Você está na página 1de 8

O Cristão e o meio Ambiente

A mordomia da terra, segundo o cristianismo

A relação entre o homem e a terra é, frequentemente, apresentada como um tipo de


mordomia. Sermos mordomos da criação nos confere, fundamentalmente, a noção de
responsabilidade. Em primeiro lugar, para com Deus e, em segundo, para com o resto da
criação.

Uma imagem útil sobre a mordomia é encontrada na história da criação nos primeiros
capítulos da Bíblia. Adão e Eva foram colocados em um jardim, o Jardim do Éden, "para
trabalhá-lo e cuidar dele" (Gn 2.15). Notemos que a palavra "trabalho" é, muitas vezes,
traduzida para "servir". Logo, o homem tinha (e ainda tem) a função de servir como
"jardineiro" de Deus nesta terra.

Quatro implicações em ser um "jardineiro" de Deus

1. Um jardim fornece comida e água e outros materiais para sustentar a vida em todas as suas
formas. Notemos que a história do livro de Gênesis não menciona apenas água e comida, mas,
também, recursos minerais (Gn 2.12).

2. Um jardim deve ser mantido como um lugar de beleza. As árvores no jardim do Éden eram
"agradáveis aos olhos". Ao contemplar a criação, experimentamos um sentimento de espanto
e admiração em face de sua dimensão, complexidade e magnificência (Cf. os salmos,
especialmente os Salmos 104 e 148). Milhões de pessoas, a cada ano, visitam jardins que
foram projetados especialmente para mostrar a incrível variedade e beleza da natureza.

3. Um jardim é um lugar onde os seres humanos podem ser criativos. Fomos criados à imagem
de Deus (Gn 1.26), o que implica que nós, assim como Deus, também temos criatividade. Os
seres humanos aprenderam a utilizar os conhecimentos científicos e técnicos (por exemplo,
gerar novas variedades de plantas), aliados à enorme variedade de recursos do planeta Terra
para criar novas possibilidades de vida e sua fruição.

4. Um jardim deve ser mantido para beneficiar as gerações futuras. Grande parte do nosso
planejamento e plantio de jardins tem claramente as gerações futuras em mente! Nós todos
queremos passar para a próxima geração uma terra melhor do que a que herdamos.
Quão apropriado é compararmos a nós mesmos como jardineiros que cuidam da terra. Em
contrapartida, somos, com mais freqüência, exploradores e saqueadores, em vez de
jardineiros. Alguns cristãos têm interpretado mal o "domínio" dado aos seres humanos em
Gênesis 1.26 como desculpa para a exploração desenfreada. No entanto, o livro de Gênesis,
assim como outras partes das Escrituras, insiste em afirmar que a gestão humana sobre a
criação deve ser exercida sob Deus, o governante máximo da criação, com o tipo de cuidado
exemplificado por esse retrato de seres humanos como "jardineiros".

Muita conversa e pouca ação

Muitos desses princípios de boa gestão do "jardim" estão incluídos, pelo menos
implicitamente, em muito do que é escrito sobre o meio ambiente nos tratados internacionais.
A Conferência de Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992, foi a maior
conferência internacional de todas as ocorridas, com mais de 25 mil participantes. Milhões de
palavras resultaram de suas convenções e resoluções. A partir desse evento, a sensibilização
para as questões ambientais se tornou muito mais evidente e não carecemos mais de
declarações e pilhas de documentos e tratados de acordo.

O que parecem faltar, em geral, são a capacidade e a vontade de realizar tudo o que está
discriminado nesses documentos. Há muita conversa, mas relativamente pouca ação. Estamos
muito conscientes de que usar os recursos do mundo para satisfazer o nosso próprio egoísmo
é ganância. Esse não é um problema novo, pelo contrário, é muito antigo. Na narrativa sobre o
jardim do Éden, em Gênesis, somos apresentados ao pecado humano, com suas consequências
trágicas (Gn 3). O ser humano desobedeceu ao Senhor Deus, rejeitando a sua presença. Esse
relacionamento rompido com Deus conduziu a relacionamentos rompidos em outros lugares
também. Os desastres, que encontramos por toda a parte no ambiente, falam,
eloquentemente, sobre as consequências desse relacionamento quebrado.

Ao pensar no pecado e no mal que resulta de um relacionamento rompido com Deus, os


cristãos, geralmente, pensam no pecado contra as pessoas e não contra o ambiente. Mas, se
levarmos a sério a clara responsabilidade de cuidar da terra dada por Deus aos seres humanos,
somos obrigados a reconhecer que também a falha nesta tarefa não é apenas um pecado
contra a natureza, mas um pecado contra o próprio Deus. Trata-se de um pecado que leva à
extinção de espécies, à redução da diversidade genética, à poluição da água, da terra e do ar, à
destruição do hábitat e à ruptura do desenvolvimento de estilos de vida.

A redenção da matéria

Mas, alguém poderia muito bem fazer a pergunta: o pecado humano não arruinou tudo? Na
tentativa de cuidar da terra, não estaríamos enfrentando uma batalha perdida? Existe um
futuro para a terra? Alguns cristãos responderiam, prontamente: não!

Tomando em consideração, de maneira isolada e particular, os versículos da Bíblia que


parecem sugerir que não há futuro para a terra física, alguns cristãos têm, frequentemente,
argumentado que apenas a salvação espiritual importa e a matéria não merece qualquer
preocupação. Pensar dessa forma, porém, é ignorar o fato de que os temas centrais da
teologia cristã - a criação e a salvação - estão, intimamente, ligados pela encarnação e
ressurreição de Jesus.

A decadência humana e o pecado não puseram fim aos propósitos de Deus para os seres
humanos. Quando Deus se tornou humano em Jesus pela encarnação, demonstrou, o mais
profundo possível, seu comprometimento para com o mundo material. William Temple,
arcebispo de Cantuária, sessenta anos atrás, escreveu: "No cristianismo [...] a sentença mais
central é: 'o Verbo se fez carne' (Jo 1.14). Pela própria natureza da sua doutrina central, o
cristianismo está comprometido com uma crença [...] na realidade da matéria e seu lugar no
plano divino".

Além dessa relação entre a encarnação de Jesus e sua relação com a matéria, a ressurreição de
Jesus é a chave para a nossa esperança para o futuro. Quando Jesus ressuscitou dos mortos,
Ele não abandonou a matéria, o corpo tangível. Em vez disso, demonstrou seu poder de
transformação sobre a matéria. O apóstolo Paulo aborda o tema da redenção da criação em
uma passagem marcante, Romanos 8.19-21, nos seguintes termos: "A ardente expectativa da
criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não
por sua própria escolha, mas pela vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a
própria criação seja libertada da escravidão da corrupção e levada para a gloriosa liberdade
dos filhos de Deus".
A despeito das interpretações controversas que há sobre os símbolos contidos no livro de
Apocalipse, nele também há ênfase na ressurreição e redenção, à medida que apresenta a
maravilhosa visão que João teve dos novos céus e da nova terra - um lugar redimido,
transformado, habitado por povo liberto do pecado.

Portanto, há um futuro para a terra. Precisamos de uma teologia da criação que inclui, como
temas centrais, a encarnação e a ressurreição de Cristo, fundamentos nos quais essa teologia
tem de ser construída. Jesus Cristo é central para todo e qualquer pensamento que tenhamos
sobre a criação - e a criação faz parte do futuro que Cristo veio estabelecer.

Uma parceria com Deus

A mordomia da terra, na prática, é atacada pelo egoísmo e pela ganância humana, que levam à
exploração dos recursos da terra, além do problema da impotência humana, pois sabemos o
que fazer, mas falta a vontade de fazê-lo. Alguns se desesperam e julgam que esse problema
está além da capacidade da raça humana para enfrentá-lo adequadamente. Não podemos
ignorar que, de fato, esse problema possui um viés espiritual.

Entretanto, não podemos perder de vista que não temos de carregar a responsabilidade de
cuidar da terra contando apenas com os nossos próprios recursos humanos. O nosso parceiro
não é outro senão o próprio Deus. A narrativa bíblica do jardim de Gênesis contém uma bela
descrição dessa parceria quando fala de Deus "caminhando no jardim no frescor do dia" (Gn
3.8). Podemos questionar sobre o que Deus, Adão e Eva conversaram nos passeios noturnos.
Certamente, teriam falado sobre o jardim e como eles (o casal) estavam começando a
descobrir sobre ele e a cuidar dele, do jardim.

Na mensagem cristã, o material e o espiritual estão intimamente ligados. Certa vez, Jesus disse
aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5). Isso é, geralmente, interpretado
como se referindo, particularmente, à esfera espiritual e à atividade religiosa. Mas, Jesus não
restringiu sua palavra dessa forma, e sua declaração pode ser aplicada a tudo o que fazemos
para Deus, em qualquer âmbito, afinal, cuidar da terra também é um dos trabalhos de Deus.

Além disso, Jesus explicou aos discípulos que Ele não estava chamando-os de servos, mas de
amigos (Jo 15.15). Aos servos, são dadas instruções sem explicação; como amigos, porém,
somos trazidos para a confiança de nosso Senhor. Não recebemos prescrições de medidas
precisas, mas espera-se que usemos os dons que nos foram dados para realizar nossas tarefas
em uma verdadeira parceria.

Dentro da própria criação, há um enorme potencial que pode nos ajudar no cumprimento
dessa tarefa. A busca pelo conhecimento científico e a aplicação da tecnologia são uma parte
essencial da nossa mordomia. Ambos precisam ser perseguidos e utilizados com a humildade
adequada. Um entendimento claro das responsabilidades que nos foram dadas juntamente
com a confiança na presença e na fidelidade de Deus é a mistura que torna a mordomia cristã
emocionante e desafiadora.

Para finalizar, reconhecemos que este tema poderia, em muito, contribuir para demonstrar ao
mundo o valor da fé cristã para algumas pessoas que, de outra forma, jamais dariam ouvidos à
mensagem do evangelho. A inclusão das preocupações ambientais como parte de sua missão é
um grande desafio para a igreja atual.

Resumo dos desafios

1. O mundo está enfrentando crises ambientais de magnitude sem precedentes, inclusive,


algumas delas em escala global.

2. Cuidar da terra é uma responsabilidade dada por Deus. Portanto, não cuidar da terra é um
pecado.

3. Os cristãos precisam voltar a salientar que as doutrinas da criação, da encarnação e da


ressurreição são indissociáveis. O espiritual não deve ser visto como separado do material.
Uma teologia aprofundada do meio ambiente tem de ser desenvolvida.

4. Nossa mordomia da terra, como cristãos, deve ser buscada na dependência e na parceria
com Deus.
5. A aplicação da ciência e da tecnologia é um componente importante desta mordomia. A
humildade é um ingrediente essencial para a pesquisa e para a aplicação da ciência e da
tecnologia.

6. Tudo isso proporciona uma enorme oportunidade para o cristão testemunhar, hoje, seu
comprometimento com Deus, especialmente porque muitos cristãos têm negligenciado a
importância da criação e o seu lugar na mensagem cristã.

Cuidar do meio ambiente é, para mim, um compromisso de vida, um ministério. Não um


ministério no sentido eclesiástico ou teológico, mas um ministério que tem suas raízes no
cristianismo. 

É claro que falar de fé cristã e meio ambiente não é tarefa simples. Minha
formação acadêmica é em história. Não sou teóloga. Converti-me há oito anos.
Como muita gente, eu me converti pela dor. Tinha sofrido uma contaminação com
mercúrio, que estava me fazendo perder a visão, a capacidade de movimentos, a
memória matemática e espacial. 

Ao converter, meu desejo era carregar comigo, durante todo o tempo, a minha
Bíblia. Mas, por ter um grave problema de visão, tive que optar por uma Bíblia de
letras grandes e minhas filhas me criticaram, dizendo que aquela era uma Bíblia
usada por idosos. Fiz, então, o design dessa Bíblia produzida em couro vegetal,
que levo sempre comigo. 

Muitas vezes, nas igrejas, nós temos a idéia de que os ambientalistas, os que
defendem o meio ambiente, são pessoas que prestam culto à natureza ou que
fazem isso porque têm alguma participação em movimentos esotéricos. É claro
que isso pode acontecer. Mas a defesa do meio ambiente para nós, cristãos, não é
uma questão política, ou utilitária; é uma ordenança divina. 

Quando me converti, comecei a ver a Bíblia com outros olhos. Passei a ver
exatamente o que havia de ensinamento para o meu trabalho. Eu era senadora,
lidava com temas como meio ambiente, direitos humanos, educação, questão
social, violência...
O texto de Isaías 11.6 (“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará
junto ao cabrito...”), sugere que haverá uma vida em que naturezas,
aparentemente opostas, se encontrarão. Isso tem um sentido espiritual. 

Certa vez, ouvi o pastor Jesse Jackson dizendo que o meio


ambiente é o primeiro espaço, a primeira casa, o primeiro
ethos, onde essa profecia se cumpre. Sabem por quê?
Porque o lobo precisa de água potável, o cordeiro também.
O lobo precisa de alimento; portanto, tem necessidade de
terra fértil. O cordeiro também necessita dela. Da mesma forma, ambos precisam
do ar puro para que possam respirar, tanto os países ricos como os países pobres,
na questão do uso dos recursos naturais, têm de estar praticamente no mesmo
espaço. 

A Bíblia nos apresenta várias passagens nas quais encontramos Deus se


reportando à questão do cuidado com a natureza. Uma delas está em Gênesis
2.15: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden
para o cultivar e guardar”. Nesse mesmo versículo, o Senhor acrescenta: “... para
o cultivar e guardar”. Guardar, no sentido de cuidado, de zelo. Por que cultivar?
Porque a terra era e permanece sendo algo como um jardim abundante, com toda
espécie de animais, de frutos... 

Quando desrespeitamos a natureza, não utilizamos de forma sustentável os rios,


as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta,
demonstramos a falta de importância dada às gerações futuras, transmitindo a
idéia de que nós precisamos extrair tudo agora porque pensamos apenas, no
máximo, nos nossos netos. Essa é uma visão completamente fora do propósito de
Deus na relação do homem com a natureza. 

Abraão também nos apresenta um interessante testemunho, pois é enviado para


uma terra que não conhecia, a fim de ser pai de uma grande nação, uma geração
tão grande que nem poderia ser contada. Ele se preocupou com as gerações
futuras, essa é uma parte muito bonita na Bíblia: “Plantou Abraão tamargueiras em
Berseba e invocou ali o nome do SENHOR, Deus Eterno” (Gn 21.33). Quantos
anos tinha Abraão quando plantou aquele bosque de tamargueiras? 80 anos? 100
anos? Por que um homem de idade tão avançada haveria de se preocupar em
plantar um bosque de tamargueiras, se ele não comeria do fruto daquelas árvores,
se não usaria as suas sombras para descansar? Ele plantou as tamargueiras
simbolizando a sua aliança, o seu cuidado com as gerações futuras. 

Há vários momentos na Bíblia em que Deus nos ensina claramente a respeito do


cuidado com a natureza. Ainda no Pentateuco, na elaboração da Constituição do
povo judeu, Ele nos chama a cuidar do meio ambiente. Em Deuteronômio 22.6, Ele
nos ensina a cuidar dos animais, quando diz: “Se de caminho encontrares algum
ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, [...] não
tomarás a mãe com os filhotes”. Matar a mãe com os filhotes é comprometer a
reprodução dos animais. E, comprometida a sua reprodução, as espécies entrarão
em extinção.
Deus é cuidadoso, também, com as espécies, com a variedade de alimentos. No
mesmo capítulo de Deuteronômio, no versículo 9, Ele proíbe a mistura de
diferentes espécies de sementes, para que não seja profanado o fruto da vinha. E,
no versículo 8, do mesmo capítulo, o Senhor nos ensina a segurança no trabalho:
“Quando edificares uma casa nova, far-lhe-ás, no terraço, um parapeito”. Sempre
que eu passo na frente de construções que têm aqueles tapumes de proteção, eu
me lembro dessa passagem, pensando em como Deus, já naquele tempo,
recomendava que se colocasse a proteção, para se evitarem os acidentes e,
segundo Ele, não houvesse “culpa de sangue”. 

Há muitas outras passagens em que Deus fala a respeito do cuidado com a


natureza, mas estas são suficientes para despertar e incentivar cristãos a
refletirem sobre sua atuação nesse aspecto. 

É claro que o homem foi feito para dominar o meio ambiente. Mas, tomemos,
como exemplo, o domínio divino. Por acaso o domínio de Deus é tirano? Por
acaso é descuidado? Por acaso é irresponsável? Não. O domínio de Deus é
perfeito. E se Ele fez o homem à sua imagem e semelhança e lhe disse que
deveria dominar a terra e tudo o que nela há, é no seu referencial e não no
referencial humano utilitarista, oportunista e, muitas vezes, exclusivista, que o
homem deve dominar a natureza. Tenho certeza absoluta de que o nosso país
pode ser ricamente abençoado. Oremos por isso. 

Nossa fé deve caminhar seguindo a vontade de Deus. Deve ter sempre como alvo
a edificação. Deve ser coerente com o nosso desejo de que os governantes não
busquem a sua própria prosperidade, mas estejam interessados em conhecer e
buscar o cumprimento dos propósitos de Deus para o país. Com certeza, isso
resultará na alegria do povo e no júbilo divino. 

Peço que orem por mim, que orem pelos nossos governantes. Para que não
cometamos erros e, se os tivermos cometido, sejamos capazes de nos corrigir e
passar a evitá-los. 

O Ministério do Meio Ambiente está trabalhando com políticas integradas, controle


social, desenvolvimento sustentável, fortalecimento da política ambiental, e a
questão de uma política que contemple os vários segmentos da sociedade. Não
tenho dúvida de que a igreja pode ajudar. Eu até penso que poderíamos encetar
um grande movimento, dentro das igrejas, chamado “Jubileu Ambiental”. Todos
aprenderiam que o cuidado do meio ambiente não é responsabilidade só dos
ambientalistas; mas de todo critão. Deus no colocou no jardim não só para cultivá-
lo, extrair dele o nosso sustento, mas também para cuidá-lo.

Nota
Texto adaptado do livro Missão Integral — Proclamar o reino de Deus, vivendo o evangelho de Cristo, publicado
pela Editora Ultimato e Visão Mundial. Missão Integral trata, entre outros temas, da fé cristã e Meio Ambiente

Marina Silva é ministra do Meio Ambiente. 

Você também pode gostar