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Escola Secundária Alcaides Faria

A GUERRA E AS SUAS VÁRIAS FACES

Filosofia

Junho de 2008

Trabalho realizado por:


Carolina Saleiro;
Diana Vila-Chã;
Ricardo Barbosa;
Nuno Lopes;
Sara Martins;
10ºE
ÍNDICE

Introdução_______________________________________________________ 3
Capítulo I
Definição de Guerra _______________________________________
5
Capítulo II
Podem as Guerras ser morais? _____________________________
7
Realismo ___________________________________________
7
Pacifismo ___________________________________________
8
Teoria do justum bellum ______________________________
8
Jus ad bellum
Jus in bellum
Jus post bellum
Capítulo III
Guerra Santa _____________________________________________
11
Guerra Colonial ___________________________________________
13
Colonização ________________________________________
13
Descolonização ____________________________________
14
Revolução Francesa _______________________________________
17
Primeira Guerra Mundial ___________________________________
19
Guerra Civil Espanhola ____________________________________
21 Segunda Guerra Mundial __________________________________
22
Teorias sobre o ataque Japonês a Pearl Harbor _______
24
Guerra Fria _______________________________________________
26
Guerra Petrolífera _________________________________________
28
Guerra do Iraque e 11 de Setembro _________________
28
Conclusão _____________________________________________________ 30
Apêndice
Mapa Conceptual _______________________________________ 31

2
Anexos ________________________________________________________
32
Bibliografia _____________________________________________________
35

INTRODUÇÃO

Este trabalho foi-nos pedido pela professora Fátima Fontes, no


âmbito da disciplina de Filosofia, como forma de completar e finalizar o
programa do décimo ano.
O caminho que perseguimos para a concretização deste trabalho
projecto foi, numa primeira fase a pesquisa, investigação e recolha de
dados; depois elaboramos um quadro conceptual e trocamos e
partilharmos informações em grupo; numa terceira fase tratamos a
informação elaborando sínteses e por fim, procedemos à reorganização
final.
Para a elaboração deste trabalho recorremos a diversas fontes de
informação como por exemplo internet, enciclopédias e manuais
escolares.
O tema principal é as guerras e as suas várias faces. Escolhemos
este tema porque nunca antes e por nenhum dos elementos deste grupo
foi abordado num trabalho projecto, porque a guerra é uma realidade
que remonta aos princípios da humanidade e que não tem data marcada
para acabar e ser substituída pela Paz. E a verdade é que desde a
viragem do século, o mundo já viu surgir a guerra do Iraque. Se nos
virarmos para o século que deixámos, encontramos aí alguns dos
conflitos bélicos mais cruéis, sanguinários e desumanos que o mundo já
conheceu: as Guerras Mundiais. No final destas surge a Guerra Fria, sem
recurso a armas, mas não menos destrutiva e causadora de injustiças.
Nos séculos imediatamente anteriores, com menos tecnologia, o número
de vítimas foi certamente menor, mas as guerras foram igualmente
muitas, tal como a Colonização e a Revolução Francesa. E, até onde os
nossos conhecimentos históricos permitem ver, o mesmo se pode dizer
de todos os outros séculos antes e de quase todas as regiões do globo.
Remetendo-nos para a Guerra Santa que começou há já muitos séculos e
da qual ainda hoje se notam as consequências. Se, em vez de olharmos
para o passado, olharmos para o futuro, como parte da chamada guerra
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ao terrorismo a qual deriva do provavelmente maior dos confrontos, a
Guerra pelo Petróleo que cada vez se torna num problema global, ou até
mesmo, guerras civis, como a Guerra Civil Espanhola, ocorrida no século
passado, e não é difícil admitir que muitas outras, diferentes destas,
agora imprevisíveis, surgirão no decorrer deste século. Não há nenhuma
razão para acreditarmos que o século XXI terá menos guerras, ou
guerras menos devastadoras, que os anteriores e, a julgar pelo seu
começo, há várias razões para pensarmos o contrário.
Para perceber, ou pelo menos tentar entender o porque disto,
seguimos um caminho de pesquisa de forma a solucionar o problema por
nós proposto "Serão as guerras moralmente justificáveis?”, tendo assim
como principal objectivo o de podermos levar a uma mudança de
atitudes, para que possamos lutar contra a guerra e não sermos
cúmplices, culpados ou indiferentes a este problema comum às
sociedades do hoje, do ontem e do amanhã.

CAPÍTULO I

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DEFINIÇÃO DE GUERRA

A guerra pode definir-se como a «continuação da política por


outros meios». Apesar desta definição não o sugerir, a guerra pode ser
um conflito armado. Contudo, nem todos os conflitos armados são
guerras e, não é condição necessária que uma guerra seja um conflito
armado, da qual é exemplo a Guerra Fria, ou mesmo a guerra que existe
pela posse do monopólio do petróleo. As pequenas escaramuças
ocasionais de fronteira não têm nem a dimensão nem a importância
necessárias para serem consideradas como guerras.
Apenas os conflitos armados intencionais de larga escala,
mobilizando as forças armadas e uma importante parte dos recursos, em
homens, meios e bens, de comunidades políticas, são considerados
guerras. Além disso, estes conflitos têm de ser sempre relativos ao
governo de um território: quem manda, que leis devem existir, quem
usufrui dos seus recursos; que ideias são aceites, que religiões
permitidas, etc.
Os exemplos clássicos de guerras são as guerras entre estados,
como as duas guerras mundiais. Mas as guerras civis, como a Guerra
Civil Espanhola ou mesmo a Revolução Francesa, e as guerras de
guerrilha, como as que os movimentos de libertação das colónias em
África moveram contra as potências colonizadoras, são também guerras.
Há quem pense que mesmo alguns dos conflitos em que uma das partes
é constituída por grupos terroristas devem ser considerados guerras, tal
como o atentado do 11 de Setembro. Ou ainda os conflitos entre
indivíduos que têm crenças diferenças ao longo de séculos, tal como a
Guerra Santa, são considerados como guerras.
As guerras podem então definir-se como conflitos que se geram
entre diferentes comunidades devido à colisão de interesses, ideais ou
crenças. Os conflitos a cima mencionados serão tratados em pormenor
ao longo do trabalho.

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CAPÍTULO II

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PODEM AS GUERRAS SER MORAIS?

A história mostra que a guerra faz parte da vida humana desde


tempos imemoriais, apesar do enorme cortejo de sofrimento e miséria e
do elevado preço, em mortos, feridos, mutilados, desalojados,
refugiados, etc., que invariavelmente arrasta consigo. Embora isso possa
desagradar-nos, é possível, como alguns autores sugerem, que ela seja
inerente à natureza humana e que, apesar dos esforços recentes da
comunidade internacional, através, por exemplo, da Carta das Nações
Unidas, para a limitar — e até erradicar —, ela continue a existir ainda
por muito tempo.
Devido ao seu carácter violento e aos enormes efeitos na vida das
pessoas e das sociedades, a guerra é uma fonte óbvia de questões de
natureza moral. A mais importante dessas questões é a de saber se a
guerra pode em alguma circunstância ser justificada ou se, pelo
contrário, é sempre errada. Outras questões importantes são também as
de saber como deve ser travada e o que se deve fazer uma vez
terminada a guerra. São três as principais teorias que tentam responder
a estas questões: o realismo, o pacifismo e a teoria da guerra justa.

Realismo: a moral não é para aqui chamada

O realismo é uma teoria popular sobretudo entre os cientistas


políticos e aqueles que, por profissão, lidam com questões respeitantes
às relações entre estados. Estas pessoas fazem da política internacional
um jogo sem outras regras se não aquelas que os estados conseguem
impor, sendo as questões dominantes relativas ao poder, à segurança e
ao interesse nacional. Por este motivo, defendem que a política
internacional não está sujeita a quaisquer regras morais.
As considerações de carácter moral, embora possam ser
convenções apropriadas para regular as relações entre pessoas
individuais, quando aplicadas às relações entre estados, coloca o estado
que cumpra as suas regras morais em situação de fragilidade. Nas
relações entre estados, a única regra que conta é a do «direito do mais
forte à liberdade». Qualquer outra regra é contrária aos interesses dos
estados e, por isso, não deve nem pode ser tida em conta.

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Uma vez que a guerra é apenas a continuação da política por
outros meios, os realistas aplicam à guerra as suas ideias sobre a política
internacional. A guerra só deve ser travada se servir os interesses do
estado e, uma vez em guerra, o estado deve fazer tudo ao seu alcance
para a ganhar. Consequentemente, tendem a pensar que a guerra está
fora da moralidade. «No amor e na guerra vale tudo» ou «em tempos de
guerra as leis calam-se» são expressões a que recorrem frequentemente
para resumir a sua posição, querendo com isso dizer que nenhuma lei se
deve sobrepor aos interesses e aos decretos do estado que, por sua vez,
deve guiar-se sempre nas suas decisões pelo interesse nacional.

Pacifismo: todas as guerras são imorais

O pacifismo, ao contrário do realismo, não separa a ética da


guerra. Os pacifistas consideram em geral que a guerra está dentro da
esfera da moral. O problema está em que, do ponto de vista dos
pacifistas, nenhuma guerra pode ser moralmente justificada. Seja por
razões de princípio, seja devido às consequências que dela resultam, a
guerra é sempre errada.
O pacifismo moderno é de dois tipos, consequencialista e
deontologista. A principal diferença entre estes tipos de pacifismo está
na razão evocada para considerar as guerras injustas. O pacifismo
consequencialista baseia-se normalmente na alegação que os benefícios
da guerra nunca superam os seus malefícios, ao passo que o pacifismo
deontologista parte da ideia que a guerra é intrinsecamente errada
porque viola deveres absolutos como o de não matar seres humanos.
Embora o pacifismo moderno seja sobretudo uma teoria secular, as
suas origens são religiosas. Muitos dos primeiros cristãos, com base na
Bíblia, pensavam que a mensagem de Cristo proibia completamente a
guerra e eram fortemente pacifistas, opondo-se a todo o uso da
violência, mesmo para fins exclusivamente defensivos. Esta posição, no
entanto, impedia a defesa do mundo cristão dos ataques dos seus
inimigos e acabou por levar ao desenvolvimento de uma nova teoria
ética da guerra, a teoria da guerra justa.

Teoria do justum bellum: nem todas as guerras são imorais

jus ad bellum
As regras do jus ad bellum são dirigidas principalmente aos
governantes, uma vez que são eles que dentro dos estados têm o poder
de declarar a guerra. Se os governantes violam declaradamente as
regras, cometem crimes contra a paz e podem ser julgados pelos seus
actos por tribunais internacionais.

jus in bellum
O jus in bellum diz respeito à justiça na guerra, àquilo que é
permitido fazer na guerra. A responsabilidade pelo cumprimento das
regras do jus in bellum recai principalmente naqueles que formulam e
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executam a estratégia de guerra. Quando algumas dessas regras é
violada, os responsáveis pela violação podem ser julgados por crimes de
guerra, seja por tribunais nacionais, seja pelo Tribunal Penal
Internacional, um tribunal da ONU criado para julgar este tipo de crimes.

jus post bellum


O jus post bellum refere-se à justiça durante a fase final da guerra,
quando esta está já decidida e as operações bélicas propriamente ditas
estão a terminar ou já terminaram. Basicamente, trata-se de saber o que
fazer uma vez ganha a guerra.

A teoria da guerra justa é um instrumento que permite aos


decisores políticos e àqueles que têm a responsabilidade de conduzir a
guerra tomar decisões de acordo com um conjunto de regras que visam
garantir a correcção dessas decisões, ao mesmo tempo que permite a
nós, cidadãos, apreciar a correcção das decisões tomadas. Num mundo
em que as guerras são uma presença constante, é preferível ter algumas
regras que permitam determinar quando a guerra é ou não justificada a
não ter quaisquer regras, como resulta do pacifismo e do realismo e, na
prática, dar completa liberdade aos decisores políticos e aos exércitos no
terreno para agirem como muito bem entenderem.

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CAPÍTULO III

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GUERRA SANTA

O conceito de “guerra santa” pode ser dividido entre duas


definições não muito distantes mas aparentemente muito diferentes.
Pode ser considerada “guerra santa” toda a guerra que se trava devido a
diferenças de ideais e crenças religiosas. No entanto, o mais importante
conceito de “guerra santa” é aplicado à “luta religiosa” travada na
Europa no séc. XVI entre cristãos e protestantes.
A Guerra Santa começou no séc. XVI com um movimento intitulado
de Reforma Protestante que tinha, inicialmente, um único objectivo:
reformar a Igreja Católica Romana, o que acabou por estabelecer o
Protestantismo.
A Reforma Protestante teve grandes impulsionadores como João
Calvino ou Martinho Lutero, mas esta não teria sido possível sem o apoio
do imenso número de católicos que se começaram a questionar sobre
aquilo que na bíblia estava escrito. Isto porque ate então a bíblia apenas
era acessível a membros de altos cargos eclesiásticos. E a partir do
momento em que esta é possibilitada para ser copiada e traduzida em
grande número as pessoas começaram a perceber aquilo que durante
tanto tempo respeitaram sem se questionarem.
Como escreveu Bernard Cottret (biografo de João Calvino) “A
reforma protestante é sobretudo uma tentativa de regresso aos valores
cristãos de cada um”. A reforma redescobre o papel que cada indivíduo
tem na sua tentativa de chegar à “salvação”. E, mais uma vez Bernard
Cottret afirma “Proclama-se, com a reforma, que o homem seria salvo
pela fé e não por obras de carne”. Quer com isto Cottret dizer que cada
um deve interpretar a religião “à sua maneira” e agir segundo a sua fé e
não tentando alcançar a salvação através de caridade.
Geralmente, qualquer revolta histórica traz consigo uma nova
forma de pensamento quanto à organização da sociedade e, a reforma
protestante, não foi excepção. Esta teve como principal foco a Alemanha,
mas expandiu-se a largas regiões da Europa como Inglaterra, Sul de
França e também países escandinavos. O protestantismo acabou por não
atingir países como Itália, Espanha ou Portugal devido à criação da
Inquisição pela Igreja Católica e ao apoio dos Reis Cristãos destes países.
Isto reflecte-se nas sociedades actuais da Europa onde os países do sul
têm população maioritariamente Católica Romana e até têm vários
feriados e festas cristãs. Já a população do norte da Europa, onde se
englobam os países nórdicos, Alemanha e Inglaterra, ainda que católica
é na sua maioria protestante.
Ao contrário do que seria de esperar de um conflito intitulado de
“Guerra Santa” não houveram mortes nem revoluções armadas, apenas
um grande conflito de interesses e ideias que se reflectem na actual

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situação religiosa do mundo e que nos fazem pensar qual dos lados tem
razão. Pois, seriam os padres e bispos da antiga Igreja Católica Romana
um verdadeiro exemplo do que é ser cristão? E terá Martinho Lutero
agido correctamente ao contestar algo como a Bíblia que nunca ninguém
tinha questionado? A nossa opinião é que contrariamente a todas as
guerras, esta foi um conflito que trouxe imensos benefícios. Não apenas
na religião, mas também na política e na educação, que ficaram
finalmente separadas e passaram assim a oferecer iguais possibilidades
a pessoas de todas as religiões, ainda que nunca livres de algum
preconceito. Quem mais perdeu com isto foi sem dúvida a Igreja Católica
Romana e sobretudo os seus cofres, pois estes deixaram de ter o
“monopólio religioso” da Europa. No entanto, hoje em dia o Vaticano
controla os lucros de toda a Igreja Católica, quer Romana, Protestante ou
mesmo Ortodoxa.

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GUERRA COLONIAL

Colonização

Colonização é o nome que se atribui ao processo de ocupação


territorial, exploração económica e domínio político de um determinado
território e de um determinado povo, por parte de um outro povo com
poder suficiente para o fazer. Para tratar no presente trabalho decidimos
abordar o processo de colonização de África. Este teve início no século
XV e estendeu-se até metade do século XX. Ligado à expansão marítima
europeia, a primeira fase do colonialismo africano surge da necessidade
de encontrar rotas alternativas para o Oriente e novos mercados
produtores e consumidores, para de certo modo fugir à grave crise que
se abatia sobre a Europa.
Os pioneiros neste campo foram os portugueses. Várias foram as
vantagens motivadoras para que os lusitanos se lançassem nesta
aventura, nomeadamente a sua localização geográfica e uma forte
vontade de fugir à crise. Iniciam o processo na primeira metade do
século XV. Não existia nenhuma organização política nas colónias
portuguesas, excepto em algumas áreas portuárias onde há tratados
destinados a assegurar os direitos dos traficantes de escravos. A
obtenção de pedras, metais preciosos e especiarias é feita pelos
sistemas de captura e de pilhagem. O método predador provoca o
abandono da agricultura e o atraso no desenvolvimento manufactureiro
dos países africanos, patente ainda nas sociedades actuais. A captura e o
tráfico de escravos dividem tribos e etnias e causam desorganização na
vida económica e social dos africanos. Milhões de pessoas são mandadas
à força para as Américas, e grande parte morre durante as viagens. Todo
este processo permitiu aos portugueses épocas de glória, chegaram a
possuir “meio-mundo”. Mas, a partir de meados do século XVI, os
ingleses, os franceses e os holandeses expulsam os portugueses das
melhores zonas costeiras para o comércio de escravos. África ficava
assim dividida por todas estas potências rivais.
A partilha de África tem início, de facto, com a Conferência de
Berlim (1884), que institui normas para a ocupação. No início da I Guerra
Mundial, 90% das terras estavam sob domínio da Europa, sendo este um
dos motivos para a guerra. A partilha é feita de maneira arbitrária, não
respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que
contribuiu para muitos dos conflitos que ainda hoje existem no
continente africano.
Após a partilha, ocorreram movimentos de resistência. Muitas
manifestações são reprimidas com violência pelos colonizadores.
Também são exploradas as rivalidades entre os próprios grupos
africanos para facilitar a dominação. A colonização, à medida que
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representa a ocidentalização do mundo africano, suprime as estruturas
tradicionais locais e deixa um vazio cultural de difícil reversão. O
processo de independência das colónias europeias do continente
africano tem início a partir da II Guerra Mundial.
Todo este processo causou amargura entre os africanos que se
sentiam inferiorizados e impotentes perante a capacidade
administrativa, militar e tecnológica, do colonialista europeu. Já na
metade do século XIX, os intelectuais africanos que haviam emigrado,
descontentes com a perda da auto-estima dos negros, proclamavam a
existência de uma “personalidade africana” com méritos e valores
próprios, contraposta à dos brancos. Lançando o slogan “África para os
africanos!”.

Descolonização

A descolonização tornou-se possível no após-1945 devido a


exaustão em que as antigas potências coloniais se encontravam ao
terem-se dilacerado em seis anos de guerra mundial, de 1939 a 1945.
Algumas delas, como a Holanda, a Bélgica e a França, foram ocupadas
pelos nazistas, o que acelerou ainda mais a decomposição dos seus
impérios no “Terceiro Mundo”. A guerra também as fragilizou
ideologicamente: como podiam elas manter que a guerra contra Hitler
era uma luta universal pela liberdade contra a opressão se mantinham
em estatuto colonial milhões de asiáticos e africanos?
Se elas lutavam contra Hitler, considerando esta como uma guerra
universal, pela Liberdade, contra a opressão, não poderiam manter em
estatuto colonial milhões de Africanos, pois estariam a ir contra os
princípios que defendiam.
A Segunda Guerra Mundial se debilitou a mão do opressor colonial,
excitou o nacionalismo dos nativos do “Terceiro Mundo”. Os povos
asiáticos e africanos foram assaltados pela impaciência com sua situação
jurídica de inferioridade, considerando cada vez mais intolerável o
domínio estrangeiro. Os europeus, por outro lado, foram tomados por
sentimentos contraditórios de culpa por manterem-nos explorados e sob
sua tutela, resultado da influência das ideias filantrópicas, liberais e
socialistas, que remontavam ao século 18. Haviam perdido, depois de
terem provocado duas guerras mundiais, toda a superioridade moral
que, segundo eles, justificava seu domínio.
É importante analisar agora o impacto nas sociedades actuais,
nomeadamente nos sentimentos que invadem as almas dos
descendentes ou mesmo de indivíduos que viveram a realidade da
guerra. Esta análise recai sobre ambas as partes: Ex-colonizados e ex-
colonizadores. Apresentamos assim os principais argumentos de cada
uma, vista pela maioria dos indivíduos.
Os colonizadores admitem e compreendem a posição dos
colonizados em insistirem num pedido de desculpas pelas atrocidades
cometidas, por todo o sofrimento causado, pela acusação de que foram
os colonizadores os culpados pelos actuais males das ex-colónias mas
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não aceitam que os culpem a estes, pois foram os seus ancestrais.
Exigem que primeiro se deve reflectir sobre as actuais atrocidades, por
aquelas em que os protagonistas ainda estão vivos, por aquelas que são
cometidas entre concidadãos. Relembram que quando os colonos para lá
foram nunca tiveram como intenção proporcionar bem-estar aos povos
locais. Já os dirigentes que tanto se empenharam e lutaram por um povo
e pelo fim da sua opressão, logo de seguida o oprimiram.
No caso especifico dos Portugueses, estes relembram a quem tanto
acusa e que o território onde se encontra hoje Portugal foi invadido e
dominado por diversos povos. Os lusitanos foram massacrados,
escravizados e dominados pelos romanos. Mas nunca exigiram um
pedido de desculpas formal aos italianos por essas atrocidades.
Antes pelo contrário. Os Lusitanos, que eram os cafreais de
Portugal misturaram-se com o invasor, e dele beberam a génese do que
iria ser Portugal. Foram eles que criaram infra-estruturas, que criaram
uma administração, que legaram o latim que foi evoluindo para o que
actualmente é o português. Hoje em dia é com orgulho que os
portugueses mostram os vestígios que os opressores lhes deixaram.
Os colonizadores relembram ainda que quando se analisa um facto
histórico não se podem fazer juízos de valor tendo em conta a realidade
actual. Apenas se pode julgar tendo em conta a mentalidade vigente na
época. Pois naquela altura o esclavagismo era tido como uma prática
normal. Imperava a lei do mais forte. Os mais fortes tinham todo o direito
sobre os mais fracos. Já Aristóteles o dizia quando defendia uma justiça
distributiva em que o Senhor deveria ter mais bens pois era mais culto e
superior ao escravo, pois o escravo não possuía capacidades intelectuais
suficientes e por isso necessitava que alguém pensasse por ele. Tratava-
se de mentalidades ajustadas à época, apenas isso. Só em finais do séc.
XVIII é que as correntes humanistas começaram a aparecer, e só anos
mais tarde é que a humanidade começou a reflectir sobre os direitos do
ser humano.
Os colonizadores compreendem então o sentido de todas as
polémicas e acusações. Os dirigentes Africanos estão a braços com um
problema gravíssimo, pois não conseguem explicar aos seus concidadãos
porque é que todas as promessas de liberdade e bem-estar feitas
durante os períodos de libertação não estão a ser cumpridas. A melhor
maneira de dar uma explicação é empurrando as culpas para alguém.
Depois de 30 anos sobre o fim do colonialismo, e de quase 200 sobre o
fim da escravatura continua-se a cobrar aos seus autores os fracassos
dos dias de hoje. Querem convencer as pessoas que são os europeus que
lhes estão a tirar o pão da boca, em consequência de actos praticados
em tempos que já lá vão.
Mas parece que continua a existir em antigas colónias um enorme
sentimento anti-lusitano. Compreende-se este sentimento ao ler os
manuais de história do ensino básico. Existe toda uma geração que
nunca conviveu com o colonialismo mas que foi educada a odiar os
portugueses, povos europeus.
E por muito estranho que possa parecer, incompreensível mesmo,
é nos mais velhos, aqueles que conviveram com o regime colonial, que
se encontra uma maior empatia.
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Analisando agora a perspectiva dos antigos colonizados. Estes
tendem a encarar os colonizadores, como a fonte de todos os seus
problemas passados, presentes e futuros. Em geral produzem um
discurso que repete sem cessar os mesmos temas: Eles viviam nas suas
terras pacificamente até que um dia foram assaltados, desapossados das
suas terras e recursos naturais, escravizados. Os colonizadores não se
preocuparam em desenvolver o país, mas apenas em roubar e
humilharam as populações, etc.
Aos olhos dos colonizados, os colonizadores, têm uma "divida
eterna" para com eles. Quando um emigrante de um país colonizado
volta a uma antiga colónia, frequentemente sucedem-se as queixas de
roubos, saques com a conivência das autoridades locais. Ao nível do
discurso popular, este tipo de roubos é assumido como uma modesta
reparação. Tudo o que lhes conseguiram extrair é sempre pouco, dado
que os seus antepassados colonos fizeram muito pior.
As relações entre países colonizados e colonizadores, raramente
são colocadas em termos de reciprocidade. Uns têm mais obrigações que
outros. Uns sentem-se no direito de receber, ex-colonizados, outros estão
moralmente obrigados a pagar, ex-colonizadores.
Os casos de alegada discriminação dos seus emigrantes nas
antigas potências colonizadoras, são percepcionados como a
confirmação de uma ideia feita. É a prova que os antigos colonizadores
continuam a ser tão “racistas” como antes.
O certo é que à força de tanto ser repetido este discurso, os
antigos colonizadores acabam por se tornarem numa espécie de
personificação do Mal, causadores de todas as frustrações e
insuficiências sentidas no quotidiano.
Os mais pobres entre os colonos, quase sempre os únicos que
aceitavam os trabalhos mais humildes junto das populações locais são
erigidos à condição de protótipo do antigo Colono. Tornam-se objecto de
anedotas onde encarnam a figuras de pacóvios, estúpidos, burros,
ignorantes, etc. Desta forma procura-se ridicularizar o pertenço domínio
ou superioridade do colonizador.
Para agravar tudo isto, os mais novos são educados a odiar os seus
antigos colonizadores, aprendo também todo o discurso mencionado
acima.
Atendendo às diferentes perspectivas pode-se concluir que será
muito difícil encontrar pelo menos em tempos próximos paz entre estes,
pois de um lado temos a incompreensão por parte dos colonizadores de
tanta acusa, e do outro lado todas as acusações dos ex-colonizados.
Com tudo isto podemos concluir que, antes de os colonizarmos eles
eram muito pouco desenvolvidos, tanto mesmo como hoje em dia. No
entanto agora são infelizes e provavelmente a culpa é nossa. Isto porque
usamos a guerra para conseguir o que queríamos e não a educação.
Pois, apesar de ser um processo mais demorado, ninguém teria morrido
e nós teríamos na mesma os recursos e novos mercados que
pretendíamos ou seja, não era chegar lá e matar toda a gente, ou então
escravizá-los, mas sim chegar lá e começar a educá-los e ensinar-lhes o
que é a civilização.
REVOLUÇÃO FRANCESA
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A Revolução Francesa é considerada o mais importante
acontecimento da história contemporânea. É o processo social e político
ocorrido na França entre 1789 e 1799, cujas principais consequências
foram a queda de Luís XVI, a abolição da monarquia e a proclamação da
República, que poria fim ao Antigo Regime.
A situação económica era crítica. O uso de técnicas e utensílios
rudimentares na agricultura e os maus anos agrícolas provocaram o
aumento dos preços. Dos 26 milhões de habitantes, 20 milhões viviam
no campo em condições precárias. Também a situação industrial não era
das melhores, os produtos ingleses eram de melhor qualidade o que
levou ao encerramento de manufacturas e fez aumentar o desemprego.
Para agravar a situação, as despesas do Estado eram superiores às
receitas.
Para além disto a sociedade francesa do século XVIII era
estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero
que tinha o privilégio de não pagar impostos. Depois, a nobreza que vivia
de banquetes e muito luxo da corte. A base da sociedade era formada
pelo Terceiro Estado (formado por trabalhadores urbanos, camponeses e
uma pequena parte da burguesia) que sustentava toda a sociedade com
o seu trabalho e com o pagamento de altos impostos.
A França era um país absolutista nesta época. O rei controlava a
economia, a justiça, a política e até mesmo a religião. Os trabalhadores
não podiam votar e os oposicionistas eram presos na bastilha ou
condenados à guilhotina.
A vida dos trabalhadores e camponeses era miserável e, portanto,
desejavam melhorias na qualidade de vida. A burguesia desejava uma
participação política maior e mais liberdade económica no seu trabalho.
Devido a tudo isto, o povo saiu às ruas com o objectivo de tomar o poder
e destruir a monarquia absoluta. A queda da bastilha em 14 de Julho de
1789 marcou o início da revolução.
Em Agosto de 1789, a Assembleia Nacional constituinte apresentou
um conjunto de medidas de entre estas medidas destacam-se a extinção
de todos os direitos feudais, a aprovação da constituição de 1791 e a
elaboração da declaração dos direitos da Homem e do Cidadão.
Mas a monarquia constitucional não conseguiu estabilizar a
situação do país. O descontentamento generalizava-se. Por isso,
membros de um clube revolucionário suspenderam a Assembleia
Legislativa e deram lugar a uma Assembleia Constituinte, eleita por
sufrágio universal, cuja primeira grande medida foi pôr fim à monarquia
e instituir uma República.
Mas esta República não durou muito. O clima de terror e os
excessos cometidos levou a uma nova revolução. Era o inicio da
República Burguesa, que entregou o poder executivo a um Directório.
Uma vez que o Directório demonstrou incapacidade para solucionar
os graves problemas do país, em 1799, Napoleão assume o governo de
França. Napoleão pôs em prática várias políticas que fizeram aumentar o
nível de vida dos franceses, das quais são exemplo a criação de um
Banco e uma moeda, a reforma do ensino, os apoios à agricultura e

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industria ou mesmo uma política expansionista com o objectivo de
dominar a Europa.
A entrada de Napoleão para o governo, significa por um lado o fim
da Revolução Francesa e consequente melhoria das condições de vida da
população, por outro lado significa também a entrada directa numa
guerra de quinze anos que se estendeu de Portugal à Rússia, devido à
sua política de expansionismo.
A Revolução Francesa não teve apenas repercussões na História
interna do país. Inspirada pelos ideais iluministas, a sublevação de lema
"Liberdade, Igualdade, Fraternidade" ecoou em todo mundo, derrubando
regimes absolutistas e ascendendo os valores burgueses. Também as
invasões Napoleónicas tiveram uma grande influência em difundir estes
ideais revolucionários por toda a Europa.
Como já se pôde observar, a revolução francesa foi um período de
intensas modificações a nível social e político. Foi proclamado o respeito
pela liberdade e foram derrubados os regimes absolutistas e a
introdução da soberania do povo. Foi o fim da sociedade de ordens e
instituição da igualdade de todos os indivíduos perante a lei, assim como
a consagração do direito de Cidadania. Acabou-se com o regime de
monopólio comercial, impondo-se a defesa da liberdade de comércio e
livre concorrência. Foram derrubados os privilégios feudais, garantindo
assim o direito à posse da propriedade. O Código Civil criado por
Napoleão influenciou o direito em toda a Europa e ainda até os nossos
dias. Em termos culturais, fundaram-se numerosas escolas superiores.
Foi também instituído o ensino primário oficial, obrigatório e gratuito.
Na nossa opinião, a Revolução Francesa não teve apenas por
objectivo mudar um governo antigo, mas abolir a forma antiga da
sociedade, arruinar todas as influências reconhecidas, apagar as
tradições, renovar costumes e os usos e, de alguma maneira, esvaziar o
espírito humano de todas as ideias sobre as quais se tinham fundado até
então o respeito e a obediência, sendo desta forma também um
importante processo de evolução para a democracia actual.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

18
A Primeira Guerra Mundial foi um conflito mundial ocorrido entre
Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918. A guerra ocorreu entre a
Tríplice Entente (liderada pela Rússia, Grã-Bretanha, Itália, França e
pelos Estados Unidos a partir de 1917) que derrotou a Tríplice Aliança
(liderada pela Alemanha, Austro-hungria e Itália).
A causa que desencadeou esta grande Guerra deu-se em 28 de
Junho de 1914 quando o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do
trono Austro-Húngaro foi assassinado por um sérvio, que pertencia ao
grupo nacionalista-terrorista armado Mão Negra, que lutava pela
unificação dos territórios que continham sérvios. O assassinato
desencadeou os eventos que rapidamente deram origem à guerra.
A partir de 1917 a situação de guerra começou a alterar-se, quer
com a entrada de novos meios, como o carro de combate e a aviação
militar, quer com a substituição de comandantes por outros com nova
visão da guerra e das tácticas e estratégias mais adequadas; lançam-se,
de um lado e de outro, grandes ofensivas, que causam profundas
alterações no desenho da frente, acabando por colocar as tropas alemãs
na defensiva e levando por fim à sua derrota. O armistício que põe fim à
guerra foi assinado a 11 de Novembro de 1918.
A Primeira Guerra Mundial rompeu definitivamente com a antiga
ordem mundial criada após as Guerras Napoleónicas, marcando a
derrubada do absolutismo monárquico na Europa. Três impérios
europeus foram destruídos e consequentemente desmembrados:
Alemão, o Austro-Húngaro e o Russo. Nos Balcãs e no Médio Oriente o
mesmo ocorreu com o Império Turco-Otomano.
O fracasso da Rússia na guerra contribuiu para a queda do sistema
czariano, servindo de catalisador para a Revolução Russa que inspirou
outras em países tão diferentes como China e Cuba, e que serviu
também como base para a Guerra fria. No Médio Oriente o Império
Turco-Otomano foi substituído pela República da Turquia e muitos
territórios por toda a região acabaram em mãos inglesas e francesas. Na
Europa Central os novos estados Checoslováquia, Finlândia, Letónia,
Lituânia, Estónia e Jugoslávia "nasceram" depois da guerra e os estados
da Áustria, Hungria e Polónia foram redefinidos. Pouco tempo depois da
guerra, em 1923, os Fascistas tomaram o poder na Itália. A derrota da
Alemanha na guerra e o fracasso em resolver assuntos pendentes no
período pós-guerra, alguns dos quais haviam sido causas da Primeira
Guerra, acabaram criando condições para a ascensão do Nazismo
catorze anos depois e para a Segunda Guerra Mundial em 1939, vinte
anos depois.
Esta Guerra teve várias consequências como: O mundo ter vivido
uma revolução tecnológica para a guerra: navios, submarinos, aviões,
armas mais potentes; A nível social e político, as mortes, a devastação
dos países, a fome e o desemprego geraram grandes agitações sociais
propiciando o aparecimento de formas totalitárias de governo como o
Comunismo, Fascismo e Nacional-socialismo; A prosperidade Americana
levou à democratização do uso de novos bens de consumo fruto do
desenvolvimento de novas tecnologias (telefone, automóvel, rádio);
Declínio da Europa, que foi duramente atingida pelo conflito; A indústria
bélica deu um salto e acabou levando os países portadores de maior
19
tecnologia a um desenvolvimento estimulado pelos conflitos armados; A
ausência de mão-de-obra masculina em número suficiente abre o
mercado de trabalho às mulheres, com mudanças radicais no campo da
moda e dos costumes; Causou o colapso de quatro impérios e mudou de
forma radical o mapa geopolítico da Europa e do Médio Oriente.

GUERRA CIVIL ESPANHOLA

No intervalo entre as duas grandes guerras, ocorreu na Espanha


uma guerra civil que opôs, entre 1936 a 1939 os republicanos aos
fascistas, católicos e monárquicos. Sendo os republicanos apoiados pela

20
U.R.S.S e os fascistas apoiados pela Itália, Portugal e Alemanha. A Grã-
Bretanha e a França decidiram não interferir directamente no conflito
com medo de se tornar numa nova guerra mundial.
Após uma ditadura de militar que teve início em 1923, chefiada
pelo General Primo de Rivera, foi proclamada, em 1931, a República,
uma vez que as reformas económicas empreendidas pelo general não
foram capazes de cobrir o seu autoritarismo levando à sua queda e
exílio.
Os republicanos também não conseguiram pôr fim à agitação
social nem à instabilidade política, mesmo tendo tomado numerosas
medidas favoráveis aos operários e assalariados agrícolas.
Assim, no início de 1936, a Frente Popular, constituída por
socialistas, comunistas e outros republicanos de esquerda venceram as
eleições com maioria absoluta. As forças conservadoras não aceitaram o
governo da frente popular e instauraram um clima de violência em todo
o país.
Neste mesmo ano, ocorreu uma revolta militar liderado por Franco,
que lhe permitiu instaurar um regime ditatorial fascista até 1975.
Os efeitos da guerra foram demolidores. Mais de seiscentas mil
pessoas morreram e centenas de milhar de edifícios foram destruídos.
Houve também um grande número de exilados.
Na nossa opinião, este conflito teve um papel importante na
preparação da Segunda Guerra Mundial, uma vez que serviu como
campo de treino para testar e para fazer melhoramentos a nível de
material bélico, sobretudo aviões de guerra por parte da Alemanha e
Itália. Além disso, a vitória de Franco foi um importante passo para
impulsionar o começo da Segunda Grande Guerra, uma vez que
demonstrou a Hitler uma vitória que ele pensava ser apenas o começo
da sua liderança Mundial.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A Primeira Guerra Mundial, a tão chamada guerra para acabar com


todas as guerras, não resolveu nenhum dos problemas que a causaram.
Então, alguns anos mais tarde começou outra guerra mundial. A
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Segunda Grande Guerra foi o maior e mais violento conflito armado que
opôs, de 1939 a 1945, os países Aliados (França, Grã-Bretanha, EUA e
URSS) à coligação do Eixo (Alemanha, Itália, Japão, Hungria, Roménia e
Bulgária).
A Assinatura do tratado de paz no final da Primeira Guerra Mundial
deixou a Alemanha humilhada e despojada de suas possessões.
Quando, em 1933, Hitler subiu ao poder, decidiu ignorar o Tratado
de Versalhes e por isso restabeleceu o serviço militar obrigatório,
restituiu uma poderosa frota de guerra de modernizou a aviação.
Celebrou, também, pactos militares com a Itália e o Japão.
Uma das causas que moveu todo este processo de guerra foi o
facto de o nazismo defender o racismo e anti-semitismo e a procura de
um espaço vital. A preocupação primária de Hitler durante esse período
foi com a necessidade alemã de espaço vital. O país precisava de espaço
para se expandir, precisava de um espaço onde se pudessem reagrupar
todos os arianos (raça superior). Precisava igualmente de exterminar
todos os judeus, visto que eram considerados a raça mais inferior de
todas as raças e a sua existência impedia o bom desenvolvimento do
povo ariano. Também o facto dos ideais nazis assentarem no
nacionalismo, imperialismo, expansionismo e totalitarismo ajudou no
começo da Segunda Guerra Mundial.
Assim, e por todas as razões apresentadas anteriormente, Hitler foi
ocupando territórios à volta da Alemanha com o objecto de conquistar o
espaço vital e garantir o domínio da raça ariana.
A política de apaziguamento adoptada pela França e pela Grã-
Bretanha deu a Hitler as condições de reforçar a sua posição no seio dos
países europeus e também tempo aos alemães para se rearmarem,
sendo capazes de reocupar países vizinhos e depois de lançar o
Blitzkrieg (Guerra Relâmpago) contra a maior parte da Europa. A invasão
da Polónia foi a gota de água, tendo a França e a Grã-Bretanha declarado
guerra à Alemanha.
Em 1940, as tropas nazis invadiram a Dinamarca, a Noruega, a
Bélgica, o Luxemburgo, a Holanda e até mesmo a França. Assim, com
grande parte da Europa Ocidental dominada, Hitler pretendia conquistar
a Grã-Bretanha. Numa batalha travada no Canal da Mancha, a força
aérea inglesa infligiu a primeira grande derrota à força aérea alemã.
Entretanto Hitler continuou as suas invasões, tendo até rompido o
pacto com a URSS, apoderando-se assim do Ocidente da URSS. Nesta
altura, a Hungria, a Bulgária e a Roménia entram para conflito aliando-se
à Alemanha e à Itália. A URSS entra também para o conflito, ao lado dos
Aliados.
O Japão, que também pretendia conquistar o seu espaço vital,
ocupou alguns territórios na China, o que levou os Estados Unidos a
dificultar o seu armamento devido à grande influência e poder no
22
Extremo Oriente. Então, a 7 de Dezembro de 1941, o Japão atacou a
base naval Americana de Pearl Harbor, o que levou os Estados Unidos a
entrarem na guerra. Este acontecimento marcou a mundialização do
conflito.
A partir do ataque Japonês, a União Soviética enfrenta o exército
Alemão, tendo-o aniquilado e em 1944,o exército da União Soviética
marcha em direcção à Alemanha. No Pacífico, as ocupações japonesas
foram travadas pelos Estados Unidos. Na Europa Ocidental, após a
derrota do Eixo em África, os Aliados desembarcaram em Sicília e
libertaram a Itália.
Em 6 de Junho de 1944 (dia D), deu-se o desembarque dos Aliados
na Normandia, em Agosto deu-se outro desembarque em Provença.
Estes desembarques permitiram a libertação da França e da Bélgica.
A URSS, a Oriente, e os restantes Aliados, a Ocidente, preparavam-
se para esmagar a Alemanha, tendo esta rendido-se a Maio de 1945. A
Setembro de 1945, rende-se o Japão, depois de ter sido vítima de duas
bombas atómicas. A Segunda Guerra Mundial chegara ao fim.

Enquanto todos estes conflitos preocupavam os Aliados, uma


monstruosidade era praticada longe dos olhares do mundo. Foram
criados campos de concentração, para os quais eram enviados
opositores ao regime, ciganos, homossexuais, deficientes, mas
sobretudo Judeus.
A inacreditável máquina de terror e morte idealizada pelos nazis
era a mais macabra materialização da ideologia em que assentava o
todo-poderoso estado hitleriano. Os métodos usados então eram
baseados no pressuposto de que o terror era a melhor forma de negar a
personalidade do indivíduo e de o manipular. Entra-se na fase do uso
intensivo das câmaras de gás, das experiências ditas científicas, da
sofisticação dos meios de tortura empregues.
Numa primeira fase, os Judeus com capacidades para trabalhar
eram utilizados para produzir armas para o exército alemão. Aqueles que
não podiam trabalhar como os idosos ou as crianças era gaseadas em
câmaras de gás e posteriormente cremados em gigantescos fornos.
Porém, com o avanço dos Aliados e os campos em risco de cair em mãos
inimigas, a morte quantitativa substitui o princípio do castigo e do
trabalho. Mais do que castigar urge exterminar um número elevado de
seres humanos famintos, moribundos e magoados que, a permanecerem
vivos, não tardarão a pedir aos vencedores que façam justiça.
A alimentação, de má qualidade e quase inexistente, surge como a
principal causa de morte de várias centenas de milhar de prisioneiros. Os
prisioneiros dos campos de concentração foram, igualmente, usados
para experiências médicas.

23
A espiral de homicídios atingia, em 1944, a espantosa cifra mensal
de 30 mil mortos.
O Holocausto foi o maior crime colectivo da História da
Humanidade. Estima-se que o número de judeus mortos se tenha
aproximado dos seis milhões, enquanto os quatro milhões que faltam
para atingir os dez milhões apontados como sendo o total de vítimas nos
campos de concentração, se repartem por todos os países ocupados, por
indivíduos de todos os credos, raças e etnias.

A Segunda Guerra Mundial fez cerca de sessenta milhões de


mortos, metade dos quais civis. Para além da destruição de vidas
humanas e da destruição de quase todas as estruturas produtivas
europeias, este conflito mundial provocou a derrocada dos valores da
civilização ocidental, questionados por esta onda de violência sem
precedentes. Era difícil superar este terrível clima de terror, que
culminou com a utilização da mais destruidora de todas as armas, a
bomba atómica e o horror dos horrores com a "Solução Final" nazi que
foi o Holocausto.
Havia aproximadamente 20 milhões de deslocados. A economia da
Europa estava arrasada.
A Alemanha foi desmilitarizada e “desnazificada”. Deixou de ser
um estado coeso, dando lugar a duas nações: a República Federal da
Alemanha e a República Democrática Alemã.
Foi criada a Organização das Nações Unidas, em substituição à
Sociedade das Nações.

Teorias sobre o ataque Japonês a Pearl Harbor

São várias as teorias apontadas para o ataque Japonês a Pearl


Harbor.
Uma delas, a mais aceite, defende que o ataque foi feito de
surpresa, sem conhecimento prévio dos Estados Unidos ou de algum dos
Países Aliados.
Uma nova teoria, defende que na manhã de 6 de Dezembro de
1941, Roosevelt recebeu uma mensagem que havia sido interceptada
pela U.S.Navy. Esta mensagem tinha sido enviada de Tokyo para a
embaixada Japonesa em Washington. Vinha encriptada ao mais alto
nível, mas foi descodificada. A mensagem era uma declaração de guerra
aos EUA devido sanções económicas do ocidente. Perante isto, Roosevelt
nada fez, esperando que o ataque fosse executado. Era do conhecimento
dos militares Americanos que se os Japoneses atacassem seria em Pearl
Harbor, no entanto quando aconteceu fizeram parecer que tinha sido um
ataque surpresa. Roosevelt teve assim o motivo que precisava para
24
entrar na 2ª Guerra Mundial e lançar os ataques nucleares a Hiroshima e
Nagazaki.

Após a análise de todos os motivos e consequências inerentes às


grandes guerras mundiais, podemos concluir que nenhum desses
motivos justifica as devastadoras consequências que daí derivaram.
Atendendo aos benefícios e malefícios resultantes das Guerras podemos
concluir que os malefícios superam em grande escala pois, nenhum
avanço científico e tecnológico justifica a morte de milhões de pessoas.
No entanto e, analisando agora a situação actual de Portugal, país
neutral nas Guerras, podemos pôr a hipótese que o número bastante
menos significativo de mortes fosse talvez justificação para um maior
avanço cientifico, tecnológico, social e politico português. Contudo os
avanços nos países que participaram nas Guerras e saíram vencedores
foram, a partir daí, um grande motivo de tentativa de domínio económico
do mundo e são por isso, hoje em dia, alvos apetecíveis de atentados
terroristas, contrariamente a Portugal.

GUERRA FRIA

A Guerra Fria é um conflito entre as duas superpotências mundiais


– E.U.A e a URSS – no qual procuravam impor os seus modelos políticos e
económicos, lutando por varias zonas de influência. Esta Grande Guerra
iniciou-se no ano 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial,
terminando em 1991.
Durante este período, as duas grandes potências abstiveram-se de
entrar em conflito frontal armado, mas utilizaram toda a espécie de

25
meios contra o opositor, desde propaganda até ao apoio político ou
militar a conflitos localizados.
Destes conflitos destacam-se o bloqueio a Berlim e a Guerra da
Coreia.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em
quatro sectores administrativos. A parte ocidental era tutorada pela
França, Grã-Bretanha e E.U.A que se uniram formando a República
Federal Alemã, tendo sido isto contestado pela Rússia, o que levou, a
anos mais tarde, à construção do muro de Berlim.
A Coreia encontrava-se numa situação semelhante à da Alemanha.
A Norte ocupada pela Rússia e a Sul, ocupada pelos E.U.A. Isto, gerava
grandes tensões e o mundo temia uma guerra nuclear, mas atendendo
aos efeitos descontrolados das bombas lançadas sobre Hiroshima e
Nagazaki, isto acabou por não acontecer, apesar de ainda hoje existir
esta divisão na Coreia.
Um dos pontos fulcrais deste conflito foi a corrida às armas
nucleares. Ambas as potências lutavam pela supremacia nuclear.
Procuravam armas cada vez mais poderosas, ao mesmo tempo que
tinham consciência e por isso medo da sua utilização por parte do
inimigo, originando assim, o chamado equilíbrio do terror.
Esta procura pela supremacia fez com que as duas potências
implementassem uma política de perseguição, prisão e mesmo morte
para todos os que pactuassem com o bloco inimigo. As consequências
desta política na Rússia foram a morte de milhares de pessoas e
deportação de milhões de pessoas para os campos de trabalho forçado
na Sibéria. Já nos E.U.A. aconteceu algo de semelhante que ficou
conhecido como “caça às bruxas”.

Com a análise desta Guerra achamos que o nome que lhe foi
atribuído, corresponde à realidade vivida durante esta guerra, uma vez
que a mesma foi vivida com terror e medo por ambas as partes, pois o
perigo eminente de uma nova e devastadora guerra nuclear os
assustava. Foi portanto o medo o salvador do mundo. Isto porque ambas
as partes tinham consciência do que poderia acontecer, talvez seja esta
consciência que faltou e falta nas guerras passadas e actuais. Tendo esta
guerra servido apenas para acentuar ainda mais o poder a nível mundial
que estas potências já tinham na altura e que se reflecte na sua
influência económica e política de ambas na actualidade.

26
GUERRA PETROLÍFERA

Eis mais uma Guerra, esta tal como todas as guerras foi, é e será
para sempre motivada pelo interesse. Um interesse muito ambicioso que
move mundos: o Ouro Negro – Petróleo. Desde há muitos anos que este
interesse existe, pois este é um recurso essencial para o Homem. Talvez
mais agora, uma vez que a cada dia que passa a ciência e a tecnologia
evoluem, necessitando de muita energia. O problema é que este
precioso recurso, o mais importante de todos é não renovável, ou seja
em pouco tempo poderá extinguir-se o que gerará muitos problemas.
Pode extinguir-se pois o petróleo provêm do interior da Terra, jorrando
em grandes poços. Com o tempo a quantidade disponível começa a
diminuir, gerando inflação, guerras e preocupações, pois gasta-se a uma
velocidade alucinante e demora-se muito a encontrar uma nova fonte.
Hoje já se nota uma grande preocupação por parte dos possuidores de
poços em que sejam inventadas máquinas para permitir uma extracção
mais eficaz e rápida, o que demonstra que já não jorra nos poços como
jorrava ou pelo menos a uma velocidade suficiente. Com isto surge a
27
grande preocupação por parte dos grandes países em quererem possuir
o monopólio deste produto. A ambição é considerada como uma das
principais causadoras das Guerras, e, esta guerra não é excepção.

Guerra do Iraque e 11 de Setembro

A Guerra no Iraque é um conflito aramado entre os E.U.A. e o


Iraque. Começou a 20 de Março de 2003. Esta invasão ocorreu poucos
meses depois do atentado do 11 de Setembro. Várias teorias surgiram
então para explicar este atentado. Uma dessas teorias é a teoria oficial
apresentada pelo governo dos E.U.A. Esta teoria apresenta como
culpados do atentado, um grupo de terroristas da Al-Qaeda, sendo
alguns deles de origem Iraquiana. Apontam como motivos para o
atentado: o apoio militar prestado pelos E.U.A. a Israel, na guerra do
Golfo, a ocupação militar por parte dos E.U.A. da península arábica e a
agressão contra o povo do Iraque. Ou seja esta teoria aponta como causa
para o 11 de Setembro, a vingança por mãos próprias, daqueles
terroristas.
Meses depois, Bush defendia que os E.U.A., não poderiam esperar
até que mais ameaças deste género voltassem a acontecer. Acreditavam
ainda que no Iraque existiam armas extremamente perigosas, as quais
eram necessárias descobrir, para que não se concretizassem numa
ameaça maior. Contudo, surgem muitas outras teorias, algumas
apresentando contra-argumentos bastante sólidos, para acusarem os
E.U.A. de saberem do atentado e porventura serem mesmo cúmplices
deste.
Antes do 11 de Setembro existia um documento comprovativo de
que os E.U.A. desejavam o domínio global. Este plano apontava a Coreia
do Norte, a Síria e o Irão como regimes perigosos e que se deveriam
dominar por isso.
Vários países avisaram ainda a América de um possível atentado através
do choque de um avião carregado de explosivos, contra o Pentágono, a
Casa Branca ou o World Trade Center. No entanto não fizeram nada para
o poder impedir, não levaram muito a sério esses avisos mas a verdade é
que o atentado ocorreu efectivamente.
Outro aspecto que compromete a inocência dos E.U.A., é a sua
lenta resposta ao atentado. Nenhum caça partiu em missão de
patrulhamento e assim não houve o sequestro apenas de um avião, mas
de vários, o que poderia talvez ter sido evitado.
Por fim, é bom ainda falar da reacção após o atentado. Os E.U.A.
não tiveram nenhuma tentativa séria de apanhar Bin Laden, segundo
eles o verdadeiro culpado pela tragédia. Eles próprios afirmaram que a
intenção nunca foi de o apanhar. Então pode perguntar-se que outra
intenção poderiam ambicionar senão a de fazerem justiça e prenderem o
culpado pela morte de tantos cidadãos! A resposta parece clara: o 11 de
Setembro era o botão de accionamento para poderem invadir o Iraque e
possuírem assim grandes poços de petróleo. Caindo assim por terra que
esta é uma guerra ao terrorismo, pois pelas reacções parece que sempre
tiveram um objectivo muito claro: o ouro negro. Se realmente fosse uma
guerra ao terrorismo, porque motivo não retiraram as suas tropas do
28
Iraque, quando constataram que efectivamente tais armas não existiam
no Iraque, ou pelo menos porque não cessaram com o confronto armado.
Após analisada toda a guerra ao petróleo constatamos que a
incessante caça ao petróleo por parte dos estados unidos, mais que uma
tentativa de baixar o preço deste bem cada vez mais precioso revela a
grande necessidade que os E.U.A. têm por controlar o mundo, sobretudo
economicamente. E, a melhor forma de o conseguir é obviamente,
controlando aquilo que faz “o mundo girar” – o petróleo. Dessa forma,
mesmo que alguém quisesse retaliar contra os Estados Unidos, quem
conseguiria combate-los com máquinas que não precisassem de
petróleo?
Tudo isto são especulações, muito difícil de provar, mas vivemos
num mundo onde o poder é um dos valores mais elevados, para o atingir
parece que tudo vale, resta-nos fazer uso da nossa razão para podermos
formar uma opinião sobre qualquer assunto, nomeadamente sobre este.

CONCLUSÃO

A realização deste projecto seguiu um percurso indicado pelo


problema, por nós elaborado, no início do trabalho, tendo sido o nosso
principal objectivo alcançar uma resposta a esse problema. Quando nos
perguntamos se as guerras são ou não moralmente justificáveis a
maioria de nós responderia imediatamente que não. No entanto, esta
não é uma questão à qual se possa responder de ânimo leve. Temos
sempre que ter em conta todos os benefícios e malefícios que estas
guerras originaram, não podendo responder tendo apenas a noção do
número de mortos que cada uma delas provocou. Como todos sabem,
Portugal ao não entrar na 2ª Guerra Mundial não foi prejudicado de um
ponto de vista das vitimas mortais e lesados. No entanto, poderiam as
perdas a nível de avanços científicos e tecnológicos justificar a entrada
de Portugal na guerra e a morte de imensos civis e combatentes? Os
cientistas Portugueses diriam que sim, já os que na altura praticavam
serviço militar o não quisessem. Se, por outro lado, tivermos em conta a
Guerra Santa, podemos então considerar que este conflito é
perfeitamente justificável, uma vez que dele podemos, de uma maneira
29
generalizada, retirar bastantes benefícios e boas consequências para o
desenvolvimento da própria religião.
Em suma, podemos referir que após a realização deste trabalho e
de uma profunda pesquisa das razões que motivam uma guerra,
podemos concluir que estas, não são de maneira nenhuma justificáveis,
a partir do momento em que se retira a vida de algum inocente para
proveito da nossa nação, de nós e dos nossos bolsos. Isto porque, a
partir do momento que nos guerrilhamos perdemos completamente a
razão e, visto que nenhum país tem tudo e que para a sua subsistência
necessita de interagir com os outros, a Guerra não é com certeza a
melhor maneira de o fazer.

APÊNDICE

Mapa Conceptual

Uma das principais causas

Consequência

30
Globalização

ANEXOS

“Na presença desta bandeira de sangue que representa o nosso


Fuhrer, juro devotar todas as minhas energias ao Salvador do nosso país,
dar por ele a minha vida, juro-o por Deus.”
Juramento dos rapazes alemães de 10 anos ao entrarem para a
Jungvolk

“Nas minhas escolas crescerá uma juventude que aterrorizará o


mundo. Eu quero uma juventude brutal, impiedosa, impassível e cruel. A
juventude deverá ser tudo isso, deverá suportar o sofrimento. Não
existirá nela nem fraqueza nem sensibilidade.”
H. Rauschning, Hitler Disse-me

“Exigimos (…) a reunião de todos os alemães numa Grande


Alemanha (…). Exigimos territórios para a alimentação do nosso povo e o
estabelecimento do excedente da sua população. Não pode ser cidadão
senão aquele que não faz parte do povo. Não pode fazer parte do povo
senão que for de sangue alemão (…). Por consequência, nenhum judeu
pode fazer parte do povo.”
W. Hofer, «Documentos», in O Nacional-Socialismo

“A cultura e a civilização humanas estão, neste continente,


indissoluvelmente, ligadas à existência do Ariano. (…) A concepção
racista corresponde à vontade mais profunda da natureza de
31
restabelecer o progresso pela selecção. Assim, um dia, uma Humanidade
melhor, tendo conquistado o mundo, verá abrir-se livremente para si
todos os domínios da actividade. (…) O Judeu forma o mais marcante
contraste com o Ariano. (…) O Judeu não tem a mínima capacidade para
criar uma civilização (…). A sua inteligência nunca servirá para construir,
mas sim para destruir.”
Adolf Hitler, Mein Kampf, 1925

“A brutalidade inspira respeito. As massas têm necessidade de


quem lhes incuta temor, que as converta numa mole temerosa e
submissa. Não quero que os campos de concentração se transformem
em pensões familiares. O terror é o mais eficaz dos instrumentos
políticos...Os descontentes e os insubmissos, quando souberem o que os
espera nos campos de concentração, pensarão duas vezes antes nos
desafiarem. Agrediremos os nossos adversários com uma feroz
brutalidade, que não hesitando em vergá-los ao interesse da nação.”
Hitler, aquando da inauguração de um campo de concentração

“Os anos de 1933 a 1939 foram os da grande antifascista, que


prosseguia, de vitória em vitória, até à derrota final. (…) Em primeiro
lugar, foi a provocação de Hitler ao abandonar a Sociedade das Nações.
(…) Depois, a sua arrogância ao repudiar o tratado de Versalhes. (…) Em
seguida, a sua entrada na Áustria. No intervalo, a conquista da Etiópia
por Mussolini e da Manchúria pelo Japão e a vitória de Franco na
Espanha. Veio depois a invasão da Checoslováquia e, finalmente, a
guerra que nós tínhamos previsto, mas para a qual não estávamos
preparados. ”
Koestler, Hieróglifo

“Fez um clarão enorme. Subitamente, estávamos sepultados nas


ruínas do hospital. De repente, afluem os doentes do hospital e outros do
exterior. Todos se encontram feridos, nus, ensanguentados e como que
separados da sua pele. Os rostos estão calcinados, cor de cinza ou quase
negros, os cabelos queimados, parecem saídos do inferno. (…) A cidade
desapareceu. (…) Neste canto da cidade, à nossa volta, deviam existir
uns vinte mil mortos e entre sessenta a setenta mil feridos.”
Extracto do diário de um médico em Nagasáqui

“E todo o dia e toda a noite todos os dias e todas as noites


fumegavam as chaminés, alimentadas com este combustível [os Judeus
que depois de gaseados eram incinerados] de todas as partes da
Europa.”
Stanislaw Kon, Contai aos Vossos Filhos…

32
“Tropas nazistas conduziam o contingente - na maioria mulheres,
crianças e idosos - para uma ala mais afastada. Os carrascos
anunciavam: era hora de tomar banho e se livrar dos piolhos contraídos
na viagem nos vagões de carga. Não era. Espremidos em câmaras
seladas, sem roupas, no escuro, eram fatalmente sufocados por uma
nuvem letal de gás Zyklon B. Em instantes, todos mortos - sem sangue
nas mãos, sem esforço braçal, sem hipótese de erro, como deve ser em
toda indústria de qualidade. No passo seguinte, a faxina: gigantescos
crematórios vizinhos às câmaras engoliam os cadáveres, cuspindo
fumaça negra de forma quase ininterrupta.
(…)
E quem sobrou para contar a história guarda cenas de horror
inimaginável na lembrança.
Quando relatam as monstruosidades presenciadas nos campos da
morte, os sobreviventes geralmente se recordam primeiro das crianças.
Falam dos bebés arremessados vivos nos crematórios; dos moribundos
corroídos pelas doenças injectadas pelo médico de Auschwitz; dos
concursos de arremessos de crianças judias entre os guardas da SS. (…)
Quando pergunta-se sobre as pilhas de corpos, as testemunhas lembram
de ratazanas mordiscando os cadáveres; de prisioneiros ainda vivos
lutando para se expelir de uma montanha de mortos; de mulheres
grávidas abortando fetos. E do cheiro, dizem todos.”
http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao008
/capa.shtml

33
BIBLIOGRAFIA

CIRNE, JOANA; HENRIQUES, MARÍLIA – Cadernos de História; Areal


Editores, 2ª parte; Porto, 2007
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; Lisboa; 2006
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