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Por Julianna Caetano

1 Por Julianna Caetano Blog: http://juliannacaetano.wordpress.com E-mail: juliannacaetano@gmail.com Brasília-DF, Cruzeiro

Blog: http://juliannacaetano.wordpress.com

E-mail: juliannacaetano@gmail.com

Brasília-DF, Cruzeiro Novo - Contato: (61)8623-8552

Brasília-DF, Cruzeiro Novo - Contato: (61)8623-8552 Dia mundial sem tabaco Julianna Caetano Atendimento na

Dia mundial sem tabaco

Julianna Caetano
Julianna Caetano

Atendimento na Rodoviária do Plano Piloto durante o Dia sem Tabaco

>> Julianna Caetano

H oje, 31 de maio, Dia mun- dial sem Tabaco, o go-

verno comemorou na Rodoviá- ria do Plano Piloto com mais de 100 atendimentos entre exames

odontológicos para detectar fe- ridas suspeitas na boca, de de- pendência pulmonar e medição da quantidade de monóxido de carbono no sangue. Os atendimentos começaram

às 8h e foram até as 13h. Alguns fumantes não realizaram os exa- mes, por receio do resultado. En- tre todos os atendidos, 37 foram mulheres, 61 homens, 2 crianças

e dentre estes 7 casos suspeitos. Coordenador do Programa an- titabagismo, o pneumologista, Dr. Celso Rodrigues, falou que

o evento é realizado desde 1998

e este ano foi o mais promissor.

Segundo ele, as respostas mais frequentes sobre o motivo pelo qual as pessoas não conseguem parar de fumar são a preocupação com o peso e o medo de passar pela abstinência, entre mulheres

e homens respectivamente. Para classificar o nível de de- pendência dos fumantes, Dr. Cel- so Rodrigues utiliza o teste de Fe- ergertron, que consiste em fazer

as seguintes perguntas: Quantos cigarros a pessoa fuma por dia? Há quanto tempo fuma? E se le- vanta a noite para fumar? Opneumonologistaafirmaque com as respostas dadas, pode di-

zer se a pessoa tem um vício leve ou forte em relação ao cigarro. Já entre os motivos relacionados para parar de fumar, o maior é a divulgação dos males do cigarro que são apresentados pela mídia televisiva.

A s estatísticas revelam que os fumantes comparados aos

não fumantes apresentam um risco

• 10 vezes maior de adoecer de

câncer de pulmão

• 5 vezes maior de sofrer infar-

to

• 5 vezes maior de sofrer de bron-

quite crônica e enfisema pulmonar

• 2 vezes maior de sofrer derra-

me cerebral Se parar de fumar agora

• após 20 minutos sua pressão

sangüínea e a pulsação voltam

ao normal

• após 2 horas não tem mais ni-

cotina no seu sangue

• após 8 horas o nível de oxigê-

nio no sangue se normaliza

• após 2 dias seu olfato já perce-

be melhor os cheiros e seu pala-

dar já degusta a comida melhor

• após 3 semanas a respiração

fica mais fácil e a circulação melhora

• após 5 A 10 anos o risco de so-

frer infarto será igual ao de quem

nunca fumou.

Outros Programas

D r. Celso Rodrigues tam- bém faz parte de dois ou-

tros projetos relacionados com

o tabagismo. A conscientização

nas empresas, que realiza quan- do é solicitado e o Saúde na Es-

cola, que desenvolve informan- do aos professores sobre doenças

e drogas, em que são realizadas

três etapas, a assistência que é o cadastro dos centros educacio- nais interessados, a prevenção e a promoção da saúde. As duas últimas são de res- ponsabilidade do pneumonolo- gista e sua equipe. O curso tem

duração de oito horas e pode ser ministrado em um só dia ou con- forme possibilidade dos profes- sores. Os maiores problemas encon- tram-se no preconceito e na di- ficuldade que os educadores têm em repassar essas informa- ções aos alunos, que são em sua maioria crianças do ensino fun- damental, e na falta de apoio da Secretaria de Educação. Um dos exemplos na cons- cientização nas empresas está no edifício do Correios e Telégra- fos, localizado no Setor Bancá- rio Norte. Em 2002 eram mais de 52% de fumantes entre os funcionários. Após o programa, esse número caiu para 6%. Quando questionado pelos fu- mantes como devem fazer para parar de fumar, ele responde que só há três formas de largar o ví- cio: abruptamente; diminuindo a quantidade gradativamente e adiando o primeiro cigarro do dia aos poucos. Quando a pessoa consegue parar geralmente sen- te vontade de fumar no decor- rer das horas. Dr. Celso informa que segundo estudos, essa von- tade costuma durar de quatro a cinco minutos, que se conseguir resistir, ela vai passar. Segundo o coordenador do programa, se um ex-fumante não tiver câncer em dez anos, à chan- ce de isto ocorrer é a mesma de alguém que nunca fumou. Mas enfatiza que não só quem fuma corre o risco, os fumantes passi- vos, que inalam a fumaça tam- bém estão propensos aos mes- mos problemas.

A fumaça é mais nociva, pois

não passa pelo filtro do cigarro e este contém mais de 4720 pro- dutos químicos como formol,

amônia, naftalina, methopre- ne, acetona, fósforo, acetato de chumbo, pólvora, cádmio, tere- bintina, TNT, TNG e nicotina.

A lei para o controle do taba-

gismo ainda sofre com as ações de parlamentares como Romeu Tuma e Romero Jucá, que ale- gam agirem desta forma por cau-

sa de seus eleitores que são con- tra a lei.

O Instituto Nacional de Cân-

cer – INCA e o Ministério da Saúde oferecem tratamento gra- tuito para quem deseja largar o

vício. É só entrar em contato pelo número do Disque Saúde 0800 61 1997. Conforme site do INCA, esta- tísticas revelam que os fuman- tes, em comparação a quem não fuma, apresenta riscos dez vezes maiores de adoecer de câncer de pulmão, cinco vezes maior de sofrer infarto, bronquite crônica e enfisema pulmonar, duas ve- zes maior de sofrer derrame ce- rebral. Além destes riscos, as mulhe- res fumantes, ao associarem o cigarro com o uso de anticon- cepcionais, aumentam dez vezes mais o risco de sofrer derrame cerebral e infarto. As grávidas que fumam também correm o risco de ter aborto espontâneo em 70% dos casos, perder o bebe próximo ou depois do parto em 30%, o bebe nascer prematuro em 40% e ter um bebe com bai- xo peso em 200%.

perder o bebe próximo ou depois do parto em 30%, o bebe nascer prematuro em 40%

Partidos relutam em confirmar candidatura

Depois da ameaça de intervenção, partidos correm atrás de alianças para angariar mais votos

>> Julianna Caetano

Julianna Caetano

P artidos políticos como PT, PMDB, DEM e PSC são

em sua maioria, os que encabe- çam a fila de possíveis candida- turas. Entretanto, com exceção

do Partido dos Trabalhadores, os demais não confirmam nomes ou lançamento de chapas para

o Governo do Distrito Federal. Segundo assessoria do PT, Agnelo Queiroz é o candidato oficial que concorrerá ao cargo de governador e Geraldo Mage- la completa a chapa como vice. Para conseguir mais votos, o partido fez alianças com PSB, PDT, PC do B e PRB. Contudo nenhuma outra informação so- bre linha eleitoral foi dada. Foi depois da cassação de José Roberto Arruda que, o partido ao ver novamente a possibilida- de de governar o Distrito Fede- ral, resolveu pelo nome de Ag- nelo Queiroz. Candidato pelo

PT ele promete que se eleito, vai promover a limpeza política da Capital Federal. O PMDB, por meio do repre- sentante Maranhão Viegas, in- formou que após reunião reali- zada na última sexta-feira, onde

estavampresentesospresidentes

do DEM, PPS, PHS, PV, PTN, OTC e PSL, ficou decidido que quem representará o partido nas

eleições locais será o Deputado Tadeu Filippelli. No entanto resta saber se será como cabeça da chapa ou vice,

o que ainda não ficou decidido,

bem como se haverá coligação ou não com outros partidos. A decisão somente será tomada após plenária no dia 19 de ju- nho. Pelo partido dos Democratas, o nome cogitado é de Alberto Fraga. A assessoria foi procura- da, mas não quis falar sobre o assunto. Segundo funcionários

do escritório do DEM no Distri- to Federal, o partido estará, com certeza, na corrida pelo GDF. Em relação ao PSC, atual par- tido do ex-governador Joaquim Roriz, a assessoria de comuni- cação não informou quem será o vice que irá compor chapa com Roriz, mas garantiu que ele será candidato. Contudo, não há ne- nhuma coligação confirmada pelo partido. O PTB-DF tem como possí- vel candidato Gim Argelo, mas este também não foi confirma- do pela assessoria do partido.

Os principais partidos

que disputarão o GDF

PT - Partido dos Trabalhado- res - Surgiu junto com as gre- ves e o movimento sindical no início da década de 1980, na re- gião do ABC Paulista. Apare- ceu no cenário político para ser uma grande força de oposição e representante dos trabalha- dores e das classes populares. De base socialista, o PT defen- de a reforma agrária e a justiça social. Atualmente, governa o país através do presidente Luis Inácio Lula da Silva. As prin- cipais metas do governo Lula tem sido: crescimento econô- mico, estabilidade econômica com o controle inflacionário e geração de empregos. PMDB - Partido do Movi- mento Democrático Brasileiro - Fundado em 1980, reuniu uma grande quantidade de políticos queintegravamoMDBnaépoca do governo militar. Identificado pelos eleitores como o principal representante da redemocrati- zação do pais, no início da dé- cada de 1980, foi o vencedor em grande parte das eleições ocor- ridas no período pós regime mi-

parte das eleições ocor- ridas no período pós regime mi- litar. Chegou ao poder nacional com

litar. Chegou ao poder nacional com José Sarney, que tornou- se presidente da república após a morte de Tancredo Neves. Com o sucesso do Plano Cru- zado, em 1986, o PMDB con- seguiu eleger a grande maioria dos governadores naquelas elei- ções. Após o fracasso do Plano Cruzado e a morte de seu maior representante, Ulysses Guima- rães, o PMDB entrou em declí- nio. Muitos políticos deixaram a legenda para integrar outras ou fundar novos partidos. A principal legenda fundada pe- los dissidentes do PMDB foi o PSDB. DEM - Democratas - Antigo PFL (Partido da Frente Libe- ral) - O PFL foi registrado em 1984 e contou com a filiação de vários políticos dissidentes do PDS. Apoio e forneceu sus- tentação política durante os go-

vernos de José Sarney, Fernan- do Collor e Fernando Henrique Cardoso. Atualmente faz opo- sição ao governo Lula. Suas ba- ses partidárias estão na região Nordeste do Brasil, embora ad- ministre atualmente a cidade de São Paulo com o prefeito Gil- berto Kassab. Em 28 de março de 2007, passou a chamar De- mocratas (DEM). Os partidá- rios defendem uma economia livre de barreiras e a redução de taxas e impostos. PSDB - Partido da Social-De- mocracia Brasileira - O PSDB foi fundado no ano de 1988 por políticos que saíram do PMDB por discordarem dos rumos que o partido estava tomando na elaboração da Constituição da- quele ano. Políticos como Ma- rio Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Ciro Go- mes defendiam o parlamenta-

Símbolo dos principais partidos do Distrito Federal

rismo e o mandato de apenas quatro anos para Sarney. De base social-democrata, defende o desenvolvimento do país com justiça social. O PSDB cresceu muito durante e após os dois mandatos na presidência de Fer- nando Henrique Cardoso. Atu- almente, é a principal força de oposição ao governo Lula. PSC - Partido Social Cristão - obteve o registro definitivo em 29 de março de 1990. PSOL - Partido Socialismo e Liberdade - Fundado em 6 de junho de 2004, defende o socia- lismo como forma de governo. Foi criado por dissidentes do PT

(Partido dos Trabalhadores). É um partido de esquerda, con- trário ao sistema capitalista e ao neoliberalismo. Tem como cor oficial o vermelho e como símbolo um Sol.

Petrobrás cria veículo híbrido

O robô batizado como Chico Mendes é versátil e utiliza energia renovável

>> Julianna Caetano

A Petrobrás apresentou na VII Ciência para a Vida,

novo protótipo do veículo híbri- do Chico Mendes. O modelo co- meçou a ser desenvolvido este ano para auxiliar na pesquisa em áreas alagadas, como Floresta Amazônica e Pantanal, dando condições aos pesquisadores de andarem além dos pontos onde os barcos ou botes não podem

ir. O coordenador do laboratório

de robótica do centro de pesqui- sa da Petrobrás do Rio de Janei- ro, Ney Robinson, afirma que o robô tem a capacidade de reco- nhecer onde está andando e mu- dar os propulsores conforme a necessidade de locomoção para o solo ou a água. Como o projeto inicial foi fei- to em tamanho pequeno e sem sensores, foi preciso um mode- lo maior. Ainda assim não com- porta um homem dentro para guiá-lo. Este controle é re- alizado a dis- tância. Alémdisso, o novo protó- tipo contém um manipu- lador que vem acoplado no sensor, que pode fotogra- far as condi- ções ambien- tais da água, coletar amos-

CaetanoliannaJu
CaetanoliannaJu

Ney Robinson

tras e enviar via satélite à ima- gem para o pesquisador, onde estiver. Chico Mendes foi projetado para ter autonomia e andar tan- to para frente como para trás, o que facilita a locomoção e dá um melhor ângulo de visão de quem está no controle do robô. Segundo Ney Robinson, a in- tenção da Petrobrás é desen- volver outro modelo em escala maior, que caiba dentro tanto o pesquisador quanto o protótipo inicial. Quem estiver lá dentro poderá, se preciso, enviar o robô menor para coleta e análise em locais que os outros não conse- guem chegar.

A energia utilizada no veículo

híbrido provém do sol e a bate-

ria é recarregada em pontos fixos nos locais alagados, por exem- plo, que também servem como base para troca dos robôs.

A empresa ainda não colocará

nenhum dos modelos para co- mercialização, mas disponibili- za-os em função de pesquisas.

Julianna Caetano

Embrapa cria algodão colorido O algodão colori- do, criado pela Embrapa existe nas co- res
Embrapa cria algodão colorido
O algodão colori-
do, criado pela
Embrapa existe nas co-
res verde, rubi (entre
marrom escuro e aver-
melhado) e safira, que
é um pouco mais clara
que a anterior.
Esse algodão tem
comoumdosprincipais
bene cios, não neces-
sitar de nenhuma das
etapas de pigmenta-
ção, que reduz o cus-
to na obtenção dos te-
cidos, água, energia,
além da redução dos
fluidos e dos impactos
ambientais que estes
causariam.
É um produto social-
mente justo, econo-
micamente viável e
ecologicamente sus-
tentável, o que be-
neficia todos os se-
guimentos da cadeia
produ va.

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3 Amostras das matérias-primas pesquisadas pela Embrapa e em exposição na VII Ciência para a Vida

Amostras das matérias-primas pesquisadas pela Embrapa e em exposição na VII Ciência para a Vida

Biodieselteránovasmatérias-primas

Pesquisa avalia vários tipos de sementes para integrarem produção do biodiesel brasileiro

>> Julianna Caetano

N a VII Ciência para a vida, exposição que acontece

na sede da Embrapa até 02 de maio, a empresa apresentou o projeto Biodiesel, ainda em fase de pesquisa, na qual estão sendo testados sementes e óleos como pinhão-manso, girassol, babaçu, dendê, buriti, mamona e a soja. Com os resultados da pesqui- sa, será possível evitar que a pro- dução de biodiesel se torne uma cultura única, pois todos os no- vos componentes podem ser en- contrados em diversas partes do país como centro-oeste. A soja é atualmente, a única semente uti- lizada na produção do biodiesel de forma comercial. O cultivo é feito em larga escala, mas tem alto valor no mercado, o que en- carece o produto final. Uma das sementes estudadas e já tem participação no proces- so é a mamona, que também tem

tido acréscimo no preço. É para evitar esse tipo de contratempo e outros como a entressafra, que a Embrapa pesquisa a viabilidade das oleaginosas como, por exem- plo, a macaúba que é do norte, a

mamona do centro-oeste e o pi- nhão-manso do sul. Essa possi- bilidade incentiva a plantação e como todos poderão ser utiliza- dos, não será preciso esperar a época certa para colheita e nova lavoura. Durante a pesquisa, o culti- vo utilizado é da empresa e me- nos de 50 % provém da compra

de particulares. O primeiro bio- combustível fabricado pelo Bra- sil, foi o etanol, implementado em 1990 com o pró-álcool. Con- tudo a alta rentabilidade do açú- car e do subsídio dado pelo go- verno aos agricultores, fez com que caísse em desuso. Foi em 2003, com os veículos flex que o ele voltou a ser utilizado e é hoje o principal biocombustível do país. Segundo o engenheiro que de-

monstrouaproduçãodocombus-

tível na exposição, declara que o biodiesel está sendo estudado para substituir o diesel, pois o etanol não é viável em carros de grande porte e sim em veículos de passeio pelo alto consumo. Conforme a lei 11.097 de 13 de

janeiro de 2005 é obrigatória a adição de 5% deste ao óleo die- sel comercializado para o consu- midor final. O aumento de 15% está sendo estudado pelo gover- no. A utilização do biodiesel por particulares na forma mais pura, sem estar adicionado ao diesel pode ser feita, contanto que o produtor particular registre sua produção na Agência Nacional do Petróleo – ANP, afirma fun- cionária da empresa, presente também no local. Ainda pensando no desenvol- vimento de meios para evitar o desgaste do solo e o emprego de produtos tóxicos, ou mesmo que provoquem o desgaste ambien- tal, a Embrapa desenvolveu os briquetes, feitos a partir das so- bras de árvores como o eucalip- to, que é matéria prima para a fabricação de móveis, onde apro- veita-se somente o tronco, os bri- quetes têm alto poder calorífico e podem também substituir o car- vão e serem empregados na ten- tativa de diminuir a queima de árvores e combustíveis fósseis.

Iphan move ação contra lei que permite grades nos prédios do Cruzeiro

Os procedimentos das licitações no Distrito Federal ainda são obscuros

>> Julianna Caetano

Julianna Caetano

são obscuros >> Julianna Caetano Julianna Caetano Quadra 605 A pós conseguir na justiça, através do

Quadra 605

A pós conseguir na justiça, através do STJ, parecer fa-

vorável a retirada das grades nos prédios do Plano Piloto, o Iphan entra com ação contra lei que per- mite a única exceção em Brasília, o Cruzeiro Novo. O local está em área tombada

como Patrimônio Cultural da Hu-

manidade pela Unesco e por este motivo, não pode ter modifica- ções em seu projeto urbanístico. Ao todo são 327 edifícios, com somente um prédio sem grades na localidade. O Iphan luta pela retirada das grades no Plano Piloto, há mais de duas décadas. Em fevereiro des-

te ano, conseguiu parecer favorá- vel a um recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União que decidiu representar o Instituto. O parecer proíbe as grades na Asa Norte, onde se encontra a maior concentração do problema. A exceção é mantida por lei, único empecilho para que o Iphan coloque o projeto urbanístico de Lúcio Costa como foi criado. O superintendente do Iphan-DF, por meio de sua assessoria, afir- mou que entrou com ação, contra a lei complementar 135/09, para que, por meio legal consiga a reti- rada das grades, as quais conside- ra ilegais, pois em área tombada elas são proibidas. “As autoridades do DF querem resolver um problema de seguran- ça pública alterando o tombamen- to da cidade, o que não é possível”, declarou Alfredo Gastal.

Produção do biodiesel

>> Julianna Caetano

Após escolher o óleo semi-refi- nado que será utilizado na fabri- cação, este é inserido em um rea- tor de transiterificação, onde será aquecido a 80ºC e agitado por vin- te minutos com o catalisador, no caso, o etanol e o hidróxido de po- tássio. Para facilitar o processo de de- cantação, é adicionada glicerina e após um minuto, ainda sendo agi- tado, o produto passa para o funil de separação, onde a glicerina adi- cionada ficará na parte mais fun- da com as impurezas e o biodiesel bruto acima dela. A glicerina é retirada e pode ser utilizada na fabricação de sabone- te, ou purificada para a reutiliza- ção na primeira etapa. O biodiesel

por conter hidróxido de potássio, tem que ter o Ph neutralizado com três lavagens, para isso utiliza-se água com ácido fosfórico na pri- meira e água destilada para as ou- tras lavagens. Depois da lavagem o álcool é destilado para a obten- ção do produto final, pronto para ser colocado no diesel e ir para o consumidor final.

para ser colocado no diesel e ir para o consumidor final. C E R F L
C E R F L O R A Cer ficaçãoflorestal fo i criadapara manter e
C E R F L O R
A Cer ficaçãoflorestal fo i criadapara
manter e for ficar as florestas na-
vas ou plantadas. O projeto garante o
manejo sustentável das matas.
Esse cer ficado é dado às empresas que
trabalham nas florestas dentro do con-
ceito de sustentabilidade que envolve
critérios ambientais, sociais e econômi-
cos.
Quemrealizaestatarefarecebeumselo
que garante ao consumidor consciente
que a madeira que está comprando não
incen va o desmatamento ilegal.

R e l e m b r a n d o

O STJ, atendendo recurso apresentado pela Advoca-

cia-Geral da União, em favor do Ins tuto de Patrimônio Histórico e Ar s co Nacional (Iphan), de- cidiu no dia 22 de fevereiro deste ano, proibir as grades dos prédios residenciais no Plano Piloto. A única exceção é o Cruzeiro Novo,

que tem garan do o direito, por meio da Lei 135 de 2009. O Iphan luta pela re rada das grades no Plano Piloto, desde que BrasíliafoitombadapelaUnesco, como Patrimônio Cultural da Hu- manidade. Por este mo vo, não pode ter seu projeto urbanís co modificado. O Cruzeiro faz par- te do Plano Piloto, mas graças à luta da Prefeitura Comunitária e dos moradores, junto à Câmara Legisla va do DF, hoje pode dar a seus habitantes, o mínimo de segurança. Com uma urbanização ruim e o policiamento fraco, o Cruzei- ro Novo necessitava das grades

para a proteção da população lo- cal. O prefeito comunitário, Sa- lin Siddartha garante que a re - rada dessas grades, acarretaria em aumento de furtos, roubos, estupros e homicídios, ou seja, criaria um caos no local. Por ter um policiamento escasso, os ha- bitantes não teriam proteção ne- nhuma. Carlos, professor e morador do Cruzeiro, concorda com Salin e acrescenta, “moro aqui há dez anos e acho que a re rada das grades não seria viável, pois traz muito morador de rua para bai- xo dos blocos e a questão da se- gurança ficaria prejudicada”. Segundo Zenóbio Rocha, ex- administrador regional do local, mesmo com a decisão judicial, a favor da re rada das grades dos pilo s no plano piloto, o GDF mantém sua posição em rela- ção ao Cruzeiro Novo, que desde 2008 é favorável que se feche o prédio.

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CaetanoliannaJu
CaetanoliannaJu

Arthur Trindade Maranhão Costa

Sociólogo da UnB estuda sistema de apuração da Polícia Civil do DF

Polícia, promotores e juízes utilizam artifícios para controlar a abertura e o andamento dos inquéritos

>> Julianna Caetano

A rthurTrindadeMaranhão Costa é o Coordenador

do Núcleo de Estudos sobre Vio-

lência e Segurança (NEVIS) da

UnB. Sua última pesquisa foi fei- ta em conjunto com outras qua-

trouniversidades,UFRJ,UFMG,

UFPE e com a PUC-RS. Contou também com equipes pesquisan- do na França e na Argentina. A pesquisa trata de um tema polê- mico, explosivo, que tem conflito de interesses e relações de poder que é o inquérito policial. A pesquisa contou com três etapas. Foram realizadas etno- grafias, técnicas antropológi- cas, dois pesquisadores acom- panhando o dia a dia de uma delegacia de polícia com foco na tramitação dos inquéritos. Fo- ram cerca de cento e cinquenta itens sobre os processos, apura- dos dos inquéritos de homicídios dolosos no Distrito Federal. O que se pode verificar com a pes- quisa é que, embora o código de processo penal diga que inqué- ritos são procedimentos de in- vestigação para apurar fatos, ele tem duas dimensões: a da inves- tigação e a do cartório em todas

as delegacias. Segundo o sociólogo, a dimen- são cartorial do inquérito é muito grande. A energia que se gasta,

o tempo, os esforços, o pessoal

que é empregado para fazer fun-

cionar as atividades de cartório,

é alto. O que se vê hoje é, que

ela ocupa quase todo o trabalho de uma delegacia de polícia, ad- mite. Arthur Trindade declara que em alguns Estados como o Rio de Janeiro, criou-se a VPI – Ve- rificação Preliminar de Infor- mação. Ou seja, registra-se um BO, antes dessa ocorrência vir

a inquérito, a VPI averigua se

aquele caso tem elementos sufi- cientes para fechar o inquérito, se tiver ele é instaurado, senão é arquivado.

Em Brasília não existe a VPI, mas a abertura de inquérito é feita, em função de existirem na ocorrência elementos já necessá-

rios, ou suficientes para fechá-lo. Caso não tenha e caso a investi- gação seja necessária a situação fica mais difícil, pois a lógica de funcionamento do inquérito

é extremamente burocratizado,

cartorializado, ressalta o soció- logo.

Em função disso, o Ministério Público, formalmente encarre- gado do controle externo da ati- vidade policial, no que tange à Polícia Civil, exerce um contro- le predominantemente formal,

é um controle sobre o inquéri-

to, sobre os autos, porque os in- quéritos são práticas. Não é um controle sobre como está proce- dendo àquela oitiva, mas sim so- bre o papel, o controle é muito precário. O juiz, nas entrevistas durante a realização da pesqui- sa, dizia que, “o juiz só condena quem o delegado quer, e o pro- motor só denuncia quem o de- legado quer. É fato!”, confirma Arthur Trindade. Arthur Trindade diz ainda

que, no Distrito Federal, para não dizer no Brasil como um todo, o promotor tem uma rela-

ção muito distante com a polí- cia. Ele só passa a atuar de fato, com o inquérito concluído. Os pedidos de baixa são realmente

o problema. É possível observar

que, esses pedidos, em muitos casos, são artifícios utilizados pelos promotores para controlar

a demanda de trabalho. O Ministério Público também tem que controlar a sua deman- da. Uma vez que ele participa quase nada da parte investigati- va, embora possa de fato partici- par. Então o trabalho do promo- tor começa na denúncia e depois tendo que acompanhar o caso. O pedido de baixa é uma estra- tégia razoável do ponto de vista

institucional e também tem um artifício interessante que a é his- tória da prescrição em perspec- tiva. É feito da seguinte forma, pede-se baixa, e tempos depois solicita o arquivamento do in- quérito baseado na demora, ten- do como desculpa a prescrição do crime quando este for a jul- gamento. O que acontece, é que o cri- tério é da cabeça de cada um. É fato também que alguns casos são priorizados por causa da ví- tima que é influente. A mídia, o impacto dos casos. Para ele, um dos maiores problemas é que juí- zes, delegados e promotores não sentam para conversar sobre os critérios de escolha. Como isso não acontece, não há a possibili- dade de existir a política crimi- nal. Não acontece, arrisco dizer, em nenhum lugar no Brasil. Arthur Trindade ressalta que, os resultados, em respeito à ló- gica do inquérito, no Brasil, é da formação da “culpa formal” e é isso que rege. Em sistemas jurí- dicos democráticos esse tipo de só pode acontecer na instância judicial e não na policial. Então, segundo o sociólogo, todos os esforços cartoriais para a forma- ção da culpa, serão contestados

e negados na justiça. A lógica de formar a culpa no

inquérito faz com que este fique gigantesco. As polícias brasilei- ras não contam, a despeito de sua qualidade, com uma prática

e uma lógica de controle estrito

sobre seus procedimentos. Juí- zes desconfiam do que os poli- cias fazem. A corregedoria da Polícia Civil faz correição de in- quérito, de abuso de autoridade. Como o controle sobre a ativida-

de policial é precária, qualquer alegação de que houve desvio de conduta ou irregularidade, os ju- ízes aceitam de pronto, não pre- cisa provar muito, afirma Arthur Trindade.

PEC 446 cria piso dos profissionais de segurança pública

>> Julianna Caetano

A PEC 446 é um proje- to que foi criado pela

vontade da categoria de ter melhores condições de vida. Em seu texto ela permite a criação de um piso para os profissionais de segurança pública e cria um fundo que será baseado no percentu- al de receitas tributárias fe- derais e ajudará os Estados com menos condição a pa- gar o piso. É a criação desse fundo que evita a inconstituciona- lidade do projeto. Problema esse que existe nas PECs 300 e 340, além de vários vícios e que por isso não poderão ser aprovadas.

gação o pagamento do piso de- finido por lei. A PEC não é complexa em seu texto, pois é a síntese das PECs 304 e 340, além de não trazer nenhum tipo de vício ou incons- titucionalidade. Quando chegar

o momento da regulamentação,

que será feita pelo Executivo Fe- deral, discutiremos se haverá se-

paração de valores para a polícia judiciária e a militar, ou se tere- mos um piso único para a segu- rança pública. Embora pareça ser o mais jus- to, o exemplo de outros Estados que já trabalham desta forma, ao igualar o piso para as categorias, os governos passam a não distin- guir as peculiaridades existen- tes em cada categoria, como as diferenças que têm as carreiras,

o que não dá para comparar. Portanto a discussão de um piso único, deverá ser feita no momento certo, que será na apro- vação do projeto, pois “nós não

queremos que o piso limite a ca- pacidade do profissional de ga- nhar um pouco mais.”

Para a apro- vação da PEC 446, segundo Divinato, falta

somente o escla- recimento para

Como Surgiu

A PEC 446 originou-se no Se- nado, antes como PEC 41, de au- toria do senador Renan Calhei- ros. Hoje está na Câmara dos Deputados aguardando que seja designado o relator para depois constituir uma Comissão Espe-

cial. Para que tenha uma aprovação

mais rápida, fo- ram apensadas a ela as PECs 300

“A PEC 300 fez um bem ao ter organiza- do a PM, mas fez um
“A PEC 300 fez um
bem ao ter organiza-
do a PM, mas fez um
mau ao criar sonhos
que não são possíveis
de realizar. Os Poli-
ciais Militares do Bra-
sil se organizaram,
gastaram dinhei-
ro com a promessa
que eles ganhariam
um salários igual aos
PMs da Capital”, de-
clara Divinato da
Consolação, diretor
do Sindicato .

algumascatego-

e 340, que são

originárias da Casa e já tiveram

seu juízo de ad- missibilidade e

constitucionali-

dade avaliados.

rias, principal- mente a militar, porque o único projeto que hoje tem capacidade de ser votado e aprovado é esse. “Precisamos

primeiro vencer

a batalha que é criar o piso e a

PEC 446 faz isso”. Divinato afirma que o projeto só caminha se houver o consenso com as categorias, que é o maior empecilho hoje, pois a PEC já conta com o apoio do Governo Federal e dos parlamentares.

Por ter apen- sadas as outras PECs, a 446 não precisa necessariamente trami-

tar CCJ, tão pouco criar Comis- são Especial, pois aproveita a tra- mitação da PEC 300 que já está pronta para ir para plenário. Após ser aprovada, o piso terá seu valor estabelecido pelo presi- dente da República, seja por uma Medida Provisória ou um Proje-

to de Lei. Ela também delimita

um prazo para a regulamenta- ção, a contar da aprovação re- gimentar, prazo este estipulado por uma emenda, já que o pro- jeto original o tempo limite era de dois anos. A proposta tramitou muito rá- pido porque os parlamentares e o Governo Federal desejam en- contrar uma solução para o pro- blema Mas ainda tem muita coisa a ser feita, como aprovar a PEC 446 na Câmara dos Deputados e rejeitar as PECs 300 e 340, pois não são projetos factíveis. No aspecto de reestruturação, espera-se que a 446 possa das melhores condições às polícias, criar responsabilidades para os Estados, que terão como obri-

que a 446 possa das melhores condições às polícias, criar responsabilidades para os Estados, que terão