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1.

A Terra antes do Aparecimento do


Homem. Paleoclimas e o Impacto da
Dinâmica.

2. Mudanças Ambientais na História da Terra


e Evolução da Espécie Humana.

3. O Homem como Agente de Mudanças.

4. Que Cenários para o Século XXI?


Mudanças Ambientais Regionais e Globais.

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 Que problemas locais e regionais podemos apontar como
modificadores do ambiente?
 Na região onde a escola está inserida será possível conciliar o
desenvolvimento económico e a preservação e defesa dos
recursos ambientais?

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A Terra antes do aparecimento do Homem. Paleoclimas e
dinâmica litosférica.
 As variações climáticas que têm ocorrido ao longo da História
da Terra tem marcado profundamente a sua geomorfologia.
 A dinâmica do planeta tem influência nessas variações
climáticas. Profª Isabel Henriques 4
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“Evolução do Planeta Terra até o Surgimento do Homem” ± 10 min

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 A Terra tem sofrido variações climáticas
significativas desde a sua génese até à
actualidade.
 Muitas destas modificações resultam de
uma lenta, mas constante, alteração
geográfica que se deve, essencialmente,
à estreita relação entre a geodinâmica
interna e a geodinâmica externa do
planeta.

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O Sol, o relevo e a distribuição dos glaciares
influenciam o clima.

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Mudanças climáticas ao longo da História da Terra
Podem

Contribuir para conhecer a dinâmica climática do


nosso Planeta

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 O estudo das rochas e dos
seres vivos que habitaram a
Terra permite reconstituir
os paleoambientes e estudar
as variações climáticas ao
longo do tempo geológico.
 Estas investigações são
muito importantes, pois o
passado é a "chave" do
futuro da Terra.

Actividade 1 pag 164

Variação da temperatura média nos últimos 80 M.a. da História da Terra e as


projecções para os próximos 500 anos. Adaptado de Barret (2003), Nature 421.
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 É possível dividir a História da Terra em função das
temperaturas registadas e da influência destas na
distribuição dos glaciares e do nível médio dos oceanos.
 Essa divisão integra períodos glaciares e interglaciários.

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A divisão integra:

 Períodos glaciários (glaciações):


caracterizam-se por serem
períodos frios, que permitem a
expansão dos glaciares;
 Períodos interglaciários: o
aumento da temperatura à
superfície provoca um maior
degelo, reduzindo a área
ocupada pelos glaciares.

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Glaciações ou Períodos Glaciários
 São fenómenos climáticos que ocorrem ao longo da
história do nosso planeta.

 Durante um período glaciário as temperaturas médias


da Terra baixam o que implica o aumento das massas
polares

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Períodos Inter-glaciários
 Período entre duas glaciações e a temperatura média
da Terra aumenta podendo causar fusão dos gelos.

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 1837 - Louis Agassiz propôs pela
primeira vez a existência das
glaciações.
 Este cientista descobriu que as
glaciações dos Alpes se tinham
expandido sobre terrenos de
baixa altitude.
 Sugeriu que num tempo
geológico não muito distante, o
clima tinha sido mais rigoroso
do que actual.

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 Clima da Terra tinham flutuado entre épocas mais
frias e mais quentes.
 Glaciações do quaternário foram as primeiras a
serem descobertas.

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São massas de gelo que se originam à superfície
terreste devido à acumulação, compactação e
recristalização da neve, que se movimentam, ou
que possuem indícios de já se terem movimentado.

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 Neve e gelo cobrem
cerca de 10% da área da
superfície terrestre e
cuja temperatura é
inferior a 0ºC.

 Localizam-se nos pólos e


em zonas montanhosas
de elevada altitude.

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Principais Tipos
de Glaciares

Glaciares de Glaciar Glaciares


vale (Alpino) Piedmont Continentais

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 Formam-se nas regiões
montanhosas e ocupam os vales
preexistentes.
 Podem possuir espessuras na ordem
das centenas de metros.
 Nas latitudes baixas (próximas do
equador) ocupam apenas as
secções mais altas dos vales.
 Nas regiões mais frias e próximas
dos pólos podem iniciar-se nas
montanhas e espalharem-se ao
longo de dezenas de quilómetros
para as regiões mais planas e por
vezes próximas dos oceanos.

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 Resultam de glaciares alpinos
que, ao abandonarem os vales,
deixam de estar confinados e
espalham-se por vastas áreas em
forma de leque.
 Também podem resultar da fusão
de vários glaciares alpinos.
 Possuem dimensões elevadas,
podendo atingir dezenas de
milhares de quilómetros
quadrados. Estes glaciares são
raros.

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 Possuem dimensões muito
superiores aos glaciares de vale, e
deslocam-se lentamente, por vezes
de forma imperceptível.
 Na actualidade, os principais
glaciares continentais encontram-se
na Gronelândia e na Antárctida.
 Na Gronelândia, 80% da área
encontra-se coberta por glaciares.
Ali, o gelo atinge em média uma
espessura de 1,5 km.
 Na Antárctida 90% da área está
coberta por glaciares com
espessuras médias de 3 km e
máximas de 4,3 km.
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A formação de um glaciar ocorre em
regiões com baixas temperaturas
devido a um fenómeno

Quantidade
Precipitação de
de neve que
neve no
funde no
Inverno
Verão

http://www.classzone.com/books/earth_science/terc/content/visualizations/
es1501/es1501page01.cfm?chapter_no=visualization
Actividade 2 pag. 166
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Formação de Gelo Glaciário

Precipitação prolongada de
neve

Acumulação de neve

Fenómenos de compressão
e compactação

A neve transforma-se em
gelo glaciário
http://www.pbs.org/wgbh/nova/vinson/glac-flash.html
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Glacial variáveis ​do
movimento
 Temperatura da área,
 A inclinação da glaciar,
 O tamanho da cama de
sedimentos,
 A quantidade de água de
degelo do glaciar,
 Tamanho da glaciar.

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A velocidade de deslocação dos glaciares é maior
à superfície do que no fundo (100m/ano).

O aumento da pressão
confere ao glaciar um
comportamento dúctil
(plástico) facilitando o
seu movimento – Fluxo
plástico.
O gelo pode fundir na
base do glaciar
formando uma película
de água que lhe confere
um deslizamento basal.

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Crevasses:
 Devido às diferenças de velocidade, a
massa de gelo pode quebrar,
apresentando fendas transversais
designadas por Crevasses e fendas
longitudinais que podem ter algumas
dezenas de metros de profundidade.

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http://highered.mcgraw-
hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::640::480::/sites/dl/free/0072402466/30425/12_09.sw
f::Fig.%2012.9%20-%20Crevasses%20on%20a%20Glacier

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Ablação:
 Processo que leva à perda de
neve ou gelo do glaciar.
Fusão

Evaporação

Erosão

Separação de icebergs
(oceano ou lago)

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Se a taxa de Quando a taxa de Se a taxa de
acumulação for acumulação de gelo é acumulação for
superior à da equivalente à ablação inferior à da
ablação o glaciar o glaciar encontra-se ablação o glaciar
avança. em equilíbrio. recua.
http://highered.mcgraw-
hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::640::480::/sites/dl/free/0072402466/30425/12_06.swf::
Fig.%2012.6%20-20Glacier%20Basics
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“Los Glaciares se muevem” ± 3 min

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Explorar em casa
http://phet.colorado.edu/sims/glaciers/glaciers_en.jar

http://www.wwnorton.com/college/geo/egeo/flash/18_1.swf

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Zona de Acumulação

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 Crevasses

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Blocos

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Moreia lateral

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Moreia terminal

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Os glaciares são importantes agentes erosivos,
transportando elevadas quantidades de sedimentos de
diferentes granulometrias.
A erosão provocada pelos glaciares depende de diversos
factores:
 velocidade de deslocação do
glaciar;
 espessura do glaciar;
 composição;
 forma e abundância do material
rochoso transportado;
 resistência das rochas que
constituem o fundo do vale.

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A erosão glaciar pode ocorrer pela:
 Remoção de blocos das paredes dos vales, alguns de
elevadas dimensões, que são triturados e
transportados, por vezes, para longas distâncias,
podendo originar blocos erráticos.
Os blocos são consequência da água que se infiltra nas
fendas e, sofrendo ciclos de gelo e degelo, fragmenta
as rochas.

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A erosão glaciar pode ocorrer pela:
 Abrasão das rochas, causada pela
fricção do gelo e de fragmentos de
rochas transportados pelo gelo,
responsáveis pelo polimento e
formação de estrias e sulcos no
substrato.
 As rochas estriadas fornecem
indícios sobre o movimento e são
uma das principais evidências da
presença de glaciares no passado.
 A abrasão e o polimento pelo
glaciar podem formar rochas
aborregadas.

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Rochas estriadas

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A erosão glaciar pode ocorrer pela:
 O material rochoso triturado, formam sedimentos de
grão fino que são transportados em suspensão pela
água do degelo, conferindo-lhe tom leitoso.

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Abração: A abração é uma espécie de lixamento das
rochas do leito sobre o qual o gelo passa,
produzido pelo atrito de fragmento de rochas de
Causada vários tamanhos.

Torrente Sub-Glaciar

Rochas Estriadas

Farinha Glaciária Águas do degelo


Confere um aspecto leitoso

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 O material transportado pelos glaciares pode ser
depositado sob a forma de moreias.
 Existem diversos tipos de moreias que, dependendo
da sua localização, podem ser:

Tipos de Moreias

Fundo Lateral Frontal Medianas Terminal

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Tipos de Moreias

Formada pela deposição de material debaixo do


Fundo
gelo do glaciar, em contacto com o substrato;

Lateral

Frontal

Medianas

Terminal

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Tipos de Moreias

Fundo

forma-se nos lados do glaciar, na proximidade das


Lateral vertentes, por incorporação do material que sofreu
abrasão ou que foi fragmentado pelos ciclos de gelo
e degelo da água.
Frontal

Medianas

Terminal

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Tipos de Moreias

Fundo

Lateral

O material transportado na frente glaciar é


Frontal desviado para jusante, formando um depósito
proeminente.

Medianas

Terminal

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Tipos de Moreias

Fundo

Lateral

Frontal
Forma-se quando as moreias laterais de dois
Medianas glaciares alpinos se fundem, passando a localizar-se
no centro do glaciar.

Terminal

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Tipos de Moreias

Fundo

Lateral

Frontal

Medianas
Ocorre quando o glaciar recua, deixa uma moreia
que marca o maior avanço do glaciar.
Terminal Pode originar-se uma barragem e formar um lago
onde se acumula a água do degelo.

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 O material, transportado pelos
glaciares, não consolidado, mal
calibrado (composto por materiais de
diferente granulometria) e muito
anguloso, designado por till.
 Quando aquele material consolida
forma os tilitos, que constituem uma
das principais evidências da ocorrência Tilitos
de glaciações num passado remoto.

Till

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Relevo Glaciar Alpino

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Relevo Glaciar Alpino
Arestas - Também são designadas por arêtes (origem francesa).
Resultam da intensa erosão dos glaciares e formam cristas agudas entre
os circos ou vales glaciares.

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Relevo Glaciar Alpino
Circos - Depressões que se formam na cabeceira de muitos vales
glaciários, em resultado da acumulação de espessos mantos de neve e
gelo. Possuem frequentemente uma forma circular, em cone invertido.

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Relevo Glaciar Alpino
Horns- A combinação de três ou mais circos pode formar picos
piramidais.

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Relevo Glaciar Alpino

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino

Aquando do degelo, os circos glaciares podem ser


ocupados por lagos de circo que preenchem a depressão
cónica.

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino
Quando o glaciar recua, deixa a descoberto uma série de vales
tributários elevados - vale suspenso.
A base destes vales possui uma cota superior ao vale principal,
sendo frequente identificar-se quedas de água.

Vale da Candeeira, suspenso na


margem direita do rio Zêzere.
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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino
O glaciar escava um vale em U, erodindo a base e as paredes
abruptas do vale como, por exemplo, o vale glaciário do rio
Zêzere.
Distingue-se dos vales em V, cavados pelos cursos de água.

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino
O recuo dos glaciares deixa moreias, formada pela junção de
moreias laterais dos glaciares.

Moreia mediana do Espinhaço de Cão – Algarve (Faro)

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino

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Vestígios do Relevo Glaciar Alpino

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Materiais resultantes
da
erosão glaciar
Blocos Rochas
erráticos Tilitos Moreias
estriadas

Frontais Terminais De fundo Laterais Medianas

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“Que pasaria si los Glacires se siguem derritiendo”

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Não existe nenhum glaciar actual em
Portugal, mas é possível encontrar vestígios
da sua presença.
Em Portugal são conhecidos apenas
vestígios da glaciação Würm, havendo
duas explicações possíveis para este facto:
 a glaciação de Würm apagou os vestígios de
glaciações anteriores;
 as glaciações anteriores do Quaternário não
afectaram o nosso território.
Glaciação de Würm - Teve lugar durante a última parte
do Pleistoceno, de aproximadamente 110 000 a 10 000
antes do presente e é a mais conhecida das glaciações
antropológicas.

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Os principais vestígios da
glaciação Würm, que teve o pico
máximo em Portugal há cerca de
18 000 a 20 000 anos, encontram-
se na Serra da Estrela.
Estes vestígios constituem um
importante marco da paisagem,
e caracterizam-se pela presença:
 de vales em U,

 moreias,

 blocos erráticos,

 rochas com polimento e estrias.

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Para além da Serra da
Estrela, é possível
encontrar vestígios
glaciares em diversas
serras, nomeadamente:
Serra do Gerês,
Serra da Peneda,
Serra da Cabreira.

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Estes vestígios também
resultaram da última glaciação
do Quaternário, com destaque
para:
 Alto Vale do Vez (Serra da
Peneda), que possui uma
forma próxima do U, com
blocos erráticos, rochas
polidas e estrias;
 O circo glaciário de Covões
de Concelinho;
 A Lagoa do Marinho com
depósitos glaciários, ambos
na Serra do Gerês.

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 Foram descritas diversas
glaciações no Pré-Câmbrico
entre 2000 e 600 M.a.,
baseadas no estudo dos tilitos.
 Durante o Quaternário
ocorreram quatro glaciações:
Gunz, Mindel, Riss e Würm.
 A alternância entre glaciações e
períodos interglaciares foi
relativamente rápida à escala
geológica, e provocou
profundas modificações no
relevo da Terra.
Actividade 3, página 176

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Durante as glaciações pode ocorrer:
 diminuição da temperatura média;
 descida do limite da neve permanente,
principalmente nas regiões montanhosas, com
desenvolvimento dos glaciares alpinos e
consequente descida do limite da floresta;
 formação ou reforço dos glaciares continentais,
principalmente nas latitudes mais próximas dos
pólos;
 descida significativa do nível médio do e
arrefecimento geral da água, com impactes
importantes nos seres vivos;
 modificações no relevo e ambiente que obrigaram
à migração/selecção dos seres vivos.
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 Encontramo-nos actualmente
no fim de um período
interglaciário, o que significa
que uma nova glaciação poderá
surgir nos próximos milhares
de anos.
 Esta alternância faz parte de
um ciclo natural.
 Mas os cientistas ainda não
compreendem totalmente a
influência da intensificação do
efeito de estufa, causado pela
acção humana, e o padrão
climático previsto para a
Terra.
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Variações
climáticas

Paleoclimas Mecanismos

Testemunhos de Dinâmica
Astronómicos Geoquímicos
paleoclimas Terrestre

Geometria dos Actividade


Biológicos Geológicos continentes e Vulcânica
(Tema II) oceanos (10º Ano)

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 A Terra tem sofrido variações climáticas desde a sua
génese até à actualidade.
 Muitas dessas modificações são o resultado de
alterações geográficas ligadas a mecanismos da
geodinâmica interna e externa.

Variações
climáticas

Paleoclimas Mecanismos

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Causas da variação
climática

Mecanismos Mecanismos Dinâmica


Astronómicos Geoquímicos Terrestre

Ciclos de
Variações da
actividade
órbita terrestre
solar

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Mecanismos Astronómicos
Os ciclos de Actividade Solar
 A temperatura da Terra depende das
radiações solares.
 As radiações têm origem nas
manchas solares que são zonas
escuras sobre a superfície do Sol.
 O tamanho das manchas solares
pode ser várias vezes superior ao
diâmetro da Terra, podem cobrir
uma área de 700 vezes a área da
superfície da Terra.

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Qual a relação das manchas
solares e a temperatura da Terra?
 1908, George Hale demonstrou
que as manchas solares estão
associadas a fortes campos
magnéticos.

O aumento das manchas solares

Aumento da quantidade de luz sol


a ser absorvida pela atmosfera e
pela superfície terrestre

Aumento da Temperatura.
Actividade CTS&A 1 (página 179)
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Mecanismos Astronómicos
Ciclos de Milankovitch / variações
da órbita terrestre:
 Seculo XX Milutin Milankovitch
calculou as variações de insolação
da Terra, resultantes dos
movimentos de translação e rotação
do nosso planeta.
 Milankovitch propôs três factores:
1. Inclinação do Eixo de Rotação da
Terra (Obliquidade).
2. Forma da Órbita Terrestre
(Excentricidade).
3. Precessão.
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Mecanismos Astronómicos
1. Obliquidade - Inclinação
do Eixo de Rotação Terrestre:

 Varia desde 21,5º e 24,5º num


ciclo de 41 000 anos.

 Com o aumento da inclinação


as estações ficam mais
rigorosas em ambos os
hemisférios.

http://www.wwnorton.com/college/geo/egeo/flash/18_2.swf
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Mecanismos Astronómicos
2. Excentricidade – Variação na
Forma da Órbita da Terra:
 Afecta o rigor das estações do ano.
 Em cada 100 000/ 400 000 anos a
órbita do nosso planeta sofre
Excentricidade 5 %

variações.
 Excentricidade varia desde 0,5%
(órbita circular) até 6%.
 Com excentricidade máxima
intensificam-se as estações de
um hemisfério e modera-se no Excentricidade 0 %

outro.
http://www.wwnorton.com/college/geo/egeo/flash/18_2.swf
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Mecanismos Astronómicos
3. Precessão:

 Durante a rotação, a Terra


oscila ligeiramente no seu
eixo de rotação, em ciclos
de aproximadamente 23 000
anos.
 As estações do ano ficam
mais rigorosas quando a
máxima inclinação do eixo
terrestre coincide com a
máxima distância do Sol.
http://www.wwnorton.com/college/geo/ege
o/flash/18_2.swf
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Precessão

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Mecanismos Astronómicos
Ciclos de Milankovitch /
variações da órbita terrestre:

http://www.botanicasp.org.br/educacao/mil
ankovitch.html

http://highered.mcgraw-
hill.com/sites/0073369365/student_view0/c
hapter16/milankovitch_cycles.html

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Mecanismos Astronómicos
Impactos Cósmicos:
Impactos sobre continentes

Levantamento de nuvens de poeira
e cinzas

Luz solar não atravesse a atmosfera

Regiões da Terra ficam na escuridade

Diminuição da temperatura

Exemplo: Há 66 M.a. Entre o Cretácico para o Cratera de Impacto - EUA


Terciário provocou a extinção de dinossáurios e
amonites. http://natgeo.clix.pt/pt/o-universo-que-
conhecemos/videos/episdios-na-web-impactos-csmicos
Profª Isabel Henriques 86
Factores de Natureza Geoquímica
 Os dados geológicos e biológicos apontam para a
influência da composição química da atmosfera nas
variações climáticas.
 Estudos a partir de perfurações na Antárctida e na
Gronelândia permitiram obter amostras de gelo com bolhas
de ar aprisionadas. O estudo destas bolhas permite obter
dados acerca da composição da atmosfera no momento em
que o gelo se formou.
As prospecções no gelo decorrem desde
1960. Para datarem o gelo, é necessário
contar cuidadosamente as suas finas
camadas.
Em 1990 atingiu-se os 2755 m de
profundidade, correspondente a
160 000 anos.
Actividade 4 página 182 Profª Isabel Henriques 87
Factores de Natureza Geoquímica
 O dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4) são
dois gases que contribuem para o efeito de estufa,
pois retêm a radiação infravermelho na atmosfera,
reduzindo as perdas para o espaço.

Quando o teor destes gases é alta / baixa

verifica-se um aumento /diminuição da temperatura

Período interglaciário / Período glaciário

Actividade página 179

Profª Isabel Henriques 88


Factores de Natureza Geoquímica
 Nos primórdios da Terra, a concentração de CO2 atmosférico
era superior, sendo responsável pelo clima quente.
 A formação de vastos depósitos de carvão e hidrocarbonetos,
bem como rochas carbonatadas, permitiu a remoção de parte
do CO2 atmosférico, impedindo que a Terra aquecesse.

Profª Isabel Henriques 89


Factores de Natureza Geoquímica
 Oscálculos indicam que os gases com efeito de estufa
possuem um papel importante no controlo da temperatura da
Terra, podendo contribuir para metade da variação da
temperatura.
 Ainda não são bem conhecidas as principais causas do aumento
ou da diminuição cíclica da concentração dos gases com efeito
de estufa.

http://earthguide.ucsd.edu/earthguide/diagrams/greenhouse/
90
Profª Isabel Henriques
Factores de Natureza
Geoquímica
A dinâmica terrestre, resultado
da interacção entre a
geodinâmica interna e externa,
é um dos principais factores de
controlo do clima terrestre.
Esta interacção afecta a
absorção/reflexão da radiação
solar e o fluxo de calor no
planeta.

Profª Isabel Henriques 91


Factores de Natureza Geoquímica
Factores que podem determinar os teores de dióxido de
carbono na atmosfera:
 A geometria dos continentes e oceanos (alteração na
circulação das correntes oceânicas),
 A tectónica de placas - a actividade vulcânica, os fenómenos
de destruição de cadeias montanhosas, os fenómenos de
expansão das dorsais oceânicas.
 Os fenómenos de alteração das rochas…

Profª Isabel Henriques 92


Factores de Natureza Geoquímica
A actividade tectónica é responsável pela criação do relevo,
que por sua vez influencia o clima, numa relação complexa de
feedback.

Profª Isabel Henriques 93


Factores de Natureza
Geoquímica
A actividade tectónica é
também é parcialmente
responsável pela concentração
de CO2 na atmosfera, pois este
gás é libertado pela actividade
vulcânica e pode ser reciclado
nas regiões de subducção.

http://vodpod.com/watch/4515263-tectnica-
de-placas-animao
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/geografia-dinamica/formacao-
dos-continentes.php
Profª Isabel Henriques 94
Factores de Natureza Geoquímica
Distribuição dos Continentes, dos Oceanos e massa
de gelo
Estes afectam a quantidade de radiação reflectida para o
espaço (albeto).
 Muitos cientistas sugerem que as
glaciações mais importantes ocorreram
quando as massas continentais se
encontravam próximas dos pólos.
 Pelo contrário, quando os
continentes se localizavam próximo do
equador, a formação de glaciares era
inferior.

Profª Isabel Henriques 95


Factores de Natureza Geoquímica
Geometria dos Continentes
A geometria dos continentes influencia a
circulação oceânica.
 Nos oceanos existem correntes marítimas
que condicionam o clima em algumas
regiões.
Ex: corrente quente do Golfo
 Por vezes, estas correntes sofrem
alterações na sua temperatura ou
percurso.
Ex. ENSO (El niño) que aumenta a
temperaturas das água do Oceano Pacífico
entre 5º a 10º C.

Profª Isabel Henriques 96


Factores de Natureza Geoquímica
Geometria dos Continentes
O clima na Europa é influenciado pela corrente quente do
Golfo. Esta circulação oceânica é fundamental para tornar o
clima mais ameno na Europa.
Num período glaciar, a evaporação é reduzida, diminuindo a
salinidade e bloqueando a circulação. Nesta situação, a calote
polar expande-se no Norte.

Profª Isabel Henriques 97


Profª Isabel Henriques 98
RESUMO
 As variações climáticas são um tópico de investigação
complexo que tem sido intensamente estudado nas últimas
décadas.
 Se a temperatura do planeta for baixa pode permitir a
acumulação de gelo nos continentes e formar glaciares.
 Os glaciares são massas de gelo que se deslocam em
resultado da acumulação de gelo, sob o efeito da gravidade.
 O estudo dos glaciares e dos vestígios deixados pela
actividade glaciar (morfologia, depósitos sedimentares,
rochas estriadas e polidas, etc.) permite reconstituir os
paleoambientes e assim reconstituir as variações climáticas
ao longo do tempo geológico.
 Existem diversos mecanismos associados às variações
climáticas, nomeadamente os mecanismos astronómicos,
geoquímicos e os que estão directamente ligados à dinâmica
terrestre.

Profª Isabel Henriques 99


A Terra antes do
Aparecimento do Homem.

Paleoclimas e o Impacto
da Dinâmica Litosférica
nas Mudanças Climática.

Profª Isabel Henriques 100