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Termodinâmica

Aplicada

4ª feira
19h10-20h25
Profa Dra. Simoni M. Gheno 20h45-22h00
Aula 2 simoni.gheno@docente.unip.br intervalo
20h25 as 20h45
Processos Reversíveis e Irreversíveis
A 2ª Lei da Termodinâmica estabelece que nenhuma máquina térmica pode ter
eficiência de 100%.

Vocês devem estar se perguntando:


Qual é a maior eficiência que uma máquina pode ter?

Antes de responder a essa pergunta precisamos conhecer os processos reais


(irreversíveis) e os processos ideais (reversíveis).

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Identificando Irreversibilidades
Um dos usos importantes da 2ª Lei da Termodinâmica em engenharia é determinar
o melhor desempenho teórico dos sistemas.

A partir da comparação do desempenho real com o melhor desempenho teórico,


muitas vezes podem ser obtidos insights sobre o potencial de melhoria.

O melhor desempenho é avaliado e comparado com os dados obtidos


a partir dos processos idealizados.

Na aula de hoje vamos aprender como tais processos idealizados são apresentados
e distinguidos dos processos reais envolvendo irreversibilidades.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Processos Reversíveis
Um processo é reversível se o sistema e os arredores podem retornar aos seus
estados iniciais. Ou seja, ele pode ser revertido sem deixar qualquer vestígio no
ambiente. Isso somente será possível se a troca líquida de calor e a realização de
trabalho entre o sistema e o ambiente for zero para o processo combinado (original
e inverso).
Eles NÃO OCORREM NA NATUREZA e são meras idealizações de processos reais.
Você deve estar se perguntando então:
Por que nos preocupamos em estudar esses processos?

Duas razões:
1. Esses modelos são fáceis de analisar
2. Servem de modelos idealizados para comparar com os processos reais.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Processos Irreversíveis
Um processo é chamado de irreversível quando após um processo ocorrido, nem o
sistema nem as vizinhanças podem ser restabelecidos ao seu estado inicial.

Expansão de um gás
Fonte: Autor

O que causa a irreversibilidade em sistemas termodinâmicos?


atrito, expansão não resistiva, troca de calor com diferença finita
de temperatura, mistura de substância diferentes, efeito de
histerese, perdas elétricas, combustão, além de qualquer
processo que implique trocas de energia sem que haja a máxima
produção teoricamente possível de trabalho.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Processos Irreversíveis
Exemplo de processo irreversível: atrito (Figura)

A energia fornecida
na forma de trabalho
é convertida em calor elevação da
durante o processo e temperatura
transferida para os
corpos em contato.
Fonte: Fig 6.32: Çengel, 5 ed.

Quando a direção do movimento é invertida os corpos voltam


à posição original mas a interface não resfria e o calor não é
convertido em trabalho.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Processos Irreversíveis

Fonte: Fig 6.34: Çengel, 5 ed.

processo irreversível processo impossível


Transferência de calor reversível é um processo conceitual e não pode ser
reproduzido no mundo real.
Ainda que desejável do ponto de vista termodinâmico a transferência de calor
reversível é impraticável e economicamente inviável.
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Processos Irreversíveis
Na Termodinâmica, a irreversibilidade está diretamente relacionada a produção e
aumento da entropia, a qual é uma característica a ser determinada em todos os
processos reais e será objeto de estudo das próximas aulas.

Como essas informações podem ser usadas em projetos práticos de


Engenharia?
A partir da comparação entre o os valores calculados entre o desempenho real e o
máximo desempenho teórico é possível propor melhorias e/ou modificações em um
dado sistema, uma vez que as irreversibilidades estão associadas apenas aos
processos reais

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Processos Irreversíveis
A medida que um sistema sofre um processo, podem ser encontradas
irreversibilidades dentro dele, bem como em suas vizinhanças, embora em certos casos
elas podem ser encontradas predominantemente o sistema ou em suas vizinhanças.

Dependendo da análise é conveniente dividir as irreversibilidades presentes em


duas classes:
• Irreversibilidades internas são aquelas que acontecem no sistema.
• Irreversibilidades externas são aquelas que acontecem nas vizinhanças

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Exemplo 1
Suponha um recipiente dividido em duas partes iguais por uma parede (Fig.). Em
um dado instante inicial, um dos gases ocupa apenas uma das partes enquanto a
outra está vazia. A partir do momento que a divisória entre os dois lados é removida,
o gás fluirá naturalmente para a metade vazia até ocupar uniformemente todo o
recipiente, atingindo o que chamamos de estado de equilíbrio.

Representação da expansão livre de um gás (Fonte: Próprio autor)

Esse é um exemplo padrão de irreversibilidade porque, afinal, ninguém diria que o gás pode voltar
espontaneamente a ocupar uma metade do recipiente, como no estado inicial.
A irreversibilidade do processo leva ao chamado desperdício de energia que futuramente será
estudado quando do assunto Exergia.
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Ciclo de Carnot
Em 1824 o Físico e Engenheiro Militar Nicolas Léonard Sadi Carnot propôs uma
máquina térmica idealizada que estabelecia um ciclo ideal: Ciclo de Carnot.

Carnot conseguiu demonstrar que qualquer máquina térmica que opere entre duas
fontes com temperaturas absolutas (ou seja, na escala Kelvin de temperatura) atingirá
seu rendimento máximo se seu funcionamento ocorrer a partir de processos reversíveis.

O ciclo de Carnot é um ciclo ideal reversível também conhecido como motor térmico
ideal.

O motor térmico ideal não existe na prática

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Ciclo de Carnot
É composto de dois processos adiabáticos reversíveis e de dois processos isotérmicos reversíveis:
I. Expansão isotérmica de A até B, que ocorre quando o gás retira calor da fonte
quente;
II. Expansão adiabática de B até C, sendo que o gás não troca calor;
III. Compressão isotérmica de C até D, pois o gás rejeita calor para a fonte fria;
IV. Compressão adiabática de D para A, pois não ocorre troca de calor.

Compressão adiabática
Expansão adiabática

Fonte: Autor
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Ciclo de Carnot
Existem dois teoremas importantes sobre o rendimento térmico do ciclo de Carnot:

Teorema 1
“É impossível construir um motor que opere entre dois reservatórios térmicos e tenha
rendimento térmico maior que um motor reversível (motor de Carnot) operando entre os
mesmos reservatórios"

Teorema 2
“Todos os motores que operam segundo um ciclo de Carnot, entre dois reservatórios à
mesma temperatura, têm o mesmo rendimento".

Da 2ª Lei da Termodinâmica aprendemos a definição do ciclo de Carnot, que só depende da


temperatura dos reservatórios térmicos, sendo independente da substância de trabalho.
Dessa forma, o rendimento térmico do ciclo de Carnot é função somente da temperatura.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Máquina Térmica de Carnot
Eficiência (rendimento):Ciclo de Potência
𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝑊𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎
𝜂=
𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜
𝜂=
𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
É uma máquina hipotética que opera segundo um ciclo reversível de Carnot.

Nas máquinas térmicas reversíveis a razão entre as quantidades de calor pode ser
substituída pela razão das temperaturas absolutas dos dois reservatórios.
Máquina Térmica de Carnot
Eficiência máxima teórica (eficiência de Carnot):
𝑇𝐹𝐹
𝜂𝑐 = 𝜂𝑚𝑎𝑥 = 1 −
𝑇𝐹𝑄 Ciclo ideal: 𝜂 = 𝜂𝑐
𝜂𝑐 - rendimento de Carnot Ciclo real (irreversibilidades): 𝜂 < 𝜂𝑚𝑎𝑥
Impossível: 𝜂 > 𝜂𝑚𝑎𝑥
Usar a temperatura
sempre em K ou Rankine
Essa é a mais alta eficiência que uma máquina térmica pode apresentar operando
entre dois reservatórios de energia térmica.

As máquinas térmicas irreversíveis tem eficiência menor que a eficiência de Carnot

Uma máquina térmica real não atinge esse valor máximo de eficiência porque é
impossível eliminar completamente todas as irreversibilidades relacionadas ao ciclo real
Exemplo 2
Um inventor afirma ter desenvolvido um ciclo de energia capaz de fornecer uma
saída líquida de trabalho de 410 kJ para uma entrada de energia por transferência
de calor de 1000 kJ. O referido ciclo recebe a transferência de calor proveniente dos
gases quentes a uma temperatura de 500 K e descarrega energia por transferência
de calor para a atmosfera que se encontra a temperatura média de 300 K. Avalie
esse ciclo.
Solução:
Para resolver esse problema o aluno deverá ter em mente a necessidade
de identificar se esse ciclo é reversível ou irreversível e para isso será
necessário comparar a eficiência real com a eficiência máxima
Quais as informações conhecidas?
▪ taxa de transferência de calor fornecida é de 1000 kJ → 𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
▪ potência líquida de saída de 410kJ → 𝑊𝑙𝑖𝑞
▪ Temperatura dos gases a 500K → 𝑇𝐹𝑄
▪ Temperatura ambiente a 300K → 𝑇𝐹𝐹

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


… continuação do exemplo 2

Eficiência (rendimento): Eficiência máxima teórica:

𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝑊𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑇𝐹𝐹


𝜂= = 𝜂𝑚𝑎𝑥 = 1 −
𝑇𝐹𝑄
𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
300 𝐾
410 𝑘𝐽 𝜂𝑚𝑎𝑥 =1− = 1 − 0,6
𝜂= 500 𝐾
1000 𝑘𝐽
𝜂𝑚𝑎𝑥 = 0,4 (40%)
𝜂 = 0,41 (41%)

𝜼 > 𝜼𝒎𝒂𝒙 modelo proposto é IMPOSSÍVEL

Uma vez que a eficiência térmica do ciclo real excede o valor máximo teórico, o
ciclo é considerado impossível.
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Rendimento Teórico versus rendimento real
Ciclo de Refrigeração - Comparação entre rendimentos
Coeficiente de performance: Coef Performance máximo teórico:

𝑄𝑟𝑒𝑚𝑜𝑣𝑖𝑑𝑜 (𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎) 𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎


𝐶𝑂𝑃 = 𝐶𝑂𝑃𝑐 = 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 =
𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 −𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎
𝑊𝑙𝑖𝑞
𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 Usar a temperatura sempre em K ou Rankine
𝐶𝑂𝑃 =
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜

Ciclo ideal: 𝐶𝑂𝑃 = 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥


Ciclo real (irreversibilidades): 𝐶𝑂𝑃 < 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥
Impossível: 𝐶𝑂𝑃 > 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥
Exemplo 4
Um refrigerador mantém o compartimento do congelador a temperatura -5°C (268K)
quando a temperatura do ar que circunda o refrigerador é de 22°C (295K). A taxa de
transferência de calor entre o compartimento do congelador e o fluido refrigerante é
de 8000 kJ/h e a potência de entrada necessária para operar o refrigerador é de
3200 kJ/h. Determine o coeficiente de desempenho do refrigerador e verifique se o
modelo proposto é reversível ou irreversível.
Solução:
Para resolver esse problema o aluno deverá ter em mente a necessidade
de comparar o coeficiente de desempenho real com o coeficiente de
desempenho máximo.
Quais as informações conhecidas?
▪ taxa de remoção de calor é de 8000 kJ/h → 𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
▪ potência líquida de entrada necessária de 3200kJ → 𝑊𝑙𝑖𝑞
▪ Temperatura no interior do congelador é 268K → 𝑇𝐹𝐹
▪ Temperatura ambiente a 295K → 𝑇𝐹𝑄
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
… continuação do exemplo 4

Coeficiente de performance: Coef Performance máximo teórico:


𝑄𝑟𝑒𝑚𝑜𝑣𝑖𝑑𝑜 (𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎)
𝐶𝑂𝑃 = 𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝐶𝑂𝑃𝑐 = 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 =
𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 − 𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎
8000𝑘𝐽/ℎ
𝐶𝑂𝑃 =
3200𝑘𝐽/ℎ
268𝑘
𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 =
𝐶𝑂𝑃 = 2,5 295𝐾 − 268𝐾

𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 = 9,93
𝐶𝑂𝑃 < 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 modelo proposto é irreversível
A diferença entre os coeficientes de desempenho real e máximo sugere que pode
haver algum potencial para melhorar o desempenho termodinâmico.
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Exemplo 5
Um ciclo de refrigeração possuindo um coeficiente de desempenho de 3 mantém
um laboratório a 18°C em um dia em que a temperatura exterior é de 30°C. A carga
térmica em regime permanente consiste na energia entrando através das paredes e
janelas a uma taxa de 30.000kJ/h e dos ocupantes do laboratório a uma taxa de
6.000kJ/h. Determine a potência necessária (utilizada) para este ciclo e compare
com a potência mínima teórica requerida por qualquer ciclo de refrigeração
operando sob estas condições, ambas em kW.
Solução:
O enunciado nos fornece o valor do coeficiente de desempenho e o calor que
precisa ser retirado do sistema. A partir dessas duas informações é possível
então calcular a potência necessária para esse sistema.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


… continuação do exemplo 5

Coeficiente de performance:
𝑄𝑟𝑒𝑚𝑜𝑣𝑖𝑑𝑜 (𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎)
𝐶𝑂𝑃 =
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜

36.000 𝑘𝐽/ℎ
3=
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜

𝑘𝐽 Foi solicitado no enunciado que a resposta final fosse


𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 = 12000 dada em kW, então precisaremos fazer algumas
ℎ conversões de unidades.

𝑘𝐽 1ℎ 1𝑘𝑊
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 = 12000
ℎ 3600𝑠 𝑘𝐽 𝑾𝒄𝒊𝒄𝒍𝒐 = 𝟑, 𝟑𝟑𝒌𝑾
1
𝑠 potência necessária

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


… continuação do exemplo 5
A próxima etapa é a determinação da potência mínima teórica requerida.
Para isso utilizaremos a comparação do desempenho do ciclo de refrigeração com o desempenho de Carnot.

𝑄𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑇𝑐 ▪ Temperatura no interior do ambiente é 18ºC = 291K → 𝑇𝐹𝐹



𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑇𝐻 − 𝑇𝑐
▪ Temperatura ambiente está a 30ºC= 303K → 𝑇𝐹𝑄
𝑄𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 291𝐾

𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 303𝐾 − 291𝐾

𝑄𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜
≪ 24,5
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜

36.000 𝑘 𝐽Τℎ
≪ 𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜
24,5

1.469,39 𝑘 𝐽Τℎ ≪ 𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 Foi solicitado no enunciado que a resposta final fosse dada em kW, então
precisaremos fazer algumas conversões de unidades
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… continuação do exemplo 5

1.469,39 𝑘 𝐽Τℎ ≪ 𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜


𝑘𝐽 1ℎ 1𝑘𝑊
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 ≫ 1.469,39
ℎ 3600𝑠 1𝑘 𝐽Τ𝑠

𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 = 0,41𝑘𝑊 potência mínima requerida

Dessa forma:

3,33𝑘𝑊
= 8,12
0,41𝑘𝑊
Observamos que a potência utilizada é 8,12 vezes maior do que a potência mínima
requerida.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


Rendimento Teórico versus rendimento real
Bomba de Calor - Comparação entre rendimentos
Coeficiente de performance: Coef Performance máximo teórico:

𝑄𝑓𝑜𝑟𝑛𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜 (𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒) 𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒


𝐶𝑂P𝐵𝐶 = 𝐶𝑂𝑃𝑚𝑎𝑥 =
𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑛𝑡𝑒 −𝑇𝑓𝑜𝑛𝑡𝑒 𝑓𝑟𝑖𝑎
𝑊𝑙𝑖𝑞
𝑄𝑠𝑎𝑖
𝐶𝑂P𝐵𝐶 = Usar a temperatura sempre em K ou Rankine
𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜

Ciclo ideal:𝐶𝑂P𝐵𝐶 = 𝐶𝑂P𝐵𝐶,𝑚𝑎𝑥


Ciclo real (irreversibilidades):𝐶𝑂P𝐵𝐶 < 𝐶𝑂P𝐵𝐶,𝑚𝑎𝑥
Impossível:𝐶𝑂P𝐵𝐶 > 𝐶𝑂P𝐵𝐶,𝑚𝑎𝑥
Exemplo 6
Uma casa requer 5x105 kJ de energia na forma de calor, por dia, para manter sua
temperatura a 22ºC (295K) quando a temperatura externa se encontra 10ºC (283K).
Se um sistema que funciona como uma bomba de calor é usado para fornecer essa
energia, determinar o trabalho teórico mínimo de entrada, para um dia de operação,
em kJ.
Solução:
Para resolver esse problema o aluno deverá ter em mente a necessidade
de comparar o coeficiente de desempenho real com o coeficiente de
desempenho máximo.

Quais as informações conhecidas?


▪ taxa de transferência de calor necessária é de 5x105 kJ → 𝑄𝑓𝑜𝑟𝑛𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜
▪ potência líquida de entrada → 𝑁ã𝑜 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑚𝑜𝑠
▪ Temperatura interna a 295K → 𝑇𝐹𝑄
▪ Temperatura ambiente a 283K → 𝑇𝐹𝐹

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


… continuação do exemplo 6
Coeficiente de performance: Coef Performance máximo teórico:
5x105 kJ 295𝑘
𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶 = 𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶,𝑚𝑎𝑥 =
𝑊𝑙𝑖𝑞 295𝐾 − 283𝐾
Como calculamos o trabalho teórico mínimo de entrada?
𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶 = 𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶,𝑚𝑎𝑥
5x105 kJ 295𝑘
=
𝑊𝑙𝑖𝑞 295𝐾 − 283𝐾
5x105 kJ
= 24,583
𝑊𝑙𝑖𝑞
5x105 kJ
= 𝑊𝑙𝑖𝑞 𝑊𝑙𝑖𝑞 = 2,03x104 kJ
24,583
Profa. Dra. Simoni M. Gheno

QUIZ !
Vamos testar o conhecimento
utilizando um quiz?
https://forms.office.com/r/HueU6j7V1X

Profa. Dra. Simoni M. Gheno


resolução do ex 10

Eficiência (rendimento): Eficiência máxima teórica:

𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝑊𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑊𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑇𝐹𝐹


𝜂= = 𝜂𝑚𝑎𝑥 = 1 −
𝑇𝐹𝑄
𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑄𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎
298 𝐾
600 𝑘𝐽 𝜂𝑚𝑎𝑥 =1− = 1 − 0,412
𝜂= 723 𝐾
1000 𝑘𝐽
𝜂𝑚𝑎𝑥 = 0,58 (58%)
𝜂 = 0,6 (60%)

𝜼 > 𝜼𝒎𝒂𝒙 modelo proposto é IMPOSSÍVEL

Uma vez que a eficiência térmica do ciclo real excede o valor máximo teórico, o
ciclo é considerado impossível.
Profa. Dra. Simoni M. Gheno
Profa. Dra. Simoni M. Gheno 30

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