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UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA

UNOESC - JOAÇABA
ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS

MATEMÁTICA FINANCEIRA E ANÁLISE DE


INVESTIMENTOS

Prof. Titular
Eng. JÚLIO CÉSAR RIBEIRO LYRA
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

CURSO: Engenharia

O material apostilado deste curso é para uso exclusivamente didático, sem intenção
comercial. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida, sob
qualquer forma – fotocópia, gravação – ou por qualquer meio – eletrônico, mecânico – sem a
permissão da UNOESC - Joaçaba e do autor do material.

Docente responsável pela disciplina:


Professor Engenheiro JÚLIO CÉSAR RIBEIRO LYRA
E-mail: julio.lyra@unoesc.edu.br
Fone Comercial: 3551-2235

L 992m LYRA, Júlio César Ribeiro. Matemática financeira e Análise de


Investimentos: com uso do software softinvest. 29 ed. revisada Joaçaba:
Unoesc, 2016. (Apostila)

Bibliografia
1. matemática financeira
2. análise de investimentos

cód.: 511-8

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1. TAXA DE JUROS
JUROS: Custo do dinheiro aponta taxa anual de
19,06%. SÃO PAULO, 10 de outubro de 2001 - O
custo do dinheiro no interbancário abriu com
tomadores a 2,0770% e doadores a 2,0780%. Nas
primeiras transações do mercado aberto, a taxa
anual era de 19,06%. (Gazeta Mercantil, 2006).

1.1. O QUE É JURO?

PARA O INVESTIDOR: REMUNERAÇÃO DO CAPITAL

PARA O TOMADOR DE EMPRÉSTIMO: CUSTO DO CAPITAL

1.2. O QUE DETERMINA A GRANDEZA DA TAXA DE JUROS?


a) Liquidez: O pagamento pela oportunidade de poder dispor de um
capital durante determinado tempo. Por exemplo, quando aplicamos certa quantia
na poupança estamos nos desprovendo dela pelo período de, no mínimo, um mês,
portanto não poderemos utilizá-la neste período. A taxa de juros, neste caso, é o
pagamento pelas oportunidades que poderão estar sendo perdidas de maior
rentabilidade neste período de outros investimentos. Este parâmetro de taxa de
juros pode também ser chamado de liquidez. Quanto maior for a liquidez, maiores
serão as facilidades de fazer dinheiro a curto prazo, portanto menores serão as taxas
de juros.
Exemplos semelhantes ocorrem em outras aplicações, tais como:
“Debêntures”, “CDB” e “Letras de Crédito Imobiliário”. O Quadro a seguir apresenta
uma relação entre prazo de empréstimo (de maior e menor liquidez) com a taxa de
juros. Como pode ser observado, quanto maior for o prazo (menor liquidez), maiores
serão as taxas de juros.
Quadro – Exemplo ilustrativo de liquidez de empréstimo financeiro com relação a taxa de juros.
2,2% a.m. 2,55% a.m. 2,7% a.m. 2,9% a.m.
Valor do Empréstimo 12 prestações 24 prestações 36 prestações 48 prestações
R$ 1.000,00 R$ 95,72 R$ 56,22 R$ 43,78 R$ 38,85
R$ 3.000,00 R$ 287,17 R$ 168,67 R$ 131,33 R$ 116,55
R$ 5.000,00 R$ 478,62 R$ 281,11 R$ 218,88 R$ 194,25

Fonte: Informativo Banco Santander, 2o semestre de 2006

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Saiba mais sobre Letras de Crédito Imobiliário


Fonte: Fonte: http://www.bariguicreditointeligente.com.br/investimentos/lci/

O que é?
Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são títulos de renda fixa emitidos com o objetivo de fomentar financiamentos
imobiliários. Esses títulos podem ser comprados por qualquer investidor, com prazo de vencimento e rentabilidade
definidos no momento da aplicação.

Características
• Aplicação fácil e descomplicada;
• Rentabilidade superior à maioria dos investimentos de renda fixa;
• Retorno pós-fixado ou pré-fixado;
• Taxa de retorno que varia de acordo com o prazo escolhido e o valor do investimento;
• Resgate somente na data do vencimento;
• Títulos isentos de Imposto de Renda para Pessoa Física;
• Sem custos e sem taxas;
• Investimento mínimo de R$ 30 mil;
• Garantia de até R$ 250 mil pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, mesma instituição que
garante os investimentos em CDB e na Poupança.
Rentabilidade - LCI pós-fixada
Optando pela LCI pós-fixada a rentabilidade é vinculada ao desempenho do indicador de mercado CDI (Certificado
de Depósito Interfinanceiro), que é a média diária da taxa de juros negociada nas operações entre as instituições
financeiras.
Investimentos até R$ 100 mil reais:
Investimentos até R$ 100 mil
Prazo (dias) Taxas LCI Barigui (% CDI)
90 92
180 96
250 98
360 100
720 104
1080 106
Investimentos acima de R$ 100 mil reais possuem taxas mais atrativas.
Rentabilidade – LCI pré-fixada
Nesta modalidade de investimento, o cliente sabe exatamente qual será a rentabilidade no momento da aplicação.
É a maneira mais segura de investir sem depender das oscilações do mercado.
Essas taxas variam diariamente de acordo com o mercado de juros.
Segurança
O investimento em Letras de Crédito Imobiliário é considerado de baixo risco, pois é garantido pelo Fundo
Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil. O FGC funciona como uma rede de proteção para quem investe
em renda fixa, além de possuir a garantia de alienação fiduciária do imóvel.

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b) Solidez: O pagamento pelo risco do empréstimo de um capital. Quanto


maior o risco envolvido do empréstimo não ser pago, maiores serão os valores das
taxas de juros. Este parâmetro de taxa de juros pode também ser chamado de solidez.
Quanto maior for a solidez, menores serão os riscos e portanto menores serão as
taxas de juros.
Por exemplo, as taxas de juros das aplicações em “ações” são normalmente
superiores as taxas de juros das aplicações em poupança ou mesmo CDB, pois seu
risco é bem superior. Na Imagem a seguir pode-se observa claramente está diferença
entre rentabilidade (taxa de juros) e risco (segurança).
Imagem – Exemplo ilustrativo das relações entre Segurança (Solidez), Liquidez e Rentabilidade.

Fonte: CARTA OURO. Publicação do Banco do Brasil. Março-Abril/2002. Ano V. N0 6

Texto de leitura extraclasse


Sobem taxas de juros cobradas dos consumidores: Entenda porque, apesar de a taxa Selic não
ter subido, os juros ao consumidor aumentaram. Nesta semana, o Banco Central decidiu não mudar
a taxa básica de juros da economia brasileira. A manutenção foi noticiada no Jornal Nacional e por toda
a imprensa. Mas, segundo uma pesquisa, as taxas cobradas de todos nós, cidadãos consumidores, já
subiram no mês passado. Há oito meses, a taxa básica de juros, a Selic, é a mesma: 8,75% ao ano. A
Selic, fixada pelo Banco Central, é quanto o governo paga para quem empresta dinheiro para
ele. “Como governo tem risco zero, ou seja, o governo não vai dar calote, esta é a taxa mínima
de empréstimo da economia”, ressaltou o economista Francisco Pessoa. Apesar de a taxa Selic não
ter subido, os juros ao consumidor aumentaram. De janeiro para fevereiro, a taxa média passou de
6,87% para 6,92% ao mês, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças. Os
maiores aumentos foram do cheque especial, dos juros do comércio e dos empréstimos de financeiras.
Os juros ao consumidor são sempre maiores do que a Selic porque, além da taxa básica, eles incluem
o lucro do banco ou da financeira, o custo com agências e funcionários, os impostos, o risco de
inadimplência e o chamado depósito compulsório. O compulsório é a parte dos recursos dos bancos
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que tem de ficar parada no Banco Central. A partir da semana que vem, essa parcela vai aumentar: R$
71 bilhões vão ficar retidos no BC. Essa é uma das explicações para os juros ao consumidor já terem
subido. “Os bancos vão ter que pagar parte do seu dinheiro e deixar separada, parada sem poder
emprestar. Mas a demanda por empréstimo vai continuar alta. Então ele vai ter que disputar o dinheiro
com outros bancos, com outras oportunidades de investimento”. Outra explicação para a alta dos juros
ao consumidor é a expectativa de aumento da taxa Selic este ano. Como a inflação tem subido, os
economistas acreditam que o Banco Central vai ter que aumentar a taxa básica e o mercado se antecipa
a essa possível alta dos juros. Para o consultor Miguel de Oliveira, só a concorrência entre os bancos
pode evitar um aumento maior dos juros ao consumidor. Por isso, a dica é pesquisar também o valor
das taxas. “Pesquise muito, barganhe muito na hora de financiar, prefira fazer em prazos mais curtos,
quanto mais longo o prazo, maior o juro que a pessoa vai pagar. E, além disso, se puder dar uma
entrada é preferível, porque significa menor risco na operação de crédito, então o banco vai trabalhar
com taxa de juros mais baixa para quem der entrada”. Disponível em:
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1537671-10406,00-
SOBEM+TAXAS+DE+JUROS+COBRADAS+DOS+CONSUMIDORES.html Acesso em: 20/03/2010

Texto de leitura extraclasse


Saiba mais sobre Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
Fonte:http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/10/02/instrumentos-financeiros-no3-letra-de-credito-do-
agronegocio-lca/ Acesso em: 02/10/12
Autor: Samy
Entenda porque a Letra de Crédito do Agronegócio atrai cada vez mais investidores.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um investimento de renda fixa em que os recursos
são destinados ao fomento do agronegócio. A LCA pode ser entendida como um empréstimo que o
investidor faz a uma instituição financeira pública ou privada e, para tanto, recebe uma remuneração,
que pode ser um percentual do CDI, uma taxa prefixada ou ainda inflação mais juros prefixados. A LCA
possui isenção de imposto de renda (IR) sobre os rendimentos para pessoas físicas e isenção de
imposto sobre operações financeiras (IOF) tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.
Por ser isenta de tributos, a LCA oferece, via de regra, uma rentabilidade superior às aplicações
mais tradicionais como CDBs e Fundos Referenciados DI. Pode-se dizer que a LCA é um
instrumento financeiro de baixo risco. A chance do investidor não receber o dinheiro investido
corrigido pelos juros está associada à quebra do banco emissor – ou seja, o mesmo risco do CDB e da
Poupança.
Outra característica importante da LCA é o prazo de vencimento para resgate. Ao contrário de
várias aplicações financeiras de renda fixa, que garantem liquidez diária, o investimento em LCA
pode estabelecer um período de aplicação mais longo.
Em razão da liquidez, o investidor não deve aplicar os recursos destinados às reservas
de emergência, pois no caso de imprevistos não será possível resgatar o dinheiro, obrigando-
se a contrair empréstimos com juros superiores ao da aplicação.
Em regra, é um instrumento financeiro destinado a médios e grandes investidores, pois o valor
mínimo para investimento em bancos de grande porte pode variar entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão.
Entretanto, há algumas opções para os investidores menos abastados, em instituições financeiras de
menor porte, a partir de R$ 10 mil.
O maior emissor de LCAs é o Banco do Brasil, que é líder no fomento de crédito ao
agronegócio. Outros bancos de grande porte também distribuem em pequena escala este produto.
Entre os bancos de menor porte, que distribuem as LCAs destacam-se o Banco ABC, Bonsucesso,
Intermedium, Pine e Rabobank.
Sempre que a LCA for emitida por instituições de menor porte, é fundamental que o investidor
se preocupe com a classificação de crédito atribuída pelas agências de rating, pois se a instituição
financeira emissora quebrar e, ainda, o lastro não for suficiente para cobrir a dívida, o investidor perderá
todo o recurso aplicado.
A maioria das LCAs é indexada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), e costuma
remunerar entre 85% e 100% do CDI a depender do porte da instituição financeira emissora.
É possível obter ainda remunerações mais atraentes se o investidor aportar um volume bem
alto de recursos ou se estiver disposto a acolher um prazo de vencimento longo.
Interessante notar que a taxa de remuneração de uma LCA varia de acordo com o risco
do investimento. Dessa forma, pode-se dizer que bancos menores oferecem maiores retornos e
aceitam que o valor aplicado seja menor.

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Além disso, os bancos oferecem remunerações distintas de acordo com os prazos e


montantes, ou seja, o investidor interessado em adquirir uma LCA deve negociar com seu
gerente ou assessor de investimento as melhores oportunidades de acordo com seu horizonte
de investimento e valor disponível.

c) Volume monetário investido ou emprestado. Toda aplicação


financeira é baseada em remuneração e quanto maior o valor investido, maiores serão
os valores das taxas de juros a serem pagas, em um mesmo tipo de aplicação. O que
altera neste caso é a taxa administrativa cobrada pelas instituições financeiras.
Quanto maior o valor investido menor é esta taxa administrativa e maior será o
rendimento.
Por exemplo, as aplicações em Referenciados DI, as taxas de juros são
diferenciadas dependendo do valor aplicado, vide Quadro a seguir.

Quadro – Exemplo ilustrativo da rentabilidade em função do valor monetário investido.


Referenciado DI Aplicação Inicial Mínima Rentabilidade anual
Max DI 100.000 15,38%
Super Sênior DI 20.000 13,68%
Super Classic DI 2.500 12,01%
Fonte: Informativo Banco Santander, 15/02/05.

Quadro – Exemplo ilustrativo da rentabilidade em função do valor monetário investido.

1.3. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DOS JUROS

Na vida quotidiana:

a) Nas compras a crédito: quando uma pessoa não dispõe de dinheiro


suficiente para comprar à vista, toma um empréstimo na loja e efetua sua
compra. Nesta operação estão embutidos juros e correções (atualmente, no
comércio, na faixa de 6% a 8% ao mês).

b) Nos cheques especiais: quando uma pessoa não dispõe de dinheiro


suficiente para comprar à vista e utiliza-se do limite do cheque especial
(atualmente, pagam-se juros na faixa de 6% a 15% ao mês).

c) Na compra da casa própria: quando uma pessoa não dispõe de dinheiro


suficiente para pagamento à vista e financia o restante em banco
(atualmente, pagam-se juros na faixa de 6% a 10% ao ano)

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Na administração de empresas:

a) Desconto de duplicatas: quando a empresa não dispõe de dinheiro para


compra de produtos e matérias primas, ela emite uma nota promissória
(duplicata) comprometendo-se a pagar mais tarde (no desconto da
duplicata).

b) Compras a prazo: quando a empresa não dispõe de dinheiro para compra


à vista (matéria-prima e produtos) e a efetua a prazo, paga juros às
fornecedoras.

c) Vendas a prazo: quando a empresa vende seus produtos com


recebimentos a prazo.

d) Obtenção de empréstimos: quando a empresa não dispõe de dinheiro


para capital de giro ou investimentos e toma um empréstimo em uma
entidade financeira (bancos).

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2. MODALIDADES DE JUROS

a) Juros Simples: quando são cobrados juros simples, apenas sobre o


principal rende juros, isto é, os juros são diretamente proporcionais ao capital
empregado.

J = PV.i.n Saldo Devedor = PV (1 + i.n)

Onde: J = juros i = taxa de juros PV = principal ou capital na data de hoje


n = número de períodos SD = saldo devedor

Exemplo: Paulo comprou um produto por R$ 100,00, a ser pago no final do


quinto mês, a uma taxa de juros simples de 5% a.m. Qual é a evolução do valor devido
ao longo destes cinco meses?

Solução:
Mês Total Devido a 5% a.m.
0 100,00
1 100,00.(1+0,05.1) = 105,00
2 100,00.(1+ 0,05.2) = 110,00
3 100,00.(1+0,05.3) = 115,00
4 100,00.(1+0,05.4) = 120,00
5 100,00.(1+0,05.5) = 125,00

b) Juros Compostos: Após cada período de capitalização, os juros são


incorporados ao principal e passam a render juros também.

J = i .SD Saldo Devedor = PV (1 +i) n


J = juros
i = taxa de juros
PV = principal ou capital na data de hoje
n = número de períodos
SD = saldo devedor
Exemplo: Paulo comprou um produto por R$ 100,00, a ser pago no final do
quinto mês, a uma taxa de juros compostos de 5% a.m. Qual é a evolução do valor
devido ao longo destes cinco meses?

Solução:
Juros Total Devido a 5% a.m.
0 100,00
1
1 100,00.(1 + 0,05) = 105,00
2 100,00.(1 + 0,05)2 = 110,25
3 100,00.(1 + 0,05)3 = 115,76
4 100,00.(1 + 0,05)4 = 121,55
5 100,00.(1 + 0,05)5 = 127,63

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3. TEMPO

Imaginemos uma situação na qual eu já saiba hoje, que dentro de um ano


terei de efetuar um pagamento no valor de R$ 1.200,00. Entretanto, eu
disponho deste dinheiro hoje mesmo. Será que é indiferente a mim efetuar
este pagamento hoje (adiantado) ou dentro de um ano? A resposta é não!!
Se eu efetuar este pagamento hoje, terei que desembolsar R$ 1.200,00. Se
eu deixar para pagar dentro de um ano (no vencimento) posso investir os R$
1.200,00 a prazo fixo (que supomos dar 20% ao ano) - isto me garante ter
R$ 1.200,00 daqui a um ano para efetuar o pagamento e lucrar daqui a um
ano R$ 240,00 que são os juros incorporados.
Se, no mesmo exemplo, o problema for aproveitar um desconto especial e
pagar R$1.000,00 hoje ou R$ 1.200,00 dentro de um ano, sou indiferente a
qualquer das possibilidades. Entretanto, prefiro pagar R$ 999,00 hoje do que
R$ 1.200,00 dentro de um ano. Prefiro pagar R$ 1.200,00 dentro de um
ano do que R$ 1.001,00 hoje. (EHRLICH, 1983).

Vemos, portanto, que o dinheiro não tem o mesmo valor ao longo do


tempo (mesmo não existindo inflação).

Portanto, todas as quantias de dinheiro referem-se a uma data e


somente poderão ser transferidas para outra data considerando os juros envolvidos
nesta transferência. Será, pois, proibido somar ou subtrair quantias de dinheiro que
não se referirem a mesma data.

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4. FLUXO DE CAIXA

A representação do fluxo de caixa de um projeto consiste em uma escala


horizontal em que são marcados os períodos de tempo e na qual são representadas,
com setas para cima, as entradas e com setas para baixo as saídas de caixa. A
unidade de tempo - mês, semestre, ano - deve coincidir com o período de
capitalização de juros considerado.

Convenções

Adotaremos as convenções a seguir descritas, que procuram auxiliar a


memorização da simbologia.

PV = quantia existente ou equivalente no instante inicial e conhecida por Valor


Presente ou Valor Atual (ou hoje ou à vista).

A representação gráfica é a seguinte:


PV

0 1 2 3 n

FV = quantia existente ou equivalente em um instante futuro em relação ao


inicial e conhecida por Valor Futuro (ou montante ou saldo devedor).

A representação gráfica é a seguinte:


FV

1 2 3 n

i = taxa de juros por período de capitalização;


n = número de períodos de capitalização.

PMT = valor de cada contribuição considerada em uma série uniforme de


dispêndios (prestações ou parcelas iguais) ou recebimentos que
ocorrem nos períodos 1,2,3,...,n chamados Períodos de Capitalização.

A representação gráfica é a seguinte:


PMT

0 1 2 3 n

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5. EQUIVALÊNCIA

Definição: vários capitais são ditos equivalentes quando os seus valores,


transformados para a mesma data, com a mesma taxa de juros (custo de
oportunidade), são iguais. (HUMMEL, 1986).

Exemplo 01: considere-se um empréstimo de R$ 1.000,00 hoje, a uma taxa


de juros compostos de 10% ao ano, sendo os juros capitalizados, anualmente. No
final do quinto ano, na data prevista para o pagamento do empréstimo de uma só
vez, ter-se-á de pagar R$ 1.610,00. Diz-se então que, a uma taxa de 10% ao ano,
após cinco anos, a quantia de R$ 1.610,00 é equivalente à quantia de R$ 1.000,00
no momento zero (ou seja, hoje). (HUMMEL, 1986).

Exemplo 02: considere que você deseja fazer um empréstimo de R$10.000,00,


para compra de veículo em uma concessionária, a uma taxa de juros de 10% ao ano.
A concessionária lhe oferece então quatro formas de pagamento: plano I, II, III e IV,
veja quadro abaixo. Pergunta-se: há diferença em escolher um ou outro plano, do
ponto de vista econômico? (HUMMEL, 1986).

Ano Investimento Plano I 1 Plano II 2 Plano III 3 Plano IV 4


0 R$ 10.000,00
1 R$ 1.000,00 R$ 2.000,00 R$ 1.627,45
2 R$ 1.000,00 R$ 1.900,00 R$ 1.627,45
3 R$ 1.000,00 R$ 1.800,00 R$ 1.627,45
4 R$ 1.000,00 R$ 1.700,00 R$ 1.627,45
5 R$ 1.000,00 R$ 1.600,00 R$ 1.627,45
6 R$ 1.000,00 R$ 1.500,00 R$ 1.627,45
7 R$ 1.000,00 R$ 1.400,00 R$ 1.627,45
8 R$ 1.000,00 R$ 1.300,00 R$ 1.627,45
9 R$ 1.000,00 R$ 1.200,00 R$ 1.627,45
10 R$ 11.000,00 R$ 1.100,00 R$ 1.627,45 R$ 25.937,42

Solução:

Se analisarmos o quadro anterior, observaremos que todos os planos de I a IV


a uma taxa de 10% ao ano, são equivalentes. Isto porque todos são planos
que possibilitam, a esta taxa, o pagamento de uma dívida de
R$10.000,00, hoje.

1
O plano I: corresponde, no sistema de amortização de dívidas, ao Sistema de Americano, que
será visto mais detalhadamente a frente.
2
O plano II: corresponde, no sistema de amortização de dívidas, ao Sistema de Amortização
Constante –SAC.
3
O plano III: corresponde, no sistema de amortização de dívidas, ao Sistema de Prestações
Constantes – PRICE.
4
O plano IV: corresponde, no sistema de amortização de dívidas, ao Sistema de Pagamento Único.
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Analisando, no entanto, no quadro abaixo, observamos que há diferentes


taxas de juros; as séries de pagamentos anteriores correspondem a diferentes
valores quando trazidas para o presente, ou seja, não são equivalentes, exceto para
a taxa de juros de 10%, a qual foi inicialmente calculada.

Taxa de Juros Plano I Plano II Plano III Plano IV


0% 20.000 15.500 16.270 25.937
5% 13.861 12.278 12.563 15.923
10% 10.000 10.000 10.000 10.000
15% 7.491 8.340 8.166 6.411
20% 5.808 7.096 6.821 4.189

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6. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PV E FV

6.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor presente (ou seja,
quanto eu tenho ou devo hoje) e o valor futuro (ou seja, quanto terei ou deverei ao
final de um determinado período).

6.2 - Representação Gráfica:

6.3 - Fórmula: FV = PV (1+ i) n

6.4 – Perguntas: quanto terei ao final de um determinado período se aplicar certa


quantia hoje? Qual é o valor devido (saldo devedor) ao final de um determinado
período se devo certa quantia hoje?

6.5 - Exemplo: Lúcia deseja comprar um


aparelho de som, cujo preço à vista é de
R$400,00. No entanto Lúcia não dispõe deste
dinheiro, mas poderá fazer um crediário para
pagá-lo, em um pagamento único daqui a
quatro meses. A taxa de juros composto do Valor à vista: R$ 400,00
crediário é de 8% a.m. Pergunta-se, quanto Taxa de juros: 8% a.m.
ela terá de pagar ao final de quatro meses?

Solução:
Resolvendo utilizando fórmula
FV = montante devido

FV = 400.(1 + 0,08) = R$ 544,20 daqui a 4 meses


4

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Exercício 01: Tânia conseguiu um empréstimo de R$ 10.000,00 em um banco que


cobra 5% ao mês de taxa de juros compostos. Quanto deverá pagar no final se o
prazo do empréstimo for de cinco meses? Resposta: R$ 12.762,82 daqui a 5 meses.

Exercício 02: Se eu aplico R$ 12.000,00, hoje, a uma taxa de juros de 12% a.a.
quanto terei após 10 anos? Resposta: R$ 37.270,18 daqui a 10 anos.

Exercício 03: Em 01/01/00 se investiu R$100.000,00 a 6% a.a. Quanto se terá em


01/01/10? Resposta: R$ 179.084,77 em 10 anos.

Exercício 04: Uma empresa levanta um empréstimo de R$200.000,00 para a compra


de um novo conjunto de máquinas. Os termos do empréstimo estipulam o pagamento
do principal e de todos os juros acumulados, no fim de um período de cinco anos. A
taxa de juros é de 10% ao ano. Qual é o valor devido pela empresa, no final do
empréstimo? Resposta: R$322.102,00 daqui a 5 anos.

Exercício 05 (ENADE/2011/Eng. Civil): Uma empresa fez um investimento inicial de


R$ 100 000,00 com uma taxa de retorno no primeiro mês de 10%; no final desse
período, necessitou fazer uma retirada de R$ 5 000,00. A empresa fez uma segunda
aplicação do saldo a uma taxa de retorno de 8%. Em um terceiro período, a empresa
reaplicou, por mais um mês, o saldo restante acrescido de R$ 7 000,00, agora a uma
taxa de retorno de 10%. A movimentação financeira da empresa está representada
no fluxo de caixa abaixo.

Com base na situação apresentada, o valor final (VF) do investimento da empresa


será de
(a) R$ 134 800,00.
(b) R$ 132 440,00.
(c) R$ 128 900,00.
(d) R$ 127 720,00.
(e) R$ 102 000,00.
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7. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE FV E PV

7.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor futuro (ou seja,
quanto terei ou deverei ao final de um determinado período) e o valor presente (ou
seja, quanto eu tenho ou devo hoje).

7.2 - Representação Gráfica:

FV
7.3 - Fórmula: PV =
(1 + i )n

7.4 – Perguntas: quanto terei de receber hoje da antecipação do recebimento de um


valor futuro? Qual é o valor devido hoje se desejo antecipar uma dívida?

7.5 - Exemplo: Vera deseja quitar uma dívida


da compra de um aparelho celular cujo valor,
ao final de 5 meses, será de R$700,00. A taxa
de juros compostos do crediário é de 2% a.m.
Pergunta-se: quanto ela terá de pagar se
Valor R$ 700,00 daqui a 5 meses
desejar liquidar o empréstimo hoje?
Taxa de Juros: 2% a.m.

Solução:
PV = valor atual a ser pago hoje
700
PV = = R$634,01 hoje
(1 + 0,02)5

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Exercício 01: Se eu quiser ter R$100.000,00 em 20 anos, quanto deverei aplicar


agora, considerando-se uma taxa de juros de 10 % a.a.?
Resposta: R$14.864,36 hoje.

Exercício 02: Desejo depositar uma quantia a 8% a.a. a fim de se obter, 13 anos
mais tarde, a quantia de R$5.000,00. Quanto devo depositar hoje?
Resposta: R$1.838,49 hoje.

Exercício 03: Se eu quiser ter R$400.000,00 em 5 anos, quanto deverei aplicar agora,
considerando-se uma taxa de juros de 10% a.a.?
Resposta: R$248.368,53 hoje.

Exercício 04: Fernanda tem uma dívida de R$1.000,00 a ser paga daqui a 4 meses,
a uma taxa de juros compostos de 4% a.m. No entanto, ela recebeu hoje uma quantia
de R$900,00. Ela conseguirá quitar a dívida hoje?
Resposta: Sim, poderá quitar a dívida.

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8. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PMT E FV


SEM ENTRADA

8.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor de parcelas fixas (a


serem pagas ou recebidas), postecipadas (sem entrada) e o valor futuro (ou seja,
quanto deverei ou terei ao final de um determinado período).

8.2 - Representação Gráfica:

PMT((1 + i) n − 1)
8.3 - Fórmula: FV =
i

8.4 – Perguntas: quanto terei de receber no futuro decorrente do valor acumulado de


depósitos fixos? Qual é o montante devido, ao final de um determinado período,
decorrente de parcelas uniformes a serem pagas?

8.5 - Exemplo: Luiz deseja postergar uma


dívida da compra de uma estante, em um único
pagamento ao final de 5 meses, cujas
prestações são no valor R$ 250,00 mensais.
Faltam ainda pagar 5 (0+5) prestações. A taxa
de juros compostos do crediário é de 2% a.m. Taxa de juros: 2% a.m.
Pergunta-se: quanto ele terá de pagar ao final Valor das prestações: R$ 250,00
deste período?

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Solução:

FV = montante devido
250.((1 + 0,02) 5 − 1
FV = = R$ 1.301,01 daqui a 5 meses
0,02
Exercício 01: Marcos fez um crediário para a compra de camisas cujas prestações
são no valor R$50,00 mensais. Faltam ainda pagar 3 (0+3) prestações. A taxa de
juros compostos do crediário é de 8% a.m. Estando, no momento, impossibilitado
de pagar as prestações da dívida, Marcos foi à loja e perguntou se poderia renegociar
a dívida e pagar todas as prestações acumuladas daqui a três meses Qual é o valor
da dívida acumulada destas três últimas prestações? Resposta: R$162,32 daqui a 3
meses.

Exercício 02: Antônio fez um crediário para a compra de um televisor cujas


prestações são no valor R$40,00 mensais. Faltam ainda pagar 7 (0+7) prestações. A
taxa de juros compostos do crediário é de 9% a.m. Se Antônio quiser quitar toda a
dívida de uma só vez daqui a 7 meses, quanto ele terá que pagar?
Resposta: R$368,02 daqui a 7 meses.

Exercício 03: Rosana e Marcos, preocupados com o futuro de seu filho, depositam
mensalmente uma quantia de R$500,00, em fundo de aplicações que rende 3,5% a.m.
Quanto eles terão ao final de 48 (0+48) meses?
Resposta: R$60.194,13 daqui a 4 anos.

Exercício 04 (ENADE/Tecnologia em gestão financeira): Uma empresa efetuou


três depósitos mensais de R$ 20.000,00 em uma aplicação que remunera em juros
compostos a uma taxa de 10% ao mês.
Ao final do período, o valor do montante da série de pagamentos é igual a
(a) R$60.0000,00 (b) R$64.000,00 (c) R$65.000,00
(d) R$66.200,00 (e) R$70.000,00

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9. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE FV E PMT


SEM ENTRADA

9.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor futuro (ou seja,
quanto desejo ter) e o valor das prestações fixas, sem entrada (ou seja, quanto se
deve pagar mensalmente para quitar este montante)

9.2 - Representação Gráfica:

FV.i
9.3 - Fórmula: PMT =
(1+ i)n −1

9.4 – Perguntas: quanto devo depositar por determinado período (por exemplo
mensalmente) para ter um certo montante (valor futuro)? Qual é o valor das
prestações fixas a serem pagas por determinado período para ter certa quantia no
futuro?

9.5 – Exemplo: Ricardo deseja antecipar o


pagamento de uma dívida da compra de uma
casa cujo valor restante a ser pago daqui a 5
meses será R$4.000,00. A taxa de juros é de
4% a.m. Pergunta-se: quanto ele terá que
Taxa de Juros: 4% a.m.
pagar em prestações iguais, a cada fim de Valor de Entrada: R$ 30.000,00
mês, durante 5 (0+5) meses, para quitar esta Valor Restante: R$ 4.000,00 daqui
a 5 meses
dívida?

Solução:

PMT = valor das prestações a serem pagas


4.000..(0,04)
PMT = = R$ 738,51 por mês
(1 + 0,04).5 −1
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Exercício 01: Verônica deseja fazer depósitos ao fim de cada mês, de modo a obter
um montante equivalente a R$5.000,00, para trocar seus móveis, daqui a 24 (0+24)
meses. Sabendo-se que ela vai depositar na caderneta de poupança que tem a
remuneração média esperada de 1%a.m., quanto ela deverá depositar mensalmente
para obter o valor desejado?
Resposta: R$185,37 por mês

Exercício 02: Fábio deseja ter um montante igual a R$12.000,00 para financiar seus
estudos na universidade, daqui a 48 (0+48) meses. Quanto ele deve depositar
mensalmente em um fundo de aplicações para obter esta quantia? O fundo de
aplicações remunera a uma taxa de 3,5 % a.m.
Resposta: R$99,68 por mês

Exercício 03: André tem uma dívida de R$1.200,00 a ser paga daqui a 18 (0+18)
meses. No entanto, ele deseja depositar mensalmente certa quantia para criar um
fundo de reserva para quitar a dívida. Pergunta-se: quanto André deverá depositar
mensalmente em parcelas iguais, a cada fim de mês, para obter o montante desejado?
O fundo de aplicações remunera a uma taxa de 2,5% a.m. Resposta: R$ 53,60 por
mês.

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10. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PMT E PV


SEM ENTRADA

10.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor das parcelas fixas
a serem pagas ou recebidas e o valor presente (ou seja, quanto deverei pagar ou
receber hoje)

10.2 - Representação Gráfica:

PV = Saldo devedor hoje


Quero
0 1 n

Tenho
PMT = Prestação

10.3 - Fórmula: PV =
(
PMT (1 + i ) − 1
n
)
i (1 + i )
n

10.4 – Perguntas: quanto terei de pagar hoje referente a antecipação de uma dívida
que seria paga em parcelas fixas? Quanto devo receber hoje referente a antecipação
de rendas fixas futuras?

10.5 – Exemplo: Vânia deseja quitar uma dívida


da compra de uma geladeira cujas prestações
são no valor de R$100,00 mensais. Faltam ainda
pagar 5 (0+5) prestações. A taxa de juros
compostos do crediário é de 7% a.m. Quanto ela
terá de pagar se desejar liquidar o empréstimo
hoje? Taxa de Juros: 7% a.m.
Valor das Prestações:
Solução: R$100,00

PV = valor atual da dívida

PV =
( 5
)
100. (1 + 0,07 ) − 1 .
= R$ 410,02 hoje
0,07.(1 + 0,07 )
5

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Exercício 01: Fabíola fez um crediário para a compra de uma geladeira cujas
prestações são no valor de R$50,00 mensais. Faltam ainda pagar 6 (0+6) prestações.
A taxa de juros compostos do crediário é de 9% a.m. No entanto, Fabíola deseja
pagar a dívida hoje. Qual é o valor devido hoje?
Resposta: R$224,30 hoje.

Exercício 02: Letícia deseja comprar uma blusa cujas prestações são no valor de
R$10,00 mensais, sendo 5 prestações iguais sem entrada (0+5), se for comprada
no crediário. A taxa de juros compostos do crediário é de 8% a.m. No entanto,
Letícia deseja pagar à vista. Qual é o valor da blusa à vista?
Resposta: R$39,93 à vista.

Exercício 03: Marcela paga ao final de cada mês a importância de R$400,00 pela
compra de uma casa, pelo Sistema Financeiro Nacional de Habitação. Sabendo-se
que faltam ainda pagar 15 (0+15) prestações e que a taxa do financiamento é de 2%
a.m., qual é o valor total devido hoje, para que ela possa quitar a dívida?
Resposta: R$5.139,71 hoje.

Exercício 04: (Caixa Econômica, Caderno ECHO/2010): Um computador é vendido


em 8 prestações mensais, consecutivas e iguais a R$ 350,00. Os juros cobrados no
financiamento desse computador correspondem a juros compostos mensais de 7%
sobre o preço à vista. Nesse caso, considerando-se que a primeira prestação será
paga um mês após a compra, o preço à vista do computador será igual
(aproximadamente) a
a) R$ 2.050,00.
b) R$ 2.060,00.
c) R$ 2.070,00.
d) R$ 2.080,00.
e) R$ 2.090,00.

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11. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PV E PMT:


SEM ENTRADA (30 DIAS)

11.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor presente (ou seja,
quanto eu tenho ou devo hoje) e o valor das parcelas fixas, sem entrada (30 dias).

11.2 - Representação Gráfica:

PV .i.(1 + i ) n
11.3 - Fórmula: PMT =
(1 + i ) n − 1

11.4 – Perguntas: quanto terei de pagar em parcelas fixas, sem entrada (1a Parcela
daqui a 30 dias) por determinado período referente a aquisição de um bem hoje?
Quanto poderei retirar em parcelas fixas por determinado período decorrente de uma
aplicação efetuada hoje?

11.5 – Exemplo: Salete deseja amortizar o


pagamento da dívida relativa a comprar de
uma secadora de roupas cujo valor à vista é de
R$400,00. A taxa de juros compostos do
crediário é de 6% a.m. Quanto ela terá de
pagar mensalmente, sem entrada, se desejar
parcelar a dívida em quatro vezes (0+4)?

Valor à vista: R$ 400,00


Taxa de juros: 6% a.m.

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Solução:
PMT = valor das prestações a serem pagas
400 .(1 + 0,06 ) 0,06
4
PMT = = R$ 115, 44 mensais
(1 + 0,06 )4 − 1
Exercício 01: Luciano deseja comprar um apartamento a prazo, pelo Sistema
Financeiro Nacional de Habitação, cujo valor à vista é de R$40.000,00. A taxa de
juros compostos do crediário é de 2% a.m. Quanto ele terá de pagar mensalmente,
sem entrada, se desejar parcelar a dívida em 48 vezes (0+48)?
Resposta: R$1.304,07 mensais.

Exercício 02: Ivo deseja comprar um par de sapatos em 4 prestações iguais


mensais sem entrada (0+4). A taxa de juros compostos do crediário é de 8% a.m.
Se o sapato custa à vista R$120,00, qual é o valor das prestações?
Resposta: R$36,23 mensais

Texto de leitura extraclasse


VOCÊ SABIA que comprar qualquer mercadoria em até 24 parcelas é melhor. Portanto, não faça
financiamentos longos. Veja o exemplo do carro.
CARRO NOVO SEM PREJUÍZO5
Ao financiar o veículo, siga a regra básica apontada pelos especialistas: nunca ultrapasse o prazo de
24 meses. “A partir disso, a diferença no valor das parcelas é pequena, mas o montante final relativo
aos juros é grande”, diz Jorge Augustowski, diretor de economia da Associação Nacional dos
Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A seguir, as simulações do
financiamento e 30000 reais, com furos de 1,70% ao mês de cobrança de despesas como a taxa de
abertura de crédito e o IOF (imposto sobre operações financeiras), apontam estas diferenças: (a taxa
de juro global ficará em 2,08646%a.m.)
SITUAÇÃO 1:
Prazo de financiamento: 24 meses
Valor das parcelas: 1.601,71 reais
Total gasto com taxas e juros: 8.441,64 reais
SITUAÇÃO 2:
Prazo de financiamento: 36 meses
Valor das parcelas: 1.193,39 reais
Total gasto com taxas e juros: 12.962,04 reais
Quem já está com o carro na garagem tem a opção de refinanciar a dívida. Mas é preciso comparar a
taxa atual coma cobrada no momento da assinatura do contrato.
SITUAÇÃO 3:
Prazo de financiamento: a princípio 36 meses.
Depois de um ano, o consumidor refinancia a dívida e reduz o número de parcelas para 24.
Valor das parcelas no primeiro ano: 1.193,39 reais
Valor das parcelas no segundo ano: 2.124,85 reais
Total gasto com taxas e juros: 9.818,85 reais
Economia em relação à situação anterior: 3.143,16 reais
E atenção: algumas financeiras e bancos cobram novamente a taxa de abertura de crédito, o
que reduz as vantagens do refinanciamento.

5
Fonte: Macedo, Daniela. Carro Novo Sem Prejuízo. Revista Veja, 07/12/2011
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12. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PV E PMT:


COM ENTRADA (1A PARCELA HOJE)

12.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor presente (ou seja,
quanto eu tenho ou devo hoje) e o valor das parcelas fixas, com entrada (1a Parcela
Hoje)

12.2 - Representação Gráfica:

Dado PV Determinar PMT – com entrada


PV PMT

0 1 2 3 n
1 2 3 n -1 n

PV .i.(1 + i) n−1
12.3 - Fórmula: PMT =
(1 + i )n − 1
12.4 – Perguntas: quanto terei de pagar em parcelas fixas, com entrada (1a parcela
hoje) por determinado período referente a aquisição de um bem hoje? Quanto poderei
retirar em parcelas fixas por determinado período decorrente de uma aplicação
efetuada hoje?

12.5 – Exemplo: Salete deseja amortizar o


pagamento de uma dívida da compra de
uma secadora de roupas cujo valor à vista é
de R$400,00. A taxa de juros compostos
do crediário é de 6% a.m. Quanto Salete
terá de pagar mensalmente, com entrada,
se desejar parcelar a dívida em quatro
Valor à Vista: R$ 400,00
vezes (1+3)? Taxa de Juros: 6% a.m.

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Solução:
PMT = valor das prestações a serem pagas com entrada
400 .(1 + 0,06 ) 0,06
3
PMT = = R$ 108,90 mensais
(1 + 0,06 )4 − 1
Exercício 01: Luciano deseja comprar um apartamento a prazo, pelo Sistema
Financeiro Nacional de Habitação, cujo valor à vista é de R$40.000,00. A taxa de
juros compostos do crediário é de 2% a.m. Quanto ele terá de pagar mensalmente,
com entrada, se desejar parcelar a dívida em 49 vezes (1+48)?
Resposta: R$1.262,90 mensais.

Exercício 02: Maria deseja comprar um sapato em 5 prestações iguais mensais


com entrada (1+4). A taxa de juros compostos do crediário é de 8% a.m. Se o
sapato custa à vista R$120,00, qual é o valor das prestações?
Resposta: R$27,83 mensais.

Exercício 03: (CE/Engenharia Civil/Maio/2010): Um servidor se aposentará daqui a


200 meses e pretende aplicar, durante esse período, uma mesma quantia mensal em
uma instituição financeira que paga juros compostos mensais de 0,8%. Ele pretende
obter, ao final desses 200 meses, um montante que lhe permita fazer retiradas
mensais de R$ 784,00 durante os 25 anos seguintes à sua aposentadoria. Nessa
situação, considerando a quantia a ser aplicada mensalmente pelo servidor durante
os 200 meses deverá ser de aproximadamente (considerar como postecipado)
(a) R$ 212,00.
(b) R$ 202,00.
(c) R$ 192,00.
(d) R$ 182,00.
(e) R$ 172,00.

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13. RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE PMT E PV


COM ENTRADA

13.1 - Objetivo: determinar a relação de equivalência entre o valor das parcelas fixas,
com entrada (1a Parcela Hoje) e o valor presente (ou seja, quanto eu tenho ou devo
hoje)

13.2 - Representação Gráfica:

Dado PMT – Com Entrada Determinar PV


PMT PV

0 1 2 3 n
1 2 3 n -1 n

13.3 - Fórmula: PV =
(
PMT (1 + i ) − 1
n
)
i.(1 + i )
n −1

13.4 – Perguntas: quanto deverei pagar hoje referente a antecipação de parcelas


fixas, com entrada (1a parcela hoje)? Quanto poderei receber hoje referente a
antecipação de parcelas fixas, com entrada?

13.5 – Exemplo: Vânia deseja saber qual o


valor à vista de uma geladeira cujas prestações
são no valor R$ 100,00 mensais, com uma
entrada, em 5 prestações (1+4). A taxa de
juros compostos do crediário é de 7% a.m.
Quanto será o valor pago à vista por ela?

Solução:
5 (1+4) prestações de R$ 100,00
Resolvendo utilizando a fórmula Taxa de Juros: 7% a.m.

PV = valor atual da dívida

PV =
(
100 (1 + 0,07 ) − 1 .
5
) = R$ 438,72 hoje
0,07(1 + 0,07 )
4

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Exercício 01: Luciana deseja comprar uma mesa cujas prestações são no valor
R$100,00 mensais, 6 prestações iguais com entrada (1+5), se for comprada no
crediário. A taxa de juros compostos do crediário é de 6% a.m. No entanto, Luciana
deseja pagar à vista. Qual é o valor da mesa à vista?
Resposta: R$521,24 à vista.

Exercício 02: Marcelo paga ao final de cada mês a importância de R$ 400,00 pela
compra de uma casa, através do Sistema Financeiro Nacional de Habitação.
Sabendo-se que faltam ainda pagar 10 prestações (sendo uma hoje e 09 a posteriori)
e que a taxa do financiamento é de 3% a.m., qual é o valor total devido hoje, para que
ela possa quitar a dívida?
Resposta: R$3.514,44 hoje.

Exercício 03 (Petrobrás - Engenheiro Dde Produção Júnior, 2012): Um empreendedor


vai abrir uma loja de café. Ele tem duas opções para comprar uma cafeteira
profissional: a primeira é comprá-la à vista, por R$ 10.000,00, e a segunda, comprá-
la a prazo, com 4 prestações de R$ 3.000,00. Sabendo-se que os pagamentos são
realizados no início do período e a taxa de juros aplicada é de 10%, conclui-se que o
pagamento à vista representa
(a) uma economia maior que R$ 1.000,00
(b) uma economia de até R$ 999,00
(c) um prejuízo de até R$ 999,00
(d) um prejuízo maior que R$ 1.000,00
(e) o mesmo valor presente do pagamento a prazo

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14. CÁLCULO DA TAXA DE JUROS EM OPERAÇÕES


FINANCEIRAS: COM PARCELAS ANTECIPADAS
(COM ENTRADA) E POSTECIPADAS (30 DIAS)

14.1 - Objetivo: determinar a taxa de juros em operações financeiras, correspondente


ao conhecimento do valor presente (ou seja, quanto eu tenho ou devo hoje) e das
parcelas (prestações) fixas.

14.2 – Fórmula: PV =
(
PMT (1 + i ) − 1
n
)
(para operações sem entrada)
i.(1 + i )
n

PV =
(
PMT (1 + i ).n − 1 )
(para operações com entrada)
i.(1 + i )
n −1

14.3 – Perguntas: qual é a taxa de juros embutida em operações de compra a crédito?


Qual é a taxa de juros embutida em operações de financiamento?

14.4 – Exemplo (com entrada): Pedro Taxa (i) (


PMT (1 + i ).n − 1)− PV
i.(1 + i )
n −1
comprou uma geladeira em seis
prestações constantes mensais, no valor 3% 131,89
3,5% 115,91
R$247,11 cada, (1+5) com uma de
4,0% 100,29
entrada. Se tivesse pago à vista o preço 4,5% 85,01
seria de R$1.246,91. Qual é a taxa de 5,0% 70,06
5,5% 55,43
juros embutida nesta compra a prazo? 6,0% 41,12
6,5% 27,11
Taxa de juros 7,0% 13,40
procurada é a 7,5% -0,02
que zera 8,0% -13,16
o valor do eixo 8,5% -26,03
vertical 9,0% -38,63
9,5% -50,97
10,0% -63,06
10,5% -74,90
i (para o cálculo de taxa de juros no qual
o problema envolve prestação deve ser
feito por cálculo numérico buscando
Resposta: 7,5% a.m.
zerar a equação)

30
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

Exercício 01: Jairo comprou um computador em quatro prestações constantes


mensais, no valor de R$419,33 cada, (1+3) com uma de entrada. Se tivesse pago à
vista o preço seria de R$1.500,00. Qual é a taxa de juros embutida nesta compra a
prazo? Resposta: 8,00% a.m.

Exercício 02: Luiz comprou uma geladeira em dez prestações constantes mensais,
no valor de R$140,47 cada, (1+9) com uma de entrada. Se tivesse pago à vista o
preço seria de R$1.000,00. Qual é a taxa de juros embutida nesta compra a prazo?
Resposta: 8,50% a.m.

Exercício 03: Vânia comprou um refrigerador em três prestações constantes


mensais, no valor de R$146,52 cada, (0+3) sem entrada (1 pagamento daqui a 30
dias). Se tivesse pago à vista, o preço seria de R$399,00. Qual é a taxa de juros
embutida nesta compra a prazo?
Resposta: 5,00% a.m.

Exercício 04: Pedro comprou um aparelho de som em dez prestações constantes


mensais, no valor de R$46,42 cada, (0+10) sem entrada (1 pagamento daqui a 30
dias). Se tivesse pago à vista, o preço seria de R$396,00. Qual é a taxa de juros
embutida nesta compra a prazo?
Resposta: 3,00% a.m.

Exercício 05 (ENADE/2008/Civil): Na representação dos diagramas dos fluxos de


caixa dos casos I e II, a seguir representados, as setas para baixo representam os
valores, em reais, desembolsados para empréstimo, e as setas para cima, as receitas
ou economias realizadas.

As taxas anuais dos juros dos empréstimos nos casos I e II foram, respectivamente,
(A) 0,2% e 0,15% (B) 2% e 1,5% (C) 2% e 4,5% (D) 20% e 15% (E) 20% e 45%

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PAGUE DO SEU JEITO


Um carro popular, sem acessórios, com quatro portas, custa, em média, 28.780
reais à vista. Ele pode ser seu sem nenhuma entrada, desde que você pague 750
reais em parcelas mensais durante seis anos. Hoje, o financiamento é a opção
preferida de quem quer comprar um automóvel. Nos primeiros seis meses deste ano,
apenas 38% das pessoas adquiriram carros pagando o valor à vista. A vantagem é
ficar livre do juro de 1,81% ao mês, a média do Crédito Direto ao Consumidor (CDC),
na compra de carros novos ou usados, segundo o Banco Central.
Os juros de 1,81% ao mês, ao longo de seis anos, fará o preço do carro popular
de 28 780 reais para 54 214 reais — quase o dobro do preço. As parcelas vão ficar
mais baratas se você conseguir dar uma entrada. Ao dar 25% do valor do carro, neste
exemplo, 7 195 reais, as parcelas do financiamento cairão para 570 reais, em seis
anos. Com uma entrada de 50%, a mensalidade cairá para 387 reais, a ser paga ao
longo do mesmo período. Nas parcelas estará diluído o IOF, que corresponde a 1,5%
sobre o valor financiado. Você ainda terá de pagar 800 reais para a abertura de
cadastro de cliente no ato do financiamento.

As financeiras e os bancos de montadoras só financiam a compra do automóvel


mediante a apresentação de um documento de identificação do comprador e
comprovação de renda. Quem trabalha por conta própria e aqueles que possuem
empresa para atividade profissional (médicos, advogados, jornalistas, dentistas,
psicólogos) podem ter dificuldades para a liberação do financiamento. Neste caso, o
consórcio é indicado para eles.

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15. SÉRIES PERPÉTUAS


(CÁLCULO DA APOSENTADORIA E RENDAS INFINITAS)

15.1 - Objetivos: determinar o valor das retiradas infinitas (perpétuas) decorrente do


acúmulo de parcelas fixas depositadas por um determinado período; determinar o
valor presente (atual) de uma série de pagamentos ou receitas infinitas.

15.2 - Representação Gráfica:

Dado PV Determinar PMT – Perpétuas


PV PMT

0 1 2 3 n
0 1 2 3 ∞

15.3 - Fórmula: PV = PMT ou PMT = PV .(.i )


i
Onde: PV = valor presente da dívida
PMT = série de pagamentos uniformes (mensalidades)
i = taxa referencial de juros

15.4 – Perguntas: qual é o valor de retiradas fixas decorrentes de um plano de


aposentadoria? Qual é o valor atual de ações com rendimentos fixos?
Exemplo ilustrativo real: O Quadro a seguir mostra um demonstrativo de despesa
em cartão de crédito utilizando dinheiro do limite disponível. Pode-se perceber que se
o cliente deste cartão de crédito pagasse no valor mínimo obrigatório ele nunca
pagaria a dívida e valor devido tenderia a crescer indefinidamente. No Quadro pode-
se observar que este cliente de cartão de crédito pagou em três meses R$250,00 de
uma dívida inicial de R$277,85 e ao final ainda deve R$206,14. Isto ocorre, pois ele
ainda está pagando juros e uma parte pequena da dívida.
Junho/2008 Julho/2008 Agosto/2008
Saldo Anterior 277,85 240,85 254,92
Débitos 63,00 64,07 51,22
Créditos -100,00 -50,00 -100,00
Saldo Atual 240,85 254,92 206,14
Pagamento Mínimo 37,72 39,83 32,52
obrigatório
Observação: o valor do débito representa o somatório dos seguintes termos: (1)
encargos (IOF), comissão (taxa de juros) e tarifas; (2) Seguro de proteção ao crédito
(R$15,99/mês); (3) Custo de manutenção de conta (R$1,99/mês); (4) Seguro contra
perda ou furto do cartão (R$1,90/mês); tarifa acima do limite mensal da dívida
permitida (R$7,99/mês).

33
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15.5 – Cálculo da APOSENTADORIA

Fórmula (com entrada):


(
Retirada = PMT.(1+ i) −1 .(1+ i)
n
)
Exemplo: Marcos deseja contribuir mensalmente com a quantia de R$100,00,
por um período de 30 anos (360 meses). Se a taxa de remuneração é 0,5% a.m.+T.R.,
para este fundo de aposentadoria, qual o valor das retiradas mensais, após este prazo
(30 anos), sem afetar o capital acumulado? Observação: a primeira contribuição é
feita no ato do contrato.

Retirada = PMT.((1 + i)n −1).(1 + i) = 100.((1 + 0,005)360 −1).(1 + 0,005) = 504,77

Exercício 01: Luiz deseja contribuir mensalmente com uma quantia de R$ 150,00,
por um período de 30 anos, para um fundo de aposentadoria. Se a taxa de
remuneração é 0,68% a.m. + T.R. (taxa referencial), para este fundo de
aposentadoria, qual é o valor das retiradas mensais, após este prazo (30 anos), para
que não seja afetado o capital acumulado? Observação: a primeira contribuição
ocorre no ato do contrato. Resposta: R$ 1.581,14/mês

Exercício 02: Você deseja contribuir mensalmente com uma quantia de R$ 250,00,
por um período de 20 anos, para um fundo de aposentadoria. Se a taxa de
remuneração é 0,65% a.m. + T.R. (taxa referencial), para este fundo de
aposentadoria, qual é o valor das retiradas mensais, após este prazo (20 anos) para
que não se afete o capital acumulado? Observação: a primeira contribuição ocorre
no ato do contrato. Resposta: R$ 939,78/mês

Fórmula para as questões 03 e 04 com taxa de carregamento

PMT = Depósito.(1-taxa de carregamento)


( n
) ( n
)
Retirada = PM T.(1 + i ) − 1 .(1 + i) = Depósito.(1 − taxa.de.ca rregamento ). (1 + i ) − 1 .(1 + i)

Exercício 03: Marcos deseja contribuir mensalmente com uma quantia de R$ 500,00,
para um fundo de aposentadoria, que cobra uma taxa de carregamento de 5% no
ato sobre os depósitos. Se a taxa de remuneração é 0,65% a.m.+ T.R. (taxa
referencial), para este fundo de aposentadoria e a primeira contribuição ocorre
hoje, qual é o valor das retiradas mensais, para que não seja afetado o capital
acumulado? A contribuição será por 25 anos. Resposta: R$ 2.861,10/mês

Exercício 04: Antônio deseja contribuir mensalmente com uma quantia de R$ 700,00,
para um fundo de aposentadoria, que cobra uma taxa de carregamento de 7% no
ato sobre os depósitos. Se a taxa de remuneração é 0,85% a.m.+ INPC (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor), para este fundo de aposentadoria e a primeira

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contribuição ocorre hoje, qual é o valor das retiradas mensais, para que não seja
afetado o capital acumulado? A contribuição será por 20 anos.
Resposta: R$ 4.349,27/mês

Fórmula para a questão 05


Retirada
Depósito =
( )
(1 − taxa de carregamen to ). (1 + i ) − 1 .(1 + i )
n

Exercício 05: Marcos deseja ter uma remuneração mensal de R$ 1.817,09/mês


(retiradas) perpétua (fundo de aposentadoria), após contribuir mensalmente com
certa quantia, durante 20 anos. As contribuições terão uma taxa de carregamento
de 6% no ato sobre os depósitos e a taxa de remuneração é 0,60% a.m.+ TJLP
(taxa de juros de longo prazo), a primeira contribuição ocorrerá no ato. Qual é o
valor das contribuições mensais (depósitos), para que não seja afetado o capital
acumulado?
Resposta: R$ 600,00

15.6 – Outras aplicações de série perpétuas

15.6.1 – Cálculo de Valor de ações

Perguntas: Qual é o valor atual de ações? Qual é a taxa de rentabilidade de ações?


Qual é o dividendo ou renda de ações?

Dividendo
Fórmula: Valor da Ação =
Taxa de Rentabilid ade

Exercício 01: (Provão, Administração/2003) A Madeireira Porto Feliz S.A. pagou,


recentemente, um dividendo6 de R$ 3,00 por ação. Os investidores exigem um retorno
de 20% ao ano em investimentos semelhantes. Por ser uma empresa madura, em um
setor fortemente regulamentado, espera-se que não haja crescimento de dividendos
indefinidamente. Assim, o valor atual da ação da empresa é
(A) R$ 0,60
(B) R$ 3,00
(C) R$ 6,00
(D) R$ 15,00
(E) R$ 30,00

6 Dividendo: é a parcela do lucro apurado pela empresa, que é distribuída aos acionistas por ocasião do
encerramento do exercício social (balanço). Pelo § 2º, do art. 202 da Lei das Sociedades Anônimas.

35
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Exercício 02: A companhia Fortune pagou, recentemente, um dividendo anual de R$


6,50/ação. Os investidores exigem um retorno de 8,75% ao ano em investimentos
semelhantes (taxa Selic). Por estar em segmento estável considera-se que este valor
de dividendo permanecerá praticamente constante. Pergunta-se, qual é o valor atual
da ação se a empresa deseja resgatar hoje?
Resposta: R$ 74,29/Ação

15.6.2 – Cálculo de Rendas Perpétuas

Pergunta: Qual é o valor de retiradas infinitas sem afetar o capital?

Rendas Perpétua
Fórmula: Valor da Aplicação =
Taxa de Rentabilid ade

Exemplo: (Provão, Administração/2000)

O Sr. João da Silva, Presidente do Grupo Internacional, decidiu criar uma


fundação para custear os estudos de pós-graduação do aluno de Administração que
conquistou a melhor nota no Provão 2000. Estima-se que custará R$ 10.000,00 por
ano o curso de pós-graduação desse aluno. Considerando que a bolsa deverá ser
oferecida todos os anos, sempre para o aluno com melhor resultado no Provão, e que
os recursos sejam aplicados à taxa de 10% a.a., o valor da doação deverá ser, em
reais, conforme o gráfico acima, de:
(A) 1 000,00 (B) 10 000,00 (C) 100 000,00 (D) 1 000 000,00 (E) 10 000 000,00

15.6.3 – Cálculo de Rentabilidade de Patrimônio

Rentabilidade do patrimônio – É o principal indicador de excelência


empresarial, porque mede o retorno do investimento para os acionistas. Resulta da
divisão dos lucros líquidos, legal e ajustado, pelos respectivos patrimônios líquidos,
legal e ajustado. O produto é multiplicado por 100 para ser expresso em porcentagem.
Para o cálculo, consideram-se como patrimônio os dividendos distribuídos no
exercício e os juros sobre o capital próprio. (fonte: http://app.exame.abril.com.br)

Fórmula:

36
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Exercício 01: Rentabilidade do patrimônio – Determinar a rentabilidade do


patrimônio da empresa WEG INDÚSTRIAS7, no ano de 2005.

Posição entre as 500 maiores privadas 102

Posição entre as 500 maiores empresas 115

Vendas (US$ milhões) 1.095,7

Crescimento em vendas (%) 7,4

Lucro líquido ajustado (US$ milhões) 105,4

Lucro líquido legal (US$ milhões) 118,5

Patrimônio líquido ajustado (US$ milhões) 383,0

Patrimônio líquido legal (US$ milhões) 381,3

Resposta: Taxa de rentabilidade de 31,08%a.a

Exercício 02: A construtora Lar&Lar obteve em 2008 um lucro de R$ 72.000,00. O


patrimônio declarado do grupo no início do período foi de R$ 440.000,00. Pergunta-
se qual foi a taxa de rentabilidade neste período de 2008? Resposta: 16,36%a.a.

7
Fonte: http://app.exame.abril.com.br. (uso somente para fins didáticos).

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16. JUROS EFETIVOS E NOMINAIS

Frequentemente nas transações financeiras a taxa de juros informada é apenas


aparentemente informada e é apenas aparentemente correta. São utilizados
artifícios para que a taxa pareça mais elevada ou mais baixa. (CASAROTTO,
1992).

a) Mascarando a taxa de juros para maior (aplicações financeiras): por exemplo,


suponhamos que em uma aplicação financeira que remunera a uma taxa efetiva de
18% a.a., nos é informado que o mesmo rende 1,5% ao mês. A pessoa que aplicou
seu dinheiro achará que está ganhando 1,5% ao mês, quando, na realidade está
somente recebendo 1,39% a.m.
b) Mascarando a taxa de juros para menor (empréstimos): por exemplo,
suponhamos que em um empréstimo com taxa de juros real de 2,5% a.m., nos seja
informado que os juros são de 30% ao ano, quando, na realidade, são de 34,49% a.a.
Estas formas de mascaramento da taxa de juros podem induzir as pessoas a
acharem que estão ganhando quando, na realidade, estão perdendo em ambos os
casos.
c) Juros Nominais:
Definição: todas as taxas de juros em que o período referido da taxa for
diferente do período de capitalização são chamadas de juros nominais.
Exemplo: 50% ao bimestre com capitalização mensal;
Período referido Período de capitalização
Exemplo: 30% ao ano com capitalização trimestral.
d) Juros Efetivos:
Definição: todas as taxas de juros em que o período referido da taxa for igual
ao período de capitalização são chamadas de juros efetivos.

Exemplo: 50% ao bimestre com capitalização bimestralmente;


Período referido Período de capitalização
Ou simplesmente: 50% ao bimestre.

38
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16.1. CONVERSÃO DE TAXA DE JUROS EFETIVOS PARA TAXA DE


JUROS EFETIVOS

16.1.1 - Objetivo: saber o valor da taxa de juros equivalente em outro período

16.1.2 - Transformação de taxa de juros efetivos de um período para taxa de


juros efetivos de outro período (do período inferior para superior):

iE = (1 + i ) − 1 ,
n

onde: i = taxa de juros efetivo do período atual;


iE = taxa de juros efetivo do período desejado;
n = diferença de período entre o maior e menor.

Exemplo: converter 10% a.m. para o ano


Solução:
Fórmula: isuperior = (1+iinferior)n-1 = (1+ 0,1)12-1=213,84%a.a.
Exercício 01: Converter as taxas efetivas conforme segue
(a) 3% a.m. para o ano. Resposta: 42,58% a.a.
(b) 3% a.m. para o trimestre. Resposta: 9,27% a.t.
(c) 3% a.m. para o semestre. Resposta: 19,41% a.s.
(d) 3% a.t. para o ano. Resposta: 12,55% a.a.
(e) 3% a.t. para o semestre. Resposta: 6,09% a.s.
(f) 3% a.s. para o ano. Resposta: 6,09% a.a.

Exemplo: converter 213,84% a.a. para o mês


Solução:
Fórmula: iinferior = (1+isuperior)1/n-1 = (1+2,1384)1/12-1=10%a.m.
Exercício 02: Converter as taxas efetivas conforme segue
(a) 42,58% a.a. para o mês. Resposta: 3% a.m.
(b) 6,09% a.a. para o semestre. Resposta: 3% a.s.
(c) 12,55% a.a. para o trimestre. Resposta: 3% a.t.
(d) 6,09% a.s. para o trimestre. Resposta: 3% a.t.
(e) 19,41% a.s. para o mês. Resposta: 3% a.m.
(f) 9,27% a.t. para o mês. Resposta: 3% a.m.

39
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Exercício 03: Uma empresa deseja ter um montante igual a R$ 125.000,00 para
financiar a troca de máquinas em sua empresa, daqui a 36 meses (0+36). Quanto ela
deve depositar mensalmente em um fundo de aplicação, para obter esta quantia, se
o fundo de aplicação remunerar a uma taxa de 15% a.a.?
Resposta: R$ 2.811,36/mês

Exercício 04: Uma pessoa deseja antecipar o pagamento de uma dívida de


R$1.000,00, que deveria ser paga daqui a 10 dias, sabendo que a taxa de juros é de
4%a.m., qual é o valor devido hoje desta dívida?
Resposta: R$ 987,01 a ser paga hoje.

Exercício 05: Verificar se os valores anunciados no folder8 estão corretos.

Obs.: Considerar parcela postecipada, ou seja, sem entrada e desconto de 5% ao


mês sobre as parcelas a título de taxa de carregamento, conforme anunciado
no folder.
1
Solução: iE = (1 + i )n − 1 = (1 + 0,10)12 − 1 = 0,79741%a.m.
1

FV =
( n
=
) (
PMT. (1 + i) − 1 85.(1- 5%). (1 + 0,0079741) − 1
24
= 2126,56
)
i 0,0079741

8
Folder Publicitário da entidade financeira SANTADER. 2007 (uso somente para fins didáticos).

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16.2. CONVERSÃO DE JUROS NOMINAIS EM EFETIVOS

16.2.1 - Objetivo: determinar a taxa efetiva equivalente quando se conhece a taxa


nominal (uma taxa que mascara a realidade dos juros)
Imagem – Ilustra existência de juros nominais em um contrato. (uso para fins didáticos)

16.2.2 - Transformação de juros nominais em efetivos:


in
Usando fórmula: iE = , onde:
n
in = juros nominais;
iE = juros efetivos;
n = número de períodos de capitalização.
Exemplo 01: transformar juros nominais em efetivos
50% ao bimestre com capitalização mensal;
Período referido Período de capitalização
Solução: como o bimestre tem dois meses, temos n = 2

iE = 50 %.a.b. = 25% ao mês


2
Exemplo 02: transformar juros nominais em efetivos
60% ao ano com capitalização mensal;
Período referido Período de capitalização
Solução: como o ano tem doze meses, temos n = 12

iE = 60 %. a .a . = 5% ao mês
12
Exemplo 03: transformar juros nominais em efetivos
48% ao semestre com capitalização anual;
Período referido Período de capitalização

Solução: como o semestre tem meio ano, temos n = ½ iE = 48%.a.s. =96%a.a.


1
2

41
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Exemplo: Converta 60% a.a. com capitalização mensal para taxa de juros efetiva para
o ano

60%.a.a.
iE = = 5%a.m.
12
iE = (1 + i ) − 1 = (1 + 0,05)12 − 1 = 79,59%a.m.
n

Exercício 05: Converta as seguintes taxas de juros para o ano:


(a) 66% a.a. com capitalização mensal. Resposta: 90,12% a.a.
(b) 60% a.a. com capitalização semestral Resposta: 69,00% a.a.
(c) 4% a.t. com capitalização mensal Resposta: 17,23% a.a.
(d) 15% a.s. com capitalização mensal Resposta: 34,49% a.a.
(e) 21% a.s. com capitalização trimestral Resposta: 49,09% a.a.
(f) 12% a.a. com capitalização semestral Resposta: 12,36% a.a.
(g) 15 % a.s com capitalização trimestral Resposta: 33,55% a.a.
(h) 15 % a.t. com capitalização mensal Resposta: 79,59% a.a.
Exercício 06: Uma empresa deseja financiar a compra de uma máquina. Este
financiamento será no valor de R$ 150.000,00. A taxa de juros compostos do
financiamento é de 12% a.a. com capitalização9 trimestral. Pergunta-se, quanto a
empresa terá de pagar mensalmente, se desejar parcelar o financiamento em 36
vezes (1+35)? Resposta: R$ 4.924,93/mês

Exercício 07: Uma empresa deseja financiar a compra de uma máquina. Este
financiamento será no valor de R$ 100.000,00. A taxa de juros compostos do
financiamento é de 10% a.s. com capitalização trimestral. Pergunta-se, quanto a
empresa terá de pagar mensalmente, se desejar parcelar o financiamento em 48
vezes (0+48)? Resposta: R$ 3.025,78/mês

Exercício 08 (CEF- ENGENHEIRO - ÁREA 2: ENGENHARIA CIVIL/2012): Um bem,


cujo preço à vista é R$ 30.000,00, é vendido com uma entrada de 10%, e o restante,
em 72 prestações mensais iguais, sendo a primeira paga um mês após a compra. Se
os juros são de 12% ao ano, capitalizados mensalmente, o valor das prestações é,
em reais, aproximadamente, de
Dado: valores resultantes de (1+i)n
N −72 −71 70 71 72
I 1% 0,49 0,49 2,01 2,03 2,05
2% 0,24 0,25 4,00 4,08 4,16
10% 0,00 0,00 789,75 868,72 955,59
12% 0,00 0,00 2.787,80 3.122,34 3.497,02

(a) 420,00 (b) 529,00 (c) 588,00 (d) 2.471,00 (e) 3.240,00

9
Capitalização: é o período no qual os juros são incorporados ao capital e passam a render juros também.
Por exemplo, na poupança pessoa física o período de capitalização equivale a um mês, ou seja, somente após um
mês os juros serão incorporados ao capital. Já na poupança pessoa jurídica o período é trimestral, o que equivale
a dizer que os juros só serão incorporados ao principal a cada 3 meses.

42
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17. JUROS ANTECIPADOS

17.1 - Objetivo: determinar a taxa de juros em operações financeiras, correspondente


a antecipação do pagamento da parcela de juros.

17.2 - Na vida prática: os juros são estabelecidos ou calculados de muitas maneiras.


Além do problema da diferença entre juros reais e juros aparentes, discutidos no tópico
anterior, é frequentemente preciso descobrir a taxa de juros sob o modo como são
apresentados.

17.3 - Quando ocorre? Quando o total dos juros é descontado no ato do empréstimo.

17.4 – Tipos mais comuns: desconto de duplicatas e antecipação de cheques

17.5 – Desconto de duplicatas


1
(a) Fórmula: i = n −1
1 − %desconto..no..ato
Onde: i = taxa de juros efetivo composto (real)
% desconto no ato = juros antecipados
n = número de períodos

(b) Exemplo: Marcos descontou uma duplicata no valor de R$ 1.000,00 em uma


financeira. Para esta operação a financeira cobra uma taxa no ato de 4%. A duplicata
será paga em seu valor total daqui a 25 dias. Qual é a taxa de juros efetiva nesta
operação financeira?

Solução:
Como os juros foram cobrados antecipadamente Marcos leva somente R$
900,00 (R$1.000,00 – R$ 1.000,00x0,04) e paga 25 dias depois R$ 1.000,00. Isto
corresponde a juros efetivos de 5,02% a.m.

43
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1
i= − 1 = 5,02 % a.m.
0 ,83333
1 − 0,04

Exercício 01: Túlio descontou uma duplicata no valor de R$ 2.450,00 em uma


financeira. Para esta operação a financeira cobra uma taxa no ato de 5%. A duplicata
será paga em seu valor total daqui a 27 dias. Qual é a taxa de juros mensal nesta
operação financeira? Resposta: 5,86 %a.m.

Exercício 02: Rafael descontou uma duplicata no valor de R$ 3.800,00 em uma


financeira. Para esta operação a financeira cobra uma taxa no ato de 6%. A duplicata
será paga em seu valor total daqui a 18 dias. Qual é a taxa de juros mensal nesta
operação financeira? Resposta: 10,86 %a.m.

Exercício 03: (Caixa Econômica, Caderno ECHO/2010): Se, ao descontar uma


promissória com valor de face de R$ 5.000,00, seu detentor receber o valor de R$
4.200,00, e se o prazo dessa operação for de 2 meses, então a taxa mensal de
desconto simples por fora será aproximadamente a
(a) 5%
(b) 6%
(c) 7%
(d) 8%
(e) 9%

Você Sabia
Fonte: https://www.itau.com.br/empresas/creditos-financiamentos/curto-prazo/desconto/
Desconto de duplicatas
Sua empresa também pode receber os valores à vista das duplicatas a vencer. Elas podem estar em cobrança
no Banco, terem seus dados transmitidos eletronicamente ou, ainda, serem entregues na agência.
Descontos de duplicata em cobrança
Indicado para empresas que recebem duplicatas a vencer como forma de pagamento de seus clientes e utilizam
o serviço de cobrança do Banco.

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Descontos de duplicata escritural


Indicado para empresas que desejam enviar as duplicatas eletronicamente ao banco e antecipar seus recursos.
Descontos de duplicata física
Indicado para empresas que vendem a prazo e emitem duplicatas físicas como forma de recebimento.
Condições gerais dos descontos de duplicatas
Necessidade ou situações de uso: antecipar o recebimento dos valores.
Prazo: de 3 a 180 dias (duplicata física: prazo mínimo 10 dias).
Encargos: juros simples pré-fixados, pagos na contratação.
IOF: debitado em conta corrente, no ato da contratação.

17.6 – Antecipação de cheques


Exemplo: A loja Bom Preço tem os seguintes cheques para serem descontados:
Daqui a 1 mês R$ 500,00
Daqui a 2 meses R$ 700,00
Daqui a 3 meses R$ 1.800,00
Daqui a 4 meses R$ 1.210,00
Total R$ 4.210,00
Mas a loja poderá descontar estes cheques hoje, no banco, a uma taxa de juros
antecipado de 12%. Qual é a taxa de juros efetivos a ser paga pela loja se antecipar
estes cheques?

Taxa de juros
procurada é a
que zera
o valor do eixo
vertical

Taxa (i) 500 700 1800 1210


+ 2
+ 3
+ − 4210. (1 − 0,12)
(1 + ) (1 + ) (1 + ) (1 + )4
4,560% 0,62
4,565% 0,12
4,570% -0,38
4,575% -0,89
Resposta: a taxa de juros embutida nesta operação de antecipação de
cheques é 4,57% a.m.

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Exercício 01: A loja Vende Bem tem os seguintes cheques para serem descontados:
Daqui a 1 mês R$ 1.200,00
Daqui a 2 meses R$ 990,00
Daqui a 3 meses R$ 620,00
Daqui a 4 meses R$ 650,00
Daqui a 5 meses R$ 1.010,00
Total R$ 4.470,00
Mas a loja poderá descontar estes cheques hoje, no banco, a uma taxa de juros
antecipados de 12%. Qual é a taxa de juros a ser paga pela loja se antecipar estes
cheques? Resposta: 4,70% a.m.

Exercício 02: A loja Loccar tem os seguintes cheques para serem descontados:
Daqui a 1 mês R$ 1.525,00
Daqui a 2 meses R$ 750,00
Daqui a 3 meses R$ 1.100,00
Daqui a 4 meses R$ 1.890,00
Total R$ 5.265,00
Mas a loja poderá descontar estes cheques hoje, no banco, a uma taxa de juros
antecipados de 8%. Qual é a taxa de juros a ser paga pela loja se antecipar estes
cheques? Resposta: 3,24%a.m.

Você sabia
Fonte: https://www.itau.com.br/empresas/creditos-financiamentos/curto-prazo/desconto/
Desconto de cheques
Transforme em dinheiro os cheques pré-datados que sua empresa recebe.
Você pode levar os cheques até o banco ou optar pelo serviço de custódia de cheques pré-datados do Banco.
Na agência, seu gerente recebe os cheques físicos e verifica a qualidade. O limite é de 20 cheques por operação
e você pode contratar o serviço na hora.
Se optar pela custódia, os cheques são descontados conforme a sua necessidade e você pode consultar o
status dos cheques na internet.
Você ainda conta com o gerenciamento online, visualizando e selecionando os cheques para desconto.
Condições gerais dos descontos de cheques
Necessidade ou situações de uso: antecipar o recebimento dos valores de cheques pré-datados.
Prazo: de 5 a 180 dias (prazo máximo de acordo com o agrupamento do cliente).
Encargos: juros simples pré-fixados, pagos na contratação.
IOF: debitado em conta corrente, no ato da contratação.

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18. DESCONTO SE PAGO À VISTA

18.1 - Objetivo: determinar a taxa de juros em operações financeiras, correspondente


ao pagamento a prazo de uma operação de crediário e deixar de ganhar o desconto
à vista.

18.2 - Quando ocorre? Um modo disfarçado de cobrar juros, muito empregado no


comércio varejista, é o de fixar o preço para uma mercadoria, acima de seu verdadeiro
preço à vista e dividir este preço à vista em n prestações iguais sem juros. Como o
valor ficou acima do valor real de mercado os juros passaram a estar embutidos nas
prestações.

18.3 – Para operações com parcelas fixas, Sem Entrada

Exemplo: Uma loja vende bicicletas por R$200,00 em quatro pagamentos sem
acréscimo e sem entrada, no valor de R$50,00 por mês, ou à vista, dando 20% de
desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira?

( )
PMT (1 + i ) − 1
n
-PV(1-% de desconto)=0 (Sem entrada)
i.(1 + i )
n

Taxa de juros
procurada é a
que zera
o valor do eixo
vertical

Taxa (i) ( 4
)
50 (1 + i ) − 1
− 200 .(1 − 0,2 ) = 0
i.(1 + i )
4
i
9,500% 0,22
9,560% 0,01
9,570% -0,02

Resposta: 9,56%a.m.

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Exercício 01: Uma loja vende rádios por R$ 300,00 em cinco pagamentos sem
acréscimo e sem entrada, no valor de R$ 60,00 por mês, ou à vista, com 10% de
desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira? Resposta:
taxa de juros será de 3,62% a.m.

Rádio: Preço R$ 300,00

À vista com 10% de desconto


ou
R$ 60,00 em cinco vezes, sem entrada

Exercício 02: Uma loja vende fogões por R$ 100,00 em dez pagamentos sem
acréscimo e sem entrada, no valor de R$ 10,00 por mês, ou à vista, com 32,90% de
desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira? Resposta:
8,00% a.m.

Fogão: Preço R$ 100,00

À vista com 32,90% de desconto


ou
R$ 10,00 em dez vezes, sem entrada

Exercício 03: Uma loja vende aparadores de grama por R$ 90,00. No entanto, a loja
oferece duas formas de pagamento:
(1) Três (0+3) pagamentos sem acréscimo, no valor de R$ 30,00 por mês; ou
(2) o preço à vista com desconto de 12,00%.
Qual é a taxa de juros mensal embutida nesta operação a prazo?
Resposta: 6,67% a.m.

Exercício 04: O IPTU de um apartamento pode ser pago das seguintes formas:
a) Em março, à vista, por R$ 342,06 (já com o desconto de 10,73% sobre o preço do
IPTU); ou
b) Em abril, em cota única, de R$ 355,77 (já com desconto de 7,153%); ou
c) Parcelado em 8 (1+7) vezes, sem desconto no preço à vista, sendo a 1a parcela em
março de R$ 48,02 e as demais de abril a outubro de R$ 47,88/mês.

48
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Pede-se, qual é a taxa de juros para o pagamento em conta única e parcelado


em 8 vezes?
Resposta: 4,01% a.m. para parcela única
3,38% a.m. para o caso parcelado

Exercício 05: (Caixa Econômica, Caderno ECHO/2010): Na negociação de uma


dívida no valor de R$ 10.000,00, o credor ofereceu as seguintes opções para o
devedor.
I) Pagar toda a dívida, no ato da negociação, com desconto de 1,8% sobre o valor
da dívida.
II) Pagar em 2 prestações mensais, iguais e consecutivas, sem desconto, com a
primeira prestação vencendo depois de 2 meses da negociação.
III) Pagar em 3 prestações mensais, iguais e consecutivas, sem desconto, com a
primeira prestação vencendo um mês após a negociação.
IV) Pagar em 4 prestações mensais, iguais e consecutivas, sem desconto, com a
primeira prestação vencendo no ato da negociação.
Supondo que o devedor poderá aplicar, no ato da negociação e a juros
compostos de 1% ao mês, quantias necessárias ao pagamento da dívida, assinale a
opção correta.
(a) Se escolher a opção I, o devedor desembolsará R$ 9.800,00 no ato da
negociação.
(b) A opção mais vantajosa financeiramente para o devedor é a I.
(c) A opção menos vantajosa financeiramente para o devedor é a IV.
(d) Para o devedor, a opção III é financeiramente mais vantajosa que a II.
(e) Para ter quantias suficientes para pagar as prestações ao escolher a opção III,
o devedor deverá aplicar, no ato da negociação, R$ 9.750,00.

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19. JUROS EM OPERAÇÕES COM


CARTÃO DE CRÉDITO

19.1 - Objetivo: determinar a taxa de juros em operações financeiras, correspondente


ao pagamento a prazo em cartão de crédito e deixar de ganhar o desconto à vista.

19.2 – Tabela prática de cálculo da taxa de juros embutidos em operações com


cartão de crédito

Quantos dias faltam


para vencer a fatura Desconto sobre o preço à vista embutidos
3% 5% 8% 10 % 12 % 15 %
30 3,09 % 5,26 % 8,70 % 11,11 % 13,64 % 17,65 %
25 3,72 % 6,35 % 10,52 % 13,48 % 16,58 % 21,53 %
20 4,67 % 8,00 % 13,32 % 17,12 % 21,14 % 27,61 %
15 6,28 % 10,80 % 18,15 % 23,46 % 29,13 % 38,41 %

Fonte: José Dutra Vieira Sobrinho – Folha de São Paulo

Como calcular usando a tabela:


a) Na compra, veja de quanto é o desconto dado pela loja se for pagar à vista;
b) Faça as contas de quantos dias faltam para vencer a próxima fatura;
c) Na tabela, cruze estas duas informações para saber qual a taxa de juros mensal
embutido no pagamento com cartão se o desconto for descartado.

30
 1 
19.3 – Fórmula: i =  n  −1
 (1 − %.de. Desconto ) 

Onde: i = taxa de juros por mês


n = número de dias faltantes para vencimento no cartão de crédito
% = percentual de desconto à vista sobre o valor da compra

Exemplo: Uma loja vende carrinhos de controle remoto por R$ 500,00 e propõe duas
formas de pagamento: no cartão de crédito sem desconto, ou à vista, oferecendo
10,0% de desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira?
João, que vai efetuar a compra, tem seu cartão com vencimento para daqui a 20 dias.

50
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Solução:
a) pela tabela: i = 17,12 % a.m.

30
 1 
b) pela fórmula: i =  20  − 1 = 17,12% a.m.
 (1 − 0,1) 

Exercício 01: Uma loja vende bicicletas por R$ 250,00 e propõe duas formas de
pagamento: no cartão de crédito sem desconto, ou à vista, oferecendo 15,0% de
desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira? Maria, que
vai efetuar a compra, tem seu cartão com vencimento para daqui a 25 dias. Resposta:
21,53% a.m.

Exercício 02: Uma loja vende determinado equipamento por R$ 10.000,00 e propõe
duas formas de pagamento a certo cliente:
(a) no cartão de crédito sem desconto (suponha que o cartão tem vencimento para
daqui a: 24 dias); ou
(b) à vista, dando 5,0% de desconto (para o pagamento à vista o cliente poderá
utilizar o limite do cheque especial que cobra 8%a.m.)
Pergunta-se, qual é a melhor opção de pagamento no cartão ou no cheque especial
(justifique comparando as taxas)? Resposta: Cartão de Crédito: 6,62%a.m.

Exercício 03: Uma loja vende fornos de micro-ondas por R$ 300,00 e propõe duas
formas de pagamento: no cartão de crédito sem desconto, ou à vista, oferecendo 8,0%
de desconto. Qual é a taxa de juros real embutida nesta operação financeira? Vera,
que vai efetuar a compra, tem seu cartão com vencimento para daqui a 30 dias.
Resposta: 8,70% a.m.

Você Sabia
É ilegal fixar um preço maior para pagamento com cartão de crédito ou débito
Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/blogdorizzattonunes/blog/2013/06/17/e-ilegal-fixa
NUNES, Rizzato, Professor de Direito, Mestre e Doutor em Filosofia do Direito pela PUC-
SP; é Livre-Docente em Direito do Consumidor pela PUC-SP e Desembargador aposentado
do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O tema deste artigo não é nenhuma novidade e eu mesmo já o abordei anteriormente. Mas, retorno ao assunto
porque o problema ainda existe e também porque a manobra foi ampliada: agora além de se fixar preço
diferenciado para o pagamento com cartão de crédito há também uma fórmula para pagamento com cartão de
débito.
Alguns estabelecimentos comerciais fixam preços diferentes para formas diferentes de pagamentos ou oferecem
descontos, o que dá no mesmo. Por exemplo, se o consumidor opta para pagamento com cartão de crédito, o
preço é um, mas se escolhe pagar em dinheiro, cartão de débito ou mesmo cheque, o preço é outro com
desconto. Na verdade, nesse tipo de prática o que o comerciante está fazendo é repassar o custo que ele tem
com a administradora do cartão de crédito, algo abusivo.
A seguir mostro porque não se pode exigir preço diferenciado para pagamento com cartão de crédito ou de
débito.
O que vem a ser preço?
O consumidor brasileiro tem uma experiência bastante negativa com os preços em geral, fruto do longo
processo inflacionário que assolou o país. Perdeu-se a correta noção de seu significado, o que talvez ajude as
manobras. De todo modo, anoto que quanto à fixação dos preços, ela é livre: o fornecedor pode estipular o
valor que quiser, o que faz sem dar satisfações e unilateralmente. Mas, uma vez fixado ele somente existe à
vista. Explico.

51
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Não se pode confundir preço com forma de pagamento. Esta pode ser a prazo, com 30, 60, 90 dias ou mais;
em 2 ou 3 parcelas iguais, financiada por instituição financeira; pode ser paga com cheques pré-datados;
mediante carnê de pagamentos; com cartão de crédito ou qualquer outro meio de pagamento.
A forma pode variar, mas o preço tem de ser o mesmo que foi estipulado à vista da compra.
Não existe preço a prazo, mas apenas pagamento a prazo.
Se o preço à vista é R$100,00 e o pagamento é a prazo, só é possível cobrar juros em operação sustentada
por instituições financeiras (são as únicas autorizadas a cobrarem juros remuneratórios).
Se o fornecedor cobra R$ 100,00 à vista e recebe cheque pré-datado para 60 dias, não pode dizer que para
60 dias o preço é R$ 120,00. Essa tem sido uma prática comum, abusiva e ilegal. Nesse exemplo, veja-se que
não foi o preço que variou, uma vez que o bem não tem dois preços no ato da compra. O que o fornecedor fez
foi cobrar acréscimo ilegal.
A melhor maneira de deixar esse assunto plenamente esclarecido é usar o exemplo do escambo (que aqui
defino como troca de um produto por outro produto). Suponhamos que um consumidor pretenda comprar uma
cadeira que lhe falta para um jantar que irá dar em casa. Vai à loja de produtos usados e encontra exatamente a
cadeira que precisa. Daí pergunta o preço para o vendedor. “São R$ 100,00”, responde este.
O consumidor diz que não tem dinheiro para pagar a cadeira, mas explica que o preço é exatamente o que
vale o paletó que está usando.
Pergunta se o lojista aceita a troca. Ele aceita. O negócio está fechado. Preço adequado: R$ 100,00 da cadeira
igual aos R$ 100,00 do paletó. Forma de pagamento: escambo. Mas, antes de sair do estabelecimento, o
consumidor propõe: “Olha, eu gostaria de usar o paletó uma última vez no jantar de amanhã, sábado, e preciso
da cadeira. Posso levar a cadeira e trazer o paletó segunda-feira?”.
O vendedor concorda. Logo, a compra foi feita, mas o pagamento (entrega do paletó) foi postergado para
três dias depois. Isso equivale a dizer que o preço foi fixado à vista e a forma de pagamento a prazo. O preço
não podia mesmo variar. O fato é que, quando o fornecedor diz que o preço varia, não é este que aumenta: o
acréscimo é simples tentativa de recebimento de remuneração sobre a quantia não recebida à vista. E, repita-se,
trata-se de financiamento lícito somente se feito por instituição financeira.
Assim, se o fornecedor aceita parcelar o recebimento do preço de R$ 100,00 em 4 vezes, mediante a entrega
de 4 cheques pré-datados, estes têm de ser de R$ 25,00 cada um (ou de valores diferentes, mas sempre num
total de R$ 100,00: 2 de R$ 20,00 mais 2 de R$ 30,00; 2 de R$ 10,00 mais 2 de R$ 40,00; 3 de R$ 15,00 mais
1 de R$ 55,00 etc.).
Poder-se-ia argumentar que uma forma de burlar essa realidade jurídica é embutir o acréscimo futuro no
preço à vista e quando for feito parcelamento nada se acrescenta. Se for pago à vista, dá-se um desconto. Mas
esse argumento não resiste.
É que, se for dado desconto para pagamento à vista, então o preço só pode ser o resultado líquido:
como dissemos, o preço é sempre o pago à vista. Logo, no pagamento parcelado aparecerá o acréscimo.
Mas, por outro lado, o fornecedor pode embutir o acréscimo e não dar desconto. Sim, de fato e o
problema é dele, já que seu preço terá subido. Talvez ele tenha dificuldade em vender o produto, que ficou caro.
Risco e custo da atividade
Quando o comerciante estipula dois preços: um para pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de
débito e outro (mais caro) para pagamento com cartão de crédito, o que ele está, de fato, fazendo é transferir
para o consumidor o custo de sua atividade. Todos sabem que ele faz isso porque a administradora do cartão
lhe cobra percentual para sua utilização. Mas, isso é custo de seu negócio. É custo tal qual o aluguel que ele
paga pelo estabelecimento, os juros que paga ao banco, os salários de seus empregados, os impostos etc. Se a
moda pega, daqui a pouco alguns estabelecimentos estarão cobrando preço diferenciado em função ao aumento
do IPTU ou do custo da eletricidade gasta com o ar condicionado. Ou, então, cobrando preço diferenciado para
pagamento com cheque no fim de semana, porque ficarão dois dias sem receber o dinheiro etc.
Repito: tudo isso é custo do negócio e é com base nesse custo que o comerciante calcula o preço de
seus produtos. Mas, uma vez fixado o preço ele não pode ser diferenciado.

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UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

20 – SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS

A disponibilidade de recursos é sem dúvida, um fator imperativo


para a concretização de um investimento. Ao se construir uma casa
própria, ao se adquirir um produto/serviço é necessário que se
tenha disponibilidade de recursos... Porém, na falta desses
recursos, ou se esses forem insuficientes, terão que recorrer a
empréstimos. (Casarotto, 1992).

Torna-se, portanto, fundamental analisar estes sistemas de empréstimos,


conhecendo o estado da dívida, suas prestações, quanto já foi realmente pago e
quanto de juros já se pagou.

20.1 – Definição: sistemas de amortização de dívidas são formas de pagamento de


um empréstimo, em n prestações e a uma dada taxa de juros i.

20.2 – Sistemas mais comuns utilizados na prática:


a) Sistema PRICE: Sistema de Prestação Constante;
b) Sistema SAC: Sistema de Amortização Constante;
c) Sistema Americano; e
d) Sistema de Pagamento Único.

20.3 – Sistema Francês de Amortização (PRICE)

20.3.1 – Definição: É um sistema de empréstimo, no qual o tomador do empréstimo


paga a dívida em n prestações constantes (iguais).

20.3.2 – Aplicação: É o sistema mais comum no nosso dia-a-dia, por exemplo:


compra de uma calça em cinco prestações iguais (1+4) ou (0+5); pagamento de um
crediário de um computador em dez prestações iguais. É a forma mais empregada,
porque fica claro para o tomador do empréstimo se ele poderá quitar, ou não, a dívida
ao longo do período e porque fica mais fácil calcular as prestações. Normalmente, é
utilizado para financiamentos de curto prazo de um a dois anos.

53
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

Im*agem – Ilustra a aplicação do sistema PRICE em um contrato. (uso para fins didáticos)

20.3.3 – Definição de termos:


a) Saldo devedor: valor real devido da dívida, que varia ao longo dos
períodos à medida que amortizamos parte do valor devido.
b) Prestação: valor a ser pago, período a período, pelo tomador do
empréstimo. É composto de Amortização + Juros.
c) Amortização: parcela da prestação que é realmente deduzida da dívida
(saldo devedor).
d) Juros: parcela da prestação que é paga como remuneração da pessoa ou
entidade cedente.
e) Carência: período onde não há pagamento da dívida, normalmente incide
juros sobre o saldo devedor (dívida).
“Neste sistema, a parcela de juros
decresce com o tempo, ao passo que a
Prestação

Juros parcela de amortização aumenta com o


tempo. Graficamente pode-se
apresentar este comportamento da
Amortização maneira ao lado.” (Casarotto, 1992)
Tempo

20.3.4 – Fórmulas

(a) Valor das prestações:


Busca responder a seguinte pergunta: quanto terei de pagar em parcelas fixas
por determinado período?

V .i .(1+ i)
n

PK = F n
(1+ i) −1
Onde:
Pk = Valor da prestação no período K
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações
k = período desejado de análise

54
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

(b) Valor do saldo devedor no período K:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto ainda falta pagar da dívida, ou


seja, quanto deveria se pagar hoje, para quitar a dívida?
PMT.(1 + i ) k − 1
SD =
i (1 + i ) k
Onde:
SD = Saldo Devedor
i = taxa de juros
k = número de prestações ainda a serem pagas
PMT = valor das prestações

(c) Valor da amortização no período K:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando realmente do


valor devido?
VF .i
ak = .(1 + i ) k −1
(1 + i ) − 1
n

Onde:
aK = Valor Amortizado
i = taxa de juros
n = número de prestações
k = período desejado de análise

(d) Juros no período K:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando de juros (ou seja,
qual é custo do valor devido)?

j k = Prestação - Amortização

20.3.5 – Exemplo: Lúcio deseja comprar uma moto por um preço R$ 10.000,00. No
entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário pelo sistema PRICE,
a uma taxa de juros de 4% a.m., em 5 prestações iguais. Pergunta-se: (a) qual é o
valor das prestações? (b) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento
da quarta prestação? (c) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento da
quinta prestação?

55
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

Solução:
(a) qual é o valor das prestações?
Pk = R$ 2.246,27
(b) qual é o saldo devedor imediatamente após a quarta prestação?
SD 4= R$ 2.159,88
(c) qual é o saldo devedor imediatamente após a quinta prestação?
SD 5= R$ 00,00

Preenchendo o quadro abaixo:

Período (k) Prestação (Pk) Amortização (ak) Juros ( jk) Saldo Devedor (SDk)
0 10.000,00
1 2.246,27 1.846,27 400,00 8.153,73
2 2.246,27 1.920,12 326,15 6.233,61
3 2.246,27 1.996,93 249,34 4.236,68
4 2.246,27 2.076,80 169,47 2.159,88
5 2.246,27 2.159,88 86,40

Exercício 01: Márcia deseja comprar uma moto por R$ 3.000,00. No entanto, ela não
dispõe de toda esta quantia (somente R$ 2.000,00) e deseja fazer um financiamento
no valor faltante, a uma taxa de juros de 8% a.m., em 10 prestações iguais.
Pergunta-se: (a) qual é o valor das prestações? (b) qual é o saldo devedor
imediatamente após a terceira prestação? (c) qual é o saldo devedor imediatamente
após a quarta prestação?
Valor real financiado: R$ 1.000,00
Resposta: (a) R$ 149,03 (b) R$ 775,90 (c) R$ 688,95

Exercício 02: Lúcia deseja comprar uma geladeira por R$ 900,00. No entanto, ela
não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário, a uma taxa de juros de 5% a.m.,
em 6 prestações iguais. Pergunta-se: (a) qual é o valor das prestações? (b) qual é o
saldo devedor imediatamente após a terceira prestação? (c) qual é o saldo devedor
imediatamente após a quinta prestação?
Resposta: (a) R$ 177,32 (b) R$ 482,87 (c) R$ 168,87

56
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

Exercício 03: (Caixa Econômica, Caderno ECHO/2010): Uma dívida no valor de R$


10.000,00, contraída pelo sistema francês de amortização (tabela Price), com juros de
1,29% ao mês, será paga em 4 prestações mensais. Cada prestação será de
aproximadamente de
(a) R$ 2.620,00. (b) $ 2.610,00. (c) R$ 2.600,00.
(d) R$ 2.590,7,00. (e) R$ 2.580,00.

20.4 – SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)

20.4.1 – Definição: É um sistema de empréstimo, no qual o tomador do empréstimo


paga a dívida em n prestações e a amortização é constante ao longo dos períodos.

20.4.2 – Aplicação: É um sistema muito comum para financiamento de longo prazo


(acima de dois anos), por exemplo, financiamento de casa própria, caminhões e
prédios (instalações). A entidade financiadora preocupa-se mais com o tempo de
recuperação do capital emprestado do que com os juros embutidos no mesmo.
Imagem – Ilustra a aplicação do sistema SAC em um contrato. (uso para fins didáticos)

20.4.3 - Definição de termos:


a) Saldo devedor: valor real devido da dívida que varia ao longo dos períodos
à medida que amortizamos parte do valor devido.
b) Prestação: valor a ser pago, período a período, pelo tomador do
empréstimo. É composto de Amortização + Juros
c) Amortização: parcela da prestação que é realmente deduzida da dívida
(saldo devedor).
d) Juros: parcela da prestação que é paga como remuneração da pessoa ou
entidade cedente.

57
UNOESC – Joaçaba Prof. Júlio C. R. Lyra

e) Carência: período onde não há pagamento da dívida, normalmente incide


juros sobre o saldo devedor (dívida).
“Neste sistema, a parcela de juros
decresce linearmente com o tempo,
Prestação

Juros ao passo que a parcela de


amortização permanece constante ao
Amortização longo do tempo. Graficamente pode-
se apresentar este comportamento da
Tempo maneira ao lado.” (Casarotto, 1992)

20.4.4 – Fórmulas
(a) Valor das prestações:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto terei de pagar em parcelas fixas


por determinado período?

Pk =
VF
+ i.VF −
(k − 1).i.VF
n n
Onde: Pk = valor da prestação no período K
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações
k = período desejado de análise

(b) Valor do saldo devedor no período K:

O saldo devedor responde a seguinte pergunta: quanto ainda falta pagar da


dívida, ou seja, quanto deveria pagar hoje, para quitar a dívida.
k .V F
SD k = V F −
n
Onde: SDK = Saldo Devedor
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações
k = período desejado de análise

(c) Valor da amortização no período K:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando realmente do


valor devido?

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VF
ak =
n
Onde: ak = Valor Amortizado
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações

(d) Juros no período K:

Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando de juros (ou seja,
qual é custo do valor devido)?
j k = Prestação – Amortização
20.4.5 – Quadro do Sistema SAC:
Período (k) Prestação (Pk) Amortização (Ak) Juros ( Jk) Saldo Devedor (SDk)
0 SDo = VF

1 P1 = A1 + J1 SD O SDo .i SD 1 = V F −
.V F
n n
2 P1 = A1 + J1 SD O SD1 .i SD 2 = V F −
2 .V F
n n
3 P2 = A2 + J2 SD O SD2 .i SD 3 = V F −
3 .V F
n n
4 P3 = A3 + J3 SD O SD3 .i SD 4 = V F −
4 .V F
n n
5 P4 = A4 + J4 SD O SD4 .i SD 5 = V F −
5 .V F
n n
: : : : :
k Pk = Ak + Jk SD O SD(k-1) .i SD k = V F −
k .V F
n n
: : : : :
: : : : :
n Pn = An + Jn SD O SD(n-1) .i
n

20.4.6 – Exemplo: Lúcio deseja comprar uma moto por um preço R$ 10.000,00. No
entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário pelo sistema SAC,
a uma taxa de juros de 4% a.m., em 5 prestações iguais. Pergunta-se: (a) qual é o
valor das prestações? (b) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento
da quarta prestação? (c) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento da
quinta prestação?

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Solução:
(a) qual o valor das prestações? (veja os demais valores na tabela a seguir)

P1 =
VF
+ i.V F −
(k − 1).i.V F = 10 .000 + 0,04 .(10 .000 ) − (1 − 1).0,04 .(10 .000 ) = R$ 2.400,00
n n 5 5

P2 =
VF
+ i.V F −
(k − 1).i.V F = 10 .000 + 0,04 .(10 .000 ) − (2 − 1).0,04 .(10 .000 ) = R$ 2.320,00
n n 5 5

P3 =
VF
+ i.V F −
(k − 1).i.V F = 10 .000 + 0,04 .(10 .000 ) − (3 − 1).0,04 .(10 .000 ) = R$ 2.240,00
n n 5 5

(b) qual o saldo devedor imediatamente após a oitava prestação?

SD 4 = V F −
k .V F
= 10 .000 − 4 .(10 .000 ) = R$ 2.000,00
n 5
(e) qual o saldo devedor imediatamente após a quinta prestação ?

SD 5 = V F −
k .V F
= 10 .000 − 5.(10 .000 ) = R$ 00,00
n 5
Preenchendo o quadro abaixo:
Período (k) Prestação (Pk) Amortização (ak) Juros ( jk) Saldo Devedor (SDk)
0 ----- ------ ------- 10.000,00
1 2.400,00 2.000,00 400,00 8.000,00
2 2.320,00 2.000,00 320,00 6.000,00
3 2.240,00 2.000,00 240,00 4.000,00
4 2.160,00 2.000,00 160,00 2.000,00
5 2.080,00 2.000,00 80,00 -------

Exercício 01: Vera deseja comprar uma loja por um preço R$ 20.000,00. No entanto,
ela não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário, pelo sistema SAC, a uma
taxa de juros de 5% a.m., em 6 prestações. Pergunta-se: (a) qual é o valor da 5a
prestação? (b) qual é o saldo devedor imediatamente após a terceira prestação? (c)
qual é o saldo devedor imediatamente após a quinta prestação?
Resposta: (a) R$ 3.666,67 (b) R$ 10.000,00 (c) R$ 3.333,33
Exercício 02: (CEF/Engenharia Civil/Maio/2010): Se uma dívida no valor de R$
10.000,00 for paga, com juros de 5% ao mês, em 4 prestações mensais e
consecutivas, pelo sistema de amortização constante (SAC), a soma das prestações
pagas será igual a
(a) R$ 11.150,00.
(b) R$ 11.250,00.

60
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(c) R$ 11.350,00.
(d) R$ 11.450,00.
(e) R$ 11.550,00.

Exercício 03 (CEF- ENGENHEIRO - ÁREA 2: ENGENHARIA CIVIL/2012): O máximo


da remuneração mensal que um indivíduo pode comprometer para pagamento das
prestações de empréstimos é de R$ 2.000,00 e, em função da idade, tabelas atuariais
limitam o prazo do empréstimo em 100 meses.
Considerando taxa de juros de 1% ao mês, qual é o valor da amortização para o maior
empréstimo que ele pode tomar pelo Sistema de Amortização Constante (SAC)?
(a) R$ 1.000,00
(b) R$ 1.300,00
(c) R$ 1.500,00
(d) R$ 1.700,00
(e) R$ 2.000,00

Exercício 05 (ENADE/2011/Eng de Produção): Em uma empresa, visando atender a


uma demanda crescente por determinada família de produtos, deseja-se expandir
suas instalações adquirindo novos equipamentos. A partir de estudos realizados,
verificou-se que o capital necessário para essa expansão é de R$ 120 000,00. Ao
buscar financiamento, a empresa encontrou as seguintes alternativas:
Banco A – Taxa de juros de 15% a.a., capitalizados mensalmente;
Banco B - Taxa de juros de 14,5% a.a., capitalizados trimestralmente.
Possibilidades de Amortização: Tabela Price e Sistema de Amortização Constante
(SAC).
Tempo de Financiamento: 120 meses.
O financiamento não será quitado antecipadamente.
Nesse contexto, analise as asserções seguintes.
A melhor opção de financiamento é pelo Banco B, utilizando-se o sistema de
amortização constante.
PORQUE
O Banco B oferece menor taxa de juros efetivos e, no sistema de amortização
constante, o valor pago de juros é menor que na Tabela Price.

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Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.


(a) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma
justificativa correta da primeira.
(b) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma
justificativa correta da primeira.
(c) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma
proposição falsa.
(d) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda, uma proposição
verdadeira.
(e) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

20.5 – SISTEMA AMERICANO DE AMORTIZAÇÃO

20.5.1 – Definição: É um sistema de empréstimo, no qual o tomador do empréstimo


paga somente os juros durante n-1 prestações, e amortiza tudo no final do último
período.
Neste sistema, a parcela de juros permanece constante, enquanto a parcela de
amortização permanece nula até o período n-1. No período n, o tomador do
empréstimo paga os juros e amortização tudo de uma só vez. Graficamente, pode-se
apresentar este comportamento da seguinte maneira:

PV + Juros
PV Juros

1 2 3 n-1 n

20.5.2 – Fórmulas

(a) Valor das prestações:


Busca responder a seguinte pergunta: quanto terei de pagar em parcelas fixas
por determinado período?
PK = V F * i (Para K: de 0 até n-1)
PK = V F + V F * i (Para K = n)
Onde:
Pk = valor da prestação no período K

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VF = Valor Real Financiado


i = taxa de juros
k = período desejado de análise
n = número de prestações

(b) Valor do saldo devedor no período K:


O valor do saldo devedor responde a seguinte pergunta: quanto ainda falta
pagar da dívida, ou seja, quanto deveria pagar hoje, para quitar a dívida?
SDK = VF
Onde:
VF = Valor Real Financiado
k = período desejado de análise

(c) Fórmula – valor da amortização no período K:


Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando realmente do
valor devido?
ak = zero (Para K: de 0 até n-1)
ak = V F (Para K = n)

Onde:
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações

(d) Fórmula – juros no período K:


Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando de juros (ou seja,
qual é custo do valor devido) ?
j k = VF * i
20.5.3 – Exemplo: Lúcio deseja comprar uma moto por um preço R$ 10.000,00. No
entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário pelo sistema PRICE,
a uma taxa de juros de 4% a.m., em 5 prestações iguais. Pergunta-se: (a) qual é o
valor das prestações? (b) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento
da quarta prestação? (c) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento da
quinta prestação?

Solução:
(a) PK = VF * i = R$ 400,00 (Da 1a a 4a prestação)
PK = VF + VF * i = R$ 10.400,00 (Na 5a prestação)
(b) SD4 = R$ 10.000,00

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(c) SD5 = R$ 00,00


20.6 – Sistema de Pagamento Único

20.6.1 – Definição: É o sistema mais simples, no qual o tomador simplesmente paga


os juros e amortiza o principal, no final do empréstimo.

20.6.2 – Aplicação: é um sistema muito utilizado para financiamentos de Capital de


Giro e empréstimos de curto prazo.
Neste sistema, não há prestações até o período n-1. No período n, o tomador
do empréstimo paga o todo: os juros e amortização conjuntamente. Graficamente,
pode-se apresentar este comportamento da seguinte maneira:

PV + Juros
PV

1 2 3 n

20.6.3 – Fórmulas
(a) Valor das prestações:
Busca responder a seguinte pergunta: quanto terei de pagar em parcelas fixas
por determinado período?
PK = zero (Para K: de 0 até n-1)
PK = VF ( 1+ i ) n (Para K = n)
Onde: Pk = valor da prestação no período K
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
k = período desejado de análise
n = número de prestações

(b) Valor do saldo devedor no período K:


O saldo devedor responde a seguinte pergunta: quanto ainda falta pagar da
dívida, ou seja, quanto deveria pagar hoje, para quitar a dívida.
SDK = VF ( 1+ i ) k

Onde: VF = Valor Real Financiado


k = período desejado de análise

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(c) Valor da amortização no período K:


Busca responder a seguinte pergunta: quanto estou pagando realmente do
valor devido?
ak = zero (Para K: de 0 até n-1)
ak = V F (Para K = n)
Onde:
VF = Valor Real Financiado
i = taxa de juros
n = número de prestações
20.6.4 – Exemplo: Lúcio deseja comprar uma moto por um preço R$ 10.000,00. No
entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um crediário pelo sistema PRICE,
a uma taxa de juros de 4% a.m., em 5 prestações iguais. Pergunta-se: (a) qual é o
valor das prestações? (b) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento
da quarta prestação? (c) qual é o saldo devedor imediatamente após o pagamento da
quinta prestação?
Solução:
(a) P5 = VF (1+ i)5 = 10.000 (1,0,4)5 = R$ 12.166,53 (na 5a prestação)
(b) SD4 = VF (1+ i)4 = 10.000 (1,0,4)4 = R$ 11.698,59, na 4a prestação.
(c) SD5 = zero

Exercício de revisão Sistemas de Financiamento: considere que você deseja fazer


um empréstimo de R$ 10.000,00, para compra de veículo em uma concessionária, a
uma taxa de juros de 10% ao ano. A concessionária oferece-lhe, então, quatro formas
de pagamento: plano I (sistema Americano), plano II (sistema SAC), plano III
(sistema PRICE) e plano IV (sistema de pagamento único).
Pede-se preencher o quadro com as prestações. Respostas: página 12.
Ano Investimento Plano I Plano II Plano III Plano IV
0 R$ 10.000,00
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

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21. INFLAÇÃO E CORREÇÃO MONETÁRIA DE


SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

...Em termos reais, os trabalhadores já vêm perdendo dinheiro com o FGTS


faz tempo. Nos últimos seis anos, o fundo de garantia rendeu 48,31%
enquanto a inflação medida pelo IPCA subiu 65,34%, segundo levantamento
do Valor Data. Ou seja, o que se comprava por R$ 100,00 há seis anos, hoje
custa R$ 165,34, mas o trabalhador só tem R$ 148,31 no FGTS. Isso quer
dizer que o trabalhador perdeu cerca de 10% de valor real no período...10

Copom faz corte de 1,5 ponto, e juros básicos passam a 11,25%. O Comitê
de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta
quarta-feira reduzir sua taxa básica de juros, a Selic, em 1,5 ponto percentual,
passando de 12,75% ao ano para 11,25%. Foi a segunda redução
consecutiva. Os juros voltaram ao nível de um ano atrás, em março de 2008.
Este também foi o maior corte em pontos percentuais desde novembro de
2003, quando o juro básico passou de 19% para 17,5%[...].Apesar da
redução, o Brasil continua sendo o país com maiores juros reais entre as
principais economias, segundo estudo do economista Jason Vieira, da
consultoria UPTrend. Conforme esse levantamento, os juros reais do Brasil
agora ficaram em 6,5% ao ano. A Hungria vem em segundo, com 6,2%,
seguida da Argentina, com 4,3%. A taxa de juros reais representa a taxa
Selic descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.11

21.1 – Definição: entende-se por inflação a perda do poder aquisitivo da moeda.

Exemplo: Suponha que Marcos tenha R$ 1.650,00, hoje. Com esta quantia ele
pode adquirir a preços de hoje os seguintes produtos: geladeira por
R$800,00, máquina de lavar por R$ 600,00 e microondas por
R$250,00.
Após ter decorrido um ano, os preços destes produtos foram
reajustados para: geladeira por R$ 880,00, máquina de lavar por R$
660,00 e microondas por R$ 275,00. Se Marcos ainda possuí seus R$
1.650,00, ele só poderá adquirir: uma geladeira e uma máquina de
lavar, ou uma geladeira e um microondas, ou máquina de lavar e um
microondas. Ou seja, ele não poderá mais adquirir os três produtos.
Em suma, a esta perda de poder aquisitivo da moeda é que
chamamos de inflação.

10
Fonte: Título: “Todos querem o FGTS”. www.debentures.com.br/informacoesaomercado/noticias.asp. Acesso
em: 13/02/2007
11 Fonte: www.uol.com.br. Acesso em 30/março/09

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21.2 – Fatores geradores de inflação

Segundo o site economianet12, a inflação é o contínuo, persistente e


generalizado aumento de preços. Consideramos quatro tipos principais geradores de
inflação:

A) Inflação de demanda: refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à


produção disponível de bens e serviços na economia. É causada pelo crescimento
dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção.
Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno-emprego, ou seja, não pode
aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços a curto prazo.

...Com cenário macroeconômico estável, segundo ele, cenário


externo confortável e crescimento sustentável, “acho que há
certo exagero nesta colocação (na ata) dos meus amigos do
Banco Central”, afirma o ministro, durante exposição em aula
magna da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Ele descartou a hipótese de haver inflação de demanda
(quando os preços sobem porque a procura é maior do que
a oferta de produtos), que possa provocar a necessidade de
aumentar a taxa de juros para frear o consumo....13

B) Inflação de custos: tem suas causas nas condições de oferta de bens e serviços
na economia. O nível da demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos
fatores importantes aumentam, levando à retração da oferta e provocando um
aumento dos preços de mercado.

C) Inflação inercial: é a aquela em que a inflação presente é uma função da inflação


passada. Se deve à inércia inflacionária, que é a resistência que os preços de uma
economia oferecem às políticas de estabilização que atacam as causas primárias da
inflação. Seu grande vilão é a "indexação", que é o reajuste do valor das parcelas de
contratos pela inflação do período passado.

D) Inflação estrutural: a corrente estruturalista supunha que a inflação em países em


vias de desenvolvimento é essencialmente causada por pressões de custos,
derivados de questões estruturais como a agrícola e a de comércio internacional.

12
Fonte: www.economiabr.net/economia/4_inflacao.html. Acesso em: 12/02/2007
13
Fonte: Diário Catarinense. Encarte Econômico, 15/03/08. Titulo: “Miguel Jorge vê exagero no BC”

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Você sabia – Exemplo de inflação por intraestrutura


Paranaguá acumula fila de 126 navios. Cada navio custa, em média, US$ 40 mil por
dia. Apenas nesta sexta, em Paranaguá, o país está pagando US$ 5 milhões para
manter os 126 navios fundeados ao largo do porto aguardando a atracação.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1279752
Data: 27/07/2012

Navios esperam até 16 dias para atracar em porto do país, diz MDIC- Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Prazo médio foi para carregar milho em 2012, no porto de Santos (SP).
Espera para atracar chega a 87,4% do tempo total da estadia de navios.
Embarcações que passaram pelos portos brasileiros no ano passado chegaram a
ficar quase 90% do tempo da estadia inoperantes, ou seja, aguardando a vez para
atracar e descarregar ou receber produtos, revelam dados do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/navios-esperam-ate-16-dias-para-atracar-em-
porto-do-pais-diz-mdic.html
Data: 24/03/2013

Texto para refletir: Os Juros e a Inflação


Por Nivaldo Elias Murad, Jornal Diário Catarinense, 2013
Quem tem o hábito de assistir a “faroestes” guarda na lembrança a figura folclórica
do curandeiro que percorria com sua carroça o oeste norte-americano com uma
porção milagrosa que curaria todos os males: desde de dor de barriga até doenças
mais graves. Hoje, esses curandeiros são os economistas conservadores que
pregam um remédio milagroso contra a inflação: a subida sistemática e
irresponsável dos juros. E, apesar de os resultados muitas vezes desmentirem sua
tese, a insistência obsessiva continua.
Senão vejamos:
No final de 2003, na mudança de governo, enquanto a meta foi fixada em 3,5%, a
inflação batia em 12,53%. Para combater essa ameaça, o governo lançou mão da
única arma que considerou disponível: a alta da taxa de juros (SELIC) para inibir o
consumo. Assim, para uma inflação de mais de 12%, tivemos uma taxa SELIC
cavalar, de 45% ao ano.
No entanto, quando o presidente entregou a faixa presidencial ao outro governo, em
janeiro de 2003, a SELIC já tinha baixado, mas ainda estava em espantosos 25%
ao ano, e a inflação em 12,53%. O que aconteceu foi que, com os juros
astronômicos, uma montanha de dinheiro foi desviada da produção para o mercado
financeiro, a produção (oferta) diminui e, pela lei de oferta e da procura, os preços
subiram.
Em julho de 2011, a inflação anual estava em 6,87% e a Selic, em 12,5%. Contra
os protestos indignados de todos os economistas conservadores, o Banco Central
começou a baixar a Selic ela chegou a 7,5% até em abril de 2013. E a inflação?
Contrariamente à tese monetarista de que com juros mais baixos a inflação
explodiria, ela também baixou de 6,87%, em junho de 2011, para 6,49% em abril de
2013.

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Em desespero, pois a tese dos juros como remédio universal contra a inflação
estava desabando, orquestrou-se uma campanha, em que todos meios de
comunicação, prevendo que, se a Selic não subisse, a inflação dispararia. Assim, o
governo se viu acuado, pois o que mais se temia após o início dessa guerra
midiática era o que o economista Luiz Nassif denomina “efeito manada”: apavorados
com a possibilidade de inflação, seriam efetuadas remarcações preventivas. E a
previsão se autorealizaria.
Hoje, os juros se encontram em 105 e a inflação, em 5,91%, ou seja, pouco mais
de meio ponto percentual abaixo do seu valor de 6,49% em abril de 2013, quando
os juros estavam em 7,5% e começaram a subir. Ou seja, está-se infligindo um
castigo severo à nação em termos de pagamento de juros para um resultado pífio.
[...] Mesmo quando o aumento dos juros pode ser a solução, o aumente do depósito
compulsório no BC também pode. Só que essa segunda opção ninguém sequer
discutir, muito menos sugere.

1,8
Mensal Selic
1,6

Mensal IPCA
1,4

1,2

1
% ao mês

0,8

0,6

0,4

0,2

0
jan/04
mai/04
set/04
jan/05
mai/05
set/05
jan/06
mai/06
set/06
jan/07
mai/07
set/07
jan/08
mai/08
set/08
jan/09
mai/09
set/09
jan/10
mai/10
set/10
jan/11
mai/11
set/11
jan/12
mai/12
set/12
jan/13
mai/13
set/13
jan/14
mai/14
set/14
jan/15
mai/15
-0,2

-0,4

21.3 – Definição de correção monetária: teoricamente, é um instrumento de


correção da moeda na exata medida do efeito da inflação. No entanto, a correção
monetária nem sempre corresponde a correção real da moeda, no entanto para
facilidade de cálculos consideramos aqui tal equivalência (CASAROTTO, 1992).

Exemplos de índices de correção de correção monetária:


IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Fonte: Portal Brasil. Set/2014. http://www.portalbrasil.net/ipca.htm
A população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos
entre (hum) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes
nas áreas urbanas das regiões (isso equivale a aproximadamente 90% das famílias brasileiras).
Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.

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PESO DOS GRUPOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS


Peso % do Gasto Peso % do Gasto
Tipo de Gasto
(até 31.12.2011) (a partir de 01.01.2012)
Alimentação e bebidas 23,46 23,12
Transportes 18,69 20,54
Habitação 13,25 14,62
Saúde e cuidados pessoais 10,76 11,09
Despesas pessoais 10,54 9,94
Vestuário 6,94 6,67
Comunicação 5,25 4,96
Artigos de residência 3,90 4,69
Educação 7,21 4,37
Total 100,00 100,00
A estimativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado
como referência para a meta de inflação – termine 2008 em 4,66%. 14
Mais de 24 mil medicamentos terão reajuste médio de 3,18% a partir de
hoje...Os percentuais,..., foram definidos segundo nível de competição nos
mercados a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas. A
Câmara informou que o cálculo para definir o reajuste se baseou também
no IPCA, do IBGE, o fator de produtividade das empresas da área e a
variação dos custos do setor.15
INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE com o objetivo de
balizar os reajustes do salário. A população-objetivo do INPC abrange as famílias com rendimentos
mensais compreendidos entre 1 (hum) e 5 (cinco) salários-mínimos (aproximadamente 50% das
famílias brasileiras), cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas
das regiões, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e demais residentes nas áreas urbanas das
regiões metropolitanas abrangidas. Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Belém,
Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília
e município de Goiânia.
PESO DOS GRUPOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS
Peso % do Gasto Peso % do Gasto
Tipo de Gasto
(até 31.12.2011) (a partir de 01.01.2012)
Alimentação e bebidas 30,67 28,27
Transportes 16,14 17,30
Habitação 16,10 16,87
Saúde e cuidados pessoais 9,01 9,67
Despesas pessoais 7,16 6,90
Vestuário 8,36 8,15
Comunicação 4,56 2,78
Artigos de residência 4,82 5,64
Educação 3,18 4,42
Total 100,00 100,00

14
Fonte: Jornal Correio do Povo. 17/04/2008. Título: “BC aumenta juros após 3 anos”
15
Fonte: Jornal Correio do Povo. 31/03/2008. Título: “Preços dos remédios sobem hoje”

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IPC: Índice de Preços ao Consumidor, IPC/FIPE mede a variação de preços para o


consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários
mínimos. Os grupos de despesas estão compostos de acordo com o POF (Pesquisas de Orçamentos
Familiares) em constante atualização. A estrutura de ponderação atual é restrita a assinantes e pode
ser verificada no portal da FIPE - http://www.fipe.com.br - após a assinatura semestral. De maneira
geral a ponderação é similar ao INPC/IBGE e IPCA/IBGE.
Veja na Tabela abaixo os fatores a serem considerados no cálculo do IPC: alimentação, habitação,
transporte, despesas pessoais, vestuário, saúde e educação. No cálculo obtido por média ponderada
cada fator tem um peso diferente.
Inflação em São Paulo – IPC (Em março – em%)
Taxa Acumulado em
Grupos Mensa Ano 12 meses 6 meses 3 meses
l
Índice Geral 0,23 2,46 21,24 6,47 2,46
I - Alimentação - 0,22 1,37 7,37 4,52 1,37
1 Alimentação no domicílio - 0,24 1,33 6,14 4,67 1,33
1.1 Semi-elaborados - 1,00 - 1,13 6,26 1,40 - 1,13
1.2 Industrializados 0,07 1,84 15,12 6,67 1,84
1.3 Produtos in natura 1,00 -6,64 - 12,31 8,64 6,65
2 Alimentação fora do domicílio - 0,09 1,72 17,05 3,39 1,71
II – Habitação 2,31 7,32 45,62 15,25 7,31
1 Manutenção do domicílio 4,04 11,72 39,40 18,81 11,72
1.1 Serviços públicos 5,53 17,78 38,56 22,39 17,78
residenciais 0,34 - 2,29 41,45 10,17 - 2,29
1.2 Despesas operacionais 1,76 7,39 112,16 24,75 7,39
2 Aluguel 0,45 3,08 22,25 6,50 3,09
3 Artigos de limpeza - 4,82 - 7,94 - 0,68 - 6,34 - 7,94
4 Cama/mesa/banho 0,52 2,38 9,06 3,95 2,38
5 Equipamentos Eletroeletrônicos - 0,78 - 0,95 - 8,29 - 5,70 - 0,95
6 Aparelhos de imagem e som 0,90 - 0,97 14,90 1,74 - 0,97
7 Mobiliário - 0,57 - 1,42 6,32 0,37 - 1,42
8 Utensílios domésticos 2,44 2,59 -1,40 7,40 2,59
9 Linha telefônica
III - Transportes 0,16 0,21 17,02 4,14 0,21
1 Veículo próprio 0,26 1,11 9,70 6,67 1,11
1.1 Manutenção do veículo 0,10 0,58 13,11 7,46 0,53
1.2 Aquisição de veículo 1,24 4,84 - 9,80 1,72 4,84
2 Transportes urbanos 0,00 - 1,30 30,61 0,00 - 1,30
IV - Despesas pessoais - 0,21 0,74 20,70 4,18 0,74
1 Fumo e bebidas 0,04 0,59 24,26 8,44 0,59
2 Recreação e cultura 0,02 0,30 17,66 1,02 0,31
3 Artigos de higiene e beleza 0,04 1,56 15,74 4,09 1,56
4 Serviços pessoais 0,34 2,10 31,61 5,97 2,10
5 Loterias e demais despesas - 2,76 0,39 17,37 2,33 0,39
V - Vestuário - 6,08 - 11,73 - 5,37 - 14,44 - 11,73
1 Roupa de mulher - 9,54 - 18,52 - 7,77 -20,53 - 18,52
2 Roupa de homem - 2,77 - 7,36 - 8,46 - 11,96 - 7,36
3 Roupa de criança - 13,24 - 21,32 - 11,94 - 25,78 - 21,32
4 Calçados - 2,29 - 4,14 1,71 - 5,12 - 4,13
5 Tecido e aviamento - 1,15 - 1,49 1,93 - 7,57 - 1,49
6 Relógio e joia 0,40 3,70 7,80 4,60 3,70
VI - Saúde 1,20 4,96 33,34 9,87 4,96
1 Remédios e produtos 0,26 1,97 22,20 8,45 1,97
farmacêuticos 1,76 6,74 40,24 10,69 6,74
2 Serviços médicos
VII - Educação 4,71 24,83 60,24 27,05 24,83
1 Matricula e mensalidade escolar 5,80 29,71 68,85 31,16 29,70
2 Material escolar 1,22 6,97 31,31 12,37 6,97
3 Livro didático 1,06 13,78 38,98 16,75 13,78

TR: Taxa Referencial, divulgada pelo Banco Central do Brasil. O cálculo da TR é constituída pelas
trinta (30) maiores instituições financeiras do país, assim consideradas em função do volume de
captação de Certificado e Recibo de Depósito Bancário (CDB/RDB), dentre os bancos múltiplos com
carteira comercial ou de investimento, bancos comerciais e de investimentos e caixas econômicas.
IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado, calculado a partir da média ponderada entre
dos índices: IPA – Índice de Preços no Atacado, que mede a variação de preços no mercado

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atacadista, com peso de 60%; IPC – Índice de Preço ao Consumidor, que mede a variação de preços
entre as famílias, com peso de 30%; INCC – Índice Nacional da Construção Civil, que mede a
variação de preços no setor da construção civil, considerando no caso tanto materiais com também a
mão-de-obra empregada no setor, com peso de 10%.16
Exemplos de aplicação: reajuste de aluguéis (mais utilizado), mensalidades escolares e mensalidade
de TV a Cabo.
Em conformidade com o estabelecido no Código de Defesa do Consumidor,
a NET, comunica a todos os seus clientes que a partir de abril de 2007, o
valor das mensalidades dos planos de serviços de TV a Cabo, sofrerão os
reajustes anuais em contrato, segundo a variação do IGP-M17

Figura 7: Ilustra alguns dos indicadores de inflação e correção mais usuais. (uso para fins didático)

21.4 – Exemplo: Uma empresa deseja adquirir um equipamento, no valor de R$


10.000,00. No entanto, ela não dispõe desta quantia e deseja fazer um financiamento
pelo Sistema SAC, a uma taxa de juros de 2,0% a.m. + IGP-M. em 5 prestações
mensais. As taxas de correção estimada para o IGP-M são:
Período IGP-M
1 0,222 %
2 0,227 %
3 0,329 %
4 0,240 %
5 0,326 %
a
(a) Pede-se valor da 2 prestação corrigida Resposta: R$ 2.169,71
(b) Pede-se valor da 4a prestação corrigida Resposta: R$ 2.101,25
(c) Pede-se valor do 2o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 6.026,97
(d) Pede-se valor do 4o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 2.020,44
Solução com uso de fórmula:
Pcorrigida = Prestação...∑.(1+ θ)m SDcorrigida = SD.∑(1+ θ)m
Onde
i é taxa de juros, n é o número de períodos desta taxa, θ é a correção monetária e m
é o número de períodos desta correção

16
Fonte: www.portalbrasil.net/igp.htm. 04/04/2006
17
Fonte: Informativo da NET Transcabo aos clientes. Março/2007

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Resposta:
(a) P2=2160.(1+0,00222).(1+0,00227)= R$ 2.169,71
(b) P4=2080.(1+0,00222).(1+0,00227).(1+0,00329).(1+0,0024)= R$ 2.101,25
(c) SD2=6000.(1+0,00222).(1+0,00227)= R$ 6.026,97
(d) SD4=2000.(1+0,00222).(1+0,00227).(1+0,00329).(1+0,0024)= R$ 2.020,44

Exercício 01: Uma empresa deseja adquirir um equipamento, no valor de R$


10.000,00. No entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um financiamento
pelo Sistema PRICE, a uma taxa de juros de 2,0% a.m. + IGP-M. em 5 prestações
mensais. As taxas de correção estimada para o INPC são:
Período INPC
1 0,222 %
2 0,227 %
3 0,329 %
4 0,240 %
5 0,326 %
a
(a) Pede-se valor da 3 prestação corrigida Resposta: R$ 2.138,13
(b) Pede-se valor da 5a prestação corrigida Resposta: R$ 2.150,25
(c) Pede-se valor do 1o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 8.096,35
(d) Pede-se valor do 3o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 4.151,31

Exemplo: Tânia conseguiu um empréstimo de R$ 1.000,00, no dia 01/01/2011, em


um banco que cobra 2,5% ao mês de taxa de juros compostos, mais correção pelo
IPC. Quanto deverá pagar considerando a correção pelo IPC no dia 30/04/2011?
Período Jan Fev Março Abril
IPC 0,2591% 0,1171% 0,1758% 0,2357%
Resposta: R$ 1.112,53

FV = PV.(1 + i)n = 1.000.(1 + 0,025) = 1.103,81


4

FVcorrigido = FV.∑(1 + θ ) = 1.103,81 = 1.112,53


n

Exercício 02: Luiz conseguiu um empréstimo de R$ 10.000,00, no dia 01/01/2011,


em um banco que cobra 3% ao mês de taxa de juros compostos, mais correção pela
T.R. (Taxa Referencial). Quanto deverá pagar considerando a correção pela T.R.
no dia 30/04/2011?
Período Jan Fev Março Abril
Taxa Referencial 0,1171% 0,1758% 0,2357% 0,2102%
Resposta: R$ 11.338,47

Fórmula de juros globais: iglobal = (1+i)n.(1+ө)m – 1


Onde: i = taxa de juros, n número de períodos
Ө = correção monetária, m número de períodos

Exercício 03: (Caixa Econômica, Caderno ECHO/2010): Se a quantia de R$5.000,00,


investida pelo período de 6 meses, produzir o montante de R$5.382,00, sem

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descontar a inflação, verificada no período, e se a taxa de inflação no período for de


3,5%, então a taxa real de juros desse investimento no período será de
(a) 4,5% (b) 4% (c) 3,5% (d) 3% (e) 2,5%

Exemplo: Uma empresa vai fazer um financiamento. Consultou financeiras que tem ofertaram a
seguinte taxa de juros e fatores de correção
Financiamento Opção A: 12,68%a.a. + T.R.
Financiamento Opção B: 11,00%a.a. + TJLP
Considerando as taxas reais da TR até setembro de 2014 em %

ANO Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Acumulado

2014 0,1126 0,0537 0,0266 0,0459 0,0604 0,0465 0,1054 0,0602 0,0873 0,6001

Fonte: http://www.portalbrasil.net/tr_mensal.htm
E considerando as taxas reais da TJLP até setembro de 2014 em %

ANO Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Acumulado

2014 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 0,4167 2,95362

Fonte: http://www.portalbrasil.net/indices_tjlp.htm
Qual é melhor opção, considerando este prazo de janeiro a setembro de 2014?
Resposta: A=13,58%a.a. e B=15,39%a.a.melhor opção A.
ou A=1,07%a.m. e B=1,20%a.m.
12
A i global = (1+ i)n .(1+ θ)m −1 = (1+ 0,1268)1.(1+ 0,006001) 9 −1 = 13,58%a.a.
12
B i global = (1 + i) n .(1+ θ)m − 1 = (1 + 0,11)1.(1+ 0,0295362) 9 − 1 = 15,39%a.a.

21.5 – Correção pelo CUB

Custo Unitário Básico da Construção Civil: Principal indicador do setor da


construção, o Custo Unitário Básico (CUB) é calculado mensalmente pelos Sindicatos
da Indústria da Construção Civil de todo o país. Determina o custo global da obra para
fins de cumprimento do estabelecido na lei de incorporação de edificações
habitacionais em condomínio, assegurando aos compradores em potencial um
parâmetro comparativo à realidade dos custos. Atualmente, a variação percentual
mensal do CUB tem servido como mecanismo de reajuste de preços em contratos de
compra de apartamentos em construção e até mesmo como índice setorial.

Fonte (set/2014): http://www.sinduscon-pr.com.br/principal/home/?sistema=conteudos|conteudo&id_conteudo=394

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Fonte (set/2014): http://sinduscon-fpolis.org.br/index.asp?dep=56

ValorNa data do empréstimo x CUB Atual


Valor Corrigido =
CUB Na na data do empréstimo

Exemplo: Uma empresa deseja adquirir um galpão industrial, no valor de R$


500.000,00. No entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um financiamento
pelo Sistema PRICE, a uma taxa de juros de 2,0% a.a. + CUB. em 5 prestações
anuais. Os valores do CUB estimados por período são:
Período CUB
Na data do empréstimo R$ 940,00
1 R$ 942,10
2 R$ 950,50
3 R$ 951,30
4 R$ 953,20
5 R$ 936,40

(a) Pede-se valor da 2a prestação corrigida Resposta: R$ 107.264,13


(b) Pede-se valor da 4a prestação corrigida Resposta: R$ 107.568,81
(c) Pede-se valor do 2o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 309.337,21
(d) Pede-se valor do 4o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 105.459,62

Solução:
106.079,20 x 950,50
p ´2 = = 107.264,13
940
106.079,20 x 953,20
p ´4 = = 107.568,81
940
305.920,02 x 950,50
SD 1 = = 309.337,21
940
103.999,21 x 953,20
SD ´4 = = 105.459,62
940

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Exercício 02: Uma empresa deseja adquirir um galpão industrial, no valor de R$


400.000,00. No entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um financiamento
pelo Sistema SAC, a uma taxa de juros pós-fixado de 2,0% a.a. + CUB. em 5
prestações anuais. Os valores do CUB estimados por período são:
Período CUB
Na data do empréstimo R$ 940,00
1 R$ 942,10
2 R$ 950,50
3 R$ 951,30
4 R$ 953,20
5 R$ 936,40

(a) Pede-se valor da 3a prestação corrigida Resposta: R$ 85.819,40


(b) Pede-se valor da 5a prestação corrigida Resposta: R$ 81.287,49
(c) Pede-se valor do 1o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 320.714,89
(d) Pede-se valor do 3o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 161.923,40
VOCÊ SABIA
CUB não pode ser usado como indexador da correção de imóveis já concluídos 06.05.2008. O
financiamento da compra de imóvel pronto deve ser diferente do financiamento de imóvel ainda em construção,
já que em obra concluída não se aplica o índice setorial previsto no contrato, mas sim, o índice oficial. A
3ª Turma do STJ desacolheu o recurso especial da Construtora Meridiana Ltda. e manteve decisão de segunda
instância que entendeu que "o Custo Unitário Básico (CUB) é aplicável tão-somente aos contratos de
comercialização de imóvel anteriores à conclusão da obra, uma vez que visa refletir a variação do preço dos
insumos utilizados na construção civil, situação que não se verifica no caso em questão, já que o comprador
adquiriu o imóvel pronto e acabado". Dados do processo julgado revelam que o comprador [...] opôs embargos
à execução hipotecária, movida pela construtora, argumentando que foram aplicados encargos abusivos na
"escritura pública de compra e venda de imóvel e de confissão de dívida com contrato acessório de hipoteca"
firmada entre eles. Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente para determinar que a correção
monetária incidisse anualmente com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e os juros fossem
calculados sob a forma simples, excluída sua capitalização. A sentença foi do juiz Clovis Marcelino dos
Santos, da comarca de Florianópolis. A construtora apelou da sentença. A 1ª Câmara de Direito Comercial do
TJ de Santa Catarina proveu parcialmente a apelação da empresa ré, ao entendimento de que é possível proceder
reajuste mensal do débito, tendo em vista que a Lei nº 10.931/04, ao fazer referência aos pactos de
comercialização de imóveis, contemplou tal hipótese. A indexação da correção pelo CUB foi negada - tal como
o fizera a sentença. Em acórdão lavrado pelo desembargador Anselmo Cerello, "as operações de
comercialização de imóveis devem ser equiparadas àquelas do sistema de financiamento imobiliário para
admitir a capitalização de juros" - e, nesse ponto, confirmou a exclusão da capitalização de juros.
Inconformada, a imobiliária recorreu ao STJ alegando a possibilidade do CUB como fator de correção monetária
no contrato estabelecido entre as partes e a capitalização mensal dos juros, já que a legislação equipara as
construtoras às entidades autorizadas a operar no sistema financeiro imobiliário, no qual é permitida a
capitalização na forma requerida. Ao analisar a questão, o relator ministro Sidnei Beneti, do STJ, destacou que
o CUB, juntamente com Índice Nacional do Custo da Construção Civil (INCC), reflete a variação dos
preços dos materiais de construção e da mão-de-obra do setor, portanto, é o índice usado por construtoras
incorporadas para manter a comutatividade monetária nos contratos de financiamento imobiliário.
Porém, quando a construtora comercializa o imóvel com a obra finalizada, não é razoável a utilização do
referido índice, já que não há influencia do preço dos insumos da construção civil e todo o custo da obra
já encontra-se contabilizado no valor de venda do imóvel. O ministro ressaltou, ainda, que a decisão de
segunda instância não negou à construtora a igualdade de condições na contratação com os demais agentes do
SFH, e permitiu a capitalização dos juros. No entanto, só a permitiu sob a forma anual, em razão de que a
norma que prevê a capitalização mensal é restrita às instituições que atua, no âmbito do Sistema
Financeiro Nacional. Fonte: http://www.espacovital.com.br/

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21.6 – Correção pelo Dólar


Valor Na data do empréstimo x Dólar
=
Atual
Valor Corrigido
Dólar Na na data do empréstimo
Exercício: Uma empresa deseja adquirir um galpão industrial, no valor de R$
200.000,00. No entanto, ele não dispõe desta quantia e deseja fazer um financiamento
no exterior pelo Sistema PRICE, a uma taxa de juros pós-fixado de 4,0% a.a. + Dólar
em 5 prestações anuais. Os valores do Dólar estimados por período são:

Período Dólar
Na data do empréstimo R$ 1,85
1 R$ 1,90
2 R$ 1,84
3 R$ 1,88
4 R$ 1,94
5 R$ 1,87
a) Pede-se valor da 3a prestação corrigida Resposta: R$ 45.653,94
b) Pede-se valor da 5a prestação corrigida Resposta: R$ 45.411,10
c) Pede-se valor do 1o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 167.482,00
d) Pede-se valor do 3o saldo devedor corrigido Resposta: R$ 86.107,66

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Fonte: http://www.calculoexato.com.br/parprima.aspx?codMenu=FinanAtualizaIndiceJuros

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80
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

22. TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE

22.1 – Definição: a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é a taxa a partir da qual o


investidor considera que está obtendo ganhos financeiros. Uma das formas de se
analisar um investimento é confrontar a TIR (Taxa Interna de Retorno) com a TMA do
investidor. Se a TMA for menor que a TIR, o investimento é viável do ponto de vista
econômico, se a TMA for igual a TIR, o investimento equiparasse a aplicação
financeira (ponto de equilíbrio) e, se a TMA for maior que a TIR, o investimento não é
viável do ponto de vista econômico.

22.2 – Exemplo de taxas:


Para pessoas físicas, no caso do Brasil, é comum a taxa mínima de
atratividade ser igual à rentabilidade da caderneta de poupança, fundo de aplicações
de renda fixa e RDB – Registro de Depósito Bancário.
Para empresas, taxa de juros bancários, taxa de juros de aplicações financeira,
valorização de estoques, rentabilidade da empresa, entre outros.

22.3 – Determinando o valor da TMA: Para acharmos qual a TMA devemos utilizar
na análise de investimentos, devemos responder a seguinte pergunta: se eu não
investir o dinheiro neste empreendimento onde ficará aplicado? A taxa de juros deste
empreendimento alternativo é a TMA procurada.
Exemplo: desejo analisar a viabilidade econômica da compra de um
apartamento para alugar. Neste empreendimento eu consigo facilmente as
informações do valor imóvel (investimento inicial), do valor projetado dos alugueis
(receita), o período mínimo que desejo permanecer com o imóvel (vida útil do
empreendimento ou horizonte de planejamento) e do valor de revenda após este
período (valor residual). Mas qual taxa de juros utilizar?
Para achá-la devo responder a pergunta: se eu não investir na compra do
apartamento para alugar, aonde ficará investido o dinheiro? Se eu responder que
ficará na poupança, a TMA é a taxa de rendimento médio da poupança no período; se
ficará aplicado em outra aplicação financeira será a taxa de rendimento desta
aplicação.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .81
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

23. ANÁLISE ECONÔMICA DE INVESTIMENTOS

No dia-a-dia nos deparamos, constantemente, com as seguintes questões:


a) comprar uma casa para alugar ou deixar o dinheiro aplicado no banco;
b) montar uma loja ou deixar o dinheiro aplicado no banco;
c) ampliar a variedade de produtos da loja ou aumentar a quantidade de
produtos;
d) ampliar o espaço de vitrine da loja ou ampliar a área de estocagem; entre
outros.
Em todos os casos anteriores, na realidade, nos deparamos com a seguinte
questão: investir no empreendimento A ou investir no empreendimento B?
Com a finalidade de responder a este questionamento é que fazemos a Análise
Econômica de Investimento, ou seja, respondemos se é viável investir no
empreendimento A ou investir no empreendimento B, do ponto de vista econômico.
Representação gráfica geral do fluxo de caixa para análise de investimento:
Valor de Revenda
ou Residual

Receitas ou Rendas
ou Lucro

0 1 2 3 n

Custos ou gastos
Investimento

23.1. MÉTODOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

Para Análise Econômica de Investimentos existem três métodos mais


utilizados:
(a) Método do Valor Presente (VP)
(b) Método da Série Equivalente (PMT): Valor Anual Uniforme (VAUE) ou Custo
Anual Uniforme (CAUE)
(c) Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .82
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
23.2. QUAL MÉTODO UTILIZAR EM ANÁLISE DE INVESTIMENTOS?

Para escolher o método adequado para análise econômica de investimentos


devemos seguir as seguintes regras:
(a) Se só tivermos um empreendimento a ser analisado, pode ser usado
qualquer um dos três métodos, pois todos são adequados: “VP”, “VAUE” e
“TIR”;
(b) Se desejo saber qual é o valor máximo a ser investido deve ser usado o
método do “VP”;
(c) Se tivermos mais de um empreendimento e todos tiverem o mesmo
horizonte de planejamento (período de tempo), pode-se usar os métodos:
“VP” e/ou “VAUE/CAUE” (série equivalente);
(d) Se tivermos mais de um empreendimento e eles tiverem horizontes de
planejamentos diferentes (período de tempo), pode-se usar somente o
método “VAUE/CAUE” (série equivalente);
(e) Se tivermos algum empreendimento com horizonte de planejamento infinito
(como serviços terceirizados, compra de energia elétrica), deve-se utilizar o
método “VAUE/CAUE” (série equivalente).

23.3. COMO INTERPRETAR OS RESULTADOS

Para análise dos resultados para os três métodos mais utilizados, podemos
chegar as seguintes conclusões:
(a) Se o problema informa receitas e/ou lucros:
- E o Valor Presente (VP) e/ou Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE) forem
positivos, dizemos que o empreendimento é viável, ou seja, obtivemos
ganho acima do mínimo esperado;
- E o Valor Presente (VP) e/ou Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE) forem
negativos, dizemos que o empreendimento é inviável, ou seja, obtivemos
ganho abaixo do mínimo esperado (normalmente, não é prejuízo só estamos
deixando de ganhar o mínimo esperado, a uma dada taxa mínima de
atratividade).

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .83
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
(b) Se o problema não informa receitas e/ou lucros:
- Devemos escolher o menor valor de VP e/ou VAUE como sendo o mais
viável (observamos que neste caso todos os resultados serão negativos).
(c) Se utilizamos o método da Taxa Interna de Retorno (TIR), devemos fazer as
seguintes considerações:
- Se TIR > TMA, dizemos que é viável, pois obtivemos ganhos acima do
mínimo esperado;
- Se TIR = TMA, dizemos que é indiferente, obteremos os mesmos ganhos
que em uma aplicação financeira;
- Se TIR < TMA, dizemos que é inviável, obtivemos ganhos abaixo do mínimo
esperado;
- Se TIR < Taxa de inflação, podemos dizer que o empreendimento não é só
inviável, como trará prejuízo.

23.4. COMO INTERPRETAR OS DADOS CALCULADOS?

Para interpretar os dados calculados pelos métodos de análise de investimento,


vamos utilizar um exemplo ilustrativo. Suponhamos, que um empreendedor está em
dúvida entre quatro investimentos para aplicar seu dinheiro ($130.000,00).
(a) A primeira opção é a compra de um imóvel para alugar, os dados expostos
no fluxo de caixa a seguir.

(b) A segunda opção é aplicar o dinheiro na poupança (suponhamos uma taxa


de rentabilidade média igual a 0,6%a.m.);

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .84
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
(c) A terceira opção é aplicar o dinheiro em um fundo de renda fixa
(suponhamos uma taxa de rentabilidade média líquida18 igual a 0,8%a.m.);
(d) A quarta opção é aplicar o dinheiro em títulos de debêntures (suponhamos
uma taxa de rentabilidade média líquida igual a 1,3%a.m.).
Com base nestes dados, podemos calcular o retorno líquido sobre o
investimento (valor presente – lucro líquido acima da TMA), para cada caso. Os
resultados estão expostos na figura a seguir.

Chegamos as seguintes conclusões:


(1) Se aplicarmos no imóvel para alugar teremos um lucro líquido de $39.842,72,
acima do que teríamos se aplicarmos a mesma quantia na poupança;
(2) Se aplicarmos no imóvel para alugar teremos um lucro líquido de $22.495,79,
acima do que teríamos se aplicarmos a mesma quantia na renda fixa;
(3) Se aplicarmos no imóvel para alugar deixaríamos de ganhar19 $12.9966,77
abaixo do que teríamos se aplicarmos a mesma quantia em debêntures.
Assim sendo, o investimento mais rentável é aplicar o dinheiro em títulos de
debêntures (maior retorno).

18
Taxa de rentabilidade líquida representa o valor da taxa já descontado o imposto de renda.
19
Deixar de ganhar significa que tivemos um retorno menor do que outro investimento, ou seja, não é prejuízo.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .85
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

23.5 MÉTODO DO VALOR PRESENTE (VP)

O Método do Valor Presente consiste no cálculo do valor atual de um fluxo de


caixa de um certo investimento, o qual poderá apresentar as possíveis conclusões e
considerações:
(a) se o valor presente for maior que zero, o empreendimento será considerado
viável do ponto de vista econômico (a uma dada TMA);
(b) o empreendimento que possuir maior valor presente e valor positivo deverá
ser o escolhido do ponto de vista econômico;
(c) o resultado do valor presente encontrado corresponde ao ganho adicional
(valor a mais) sobre a TMA, ou seja, se o valor encontrado for R$ 1.000,00
e a TMA utilizada for a taxa de rendimento da poupança, isto corresponde
que estaremos ganhado R$ 1.000,00 a mais do que o ganho que teremos
se aplicarmos na poupança;
(d) quanto comparamos empreendimento com tempo de vidas diferentes
devemos tomar os seguintes cuidados:
• se for com repetição deve-se procurar um mesmo horizonte comum;
• se for sem repetição faz-se as operações com os tempos diferentes.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .86
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Exemplo resolvido (CASAROTTO, 1998): O senhor Antônio está considerando a
possibilidade de entrar como sócio em uma empresa, a qual lhe renderá $12.000,00
por ano de lucro.
O senhor Antônio espera permanecer como sócio da empresa por 10 anos,
quando poderá vender sua parte na sociedade por $900.000,00. Se o senhor Antônio
conseguir um empréstimo a 10%a.a., quanto poderá pagar no máximo para entrar na
sociedade?

Solução:

Investimen to =
(
PMT (1 + i ) − 1
n
)+ FV
=
12000 .((1 + 0,10 ) 10 − 1)
+
900000
= 420723 ,77
i (1 + i ) (1 + i ) 0,10 .(1 + 0,10 ) (1 + 0,10 )10
n n 10

Resposta: para o exemplo o valor procurado é o valor presente = 420.723,77

Exercício 01 (CASAROTTO, 1998): O senhor Marcos está considerando a


possibilidade de entrar como sócio em uma empresa, a qual lhe renderá $12.000 por
ano de lucro. Se o senhor Marcos espera permanecer como sócio da empresa por 8
anos, quando poderá vender sua parte na sociedade por $100.000. Se o senhor
Marcos conseguir um empréstimo a 10% a.a., qual é o valor máximo viável que poderá
pagar para entrar na sociedade?
Resposta: até o valor de $110.669,85

Exercício 02 (Adaptado de OLIVEIRA, 1974): Uma firma pretende comprar uma


máquina. A sua taxa mínima de atratividade é de 7,5%. A proposta em vista é uma
máquina que proporcionará uma renda líquida de $18.000,00 no 10 ano, diminuindo
em seguida de $800,00 por ano, durante os próximos anos. O horizonte é de 15 anos.
O valor residual para revenda é estipulado em $6.000,00. Considerando as
informações análise as asserções que se seguem.
A compra da máquina é viável se o valor máximo investido for menor do que
120.834,57
PORQUE
Para investimentos maiores o valor presente líquido será positivo
Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.
(a) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma
justificativa correta da primeira.
(b) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma
justificativa correta da primeira.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .87
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
(c) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma
proposição falsa.
(d) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição
verdadeira.
(e) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

Exercício 03 (Adaptado CASAROTTO, 1998): a empresa Alfa conta com duas


alternativas de empreendimento em um tipo de equipamento industrial:
(a) Equipamento de Marca A: investimento inicial de 14.000,00 e lucro de
$5.000,00/ano por 7 anos.
(b) Equipamento de Marca B: investimento inicial de 18.000,00 e lucro de
$6.500,00/ano por 7 anos.
Considerar a TMA é de 30% a.a.
Com base nos dados apresentados, analise as afirmações a seguir.
I – O valor presente líquido acima da TMA para o equipamento da marca A é de VPA
= 10,56
II – Ambos os equipamentos são viáveis financeiramente
III – O equipamento da marca A é mais viável do que o da marca B
IV – Se a TMA fosse de 10%a.a. os respectivos valores presentes seriam maiores do
que os calculados a TMA de 30%a.a.
É correto apenas o que se afirma em
(a) I e II
(b) II e IV
(c) III.
(d) I e IV.
(e) I, II e IV.

Exercício 04 (CASAROTTO, 1998): Uma empresa, cuja TMA é de 6% a.a., dispõe de


duas alternativas para introduzir uma linha de fabricação para um dos componentes
de seu principal produto. A alternativa “A” é para um processo automatizado que
exigirá um investimento de $20.000 e propiciará receitas anuais de $3.116/ano
durante 10 anos. A alternativa “B” é para um processo semi-automatizado, com
investimento mais baixo ($10.000), mas, devido ao uso mais intenso de pessoal
operacional, propiciará uma receita anual de $1.628/ano, também durante 10 anos.
Qual é a melhor alternativa?
Resposta: Melhor alternativa A. VPA = 2.934 VPB = 1.982

Exercício 05 (ENADE/2011/Engenharia. de Produção): Um empreendedor deseja


implementar uma empresa envasadora de água mineral em determinado estado da
federação. Para isso, está montando um anteprojeto. Foram feitos diversos estudos,
entre eles o de mercado, do qual se obteve uma previsão de vendas no estado para
os próximos 10 anos, em milhares de litros, conforme mostrado no gráfico I, intitulado
Previsão de Vendas. O atual desafio do empreendedor é decidir qual o tamanho da
fábrica, isto é, decidir qual será a capacidade instalada da fábrica. O segundo gráfico
mostra o Valor Presente Líquido (VPL) para diferentes tamanhos, em milhares de
litros, de acordo com informações repassadas pelos fabricantes de equipamentos. Há
cinco opções de tamanho da fábrica, sendo o lucro/litro para cada tamanho em 9, 11,
12, 13 e 14 centavos por litro, da menor capacidade para a maior. Quanto maior a
capacidade, maior o investimento financeiro, e, para cada nível de capacidade,
Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .88
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
presume-se que a fábrica possa “abocanhar” uma fatia do mercado, de acordo com a
previsão do gráfico I.

Gráfico I Gráfico II

Com base nos dados apresentados, analise as afirmações a seguir.


I. A fábrica deve ser dimensionada para 4 200 mil litros, pois, para essa capacidade,
apresenta o maior lucro por litro e há tendência de crescimento no mercado.
II. A fábrica deve ser dimensionada para 3 400 mil litros, pois, para essa capacidade,
apresenta o maior VPL.
III. A fábrica deve ser dimensionada para 850 mil litros, pois, para essa capacidade,
requer menores investimentos.
IV. A fábrica não deve ser dimensionada para 1 700 mil litros, por apresentar baixo
VPL e também por existir risco de inviabilidade para vendas menores do que as
previstas.
É correto apenas o que se afirma em
(a) I.
(b) II.
(c) III.
(d) I e IV.
(e) II e IV.

Exercício 06(ENADE/2014/Engenharia): A diretoria de uma construtora decidiu


que deveriam ser substituídos determinados equipamentos. Para comparar a
vida econômica dos equipamentos e tomar essa decisão, deve ser realizada
uma análise financeira tomando como base o cálculo do Valor Presente Líquido
(VPL): quando menor for o VPL, menor é o limite de vida econômica. No cálculo
do VPL, considera-se o investimento, a recuperação por meio da venda do
equipamento os custos operacionais, a receita gerada e a taxa de juros anual,
de modo que:

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .89
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Considerando o valor presente de cada equipamento à taxa de juros de 10%,
conclui-se que
(a) Apenas a compra do equipamento X é inviável
(b) Apenas a compra dos equipamentos X e Z são inviáveis
(c) A compra dos equipamentos X, Y e Z são inviáveis
(d) A compra do equipamento Z é viável, mas não é viável a dos
equipamentos X e Y.
(e) A compra do equipamento X é viável, mas não é viável a dos
equipamentos Y e Z.

Exercício 07 (ENADE/2014/Eng. De Produção): A viabilidade econômica de um


projeto é analisada considerando-se uma taxa mínima de atratividade (TMA) de 3%
ao período. O Fluxo de caixa previsto para o projeto é apresentado a seguir, cujo valor
0 (zero) é o investimento inicial. Os demais valores são o fluxo de caixa líquido.
Considere que o investimento inicial no período zero não está sujeito a incertezas,
porém há incertezas tanto para o valor da TMA quanto para o fluxo de caixa líquido
futuro, considerando uma série uniforme de A. O Quadro apresentado é uma matriz
de TMA versus A, e mostra o fluxo de caixa descontado para a combinação de
diferentes valores de TMA e A.
A A A

0 1 2 3

3.172
Valor equivalente, em 0 (zero), do fluxo de caixa líquido da série A, em $
TMA 1.000 1.050 1.100 1.150 1.200
2% 2.884 3.028 3.172 3.316 3.461
3% 2.829 2.970 3.111 3.253 3.394
4% 2.775 2.914 3.053 3.191 3.330
5% 2.723 2.859 2.996 3.132 3.268
6% 2.673 2.807 2.940 3.074 3.208

Com base no exposto e somente considerando os dados do Quadro, avalie as


afirmativas a seguir.
I. O projeto é economicamente viável para todos os casos de valor de A.
II. Não há relação entre o projeto e o quadro apresentado, pois, os valores
apresentados no quadro não podem ser considerados, quando que há incerteza
no valor de A.
III. Considerando a amplitude de taxas de juros apresentadas, o projeto é
economicamente inviável para fluxos de caixas líquidos inferiores a $1.100,00
IV. Caso o fluxo de caixa líquido passe a ser $1.150,00, o ponto de equilíbrio
econômico para o projeto ocorrerá para TMA entre 4% e 5%
É correto apenas o que se afirma em
(a) I e II
(b) I e III
(c) III e IV

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .90
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
(d) I, II e IV
(e) II, III e IV

Exemplo resolvido: A Revenda de Automóveis


No dia 15 de janeiro de 2010, a Revenda VidaCar comprou da Montadora
Montacar, um veículo cujo preço de custo se tivesse pago a vista seria de
$12.000,00. No entanto, negociou pagar em uma parcela de $6.000,00 e o
saldo restante em 3 parcelas calculadas a partir da taxa de 4,00% a.m.:

Ação 01: Determinar o valor das parcelas da compra


PV .i.(1 + i ) 6000.(0,04.(1 + 0,04) 3
n
PMT = = = 2162,09
(1 + i )n −1 (1 + 0,04) 3

Os resultados gerados por esta ação e mais a informações anteriores


geram o Fluxo de Caixa I – Compra. Os valores são negativos decorrentes de
serem saída de caixa.
Fluxo I - Compra
15/01/10 - 6.000,00 Saldo pago no ato
15/02/10 - 2.162,09 Valor das prestações
15/03/10 - 2.162,09 Valor das prestações
15/04/10 - 2.162,09 Valor das prestações
No dia 15 de fevereiro de 2010, vendeu esse mesmo veículo para o Sr.
Bomdegrana por $14.000,00 (se tivesse pago a vista), para receber uma
entrada de $8.500,00 e o saldo restante em 4 parcelas calculadas a partir da
taxa de 6,00% a.m.:

Ação 02: Determinar o valor das parcelas da compra


PV .i.(1 + i ) 5500.(0,06.(1 + 0,06) 4
n
PMT = = = 1587,25
(1 + i )n −1 (1 + 0,06) 4

Os resultados gerados por esta ação e mais a informações anteriores


geram o Fluxo de Caixa II – Venda. Os valores são positivos decorrentes de
serem entrada de caixa.
Fluxo II - Venda
15/02/10 8.500,00 Valor recebido como entrada
15/03/10 1.587,25 Valor recebido nas prestações
15/04/10 1.587,25 Valor recebido nas prestações
15/05/10 1.587,25 Valor recebido nas prestações
15/06/10 1.587,25 Valor recebido nas prestações

Pergunta-se: o empreendimento é viável considerando a TMA de 2% a.m.?

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .91
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

Solução:
Neste exemplo, o que nos interessa é saber a viabilidade do negócio
como um todo. A partir dos dois fluxos anteriores, podemos montar um terceiro
baseado somente nos recebimentos e pagamentos:
Data Período Fluxo I Fluxo II Fluxo III
Compra Venda Vendas+Compra
15/01/10 0 - 6.000,00 - 6000,00
15/02/10 1 - 2.162,09 + 8.500,00 6.337,91
15/03/10 2 - 2.162,09 + 1.587,25 - 574,84
15/04/10 3 - 2.162,09 + 1.587,25 - 574,84
15/05/10 4 + 1.587,25 1.587,25
15/06/10 5 + 1.587,25 1.587,25

6337 ,91 574 ,84 574 ,84 1587 , 25 1587 , 25


VP = − 6000 + − − + + = 2023 , 43
(1 + 0,02 ) (1 + 0,02 ) (1 + 0,02 ) (1 + 0,02 ) (1 + 0,02 ) 5
2 3 4

Como o valor presente líquido foi de $2.023,43, portanto maior do que


zero, dizemos que o investimento é viável.

Exercício 08: No dia 01 de março, uma Revenda comprou de uma Montadora um


veículo. O preço de custo se tivesse pago a vista seria de $24.000,00. No entanto,
negociou dar uma entrada de $12.000,00 e o saldo restante em 6 parcelas
calculadas a uma taxa de 0,90% a.m.
Dois meses depois, no dia 01 de maio, vendeu esse mesmo veículo para o Sr.
Marcos. Se tivesse pago a vista, o preço seria de $28.000,00, no entanto, negociou
pagar uma entrada de $18.000,00 e o saldo restante em 4 parcelas calculadas a
partir da taxa de 1,80% a.m. Considerar a TMA de 1,17% a.m.
Com base nos dados apresentados, analise as afirmações a seguir.
I – O empreendimento apresentou valor presente líquido acima da TMA de VP =
$4.350,12
II – Não é viável a compra do veículo, pois o retorno ficou inferior a TMA
III – Se a TMA fosse de 3%a.m. o empreendimento seria considerado inviável
É correto apenas o que se afirma em
(a) I e II
(b) I e III
(c) II e III.
(d) Todas as alterativas.
(e) Nenhuma das anteriores

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .92
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

23.6. MÉTODO DA SÉRIE EQUIVALENTE (VAUE/CAUE)


O método da série equivalente (VAUE/CAUE) consiste no cálculo do valor
uniforme (PMT) distribuído de um fluxo de caixa de certo investimento, o qual poderá
apresentar as possíveis conclusões:
(a) se o valor uniforme distribuído (PMT) for maior que zero, o empreendimento
será considerado viável do ponto de vista econômico (a uma dada TMA);
(b) o empreendimento que possuir maior lucro uniforme distribuído (PMT) e
positivo deverá ser o escolhido do ponto de vista econômico. Ou no caso
de estarmos avaliando só custos e investimentos, o empreendimento que
possuir menor custo uniforme distribuído (PMT) e menor valor negativo
deverá ser o escolhido do ponto de vista econômico;
(c) para investimentos que possuem repetitividade o horizonte comum já fica
implícito, ou seja, para empreendimentos com tempos diferentes não é
necessário encontrar o horizonte comum.

Exemplo resolvido: Comparar duas alternativas de empreendimento de depósito (A


e B). O investimento inicial refere-se à construção do depósito. Os lucros referem-se
aos ganhos com o aluguel do depósito. O valor de revenda representa os ganhos com
a venda de madeiras, telhas e ferragens do depósito que será demolido para
construção de um novo depósito ao final da vida econômica. Os valores de
investimentos do depósito B são maiores, pois o depósito será maior. Considerar para
os dados fornecidos poderão ser repetidas com os mesmos custos e receitas cada
vez que se completa a vida econômica de cada alternativa. A taxa mínima de
atratividade é de 10% a.a. Dados:
Alternativa A Alternativa B
Investimento inicial 40.000 50.000
Vida econômica (Período) 8 anos 12 anos
Valor residual 12.000 10.000
Lucros líquidos anuais 7.000 9.000

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .93
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Solução:
Para a Alternativa A – Montar o fluxo e determinar o valor da série (PMT)
12.000
7.000

0 1 8

40.000

SÉRIEA = PMT = (−40000 +


(
7000. (1 + 0,1) − 1
8
)+ 12000 0,1.(1 + 0,1) 8
). = 551,57
0,1.(1 + 0,1) (1 + 0,1) 8 (1 + 0,1)8 − 1
8

Observação: para o exemplo o valor procurado é a Série equivalente = 551,57

Para a Alternativa B – Montar o fluxo e determinar o valor da série (PMT)

10.000
9.000

0 1 12

50.000

SÉRIEB = PMT = (−50000 +


(
9000. (1 + 0,1) − 1
12
)+ 10000 0,1.(1 + 0,1)12
). = 2129,47
0,1.(1 + 0,1) (1 + 0,1)12 (1 + 0,1)12 − 1
12

Observação: para o exemplo o valor procurado é a Série equivalente = 2.129,47

Resposta: Ambos os investimentos são viáveis, pois ambas as séries deram


valores positivos, mas como SÉRIEA = 551,57 < SÉRIEB = 2.129,47, alternativa
B é a melhor do ponto de vista econômico, por apresentar maior retorno.

Exercício 01 (OLIVEIRA, 1974): Uma empresa, cuja TMA é de 8% ao ano, está


pensando em adquirir uma nova loja para vender seus produtos. Existem dois locais
possíveis X e Y. As alternativas em apreço podem ser descritas da seguinte maneira:
Local X Local Y
Investimento necessário $700.000,00 $900.000,00
Período de análise 30 anos 30 anos
Valor residual $100.000,00 $350.000,00
Receitas anuais $400.000,00 $600.000,00
Custos operacionais anuais $335.000,00 $525.000,00

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .94
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Qual é a melhor alternativa do ponto de vista econômico?
Resposta: Melhor alternativa X. SÉRIEx = $3.703,54 (acima da TMA)
SÉRIEY = - $1.855,09 (Deixo de ganhar em relação a TMA)

Exercício 02 (CASAROTTO, 1998): Compare os seguintes tipos de depósitos, a uma


TMA de 10%a.a.
Madeira Alvenaria
Investimento inicial $300.000,00 $400.000,00
Vida útil 10 anos 20 anos
Valor residual $10.000,00 -$15.000,00
Custos anuais de manutenção $15.000,00 $10.000,00
Resposta: Melhor alternativa Alvenaria. SÉRIEM =-63.196,2 SÉRIEA =-57.245,7

Exercício 03 (CASAROTTO, 1998): Uma pessoa para quem o dinheiro vale 7,5% a.a.,
quer comprar uma residência para alugar. Existem duas possibilidades básicas:
Casa Apartamento
Preço de compra mais encargos iniciais (Investimento) $500.000,00 $400.000,00
Valor líquido do aluguel anual (receita) $45.000,00 $40.000,00
Tempo em que o imóvel será mantido (Período) 10 anos 8 anos
Valor de revenda do imóvel após este tempo $600.000,00 $350.000,00
Qual é a alternativa mais econômica?
Resposta: Melhor alternativa Casa. SÉRIECasa=14.568,6 SÉRIEApart=$5.213,6

Exercício 04: Uma empresa dispõe de $16.000,00 e conta com duas alternativas
de investimento em um tipo de equipamento industrial:
(a) Equipamento de Marca A: exige um investimento inicial de $14.000,00 e
proporciona um lucro líquido anual de $7.000,00 por 7 anos.
(b) Equipamento de Marca B: investimento inicial de $18.000,00 e lucro
líquido de $8.500,00 por 7 anos.
Calcule qual é a alternativa mais econômica, sabendo que a TMA é de 15%
a.a. Na falta de capital, a empresa poderá financiar o valor faltante a uma taxa
de 20% ao ano, parcelado em 4 pagamentos anuais iguais.
Qual é a melhor alternativa do ponto de vista econômico?
Marca A Marca B

Resposta: SÉRIEA=3.634,95/ano SÉRIEB=4.124,07/ano, portanto a melhor


alternativa é a B

Exercício 05: Uma empresa avalia a viabilidade econômica de lançamento de um


produto em um mercado muito concorrido. Pesquisas de marketing indicam a
possibilidade de uma demanda de 30.000 unidades/ano, a um preço de
$15,00/unidade.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .95
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
O departamento financeiro verificando o projeto, observou que os custos
administrativos indiretos serão de $5.000,00/ano e que será necessário um
investimento em equipamentos no valor de $350.000,00, tendo vida econômica de 5
anos. O valor residual destes equipamentos é estimado em $50.000,00 e o custo de
manutenção dos equipamentos estimado em $10.000,00/ano.
O custo com pessoal operacional direto e o custo de matéria-prima são
estimados em $4,00 e $3,00/unidade, respectivamente, não havendo alteração
de despesas de administração, vendas, etc. Royalties pagos a terceiros serão
de R$13.500,00/ano. A taxa mínima de atratividade é de 7%a.a. Como a
empresa só dispõe de $150.000,00 poderá financiar o restante em até 5 vezes,
em parcelas constantes, sem entrada, a uma taxa de financiamento de 15%a.a.
Deveria ser lançado o novo produto?
Resposta: SÉRIE =123.947,82/ano é viável

Exercício 06 (com leasing): Escolher a melhor alternativa para empreendimento


entre duas opções existentes A e B. Considere que os empreendimentos poderão ser
repetidos ao final de sua vida econômica, com os mesmos investimentos, valores
residuais e lucros líquidos. A taxa mínima de atratividade é de 7,5% a.a., e a empresa
só dispõem de $20.000,00, mas poderá fazer um leasing do capital necessário em
equipamentos para investimento em até 5 vezes, em prestações constantes, sem
entrada, a uma taxa de leasing de 20%a.a.
Alternativa A Alternativa B
Investimento inicial (Equipamentos e 40.000 50.000
capital de giro)
Vida econômica (Período) 8 anos 12 anos
Valor revenda 12.000 10.000
Lucros líquidos anuais 10.000 12.000

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .96
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
23.7. MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO
O método da Taxa Interna de Retorno consiste matematicamente no cálculo da
taxa de juros que zera o valor presente de um fluxo de caixa de certo investimento e
economicamente o porcentual de retorno sobre o investimento inicial, o qual poderá
apresentar as possíveis conclusões:
(a) se o valor da taxa interna de retorno for maior que a TMA (Taxa mínima de
atratividade) o empreendimento será considerado viável do ponto de vista
econômico (a uma dada TMA);
(b) o empreendimento que possuir maior taxa interna de retorno e taxa superior
a TMA deverá ser o escolhido do ponto de vista econômico.

Exemplo resolvido (OLIVEIRA,1974): A empresa X comprou uma determinada


máquina cujo investimento foi de $80.000,00. Estima-se que proporcionará lucro de
$12.000,00 no primeiro ano e daí decrescendo à base de $1.000,00 por ano durante
os próximos 7 anos, devido ao aumento de custos. O valor de revenda no fim do
sétimo ano é de $25.000,00. Achar a taxa de retorno.

Solução: Fazer o fluxo de caixa

12.000 11.000 25.000+

6.000

0 1 2 7

80.000

12000 11000 10000 9000 8000 7000 (6000 + 25000)


ΣVP = 0 = −80000 + + + + + + +
(1 + i )
1
(1 + i ) 2
(1 + i ) 3
(1 + i ) 4
(1 + i ) 5
(1 + i ) 6 (1 + i ) 7

Como não é possível isolar a variável taxa de juros da equação, devemos fazer por
tentativa e erro até que o VP seja zero. Veja o gráfico a seguir.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .97
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
12000 11000 10000 9000 8000 7000 ( 6000 + 25000 )
VP = 0 = − 80000 + + + + + + +
(1 + i ) (1 + i ) (1 + i ) (1 + i ) (1 + i ) (1 + i )
1 2 3 4 5 6
(1 + i ) 7

Taxa de juros
procurada é a
que zera
o valor do eixo
vertical

Resposta: O valor procurado é da TIR original = 2,15% a.a.

Exercício 01 (Provão, Administração/2003) O projeto de expansão de uma vinícola


em Bento Gonçalves, cujo perfil de Valor Presente Líquido (VPL) encontra-se
representado na figura abaixo, tem investimento inicial de $500.000,00.

Os fluxos de caixa são de $20.000,00 no primeiro ano, $30.000,00 no segundo


ano e $90.000,00 por ano, do terceiro ao décimo segundo ano. Logo, a taxa
interna de retorno do projeto é
(A) 0% (B) 5% (C) 10% (D) 15% (E) 20%

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .98
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Exercício 02 (ENADE, Engenharia/2008) A Taxa Interna de Retorno (TIR) é um
critério muito utilizado e recomendado pelo Banco Mundial na avaliação da viabilidade
econômica de projetos. A TIR é um valor singular da taxa de desconto (Td), na qual
benefícios e custos descontados de um projeto se equivalem. A figura a seguir mostra a
variação do Valor Presente Líquido (VPBL), em função da Td (Taxa Interna de
Retorno), para três empreendimentos diferentes, identificados como A, B e C.
Considerando que os investimentos iniciais são iguais.
Pede-se: a hierarquização correta, em
ordem decrescente, dos três
empreendimentos mencionados no
texto, com relação ao mérito
econômico de cada um deles, ou seja,
sua Taxa Interna de Retorno, é
(a) A, B, C.
(b) B, C, A.
(c) C, A, B.
(d) A, C, B.
(e) C, B, A.

Exercício 03: A Taxa Interna de Retorno (TIR) é um critério muito utilizado e


recomendado pelo Banco Mundial na avaliação da viabilidade econômica de projetos.
A TIR é um valor singular da taxa de desconto (Td), na qual benefícios e custos
descontados de um projeto se equivalem. A figura a seguir mostra a variação do Valor
Presente Líquido (VPBL), em função da Td (Taxa Interna de Retorno), para três
empreendimentos diferentes, identificados como A, B e C. O gráfico a seguir mostra
a relação da taxa de juros com relação ao valor presente líquido.

TMA

Com base nos dados apresentados, analise as afirmações a seguir.


I – Para a TMA apresentada no gráfico todos os três empreendimentos são viáveis
II – O empreendimento A é mais viável, pois apresenta o maior valor presente líquido
considerando a TMA informada.
III – O empreendimento B apresenta a maior TIR
IV – Somente os empreendimentos B e C são viáveis

É correto apenas o que se afirma em


(a) I. (b) II. (c) III. (d) I e IV. (e) III e IV.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .99
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
O que são debêntures? São valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazos
que asseguram a seus detentores (debenturistas) direito de crédito contra a companhia emissora.
Quem pode emitir debêntures? A captação de recursos no mercado de capitais, via emissão de
debêntures, pode ser feita por Sociedade por Ações (S.A.), de capital fechado ou aberto. Entretanto,
somente as companhias abertas, com registro na CVM – Comissão de Valores Mobiliários podem
efetuar emissões públicas de debêntures. Como a companhia paga pelos recursos obtidos na
emissão? A possibilidade de a emissora determinar o fluxo de amortizações e as formas de
remuneração dos títulos é o principal atrativo das debêntures. Essa flexibilidade permite que as
parcelas de amortização e as condições de remuneração se ajustem ao fluxo de caixa da
companhia, ao projeto que a emissão está financiando - se for o caso - e às condições de mercado
no momento da emissão. Qual o prazo de resgate de uma debênture? As debêntures são papéis
de médio e longos prazos. A data de resgate de cada título deve estar definida na escritura de
emissão. A companhia pode, ainda, emitir títulos sem vencimento, também conhecidos como
debêntures perpétuas. Fonte: Abrasca – Associação Brasileira das Companhias Abertas e
ANDIMA – Associação Nacional das Instituições de Mercado Financeiro. O que são
Debêntures? Janeiro, 2007 (cartilha)

Para que as empresas capitam o dinheiro de debêntures:


- Banco aplicam normalmente para emprestar este dinheiro em Leasing
- Empresas para mega construções, como estradas, hidroelétricas, uma grande planta industrial
nova
Quem investe normalmente em debêntures:
- Pessoas físicas e jurídicas para aumentar seu retorno sobre investimento
- Banco para aplicações dos dinheiros de fundos de investimentos, principalmente fundos de
aposentadoria

Exercício 04: Uma empresa deseja alavancar recursos financeiros para um grande
investimento. Para isto ela conta com duas alternativas:
Alternativa A Financiamento direto a custo do capital de 2,5 % a.m.
Alternativa B Emissão de debêntures no valor de $1.000.000,00 (mil)
Taxa administrativa: 10% do valor dos títulos no ato
Os resgates ocorrerão de 3 em 3 anos, sendo que serão
resgatados 20% de cada vez.
Juros e prêmios pagos por ano: 20% a.a. sobre o saldo
devedor
Taxa administrativa de juros e resgates (pagos a financeira):
$20.000,00 (mil)/ano

Qual é a melhor alternativa do ponto de vista econômico?


1.000.000

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

100.000
200.000 + 160.000 + 120.000 + 80.000 + 40.000 +
20.000 20.000 20.000 20.000 20.000

200.000 200.000 200.000 200.000 200.000

Resposta: TIRA =34,49 %a.a. TIRB = 25,60%a.a. a melhor alternativa é B.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .100
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Exercício 05 (ENADE/2015 tecnologia em Gestão Financeira): As debêntures
são títulos emitidos por companhias de capital aberto e geralmente destinados
ao financiamento de projetos de investimentos de longo prazo. Sua forma de
rentabilidade é semelhante aos Certificados, em que o tomador de recursos
promete pagar ao investidor o capital investido, acrescido de juros
remuneratórios, pagos em datas preestabelecidas.
Considerando as principais características das debêntures, avalie as
afirmações a seguir.
I. A normatização e a fiscalização das debêntures são realizadas pelo
Banco Central do Brasil.
II. As garantias das debêntures têm diferentes formas, conforme previsão
expressa m escritura de emissão desses títulos.
III. Os juros estão entre os direitos e as remunerações obtidas pelas
debêntures.
IV. A forma de resgate de uma debênture é única, ou seja, só pode ser
efetuada no vencimento do título.
É correto apenas o que se afirma em
(a) I e II. (b) I e IV. (c) II e III. (d) I, II, IV. (e) II, III e IV.

23.7.1 - Análise de Reinvestimento

Objetivo: compreender quando devemos fazer a análise de reinvestimento e como


interpretar os resultados.
PV Interseção de Fischer
TIRB-A
TIRB

TIRA

Quando fazer a análise de reinvestimento: todas as vezes que existem mais de um


empreendimento a ser analisado e os investimentos iniciais dos mesmos são
indiferentes.
Um exemplo ilustrativo para compreensão. Suponhamos dois tipos de investimentos
para ser analisados e excludentes entre si, ou seja, ou empreenderei em um ou em
outro, não podendo empreender em todos simultaneamente. Investimento A, como
mostrado na Figura a seguir.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .101
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
FV = 200

0 1
Ganho = 100
TIRA = 100%
PV = 100

Investimento B, como mostrado na Figura a seguir.


FV = 1200

0 1

Ganho = 200
PV = 1000 TIRB = 20%
Pode-se observar que do ponto de vista do ganho o empreendimento B é mais viável,
mas do ponto de vista da TIR o empreendimento A é mais viável. Ou seja, teríamos
duas respostas contraditórias. Isto não pode ocorrer. Para fazermos uma análise mais
correta devemos fazer a análise de reinvestimento.
Para tal devemos analisar o que faremos com a diferença financeira do investimento
(PV), para este exemplo o valor de 900. Para fazer esta análise devemos sempre fazer
um novo fluxo da diferença entre o empreendimento de maior investimento (que no
exemplo é o B) e de menor (que no exemplo é o A).
A figura a seguir mostra este novo fluxo com os valores já calculados.
FV = 1000

0 1
Ganho = 100
TMA=TIRB-A = 11,11%a.a.
PV = 900

Interpretando os resultados: Para uma análise correta devemos saber qual é o valor
da TMA – Taxa Mínima de Atratividade.
- Caso 1: Se a TMA < TIRB-A ambos os empreendimentos são viáveis, mas o
empreendimento B será mais viável (Ver Gráfico a seguir)
- Caso 2: Se TIRB-A < TMA <TIRB ambos os empreendimentos são viáveis, mas o
empreendimento A será mais viável (Ver Gráfico a seguir)
- Caso 3: Se TIRB <TMA < TIRA somente o empreendimento A será viável (Ver Gráfico
a seguir).
- Caso 4: Se TMA > TIRA nenhum dos dois empreendimentos serão viáveis. (Ver
Gráfico a seguir).

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .102
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
PV Interseção de Fischer
TIRB-A
TIRB

TIRA

Observação: o ponto onde os dois empreendimentos são iguais do ponto de vista


econômico é chamado de Interseção de Fischer.

A seguir estaremos mostrando esta análise a partir de valores hipotéticos de TMA


FV = 200 FV = 1000 FV = 1200

0 1 + 0 1 =0 1
Ganho = 100 Ganho = 100 Ganho = 200
TIRA = 100% TMA=TIRB-A = 11,11%a.a.
PV = 100 PV = 900 PV = 1000 TIRB = 20%

FV = 200 FV = 1035 FV = 1235

0 1 + 0 1 =0 1
Ganho = 100 Ganho = 135 Ganho = 225
TIRA = 100% TMA = 15%a.a.
PV = 100 PV = 900 PV = 1000 TIRFinal = 22,5%

FV = 200 FV = 972 FV = 1072

0 1 + 0 1 =0 1
Ganho = 100 Ganho = 100 Ganho = 72
TIRA = 100% TMA = 8%a.a.
PV = 100 PV = 900 PV = 1000 TIRFinal = 7,2%

Para o primeiro caso, para uma TMA = 11,11%a.a., os empreendimentos A e B são


viáveis e iguais do ponto de vista econômico.
Para o segundo caso, para uma TMA = 15%a.a., o empreendimento A é mais viável
do ponto de vista econômico.
Para o terceiro caso, para uma TMA = 8%a.a., o empreendimento B é mais viável do
ponto de vista econômico.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .103
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Exercício 05 (CEF- ENGENHEIRO - ÁREA 2: Engenharia Civil/2012): Uma empresa
tem duas alternativas de investimento, mutuamente exclusivas, X e Y, ambas com a
mesma duração e com valor presente líquido positivo, com taxas internas de retorno
(TIR) de 20% e 18%, respectivamente. O projeto diferencial Y-X tem TIR de 14%.
O projeto X é preferível ao Y somente para taxas mínimas de atratividade da empresa
(a) menores que 14%
(b) menores que 18%
(c) maiores que 14% e menores que 18%
(d) maiores que 14% e menores que 20%
(e) maiores que 18%

Exercício 06 (ENADE/2011/Eng. de Produção): Uma empresa do segmento de linha


branca de eletrodomésticos apresenta três projetos de melhorias da qualidade para
reduzir o retrabalho no setor de pintura. Os projetos são mutuamente exclusivos e a
empresa utiliza uma TMA (Taxa Mínima de Atratividade) de 12% em suas análises. A
seguir, são apresentados alguns dados sobre os projetos.
Projetos X y Z
Investimentos (R$) (10 000) (20 000) (30 000)
Redução anual de 3 200 6 000 8 200
custos (R$)
Período de análise 5 5 5
(em anos)
TIR (taxa interna 18,0% 15,2% 11,4%
de retorno) (%a.a.)
VPL (valor 1 535,3 1 628,7 (440,8)
presente líquido)
Análise de TIRy-x=12,37% TIRz-x=7,93% TIRz-y=3,26%
Reinvestimento
(%a.a.)

Com relação à viabilidade econômica, considerando apenas os dados apresentados,


conclui-se que o melhor dos três projetos é o
(a) X, pois apresenta retorno em menos tempo que os demais.
(b) X, pois é o que apresenta maior TIR.
(c) Y, pois é o que apresenta maior VPL.
(d) Z, pois fornece R$ 11 000,00 de retorno além do investimento.
(e) Z, pois apresenta a maior redução anual de custo.

Exercício 07 (Grupo VII/2011/ENADE): A figura abaixo representa a relação entre o


Valor Presente Líquido (VPL) para diferentes taxas de descontos, resultado da análise
de viabilidade econômica da implantação de um projeto de engenharia. Considerando
as informações representadas no gráfico, análise as asserções que se seguem.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .104
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

O projeto se demonstra inviável para taxas de desconto maiores 13,7% a.a. e


viável para taxas de desconto maiores que este valor.
PORQUE
A Taxa Interna de Retorno (TIR) corresponde à taxa de desconto na qual os
custos se igualam aos benefícios, ou seja, o VPL se iguala a zero.
Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.
(a) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma
justificativa correta da primeira.
(b) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma
justificativa correta da primeira.
(c) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma
proposição falsa.
(d) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição
verdadeira.
(e) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

Exercício 08 (ENADE/2015/Administração): Em determinado país, entrou em vigor


uma rigorosa legislação ambiental que bane a fabricação de produtos à base de
amianto, em razão dos danos causados ao meio ambiente e à saúde humana. O
Conselho de Administração de uma indústria do setor solicitou ao diretor financeiro
que avaliasse as alternativas à disposição, a fim de tomar uma decisão quanto ao
futuro da empresa. Após estudos detalhados, o diretor apresentou duas alternativas
viáveis do ponto de vista financeiro.
Alternativa 1: Transferência da fábrica para um país em que a legislação é omissa
quanto ao assunto, visto que as instalações atuais têm uma vida econômica
considerável. O diretor observou que produtos à base de amianto foram banidos de
todos os países com maiores Índices de Desenvolvimento Humano. Embora o
investimento necessário para a transferência seja considerável, os países elegíveis
para receber a fábrica caracterizam-se por apresentar custos de mão de obra baixos
e elevado potencial de vendas. O investimento é estimado em $250milhões, com Valor
Presente Líquido (VPL) de $ 100milhões e Taxa Interna de Retorno (TIR) de 18,8%.
Alternativa 2: Adaptação das instalações atuais, visando-se a utilização de matérias-
primas que causem menores danos ao meio ambiente e à saúde humana. O
investimento estimado é de $250milhões. Com VPL de $75milhões e TIR 20%.

O retorno exigido, ajustado ao risco, de ambas as alternativas é de 15%, não havendo


problemas para captar os recursos necessários.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Cnsiderando as alternativas à disposição da empresa, avalie as asserções a seguir e
relação proposta entre elas.
I. Do ponto de vista financeiro, a empresa deverá optar pela alternativa com maior
TIR
PORQUE
II. A alternativa com maior TIR maximizará a riqueza do acionista e não causará
danos ao meio ambiente e à saúde.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

(a) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa


correta da primeira.
(b) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma
justificativa correta da primeira.
(c) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma
proposição falsa.
(d) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição
verdadeira.
(e) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

Exercício 09 (ENADE/2012/Tecnologia em Gestão Financeira). Um empresário


brasileiro decidiu implantar um museu de odontologia e está em dúvida sobre qual é
o melhor local para realizar seu empreendimento. Inicialmente, pensou em quatro
cidades localizadas em regiões distintas, e solicitou que o analista financeiro
preparasse uma tabela com os indicadores financeiros utilizando nomes simbólicos
para cada uma das opções, com o objetivo de que sua escolha não fosse influenciada
por aspectos subjetivos.
Indicadores econômico-financeiros do Museu da Coroa Metálica
Indicadores Locais de instalação
Molar Canino Pré-molar Siso
Payback 4,75 anos 8,95 anos 3,85 anos 6,02 anos
simples
Payback 6,74 anos Não têm 5,06 anos 9,78 anos
descontado
Valor 38.366.113,15 -22.108.501,89 95.472.442,01 10.815.707,76
presente
líquido
Índice de 1,42 0,76 2,04 1,12
rentabilidade
Taxa interna 17,7% 3,99% 26,13% 12,05%
de retorno
Custo de 9,65% 9,65% 9,65% 9,65%
capital
Com base nesses indicadores, os projetos viáveis em ordem de preferência, do melhor
para o pior, são:
(a) Pré-molar, Molar e Siso
(b) Siso, Molar e Pré-molar

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .106
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
(c) Molar, Pré-molar e Siso
(d) Molar, Canino, Pré-molar e Siso
(e) Pré-molar, Molar, Siso e Canino

Exercício 10 (ENADE/2015/Tecnologia em Gestão Financeira). Uma empresa


comercial realizou uma análise de viabilidade econômico-financeira para a abertura
de uma filial com investimento inicial de R$60.000,00, estando dispostas, na tabela a
seguir, as informações consideradas na análise, dada uma Taxa Mínima de
Atratividade (TMA) de 10% ao ano.
Ano 1 (R$) Ano 2 (R$) Ano 3 (R$)
Receita líquida 183.600 100.300 71.400
Custo da mercadoria vendida (75.600) (41.300) (29.400)
Lucro bruto 108.000 59.000 42.000
Despesas operacionais (26.000) (27.000) (28.000)
Lucro operacional 82.000 32.000 14.000
Despesas financeiras (10.000) (8.000) (6.000)
Lucro antes do IRPJ 72.000 24.000 8.000
IRPJ (18.000) (6.000) (2.000)
Lucro liquido 54.000 18.000 6.000
Valor Presente Líquido (VPL) = 8,475
Taxa Interna de Retorno (TIR) = 21,5%

Com base no cenário proposto, verifica-se que o investimento


(a) É viável, porque o VPL é positivo
(b) Não é viável, visto que a TIR é menor do que a TMA
(c) É viável, já que o Custo da Mercadoria Vendida é decrescente
(d) Não é viável, visto que a Receita Líquida apresenta resultados decrescentes
(e) Não é viável, uma vez que o Lucro Líquido apresenta resultados decrescentes

Exercício 11 (ENADE/2012/Administração): O diretor de operações da Biomais


Bebidas Ltda. deseja substituir um equipamento de controle químico mecânico por
outro eletrônico. Existem três equipamentos candidatos: X, Y e Z. Apesar de o
investimento inicial ser o mesmo para todos os equipamentos, a magnitude e a época
de ocorrência dos fluxos de caixa intermediários diferem em razão dos custos
operacionais definidos pelas especificações técnicas de cada equipamento. O custo
médio ponderado de capital, tido como a taxa mínima de atratividade para a empresa,
é de 23%a.a. Os perfis de valor presente líquido (VPL) que sintetizam os resultados
estão representados não gráfico a seguir

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .107
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

Considerando os perfis de VPL para as três propostas candidatas, avalie as


afirmações seguintes.
I. A análise da dinâmica dos fluxos de caixa líquidos do equipamento Y indica
a taxa interna de retorno desse equipamento é de 34%a.a.
II. A melhor alternativa de investimento para a empresa é a escolha pelo
equipamento X, considerando a análise pelo VPL.
III. Se a taxa mínima de atratividade fosse para 27%a.a. a escolha pelo equipamento
mais viável não deveria ser alterada.

É correto o que se afirma em


(a) II, apenas
(b) III, apenas
(c) I e II ,apenas
(d) I e III, apenas
(e) I, II e III

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24. DETERMINAÇÃO DO VOLUME DE VENDAS

Objetivo: determinar o volume mínimo de vendas para que haja o retorno igual
ao capital investido.

Fórmula: ∑ VP = 0

Exemplo: Uma empresa está considerando a possibilidade de comprar os


direitos de fabricação de determinado produto (adquirir a patente). Num estudo
sobre a situação foram levantados os seguintes dados:
Valor de mercado Demanda total Custo unitário Preço de venda
Ano dos direitos
0 100.000 -------- -------- --------
1 ----- Q 10 17
2 ----- Q 11 17
3 ----- Q 12 17
4 60.000 Q 14 17

Considerando uma TMA de 12% a.a., determinar para que demanda


anual (Q) mínima será viável para a compra da patente?
Solução: Montar o fluxo de caixa e determinar o valor de Q

(17 − 10).Q (17 − 11).Q (17 − 12).Q (17 − 14).Q 60000


ΣVP = 0 = −100000 + + + + +
(1 + 0,12)
1
(1 + 0,12) 2
(1 + 0,12) 3
(1 + 0,12) 4
(1 + 0,12) 4

ΣVP = 0 = −100000 + 6,25.Q + 4,7832.Q + 3,5589.Q + 1,9066.Q + 38131,08

Como VP = 0 = -100.000 + 38.131,08 + 16,4987 Q

16,4987 Q = 61.868,92 Q = 3.749,943

Resposta: 3.750 peças

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Exercício 01: Uma empresa está considerando a


possibilidade de comprar um equipamento para soldagem
de placas eletrônicas. Atualmente estas placas vêm soldas
de uma empresa fornecedora, a um preço unitário de
$16,00/unidade (se for fabricado internamente este valor
representará economia, ou seja, ganho para empresa, pois
ela deixará de gastar com o fornecedor). Os dados
levantados para o estudo são:

Ano Valor do Demanda Custo Custo Preço pago


equipamento unitário Fixo ao
fornecedor
0 100.000 -------- -------- ------ --------
1 -------- Q 10 10.000 16
2 -------- Q 11 10.000 16
3 -------- Q 12 10.000 16
4 60.000 Q 14 10.000 16
Considerando uma TMA de 15% a.a., determinar para que demanda
anual (Q) mínima será viável para a compra do equipamento?
Resposta: 7.380 peças

Exemplo: Uma empresa tem um contrato que dá direitos a exclusividade de


certo artigo. Pelos termos do contrato a empresa pagará ao inventor se não
comprar a patente os valores de $5.000,00 por ano mais $5,00 por artigo
produzido (torna-se lucro se for comprada a patente). O inventor está
oferecendo a venda da patente por $200.000,00. Sabendo que a empresa
costuma ter um retorno de 18%a.a. sobre seus investimentos, considerando um
horizonte de análise de 5 anos e valor residual da patente de $20.000,00,
quantos artigos no mínimo deverão ser produzidos e vendidos, para que a
empresa compre a patente ao invés de alugá-la?

Solução: Montar o fluxo de caixa e determinar o valor de Q

5000.((1 + 0,18) 5 − 1) 5.Q.((1 + 0,18) 5 − 1) 20000


ΣVP = 0 = −200000 + + +
0,18.(1 + 0,18) 0,18.(1 + 0,18) (1 + 0,18) 5
5 5

Como VP = 0 = -200.000 +15.635,86+ 15,6355 Q + 8742,18

15,6355 Q = 175.621,96 Q = 11.232

Resposta: 11.232 peças


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Exercício 02: Uma empresa tem um contrato que dá direitos a exclusividade de


certo artigo. Pelos termos do contrato a empresa pagará ao inventor se não
comprar a patente os valores de R$ 5.000,00 por ano mais R$ 2,00 por artigo
produzido. O inventor está oferecendo a venda da patente por R$ 200.000,00.
Sabendo que a empresa costuma ter um retorno de 18%a.a. sobre seus
investimentos, considerando um horizonte de análise de 5 anos e valor residual
da patente de R$ 20.000,00, quantos artigos no mínimo deverão ser
produzidos e vendidos, para que a empresa compre a patente ao invés de
alugá-la?
Resposta: 28.080 peças

Exemplo: O departamento de marketing de uma empresa, estudando a


viabilidade de lançamento de um novo produto, verificou, através de pesquisas
de mercado que seu preço será de $12,00 a unidade.
O departamento de produção, verificando o projeto, observou que o custo
administrativo indireto será de $4.000 por ano e que um equipamento adicional
no valor de $300.000,00 será necessário, tendo vida econômica de 5 anos. Valor
residual deste equipamento será de $20.000,00 e que o custo de manutenção
estimado do novo equipamento será de $10.000,00 por ano. O custo direto
envolvido com a fabricação do produto será de $7,00 por unidade.
A área financeira, por sua vez, manifestou a necessidade de um
investimento inicial de $50.000,00 a título de capital de giro, e alertou a empresa
estaria operando com uma taxa mínima de atratividade de 18% ao ano.
Considerando-se, exclusivamente, o enfoque financeiro, qual é a
quantidade mínima que deve ser produzida para cobrir os investimentos?

Resposta: 24.626 peças

Exercício 03: O departamento de marketing de uma empresa, estudando a


viabilidade de lançamento de um novo produto, verificou, através de pesquisas
de mercado que seu preço será de $15,00/unidade.
O departamento financeiro, verificando o projeto, observou que os custos
administrativos indiretos serão de $5.000,00/ano e que investimento em
equipamentos no valor de $300.000,00 será necessário, tendo vida econômica
de 5 anos. O valor residual destes equipamentos será de $50.000,00 e o custo
de manutenção dos equipamentos será de $20.000,00/ano. Os custos diretos
envolvidos com a fabricação do produto serão de $7,00/unidade.
A área financeira, por sua vez, manifestou a necessidade de um
investimento inicial de $50.000,00 a título de capital de giro, e alertou que a
empresa estaria operando com uma taxa mínima de atratividade de 15% ao ano.
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Considerando-se, exclusivamente, o enfoque financeiro, qual é a
quantidade mínima que deve ser produzida para cobrir os investimentos?
Resposta: 15.250 peças

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25. DEPRECIAÇÃO E IMPOSTO DE RENDA

25.1. DEPRECIAÇÃO
Definição da depreciação contábil: A depreciação é contabilmente definida
como a despesa equivalente à perda de valor de um determinado bem, seja por
deterioração ou obsolescência (Cassarotto, 1992).

Fórmula de cálculo da Depreciação:


VB
Dn = p/ n ≤ N
N
Onde:
Dn = valor da depreciação no período n
VB = valor do Bem, em estado novo
n = período de análise
N20 = período de depreciação do bem. Para fins acadêmicos
adotaremos de forma geral 5 (cinco) anos para
equipamentos e veículos. Demais valores práticos são
encontrados na tabela de depreciação (fonte receita
federal, vide Figura).

Figura: Parte da tabela de valores de depreciação. Fonte: Receita Federal.

Definição do Valor Contábil: valor Contábil é o valor do bem ao término do


período n, ou seja, quanto vale contábil o prédio ou equipamento ou veículo se fosse
vendê-lo ao término do período n.

20
Consultar o site da Receita Federal para obter dados para casos específicos.
Site: www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/ins/ant2001/1998/in16298ane1.htm

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Fórmula de Valor Contábil ao fim do período “n”:
 n
VCn = VB.1 −  p/ n ≤ N
 N
VCn = zero p/ n>N
Onde:
VCn = Valor Contábil do bem ao fim do período n
VB = Valor do Bem, no estado novo
n = período de análise
N = período de depreciação do bem

Definição da Valor Real: Valor Real é o valor do bem ao término do período


n, ou seja, quanto vale realmente o prédio ou equipamento ou veículo se fosse
vendê-lo ao término do período n.

Fórmula de Valor Real ao findo do período “n” (linearmente):


  VRE  n
VRn = VB.1 +  − 1. .
  VB T
Onde:
VRn = Valor Real do bem ao findo do período n
VB = Valor do Bem, no estado novo
VRE = Valor Residual do Bem, ou seja, seu valor como sucata.
n = Período de análise
T = Vida útil do Bem, ou seja, quando ele só tem valor de sucata.

Observação: normalmente, identificada para equipamentos e prédios


onde seus usos não são muito severos.

Fórmula de Valor Real ao findo do período “n” (exponencial):


n
 VRE  T
VRn = VB.  .
 VB 
Onde:
VRn = Valor Real do bem ao findo do período n
VB = Valor do Bem, no estado novo
VRE = Valor Residual do Bem, ou seja, seu valor como sucata.
n = Período de análise
T = Vida útil do Bem, ou seja, quando ele só tem valor de sucata.

Observação: Normalmente, identificada para equipamentos e prédios


porque os usos são muito severos. Por exemplo: veículos de taxi, caminhões
de carga pesada, etc.
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VOCÊ SABIA
Depreciação prevista do carro21. Quem quer comprar um carro zero quilômetro tem disposição de sobra
para pesquisar o preço do veículo e, claro, optar pelo menor valor. Também está muito atento à relação entre o
preço e os acessórios do carro — ar-condicionado, direção hidráulica e rodas de liga leve, entre outros
opcionais. No entanto, um item pode passar praticamente despercebido na hora de adquirir um carro novo: o
percentual de desvalorização do automóvel. Logo que você sair da concessionária com seu carro zero ele vai
perder 10% do valor. Essa depreciação, porém, não é constante.

Ela é acentuada no primeiro e no segundo ano de uso, já no terceiro e quarto ano torna-se mais suave.
O preço dos modelos populares cai cerca de 20% nos primeiros dois anos. Em seguida, cai mais 6% no terceiro
ano e outros 6% no quarto ano, de acordo com estudo da AutoInforme/Molicar, agência de notícias
automobilísticas, de São Paulo. Nos anos seguintes, a perda de valor do carro fica estável.
A depreciação é o primeiro fator que você deve considerar quando for investir num automóvel novo.
A opção pelo zero-quilômetro traz o conforto, as garantias e a segurança de um carro que acabou de sair da
fábrica. Porém, o veículo novo sofre maior desvalorização do ponto de vista do investimento na compra. As
montadoras já oferecem garantia de suspensão e câmbio para automóveis usados.
Morro abaixo: A desvalorização do preço de um carro é menor do que a de um computador móvel.
Enquanto nos computadores os sistemas operacionais e softwares têm atualização anual, os modelos dos carros
são alterados a cada dois anos.
Anos Depreciação do carro Depreciação do
popular (%) notebook (%)
1 10 20
2 10 40
3 6 60
Fonte: Índice Autoinforme/Molicar; PortoSeguros Seguros

Em Queda: Veja a depreciação no preço de alguns modelos de automóveis depois de um ano de


uso – os populares perdem menos valor:
Modelos Queda (%)
Clio 15,9
C4 14,9
Peugeot 14,2
City 14,1
Gol 12,4
Uno 11,3
Celta 11,0
Fonte: Índice de depreciação Autoinforme/Molicar

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25.2. IMPOSTO DE RENDA
Definição: O imposto de renda é uma forma de imposto incidente sobre o lucro
das corporações. No caso brasileiro, é um percentual que pode oscilar na faixa de
30% a 60%, dependendo da política fiscal vigente, aplicada sobre o lucro apurado ao
final de cada exercício (CASAROTTO, 1992).

Fórmula de cálculo do Imposto de Renda sem financiamento:

IR n = (RC − CF − CV − D )* (Taxa de imposto de renda )


Onde:
IRn = Imposto de Renda a ser pago no findo do período n
RC = Receita gerada durante o exercício do período n
CF = Custo Fixo gerado durante o exercício do período n
CV = Custo Variável gerado durante o exercício do período n
D = Depreciação de equipamentos, veículos e prédios no período n

Fórmula de cálculo do Imposto de Renda sem financiamento, sem


depreciação e sem Leasing:

IR n = (RC − CF − CV )* (Taxa de imposto de renda )


Onde:
IRn = Imposto de Renda a ser pago no findo do período n
RC = Receita gerada durante o exercício do período n
CF = Custo Fixo gerado durante o exercício do período n
CV = Custo Variável gerado durante o exercício do período n

Fórmula de cálculo do Imposto de Renda com financiamento e com


depreciação:

IR n = (RC − CF − CV - D − j )* (Taxa de imposto de renda )


Onde:
IRn = Imposto de Renda a ser pago no findo do período n
RC = Receita gerada durante o exercício do período n
CF = Custo Fixo gerado durante o exercício do período n
CV = Custo Variável gerado durante o exercício do período n
D = Depreciação de equipamentos, veículos e prédios no período n
j = juros do financiamento

21
AGUILLAR, Adriana disponível em: <http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/novo-bom-
caro-610051.shtml#> Data da reportagem: 19/11/2010.
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Fórmula de cálculo do Imposto de Renda com financiamento:

IR n = (RC − CF − CV − j )* (Taxa de imposto de renda )


Onde:
IRn = Imposto de Renda a ser pago no findo do período n
RC = Receita gerada durante o exercício do período n
CF = Custo Fixo gerado durante o exercício do período n
CV = Custo Variável gerado durante o exercício do período n
j = juros do financiamento

Fórmula de cálculo do Imposto de Renda com leasing:


IRn = (RC − CF − CV − Prestação..leasing )* (Taxa de impostode renda)

Onde:
IRn = Imposto de Renda a ser pago no findo do período n
RC = Receita gerada durante o exercício do período n
CF = Custo Fixo gerado durante o exercício do período n
CV = Custo Variável gerado durante o exercício do período n
Prestação Leasing

Fórmula de cálculo do Imposto de Renda sobre o Ganho de Capital:


IR Ganho de Capital = ( VR – VC ) * ( Taxa de Imposto de Renda )
Onde:
IR Valor residual = Imposto de Renda sobre o Valor Residual
VR = Valor Real do Bem no final do período n
VC = Valor Contábil do Bem no final do período n
Observação: quando há diferença positiva entre o valor real de bem e valor
contábil deve-se pagar imposto de renda sobre a mesma, pois
teve-se ganho real na venda e portanto, precisa-se pagar imposto
de renda.
Exercício 01 (OLIVEIRA,1974): Um investimento de $60.000,00 em equipamentos foi
solicitado para reduzir de $20.000,00 (torna-se ganho) ao ano as despesas com
pessoal operacional de uma empresa, durante 15 anos. A vida útil desses
equipamentos é de 15 anos e o valor residual é de $1.000,00. A taxa de incidência do
Imposto de Renda é de 25%. Qual é a taxa interna de retorno do investimento antes
e após a tributação? Considerar uma depreciação contábil de 20% ao ano.

Resposta: TIR = 32,87%a.a. (Antes do IR) TIR = 27,93%a.a. (Após o IR)


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Exercício 02: Uma determinada empresa paga a terceiros de $10.000,00 por ano
para execução de certo serviço.
No entanto, surgiu a possibilidade de se executar este serviço na própria oficina da
empresa. Isto exige a compra de equipamentos no valor de $18.500,00. As utilizações
destes equipamentos reduzem as despesas para $3.000,00 por ano (lembre-se: a
diferença, entre o que gasta e o que vai se gastar torna-se lucro). Considerando um
período de 15 anos, valor residual de $2.000,00, taxa mínima de atratividade de
10%a.a. e que a empresa paga 30% do lucro líquido ao IR, será válida a decisão?
Considerar uma depreciação contábil de 20% ao ano.

SÉRIEterceiro= 10.000/ano

SÉRIEPróprio= 6.935/ano
Resposta: Produção própria é viável.

Exercício 03: Uma empresa possui veículos para locação cujas receitas são
estimadas no valor de $10.000,00/ano. O veículo novo custa $30.000,00 e apresenta
custos de manutenção nos seguintes valores: $1.000,00 (1 ano), $2.200,00 (2 ano),
$2.800,00 (3 ano), $3.100,00 (4 ano), $3.500,00 (5 ano). O valor de revenda após 5
anos de uso é estimado em $10.000,00. A taxa de imposto de renda é 27,5%. O
empreendimento é viável considerando uma TMA de 16%a.a.? Considerar uma
depreciação contábil de 20% ao ano.
Resposta: Série = - 906,23/ano não é viável

Exercício 04 (Com financiamento): Uma empresa possui veículos para locação


cujas receitas são estimadas no valor de $15.000,00/ano. O veículo novo custa
$30.000,00 e apresenta custos de manutenção nos seguintes valores: $1.000,00 (1
ano), $2.200,00 (2 ano), $2.800,00 (3 ano), $3.100,00 (4 ano), $3.500,00 (5 ano). O
valor de revenda após 5 anos de uso é estimado em $10.000,00. A taxa de imposto
de renda é 20%. A empresa vai financiar $20.000,00, pelo sistema PRICE, em 5
prestações anuais sem entrada, a uma taxa de 20% a.a. O empreendimento é viável
considerando uma TMA de 16%a.a.? Considerar uma depreciação contábil de 20%
ao ano.
Resposta: VP = 10.894,11 Série = 3.327,16/ano é viável
Você Sabia
O que é uma operação de leasing? O leasing é um contrato denominado na legislação brasileira como
“arrendamento mercantil”. As partes desse contrato são denominadas “arrendador” e “arrendatário”, conforme
sejam, de um lado, um banco ou sociedade de arrendamento mercantil e, de outro, o cliente. O objeto do contrato
é a aquisição, por parte do arrendador, de bem escolhido pelo arrendatário para sua utilização. O arrendador
é, portanto, o proprietário do bem, sendo que a posse e o usufruto, durante a vigência do contrato, são do
arrendatário. O contrato de arrendamento mercantil pode prever ou não a opção de compra, pelo

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .118
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arrendatário, do bem de propriedade do arrendador. Existe limitação de prazo no contrato de leasing? Sim.
O prazo mínimo de arrendamento é de dois anos para bens com vida útil de até cinco anos e de três anos para
os demais. Por exemplo: para veículos, o prazo mínimo é de 24 meses e para outros equipamentos e imóveis, o
prazo mínimo é de 36 meses (bens com vida útil superior a cinco anos).
Fonte:www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/leasing.asp

Exercício 05 (Com leasing): Uma empresa possui veículos para locação cujas
receitas são estimadas no valor de $15.000,00/ano. O veículo novo custa $30.000,00
e apresenta custos de manutenção nos seguintes valores: $1.000,00 (1 ano),
$2.200,00 (2 ano), $2.800,00 (3 ano), $3.100,00 (4 ano), $3.500,00 (5 ano). O valor
de revenda após 5 anos de uso é estimado em $10.000,00. A empresa vai efetuar
um leasing no valor de $30.000,00, pelo sistema PRICE, em 5 prestações anuais sem
entrada, a uma taxa de 20% a.a. O valor residual para o leasing será considerado
desprezível. A taxa de imposto de renda é 20%. O empreendimento é viável
considerando uma TMA de 7%a.a.?
Resposta: SÉRIE = 3.414,57/ano

Exercício 06 (com financiamento): Escolher a melhor alternativa para


empreendimento entre duas opções existentes A e B. Considere que os
empreendimentos poderão ser repetidos ao final de sua vida econômica, com os
mesmos investimentos, valores residuais e lucros líquidos. A taxa mínima de
atratividade é de 7,5% a.a., a taxa Imposto de Renda é de 20%a.a. e a empresa só
dispõem de $20.000,00, mas poderá financiar o capital necessário para investimento
em até 5 vezes anuais, em prestações constantes, sem entrada, a uma taxa de
financiamento de 20%a.a. Considerar uma depreciação contábil de 20% ao ano.
Alternativa A Alternativa B
Investimento inicial (Equipamentos) 40.000 50.000
Vida econômica (Período) 8 anos 12 anos
Valor revenda 12.000 10.000
Lucros líquidos anuais 10.000 12.000
Resposta: Alternativa B. SÉRIEA = 2.245,47/ano SÉRIEB = 3.451,38/ano

Exercício 07 (com leasing): Escolher a melhor alternativa para empreendimento


entre duas opções existentes A e B. Considere que os empreendimentos poderão ser
repetidos ao final de sua vida econômica, com os mesmos investimentos, valores
residuais e lucros líquidos. A taxa mínima de atratividade é de 7,5% a.a., a taxa
Imposto de Renda é de 20%a.a. e a empresa só dispõem de $20.000,00, mas poderá
fazer um leasing do capital necessário em equipamentos para investimento em até 5
vezes, em prestações constantes, sem entrada, a uma taxa de leasing de 20%a.a.
Alternativa A Alternativa B
Investimento inicial (Equipamentos e 40.000 50.000
capital de giro)
Vida econômica (Período) 8 anos 12 anos
Valor revenda 12.000 10.000
Lucros líquidos anuais 10.000 12.000
Resposta: Alternativa B. SÉRIEA = 1.808,69/ano SÉRIEB = 3251,77/ano

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Exercício 08 (CE/Engenharia Civil/Maio/2010): O estudo de viabilidade técnico-
econômica, definido na NBR 14653, destina-se a diagnosticar a viabilidade técnico-
econômica de um empreendimento, com a utilização de indicadores de viabilidade. A
respeito dos indicadores de viabilidade, seus significados e aplicações na avaliação
de empreendimentos, assinale a opção correta.
(A) O índice de lucratividade é o tempo necessário para que a renda líquida
acumulada do empreendimento iguale o investimento nele comprometido,
sendo que a utilização isolada do índice de lucratividade como indicador de
viabilidade não é conclusiva.
(B) O índice de lucratividade é a relação entre o valor presente das receitas líquidas
e o valor dos investimentos, sendo o empreendimento considerado viável
quando seu índice de lucratividade for igual ou superior à taxa de desconto
equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.
(C) O valor presente líquido é expresso pelo tempo necessário para que a renda
líquida acumulada do empreendimento se iguale ao investimento nele
comprometido, sendo o empreendimento considerado viável quando o seu
valor presente líquido for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto
equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.
(D) O tempo de retorno é expresso pelo valor presente do fluxo de caixa
descontado, projetado no horizonte do empreendimento, incluindo o valor do
investimento a realizar, sendo o empreendimento considerado viável quando o
seu tempo de retorno for nulo ou positivo, para uma taxa de desconto
equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.
(E) A taxa interna de retorno é um valor expresso pela taxa de desconto que anula
o valor presente do fluxo de caixa projetado no horizonte do empreendimento,
incluindo o valor do investimento a realizar, sendo o empreendimento
considerado viável quando a sua taxa interna de retorno for igual ou superior à
taxa de desconto equivalente ao custo de oportunidade de igual risco.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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26. SUBSTITUIÇÃO ECONÔMICA DE EQUIPAMENTOS

26.1 – Objetivo
Determinar o momento mais econômico que deve ser substituído um
equipamento, uma vez que os custos operacionais e de manutenção tendem a
aumentar significativamente ao longo dos anos.

26.2 – Razão básica de substituição econômica de equipamentos


A razão básica de substituição econômica de equipamentos decorre da
elevação dos custos operacionais (como por exemplo: elevação no consumo de
combustível) e dos custos de manutenção (como por exemplo: substituição de peças).
Estes custos aumentam porque o equipamento se depreciou fisicamente (desgaste
de componentes) ou tecnologicamente (surgimento de uma mais moderna, que
consuma por exemplo menos combustível).

26.3 – Métodos de análise


Existem quatro métodos básicos para análise econômica de substituição de
equipamentos, são eles:
a) Substituição idêntica;
b) Substituição não-idêntica;
c) Substituição com avanço tecnológico; e
d) Baixa sem reposição.

26.4 – Método: Substituição Idêntica

Objetivo: determinar quando deve ser substituído determinado equipamento por outro
idêntico, ou seja, determinar sua vida econômica.
Características: o equipamento que substituirá o que está em uso tem as mesmas
características de investimento inicial, receita, custos e valor de revenda.
Método de análise: calcular os valores anuais uniformes equivalentes (PMT) de todos
os anos.

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Situação 1: Trocar todo ano por um
modelo novo. Montar fluxo de caixa
(vide representação) e calcular seu valor
anual uniforme equivalente.

Situação 2: Trocar de 2 em 2 anos por


um modelo novo. Montar fluxo de
caixa (vide representação) e calcular seu
valor anual uniforme equivalente.

Situação 3: Trocar de 3 em 3 anos por


um modelo novo. Montar fluxo de
caixa (vide representação) e calcular seu
valor anual uniforme equivalente.

Situação n: Trocar de n em n anos por


um modelo novo. Montar fluxo de
caixa (vide representação) e calcular seu
valor anual uniforme equivalente.

Com todos valores calculados escolher o período com maior VAUE - Valor
Anual Uniforme Equivalente (caso o problema tenha fornecido as receitas) ou o
período com menor CAUE - Custo Anual Uniforme Equivalente (caso o problema
não tenha informado as receitas ou lucros). Este período é denominado vida
econômica, ou seja, o período que o equipamento deverá ser substituído por um novo
com características idênticas.

Exemplo: Considere os dados sobre valor de revenda, receitas e custos operacionais


de um equipamento:
Ano Novo 1 2 3 4 5
Valor de Revenda 65.000 47.000 41.000 34.000 28.000 24.000
Receitas ------ 30.000 30.000 30.000 30.000 30.000
Custos ------ 4.000 7.000 11.000 16.000 21.000
Calcule a vida econômica, considerando a TMA de 18%a.a.

Solução: Montar os fluxos de caixa e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente

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Troca todo Troca de 2 em 2


ano por um anos por um
novo novo
VAUE2=1.914,68
VAUE1=-3700

Troca de 3 em 3 anos por um novo

VAUE3= 2.671,96

Troca de 4 em 4 anos por um novo

VAUE4= 2.520,11

Como o valor do VAUE3 é o maior, podemos dizer que o equipamento deve ser
substituído a cada 3 anos por um novo.

Exercício 01: A direção da empresa Papel e Celulose S/A deseja saber quando é
econômica a substituição de um determinado equipamento de geração de energia
elétrica por outro idêntico. Os dados econômicos deste equipamento estão expostos
a seguir:
Período Novo 1 2 3 4 5
Valor de Revenda 580 500 440 380 300 230
Custos Operacionais ----- 10 16 24 34 46
Sabendo que a taxa mínima de atratividade da empresa de 10%a.a., qual é a
sua vida econômica?
Resposta: Vida econômica de 3 anos, ou seja, trocar de 3 em 3 anos
SÉRIE 1= -148 SÉRIE2= -137,52 SÉRIE3= -134,65 SÉRIE4=-138,39
SÉRIE5= -139,63

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Exercício 02 (com IR): A direção da empresa Leite&Vida está em dúvida quando


substituir um determinado equipamento laticínio por outro idêntico. Os dados de
revenda e lucros estão expostos na tabela a seguir:
Ano Valor de revenda Lucro
Novo 36.000 ----
1 26.000 20.000
2 20.000 16.000
3 16.000 12.000
4 10.000 6.000
Se o custo de oportunidade da empresa é de 10% a.a. e taxa de imposto de
renda é de 25%, de quanto em quanto tempo deve ser trocado este equipamento?
Considerar uma depreciação contábil de 20% ao ano.

Solução: Montar os fluxos de caixa e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente

Troca todo ano Troca de 2 em 2


por um novo anos por um
novo
VAUE1=3200 VAUE2=4.152,38

Troca de 3 em 3 anos por um novo

VAUE3= 4.227,19

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Troca de 4 em 4 anos por um novo

VAUE4= 2.915,5

Como o valor do VAUE3 é o maior, podemos dizer que o equipamento deve ser
substituído a cada 3 anos por um novo.

26.5 – Método: Substituição Não-Idêntica

Objetivos: primeiro determinar qual é o melhor equipamento do ponto de vista econômico e


depois determinar de quando em quanto tempo deve ser substituído.
Características: o equipamento que substituirá o que está em uso não tem as mesmas
características de investimento inicial, receitas, custos e valor de revenda.
Método de análise: calcular os valores anuais uniformes equivalentes de todos os anos (como
já efetuado na substituição idêntica) para o equipamento atual em uso (defensor) e para o
equipamento desafiante (o outro equipamento alternativo). O equipamento que deve ser
escolhido é o que tiver o maior VAUE (caso o problema informem receitas/lucros) em suas
respectivas vidas econômicas ou menor CAUE (caso o problema não informem as
receitas/lucros), também nas suas respectivas vidas econômicas.
Exemplo: Uma madeireira vem operando com um determinado equipamento da
Marca X na linha de produção. Este equipamento tem uma vida útil de 4 anos e seus
respectivos valores de revenda, receitas e custos estão expostos na tabela a seguir.
Ano Marca X Marca Y
Valor de Receitas Custos Valor de Receitas Custos
revenda revenda
Novo 10.000 ---- ---- 12.000 ----- -----
1 6.900 15.000 5.200 8.000 15.500 6.300
2 4.300 15.000 5.700 5.000 15.500 6.300
3 2.500 15.000 6.000 3.000 15.300 6.500
4 700 15.000 7.000 2.000 15.000 6.700
5 Zero 14.000 7.000
A atual linha de equipamentos já está em atividade, e a direção da empresa
decidiu contratar você para elaborar um estudo econômico para ver se é vantajoso
trocar a linha de equipamentos pelos da marca Y.
O equipamento da marca Y possui uma vida útil de 5 anos e seu dados de valor
de revenda, receitas e custos estão expostos na tabela anterior.
A empresa também deseja saber, dependendo de qual a marca for escolhida,
quando deve substituir o atual equipamento. O custo de oportunidade da empresa
é de 10%a.a.

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Solução: (A) Montar os fluxos de caixas e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente
do equipamento atual (em uso)

Troca todo ano Troca de 2 em 2


por um novo anos por um
novo
SÉRIE1 = 5.700
SÉRIE2= 5.847,62

Troca de 3 em 3 anos por um novo

SÉRIE3= 6.126,28

Troca de 4 em 4 anos por um novo

SÉRIE4= 6.088,30

(B) Montar os fluxos de caixas e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente


do equipamento desafiante.

Troca todo ano Troca de 2 em 2


por um novo anos por um
novo
SÉRIE1 = 4.000
SÉRIE2=4.666.67

Troca de 3 em 3 anos por um novo

SÉRIE3= 5.160,12

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Troca de 4 em 4 anos por um


novo

SÉRIE4= 5.556,56

Troca de 5 em 5 anos por um


novo

SÉRIE5= 5.432,64

Resposta: Com o Equipamento da marca X já esta em uso faz dois anos, portanto deve ser
trocado daqui a 1 ano e depois o novo de 3 em 3 anos de uso.

Exercício 0122: A direção da empresa Petro&Gás está em dúvida se deve substituir


um determinado equipamento atualmente em uso, por outro não idêntico, sendo que
este poderá desempenhar a mesma função com maior rentabilidade.
Os dados de revenda, receitas e custos operacionais do equipamento
atualmente em uso estão expostos na tabela a seguir:
Ano Valor de revenda Receitas Custos
Novo 10.000 ------ --------
1 6.900 9.000 5.200
2 4.300 9.000 5.700
3 2.500 9.000 6.000
4 700 8.500 6.500
Os dados de revenda, receitas e custos operacionais do equipamento
desafiante estão expostos na tabela a seguir:
Ano Valor de revenda Receitas Custos
Novo 12.000 ------- --------
1 8.000 10.500 6.300
2 5.000 10.500 6.300
3 3.000 10.300 6.500
4 2.000 10.000 6.700
5 Zero 9.500 7.000
Se o custo de oportunidade da empresa é de 10% a.a., qual equipamento deve
ser escolhido? E quando será efetuada a substituição do equipamento escolhido?
Resposta: Equipamento desafiante e trocar de 4 em 4 anos
Para o equipamento em uso: SÉRIE1= -300 SÉRIE2= -152 SÉRIE3= 126
VAUE4=88
Para o equipamento desafiante: SÉRIE1= -1.000 SÉRIE2= -333 SÉRIE3= 160
SÉRIE4=556 SÉRIE5=515

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Adaptado do livro Análise de Investimento. Casarotto (1998)
Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .127
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Exercício 02 (com IR): Uma empresa vem operando com um determinado
equipamento da Marca X na linha de produção. Este equipamento tem uma vida útil
de 4 anos e seus respectivos valores de revenda, receita e custos estão expostos na
tabela a seguir.
Ano Marca X Marca Y
Valor de Receitas Custos Valor de Receitas Custos
revenda revenda
Novo 10.000 ---- ---- 12.000 ----- -----
1 6.900 15.000 5.200 8.000 15.500 6.300
2 4.300 15.000 5.700 5.000 15.500 6.300
3 2.500 15.000 6.000 3.000 15.300 6.500
4 700 15.000 7.000 2.000 15.000 6.700
5 zero 9.500 7.000
A atual linha de equipamentos já está em atividade e a empresa agora resolveu
contratar você para elaborar um estudo econômico para ver se é vantajoso trocar
a linha de equipamentos pelos da marca Y.
O equipamento da marca Y possui uma vida útil de 5 anos e seu dados de valor
de revenda, receita e custos estão expostos na tabela anterior.
A empresa também deseja saber, dependendo de qual a marca for escolhida,
quando deve substituir o atual equipamento. O custo de oportunidade da empresa
é de 10%a.a. A taxa de imposto de renda é de 25%
Considerar uma depreciação contábil de 20% ao ano.

Solução: Montar os fluxos de caixas e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente


para o equipamento Marca X.

Troca todo ano Troca de 2 em 2


por um novo anos por um
novo
SÉRIE1=3.750,00 SÉRIE2=3.957,14

Troca de 3 em 3 anos por um novo

SÉRIE3= 4.278,25

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Troca de 4 em 4 anos por um novo

SÉRIE 4= 4.315,26

Montar os fluxos de caixas e calcular o Valor Anual Uniforme Equivalente para o


equipamento Marca Y.

Troca todo ano Troca de 2


por um novo em 2 anos
por um novo
SÉRIE1=2.300,00 SÉRIE2=2.967

Troca de 3 em 3 anos por um novo

SÉRIE3= 3.490

Troca de 4 em 4 anos por um


novo

SÉRIE4= 3.929

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Troca de 5 em 5 anos
por um novo

SÉRIE5= 3.330

Resposta: Marca “X” e trocar de 4 em 4 anos

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UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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26.6 – Método: Substituição com Avanço Tecnológico

Objetivo: determinar quando deve ser substituído determinado equipamento por outro
mais avançado tecnologicamente, ou seja, determinar sua vida econômica considerando
o custo da inferioridade.
Características: o equipamento que substituirá o que esta em uso tem as mesmas
características de investimento e valor de revenda, mas possuem custos operacionais
e/ou receitas distintos. Supõem-se neste caso que o equipamento de tecnologia mais
avançada provenha custos menores e/ou provenha receitas maiores.
Custo da Inferioridade: é o custo adicional gerado por estarmos com um equipamento
com tecnologia mais antiga. Este custo pode ser calculado pela diferença entre o “Custo
do equipamento Antigo” e o “Custo do equipamento Novo” e/ou a diferença entre a
“Receita do equipamento Antigo” e a “Receita do equipamento Novo”.
Método de análise: calcular os custos anuais uniformes equivalentes de todos os anos
Situação 1: Trocar todo ano por
um modelo novo com avanço
tecnológico. Montar fluxo de
caixa (vide representação) e
calcular seu custo anual uniforme
equivalente.

Situação 2: Trocar de 2 em 2
anos por um modelo novo com
avanço tecnológico. Montar fluxo
de caixa (vide representação) e
calcular seu custo anual uniforme
equivalente.
Situação n: Trocar de n em n
anos por um modelo novo com
avanço tecnológico. Montar fluxo
de caixa (vide representação) e
calcular seu custo anual uniforme
equivalente.

O período de menor “Custo Anual Uniforme Equivalente” equivale ao período de


substituição por um de tecnologia mais avançada, ou seja, sua vida econômica
considerando o custo da inferioridade.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .131
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Exemplo23: A empresa XYZ comprou um equipamento por $1.000. A previsão
de depreciação deste equipamento e dos custos operacionais considerando o
equipamento Antigo (tecnologicamente) e o Novo (com avanço tecnológico)
estão expostos na tabela seguir:
Período Preço de revenda Custo Operacional equip. antigo Custo Operacional equip. novo
1 720 450 450
2 620 500 450
3 540 550 400
4 460 600 400
5 400 650 350
6 360 725 350
7 325 800 300
Com base nestas informações, determine a vida econômica do
equipamento considerando uma TMA de 10% a.a.

Solução: Montar os fluxos de caixas e calcular o Custo Anual Uniforme Equivalente


Troca todo ano Troca de 2 em 2 anos
por um novo por um novo

SÉRIE1 = -380,00 SÉRIE2= -304,76

Troca de 3 em 3 anos por um novo


SÉRIE3=- 300,91

Troca de 4 em 4 anos por um novo

SÉRIE4= -308,04

Troca de 5 em 5 anos por um


novo

SÉRIE5= -324,08

Troca de 6 em 6 anos
por um novo

SÉRIE6= -341,05

23
Adaptado do livro Análise de Investimento. Casarotto (1998)
Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .132
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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Troca de 7 em 7
anos por um
novo

SÉRIE7= -365,29

Resposta: O equipamento deve ser trocado de 3 em 3 anos .

Exercício: O moinho TrigoFlor comprou um equipamento por $20.000. A


previsão de depreciação deste equipamento, receitas e dos custos
operacionais considerando o equipamento velho e o novo (com avanço
tecnológico) estão expostos na tabela a seguir:
Período Preço de Custo Operacional Receita com equip Custo Operacional Receita
revenda com equip com com tecnologia com equip com com equip.
tecnologia antiga antiga tecnologia nova tecnologia nova
Novo 20.000 ------ --------- --------- -------
1 16.000 9.000 25.000 9.000 25.000
2 14.000 9.250 25.000 9.000 25.500
3 12.000 9.750 25.000 8.500 25.500
4 11.000 10.500 25.000 8.500 26.000
5 10.000 11.500 25.000 8.000 26.000
6 9.000 13.000 25.000 8.000 27.000
7 8.500 15.000 25.000 7.500 27.000
Com base nestas informações, determine a vida econômica do
equipamento considerando uma TMA de 15% a.a.

Resposta: Substituir por um equipamento mais avançado tecnologicamente no


40 ano de uso.
SÉRIE1= - 7.000,00 SÉRIE2= - 6.139,53 SÉRIE3= - 6.056,16 SÉRIE4= - 6.004,86
SÉRIE5= - 6.174,70

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .133
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
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26.7 – Método: Baixa sem reposição

Objetivo: determinar quando deve ser dado baixa (vendido ou sucateado)


determinado equipamento, ou seja, permanecer enquanto estiver dando lucro
acima da TMA.
Características: para identificar se deve ser utilizado este método, devemos estar
atento ao fato que o equipamento já está em uso e que não será substituído por outro.

Método de análise: calcular o valor presente modificado de período a período.


Montar fluxo de caixa (vide representação) e calcular seu valor
presente. Análise: se VP0 < 0 deve-se vender imediatamente o
equipamento, pois o retorno está inferior a TMA. Esta tendência do
VP < 0 deve continuar, pois os custos operacionais e de
manutenção devem continuar a crescer. Neste caso o problema
termina neste cálculo, tendo como resposta: venda imediata.
Se VP0 > 0, montar novo fluxo de caixa (vide representação) e
calcular seu valor presente. Análise: se VP1 < 0 deve-se vender ao
final do período 1 o equipamento, pois o retorno está inferior a
TMA. Esta tendência do VP < 0 deve continuar, pois os custos
operacionais e de manutenção devem continuar a crescer. Neste
caso o problema termina neste cálculo, tendo como resposta: venda
no final do período 1.
Se VP1 > 0, montar novo fluxo de caixa (vide representação abaixo)
e calcular seu valor presente. Análise: se VP2 < 0 deve-se vender
ao final do período 2 o equipamento, pois o retorno está inferior a
TMA. Esta tendência do VP < 0 deve continuar, pois os custos
operacionais e de manutenção devem continuar a crescer. Neste
caso o problema termina neste cálculo, tendo como resposta: venda
no final do período 2.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .134
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Repetir procedimento anterior até que VPn-1 < 0, neste caso a venda
deve ocorre no final do período n-1. Caso fique VPn-1 > 0 até o
último cálculo deve-se vender no final do período n.

Exemplo (Adaptado de Casarotto,1998): Foram estimados os seguintes valores de


revenda, custos operacionais e receitas de um equipamento, que já está em uso a
alguns anos, para os próximos três anos seguintes:
Ano Valor de revenda Custo de operação Receita
0 400 --------- ----------
1 300 80 340
2 200 100 320
3 100 120 300
Supondo que a TMA seja de 10% a.a., determinar quando o ativo deverá ser
vendido.

Solução: Montar os fluxos de caixas e calcular os VP’s.

VP0= 109,09 como o valor presente foi positivo devo calcular por
mais um período

VP1= 81,82 como o valor presente foi positivo devo calcular por
mais um período

VP2= 54,55 como o valor presente foi positivo e sendo este o


último período chego a conclusão que o equipamento deve ser
vendido ao final do 3o ano

Exercício (Casarotto, 1998): A fábrica de porcelana Vitória possui um forno de


esmaltação há alguns anos e como usa óleo combustível, muito caro no momento,
está pensando em vendê-lo e aplicar o dinheiro a uma taxa mínima de atratividade de
15%a.a. ou continuar com ele se for mais conveniente. Os valores de revenda,
receitas e custos estão expostos na tabela a seguir.
Ano Valor de revenda Receita Custos operacionais
0 100.000 ------ -------
Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .135
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
1 70.000 80.000 20.000
2 50.000 70.000 25.000
3 10.000 60.000 30.000
4 1.000 50.000 40.000
Quando a empresa deverá vender o forno?
Resposta: VP0 = 13.043,48 VP1 = 12.608,70 VP2 = -15.217,39 trocar no final do 2
ano

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .136
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

REFERÊNCIAS

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matemática financeira, engenharia econômica, tomada de decisão. 8 ed. São Paulo,
SP: Vértices, 1998. 323 p.

DE FRANCISCO, Walter. Matemática financeira: 7 ed. São Paulo, SP: Atlas, 1994.

EHRLICH, Pierre Jacques. Engenharia econômica: avaliação e seleção de projetos


de investimento. 3 ed. São Paulo, SP: Atlas, 1983.

HIRSCHFELD, Henrique. Engenharia econômica e análise de custos: aplicações


práticas para economistas, engenheiros, analistas de investimentos e
administradores. 5 ed. São Paulo, SP: Atlas, 1992.

HP-12C. Manual do proprietário e guia para solução de problemas. Hewlett-


Packard. Nov. 1984.

HUMMEL, Paulo R.V. Análise e decisão sobre investimento e financiamentos.


São Paulo, SP: Atlas, 1986.

KUHNEN, Osmar Leonardo; BAUER, Udibert Reinoldo. Matemática financeira


aplicada e análise de investimentos. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2001. 517 p.

OLIVEIRA, Helácio de. Tópicos de matemática financeira e aplicações. aritmética


comercial, matemática financeira e aplicações. São Paulo: Nobel, 1974. 325 p.

PUCCINI. Abelardo de Lima. Matemática financeira: objetiva e aplicada. São Paulo,


SP: Saraiva, 1999.

POMPEO, José N. & HAZZAN, Samoel. Matemática Financeira. São Paulo, SP:
Saraiva, 1999.

CAIXA ECONÔMICA. Concurso Público – Técnico Bancário Novo: Carreira


Administrativa. Caderno ECHO. CESPEUnB, Maio/2010. Disponível em:
http://www.cespe.unb.br/concursos/caixanm22010/. Acesso em: 20/05/2010.

CAIXA ECONÔMICA. Concurso Público – Nível Superior: Engenharia Civil.


CESPEUnB, Maio/2010. Disponível em:
http://www.cespe.unb.br/concursos/caixanm22010/. Acesso em: 20/05/2010.

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .137
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Apêndice – Demonstração de Fórmulas

Mostrando que FV = PV (1 + i) n

Suponha um empréstimo no valor de “PV”, por “n” períodos, a uma taxa de


juros “i” e acompanhe a evolução de seu saldo devedor “FV”:

Período Saldo Devedor = FV


0 FV0 = PV
1 FV1 = PV+PV.i = PV.(1+1)
2 FV2 = PV.(1+1) + PV.(1+1) .i = PV.(1+i).(1+i)= PV(1+i)2
3 FV3 = PV.(1+1)2 + PV.(1+1)2.i = PV.(1+i)2.(1+i)= PV(1+i)3
: :
N FVn = PV.(1+1)n-1 + PV.(1+1)n-1.i = PV.(1+i)n-1.(1+i)= PV(1+i)n

Engenharia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .138
UNOESC - Campus de Joaçaba . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .

Mostrando que FV = PMT.[(1 + i) − 1]


n

Suponha uma série de prestações iguais de valor de “PMT”, sem entrada, por
“n” períodos, a uma taxa de juros “i” e determinemos seu valor futuro “FV”.
Para determinar o valor futuro desta série, levaremos todos os valores
isoladamente de PMT para o futuro aplicando a fórmula: FV=PV(1+i)n

Portanto,
FV = PMT.(1+i)0 + PMT.(1+i)1 +…+ PMT.(1+i)n-3+ PMT.(1+i)n-2 + PMT.(1+i)n-1
Colocando PMT em evidência temos:
FV = PMT.[(1+1)0 + (1+1)1 +…+ (1+i)n-3+ (1+i)n-2 +(1+i)n-1]
Como se pode perceber foi obtida uma progressão geométrica de razão “q =
(1+i)” e com “n” termos. Utilizando-se da fórmula de somatório de uma progressão
qn −1 [(1 + i) n − 1]
geométrica Somatório = , temos que: FV = PMT
q −1 (1 + i) − 1

Ou seja, FV = PMT [(1 + i ) − 1]


n

qn −1
Observação: Temos de uma Progressão Geométrica que o Somatório = q0+ q1+ q2+ q3+...=
q −1
Exemplo: Somatório = 20+21+22+23=15
Aplicando a fórmula, sendo q = 2 (razão geométrica) e n = 4 (número de termos) obtemos:
4
2 −1 16 − 1
Somatório= = = 15
2 −1 1

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