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Durante os séculos XIX e XX, o Brasil obteve altos índices de urbanização, com crescimento de grandes

polos citadinos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, que se modernizaram em decorrência da
evolução econômica dos ciclos do café e da borracha, os quais levaram ao aumento do turismo por
conta da criação de pontos turísticos, como o Cristo Redentor, Teatros Municipais e museus. Diante
desse contexto, percebe-se que se instaurou um processo turístico no país, que compõe cerca de 3,7%
do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, de acordo com dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), que com o cenário pandêmico enfrentou uma crise, em decorrência do
isolamento social, o qual impossibilitou a prática de viagens. Nesse sentido, constata-se uma
instabilidade econômica marcada pela diminuição do número de viagens, e em contrapartida houve um
aumento no turismo regional ecológico, promovido pelo fechamento das fronteiras internacionais que
impossibilitaram viagens intercontinentais.

Em princípio, salienta-se o livro “O sol é para todos “, escrito pela estadunidense Harper Lee, o qual se
passa em meio a crise econômica de 1929, e retrata a protagonista Scout em um cenário de crescente
onda de desemprego nos Estados Unidos, que intensificou os problemas sociais, como fome e falta de
saneamento básico. Semelhante à ficção, o cenário de crise desenvolvida pela pandemia da COVID-19
no Brasil, desencadeou a demissão de diversos funcionários, em especial do setor turístico, como
demonstrado pela plataforma digital Agência Brasil, que a seção demonstrou uma queda de 36,6% na
renda semestral em comparação ao ano de 2019. Em suma, acentua-se o economista John Maynard
Keynes, o qual determinou em sua teoria que desemprego sempre estaria se ajustando de acordo com
cada era que enfrentaria, que pode se relacionar diretamente com a crise setorial do turismo no Brasil.

Sequencialmente, frisa-se o filme amplamente distribuído pela plataforma Disney Plus “Jungle Cruise”, o
qual retrata uma médica inglesa que vive no Brasil, que sempre obteve vontade de fazer uma expedição
na Amazônia, demonstrando explicitamente a prática de ecoturismo na cidade de Porto Velho. Em
conjuntura a obra fictícia, observa-se um aumento significativo das realizações de turismos regionais e
ecológicos no Brasil, que obtiveram uma troca turística de pontos internacionais como Torre Eiffel e
Estátua da Liberdade, por destinos nacionais, tais quais as Cataratas do Iguaçu e a Floresta da Tijuca,
propiciando uma valorização do turismo regional, que funcionou como uma espécie de válvula de
escape para o brasileiro durante a pandemia. Sendo assim, destaca-se a teórica Margarita Barretto, a
qual demonstra em sua tese, que o turismo promove relações sociais, e ainda melhora a qualidade de
vida daquele país, uma vez que está gerando renda e uma construção da imagem visual do local.

À guisa das reflexões, observa-se que o setor turístico sofreu impactos econômicos por conta do
cancelamento de voos e fechamento de fronteiras em decorrência da pandemia do Sars-Cov-2,
mediante a isso, têm-se a crescente onda de desemprego, e a valorização do turismo regional. Por isso,
é necessária a criação de programas nacionais suscitados pelo Ministério do Turismo, o qual tem como
função a criação de empregos setoriais e promoção da inclusão social por meio das práticas turísticas,
programas estes que podem acarretar o enaltecimento dos pontos turísticos brasileiros, além do mais,
estes programas estariam gerando empregos através do aumento da procura por destinos nacionais,
podendo assim então mitigar com o imbróglio do desemprego no setor turístico. Através destas
implementações, a realidade retratada pela autora Harper Lee, poderá ser tranquilizada no país, e a
ficção do filme “Jungle Cruise“ se tornará mais real e democrático para todos os brasileiros.

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