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MEDIÇÕES DE DUREZA TURBINA K04 E

ANÁLISES DE FRATURAS ROTOR GMR235


De Emitente Telefone Fax Campinas
CaW1/QAS Bortolozzo (019) 3745-2632 (019) 3745-2590 21/08/03
Folha 1 de 9

Para : Borgwarner – Osvaldo A dos Santos

LAUDO DE ANÁLISE: FM03Q287

1. SOLICITAÇÃO: Medições de dureza na carcaça fundida –


turbina K04 e análises das quebras do eixo e palheta do
rotor GMR 235.

1.1 INFORMAÇÕES ADICIONAIS.


Quebra do rotor durante ensaio em dinamômetro na GM.

2. ANEXOS:07

3. RESULTADOS:

3.1. Medições de durezas na turbina K04:

Ensaio de dureza Brinnel e Vickers foram realizados


nos pontos indicados abaixo.

Tabela 1:( Fig.1 a 1.2 – especificado: 187 a 249 HB 30?)


Dureza Dureza
HB 2,5/187,5 HV 30
Flange
P1 239 232
P2 239 232
P3 239 232
P4 239 232

Corpo
P5 244 227
P6 239 227
P7 239 227
P8 244 223

3.2: Análises das fraturas no rotor GMR 235:

a) Eixo: A trinca teve início na superfície de contato com


o mancal, progredindo por fadiga sob flexão rotativa,
tensões nominais médias e concentração de tensões altas.
Na superfície de contato com o mancal observa-se
microtrincas paralelas a fratura. ( Fig.2 a 2.6 ).

b) Palheta: a quebra ocorreu por fadiga sob esforços de


flexão médios, com início a partir de regiões trincadas
por impacto-cleavage. ( Fig.3 a 3.3 )

FM03Q287 Borgwarnner GM
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4: Conclusões:

4.1: A dureza da turbina K04 encontra-se dentro do


especificado em todos os pontos medidos.

4.2: A quebra do eixo do rotor por fadiga ocorreu devido a


presença de concentração de tensões altas na região do
mancal. Há indícios de que microtrincas na superfície do
eixo sejam responsáveis pela progressão da fadiga. Elas
estão associadas com a presença de retempera na região do
mancal devido ao aquecimento.

4.3: A palheta da turbina quebrou por fadiga a partir da


formação de trincas originadas por impactos - cleavage. Não
há evidências de defeitos de fabricação na peça.

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Fig.1: Locais de
medição da dureza
A na carcaça.

Corte A-A
B Corte B-B
B

P2 Fig.1.1: Corte A-
A - Medições no
flange.

P3
P1

P4

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Fig.1.2: Pontos
P6 de medição no
perfil interno -
P7 Corte B-B -
Fig.1.

P5 P8

Fig.2: Aspecto da
quebra do rotor
GMR 235.

Fig.2.1: Eixo
quebrado.
Observa-se
desgaste na
região dos
mancais.

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Fig.2.2: Eixo-
RF Fratura por
fadiga sob flexão
rotativa com
início na
superfície onde
apoia o mancal.

FD IN - início.

FD- progressão
por fadiga.
IN
RF - Ruptura
final

Fig.2.3: Região
do inicio da
trinca.
Alisamento da
superfície da
fratura.

Fig.2.4: Trinca
quebra na região próximo
a fratura e na
superfície de
contato com o
mancal.

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Fig.2.5:
Progressão por
fadiga – FD
Fig.2.2.

Fig.2.6: Ruptura
final – dimples –
RF – Fig.2.2.

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Fig.2.7:
Metalografia do
eixo na região do
mancal.200X
ataque Nital 3%.

Observa-se
retempera/camada
branca e
microtrincas.

Fig.2.8: 500X
ataque Nital 3% -
Idem acima –
camada branca/
retempera e
microtrinca.

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c) Palheta do rotor:

Fig.3: Aspecto da
quebra da
palheta.

Fig.3.1: Aspecto
FD da quebra.

FD - progressão
por fadiga.

IM- impacto-
micromecanismo
por cleavage.

IM

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Fig.3.2: Região
de ruptura por
cleavage
( impacto )
Regiões indicadas
na Fig.5.1

Fig.3.3:
Progressão da
trinca por
fadiga. ( regiões
indicadas na
Fig.5.1

Analista Laboratório Físico Responsável:

Valdenir Soares Glauco Bortolozzo

Laboratório
Físico/Metalográfico

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