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OS SÍMBOLOS NA LITURGIA

Pe. Cristiano Marmelo Pinto

1. Compreensão de sinal e símbolo

A celebração litúrgica constitui um conjunto de sinais, símbolos, gestos, palavras, objetos, tempo,
lugares, etc. Toda a liturgia tem um caráter simbólico, ou seja, toda a liturgia é simbólica. Nela
prevalece a linguagem dos símbolos, mais intuitiva e afetiva do que conceitual. José ALDAZÁBAL
afirma que “é a linguagem simbólica que nos permite entrar em contato com o inacessível: o
mistério da ação de Deus e da presença de Cristo” . A liturgia é ação, é comunicação, é gestos,
movimentos, etc. Através dos sinais e símbolos a liturgia nos permite experimentar, entrar em
comunicação e em comunhão com o mistério de Deus em Jesus Cristo. Para Julián L. Martín, “os
sinais litúrgicos estão, antes de tudo, a serviço da presença e da realização de uma salvação que está
destinada aos homens em suas circunstâncias históricas e existenciais” . Este estudo sobre os
símbolos na liturgia pretende buscar, mais do que um elenco de sinais e símbolos na liturgia, quer
compreender sua função no contexto da ação litúrgica para sua valorização e melhor participação
no mistério de Cristo celebrado.

2. Noções sobre sinal e símbolo

Antes de uma reflexão mais profunda a respeito dos símbolos na liturgia, é necessário compreender
o seu significado, sua origem. A filosofia grega, os Padres da Igreja e a própria liturgia utiliza o
termo símbolo no seu sentido originário. Ele não é sinônimo de aparente ou irreal. Trata-se, como
afirma Alberto Beckhäuser, da “mesma realidade em outro modo de ser” . Porém, é necessário fazer
uma distinção entre sinal e símbolo. Um não é o outro. Nem todo sinal é símbolo, mas todo símbolo
é sinal.

Sinal leva ao conhecimento de algo que lhe é diferente em si mesma. O sinal por si aponta para algo
exterior a ele. “O sinal não é o que significa, mas sim o que nos orienta, de um modo mais ou menos
informativo, para a coisa significada” . Ele é uma realidade ponte entre algo conhecido e o
conhecimento de outra coisa. O elemento conhecido denomina-se significante enquanto que o que
está além é denominado significado. O sinal é um meio de expressão e de comunicação. No sinal
podemos verificar as seguintes condições:

a) Ser distinto do significado;


b) Depender de alguma maneira do significado, ou seja, ser menos perfeito do que ele;
c) Guardar alguma relação de semelhança com o significado;
d) Ser mais conhecido que o significado.

A palavra símbolo é de origem grega e significa reunir, por juntas as partes de uma mesma coisa,
que se achavam separadas. “O símbolo estabelece uma identidade afetiva entre a pessoa e uma
realidade profunda que não se chega a alcançar de outra maneira” . O símbolo reúne em si as
realidades, contendo um pouco de cada uma delas. Podemos falar de símbolo, como afirma J. L.
Martín, “quando se tem diante de si um significante que remete não a um significado preciso, como
no caso do sinal, mas a outro significante que de certo modo se faz presente” . Por este motivo, o
símbolo possui uma função representativa, ao tornar presente o significado e ao mesmo tempo
participar dele.

Deve-se perceber nos símbolos os seguintes elementos:

a) Uma realidade sensível (um ser, um objeto, uma palavra);


b) Uma correspondência ou relação de significado, com a qual se entre em contato por meio do
elemento significante;
c) A realidade significada com a qual se entra em contato está de tal maneira presente e unida ao
significante que sem ele não poderia exercer sua influência;

3. O simbolismo na Sagrada Escritura

Assim como as demais religiões, também a Sagrada Escritura está perpassada por sinais e símbolos.
O cristianismo não por menos, baseia todo o seu simbolismo na Sagrada Escritura. A Constituição
Conciliar sobre a Liturgia Sacrosanctm Concilium afirma que “na celebração litúrgica é máxima a
importância da Sagrada Escritura. Pois dela são tiradas as leituras, os salmos que são cantados as
preces, orações e hinos (...) e é dela também que recebem seu significado as ações e sinais” (SC 24).
Da Sagrada Escritura a liturgia cristã acolhe os gestos e ações simbólicas dos que precederam na fé
a partir de Abraão (cf. Rm 4,16-17). Dela também, a liturgia reproduz os símbolos da economia da
salvação nas várias etapas da história da salvação.

O termo símbolo é pouco usado na Sagrada Escritura. Utiliza-se com mais freqüência o termo sinal.
Porém, o simbolismo é algo natural no mundo semítico e esta linguagem se encontra na Sagrada
Escritura. Nela, vemos que a pedagogia dos sinais é constantemente utilizada nas relações de Deus
com o povo. Momentos culminantes desta linguagem podemos encontrar na revelação de Deus no
monte Sinai. Nos escritos proféticos, nos salmos e nos livros sapienciais. Muitos relatos e narrações
possuem um significado simbólico.

Os sinais no Antigo Testamento podem ser classificados em quatro grupos:

a) Sinais da criação: culminando com a criação do homem “imagem e semelhança” de Deus;


b) Sinais acontecimentos: constituem os grandes momentos da história da salvação, cujo momento
alto é o êxodo;
c) Sinais rituais: constituem todas as instituições litúrgicas e festivas de Israel (santuário, sábado,
sacrifícios, etc.);
d) Sinais figuras: colocam em relevo a missão de alguns determinados personagens (patriarcas,
Moisés, etc.), ou determinadas funções (pastor, profetas, sacerdotes, etc.).

A principal característica do simbolismo bíblico é seu pano de fundo histórico-salvífico. Eles


expressam a continuidade da presença salvadora de Deus e possuem um caráter prefigurativo e
memorial. Os sinais que possuem um caráter litúrgico são prefigurações dos sacramentos da Igreja.

No Novo Testamento, os sinais do Antigo Testamento são aplicados em relação a Jesus Cristo e a
comunidade cristã. Em Jesus todo símbolo, toda figura que aparecem na história da salvação estão
concentrado nele. Ele não somente se serviu dos sinais do Antigo Testamento, mas deu a eles seu
pleno cumprimento.

Jesus não somente se serviu dos sinais da criação para dar a conhecer o Reino de Deus, mas deu
cumprimento a quanto anunciavam os sinais-acontecimentos e os sinais-rituais, concentrando-os
em sua pessoa e realizando curas por meio de gestos simbólicos que manifestavam seu poder
salvador .

O culto inaugurado por Jesus Cristo não estava ligado a nenhum lugar, mas ao “templo do corpo”
e a ação do Espírito Santo. Porém, ele perpetuou sua ação salvadora através de sinais e ações
simbólicas, confiadas a Igreja. Entre estas ações merecem destaque o batismo e a eucaristia . Destes
dois sacramentos renasce e se edifica continuamente a Igreja.

Jesus também empregou a si mesmo sinais do Antigo Testamento, definindo-se a si mesmo como
o Novo Moisés (cf. Hb 3,2-3), o Bom Pastor (cf. Mt 15,24), etc.
Alguns sinais e símbolos do Antigo Testamento também foram empregados à Igreja em relação a
si mesma e a Cristo. A Igreja esposa, corpo místico de Cristo, etc.

4. O simbolismo na liturgia

A comunidade cristã se serve inicialmente dos sinais e símbolos que ela recebeu do Senhor e de
muitos outros. Temos num momento inicial, por exemplo: a imposição das mãos, a concessão de
ministérios, a unção com óleo, etc. Como afirma J. Lopéz Martín:

Todas ações significativas às quais progressivamente se foram unindo outros sinais e símbolos
procedentes da matriz bíblica e numa constante referência à doutrina e ao exemplo do próprio
Cristo que se serviu do simbolismo para expressar e realizar a salvação .

O simbolismo na liturgia é fruto tanto da herança bíblica como também da influência de outras
culturas e de modo concreto da cultura helênica. Da junção dos diversos elementos das mais
variadas culturas onde o cristianismo se fazia presente, a liturgia cristã foi criando uma nova síntese
simbólica dos sinais, imagens, símbolos, dando origem a uma característica totalmente original e
cristã. A liturgia cristã não abole estes elementos, sinais e símbolos, proveniente de outras culturas,
mas os purifica, dando uma nova significação.

Os sinais e símbolos na liturgia são sinais da fé. Não só são sinais como também alimenta a fé. A
Constituição Sacrosanctum Concilium ao tratar dos sacramentos diz que “como sinais, visam
também à instrução. Requerem a fé, mas também a alimentam, sustentam e exprimem, com
palavras e coisas, merecendo, por isso, ser chamados sacramentos da fé” (SC 59). Todo sinal e
símbolo litúrgico remetem para os fatos e palavras do próprio Cristo e de toda a história da
salvação. São sinais das “realidades invisíveis presentes, a graça santificante e o culto a Deus” .

5. Sinais e símbolos na liturgia

A liturgia possui um leque enorme de sinais e símbolos. Existem muitas categorias de sinais e
símbolos litúrgicos. Existem sinais e símbolos vinculados a pessoas e ao corpo humano, outros
relacionados com coisas materiais, de modo que a liturgia se serve de uma série de sinais e símbolos
expressivos para manifestar toda a sua beleza e mistério, de modo que precisamos valorizá-los, ao
invés de introduzirmos elementos estranhos a própria natureza da liturgia. Passaremos agora a
relacionar um breve elenco de sinais e símbolos na liturgia sem a pretensão de esgotá-los.

6. Elenco de sinais

a) Pessoas:
- a assembléia litúrgica,
- os ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos).

b) Atitudes corporais:
- de pé (significa ação, expectação, oração comum);
- sentados (significa escutar, atender e meditar, oração pessoal);
- de joelhos (significa rebaixamento, adoração, oração pessoal);
- genuflexão
- prostração (significa aniquilamento, morte, ressurreição para um estado de vida, oração
pessoal);
- inclinação (significa rebaixamento, súplica, veneração); etc.

c) Gestos de todos os fiéis:


- fazer o sinal da cruz (significa invocação trinitária, memória do mistério pascal, identificação
com Cristo crucificado);
- dar-se a paz (expressa comunhão no espírito);
- bater no peito (significa conversão, penitencia);
- caminhar, ir em procissão, levar o pão e o vinho ao altar, dançar, beijar a cruz, etc.

d) Gestos dos ministros:


- levantar os olhos (significa oração e súplica);
- estender as mãos (significa oração a Cristo na cruz);
- impor as mãos (significa exorcismo, doação do Espírito Santo, cura, reconciliação, transmissão
de carisma, etc.)
- partir o pão (significa autodoação, compartilhar, eucaristia);
- soprar (significa comunicação do Espírito Santo);
- assinalar (significa marcar e selar com o sinal de Cristo);
- outros gestos: lavar os pés, elevar, mostrar, beijar, saudar, ungir, crismar, tocar, acompanhar,
acolher, impor uma veste, etc.

e) Ações:
- ablução e imersão (significa renascer, ressuscitar);
- aspersão (recordação do batismo);
- oração, jejum, silêncio (significa penitência, oração, fome espiritual, participação no mistério
pascal de Cristo);
- outras ações: imposição das mãos, bênção, beijo da paz, sepultar, abrir e fechar, etc.

f) Elementos naturais: água, pão, vinho, óleo, sal, leite e mel, luz, trevas, fogo, círio pascal, incenso,
flores, ramos, etc.

g) Objetos: cruz, imagens, lâmpadas, livros litúrgicos, Evangeliário, vestes litúrgicas, cores
litúrgicas, insígnias (anel, báculo, pálio), vasos, sino, toalhas, corporais, pala, sacrário, etc.

h) Tempos: dia, noite, horas, vigília, semana, ano, domingo, festas, oitavas, quaresma, cinquentena,
ano jubilar, etc.

i) Lugares: igreja, nave, presbitério, cátedra, sede, ambão, altar, batistério, fonte batismal,
confessionário, porta, cemitério, etc.

7. O rito litúrgico como expressão simbólica

A liturgia cristã é um conjunto de ritos. A ritualidade é um elemento essencial de toda celebração


litúrgica. Conforme a interpretação sociológica, o rito é a expressão, o gesto simbólico destinado à
função identificadora de promover a coesão do grupo que celebra, formando uma assembléia. O
rito é um mecanismo de orientação que oferece um quadro seguro e fixo para uma experiência
determinada. O rito é expressão simbólica, é memorial.

A repetição é uma característica essencial do rito, visto que, por definição, o rito é uma ação
representativa dos fatos da história da salvação, fatos que são sempre os mesmos. Pelo rito
entramos em contato com os gestos de Cristo. A repetição ritual nos permite entrar, nos aproximar
de Cristo e de seus gestos e palavras e nos integra a eles.

A ritualidade litúrgica gira em torno da eucaristia e dos demais sacramentos, que constituem a
Igreja e manifestam e comunicam o mistério de Cristo a todos os fiéis.

8. Conclusão

Como vimos, o símbolo faz parte da própria experiência humana. Na liturgia ele se reveste de uma
nova e mais profunda significação, remetendo a experiência do mistério pascal de Cristo e de toda
a história da salvação. A liturgia cristã é uma constelação de sinais e símbolos que precisam ser
valorizados e alguns recuperados. Muitas vezes em nome da “criatividade” acabamos por reduzir
os símbolos litúrgicos, ou em alguns casos, introduzindo no contexto celebrativo elementos
estranhos a própria natureza da liturgia. A simbologia e a ritualidade litúrgica não exclui a
criatividade. Mas é preciso que, no uso da criatividade, façamos uma re-leitura de toda a simbologia
litúrgica, para descobrir nela novos aspectos dentro de sua profundidade.

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BIBLIOGRAFIA

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DONGHI, Antonio. Gestos e palavras na liturgia. São Paulo: Loyola, 2009.

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NASSER, Maria Celina Cabrera. O uso de símbolos: sugestões para a sala de aula. São Paulo:
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SCOUARNEC, Michel. Símbolos cristãos: os sacramentos como gestos humanos. São Paulo:
Paulinas, 2001.
Paulo: Paulus, 2001.

TEIXEIRA, Nereu de Castro. Comunicação na liturgia. São Paulo: Paulinas, 2003, pp. 35-56.

DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS - Símbolos Religiosos


Os símbolos religiosos presentes em cada religião representam o sagrado, a fé, a esperança, a natureza,
a vida, o universo. Eles se tornaram tradicionais entre seus fiéis pelo fato de serem considerados
elementos poderosos.
Símbolos do Cristianismo
Cruz
Símbolo do Cristianismo, a cruz representa o local onde Jesus Cristo foi crucificado ao salvar a
humanidade e, por isso, simboliza a força, o poder, o sagrado.
Assim, a cruz tornou-se um objeto de devoção cristã e faz parte de igrejas, capelas, monastérios e
templos. É citada muitas vezes no livro sagrado, a Bíblia, simbolizando o poder de Deus e a fé cristã:
“Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo
salvos, é o poder de Deus”. (Coríntios 1:18).

Peixe
Inicialmente, esse símbolo foi fundamental para a difusão do Cristianismo. A palavra peixe, do
grego Ichthys, representa o acrônimo Iesous Christos, Theou Yios Soter, que significa "Jesus Cristo,
Filho de Deus, Salvador".
Note que o peixe era um dos alimentos básicos entre os judeus e, por esse motivo se tornou uma marca
cristã, símbolo de amor, de união, de compaixão.
Importante lembrar que o peixe também tornou-se um símbolo de Cristo após Jesus fazer o milagre da
multiplicação dos pães e dos peixes.
Mais informações: símbolos do Cristianismo

Símbolos do Islamismo Lua Crescente com Estrela


Símbolo do Islão, a lua crescente com a estrela foi uma figura do império otomano e mais tarde
adotada pelo Islamismo. Representa a renovação da vida e da natureza visto que os islâmicos
seguiam um calendário lunar.
Para alguns, a interpretação do símbolo remete ao casamento, a união da lua com a estrela D’alva. Para
outros, as pontas da estrela indicam os cinco pilares da religião
islã: oração, caridade, fé, jejum e peregrinação.
Importa referir que o culto à lua tem origem na cultura árabe.
Hamsá
O hamsá, palavra que significa cinco em árabe, representa igualmente os cinco pilares da fé islâmica.
Ele também é conhecido como mão de Fátima. Isso porque esse era o nome de uma das filhas do
profeta Maomé, a qual se dizia que não tinha pecados. Por esse motivo, Fátima é um modelo para as
mulheres muçulmanas.
Mais informações: símbolos do Islamismo

Símbolos do Hinduísmo
Om
Conhecido como “Omkar” (Om ou Aum), esse símbolo sagrado representa em sânscrito o principal
mantra da religião hindu.
Trata-se de uma espécie de oração e meditação relacionado com conhecimento, a proteção e o corpo
sonoro absoluto.
Também está associado com a invocação das três mais importantes divindades hindus: Brahma
(criador), Vishnu (reformador) e Shiva (destruidor).
Suástica ou Svastica
Pelo fato de apontar para as quatro direções, a suástica representa o deus Brahma. Esse é um
símbolo sagrado e próspero para os hindus.
Svastica, em sânscrito, significa bem-estar, de modo que é, assim, um símbolo de sorte e de
prosperidade.
Mais informações sobre os Símbolos do Hinduísmo.

Símbolos do Judaísmo
Estrela da Davi (Hexagrama)
Símbolo do Judaísmo, a Estrela de Davi (Hexagrama) é representada por uma estrela de seis pontas
com dois triângulos sobrepostos.
Ela está relacionada com a união de elementos, a saber: o feminino e o masculino, o céu e a terra,
dentre outros.
É utilizada em outras religiões, como no Hinduísmo. Cada ângulo da estrela representa um deus da
trindade hindu: Brahma, Vishnu e Shiva, os quais simbolizam, respectivamente, o Criador,
Preservador e Destruidor.

Menorá
A Menorá, Menorah em hebraico, é um candelabro de sete pontas que foi construído por Moisés e se
tornou símbolo religioso do Judaísmo. É um dos símbolos mais antigos da fé judaica.
Objeto divino de iluminação, a Menorá é citada muitas vezes na Torá, livro sagrado com leis e
mandamentos do Judaísmo:
“Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestal, a
sua hástea, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça. Seis
hásteas sairão dos seus lados: três de um lado e três do outro."
Mais informações: símbolos Judaicos

Símbolos do Budismo
Roda do Dharma
A Roda do Dharma (Dharmacakra) é o símbolo do Budismo. Ela é representada por um círculo com
oito raios que significam os ensinamentos de Buda.
Esses ensinamentos, chamados de “Nobre Caminho Óctuplo”, são: entendimento correto, pensamento
correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e
concentração correta.

Flor de Lótus
A flor de lótus, que representa o crescimento espiritual, é considerada o trono de Buda e é um dos
Oito Símbolos Auspiciosos do Budismo.
Quando fechada, a flor simboliza o coração fechado que somente se abre com o desenvolvimento das
virtudes de Buda.
Mais informações: símbolos do Budismo
Símbolos Wicca
Pentagrama
Na religião Wicca, o Pentagrama (estrela de cinco pontas) é um elemento que caracteriza o feminino
visto que está associada com Vênus.
Tornou-se um dos símbolos mais importantes da religião, na medida em que representa os cinco
elementos (espírito, água, ar, fogo e terra).
Além disso, representa Vênus, uma das principais deusas da religião Wicca. Ela é considerada a deusa
mãe da natureza.

Lua Tripla
Fazendo parte da religião Wicca, esse símbolo representa a deusa tripla, os três aspectos do poder
feminino, e as fases do ciclo lunar.
A primeira lua crescente simboliza a Donzela, que remete à juventude, novos começos e pureza. A lua
cheia do centro simboliza a Mãe, que se refere à maturidade, fertilidade, amor, carinho e poder.
Já a última lua, que também é crescente, representa a Crone, que tem a ver com a sabedoria, a
experiência, o conhecimento, a morte e o renascimento.
Veja mais: símbolos de Bruxaria

Símbolos do Taoismo
Yin Yang
O Yin Yang (Diagrama do Tai-chi ou Tei-Jié) é o símbolo cósmico do Taoismo. Ele representa o
universo mediado pela união das forças e energias opostas, a saber: o feminino e o masculino,
o positivo e o negativo, o céu e a terra.
É representado por um círculo, que dividido por uma linha sinuosa, é preenchido nas cores preto (Yin)
e branco (Yang). Cada lado possui um germe do outro, fomentando uma relação de equilíbrio e das
forças complementares e inseparáveis entre tudo o que existe.

Símbolos do Xintoísmo
Torii
Sendo o símbolo mais representativo do xintoísmo, o torii é considerado
um santuário ou portão desta religião.
Ele representa a passagem do mundo físico para o mundo espiritual, do profano para o sagrado. É
usado para a adoração de espíritos da natureza.
Veja mais: símbolos do Xintoísmo

Símbolo do Espiritismo
Ramo da Videira
Com somente um símbolo que o representa, o espiritismo, especificamente o fundador Allan Kardec,
trouxe o ramo da videira para a religião, o tornando o símbolo do Criador.
Cada parte da planta remete a algo:
 Ramo - representa o corpo
 Seiva - representa o espírito
 Bago da uva - representa a alma
Veja mais: símbolos do Espiritismo

Símbolo da Umbanda
Bandeira Umbandista
Bandeira feita pela "Associação de Umbanda Caxias" (AUC)Um dos símbolos mais conhecidos da
religião afro-brasileira umbanda é a sua bandeira, que simboliza a união, tendo sido criada por Saul de
Medeiros (Pai Saul de Ogum).
Ela é composta por um sol no centro, o qual simboliza iluminação, conhecimento, vitalidade.
Já a figura branca dentro do sol, segundo as palavras do Pai Saul, “No primeiro instante, parece a de
um enorme pombo-branco, mas olhando com mais atenção, a forma se modifica, deixando
transparecer um espectro humano angelical com asas enormes, voando e determinado a realizar uma
missão.”
Árvore da Vida da Cabala
Um dos principais símbolos usados pelos seguidores da cabala, é a Árvore da Vida ou Árvore
Sefirótica.
Ela é uma espécie de árvore invertida que simboliza o Deus que criou o Universo. Apresenta dez nós
ou esferas e vinte duas linhas que conectam estes nós.
De acordo com a imagem, as esferas se dividem assim:
1. Coroa (Keter)
2. Sabedoria (Chochmah)
3. Inteligência (Binah)
4. Amor (Chesed)
5. Poder ou Força (Gevurah)
6. Compaixão (Tiferet)
7. Resistência (Netzach)
8. Majestade (Hod)
9. Fundação (Yesod)
10. Reino (Malchut)
Veja mais: símbolos da Cabala.

Símbolos do Siquismo
Khanda
Sendo o principal símbolo da religião monoteísta indiana chamada de Siquismo, o Khanda representa
a fé, a verdade e a justiça.
É formado por uma faca de dois gumes que simbolizam a crença em Deus e no poder divino que
controla toda a criação.
A parte direita da figura representa a autoridade e a liberdade regidas por valores religiosos e morais.
Já a esquerda se refere à justiça divina, que pune as pessoas com práticas maléficas.
O círculo ou chakra, o qual não possui começo nem fim, simboliza o Deus eterno e a perfeição.
Ek Onkar ou Ik Onkar

Outro símbolo importante para o siquismo, inclusive ele abre o livro sagrado da religião, significando
“Deus é Uno”.
Simboliza a existência de somente um Deus, o qual é criador de tudo, que está além do nascimento e
da morte, do medo e do ódio, que é a verdade eterna.
Símbolo da Fé

O escudo da fé, conhecido como símbolo da fé, é um amuleto utilizado com o intuito de trazer
proteção.
Trata-se da imagem de um escudo com uma espada. No escudo consta a palavra “fé”, que faz parte da
composição da imagem.
O surgimento desse símbolo teria como base a seguinte passagem da Escritura Sagrada:
“Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do
Maligno.” (Efésios 6, 16)

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