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A Vida Futura do Crente.

Quando falamos sobre a nossa bendita esperança, ou sobre a vida do crente após a morte a
primeira ideia que nos vem a mente é o céu, nosso imaginário e todas as nossas aspirações se
concentram nessa realidade metafisica, mas o que a maioria desconhece é que essa realidade
do céu não é nosso destino final! O crente salvo ele desfrutará de algumas realidades no seu
estado final, e para nossa melhor compreensão vamos chamar esses estados de reinos que, o
salvo em Cristo experimentará.

O primeiro Reino é o Reino Celeste o lugar para onde vai a alma do crente salvo, como já vimos
nós não acreditamos na doutrina do sono da alma, mas sim que tanto o salvo como o perdido
após a morte passam a viver de forma consciente mesmo fora do corpo, mas essa não é a
condição definitiva para os salvos, o Reino celeste é uma fase intermediaria.

N. T. Wright escreveu um livro chamado “surpreendido pela esperança” nesse livro ele faz uma
crítica a esperança individual do crente, pois na maioria das nossas orações, cânticos e até
cultos fúnebres a ênfase dada é somente para com o Reino Celeste, e pouco ou quase nada se
fala sobre o corpo ressurreto e a vida a ser desfrutada nessa realidade. O corpo ressurreto é
um aspecto da vida futura do crente que deverá ser desfrutado no Reino Milenar, esse é um
assunto que tem sido esquecido por muitos e desacreditado por outros, mas a bíblia tem
largueza de versículos que nos falam desse Reino, e nós assim como os pais da Igreja e outros
grandes teólogos acreditavam, assim devemos também fazer.

A bíblia nos diz que no fim do fim Deus criará novo céu e nova terra, o nome que damos a isso
é de Reino Eterno, o qual Agostinho chamava de o fim sem fim!

Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus
um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

Precisamos ter mente que a casa terrestre a que Paulo se refere não é a casa ou apartamento
onde moramos, Paulo está se referindo ao nosso corpo, e de igual forma quando ele menciona
o edifício feito pelas mãos de Deus, o sentido não é as mansões celestiais, mas sim ao corpo
ressurreto do salvo. Tendo isso em mente vamos olhar pro versículo em apreciação e
perceberemos que o salvo ele tem três bençãos relacionadas a essa vida passageira, o primeiro
é um novo foco.

Podemos perceber isso ao trabalharmos com a palavra porque ou pois do versículo em


questão, essas palavras fazem conexão com o versículo 18 do capitulo anterior e ai está no
nosso novo foco.

A segunda benção relacionada a essa vida é o novo conhecimento, isso está no versículo
primeiro do capitulo 5, na palavra “sabemos” temos aqui um “plural epistolar” pois Paulo
estava se referindo a ele e aos seus leitores como detentores de uma revelação que só foi
dada aos salvos, e é interessante notar que os coríntios já haviam sido doutrinados sobre esse
novo conhecimento de que Paulo fala, ou seja, o novo conhecimento acerca do corpo, isso
está descrito no capítulo 15 e versículo 51 na primeira carta, onde temos a seguinte expressão
“eis que vos digo um mistério” então na segunda carta ele já diz “nós sabemos” O texto
prossegue e Paulo escreve “sabemos que, se a nossa casa terrestre se desfizer...” é
interessante notarmos essa palavrinha “se” que conota dúvida, ora como pode alguém ter
dúvida de que vai morrer? Paulo tinha! E todos os que são salvos em Cristo devem ter! com
essa palavrinha nós percebemos que o novo conhecimento dado ao crente em relação a essa
vida nos leva a um patamar elevado em paralelo com a vida dos incrédulos, pois os perdidos
não sabem do que nós sabemos, e o que sabemos? Sabemos que a certeza da volta de Cristo
nos dá uma esperança tão forte que supera a certeza da própria morte!

“nossa casa terrestre...” Paulo nos traz a tona uma grande revelação, nosso corpo é terrestre e
tem laços com essa realidade terrena, pois foi feito para essas realidades terrenais, hoje
nossos corpos tem conexões terrenas, por exemplo alguns aqui são casados e são uma só
carne com o seu cônjuge, mas na ressurreição não se casam e nem se dão em casamento,
estaremos conectados por laços muito mais fortes do que o casamento.

“deste tabernáculo...” temos aqui uma outra palavra importante para se notar “deste” esse
tipo de palavra é uma expressão epexegética! Essa é uma forma própria da língua grega para
explicar determinadas coisas, todas as vezes que uma expressão dessa natureza aparece ela
vem como nota explicativa, por exemplo: o selo “do” Espírito, a palavrinha “do” explica o que é
o selo, o selo é o Espirito! Coroa “da” justiça, a palavrinha “da” explica o que é a coroa, a coroa
é a justiça! Então quando lemos “a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer” a
palavrinha “deste” explica o que é a nossa casa, nossa casa é um tabernáculo ou uma tenda!
Algo provisório, desmontável usado por pouco tempo!

A última benção é um novo corpo! “temos da parte de Deus um edifício...” outrora tínhamos
uma tenda, algo passageiro e que se desfaz, mas agora temos um edifício uma estrutura
composta por materiais duradouros feita para permanecer, o que aponta para a vida que nos
espera. A pergunta que vem a seguir é, como será essa nova casa? O texto responde que será
uma casa não feita por mãos, mas o que isso significa?

A resposta está no texto de Hebreus:9-11 “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens
futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta
criação” uma casa não feita por mãos é uma casa que não pertence a essa criação, ou seja,
teremos um corpo criado para vivenciar a nova criação de Deus, um corpo eterno que não se
desfaz.

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