seu próprio
desenvolvimento. Ela deve, de fato, fazer com cada um tome o seu destino
nas mãos e contribua para o progresso da sociedade em que vive baseado
o desenvolvimento na participação responsável e das comunidades.
(DELORES, 2001, p. 82).

Desse modo, podemos afirmar que a educação está cada vez mais presente
nos princípios que regem os sistemas contemporâneos que permeia o
desenvolvimento humano. Na medida em que esses paradigmas forem se
afirmando, esta educação deixará de ser vista como política setorial, para assumida
como política de estratégia da qual depende cada vez mais o desenvolvimento
econômico, social e político dos povos no século XXI.
Neste contexto, temos as tendências pedagógicas, que é a reunião dos
pensamentos filosóficos e autores que expressam de como educação é
compartilhada, sendo elas as tendências a liberal e o progressista.
A tendência liberal visa manter a sociedade da maneira que ela está, não abri
caminhos para a inovação, já a tendência progressista põe a educação como um
instrumento transformador na sociedade. Segundo Líbaneo (1985, p, 6) “a
pedagogia liberal, portanto, é uma manifestação própria desse tipo de sociedade”.
A Tendência pedagógica liberal, prega uma ideologia onde a instituição de
ensino prepara as pessoas para que elas possam desempenhar papeis sociais,
baseando nas habilidades e competências. Ressalta-se que essa tendência não é
considerada aberta ou democrática. Conforme Líbaneo (1985, p, 6), “a pedagogia
liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o
desempenho de papeias sociais, de acordo com as aptidões individuais”.
A tendência liberal se caracteriza em três modelos a tradicional, a qual tem o
professor como uma figura central, onde transmite os conteúdos e os alunos
memorizam, sendo de uma forma mecânica ou de deposito de conteúdo; tem-se a
escola nova diretiva e Não Diretiva, a diretiva valoriza os aspectos afetivos e
atitudes, preocupando com a participação do discente e os e os conhecimentos que
ele já possui; a não diretiva, está relacionada com as relações humanas, ou seja, o
docente busca promover o autodesenvolvimento e a realização pessoal do aluno e a
tecnicista nesse caso o aprendizado está concentrado em projetos elaborados sem
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a ligação com a conjuntura social no qual estão inseridos, ou seja, são executor e
receptor.
Já as Tendências pedagógicas progressistas, apregoa que o progresso está
relacionado coma metodologia de ensino, sendo uma inspiração da teoria marxista,
fazendo do discente protagonista do seu progresso de aprendizagem. Essa
tendência possui três vertentes, a libertária que prega a liberdade do aluno sendo
contra o autoritarismo; a libertadora transmite uma ideia de que o aluno é capaz de
transformar a sua realidade a partir do pensamento, pregando a reflexão crítica e a
participação do discente como ator principal na obtenção de conhecimento bem-
trabalhadas, e a histórica-crítica esta, sugere a influência mútua entre o conteúdo e
a realidade que se vive.
Segundo Líbaneo (1985) as tendências progressistas, o papel da escola é
adequar as necessidades individuais ao meio social, os conteúdos de ensino são
estabelecidos em função de experiências que o sujeito vivência frente a desafios
cognitivos e situações problemáticas, os Método de ensino, valorizam-se as
tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do meio natural e
social, o método de solução de problemas, relacionamento professor-aluno, está
voltado para auxiliar o desenvolvimento livre e espontâneo da criança; se intervém, é
para dar forma ao raciocínio dela, pressupostos de aprendizagem a motivação
depende da força de estimulação do problema e das disposições internas e
interesses do aluno e a manifestações na prática escolar visam os princípios da
pedagogia progressivista vêm sendo difundidos, em larga escala, nos cursos de
licenciatura, e muitos professores sofrem sua influência.
Nesse sentido, cita Freire (1996) entende a pratica educativa como um
exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de
educadores e educando não somente transmitindo conhecimento, mas
redescobrindo, construindo e ressignificando estes conhecimentos, além de
transcenderem e participarem de suas realidades históricas, pessoais, sociais e
existenciais.
Segundo Silva (2018):
A tendência redentora compreende as pedagogias liberais e confia que a
educação possui poderes sobre a sociedade, tendência otimista. A
reprodutivista é crítica, destinada a compreender a educação na sociedade
e apresenta-se de maneira pessimista. A tendência transformadora,
igualmente crítica, recusa o otimismo ilusório e o pessimismo imobilizador.
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As tendências progressistas seguem critérios definidos em relação às


funções políticas e sociais do sistema escolar. (SILVA, 2018, p, 98).

Sendo assim as tendências tem um processo histórico de transformação e


mudanças no processo de ensino aprendizagem.
Neste contexto, com a implantação da base nacional comum curricular-BNCC
os estabelecimentos escolares foram dirigidos a trabalhar não mais os conteúdos e
sim os objetivos de conhecimento e/ou aprendizagem de forma mais assertiva e
conforme a realidade da comunidade escolar, levando em consideração o ambiente
social, histórico e cultural, enfatizando o conceito de pertencimento da comunidade e
favorecendo o protagonismo. Muitos após formação continuada ainda mostram não
compreender a didática trazida neste documento, de modo que parece algo muito
distante, chegando a ser uma abordagem inédita.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter
normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e
modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus
direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua
o Plano Nacional de Educação (PNE). (BRASIL, 2018).
Sendo assim, a Base Nacional Comum Curricular-BNCC, regulamenta e
estabelece as práticas de ensino as quais devem ser colocadas em prática nas
escolas brasileira, sendo desenvolvida para que a aprendizagem e o
desenvolvimento dos discentes sejam realizadas de maneira efetiva e adequada.
Portanto a base nacional comum curricular e as tendências estão
relacionadas com as transformações no processo de ensino/aprendizagem e a
metodologia de ensino dentro das instituições escolares.
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2º PARTE – Apresentação de posturas e propostas que caminham em


direção ao desenvolvimento de cada uma das competências gerais indicadas
na BNCC.
Conforme a BNCC (2018), é imprescindível destacar que as competências
gerais da Educação Básica, apresentadas a seguir, inter-relacionam-se e
desdobram-se no tratamento didático proposto para as três etapas da Educação
Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), articulando- se na
construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de
atitudes e valores, nos termos da LDB. Sendo assim, destaca dez competências, as
quais são: Conhecimento, Pensamento científico, crítico e criativo, Repertório
cultural, Comunicação, Cultura digital, Trabalho e projeto de vida, Argumentação,
Autoconhecimento e autocuidado, Empatia e cooperação e Responsabilidade e
cidadania.
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3 CONCLUSÃO

Este trabalhado propôs fomentar sobre Base Nacional Comum Curricular e


as práticas pedagógicas. Objetivando adquirir novos saberes docentes, visando a
aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas deste
semestre e, bem como, as práticas pedagógicas. E ainda, demonstrar as
possibilidades profissionais de atuação, o conhecimento técnico-científico, seu
público alvo, seus campos de atuação e como esses elementos interagem com a
dinâmica cultural e tecnológica na sociedade fazem com que a seja uma profissão
de grande amplitude e complexidade sobre a atuação deste profissional no futuro.
Por fim, conclui-se, que a os objetivos foram alcançados, pois foi possível
entender o processo histórico da educação, as tendências pedagógicas, bem como,
seu objetivo no âmbito de ensino aprendizagem dentro do contexto escolar, no
processo de crescimento e desenvolvimento humano, e a renovação da BNCC, para
as instituições e o aprofundamento em relação as competências, para o trabalho de
proposta e posturas no âmbito escolar.
A realização deste trabalho proporcionou a troca de conhecimento entre as
diferenças, pois percebemos que elas integram de maneira significativa nos estudos
realizados, fortalecendo a construção de novos saberes. Todas as ferramentas
utilizadas para a construção e realização desta produção textual interdisciplinar com
certeza contribuirão de maneira plena em nossa formação profissional.
Portanto a partir das considerações realizadas acerca da Base nacional
curricular e as competências, compreendeu-se que é de extrema importância e
significância entender as mudanças e transformações ocorrentes na educação,
processo esse que, melhora imensamente o processo de ensino aprendizagem.
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REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC).


Brasília. 2018. “Introdução” (da página 7 até 21).
DELORES, Jacques, Educação: um tesouro a descobrir. 6.ed. São Paulo: Cortez;
Brasília, DF: MEC: UNESCO, 2001.
FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Cortez, 1997.
_______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
Paulo: Cortez 1996.
Libâneo, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia critico-
social dos conteúdos. Ed.19. São Paulo. Loyola, 1985.
SILVA, Aracéli Girardi da. Tendências pedagógicas: perspectivas históricas e
reflexões para a educação brasileira. Unoesc & Ciência, v. 9, n. 1, p. 97-106,
jan./jun. 2018.

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