Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso - Juliana Moreira Mendonça A- A+ 20/10/2008-17:00 | Autor: Juliana Moreira Mendonça; Como citar

este artigo: MENDONÇA, Juliana Moreira. Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso. Disponível em http://www.lfg.com.br 20 outubro. 2008.

INTRODUÇÃO O Brasil, ao longo de sua existência, sempre foi considerado um país jovem. Entretanto, esta idéia do país do futuro, dos jovens e das crianças está perdendo espaço, em função da nova tendência mundial, qual seja, a presença intensa e massiva da Terceira Idade no cotidiano das civilizações. Aos poucos, a pirâmide etária brasileira vai se invertendo, embalada pela queda da natalidade, desenvolvimentos tecnológicos, avanços da medicina e, por incrível que pareça, pela melhora na qualidade de vida, favorecendo o crescimento do número de idosos, que, ao final da primeira metade do século XXI, representará cerca de 15% da população total, segundo estimativas oficiais. No fim de agosto deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua projeção da população para 2050. Nesse ano, pela primeira vez, o número de idosos será igual ao de jovens. Se em 2000 as pessoas com mais de 65 anos representavam 5% da população, na década de 50 deste século elas serão 18%, mesma porcentagem dos que terão entre zero e 14 anos. Em pouco mais de quatro décadas, o número de pessoas com 80 anos ou mais será quase oito vezes maior do que era há quatro anos. De 1,8 milhão, a quantidade pode chegar a 13,7 milhões. Além disso, há o fato de que a proporção da população "mais idosa", leia-se, com mais de 80 anos, encontra-se em ascensão, transformando a pirâmide etária dentro de seu próprio grupo. Isto significa que a população idosa também está envelhecendo (Camarano et alii, 1999). Estas transformações repercutiram na estrutura política, através da necessidade maior de realização de políticas públicas voltadas ao atendimento dos idosos, bem como na esfera jurídica, com a edição de legislações protetivas, que procuram efetivar e complementar o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como o artigo 230 da nossa lei Maior. Desta forma, o advento do Estatuto do Idoso representa uma mudança de paradigma, já que amplia o sistema protetivo desta camada da sociedade, caracterizando verdadeira ação afirmativa em prol da efetivação da igualdade material. Daí a importância do estudo do sistema jurídico de proteção ao idoso, tendo em vista a sua relevância para a sociedade atual e para a futura, sendo extremamente necessária a conscientização da população, no sentido de respeitar os direitos, a dignidade e a sabedoria de vida desta camada tão vulnerável e até bem pouco tempo desprezada da sociedade. ASPECTOS RELEVANTES DO ESTATUTO DO IDOSO Num primeiro momento, tratar-se-à de analisar quem, afinal, pode ser considerado idoso, para então, analisar o significado jurídico do Estatuto e por fim, suas garantias fundamentais. Quem é a pessoa idosa para fins de aquisição de Direitos? Sob este aspecto, o sistema jurídico brasileiro deixou a desejar, visto que não há uma coerência quanto à sistematização, o que traz certa dificuldade no que tange a interpretação e aplicação das normas referentes aos idosos.

que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso e dá outras providências (regulamentado pelo Decreto 1. cuja situação é extremamente precária. . não há um regramento específico sobre o tema. educação. vide art. v. Na Lei de Organização da Assistência Social . No âmbito internacional. entre outros. Lei 10. O Significado Jurídico do Estatuto do Idoso O Estatuto do Idoso tramitou durante 6 (seis) longos anos pelas casas do Congresso Nacional até ser. Esta é também a idade exigida para obter prioridade na tramitação de processos judiciais. o Presidente da República afirmou que: Seus 118 (cento e dezoito) artigos formam um guarda-chuva de garantias legais que a sociedade devia aos seus idosos.741. o direito à gratuidade no transporte coletivo. moradia. de fato. que trata do pagamento do benefício da prestação continuada ao idoso carente e sem renda para se manter ou ser mantido pela família. no tocante às garantias jurídicas descritas no Estatuto em tela? As Garantias Fundamentais Os direitos fundamentais do idoso estão elencados nos Capítulos I ao X do Título II do novel diploma. como. em direitos na vida dos nossos idosos.. de matérias relacionadas à previdência e seguridade social.irão se transformar. É possível encontrar alguns artigos isolados. porque só assim as inovações que ele traz . de acordo com a Lei 10. a idade passou a ser de 60 (sessenta anos). Mas para que tudo isso se materialize. ponto a ser discutido mais adiante. Em suas normas. na mesma linha. Simplesmente viver como deve ser a vida em uma sociedade civilizada: com muita dignidade.742. ou de recursos básicos para sobrevivência. encontram-se preceitos amplamente debatidos pela sociedade. é preciso que esse instrumento de cidadania tenha a adesão de toda a sociedade. que tratam. considera pessoa idosa aquela com idade maior a 60 (sessenta anos).e as leis que ele regulamenta . na dificuldade de transportes. finalmente. sendo muito escassos os documentos internacionais que façam referencia aos idosos. lazer. que. que exige a idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos. sancionado pelo atual Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva em 1º de outubro de 2003. de 07 de dezembro de 1993. além de estarem também presentes em outras leis. § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1998 . A partir de agora.Basta observar a Lei 8. As palavras do Presidente remontam a um questionamento prévio para o estudo em questão: a "adesão da sociedade" assume um papel preponderante. de 04 de janeiro de 1994. seja no quesito aposentadoria. a idade fixada foi de 67 (sessenta e sete) anos. Lei 8. revelando um caráter protetivo dos direitos fundamentais desta parcela da população com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 2º. g. mas com a entrada em vigor do Estatuto do Idoso. de 09 de janeiro de 2001.CRFB/88. sem amargurar humilhações e sem pedir para existir. Em declaração divulgada pela imprensa sobre o Estatuto do Idoso. O Estatuto do Idoso. 230. prevê expressamente a idade de 60 anos para que uma pessoa seja considerada idosa.173. saúde. Porém. alguns direitos exigem dos idosos uma idade mais avançada. de 1º de outubro de 2003.948. basicamente.842. eles terão uma ampla proteção jurídica para usufruir direitos da civilização sem depender de favores.LOAS. Tais direitos estão estribados sobre o direito constitucional vigente no Brasil. de 03 de julho de 1996). em seu art.

Aqui. educação. a relação com o Estado e o Poder Público. (h) Redução da idade de 67 (sessenta e sete) para 65 (sessenta e cinco) anos para que os idosos carentes se beneficiem com 1 salário mínimo. sendo apontadas aqui. (j) O cidadão passa a ter a obrigação de comunicar qualquer tipo de violação que o idoso vier a sofrer. 43 e 45 do Estatuto. propositura de ações civis públicas. ao respeito e à dignidade. geralmente. o respeito. embora o tema seja tratado. MEDIDAS DE PROTEÇÃO E A POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO A proteção ao idoso encontra-se prevista nos arts. como a instauração de inquérito civil para a celebração de termo de ajustamento de conduta. é estipulado como um dos objetivos fundamentais de nosso País a promoção do bem de todos. esta fornecida pelo Poder Público. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde.742 de 7 de dezembro de 1993 que dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências (no Estatuto.É obrigação do Estado. origem. algumas de maior importância e que ensejam grandes discussões: (a) O atendimento preferencial e imediato junto aos órgãos públicos e privados que prestam serviços à população (exemplos. Pela leitura do artigo 9º da Lei 10. os idosos devem ser protegidos por meio do que chamamos de direitos sociais. pois logo em seu artigo 3º. vide art. (d) Estimulação de empresas privadas com redução em suas cargas tributárias para a contratação de pessoas que já estejam nesta faixa etária. ou seja. do transporte e da segurança. Neste Título I ainda encontramos assegurados o direito à liberdade. "Art. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade". irrestringíveis e inalienáveis. a liberdade física e intelectual. às autoridades competentes. (b) Garantia de acesso à assistência social e aos serviços de saúde (eficiência no atendimento em hospitais públicos e particulares). entre outros. estão disciplinadas as normas inerentes aos direitos da personalidade. etc. mandados de injunção e tantas outras medidas cabíveis. a lei é bem específica quanto a finalidade social. (i) Atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde . (e) Transporte coletivo gratuito para os que contam 65 (sessenta e cinco) anos. . Os direitos da personalidade caracterizam-se por serem irrenunciáveis. observa-se a grande influência de nossa Constituição Federal. quais sejam: saúde. se é dever do Estado. 34). Observa-se que nos artigos 11 a 21 do Código Civil em vigor. por meio de leis municipais. (k) Prioridade nos programas habitacionais. No tocante à proteção do idoso e do ser humano referente à sua dignidade. (l) As empresas prestadoras de serviços públicos deverão ter em seus quadros um mínimo de 20% (vinte por cento) de trabalhadores com 45 anos ou mais. transporte. conclui-se que a omissão de tais obrigações ensejam medidas energéticas. onde o envelhecimento é tratado como um direito personalíssimo. cor e quaisquer outros tipos de discriminação.SUS.O Capítulo I do Estatuto cuida. sem preconceito ou discriminação em face da idade do cidadão. em seus artigos 8º e 9º. moradia. finalmente. Outras garantias também são de extrema relevância para o estudo em tela. como previsto na Lei 8. (g) A polêmica dos planos de saúde que não podem cobrar valores mais elevados para os idosos. destacando-se: a dignidade da pessoa humana. a questão da saúde. sendo-lhes reservados 3% (três por cento) das anuidades e. a mens legislatoris dedica-se à conservação dos laços familiares e uma conseqüente inserção da sociedade. (c) O direito à pensão alimentícia. do Direito à vida. Nestes artigos. para famílias com dificuldades financeiras. inciso IV.741/03 que diz. correios e outros órgãos públicos). mais uma vez. sexo.: bancos. 9º . passando estes a ter prioridade no atendimento das políticas públicas. bem como de raça. (f) Prioridade na tramitação de processos judiciais ou administrativos.

Medidas Específicas de Proteção O inciso I do art. As normas da curatela estão previstas nos arts. Este rol é exemplificativo.governamentais responsáveis pela assistência aos idosos deverão inscrever seus programas de atendimento à terceira idade junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa. A Política de Atendimento ao Idoso A política de atendimento ao idoso. Entidades de Atendimento ao Idoso As entidades governamentais e não . a competência será do Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. sem riscos de quedas e tantas outras medidas. de estar correndo riscos de arcar com as devidas conseqüências penais desta conduta de agente garantidor. além. Na esfera constitucional no art. de forma harmônica. sem ter passado pelo processo judicial da interdição. daí a informalidade dos procedimentos decorrentes da mesma. o rol das políticas públicas. firmados para o bem-estar do idoso. é bastante perigosa. Neste documento são especificados o tipo de tratamento que o idoso deve receber. onde são especificados os . 47 e seus incisos. de modo que até mesmo os programas criados para o amparo aos idosos. devem ocorrer no próprio lar. sendo todos os incisos referentes à dignidade da pessoa humana. Caso este Conselho seja inexistente. Esta situação apesar de muito comum. ou seja. como por exemplo: compra de remédios. Observa-se a figura do curador de fato. um lar agradável. Geralmente é nomeado para ser curador um membro da família. acompanhamento médico sempre que preciso. Também constará no referido termo. Encontra-se previsto no art. sempre com vistas ao atendimento dos direitos dos idosos. ligado ao princípio da indissolubilidade do vínculo federativo. os entes federativos elencados no art. de preferência. trata do termo de responsabilidade. O legislador adotou o sistema da co-responsabilidade social. onde ele seja respeitado. não podem ficar inertes ante a defesa das políticas de atendimento ao idoso. a requerimento daquele e deve ser encaminhado à família ou ao curador do idoso. é claro. esses entes deverão trabalhar em conjunto. 1. Esta medida é determinada pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário. legando o encaminhamento à abrigos como derradeira solução. Este curador é um membro da família que pegou para si a responsabilidade da curatela. Haverá necessidade de curador quando o idoso tiver que ser interditado. etc. o legislador elegeu a família como o primeiro ente responsável pelo idoso. E mais. é essencial para que sejam cumpridas com êxito os benefícios legados aos idosos.783 do Código Civil vigente.arts. pois os demais familiares podem lhe exigir uma prestação de contas. 230. como passeios. caput da Constituição Pátria. admitido apenas aos idosos abandonados à própria sorte. 46 a 68 do Estatuto. 46.Cabe ao Ministério Público a fiscalização dos interesses dos idosos com o intuito de fazer valer a lei.767 a 1. adaptações na estrutura da casa para que o idoso possa se locomover com mais facilidade e continue exercendo suas atividades diárias. vide Título IV . o tratamento dado ao idoso por sua família. O termo de responsabilidade é importante para estabelecer compromissos básicos. 45 do Estatuto.

Pela redação do artigo 56. Caso não sejam atendidas quaisquer das exigências do supracitado artigo. serão transferidos para outra instituição. Também serão observadas as normas da Lei 8. a sanção administrativa. tantos outros.842/94 . nas respectivas atuações). tanto de recursos públicos. As obrigações estão contidas no art.00 (três mil reais). após receber a denúncia. Infrações das Entidades de Atendimento ao Idoso de Caráter Administrativo Se por ventura a entidade de atendimento deixar de cumprir quaisquer determinações do art. quanto à responsabilidade civil.741/03. tudo por conta e risco do estabelecimento interditado. A não aprovação das contas pelos Tribunais de Contas. I a IV do art. Esta fiscalização poderá realizar-se em conjunto ou separadamente. Tais sanções regem-se pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. coordenar. mantém uma certa independência com relação à punição penal. da culpabilidade. reportando-se. Este contrato se sujeita às regras do Código de Defesa do Consumidor. ficarão sujeitas tanto às sanções penais. se o fato não for caracterizado como crime. As infrações têm natureza administrativa. Caso as entidades de atendimento ao idoso descumpram os preceitos legais previstos no Estatuto. aos dirigentes e aos prepostos. ainda. caput.00 (quinhentos reais) a R$ 3. visto que é a melhor maneira de resguardar os direitos da parte mais vulnerável. de 18 de maio de 1990) e a Lei da Contabilidade Pública. Para o Ministério Público a fiscalização também se opera na esfera penal. Ministério Público. que seguem os ritos da Lei de Responsabilidade Fiscal. O Estatuto não mencionou nada sobre a responsabilidade penal dessas entidades concernentes às pessoas jurídicas. respeitados os requisitos dos incs. quanto privados. a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64.842/94 no âmbito da União. Essas infrações podem ser administrativas ou judiciais. A fiscalização tem como um de seus princípios regentes o Princípio da Publicidade. 50 e seus incisos. previstos em lei. Uma das obrigações mais relevantes é a do inc. apenas. dá margem à improbidade administrativa e ao desvio de verbas públicas. com o escopo de formular. I que trata da celebração de contrato escrito para a prestação de serviços ao idoso. 50 do Estatuto. dos Estados. ao término do . fica a impressão de que a punição administrativa seria condicionada à inexistência de crime (sanção excepcional ou residual).000.A Política Nacional do Idoso. Esta fiscalização é feita pelo Conselho do Idoso (criado pela Lei 8.regimes de atendimento. Pode haver. poderá ficar convencido da existência dos elementos que configuram a tipicidade. supervisionar e avaliar a política nacional do idoso. caracterizar-se-á o delito de maus tratos ao idoso. Os idosos que estiverem em estabelecimento interditado. a ilicitude e até mesmo. mas.governamentais) que atendem às demandas da terceira idade. ela incorrerá a pena de multa de R$ 500. observado nas prestações de contas. Distrito Federal e Municípios. como veremos a seguir. Vigilância Sanitária e. podendo ser aplicadas pelo juiz competente a requerimento dos legitimados à fiscalização. No entanto. a interdição do estabelecimento para a devida averiguação do Ministério Público. visto que o magistrado penal. Fiscalização das Entidades O ponto crucial é a fiscalização dessas entidades (governamentais e não . enquanto perdurar a fiscalização. 48 da Lei 10.

IX. ficarão passíveis de execução. sendo esta uma atribuição exclusiva dos Procuradores . À esta infração caberá como pena a multa de R$ 500. Se um médico ou uma enfermeira. se houver reincidência. § 2º. Procedimento para a Imposição das Penalidades Originadas das Infrações Administrativas . O dever de prioridade estende-se a todos os que tomem o idoso por sua responsabilidade. serão revertidas para o Fundo Municipal de Assistência Social vinculados ao atendimento ao idoso.000. absolver o réu. As multas previstas no Estatuto serão distribuídas ao Fundo do Idoso.00 (quinhentos reais) a R$ 3. podendo também dar-se por iniciativa dos demais legitimados. não os comunica à autoridade competente.00 (três mil reais) que poderá ser cobrada em dobro. Se este não existir. A terceira e última infração administrativa prevista no Estatuto é sobre a prioridade no atendimento ao idoso. o agente que contribuiu com esta conduta omissiva. vai de encontro com o texto legal da Constituição Federal de 1988 em seu artigo 129. a pena será de R$ 500. dentro dos próprios autos. caso o MP fique inerte.00 (quinhentos reais) a R$ 1. Um segundo caso de infração administrativa é o do profissional de saúde que tendo conhecimento de crimes contra o idoso. Esta punição também será aplicada aos responsáveis por estabelecimentos de saúde e às instituições de longa permanência. visto que não é atribuição do Ministério Público promover a execução fiscal da multa. esquecido em um leito hospitalar. ocorrendo tipicamente nos casos em que o idoso encontra-se desamparado por seus familiares ou responsável. toma a responsabilidade para si. Mas se a omissão se configurar. II. do Código Penal. caso não sejam cumpridas as determinações previstas no diploma em estudo. Aqui. Há uma ressalva quanto aos profissionais da saúde. previsto no artigo 136 do Código Penal. promovida pelo MP. "a". observando o dano que o idoso veio a sofrer.000. já que lhe cabe a promoção das medidas protetivas. Esta omissão é muito comum.julgamento. Por tudo isso. vide artigo 13. Alguns doutrinadores. Há divergência quanto à decretação da interdição administrativa por parte do Ministério Público que é o órgão fiscalizador. responderão pelo crime de maus-tratos. é recomendável que a sanção administrativa seja imposta ao se constatar violação a algum dos incisos do artigo 50. Apenas uma única comunicação à autoridade é suficiente para descaracterizar a omissão dos demais agentes. da Lei das Contravenções Penais.Gerais. Conclui-se que o artigo acima abordado pode estar contaminado pela inconstitucionalidade. pois lhe é vedado representar judicialmente a Fazenda Pública em qualquer uma de suas esferas. por exemplo. Esta norma.00 (mil reais) e mais multa civil que será estipulada pelo juiz. ficará sujeito ao artigo 66. As multas que não forem recolhidas até 30 (trinta) dias. onde médicos e enfermeiras não comunicam o fato à autoridade competente. porém. como o ilustre Promotor de Justiça Marcos Ramayana alega que o Parquet não tem poder de polícia para decretá-la. após o trânsito em julgado da sentença.

Aqui. o dirigente da entidade deverá. O Parquet que tiver atribuições deverá ser também o responsável pela fiscalização tanto dos estabelecimentos de abrigo. ou o juiz aplica. oferecerá sua contestação. quanto das entidades de proteção aos idosos. o próprio juiz com competência para a vara cível.Lei que configura infrações à legislação sanitária federal. Inicia-se o procedimento com a requisição do Ministério Público ao Conselho do Idoso. A intimação poderá ser feita ou pelo autuante. por exemplo. de 29 de janeiro de 1999 .784. Assim. subsidiariamente. Cumpre lembrar que o Ministério Público é quem possui legitimidade exclusiva para a requisição das medidas protetivas . ou por iniciativa do Ministério Público (neste caso. o Ministério Público será o que foi criado especialmente para atuar nestes casos). Se o procedimento tiver início por um auto de infração. Caso contrário terá competência o juiz cível. subsidiariamente. estabelece as sanções respectivas e dá outras providências. quando lavrado na presença do infrator. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. não concluída a lei. no prazo de 10 (dez) dias. a legitimidade é genérica). visto que a medida administrativa poderá ser requerida logo na petição inicial de uma medida cautelar inominada. podendo haver necessidade de produção de outras provas. o autuado deverá. Encontra-se também. designará Audiência de Instrução e Julgamento. bem como para as sanções aplicáveis no processo administrativo. ou via postal contendo o aviso de recebimento. apresentar sua defesa.O procedimento para a imposição das penalidades acima descritas encontra-se previsto no artigo 60 e seus §§ do Estatuto. por duas testemunhas.Lei que regula o procedimento administrativo de apuração judicial de irregularidades em entidade de atendimento. o procedimento de apuração de irregularidade de entidade governamental e nãogovernamental de atendimento ao idoso inicia-se por meio de petição devidamente fundamentada por pessoa interessada (não precisa haver grau de parentesco com o idoso. Após o procedimento descrito acima. se necessário for. o disposto nas Leis 6. a grande maioria dos doutrinadores entende que o Conselho Estadual do Idoso carece de regulamentação em vários Estados. de preferência. Apresentada a contestação. Após a citação. no próprio instrumento de autuação. Procedimento para a Apuração das Irregularidades na esfera Judicial Aplicar-se-ão. e a 9. será permitida uma ação conjunta com o Promotor de Justiça encarregado das investigações penais. bem como. este deverá ser elaborado por servidor efetivo e. podendo juntar documentos e indicando as provas que pretende produzir. com as devidas assinaturas. no prazo de 10 dias.437. A petição inicial será dirigida ao juiz do órgão jurisdicional criado especificamente para esta matéria. . de 20 de agosto de 1977 . contados da data da intimação. sob a pendência de uma regulamentação a questão de um eventual órgão revisor da decisão que decretar a multa. ou. Contudo.

As normas que definem a prioridade ao idoso são.741/03. A ampliação do Código de Processo Civil se dá sob 3 (três) aspectos: (i) estendeu a garantia da celeridade a todos os tipos de processo. que alterou o Código de Processo Civil acrescentando-lhe 3 (três) artigos: 1. . (ii) reduziu o limite etário para fins de recebimento de tratamento especial e (iii) não há mais a necessidade de requerimento formal para fins de obtenção do citado benefício A prioridade também foi estendida aos procedimentos inerentes ao âmbito administrativo. Antes de aplicar quaisquer medidas acima descritas. observa-se que antes do advento da Lei 10. cinemas e inúmeros outros estabelecimentos comerciais. Caso as exigências sejam plenamente satisfeitas.A. a autoridade judiciária irá oficiar a autoridade administrativa que for superior ao afastado. poderão ser feitas por vistoria pericial ou pelo próprio juiz competente para a causa. decidirá a autoridade judiciária sobre o caso.As alegações finais serão oferecidas com o prazo de 5 (cinco) dias e em igual prazo.C. o acesso aos teatros. a autoridade judiciária poderá optar por fixar um prazo para a remoção das irregularidades averiguadas. APLICACAO SUBSIDIÁRIA DO CODIGO DE PROCESSO CIVIL Diante da reconhecida morosidade da tramitação dos processos no Poder Judiciário. 71 do Estatuto. como por exemplo. junto com o órgão do Ministério Público. para no prazo de 24 (vinte e quatro) horas proceder à substituição. a idade passou para 60 (sessenta) anos. criar varas especializadas e exclusivas ao atendimento aos idosos. incluindo o fazendário.211 -B e 1. ainda. ainda.211 . a idade para tal benefício era de 65 (sessenta e cinco) anos em diante. IDOSOS E O ACESSO À JUSTIÇA A questão do acesso à justiça ganha dimensão especial com o advento do Estatuto. de 9 de janeiro de 2001. A multa ou a advertência decorrentes da sentença serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. ampliando o rol de garantias e direitos dos maiores de 65 anos. vide art. O Poder Público poderá.211 . quanto das municipais. Quando houver afastamento provisório ou definitivo de dirigente de uma entidade governamental. Assim. A satisfação de tais exigências. sem julgamento do mérito. Com relação ao item (ii) que trata da redução do limite etário pra recebimento de tratamento prioritário. reservando um capítulo inteiro só para tratar deste tema. o processo será extinto. sem exceção. 1. implementadas com regras tanto das esferas estaduais. o legislador procurou garantir meios para que o idoso venha a se beneficiar do direito pleiteado em juízo. por meio da Lei 10. Com a entrada em vigor da mencionada lei.173. contudo esta norma ainda encontra-se na dependência de maiores estudos e discussões para a sua plena viabilidade e efetividade.

É atribuição do Procurador Geral de Justiça a criação destes órgãos de defesa ao idoso.Para efeitos de obtenção do benefício em tela. o interessado deverá fazer prova de sua idade. pioneiro nesta criação. que nada mais é que uma investigação administrativa a cargo do próprio órgão ministerial. O Ministério Público e a Tutela dos Direitos do Idoso O Ministério Público tem importante atuação na defesa dos direitos do idoso. podemos citar o inquérito civil público como um dos meios de atuação do Parquet. sendo estendida ao cônjuge supérstite. unidos por uma relação jurídica. a exemplo do Estado do Rio de Janeiro. Ressalta-se que esta prioridade não cessa com a morte do beneficiário. Através dele. que estejam acima dos 60 (sessenta) anos. sendo impossibilitada a sua individualização. O interesse coletivo é o de um grupo de idoso determináveis. Nos incisos do art. Assim. nos termos do art. encontram-se previstos os legitimados para a propositura destas ações. O § 1º do art. sendo certo que esta pode ser identificada como uma ação que versa sobre a defesa de interesses difusos ou coletivos. requisição de documentos. perícias e tomar depoimentos úteis à propositura de uma futura ação judicial. Já no interesse individual homogêneo. como é o caso de reivindicar redução de preço de um determinado bem móvel mensurável de modo discrepante para cada comprador (ferindo. companheiro ou companheira. como por exemplo. ou seja. de preferência na capa. informações. Para uns. exames. Essas três modalidades de interesse também são conhecidas como transindividuais. com união estável. Os interesses difusos são os que cuidam dos interesses dos idosos em geral. um grupo determinável de idoso que aciona o Ministério Público contra uma empresa de plano de saúde que cobra valor abusivo em contrato de adesão. . Verifica-se que estão sendo criadas Promotorias de Defesa do Idoso em vários Estados brasileiros. anota-se essa concessão em local visível nos autos do processo. 81 aborda uma questão que é ainda bastante controvertida entre os doutrinadores ao admitir o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados para a defesa dos interesses e direitos do Estatuto. o princípio da igualdade). visto que interessam a todos os membros da coletividade. inclusive. é cabível também para o ajuizamento da ação civil pública. Poderá haver assunção do pólo ativo. Caso seja concedido. que tem o condão de colher elementos de convicção para uma eventual propositura de ação civil pública. 81 do Estatuto. como expressa o § 2º do art. individuais indisponíveis e individuais homogêneos. pelo Ministério Público ou outro legitimado previsto na lei. Então. o litisconsórcio é permitido apenas para a instauração de inquérito civil público. os interesses são passíveis de divisão e estão ligados a uma origem comum. caso haja desistência ou abandono da ação. já para outros. compete ao Ministério Público instaurar o inquérito civil e a ação civil pública. 71 do Estatuto. O inquérito civil tem natureza de procedimento preparatório de ação civil pública. 74 do Estatuto. requerendo o benefício à autoridade judicial competente. podem-se promover diligências.

resolvendo-se em juízo de simples conveniência no interesse do alimentando para não expor-se ao risco de ver a pensão fixada apenas na proporção do correspondente à responsabilidade do filho demandado. 5. porém consagrou a solidariedade da obrigação alimentícia. Outro era o entendimento do ilustre doutrinador Yussef Sahid Cahali. indiscutivelmente havido. encerra-se um entrave doutrinário . Des. valendo como título executivo extrajudicial quando forem celebras perante um Promotor de Justiça (vide art. seria necessária a integração da lide por todos os filhos ou se haveria a possibilidade de direcionar a demanda contra algum ou alguns isoladamente. bem como a audiência. cumpre sejam todos eles citados. Francisco Faria . facultando ao alimentado optar entre os prestadores.jurisprudencial sobre este tema. Pendia a discussão sobre se em ação de alimentos proposta por ascendente. já que. é de ser anulada a sentença. As exceções ficam por conta das ações em face do Instituito Nacional de Serviço Social e às que envolvam a União. optar entre os prestadores (conferir art. há exceções quanto a esta competência que são de competência da Justiça Federal e as que são originárias dos Tribunais Superiores. em sua obra sobre alimentos: "Segundo entendimento que vimos sustentando. em que qualquer dos co-devedores responde pela dívida toda (CC. o chamamento dos demais filhos para que integrem o pólo passivo da lide não pode ser colocado em termos de litisconsórcio necessário. como litisconsortes passivos necessários. A primeira delas é a solidariedade na obrigação de prestar alimentos. Sendo assim. 12 do Estatuto). eis que não se trata de obrigação solidária. Por último.Rel." (TJRJ . anulando-se a sentença e a respectiva audiência.1990) (RT 669/150) (RJ 175/80). realizadas consensualmente. 904). Sobre a obrigação alimentícia há importantes considerações.AÇÃO DE ALIMENTOS PROPOSTA PELA MÃE CONTRA UM DE SEUS FILHOS Comprovando o "cerceamento de defesa". As que são originárias dos Tribunais Superiores.501/89 (SJ) . onde o idoso poderá também. a interdição total ou parcial e à designação de curador especial. na propositura das ações diretas de inconstitucionalidade. A segunda diz respeito a possibilidade de transações quanto aos alimentos. Porém. verificam-se.Todas as ações abordadas serão propostas no foro do domicílio do idoso.J. Acolhimento da alegação do "cerceamento de defesa.Ap. por exemplo. 04. impondo-se também a citação dos outros filhos da autora. A Tutela da Obrigação Alimentícia pelo Ministério Público O Ministério Público também será competente nas ações que versem sobre: os alimentos. 13).09. coexistindo vários filhos. facilitando sua locomoção e o pleno acesso à Justiça. é dever do Ministério Público intervir em ações nos casos em que houver situação de risco ao idoso. Assim decidiu o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro: "ALIMENTOS . parece que o entendimento do citado doutrinador revela-se o . art. Com o advento desta lei." A lei. todos sujeitos à obrigação alimentar para com a sua genitora.

No artigo 99. proporcionalmente às suas possibilidades. O artigo 98. Análise de alguns tipos penais Há no Estatuto do Idoso um capítulo inteiro apenas dedicado aos crimes em espécie. para dividirem as responsabilidades alimentícias. O sujeito ativo deste crime é a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) . observamos que no caso do Estado do Rio de Janeiro. entidades de longa permanência. casas de saúde. A Atuação do Ministério Público com Substituto Processual Voltando ao art. quando poderia fazê-lo sem risco pessoal. retardar ou dificultar assistência à saúde do idoso. há o crime de exposição a perigo da integridade e da saúde física ou psíquica. aquele que não prestar assistência ao idoso. também. já que em uma única demanda. observa-se que o Ministério Público também atuará como substituto processual do idoso que estiver em situação de risco e promoverá a revogação de instrumento procuratório nas hipóteses do citado artigo quando for necessário ou quando houver justificado interesse público. Esta pena também recai àquele que não prover as necessidades básicas do idoso. 62 a 69 do Código de Processo Civil. quando for obrigado por lei ou por mandado. podendo ser declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. neste crime.mais acertado. A pena é de detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos. Entretanto. O parente que for demandado isoladamente poderá utilizar-se do remédio processual da "nomeação à autoria". quem se recusar. punindo com detenção de 6 (seis) a 1 (um) ano. serve como solução a futuros questionamentos jurídicos. privá-lo de cuidados indispensáveis à sobrevivência humana. Conclui-se pelo disposto no art. sem justa causa. 77 do Estatuto que a intervenção o Ministério Público é tão importante que sua falta acarretará em nulidade do feito. 43 do Estatuto. ou ainda. bem como. já que só haverá a intervenção de membro do Parquet nas hipóteses de o idoso ser considerado total ou parcialmente incapaz. encontra-se o crime de abandono de idoso em hospitais. não pedir assistência de autoridade pública. o artigo 97 que trata da omissão de socorro ao idoso. ou congêneres. elencados nos arts. esta função será desempenhada por membro da Defensoria Pública. quando for compelido a fazê-lo. CRIMES COMETIDOS CONTRA OS IDOSOS PREVISTOS NO ESTATUTO O Estatuto do Idoso traz em seu Título VI importantes disposições acerca da tutela penal ao idoso. Tal proteção tem como bem jurídico a dignidade da pessoa humana. Logo de início. Há aqui uma imprecisão legal que desafia uma correta interpretação. Incorrerá. é inegável que a integração à lide de todos os potenciais alimentantes. Designação de Curador Especial Quanto ao curador especial. ou ainda. o juiz teria maior facilidade na distribuição dos encargos de cada um. sob condições desumanas ou degradantes. elencados nos artigos 95 ao 108. sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. em situação de eminente perigo.

recusar. proventos. contratar. negar a alguém. subsiste na ordem jurídica a figura penal descrita no artigo 10 da Lei 7. testar ou outorgar procuração. Haverá qualificação desta infração. quando requisitados pelo Ministério Público. atentando contra sua liberdade individual. representado por seus bens. se algum ato notorial que envolva a pessoa idosa desprovida de discernimento de seus atos.). se pune a conduta do agente que se apropriar de ou desviar bens. sem que tenha ocorrido sua revogação. proventos ou pensão do idoso. Ainda sobre o artigo 100. Encontra respaldo no artigo 96 do Estatuto. sem a obrigatória interveniência de seu curador regularmente nomeado. pensão ou qualquer outro rendimento de propriedade do idoso.g. proventos. estão listadas várias condutas que dizem respeito ao idoso que podem vir a serem caracterizadas como infração penal. v. por motivo de idade. reserva-se atenção ao inciso V ("recusar. A pena. se de seu resultado decorrer de morte ou lesão corporal de natureza grave. jornais. No artigo 102. revistas. sob qualquer maneira. legando-lhes outra aplicação da de sua finalidade. observa-se uma modalidade bem específica do crime de apropriação indébita.347/85 (Lei da Ação Civil Pública). incorrerá na pena de detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. Esta hipótese é ventilada pelo princípio da especialidade. 100. a pena será de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de reclusão."). por motivo deidade. concernente a benefícios. Destarte. fixada em reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. foi imposta pelo legislador com vistas à proteger o patrimônio do idoso. Nesta situação. incidirá a pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. Igualmente disposto no artigo acima referido. o indivíduo que exibir ou veicular por qualquer meio de comunicação (televisão. como dispões o artigo 107. estará o agente sujeito a pena de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. rádios. objeto desta Lei. Aqui. foi criado no artigo 104 o crime de retenção de cartão magnético de conta bancária. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso. Pelo que se depreende do art. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil. ao direito de contratar. sem justo motivo. emprego ou trabalho.. ou seja. punindo aquele que impedir ou dificultar o acesso do idoso à operações bancárias. etc. for lavrado sem a devida representação legal. o instrumento fornecido pelo Ministério Público é restrito ao idoso para instrução e propositura de ação civil pública. com o intuito de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. o idoso a doar. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso. . onde a conduta do agente que deixar de cumprir. pensão ou qualquer outro rendimento. incluindo os oriundos de aposentadoria ou benefícios previdenciários. sendo punido com detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. tendo como base a sua idade. ou discriminá-lo por qualquer outra maneira ou instrumento necessário ao exercício pleno da cidadania. 108. incidirá a pena privativa de liberdade e detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Do mesmo modo. à pessoa idosa. aos meios de transportes. retardar ou frustrar. sem justa causa. a discriminação ao idoso.anos. Já aquele que coagir. retardar ou dificulta atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. Aqui. são elas: impedir o aceso de alguém a qualquer cargo público. No art. assim como qualquer outro documento. está o inciso III. dentre outros.

2.br/doutrina/texto. Matheus Papaléo. Antonio Henrique Graciana. 6. Thiago Pierobom de. Pedro Thomé de Arruda. PRODIDE. seus deveres e prerrogativas enquanto cidadãos. 8. IPEA. encerra-se a empreitada de apresentar do modo mais coerente e objetivo possível.741/03. São Paulo. 221-250. Atheneu. BARROS. ed. a. Novos Crimes. MENDONÇA. n. v.UNATI. Roma Victor.01. Ana Amélia e EL GHAOURI. 2004.). 281-306. Estatuto do Idoso Comentado. in: Revista Reviva. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros.com. MARINS. A Proteção Penal do Idoso na Lei 10. Rosane e SANTOS. nova polêmica. Marcos. In: CMARANO (org. in: Revista Reviva. in: Revista Reviva. 7. 2004. ÁVILA. PRODIDE. pp. Ed.28-32. IPEA. 2004. Rio de Janeiro. 2002.asp?id= 4619>.33-38 9.uerj.br> . 3. Teresina. Disponível em: < http:// www1. nos site da Universidade Estadual do Rio de Janeiro < http://www. Vinícius. Ed. 20-24. v. CAMARANO.jus. Daniel. pp. pp. (1999) Idosos brasileiros: que dependência é essa? In: CAMARANO (org. RAMAYANA. Ricardo Paes. 2004. Rio de Janeiro. principalmente. 1999. SUXBERGER. Biblioteca Virtual da Faculdade da Terceira Idade . 2004.CONCLUSÃO Após uma breve explanação sobre alguns dos principais artigos do Estatuto. (1999). pp. NETO. JUS NAVEGANDI. 1 jan. para a necessidade de se concretizar as diversas conquistas já alcançadas. os direitos legados aos idosos. NETTO. Apontamentos sobre o Estatuto do Idoso. Solange Kanso. pp. Acesso em: 05 de ago. Rio de Janeiro. 2004. Incidência e Natureza da Pobreza entre Idosos no Brasil. ed.). A velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. 5. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros. 01. REFERÊNCIAS 1. atentando. v.179. PRODIDE. Para Entender o Estatuto do Idoso. ed.01. 4. 8.unati.

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