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FAJ – Campus II

ELETRÔNICA I
Aula 07

CURSO: ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO


5° semestre
TÓPICOS DA AULA

• Curvas características e polarização de


transistores em circuitos.

• Pesquisa: trabalhos em grupo.


VAZÃO E PRESSÃO
• Válvula fechada e válvula aberta. Atentar-se ao que
ocorre com a pressão.
TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA
• Na Eletricidade possui-se a força eletromotriz e o volume
de fluxo elétrico, análogos ao caso na Hidráulica. Mudança
de estado do circuito, dependendo da chave.
OBSERVAÇÃO
• É importante constatar que se não há
corrente fluindo através de um resistor,
a tensão em suas duas extremidades será
a mesma; caso haja corrente fluindo através
do resistor, haverá uma queda de tensão sobre o
mesmo. Isto é análogo à queda de pressão
através do tubo de constrição.
PORTA INVERSORA (NOT)
• Uma porta lógica inversora. Chave alterando a
tensão na base do transistor bipolar. Transistor
como chave.
PORTA NAND
• O valor da saída é controlado por duas entradas A e B.
PORTA NOR
• Os transistores estão conectados em paralelo.
TRANSISTOR COMO CHAVE
• Quando a tensão de entrada for zero, o transistor estará em corte.
Neste caso ele se comporta como uma chave aberta. Sem nenhuma
corrente pelo resistor do coletor, a tensão de saída iguala-se a +15 V.
• Quando a tensão de entrada for +5V, o transistor estará saturado (
considerando-se os valores de Rb e Rc adequados ). Neste caso ele
se comporta como uma chave fechada. Com uma intensa corrente
pelo resistor do coletor, a tensão de saída iguala-se a 0 V, pois a
queda de tensão Vce iguala-se a zero.
• O transistor operando como chave só pode assumir os estados de
saturação e corte, e nunca um estado intermediário. A nível de
projeto, uma maneira de se garantir que o transistor opere como
chave é provocar no componente uma "saturação forte", ou seja,
projetar o circuito com uma corrente de base suficientemente alta
para que Ic seja máxima quando da saturação.
TRANSISTOR COMO CHAVE
O circuito a seguir ilustra o transistor operando como
chave:
TRANSÍSTOR COMO AMPLIFICADOR
• Nesse tipo de circuito, a malha Rb1 e Rb2 é ajustada de modo
que na condição de repouso ( Vin = 0 ), a tensão Vce seja igual
a metade da tensão Vcc. O ponto da reta de carga onde o
transistor opera nestas condições é chamado de ponto
quiescente.
• Quando a tensão na entrada sofre variação, a tensão na saída
acompanha a entrada, porém com a fase do sinal invertida
(observe o esquema). Logo, um circuito desse tipo é tido como
amplificador pois serve para "aumentar" a amplitude do sinal
de entrada. Os capacitores C1 e C2 são usados para desacoplar
a componente DC das fontes de sinal.
• Esse tipo de circuito é muito comum em aplicações de áudio,
vídeo, instrumentação, etc.
TRANSÍSTOR COMO AMPLIFICADOR
O esquema abaixo ilustra um transistor operando
como amplificador:
CAPACITORES DE DESACOPLAMENTO DC
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
CONSTANTE
• Um transistor pode operar como uma fonte de corrente,
"amarrando-se" a malha da base à malha do coletor, de modo
que a malha de base não sofra variação e, conseqüentemente,
mantenha a corrente de coletor constante.
• Esse tipo de circuito tem como principal característica o fato de
que pode-se assumir, para efeito prático, que Ic = Ie, já que
Ib<<Ic.

Matematicamente a equação das malhas é a seguinte :


Vbe + Ie x Re - Vbb = 0
Logo: Ie = ( Vbb - Vbe ) / Re
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
CONSTANTE
• Se Ie = Ic, e sabendo-se que Vbe = 0,7 V e Re tem valor
constante, a corrente de emissor só depende da tensão de
base Vbb. Se a tensão Vbb for constante, a corrente Ic será
constante, de modo que o circuito se comporte como uma
fonte de corrente constante. O que ocorre nesse tipo de
circuito é o que chamamos de "amarramento" (em inglês
chamado de bootstrap).
• Para melhorar a compreensão do circuito, podemos imaginar
uma fonte de corrente controlando, por exemplo, um LED.
• As fontes de corrente são amplamente utilizadas nos mais
diversos circuitos, com diversas variações no modo de
construção.
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
CONSTANTE
O esquema abaixo ilustra uma fonte de corrente básica:
GANHO DE CORRENTE
Em função da temperatura:
APLICAÇÃO DA CURVA CARACTERÍSTICA
A curva característica de saída
permite que se relacionem
as grandezas IC, VCE e IB em
um único gráfico. O gráfico
que segue mostra a
característica de saída do
transistor BC547.
APLICAÇÃO DA CURVA CARACTERÍSTICA
• É denominada reta de carga a reta que permitirá
determinar graficamente o comportamento do
transistor em um circuito.
• A reta de carga é traçada sobre a curva
característica de saída do transistor. Ela permite
que se determine graficamente a tensão entre
coletor e emissor (VCE) e acorrente de coletor (IC),
presente no transistor naquele momento, em
função da corrente de base atual. A intersecção da
reta de carga com o valor de IB no circuito é
denominado ponto quiescente (Q).
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
• O traçado da reta de carga leva em conta dois
fatores:
– a tensão de alimentação do circuito;
– valor do resistor de coletor.
• Isso significa que, para cada transistor e em cada
circuito, existe uma reta de carga específica.
• Para traçar a reta de carga utilizam-se dois pontos
que ocorrem em duas situações do transistor:
– ponto de corte;
– ponto de saturação.
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
O ponto de corte é a situação em que o transistor
está sem corrente de base. Usando as equações do
transistor, verifica-se seu comportamento nessa
situação:
IC = IB . β
Como IB = 0, IC = 0
Então, VRC = IC . RC
Como IC = 0, VRC = 0.
VCE = VCC - VRC e VRC = 0
Desta forma temos VCE = VCC.
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
• Esses dois valores, VCE = VCC e IC = 0, são
representados por um ponto na curva
característica de saída. Tomando como exemplo o
circuito a seguir, o ponto de corte fica na posição
mostrada no gráfico que segue.
• Esse é o primeiro ponto da reta de carga.
OBSERVAÇÃO: O ponto de corte depende
fundamentalmente da tensão de alimentação. Se o
valor da tensão for alterado, o ponto de corte
também será alterado.
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
O ponto de saturação depende
fundamentalmente da tensão
de alimentação e do valor do
resistor de coletor. Caso esses
valores sejam mudados, o
ponto de saturação tem sua
posição alterada na curva
característica. Unindo os dois
pontos encontrados no
gráfico, tem-se a reta de
carga do circuito conforme
gráfico que segue.
TRAÇADO DA RETA DE CARGA
Esta reta de carga serve
apenas para o circuito
apresentado (transistor
BC547, VCC = 30V e RC =
470 Ω). Caso o transistor, a
alimentação (VCC) ou o
valor do resistor de coletor
(RC) sejam modificados,
deve-se traçar outra reta
de carga de acordo com os
novos dados.
APLICAÇÃO DA RETA DE CARGA
• Quando IB = 0,10 mA:
PONTO DE OPERAÇÃO
• Ponto de operação ou ponto quiescente, representado
pela letra Q, é a denominação dada ao conjunto de
valores de tensão e corrente que se estabelecem
automaticamente em um circuito a partir de sua
alimentação.
• Uma vez estabelecidos os valores do ponto de operação,
se nenhuma modificação for realizada no circuito, os
valores permanecerão constantes.
• A escolha correta do ponto de operação é fundamental,
na medida em que todo o funcionamento do circuito será
baseado nas condições estabelecidas por este ponto.
INFLUÊNCIA DO PONTO DE OPERAÇÃO NO CIRCUITO
O ponto de funcionamento determina a condição normal de
funcionamento de um circuito que se estabelece a partir da
alimentação. Se o ponto de operação for mal posicionado, todo o
funcionamento do circuito estará prejudicado.
O ponto de operação (Q) de um circuito com um transistor estará
sempre sobre a reta de carga desse circuito. Logo, pode-se afirmar
que o ponto de funcionamento depende dos fatores que
determinam a reta de carga, ou seja:
• do transistor utilizado;
• da tensão de alimentação (VCC);
• do resistor de coletor (RC).
De acordo com a função que o circuito desempenhará, o ponto de
operação pode se situar em qualquer posição sobre a reta de carga
do circuito.
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
TRANSISTOR COMO FONTE DE CORRENTE
ASSUNTOS DA PRÓXIMA AULA
TEÓRICA
• CURVA DE DISSIPAÇÃO MÁXIMA DO TRANSISTOR
• POLARIZAÇÃO DO TRANSISTOR POR DIVISOR DE
TENSÃO NA BASE
• APLIFICADORES OPERACIONAIS
PESQUISA: TRABALHO EM GRUPO
EXEMPLOS DE TEMAS:
• RFID - Identificação por Rádio Frequência;
• Inversor de Frequência;
• Amplificador para áudio;
• Microeletrônica;
• Condicionador de sinais para instrumentação;
• Tiristor (SCR E TRIAC);
• IGBT;
• Optoacoplador;
• Varistor.

Data da entrega do trabalho e apresentação: dia 23/05 (turma de 2a-


feira) e dia 20/05 (turma de 6a-feira).
EXEMPLOS
EXEMPLOS