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O CURRICULO E INCLUSÃO

CRIANÇA ESPECIAL
Mariela Salvio de Andrade
Marina Cardoso
Renata Valente
Sheila Lopes

Professora Orientadora
Sandra Resner Manhães

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI


LICENCIATURA EM PEDAGOGIA (1406) – SEMINÁRIO III
08/10/2016

RESUMO

O presente artigo fará uma reflexão sobre a visão do professor frente às propostas de inclusão e o
currículo da criança especial na educação. Estuda o modo como elas estão sendo integradas à
prática pedagógica. Investiga se é um trabalho multidisciplinar, apoiado na linguagem, num meio
social favorecendo o desenvolvimento das funções psicológicas, fazendo com que o supere desafios
através de atividades e ações com condições interessantes que respeitem as suas potencialidades,
seus interesses e suas necessidades, ou se, muitas vezes é eficiente, mas nem sempre
suficientemente para a sua dissolução. A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB
9.394/96 - tornou obrigatório e reafirma o direito à educação pública e gratuita das pessoas com
deficiência, condutas típicas e altas habilidades. Uma escola inclusiva precisa completar ações
diversificadas, flexíveis, articuladas como pedagógicas diferenciadas. O educador sendo mediador
deverá sempre estar se atualizando e buscando meios para auxiliar o educando a refletir de forma
critica, reflexiva e construtiva. Precisa valorizar as produções e o ser humano em seu
desenvolvimento que proporcione aprendizagens cognitivas e sociais em relação ao mundo e a
sociedade que está inserido.

1 INTRODUÇÃO

Ao exercício compartilhado da docência nesta modalidade; a concretização de


aprendizagens cognitivas e sociais, buscando respeitar os tempos e as possibilidades desses alunos,
e ainda a paulatina adequação do currículo às exigências do projeto inclusivo.
Propostas de redefinição dos espaços escolares, criando possibilidades de respeitar, mas
também de interferir nos ritmos e nos tempos de aprendizagem do estudante, visando permitir além
do acesso e da permanência nas instituições escolares, o aproveitamento desejado em termos de
socialização e aquisição de conhecimentos.
Propostas pedagógicas são provenientes de diferentes políticas e não podem ser examinadas
como se fossem um conjunto homogêneo, uma utopia liberal de uma escola eficaz para todos onde
a “inclusão” aparece como conceito central incorporando experiências socialmente significativas
dos estudantes, a proporcionar seu desenvolvimento crítico e social.
As políticas de inclusão referidas determinam como publico da Educação Especial alunos
com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/super dotação.

Palavras-chave: Currículo e inclusão, educação especial , LBD9.394 dez.2006, práticas


de inclusão.

2 O currículo

O currículo referencial concreto da proposta pedagógica, projeção dos objetivos, das


orientações e das diretrizes, operacionadas por ele. Quando posto em prática realimenta e modifica,
promove um entrecruzamento dos objetivos e das estratégias para o ensino.
O projeto pedagógico - curricular é um documento que reproduz as intenções e o modos de
aprendizagem da equipe escolar, a organização e o desenvolvimento do currículo é o conjunto dos
conteúdos cognitivos e simbólicos (saberes, competências, representações, tendências, valores )
transmitidos de modo explícito ou implícito), nas práticas pedagógicas e nas situações de
escolarização , isto é , dimensão cognitiva e cultural escolar. (Forquim, 1993).
“Se a Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”
(Paulo Freire). É um processo de conhecimento e analise da realidade escolar em suas condições
concretas, e elaboração de um plano projeto para a instituição escolar. Uma perspectiva social e
cultural, não um objeto estático, uma bússola da escola, saberes socialmente produzidos, aprendidos
e reconstruídos. Não é um instrumento passivo e ingênuo, e sim um jogo de intenções políticas e
ideologias que definem identidades e atuam em uma sociedade permeada por relações de poder que
incidem na ação pedagógica. Projeto pedagógico - curricular é a expressão das aspirações e
interesses do grupo de especialistas e o fazer dos exercícios do trabalho com um objetivo do
professor pesquisador. A criança com deficiência hoje tem o direito garantido seu acesso á
educação fundamental devido implantação de salas de recursos multifuncionais, e acessibilidade nas
escolas, a formação de professores para o atendimento especializado , a aquisição do ônibus
escolares acessíveis e a ampliação do BPC ( benefício de prestação continuada) na escola. Na
educação profissionalizante o acesso está garantido pelo PRONATEC e no ensino superior pelo
programa Incluir, que alocou recursos para promover a acessibilidades em universidades federais,
além de incentivar a educação bilíngue em libras.
Porém, a existência e a elaboração do currículo na educação inclusiva embora sejam
motivos de grandes debates, talvez não sejam tão relevantes, pois na inclusão não se prevê a
utilização de métodos e técnicas de ensino específicas para esta ou aquela deficiência/necessidade,
uma vez que, na inclusão é considerado o nível de potencialidade de desenvolvimento de cada um.
Na educação inclusiva o aluno aprende até o limite em que consegue chegar, desta maneira,
não cabe ao professor o papel de mero executor de currículos ou / e programas pré-determinados ,
muito menos a função de transmissor do conhecimento , uma vez que o conhecimento é construído
através das atividades abertas propostas por ele, nas quais o aluno se enquadra por si mesmo , na
medida de seus interesses e necessidades. Ou seja, o professor tem que ser alguém capaz de
escolher e propor as atividades, os conteúdos, e/ou experiências que sejam adequadas para o
desenvolvimento das capacidades fundamentais do aluno, respeitando sempre as necessidades do
mesmo.

3 Escola inclusiva, inclusão e avaliação.

“O indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma
necessidade interna” (Henri Wallon). A escola torna-se inclusiva quando há um projeto politico
pedagógico elaborado coletivamente, entre as instituições educativas, a família e os profissionais
especializados. O professor é peça chave na implantação da educação inclusiva é preciso ter uma
melhor formação, um processo contínuo e permanente adquirindo competências relevantes para
atuar junto as crianças. O grande desafio a inclusão impõe a escola lidar com a diversidade e buscar
respostas para as diferentes necessidades educacionais.
A educação inclusiva é um movimento mundial fundamentado nos princípios dos direitos
humanos e da cidadania, um movimento muito polemizado pelos segmentos educacionais e sociais,
cujo tem como objetivo eliminar a discriminação e a exclusão. Porém o sentido tem sido distorcido
por muitos, portanto ao falar de inclusão devemos entender que as crianças são diferentes entre si,
elas são únicas em sua forma de pensar e aprender. É injusto avaliar o desempenho de diferentes
crianças com os mesmos critérios ou as mesmas medidas. Crianças são únicas e não podem ser
comparadas através de procedimentos por uma média, que definem os alunos como bons, médios ou
fracos.
A individualização do ensino significa a individualização dos alunos, da didática e da avaliação.

4 A escola atual e o atendimento aos portadores de altas habilidades.

“O principal objetivo da Educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não
simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram.” (Jean Piaget)

Necessita-se compreender que a educação destas crianças não é elitista, mas sim necessária
para que se relacionem e não precisam esconder seus talentos. A falta de um consenso comum
científico sobre o tema dificulta a definição do que a bibliografia sugere e o que se identifica de
acordo com o tipo de programa que se oferece. Eles são sensíveis as questões sociais,
perfeccionistas, algumas características que podem ser observadas, são excelentes pensadores,
apreendem rapidamente, apresenta fluências verbais, apresentam grande senso de humor, e são
altamente criativos.

5 Educação especial para surdos e as propostas inclusivas.

A outra língua falada em seu país, é dita como uma segunda língua. Além da importante
questão das formas de comunicações, a apropriação da sala pelo surdo exige adaptação curriculares
que devem corresponder as suas necessidades educativas; tais adaptações podem ser nos elementos
básicos ou nos elementos em anexo ao currículo (centro nacional de recursos da educação especial-
espanha,1994).
As adaptações nos elementos básicos incluem dos processos de avaliação, dos objetivos
específicos de cada disciplina e dos conteúdos problemáticos. Quanto as adaptações do acesso,
envolvem os seguintes elementos: a sala de aulas, material e recursos didáticos, iluminação, nível
de ruídos e envolvimentos dos familiares, em especial daquelas do convívio mais próximo com o
aprendiz.
No Brasil o bilinguismo, a língua brasileira de sinais (Libras) é indispensável para sua
aprendizagem. As recomendações como seminários internacionais como o de SALAMANCA
(1996), dizem respeito as providencias, urgentemente que devem ser tomadas pelos sistema de
ensino.
Os mesmos direitos humanos que induzem as propostas de inclusão, devem estar na raiz das
reflexões acerco das modalidades de educação especial, com vistas ao pleno desenvolvimento da
cidadania dos portadores de necessidades especiais. A segregação é condenável, como também é a
pratica da integração sem todos os cuidados para seu êxito.

6 Tempo, espaços, relações e atividades com crianças especiais.

O brincar e a brincadeira, as relações com o meio, as atividades propostas para a criança


especial, possibilitam caminhar em direção a aspectos mais específicos da preparação e da formação
do aluno especial.
É importante para uma criança que tenha um déficit em seu desenvolvimento em consequência de
uma deficiência intelectual, como forma de expressão, que seja sempre envolvido em atividades
diversas, pois será um recurso para sua identidade, desenvolver o máximo de suas possibilidades,
explorando e experimentando sensações, assim se estaria visando à sua integração.
Nas atividades, diversos brinquedos e brincadeiras podem ser oferecidos para que estimule o
relacionamento social, respeito com os colegas, conhecimento de si próprio (estimulação sensorial),
orientação e organização espaço-temporal.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desenvolver e implantar metodologia de preparação de toda equipe de profissionais e de
todas as turmas da escola regular que poderão receber estudantes da educação inclusiva, para que a
comunidade escolar possa inclui-los na dinâmica e sejam atendidos também junto as famílias, par
que possam ter mais dignidade e seus direitos cumpridos .
O elemento que unifica a vida e as atividades, deve ser encontrado na vida da criança e não
nas formulações lógicas.
Currículo, a educação como a vida e desenvolvimento, é o seu próprio fim.
Professor como conduze-te da educação em um processo de interação e comunicação. O
docente é indispensável, não é uma autoridade e sim um leal companheiro dentro do sistema.
Educação é oportunidade de mudança, de transformação. É saber se colocar no lugar do
outro e propor um futuro melhor.
Ter acesso à educação especial é direito de todos aqueles que dela necessitam, tendo sido
sempre um processo marcado por lutas e reviravoltas de todo tipo ao longo da história educacional.
A criança não está interessada na ordenação lógica do assunto o centro de correlação é o seu
próprio interesse vivo, o problema com o qual se defronta é a sua necessidade sentida.
Enfim, devemos assumir uma posição diante da educação inclusiva que envolve não só
apenas reflexão sobre currículos, organização escolar, e avaliação, mas também na revisão das
bases de trabalho de todos os professores dedicados á educação inclusiva e na criação de
oportunidades de uma formação que os auxilie reorientar seus papéis para trabalhar num contexto
inclusivo. Tal contexto exige mudanças não só em conhecimentos, habilidades pedagógicas, mas
também em atitudes e valores.
REFERÊNCIAS

Cadernos Educação especial pg18,19,20 jan/abril2015.

Cadernos educação de infância números 96,99,104,janeiro/abril 2015.

Costa F.C.B.O ,O olho que se fez olhar;2004(Dissertação Mestrado em Psicologia),Centro de


Filosofia e Ciências Humanas,Florianópolis,SC,2004.

Chanda ,J.Daniel,N.A.A.Art Education Departament News Litter Clue,EUA:June.2000.

Educação escolar: politicas públicas estruturas e organização. Docência em formação saberes


pedagógicos.( pg 342a369)

LDB 9.394/96; 9.131/76;4.024/95.resolução CNE/CBE n2 de 11q09q2001.


LDB 9.394/96: 160794, de 14/12/2015.

O Currículo Emergente e o Construtivismo Social. IN: EDWARDS, C., GANDINI, L., FORMAN.

Periodícos UFSC: inclusão educação especial.

Trajetória histórica das abordagens do ensino e aprendizagem da arte no contexto atual. Revista
Univille, V.5, n.1, abr, 2000. RINALDI, Carlina.

Unesco 1994 necessidades educativas especiais inovação Lisboa.

Aufauvre, M. R. (1987). Aprender a Brincar / Aprender a Viver. São Paulo: Manole Ltda.

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